Episódios de Inteligência Ltda.

20 - USO DO BANHEIRO POR PESSOAS TRANS + BANCO MASTER + LULA E TRUMP

08 de maio de 20262h25min
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FERNANDA COMORA é jornalista e RICARDO MARCÍLIO é especialista em geopolítica. Eles são os âncoras do Notícia I-LTDA, o programa de notícias do Inteligência Ltda. Eles vão comentar, junto do Vilela, as notícias recentes do Brasil e do mundo com os convidados CARLOS BEZERRA JR., THIAGO LIMA LITO SOUSA, BARBARA HANNELORE, RODRIGO TEASER, ANDRÉ MARSIGLIA, MARCELO RENNÓ, DELEGADO NICO e MICHELLE BREA. Já o Vilela é da época em que ainda não existiam notícias.💡 Encontre o concurso mais próximo de você - https://bit.ly/4sQUX5P

Assuntos4
  • Legislação e políticas de banheiros públicosDireito à identidade de gênero vs. espaços exclusivos para mulheres biológicas · Legislação sobre identidade de gênero no Brasil · Casos de homens se utilizando da lei para cometer crimes · Inconstitucionalidade de leis que excluem pessoas trans de banheiros · Proposta de banheiros de acesso único · O perigo para a mulher é o homem, não a mulher trans
  • Acidentes AéreosIncidente entre Gol e Azul em Congonhas · Colisão de Boeing com drone · Avião batendo em prédio em BH · Risco de balões em aeroportos · Segurança da aviação · Swiss Cheese Model
  • Banco MasterOperação Complice Zero · Suspeitas de fraudes financeiras · Envolvimento do senador Ciro Nogueira · Mesada de R$ 500 mil para Ciro Nogueira · Alteração do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) · Contrato com a esposa do ministro Alexandre de Moraes · Delação de Vorcaro
  • Investigação de estupro coletivo em SPAtração de crianças com desculpa de soltar pipa · Violência sexual coletiva por adolescentes e um adulto · Filmagens e divulgação do crime nas redes sociais · Discussão sobre a maioridade penal · Banalização da violência · Importância da denúncia e do combate à violência infantil
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Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vilela e estou começando mais uma Inteligência Limitada. Hoje com o Jornal da Semana, com as notícias mais quentes, terríveis, polêmicas, com debate, com muita coisa e até entretenimento. É isso aí, sempre, sempre tem. Cara, colocaram você no dia mais importante. O dia de notícias mais quentes colocam o cara mais novo, mais inexperiente e apaixonado. Olha só, cara, os três exites principais. Ana Júlia, Ana Júlia está assistindo hoje.

Eu espero que esteja. Não sei, não sei. Tá bom. Então, Ana Júlia, torça por ele. Como que vai ser hoje, querido Bigoda? É isso aí. Pra quem acabou de chegar, eu vou pedir que você deixe o seu like, a sua inscrição. A gente tá se aproximando dos 6 milhões, então ajuda a gente aí e manda sua perguntinha via superchat aí pra gente, tá bom? Tá certo. A gente não garante que dá tempo de ler todos os perguntas, mas pelo Zoom a gente lê. É a melhor aqui. Exatamente.

Quero falar com vocês aí de casa, Terrac, aguenta um pouquinho aí porque eu quero te mostrar uma ferramenta que pode facilitar muito a vida de quem está de olho em concurso. Porque muita gente trava logo no começo sem saber qual concurso vale a pena acompanhar. Você abre um site, depois outro, depois mais um, vê notícia solta, edital espalhado, um monte de informação desconexa. E aí começam aquelas dúvidas, quantas vagas tem?

Qual o salário? Até quando vai a inscrição? E no fim, o que era para ajudar acaba só deixando a busca mais cansativa. Mas olha isso daqui. Coloca na tela aí, por favor, diretor. Olha isso daqui. É o radar do Estratégia. Na prática, ele funciona como um mapa dos concursos. Então, por exemplo, se você é de São Paulo e quer saber quais concursos estão rolando no Estado, no Estado, quantas vagas tem cada um, qual o salário, até quando vão as inscrições, o que faz? É só abrir aqui.

aqui e olhar, dá uma olhada, você bate o olho e já entende melhor o cenário, em vez de ficar juntando informação espalhada, você entra numa página feita para mostrar isso de forma organizada. Então se você está assistindo agora, aproveita, aponta a câmera do celular para esse QR Code que está aí na tela, ou se preferir, tem o link na descrição. E aí o que acontece, ô querido bigode?

A galera vai ser redirecionada lá para o portal. Exatamente. O radar do estratégia. E aí você dá uma olhada nos concursos que estão mais perto de você, porque às vezes a oportunidade está ali. Você só precisava de um jeito mais fácil de encontrar a estratégia. Valeu pela parceria. É isso? É isso aí.

Então vamos para o programa, apresentações e depois o que vem? Vinheta. Exato. Fernanda, seja bem-vinda. Sua câmera é essa. Obrigada. Oi, gente. Boa noite. Eu sou Fernanda Comora. Estou aqui hoje, olha, apresentadora. E eu posso garantir para vocês que o Notícia Ilimitada de hoje está imperdível. Inclusive, tem exclusiva aqui. Você não pode perder de jeito nenhum.

Pois é. Marcílio. Fala aí, gente. Boa noite. Professor Ricardo Marcílio, professor de Geografia, Geopolítica e Atualidades, também formando a bancada do nosso Notícia Limitada. Exato. Eu sou o Rogério Vilela. Me sigam lá no arroba Vilela no Instagram e diretor roda a vinheta.

Começando com os problemas da aviação, você tá vendo, tá acontecendo muito acidente, muita coisa rolando, né Fernanda? Cara, eu nunca vi, assim, três, quatro dias no mundo inteiro rolando acidentes. De repente, começa a acontecer um monte de coisa e eu que já tenho medo, fico com mais medo ainda. Eu tenho umas viagens aí pra fazer, ó. E a gente vai trazer o Lito pra falar sobre o avião da Gol e o da Azul que ficaram a apenas 22 metros de distância. Meu Deus, imagina se olhar na janelinha e tem um avião aqui.

O piloto dando tchau pra você. Já nos Estados Unidos, um Boeing 737 teria colidido com um drone durante o pouso. O especialista em aviação é o Lito Souza, amigão e parceiro aqui do canal.

E olha, hoje nós também vamos falar sobre o caso de estupro coletivo de duas crianças em São Paulo com o delegado Nico Gonçalves, secretário de Segurança Pública. Um caso que chocou o país todo, revoltante, muito doloroso. Acho que ninguém melhor para conversar conosco do que o doutor Nico, porque ele disse que em anos de experiência, Vilela, ele nunca tinha ficado tão espantado. Caramba!

Vindo dele, que já acompanha casos bem bizarros.

Bom, no debate Os Dois Lados da Moeda, a militante LGBTQIA+, Michele Brea, e a mentora de desenvolvimento pessoal, Bárbara Ranelori, vão discutir sobre a polêmica envolvendo o uso de banheiro feminino por pessoas trans. Vamos também trazer as atualizações do caso Banco Master com o jornalista Marcelo Renaud, que hoje foi realizada uma nova fase da operação Complice Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras.

E olha, gente, em geopolítica, o nosso amigo Marcílio vai contar tudo o que acabou de acontecer agora há pouco, no encontro entre Lula e Trump na Casa Branca, e tem ainda a nova estratégia dos Estados Unidos de combate ao terrorismo, as atualizações sobre a guerra no Oriente Médio e ainda as ameaças contra Putin e o cessar fogo na Ucrânia, né Marcílio?

Verdade. Tem também o Thiago Lima, toda semana aí com a gente, falando sobre o antavírus no cruzeiro que deixou três mortos e já tem mais cinco infectados no quadro. E se for verdade? Cara, eu tô meio assustado com esse negócio aí. É pra assustar. E tem um filme que falava sobre isso. Uma coisa bem parecida que aconteceu num filme. Não sei se foi no arquivo X. Eu vou até pesquisar enquanto a gente estiver falando com o Thiago pra ver onde foi. Tinha uma coisa bem parecida aí. Conta vírus também.

E tem no Giro de Notícias a Fernanda aqui trazendo cães robóticos com cabeças hiperrealistas inspiradas em personalidades, que foi destaque em uma exposição em Berlim e um produto do Japão que promete deixar o mundo mais cheiroso. É pegadinha, certeza. O que será que ela vai trazer dessa vez? Vai te surpreender. Eu imagino. Você pode ter certeza. E para encerrar, a gente tem a Crônica da Semana com o vereador Carlos Bezerra.

Então é isso, Fernanda, a gente vai começar o programa com que matéria? A gente vai começar falando com o Lito sobre acidentes aéreos, o que está acontecendo. Afinal de contas, muitas pessoas levantaram nos últimos dias que toda a tecnologia das aeronaves, acho muito importante o Lito conversar conosco hoje.

que elas teriam sido aprimoradas há 10 anos atrás e de lá para cá elas têm algum ajuste, mas elas não estariam, por exemplo, preparadas para essa quantidade de drones. Ah, verdade. Como é que uma aeronave tem que proceder quando ela entende que tem um drone no ar? O que acontece? Que são proibidos perto de... tem uma zona de exclusão perto de aeroportos e outros...

Outros locais sensíveis. E o Lito vai explicar isso para a gente. Está no ar? Está com a gente aí? Fale, Lito. Está sem áudio aqui? Estou aqui. Agora sim. Muito boa noite. A Fernanda tem algumas dúvidas aí. Eu também. Boa noite, Lito. Boa noite. Saudações aeronáuticas.

Olha, eu gosto de conversar com o Lito, que como eu tenho medo de avião, quando eu converso com o Lito eu fico mais tranquila. Gente, acalma. Eu espero que seja essa situação hoje. Acalma, gente. O que está acontecendo no mundo com os aviões, Lito?

Lito, acho que uma coisa é só assim, se alguém perdeu, né? Para relembrar as pessoas aí, foram os últimos casos envolvendo aí esses possíveis 22 metros apenas de distância entre um avião da Gol e da Azul, que acho que deixou todo mundo muito preocupado, e a história do avião que teria colidido com o drone. Mas tem mais coisa também, não tem? Não tem aquele avião que foi filmado, que bateu num prédio?

Lá em BH, né? Isso, em BH. Por qual você quer começar, Lito? Vamos começar pelo de Congonhas, que chamou bastante atenção e todo mundo guardou esse número na cabeça. 22 metros. 22 metros de separação. É pouco ou é muito? Olha só, né? 22 metros de separação vertical. Vertical. Meu Deus do céu.

Isso é um número muito baixo. Para um avião chegar tão perto do outro assim, tem que acontecer uma catástrofe. Só que eu fui buscar de onde saiu essa informação. Quem que falou que foi 22 metros? Onde está essa informação? E aí, a única informação possível, pública, são os dados do Flight Radar, que é aquele aplicativo que você rastreia os aviões pelo céu.

E o mínimo que eu encontrei, o mínimo, foram 46 metros e essa menor distância vertical entre os aviões. Só que, quando eles estavam a 46 metros, eles estavam a mais de 500 metros horizontais afastados. Então...

Eu não estou dizendo que o que aconteceu lá foi uma coisa normal, não foi. Foi um incidente grave que ocorreu em Congonhas. Mas, em nenhum momento, na minha opinião, os aviões estiveram em risco de colisão. Por que isso? Porque o avião da Azul, que estava se preparando para decolar,

ele não ouviu as informações da torre que estava falando para ele, ó, mantenha a posição, não decole, que estava vindo um gol para pousar. E o azul, por algum motivo, demorou muito para sair. Então a torre falou, aguarde, não decole. E ao mesmo tempo passou a informação para o gol, falou, arremeta para fazer uma nova aproximação, porque agora não dá mais, né, os aviões estão muito próximos. Mas o azul inicia a decolagem.

porque por algum motivo que não sabemos ainda, vai ser investigado, ele não ouviu a informação da torre. Então ele inicia a decolagem. Aí a torre fala, quando ele está mais ou menos ali, quase na metade da pista, fala azul, aborte a decolagem, e não tem resposta da azul. Ao mesmo tempo...

o controlador de tráfego aéreo fala para o Gol, vire à direita, porque ele sabe que o azul, após a decolagem, vai virar para a esquerda. Então, a consciência situacional do controlador estava muito alta, e ao mesmo tempo, os pilotos da Gol sabiam do avião que estava na pista. Assim, ele consegue ver, ele vinha na aproximação, ele viu que tinha um avião lá. Quando a torre fala para ele arremeter, ele já inicia o processo de arremetida.

Então, o azul segue no eixo da pista e o gol já segue afastando para a direita. Mas o gol está muito mais rápido que ele está voando, enquanto o azul está ganhando velocidade. É por isso que em algum momento eles passam...

verticalmente, muito próximos um do outro, que, pelo cálculo aqui que eu baixei tudo do Flight Radar, ou do Radar Box, são 46 metros. Só que nesse ponto eles estão a mais de 500 metros já separados horizontalmente. Então, foi isso que aconteceu lá. Foi uma falha de comunicação, assim, por parte do Azul não ter recebido as informações que a torre estava passando.

E agora é o CENIPA que vai analisar tudo de por que isso aconteceu, por que houve a demora na decolagem. Então, esse é o tipo de coisa que nós não sabemos porque as respostas demoram para serem investigadas.

Eu acho que é importante, diante do que o Lito está falando para a gente, pontuar até, né Lito? Então, graças a Deus, a tragédia não aconteceu e não foi maior. Porque se um comandante recebe uma orientação da torre e ele não executa simplesmente porque ele não ouviu, aí a falha é bem assustadora. Poderia ter sido muito pior.

Sim, mas não é bem assim que acontece. Você tem que imaginar que, por exemplo, a comunicação do controle de tráfego aéreo com o azul é uma camada de um queijo e nesse queijo tem vários furos. Os furos são as falhas humanas. A comunicação do controle de tráfego aéreo com o gol que está voando é uma outra fatia de queijo, que está cheia de furos também.

E o próprio controlando de trafegoário falando, tem os seus furos também na sua camadinha de queijo. Então não é porque uma camada, um raio de luz passou por um furo, que ele vai chegar na outra camada e passar por outro furo. Se passar pelo segundo, tem o terceiro furo lá, que é a luz passando. E aí temos outras camadas de queijo, que são...

Os próprios aviões têm um sistema de antipolisão, que inclusive entrou em ação. Na hora que o azul decola e o gol começa a desviar, teve a informação de que um avião entrou na bolha de segurança do outro. Então são várias camadas.

que enquanto esses furos não se alinharem, ou seja, enquanto todas as camadas não falham, a gente não tem um acidente. Então, o que foi grave foi, uma camada falhou, que foi a camada de comunicação de um avião, durante a decolagem, não ter ouvido a informação da torre. Então, sim, a gente esteve perto de uma tragédia, isso eu não acredito, por causa da consciência situacional, tanto do controlador, quanto do avião da Gol.

mas houve uma falha gravíssima de coordenação ali, e isso eu não posso ir além porque eu não tenho as informações que estão sendo investigadas. Acho que as pessoas assustaram muito também, porque a gente recorda aí do acidente com o avião da Gol, quando uma outra aeronave bateu e raspou, raspou ali de leve, digamos assim, mas foi o suficiente para uma tragédia.

Um avião pequeno e um avião maior. E o avião pequeno, depois, quando a gente acompanha, nem tinha se dado conta exatamente do que tinha acontecido. Então, para quem tem medo de avião... Esse é um caso.

Esse é um caso que tem aquelas várias camadas de... Os vários furos das fatias de queijo se alinharam. E quando a gente estuda esse acidente especificamente, você vê coisinhas que aconteceram por fração de segundos que se não tivesse acontecido...

os aviões não teriam colidido. Mas foram várias falhas e a gente também não pode dizer que hoje a gente está naqueles... No ano de 2006, na época do caos aéreo no Brasil, em que faltava controlador de tráfego aéreo, tinha motim, tinha greve, tinha passageiro dormindo em aeroporto, então tudo isso influenciou para aquele acidente acontecer também. Então não foi só o fato do transponder de um avião estar desligado.

E só avisar para o pessoal aqui que o queijo é só uma metáfora, tá? Porque tem o queijo... Analogia. É, uma analogia, porque o conhecimento expresso fala assim, eita, resolvida, é só colocar um monte de mineiros, pois eles entendem bem de queijo. Coloca um monte de... É por isso que é bom.

Esse programa de entretenimento é bom, né? Tem umas pérolas sensacionais. Uma solução. Uma solução fácil. Vamos então a... Oi, Lito. Você sabia que esse negócio das camadas de queijo é uma das analogias mais impressionantes que já foram feitas em matéria de como é que um acidente acontece? Ela foi feita pelo James Reason.

E o mundo inteiro conhece. Então se você for nos Estados Unidos e falar do Swiss cheese model, o pessoal vai saber que é um modelo de controle de acidentes. Então não foi um mineiro que criou isso. Não, porque ele não ia ficar com essa fã. Sabe o que o mineiro criou? O trem de pouso.

O trem de pouso. Eles falam que tudo é trem? É pouso. Mas aí não é pouso, é pouso. É pouso, trem de pouso. E por isso que foi o Santos Dumont, que era mineiro, que inventou o trem. Olha aí. Aí agora tudo faz sentido agora. Lito, e o caso do drone? A gente sabe que é proibido, tem zona de exclusão de drone. Como que acontece uma batida de um drone no avião? O pessoal não respeita?

A Fernanda falou uma coisa interessante, que é a gente está vivendo uma época em que uma tecnologia evoluiu muito mais rápido do que o regulamento em si. Então, o regulamento de drone hoje em dia já está avançado o suficiente. No entanto, as pessoas desobedecem ou por falta de conhecimento.

Ou porque são imbecis mesmo. São pessoas imbecis que não conhecem a noção de segurança ou da falta de segurança que é você voar um drone perto de um avião. Então, o que aconteceu? Nesse caso, foi um 737 da United, se não me engano, em San Diego. Ele veio para o pouso e o piloto avistou esse drone. Era um drone vermelho.

e ele reportou que ele provavelmente tinha colidido com esse drone. A manutenção da United fez toda a inspeção no avião e não tinha nenhum sinal de colisão com nada. Mas se o piloto chegou a ver esse drone, dá para ter uma ideia da proximidade que esse bicho estava. E ele estava...

perguntar do tamanho, esse drone que a gente usa o público usa pra filmar férias, viagens, aqueles trôneis pequenininhos da DJI, por exemplo, ou não? Eu acho que não era pequeno porque ele falou que era um drone vermelho então deve ser um desses um pouco maiores tá

Mas o fato é que, pô, pra você ver um drone desse voando, o avião tá 300... Ele tava na aproximação, ele tava a mil pés. Agora eu não lembro se é mil pés ou três mil pés, que dá aí ou 300 metros ou mil metros. Pra quem pilota drone, cara, você sobe ele um pouquinho e ele já some no céu, você não consegue mais achar. Exato. Vai só pelo visual aqui no celular ou no monitor dele, porque ele é muito pequenininho.

E aí você está até vendo ele, mas é uma mosca lá que depende de onde você vai, você perde ele no céu mesmo. Inclusive é proibido. É proibido você voar com drone. Na verdade os drones tem uma trava para não voar perto de aeroporto. Acho que é um raio de 8 quilômetros próximo ao centro de um aeroporto.

Você não pode ultrapassar 60 metros de altura, que é para já não começar a interferir com a altitude que os helicópteros voam. Então tem várias e várias regras. Só que o ser humano, falta balão até hoje perto do aeroporto. É difícil, cara. O balão é um risco tão grande quanto... Oi, vocês estão me ouvindo aí? Sim, sim.

Até que deu uma mexida na tela aqui. O balão, você está falando que é tão perigoso quanto um drone, é isso? Tão ou mais perigoso. Porque a gente teve incidentes de balão caindo no pátio do aeroporto de Guarulhos. E, poxa, no pátio de aeroporto, o que a gente tem? Aviões abastecendo.

E o que o balão tem? Uma chama para manter o ar quente, para ele poder subir. Então imagina o que pode acontecer com um balão caindo em um aeroporto e iniciando um incêndio. O nível de risco é bastante elevado.

Pois é. E esse outro caso, Olito, que as imagens são impressionantes, eu não fui atrás para saber quem estava filmando, se era alguém de helicóptero e tal, mas ele vai acompanhando, está vendo, está estranho, está voando muito baixo, não sei se vocês têm esse vídeo aí para buscar, acho que eu mandei para vocês aí, e ele está acompanhando, narrando, e de repente o avião bate no prédio.

Sim, isso aí aconteceu, né, acho que tem dois dias, lá em, havia um depoimento de Belo Horizonte, no aeroporto da Pampulha, estão aí as imagens, e essas imagens foram captadas por um helicóptero da Rede Globo, que ele estava fazendo alguma reportagem lá para o jornal de BH, e aí, eu não sei se foi o piloto ou quem...

quem que comanda a câmera, eu não sei, que percebeu que esse avião estava voando muito baixo após a decolagem do aeroporto da Pampulha. E aí começou a filmar e foi indo atrás dele. E o avião não consegue mesmo subir, e ele vai desviando do que é possível, e no final dessas imagens que a gente está vendo, ele faz uma curva para a esquerda, provavelmente porque ele deve ter enxergado algum lugar que fosse possível pousar.

Mas como o avião já estava bem em baixa velocidade, ele perde um pouco da sustentação e aí ele acaba perdendo o controle e colidindo com o prédio. Então esse... O fato dele não conseguir subir ou ganhar altitude, dá para saber os motivos ou não? As possibilidades...

Eu até fiz um rio do Instagram a respeito disso. É óbvio que a gente quer saber imediatamente o que aconteceu. Pô, aconteceu um acidente de um avião pequeno que foi filmado praticamente ao vivo por um helicóptero.

Todo mundo quer saber o que aconteceu, mas eu fui bem categórico no Instagram em falar que você analisar um acidente de avião por uma imagem apenas nos segundos que ele aconteceu é bastante complexo.

porque existem, não sintomas, mas existem coisas que levam à mesma consequência, ou seja, ações que levam à mesma consequência. Eu até dei esse exemplo, se o avião estivesse muito pesado,

e muito acima do peso de decolagem, ele mostraria um comportamento parecido com esse que a gente viu nas imagens, de não conseguir subir, da velocidade não aumentar, porque o piloto não pode baixar o nariz, porque está cheio de prédio embaixo, para ganhar velocidade, coisas assim.

Ao mesmo tempo, se houvesse uma contaminação no combustível e o motor perdesse potência, o avião também exibiria esse tipo de comportamento. Se houvesse uma falha de uma ou mais velas...

que estão mantendo os cilindros funcionando, a gente teria um comportamento similar. É por isso que, se vários componentes podem levar a mesma imagem que a gente viu, então a gente não pode ficar especulando. Eu não gosto, e é por isso que a gente sempre fala assim, não é bom especular em acidente aéreo, porque você perde a sua credibilidade na hora que a investigação chegar e mostrar que o que você falou foi uma grande besteira.

Então, mesmo a gente tendo uma noção do que pode ter acontecido, nunca é bom falar, porque um acidente aéreo é muito complexo. Então, vou voltar nas fatias de queijo lá de Minas Gerais. É tão complexo que, às vezes, você vê um negócio que você tem certeza que é aquilo, mas na hora que a investigação vai analisar a evidência, ele retorna completamente para um caminho diferente.

E isso aconteceu recentemente no acidente da Air India, um Boeing 787, aquele que foi para cima de um prédio lá na Índia. Tem um piloto que é um influenciador, um americano, que ele falou explicitamente no canal dele que os pilotos esqueceram de botar o flap para baixo e por isso o avião não conseguiu ganhar sustentação e acabou batendo no prédio.

E aí, quando surgiram fotos da asa do avião no local, o avião estava flapeado para a decolagem. Então, foi um piloto que perdeu totalmente a credibilidade no que ele pode falar, justamente porque ele especulou um negócio que ele não sabia ainda, porque não havia as evidências.

Então é por isso que a gente não fala, eu só posso falar os fatos lá. Ele decolou, ele estava em baixa velocidade, estava em baixa altura, e diversas coisas causam aquele sintoma no avião. Então é basicamente isso. A gente pode disputar um pouco essa questão de estar acontecendo muito acidente. Existem épocas em que... A gente pode disputar um pouco essa questão de estar acontecendo muito.

acontecem, dá a impressão que acontecem mais, mas existe um viés de confirmação. Quando a gente pega estatísticas, acidentes de avião, aviação em geral, ocorre na média mundial um a cada três dias. Não de avião grande, não de avião com passageiro, mas um a cada três dias em avião de porte pequeno.

quando, isso é uma média mas às vezes pode acontecer de ser dois num dia, e se for alguma coisa que chame a atenção da mídia, especificamente aí a gente vai ter uma alta exposição disso e a gente vai fazer aquele viés de confirmação eu quero comprar um Fusca Vermelho não existe Fusca Vermelho andando em São Paulo, a menos que você queira comprar um, e aí você vai começar a ver Fusca Vermelho, que agora você tem um viés da confirmação do que você quer Fusca Vermelho

Então, pelas estatísticas, não está um número elevado acima da curva do que sempre foi, com incidentes e outras coisas. Ah, e teve aquele lance também daquele motor que explodiu em São Paulo, na saída aqui, lembra daquilo? Aquilo é mais uma coisa que foi muito noticiada, e como foi filmado por um passageiro, gera um pânico.

Mas, felizmente, também naquele, o avião, a tripulação, tudo agiu de acordo para que ninguém saísse nem arraialho daquele incidente. Ou seja, o avião ainda é o meio de transporte mais seguro do mundo.

Continua sendo. Você quer um número? Quero. Eu acho que da próxima vez que eu for no Vilela, eu vou mandar esse gráfico aí. Existe um site americano que ele cataloga as mortes por causas não naturais, ou seja, mortes por acidentes.

E ele cataloga acidente de moto, de automóveis, de avião, trem, essas coisas todas. Quando você compara a cada 100 mil pessoas que morrem de acidente, 5.5 estão dentro de um carro, a cada 100 mil. E em avião é 0,01.

O número, esse número 0,01 é 54.900% menor do que 5,5. Então, às vezes a gente tem uma noção de risco que não corresponde à realidade. Eu sei que muita gente tem medo de voar, muita gente tem medo de entrar no avião, porque a gente está exposto à exceção. Sempre que acontece um acidente aqui, um motor pegando fogo ali, um negócio aqui...

muitas vezes não gera vítimas isso, mas a exposição é grande, isso gera medo, porque não aparece filmagem de carro batendo, de, sei lá, não tem a mesma exposição. E a gente começa a achar que aquilo, entrar no avião é mais perigoso. Mas os números mostram uma coisa totalmente diferente. Então, 54.900% mais chance de você morrer dentro de um carro do que dentro de um avião.

Lito, obrigado demais aí pelo papo, obrigado pelo teu conhecimento e o pessoal está te chamando de Wolverine do ar. Acho que você deveria assumir essa alcunha. Você viu que o gel acabou.

acabou, virou um voo, eu tô trabalhando desde manhã, meu, aí acabou o gel, virou um voo merinho. Vai descansar lá então, Lito, brigadão aí. Obrigado, Milela, me siga aí nas redes sociais, aí, Aviões e Músicas YouTube, no Instagram é arroba Lito.

E se quiser entrar para a aviação, vai em litoacademy.com.br. Tem um monte de vaga de emprego para você vir para a aviação. Grande abraço, Vilela. Obrigado, Fernanda, Marcílio. Obrigada. Vamos deixar o link no comentário fixado. Tanto o link do curso quanto os arrobas da galera, tá bom? Então fechou. Tchau, Lito. Obrigado.

Obrigada. Tchau, tchau. Fernanda, vamos de debate então agora. Explique sobre o que vamos falar. Pelo que eu estou vendo aí é um assunto que bem polêmico e está sendo muito debatido nas duas últimas semanas, pelo menos duas últimas semanas eu vi essa discussão muito nas redes sociais. Bem acalorada nas redes sociais, né?

E, olha, é uma discussão que divide, de fato, as opiniões e tem o seu porquê. A discussão está gerando em torno desse conflito de grupos que consideram fundamentais o quê? De um lado...

o direito à identidade de gênero, que isso significa o quê? A inclusão das mulheres trans, inclusive em banheiros femininos. E do outro, a defesa de espaços exclusivos para as mulheres biológicas.

E aí, essa discussão, eu acho que é muito importante a gente falar, Vilela, que ela não é só aqui no Brasil, tá? Hoje essa discussão, ela está girando o mundo. Mas o Brasil, ele não tem uma lei específica. As pessoas dizem, não, mas isso está documentado, isso é lei. Não é lei. O que é lei hoje é que a pessoa que não se identifica...

com o sexo que ela nasce, enfim, com a biologia, ela pode sim, uma mulher que nasce e fala, olha, eu não sou mulher, ela tem o direito de ir ao cartório e modificar para o gênero masculino. Ela não mais necessita de uma cirurgia para isso.

Então é importante que as pessoas tiveram aí uma certa confusão. Uma mulher trans, ela não precisa passar por uma cirurgia para ser considerada mulher.

E aí, o que acontece? Nós temos alguns casos pelo mundo afora, infelizmente, que alguns homens se utilizaram dessa possibilidade para adentrarem não só a banheiro, como em outros locais que eram restritos de uso feminino, obviamente, para praticarem crimes.

Mas esses números também não são comprovados ali, não houve um estudo de fato para falar, olha, desde que isso aconteceu... E tem que separar muito, e eu acho que isso vai ser muito legal na discussão. É porque a discussão não é em relação à mulher trans. É discussão de... É das pessoas que podem se aproveitar disso também para se colocar como uma mulher trans e não de fato serem. Ah, entendi. Tá bom.

E aí quem vai conversar com a gente é a Michelle Breia e a Bárbara... É Ranelore que fala? Ranelore? Ela vai explicar para a gente como fala o sobrenome. Sejam bem-vindas. Estão aí já, estão no ar já. Vamos lá, então. 100% no ar. Fernanda. Ranelore. Boa noite, meninas. Prazer em falar com vocês. Queria pedir para que vocês se apresentassem para quem está aqui ligadinho conosco. Prazer, meu nome é Bárbara Ranelore.

trabalho com desenvolvimento de mulheres já há mais de 15 anos, e tenho desenvolvido justamente nas redes sociais um trabalho que é voltado para a soberania individual. É justamente o reconhecimento da mulher, do seu potencial, de tudo que ela pode fazer com a sua vida, desde que ela se permita, se livrando de fato...

de todo e qualquer tipo de amarra, que eu chamo de amarra porque fica mais tangível para a mulher, que a impeça de avançar na vida, seja na sua vida financeira, no seu corpo, nos seus relacionamentos, nas suas decisões, esse trabalho que eu tenho desenvolvido aí nos últimos anos. Obrigada, e pedir para a Michelle também se apresentar.

Claro. Boa noite, Vilela, boa noite, Fernanda, boa noite a quem está aí nos assistindo. Meu nome é Michel e eu tenho um perfil chamado As Travas da Vida e eu venho fazendo um trabalho nas redes sociais há seis anos, que é um trabalho que eu trouxe da iniciativa privada, porque eu sou gestora de TI por formação, sou bacharel em sistemas de informação, e eu trouxe da iniciativa privada... ... ... ...

a militância que a gente já faz dentro das corporações. A gente...

dentro do mercado de TI, dentro do mercado de tecnologia, viu ao longo dos anos que a diversidade é um caminho muito importante para a inovação. E aí, se vocês notarem, ao longo do tempo, apesar de agora nós termos tido algumas reversões, ao longo do tempo, nós tivemos um avanço social muito grande em relação a direitos de pessoas LGBTs, em relação a maior aceitação.

Mas aí a gente vê, especialmente no Brasil, a cada dois anos mais ou menos, um movimento que se inicia aí em torno de cinco, seis meses antes do período eleitoral, de perfis constantemente falando sobre essa pauta. E eu espero poder esclarecer um pouquinho aqui, sem trazer viés emocional, sem trazer apelos de pânico moral, trazer um debate mais racional e baseado em dados e estatísticos.

Queria pedir, então, já que vocês se apresentaram, vamos começar o nosso debate. Queria pedir aqui para a Bárbara falar o ponto de vista dela e explicar o porquê. O porquê da posição dela.

Sim, eu me posiciono contra a utilização dos banheiros femininos por uma pessoa que não seja, de fato, do sexo feminino. Não somente porque, na nossa percepção, na minha percepção, vou falar eu defendendo uma causa, na minha percepção é uma invasão da nossa privacidade.

Esse é o primeiro ponto. E existe também uma exposição à nossa segurança e aquilo que nós sempre defendemos. Então, hoje eu vejo muito acalorada essa discussão e o que mais me preocupa, na verdade, é a forma como tem sido conduzida e em que sentido.

No sentido de qualquer posição da mulher hoje na questão de se colocar um limite diante daquilo que não nos agrada, ela é automaticamente taxada como transfobia. Quando na realidade nós estamos colocando um limite daquilo que nós não desejamos que aconteça. Porque nós não queremos ter a nossa privacidade sendo violada. Esse é o ponto. E toda essa discussão veio mais à tona nessa...

nessas duas últimas semanas, depois do episódio com a Cássia Kiss, né, que é uma senhora idosa de 68 anos que foi exposta a uma situação de muita intimidação por pessoas muito, né, vamos falar assim, muito maiores do que ela, né, com...

o corpo de um homem e colocando ela numa situação que, sinceramente, qual é a necessidade de se fazer isso, principalmente, e não só isso, mas principalmente, nós não temos uma legislação vigente nisso, mas o que eu vejo é, vindo de cima para baixo, uma...

uma força de imposição, que é uma força de imposição que eu considero, inclusive, do masculino em cima da mulher, como se nós não pudéssemos ter voz. Então, o que mais nos incomoda é a tomada desses espaços, como se nós não existíssemos mais.

como se nós pudéssemos ser apagadas. E isso, na minha percepção, é apenas um dos pontos daquilo que nós estamos discutindo em tudo isso. Por quê? Porque já existe uma discussão da redefinição daquilo que é mulher. Já existe um...

uma mídia do governo que já utiliza os termos, que já não considera mais a palavra mulher. E isso, de fato, é algo que daqui para frente nós vamos sim colocar de uma forma a mostrar qual que é o limite disso. Porque apagar a mulher, isso não vai estar mais...

sendo, digamos assim, a situação ela foi sempre colocada, tá tendo um retorno pra mim aqui no meu ouvido, eu não sei de onde que é, não sei se é alguma coisa no meu aparelho aqui. Ah, e a minha voz tá voltando, é ruim.

E aí a gente vem vivenciando esse apagamento da mulher e a gente foi permitindo isso na questão da inclusão, a gente não queria ser aquelas pessoas taxadas como, seja transfóbicas, seja como preconceituosas, e na realidade chegamos num momento em que a própria mulher está sendo apagada. Então o que nós desejamos é retomar de fato o lugar da mulher na sociedade.

Bom, eu agradeço e eu vou pedir agora então para a Michelle falar o que ela concorda, o que ela não concorda e o ponto de vista dela.

Ah, então. Bom, eu já conheço esses movimentos, a forma como eles se organizam, inclusive conheço há um bom tempo as postagens da Bárbara nesse sentido, né? E diferente do discurso bonito aqui que ela usou, cheio de apelo emocional, na verdade ela trata mulheres trans efetivamente como homens, né? Como os algozes de mulheres, né? E a gente vê...

que essa mesma veemência na luta contra mulheres trans, ela não ocorre quando a gente está falando dos casos reais de violência contra mulheres. A gente tem, acho que a Fernanda muito bem pontuou no início, a gente não tem uma legislação que diga mulheres trans podem usar o banheiro, porque isso não é um objeto que deva ter uma lei específica.

visto que através da DI-4275 já há entendimento legal de que mulheres transam mulheres, que homens transam homens e que pessoas trans não binárias são pessoas trans não binárias. E aí, de acordo com o nosso artigo 5º, tudo aquilo que não está em lei, então ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer, se não em virtude de lei,

não precisa ser tratado, vamos tratar isso num objeto de lei, a gente vê claramente um movimento que é o seguinte, homens são os algozes, os que cometem violência sexual, 85% deles são conhecidos das vítimas, mais de 70% dos casos ocorrem com adolescentes ou crianças, mais de 60% dos casos com meninas menores de 13 anos, e onde que é o lugar?

na casa, na igreja, na escola, e não no banheiro que uma mulher trans acessou. E essa discussão de que foi, ah, começou agora com o caso da cacequia. Não, o caso da cacequia só potencializou. E olha que absurdo que é, né? Uma mulher trans está aguardando na fila para usar o banheiro. Ela é, existe um termo em inglês chamado clocked, né? Que é alguém olha e a identifica como trans, o que poderia não ser, né?

E aí ela começa a gravar por estar sofrendo um ataque dentro do banheiro. E isso passa a ser chamado de uma opressão contra a mulher. E aquele banheiro, inclusive, estava bem cheio de mulheres na fila, aguardando, né? E aquela mulher trans só tem esse registro, né? Mas então com essa situação da Cássia Kiz aí, a gente viu que há uma inversão, né? Uma pessoa que estava só aguardando para usar o banheiro.

sofre um clocking dentro do banheiro, e aí ao se defender ela é tratada agora como o algoz, quem provocou o ataque. Então assim, a gente já tem decisões dos tribunais que mostram que essas legislações sobre banheiros são inconstitucionais.

Inclusive a Bárbara fez um vídeo bem viral, bem apelativo recentemente nesse assunto e falhou em falar que há as decisões inconstitucionais. Mas eu queria deixar bem claro aqui que a mulher trans não é o perigo para a mulher. O perigo para a mulher é o homem.

Agora, se a gente vai passar a punir mulheres trans porque existem homens que podem cometer violência, aí a gente está preocupando alguém sem o cometimento de crime e a segregando da sociedade como se criminosa fosse. E aí, isso já aconteceu no passado por etnia, por religião, e eu acho que nós não deveríamos voltar a esses períodos da nossa história. Bárbara?

Eu entendo a posição do que você está trazendo, mas nenhum tipo de portaria, nenhum tipo de regulamentação, ele pode passar por cima, de fato, do nosso direito.

Então eu acho que isso que está sendo o grande ponto, porque na minha percepção, se houvesse de fato uma predisposição à resolução, às questões que de fato são importantes, e aí você traz, né, um... acho que você não usou essa palavra mais como se eu odiasse as pessoas trans, assim, né?

nos meus vídeos, e isso em momento nenhum aconteceu. Mas eu tenho um vídeo lá bem interessante, né, de uma pessoa trans me ameaçando, da qual eu precisei registrar um boletim de ocorrência também e pedir uma medida protetiva. Então, assim, o que nós estamos dizendo e vamos continuar a dizer é que existe, sim, um lugar para todos os trans. Eu não sei se a Michelle é trans, eu não a conhecia.

É um prazer te conhecer, mas não conheci o seu trabalho ainda, mas quero conhecer. Eu gosto de conhecer pessoas que têm outro tipo de pensamento também, porque eu acho que isso enriquece o debate, mas é importante salientar isso, porque qualquer posição vinda da mulher é tida.

pelas pessoas, como uma posição de ódio, quando na realidade nós estamos colocando limites. E aí eu digo isso e faço uma reflexão no que tange aos relacionamentos amorosos entre homens e mulheres, quantas vezes a mulher, ela é... E aí, isso não é ódio aos homens, de forma alguma.

Mas quantas vezes a mulher fica refém porque ela acha que ela não pode se posicionar? Porque se ela se posicionar, ela não será mais a boazinha. Quantas mulheres sofrem da síndrome da boazinha e não conseguem se posicionar? Então o levante no sentido de colocarmos um limite da forma como foi estabelecido de cima para baixo essa relação é justamente para que possamos retomar a nossa soberania individual. E isso é...

Falar, este banheiro é nosso. Existe e deve existir, sim. E não somente um terceiro banheiro, não, muito pelo contrário, devem existir ambulatórios especializados para pessoas trans, por quê? Porque nós sabemos que na ginecologia e na urologia, tanto o...

Para um lado, quanto para o outro, os médicos não sabem como tratar ainda. Existem questões que são delicadas. E por que não se pensa nisso, de fato, na implementação de algo que traga a solução? Por quê? Porque eu diria que o conflito é extremamente valoroso.

extremamente valoroso. Você falou que esse conflito vem sempre em épocas eleitorais, eu discordo porque ele tangencia, pelo menos a minha vida, por exemplo, na lida com escolas, na lida diária, o tempo todo. Então, isso vira acalorado agora porque...

Nós tivemos um evento que ele foi um catalisador, como o que para mim, eu chamo sim de uma covardia com a senhora idosa, como foi o que aconteceu com a Cássia Kiss. Então agora esse movimento, ele é um movimento que deseja sim, firmar esse nosso lugar. Porque não, para mim, na minha percepção...

Falar que não gostamos de trans simplesmente por mostrarmos que existe um limite nessa relação, para mim é sempre a mesma questão, né? Eu vou rotular aqui essa pessoa porque é mais fácil para mim. Então, acredito que não seja por aí.

Eu queria fazer uma pergunta para a Bárbara, e depois a gente passa para você, Michelle, com uma outra pergunta para você. Na sua opinião, Bárbara, como é que a gente pode, então, proteger espaços femininos sem transformar mulheres trans em alvo de exclusão social?

Exatamente esse o ponto. E eu não quero de forma alguma transformar ninguém em excluído. E te falo, não é só a questão dos banheiros, tá? Por quê? Porque quando a gente vai ver, e aí eu os convido a ver alguns vídeos que eu postei.

Quando elas vão defender esse lugar, elas vão para um lugar da qual elas desejam sair, que é um lugar da trans sexualizada. Mas para defender esse espaço, elas se utilizam da sexualização. Vocês não vão querer essa bonequinha aqui no banheiro do seu marido, e aí mostra os seus grandes seios, a sua grande bunda, e ok.

É o que elas sabem fazer, mas elas não desejam sair desse lugar, então a gente não tem que pensar somente num terceiro banheiro pra que a gente consiga ter esse espaço, que isso aí eu já conversei com três trans essa semana, que são pessoas muito próximas a mim, e todas elas falaram, Bárbara, o terceiro banheiro resolve muito bem. Então, assim, não é uma coisa que não...

que não é aceito por elas. Não, mas o embate, eu volto a repetir, ele vem de cima para baixo. E eu não estou falando só de banheiro. Nós precisamos de uma política que se nós queremos tirar as trans do padrão da prostituição, que é uma coisa que elas reclamam e ainda se insinuam neste lugar do qual elas querem sair, do qual elas querem sair, nós precisamos também de políticas que favoreçam o empreendedorismo.

Então, não é só uma única coisa, nós estamos falando da saúde delas, mas para as pessoas, por exemplo, que já fizeram de fato a transição, nós não temos um ambulatório que vai cuidar de fato dessas pessoas, nós não temos uma ginecologista que, além...

de ver quando fez a transição a vagina que foi construída, ela ainda tem que saber como lidar com outras questões. Por quê? Porque tem outras coisas que não tangem ao que ela foi estudar na medicina. Então o debate é muito mais amplo.

Então fica nessa questão do banheiro, porque é muito mais fácil gerar um conflito de uma coisa que é muito mais tangível ali, né? Afronta e pega muita gente do que ir fundo para poder buscar uma solução. Então a gente tem que olhar para isso, sim.

Não quero de forma alguma que nenhum de vocês e nenhuma de vocês sejam excluídos, o papel não é esse, minha função não é essa. Agora, ao mesmo tempo, precisamos sim que a gente consiga, enquanto mulher, sair dessa síndrome da boazinha e dizer até onde essa relação pode ser construída.

Obrigada, Bárbara. Eu preciso agora passar para a Michelle, para a gente ter tempo aqui. Michelle, eu queria que você falasse o seu ponto de vista em relação a tudo que a Bárbara falou, e também já te coloco a pergunta que, para você, seria como garantir, então, uma inclusão sem ignorar o desconforto relatado por parte das mulheres biológicas? E, Fernanda, só uma pergunta antes, Michelle, para eu complementar.

Queria que você destacasse também a questão do terceiro banheiro, né? Você considera que esse terceiro banheiro é uma forma também de exclusão para as mulheres trans? Eu preciso responder por partes e aí a gente vai aos poucos, tá? Primeira questão, tá? A Bárbara falou primeiro do posicionamento dela, não poder se posicionar, o perfil dela é inteiro com posicionamento e ela não é tolida na sua liberdade de se posicionar, de chamar mulheres trans de homens biológicos.

Inclusive o termo mulher biológica, Fernando, ele não é um termo cunhado da biologia, ele é um termo cunhado pela galera da direita, isso daí não existe na biologia, a gente trata macho, fêmea e intersexo na biologia. Mas vamos à resposta, tá? Terceiro banheiro, esse nome terceiro banheiro, primeiro de tudo que ele não faz sentido algum, porque terceiro banheiro para quem? Para pessoa transnobinária, transmasculina, mulher trans?

Como que vai ser feita a aplicação desse terceiro banheiro? Como que a gente vai garantir quais são as pessoas que devem ir para esse banheiro ou não? É uma ideia morta em si.

eu já apresentei em um debate no passado uma solução, que era banheiros de acesso único com pia coletiva, como foi tentado por uma empresa de fast food de Bauru, há poucos anos atrás, e aí a direita se movimentou e obrigou essa empresa de fast food a destruir os banheiros de acesso único.

Ou seja, nos banheiros de acesso único, o pai poderia ir com a sua criança até a porta do banheiro, ela faz o xixizinho dela lá e sai com a segurança do pai estar junto. A mãe poderia ir e a mesma coisa. Mas toda vez que eu apresento isso para pessoas de direita, vira uma nova discussão. Não, não pode ser banheiro sem gênero, tem que ser terceiro banheiro. Então não há, não parece não haver a chance.

de se atender a um lugar comum, de comum acordo. Se a gente for analisar vestiários de alguns clubes na Europa, nos Estados Unidos, as cabines são de acesso único nos vestiários. Então vai entrar uma pessoa na área de vestiário...

Em algumas universidades é dividido, em alguns clubes é dividido, mas tem vários lugares que são de acesso único. E aí eu vou estar aqui na minha cabine me trocando, vai ter uma mulher na outra e um homem na outra. E são cabines individuais. E a cabine individual, o banheiro individual, ele resolve muito isso. Sobre a Bárbara dizer que não busca exclusão...

Eu, inclusive, eu vou fazer um vídeo sobre o ataque que ela recebeu, que ela estava falando com o Paulo Mansur sobre isso, quando ela foi registrar o boletim de ocorrência, mas a Bárbara é defensora de todas as leis que buscam excluir pessoas trans do banheiro. Não é só uma posição, ah, precisamos achar um senso comum, de maneira alguma.

todas as leis municipais e estaduais que buscam excluir pessoas trans, dê espaços que elas, por lei, poderiam usar, e por lei estou dizendo pela Constituição Federal, tá?

que elas poderiam usar, a Bárbara é contra isso. Então, para que se estabeleça o diálogo, eu acho que a posição inicial não deve ser vou me posicionar contra, vou botar essas pessoas para o canto da sociedade e paciência. Eu acho que a posição inicial deve ser vamos dialogar com essas pessoas, mas ela, aparentemente, até então, só dialoga com as pessoas trans da direita, que é o espectro político dela, e que corroboram com a posição dela. Eu sou muito pragmática.

resolve isso fazendo banheiro de acesso individual. Estabelecimentos pequenos já tem banheiro individual, ônibus de viagem já é banheiro individual, avião já é banheiro individual, a gente já vive essa realidade, mas as pessoas não querem entrar nessa discussão. Então, assim, sobre a questão, só para finalizar, sobre a questão do preconceito, tem na citação da DO26,

que fala que há uma violação da liberdade de pessoas trans quando a negação de atos, que são realizados por qualquer outra pessoa, passam a ser tolidos de pessoas trans, isso é uma violação direta do princípio constitucional da liberdade.

E aí veja, quando a gente invoca isso, as pessoas que são contra o acesso de pessoas trans aos banheiros fazem o quê? Está violando a minha liberdade. Mas ela não consegue pontuar como, porque o fato de eu entrar no espaço não remove o direito da pessoa. Ela continua tendo o direito de usar o espaço e de conviver naquele espaço de maneira tranquila. A diferença é que agora eu tenho o direito de também estar num espaço que é seguro.

Mas esse espaço tem que ser atolido de mim. Então, assim, solução mais prática, mais pragmática, banheiros de acesso único. Mas para a gente ter banheiros de acesso único, a gente precisa parar com esse terror, esse pânico moral feito, com a história de homens vão violentar mulheres e atribuir isso a mulheres trans, e discutir isso de maneira séria e não de maneira para fazer campo eleitoral, porque daí não resolve nada mesmo.

Obrigada. A gente já está se encaminhando para as considerações finais. Vocês querem fazer alguma pergunta? Não, não. Acho que é para encerrar o assunto de considerações finais, Fernando. Pedi para que a Bárbara faça as considerações finais e também já deixe aqui suas redes sociais, por favor.

Obrigada, Fernanda. Foi um prazer estar aqui com vocês. Vocês me encontram em todas as redes sociais, no arroba, Mendes, dois underlines, Babi. Nós estaremos no dia 31 de maio, às 15 horas, na Paulista, para a primeira manifestação pelo Lugar da Mulher. Estamos convidando todos os homens e todas as mulheres e todas as pessoas trans que se identificam com essa pauta para estarem junto com a gente lá. E vai ser um prazer poder receber vocês. Muito obrigada pela oportunidade.

A gente que agradece. Michele, por favor, também as suas considerações finais e deixar suas redes sociais. Quero agradecer o convite mais uma vez, agradecer a Bárbara por também ter aceitado participar. Gostaria que a gente tivesse mais tempo para discorrer sobre o assunto, porque é super importante isso. As minhas redes sociais são todas as trava da vida, até deixei, se vocês puderem deixar em algum lugar, mas eu coloco no comentário lá também.

Para mim é muito importante que a gente tenha essa discussão de maneira séria e não criando uma manifestação no Brasil chamada Ele Não.

em que diretamente viola o direito da dignidade humana da Erika Hilton, por exemplo, que é um dos alvos da manifestação essa que vai ocorrer. Então, veja, eu estou disposta a dialogar com as pessoas, eu estou disposta a debater com as pessoas, e diferente do que já foi considerado pela nossa colega e por outras pessoas do campo dela, pessoas trans não são doentes, pessoas trans não são violentadoras, porém aquelas que são...

ou aquelas que são violentas, como no caso da pessoa trans que ameaça a Bárbara, devem responder na forma da lei. E é assim que a justiça deve funcionar. Mas para que a gente possa parar com a mentalidade nós contra eles, está na hora de ter diálogo e parar de ter gritos de ordem em que a gente invalida pessoas trans ao mesmo tempo que diz que quer acolhê-las.

Obrigado demais. Lembrando que as redes sociais de todo mundo que participou aqui do jornal vai estar no comentário fixado, não é, Bigoda? Exatamente. Fechou. Obrigado demais as duas. E claro que aqui a gente só raspou o assunto e isso merece, eu acho, um programa inteiro sobre isso, não é, Fernanda? Ah, com certeza. Sobre esse assunto. Obrigado demais as duas e vamos continuar aqui. Valeu. Obrigada, meninas. Obrigado. Valeu.

Bigoda, vamos falar de Banco Master? Vamos lá. Então já deixa o Marcelo Renaud aí no ponto. Fernanda, esse assunto está longe de acabar, né?

está longe de acabar, hein, Marcílio? Olha, quando a gente acha que... Vai rolar delação, já está rolando. Ah, já está rolando, hein? Está rolando. Agora eu acho que está tendo até uma disputa para ver quem conta primeiro. Ah, é? Você não acha isso, Marcílio? Também acho, exatamente. Ou melhor, quem consegue se livrar primeiro, né? Quem consegue empurrar a culpa para o outro. Não adianta também você delatar, você falar coisa que o outro falou, você perdeu. Já foi. Então, a gente já falou disso aqui, né? Quem sai na frente tem vantagem.

E acho que eles ficaram negociando demais essa delação e começou a aparecer gente que não, então pera, você não vai falar, eu vou antes, eu vou negociar, porque essas delações são negociadas. E aí hoje, gente, aconteceu que a Polícia Federal deflagrou a quinta fase da operação, comandados de prisão, busca e apreensões, bloqueios e novos alvos políticos, inclusive ligados ao caso.

Então, hoje, realmente, essa notícia ferveu bastante e eu acho que quanto mais mexe aquela história, né? Quanto mais eu mexo esse angu, mais caroço eu encontro. E a surpresa do dia, com certeza, foi aí o nome do senador Ciro Nogueira, né? Pois é. Vamos, então. Estamos de Marcelo Renou aí pronto? Vamos lá. Cadê?

Seja bem-vindo. Boa noite. Boa noite. Boa noite. Obrigado aí. Boa noite para você, Vilela. Boa noite para a Fernanda, para o Marcílio, para o Bigode, para a turma toda aí e para quem está assistindo também. Boa noite. Você veio nos visitar aqui, Marcelo, e quem vem visitar a gente já aproveita e sai trabalhando no dia seguinte, nos próximos dias. Então, vamos lá. Explica para a gente, dá um contexto geral e o que está acontecendo aí sobre esse caso.

É, eu assim, eu acredito que foi uma grande surpresa o envolvimento do Ciro Nogueira, né, essa história já vinha falando há muito tempo do líder do PP, né, do dono do partido, né, que no Brasil, hoje nós temos dono de partido, né, já teria esse envolvimento convocado, numa relação assim, tanto estranha, e ficou praticamente comprovado pelas investigações, tanto é que o ministro André Mendonça autorizou essa operação hoje, né, essa quinta fase da operação.

complice e houve busca e apreensão na casa dele, né, foram pegar um tablet, um celular, documentos, o carro dele, uma BMW, uma moto também potente e ficou aí pelas investigações que o Ciro Nogueira recebia aí mesadas gordas aí no valor de 500 mil reais, 500 mil reais.

que seria para que ele passasse uma emenda, e isso eu achei gravíssimo, passasse uma emenda que mudasse o FGC, o Fundo Garantidor de Crédito, de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a favor do Banco Master. E, pasme, quem teria redigido até essa emenda teria sido até dentro do Banco Master, mostrando que a relação dos dois era muito próxima. E, além disso, também a polícia, a justiça, apreendeu aí...

limitou 18 milhões de reais em bens do Ciro Nogueira. É algo que vai movimentar muito as eleições esse ano, turma, porque a vice do Flávio possivelmente poderia vir do PP. Então, a Simone Marqueto...

que é uma mulher que segue muita linha de mulher, católica, que é muito o interesse do PL nesse momento, mas com essa história do Ciro Nogueira, vamos ver como vai ficar esse cenário, foi a bomba do dia. Já que o caso Master vinha meio devagar, mas agora acelerou, acelerou. E com a prisão do Ciro Nogueira, isso enfraquece a delação do Vorcaro, já que o André Mendonça não está gostando do modelo de...

de relação com o Vorcaro está fazendo, né? Então, com a prisão do Ciro Nogueira, daqui a pouco eles começam a pegar os caciques, os líderes não precisam mais da delação do Vorcaro caminhando desse jeito, né?

Queria perguntar, aproveitar que o Renan está aqui com a gente, que está tão por dentro desse assunto, e essa história também, Renan, que ele teria dito nessa delação, teria confessado aí que, de fato, esse contrato com a esposa do ministro Alexandre de Moraes seria para tentar uma aproximação mesmo com o ministro.

É, na verdade, em vários países do mundo, nos Estados Unidos, o lobby é permitido, né? Na verdade, o que o Ciro Nogueira estava fazendo ali na relação, o Ciro Nogueira não, o Alexandre de Moraes tinha essa relação lá com o Vorcário, seria essa aproximação de...

de ter, ele deixa bem claro, eu queria me aproximar do Alexandre de Moraes, a gente entende o poder que o ministro do Supremo hoje tem no Brasil, o Alexandre de Moraes, querendo ou não, muitas vezes se comporta, como muita gente diz, até como um ditador, muita gente leva por esse lado, e ele falou, eu preciso me aproximar do homem mais forte do Brasil hoje.

que muita gente ainda encara como o Alexandre de Moraes, que a gente vê aí que os mantos e desmandos dele funcionam muito bem. É uma situação que está caminhando para uma queda, para um barulho, alguma coisa nesse sentido, o Alexandre de Moraes chega e, vamos dizer assim, bota a ordem na casa. Então, o Vocaro foi nas figuras que ele achou mais interessante.

de certa forma, financiou com valores muito mais altos, né? Porque o Ciro Nogueira estava recebendo 500 mil reais por mês de mesada, já segundo o contrato com o Alexandre de Moraes, o contrato que o Vorcaro tem com a esposa do...

escritório da Viviane Barsi, seria uma média de 3 milhões de reais por mês. Então, seriam mesadas gordas aí. No caso do Ciro Nogueira, um serviço de mudar algo tão grave quanto a FGC. E no caso do banco, do caso da relação do Banco Master com a Viviane Barsi, seria aí muito valores exorbitantes, muito acima de qualquer escritório de advocacia.

cobraria por um serviço desse. Para você ter uma ideia, um serviço desse ficaria na média de 200, 250 mil reais nos escritórios mais caros, mas já no escritório da Viviane Barsi ficaria em torno de 3 milhões de reais. Nossa, são valores assim absurdos, né, Marcília? Totalizando 129 milhões de reais.

Marcelo, também relacionado ao Banco Master, mas a gente teve recentemente duas derrotas que foram bem emblemáticas para o governo Lula, que foi a derrubada do veto do pele da dosimetria e também a rejeição da indicação do Messias para o STF. Existe a suposição que talvez...

Foi uma manobra do Alcolumbre para conseguir, ao mesmo tempo, ter essa derrubada, ter vencido o Lula nesse embate e nesses dois embates, mas para isso enfraquecer também o processo de investigação no Banco Master. Você considera que sim? Foi algum tipo de acordão? Tem alguma relação aos dois fatos?

A gente não pode afirmar nada nesse sentido, mas a gente tem que ficar de olho, porque eu falo que Brasília funciona, a política funciona com negociação e traição. São os dois pilares da política. Ou traição para negociação.

Então, eu acredito sim, já que dizem tanto, há muito, é o que eu falo, boato é aquilo que você não tem certeza do que está acontecendo, fato é aquilo que está consumado. Há muitos boatos em relação ao Banco Márcio, da relação que ele teria com políticos do Centrão, políticos da direita, políticos da esquerda. O Centrão agora fica claro em relação ao Ciro Nogueira, né? Para quem não conhece, o Ciro Nogueira é Centrão puro sangue do Centrão. Ele já apoiou a Dilma, já apoiou o Fernando Henrique.

já apoiou o Lula e já apoiou o Bolsonaro, inclusive foi ministro do Bolsonaro, então isso daí é o puro suco do centrão no caso Master, só que aí a direita também estaria envolvida com alguns integrantes e também a esquerda, então nesse caso, já que o Banco Master está tão envolvido assim, não tenha dúvidas.

que há uma negociação por trás disso e o Messias estaria como uma moeda de troca nessa situação. Inclusive, o Lula já falou que vai indicar novamente o Messias. Quer dizer, o que eu falei, é a traição para negociação. Mas como assim vai indicar novamente?

Ele está esperando o prazo passar, ele insiste que ele vai passar o tempo, ele vai indicar novamente o Messias para ser ministro do Supremo. Ele insistiu, ele não quer saber, para o pessoal sintonize, o Alexandre de Moraes ao Columbre queria um Pacheco, e essa foi a grande trava. E o Lula não abre mão do Messias para ser o ministro do Supremo.

Olha só, que coisa, né? E Marcelo, você acha que... Não, em pouco tempo ele vai indicar novamente, em pouco tempo ele vai indicar novamente, esperando só o tempo passar, que é o tempo da negociação, gente, dos bastidores. O pessoal vibrou muito, até eu como uma pessoa mais ligada à direita, vibrei muito com a não indicação, não passagem, a aprovação do Messias.

desde a República Moderna isso não acontece mas ao mesmo tempo eu fiquei um pouco receoso que eu falei, o Alcolumbre está chamando o Lula para negociar isso daí e pode ser que daqui a pouco todo mundo se assuste achando que ele jogou a favor da direita ele jogou contra o Lula, mas daqui a pouco isso pode se inverter, porque a gente sabe como é que funciona lá a presidência do Senado e a presidência da Câmara

Marcelo, como você bem falou, o Ciro Nogueira é o típico centrão, né? Já se relacionou tanto com a esquerda quanto com a direita. Mas acho que nesse momento ele estava um pouco mais próximo do Bolsonaro, tanto que cogitava-se que talvez ou o Ciro Nogueira, alguém do seu partido, fosse até ser o vice-candidato, né? O candidato a vice aí. Você acha que isso pode fazer algum tipo de respingo na candidatura do Flávio Bolsonaro?

É, foi até o que eu comecei falando. A Simone Marqueto, que é do PP, uma mulher muito forte, uma mulher que segue a linha, é muito católica, e o PL tem essa preocupação de trazer uma mulher, uma mulher pelo fato da rejeição que o Flávio Bolsonaro tem entre as mulheres que ele herdou do pai, né? Só lembrando que o Flávio é novo aí no cenário, apesar de ser um senador, é novo no cenário aí de candidatura à presidência, e ele é pouco conhecido. Hoje é muito mais gente querendo votar no Bolsonaro e automaticamente transferindo voto para o Flávio do que mérito do Flávio em si.

apesar que ele vem vindo muito bem na campanha, mas eles colocariam uma vice mulher e católica, já que há uma rejeição muito grande dentro da igreja católica, principalmente dos líderes, dos bispos, dos padres, vários vídeos de padres manifestando bispos contra o Bolsonaro, não só a favor do Lula, mas contra o Bolsonaro, então eles tinham essa estratégia. Isso sim pode interferir na Simone Marqueto.

Lembrando que cada dia é um dia e política é igual o céu, cada hora está do jeito. Então vamos aguardar os fatos aí, porque hoje a operação seguiu os 10 mandados de busca e apreensão e de prisão. Quem foi preso foi até o primo do Vorcaro, que seria responsável por esses pagamentos. E é engraçado, um detalhe engraçado, que na segunda fase da operação ele fugiu de carrinho de golfe. Ele estava em trancoso e ele fugiu de carrinho de golfe da operação. Então...

nesse tempo aí do Banco Márcio, tem que ver, porque o Ciro Nogueira não foi preso, ele não foi preso. Então, a gente tem que ver de que forma que vai ser conduzido isso, se o PP vai continuar tendo essa relação com o PL ou não. E a sensação que a gente tem é que, com delação, sem delação, cada vez mais aparece nome de políticos envolvidos, mas se essa cobrança vai chegar até eles, é uma dúvida que a gente tem.

Ô, Fernanda, ninguém aqui é ingênuo, todo mundo aqui sabe como funciona a política moderna no Brasil. Muita gente vem discutir comigo, muita gente chega, agora cai a casa, agora cai e tal. A gente tem que lembrar, uma coisa que eu tenho que deixar claro para o pessoal que está assistindo, Lava Jato não vai ter mais.

Jair Bolsonaro, não vai ter mais. O sistema se blindou e claramente a gente viu na CPMI do INSS que o sistema se blindou. E a gente vê que a CPMI do Banco Master não sai porque o sistema está blindado. Isso é muito claro. É o cenário de hoje. É verdade. Marcílio, tem pergunta? Vilela?

Eu acho que, para mim, está suficiente, porque isso daí a gente vai ter que chamar o Marcelo semana que vem, provavelmente, com as novidades e para ele explicar para a gente, porque todo dia, toda semana tem coisa nova acontecendo. É verdade. Obrigado, Marcelo. Como diz o ditado, pode acontecer tudo, inclusive nada. Exatamente.

O silêncio também é uma resposta. É uma resposta. Obrigado demais. Obrigada, Marcelo. Obrigado, de coração. Vamos agora de Nico, né? A gente vai falar agora sobre algo... Né, Fernanda?

Ah, é algo muito chocante, né? Claro que tudo isso choca, mas esse caso especificamente, eu não sei se o Marcílio está por dentro disso. Vi, vi, acompanhei sim. Muito triste, né? Porque o que aconteceu para, eu não sei se você está por dentro, mas para quem não sabe, foi aí, duas crianças foram abusadas, uma de 7, uma de 10 anos, na Zona Leste aqui em São Paulo.

E elas foram atraídas por jovens, alguns adolescentes, somente um deles maior de idade, de 21 anos, com a desculpa que eles estariam convidando eles para soltar pipa dentro de uma casa. E eles eram conhecidos da família, tá? Não é que essas crianças aceitaram esse convite assim.

A mãe de um deles, inclusive, fez um depoimento falando que ela estava acostumada a ver os meninos soltando pipa e que às vezes ela até levava pipoca lá na frente, então não se tratava de estranhos.

E aí esses meninos foram brutalmente violentados por todos esses jovens que estavam lá. E eles ficaram em silêncio. Um fugiu de casa, inclusive porque recebeu ameaças e teve medo de voltar para casa. O outro escapou porque nessas ordens em que ele recebia, em um momento ele foi mandado lavar a louça.

E aí ele conseguiu escapar e fugiu e não foi para casa, porque eles disseram que colocariam fogo na casa dos pais. E aí, como é que essa história veio à tona? Que é também outra parte muito dolorosa. Eles filmaram toda essa violência. Eles colocaram nas redes sociais.

E a irmã de um deles viu isso, assistiu isso. Então é algo muito chocante. E aí o doutor Nico disse em uma entrevista que ele ficou extremamente chocado, mesmo com o tamanho de experiência que ele tem, com tudo aquilo que ele assistiu. Tá na linha já? Tá aqui na linha. Vamos falar com ele então. Oi doutor Nico, boa noite. Boa noite, boa noite.

Obrigada por estar aqui com a gente, viu? Qual que é isso? Aí é a minha casa, né? Eu fui aí quando eu tinha 2 mil seguidores agora. Já estou com 260 mil. Vocês me ajudaram muito. Então, eu estou firme aí. Olha que legal. Doutor Nico, eu queria pedir, gentilmente, para que o senhor explicasse, com as suas palavras, que com certeza são melhores do que as nossas, já que o senhor está tão por dentro desse caso. E realmente usou as redes sociais. Falou em uma entrevista, inclusive, que estava completamente chocado com tudo aquilo que...

O senhor assistiu aí nessas imagens? Explicasse um pouco melhor para a gente essa situação. Olha, foi exatamente, com mais de 45 anos de polícia, foi a coisa que eu não consegui chegar até o fim, quando eu comecei a ver as imagens. Eu recebi essa imagem do governador do estado, preocupadíssimo, eu não sabia, quando ele passou para nós, eu falava que está circulando na rede.

ao mesmo tempo outro colega tinha me passado também, ele falou, estamos aqui atrás. Eu não tinha nada, tinha zero, só tinha aquelas imagens, não sabia que setor de São Paulo seria, se era em São Paulo, não sabia nada, nada, nada, nada, e comecei a investigar em todas as legacias, pedindo prioridade para alguém que me desse alguma informação de onde...

teria, que bairro seria, que zona de São Paulo seria, que tinha acontecido isso. E fiquei dois dias nessa alegonia sem saber de onde era. Até que a irmã de um dos meninos, que foi vítima, foi na delegacia, lá no 63DP, procurou a delegada e contou o que tinha acontecido com o irmão dela. Imediatamente a gente foi pra lá e começou as investigações, até chegar na autoria dos quatro menores e um maior.

Aquele que todo mundo já sabe, né? O que aconteceu. Conseguimos perder um em Jundiaí, três aqui em São Paulo, isso é apreensão de menores, né? E um lá no interior da Bahia. Esse no interior da Bahia, que é, no caso, o de 21 anos.

Exatamente, 21 anos que foi conduzido para cá, já confessou também, fez isso aí. Ele que convidou os dois garotos, o de 7 e 10 anos, para vir ver uma linha, para empinar pipa, seduzir os meninos até a casa dele. Já era conhecido ali na região e depois começou aquela barbárie.

Doutor Nico, eu sou apresentadora também e eu falo, inclusive, com autoridades policiais quase todos os dias. E uma coisa que me choca bastante e que também me chocou nesse caso é que cada vez mais a sensação que a gente tem é que crimes odiondos são praticados por menores de idade, por pessoas mais jovens e com requintes de crueldade, como foi nesse caso e que eles têm meio que como um troféu a exibição disso nas redes sociais. Como é que o senhor enxerga esse panorama?

Eu enxergo que tem que mudar a maioridade penal. Esses meninos aí, eles sabiam o que estavam fazendo. Filmaram, quiseram aparecer nas redes sociais com isso aí. Ninguém pensou nas vítimas, na família da vítima. Como eu falei, eu não consegui vir até o fim. Porque eu falei, pô, quando você tem alguém da minha família, tem que achar esses caras. Não dá, não dá pra ver tanta...

As imagens são muito fortes, muito fortes mesmo. Eu não fiquei sem dormir dois dias por causa disso, tentando localizar e dar uma resposta para a sociedade, principalmente para o governador que me cobrava toda hora isso. Então, sei lá, a gente tem que pensar na maioridade penal, porque eu vejo o Rio Quinte, por exemplo, ou nós pegamos um garoto outro dia, já por 17 vezes esse ano, furtando correntinha em celular aqui no centro de São Paulo.

17 anos vai embora, fica prendido e vai embora. Então a gente faz enxugar gelo. E outra coisa que eu quero te falar, você acompanha a polícia faz tempo, a gente está conseguindo os melhores indicativos da história, desde 2021, abaixar 60% aqui no centro de São Paulo, mas a gente não consegue transmitir essa sensação de segurança ao mesmo nível que a gente abaixa os índices, não consegue.

porque viraliza tudo, tudo aí vai pra internet e vai lá. A gente perdeu um rapaz, depois de fazer um grande trabalho no centro de São Paulo, aqui perto da cadeia da Aldracé, e o que acontece? Aí apareceu esse menino que foi preso várias vezes, furtando uma correntinha e jogando uma senhora no chão. Isso viralizou que parece que é uma sensação de segurança muito grande, é isso que a gente tem que combater.

Acho que a população também sente que a polícia faz o trabalho dela, mas aí a justiça vem e solta. É verdade. Eu queria convidar o Vilela para vir aqui para o centro de São Paulo, andar para ver como está diferente aqui em São Paulo.

O centro de São Paulo. Eu passei no centro de São Paulo faz duas semanas. Fui lá naquela região perto do colégio, né? Do 25 de março. Eu me senti seguro lá, cara. Eu achei que, não sei se especificamente aquela área mudou alguma coisa, mas eu fui em outras épocas e achei bem melhor.

Nós estamos com uma operação grande de DGEM e DGEC, pagando os policiais no dia de folga para trabalhar aqui no centro. E está bem diferente. Hoje eu vejo grupos à noite, com passeio noturno, visitando as obras de artes que tem em São Paulo, vendo as estruturas dos prédios. Eu me sinto tão feliz com isso, velho, que você não acredita.

É, porque quando você vai em qualquer cidade fora do país, eu estive agora na China, você quer ir no centro, o centro é o coração da cidade, tem os prédios tradicionais, tem a galera na rua, e na China a gente vê muito isso, na Europa você vê muito isso. É um clima muito gostoso de você estar desfrutando da cidade, podendo andar tranquilamente, sem medo de ser assaltado.

É verdade. Ô Nico, até pra gente entender, qual vai ser a punição então pro homem de 21 anos e pros menores? Qual vai ser a pena deles? Ele, de 21 anos, ele responde, além do que ele fez, né, do abuso das crianças, ele responde também por armazenar e divulgar a pornografia infantil e também por corrupção de menores. Esse aí tem um agravante muito grande. Os outros, eu acredito, que podem ficar 3 anos aí no sistema da criança.

Nico, tem mais alguma coisa que você queira alertar as pessoas, falar, dar algum tipo de comentário sobre se proteger disso?

Olha, hoje em dia, você vê, a gente sempre tem que desconfiar. Aquela pessoa que chega para uma criança, oferece uma bala, vem aqui, se mostra muito bonzinho, sem conhecer a pessoa, é difícil. A mãe desses meninos, elas têm que trabalhar. Trabalhar numa loja no Brasil, de família, que a mãe tem que sair para trabalhar e deixar as crianças na rua. Então, é difícil a gente julgar alguma coisa.

Mas eu falo assim, pode confiar na polícia. Quando tiver algum indício, alguma gente meia suspeita, procure o delegado da área. A polícia civil está com a porta aberta 24 horas. Nós temos as EDMs. As EDMs hoje com 174 EDMs. 19 delas são abertas 24 horas. É procurar a polícia e avisar. E temos também o nosso botão do SSP Mulher Segura. Ali qualquer um pode baixar, entrar e fazer um bulletin e contar o que está acontecendo quando vê algum...

algum desvio, algum abuso sexual, como a IBC, algum indício que pode ajudar a polícia, pode fazer isso pelo próprio aplicativo SP Mulher Segura.

Queria aproveitar para parabenizar o doutor Nico, porque a rapidez com que a polícia conseguiu chegar nos abusadores foi impressionante. Eles fizeram uma força-tarefa. Você vê que o maior de idade já estava lá na Bahia e ainda assim eles localizaram ele e o prenderam em um tempo muito rápido. Obrigado demais, doutor Nico.

Conte comigo, Wille, volta aqui, hein, que você me abandonou. Voltarei, voltarei sim. Voltaremos, inclusive. Obrigado. Obrigada. Obrigada, boa noite. Fernando, vamos agora falar sobre Trump, sobre o que aconteceu, foi semana passada, né?

Essa tentativa de assassinato. É, foi semana passada, né, Marcílio? As coisas estão acontecendo tão rápido que eu já me confundo. Não, hoje ele já estava em encontro lá com o Lula. Ah, é verdade, verdade. Não é, Marcílio? Já falaram que ele foi um I love you. É isso aí, mandou um I love you no final. Mandou? É. É sério? O Bolsonaro tinha mandado te amo, não tinha um I love you também? Esse Trump, viu, ele tá... Tá rolando um amorzinho aí. Ele tá terrível, como dizem.

Tá na linha, Bigoda? O Thiago? Vamos lá? Ah, o Thiago vai entrar com a gente agora. O Thiago vai falar do ranta vírus, não vai? Também com a gente hoje? Vai sim, gente. Desse caso chocante. Eu quero que ele fale primeiro do que aconteceu com o Trump, porque a gente soltou... Hoje é quinta, né? É. A gente soltou hoje de manhã um especial sobre... Cadê ele?

Tá aqui na linha, vamos lá. Tiago, primeiro, antes de tudo, divulgue então esse quadro semanal que você tem aqui no nosso canal, que é toda quinta às 11 horas. E o que foi esse vídeo de hoje? Sobre se foi uma encenação tudo o que aconteceu com o Trump ou realmente aconteceu uma tentativa de assassinato.

Boa noite, Vilela. Boa noite, Fernanda. Boa noite, Marcílio. Boa noite. Vilela, esse nosso quadro, ele se chama Será que é verdade para quem não conhece? E no vídeo de hoje a gente falou a respeito do suposto atentado de Donald Trump que ocorreu alguns dias atrás e que poderia ser supostamente uma falsa bandeira. Isso. Justamente por informações que nós trouxemos aí nas redes sociais.

né que haveriam sido postadas no Ex lá na rede de Elon Musk no ano de 2023 e aí diante dessas publicações estranhas porque como é que algo que foi postado em 2023 tem um nome do assassino é o nome do assassino não né do atirador né do atirador com com Alan era o nome do atirador

E foi uma publicação completamente enigmática. Diante disso, eu fiz um vídeo explicando cada um dos detalhes, interligando cada um dos pontos para que as pessoas pudessem entender o que isso significou. E aí a gente soltou lá no nosso quadro Será que é Verdade, que é toda quinta-feira às 11 horas da manhã.

E que, na minha opinião, está muito bacana. Está muito bom, cara. São conteúdos diferentes. O pessoal tem elogiado muito. Já falamos sobre o lado obscuro da morte do Michael Jackson e as coisas que aconteceram na vida dele. Muito bom. Falamos do... Quais outros assuntos? Me ajuda a lembrar. Falamos sobre o Black S-Club, que é aquele clube do olho roxo. Isso, isso. Que muita celebridade aparecendo com o olho roxo.

Tem uma teoria aí que... Que é sinistra. Sinistra, sinistra. Sobre a camisa da seleção, foi o primeiro programa, inclusive. Boa, boa, Bigoda. Aí Bigoda tá ligado. Bigoda assiste, né, Bigoda? Então Bigoda é fã do programa, né, Vilela? O Bigoda e a Ana Júlia são fãs do programa, né? Somos. A gente não perde um. Você sabe quem é a Ana Júlia ou o Thiago?

É a mulher dele, do bigode, né? Olha, ela tá famosa! Já subiu de categoria, mulher e esposa. Ele tá muito apaixonado. Tá apaixonado, cara. O coração dele está tomado por Ana Júlia. Tiago, então vou falar agora. Sabe o que eu fiquei sabendo? Que em vez dele levar ela no cinema, ele vai lá assistir o Será Que É Verdade?

Vamos assistir o Será que é Verdade aqui em casa? Muito melhor, muito melhor, né? Olha esse papinho. Você não vale nada, viu? Ô, Thiago, eu fiquei abismado com a teoria do Pokémon, que eu vi lá, viu? Qual? Que ele fez o comentário que ele estava comparando os Pokémons, né? Ah, sim, sim, sim. Me deu um pouco de medo, viu? O cara foi um zato de Pokémon quando era pequeno. É a ligação do apócrifo do testamento de Salomão com o Pokémon, né? Exato. Foi muito boa essa daí.

E vamos falar então do Jantavilo, já que é para a gente falar de tragédia, sair daqui com medo, não dormir. E aí, é para tanto ou não? Cara, parece uma mentira, né, Vilela? Começando a falar que tudo se iniciou no dia 1º de abril de 2026, o dia da mentira. Mas é mais preocupante do que a gente imagina, por quê? Nesse dia 1º de abril desse ano, saiu um navio...

da Argentina, de Ushuaia. Um navio com passageiros de 20 países que iam fazer ali um cruzeiro de 35 dias ao redor do mundo. De repente, no meio desse cruzeiro, uma pessoa morreu. Eles começaram a tentar entender o que estava acontecendo ali e perceberam que algumas pessoas estavam tendo sintomas que lembravam sintomas do Covid.

dor no corpo, febre, aquela coriza, e alguns começaram a sentir também problemas respiratórios, que já é quando a doença vai se avançando. E aí perceberam que não era o Covid, é uma espécie de antivírus, que é uma doença transmitida de ratos para seres humanos.

e de repente começou a ser transmitida de ser humano para ser humano, que é o que está preocupando os cientistas e as autoridades. Porque três pessoas até o momento já morreram, outras estão internadas em estado grave.

E algumas pessoas ainda estão dentro do navio, porque depois que isso foi noticiado, os países começaram a não querer receber o navio para que eles pudessem atracar e liberar as pessoas para que elas descessem. Então, as pessoas meio que estão em quarentena desse navio nesse momento, indo para a Ilha Canária, para Tenerife.

Aquelas pessoas que desembarcaram antes já tinham passado por outros locais e tem pessoas internadas na Alemanha, tem pessoas que estão internadas na Suíça, pessoas que estão internadas na África. E se de repente essa cepa estiver sendo potencialmente transmissiva entre humanos e humanos, aí é onde o buraco fica mais embaixo. Por quê? Porque a letalidade desse antavírus, que é o vírus Andes, e a letalidade desse antivírus,

ele é de 50%, diferente do Covid-19, que era de 1%. Ou seja, a cada 100 pessoas que se contaminavam com Covid, uma perdia a sua vida. Agora a gente tem aí, o Fernando, uma letalidade de 50%. É algo perturbador, né? Algo difícil de aceitar, assustador. Mas aí a OMS se pronunciou hoje e disse que é muito difícil que haja uma pandemia como o da Covid, por quê?

O SARS-CoV-2, por exemplo, é um coronavírus, que é o que a gente já conhece, é o COVID-19. Esse vírus Andes é um antivírus, que é de uma categoria diferente, de uma família diferente, aonde a maior transmissão dele é de animais, como ratos, por exemplo, para seres humanos.

Mas tudo pode mudar porque a gente está vendo que essa situação está diferente. A gente está vendo humanos passando a doença para outros seres humanos. Então, a OMS deu um pronunciamento meio que para a população não se preocupar, mas pelo que parece, pelo que estão falando aí, é que eles estão simplesmente tentando apaziguar os ânimos, mas que a situação não está completamente controlada. Até porque, como é um cruzeiro com pessoas de vários países e pessoas que já desceram e já se espalharam por outros países, e já se espalharam por outros países.

o negócio pode ficar ainda mais preocupante.

Eu vou falar a verdade. Vilela, Thiago, Marcílio, toda vez que a MS fala alguma coisa assim, não, não precisa... Fiquem calmos. Fiquem calmos. A sensação que a gente tem é que está pegando fogo na casa, mas calma que o fogo ainda está na cozinha. É que nem você está nervoso, você está bravo, alguém fala, ah, fica calmo. Ah, pronto, agora fiquei. Está nervoso por quê? É. E só lembrando, viu, Fernando, eu falei no começo do programa, fui pesquisar aqui, é um episódio realmente do Arquivo X.

Não sei se você assistiu esse, Thiago. É o X-Cops da sétima temporada, episódio 12, gravado no Instituto de Programa de Reality Policial. Murder School e Scully investigam uma criatura assustadora que está relacionada com o antavírus lá também. Então os caras já fizeram isso aí lá atrás. Olha só.

Isso daí, muitas vezes podem ser mensagens preditivas. Aí a gente já entra no âmbito da teoria da conspiração. Mas vocês sabem o que aconteceu? Em outubro de 2025, a Argentina criou o seu primeiro laboratório de segurança máxima nível 4. E justamente o que eles estavam investigando lá...

era o antivírus, o vírus Andes. Eles queriam ali investigar o vírus vivo. E, curiosamente, esse navio saiu da Argentina. O que a companhia do navio tem falado? Eles têm falado que esse passageiro que estava dentro do navio se contaminou antes de entrar no navio. Por quê? Houve a possibilidade de haverem ratos no navio e contaminarem as pessoas, mas aí...

A companhia falou que não, não seria possível isso, eles fazem a limpeza, tudo, que isso veio da Argentina. Então, eles estão colocando a culpa na Argentina, ou no argentino, que estava dentro do navio.

e que começou a contaminar geral. Falando ainda mais de teoria da conspiração, existem algumas informações que somam a isso de um filme ou uma série como o Arquivo X que você citou, que é a capa da revista The Economist. Aquela famosa capa que muita coisa que está lá já aconteceu e a galera fala que está lá mês a mês, aquela lá?

geralmente eles postam, mês a mês eles postam, mas eles costumam postar uma capa principal todo final de ano. Não estava nem falando disso, eu estava falando de uma capa, Thiago, acho que a gente já até falou sobre ela, que tem um círculo e que parecia que ele estava... As divisões fizeram uma divisão, tipo, isso já aconteceu em janeiro, isso não sei quando, já sabe disso, né? Ah, exatamente isso. Era uma divisão o ano inteiro.

Perfeito, perfeito. No final de 2025, eles postaram a capa que se chama The World Ahead, o mundo à frente. Ah lá, esse aí mesmo. Exatamente. O que o pessoal faz? Eles dividem isso como se fosse um relógio, entendeu? Ou uma pizza, né? Mas esse relógio... Fatias de pizza. Uma pizza. Em 12 fatias que seriam representadas pelos 12 meses do ano, né? Janeiro, fevereiro, até dezembro.

É como se fosse um calendário. A gente pode falar dessa forma. Aí tem lançamento do foguete que levou o homem à lua. Tem o começo da guerra. Tem tudo lá. É incrível. Como assim, gente? É incrível. A terra do Maduro e Venezuela está lá.

começou com o lance da Venezuela, logo no mês de janeiro, que foi no mês que Donald Trump capturou Nicolás Maduro. Exato, exato. Agora, o que é interessante, essa revista saiu em dezembro de 2025, um mês antes, ô Fernando.

Nossa. Pois é. Mas sabe o que é curioso também? Em 2019, a mesma revista fez uma publicação e eu gravei um vídeo lá no meu canal principal mostrando que possivelmente haveria uma epidemia, uma doença ou uma pandemia em 2020.

E aí muita gente falou que eu tava maluco, quando foi em 2020 a gente viu o Covid aparecendo no mundo. E eu tenho esse vídeo ainda, viu? E eu sei que tem gente que possivelmente esteja assistindo aqui, que me conhece, que assistiu lá naquela época também. Então não é 100% de loucura isso aqui, não. Gente, é assustador. O Marcílio tá... É um certo medo aqui. Tá, né? Eu tenho medo dessas coisas.

Nessa capa que a gente mostrou aí na tela, existe um navio também. Se vocês prestarem atenção, a gente tem um navio nela. Aquele com containers? Do outro lado, Vilela. Ah, um navio meio viking, será? É um navio grega. Ele está segurando uma urna? Ele está segurando tipo uma... É uma urna, assim, como se fosse um presente de grego, Vilela. Mas um presente de grego... É tipo um cavalo de Troia, entendeu? Entendi.

Então, é uma mensagem subliminar que pode estar fazendo uma referência a um navio que vai trazer um presente de grego ao mundo. Mas estão comprimidos, não parecem umas cápsulas? Exatamente. Mas tem também, né? Mas tem, porque essas cápsulas vão fazer referência a uma doença, a uma pandemia ou um possível surto, entendeu? Se o Bigoda dá um zoom out aí, Bigoda, coloca a imagem completa da revista para a gente, por favor.

Olha, apareceu até a Ana Júlia lá no meio, é uma garota que é a Ana Júlia. Lá no cantinho, né? Coitado. Olha isso, Guilherme. Ô, diretor, ele fez a pior coisa que ele podia fazer aqui no podcast, que é falar a paixão dele, né? Olha, mil aura pra Ana Júlia. Não, e quanto tempo vai demorar isso daí? A gente não vai deixar ela em paz. Manda, manda, Thiago.

Vilela, essa capa, se você olhar de longe, ela lembra o mundo, mas ao mesmo tempo uma bola de futebol onde existe um jogador ali que possivelmente seria Cristiano Ronaldo chutando essa bola. Verdade. O uniforme vermelho da... E ela vai refletir... Exatamente. Ela vai refletir como se fosse também um vírus.

a gente vai lembrar do coronavírus com aquelas coroas que ele tem, e o que parece é que uma possível pandemia, olhando como uma teoria da conspiração, uma mensagem sobre o Minar, poderia se espalhar pelo mundo justamente na época da Copa, onde a gente tem um trânsito gigantesco de pessoas, e terá entre Estados Unidos, Canadá e México, que são os três países que irão sediar a Copa. Pois é.

Pois é, muito estranho. É assustador. Tiago, obrigado demais. Já tem o tema da próxima semana ou estamos ainda conversando? Como que está? Olha, possivelmente, de acordo com o andar da carruagem, a gente pode falar sobre essas teorias do antivírus. Mas eu prefiro esperar até sábado para ver se existe algo que a galera vai gostar mais. Então, eu estou deixando esse tema em stand-by.

E até sábado a gente posiciona a galera lá na agenda, ou no sábado ou no domingo, sobre o próximo tema da próxima quinta-feira, às 11 horas da manhã. Fechou. Obrigado, Thiago. Obrigada, Thiago. Obrigado, Guilherme. Valeu, Marcílio. Boa noite, valeu. E, Marcílio, vamos de geopolítica, então.

Vamos lá, então. O mundo está maluco ainda? Toda semana, né? Toda semana tem as loucuras aí. Ruim para o mundo, bom para você. Exato, né? Você tem material para analisar. Bastante conteúdo para a gente falar. Bom, Vilardo, acho que um dos pontos que mais chama atenção hoje é justamente o encontro que a gente teve na Casa Branca, né? Do Trump e do Lula.

Por enquanto não tivemos grandes detalhes, porque até mudou um pouco, geralmente tem algum tipo de entrevista que é feito antes da reunião, eles pularam essa entrevista, não daram entrevista conjunta. A reunião que aconteceu durou três horas, depois o Trump fez pica nos pronunciamentos, o Lula também não falou exatamente quais temas foram tratados, mas aparentemente...

De novo, aparentemente porque a gente não sabe o que aconteceu ali às portas fechadas. Mas ocorreu tudo bem. O Trump, ele falou que o Lula, falou até um I love you, né? Enfim, falou que ama ele. Será que o Lula cedeu as terras raras para os Estados Unidos? Então... Para o Trump meter um I love you? Para matar tanto assim, né? É, o Trump está felizão. Ou seja, o que ele queria da gente, o que ele conseguiu.

Pra amar tanto assim, né? Ele não tava tanto assim com a gente um tempo atrás. Tava falando que a gente não era um parceiro leal, que a gente não... Que a balança comercial era deficitária. Na verdade, a gente era muito protecionista em relação aos americanos. A gente, né?

essa reunião que aconteceu aparentemente assim, ocorreu tudo bem até o Lula fez algumas piadinhas falou assim, ó Trump, vê se não vai deixar os brasileiros não entrarem no país, na Copa do Mundo falou, você vai barrar alguns jogadores brasileiros falou também, ah, eu não sou obrigado a entender inglês

falou também, né? Ele prometeu que ia levar uma foto do Lula é corintiano, né? Quer levar uma foto do Vicente Matheus porque tinha uma foto no passado do Vicente Matheus com o Trump. Ah, tá brincando. Você já tirou foto com o presidente do Corinthians? Trump é corintiano. Que aleatório isso, velho. Ou seja, o Trump também é corintiano. Sabe da história do Vicente Matheus, né? Ele era famoso por fazer confusão. Quando contrataram o Birubiru, ele falou que legal. E a nova contratação? Ah, o Lero Lero tá chegando aí e tal.

Era amigo do Trump mesmo É amigo do Trump, falou também Agradecer a Antártica Pelas bramas que mandaram aí pra gente Sério? Ah, eu não sei, tem tanta coisa que a gente não sabe o que é brincadeira O que é verdade, né? Teve um caso de jogador que ele ia receber 600 cruzeiros Aí eu assinar o chefe e falei assim Pô, mas como que escreve 600? Falei, não sei, então dá dois cheques de 300 aí pra ele

Então dá dois de 300 aí pra ele, né? Esse é o Vicente Matheus, né? Coitado, eu não sei mais o que é verdade e o que não é. No Birubir eu sei que é verdade, os outros eu não sei.

Mas você tem razão, Vila, porque realmente, assim, existem vários pontos, eu diria que praticamente tudo, Brasil e Estados Unidos, estão discordando no momento. A questão, por exemplo, do cerco a Cuba, o Brasil é um grande crítico. A invasão que os Estados Unidos fez contra a Venezuela e a captura do Maduro, o Brasil foi crítico. O Brasil não está participando, pelo menos não estava antes da reunião, da aliança sobre as terras raras.

O Brasil fazia críticas em relação à postura dos Estados Unidos no Irã. O Brasil criticou o Conselho da Paz que foi criado pelo Trump para lidar com a questão também da faixa de Gaza. Ou seja, tudo que era possível criticar das ações geopolíticas americanas, o Lula criticava.

Os Estados Unidos estão investigando o Brasil nesse momento na sessão 301. Isso pode colocar mais tarifas contra a gente. Os americanos alegam que o Brasil é muito protecionista em relação ao etanol, e é mesmo que a gente não protege a propriedade intelectual dos americanos. Então deixa a pirataria rolar. Eles até citaram 25 de março como exemplo dessa pirataria rolando. Olha, eu vou na 25 de março, mas eu só vou lá para passear.

pra ver os produtos. Só de curioso. E compro as coisas que são originais. Nunca uma cópia. Nunca compraria uma cópia. Jamais, jamais. Criticam a gente também em relação à postura que a gente tem em relação ao combate à Corpo Santos, matamento e até o Pix também. Eles criticam muito o Pix brasileiro.

A justificativa dos americanos é porque eles pensam na privacidade da população brasileira. Porque quando você faz um PIX, os seus dados vão para o Banco Central. Ah, eles estão preocupados para caramba. Eles estão muito preocupados com a privacidade do brasileiro. Isso, claro, que prejudica também as maquininhas, sistemas de pagamento americanos. É uma preocupação. Então, assim, tudo era para ter discordância.

Se houve uma ótima reunião, a gente, por enquanto, não sabe exatamente o que aconteceu. Mas como você bem falou, Vilela, a questão das terras raras talvez seja o ponto que os americanos mais estavam querendo acordar com o governo brasileiro. O Brasil hoje tem quase 20% das reservas, só consegue explorar cerca de 0,1%, ou seja, tem um potencial gigantesco.

E o Brasil está disposto a fazer acordos com vários países. Fez acordo com a Alemanha, com a Índia, com a China. Os americanos querem exclusividade e preferência. A gente vai saber exatamente o que foi debatido, acordado entre eles, possivelmente nos próximos dias aí. Pois é. A questão das terras raras...

possivelmente vai ditar o que os Estados Unidos vai achar desse ou daquele candidato. Exatamente. A verdade, esse foi um dos pontos que o Lula falou também. Ele falou não exatamente das terras raras, mas uma repórter perguntou para ele, lá nos Estados Unidos inclusive, falou assim, poxa Lula, você acha que o Trump interferiu nas eleições em 2022? Ele falou que não, até porque ele venceu o processo eleitoral.

E garantiu também que o Trump não vai fazer interferência nesse processo eleitoral. Ele fala que isso está fora de cogitação. Não sabemos também, né? Pois é. Um dos pontos que estavam sendo acordados também é a questão de colocar o Comando Vermelho e o PCC como grupos terroristas.

Os Estados Unidos, inclusive, mudou, que é o próximo tema que a gente vai tratar, né? O que eles consideram como grupos terroristas e, aparentemente, também envolveu isso. Isso até estava sendo criticado pela família Bolsonaro. O Eduardo Bolsonaro, o Paulo Figueiredo, eles estavam colocando que o Lula estava vindo para Washington para fazer lobby pelos grupos... Pelos facções. É, pelo crime organizado, né?

Os democratas, eles mandaram uma carta hoje também para o Trump, pedindo para que o Trump não coloque o Comando Vermelho e o PCC como grupos terroristas. Porque na visão dos democratas, é importante não se afastar do Brasil. O Brasil, até uma meia-culpa que a gente faz, a gente desmoraliza muito a nossa posição diplomática e geopolítica.

Poxa, o Brasil é um gigante. Nós somos uma das lideranças e países que inauguraram os BRICS, liderança do Mercosul, liderança da CELAC, é a maior população da América Latina, maior PIB da América Latina. Então, do mesmo jeito que a gente depende dos americanos, os Estados Unidos, que têm o objetivo de reconquistar a América Latina, eles dependem também do Brasil. Então, os democratas querem que mantenham boas relações com os americanos.

Outra notícia também importante está relacionada justamente sobre a questão do combate ao terrorismo. Ontem a gente teve a divulgação por parte do governo dos Estados Unidos de um novo documento de estratégia do que eles consideram como combate ao terrorismo.

Porque se a gente for pensar, os Estados Unidos, eles sempre tentam achar inimigos, até como pra ter justificativa pra aumentar gastos militares, praticar ingerências em outros países e tal, né? E aumentar também o controle sobre os cidadãos também. Sobre os cidadãos, exatamente. Durante a Guerra Fria, claramente eram os soviéticos, então era perseguição aos socialistas, teve ali o macartismo e tudo tal.

Na nova ordem mundial, década de 90, anos 2000, principalmente pós-2001, passou a ser o extremismo islâmico. Então, a OTAN tinha o viés de combater os radicais islâmicos, os Estados Unidos também, de fazer perseguições. E hoje, o documento mudou. Além da questão do jihadismo, do extremismo islâmico, eles colocaram também que movimentos de extrema esquerda, principalmente os antifas, vão ser colocados também como grupos terroristas e os cartéis de droga.

Até por isso também o PCC e o Comando Vermelho foram colocados como possíveis membros das organizações terroristas. Mais uma vez ele fez questão de ressaltar que os Estados Unidos têm sim as suas preferências, os seus objetivos principais, e ele falou que a preferência é dominar o nosso hemisfério.

Quando ele fala nosso hemisfério, entenda hemisfério ocidental, incluindo principalmente a América Latina, mas também colocando a Europa ocidental. Ele falou que a Europa ocidental está sendo um berço do terrorismo internacional. Tanto por esses grupos radicais de esquerda, que ele considera como grupos terroristas, mas também por conta da atuação do jihadismo islâmico, da migração. Ele sempre fala do caos civilizatório que a Europa está se tornando. E isso pode ser claro, sempre acho.

Pra mim é muito perigoso porque assim, terrorismo é uma coisa muito séria.

E se você começa a colocar muita coisa como terrorismo, você acaba perdendo o próprio sentido da palavra terrorista. Porque se tudo é terrorismo, nada passa a ser terrorista, entende? Então, na minha visão, né? Esse documento, ele quer criar justamente essa confusão mesmo na própria sociedade americana exatamente do que é terrorismo. Porque se você não tomar precisão clara, qualquer grupo que eu considere como inimigo, eu posso considerar como terrorista e fazer algum tipo de ingerência naquele país.

Lembrando que há preocupações, acordo militar firmado entre Paraguai e Estados Unidos permite a atuação de militares americanos no Paraguai sem prestar os devidos esclarecimentos. E a gente sabe que a tríplice fronteira Brasil-Paraguai e Argentina é uma região sim de atuação do Hezbollah, de atuação de alguns grupos que poderiam justificar algum tipo de intervenção americana.

Em relação à guerra do Irã, há boas notícias no sentido que, aparentemente, um acordo vai ser firmado em Vila-Lan. Aparentemente vai. O Paquistão anunciou que existe um memorando de entendimento, memorando bem simples, de uma página só, o que é bom porque não tem muitos pontos a serem discutidos, mas que vai ser o fim dessa guerra...

O desbloqueio do Estreito Jormuz pelo Irã e o desbloqueio do bloqueio ao Estreito Jormuz dos Estados Unidos. Ou seja, os dois vão tirar os bloqueios, porque os americanos bloqueavam os portos iranianos e o Irã estava bloqueando também os navios mercantes ali.

Por que eu falo que é um pouco problemático isso? Vai ter o desbloqueio por parte dos dois países e um acordo que durante os próximos 30 dias vão ser negociados os pontos mais sensíveis, que é basicamente o programa de mísseis do Irã e o programa nuclear iraniano.

Só que porque eu acho que isso é uma derrota para os Estados Unidos. Se a gente for pensar, os americanos, o Trump, começou essa guerra falando que ele queria libertar o povo iraniano da ditadura da República Islâmica. Ele nem fala mais sobre isso. Mojitaba Khamenei, as lideranças foram substituídas, até mais radicais que as anteriores, e não há nenhum tipo de negociação para a queda da República Islâmica.

Ele fala de liberar o Estreito de Hormuz, mas o Estreito de Hormuz já estava liberado. Ou seja, a guerra foi para o... enfim, ele vai voltar ao que já estava feito. E se ele vai deixar para um segundo momento a negociação do programa nuclear, poxa, era o que estava acontecendo antes da guerra também. Antes da disparada do preço do petróleo, antes do fechamento do Estreito de Hormuz.

E querendo ou não, até 2018, Estados Unidos e Irã faziam parte de um acordo que foi assinado pelo Obama em 2015, não só pelos Estados Unidos e Irã, mas também pelos dois países. Em que o Irã, ele tinha o seu país aberto para vistorias internacionais, ele mantinha um nível seguro de enriquecimento de urânio, segundo a própria Agência Internacional de Energia Atômica. Ou seja, o que o Trump quer voltar, pelo menos publicamente...

É um acordo que ele mesmo saiu em 2018. Só que agora, com o Irã sabendo que ele tem capacidade de fechar o Estreito de Hormuz, com o Irã tendo ameaçado os outros países. Por exemplo, uma coisa interessante, a gente teve anteontem o chamado Projeto Liberdade, que foi anunciado pelo Trump. Ele falou que ele ia permitir escoltas militares para que navios mercantes passassem pelo Estreito de Hormuz. Não exatamente próximo do Irã, mas nas águas de Hormuz.

Os Estados Unidos, ele quis mobilizar destroyers, equipamentos e tal. O projeto acabou em 30 horas. 30 horas durou. Por quê? Porque a Arábia Saudita se recusou a ceder seu espaço aéreo. E olha que a Arábia Saudita é uma puxa saca ali, né? É uma aliada do governo americano.

mas porque a Arábia Saudita ficou inconformada que ela não foi comunicada previamente desse projeto Liberdade, era uma imposição dos Estados Unidos, e que não ia permitir que as suas bases fossem mais uma vez utilizadas para eventualmente afundar lanchas iranianas, como está acontecendo inclusive no Estreito de Hormuz, entende? Então, para o governo americano hoje, talvez os países ali do Golfo estejam cada vez mais insatisfeitos e inseguros com a presença, com essa parceria dos Estados Unidos. Obrigado.

Mas pelo menos assim, uma pausa deve acontecer no futuro próximo. Pelo menos até nesse final de semana é o que o Paquistão está garantindo. Olha só, a notícia é boa.

Bom, do programa nuclear, tal, beleza. Acho que tem outra notícia importante também em relação ao Putin. Por quê? A guerra russa-ucrânia parece que a gente fala cada vez menos, né? Porque sai das manchetes, parece que a guerra já acabou, né? Parece que acabou, né? Exato. Mas ela continua e com algumas notícias bem negativas para o Putin.

Os dois países estão sofrendo, claro, a Ucrânia e a Rússia. Mas o ISW, que é o Instituto para a Guerra, é um órgão sério. Claro que é um órgão americano e você tem que partir, que é uma informação parcial, né? Mas ele fala que pela primeira vez, desde 2024, se eu não me engano, a Ucrânia está reconquistando algumas posições. Ou seja, a Rússia pode estar enfrentando dificuldades na frente de batalha.

Se a gente observar, em relação a 2025, 2024, 2023, o Putin está fazendo cada vez menos aparições públicas, principalmente em instituições militares. Geralmente era no exército, visitava tanques, fazia os seus desfiles e tal. Isso vem acontecendo menos. Por quê?

Segundo a Financial Times, Reuters e outras mídias ocidentais ouvindo fontes russas, é porque o Putin está com medo de possíveis atentados. E isso combina também com a crise econômica que se estabelece na Rússia. A gente tem o próprio Putin admitindo que a Rússia está passando por dificuldades econômicas.

E daqui a pouquinho a gente vai ter o dia 9 de maio, que é o considerado dia da vitória para os soviéticos. Talvez é o principal momento ali que a Rússia, ela faz... Ano passado, por exemplo, o Xi Jinping participou, o Lula participou. É o momento em que a Rússia exalta a vitória que os soviéticos tiveram frente aos nazistas na Segunda Guerra Mundial. Então o dia de ter desfiles militares, ter uma comemoração, mostrar como a Rússia ainda é poderosa.

O Putin anunciou uma redução dos militares que vão participar, não teriam veículos militares também participando. Ele alega que é por uma questão de segurança, já que a Ucrânia poderia promover atentados terroristas contra o desfile.

Mas, poxa, primeiro, né, se você tá com medo da Ucrânia, isso já mostra que a sua defesa aérea talvez não seja tão segura como já esteve no passado. Por quê? Você vai fazer um desfile militar. É óbvio que você vai manter uma segurança reforçada naquela região. Mesmo sabendo que é uma região tão sensível e a Rússia sendo tão mais poderosa que a Ucrânia, eles não conseguem garantir a segurança pra mostrar pro mundo que a Rússia ainda tá poderosa?

Então isso mostra uma fraqueza do Putin. Redução de militares, redução de equipamentos, crise econômica. Existe até uma especulação, aí praticamente eu acho que é muito mais especulação mesmo do que fato, que o Shoigu, que é o ex-ministro da Defesa e que foi rebaixado em 2024, hoje é o Beluzov, o ministro da Defesa,

ele poderia estar coordenando frente a alguns setores do exército um golpe contra o Putin, insatisfeito com a demora para avançar em posições ucranianas, com algumas derrotas, com a reconquista de territórios. Poucos, claro, né? Mas por parte da Ucrânia. Então até um golpe contra o Putin poderia estar acontecendo. Eu particularmente acho que aí já é muito mais especulação do que fato, mas que há algum tipo de crise e dificuldade militar, isso com certeza a Rússia vem enfrentando.

Somado a isso, a gente teve uma informação que até complementa o que a gente discutiu na semana passada. Na semana passada, eu trouxe para vocês a briguinha que aconteceu entre o Friedrich Merz e o Trump. O Friedrich Merz, ele tinha falado, que é o chanceler da Alemanha, né? Ele tinha falado que a Alemanha, que os Estados Unidos estavam sendo humilhados na guerra do Irã. E falou que o Trump não tinha um objetivo claro. O que eu particularmente... Não, a parte da humilhação, talvez não, né? Mas que não tinha um objetivo claro, realmente.

O Trump ficou insatisfeito com isso, falou que, na verdade, a Alemanha que deveria tomar conta do seu próprio país, que atravessa uma crise econômica, dificuldades energéticas, e que a Alemanha não estava cooperando para a segurança do Estreito de Hormuz. E é até interessante, porque aí o Frederico Messe falou, não, então beleza. Então a gente vai mandar auxílio para a gente proteger o Estreito de Hormuz, auxílio militar. Aí o Trump falou, vocês que se preocupem com a Ucrânia.

Vocês têm que depender os ucranianos. A gente cuida do estreito de Hormuz. Então o Trump vai dando essas declarações um pouco ambíguas. E uma das consequências, não sei se exatamente por isso, mas é que o Trump anunciou a retirada de pelo menos 5 mil militares da Alemanha.

Lembrando que a Alemanha é o segundo país que mais tem militares fora do território dos Estados Unidos por parte dos americanos. O Japão tem mais, a Alemanha está na segunda colocação. Você tem uma série de bases militares importantes. A Alemanha, inclusive, auxiliou os Estados Unidos a fazerem as ações contra o Irã. Eventualmente ajuda também a proteger o Estado de Israel. Então, claro que você tirar militares da Alemanha, os americanos tiraram militares da Alemanha.

É uma preocupação para a Alemanha, porque reduz as defesas em maior possível, ofensiva da Rússia, o conflito que pode acontecer no continente europeu. Mas penso eu que é muito mais um problema para os próprios Estados Unidos, porque grande parte desse hard power, dessa grande capacidade de influência que os americanos têm no mundo, é pela presença das bases que estão espalhadas no continente europeu também, ou no continente asiático, ou no continente africano, enfim.

Se os americanos vão tirar as bases e falam de expulsar a Espanha da OTAN, falam que a Itália está sendo péssima, alegam que agora vão reconhecer as Ilhas Malvinas como sendo argentinas, não sendo britânicas, ele está reduzindo laços históricos, econômicos, culturais, militares que foram firmados com as nações ocidentais. Então, Trump, com essa postura muito nacionalista, pode trazer prejuízos em médio prazo, até curto e médio prazo com os americanos.

Os Estados Unidos também fecharam um acordo, acho que isso até para ter também com o Daniel Lopes, que ele gosta desse tema, um acordo com uma série de big techs. Só uma das maiores que a gente teve de empresas de inteligência artificial ficou de fora, que é a Anthropic, que é a do cloud, porque eles tiveram problemas. Em que sentido?

O Cloud, a Antropic, aparentemente foi a empresa que mais auxiliou a partir da inteligência artificial na invasão e captura do Nicolás Maduro. Ah, é? Quando os americanos quiseram utilizar também para fazer as incursões no Irã, a Antropic colocou algumas limitações.

Ela alegou que a inteligência artificial não poderia tomar decisões militares sozinhas, o que beleza, né? Espero que a inteligência militar seja um instrumento para conseguir saber exatamente quais alvos poderiam ser atingidos, enfim, mas não para tomar as decisões. Não confio muito num algoritmo cuidando de bombas, né? Enfim.

Mas também falou que o Cloud, ou a Antropic, ela não poderia ser utilizada para fazer uma fiscalização massiva da população, de conjunção de dados, de onde estavam as pessoas, tal, alegando que isso tiraria a privacidade de civis.

Se fosse para ser usado contra militares inimigos de outros países, beleza. Mas os americanos deveriam garantir que decisões militares não seriam tomadas de maneira autônoma e que também não haveria a fiscalização massiva de civis. O governo americano não quis garantir isso.

falou que o cloud estava indo contra o patriotismo americano, e inclusive o Pentágono começou a querer boicotar empresas que tenham negócios com o cloud. Fala assim, vocês abandonem o cloud, façam com outra inteligência artificial, porque a Antropic está indo contra o Estado americano. Então essa parceria fechada com o Google, com várias empresas aí, acho que é importante para deixar inclusive mais técnico, avançado.

Isso é uma reclamação, a gente teve uma reunião recente, há dois meses, se eu não me engano, em que o Macron, Narendra Modi e o Lula participaram, foram os três líderes mais importantes, sobre a tentativa de regular a inteligência artificial para os militares. Qual que é o medo? A inteligência artificial tem uma capacidade de deixar a tecnologia militar muito mais avançada, muito mais precisa. Só que a inteligência artificial ainda é monopolizada por pouquíssimos países.

O medo do Brasil, da Índia e da França é que possa se formar uma espécie de novo clube da bomba. Ou seja, quando as armas nucleares começaram a ser desenvolvidas, só um pequeno grupo de países tinha. Esse pequeno grupo de países hoje é muito mais poderoso que os outros que não podem ter suas armas nucleares.

o medo de Brasil, Índia e França, é que tecnologias de inteligência artificial no exército russo, no exército chinês, no exército americano, façam com que esses exércitos sejam muito mais poderosos que outros, e aí quando descobrirem os perigos da inteligência artificial para finalidades militares, vai acabar criando uma desigualdade muito grande.

nos militares do mundo aí. Tá? E a última notícia, bem rapidinho também, que é sobre o conflito entre Colômbia e Equador. Por quê? O Equador hoje, ele é controlado pelo Daniel Noboa, que é um presidente que ele costuma falar que ele é o Naíbe Bukele da América do Sul.

E realmente o Equador é um país que nos últimos anos, principalmente pós-2019, 2020, a pandemia mexeu muito com o Equador. O Equador, se fosse comparar com seus pares nos últimos anos, antes da pandemia, não que fosse uma suíça, mas frente aos seus pares latino-americanos, tinha ali melhores IDHs, uma menor desigualdade social. O Equador piorou muito, inclusive com a atuação de grupos narcotraficantes. O Daniel Noboa atua com a mão de ferro para reduzir essa criminalidade contra os grupos organizados.

Só que, se o Nayib Okele teve excelentes resultados na redução da criminalidade, no combate ao crime organizado, às milícias, enfim, eu diria que no Equador, não muito. Aumentou bastante a legalidade policial e militar, mas sem resultados concretos e melhoria da segurança pública. Mesmo assim, ele tem parcerias muito fortes com os Estados Unidos para fazer operações militares. Inclusive uma operação que foi feita em fevereiro com militares americanos em solo do Equador.

E a Colômbia hoje é controlada pelo Gustavo Petro, que com certeza na América Latina, o principal, talvez inimigo, né? Se bem que tem outros aí, mas na América do Sul, é o principal inimigo do governo Trump. A Colômbia passa por um processo eleitoral, esse mês. O Ivan Cepeda, que é o herdeiro político do Gustavo Petro, ou seja, um cara também de esquerda, ele é o grande favorito nesse processo eleitoral. Isso preocupa muito os americanos, porque a Colômbia é uma aliada histórica do governo dos Estados Unidos.

Nós tivemos nessa operação militar feita pelos americanos em conjunto com o Equador, no Equador, ataques, segundo Gustavo Petro, que pegaram no território colombiano. O Gustavo Petro até divulgou nas suas redes uma bomba, que supostamente vinha do Equador. Ele acusou que isso é uma tentativa imperialista dos Estados Unidos e do Equador, de desestabilizar o governo colombiano.

Recentemente, a gente teve uma série de ataques também, praticados por dissidentes das Farc. Qual que é a acusação do Gustavo Petro? Que, na verdade, isso está sendo financiado tanto pelo Equador de Daniela Lobô, como também pelo Trump, para tentar desestabilizar o processo eleitoral.

Em compensação, o Daniel Nobu acusa que uma série de guerrilhas financiadas pelo governo colombiano estão invadindo o território do Equador. Ou seja, a gente tem acusações mútuas do Equador hoje, que é bastante pró-Trump e dessa tentativa de combate mais violento contra o crime organizado, contra o Gustavo Petro, lembrando que a Colômbia passa esse mês por processo eleitoral, que eu diria que foram os três mais importantes da América Latina, da América do Sul e do Chile, que o Cássio, um cara mais à direita, venceu.

Da Colômbia, possivelmente o Ivan Cepeda, não sabemos, né? É fotografia. E a do Brasil, que para mim é a mais imprevisível dos três processos eleitorais. Vamos agora, Fernando e Marcílio, falar com o doutor Bactéria. Vamos falar com o doutor. Olha, é muito interessante sobre o que a gente vai falar com ele, viu? Eu vi essa notícia vindo para cá. Pois é, né? Que a Anvisa determina recolhimento de produtos IP e suspende fabricação.

Não, e olha o porquê disso, vocês estão sabendo por quê? Porque o detergente que a gente conhece como um produto para tirar bactérias, ou seja, você passa ali o sabãozinho para tirar a bactéria, estaria infectado com uma bactéria. Ah, para. É sério.

Caramba, está no ponto aí, querido Bigoda? Está aqui no ponto. Sabe quem está no ponto também? Olha quem está aí. Ana Júlia. Vou aguentar isso aí para uns três meses ainda. Três meses? Não é suficiente? Eu acho que um ano, né? Um ano. Exato. Doutor Bactéria, seja bem-vindo. Tudo bem?

Que prazer, cara. Saudade de você, Irão Vilela. Verdade. Faz tempo. Faz tempo que não vem aqui presencial e já está feito convite. Prazer. Tá bem o áudio aí, diretor? Tá bom o áudio? Tá, agora estamos ouvindo. Fernanda, vamos lá. Oi, doutor Bactéria. Saudade também, viu? Oi, querida. Tudo bem com você? Como é que você tá? Eu tô bem, o senhor.

Tá me ouvindo bem, doutor? Sim, tô sim.

Doutor, explica para a gente, por favor. Oi, estou te ouvindo bem. Oi. Doutor, acho que todo mundo foi pego de surpresa hoje quando ficou sabendo da notícia que a Vigilância Sanitária teria mandado recolher um lote de detergentes da marca IP, que é um produto conhecido para tirar bactéria e que estaria contaminado com uma bactéria. Então, ninguém melhor que o doutor Bactéria para explicar o que está acontecendo.

Quer dizer, vou virar doutor detergente, doutor Magnélio. É isso. O que acontece, deixa eu explicar para vocês. Você tem, dentro dos produtos de higiene que nós temos na nossa casa, nós temos alguns produtos, vamos entender o que são cada um deles. Eu tenho, por exemplo, o desinfetante.

desinfetante é um produto que foi feito para matar bactérias. Desinfetante. Então, ele tem aquela característica, até algum deles tira o rótulo, mata 99,9% das bactérias. Ele tem um precipitativo que mata bactérias. Então, desinfetante, o que é? É um produto que mata bactérias. Isso. O detergente é um produto que não foi feito para matar bactérias. Ele foi feito para limpar.

Então, principalmente, tirar gordura, tirar tudo que pode sujar um prato, sujar um copo, sujar um chão. Então, sujeira é uma coisa, sujeira é tudo aquele princípio que a gente vê. Então, é gordura, terra, isso é sujeira. E bactéria é aquilo que a gente não vê.

Então, existe uma diferença muito grande de detergente para desinferdante. O detergente não é a função de matar bactérias. Então, ele por si só, ele não vai matar bactérias em nenhum lugar. Então, seria passível, passível, isso que contaminar, porque ele não tem nenhum princípio de massa com a bactéria. Então, ele poderia. Então, o que que a cobre gantes eles fazem?

Eles colocam uma pequeníssima quantidade de uma matéria desinfetante dentro dele. Certo. Para não crescer bactéria dentro dele. Não é porque ele vai matar alguma coisa. Ele não quer ser bactéria dentro dele. Então, ele não tem função de matar nada.

Agora, tudo que precisa estar em uma fabricação, precisa estar dentro de princípios de higiene, princípios de produção. Então, o que pode ter acontecido para ter essa bactéria que eles falaram nesse detergente? Por exemplo, você tem as matérias-primas, você coloca água na fabricação de detergente. Pode ter sido uma água contaminada.

Por exemplo, pode ter sido uma contaminação dos frascos, dos recipientes. Pode ter sido uma contaminação por manipulação. Pode ter sido uma contaminação que existem tubulações onde o detergente passa para ser envasado. E pode ter sido uma contaminação dele. Pode ter sido uma contaminação também através de uma estocagem errada ou no fabricante ou no supermercado.

Quer dizer, em resumo, para a gente não interessa onde foi. O que acontece é que não devia ter essa bactéria. Não devia ter. Então, se existe, ele deve ser recolhido. Mesmo tendo a função de inspecção, deve ser recolhido. Porque ele tendo essa bactéria, ao ser utilizado para um prato, para um utensílio, para uma tábua de corte, ele vai passar essa bactéria para esse utensílio.

o alimento que você colocar depois vai ser contaminado também. Aí é que está o problema, né, doutor? Exato. Aliás, é uma coisa que o pessoal faz, é desinfetar a casa. Desinfetar a casa. Você usa a sanitária no seu banheiro, na sua casa? Usa. Sim. Usa. Usa. Para que você usa?

Diz que é para matar bactéria. Por que você quer matar bactéria na sua casa? Você mora no Monteiro? Você mora no hospital? Não. Não. Então você não tem bactéria que dá doença na sua casa. No hospital tudo bem. No hospital dá para entender o pessoal matar a bactéria lá. Agora na sua casa você não tem nenhuma bactéria que dá doença. A gente não traz da rua, na roupa suja, não sei.

Não existe essa possibilidade, doutor? E para o rumo, então, você traz sujeira. Você traz sujeira na sua casa. Então, a sua casa tem que estar limpa e desodorizada. Então, se você usar uma água, um litro de água, uma colher de sopa de detergente, porque não tem só bactéria, né? Esse é o caso, não. Uma colher de sopa de bicarbonato, você limpa a sua casa.

É isso que ela pensa. O que acontece é que a dona de casa quer matar a bactéria. Então, vamos usar água sanitária. O pior que ela quer dar, a dona de casa gosta de dar de química louca. É verdade. O que ela faz? Ela mistura água sanitária com vinagre, com remédio para calo. Ah, fecha a janela aqui para a bactéria não escapar.

Aí isso acaba liberando gás. Nós tivemos na semana retrasada uma senhora que matou, que morreu. Verdade. Ela morreu por quê? Porque quando você mistura água sanitária e viragem, você libera gás de cloro. Esse gás de cloro, por exemplo, ele era utilizado na Primeira Guerra Mundial para matar soldados na tricheira. Nossa. Esse é o produto que a gente casa faz.

Nós tivemos há pouco tempo uma mistura feita de um desinfetante a vasicórico, uma piscina, com um princípio ativácido, que matou duas pessoas numa piscina em São Paulo. Sim, é verdade, numa academia. Então, você não deve utilizar nenhum produto, muito menos água sanitária na sua casa. Ela só serve, olha...

Ela vai te dar, não vai precisar, primeiro, não vai precisar. Segundo, ela vai te dar dermatite de contato na tua mão. Se você tiver um animalzinho, vai dar dermatite na patinha desse cachorrinho. Se cair e cai na tua cozinha, a sua geladeira está cheia de pontos de ferrugem. Isso é devido à água sanitária, que produziu ácido. Sem falar no risco que acontece.

Então, é engraçado, você sabe que o próprio fabricante, ele fala para você não usar desinfetante na sua casa com a função de matar bactéria. Então, para que serve o desinfetante? É interessante. Para que serve, doutor, o desinfetante, então? Ah, eu vou te explicar o porquê. Eu vou te explicar. Quando você vai comprar, a dona de casa é interessante. Ela pega o que ela faz. Ela abre o frasco, cheira e fala, esse é bom.

Pelo cheiro, é verdade. Por que é bom? É jazoo. É lavanda. Primeiro que bactéria não tem nariz. Bactéria não sente cheiro de nada. Não sei. Não, aí você compra um frasco que está escrito mata 99,9% das bactérias. Está escrito. Sim. Você lê o resto do rótulo.

Não. Ninguém lê. O que está escrito embaixo do rótulo? Ninguém lê. Está escrito assim. Você lê agora, você vai ler. Quando utilizado puro. Recomendação para a tua casa. Um copo desse produto, mais 20 litros de água. Porque ele sabe que a função, o que é? Vai desodorizar.

Então, o desinfetante não é para matar bactérias, é só para limpar e desodorizar. Então, você pode utilizar na tua casa uma água, detergente e bicarbonato. E não precisa dos agroceritários, você só vai precificar a tua saúde. Perfeito. Bom, agora a gente já aprendeu pelo menos para o que serve o desinfetante. Verdade. Já tinha aprendido com ele que não adianta lavar carne, né? É para limpar e desodorizar. Lava carne, frango, nada. É.

Não, não pode, pelo amor de Deus. Lavar carne, se você lavar carne primeiro, você vai lavar com água. Você aumenta a contaminação da carne. Você aumenta a quantidade de água. E você espalha a contaminação para um ou dois metros do local que você está lavando. Então não tem uma vantagem de lavar carne, muito menos lavar frango. Você aumenta a contaminação. Toca a carne e o frango sem que ele cozinhar direto, ou fritar direto, nunca lavar.

O pessoal tem cada coisa errada A coisa mais estranha que eu já entendi É aquela que fala que Existe uma regra dos 5 segundos Quando o alimento cai no chão Você pode chegar em 5 segundos Isso é verdade Tanto é verdade Que as bactérias nascem com o cronômetro na mão

Ela vai lá, um, dois, três. A rainha e a bactéria é alfabetizada. Ela sabe contar. Verdade. Uma pena que a gente está com um probleminha de áudio aí com o doutor Bactéria, né? Está falhando bastante, doutor. Mas queria agradecer, né, Vilela? Que pena. Obrigado. Obrigado demais.

Vocês aqui no vilão, para com você também, mas eu sou maravilhosa. Obrigado pela lembrança. Obrigado. Deu umas picotadas no final, mas... Um beijão pro Dr. Bacter, você é muito querido, né? É, com certeza. Obrigado, obrigado demais. Fernanda, agora é a hora das notícias absurdas aí. É, não sei se eu vou agradar muito vocês hoje, não. Vamos pra vinheta e você vem com as notícias? Vamos, vamos. Então vamos lá.

Vamos de giro de notícias, então, Fernanda. Vamos de giro de notícias. Olha, eu já vou ser bem sincera. Quando você cria intimidade com uma pessoa, muita intimidade. Está lá com a namorada. Vamos dar um exemplo real. Na Júlia e... É óbvio, até o Marcílio. Ele viu chegando já o Marcílio. Por exemplo, vamos dar um exemplo.

O nosso querido bigoda está começando um relacionamento com a Ana Júlia. Aí começa a ter mais intimidade. Mais intimidade e tal. Vai passar final de semana junto. Exato. O que seria um momento de autoconstrangimento? Quando escapa aquele peidinho, né? Olha lá, ele sabe tudo. É, quem nunca, né? Você tá vendo o que é um homem namorador? Ele sabe tudo. Ele é sabido. Já sabia. Ele sabe tudo. Era um problema. Por quê?

Porque agora, meu bem, as japonesas... Olha, elas estão à frente, viu? Por quê? Porque inventaram. O que seria o problema? O quê? Um pum com cheiro de rosas. Porque o problema não é o pum, é o cheiro que vem do pum. Então, você já pensou, acabou de conhecer... Ana Júlia, por exemplo. Você acha que Ana Júlia sabia o que a esperava quando conhecia o bigode? Não, não faz ideia.

Mas agora o pão de bigoda pode ter aromas de rosas. Mas o problema é se ficar misturado o cheiro, né? Não, ele sai perfeito. Mas aí pode ser... Quase um perfume. É porque aí fica... Quais são os perfumes que existem, né? De florais, é... Merda do campo vai ser? Não, esse é flor, é rosa, não. Se misturar com ele é merdas do campo. Não, mas aí não vai sair o outro, vai sair como... Só esse? Só esse, você vai entender. A gente tem um vídeo, não tem?

Tem? Tá super viralizado o produto. É. Então rola aí, vamos ver. E que o peido das japonesas estão cheirando a rosas. Vamos descobrir comigo esse mistério? Esse é o famoso suplemento viralizado no TikTok. Faz as pessoas peidarem cheiroso, arrotar cheiroso. Ou seja, você tem um odor de rosas no seu corpo. Ele se chama Burugarian Rose, da GHC. Aqui no Japão, você toma duas cápsulas por dia. E você vai ter cheirinho de rosas. Se você soltar pum, vai cheirar rosa.

Rosa da Bulgária. Ele tem óleo essencial da Rosa da Bulgária. Parece que passa pelo seu intestino. E a partir daí da fermentação lá no intestino, ele vai aliviar os odores, né? Eu acho que é um pouco marketing, mas eu vou comprar e vou testar pra vocês, viu? Aí eu conto se eu cheirei a rosa ou não. Agora não esquece de seguir, compartilhar esse vídeo. E se você quer ver mais coisas inusitadas aqui do Japão, já me segue. Que vai ter mais vídeo rolando. E muito vídeo de skincare aí pra vocês também sempre. Tchau! E eu já comprei o meu.

E não tem a parte 2? O teste, né? Eu nunca dei o teste. É uma semana, né? Semana que vem o... O diretor vai lembrar que teve um dia aí que tinha um bom ar aqui e ele falou que passava o bom ar debaixo das axilas. Ah, mentira? É, eu tô mentindo. É porque é mais barato. Tipo, um Rexona de 350 ml é 12 reais. Aí ele pega um bom ar desse tamanho e...

Ele tem que ser estudado depois. Eu vou trazer um desodorante de presente pra ele. Cara, vamos dar desodorante pra ele? É brincadeira. Quanto que é seu aniversário? É amanhã. Amanhã! É zoeira, né? Não, é sério. É sério? É sério? 21 News? 21.

Olha só. Vocês me avisaram para eu trazer um presente para ele? Ganhar um Rexona, né? É, comprar uma caixa de desodorante depois de passar o rafo. Ah, tadinho do bigoda, gente. Não, o bigoda é cheiroso. Vamos lá, qual que é a próxima aí?

E a outra, gente, é o seguinte, olha, um museu em Berlim, lá na Alemanha, recebeu uma instalação polêmica. Cães robóticos com cabeças hiperrealistas inspiradas em personalidades. E os bilionários Elon Musk, obviamente, Jeff Bezos, Mark Zuckerberg, circulam pela galeria. E o interessante, já que a gente falou de Pum, é que eles também fazem suas fezes.

Ah, os cachorros dão... Fazem as coisinhas dele, né? Também, né? Deixa eu ver. A gente tem o vídeo. Olha lá. Olha que graça. Cara, que assustador isso. Meu Deus do céu. Nossa, cara. Que medo. Gente. Imagina, você acorda, tem um negocinho desse. Olha o Elon Musk. É horrível. Olha lá. Cara.

E aí tem o momento que eles têm também aí o momentinho do número 2, né? Digamos assim. Olha o Kim Jong-un ali. É! Aí pelo menos eles se dão bem, Marcílio. São todos amigos, ó. Um cheira o Tobinha do outro, né?

Os cachorros fazem isso. Acho que aquele cheiro de óleo, né? Olha só. Mas é feio demais, gente. Que bizarro. É isso. Obrigado demais, Fernanda. Agradecer então a todos vocês que estiveram aqui no programa com a gente. Um programa muito especial. Fernanda, redes sociais não terminou ainda. A gente tem a crônica que sempre a gente coloca no final do programa, tá? Então esperem que hoje está muito especial. Obrigada, gente, pela companhia. E olha, não esqueçam, minha rede social é Fernanda Comora.

Bom, galera, foi um prazer aqui essa noite com vocês. Redes sociais, arroba prof. Anderani Ricardo Marcílio no Instagram. E o canal no YouTube, professor Ricardo Marcílio, com vídeos diários de geopolítica. Ai, deixa eu só mandar um beijo pra todas as mamães. Domingo é dia das mães, ó. Verdade. Um beijo pra todas as mamães incríveis.

Isso daí. Então me sigam também no Instagram, arroba Vilela. Sou tão velho que eu peguei logo o Vilela, não tinha ninguém. Era tudo mato. Quando eu cheguei lá, você passava bigoda para mandar foto para o Instagram, você mandava por fax ainda. Era antigo o negócio. Olha só. Eu nem sei o que é isso. Você não sabe o que é fax? Não. É esse objeto que está aqui na sua frente. Você colocava um papel com texto e uma pessoa no outro lugar do país, no outro país, o estado, recebia aquela folha saindo magicamente.

É uma impressora à distância. Exatamente. Você resumiu. Apareceu no filme do Michael Jackson. Não sei se você assistiu, mas tinha um fax lá. E você ficou pensando que dia cheio. Que que é isso? Como é que imprime de um lugar para outro? Exato, exato, exato.

Agradecer demais. Roda a vinheta e já coloca aí a crônica da semana de Carlos Bezerra Júnior. Valeu, gente. Ah, antes de qualquer coisa, se eu não rolou ainda a vinheta, né? Escreva nos comentários aniversário do Bigoda. Parabéns, Bigoda. É melhor, né? Parabéns, Bigoda, porque amanhã é o aniversário dele. Fiquem com Deus. Beijo no cotovelo e tchau. Roda a vinheta e toca o vídeo.

Imagina a cena. Você é uma criança de sete anos, te chamam pra brincar de pipa, e aí você vai. E ali você vai junto com seu amiguinho. E aí você sofre um estupro coletivo. Gente, quando é que o mundo ficou tão doente? Porque isso aconteceu aqui em São Paulo esses dias. Dois meninos, um de sete e um de dez anos, foram chamados pra brincar. Coisa de criança.

Mas era uma armadilha. Eles foram levados para um imóvel vazio e ali sofreu violência sexual coletiva por um grupo de adolescentes e um adulto. E tem dois pontos aqui que precisam ser ditos com toda clareza e com toda dureza.

O primeiro é que as vítimas são meninos, isso quebra um silêncio que muita gente não quer encarar. Meninos também são vítimas, e muitas vezes ainda mais invisibilizados. Segundo, e talvez o mais assustador, eles não só cometeram o crime, eles filmaram, divulgaram nas redes como se fosse um troféu, como se fosse entretenimento.

Gente, aí eu paro, porque a pergunta mais fácil é que tipo de mente faz isso? Mas eu vou numa outra camada, porque a pergunta honesta é outra. O que é que levou esses adolescentes a esse ponto de degradação? O que é que ninguém fez para impedir antes? Que mundo a gente construiu onde o sofrimento de uma criança vira conteúdo para a rede social?

Isso não é só violência. É a banalização total da violência. Isso diz muito sobre o tempo que a gente... Esse tempo que a gente está vivendo. Eu ouvi recentemente numa conferência evangélica uma fala que muita gente não tem coragem de dizer. A pastora falando que orar é espiritual, mas denunciar quem comete violência também é. E isso precisa ecoar. Porque fé que se cala diante da violência não é fé. É omissão.

E aí eu vou dizer, eu te confesso, casos assim não me pegam só como cidadão. Pegam no que eu trabalhei a minha vida pública inteira. Hoje eu sou vereador, mas quando eu fui secretário de assistência social também. Quando eu criei o Observatório da Infância, foi exatamente para isso. Para que criança não virasse estatística esquecida na semana seguinte.

Quando eu montei o Clube Amigo da Criança, foi para teinar quem está perto ali da criança, professor, agente de saúde, técnico, enfim, a enxergar sinais antes de virar tragédia. Como médico, eu vi de perto, de muito perto, o que esse tipo de violência faz no corpo de uma criança. E foi por isso que eu organizei uma cartilha prática, não como teoria, mas como ferramenta para quem quer agir. E presta atenção em alguns sinais.

Mudança brusca de comportamento. Conhecimento sexual incompatível com a idade. Isso não é fase, gente. Isso pode ser um pedido de socorro. E mais uma coisa.

Nunca compartilha esse tipo de conteúdo, nunca. Quem compartilha também participa da violência. Denuncie, desquise, procure ajuda, conselho tutelar, porque proteger criança não é escolha, é responsabilidade. Uma sociedade que não protege suas crianças já perdeu sua alma. E uma igreja que não enfrenta isso perdeu seu propósito.

Se você quiser a cartilha com sete passos contra a exploração sexual infantil, aqui vai o link para você, para você ter acesso, para você ter o acesso digital à cartilha e poder compartilhar essas dicas que a gente dá para que se reconheça o mais precocemente possível os sinais de que uma criança perto de você pode estar sendo vítima de violência sexual.

As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor, entre em contato conosco para esclarecimentos. Estamos abertos a avaliar, e se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.

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