Episódios de Inteligência Ltda.

1836 - RAFAEL INFANTE

06 de maio de 20261h42min
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RAFAEL INFANTE é ator é humorista.. Ele vai bater um papo sobre sua carreira, o Porta dos Fundos e seus novos projetos. Já o Vilela sempre tenta usar a porta dos fundos.

Assuntos8
  • Cinema e AudiovisualExperiência de dublagem em Toy Story · Filme 'Pai em Apuros' e 'Se Eu Fosse Você 3' · O futuro do cinema com IA · A importância da experiência cinematográfica
  • Carreira de Rafael InfanteInício na música e transição para atuação · Formação em cinema e teatro · Experiências com improviso teatral · Trabalho no Porta dos Fundos · Projetos atuais e futuros
  • Humor e ComédiaEvolução do humor e responsabilidade · O papel do erro na comédia · Influências de Hermes e Renato e TV Pirata · Comédia de quinta série e trocadilhos
  • Subida Monte Carmelo EspiritualidadeExperiências com Ayahuasca · A busca por autoconhecimento e propósito · A relação entre ciência e espiritualidade
  • Psicologia e PsicanáliseInfluência da família de psicanalistas · A importância do autoconhecimento e da análise · O papel da terapia na vida
  • Direção e Novos ProjetosInteresse em dirigir séries · Laboratório de teatro 'Laboratório do não eu' · Escrita de quadrinhos e livros
  • Viagem à ChinaImpacto cultural e tecnológico · Gastronomia e diversidade · Desigualdade social e tecnologia
  • O Papel do ArtistaDar ao público o que ele precisa, não o que ele quer · A importância da originalidade e da experimentação · A arte como reflexo da sociedade
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Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vileira e está começando mais um Inteligência Limitada. O programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais... Errou rude, cara. Eu acho que eu nunca rio tanto num esquete como aquele errou feio, errou rude. Olha.

Depois eu quero saber de onde veio esse rude, né? Errou o rude. Você já tinha ouvido falar isso? Não. Errou o rude. Nunca ouvi falar, cara. Exato. Através somente dele, né? Exato, né? Mas antes eu nunca ouvi falar. Errou o rude. Falei, nossa, caramba, ele tirou isso. Como que o pessoal vai participar dessa live especial? Porque ela é especial. Quem participa com perguntas...

Olha, se você não quiser errar rude, já deixa seu like, se inscreva no canal, torne-se membro. Lembrando que hoje é uma live especial. É de cada pra pessoas especiais. São os nossos membros, né? Eles têm acesso. Quem são os nossos membros? Os mais famosos? Olha, a gente tem Mike Baguncinha, tem Naldo Beni, tem Henrique Cristo, tem uma parga de gente. Até o Jeff Bezos já mandou mensagem pra gente aí também. Ele teve aí uns dois meses com a gente, né?

É verdade. Aí ele não entendeu nada, que era tudo em português e saiu. Ele falou, cara, não entendo português, ele saiu.

Já se inscreve, então, vira membro. Mas o pessoal pode mandar pergunta também. Pode mandar pergunta, mas a preferência é para os nossos membros. Que eles sabem da agenda. Com antecedência, manda as perguntas. É isso? É isso aí. Bora chegar nos 6 milhões aí de inscritos. Que maneiro. Tem aqui um cara que eu sou muito fã, Rafael Infante. Se apresenta para o povo aqui. Olá, é prazer, sou Rafael. Dá um recado para ele que eu tenho vergonha. Fala. Fala.

Olha, ele é um cara extremamente, mas muito, muito interessado. É, eu vou querer presente depois. Então se apresenta, mas eu quero o meu presente. Já é agora o presente? Não, depois, depois. Então muito prazer, eu sou o Rafael Infante. Sou do signo de Libra. É, minha mãe. Concedente em Gêmeos e Lua em Aquário. É setembro. 23 de setembro, primeiro dia de setembro. Minha mãe é Libra também. Que maravilha. Você gosta de Librianos? Gosto, gosto. Eu não me dou bem com Gêmeos.

Minhas duas ex-mulher, minha irmã, são gêmeos. E não deu muito certo, né, cara? Que maravilha, que maravilha. Eu falei brincando isso, mas enfim, é uma honra estar aqui de verdade. Obrigado. Também sou seu fã. E parabéns pelo seu projeto. E parabéns aí pela jaqueta. Sim! Tem, cara. Cara, eu peguei essa aqui em Nova York andando, uma rosinha andando, papapapá, meio brecha. É legal garimpar essas paradas. Pô, muito fada. E ainda serviu, né?

Aí você fala, nossa, é para mim, né? E negociação longa, sabe? É. How much, how much, how much, consegui.

Eu fiz isso na China também. Lá, cara, os caras ficam ofendidos se você não negocia. O cara fala um preço, aí você fala, não, é isso daqui. Aí você joga muito baixo, aí ele fala, não, é isso daqui. Aí fica, cara, cada coisa que você vai comprar é meia hora de negociação, cara. É muito legal. Nós estávamos falando do erro feio e erro rude. É. Primeiro agradecer um texto maravilhoso, que a gente só consegue brincar bem quando vem um texto maravilhoso.

Gente, o meu texto? Não. Ah, tá. Eu imagino. Mas eu acho que a gente só consegue improvisar bem quando vem um texto bom. Por quê? Porque você está seguro? Não, porque eu acho que é divertido, né?

Tu entra naquele universo ali? É, entendi. Eu acho que a ideia, o start é muito maneiro. Da pessoa morrer e chegar lá e é pelo Deus completamente aleatório. Total, né? Qual o Deus, né? Aí você começa a surfar e vem uma parada dessa. Eu acho que o Error Rude, eu diria uma explicação quase sonora, assim. Error feio e error. É como eu sou músico também, de família. Mas imagina que você fez várias vezes e uma dessas saiu? Não, foi na prima. Ah, tá brincando. Verdade, pura. É meio sonoro, né? Error feio e error rude.

E um amigo meu que chama Rudy ficou muito famoso nessa época. Coitado de Rudy. Beijo, Rudy. Rudy Landucci ficou sendo zoado uma época. Errou feio, errou Rudy. Porque ele é da comédia, então a piada não entrava. Sim, eu lembro quando essa frase apareceu na Turma da Mônica, velho. Eu aprendi a ler, acho que muitas de nossas gerações... Colocaram no quadrinho. Magali falando, eu falei, foda, foda.

Aí é o sucesso, né? Ou é palavra cruzada ou Turma da Mônica. Concorda? Sim, concordo muito. Era aquela tirinha de três, sabe? Putz, que legal. A tirinha de três é bem o ritmo de uma comédia. Tem a preparação, o problema aumenta e vem a resolução.

Eu acho que é um exercício absurdo. Eu fiz tira durante muito tempo para a Polícia de São Paulo. Tirado, cara. Então é um treinamento para comédia muito legal, cara. Imagina. E sem entender que tem assunto para engajar, João. Uma por dia, cara, tinha que fazer. Eu desisti por causa disso. Era 30% por mês, cara. Era muita coisa. Sim. Mas você está me enrolando, hein? Sobre. O presidente, cara. Ah, e agora? Pelo amor de Deus. Eu vou te dar um presente que eu vou ser muito. É uma coisa que está no meu dia a dia desde a pandemia, meu velho.

Rolou. Porque eu acho que essa coisa de hipertela rolou, álcool 70, tudo. Meu olho começou a dar uma ressecadinha, coisa que eu nunca tive na minha vida. Nada grave. É uma delícia. Mas tem que toda hora ficar... De vez em quando eu... Tic, tic, tic, tic. Então uma coisa tá sempre no meu bolso, sempre na minha vida e eu queria deixar aqui um pouco de mim. Mas foi depois de tempos, assim? É, não sei se tem a ver com a minha idade que vai chegar.

Será? Não, foi na pandemia, eu lembro de registrar isso. Que a gente tava meio que um na tela. É um iabá. Fazer uma propaganda aí gratuita. Que é maravilhoso. É uma lágrima. Tem uma câmera aqui em cima. Então aqui, ó. Já fica no cenário aqui. É foda.

Que maneiro, que maneiro, que maneiro. Estava falando aqui contigo, antes de começar, que a gente está fechando aí o Porta dos Fundos. Não, vai completar o álbum. Greg, você, que biloco. Maravilhoso. Porchat.

Vem mais gente, hein? Vem mais, vem mais. Vou lembrar. Mas tá faltando ainda. O Porta tem novas gerações, tem velhas gerações. Tem, tem. O Ed Gama já veio. Dá pra completar o álbum. O Nabote. Aliás, eu adoro o Nabote. Cara, um dos episódios mais engraçados é do Ed Gama e Nabote. Vejam aqui. Antes de eles entrarem no Porta... Não, é cara. Ah, tá. Um esquete, um esquete. Não, o programa dele. Ah, aqui, aqui. É, de três horas, assim.

É engraçado. Que maravilha. Eu rio demais. Eu rio muito no Nabote. Eles são engraçados naturalmente.

Muito bom, muito bom. E ele tem a língua presa, né? Ele usa isso nos personagens, é muito engraçado. Sim, eu fiz um LOL com ele, aquele programa que você não pode rir. É difícil. E ver a pessoa se fudendo, tentando não rir é muito engraçado. Imagina, com ele, eu vi outro LOL também com o Igor Guimarães. Imagina, Igor Guimarães é impossível, cara. É menininho. E ele fala meio assim, de verdade, né? É, ele não é personagem, cara.

Advogado Paloma. É incrível, cara. É incrível. Mas quero saber da tua história. Desde criança, você já queria ser ator ou não? Cara, acho que sim. Qual a lembrança mais antiga? Putz, eu quero fazer isso daqui. Útero. Não ligado. Que eles assim, né? Já dava um chute. Cara, lembrança mais antiga. Assim, eu tenho uma família muito divertida, muito engraçada. Por parte de pais e mãe. Meus pais psicanalistas. Do que, de contar piada?

Não, de serem pessoas divertidas. Elaborarem a vida de uma forma com humor presente. Pô, isso é bom. Eu tenho um pouco de... Não sei se é preguiça a palavra, mas... Sabe pessoa que é stand-upper na vida? Não é muito a minha praia. Ah, que quer toda hora... Não tem nada a ver com a minha família. Mas era uma forma de celebrar e rir, falar alto. E todo mundo. E meu pai, engraçadíssimo.

Casa cheia. Isso é legal, né? E amo também. Tem essa meta também sempre. É gostoso, né? Criança, gente. Brinquedo, não no chão. Foda. Gente velha, gente nova. Isso é muito bom, cara. Meu pai já faleceu, mas minha mãe não. Meu pai é psiquiatra e psicanalista e minha mãe é psicanalista. Então sempre a gente falando sobre vida. Tá brincando, cara. E livros também, cara. Muito livro, muita cultura, muita música. Tem uma parte da minha família de muitos músicos também.

É mesmo? Bateras, guitarristas, cantores. Você pensou em impressária? Sempre fui. Assim, profissionalmente, uma vez que eu fui no Júlio Soares, eu lembro que ele falou, pô, você abandonou a sua carreira de música porque foi numa cartomante? Eu falei, pois é, ela disse que minha carreira de ator... Eu fui numa cartomante maravilhosa, aliás, recomendo. E ela falou, eu tinha certeza que a minha banda ia ser minha via. Eu estava focado naquilo. Como chamava a banda?

Preto Tu. Samba de Preto Velho. Maravilhoso. E a gente mostrava rock com Jorge Ben. Quer dizer, ele não é o autor, né? É, não é. Sérgio Mendes. Confere, né? Vai que, né? É bom, tem Google aí, a gente não tem, mas você tem. Eu sei que é por causa daquela música que ele fez também com o Black Eyed Peel. Aí eles falam assim. Pode ver. Ah, verdade. Olha só. Que iria.

É um cara que entende de helicóptero a MPB. Você tá maluco? É. Eu também acho meio... Não entra nem avião de pequeno porte. Você não tem que informar. Cara, avião de pequeno porte eu nunca entrei. Agora a helicóptero eu já entrei. Você tá doido. Isso não é feito pra voar, meu velho. Você tem medo? Fala a verdade. Ah, no começo eu tinha. Depois eu fui perdendo medo. Ah, sei lá. Fazendo bastante treinamento. Ah, tu pilota? Eu pilotava, cara. É?

Por isso que eu tô falando, entende, de helicóptero MPB. Mas MPB me pegou, cara. Você tava zoando. Eu fui buscar lá no Black Eyed Peas. Ô, que referência. Irado. Mas você tá falando de que idade? Que idade você foi na Cartomanha? Ah, 20 e pouco, 20 anos, 9 anos. Pra mim era assim, vou levar, a música vai entrar na minha vida de uma forma séria. E ela falou, olha, muito legal, mas a sua carreira de ator vai abrir suas portas pro mundo.

E aí eu falei isso, comentei no Ju, aí ele falou você já pensou na possibilidade de ela ter ouvido o seu disco? Maravilhoso! Eu acho que ela ouviu e aquilo não foi tão previsão, mas sim. Mas era realmente maravilhoso e ela falou coisas impressionantes que aconteceram muitas vezes. Você acredita nessas paradas? Eu tenho medo, você não tem medo não? Eu amo. De dar certo as paradas? Eu amo, eu sou um no sentido de eu gosto de investigar essas coisas. Ou é que nem Matrix.

A coisa dá certo? A coisa acontece? Ou acontece porque você acredita que vai dar certo? Eu acho que tem um pouco de tudo. Eu acho que a realidade se molda também onde a gente aponta o nosso olhar, né? Pô, a palavra tem poder pra caramba. Não, e a luz é isso, né? Fisicamente, a luz se manifesta onde a gente tá botando atenção, né? Total. Isso é bem louco. Você já tomou ayahuasca? Já. Tem cuidado com esse tipo de assunto, né? Muitos anos. Eu tomo há muitos anos.

E aí? E aí você falou de Matrix. Eu sei que a gente não pode fazer de uma forma banalizada, ainda mais no Brasil. Sim, vai com calma. Não recomenda se tomar, não sei se você tem muita certeza, seja num lugar sério. No Brasil tem vários lugares muito importantes. É, pode dar errado se você for assim, por diversão, não é um negócio sério. Seríssimo. Mas ela me expandiu isso de tipo... Cara, eu lembro os porros... Mas falam que depois de um tempo ela para de dar o mesmo efeito ou não. Não, não. Para mim é sempre a primeira vez.

Eu falo isso sem tabu porque eu acho que é distante do preconceito que as pessoas têm de achar que é uma droga, no sentido... Não, acho que a gente já passou também. Eu nunca estive tão lúcido na minha vida quando eu tomei aquilo. Mas ela trouxe essa expansão e a gente falou assim, meu querido, baixa a tua bola, que você não sabe de nada. A gente tem uma... Na mesma forma que a gente é criado e educado para performar e estar sempre acertando as coisas, a gente vai tendo uma crença de que sabe sobre as coisas.

E eu lembro que a Asco foi o primeiro lugar que fez... Ei! Um tapão. Eu lembro que ele está conversando com mais...

Três erros, assim. E três características, assim. Mas uma conversa séria, assim, cara. Sobre carreira, sobre vida e tal. E depois que termina, você fala, caramba, cara. Aconteceu isso mesmo. É, fica meio um lugar de sonho, né? Um lugar sagrado. E você olhar uma coluna aqui e, ao mesmo tempo, você é capaz de olhar atrás dela. Parece que você tem uma capacidade de ver meio tridimensional. Não dá pra explicar, cara. Perfeito. Eu acho que a gente sai do espaço-tempo, como a gente tá aqui nessa gravidade, né? E vê a dimensão de outra forma.

Se é a explicação de o que você acessa, né? Sim. Se é o universo paralelo, se é uma parte mais inteira sua, mas que é uma coisa que eu tinha que fazer para ver qual que é eu, eu, no meu caminho, né? Eu também concordo contigo. E mesmo se a gente, por exemplo, eu sei que tem estudos seríssimos na USP, em vários lugares, é uma coisa muito séria. O que eles falam? Que é o quê?

que é a molécula do DMT, que é quando você nasce, não é? Quando a gente nasce, morre e dorme. São quantidades variadas dessa substância. Quando morre também? Então é como se a gente estivesse morrendo vivo, acordado, dormindo. E você acessa memórias, traumas. É uma coisa realmente muito séria.

Faz sentido, cara. Faz sentido total. Eu acho que a gente não devia incentivar, mas quem tiver certeza vai. Eu acho que é a tecnologia mais sofisticada que eu entrei em contato aqui na Terra. Com certeza. E o que você já... Não sei, alguma coisa que você possa falar, né? Alguma coisa que você descobriu com isso sobre você? Ah, muita coisa, muita coisa. Eu vi muitas cenas da minha vida. Eu limpei muitas emoções. Medos. Crenças.

A famosa crença. Não é papo de coach, mas crença limitante, sabe assim? Coisa que te impedia. Cara, eu vou te falar com toda a humildade. Tem coisa que eu não sei nem mais o que é. Sabe quando você muda a tal ponto?

que aquilo já não é nem mais uma memória. Não faz mais parte de você, né? Não faz mais parte de você. Tem até uma dorzinha, desapegada. Ai, minha identidade tinha a ver com aquilo, mas não é mais, não é? Tchau, querido. Mas por que a gente chegou aqui? A gente estava falando de... Expansão da consciência. É, de música...

Ah, cartomante, se você crie essa parada. Eu procuro as coisas sérias, eu acho que um olhar cético pra tudo é interessante, a dúvida é saudável. Só pra terminar esse assunto, a minha procura, eu acho que não tem nada de religião nesse sentido, é uma conexão.

Eu acho que a Ayahuasca liberta pessoas de religiosidade. Mas enfim, vamos fazer um programa sobre isso. É porque tem um pessoal que liga a religião, né? Exatamente. O Fanto Daime é um pouco mais cerimonial, né? Sim, mas é incrível. Não sei se o que você fez era cerimonial. É, cerimonial. O que eu fiz tinha um pouco também. Sim, muito maneiro. E pensar que foi um seringueiro, né?

É, incrível, né? Mestre de Ninho. Aí tem o lance do DMT, né? Eu dei uma lida na época. Eu estava escrevendo um livro e eu queria que o personagem tivesse uma experiência para resgatar alguma coisa ou solucionar uma coisa que estava perdida na cabeça dele. Incrível. Mas olha só que sofisticado. O DMT a gente produz também. Quando a gente toma a junção de chacrona com o cipó. É a raiz e o cipó. A junção do feminino e o masculino. Um, um.

quebra, perfeito. Se a gente tomar só a chacrona não acontece nada. A gente está entrando com o DMT, só que o nosso corpo bloqueia. O cipó, ele engana? Ele desliga uma uma... Uma proteção nossa chamada mal, que é metil, tem um nome incentivo, que deixa a chacrona entrar com a DMT. Então qual é a chance, eu tive uma palestra muito interessante, de na floresta amazônica...

O cara misturar essas coisas. Mas pensa bem, na história da humanidade... Não foi tentativa e erro. Na história da humanidade, a galera... Muita gente morreu tentando muita coisa. É que nem a maniçoba. Sabe a história da maniçoba? Sim. Tem que ferver aquilo, sei lá, cozinhar por sete dias. Entre veneno e remédio. Pelo menos seis pessoas morreram. Sim, com certeza. O cara...

Cozinhou duas horas, morreu. Ah, vamos cozinhar um dia, morreu. Dois dias, morreu. Chegou um ponto e falou, dá para comer. Fala, beleza, anota aí. Sete dias. Põe um pouco de açúcar. A coisa entre o remédio e o veneno, né? É, cara, o próprio camarão, né, cara? Sim. Cara, vou comer esse bicho estranho aqui que parece uma barata. Eu tenho algum dia do camarão porque dizem assim, ah, a pessoa pode desenvolver comendo a alergia. Sério? É. Mas eu adoro camarão. Eu também adoro camarão. E tu descobriu comendo.

Eu desenvolvi depois de velho. Eu adoro camarão, mas eu desenvolvi depois de velho. Não posso comer que desenrola tudo. Fica tudo travo aqui. Deus me livre. Você descobriu passando mal. Que estranho. Por que você foi me dar essa informação? Eu estava tranquilo comendo o meu camarão. Agora eu vou ficar encanado toda hora que eu comi o meu camarão. Mas não é só camarão, né? É fruto do mar, não é?

Cara, eu sei que tem um peixe chamado trilha, que se alimenta de camarão. Ele é todo vermelho assim também. Quando você come esse peixe, ele também tem gosto de camarão. Eu não posso comer também. Mas a gente estava falando tudo isso por causa da sua banda. E aí você desiste, perfeito? Ou ela dá errado? Foi maneiro porque realmente... Aliás, a Catamante é maravilhosa. Mas realmente o meu caminho da atuação... Porque começou tudo você perguntando se você sempre quis ser ator.

É verdade. O caminho de atuação foi sendo natural para mim. Aí eu fui fazer faculdade de cinema.

Naquela época, é muito jovem a gente tem que decidir alguma coisa. Mas eu fui, aliás, agradecer os meus privilégios, óbvio, mas dentre eles tem uma educação foda de pais que apoiavam minhas decisões. Isso é 0.1 da população brasileira. Vai fazer alguma coisa que dê dinheiro, né? Exatamente. E eu fiz na Estácio, não é piada. Eu adoro a Estácio, pode até cortar. Mas sempre virou piada, né? A galera fazia, inclusive, em stand-up. Aliás, a Estácio tem um EAD maravilhoso.

mas eu fiz cinema, mas era presencial você gostou? Amei, fiz amigos pra vida aprendi pra caralho de cinema, de gravação mas ali eu tive certeza que eu queria estudar e me refundar teatro e aí eu fui fazer faculdade de teatro não, eu tranquei o cinema já no quarto, quinto período porque era uma decisão muito enérgica, mas baseado em que? você chegou a fazer alguma coisa? não, fazia teatro amador desde a escola e acho que um pouco a resposta do mundo sabe assim?

Você não devia fazer, ah, você é muito bom pra isso. Ah, tá, tá. Você tem jeito pra isso. Começa a mapear um pouco. E um certo prazer. Sempre gostei muito de escultura e arte. E quando eu via teatro, desde pequeno, eu falava, cara, acho que eu quero estar aqui. No palco, se você sentir. No palco e elaborando. E a minha conexão nunca foi... Claro que o teatro exige isso, a gente se expor, né? Sim, sim. Mas sempre eu gostava um pouco do que estava ali de trás, aquele texto.

É mesmo? O que estava sendo dito, sabe? Atrás da cochil que acontecia. Também, mas principalmente o texto.

Aí na faculdade de teatro, imagina. E você frequentava teatro também quando era mais novo? Sim, mas aí eu entrei em contato com as maiores mentes da humanidade. Desde o teatro grego, que por exemplo, Freud baseou toda a psicanálise, bebeu muito dali, imagina. Filosofia grega, imagina. Aí eu falei, caraca. Descobri um... É.

Então era a junção de uma pesquisa foda, teórica, com você estar ali experimentando no palco, na vida, com pessoas. Aí eu fiz amigos para a vida. E no meio da minha faculdade eu fui me juntar com uma galera muito louca que não tinha nada a ver com a faculdade, que era o senhor Fábio Porchat. Como? Talita Werneck, Fábio Nunes e Diego Beck para fazer improviso de teatro. Que era uma época que estava bombando isso.

O Ruslein e Z21 tava bombando. Já tinha os Barbixas? Não, não tinha os Barbixas. Tinha o Zé Zenas. O Zé já tinha. Que era, porra, foda. Era uma referência, inclusive, né? Caruso. Caruso, Adnê. Gregório. Gregório e o Queiroga. Queiroga, é verdade. Eu vi eles, inclusive, começando lá no Itál. Que legal. Eu ia assistir direto. Adnê teve aqui e contou a história também. Maravilhoso. Meu vizinho. Ih, putz, a Tatá é absurdo. Louca. Louca de pedra, né?

Ela já era. Rápida. Ela já era muito boa. Muito, muito. E como chamava o... Avacalhados. Avacalhados.

Mas que também foi uma puta de outra escola. Porque eu comecei a viajar. A gente viajava o Brasil fazendo improviso. Então olha que porra de escola. E deu certo? Deu? Cada um depois foi ver suas... Não ia? Pô, que legal. É porque teve uma onda de improviso bem boa, né, cara? Teve. Junto meio com o stand-up, ou foi antes?

Foi meio junto. O Fábio, inclusive, era uma ponte um pouco disso. Ele fazia já um stand-up, a galera lá do Comédia em Pé. E tinha esse outro movimento do improviso. Às vezes volta, né? Uns ciclos assim. Caruso fazia também. Caruso, maravilhoso. Verdade, verdade. Sim. E você ainda faz improviso ou não?

Como assim? Como esse formato? Não, mas estou sempre nesse... Porque o Porta tem um espetáculo de improviso. Ah, isso eu não faço. É muito legal. Eu nunca assisti pela correria da vida. É o Portátil, né? Portátil. Eles pegam a história de uma pessoa e vão ali improvisando. Cara, o improviso é muito maneiro. Esses improvisos ainda mais long form. Eu dou valor pra caramba, cara.

E eu ia assistir um que tinha direto lá no teatro... Um teatro lá do Conjunto Nacional, cara. Que era um grupo muito bom lá. Que fazia, cara. E era só long form. Eram três histórias longas, assim, muito legal. Sim. A galera não tem ideia, né? Não, é seríssimo. Não, a galera acha que é ensaiado.

Sim, porque parece tão perfeitinho. Dizem que o improviso é bom quando parece ensaiado e o stand-up é bom quando parece improviso. E que eu acho foda essas sacadas do teatro, que para mim sempre é uma metáfora da vida, porque é isso que a gente faz na vida. Você pode até planejar. Isso é um pouco improviso. Você dá um terreno para você poder...

está aberto ao devir, ao não saber. Mas sabe que você tem uma profissão que, cara, ela não vai sumir nunca. Não. A inteligência artificial não tem como fazer o teatro. Não, a criatividade não tem como. Não, as pessoas estão em carne e osso, é um espetáculo único, só vai acontecer aquela vez, mesmo sendo um espetáculo que acontece todo dia, porque a plateia é diferente, vocês vão ter uma respiração diferente, a IA não consegue fazer isso.

Eu acho que você falou exatamente o tesão do teatro. Essa adrenalina da primeira vez. Eu falei isso porque eu acho que as pessoas vão dar cada vez mais valor para o artesão, para o cara que pinta o quadro, que faz a coisa ao vivo, que está na rua tocando. Essa coisa vai ser cada vez mais valorizada, porque a média, a inteligência artesanal...

faz, aquela coisa medíocre, aquela coisa automática, que você fala legalzinho isso, sabe? Hoje tem, que muita gente faz, mas vai ser esse pessoal vai ser substituído cara, eu acho que você tocou em dois pontos que eu acredito muito, que quase me regem hoje primeiro, eu fiz um movimento quase contrário disso que exige essa robotização que é ir pra raiz das coisas eu montei um laboratório de teatro onde eu recebo atores que estão começando outra experiência

Então é muito foda. Pra resgatar a ideia de que o teatro é exatamente esse lugar do viver e essa experiência. Mas como que é um laboratório de teatro? Laboratório do não eu. Eu dei o nome, que é muito legal. Pra gente sair um pouco dessa ideia do eu fixo e formado. E se jogar na vivência do sujeito. Mas é com textos clássicos? É com textos próprios? Depende de cada turma. Eu tô um ano e meio fazendo isso. Cara, só vem uma galera muito genial e criativa. É muito maneiro.

Mas gente que quer ser ator ou não necessariamente? Gente que quer ser ator, gente que nunca fez teatro, gente que é ator há muito tempo, mas tava meio querendo reciclar. Sério, de verdade. Que legal, cara. Sabe quando você não planeja muito aquilo, invade a tua vida de uma maneira? Sei, sei. Semana que vem começa uma nova turma, eu realmente fico ansioso. Eu não tenho tempo, mas eu arranjo tempo pra isso.

E a outra coisa que você falou que eu acho muito foda, que eu acho que o robô venceu a gente um pouco. Que é, mais jovem, eu achava, acho que todos nós muitos, que a revolução meio robótica seria uma coisa meio espadas e tiras. Só que isso que você falou da automatização, o nosso raciocínio já está um pouco operando atrás disso.

Dá um exemplo, eu tenho uma filha de 10 anos, converso muito com ela, claro, mas eu vejo a geração, e até mais velhos, 20 anos, que pensa a vida de acordo com o algoritmo, entende o que eu queria dizer? Claro, meu filho vai fazer 9 também. E até a nossa geração. Por exemplo, comediantes, que é um lugar dificílimo de estar, do risco da... Eu vejo a comédia como um lugar que bagunça, que questiona, que pergunta, e eu vejo hoje os comediantes indo atrás do algoritmo. Por exemplo, a gente vai...

Onde está se bombou, falaram mal de um cara lá que foi escroto, que não sei o que. Aí o que a gente vai atrás e fala daquilo. Porque ele quer o reforço daquilo. A gente está tendo medo da... Que é a hashtag, né? Ele quer a hashtag. Está todo mundo procurando. E está automático. Então o seu cérebro já está sendo moldado. Está entendendo o que eu estou entendendo? A criatividade está sendo moldada. A minha saída, que não é melhor nem pior...

O que está rolando hoje? Então o que eu vou fazer? Meio que uma twitterização do cérebro, né? Só que o artista é o contrário disso. Porra! Então assim...

humildemente a cada passo de cada vez, e não sendo melhor nem pior do que ninguém, a minha escolha é, vou tentar fazer um resgate na minha vida dessas coisas, entende? Eu nem acho que é ruim a pessoa que está começando partir do que todo mundo faz, é normal. Você vai ver o que está todo mundo fazendo, você acaba indo, até você achar seu caminho demora um pouco de tempo. E arte também não é garantia, né? Não, nada. Esse papo raro e boa de que...

O Alan Moore fala uma coisa que é muito louca, que o papel do artista não é dar o que o público quer, é dar o que ele precisa. Perfeito. Porque se o público soubesse o que ele precisa, ele não seria público, ele seria artista. Exatamente. Eu vejo isso no meu canal, você deve ver nos seus trabalhos e falar assim, ah...

Você precisa fazer mais disso. Não, eu não preciso. Porque você está querendo que eu repita a coisa que dá certo. Está dando certo isso? Ele quer que você repete, repete, repete. Só que não vai ter originalidade sua. Ninguém vai fazer o seu podcast. E você vai estar do saco cheio depois do tempo. Você quer testar formato novo. Você quer fazer conversas novas e tudo mais. E aí o cara fala, porra, gostei disso. Só que ele não sabia que ele queria.

É muito louco. É muito louco. O Porta dos Fundos é isso. Ninguém precisava. Ninguém sabia que precisava. Perfeito. Você falava assim, cara...

O que é o Pró-Tos Fundo? Ah, é um canal de esquete. Tá, mas não é um canal de esquete, porque já existe canal de esquete. Só que ele aparece de um jeito, com uma qualidade de edição, com um tipo de texto que era politicamente incorreto, ou coisas que não se falavam. É uma junção de um monte de gente com uma puta fome de fazer uma parada que não conseguia fazer na televisão e de repente funcionou. Perfeito. Acho que furou essa bolha que a TV...

Você vai ficar fazendo esse barulhinho mesmo? Faz de novo! Eu tava vendo... Cara, que barulhinho é esse? Vamos lá. Vamos lá.

Olha a minha garrafinha aqui. Parece aquele negócio do teatro, né? Você vai abrir um negócio, faz um papelzinho. É aquele momento de silêncio do teatro, tá lá você abrindo o papelzinho e todo mundo olhando pra você. Cara, o teatro é uma experiência muito maneira. O cara que te chama atenção é o cara que dormiu. Tem isso, né?

Tem 400 pessoas na sala, todo mundo super feliz. Um cara que dorme e você fica obcecado em acordar. Ou então quando você está fazendo e está todo mundo rindo e tem uma pessoa séria. Porra, é foda. Você não faz a peça para aquele cara. Eu vou fazer aquele cara rir. É mentira dizer que não faz. Mas só para terminar o que a gente estava falando, claro que a gente não ser hipócritas. Está funcionando num formato? Óbvio que a gente também precisa monetizar a vida.

Mas eu acho que a criatividade está sendo tolida um pouco por isso. Eu não vejo problema no formato. É o que eu te falei. Exato. Canal de esquete já tinha. Podcast já tem. Agora, você vai fazer um podcast igual todo mundo ou você vai tentar sair do comum e trazer uma coisa nova? Você vai fazer um filme igual todo mundo ou vai trazer uma coisa diferente?

E tudo bem, às vezes, vamos fazer um filme de entretenimento? Sim. Cara, tudo tem a ver com a proposta, né? Ah, nossa proposta é simplesmente você deixar... E, cara, eu assisto filme que é eu deixo o cérebro sem trabalhar e vou me divertir, cara. Filme de ação, às vezes, é assim. Sim, eu amo. Cara, só quero tiro e... Por favor, eu amo crítico. Crítico... Aquele todo... Nunca fez um curta-metragem, saiu de casa. Eu tinha um amigo, uma querida, ela falou eu detestei o filme do Michael Jackson porque é muito superficial.

Eu não fui ver nada muito profundo ali. Eu quero ver ele dançar. Eu amei aquela parada.

Eu amei. Cara, eu vou assistir. Começou o cinema, um cara começou com... Aí ficou insuportável, velho. Toda hora... Ficou pombo todo mundo. É o... Shhh.

Eu achei irado ver a minha vida. É muito bom. Mas é muito bom como a gente... Todo mundo virou especialista, né? É. A gente é muito especialista. E tudo. E tudo. É opinião em tudo. Geopolítica, né? Puta que... Eu acho que o Trump, na verdade, não devia ter feito isso porque o Putin e não sei quem... Cara, meu... Cara... Ah, outra coisa... Desculpa juntar o link. Porque eu acho que está funilando a criatividade. De verdade, eu acho que nós deveríamos ser defensores dessa coisa. Essa coisa de cancelamento. Como se...

Veja bem, claro, eu não estou falando de crimes, nem de coisas importantes que a gente precisa rever na nossa sociedade. Feminicídio, o momento que a gente está vivendo. Só que existe uma parte da criatividade que está sendo tolida porque as pessoas estão com medo de falar algumas coisas. Esse sujeito que se desloca e diz Vilelo, o que você está fazendo? É errado por isso, por isso, por isso. Se coloca numa posição como se ele fosse um sujeito pronto.

feito, acabado e perfeito. Que porra de fantasia louca é essa? Mas o que acontece muitas vezes é que essa pessoa, depois vão analisar ele e ele comete os mesmos erros. E ele é um distúrbio. Talvez até é pior. É, exato. E esse fenômeno também está atolindo a arte.

Estava, eu acho. Agora tem um movimento meio... A galera está mais cansada. Ah, graças a Deus. Eu acho que aconteceu, eu acho que o ápice foi aquele BBB... Puta que pariu o BBB. Um troço muito bom. Mas que as pessoas que estavam cancelando foram canceladas aqui fora. Elas eram todas... Até a Carol Conca veio aqui, elas mudaram a cabeça, porque elas falaram meu, achei que eu estava arrasando lá, chegou no mundo real e falou, meu, ninguém suportava, porque elas tudo... Ah, isso está errado, isso não pode. Ah, não sei o que, você fala isso.

Não sei se você lembra disso. Foi um negócio que bateu muito forte. Eu acho muito curioso. É um fenômeno de massa, onde o sujeito se coloca como feito acabado, superior ao outro. Mas detona alguém. Mas porque dá like. Porque imagina uma pessoa comum estar na casa dela e fala... Você colocou qualquer postagem lá e fala... Então, Rafael, eu acho que você... Esse termo aqui é errado por causa disso. Aí vai ter um monte de like. É isso aí, mandou bem.

Ninguém vai pesquisar se ele está certo ou se não está. Parece uma epidemia de ignorância. Mas eu acho que hoje, pelo menos, os cancelamentos não estão sendo tão fortes quanto de anos atrás. Porque acabava a carreira da galera. E eu acho que a nossa discussão está binária. O ser humano não é binário.

qual é a sua posição sobre... não sei, cara! deixa eu descobrir, cara! eu não sei! o que você é a favor ou contra? eu não sei, eu não sei eu não tenho opinião parece que você tem que ter opinião sobre tudo, né? sim, você pode questionar uma coisa aqui mas você se afavor de um progresso sobre isso não tem mais a cor o ser humano é a cor é o colorido tem que ser preto ou branco? peraí, brother não é preto ou branco como cores não como raça tá vendo? você tem que ficar disponível toda hora tem que editar o negócio eu fiz ezer tudo isso sim, sim porque...

Tá foda essa patrinha. Mas eu me vejo como... Tô num restaurante self-service. Então, eu não quero pegar... Tem duas colunas aqui e eu não quero pegar só dessa coluna. Eu gosto de umas comidas daqui, gosto de umas comidas daqui. Aí você pega umas daqui e fala, ah, então você é de esquerda. Perfeito. Você é a favor de cota. Ah, não, mas eu sou religioso. Eu vou na igreja. Ah, então você é desse lado. Não, eu posso pegar daqui, posso pegar daqui e construir um... Muito maneiro.

Porque senão a galera te coloca num negócio e fala assim, mas você, como cristão, não pode ser a favor. Cara, eu posso. Eu posso acreditar. Eu posso achar que Darwin está certo. Eu posso achar que... Exato. Não tenho que comprar um pacote completo. E para mim é quase uma prova. E talvez essa pessoa nem saiba. Vamos nos incluir, para não parecer que a gente está fazendo a mesma coisa que a gente está... Não, a gente erra. A gente está fazendo isso também. Estamos fazendo parte disso. Mas é uma prova que o capitalismo vai vencer.

porque precisa de uma gaveta rápida pra vender e nos Estados Unidos isso fica muito claro como te colocam sempre qual o recado de onde você vem mas quando te perguntam você é o que? eu sou sendo a profissão ou a ideologia ou religião

Sim. Quer um exemplo que eu acho que é um fenômeno de massa? Por exemplo, eu acho muito interessante a discussão sobre o masculino na sociedade. Só que de repente você piscou e tá todos os homens com a unha pintada. E eu não tô questionando a ideia de ter a unha pintada. Eu acho incrível que cada um tenha o seu jeito de unha. Só que se você percebe que tá todo mundo, já não é mais uma coisa individual. É algum fenômeno. Tem algo por detrás que tá comandando isso, que a pessoa tá sendo som...

E alguém tá ganhando muito dinheiro com isso. É alguém que tá mandando bem nisso. Entende? Isso sempre me deu uma curiosidade. Quando você era moleque, você ia atrás das tribos, eu nunca...

fiz muito parte das tribos. Não, eu sempre tive agonia de tribo. Porque tinha turma dos surfistas, dos metaleiros, dos punks, né? Tinha uma galera assim. Verdade, nunca me dei bem com essas siglas. Nunca. Mas isso é um lance de pertencimento, né? Eu acho que é. Acho que o ser humano é muito solitário nesse mundo. Verdade, dá uma sensação de pertencimento. Mas e hoje em dia, que tem... Antigamente você tinha 10 tribos, hoje em dia você tem milhares. Você pode ser...

O nicho do nicho do nicho, né, cara? Muitas bolhas, né? A internet libertou isso pra gente perceber que era muito maior tudo, né? Total. E você era muito influenciado pela grande mídia, né? Sim. A Globo mostrou alguma coisa na novela, tava todo mundo falando aquilo. Bizarro. Hoje em dia, cara, depende do que você segue, você nem sabe o que tá acontecendo. Muito foda. Meu filho nem vai saber o que é TV aberta. Ele não assiste TV aberta. Minha filha não sabe direito o conceito de novela. O... O...

bigoda que trabalha com a gente tem 20 anos, né? Tem 20 anos. A gente falou Luciana Gimenez, você falou Luciana Gimenez? Sim. Não é? Sim, total. Ele não sabe o que é. Muita coisa que a gente fala de TV aberta, ele não sabe. E por mais, por exemplo, minha filha sabe o que é novela, né? No sentido do produto. Só que ela não tem noção da importância que já foi. Mas você fez tudo, certo? Você é mais conhecido pelo seu trabalho no Porta, pelo trabalho na TV.

Ah, com certeza no Porta. É, então. O Vai Que Cora também que eu fiz nos 6 anos, 4 anos, é um alcance um pouco assustador. Fiquei um pouco assustado. Tinha um fenômeno do Paulo Gustavo, lembra? É.

Tem gente que é a geração que não conhece. Mas você conheceu ele? Você conviveu? Muito, muito. O Porchat era da turma. Não, o Porchat estudou com ele. Você não chegou a estudar? Não, mas conheci muito com a galera toda. Cara, que legal. Como que era? Um gênio. É uma figura que transformava o ambiente. É mesmo? Mesmo, mesmo. Puta, esse é um cara que eu sinto falta aqui. Porra. Aqui de estar trocando ideia com ele. Porra, e uma gargalhada foda.

Se ele estivesse aqui, a gente já estava os dois no chão muito praticamente. Sério, sério.

De uma inteligência muito rápida. Uma alma que fez o que tinha que fazer. E eu lembro de uns vídeos dele antigos bem serião, né? Acho que ele fazia uma posezinha assim. Ele fazia uns textos sérios e tal. Maravilhoso. Maravilhoso. E você acha que ser tratado como comediante é diminuir como ator? Porque tem uma ideia na sociedade, um pouco de...

Ah, ele é comediante. É. Tipo, ator e comediante está um pouco abaixo. Total. Ator de comédia. Total. Aliás, eu até queria falar um assunto que outro dia... A gente estava até falando em off aqui, um negócio de jornalismo. Sim, sim. É outra coisa muito louca. As pessoas não são mais pessoas. Elas querem likes, como você falou. Eu fui dar entrevista para o filme.

Um veículo que as pessoas respeitam. Enfim, ela veio, começou a falar do filme e depois começou a perguntar do Babu, que participa do filme, o querido. E ele parece que teve um processo intenso com ele no Big Brother. E não assisti. Tipo assim, eu me afastei totalmente de qualquer coisa do Big Brother porque eu acho aquilo bem nocivo. Bem nocivo. Outro fenômeno de massa. Que as pessoas perdem a identidade e ficam numa... E ficam numa torcida.

Você é obrigado a escolher um vilão, escolher quem é do bem. Talvez seja a novela moderna. É, os caras fazem isso. Mas de uma forma muito doida. Mas enfim, e eu fui super educado e falei, olha...

Eu entendi sua pergunta, eu sei que colou uma polêmica mas eu não acompanho, realmente não acompanho. E eu até te falar com toda a educação fica parecendo até que a gente está querendo achar uma... Não, eu não sou esse tipo de jornalista. Mas você não assistiu nada, meu Deus. Eu falei, olha, deixa eu te falar com toda a sinceridade. Eu acho até quando a gente faz 18 anos...

Não devia mais assistir Big Brother. Eu acho que é um produto quase infantil, juvenil. Mas eu não falei. Enfim. É o teu gosto. Mas olha o que ela... As aspas... E como é que é um comediante fazer um filme que não é só de comédia? Eu falei, olha, eu acho difícil ser comediante. Eu não diria nem que eu sou só comediante. Como eu estudei para ser ator, eu tento me aproximar de cada projeto. Eu acho que a comédia é o mais difícil mesmo.

Muito! Você faz o timing e não esquece. Puta que pariu. Fazer chorar, não é que é fácil, mas você coloca uma música. Coloca um texto bom... E você não tem exatamente a dimensão. O Rios é na hora, né, meu velho? É, cara. Seja no Rio ou no Rio. É.

E é o ator, o diretor e a edição. Foda. Se os três não trabalham em conjunto... Exatamente. É um trabalho em conjunto, foda. E aí, ela botou as chamadas aí. Rafael, detona o Big Brother e diz que não pode ser chamado de comediante. Ela inverteu tudo, mas só para voltar ao nosso papo. Ela queria like de alguma coisa, do Babu.

Eu passo por isso também. Eu vou em algumas entrevistas e o pessoal fica perguntando e o PodPá, e não sei o quê. Eu falo, cara, é aquilo que a gente falou. O PodPá é uma proposta diferente da minha. O papo lá é solto, o papo é divertido, eu não sei o quê. Então não vai esperar daquele papo uma profundidade que tem aqui, porque eles não querem que seja assim. E tem papo que eu acho que lá sai melhor porque é assim.

Porque totalmente o cara está falando com você como se estivesse em uma mesa de bar, entendeu? Não é aqui que eu dou uma estudada, tento... Eu só não consegui assistir o seu filme porque o link que me mandaram ontem não funcionou. A gente vai falar do seu filme também. Mas eu tento ser mais profundo porque a proposta é assim.

E tentam cavar também um tipo de inimizade com os caras. E eu adoro os caras e adoro o trabalho dos caras. Isso é muito louco mesmo. Outra coisa do capitalismo. Como se estivessem aqui brigar e competir, uma coisa que pode ser unida, né? Não, e eu não vejo eles nem como concorrente. Sim. Porque o público que assiste aqui pode assistir lá como outra forma de... Outro tipo de podcast. Você é uma cafonista intelectual, como diz Caetano Veloso.

Exato, né? Por que eu não posso estar assistindo aqui e depois ir para o teu e conversar? É a mesma coisa o cara querer comparar filme com novela, cara. Exatamente. Você acha que o filme... Não, filme é filme, novela é novela. Aqui é aqui e lá é lá, cara.

Mas tudo isso a gente está falando por causa da comédia. Quando você sentiu que a comédia... Porque, cara, eu não sei se isso... Você não vai ver como um insulto, mas você é muito engraçado. É mal você falar que a cara dele é engraçada, porque senão a galera fala, porra, só veio. A sua cara é engraçada, cara. Eu escuto isso. Você escuta? Escuto.

Vou ser sério, talvez. Você quieto num lugar, o pessoal vai... Ele vai fazer uma piada, né? Imagina o cara num velório. Você já aconteceu no velório, tá ele lá. Caralho. Não, ele vai... Agora mesmo no hotel, antes de vir pra cá, que eu fiz um trabalho em São Paulo aqui ontem, as pessoas vêm com um sorriso muito grande. Isso é muito maneiro. Não é legal? Muito foda. Muito foda. Eu sinto isso, não pelo fato de eu ser comediante, que eu sou também, mas pelo fato de eu fazer parte do dia a dia das pessoas. As pessoas vêm comigo com carinho. Muito foda.

Cara, eu escuto você toda noite. Minha mulher, não sei quem, a gente assiste junto. É diferente, né, cara? Muito. Isso renova, né? Pandemia, você deve ter ouvido muitas coisas. Na pandemia... Qual me ajudou? O que você fez na pandemia? Fez muita coisa caseira. O quê? De live, essas paradas? Live, personagens, inventei novos personagens. O Porta do Fundo fazia o quê na época? Fazia vídeos. Caseiros também. Cada um na sua casa. Alguém contou que mandaram equipamento para vocês, ensinaram a mexer, não foi? Como que é essa história aí?

Foi a minha maneira. O Ian? Não, o Ian já está. O Ian é maravilhoso. Volto o Ian aqui. Estou com um projeto novo que o Ian é maravilhoso. Achei um gênio. Do quê? Eu também acho, cara. Não vou falar agora o projeto. Mas é o quê? É para série e filme. Muito bom. Comédia. Comédia. Muito foda. Tem prazo? Tem data? Não. A gente está naquele momento para desenvolver mesmo. Mas eu volto aqui para a gente falar com o Ian se quiser. Tomara, tomara. Muito maneiro. Quer dizer, ele vem solo e um dia a gente vem junto. Claro.

Como foi então na pandemia? Foi te receber o equipamento em casa cheio de álcool 70 Uma camerazinha Quem não sabia se virar? Câmera profissional As vezes um celular um pouco mais equipado Iluminação Uma pessoa em remoto te educando Posiciona aqui o Gui Da câmera por exemplo Quem falou do Gui hoje? Um brother lá que faz a filmagem As fotografias Foi aprendizado pra caramba também Imagina o cara, que doideira A gente não sabia quanto ia voltar

Muito louco. E foi outro dia, né? Por isso que o Iaba... Sem brincadeira, eu comecei ali mesmo. É? A gente ficou hipertelado, né? Tudo era tela. A ideia de fazer foi naquela época. É. E você sentiu que depois disso a galera ficou com muita vontade de ver ao vivo os espetáculos? Muito. Acho que rolou um movimento. Todo mundo tá falando isso. O cinema deu mais menino de pessoas fisicamente, né? Que estranho, né? E o teatro é muito...

Porque o cinema ficou muito gostoso. É. Quer ver gente ali? Você acostumou a ver em casa, né? Sim.

Acho que a galera também investiu no equipamento melhor. É. Uma televisão melhor. É uma delícia também ver em casinha com a nossa pipoquinha no arzinho. Sem ouvir o... E o pessoal muito sem noção. Você vê o celular sendo ligado no meio do filme. Mas vá à sala de cinema. A experiência também é única. Sério.

E a gente, inclusive, entrevistou o pessoal do Abdala Brothers. Eu fui com o Luciano assistir. O pessoal que fez o primeiro filme em IMAX brasileiro, cara. Caralho. Os caras filmaram Le Mans, não é isso? Película. Não, em película e IMAX. Não é isso? Ou foi digital? Acho que é digital, né? Eu acho que é digital. Ah, tá. Digital, mas em IMAX, que é uma lente absurda, uma câmera absurda. Que foda, né? É. Muito legal.

Tem um pessoal fazendo umas paradas. O cinema brasileiro tá legal. Tá, cara. Cara, eu tive a oportunidade, se puder falar depois também, eu acabei de fazer... Fala agora. Tenho a honra de dublar o Toy Story, ser convidado pra dublar um dos... Você tá brincando. Sim, cara. Você tá brincando. Tô brincando nada, foi muito louco. Nossa, meu filho vai pirar pra caramba. Minha filha também. Minha filha também. Depois você grava um vídeo pra quando lançar, eu falo, eu tive que ficar aqui.

Com certeza. E o filme... Só filha vai pirar. Vai pirar muito. É filho ou filho? Filha, filha. Lara, te amo, meu amor. É o quinto.

É o quinto. Tá muito bonitinho. Falando exatamente dessa coisa da tela. É o amigo rolinho, que lá é o... Smarty Pants. Quem fez o Cono O'Brien. O Brian? É mesmo? Maravilhoso. Eu fiquei muito chocado com o respeito que eles estão pro Brasil.

Em que sentido? Da cultura. Ah, é? De adaptar. De respeitar o nosso cinema, de respeitar o que a gente tem produzindo aqui. E é muito doido. Outro dia, a Maísa também vai participar. Eu estava vendo um site lá, divulgando, e um monte de gente falando, eles não são dubladores. Ela é uma menina. Falei, cara, as pessoas, ao invés de... Olha que maneiro, né? O filme americano, brasileiro, fazendo essa junção de atores com dubladores, a pessoa prefere amargurar.

Total. Vem o resultado primeiro. Vem o resultado. Nem está vendo o resultado. Que movimento louco, né? E eles lá, tipo assim, Brasil.

Que foda, Fernanda Torres ganhando Oscar, Wagner Moura indo representar o Brasil, o Cléber Mendon, o Brasil sendo respeitado. Olha lá. Ah, é. Esse é o Smarty Pants, que aqui é o Amigo Rolinho. Ele é aquele brinquedinho que a criança começa a aprender se quer fazer xixi ou cocô. Ah, sei. E ele está meio mal boladão, porque as crianças agora preferem as tecnologias. iPad, não sei o quê. E a Maísa faz o iPad, que é tipo a vilã. Muito maneiro. Não é vilã, né? Mas está tirando as crianças dos brinquedos.

Pixar é acima da média. É outro nível. E como que é o trabalho do dublador? É muito difícil, cara. Tem muita honra de dublador. Tem um cara do seu lado também, dirigindo. Tem um diretor, que normalmente é um cara que faz dublagem há 30 anos. O que ele faz? Fica te educando um pouco aquilo do tom. Ele traduz.

Ele faz a adaptação. Faz a adaptação. Aí você tá vendo na tela. Você vê a boquinha na tela. Ouve o cara original. Mas você já vê a cena final ou não? Você vê a cena toda uma vez. Mas é a cena final. A cena final. Que vai pro cinema. A cena que vai pro cinema. Aí você vê aquilo de novo com o inglês. Tenta pensar. Porque a sua tendência é fazer a musicalidade na América. Cara, pra cima. Que é diferente, né? Isso não é português. A gente faz a nossa.

Aí vai encaixando no sink da boca e vai indo. Depois vai pegando a mão e é uma delícia. Vai fazendo até ficar perfeito. Só que tem que tentar passar a emoção, mas tem que encaixar naquela tradução. Entende? Às vezes naquele ritmo, porque a boca vai... É. Você fala, muito obrigado a todos vocês presentes. Me deu.

Fala, obrigado. Fica obrigado. E dá para colocar caco também ou não? Dá para colocar caco, dá para transformar na hora. Eles são muito abertos. A ideia é o resultado ficar parecendo real. E tem uma aprovação dos caras lá fora. Muitas, muitas. Tanto antes quanto depois. Muito maneiro.

Imagina, para você ser aprovado, tem que ser aprovado por ele. Claro. Antes de tudo, você só pode entrar no estúdio depois de várias reuniões. Muito maneiro. Aí dá aquela ansiedade. O pessoal da Disney está avaliando. Disney, né? Você fala, nossa. Muito foda a experiência. Muito foda a experiência. Mas quando você teve a sensação assim, tipo...

Deu certo aquele meu sonho, é isso e tá rolando. Que maneiro. Qual foi? Eu acho que eu não olho no sentido aritmético. Tipo, isso aqui tá... Juro pra você que é quase como se fosse sempre a primeira vez tudo. Então, mas foi uma progressão muito devagar ou teve uma hora que você falou, caramba... É que o Porta tem isso na minha vida. Foi um fenômeno realmente diferente. Quando foi? Que ano? Cara, acho que era 2013, 14. Tudo isso, cara.

Tudo isso, meu velho. Nossa, não é possível. Tinha zorra total na TV. Coloca a...

Vocês acham o frame dele, desse sketch? Esse sketch é de 2013, você acha? O do Deus da Polinésia? Acho que talvez um pouco depois, mas o primeiro que eu fiz... Qual foi o primeiro? O primeiro programa do Porta, ele era um sketch seguidas. Eram 15 minutos, não eram? Era uma coisa mais longa. Era um programa, como se fosse um programa. Quando eles perceberam que... Ah, fulano gostou. Comentaram muito sobre a sketch número 3. Começaram a ter a ideia de separar.

Olha que doimento acontecendo. Mas foi em 2013, velho. E tinha alguma coisa ligando os quadros? Não tinha o Totoro? Alguma coisa? Tinha. Tinha o apresentador do Totoro. É verdade. Tipo um Obesman. É, alguma coisa. Totoro é maravilhoso. E qual foi a sua primeira?

Foi uma chamada travesti, se não me engano, com o Fábio, que era um cara do trabalho, que está na rua. Aí eu estou indo pegar Copacabana e ele fala, Murilo! Aí o Murilo está de... Ah, lembro, lembro. Foi logo no comecinho? Foi o primeiro vídeo. Como que foi o convite? Você conheceu o Porchat, né? Conheci quase todos eles. Ah, você já conheceu? Não os depois que surgiram, porque surgiram outros depois. O Ian não.

O Ian me assistiu. Olha que doido. A gente falou do Avacalhados. O Ian me assistiu no Avacalhados. Com o Fábio e a Tatá, aquela galera. E falou, mano, é muito irado o que a gente pode fazer. Eu tenho um canal chamado Anões em Chamas. Que era bem underground na época. Anões em Chamas, eu falei aqui. Eu era muito fissurado naquilo lá. Que era a ideia do Ian.

o Fábio fazia umas coisas com ele o do Judite foi do Anões em Chama acho que sim todo mundo acha que já é do Portas eu confesso que eu não tenho certeza mas acho que é possível a gente confirmou aqui foi do Anões em Chama e ele falou tem um vídeo muito louco então esse foi o meu primeiro vídeo que era do Suco da Laranja era ator brastiliano dislexo era um menino que ia passando de lugar em lugar e uma vez ele chega na minha casa que é um diretor

Ele conta uma história louca para o cara e parece que o que ele está contando está acontecendo ali na hora. Sim. Ele fala, tem uma água, tem um negócio... Cara, esse vídeo... Aí eu entendi... Isso ainda é do Anões. Os alcances da internet. Anões. Qual foi a ideia do Anões? A ideia do Anões era o Ian. Ele fazia vídeos meio politicamente mais soltos. Sei. Menos presos a talvez uma pauta de uma emissora ou de algo que a internet permitia, né? É. Eu nem sei como é que alguns vídeos performariam hoje, não sei mesmo. É...

E já era o embrião do Porta, na verdade. Esse formato de filmar esquetes. Mas rolava já na época? E aí o Porta depois foi um pouco a união. Aí tinha a galera do Anões, que juntou quantas pessoas que trabalhavam na Globo, de redatores, etc. Tinha o Fábio fazendo um movimento. Eu acho que o Porta foi muito feliz numa junção de pessoas no lugar certo, na hora certa. Com talentos de equipe. O Kibbe entra só no Porta. O Kibbe tinha o portal dele, que já era grande na internet. O enorme.

E ele trouxe essa expertise de como se lança, que dia, horário. O Ian tinha essa parte do Anões em Chamas com alguns atores chegando. Eu lembro que alguma galera da Globo já falava do Anões em Chamas. Aí foi juntando. Aí tinha o Gregório de improviso. Eu lembro que tinha uns sketches de um canibal. Não, não, de um... Porto vivo, não. Zumbi? Um zumbi, né? Acho que era o Porchat que fazia. Tinha muita coisa boa ali, aquela embrião ali.

e a sessão 666 eu faço uma também muito boa, a sessão 666 que é um psicólogo que surta, muito bom muito maneiro, eu adorava mesmo realmente tinha um grito de liberdade que aqui você estava falando da arte e depois você até pode enxugar é, podia tudo, vamos testar separando de crime é que eu sou do mundo canibal então a gente também testou todos os limites possíveis na época hoje em dia não daria para fazer daquele jeito

Ah, o pessoal fala, e o mundo canibal hoje em dia? Pô, não tem por que fazer hoje em dia. Claro, tem outras perguntas, inclusive. Outros porquês. E o caminho, então, do Porta foi porque você já estava com o Ian, com o Porchat? É. Foi isso? Foi meio natural. E acho que todo mundo ali tinha um link com alguém e foi juntando. Vamos fazer esse time aqui virar. Aí lançou esse programa. Eu lembro da surpresa de todos. Todo mundo queria que desse certo, mas foi muito fora da curva nesse sentido.

Pois é. Foi tudo. Era todo mundo prestando atenção. Eu lembro que ele virou um case. Eu ia fazer publicidade, coisas assim. Você pode fazer no estilo Porta?

Isso que vocês fazem. E aquela musiquinha de fechamento. Os créditos depois. Foi muito feliz aquilo. Você acha que tem a ver com estar na hora certa? Eu acho. Tem a ver, né? Acho pra caralho. Se fizesse 10 anos atrás, talvez não viraria. E a internet começando aos pouquinhos. Ainda era mato a internet pra caralho. Pode crer, cara. Muito maneiro.

e aí tem essa projeção que começa a aparecer para você. Aí o que acontece? Uma coisa quase óbvia, a gente trabalha com arte no enderimento, o mercado se abre de uma outra forma, e você começa a receber mais propostas, escolher propostas, entender, tentar direcionar a sua carreira para alguma coisa. Mas imagino que todas as propostas eram em cima de humor no começo, né? Sim, sem dúvida. Sem dúvida. Muito galgado no porta, mas depois também, aí é muito maneiro, quando começam a entender, e me falavam muito isso que eu adorava, falavam, Rafa, você tem essa coisa, mas você me passa que é ator.

Então a gente quer você nesse projeto pra gente fazer o trabalho. Então eu sempre gostei desse diálogo. É uma coisa que eu sempre gostei mesmo. E acho que essa foi a principal mudança. E quais foram os skets que mais foram sucesso? Cara, o Rola bombou muito.

Qual do rola? É um que a menina chega na lanchonete e fala só tem rola. Rola quentinha, sai um suco, igual aquela lanchonete de suco. Deus da Polinesia mudou a minha vida. A gente chega em Portugal, fazer um festival lá no Porta, as pessoas com a camiseta de Deus da Polinesia. É muito foda. Você vê o poder da comédia. Tinha um Coringa, que era um esquete que eu amava muito. Sempre que chegava assim, escalão, zoava para o Coringa. Muito bom.

quem fazia o Batman, ou variava? o cara já fez Gregório Fábio, todo mundo já foi Robin, o Gregório de Batman na escala deve ser muito engraçado, não, o Greg de Batman é o contrário do óbvio como eu ri, eu ri muito nessa fase, ri muito, muito

Você estava naquela que o Batman tentava escapar e todo mundo falou, estou vendo você. Caralho, que ele é muito bom. Porque no filme do Batman, tipo, cadê o Batman? Ele já saiu, né? Como seria isso na vida real, né? Ele tentando escapar aqui, sem ninguém ver. Olha lá. Ficou muito bom. Essa versão do Coringa é do clássico, né? Daquele antigão. Do Jack Nicholson, talvez. É do Jack Nicholson? Não é?

Com essa boquinha assim pra cima? Ah, do clássico é diferente. O cara... E passava a maquiagem tipo do bigode dele, né? Pode crer. Você lembra disso? Caralho, foda. Ele não podia tirar o bigode por causa dos papéis que ele fazia.

É muito emblemático. Mas você começou a pensar nessa época, tipo, eu preciso fazer coisa mais séria também para não ficar marcado? Você não tinha essa preocupação? Não, nunca. Eu tive uma, vamos chamar de inteligência natural, de perceber o mercado e indo onde. Vou surfar. Agora, o mercado tem um pouco dessa rigidez, às vezes. Se você foi conhecido assim, eles começam... Porque eu tinha uma preocupação, mas um desejo de me aproximar de vários tipos de projetos. Entende?

Você pensou, novela, filme, o que aparecer eu quero fazer. Textos meus, eu sempre gostei. Um pouco de agonia de ser só de uma caixa eu sempre tive. Mas com um olhar artístico, mas não como um problema. Eu adoro a comédia. E você me perguntou uma coisa do estilo de comédia. Para mim sempre foi muito natural, meio orgânico essa coisa do timing. Acho que tem a ver com a música, que eu sempre estudei música.

acho que tem a mesma forma que eu fui criado, que eu bebi em casa, mas pra mim de verdade a comédia sempre foi... Mas você na escola você fazia... Por exemplo, Thiago Ventura. Um cara maravilhoso. Ele estuda comédia de uma... Você viu que o cara fez assim no texto? Eu acho isso foda, adoro estudar também. Ele falava, eu percebo em você, Rafa, e você tem isso meio...

Natural. Também acho. E eu lembro de perceber isso, criança. E falar, cara, então olhei meu ambiente e vou usar um pouco disso. Entende o que eu estou falando? É como se a minha sinapse acontecesse também nesse ritmo. Aí você foi testando na vida inteira. E aí você vai fazendo. Aí você vai editando o que serve e o que não serve. É, isso funciona, isso não funciona. Até aproveitar esse espaço maravilhoso seu. De falar da peça que eu estou no Brasil todo, que é a terapia infernal.

Que eu amo. O que é que surgiu na pandemia também. Que eu fiquei muito pirado na pandemia. Porque eu achei muito que a gente ia ficar mal altruísta ali.

E eu vi que a gente ficou um pouco mais egoísta, né? Total. Todos nós. Total. E aí eu fiz essa peça chamada Terapia Infernal. Acho que é uma contribuição de texto da Tatiana Novage, maravilhosa reuterista, que é a mãe da minha filha, minha ex-esposa. Qual que é a ideia? E a ideia é o seguinte, o diabo falou, brother...

lá na terra o pessoal tá pior, eu tô perdendo a minha função porque eles estão piores do que eu tipo eles pegaram o meu arquétipo, o ferro fodeu e aí ele fala pra Deus, eu preciso ir lá entender eles estão pegando coisas minhas maravilhosas, estão destruindo e estão criando coisas absurdas na cabeça deles e botando na minha conta eu preciso fazer um acerto de contas aí Deus fala, claro que você pode fazer isso só que tu vai ter que fazer terapia lá com eles aí eu faço o caminho do diabo e não fazer uma terapia, ele senta no divã

É bem divertido. E ele abriu os problemas dele. É. Principalmente em relação a isso da humanidade. Mas é muito maneiro. Não é... Quem que faz? Não é um espetáculo nem agressivo, nem cisudo. É leve, é divertido. Só eu, no pau. E quem faz o terapeuta? A plateia. Como assim? É uma conversa. Tipo, você... É tipo uma elaboração junta. Não tem pergunta, não tem... Não. É uma elaboração junto. É bem divertido. A gente passa por várias coisas da vida.

Mas você quebra com a sua parede. Passa por religião, sim. Religião, sexualidade, psicanálise.

espiritualidade. O pedreiro que trabalha aqui, eu acho que ele é ator, cara. É mesmo? Ontem ele quebrou a quarta parede. Essa piada só funciona com ator, cara. Mas eu não entendi. Colocar ela aqui num papo, a galera não entende. É só com ator. Eu achei que você falava, põe na peça.

Pode crer. Conhece o Mário? Aquele que te pegou em Nárnia. Pouca gente que vai entender isso. Os caras para ir em Nárnia tem que ir atrás do armário. Caralho, pode crer. Já acontece no show. A piada bateu na parede e voltou assim, cara. É a mesma coisa que você falar. Você conhece o Tido? Ah, e o armário embutido. É o armário embutido. Essa é a mais fácil. Essa é a mais fácil de entender. Total. E essa peça, quando vem para São Paulo...

Em breve, novamente, já fiz algumas apresentações aqui. Pô, quero ver, cara. Eu vou te avisar com certeza. Pô, me avisa que eu quero muito ver. Se você bobear na época até, se puder vir aqui. Tá. Vamos fazer uma temporada aqui maior. Mas você não tem ideia, então. Não, agora eu vou dar uma pausa na Copa do Mundo. Ah, verdade. Eu acho que dá uma respirada. Eu tô quase dois anos com ele em cartaz. Sério? E graças a Deus eu não consigo parar porque o público tá indo. Então, tipo assim, brother.

Vamos embora. Fazer tanto tempo a mesma peça, como que é? Foda. Vai melhorando? Vai melhorando, você vai editando. Ela é muito diferente do começo. Muito diferente, mas ao mesmo tempo tem uma estrutura que você mantém, mas dá um pouco desse tesãozinho de tipo assim, eu sei que estou cansado hoje, eu sei que tem uma parte ali que funciona. Sabe assim? Aquele quadradinho que você já sabe o que está rolando? Entendi. Foi muito bom.

E a variação, você faz em Campinas, a galera gargalha e aplaude. Uma parte. Aqui no Rio de Janeiro a galera vai em outro lugar. Total. Então você está com a peça, o lançamento do filme. Dois filmes, esse ano tem três filmes. Vamos lá então. A gente vai falar hoje do Papai Apuros. Esse é o... Com a Dani Calabresa. Aliás, a Dani mandou uma mensagem para você. Ah, que legal. Vamos ver o que ela tem para dizer. Vamos. Ô diretor, toca o vídeo aí.

Eita, meu amor, aqui é Ivete Sangalo. Eu quero convidar o Vilela e toda a galera do Inteligência Limitada pra ir no cinema pra falsificar uma carteirinha. Mentira, não faça isso não, mas vai no cinema. Corre pro cinema assistir um Pai em Apuros, uma comédia muito divertida que eu tive o prazer de fazer junto com esse cara tão legal que tá aí, que é o Rafael Infante.

Eu te amo, é isso. A gente sempre fala, a gente se encontra pouco, mas a gente tem uma intimidade, a gente tem uma amizade de quem estudou junto, lá em Coitacazes. A gente se diverte muito, e o filme foi muito legal e divertido, exatamente por isso. A gente ria fora das cenas, a gente ria nos bastidores, ria em cena, o roteiro é muito legal, a história é muito maravilhosa, inspiradora para as mulheres.

elenco talentoso, os nossos filhos são lindos queridos, a gente quer fazer parte 2 parte 3, a gente precisa da ajuda de vocês vocês tem que ir no cinema, por favor, tá bom? beijo pra vocês, eu vou terminar com drop the mic, drop the pulseira tchau

E a Dani, a Dani é outra também que é engraçada naturalmente. Muito, cara. Ela já esteve aqui. Cara, eu gosto demais dela. Imagino, ela é foda, ela é foda. E quando o projeto falou, vai ser com a Dani, eu tinha certeza que além do resultado do filme ser maravilhoso, que a gente ia ter essa coisa gostosa do debaixo do que faz toda a diferença. Ela tem um sotaque maravilhoso. Maravilhosa, ela é engraçada real, né? Ela é rápida. Eu rio pra caralho e a gente se divertiu. Virou realmente uma família. E tem uma curiosidade muito fofa nesse filme.

que é a minha filha que fez isso também, participou. Porque um dos papéis tinha a ver com a faixa etária dela, e ela é minha cara. Então foi óbvio. Ela chorou para mim. Falei assim, pai, deixa eu fazer o teste. Falei, claro que você pode fazer o teste, meu amor. Rolou um nepotismo. Rolou um nepotismo. Levei ela para BH para fazer teste. Foi ela toda focadinha, coisa mais linda. E eu tive esse desafio. E a Dani falava muito da fofura disso.

Que ao mesmo tempo, deixar ela se fuder, no sentido de aprender as coisas da vida. Tem que tomar as pancadas. Mas ao mesmo tempo é uma criança. Eu sou pai de verdade, então eu fiquei numa...

Caraca, deixa ou não deixa? Você fode ou não? Muito doido. E o que você fez? Você deixou? Deixei. Mas com uma rédea. Qualquer coisa eu tô aqui. Vai lá e qualquer coisa eu tô aqui. Perfeito. Aliás, o elenco infantil desse filme é uma coisa deliciosa. Tem a dela. Que deve ser difícil, né? Difícil? Pro diretor. Muito. Mas todo mundo.

Ao mesmo tempo traz uma criatividade, uma leveza. Tem uma... Os horários são outros. Eles descansam muito antes de nós. É uma geração de tela. Tem um Xande maravilhoso que faz o filho mais velho. A Bela que virou uma filha minha também, praticamente. A gente se chama de... Quando ela está aqui no Brasil, eu falo que ela é minha filha, que ela mora nos Estados Unidos. E os bebezinhos, os gêmeos... Eram gêmeos os bebês maravilhosos.

Meu Deus. Que só podem ficar quatro horas no set. Então você imagina. Tem cabeludão aí no filme. É. Olha que legal. Foi muito fofo, cara. E como que é o trabalho... A gente falou do trabalho de uma peça e o trabalho de um filme, né? É muito mais...

Muito mais artesanal que parece. Artesanal, como que é? Quantas cenas por dia? Muitas. Qual que é a estrutura? O pessoal não tem essa noção. Não tem essa noção. E nesse tipo de filme onde é muito calcado, quase num cenário só dentro de casa, focado num casal, numa família, praticamente 12 horas de sete você tem todas as cenas. 12 horas. 12 horas de sete você tem todas as cenas. E você tá em quase todas as cenas. Todas as cenas.

Eu acho que nesse filme eu tô em todas as cenas. É? Sim. Paulêra, e com criança. Você decora tudo ou meio que... Decora, você tá com entendimento daquele texto, e cada cena você vai... Opa, vamos reviver isso aqui? Faz um ensaio rápido com a câmera. Entendi.

Mas é muita gente. Para aquilo dar certo, é uma equipe foda. Quantas pessoas vai? Eu não sei te chutar. 50 pessoas? 20 pessoas? Acho que é uma boa média de 50. 50? Cara, 50 pessoas para fazer uma cena. Fora a maquinária toda, os motoristas, aquela engrenagem para rodar. O cara que acordou às três da manhã. É muito maneiro.

Mas isso meio que reverbera a minha cena, você vê aquilo acontecer. Todo mundo levando muito a sério. Eu lembro da minha filha falar isso. Ela falou, pai, tem que fazer várias vezes, tem que botar o microfone. Ela foi vendo que, cara, não é glamour, né? E faz, troca, vai quando. Sim, e eu acho que cinema é muito resolver problemas. Tipo assim, botar uma câmera aqui, igual você estava aqui mais cedo. Chegou no set, falou, putz.

Preocupado com tudo. Peraí, o vento? Não sei o quê. Ih, a mina passou mal. Entendeu? Só tem até as duas. Acaba a energia elétrica, vai para o gerador.

É o tempo todo isso. Um dia é o nosso santo aí, aí a gente já tem que tomar mais cuidado. O santo é outro operador aqui. Sim, sim. É um pouco isso. Você tem ali o ideal, o plano que você tem, mas não vai ser tudo ideal. Passa o avião.

Tem tudo. O dia que aconteceu, choveu, teve um problema político no mundo, as pessoas estão mais mal-humor, está todo mundo feliz. Aí vai tendo um cansaço, são 30 dias no vigésio. E o diretor imagina que tem ideia na hora também. Tem ideia na hora, improvisa. Porque a galera não sabe, mas é uma marcação, você vai sair daqui, vem daqui, vocês falam, é mais ou menos uma marcação. Agora vai lá, troca a câmera, troca a iluminação.

Tem que ser tudo muito preciso para dar essa falsa sensação de realidade, né? É. E no filme, quanto tempo total entre você receber o roteiro e ele estar no... Esse filme foi rápido. É. Foi quase dois anos. Rápido? É. Às vezes demora muito. Cara, dois anos é rápido? É. Um ano e meio, talvez. Roteiro, a gente faz leitura. Depois vai gravar um mês. Aí a edição demora. Pô, quando vai para o cinema, então você meio que já está desligado e está em outro projeto.

Você está com outro corpo. É. Você está com outro corpo. É estranho. Você vê, caralho, eu era assim.

A minha filha, por exemplo, que tinha 7, quando gravou, agora tem 10, ela viu isso. Nossa, é verdade. Ela falou uns dentinhos de leite, sabe? Muda tudo. A voz deve ter mudado. É, muito louco, cara. E eu tive essa preocupação muito legal de dar suporte, ela nunca jamais virar aquelas crianças mirinhas. Sabe criança que fica falando igual adulto? Tipo? Que vai dar uma entrevista e fala, desculpa seu nome. Oi, Guilela, tudo bem, porque ela tem 6 anos. Não.

Você é uma criança, né? Conheço amiga que está assim aos 40, hein? É mesmo? Então eu tive essa pergunta. É deixar sempre a criança ser criança. Então ela entendeu que era um trapéu. Mas ela estava se divertindo. Eu imagino que sim, né? Pelo amor de Deus. E as crianças todas. E ela vai ser atriz? Ela disse que é. É mesmo? Ela tem muito nova. Muita influência ou não? Muita influência. Ela chegava em casa e a gente estava de peruca gravando.

Mas ela ficava no teatro acompanhando tudo. Desde Baby Baby na coxia. É? É. Ah, não tem como não. Nasceu no teatro. Conheci a mãe dela no teatro. É meio difícil, não. É.

agora é um caminho difícil, né? e você falou três filmes, falou esse esse, maravilhoso, aí tem a participação no Toy Story, que é um filmaço e tem o Se Eu Fosse Você 3 que está previsto para o segundo semestre também vai ser lançado pela Disney que eu faço um par com a Cleo Pires é a continuação daquela saga do Tony Ramos com a Gloria Pires, maravilhosos que o homem troca de papel com a mulher mas está agora com outras histórias, outras perguntas e outra geração e aí

Ah, esse filme foi muito gostoso de fazer. Uma equipe foda, um roteiro muito bem desenhadinho. Ele é original na Argentina, no texto, só que ele foi adaptado pelo Phil Braz, que é um roteirista foda aqui do Brasil.

é muito divertido um elenco muito fofo a Carol Durão que é diretora, uma foda carinhosa fez um filme lindo, de aventura tem cena de incêndio e já não é tão simples fazer um negócio desse e o incêndio pior é dentro da casa que essa família desfuncional porque o pai tá achando que tem um controle da vida mas não tem, não tá mais olhando o que tá acontecendo em casa a mãe se sente exaurida cansada

E um dia ela fala assim, quer saber? Vou quebrar esse padrão e vou viajar pra Bahia com a minha irmã. Se vira. Se vira. Aí vira realmente um filme de aventura dentro de casa, entendeu? Pô, claro, né? É muito bonitinho. O texto é muito bem amarradinho. Tem uma participação maravilhosa do Dan, um ator incrível. Poxa. E é muito divertido. Acho que o filme, ele fala de coisas importantes, dessa coisa do feminino, mas também não é um filme didático, não sei de apontar o dedo pra ninguém.

Seja assim. Quando é muito professoral fica chato. Puta, que pariu. Parece o desenho do He-Man. Oi, amiguinho. Hoje vocês aprenderam. Hoje falaremos. É um pouco falando de coisas importantes, mas muito gostosa de rir. Muito gostosa de rir. E assim, claro que na pré-estreia a gente tem um termômetro que vai acontecer. As pessoas rindo.

muito em toda cena. Já tá em cartaz? Tá em cartaz nesse momento. Você vai, aproveita o final de semana, o dia de semana, compra sua pipoca, sua Coca-Cola, prestigia. Por favor. Eu vou te falar, hein. Por favor, de verdade. De verdade. Vou com a minha mãe, porque minha mãe, ela vai em todos os filmes. Muitas pessoas mandando isso. Minha mãe assiste todos os filmes, cara. Que foda, cara. Todos os filmes. Ela trabalha com arte, não?

Não. É aposentada. Que foda. Ela vai três filmes. Eu acho que o recorde dela são cinco filmes no mesmo dia. Essas mostras, sabe? Cara, que foda. Ela adora cinema. Um beijo pra sua mãe. Vem a Denise Fraga, ela vai ao cinema. Cada pessoa que vem aqui, ela faz questão de ir depois me falar. E muita gente tem falado isso do filme. Levei minha família inteira. Não é marketing, não. Quer dizer, é marketing. Mas eu acho que tem cara mesmo.

Mas o filme é disso. Eu vi com a minha mãe, com a minha sobrinha, com o meu primo. De verdade, todo mundo se diverte. É muito fofo. Eu amei fazer esse filme. Amei o resultado desse filme. É muito gostoso poder falar isso, né?

Porque nem sempre dá. Então já está em cartaz. Está em cartaz agora. A gente vai deixar um link. Deixa no comentário fixado um link para comprar ingresso mais fácil para a galera. Muito obrigado. Porque eu acho que tem que incentivar muito o cinema. Muito maneiro. E voltar ao cinema, né? Sim. Porque tem esses fenômenos fora da curva que às vezes vai para o Warrens. Bom, bom. Mas no dia a dia o Senado Brasileiro está precisando desse apoio.

E a experiência de assistir numa sala com mais gente nunca vai ser a mesma se assistir em casa. Sozinho ou até com a sua família. O filme é pensado no telão. É. Isso é foda.

Cara, já aconteceu de você sair do filme, assim. Você tem que sair no meio do filme, às vezes, que você está muito apertado, vai ao banheiro. O filme continua, parece, na sua cabeça. É verdade. Você não sai da experiência. Não, você não sai da experiência. E quando você volta, você fala, putz, é... Você vê que aquele negócio fica... E quando o filme é engraçado, é bom, ele fica com você. Sim. É muito legal. É incrível. É incrível.

É uma mesa, a experiência. É uma honra. E vamos colocar também o trailer do Se Eu Fosse Você 3. Tem aí no ponto, diretor?

Vamos fazer melhor, vamos fazer melhor. Vamos fazer no final do papo. Você deixa rolando o final. Então fica aí, a galera vai esperar e vai no final do papo. Vamos continuar aqui. Boa. Então, vamos lá. Na tua vida você queria ser ator, aí acontece o porta. Queria e fui percebendo que a vida me empurrou e tive uma certa intuição de, cara, vou seguir onde a vida está me empurrando, sabe? Porque eu não sabia que isso poderia virar...

Boa, boa pergunta. Eu tinha uma sensação que o mundo me respondia, cara, eu sinto graça desse seu olhar, me interessa esse seu jeito de contar essa história, mas eu não tinha entendido que isso poderia virar uma profissão.

Vou ganhar dinheiro com isso, não viver disso. Quando isso começou... Mas você não tem medo disso de tirar o tesão, né? Ah, virou trabalho. Ainda não aconteceu. Não, dá mó tesão. Enquanto você estiver tendo tesão e eu quero... Porra, assim... Agora, eu não vou mentir que eu gosto de fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Então, assim, eu tô me... Isso é bom, né? Estudando psicanálise, me formando pra isso. Eu faço um laboratório de teatro que eu amo esse contato.

E o Brasil tem uma coisa engraçada que quando eu comecei a fazer o laboratório, assim, está tudo bem?

É tipo, da aula você está incrível. Não, é uma semente linda que eu estou com saudade da minha turma. E estou cheio de coisa para fazer. É uma associação ruim que as pessoas têm. Aliás, parabéns a todos os professores. Meus pais são professores. Isso é incrível. Minha mãe é professora de português, meu pai é professora da literatura. Isso é foda. Minha irmã é professora de português. Eu fui professor de arte durante 17 anos. Que lindo, mano.

E esse contato, eu juro a você que eu estou ansioso para uma nova turma. Eu juro. Eles falam, como você tem tempo. Então, essa ao mesmo tempo é o que me dá também um tesão.

Eu acho que no dia que eu falo, eu só estou fazendo isso, me dá uma... Ou se alguma das coisas me invade ao ponto de não ficar tudo tão maneiro. Eu acho que esse lance de fazer várias coisas dá um respiro, né? Dá um respiro, mas tem que ter que cuidar para ter uma coisa, não atrapalhar. Então, se você conseguir um equilíbrio, tem que conseguir fazer... Você tem rotina ou não? A minha rotina é... Um dia não é igual ao outro. Não, graças a Deus.

Não tem como. Eu acho que eu ficaria triste. É, né? Claro que às vezes... Vamos respirar. Vou ficar aqui um tempinho respirando. Mas eu gosto de dizer... Uau!

Ontem eu estava falando desse projeto, vai ser o primeiro projeto que eu quero Sou diretor Esse é o primeiro projeto que eu vou dirigir Eu tenho muito tesão nesse portagem da câmera Esse Cunhã a gente está fazendo uma coisa muito legal Com a Carol também, já já a gente fala sobre Ontem eu estava fazendo reunião disso Tinha acabado de fazer um trabalho com a Disney, sabendo que vim aqui amanhã E isso me dá um tesão, entende? Claro, claro, e a direção é do que?

De uma série. Vai ser muito maneiro. Já conto novidades. Não é tipo o clima de não podemos contar. É porque ainda está a informação. Mas você quer caminhar para isso também? Quero caminhar para isso também. Já estou caminhando, sim. E produção? Produção não tem talento. Acho foda, mas não tem o menor talento. É um trampo.

Quem faz a porra acontecer. Quem produz eu admiro pra canal. Também muito. Muito. É muita parte burocrática. É negociação. Não tenho esse talento. Admiro muito. Sempre gosto de me cercar de produções fodas. Quando chega uma criança, você fala, cara, que foda. Total, total. E a série, são quantos episódios? Não tem nada definido ainda.

Tem. Porque tem série que cada... É porque às vezes, por exemplo, no streaming muda isso, né? É, mas é que tem série que tem vários diretores e cada um dirige um episódio. Ah, não, não, não é isso. Você vai dirigir todos. Eu estou chamando a supervisão do Ian, que é esse grande diretor. Eu chamo até de meu padrinho, porque ele foi a primeira pessoa que falou assim, cara, eu gosto muito de você atuando, vem. Eu falei, que foda que é o do Anões e o João, o Ian SBF. E você falou para ele que ia dirigir...

eu queria que ele estivesse junto, quer dizer, a gente está junto no roteiro e ele na supervisão de direção mas tudo isso a gente vai entender no caminhar também, mas vai ser foda eu espero de verdade voltar aqui pra falar sobre e no momento papai é pouco muito projeto, muito cara muito, eu gosto disso, de escrever quadrinhos, livro livro, o meu laboratório não é eu, vai sair um livro não é inteligência, como é aquele cara que faz 80 livros de inteligência

Você escreveu um livro difícil pra caralho. Aí até eu, né, cara? Você desiste todo dia. Eu falo, eu tô esquiando e aí tem a... Não, mas não era inteligência. Era os caras que escreviam pra ele, né? Yoshi Wright, né? Ah, era uma outra... Ah, não. Tudo bem, pelo menos. Tá dando emprego pra alguém, né? Sim. Não, e tem alguém trabalhando. Trabalhando, é verdade. Mas assim, acho que essas pessoas não soumerem usar... Não sou nem um suíço conservador, não.

Inteligência artificial, porra, ajuda pra caralho. Eu uso, né? Eu também. A gente usa bastante como base aqui. Claro. E assistente pra organizar coisa também. Isso eu ainda não tô usando, precisava usar.

Puta que pariu. Outro dia organizei meus e-mails, não sei o quê. Rafael, já que você gosta muito de comédia, não sei o quê. O que você acha? Eu falei, caralho. Opa! Porra! Quero um café. Aliás, você quer um café? Aceito. Eu quero também. Falei, café me deu vontade. Dois caféses. Muito obrigado. E futuro, você imagina isso? É trabalhar mais com direção? É, eu acho que eu também tenho esse caminho de... Claro. E lá fora? Um caminho de fazer carreira lá fora? Você tem essa ideia? Cara.

Tipo assim, o Toy Story, por exemplo, que é um trabalho nacional, mas foi através de um estúdio lá de fora. Uma coisa que eu não estava planejando. Se isso vier também, eu vou com toda alegria e tesão, mas não é uma coisa que eu planejei nesse sentido. Tem gente que...

mas também ao mesmo tempo dá uma vontade. Pô, irado. Porque lá você meio que começa quase do zero, né? Conquistar um mercado que não te conhece. Mas se fosse pensar assim, o momento que o Brasil está lá, de verdade, o vilão. Agora é a hora, né? Eles estão muito apaixonados. É como se fosse assim, me interessa, o que vocês fazem lá? O Wagner Moura está sendo cotado para ser o vilão do 007, cara. Imagina isso, cara. Muito foda. Você está louco. E o jeito de olhar parece que mudou, né? É.

respeitar o ator... E tem muita gente que está fora do radar, que daqui a pouco a gente vai ouvir, que está atuando lá fora. A Gabi esteve aqui, ela está fazendo vários testes, está fazendo série, está fazendo uma coisa. Tem muita gente de ator que está lá, batalhando, que daqui a pouco a gente está vendo num filme, numa série e fala... Então eu tenho vontade, eu tenho vontade de explorar isso. É legal. É no mundo, porque dos Estados Unidos você vai para o mundo.

Tem essa vantagem. E eu também tenho uma parada aqui. Você consome muita coisa de fora? Consumo.

Porque falando mais uma vez da minha mãe, minha mãe assiste novela turca, assiste drama coreano lá, como chama? Sim. K-pop não. Não, não é K-pop, é... Dorama. Eu conheço tudo, cara. Tá vendo filme... Os roteiros indianos de Bollywood. Filme iraniano. Caralho. Eu amo cinema argentino. Roteiro indiano, francês. Puta que pariu.

o streaming tem essa vantagem, né, cara? Ele trouxe muita coisa que a gente não teria acesso se fosse esperar só o cinema, né? Sim! Que coisa que não vai pro cinema e você acha lá, pesquisando, garimpando surgiu um vídeo foda de Israel um curta-metral você pode assistir. Exato. Na Rússia. Exato. Teoricamente, cultura... O que você tem visto atualmente de série, de filme? Cara, eu tava vendo agora. Você é o cara da ficção científica, né? Amo. Aliás, só uma BS.

Eu fui no cinema presencial ver três filmes agora. O do Michael Jackson. O do BS a gente tem trauma, né? Que fala o BS a gente lembra do... O do BS é um programa que a gente trabalhava. Só dava pau, né, cara? Não é que é Guimaril, não. Tá, é o BS. Dois pontos. É, dois pontos. O do Michael Jackson, eu amei. Não sei se a galera choveu, não goleava, dizia... Eu amei, mas sabe aquela sensação de cara, eu esperava mais? Sim, mas acho que vai ter o dois, né?

Vai ter o dois, certeza. Na hora que para, você fala, não é possível, tem muito mais história pra frente. Muito.

E acho que também tem essa coisa. Botaram ele ali como herói, lutador. A vida não é assim, mas enfim. Eu acho que no segundo vai ter um pouco da virada. Eu acho também. Vi drama da... A menina do Euforia, maravilhosa. Não vi ainda. Esqueci o nome dela agora. Puta que pariu.

Ele procura aí pra gente. Zendaya. Eles estão incríveis. É um casal meio jovem que se apaixona. Eles estão numa brincadeira de amigos tomando um vinho. E falam, diz uma coisa muito louca que tu já fez. Eles vão falar, o dela é um pouco mais pesado. E o filme vai pra um lugar. Pô, é sombrio? É sombrio. Que legal. Forma muito foda, atuação foda. E assistir o Devorador de Estrelas também no cinema. As experiências tem que ser fechadas no cinema.

Não li. Cara, se ler você vai pirar. É sério. Cara, o livro é tão maior, mas é tão maior. É sempre assim.

Porque o filme é muito bom, mas o cara fala, cara, ficou tanta coisa de fora. Não, fica reduzido, né? Só o começo, até chegar... Pra escolher que ele é o cara, né? É que já aparece no trailer, tem um alienígena, vai. Mas no filme, no livro, você não sabe que tem um alienígena. Sim. O cara tá sozinho numa nave, acordando quem ele é, porque ele tá lá. Demora muito, muito até você falar, cara, tem uma nave lá fora. Agora no filme é rapidão, né? Mostra no trailer e tal. E tem um porquê essa demora, né?

Você vai se sentindo aquela angústia dele, né? Não, você demora, ele demora junto com ele você tá, ele descobrir por que ele tá lá, cara. Pode crer. Cara, é muito tempo, porque ele tá azureta, ele tá, puta, o que que tá acontecendo? Cara, que foda. É muito legal. E é muito bem humorado, né? Muito bem humorado, muito bem humorado. Estranho, né? Tem na telona também, mas você fica, caralho. Eu, todo mundo que vai no IMAX, eu vou ver no IMAX, assim, ter essa experiência.

Sim! Daquela telona, né? Sim. Eles sabem fazer essa parada, né? Muito obrigado, tá? Tanto faz isso aqui?

Ah tá, brigadíssimo Você quer açúcar alguma coisa? Nada, graças a Deus Você é desses, né? Sou desses Eu me sinto muito mal Eu ainda vou Eu era fumante É? De cafezinho com açúcar E parou? Parei o cigarro e o açúcar dos cafés Mas tem a ver? O cigarro tem a ver com o açúcar? Não, né? Não Só comentei contigo mesmo Eu falei, eu preciso fumar Pra parar de fumar Pra parar com açúcar Eu acordava e fumava Você conseguia rir de manhã Com um cafezinho preto Como você conseguiu parar de fumar, cara?

Na verdade, quando eu fiz a ultra da minha filha na barriga, aqui está o pulmãozinho. Aí eu falei, não, não é possível. Ela está girando o pulmão e eu estou detonando o meu pulmão. Juro por Deus. Bateu a nóia, porque eu fumava real. Eu fumava real. Fala assim, vou ter problema. Vai dar uma consequência. Estou afim de ficar aqui, curtindo ela. Mas já fez exame, está bom? Está tudo bem, graças a Deus. Não, já tem 10 anos que eu falei. Dizem que renova o pulmão depois de 10 anos. Que bom.

Ah, eu não sabia disso. Que renova mesmo? Dá uma renova. Você quase vira no fumante. É sério? Que legal, cara. Eu não sabia dessa. E, pô, depois que você tira o açúcar, não tem mais volta. Brindando aí. Saúde. É o quê? A arte. A arte. Exato. Exato. Mas não tem mais volta. Porque aí você acha com açúcar nojento. Mas vamos fazer uma futurologia aí, cara. O que você acha? Bora. Você acha que vai ter filme daqui a um tempo totalmente feito em inteligência artificial com atores que não existem roteiro? Vai ter uma coisa que você vai assistir? Cara...

Esses atores não existem, não existe aquela locação. Eu acho que existe essa pesquisa e deve estar até produzindo essa parada totalmente. Mas deve rolar também em Barra. Creves, como já teve. Colocar limites. Eu acho que tem uma parte que não tem como escapar. Já tem ator falando, não quero que use mim mais depois que eu for morto.

Se não, cara, o... Sei lá, o Brad Pitt vai ter filme daqui a 200 anos. É bem louco. Já pensou? Agora, eu acho que a criatividade humana é insubstituível. A subjetividade, o inconsciente, o erro. É isso. É o erro. Volta quase o nosso começo da conversa. O erro que a gente está fingindo. A gente está sendo estimulado a não errar. E o erro é igual o cidadão pronto que diz, isso está errado o que você fez. Eu te cancelo por isso. Mas você está descobrindo junto comigo.

Eu acho que a inteligência não tem isso. A inteligência vai aprendendo a não errar, né? É artificial. Eu imagino que no porta tinha muito erro que virava a cena final. O erro pra... Você tem um bastidor disso? De que você errou, alguém errou e, cara, ficou engraçado. Deixa. Cara, muitos risos, assim. Muitas palavras surgiam. Eu não sei nem te citar agora, mas muitas. Porque é na arte, o erro é o...

O barato, né? E aquela cena final parece muito improviso, ou vai deixando rolar. Então, isso que é muito maneiro. Começa como um improviso surgindo, depois começa a ser roteirizado, né? É? Tipo isso. Que doideira, cara. Que doideira. Muito maneiro. Muito foda.

Perguntas aí, ô, Romer, enquanto tomamos um cafezinho. Vamos lá. Tem a pergunta aqui. Fala bonito do bigode, cara. Você viu? Fala bonito do bigode. Bora, parabéns. Tô meio vagabundo, né? Não tô fazendo a barba. Não, não, tá bom assim. Como você chegou aqui, como que era? Era assim? Não. Ou era mais ralo? Tava mais ralinho. Mais aparadinho, né? E você assumiu mesmo o personagem de Romer, né? Você viu, cara? Foi o boné dele. Foi o boné dele.

Foi o boné dele. Eu adoro. Adoro assim. Puta que pariu. Roteiros fodos. Então, cara, tá há quanto tempo? Uns 30 anos, talvez. São 35 ou 36 anos, mais ou menos. É o programa mais...

duradouro da TV. Manda, manda. Vamos lá. Pergunta do Pablo Sobrinho. No filme Um Pai para Puros, você vive um pai sobrecarregado. Teve alguma cena que bateu muito perto da sua realidade? Ah, com certeza, cara. E aquela pergunta clássica, né? O que mudou na tua vida quando você virou pai, né? Tudo. Tudo, porque...

primeiro respondendo a coisa do filho total, você descobre até que é mais aquele personagem do que você pensa, sério porque a gente faz tudo mesmo ao mesmo tempo e quando você se aproxima de verdade de uma criação de filho, você vê que e mudou tudo na minha vida, eu acho que o filho pode nascer até de um desejo egoísta, tipo assim, quero ser mãe, quero ser pai mas ele te convoca pro outro o tempo todo, o filho é uma

É você sair do seu estado totalmente narcísico imediatamente. Tudo que você resolvia para ti vira para o mundo. Você começa a sair de casa para um bem maior. Você tem um objetivo diferente na sua vida. E o compromisso na criação de um ser humano com caráter, com afeto. E é uma troca com a natureza muito foda. Um ser humaninho moldando um cérebro. E você numa troca, ao mesmo tempo tem uma parte do DNA que você se reconhece. Ao mesmo tempo é um rompimento, é uma evolução do que você é.

Você deixa de ser egoísta, né, cara? Você deixa de ser egoísta. E você não está querendo te empurrar. É, não. Não é uma coisa que você fala, nossa, agora eu vou deixar de ser egoísta. Não. Tua vida não importa mais. É isso. É meio assim. Muito assim. Não importa. O que importa é você manter aquela vida, principalmente no começo, né? Eu não posso deixar essa pessoa morrer. Caralho. E você vai trabalhar com outra energia, né? É, cara.

pagar as contas. Amadurece muito. Tenho filhos, muito. Procrie. Procrie. Na China, não sei, mas aqui precisa. Acabei de voltar da China. Cara, como é que foi isso? Tem muita gente, cara. Todo lugar que você vai é muita gente. Meu Deus. Você imagina assim, não tem lugar vazio, cara. É muito louco. E eles não falam inglês, nada? Eles não devem odiar? Falam? Os lugares turísticos, sim. Agora não pode se virar aí.

assim, você vai num lugar mais, que não é pra turista, e um restaurante... E tecnologia foda? Como é que é? É o máximo da tecnologia com o máximo do passado, juntos. Aquela construção que remete a não sei que dinastia, e cara, anúncio de tudo quanto é carro, e de não sei o que, é muito... Cara...

nesse sentido é a melhor viagem que eu fiz na minha vida. Que foda. Você ficar impactado com tudo. Mudar o cérebro. Não, todo dia você fala, cara, o que é isso? A comida, a comida também. Cara, é um negócio assim, você mergulha, comida da Mongólia, o mongol, né? Você mergulha lá, carne, as sensações, o sensorial, o cheiro é diferente de tudo, os gostos.

visual, cara, é assim, é tudo diferente, sabe? E primeiro mundão, né? Não, tem primeiro mundão e tem também a parte mais pobre, só que a parte pobre deles é muito diferente daqui de comunidade, é outro tipo de mais pobre, assim. E a desigualdade deve ser mais pareada. É mais de boa, não, não, é um lugar assim mais parece BNH, aqueles prédinhos mais iguais. Eu vou entrevistar, semana que vem, eu acho.

Um brasileiro que está lá há um bom tempo, casou com uma chinesa, o pai dele trabalhou lá. Que foda. E ele mora num... Ele chama de favela, mas não é uma favela. Mas ele chama de favela chinesa, que ele paga 30 reais por mês. Tem ajuda do governo, porque ela é chinesa e tal. E ele mostra essa realidade. Então é legal esse cara, porque ele está aqui na parte mais de baixo da sociedade e ele vive bem, assim. Bem exaço, assim. Tem acesso a todas as coisas.

Eu lembro quando comecei a entender que o mundo era mais no Oriente. Sabe como a gente é criado aqui? A gente tem a sensação que o mundo é aqui. Você vai viajar para a Europa, ou para a América do Sul, ou para a América do Norte. Dá um susto isso. Você vai para a minha primeira viagem. Sim, eu nunca fui. Mas o mundo sendo comandado por ali.

Você vê lá e fala, meu, isso daqui, cara, não tem no Brasil, vou ver daqui a um ano. Isso daqui não tem no Brasil. Porque eu fui numa feira, na Canton Fair. Então lá é meio que os caras estão ditando que você, nos próximos anos, vai chegar aqui ainda. De brinquedo, de robótica, cara. Tem coisa de robótica. Tecnologia deve ser assustadora. É assustadora.

Isso que a gente vê que não é militar, nem lá nos Estados Unidos, que a gente não sabe que os caras devem estar em uma pesquisa muito mais avançada. Depois que vai chegando. É, vai para lá primeiro. Os caras falam que antigamente era 10 a 20 anos para vir para cá. Hoje em dia eu acho que é uns 5, né? Caramba. É louco. Mas vamos lá. Próxima pergunta, Romer.

Tem a pergunta aqui da Lauana. Ela perguntou pro Rafa. É junção de nome de pai e de filho, provavelmente. Lauana. Marissa com Luana. É, pode ser. Pode ser. Ela mandou o seguinte, ó, Rafa, eu tô tentando seguir a carreira artística e bate muito medo de não dar certo. Teve algum momento no começo que você pensou, isso aqui não é para mim?

Todo dia. Todo dia, cara. É todo dia. É muita rejeição. Você tem teste para publicidade? Muito. É muito não. A vida é de não. E às vezes está aparecendo... A arte exige tudo de nós. Ela exige tudo de nós e não garante nada. Tem que ter estômago. Mas assim, estudando, focando, tu vai. Mas quando acontece também...

É muito maneiro. Exatamente, tem essa parte também. Porque a gente tá falando sobre a parte ruim, né? Sim, é foda. Mas a parte boa é muito boa. Muito maneiro. Você vê um projeto acontecendo, chegando nas pessoas, as pessoas voltando, você é satisfeito com aquilo, uma sublimação. A sensação do ao vivo é muito louca, né? É muito foda, muito foda. Comédia e stand-up você nunca fez? Não, o clássico, assim, nos meus espetáculos tem uma pegada que tem essa parte, mas nunca como o objeto em si. Eu não sei se eu tenho muito esse...

Não é meu jeito muito de perceber. Mas você escreve? Escrevo. Escrevo a peça escrita por mim também. Não, não. Mas o formato estendado você nunca tentou escrever? Não, não. É, não é a minha. Aquela coisa do... Eu até começo, por exemplo, essa peça... Mano, os dez primeiros minutos eu pensei, ah, uma peça de estendado. E daqui a pouco, vroom, vira uma peça. Ah, tá, que legal. Que eu gosto. Que é legal.

Mas eu acho girado. É porque é uma coisa minha de... Sim, cada um, cada um. Exato, exato. O Homer, por exemplo, é especialista em piada de quinta série. Gosto também. Não, é verdade. Aliás, o Rabin, tá ligado? O Rabin? Sim. O Rabin que é meu vizinho, né? Ele ia me detonar. Ele mora aqui na frente. Puta que pariu, velho. Mano, e aí, mano? Vou aparecer lá uns dias. Só lá, vou dar um tapa no microfone e vou embora.

Ele fala que vai vir. Ele nunca veio, né? De piadas de Quinta Séria. Ele é, cara. Puta que vai vir. É, o Sarro, né, cara? Sarro, também. Vitor Sarro é o cara das piadas de Quinta Séria. Muito louco. O cara do passeio, né? E o passeio. Manda, manda. E ele é bom. Ele é bom nessas piadas. Boa. Às vezes eu demoro pra entender. E trocadalho do Carilho também. Trocadalho do Carilho usa comigo mesmo. Dá pra falar? Aquela do Bigoda? O cara que trabalha aqui com a gente foi pro Vaticano. Sim. O que você falou? Que ele tava louco pra fazer uma visita pra pau.

E eu falei, cara, tá, beleza. Eu não me demorei para entender a parada. E a galera rindo. Ah, tá, entendi. Tá, manda. O pior é que essa gente vai vincendo, você vai fazendo. É, uma atrás da outra, né? E sem contar os caras que mandam a pergunta, às vezes tem aquela pegadinha no nome. Sim. Oficina Tomás, turbano, né? O bom, claro, se eles não tivessem, olha ele, Vaticano. É. Vaticano. Desculpa, desculpa.

Pode editar. Ele é o cara dos trocadilhos. Você quer ver, cara? Você conhece o José? Qual o José? Aquele que tem posto aí atrás? Ah, tem posto aí atrás.

Boê e o Tucano atrás. Cara, isso é piada do meu pai. Meu pai tem um arsenal. É tio no lanche, né? Senta aí, moleque. E ele fica assim. Entendeu? Meu pai, cara, ele explica tudo. Ele conta a piada e explica depois. Ele dá o gabarito da piada, né? Manda, manda. Vamos lá, tem a pergunta aqui do Pinga Nimin.

Ele mandou o seguinte, ó. Improviso parece muito natural para você. Eu travaria só de pensar. Mas você já sentiu completamente inseguro no palco ao ponto de travar? Já. Explica o lance do improviso, como que é. Maneiro. Porque não tem como você se preparar, tem como treinar, né? Treinar, só como que é o treinamento para o improviso? É igual o esporte.

Por exemplo, um jogador de futebol vai treinar de segunda a sexta. E a resposta? Sim, sim. Mas ele não sabe como é que vai... Ele não vai falar... Chuta a pênalti, chuta a pênalti, bate falta, bate falta, cabeceio, cabeceio. Aí faz a estratégia lá. Chega no dia do jogo, ele não sabe se o cara vai entrar de carrinho, se vai ter uma bosta e ele tá chovendo. Boa analogia, cara. É um pouco isso. Quanto mais a gente treina... Mas como que treina?

É igual musculação. Você chega lá, vamos fazer exercício agora, por exemplo. Estou eu e meu colega de grupo de improviso agora, a minha filha adora. Só pode falar através de perguntas. A gente fica aqui. Parece fácil, né? Não. E outra coisa que eu até treino com o pessoal lá no laboratório, quando a gente brinca disso.

não vai se preocupando em acertar. É. Eu acho que esse é o tesão do improviso. Se não, você trava, né? Aí trava, respondendo um pouco ele, né? É. Vai indo, vai indo, vai indo. Vai aprender. Aí você vai... O corpo vai ganhando uma musculatura, talvez uma outra... Mas tem exercício físico também para liberar? Tem. Muito. Ou de você falar e fazer alguma coisa... Físico, voicing, fala, coisa de palavras, raciocínio rápido. Vai virando uma musculatura. Aí quando chega numa hora gato... Oh!

Fudeu, travou, já sabe. Você não pensa e faz. Quase comentam o nome daquilo que a gente faz, que o Michael Jackson até faz muito no... Tipo assim, eu sou bom naquilo. Treinamento cerebral, uma autoconfiança. Não chama isso? Tem um nome, né? Tem, tem um nome. Mas é um pouco isso, você vai ficando, vai acreditando naquilo. Pô, você já foi melhor, Homer. Fala o nome disso. Já foi melhor. É que você, quando não sabe... Já foi melhor!

É isso, já foi melhor. Já foi melhor. Não, é que quando não sabe, você inventa. Você nem pode inventar agora, pode inventar. Autoafirmação. Autoafirmação, tá vendo? Isso. Em japonês, autoafirmação.

fugiram na Kombi manda, manda aí pergunta aqui do Lucas Fernandes ele perguntou, você veio de uma família com psicóloga e psiquiatra isso te ajudou a se entender melhor e trazer clareza de onde queria chegar?

Que maneiro. Eu acho que clareza onde queria chegar não, porque eu aprendi muito com eles, inclusive com a psicanálise, que é sobre o caminho e não um ponto de chegada. Mas eu acho que me ajudou muito a perceber que é uma coisa muito boa para o ator, que nem sempre o que está sendo dito é o que aquela pessoa está sentindo.

Tem a pergunta aqui da Mari Carvalho. Não, manda, manda, manda. Manda, manda, manda. Aqui, pergunta da Mari Carvalho. Ela perguntou o seguinte, Rafa, durante o Porta dos Fundos, quando explodiu, você conseguiu curtir ou já veio junto uma pressão absurda? Tipo, cara, viralizamos. Pode crer. Esse conceito de viralizar era novo.

pelo menos na minha bolha não tinha nem essa palavra, viralizou isso é uma coisa recente, é verdade acho que começamos a falar um pouco ali sabe o que eu comecei a perceber? até uma doencinha que a gente teve que ter cuidado eu tive que ter cuidado tudo que você faz na vida tem que virar um Beatles que prisão meu velho tem gente que fica depressiva você não tem como prever e quanto mais você tenta viralizar eu acho que a chance é menor se você tentar isso com certeza, não vai mas você vai te ver

A gente já teve um programa que... Nossa, esse programa vai explodir. A gente juntou esse cara com esse cara e essa mina aqui. E às vezes não vai. O filme de youtuber, já viu? O filme que é só de youtuber? Ninguém vai assistir. O pior filme de todos os tempos. Eu já falei para o Rafinha que é o responsável. Todo mundo que participou desse filme... Você está falando no YouTube o filme? Eu não sei qual é, mas eu já vi. É, não. Juntou todo mundo.

Aí você pensa, fudeu. Aí você pensa, esse cara tem não sei quantos milhões de inscritos. Esse não sei o quê. Vai estourar na bilheteria. Mas não...

O mercado não conseguiu entender esse troço aí. E juntando com o que você falou, esse padrão de aquilo deu certo, aí você vê todo mundo fazendo um vídeo meio parecido, por exemplo, viralizou o microfone na mão. Agora é o... Aí você vê todo mundo... Agora é o será que não sei o quê? Será? Começa essa musiquinha da vontade. Não, tá...

Para com essa merda. Você está ligado. Estou ligadaço. Tocam pau na internet que eu não sei o que. O legal, mas aí que entra a criatividade. O legal é você começar com isso e ir para um outro caminho que ninguém espera. Total. Mas, cara... Aí vai em série. Aí isso funcionou. Tem uns vídeos que é como viralizar seus vídeos. Aí você vai ver o cara tem dois, doze.

Eu gosto de coisa tosca. O próprio cara não é verdade. Você gosta de coisa tosca também? Coisa bem tosca? Amo, sou apaixonado. Cara, tem um... Está até no nosso programa do Desmotivacional, que é um cara com uma barba de Jesus muito tosca. Então os apóstolos também, você vê que qualquer pessoa que ele chamou para ser os apóstolos...

E cada um vai falando uma coisa e tem um cara que fala Jesus, não sei o que. Ele fala, Jesus, não sei o que. Que é o Judas, né? Ele só zoa o Judas. Depois você entende o que o Judas fica puto com ele. Tudo que o Judas fala, ele fica... Jesus, me passe o pão.

É uma vingança. É só isso, cara. Mas é muito engraçado porque é tosco. A câmera é ruim, os atores são ruins. Eles fazem a coisa muito ruim. É muito bom. Eu amo real. Hermes e Renato era isso. Puta que pariu. Não é? Puta que pariu. TV pirata. TV pirata. Hermes e Renato. Pô, a TV pirata deve ter te valenciado pra caramba. Muito, muito. A porta, foi todo bebeu dali. Mas você chegou antes do TV pirata de acompanhar... É que eu sou de São Paulo, aqui era o Planeta Diário. E lá no Rio era o caceta.

Caceta do planeta, porra. Não, mas era só o caceta popular, a revista. Não, não acompanhei. Então, aqui tinha o jornal, cara, que era muito engraçado. Que era o Planeta Diário. Isso é muito foda. Era muito engraçado. Mas você que faz... E o... O Monty Python, pra você. Escola de... Não é? Gênios, né?

Até hoje funciona aquela parada. Seinfeld. Seinfeld também. Jô Soares, Chico Anísio. Chico Anísio é um cara que a galera um dia vai dar muito mais valor. É. A quantidade de personagens que ele tinha, um diferente do outro. Que mente, né, velho? É incrível. Muita galera da música. Acho muito mais...

mais transgressores do que muitos comédios de hoje. É verdade, é verdade. Caetano, Gil. Aí, música, cara, pra você. Você desistiu da ideia ou vai chegar um ponto que você vai retomar? Ah, eu tô sempre nela, né? Não, mas retomar pra valer, você não pensa. Não sei se pra valer no sentido de vou lançar esse disco. Não? Não, acho que um pouco de entender que não é a minha...

história nesse sentido. Mas, por exemplo, na série, você vai cuidar da música também? Acho que sim. Sempre vou olhar. Porque a música é meu jeito de olhar a vida. A gente tá conversando aqui, eu já sei mais ou menos o seu ritmo, sabe? O jeitinho do cérebro de cada um. Tem muita gente que edita filme pensando em música. Você sabe disso, né? Garantino falou isso e tal. Tem a ver, né? Muito a ver. Essa cena aqui é tal estilo de música, eu vou cortar e fazer ela desse jeito. Foda, bro. Eu vejo as pessoas a comédia como música.

Ela é, né? Lá em casa eu tenho bateria, piano. Gosto de ter gente sempre tocando. Pra mim é uma... Porra, cara. É tipo, tá aqui, é importante. Rola uma jam session. Sempre, vamos marcar, inclusive. Puta, me chama. Por favor. Eu sou totalmente ignorante na música. Não, mas esse que é o mais maneiro. É, mas eu adoro. Aí tu descobre um jeito de fazer o teu negócio, batucar um negócio, sabe? Eu acho foda. Eu acho foda mesmo. Mas vai rolar, né?

Talvez isso, te respondendo melhor. Eu não preciso ter uma preocupação de mercado com isso. A música, pra mim, é uma conexão... Você se diverte. Com o universo, com os outros. Tá.

Me divirto. O infante é sobrenome ou é... Sobrenome. Família da minha mãe. É o quê? Italiano? Cara, ele tem uma origem espanhola, aí foi pra Minas, eu já fiz esse... É mesmo? E a família do meu pai é portuguesa. E Brasil, né? Mistura de índios, minha vó é indígena. É, Brasil, negros e brancos. Passaporte português. Português, índio e mais um monte de coisa. Muito foda. Nós somos essa mistura, né? É difícil, né? Mas você fez aquele teste lá, tem um...

Ah, é que diz a porcentagem, não. Um pessoal que patrocinava a gente fez o teste aqui pra gente, que coloca tudo, cara, sai a porcentagem de cada... Cara, espalhadaço, assim. Eu quero fazer isso. Da África, Europa, tudo. Caraca. A partir do DNA. Manda, você acha que você tem DNA da onde? Você deve ter DNA também misturadão, hein? Misturado, cara. Bem misturado. Manda, manda aí. Tem a pergunta aqui do Felipe Andrade.

Ele mandou o seguinte. Você sente que hoje o humor... Porque o Felipe Andrade mereceu um aplauso. É o Felipe Andrade, né? É o cara. Eles são membros. São, são. Membros do canal. Ele mandou o seguinte. Você sente que hoje o humor precisa ser mais calculado do que quando vocês começaram?

Ah, vamos falar disso, né, cara? Acho que sim. Tem mais responsabilidade hoje em dia? Acho que tem mais responsabilidade. No começo do Porto era tipo, cara, não tinha muita censura de vocês mesmos. Ah, isso não dá. É, eu acho que hoje a cabeça já está editada até antes. É, né? É verdade. Discussões importantes que estão na mesa e outras que eu considero censuras.

Mas eu acho que a gente já pensa um pouco, quase pedindo desculpa alguma coisa. É verdade. E eu acho que às vezes o rock, o rock no sentido, precisa empurrar os limites. Tem episódio do Seinfeld que era uma coisa assim, eles falavam tudo assim...

Mas isso... Eles sempre falavam uma frase depois, eu não lembro. Te pediam desculpas. É, tipo... Mas isso, não sei o quê, não sei o quê, sabe? Isso é muito bom. Eles falavam uma frase... Não tem nada a ver com isso. Não tô querendo dizer que ninguém... Mas não é o que você está pensando. Isso, não sei o quê. Eles sempre faziam disclaimer, né? Disclaimer, disclaimer. Sim, sim. E claro, vamos fazer... Não tô fazendo isso de... Não, não vou nem falar então.

Pode crer, né? Hoje em dia o pessoal já sabe, né? Sim, sim. E, pô, Rafael. O pessoal te chama mais de Rafael, mais de infante.

Os dois, sabia? Eu tenho a tendência de te chamar pelo seu nome. Rafael, Rafa Infante, Rafa Infante. Eu adoro. Filho da puta. Filho da puta, babaca. Aí na internet, aí os caras... É que nem aquele. Do que o pessoal te chama? Depende. Tem postagem, pessoal, chama filho da puta, diria, não sei o que.

Tudo vai. Tudo a gente vai atendendo. Obrigado demais por esse papo. Obrigado. Você vai voltar então. Com certeza. E traz a tropa aí. E traz mais gente. Com certeza. Vem com o Ian. Quem mais que a gente falou de vir? Putz. Vem com o Porchat alguma vez também. Eu quero ir lá no Porta um dia. Por favor. Eu já falei tanto com o Kibe quanto o Porchat. A gente vai fazer um giro lá para conhecer.

Irado. Então voltarás, porque você tem tanto projeto aí. Com certeza, quando tiver em cartaz aqui também. E aproveitando a deixa, aproveitar que tá em cartaz. Sim. Link pra comprar o ingresso estará no comentário fixado. Tá em vários cinemas do Brasil. E vá assistir porque cinema nacional tem que ser no logo, né? E quanto mais você assistir, mais tempo ele fica na sala de cinema. Quanto mais você assiste, aí ele fica mais tempo.

Ah, vou assistir daqui duas semanas, pode. Se aqui não esteja. Três semanas, quatro semanas, um mês. Vai logo. Muito obrigado. E obrigado pelo espaço, pelo papo.

Você não está livre, não. Tem três perguntas finais que eu faço para todos os convidados. E a gente vai ter o trailer que a gente vai tocar no final também. Se eu fosse três. Primeira pergunta, Rafael. Qual é o momento mais difícil que você passou na carreira ou na tua vida mesmo? Não sei se você já respondeu. Ah, enterrar meu pai. Sem querer pesar o clima. 19 anos. Faz parte da vida, né? Faz parte, cara. E aí reverbera para a vida. Cara, você tinha 19 anos. E aí?

Teu pai te chegou a assistir alguma coisa tua? Não, pouca coisa. A banda, sim. É? Mas ele era muito maneiro. O que você acha que ele ia estar pensando da tua carreira agora? Acho que ele ia estar amarradão. Ele foi uma pessoa que o humor dele era muito foda. Que tipo de humor era o dele? Sagaz. Piadinho? Debochado? Contava a anedota? Não. Não era o cara da anedota? Não, mas era também um humor visual, um ritmo. Falava, como é que está aquele seu amigo com um cara de sapato esmagado? Eu ia pra caralho.

Aí olhava para a amiga e tinha o cara do sapato. Aí você só conseguia ver o sapato esmagado. Pô, que maravilha. Ele incentivava muito isso. Pô, imagina, cara. Eu acho que de carreira, o tempo todo é alto e baixo, é pergunta e resposta. Eu acho que é mais difícil no começo, né? Quando você não tem certeza das coisas. Sim. Depois que você acerta uma vez, não fica mais fácil? É, mas não pode entrar nessa paranoide só querer também repetir aquilo, né? Não, não vai, né? É. Não tem como repetir.

Mas é sempre difícil, é sempre maravilhoso. Tem um céu e inferno constante do artístico Amorísio Cazuza, né? Viver o inferno e o inferno de todo dia. Tem o medo de virar morador de rua, assim, de acabar tudo. Caralho, não. Porque eu tenho esse medo. Não, eu tenho. Mas sabia que eu tenho uma parada que tipo assim também... Um dia vai acabar o dinheiro, vai acabar tudo. Não, então, mas se um dia...

não acabar tudo nesse sentido. Essa crença da escassez não me pega. Sério? Eu me reinvento. Pô, isso é muito bom. Eu vou morar na cachoeira que eu sou apaixonado. É, tem essa, né? De verdade. Passar, se eu tiver com saúde, alguma coisa a gente pode fazer. Passa a minha clínica e fico ali conversando com as pessoas e escrevo. Tem essa, né? Cara, com o maior tesão. Não vai ser. Não tem essa pira de...

Não comprei essa... Temos que ser o tempo todo. Vencedores! Está tranquilo. Está no hype, está viralizando. Puta, já adoeci disso. É? É na época de... Ah, sim. Vamos fazer, vamos produzir, vamos ser foda. É porque naquela... Tem uma hora que você tem que virar, tem que virar, tem que virar. Puta que pariu. Nossa, cara.

Uma ilusão, né? Tipo uma droga, né? Agora, a segunda pergunta, eu não sei se eu vou pesar mais o clima ainda, cara. A gente vai morrer um dia, cara. É. Você sabe dessa parada, né? Essa é a única certeza, né? Você fez um sketch, inclusive, sobre isso. Verdade. Porque viralizou muito. Como você imagina? Antes de eu fazer a pergunta, como você imagina que vai ser quando você chegar em algum lugar? Eu amo. Você acha que vai ter um lugar?

Sim. E como vai ser esse lugar? Eu acho muito cafona a gente não saber. Não é? E ao mesmo tempo... O legal é que você tem uma... Eu tenho uma resposta. Sim. Tá errada? Não, não.

Eu acho que tem uma coisa. Mas ao mesmo tempo, essa brincadeira da gente imaginar e buscar e às vezes se conectar com um ou outra resposta. É maneiro pra caralho. É aquele visual, né? Ali é mó organizado, né? É, tudo clean, bonitinho. Não sei. Você imagina se tiver uma vida, depois vai ser como? Eu acho que a nossa consciência sai do corpo de uma forma, de outra forma. Eu acho que tudo que a gente imagina daqui é sempre uma percepção daqui.

Você está começando a acreditar em muita coisa, eu acho que apaga. Tá. Por mais que você esteja... A nossa mente que é limitadora e limitante aqui, ela vira uma coisa que você fala... Perfeito. Querer falar de Deus de infinito é quase virar uma piada. É meio que você já sabe de tudo, né? Exatamente. Mas ao mesmo tempo, eu acho que a gente brincar dessa parada é irado. Pô. Né? E de vez em quando a gente acha que dá uma empurradinha pra frente.

Por exemplo, uma coisa que eu tenho um tesão fodido, que talvez na próxima vez a gente fale isso com calma. Coisas do universo. Tipo... Tipo...

Eu acho que a gente vai viver daqui a pouco igual a Grande Navegação. Big Bang, Buraco Negro. Tudo, outros planetas. A pira de que a gente vive numa gravidade, que tem um espaço-tempo específico. Em outro lugar é outro, com outra inteligência. Não é o ETzinho do filme.

Tem várias teorias aí, né? Tem várias. Que é o universo paralelo. Apaixonado. Coisas acontecendo ao mesmo tempo. É, exato. A fita quando está evoluindo. E, cara, pode ser que apareça muita coisa aí nesse ano ainda. A gente no futuro, a gente no passado. É, são viajantes do tempo. Porra, foda. Amo. Mas a pergunta é o seguinte, a gente vai morrer um dia. E esse vídeo aqui, essa conversa, esse papo maravilhoso, vai ficar durante muito tempo aqui.

Dá um recado para o futuro, quem está assistindo, quais seriam suas últimas palavras. Tem o epitáfio.

Valeu a pena. Errei feio. Errei feio. O tempo todo eu errei feio. Maravilhoso. Está lá no lápide. Maravilhoso. Já pensou? Maravilhoso. Não me julgue. Eu errei feio. Você mantém o humor e ao mesmo tempo tem uma certa... Alguém falou aqui também. Descrença. Alguém falou aqui que as últimas palavras eu não falei que eu estava doente.

O erro feio hoje na Miptaf é bom porque você não se leva muito a sério. Exato. Errei tudo que eu achava. Vai falar alguma coisa de mim? Errei tudo. Erramos, né, cara? Graças a Deus. Você imagina gerações futuras analisando a gente, eles vão botar um dedo. Vixe, os caras faziam isso, faziam aquilo.

Os caras dirigiam um negócio queimava combustível e ele mesmo dirigia. Fumava no avião. Você pegou isso, não pegou? Peguei. Como se a fumaça... Era assim, do primeiro ao 20 é fumante. A fumaça agora respeita o acento. As pessoas achavam normal, né? Você ia para a balada e ficava com o olho ardendo, cara. Aquela balada com teto baixo aqui. Caralho. O cinto, cara. O cinto, quem usava cinto era que não sabia dirigir. Você fala, ah, você usa cinto de segurança. Ah, o cara não sabe dirigir.

criança solta no banco de trás, dando o dedo pra gente eu ia no assoalho do Fusca do meu pai, tipo o carro inteiro cheio, eu ia numa cestinha uma cobertinha, e batesse aquele carro lembra da Paraty? com aquela mala foda meu pai tinha uma caravan, bege lembro muito da caravan, irado carro de pai de namorado era Adel Rey

Toda menina tinha um pai que tinha um Del Rey. Del Rey ou Monza? Monza! Monza Classique. Monza Classique. Eu teria um Monza agora. Eu teria, cara. Olha o Monza. Monza é irado, velho. Todo tratadinho, bonitinho, lataria, pô. Eu teria um Opala, eu acho. Um diplomata. Lembra do... Diplomata, ciscaneco.

Seis caneco. Nossa, deve beber uma... Bebe mais que eu. Você vai na esquina. E a terceira pergunta é qual é a tua dúvida atual? Com o que você se pega pensando se dormir? Eu acho que você é um artista que é inquieto, deve ficar se fazendo pergunta. Para onde a gente está indo? Tipo, como humanidade? É pelo seguinte, acho que de vez em quando a gente tem questionamentos. Por exemplo, estamos mudando uma ideia do que é o mercado de trabalho. Estamos mudando um conceito da masculina.

Agora a gente está com 26 coisas perguntadas ao mesmo tempo. Muito mais. Então está um momento quase paralisando. A gente tem que estar cuidados para não parar. Com guerra, com pandemia. A pandemia mudou muito a ideia da gente de tudo. E uma falta de comunicação com o outro, tete a tete grande. A gente se isolou um pouco. Esses programas aqui, que a galera, por exemplo, alguém que possa ter algum tipo, não gosto de infante, não sei o quê.

Aí ele assiste, sei lá, duas horas de você falando. É impossível o cara não se conectar em alguma parte. Isso vale para qualquer pessoa. É verdade.

Que você vê um tweet, você vê uma declaração do cara. É verdade. Nossa, que babaca. Aí você vai ver a vida do cara. Pô, o cara tem medo. O cara perdeu alguém da família. Foda, foda. É a mesma coisa. E tá todo mundo, isso eu aprendi muito na minha análise. Eu fazendo análise. Tá todo mundo em alguma batalha sua. Sempre. Pra estar aqui, pra estar... Isso eu demorei pra aprender. Sim. Uma pessoa que te trata mal, uma pessoa que é estúpida com você, você não sabe a batalha que ele tá... Não é desculpa pra você. Não, não, entendi o que você tá falando.

Ah, eu estou passando assim. Não, tudo bem. Mas tem que entender às vezes. Está todo mundo em alguma guerra que está vencendo. E todo mundo perdido. E todo mundo sem saber o que está acontecendo. Eu, por exemplo. Eu também estou sem saber. E aqui é o 1836. Que foda. Cara, você imagina. Eu tive 1836 conversas. Eu cada vez, sinceramente, eu acho que eu sei menos, cara. Que é muito. Quando você vai expandindo o seu conhecimento, você descobre que tem muito mais esse lado.

Muito mais esse lado. É muita coisa. A gente começou o papo assim. Deixa eu fazer uma coisa.

1 com 8, 9. 9 com 3, 12. Ah, não vem com matemática. 12 com 6,

12 com 6 dá 18. 1 com 8, 9. O número da prosperidade. É um programa próspero. Sério? Vai trazer prosperidade pra mim e pra vocês, pra esse programa, pra todo mundo que tá assistindo. 9. Põe aí numerologia 9 na prosperidade. Palavras tem poder. É isso aí. Pô, infante. Muito obrigado, tá? Que papo legal. Prazerzão. Muito obrigado. Mas o lado ruim é que você vai ter que voltar. Não, bom. Não interessa. Não quero saber. E vou trazer projetos bons.

Fechou. Fechou. Tamo junto. Brigadíssimo. Você gosta de ler? Amo. Vou te dar meu livro, então, pra você passar o... Por favor. Feito por você mesmo. Sim.

Não, meu é pré-inteligência artificial. Nem tinha, cara. Nem tem como eu falar que foi inteligente. Aliás, o Nicolé diz que a inteligência artificial não é nem inteligente nem artificial. Pode crer. E ele tem razão. Que irado, velho. Assiste depois o corte que ele falou aqui. Ele explica por que não é inteligente e por que não é artificial.

Legal demais. Agora é a hora de você brilhar, querido Homer. Lembrar de novo, vá ao cinema. É isso aí. Tem o link aí para você assistir o filme que está em cartaz agora. Exatamente. E a gente vai colocar o trailer do final aí. Com certeza. Fale. Ó, se você chegou no final desse papo e não deu o seu like ainda, você é Ron Rude. Cara, com emoção.

Eu quero aquela emoção. Mais emoção. Que escola... Que escola que ele vai? Hector's Studios. Hector's Studios. Vamos lá, então. Então vamos lá. Se você chegou no final desse papo e ainda não deu o seu like, você errou o Rudy. Então deixa aí o seu like, se inscreva no canal, torne-se membro e compartilhe esse vídeo. Fechou. Agora o que o pessoal escreve nos comentários pra provar que chegou até o final? Bom, pra provar que chegou no final, coloca aí. Não tem outra. Errou o Rudy. Errou o Rudy. Escreva nos comentários.

Valeu demais. Muita honra. Rede social? O meu Instagram é o meu principal canal. Eu tenho meus projetos, tudo lá. Você se interessou também em descobrir o meu laboratório de teatro que eu amo. Tudo tá lá? Tudo tá lá. Tudo no Instagram. Peça onde tá, cinema onde tá. Arroba Rafael Infante. Fácil. Só chegar. Pega o nome que tá aqui no título, coloca lá e siga. E me siga também, arroba Vilela. E vamos de trailer? Vamos de trailer. Falou. Beijo no cotovelo e tchau. Que bom que vocês vieram. Valeu.

Você só peste você. O problema é esse. Se eu fosse tua cuia... Será que isso foi um sinal? Dá um retoque aqui, rápido. Aliás, espera aí que você também está precisando. Você, por um acaso, andou comendo algum cogumelo nessas trilhas que você faz? Aliás, você sabe muito bem quanto eu te amo. É super seguro, Bia.

Mas parece que você mudou, né, de uns tempinhos pra cá. A gente pode sempre melhorar, né? Ouviu essa boca pra lá, cara. Nada a ver com isso. O que é isso? É espiritual ou é genético? O que foi?

As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor, entre em contato conosco para esclarecimentos.

Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.

1836 - RAFAEL INFANTE | Castnews Index — Castnews Index