1831 - ROMEU ZEMA
ROMEU ZEMA é ex-governador de Minas Gerais. Ele vai bater um papo sobre sua carreira e seus planos para o futuro do Brasil. Já os planos do Vilela para o futuro incluem visitar o Pateta.
- Trajetória política de Romeu ZemaGestão pública em Minas Gerais · Experiência no varejo · Transição para a política
- Relações BrasilCorrupção no governo · Desigualdade social · Eleições e candidaturas
- Educação e saúde em Minas GeraisReformas na educação · Melhorias na saúde pública
- Relações entre Crime Organizado e Poder PúblicoCombate ao crime organizado · Políticas de segurança em Minas
- Desafios eleitorais e infraestruturaisCandidaturas e alianças · Expectativas para as eleições
Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Roger Vileira e está começando mais um Inteligência Limitada. O programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais presidenciável do que a mim, do que a sua. Lene, quantos anos você tem? Eu tenho 50. Já pode ser presidente. Já dá, né? Porque tem uma idade mínima. É.
O Bigoda que trabalha aqui. Ah, não dá. Tem 20 anos? Não dá, não dá. Nosso amigo aí do lado do Homer pode também. Só se for do Playground. Eu tenho 38. 38. Nasci em 1970. É. Mas parei de contar no 38.
Pô, eu devia ter feito isso, cara É, cara, para de contar, cara Estou contando até agora Não, para Você fica estacionando um número e não vai contando mais, cara Para no 50 Vou até depois perguntar a idade do Zema aqui Mas antes de falar com ele Como é que o pessoal vai participar E como é essa corrida para a presidência A gente está fazendo o mesmo padrão para todo mundo A gente precisa muito de perguntas A gente vai nivelando Exatamente Começa com pergunta como?
Aquela perguntinha mais de boa, na manha. E termina como? Aquela rádio corre. Pergunta para culpado. Sem dó. Sem dó. Foi assim com o Flávio. Exato. Vai ser assim com ele. Renan está marcado. É o nosso papel, né? A assessoria do Lula está marcando com a gente. O Lula quer ficar por último. Eu acho. Está demorando para marcar. Eu acho que é pior, hein? Porque bate o pênalti por último. Exato. É mais que responsável. Falou tudo, cara.
Porque todo candidato quer ser o último. O Renan também queria ser. Eu quero ir depois de tu. Não. Quem bate o último pênalti já tomou paulada de todo mundo aqui. É responsabilidade. Tem que fazer, né? Leni, então como que o pessoal participa aí? É o seguinte, você manda pra cá o seu superchat, tá bom? Com a sua pergunta ou com o seu comentário. Eu vou pedir pra você se inscrever no canal, se tornar membro. Dá like nesse vídeo que é muito importante o seu like. E outra coisa que você deve fazer também é o seguinte. Compartilha o link dessa live com o seu amigo, com o seu vizinho. Vamos falar uma coisa?
Os pré-candidatos falam aqui e eu concordo. É a eleição mais importante da história do Brasil. Não sei se o Zema concorda.
Cara, situação que a gente tá, a situação do mundo, as mudanças de paradigmas que vão acontecer no mundo, se o Brasil não encaminhar agora, perdeu essa chance de novo. Ou vai ou racha. Ou vai ou racha. Então, presta atenção na hora de votar, presta atenção nesse papo, e papo com todos os pré-candidatos aqui, porque é a eleição que vai mudar tudo. É verdade, eu também acho. Então manda pergunta.
Seguinte também, antes de falar com o Zema, quero falar com você, galera, rapidinho, antes da gente fazer o episódio, deixa eu te mostrar uma parada que pode ajudar bastante, principalmente se você já pensou em fazer concurso, mas ainda está naquela fase meio travada, sem saber direito por onde começar. Por isso que a gente está aqui para ajudar, porque acontece com muita gente isso, né, Helena? É verdade. Às vezes a pessoa até quer entrar nesse mundo, mas tem aquela dúvida básica.
Tá, mas qual concurso eu procuro? Será que tem alguma coisa perto de mim? Ou então por onde eu começo, né? E foi pensando nisso que o Estratégia Concurso, que é parceiro nosso, criou o radar do Estratégia. Ele é basicamente um mapa dos concursos. Então, em vez de ficar caçando informação solta e tentando montar esse quebra-cabeça sozinho, você entra lá...
E olha as oportunidades de um jeito bem mais claro. Tem como colocar na tela para o pessoal? Olha lá. Esse daí é o mapa, está vendo? Todos esses pontinhos aí são concursos abertos. Exato. Esse é o radar, então, de estratégia, o mapa que reúne concursos do Brasil inteiro. Então, se você está assistindo, como que faz? Aponta o celular.
pro QR Code que tá na tela ou o link que tá na nossa descrição. Fechou, é isso. E aí vai direto pra esse mapa, né? Pro radar. Ó, também eu quero falar com você que tá cansado com aquelas roupas que incomodam, né? Que não são legais de usar, né? Olha, a roupa que te limita. A solução é a nossa parcerona Insider. Roupa pra reduzir o atrito da rotina. Não usa o nosso cupom para descontos especiais, muito especiais, não é isso, Nen? Exatamente. QR Code na tela e link na descrição e bora pro papo.
Bora pro papo, Zema, seja muito bem-vindo. A gente tá há bastante tempo tentando marcar e calhou bem no momento mais complicado aí, não sei. Podemos falar tudo aqui porque está tendo uma briga aí com pessoas poderosas aí.
Seja bem-vindo, Zema. Primeiro, um prazer estar aqui com você, Vilela, com quem está aí nos acompanhando. Esse sotaque aí, Leni, é gaúcho? O que é? É de algum lugar. Mas eu já quero pedir para você e para quem está nos acompanhando que...
avalie se o que eu falo é inteligível, é compreensível ou não, porque lá em Brasília tem uma galera que não entende o meu mineiresco. Falaram que o que você fala é próximo ao português, mas não é, né? Eu ouvi dizer que falaram isso aí. E eu não estou tão longe da sua terra natal, Penápolis. Não, Penápolis. E ali fala bem semelhante ao Triângulo Mineiro, ao sul de Goiás. É só ver a Sabrina Sato como ela fala. Aquele é como o pessoal de Penápolis fala. É porque eu não saí lá...
Muito cedo, né? Você saiu muito cedo. Saí bebê. Bebê. Então, só nasceu. Só nasci lá. Mas seja bem-vindo. Para quem não te conhece, Zema, se apresente para quem não te conhece. Como alguém que não te conhece, você se apresentaria? Sim. Bom, sou um mineiro nascido em Minas Gerais, tenho 61 anos, nasci em Araxá.
Desde que eu aprendi a contar, eu trabalho. Comecei separando parafuso, porca, arruela para o meu pai, enquanto ele vendia as peças complicadas. E a minha vida foi dedicada toda ao negócio da família. Acabei frustrando o meu pai, que ele queria que eu fosse trabalhar com ele em concessionária de veículos, mas eu fui para o varejo de móveis eletrodomésticos.
Fiquei 30 anos rodando Minas Gerais, dirigi mais de 2 milhões de quilômetros, abri lojas em 470 cidades. Esse número é real? É real. 2 milhões de quilômetros? Eu troquei de carro 20 vezes a cada 100 mil quilômetros. Era o procedimento da empresa.
Mas durante 30 anos. É a sua idade que eu dirigi, entendeu? Quando você nasceu, eu estava dirigindo. Eu achei legal que ele acreditou que eu tenho 55. Bonzinho ele, né? É, bonzinho. Obrigado, obrigado. Então, é o seu tempo de existência, mais ou menos.
E em 2016 eu resolvi sair da empresa. Eu sempre fui um estudioso de gestão e todo livro de gestão fala a missão do gestor só está cumprida na hora que ele sai e o negócio continua rodando tão bem ou até melhor do que com a presença dele.
E o negócio está lá hoje, gera mais de 5 mil empregos diretos, sem considerar os indiretos, e coincidiu do partido novo surgir, eu ser convidado, e acabei por indignação, por inconformismo, entrando na política devido petrolão, mensalão, lava-jato, aquela roubalheira, corrupção e a recessão de 2015-16.
E, contrariando tudo e todos, fui eleito governador de Minas em 2018 e terminei agora esse meu ciclo.
o primeiro ciclo político há 40 dias, quando eu passei o governo do Estado para o Matheus Simões. E entreguei para ele um Estado muito, mas muito melhor mesmo do que aquele Estado quebrado, arruinado, arrasado que eu recebi do PT em 1º de janeiro de 2019. Então, fico muito satisfeito.
de estar mostrando que dá para fazer uma gestão pública diferente, Vilela. Apesar de Minas ter 300 mil funcionários, adivinhe quantos parentes eu levei para trabalhar no Estado. Quantos?
Zero. Nepotismo zero? Nepotismo zero. Adivinha quantos parentes meus têm contrato? Nem amigos. Nem amigos. Levei gente competente. Eu acredito nesse tipo de... Quantos parentes têm contrato? Zero também. Ninguém se beneficiou devido ao meu cargo de governador. Então é exatamente o contrário do que a gente está vendo lá em Brasília. Para mim, política é só despesa.
Eu sou um voluntário, tudo que eu recebo como salário de governador, eu dou para instituições, principalmente para a PAI. Vou perguntar muito sobre o que está acontecendo em Brasília também. Então eu fui para a política como missão, como vocação. Eu falei, a vida me deu tanta coisa e eu quero mostrar que é possível melhorar Minas Gerais, que foi destruída pelo PT e agora quero fazer o mesmo com o Brasil.
E seguinte, sempre peço para os convidados aqui que vêm pela primeira vez, presente, trouxe o meu presente inútil para eu colocar no meu cenário? Trouxe aqui. Vamos ver se você vai saber o que é. Aliás, vou te dar a sacola para você abrir. Ah! Tem uma caixa aqui. Não vai pular nada na minha cara aqui não, né? Não é pegadinha. Não vai não.
suspensório? Não. Não. É aquelas coisas de sexo lá, que as pessoas se amarram? Não, não. Ô, governador. Cinta-liga? Não é. Cinta-liga? Não, não é também. Parece uma cinta-liga. O uso é quase igual da cinta-liga. Ô, Lene.
Cara, parece aquelas coisas aqui Tá estranho isso aí, né? É, tá estranho, parece aquelas coisas aqui Eeeh, Zema O que que é? Esse aí, você põe na coxa e coloca na camisa É pra esticar a camisa, pra você andar Engomadinho, bonito Nossa, eu nem sabia que existia esse daí É, um esticador de camisa
Prende onde? Na camisa e onde? Você vai prender na coxa. É um sustento. Ah, assim na coxa e prende na camisa, puxa pra baixo. É, você prende dentro da calça. Isso fica oculto. Eu nem sabia que existia isso, né, Lene? No dia que você for num evento black tie, que você deve ir de vez... Aí dá pra usar. Aí você usa. Passou a camisa, vai ficar desse jeito. Que jeito, assim. Você não conhecia? Não, vivendo e aprendendo aí.
Ó, você fica chique. Seja bem-vindo então e vamos pro papo. Eu queria saber tua infância, como foi? Infância em Minas, o que você brincava, o que você queria ser quando crescer, quando te perguntavam? Ô, Vilela, eu nasci numa casa que não tinha nem 40 metros quadrados. Uma casa minúscula. O meu pai ficou órfão aos 14 anos de idade.
ganhava um salário mínimo como funcionário da empresa da família e ele teve uma vida de muito sacrifício. O meu pai era aquele tipo de pessoa que ele só parava de trabalhar na hora que ele ia almoçar, na hora que ele tomava banho e dormia. Trabalhava sábado, domingo, feriado, de 1º de janeiro a 31 de dezembro. Mas venceu na vida.
E para mim esse ritmo de trabalho, que para muitos é algo muito pesado, alucinante, é quase que normal. Porque quando você nasce nesse tipo de ambiente, você parece que se adapta.
Então, eu me lembro... Que lhe macasca, né? É, eu me lembro muito bem, eu com 4, 5 anos, o meu quarto era aquele que ficava mais próximo da porta da casa. Muitas vezes, um caminhoneiro, 4 horas da manhã, 3 horas da manhã, batia lá na porta da nossa casa, porque a loja de peças do meu pai era a única que tinha...
que atendia, era uma cidade pequena, e o caminhoneiro chegava lá e falava, eu quero um rolamento, eu preciso de uma correia, ele precisava seguir a viagem. E eu sempre tive o sono meio leve, muitas vezes eu é que abria a porta. Antes do meu pai atender a campainha, eu já estava abrindo a porta. E eu ia lá com ele na loja também.
Igual te falei, para poder separar parafuso, porca, enquanto ele separava o que era complicado. E eu tive uma infância boa, uma cidade pequena, você tem facilidade de juntar os colegas para jogar bola.
Fiz um campo de futebol na horta da casa das minhas tias-avós. Tinha uma horta lá muito grande, árvores frutíferas. E tinha um campinho meio próximo da linha férrea, que tinha um gramado. E eu era com os meus colegas menores. Então, os grandões chegavam lá. A gente tinha 10, 12 anos e tinha um pessoal de 14, 15. E eles é que dominavam o campo lá.
E nós menores acabamos pegando a enxada, acertamos o campo, fizemos as traves lá de material de construção reciclado que nós arrumamos e durante uns quatro, cinco anos nós usamos esse campo assim todo fim de semana e às vezes até final da tarde. É mesmo? Uma terra bem vermelha era o terror de quem tinha de lavar roupa depois. Putz, imagina, coitada das mães, dos pais, quem lavava lá.
Você usava Kixute? Usei Kixute. Você também usou. Romer, a gente vai saber se ele era craque ou não agora. Se amarrava na canela ou embaixo do tênis? Dava a volta por baixo ou era na canela? Era embaixo. Então o cara jogava a bola.
Pior que não. Não, era ruim? Toda regra tem exceção. Nunca foi bom, não. É mesmo? Nunca foi. O que era bom era para organizar a turma, para juntar, fazer campeonato. A gente fazia, cada um, vamos dizer que fosse... Apostando alguma coisa? Cada um dava 10 reais, aí a gente comprava a taça.
mandava colocar lá campeão do campeonato, não sei o que. A gente apostava tubaína lá no negócio. Cada um dava um dinheirinho e quem ganhasse tomava tubaína. Não, o nosso era uma taça, era a medalha que a gente fazia. Então eu organizava e a turma gostava. Então não perdemos um grande jogador, então? Não perderam. O Brasil não perdeu nada comigo quando eu abandonei o futebol. Nada, nada, nada. Mas quando te perguntavam o que você queria ser, falavam o que?
Eu sempre gostei muito, quando criança, eu sempre gostava muito de montar modelo. Aqueles aeromodelo, aviãozinho, barco, essas coisas? É, barco, navio. Aquele que era com cola. Isso, com cola. Um monte de pecinha. Eu até achava que eu fosse ser engenheiro, sabe?
Mas eu acho que a vida acaba direcionando alguém para alguma coisa. Eu acabei fazendo o GV aqui em São Paulo. Por quê? Por causa de família? A minha família tinha negócios, eu cresci dentro. Fui gostando com o tempo, ajudando o meu pai. Eu trabalhei como frentista de posto de gasolina anos e anos.
Eu sou daquela época em que posto era, por lei, obrigado a ficar fechado no domingo. Verdade, né, Lênin? No começo não abria pela semana, cara. Exatamente. Shopping, tinha isso também? Shopping? Eu não lembro se shopping abria domingo. Eu acho que no começo não abria. Não abria também. Não abria nem supermercado, nem... Então, sábado era o dia que vendia sem parar. Era a fila. E sete horas da noite era obrigado a fechar o posto.
Então, era o dia que eu não tinha escola e era o dia que eu mais trabalhava. Eu ficava o dia todo lá no posto, parava um pouco, às vezes depois do almoço, para jogar lá um pouco de futebol nesse campo, mas quatro horas eu já tinha tomado um banho e já estava lá para poder ajudar. Pois é. Então, aqueles carros que você conheceu, eu sei até hoje onde é o tanque da Kombi, do Maverick, do Opala, do Chevette, do Passat. Qual foi o seu primeiro carro?
Foi um Uno. Eu também. Foi um Uno. Uno vermelho. É. Chamava de menstruo. Sério? Era vermelho, menstruação. O meu era um verde meio metálico. 1985. Aquele câmbio duro, né? Aquele câmbio duro, isso.
E achava que era o Supra Sul. Nossa! Depois eu tive um 1.5, aquele que tinha aquelas faixinhas baixas. É legal, cara. Então nós temos essa coincidência. Primeiro carro. Mas como você foi encaminhando para a política? Nunca foi sua vontade.
Assim antes. Então, Vilela, eu sempre detestei política. Mas na faculdade você era do centro acadêmico, essas paradas ou não? Não, não era. Na faculdade, a única coisa que poderia caracterizar alguma proximidade minha com a política é que eu é que organizei, mais uma vez, eu organizei toda a formatura nossa. Eu fui o tesoureiro.
Eu é que fui ver o local, eu é que fui ver aonde ia contratar a beca, eu é que fui fazer os convites, lidei com a instituição, fui o orador também. Então, teve algumas sinalizações lá atrás que talvez pudessem indicar que eu poderia ser político um dia. Mas, como na minha família nunca teve ninguém que se interessou por política, eu nunca havia almoçado com um prefeito, com um deputado.
Nunca tive nenhum contato. Eu falo que o meu contato com o Estado, até eu ser governador de Minas, foi atender fiscais da Receita Federal, da Receita Estadual, do município, do Ministério do Trabalho, do Banco Central, etc. E, para mim, foi uma surpresa quando eu me vi entrando na política. E um detalhe importante, quando eu recebi o convite, eu falei não.
Porque eu já estava com 53 anos de idade, você mudar de profissão aos 53 anos é meio arriscado, você concorda? Pois é. O sujeito foi médico até... Eu comecei o podcast em 2020, né? 2020. Não, 2020, na pandemia. 50 anos, eu mudei de profissão aos 50 anos também. Então nós temos outras semelhanças. Está vendo? Sempre é possível mudar de... Dar uma mudança de carreira. Comigo foi desse jeito. Mas eu... E o que te convenceu?
O que me convenceu foi o Partido Novo me chamou e eu falei não. E desde que eu falei não, eu passei a dormir muito mal. E quando eu durmo mal é porque alguma coisa está me incomodando. Está mal resolvida alguma coisa. Eu acordava à noite e ficava pensando, eles estão me chamando? Eu sempre critiquei tanto o Estado, sempre achei que o Estado complica tanto a vida das pessoas. Sempre falou alguém tem que fazer alguma coisa, alguém tem que fazer alguma coisa. Isso, agora eu estou sendo chamado e não vou.
Mas eu fiquei com muito medo. Eu achei que eu pudesse estar tendo alguma alucinação, pudesse estar tendo alguma coisa que estivesse me cegando. E eu fiz questão de ir numa psicóloga para ela me dar um atestado de sanidade mental. É sério? Sério, fui. É mesmo? Fui. E ela conversou comigo lá uma, duas horas, perguntou muitas coisas. Ela falou, não, você só está indignado, inconformado.
E você está querendo contribuir. E você nunca contribuiu, não é questão de mudar de profissão ou não, é questão. E coincidiu, Vilela, desse convite ter sido feito logo um ano depois que eu saí da empresa, eu estava no conselho de administração. Então, com a vida resolvida, filho criado, ganhando ou perdendo eleição, não iria fazer nenhuma diferença para mim.
E eu fui muito com o intuito de ajudar o partido novo, que você deve conhecer de nome. É o partido mais coerente que tem, é um partido combativo, é um partido que faz tudo certo, é um partido que manda para fora quem não segue os seus princípios e valores.
Como deveriam ser todos, né? Nós queremos votos, mas se alguém que tem votos não segue os nossos princípios e valores, diferente de outros partidos, a gente coloca para fora, entendeu? É o partido que tudo é transparente, nós não temos uma agenda número dois, não. Então eu fui muito com o intuito de estar ajudando o partido novo. E contrariando todos e tudo, eu acabei sendo eleito em 2018. E foi uma vitória diferente de tudo.
Porque eu cresci, foi na última semana para o primeiro turno. Até então eu estava com 12% de intenção de votos. Quem estava em primeiro? Quem estava em primeiro era o Anastasia, depois o Pimentel. E em terceiro lugar eu. Bem distante. Bem distante. Era tipo assim, um tinha 30%, o outro tinha 20% e eu tinha 12%. Era alguma coisa próxima a isso. E já no primeiro turno eu fui para 42% em primeiro lugar.
Foi aquela subida. Eu falo que... Qual foi o fato? Teve algum fato? Ou foi um crescimento? Eu falo que é mais ou menos igual corrida de Fórmula 1, que tudo se resolve na última volta. O jogo de basquete também, né? São os últimos segundos. Tem muito disso, entendeu? E eu vi isso na campanha de 2018.
O eleitor, Vilela, ele só vai se conectar, olhar quem é o candidato na véspera. Ó, a gente tá... Que dia que é hoje? Maio de... Dia 1º.
De 1º de maio. Estamos trabalhando no feriado, Lenin? Exatamente. O Zema fez a gente trabalhar no feriado. É isso. Tá certo. O feriado do trabalho tem que trabalhar. Vamos trabalhar. O seu programa aqui, ele é semanal? É diário. É diário. Diário. Então tem que trabalhar no feriado também. Mas o que eu ia falar é o seguinte, estamos em maio, né, pré-candidato, e agora a galera não está ainda muito...
Por mais que nas pesquisas demonstre alguma coisa, não tem ainda o cheiro mesmo da eleição, né? Não. Vamos pegar o caso da Copa do Mundo.
Como assim? Que dia que o Brasil vai estrear e com quem? Você tá a par? Eu não tô. Também não vou começar a pensar nisso lá pra junho, né? E é o mês que vem. Nós estamos em maio, mês que vem já é Copa, Aline. Eu sei que o Brasil joga com Marrocos. Ah, eu nem sei. Tá na chave, mas os times que estão dominando. Ele também não sabe, tá vendo? A gente só vai sintonizar porque a vida é muito corrida, todo mundo tem coisa demais pra fazer, ninguém tá...
preocupado com política agora não. Então as pesquisas não demonstravam realmente o que era. Começou a chegar perto da eleição. Exato. E o que aconteceu de muito relevante foi essa virada de última hora. Não é comum, mas acontece. Eu falo que à medida que as pessoas vão conhecendo, elas vão mudando de volta. Mas foi por causa da campanha na TV? Foi...
Foi participação em debates. Ah, debate também muda muito. Eu converso a língua do povão, você entende? Eu fui varejista, como eu te falei, eu fiquei o tempo todo da minha vida em cidades de 10, 20, 30, 40 mil habitantes. As lojas que eu inaugurei, que operam até hoje, são em cidades menores. Eu lidei com gente simples.
com quem vai numa loja para comprar uma televisão e pagar em 15 vezes. Eu, seu Zé, é a Dona Maria, pessoa humilde, trabalhador, honesto, que paga prestação em dia. Que é a maioria do povo, né? Que é a maioria do povo. A maioria do povo é honesta, a maioria do povo é do bem.
Eu acho que a maioria do povo brasileiro é exemplar. Você sai do Brasil, você sente a diferença de como o pessoal é acolhedor aqui. Eu vou pedir só para o Lênin deixar as últimas pesquisas para a gente comentar e falar sobre o teu posicionamento ideológico, se você se considera um conservador, um progressista, centro. Onde você está nesse espectro? O meu partido é considerado de direita.
Centro direito ou direita? É, mais direita. Nós queremos, Vilela, uma economia sem travas, queremos que o brasileiro tenha liberdade para investir, para trabalhar, para produzir, acabar com essa burocracia asfixiante que nós temos hoje.
mas somos conservadores na área de costumes. Nós valorizamos muito a família, é fundamental o direito à vida, desde que é feita a concepção, o direito à liberdade de expressão, algo que hoje nós temos um governo complicado. Estamos com um problema em relação a isso, tem muita gente querendo...
Tirar essa liberdade de expressão aí, hein? Exatamente. Então, nós somos de direita e condenamos totalmente aumento de impostos. Tem algumas coisas lá no Partido Novo. O que é proibido fazer? Aumentar impostos.
Eu acho que o brasileiro devia... Então você não concorda com a política do Haddad, então? De jeito nenhum. Taxa de blusinha? De forma... Se é para aumentar impostos, eu não... Estou fora, entendeu? Nós não admitimos isso. Outra coisa, combate total à corrupção e privilégios. Não sei se você sabe.
Em vez de morar no palácio, que os ex-governadores de Minas sempre moraram, eu fui morar numa casa que eu aluguei. Eu dispensei um palácio. Mas isso gera muito... A diferença é grande de grana que se economiza? Então, era um palácio grande. Trinta e duas empregadas, mordomos, garçons, chefes, governantas. Trinta e duas. E como ele é longe...
do local de trabalho, o ex-governador Pimentel do PT ia e voltava diariamente de helicóptero. Tá brincando? Imagina o gasto disso. Eu economizei por baixo, Vilela, no mínimo 3 milhões por ano. Eu fiquei lá mais de 7 anos. Foram no mínimo 21 milhões economizados. E exigiu mesmo da minha equipe.
Lá onde nós trabalhamos, era garçom para todo mundo. Sabe o que eu fiz na primeira reunião com os meus secretários? Dei para cada um uma máquina de café. E falei, a partir de hoje, a gente serve o nosso café e não temos mais garçom aqui. E fiz questão de dar o exemplo de economia. Em vez de ter elevador privativo...
como os ex-governadores também tinham, eu passei a usar o mesmo elevador que o restante da turma utilizava. E eu falo que é até bom que você consegue estar medindo como está a cara das pessoas, se elas estão satisfeitas ou não. Mas falando em economia, claro que eu vou falar contigo, já vi você explicando, mas vamos lá. O lance de aumentar o próprio salário, que já te criticaram e eu vi a tua justificativa. Conta essa história aí.
Vilela, como acho que a oposição não tem o que criticar, eles pegam num ponto, mas não tem colado muito não. Então conta a tua versão, o que realmente rolou. Primeiro, desde que eu entrei para o governo de Minas em janeiro de 19, tudo aquilo que eu recebi eu doei, principalmente para as APAES. Eu tenho um carinho muito grande com as APAES porque...
Quando eu era criança, tinha 5, 6 anos de idade, a pai de Araxá começou. E começaram bem de frente a casa dos meus pais. Então eu me lembro muito bem de ver aquelas crianças diferentes chegando lá, descendo de uma Kombi.
E sempre acompanhei de perto o trabalho maravilhoso que a PAE faz. Não sei se você sabe, Vila, muita gente que, às vezes, por não ter um atendimento, um acompanhamento adequado, passa a ser dependente.
Mas muitas pessoas que às vezes têm alguma deficiência mental ou física, indo na PAI, passa a ter uma vida com total autonomia. Ele passa a dar conta de limpar a casa, arrumar o quarto, fazer a própria comida. Então as APAIs fazem um trabalho que quem não conhece não imagina como é importante.
Então, esse é o motivo de eu estar prioritariamente fazendo essas doações. A paz de Minas Gerais, é lógico, que é o Estado que eu governei. Gostaria de ter ajudado a paz de todo o Brasil, todas fazem um trabalho excepcional. Então, primeiro, se o salário for 10, se ele for 50, 100 ou 1.000, para mim, ele não tem nenhuma diferença. Isso foi no segundo mandato que aconteceu, não foi?
Foi no início do segundo mandato. Só dar o contexto. Em 2023, no segundo mandato, o Zema enviou à Assembleia Legislativa uma proposta de adesão ao regime de recuperação fiscal. Depois você explica o que é isso. Instrumento para renegociar a dívida de Minas com a União, estimada em cerca de R$ 160 bilhões. Caramba!
Como chegou até esse valor? Me explica depois. O plano previa congelamento dos salários, o funcionalismo por até nove anos, suspensão de concursos públicos e privatização de estatais. No mesmo período, você sancionou um aumento de quase 300% do próprio salário e dos secretários e vice-governador tal, de 10 mil para 41 mil mensagens. Então explica desde essa proposta até o aumento de salário. Vamos lá. Perfeito. Então, primeiro.
independente do valor, eu estou doando. Segundo, o salário que os secretários e o governador recebiam antes teve uma redução de 50%, Vilela, em 2007, quando o Aécio era governador. Não sei se ele queria ganhar a eleição, se ele queria ficar bonito na fita, ele falou, a partir de amanhã eu estou reduzindo o meu salário e os secretários em 50%. E aí
E com isso, os secretários de Minas e o governador passaram a ter o menor salário do Brasil e de 2007 até esse reajuste em 2023, não houve nenhum reajuste. O que começou a acontecer em Minas Gerais, Vilela, foi que o secretário de Educação de Minas passou a receber menos do que o secretário de Educação de Penápolis, que é a sua cidade. Tá.
Você já viu algum exército onde o sargento ganha mais do que o general? Não. Eu não conheço. Agora eles fizeram isso para inglês ver. Porque quem era secretário do Pimentel, em vez de ganhar 7 mil reais, que era o que constava lá, ganhava, era 70. Como?
Através de penduricalhos, através de jetons, e eu gosto de fazer tudo preto no branco. Transparente. Transparente. Salário é salário e não tem penduricalho. Se hoje um secretário de Minas ganha 28 mil reais, é 28 mil reais. Antes ele ganhava 7, só para inglês ver, mas punha no bolso 70 mil.
Tanto é que em Minas Gerais, Vilela, era o Estado em 22º lugar na questão transparência das contas públicas. Durante a minha gestão foi para primeiro lugar. Mas e essa dívida de 160 bilhões aqui? Você já deve ter financiado alguma coisa na sua vida. Infelizmente, já. Hoje em dia tudo à vista. Não financio mais nada. De medo.
O único tipo de documento que eu não assinei como governador foi financiamento e empréstimo. Porque Minas Gerais não tem nota de crédito. Eu não peguei um centavo emprestado e não fiz dívida de um centavo. Como que funciona isso? Explica pra gente. A gente não entende direito. Como que funciona? Toda prefeitura, todo estado, governo federal podem ir no banco e pedir linha de crédito. Pra quem?
Para fazer uma estrada... Não, não, eu sei, mas para a União? Quem que empresta dinheiro? É o banco? É o banco. Pode ser um banco privado ou um banco estatal? Ah, pode ser privado também. Pode. Vamos dizer, um Bradesco, um Itaú, um Santander. Analisa a situação. E prestam dinheiro para prefeituras, entende? Analisam se o crédito da prefeitura é bom. Mas quando eu assumi, Vilela, Minas Gerais estava falida. Já estava inadimplente com tudo. Ah, é? Com até banco, entendeu? Com o governo federal, com tudo. Sabe de quanto?
Mais ou menos? Vencido. É. 30 bilhões de reais. Vencidos. 30 bilhões? Eu não ganho isso num ano, Leni. 30 bilhões. Não, não, né? Não, não. Cara, é muito dinheiro. Mas em três dá pra você ganhar. Eu acho que nem uma vida, né, Leni? Duas vidas. Sei lá quantas vidas. É. Funcionário público de Minas Gerais não recebia décimo terceiro salário. Ele aposentava, não recebia a rescisão dele, que ele tem direito a férias-prêmio.
Te dá aqui um outro exemplo, você vê o absurdo. 240 mil funcionários públicos de Minas Gerais tiveram o seu nome inscrito no SPC Serasa, o seu nome sujo, porque o governo do Pimentel, do PT, descontou na folha de pagamento o empréstimo consignado e não pagou os bancos.
Qualquer um que faz isso no Brasil é considerado criminoso, vai até preso. Fizeram isso lá em Minas Gerais, esse absurdo. Prejudicaram a vida de 240 mil funcionários. Eu tive de pagar. Só essa conta foi 650 milhões dentro dos quase 30 mil. Cara, essa coisa era política que eu nunca entendia. As pessoas quebram uma coisa e o próximo cara que assume já começa devendo e assim vai.
Devia ter uma responsabilidade você no governo. Você é responsável pelo teu governo. E aí deve acontecer alguma coisa e você entregar. Quebrada a parada. Agora, eu tenho 853 testemunhas. São os 853 prefeitos de Minas Gerais. Eles foram assaltados pelo PT.
Toda prefeitura, Vilela, tem obrigação, não tem o direito, todo mês de receber parte do ICMS e do IPVA daquilo que é gerado no município. E em Minas Gerais, o PT não fez os repasses integralmente para as prefeituras. Só nisso.
Só dívida para as prefeituras foram 14 bilhões de reais. É, muita dúvida. Que nós tivemos de pagar durante... Atrasado, tudo vencido. O Zema, a Minas, dentro da União, como que ele está de arrecadação? Em que ordem está? Imagino que São Paulo é primeiro, quem é segundo?
Segundo é o Rio. O Rio tem uma ajuda muito grande do petróleo. Ah, é verdade. A população do Rio é um pouco menor do que a de Minas, mas a economia do Rio ainda é maior do que a de Minas. A diferença é pequena. Por causa do pré-sal lá. Por causa do pré-sal. Mas Minas está em terceiro. Está em terceiro, mas crescendo no ritmo mais acelerado do que o Rio. Com o quê?
Principalmente o agro. O agro e a indústria automobilística, que algumas foram para lá. Ajuda. Mas é o agro. O agro em Minas está crescendo 15%, 20% todo ano. E por quê? Isso é um crescimento chinês. Facilidade? Muito em virtude das mudanças que nós fizemos. Por exemplo? Pela primeira vez na história, em 2024, e depois repetiu em 2025, o agro exportou mais do que a mineração.
O quê? Tem gente lá que está brincando que, em vez de chamar Minas Gerais, deveria chamar Agro Gerais agora. Porque todo mundo pensa em Minas Gerais, pensa em minério. Total, né? Não é isso, né? O agro está na frente. Minério lá no passado, o ouro, né? Que tinha o caminho do... Vou te dar dois exemplos aqui. Caminho da estrada real, né? Isso. Vou te dar dois exemplos que nós fizemos lá, que está fazendo o agro avançar muito.
Antes, ninguém conseguia construir uma barragem para represar água durante o período chuvoso e usar na seca. Secretaria do Meio Ambiente não deixava. Barrava a barragem. Barrava a barragem. Até rimou. É, então. É, era proibido. Comigo, nós viabilizamos um projeto de lei e hoje... Mas sem dano ao meio ambiente. Sem dano. Eu falo que ajuda, porque...
O que acontece no período chuvoso? Excesso de chuva é inundação. Sim. Sai varrendo a cidade. Sai varrendo tudo. Na hora que você deixa essa água represada, você usa ela na lavoura depois. Entendi. E outro ponto também que nós mudamos completamente. Levar energia e segurança para o campo.
Nós tínhamos produtor rural lá, a energia que ele recebia dava para ligar a luzinha da casa dele e a TV. Se ele tinha um refrigerador lá, já não aguentava. Estamos no processo de levar energia trifásica para todas as propriedades rurais de Minas Gerais.
E, além disso, melhorar a segurança no campo. Zero invasões durante o meu período. Então, nós fomos um governo que... Porque aconteciam antes? Invasões? Durante o governo do PT, direto. Era um terror para o produtor rural. Pensa bem, você trabalhando aqui...
Aí chega um aí e fala Eu sou um sem Sem podcast Eu sou um sem podcast MSP Movimento do sem podcast Exatamente Vai dando ideia Os caras vão tocar aqui Não, não fica ideia Não, não, não
Então, é a mesma coisa. Você acha que alguém teria o direito de assentar aí no seu lugar? Porque fala, eu não tenho um podcast, ele tem um que é um sucesso, e agora eu tenho direito. É meu também. Então, zeramos. Então, o produtor rural viu o que dava para investir, e a produção bombando em Minas Gerais.
O que mais que você notou que precisava ser mudado lá, que faz parte do seu DNA de governo? Prefeito de comparação, durante o governo do PT, Minas Gerais destruiu, vou deixar bem claro aqui, qualquer um pode pegar os dados lá no Caged do Ministério do Trabalho e conferir. De 2015 a 2018, o governo PT em Minas destruiu 210 mil vagas formais.
Ou seja, 210 mil mineiros perderam o emprego com carteira assinada que tinham. Durante os meus sete anos como governador, nós criamos mais de um milhão de empregos com carteira assinada. Então é uma diferença fenomenal, menos 210 para mais um milhão.
Agora vamos ser sinceros, hein? Coisas que você não fez, que gostaria de ter feito durante suas gestões. Ih, mas é coisa demais. Sério? Sério. Então manda aí. E por que não fez, então, governador? Mas deixa eu te dar aqui uma ideia. Eu falo que ser governador é entrar numa máquina de frustrações.
Sério? Sério. Tem muita coisa que te impede de fazer as coisas? Não é só canetar lá? Não, muita coisa depende de assembleia, depende de orçamento. Dá um exemplo de coisas. Ah, eu queria ter recuperado todas as estradas de Minas. Estão ruins? Melhoraram muito durante a minha gestão. Nós tínhamos 35% de estrada ruim quando eu cheguei, quando eu saí era 9%. Quem que aprova isso?
Aí você enfrenta dois problemas. Primeiro, você tem restrições orçamentárias, que é a falta de dinheiro. Já vem definido quanto você pode gastar para cada coisa, é isso? Não, você pode estar todo ano revendo o que vai para aquilo ali. Mas além de restrição orçamentária, você tem restrição operacional. Por exemplo?
Vamos dizer que você tem um milhão, eu falo, eu quero que você faz uma casa até a semana que vem. Você tem braço suficiente? Então, é a mesma coisa. Ah, tá. Entendeu? A restrição operacional é você não ter braço para poder... Suficiente. Suficiente. Então, Minas e todo o governo... E não tendo braço suficiente fica mais caro, porque aí... Demora mais. Demora mais. Demora mais para fazer. Então, eu falo que eu gostaria de ter feito 5 mil coisas e fiz 2 mil.
Mas os governadores que me antecederam faziam 50 só. Eu nunca vi um político aqui falar mal da gestão anterior. Ele é o primeiro que fala mal dos outros. Normalmente o pessoal elogia muito o pessoal que vem antes. É incrível. Depende de ser oposição ou situação. Você concorda? Exato, exato. Mas que mais que tem que ser feito lá? Educação.
Educação, saúde Eu tenho orgulho de falar que eu reformei Mais de 2.500 Escolas, Minas Gerais tem 3.600 escolas Nós tínhamos escolas lá que estavam Literalmente desabandonadas Tinha salas de aulas Interditada por causa do telhado Tinha
Um governo que não pagava salário, ele ia ter dinheiro para fazer estrada, reformar estrada e reformar escola? Como está a nota de Minas na educação? O ano passado, aí eu falo com muito orgulho também, inclusive recebi lá um troféu muito bonito com o meu nome, Minas Gerais foi o estado do Brasil que mais avançou na alfabetização.
E o mais importante é avançar na alfabetização. Você sabe por quê? Porque a alfabetização é o alicerce. É a base. E o que vocês fizeram para isso? Gente boa, meta para cumprir, escolas mais bonitas, merenda boa. Você não tem ideia da porcaria que era a merenda na época do Pimentel do PT. Era uma água...
Com arroz, que eles falavam que era uma canja de galinha. Água com os grãozinhos de arroz. Poxa vida. Professora, diretora fazendo vaquinha para poder interar o dinheiro da merenda. Hoje eu tenho orgulho de falar que o que eles comem na escola é igual àquilo que eu como na minha casa. Não tem diferença. E tem que ser, né? Tem carne todo dia, tem verdura, tem fruta, tem uma sobremesa.
Todo dia. Então, muitas vezes, indo ao interior do Estado, eu faço questão até de almoçar numa escola para ver como é que está a merenda, e não é diferente daquilo que eu tenho em casa. Você tem de dar dignidade para as pessoas. Você só fazer o discurso social...
como o Lula faz, né? Eu sou o amigo, eu sou o pai, eu é que gosto dos pobres, mas os pobres estão todos aí quebrando, devido a essa taxa de juros exorbitante que é causada pela gastança do Lula e do PT. Fique bem claro. Então, mas falaram tão mal do antigo presidente, né? Do Banco Central, e aí que ia baixar a taxa de juros, e a taxa de juros não baixou, né? E aí?
Só vai baixar na hora que nós tivermos um novo presidente que corte essa gastança. Não vai baixar antes. Saiu está quanto? 15%? Caiu ontem para 14,5%. O ideal é quanto? O ideal era que fosse 6%, 5%. Nossa. E é possível? É possível. Na hora que tiver um governo sério que chegue lá e fala eu estou fazendo aqui as privatizações que são necessárias, vou privatizar tudo.
Comigo vai ser diferente. Você consegue abater o valor da dívida e cortando gastos, você sinaliza que a dívida também não vai crescer mais ou vai até diminuir com o tempo. O mercado precifica. Se você quer um bom pagador...
que tem recurso aplicado, for pegar um empréstimo, eles vão querer, eles vão falar, eu vou te cobrar pouco, porque eu sei que vai ser seguro. Agora, se for emprestar para um sujeito que está financeiramente descontrolado, eles vão cobrar muito mais caro. É o que acontece hoje com a gastança do Lula. Quem empresta dinheiro para o governo federal, fala, esse governo gastão, descontrolado, eu vou colocar os juros lá em cima, porque o risco é grande.
Saúde. Falamos de educação, falamos de estradas, saúde. Saúde. Eu herdei o maior cemitério de obras abandonadas, depredadas da saúde do Brasil.
O Pimentel do PT paralisou, abandonou e foram depredados seis grandes hospitais regionais. Uma coisa de dador, hospital de 20, 30 mil metros quadrados, obras gigantes.
Um, eu tenho de dizer aqui, não foi depredado não, porque o prefeito mandou cercar. Teve um prefeito que teve essa visão aí, mas os demais foram lá, arrancaram esquadrilhas metálicas, arrancaram ar-condicionado, arrancaram cabeamento, ficou tudo vandalizado.
E concluímos todos. Os que eu não concluí, o governador Matheus Simões, que me sucedeu, está entregando agora nesse restante de ano. Com isso, a saúde de Minas Gerais está tendo um avanço extraordinário.
O número de ampliação de leitos e atendimento regional nunca foi tão bom quanto agora. Nós tínhamos casos lá em que o paciente saía da divisa com a Bahia, lá no Vale do Jequitinhonha, Tioflotone, até tinha uns rapazes aqui agora de Tioflotone.
Ia para Belo Horizonte de carro, 8, 10 horas de ambulância, para poder, às vezes, fazer um atendimento, fazer uma cirurgia. E com o Hospital Regional de Teoflotone, que inclusive é o maior, 432 leitos, toda a região nordeste de Minas Gerais vai passar a ser atendida por esse polo. Então, uma melhoria enorme, eu posso dizer, Vilela, o mesmo com o hemodiálise.
Nós tínhamos casos lá que eu presenciei, fui numa cidade que chama Minas Novas, conheci lá o seu Geraldo, ele, até nós colocarmos uma unidade de hemodiálise nessa cidade, ele precisava, dia sim, dia não, pegar uma van e ir até Diamantina, cinco horas para ir, cinco horas para voltar para poder estar fazendo hemodiálise.
No dia que eu fui lá para conhecer essa unidade hemodiálise, ele estava lá terminando de fazer o procedimento, ele me reconheceu e falou, governador, eu voltei a viver de novo.
porque antes eu passava metade dos meus dias na estrada, indo e voltando, e o dia seguinte eu ficava em casa prostrado. Agora eu saio de casa andando, cinco minutos, faço aqui o procedimento e consigo ter uma vida normal de novo. Voltei, inclusive, a trabalhar ajudando o meu filho. Então, quando você vê coisas dessa natureza, você fica realmente vendo que vale a pena ser político.
Mesmo que você seja criticado, satirizado, ironizado, já fizeram não sei quantos enterros meus lá em Minas Gerais, sempre tem o pessoal do contra, o pessoal da esquerda, mas pela merenda escolar e pela melhoria na saúde, eu falo que já vale a pena. Quando a gente estava falando das estradas, teve uma ou duas pessoas aqui que estavam falando dos pedágios, a galera reclamando muito dos preços aí.
Ô, Vilela, eu sou muito direto. O que é preferível? Você não ter estrada ou ter estrada pedagiada?
Desde que seja boa estrada pedagiada. Estrada pedagiada, porque Minas Gerais estava caminhando para não ter estradas. Eu fui o governador que mais fez concessões, sim. E todo mundo que vem para São Paulo, você deve rodar o interior de São Paulo. Todo mundo elogia, né? Eu sempre rodei muito no interior de São Paulo, todo mundo elogia.
E a grande maioria das estradas paulistas são pedagiadas, não são? Com certeza. Não é? As melhores são. E em Minas Gerais, nós vamos, ao longo do tempo, ficar exatamente como São Paulo. Com boas estradas, mas junto vai vir o pedágio.
E não adianta querer tampar o sol com a mineira. Você falou o valor da dívida. Mineira ou copineira? Copineira. Eu falei, é novo. Esse daí eu não escuto. Você admira, né? Não adianta tapar o sol com a mineira. Eu imaginei ele pegando uma mineira e tapando o sol.
Então, não adianta. Com essa dívida que Minas ainda tem, mas que está renegociada, o Estado não tem condição de manter todas as estradas. O Estado já mantém e vai continuar mantendo aquelas estradas que não têm tanto movimento e que, mesmo que tenham pedágio, não são viáveis. Mas aquelas que têm maior movimento, nós já fizemos a concessão e...
Inclusive outras serão concedidas. Não há como ser diferente, infelizmente. Eu fui governador, economizei ao máximo, mas nós não temos recursos.
A gente vai falar sobre segurança pública, que eu acho que vai dominar o debate, principalmente nos últimos meses da corrida para a presidência, inclusive nos debates entre vocês. Mas vamos olhar para a pesquisa. Essa é de abril de 26, né, Aline? Isso. Lula, primeiro turno, né, provavelmente. É, primeiro turno. É, porque está todo mundo aí. 46,6, Bolsonaro 39,7, Renan...
e o Zema está com 3.1%. Mudou essa pesquisa para maio? Tem uma mais recente ou não, Zema? Não, que eu saiba... Diante dos últimos acontecimentos. Que eu saiba, essa é a última. Tem segundo turno com o cenário Lula e Zema? No Cade Aque, não sei. Ah, tá. Olha lá. É um empate técnico, provavelmente. É, está a diferença de 0,9%. Ah, então é um empate técnico. Como se analisa essas pesquisas?
Eu respeito todas as pesquisas, muitas pesquisas acertam, mas 2018 ficou notório como elas erraram principalmente em Minas Gerais. Minas Gerais, a Dilma estava eleita senadora. Ela ficou em terceiro ou quarto lugar. Ela estava em primeiro. Não sei o que fizeram. Eu estava fora do primeiro turno.
Eu fui para o segundo turno como o mais votado. Então, as pesquisas merecem ser consideradas, mas sempre tem... A própria pesquisa interfere na eleição, né? Por exemplo, se você vê que o teu candidato... Você não quer que o outro candidato vença, às vezes você deixa de votar no candidato que você ia votar para votar no outro que você acha que pode vencer aquele candidato, né?
Que é tipo do voto útil que eles falam. É, o voto útil. Exatamente. Mas eu acompanho pesquisas, serve como orientação, mas elas sempre estão sujeitas a, em alguns momentos, como já foi demonstrado muitas vezes... É, quanto mais distante, mais difícil de ser assertiva, né? De ser preditiva. Exatamente.
E sobre segurança pública, não só em relação ao Estado de Minas, mas o que você pretende, o que você vê de problemas para o Brasil da gente não virar um narco-Estado? Porque está preocupante a parada aí. Está caminhando nesse sentido, não está? Em Minas Gerais, aquilo que é possível fazer em termos de...
alterações estaduais, nós fizemos, a criminalidade em Minas caiu muito. E as facções, tem a atuação de facção? Eu falo com orgulho que em Minas Gerais, o crime organizado, as facções criminosas não controlam um metro quadrado de território, diferente de muitos outros estados.
O crime organizado está lá vendendo droga. Contrabando, posto de gasolina, cigarro. Vape, etc. Mas não controla um território. Lá em Minas Gerais, diferente de muitas regiões, cidades do Brasil, não tem...
Aquela ditadura da extorsão. Você sabe o que é a ditadura. Tanto é que quem mora nas comunidades no Rio de Janeiro foi quem mais aprovou aquela intervenção que teve em outubro do ano passado. Você deve ter acompanhado. Porque todo mundo ali parece estranho para nós, paga mais caro pela água, paga mais caro pela internet, se não é facção é milícia. Pela internet. E as pessoas vivem com medo e sendo extorquidas. Verdade.
E isso faz... Até padaria, até pãozinho. Sabia? Exatamente. A padaria é controlada pelo crime. E...
Na minha opinião, o Brasil deveria equiparar, Vilela, essas organizações e facções criminosas a grupos terroristas, porque são. E por que o governo federal tem tanto medo que isso aconteça? Porque eles dizem que a chance de uma invasão americana seria maior, né? Esse é o argumento, pelo menos. Mas nós já tivemos, nós estamos assistindo a invasão do crime das facções criminosas, você concorda? Tem lugar que o poder público não chega.
Nós temos muitas cidades, bairros no Brasil em que a polícia militar não vai. Quem manda ali e desmanda é o crime organizado. O Brasil já não está tendo a soberania. Na minha opinião, você tem de declarar essas organizações, enquadrá-las como terroristas, até para mobilizar exército, aeronáutica, marinha.
Polícia Militar, COAF, tudo, para fazer uma força-tarefa. Ninguém é mais forte do que o Estado. Ninguém. Na hora que o Estado fala, eu vou combater o crime...
O crime pode ser combatido. Agora nós temos um presidente que falou um dia sem querer que traficante é vítima da sociedade. Então quando a leitura é essa, fica muito difícil você levar adiante. Em Minas, nós avançamos muito. É um dos estados mais seguros do Brasil. E aconteceu outra coisa inédita na minha gestão também lá, que eu quero comentar com você. Minas sempre foi um estado de imigrantes.
Mineiros que vêm para São Paulo, vão para o Rio, vão para o Nordeste, para o Centro-Oeste, na minha gestão inverteu, o IBGE mostrou. Minas Gerais passou a ser um estado de imigrantes, começou a atrair pessoas. E você concorda que as pessoas vão aonde tem oportunidade? Claro. E uma das coisas que mais pesou foi a questão da segurança pública. As pessoas vão para onde tem oportunidade.
uma vida mais tranquila, aonde elas sabem que não vão ser perturbadas. E eu quero comentar um fato que aconteceu em Varginha, em 2020, com você, para você ver que às vezes... Aconteceu comigo? Não, aconteceu...
Em Minas, eu falei com você? É, que você falou, vou comentar uma coisa que aconteceu em 2020 com você. Eu falei, eu não estava lá em 2020. Aconteceu em Varginha. Além do incidente em Varginha lá com os ETs. É, foi outro tipo de ETs, você vai ver. Não foi o ET que veio. De Varginha. São ETs humanos esses aí. Você acredita em alienígena?
Eu acho que vai ter, mas nós não vamos ter contato não. O universo é muito grande, sabe? É a mesma coisa que um urso polar do Polo Norte encontrar com um pinguim do Polo Sul. É meio difícil, não é? Muito difícil. Só se o humano fizesse... Não sei se já tiveram esse encontro. Não, ainda não. Então, acho que está tão longe que não encontra. Mas o que aconteceu em Varginha? Então, 28 homens.
em diversos carros, alugaram uma propriedade rural, em Varginha. E a polícia militar sempre está monitorando movimentações suspeitas e viu que teve esse movimento. 28 homens que não eram de nenhuma construtora, de nenhuma empresa de manutenção, que às vezes alguém colocou lá um acampamento.
E a polícia foi lá para fazer uma averiguação. Polícia Militar de Minas Gerais, juntamente com a Polícia Federal. E chegaram lá e foram recebidos a bala.
E quando você é recebido a bala, você não vai entregar buquê de flores. Não tem como. Entraram em confronto com a Polícia Militar de Minas Gerais e o resultado final foram 28 óbitos por parte dos criminosos e, graças a Deus, nenhum policial ferido. Nenhuma baixa?
Nenhuma baixa. Os policiais foram fazer uma averiguação lá, encontraram lá um arsenal de guerra, até bazuca tinha lá. Arma de grosso calibre, explosivos, e ficou claro que esse pessoal estava lá, tendo esse local como uma base para poder fazer aquelas ações do novo cangaço.
que é chegar numa cidade, geralmente uma cidade não muito grande, eles incendeiam um caminhão, um ônibus em frente, um quartel, para que as viaturas não possam sair, e vão explodir agências e caixas bancárias utilizando escudos humanos. Pessoas que eles colocam, às vezes, na frente do carro ou dentro do carro, para que os policiais não possam estar revidando.
E depois desse evento, Vilela, o que aconteceu em Minas Gerais? Uma queda drástica de atuação do novo cangaço. Nós chegamos a ter, em 2016, 263 ocorrências dessa natureza.
explosões de agências e caixas bancárias. Depois desse evento de Varginha, nós caímos para 2, 3 por ano. O criminoso vai aonde o custo do crime é baixo. Quando você eleva o custo do crime, o criminoso pensa 10 vezes antes de fazer. E no Brasil, o custo do crime hoje é muito baixo. Total. E mesmo sendo preso, ainda sabe que tem chance de ser solto logo em seguida.
Vamos agora, Aline, aquela brincadeira que a gente faz com os pré-candidatos de colocar aí a fotinho dos outros pré-candidatos. E eu quero que o Zema pegue cada um deles. Não, não, aquela que tem todas você tem antes de ir um a um. E diria para o público, para as pessoas que estão em casa, por que não escolher essa pessoa como próximo presidente? Tem que ser o motivo de não escolher. É, de não escolher. Os defeitos, né?
Vamos começar com Flávio, que já veio aqui, Flávio Bolsonaro. Por que não escolhê-lo como próximo presidente? O Flávio é um senador, já é um político com bagagem. Eu questionaria a experiência dele de gestão.
Poder Executivo. Isso, no Poder Executivo. Ele sempre foi um parlamentar. E são coisas muito diferentes. Exatamente. Pode ser uma surpresa. Falta de experiência, o que mais? Rejeição, pelo fato do sobrenome ou não? Talvez. Também, exato. Acaba contribuindo. Da mesma maneira que ele, Bolsonaro, tem essa rejeição, o Lula também tem uma rejeição maior. Exato. Vamos para o Caiado, então.
Vamos lá. Por que não escolher o Caiado? O Caiado foi um senador, deputado federal, muito tempo, uma pessoa que eu gosto. Fez uma gestão bem avaliada. E é uma pessoa que eu considero que é do bem.
E fica até difícil aqui de falar, sabe? É uma pessoa que eu vejo que fez um bom trabalho lá em Goiás. Ô Zé, mas você é muito bonzinho para ser presidente da República, né? Não fala mal dos outros candidatos, dos outros pré-candidatos. Mas, é... Quer ir para o próximo? Vamos para o próximo, vamos. Escolhe um próximo aí, Eleni. Coloca na tela. Vamos o Renan Santos. Então, coloca o Renan Santos, do Missão.
O Renan eu conheço pouco também, eu não sei exatamente, eu falo muito que para ser presidente eu acho que você precisa ter uma bagagem de gestão, entendeu? Não pode ser um novato. É, porque você vai ter de montar uma equipe e quem sabe montar uma equipe boa, sabe coordenar essa equipe, acompanhar, as coisas vão acontecer naturalmente. Foi o que eu fiz no setor privado e o que eu fiz no governo de Minas, entendeu?
você criar uma grande empresa, você não faz tudo sozinho, não. Você sabe disso. Você aqui tem uma equipe, não tem? Sozinho aqui você não estaria com o resultado que você tem hoje. Nota 10, né, Leandro? Obrigado. De zero a mil, nota 10. Então, eu falo isso. Então, não sei. O Renan é um sujeito que eu conheço muito pouco. Não sei essa experiência que ele tem.
Algum defeito assim do que você conhece? E eu já vi algumas falas dele e eu assim fico um pouco desconfiado com o mineiro de quem fala que o mundo inteiro está errado. Ele fala isso? É, parece que ele tem uma fala que vai um pouco nessa linha, mas não sei até que ponto ele fala com conhecimento de causa ou não. Tá certo. Próximo aí, Eleni. Lembrando que eu acho que vocês colocaram o Ratinho Júnior e ele não está mais. Não está mais. Não está mais, né? Então vamos para o próximo.
E o Aldo? O Aldo eu tive recentemente com ele. Eu tenho uma reserva muito grande com quem já participou de governo de esquerda. Eu falo que um dos orgulhos que eu tenho é nunca ter votado no PT na minha vida. Nunca votou? Nunca votei.
Quando o PT estava fazendo o governo que era bem avaliado, eu pensava comigo, você vai ter de ficar calado, porque parece que eles estão fazendo a coisa certa. E aí veio petrolão, mensalão, lava jato, desandou tudo. Eu não estava errado. E o Aldo acho que tem essa mancha no currículo dele.
Mas ele mudou? Ele pensa... Ele pensa... Ele continua sendo de esquerda? Não, eu acho que até ele se regenerou um pouco, sabe? É. Mas você sempre fica com o pé atrás se aquele vírus não está lá... Incubado. Incubado e se manifesta. Vou trazer ele aqui, vamos ver se ele é um esquerdista incubado ou se ele já é centro ou é direto. Próximo, Lênin.
Teve aqui, né? Teve aqui. Teve aqui há um mês atrás, mais ou menos. E aqui que ele falou da pré-candidatura dele, né? Exato. Ah, foi aqui com você. Foi, foi. Doutor Augusto Cury. Não tenho o que falar, ele como escritor. Já li livros dele, um autor renomado, que merece todo o respeito.
E aí eu vou mais uma vez nessa questão de... Falta de experiência também. De gestão. Sei que ele já fez uma gestão muito boa da vida dele, ele deve ter uma equipe também, mas uma grande organização talvez demande habilidades e competências diferentes. Entendi.
Vamos, e agora, finalmente, mula. Ah, e esse eu poderia ficar a noite inteira falando agora, sabe? Agora sim, então. Você vai me poupar, não vai? Não, vamos lá. Temos todo o tempo do mundo aí. Eu falo que... Quais são os defeitos? Ele é descondenado, né? No Brasil, você, em algumas ocasiões, é descondenado. Ele diz que é inocente. É desmutado, né?
Mas parece que o triplex existia concretamente, né? Pode até alguém ter demolido ele lá no Guarujá, mas nem por isso ele deixou de existir. E acho que ele teve, junto com a Dilma, né? Mais de 25 anos para poder fazer as mudanças que os brasileiros tanto querem e não conseguiram. Tempo eles tiveram, né? O PT teve bastante tempo. Tempo eles tiveram, né? O que eles fizeram, infelizmente, foi tornar o Brasil mais conhecido por causa de corrupção.
o que é triste. E estamos vendo, analisa só, que coincidência, todos os grandes escândalos de corrupção do Brasil aconteceram ou no governo Lula ou no governo Dilma.
Pegue Petrolão, Mensalão, Mala de Dinheiro, Refinaria Abreu e Lima, Refinaria Comperge, Refinaria de Passadina, Lava Jato e, recentemente, Desconto dos Velhinhos e Banco Master. Isso que eu lembrei. Eles estão jogando para a conta da direita, hein, o Banco Master. Ah, é? É. Mas você já viu o histórico do Banco Master, aonde ele começou, não já? Ele começou fazendo operações para o governo PT da Bahia.
Sabe, tinha um cartão lá de benefício, ali foi o criadouro do Banco Master. Você viu que o Mantega foi ser funcionário lá, recebendo um módico salário de um milhão por mês, você deve ter visto também, que foi intermediado pelo Jacques Wagner, ex-governador da Bahia, atual senador pelo PT da Bahia.
Sei que tem muita gente envolvida com o Banco Master. Tem. Por isso que... Tem muita gente morrendo de medo dos vídeos e das fotos aí. Não é só da esquerda, não. Acho que tem do centro, do centro-direita, e eu sou favorável a todo tipo de investigação. E olha só que coisa interessante. O chefão do Banco Master mora em Belo Horizonte, a cidade para onde eu mudei há oito anos atrás. Adivinha quantos encontros, reuniões eu tive com ele?
Olha só, Zema, vai aparecer. Se tiver, tem não sei quantos celulares ainda para periciar ainda. Nenhum celular? Tem nada? Mensagem? Foto? Nada? Nada. Nenhuma festa você foi nele? Nenhuma festa. Nenhum convite para tomar uísque em Londres? Também não.
Você está mal? Eu fiquei até... Está ruim de amigo. Eu fiquei até ressentido. É, tipo, não foi chamado. Eu, governador de Minas, governador do estado dele, não ter sido chamado para nada. Por que você acha que ele me desprestigiou tanto assim? Talvez não... E achou que não ia conseguir nada?
Eu falo que gambá cheira gambá. Você já escutou isso ou não? Conheço outro jeito também de falar, mas... O horário não permite. É, eu sei. E diz que a assombração sabe para quem aparecer também. Então, mesmo morando na mesma cidade dele, ele nunca procurou nem a mim, nem eu acho que pessoas da minha equipe lá.
você entendeu? Mas lá em Brasília ele foi bater nas portas certinhas, você concorda? Até ele viu que lá no Supremo Tribunal Federal tinha porta ali que iria se abrir pra ele bonitinho. Quer já falar disso, Zema? Não, vamos terminar aqui, né? Vamos terminar. Tá bom, tá bom. Então... Vamos terminar. O que mais do Lula? Tem mais alguma coisa pra falar? Ó, eu falo que é um populista, um demagogo.
que teve todas as oportunidades para consertar o Brasil, em vez de consertar o Brasil. Primeira gestão foi boa, primeiro governo. Eu falo que não foi. Não? O PT...
O que ele faz com a economia é exatamente igual o cara que quer ficar bombadão que começa a tomar anabolizante. Vai pagar o preço num dia. O preço vem depois. Cresce, fica... Bonitão, saradão. Só que a saúde... Depois vai vir problema cardíaco, hepático, circulatório, tireoide, de impotência, de tudo quanto é natureza. O Lula deixou o Brasil impotente? Até hoje nós temos as sequelas.
Olha a sua campanha, hein? Lula deixou o Brasil impotente, Zema é o... Não! Qual é o remédio? Tadala! Eu tô por fora, eu sou tão bacia. Com 50 anos, o azulzinho, Tadala, você nunca comprou, para! Tadala, Zema! Tadala, Zema! Tadala, Zema! Gostei! Você já gostou?
É, tá vendo? Já temos um medicamento para o Brasil já. A balazema. Então... Boa, boa, boa. Mas você me perguntou do Caiado. Eu acho que a restrição que o Caiado tem seria ele sempre estar envolvido, desde o pai, avô, bisavô, com política. Isso eu acho que cria um modelo mental.
De que muitas coisas que eu que sou de fora considero erradas, quem está lá, nasceu nesse meio, acaba considerando certo. Tipo, falei que eu tenho zero parentes em Minas Gerais. E a maioria dos políticos parece que acha normal dar cargo para a parentada. Foram criados desse jeito e parece que acham que é um direito, porque ele ganhou eleição, sair distribuindo o cargo para amigada e para parentada.
Muitos jornalistas que vêm aqui falam que tem um sistema, tem uma coisa tão entranhada lá em Brasília que é difícil uma pessoa, até com boa intenção, ou querendo mudar tudo, o sistema está tão viciado que um presidente só não consegue mudar isso. Você acredita que dá para mudar? Comigo isso acaba, eu te garanto. Mas como? Porque tem um centrão, tem um pessoal lá que... Mas eu fiz em Minas Gerais. Mas não é diferente?
Eu sei que é numa escala maior, mas eu já mostrei que primeiro você faz numa escala menor, você concorda? Sim, sempre. Não é? Quem vai... Teste de produto, tudo é feito numa escala menor e depois... E depois numa escala maior. Minas Gerais é 10% do Brasil. Em 10% do Brasil nós já aprovamos num estado bem heterogêneo. Ali, igual eu te falei, é um pedaço de São Paulo, do Rio, do Nordeste e do Centro-Oeste.
Um estado que tem todas as amostras do Brasil. Só talvez não tenha do Nortão e do Sul. Mas que tem, então, já mostramos. Sete anos e meio sem corrupção. Sete anos e meio sem escândalo. Aí eles vêm falando. Ah, aquele governador de Minas, ele aumentou o salário em 300%. Não tem o que falar. E eu te expliquei o motivo de aumentar.
Porque antes era para inglês ver, entendeu? Falava que ganhava 7 mil e ganhava era 70. Hoje ganha 28 mil, um secretário de milagres, iguais dos outros estados. E medida populista lá atrás, de político, de carreira, que tem esses vícios todos, é que causou essa distorção. Então, eu quero dizer aqui que dá para fazer sim. E tem um detalhe também que eu quero te falar aqui.
que tem uma diferença muito grande. Eu fui para a política, não foi para ganhar a eleição, não, porque a política só me dá despesa e trabalho. Eu fui para a política para mostrar que dá para fazer diferente. Eu estou fazendo uma campanha diferente. Qual que é o pré-candidato que mais está criticando essas aberrações do Supremo Tribunal Federal? O pessoal acho que está com medo, hein?
Eu estou aqui para falar a verdade. Eu não tenho rabo preso. Eu vou aproveitar que eu preciso fazer um xixizinho, Leni. Tem alguma pergunta sobre o Supremo que aí já emenda nisso. Ou não, não. Deixa o Supremo depois. Uma outra pergunta. Manda aí. Vamos lá. Tem uma pergunta aqui que é a respeito das matrizes energéticas brasileiras. O senhor, como presidente, irá fazer o que o senhor...
Tem de projeto sobre as matrizes energéticas. E a respeito da mobilidade logística do Brasil. Hoje não somos potência, pois não temos um bom escoamento. O pessoal de Recife que mandou essa pergunta é o RG Santos. Matriz energética. Isso. E a mobilidade, a logística, no modo geral. Mobilidade, sim.
O RJ? Bom, RJ, com relação à matriz energética, eu sou totalmente favorável a nós termos uma matriz mais diversificada, e isso tem acontecido no Brasil e muito aconteceu em Minas Gerais durante a minha gestão.
Nos sete anos em que eu fui governador, nós colocamos dentro de Minas Gerais o equivalente a uma Itaipu de energia solar.
Ou seja, uma energia limpa, renovável, que ajudou muito a suprir o déficit que Minas Gerais tinha. Inclusive, todos os reservatórios de Minas, quando eu assumi o governo, estavam no menor nível da história. Furnas, Três Marias, Nova Ponte e hoje todos eles recuperados.
E aí nós temos energia eólica, que não é o caso de Minas, mas muitos estados do litoral têm um potencial gigantesco. E eu também sou favorável a novas construções de hidroelétricas, que também o Brasil tem um bom potencial e que muitos eco-xiítas proibiram no passado.
O Brasil acabou indo para o lado da energia nuclear, que é muito, muito mais cara, dez vezes mais cara do que a hidroelétrica, investindo numa energia que é questionável pelo lado da segurança e poderia ter feito investimentos.
melhores em hidroelétrica, que é renovável, é verde e é o que os países desenvolvidos têm procurado. Inclusive a Noruega, a Suécia, são exemplos de países com esse tipo de matriz. Com relação à mobilidade urbana, eu quero comentar aqui um caso que eu ainda estou acompanhando.
na região metropolitana de Belo Horizonte, há um ano atrás nós concedemos a obra do Rodoanel Metropolitano, da região de Belo Horizonte. Essa obra vai revolucionar o transporte na região metropolitana. Só que, até hoje, ela não foi iniciada. Porque nós temos leis burras no Brasil que proíbem...
dificultam a construção de grandes projetos que, às vezes, vão beneficiar milhões de pessoas por causa de algumas bobagens. Bobagem, sim, na minha opinião. Nesse caso lá, a seis quilômetros do Rodoanel Metropolitano, tem uma comunidade que se diz tradicional, mas que, para mim, não é.
Porque, se você for lá, eles vivem igual a qualquer brasileiro, mas se dizem tradicional e estão agora criando dificuldades, não se manifestaram. Para mim, quando uma obra é de interesse coletivo, eu até como presidente gostaria de criar tipo...
Obra de interesse nacional. E se ela for considerada assim, não é por causa do bizorrinho que mora ali, não é por causa da comunidade tradicional que está a cinco quilômetros, que se diz afetada e não será afetada, que a obra vai ficar sem execução. Os outros países, notoriamente a China e outros asiáticos, têm avançado. E aqui no Brasil...
Quando você consegue o recurso, que é raro para fazer algo, vai lá alguém e para. Por isso que a nossa mobilidade é esse terror aqui no Brasil. A gente não consegue levar adiante projetos estruturantes.
É necessário nós avançarmos muito nessa área e facilitar a execução. Outro dia eu escutei uma piada que dizia o seguinte, quando você vai fazer uma obra no Brasil, você precisa de 5 engenheiros e de 50 advogados. Aí a coisa não anda mesmo.
E sobre o escoimento, eu acho que estava falando muito de malha ferroviária, que a gente tem um déficit muito grande aqui e não está tudo interligado com o trem, que nem deveria ser.
Você está falando uma alha ferroviária. Ferroviária. Falei ferroviária? Não, né? Rodoviária? Agora eu não lembro. Mas é em relação a trem mesmo, né? É, concordo plenamente, Vilela. Estive no Rio Grande do Sul, recentemente. O Rio Grande do Sul, quem conhece, sabe que nós temos lá uma quantidade enorme de indústria eletrometalúrgica que consome aço que é produzido aqui em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, que são os maiores produtores.
E eles lá me reclamando. A ferrovia que nós temos aqui no sul não é conectada com a ferrovia que vocês operam lá no sudeste. Todo esse aço vem aqui para o Rio Grande do Sul via rodoviária. Chega muito mais caro aqui, dificulta a logística. Como a estrada fica interditada, você acaba tendo atrasos. Então, é... . . . .
fundamental nós fazermos esses investimentos. E aí eu volto para as privatizações. Nós vamos privatizar Petrobras, Banco do Brasil, Caixa, tudo.
para pagar a dívida e para fazer esses investimentos estruturantes. Aí a vida do brasileiro vai melhorar, porque hoje, muitas vezes, essas entidades são usadas para interesses políticos, você sabe disso, e não para o desenvolvimento. Então, o Brasil tem jeito sim. Eu falo que aqui nós temos de tudo.
Temos gente que trabalha, temos recursos naturais, temos um clima bom. O problema não é falta de recurso aqui, o problema aqui é sobra de ladrão.
Fala, Leni. Bom, o pessoal, vocês tiveram várias perguntas aqui a respeito da possível de o senhor compor a chapa do Flávio Bolsonaro como vice-presidente, se existe a possibilidade disso. E outra coisa que eles perguntaram também em relação ao Flávio Bolsonaro, é se, caso não, se não haja essa parceria, se o senhor iria contra as propostas de governo dele, se seria um possível...
adversário do senhor. Como é que seria isso? Eu quero... Tem muita gente que te coloca como vice na chapa dele, já deve ter ouvido isso. É, eu quero aqui deixar claro a minha posição, eu vou levar a minha pré-campanha e campanha até o final.
E nós da direita nos damos bem e nós estaremos todos juntos no segundo turno. Independente de quem vá. Independente de quem vá. Nós temos um exemplo bem recente que foi a eleição no Chile. E lá no Chile os candidatos de direita, cada um caminhou ao lado do outro no primeiro turno e no segundo turno todos se uniram contra a esquerda.
Eu e os colegas de direita estaremos todos juntos contra o PT no segundo turno. O pessoal pode ficar tranquilo que nós somos colegas de trabalho.
Aí o pessoal falou, eu sei que o senhor já falou a respeito desse candidato, que é o Renan Santos, mas várias pessoas mandaram aqui, eu vou ler uma pergunta aqui do Murilo, ele falou o seguinte, boa tarde, governador, por que você copia todas as propostas do Renan Santos e não dá os créditos? E aí tiveram vários comentários a respeito disso, o que o senhor falou sobre isso também?
Eu estou até surpreso com relação a isso, porque as minhas propostas, eu tenho uma equipe com economista, com especialista na saúde, com especialista em segurança pública, inclusive alguns que até participaram do meu governo.
Pode até ser coincidentemente que a visão dele seja parecida com a minha. Mas eu estou muito tranquilo, ciente, não há nenhum plágio. Inclusive, eu acho que eu sou mais velho do que ele e tenho uma carreira.
E é só olhar o que eu fiz em Minas Gerais, eu comecei lá em Minas Gerais, vamos lembrar, em 2019. As minhas propostas para o Brasil têm uma semelhança muito grande com aquilo que eu fiz em Minas. Pode ser o contrário, ele é que esteja se inspirando naquilo que foi feito.
Bom, tem uma pergunta aqui sobre os ministros, os intocáveis. Vamos falar sobre Supremo, mas antes eu queria que desse o contexto. Quando começou essa treta aí? Eu sempre fui um crítico do setor público.
Quem acompanha a minha pessoa desde 2018 vai saber que naquele ano lá eu critiquei o PT de Minas Gerais como ninguém nunca fez, porque o PT arruinou o meu estado. O PT fez barbaridades em Minas Gerais e um governador que vivia igual um imperador, um faraó, enquanto as crianças não tinham nem merenda para comer.
Isso causa indignação, causa inconformismo. E hoje eu assisto a esse mesmo sentimento em mim, Vilela, com relação ao Supremo Tribunal Federal. Eu vejo o brasileiro ralando, o brasileiro levantando cedo, pegando ônibus lotado, para no final do mês ganhar um salário que não dá para ele estar pagando as dívidas dele.
E um ministro lá em Brasília, utilizando o cargo dele para que a esposa conquiste um contrato de 129 milhões de reais. Que é muito dinheiro. Bradesco, Itaú, Santander, são os maiores bancos do Brasil. Eu tenho certeza que eles nunca contrataram um escritório de advocacia por mais renomado, famoso, por esse valor.
Só a esposa do ministro conseguiu. E eles não querem que isso seja investigado, não querem que a polícia entre na questão. Por isso que eu falo que são os intocáveis. E parece que eles estão incomodados com essa minha indignação. Mas eu já falei que eu não vou ficar calado.
É político vivendo no luxo e o brasileiro vivendo no lixo. É isso que nós temos assistido aqui. É um governo rico esbanjando e um povo pobre que não tem aonde estar pagando a dívida.
Então, isso me causa indignação. Eu venho de uma família que chegou no Brasil do nada, Vilela, não sei se você sabe. Vieram aqui para substituir mão de obra escrava. Nunca trabalharam no governo, nunca forneceram. Tudo que nós conquistamos foi ralando. Então, eu tenho essa convicção no meu... Eu sempre fui pagador de impostos. Tem aí uma diferença minha com relação aos outros candidatos. Você também é pagador de impostos. Claro.
Não tem como não ser, né? Nós temos candidatos aí que sempre foram recebedores de impostos. Então, eu acho que o brasileiro também tem de ver quem é que vai representar melhor aí. Se é pagador de impostos igual milhões, ou se é recebedor de impostos que nunca teve na vida real que milhões de brasileiros têm. Mas vou falar dos vídeos. Temos aí a imagem dos vídeos, né? Os vídeos foram publicados nas suas redes sociais, certo?
intitulado Os Intocáveis, com bonecos de fantoche, representando Gilmar Mendes, Dias Tófoli e Alexandre de Moraes em situações que simulavam troca de favores. Qual foi a ideia? Quem fez? Foi a aprovação, tudo aprovado por você? A aprovação passou por você? Ou foi sua assessoria que publicou? E que rolo que deu, principalmente com Gilmar?
Ô, Vilela, eu acho que se alguém me perguntar o que eu sei fazer bem, é montar times. Foi assim na minha vida privada, igual te falei, uma empresa que era minúscula e que cresceu mais de 100 vezes durante a minha gestão, que gera mais de 5 mil empregos direto, está lá profissionalizada, operando, pagando impostos.
Foi assim no governo de Minas, levei uma ótima equipe para fazer a diferença e tem sido assim na minha pré-campanha a presidência também. Levei uma equipe muito boa, inclusive alguns estão aqui me acompanhando e nós temos um contato direto.
Nós estamos sempre, vamos dizer, em constante brainstorming. Eu não gosto de termo em inglês, não. Você viu que até agora eu não tinha usado nenhum. Como que é brainstorming em português? Tempestade de ideias. Tempestade de ideias. Ou se fosse em Mineireis, um trem de ideias. Um trem de ideias, isso. Sei lá, né? Exatamente, é.
Então nós estamos sempre falando igual surgiu aqui Tadalazema. Se for usar na campanha, eu quero ganhar um dinheiro. É uma moça grátis. Não me entrega, cara. Eu vou mandar fazer um comprimido gigante escrito ali. Vou falar para o Brasil funcionar. Vamos levantar o Brasil. Tadalazema. Tadalazema, é.
E nessas conversas nossas, de vez em quando surgia os intocáveis lá de Brasília. E ele falou, vamos fazer aí um filminho, você entendeu? E deve ter batido muito forte lá. A galera deve ter gostado, porque se não incomodasse, não tinha tido essa reação. E se incomodou, você concorda porque a carapuça serviu? Não estou falando nada. É o Zema que está falando. Você está muito...
Não, eu não quero confusão pro meu lado. Eu não fiz esses vídeos aí, não. São engraçados são, viu? Você assistiu todos? Não, todos não. Eu vi alguns. São só cinco. Cada um é um, dois minutos. E qual foi a reação imediata? De público e depois do Supremo? Ó, o público agradou, né? Qual foram os comentários? É isso mesmo? É isso mesmo? Parabéns pela criatividade?
Vocês fizeram algo aqui que realmente é o que a gente percebe, mas só depois que o Supremo colocou a carapuça é que a coisa ficou mais impulsionada. Sim, aí eles... isso se chama efeito Streitzer.
porque sabe da história? Não. Alguém publicou a foto da casa dela, da mansão dela, e ela foi para a justiça e tal para tirar isso daí. Aí fizeram tanto barulho que ela queria que tirasse a foto da casa dela que aí todo mundo foi pesquisar.
Qual era a casa dela, ou seja, o efeito foi o contrário. Quanto mais você tenta esconder uma coisa, mais ela aparece, né? Você tenta censurar, cancelar ou esconder. Exatamente. Então foi por aí. Então de duas, três semanas para cá, devido a esse efeito Streisand, que você está falando aí... O que aconteceu? Pediram para tirar? Pediram para derrubar as redes? Diz que eu vou ser incluído no... Na fake news lá? Como é que chama lá? O inquérito das fake news.
Mas o pessoal sabe que são vídeos de fantoches, não pessoas reais. Como que pode ser uma fake news se é um desenho, é uma animação? Então, você já pensou, ministro do Supremo Tribunal Federal tem medo de fantoches? Exato, é a mesma coisa você falar para o Tropa da Elite e falar, eu quero analisar essas pessoas que morreram no filme.
São atores mesmo, se morreram de verdade. É uma ficção, né? Isso aqui é uma ficção, é uma piada, é humor. É sátira. É sátira. O que é uma sátira? Você pega a realidade e você exagera, usa de humor e tal. Se pegar os jornais de Minas Gerais, os programas jornalísticos dos últimos oito anos, toda hora vai ter uma charge, uma caricatura minha. Já fizeram um enterro meu, já fizeram um boneco meu, de tudo quanto é jeito.
Normal, era você ver caricatura com nariz de pinóculo, de político, tudo isso. Agora você concorda que a normal é ministro do Supremo querer virar estrela na área de comunicação? Porque em outros países, quem é magistrado... Mas por quê? Por causa de declarações? Não, eu falo porque o judiciário, tradicionalmente, é um poder reativo.
É um poder onde os magistrados se manifestam raramente, é assim em todo o país, sério. Só que no Brasil que nós temos aqui ministros estrelas que querem aparecer, que querem estar na mídia.
Em países sérios, raramente, rarissimamente, um ministro do Supremo, um juiz da Suprema Corte, dá uma entrevista, aparece num evento público. É raríssimo. Eles prezam pela descrição.
Isso sempre foi praxe na magistratura. Depois que o Lula assumiu, isso começou a mudar aqui no Brasil. Parece que a esquerda quer que o judiciário tenha uma forma de atuar diferente do que ocorre em outras democracias. Não estou falando que...
E isso é inédito, não sempre foi assim. Mas foi incluído já no inquérito das fake news? Foi encaminhado. O Mendes falou que o conteúdo vilipendiou a honra e a imagem do STF e de sua própria pessoa. Disse ainda também que em abril, que ele falou isso, Zema só governou Minas Gerais porque obteve liminares da corte acusando de incoerência por atacar o tribunal publicamente enquanto dele se servia. O que você tem que falar sobre isso?
Você já teve alguma ação na justiça? Sim. Já. Você deve ter ganhado ou perdido. Claro. Algumas ganhou, outras perdeu. Quando você ganhou a ação, você ficou em dívida com o juiz que foi favorável a você? É óbvio que não. Ele acha que eu estou em dívida com ele. Ele deu uma decisão favorável a Minas Gerais, baseada na legislação, na Constituição?
que é o que você acabou de ler, e ele julga que por ele ter dado essa decisão, eu tenho dívida submissão a ele. Eu também julgo que não tenho, da mesma maneira que você. Concorda? Ele deu uma decisão a favor de Minas Gerais, porque a lei assim permitia, entendeu. E julga que ele é que fez algo por Minas Gerais. Você vê a cabeça dessa pessoa. Você viu que ele ofendeu os homossexuais. O que ele falou?
Você não viu? Ele até se desculpou depois. Eu vi, mas eu quero que você explique. É. Ele disse que eu iria me sentir ofendido se fosse feita uma brincadeira onde eu seria considerado homossexual ou ladrão. Ô louco. É, igual ao homossexual. Como se fosse um crime ser homossexual. Como se fosse um crime, exatamente. Entendeu? Para você ver o grau de preconceito desse senhor.
E ainda falou mal do meu sotaque. Acho que você está me entendendo. Eu troquei umas duas, três palavras aqui, não foi? O que você fala é parecido com português, mas não é português. Que não é português. Você quer te penar, você só nasceu lá, mas a região ali toda fala de maneira bem semelhante à minha. Sabe o que o mineiro acha de nudez, né? Não. É melhor nudez do que no nosso, né?
Nós lutamos depois das 11 horas da noite, não, viu? Mas aqui, não podemos negar que essa série viral impulsionou o seu crescimento nas redes, né? Pelos números que eu tenho aqui, foram quase 500 mil seguidores em uma semana. É isso ou foi mais?
Você tem essa medição? Foi aproximadamente isso, foi. Meio milhão de seguidores em uma semana. E imagino que também alguma pesquisa que venha daqui a pouco também deve ter crescido nas pesquisas, provavelmente. Mais gente te conhece hoje. E a sátira é uma maneira muito inteligente de você...
está mostrando, porque você ler um texto jornalístico é meio pesado, mas na hora que você vê uma sátira ali, aquilo fica... Apelido pega, brincadeira pega, a gente sabe o que é. O ser humano gosta disso, igual o Tadalazema. Eu ia pedir então o Zeni, pergunta sobre o Supremo então, tem alguma que completa? Não, não, acho que respondeu sim. Mas manda, quais eram as...
Deixa eu achar aqui, era uma só... Ele fala que é o seguinte, o Felipe Mendonça, ele falou assim, você chama os ministros do STF de intocáveis. Para você, a família Bolsonaro também é intocável em relação às críticas suas, por não te prejudicar eleitoralmente? O Novo é um partido subserviente ao bolsonarismo?
Boa pergunta, hein? E agora? Boa pergunta. Bom, primeiro nós temos de lembrar que o Bolsonaro está até detido. Está preso. Está preso, né? Então acho que ele não tem nada... Não é intocável, né? Se fosse intocável, não está preso. Não tem nada de intocável. Eu já recebi e continuo recebendo críticas de muitos bolsonaristas.
Até porque tenho visões diferentes. Durante a pandemia em Minas Gerais, nós fechamos diversas regiões, cidades, no período mais crítico da pandemia. Tanto é que Minas teve um dos menores índices de óbito do Brasil durante a pandemia, quando se mede por 100 mil habitantes. E diferente do que o presidente fazia.
E temos muito em comum e muito diferente também, mas respeito o presidente, falo que durante o governo dele não houve escândalos, ele é uma pessoa pró-Brasil, tenho certeza que se ele estivesse à frente do Brasil, muito provavelmente esses escândalos que nós estamos vendo aí não teriam acontecido, ou se tivesse, teriam sido uma proporção muito menor. E a outra pergunta é?
A Rácia é pró-bolsonarista? O pessoal do Novo está batendo no Supremo. Eu não estou vendo o bolsonarista batendo no Supremo, não. Está aí uma diferença muito atual. O pessoal do Novo coloca para fora...
Eu já falei isso, o Novo é um partido coerente, é um partido que tem princípios, que tem valores, queremos quem tem voto, mas se quem tem voto está envolvido em escândalo, não fica no partido Novo. E nós sabemos que os grandes partidos do Brasil hoje...
Tem muita gente boa, mas também tem muita fruta podre aí. Então, no Novo, nós temos essa diferença. E eu acho que isso dá segurança para o eleitor. Agora, como o Novo é um partido de direita, ele sempre vai estar muito mais próximo do bolsonarismo do que do PT, do PSOL, sem dúvida alguma. Agora, nunca foi um braço. Inclusive...
Vamos deixar claro, eu nunca fui do mesmo partido do Bolsonaro, inclusive em 2022 eu fui reeleito em primeiro turno, sem apoio do Bolsonaro e mesmo assim dei total apoio para ele continuar a tentativa de reeleição que infelizmente não deu certo.
E em Minas Gerais, entre o primeiro e o segundo turno de 2022, nós avançamos 600 mil votos pró-Bolsonaro. Me dou bem com ele, estive com ele em agosto, ele quer que nós tenhamos mais candidatos pela direita, respeito ele e espero que a justiça seja feita. Agora, concordar 100% com as ideias de uma linha, eu não concordo com de nenhum ser humano.
Eu tenho as minhas ideias. Eu só ajoelho para Deus. Para mim não existe Deus na Terra, como algumas pessoas consideram que algumas pessoas são. Eleito vai ter anistia? Se for eleito? Vai. Vai ter anistia. É um absurdo pessoas que participaram de uma manifestação serem enquadradas como tentativa de golpe de Estado.
Naquele 8 de janeiro de 2023, lá em Brasília, não houve disparos, não houve feridos, não houve mortos. O que houve foi uma manifestação, depredação, vandalismo, que precisa de punição por esse tipo de ação. Vandalismo e depredação, e não tentativa de golpe de Estado.
Um absurdo. Um senhor aí que doou 500 reais para ajudar no transporte de ônibus, pega aí 20 anos de prisão. Só país totalitário que age dessa forma. Tá certo. Fala, Lenin. Tem uma pergunta aqui do Júlio César. Ele está falando o seguinte. Diante do rompimento da barragem de Brumadinho em 2019, um dos maiores desastres socioambientais do país, e considerando que o senhor não estava e classificou o episódio como crime,
e tomou medidas emergenciais, o que mudou de forma concreta na fiscalização da mineração em Minas Gerais desde então? E por que tragédias como essa ainda geram desconfiança na população quanto à capacidade do Estado de prevenir novos desastres? Caramba, o cara mandou um podcast de perguntas, meu Deus! Esse aqui foi gigante.
Mudou tudo. Eu falei quando aconteceu a tragédia de Brumadinho, no dia 25 de janeiro de 2019, no meu primeiro mês como governador de Minas Gerais, que eu seria o último governador de Minas a enfrentar aquele tipo de tragédia. Fizemos a lei Mar de Lama Nunca Mais, que foi aprovada em tempo recorde pela Assembleia, e desde então...
Toda barragem que oferece risco está sendo descomissionada ou desmontada, para ficar mais compreensível. Das 57 que ofereciam risco, 18 já não existem mais e as demais estão em processo de descaracterização. São milhões e milhões de toneladas.
Você não consegue remover isso, mesmo utilizando muitas pá carregadeiras, caminhões, de um ano para o outro. Mas a cada dia que passa, Minas Gerais fica mais segura. E se Deus quiser, não vamos ter eventos assim.
O Luiz Felipe mandou uma pergunta grande aqui também, eu vou tentar resumir, mas ele fala... Por favor, né, Lênia? Ele fala sobre o caso da sua cidadania italiana ter sido questionada sobre suspeita de fraude. Ó, você está vendo? O pessoal não encontra nada da minha vida. Foram buscar a sua cidadania. Foram buscar a minha cidadania. Está vendo? Não teve corrupção.
Não teve esquema, não teve fraude. Teve, sim, um problema quando eu fui, e vai lembrar primeiro que eu tenho a cidadania. Se tivesse sido fraude, eu não teria conseguido. O despachante que eu contratei...
Fez um convênio com um cartório na Itália para poder viabilizar a cidadania minha e de dezenas de outras pessoas. E esse cartório cometeu uma fraude. Imagine se o cartório, onde você vai fazer a sua certidão de nascimento, comete uma fraude. Você está envolvido no escândalo do cartório? Acho que eu não preciso responder mais nada. Vamos para a próxima. Vamos lá. O Júlio... O Júlio...
Júlio Lataro. Eu diria que a equipe do Zema não fique se manifestando. Os caras sim.
Os caras tudo assim. Nossa, respondeu bem, hein, Zema? Se controlem, senão vamos evacuar a área. Por favor. O Júlio Lataro está perguntando o seguinte. Zema, sou mineiro. Ele colocou SS do Paraíso. São Sebastião do Paraíso. São Sebastião do Paraíso. SS do Paraíso. Onde fica isso?
Aí ele fala aqui, se você pudesse fazer uma pergunta para o Lula e para o Bolsonaro, qual pergunta você faria aos dois? Deve ser para o Flávio, né? Eu ia perguntar para os dois o seguinte, quantos escândalos teve no seu governo? O Lula não ia saber contar e o Bolsonaro ia falar zero. Aqui foi. Foi.
O que mais, Ema, você quer falar sobre antes de irmos para as três perguntas finais? Ó, eu quero... O que que faltou? Primeiro, hoje é primeiro de maio. Sim, dia do trabalho. Eu fiz questão de publicar na minha rede social. Ó, tá aqui a minha carteira de trabalho. Eu trabalho desde que eu aprendi a contar.
Hoje eu não sei, mas quando eu era criança, era permitido tirar uma carteira de trabalho aos 14 anos. Assim que eu fiz 14 anos, eu tirei... Eu comecei a trabalhar aos 14 também. Você também começou aos 14. Uma agência de publicidade. É. E, infelizmente, no Brasil se criou essa ideia de que jovem não pode trabalhar. Eu sei que o estudo é prioritário.
Mas toda criança pode estar ajudando com questões simples, com questões que estão ao alcance dela, igual falei. Eu acompanhava meu pai o dia todo, contava parafuso, porca, e ajudava. Ele embrulhava em jornal, na época era jornal o papel de embrulho.
Então, hoje é dia do trabalho e aqui no Brasil parece que a esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica a criança. Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe lá não sei quantos centos por cada jornal entregue, no tempo que tem. Aqui, proibido, você está escravizando criança. Então, é lamentável, mas acho que, tenho certeza que nós vamos mudar isso aí.
Mas eu quero deixar claro aqui, Vilela, que o Brasil está num momento decisivo. Nós temos uma eleição pela frente. E eu, como disse aqui, eu venho dessa área de gestão. E eu vou ser implacável.
com alguns pontos aqui. Eu já falei que o meu plano, inclusive, chama o plano implacável. Porque ele vai ser poupar, privatizar, não roubar e prosperar. Dá para fazer tranquilamente. O Brasil tem um potencial gigantesco. E nós vamos estar decidindo nessa eleição quem é que vai mandar no Brasil. O que está em jogo nessa eleição.
O que está em jogo é o futuro de 210 milhões de brasileiros. Mas diante do cenário de guerra, inteligência artificial, de busca de novas matrizes energéticas, do Trump ameaçando uma interferência no Brasil, terras raras, teve agora essa compra dos Estados Unidos da empresa de terras raras. Qual é o cenário mundial que o Brasil vai se encaixar?
O cenário é sempre incerto. Ninguém há dois anos atrás iria prever essa guerra, iria prever a retirada do Maduro. Essas guerras, né? Várias. A retirada do Maduro, lá da Venezuela. Então, um mundo imprevisível. Eu falo que você tem de estar preparado. Preparação, para mim, é o nome do jogo.
Na hora que você tem uma reserva financeira, na hora que você está com a saúde, você lida muito melhor com os problemas que vão aparecer do que quem não tem nenhuma reserva e não tem saúde. Então, exelar pela saúde, sempre poupar, e parece que no governo do PT isso não tem acontecido. E, para mim, o Brasil não é, de forma alguma, um país fracassado.
O Brasil é sim um país roubado aqui. Muito roubado. Entende? Por isso que não avança. E nós temos hoje, nos mais altos cargos de Brasília, pessoas que dão bons ou maus exemplos. O que você acha?
O quê? Sobre os exemplos? É. Bons ou maus exemplos que a gente vê de Brasília hoje? Pô, faz muito tempo que são maus exemplos, né? São maus exemplos. Mas muito. Tanto que o grande partido da população acha que todo mundo é corrupto, todo mundo é ladrão e todo mundo só pensa nos próprios interesses, porque o que acaba aparecendo mais é isso, né? Infelizmente. E não é geral, né? A gente sabe que não. Então eu falo que na hora que nós tivermos um presidente com credibilidade,
Um presidente que não tem o rabo preso, que pode falar como eu estou falando, as coisas começam a mudar. E eu não estou indo para ser presidente para ganhar, para dar cargo, não. Eu estou indo para fazer mudanças que são necessárias.
E outubro vai ser o mês realmente decisivo. Nós vamos ver em outubro se nós vamos continuar com esses intocáveis ou se nós vamos colocar os brasileiros de bem para poder tomar conta do Brasil de novo. E é agora ou nunca que nós vamos fazer isso. Eu fiz o Flávio Bolsonaro prometer aqui que não vai ficar colocando sigilo em cartão corporativo, em nada, hein? E você, Zema?
Porque falaram que iam derrubar o sigilo do Bolsonaro e aí colocaram sigilo também nesse governo agora. Foi ótimo você tocar nisso, que eu esqueci de comentar aqui. Entre no portal da transparência de Minas Gerais.
Tudo que eu gastei como governador está lá. Os voos que eu fiz em aeronave do governo estão todas lá, são publicadas no mês seguinte. Não é daqui a 100 anos como se faz lá em Brasília, não.
Eu voei para onde, quem foi comigo e o que eu fui fazer. Não tive um voo de natureza pessoal. Eu até poderia, como governador, usar o avião para ir lá ver minha família. Não fui. Só utilizei a aeronave do governo a trabalho. Fui o governador de Minas que mais andou de carro no interior, que mais foi as cidades, 420. A metade das cidades de Minas Gerais eu fui.
inclusive até para ver a situação das estradas. Governador que mais voou em avião de carreira. Fui para Brasília e São Paulo diversas vezes em voo comercial, apesar de ter avião. Tinha um horário que coincidia, para que eu vou de avião? E não vai colocar sigilo se for presidente? Nenhum sigilo, é prestação de contas total, transparência. Mas por que a pessoa fala antes e quando chega lá coloca sigilo? Comigo foi diferente.
Comigo não teve sigilo, não. Então tá certo. É uma promessa que eu quero que você faça. E a segunda é...
A gente vai fazer debate aqui se vai vir no debate. O Flávio já falou que vem. Venho? Não tenho o que temer. Deu uma gaguejada aí agora, né? Mas vem mesmo? Venho. Eu senti muita... Você sentiu firmeza? Firmeza? Vai vir no debate ou não? Venho no debate. Tá fechado. Tá fechado. Ih, deu a mão. Agora eu sei que em Minas o aperto de mão vale muito, hein? Tá filmado. Tá filmado. Viu?
E comigo acaba. Essa questão de cartão corporativo, sigilo. Acaba. Comigo acaba. Tem que acabar. Outra coisa, vamos pender mais para os Estados Unidos ou China ou depende do que vão estar oferecendo para a gente? O Brasil vai ficar junto com o Ocidente. Nós somos ocidentais? Nós somos frutos da cultura europeia? O Xi Jinping está assistindo agora e... Não tem problema. Todo o país vai ser tratado com tapete vermelho.
Mas a nossa língua, os nossos hábitos são ocidentais. Para onde que o brasileiro vai quando ele quer mudar de país? Ele está insatisfeito com o Brasil. Inclusive, são quase 4 milhões, pelo que eu vi aí. Ele vai para onde? Qual o país que ele aprecia? Portugal e Estados Unidos. França, Inglaterra. Itália. É. Eu não conheço ninguém que falou. Eu estou indo para a Índia. Eu não conheço ninguém que falou. Eu estou indo para a China.
Eu estou indo para a África do Sul. Tem um povo, mas é pouco. É pouquíssimo. Talvez se somar tudo isso não dá 1%. Não, não dá. E nós temos um governo que se aproximou de ditaduras. Outro ponto do PT e do Lula também. Próximo de Nicolás Maduro, que está detido, graças a Deus. Próximo de Hugo Chávez. Próximo de Cuba.
Fidel Castro, próximo de Irã, tudo regime autoritário, eles pregando tanta democracia aqui e a proximidade com ditadores. Pois é, Zema, obrigado demais. Não está ainda livre, porque para terminar o programa sempre terminamos com três perguntas, né, Lene? Exato. Então vamos lá. Primeira pergunta é o seguinte, queria saber o momento mais difícil da tua vida ou da tua carreira, Zema.
o momento mais difícil da minha vida e da minha carreira foi provocado pela Dilma e pelo PT e pelo Lula. Ô louco, o que foi? 2015, 16, não sei se você estava empregado em algum lugar, o Brasil teve a maior recessão da história. A economia do Brasil encolheu quase 8%.
E eu comi o pão, a broa e a rosca que o diabo amassou. Um dos motivos de eu ser político hoje é isso. Em vez de contratar gente como eu sempre fiz, eu tive de reduzir o quadro da empresa em quase 2.500 funcionários. É louco.
Todo dia eu levantava com essa missão amarga. Gente que eu treinei, gente que eu gostava, eu tinha de chamar e falar, ó. Não dá mais. Eu vou ter de te dispensar, caso contrário a empresa quebra.
porque a venda caiu 30%, 40% e não tinha como ser diferente. Naqueles dois anos, o Brasil perdeu quase 3 milhões de empregos com carteira de trabalho assinada. Desses 3 milhões, 2.500 coube a mim. Eu tive de ir no psiquiatra para poder tomar medicamento tarja preta, porque nesse período eu parei de sentir gosto. Tudo que eu comia era igual isopor.
Sabe? Dormia mal, aquela tensão, aquela frustração gigantesca. Então foi os piores. E isso é que me fez ir para a política. Eu vi que não adianta você estudar muito, ser um bom profissional, montar um bom negócio se você está num país que é administrado por corrupto, por quem rouba e por quem não tem nenhuma consideração por quem trabalha.
Galo ou Raposa? Eu fui galo quando criança. Aí o Atlético teve episódios muito tristes. Duas finais do campeonato brasileiro. Eu era criança ainda. Perdeu para o Corinthians? Não, uma perdeu para o São Paulo e a outra para o Flamengo. Ah, então é mais lá atrás. Acho que foi 77, 78. Eu era criança, aquilo me doeu tanto. Mas tanto.
Eu fui tão zoado na minha turma. É? Sabe? E com trauma. É, fiquei com trauma e falei, eu não vou mexer com futebol nunca mais, sabe? Época do Toninho Cerezo, Paulo Isidoro, João Leite. E desisti. Já desistiu de torcer? Aí desisti. Logo eu já fui estudar em Ribeirão Preto, tinha de prestar vestibular, e aí deixei futebol de lado. Poxa vida.
Segunda pergunta é a seguinte, não sei se você sabe, Zema, se for eu a dar essa notícia em primeira mão, desculpa, mas vamos morrer um dia, você está sabendo dessa parada aí? Que a gente vai morrer um dia? Eu sou um estoico, eu estou tão preparado para a morte, sabe? Eu até tenho gente que estranha quando eu falo, eu falo, no dia que eu morrer não acho ruim não, que eu encarisco com tanta naturalidade.
Eu não quero estar presente quando eu morrer, só isso. Então, assim, eu encaro isso com a maior naturalidade. Para algumas pessoas parece que é uma aberração. Mas falando nisso, a gente vai morrer, mas esse vídeo vai ficar um bom tempo depois da gente. Manda um recado para o futuro, para quem está assistindo no futuro, quais seriam suas últimas palavras, teu epitáfio, Zema.
Se alguém um dia falar de mim, pode ter certeza que eu vivi bem. Ele é grato? Sou grato à vida. Deus me deu saúde, eu tenho uma disposição que acho que poucas pessoas têm.
Consegui fazer muito, queria fazer mais, mas nós só temos 24 horas por dia. Mas eu tenho certeza que eu contribuí, nem que tenha sido com pouca coisa, para deixar o mundo melhor. Porque a minha vida foi mostrar que dá para fazer diferente, dá para fazer dentro da lei, dá para fazer sem prejudicar os outros.
Terceira pergunta é qual é a sua dúvida atual? No que você se pega pensando antes de dormir, Zema? Lembrando que essas perguntas a gente faz para todos os candidatos, para todo mundo, são as mesmas perguntas. Que foto é essa, Lenin? Eu consegui umas fotos do Zema aqui. É, é? Está vendo aquele 100 lá? Aquilo lá foi quando a gente estava comemorando 100 lojas. Deve ter sido... Magrelão, hein? Olha lá. É, magrelo. Tem mais foto aí, Lenin? Tem mais uma aqui. Aí, outra convenção também.
É sempre com a turma, tá vendo? Sempre trabalha. Isso aí foi num ano que a convenção coincidiu com Copa do Mundo. Nós fizemos, é igual a camiseta aí do... Da seleção. Esse aí eu era bem novo. Eu tinha uns 13 anos aí. 12, é. 12, 13 anos. Deixa eu tirar aqui que eu preciso trocar o formato da tela que as fotos ficam maiores. Aí minha formatura na GV. Olha lá. Mudou bem, né? É, tá bem diferente.
Eu com os meus filhos, hoje eu almocei com o meu filho, que já tem 30 anos, esse brancão. E a minha filha que mora em Londres e que eu sonho que ela volte para o Brasil, que vai ser o país das oportunidades, se Deus quiser, com um governo sério, ético e comprometido.
Você já pensou em mudar para fora? Todo dia. Não vai não, se Deus quiser, não vai. Todo dia eu penso nisso. Qual foi a pergunta? O que eu penso antes? Qual é a sua dúvida atual? Não é a pergunta que você se faz. A pergunta que eu me faço. É uma dúvida.
A pergunta que eu me faço é o que vai acontecer com a minha vida. Mas eu falo que esse ano vai ser ganha-ganha para mim. Se eu for eleito, eu vou ficar extremamente satisfeito, porque eu vou poder contribuir muito com o Brasil. E se não for? E se não for, eu vou melhorar muito a minha vida.
Entendeu? Porque estar na política é sacrificante. É só ver, os políticos envelhecem muito depois dos mandatos. Sabe, então, não que eu vou ser presidente de mau grado, de forma alguma, mas eu vou ter condição de encontrar mais a minha família. Eu tenho encontrado meu filho uma hora por mês. Ele mora aqui em São Paulo. Hoje eu consegui almoçar com ele. Encontro a minha filha...
alguns dias por ano, entendeu? Estive lá na formatura dela recentemente na Inglaterra. Então, você abre mão de muita coisa e a vida passa rápido. Mas eu falo que vai ser ganha-ganha. E quando você está fazendo o bem, você se sente realizado também.
mas quando você está próximo da família é muito bom também não indo para o segundo turno pelo que eu entendi né ele vai apoiar o Lula pelo que eu entendi do papo eu acho que foi isso mesmo Flávio ou Lula no segundo não precisa nem falar né não precisa vai lembrar que eu vou trabalhar até o segundo turno né porque vai ter um candidato ou eu ou alguém da direita
É o que está se encaminhando. Obrigado demais, Ema. Toda sorte do mundo aí. Falo isso para todo mundo, então não se sinta especial. Falo para todos os pré-candidatos, mas toda sorte do mundo para você. Obrigado, uma simpatia aí. Gostei bastante de conhecer. E vamos ver o que desenrola aí, né? Nessa campanha aí. A partir de quando que escolhe vice, essas paradas? Tem aí mais uns 90 dias pela frente. Aqui uns 90 dias está tendo essas decisões aí. Já estão tendo conversas já sobre... Começando as conversas.
E depois que você usar o esticador de camisa, você me fala se ele é bom. Tá bom, vou usar esse esticador de camisa. Estranho, né, Lênia? Fiquei com medo aqui, né? Obrigado demais, Lênia. Tudo bom. Seja feliz. Lênia, é contigo aí, cara. Isso aí. Se você não deu o seu like ainda até agora, você está moscando. Corre, deixa o seu like. Se inscreve no canal, se torna membro, aquela coisa toda. Ajuda a gente a chegar aos 6 milhões aí, né? Exato. Agradecer aos patrocinadores aí.
A Insider, nossa querida patrocinadora de longa data. Está sempre com a gente. Está sempre com a gente. Vestindo a gente, inclusive. Estratégia concursos aí para você que quer mudar de vida, quer ganhar um pouquinho mais. Tem aquele radar, né? Exatamente. Mostra os concursos. E agora é a hora de você brilhar, Zeny. Nossa, estou confundido. O que... Não tem outra palavra para... Hoje foi fácil. Hoje é fácil. O pessoal escreve nos comentários para provar que chegou até o final desse papo. Escreve aí. Tadalazema. Tadalazema, é óbvio.
Alguém já falou que ele parece com o Gilberto Gil? Já. Só que o apelido dele é Leni. Não é nome, não? Não, ele parecia com o Leni Kravitz. Só que o Leni Kravitz estacionou. O Leni Kravitz parece que tem a mesma idade. O Leni envelheceu. Fui envelhecendo, passei de Leni Kravitz para o Seu Jorge e agora para Gilberto Gil. O envelhecimento foi isso. Exatamente. Muito bom. Obrigado demais. Eu que agradeço. Prazer. Redes sociais.
Romeu Zema Oficial. Todo lugar. Tá tudo igual. É só entrar lá que vocês vão me conhecer um pouco mais aí. Fechou. Sigam então o Zema. Me sigam também, arroba Vilela no Instagram. Fiquem com Deus. Beijo no cotovelo e tchau. E que bom que vocês vieram. Valeu, fui.
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