Episódios de Inteligência Ltda.

1832 - CASO BANCO MASTER, STF E ELEIÇÕES: EDUARDO MOREIRA

02 de maio de 20263h5min
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EDUARDO MOREIRA é empresário. Ele é membro do ICL Notícias, e vai bater um papo sobre as eleições, o STF e o caso Banco Master. O Vilela ainda guarda dinheiro no colchão.

Participantes neste episódio3
R

Rogério Velera

HostApresentador
H

Homer Vileira

Co-hostApresentador
E

Eduardo Moreira

ConvidadoEmpresário
Assuntos7
  • Apostas e jogos de azarVício em apostas · Impacto das bets na sociedade
  • Desigualdade Social BrasilEndividamento da população · Fome no Brasil
  • Banco Master
  • Reeleição BrasilEleições 2026 · Lula e Bolsonaro
  • Reforma TributáriaImposto sobre grandes fortunas
  • Decisões do STFMinistros do STF · Corrupção no STF
  • Inteligência ArtificialImpacto da IA na sociedade
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Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Velera e está começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais...

devo dizer, perigosa. Ele está vivendo perigosamente ultimamente e vamos saber por quê, hein? É isso aí. O Romer, você já foi ameaçado por algum trabalho que você fez, por alguma coisa que você disse? Cara, ameaçado nunca.

Mas ainda é tempo. Ainda é tempo. Você já falou uns absurdos aqui. Já, já falei. Acho improvável que nunca ninguém tenha te ameaçado. Eu até acho estranho que ninguém quis ainda sair na mão comigo, né? É, as piadas de quinta série que você conta, cara. Não é, cara, pedala a robinha que o pessoal tem vontade de me dar aqui, né? Exato.

Mais um pessoal que tá em casa aí, que não é o Robinho. O que tem que fazer agora? Bom, já deixa aí o seu like, se inscreva no canal, torne-se membro. Lembrando que hoje é uma live especial, dedicada para as pessoas especiais que são nossos membros. Quem mais? Olha, tem Mike Baguncinha, tem Naldo Bene, tem Henrique Cristo, tem uma par de gente aí que é inscrito aí do canal. E se você ainda não é inscrito, cara, você tá panguando, né, cara? Se inscreva no canal, dá like, como ele falou, e...

Se divirta, porque hoje tem papo. Hoje vai ser longo, hein? Opa, hoje sim, hein? Mas antes do papo, tenho que dar um recadinho, pode ser? Beleza. Seguinte, ó. Seu livro de história mentiu pra você. Já parou pra pensar que ensinaram a gente a decorar nome de políticos e revolucionários, mas apagaram os nomes de quem realmente construiu riqueza pro país?

Homer, me fala o nome de três grandes empreendedores da história do Brasil. Vamos lá. Ih, rapaz, agora você me pegou, hein, cara? Pois é, difícil. Não é por acaso. Por que será que a escola foca tanto em político e tão pouco em quem gera emprego? Hein?

Já sabe? Ó, quem tá no poder controla a narrativa e escolhe quem é o herói. O G4 está puxando o Brasil pra conhecer a verdade sobre os heróis do Brasil. Por isso, o G4 está disponibilizando a Bússola, um curso gratuito de gestão e inteligência artificial aplicada e focada para donos de empresa.

E isso se trata de história, se trata de dar direção, voz e poder para os empresários marcarem seus nomes no legado do Brasil. Então escaneie o QR Code que está na tela ou clique no link na descrição para fazer a sua pré-inscrição e garantir a sua vaga. G4!

Para quem quer mais, não é, Homer? É isso aí. Muito mais. Ó, terráqueo também, ó. Aguenta um pouquinho aí, porque eu quero te mostrar uma ferramenta que pode facilitar muito a vida de quem está de olho em concurso. Porque muita gente trava logo no começo sem saber qual concurso vale a pena acompanhar. Você abre um site, depois outro, depois mais um, vê notícia solta, edital espalhado, um monte de informação desconexa. E aí começam as dúvidas. Quantas manhas tem?

Qual salário? Até quando vai a inscrição? Isso é a voz de outras pessoas eu fazendo. Ficou boa? No fim, o que era para ajudar acaba só deixando a busca mais cansativa. Agora, olha isso daqui. Põe na tela, Homer.

Olha lá, o pessoal está vendo? Exatamente, isso daqui é o radar do Estratégia. Na prática, ele funciona como mapa dos concursos. Então, por exemplo, você é de São Paulo e quer saber quais concursos estão rolando no estado, quantas vagas cada um tem, qual o salário ou até quando vão as inscrições. É só abrir aqui e olhar. Você bate o olho e já entende melhor o cenário. Em vez de um dar informação espalhada, você entra numa página feita para mostrar isso de forma organizada.

Se você está assistindo agora, aproveita e aponta a câmera do celular para o QR Code que está na tela ou vai direto no link da descrição que você cai no radar do Estratégia. Então faz isso, abre agora o radar do Estratégia e dá uma olhada nos concursos que estão mais perto de você. Porque às vezes a oportunidade está ali, você só precisava de um jeito mais fácil de encontrar. Estratégia valeu pela parceria!

Então é isso, né, Romer? É isso aí. Bora pro papo? Bora pro papo. Bora pro papo então, Eduardo. Estamos tentando marcar há bastante tempo. Você é um cara muito culpado, porque eu fico acompanhando na ICL, tem muita coisa pra gente falar. Você tá preparado aí pra gente conversar? Tem muita coisa. Eu tenho muita dúvida aqui, hein? Antes de mais nada, obrigado por ter aceitado o convite. Dá um oi pro pessoal e vamos conversar, hein?

Vamos embora, cara. Bom que hoje a gente marcou mais cedo, então temos tempo. Temos tempo tranquilo. Habemos tempo. Qualquer coisa a gente pede uma pizza e vai comer. Mas se apresenta para quem não te conhece lá. Eu sou Eduardo Moreira, sou o sócio fundador do Instituto Conhecimento Liberta. Eu e Rafael Donatiello fundamos o Instituto Conhecimento Liberta.

Tenho uma carreira de 20 anos no mercado financeiro. Fui sócio do Pactual. Trabalhei depois no UBS Pactual. Junto com outros sócios, fundei a Brasil Plural. Eu criei a marca Genial Investimentos. Mas sair disso tudo em 2017, é importante dizer que até hoje tem gente que chega e fala eu estou com problema no fundo, Eduardo resolve para mim. Foram 10 anos quase que eu já saí, nada a ver.

com isso. E aí comecei uma caminhada para poder tentar entender a questão da desigualdade no Brasil e mergulhei nos livros, seja lendo ou escrevendo os livros e também nessa área da comunicação. E aí a gente montou uma empresa que tem jornalismo, cursos e atualmente tem feito uns documentários maravilhosos sobre essas questões de mundo. Vamos falar disso, eu acabei de voltar da China.

Você fez o documentário de Cuba, de China, quero falar muito. Para quem está de fora, parece que foi muito rápido esse crescimento do ICL. Foi rápido mesmo? Foi, cara. Para vocês, vocês esperavam? Foi muito rápido. Porque vocês estão agora líder, né? Estou vendo os números de vocês. Na manhã, no jornalismo brasileiro, a gente é líder total de audiência. Total, total, total.

Então, os canais de direita, eu vou dizer assim, no sentido de mercado, de Faria Lima, etc., que vem atrás da gente, a gente tem a Jovem Pan ali, que tem uns 70%, 80% da nossa audiência. Aí depois vem a CNN, que costuma ter metade ou menos da metade da nossa audiência.

E aí depois vem vários outros canais, vem o All News, vem a Record News que tem também. A Globo News não entra nesse porque a Globo News não transmite online, né? Você tem que ser ali do canal a cabo, você tem que ser assinante. Mas a gente hoje dá mais audiência do que CNN, do que Record News e até do que a Globo News se você conta o número de pontos no Ibope que ela tem.

E o que a gente tem hoje na internet, mais os canais de televisão que nos distribuem. No Brasil hoje, de manhã, jornalismo não tem para ninguém, é sério. Mas qual que é a ideia? Além de um canal, tem esses documentários, tem esse trabalho investigativo. Qual que é a tua ideia para o futuro? A minha ideia, Vilela, sempre foi o seguinte, cara. A gente tem hoje um mundo que é extremamente, a gente fala, polarizado. Mas eu vou chamar dividido. E o problema é que esses dois lados...

cada vez mais eles são separados e não tem uma interseção cada vez mais são dois pacotes e você tem que aceitar tudo de cada um dos dois pacotes e quem falou até isso outro dia, eu falo isso também há bastante tempo mas quem falou isso outro dia e foi muito criticado, não sei o que, foi o Galo verdade, verdade, está sendo massacrado mas eu acho que o Galo está certo quando ele fala a história do pacote, ou seja meu, eu...

Cara, se vocês querem lutar por isso, beleza. A minha luta é essa. E qual é o problema? Eu posso escolher algumas causas, outras eu posso não concordar, entendeu? Mas cada vez mais no mundo, ainda mais com esse negócio da internet, do cancelamento, do linchamento virtual. Você vira um traidor desse... Você vira um traidor do pacote. Um páreo, é. E aí vem todo mundo pra cima de você. E aí a gente começa a ter... E elas são até críticas. Você pode criticar...

O teu movimento, o pessoal que está do teu lado, mas que não pensa exatamente igual. E, por exemplo, quando a gente fala do teu lado, eu também falo direto isso, mas eu acho que a gente já parte de um erro de imaginar que tem dois lados. E não tem dois lados, irmão. Todo mundo, na teoria, que é o bem comum, certo? É isso. E aí, o que acontece? Se você...

Tá de um lado, você é do bem pro teu lado. E o outro lado é do mal. Se você tá desse outro lado, tu é do bem pra esse outro lado. E essa galera é do mal. E vira uma coisa meio que maniqueísta. A galera do bem, que tem que aceitar tudo isso. E a galera do mal, que defende tudo aquilo.

E eu não acredito, sinceramente, que metade das pessoas do mundo são do bem e metade das pessoas do mundo são do mal. Claro que não. Eu não acredito que metade do mundo é fascista, sacou? Que tem um monte de gente que fala, ah, no Brasil, pô, metade do Brasil é fascista. Eu não acredito nisso. Eu acredito que as pessoas reagem às informações que chegam até elas. Então, a gente pode ter duas opiniões completamente diferentes. Por exemplo...

sobre a escala 6x1. A gente pode ter duas opiniões completamente diferentes sobre a questão da homossexualidade. A gente pode ter duas opiniões diferentes sobre a questão do aborto.

A primeira reação seria um taxar o outro de, pô, o cara é do bem ou do mal. Mas eu acho que a pergunta mais importante é o seguinte, o que formou aquela opinião? O que fez aquela pessoa ser contra ou a favor, ao ponto de muitas vezes, enfim, dedicar a própria vida a favor ou contra uma causa?

O que os pais dela disseram para ela? O que a igreja onde ela frequenta disse para ela? O que os professores disseram para ela? O que os livros que ela leu disseram para ela? Então, quando eu saí do mercado e comecei a viajar pelos lugares mais pobres do Brasil, morando nesses lugares,

e viajando de ponta a ponta o nosso país, eu comecei a ver o seguinte, falei, caramba, cara, as pessoas ouvem histórias completamente diferentes. E veja bem, Vilela, a gente não reage sobre os fatos.

Porque a gente não está lá. Você está lá vendo no Irã? Você está vendo o que está acontecendo no Irã? Você está vendo o que está acontecendo em Israel? Você está vendo o que está acontecendo nos Estados Unidos? Você está lendo ou assistindo as notícias que alguém está te contando sobre o que está acontecendo lá. Então a gente sempre reage sobre histórias, ao invés de fatos. O problema...

é que no Brasil as histórias sempre foram dominadas, as histórias que são contadas, por um grupo muito pequeno. Eu sou casado com uma atriz que trabalhou na Globo muito tempo, foi Paquita, da Globo. Na época, o programa da Xuxa, por exemplo, tinha 80% da audiência de manhã. O Jornal Nacional tinha 90%. Provavelmente estava ligado.

O Jornal Nacional tinha 90. Então era aquela história... Falei que o Boni teve época, final de novela, que era quase 100%. Quase 100%. Então era o seguinte, o que esses caras dissessem era a verdade.

O que esses caras disseram é verdade. Você é da minha idade. Tinha aquele negócio. Ah, não. Deu no Jornal Nacional. Deu no Jornal Nacional. É a verdade. É isso aí. Não, não, não. Deu no Jornal Nacional. Tipo, não tem mais discussão. E aí a gente vai pegar e vai culpar um cara que está com raiva de uma coisa porque viu no Jornal Nacional um tubo saindo um monte de dinheiro dizendo que aqui um cara era o responsável único por aquilo e não sei o quê sem ouvir nenhuma outra versão.

Você vai culpar um cara que acha que o problema econômico do Brasil é que o Brasil está gastando muito, porque todos os economistas que ele ouviu contando essa história são economistas de bancos. Não sei se você percebeu. Todos os economistas... Ah, economista do Santander, do Itaú. Na época era do Unibanco e etc. E eu não estou falando que eles estão errados.

Eu estou falando que a história que nos foi contada sempre foi a história do mesmo grupo, as mesmas pessoas, a mesma opinião. E aí você acaba tendo um país onde todas as pessoas passam a reagir.

acreditando nessas ideias e tendenciosas a fazer o que essas pessoas induzem elas a fazer. Porque, no final das contas, é uma manipulação que você tem ali. Então, o que eu acredito hoje é o seguinte, vamos oferecer outro lado da história?

E o outro lado que não é ouvido é o lado das pessoas que, historicamente, foram derrotadas pelo sistema. Foram massacradas pelo sistema. Então, quando a gente ouve hoje em dia, ah, porque o trabalhador... Tem um monte de gente que já falou, o trabalhador já fica arrepiado, comunista, não sei o quê. Calma aí, cara, eu só falei, trabalhador mesmo. Todo mundo é trabalhador.

Até o dono da empresa é trabalhador porque ele trabalha. Trabalhador, né? Você tem o verbo trabalhar. O sujeito que trabalha é o trabalhador. Concorda? Mas você fala trabalhador, já estou... Não, não, não sei o quê. Trabalhador, greve, absurdo. Esse que é o problema do país. E calma.

Calma, irmão. Você foi criado para ter raiva de trabalhador. E reagir algumas palavras. Mas você é um trabalhador. Você é um trabalhador. Entendeu? Então eu vejo hoje, por exemplo, esse negócio da escala 6x1, acabar com a escala 6x1. Tem um monte de gente que fala assim, não, mas isso vai atrapalhar muito os empregos, vai não sei o quê. Vai quebrar o país. Ele está repetindo.

Ele não fez nenhum estudo, até porque nem dá tempo de fazer estudo, não estou culpando ele não. Mas ele está repetindo uma opinião que ele viu na Jovem Pan ou no Jornal Nacional. E eu acho que a gente tem que oferecer para as pessoas que nunca tiveram a chance de dar a opinião delas.

um espaço para elas falarem e serem ouvidas por muita gente também. Para as pessoas poderem ter, cara, uma capacidade de escolher melhor. Sabe de onde vem a palavra inteligente? Vem do latim, interlegere.

Inter quer dizer entre, legere quer dizer escolher. Então inteligente é saber fazer uma boa escolha entre diversas opções. Então quando a gente só tem um negócio, a gente não é inteligente, a gente é burro para não pegar a palavra latindo, a gente é ignorante se quiser pegar a palavra certa, ou seja, que não tem agnoses, que não tem o conhecimento.

Quando a gente passa a ter o conhecimento, você passa a ter alternativas. E aí você tem o direito, a opção, a liberdade de escolher uma das alternativas. Você se torna um agente inteligente. Por isso que a frase que a gente baseia no nosso instituto é o conhecimento liberta.

O conhecimento te tira da ignorância, tu passa a ter agnoses, o conhecimento, e aí com isso você pode escolher, você passa a ser inteligente, você passa a ser inteligente. Então é isso, oferecer novas visões. Ah, mas vocês são parciais.

Toda visão é parcial. Claro. Parcial vem de parte. Ninguém consegue ver o todo. É impossível ver o todo. Quando você aponta uma câmera, ela não está mostrando tudo. É isso. Ela está mostrando tudo. Tem alguém atrás da câmera. Essa pessoa escolhe se vai dar zoom ou se não vai dar zoom.

Onde que ela vai focar? Onde que ela vai desfocar? Uma foto é mesmo qual o ângulo que tu tira a foto? De perto ou de longe? Mostra o que está em torno? De baixo? Ou mostra de baixo? É isso. Sempre. Toda visão é parcial. Como diz Leonardo Boff, todo ponto de vista é a vista a partir de um ponto. E o que a gente precisa... Todo ponto de vista...

É a vista a partir de um ponto. E os pontos são diferentes. Os pontos são diferentes. Então, a ideia do ICL é dar essa voz, sim, para o povo trabalhador, para as pessoas que não foram ouvidas, para a galera que toma o calor dos bancos. Porque a gente sempre ouve o economista do banco. Mas quando é que a gente vai ouvir a galera que está endividada, meu irmão?

80% do Brasil está endividado. Quando é que você ouve essa galera falar a história da vida delas? O porquê que ela está endividada? Porque uma coisa é a visão do banco sobre o motivo desse endividamento. Agora, tu imagina tu perguntar para o cara que ganha centenas de bilhões, eu estou falando o mercado financeiro da Faria Lima, eles ganham centenas de bilhões de reais por ano em cima dos endividados.

Aí tu chega e fala assim, qual que você acha que é o problema do endividamento do Brasil? Tu acha que esse é o cara correto para te dizer? O cara que lucra com o endividamento? É a mesma coisa que perguntar para os donos das empresas de segurança particular o que eles acham que é a boa política de segurança. Imagina se a gente tivesse uma boa política de segurança. Para as blindadoras. Essas empresas iam valer quanto? Iam valer zero.

Mas a gente sempre tem que perguntar uma coisa sobre segurança, pergunta para o dono da empresa de carro forte. Tem que perguntar uma coisa sobre o endividado, pergunta para o dono do banco. Tem que perguntar uma coisa sobre a corrupção política, pergunta para o político. Então, cara, mas as pessoas não param para pensar sobre isso. E toda vez que você ousa dar uma voz para o outro lado, você vai ser achincalhado. Você vai ser massacrado, óbvio.

Tu tá falando contra a onda, contra a tendência, e é por isso que essas pessoas nunca ousam colocar a cabeça de fora ali pra poder ser ouvidas, né? Mas, meu irmão, mas alguém tem que fazer, né? Alguém tem que fazer e aguentar as porradas enquanto dá. E é isso que a gente tenta fazer lá, porque porrada vem, irmão. Porra, a partir disso tudo que você falou, queria saber...

diante do cenário nacional e mundial, se você é um cara otimista ou pessimista. Extremamente pessimista. E por quê? Vamos lá, cara. Mas o pessimismo de... É isso e não tem... Pessimismo racional. Tá. Não é não tenho nada o que fazer.

Não, pelo contrário. Tem um monte de coisa para fazer. É, tem o cenário. Até porque... Aí eu vou citar agora... Tá. Porque eu quero saber, porque eu também sou pessimista, só que não é o pessimismo de ficar sem ação, de falar, não vou fazer nada, né? Eu vou citar um pensamento agora de um pensador...

cujas ideias foram até sequestradas pela extrema-direita. E virou um cara que a extrema-direita, apesar dele nunca ter manifestado muito opiniões políticas, chama Viktor Frankl. Viktor Frankl que viveu num campo de concentração e que escreveu os livros em busca de sentido, sede de sentido. Tem diversas traduções diferentes do livro dele. E ele dizia...

que para a vida da gente ser uma vida, às vezes até suportável, tolerável, nos momentos mais difíceis, a gente tem que encontrar um sentido. Tem, se você me permite, uma história bem curtinha, mas acho que é legal para deixar gravada aqui.

Uma vez no campo de concentração, tinha um casal há muito tempo junto, muito tempo junto, décadas casado, e aí mataram a mulher e o homem ficou vivo.

E ele ficou desesperado. Minha vida acabou, minha companheira de vida inteira. Não tem mais nenhum sentido eu continuar vivendo, dado que minha companheira de vida inteira morreu, não sei o quê, etc. Agora eu não quero mais viver. E aí o Viktor Frankl chega para ele e fala assim, deixa eu te falar, você amava ela? Muito. Mas quanto?

Muito tudo. Simplesmente tudo para mim. Aí ele fala assim, e você para ela? Você acha que ela te amava? Meu Deus do céu. Me amava demais também. Eu também era tudo para ela. E ele fala assim, como é que você acha que ela ficaria se você tivesse morrido?

destruída, a vida dela ia acabar ela ia ficar aqui em pânico todo dia pra ela ia ser uma tortura você já pensou que ao deixar ela morrer primeiro, você poupou ela de todo esse sofrimento e assumiu esse sofrimento pra você pra poder liberar ela?

E aí o cara, caramba, e ali ele encontra o sentido para continuar vivendo como aquilo tendo sido um presente, um sacrifício pela esposa. Ele suportar esse sofrimento ao invés dela. Então isso é para dizer o seguinte, mesmo nos piores momentos...

Se a gente encontrar um sentido, a gente consegue caminhar. Então, eu sou extremamente pessimista e vamos conversar sobre esse pessimismo. Mas essa luta, essa busca por alternativa, essas pequenas vitórias que a gente consegue no dia a dia, isso é o sentido que me faz caminhar. E me faz acordar, assim, em boa parte dos dias, animado em caminhar.

Talvez não animado com o futuro do mundo, mas animado com o dia que eu tenho pela frente, que é o que importa. Então eu acho que, apesar de ser extremamente pessimista com o rumo da humanidade, eu sou um cara que tenho felicidade nos meus dias, tenho vontade de viver e tenho um sentido para caminhar.

Então vamos falar dessa vida atual, do que estamos vivendo no Brasil e quer começar pelo Brasil, então? Podemos, cara. Master, eleição... O problema do Brasil... A gente tem muito assunto. Que Brasil que a gente vive hoje? Que Brasil que a gente recebeu? Hoje não, a gente vive há muito tempo num Brasil caótico.

e que estruturalmente vive pouquíssimas mudanças. Pouquíssimas mudanças. O Brasil passou por algumas mudanças estruturais, eu acho que em dois momentos, no período do Getúlio e no primeiro e segundo mandato do governo Lula, no sentido de tentar desfazer injustiças e desigualdades estruturais e históricas.

Mas mesmo assim, eu acho que mudanças estruturais pequenas. O Brasil, por exemplo, nunca olhou para a questão da terra.

Se você for olhar os maiores historiadores brasileiros, todos eles vão te falar o seguinte, é impossível você estudar a história do Brasil sem começar pela questão da terra. Todos os países que hoje dominam economicamente o mundo...

viveram, em algum momento da sua história, uma discussão para poder distribuir as terras de modo que o país, que a nação, fosse beneficiado por isso. Estados Unidos teve um momento, muitas pessoas não sabem, quando os Estados Unidos fazem a reforma agrária,

É dali que surge toda essa rede ferroviária e depois rodoviária dos Estados Unidos. Porque você tinha gente produzindo, gente habitando, gente que era importante fazer chegar as coisas até elas e delas para o resto da nação, para o país poder funcionar.

Você precisava, quando você dava a terra, você precisava colocar ali um lugar para chegar, ou uma ferrovia ou uma estrada. Você precisava de um banco para poder financiar essas pessoas. Então você criou todos os bancos ali locais. Você precisava de uma rede de distribuição elétrica. Você precisava de tudo isso. Aí o pessoal chega hoje e fala o seguinte...

O Brasil tem quatro bancos que dominam. Tinha que fazer que nem os Estados Unidos e botar 4 mil bancos aqui. Mas os 4 mil bancos nos Estados Unidos não surgiram dando 4 mil licenças de banco. Surgiram a partir dessa necessidade de você ter vários agentes de financiamento por causa de uma distribuição da economia no país inteiro, que começa com a distribuição de terras.

O Japão tem toda a parte da distribuição de terras também. A reforma agrária no Japão, que contribui para o Japão hoje ser o país que é a China. Você esteve lá há pouco tempo. Quando você tem a Revolução Chinesa, a questão da terra passa a ser fundamental para, ao longo de poucas décadas, eles conseguirem eliminar a pobreza na China. Então, assim, o Brasil, irmão...

Só para você ter ideia, no Brasil, você tem 1%, 1% dos donos de terra, não é 1% da população brasileira, não. 1% dos donos de terra tem 50% das terras no Brasil.

O pessoal fala, não, o número não é esse, é abaixo de 50. Não, eles vão falar o número de matrículas que tem. Só que, às vezes, um cara tem várias matrículas diferentes no nome dele. Então, o seguinte, no Brasil, em termos de terra, território, o 1% mais rico das terras, não é do Brasil só das terras, tem mais de 50% das terras. Aí você chega e fala o seguinte, esses caras...

Qual a contribuição deles para o país? Porque o agro carrega o país nas costas. E é inegável que o agro tenha uma importância econômica e que não se restringe a simplesmente vender a soja ou vender o trigo. Você tem tudo, que nem a gente falou.

as estradas que tem que levar até lá, você tem a nossa rede ferroviária, onde você tem os trens carregando as coisas, você tem combustível que tem que botar no negócio, tem as pessoas que trabalham, tem as economias locais que vivem ali dos caras, tem os carros que... Então tem um monte de coisa, não é só as que compram. Mas vamos lá. Dito isso, esses caras, quando eles exportam, eles não pagam imposto.

Por que eles não pagam imposto? Por causa da lei Candir. Cada vez mais, esses caras automatizam, eles trazem ferramentas tecnológicas para poder fazer o trabalho no campo com menos trabalhadores, menos pessoal. Então, cada vez, eles empregam menos. Eles, para produzirem em escala...

com um país que tem terras baratas no campo, como a gente sempre teve, eles nunca cuidaram da terra, porque era mais barato produzir desgastando aquela terra com monoculturas, meter um monte de agrotóxico. Quando aquele negócio virar absolutamente inútil para você plantar, você vai para outra terra, que você já comprou um tempão, ou grilou e fica mais barato.

Eles não pagam imposto na importação. Por quê? Porque o imposto que eles pagam, eles têm um mecanismo de drawback. Então, o que eles usam de agrotóxico é quase tudo importado. As sementes, boa parte das sementes são importadas. Os fertilizantes que eram feitos aqui, quase todos também são importados. As máquinas agrícolas são quase todas importadas também.

Então tu fala, pô, o que eles usam de maquinário, de insumos, etc., é dinheiro que a gente está mandando para fora do país. A exportação é dinheiro que vai para a mão de 1% dos donos dos fazendeiros, que vai aplicar em título da dívida brasileira para ganhar 15% ao ano de juros e não vai pagar imposto para o país.

As terras vão sendo destruídas nessa história. E quem está comendo, meu irmão, a soja, quem está comendo o milho, quem está comendo a carne, é o chinês, é o americano e etc. Então vamos sair um pouco dos números do PIB para ver se realmente esse setor está dando a contribuição que poderia dar para o Brasil. Então, cara, a gente começa já pela questão da terra. E esse negócio vai melhorar? É claro que não vai melhorar. Esses caras têm uma bancada de mais de 300 pessoas no Congresso.

Isso não vai melhorar. O mercado financeiro cada vez concentra mais riqueza no Brasil, só que mais do que isso, cada vez concentra mais a economia real também debaixo deles. Porque os donos dos bancos...

principalmente os bancos de investimento, têm cada vez mais comprado participação nas empresas e se tornado controladores das empresas. Se você for ver, os donos das maiores empresas do país são fundos de investimento que são dos bancos, dinheiro dos bancos. Então, esses caras são donos da dívida pública, são donos do nosso setor produtivo e também tem uma bancada em Brasília enorme.

Tu acha que esses caras vão perder poder? Não vão perder poder de jeito nenhum. A gente não vai conseguir fazer uma política de cair juros, porque quando a gente começa a conversar sobre isso, esses caras que passaram também a ser donos da mídia, é verdade. Vai ver, cara. Quem manda na Veja, na Istoé, quem manda nas redes de televisão, a Globo agora é só a Sudano Bank.

Entendeu? Então é o seguinte, quando você vai ver qual é a história que esses caras vão contar para a população quando quiserem mexer com a taxa de juros, que é o que faz o dinheiro desses caras dobrar a cada 4, 5 anos sem risco nenhum. Eles vão falar que o Brasil vai quebrar, que vai ter hiperinflação, etc e tal, e vão pressionar mexendo no mercado de verdade.

Então esses caras vão cada vez ter mais poder. Quando você olha o Brasil, a situação das periferias, irmão, pega um período de 10 anos nos últimos 100 anos, nos últimos 100 anos, não, vou pegar dos últimos, sei lá, 60 anos.

Período de 10 em 10 anos. Período em que você olhou para uma cidade das grandes capitais brasileiras e fala caramba, diminuiu a favelização, diminuiu o número de pessoas em situação de rua, aumentou a qualidade dos empregos das pessoas. Não tem, é constante. A favelização, as periferias cada vez mais maltratadas, a...

qualidade do ensino que é oferecido para as pessoas, isso só piora. E aí a gente tem o seguinte, nos governos que têm um viés social, ela piora mais devagar. Nos governos que têm um viés de entregar tudo para Faria Lima, ela piora rápido para caramba. Então é o seguinte,

E nenhum governo discute taxa de juros, nenhum governo, o tal do tripé econômico. Nenhum governo debate isso. Isso é um dado. É um dado porque foi uma pessoa que inventou isso. Não tem uma coisa assim, lei da gravidade. Se eu jogar aqui, meu irmão, uma jujuba para cima, a jujuba caiu. Isso é lei. Tripé econômico não é lei. É opinião de uma pessoa. É uma opinião fundamentada por ele, mas que vários dizem que não é esse o modelo.

Na China não tem tripé econômico. A China, você tem que o sistema financeiro é público. 3% é privado. 97% é público. Isso, ninguém fala disso. Isso é a maior vantagem competitiva da China. Porque veja bem, irmão, vamos fazer um pouco de conta. Você tem aqui no Brasil 10 trilhões de reais, o número é mais ou menos isso, das pessoas investidas nos bancos.

Isso é um dinheiro que não está no banco. As pessoas põem nos bancos e os bancos pegam esse dinheiro e fazem alguma coisa com esse dinheiro. Então, ou eles compram título público para ficar ganhando os 15%, ou eles vão emprestar. Vão emprestar para quem?

Para as empresas deles, para os amigos deles, para os lugares onde eles têm algum benefício. Então isso vai fazer cada vez aumentar o poder deles. Na China, como o sistema financeiro é público, as pessoas têm muitos trilhões, muito mais do que no Brasil, depositados são, se não me engano, 50 trilhões de dólares, é um número gigante, depositado nos bancos.

Só que os bancos são públicos. Para quem que eles emprestam? Eles emprestam para os setores que estão alinhados com o plano quinquenal, que é um plano que a gente fica pensando que a China tem um plano de cinco anos. Não, ela tem um plano centenário e que é calibrado a cada cinco anos. Então, todos esses bancos vão emprestar para atividades que estejam alinhadas com esse projeto de longo prazo.

A grande diferença que a gente viveu com o neoliberalismo, a partir de 1980, com Reagan e Thatcher, não é o que o pessoal fala de privatizar e não sei o quê, que isso tudo, sim, passou a acontecer. Mas a grande diferença é que o olhar econômico...

passou a ser para o curtíssimo prazo no capitalismo. Curtíssimo prazo. Então, quando se olha os bancos, quando se olha as empresas, os executivos vivem de bônus ali. As pessoas vivem da valorização da ação. Então, irmão, ele quer saber o que vai acontecer nos próximos três meses. Ele quer saber o que vai acontecer nos próximos seis meses. E se a empresa quebrar daqui a um ano? Não tem problema, todas elas quebram mesmo?

Primeiro que o dono não está muito importado com isso, porque o Brasil é um país de empresa pobre e dono rico. Como não tem dividendo, agora vai começar a ter, pequeno para caramba, mas como não tem imposto sobre dividendo, não tem imposto sobre dividendo, tudo que tem de lucro na empresa, a empresa pega e distribui para o dono. Qual o sentido de deixar dentro da empresa?

o negócio, distribuir para o dono, não tem que pagar imposto nenhum, se precisar ele capitaliza a empresa de volta. Então, quando a empresa quebra, na maioria dos casos você não pode ir atrás do dinheiro do dono, porque existem barreiras legais, você tem como blindar o patrimônio pessoal.

Vários escritórios de advocacia vivem somente disso. O cara fala assim, se a empresa quebrar, bota em recuperação judicial, atrasa os fornecedores, faz o que quiser. E eu vou continuar andando de jatinho. Eu vou continuar andando de arte. Então o Brasil é o país das empresas pobres com os donos ricos. Você tem que as empresas cada vez investem menos, porque cada vez vale mais a pena deixar o dinheiro parado.

rodando ali. Poucas empresas têm uma margem de lucro líquida acima de 15% ao ano, que é quanto rende o dinheiro no Brasil sem você poder fazer nada. Então, olha a situação que você tem, cara. Os bancos só emprestando para os amigos. As pessoas físicas sem conseguir pegar dinheiro para abrir os seus negócios, porque a margem de lucro é menor do que o juro que a gente tem que pagar, que aí não é 15%, é 40%, é 50%, 60% quando a pessoa pega para um negócio pequeno. Os fazendeiros cada vez com mais terra. E aí

E aí, a cereja do bolo é o seguinte, um sistema político e judiciário, é importante botar os dois juntos, 100% voltado, alinhado com o interesse dessas pessoas.

Então, se você pegar, por exemplo, o Supremo Tribunal Federal hoje em dia, e quando eu falo Supremo Tribunal Federal, é claro que você tem exceções ali nos ministros do Supremo Tribunal Federal, mas ele está cheio de ministros, e pode falar até no masculino, que a gente nunca tem ministra mulher, agora tem uma que vai se aposentar, que é a Carmen Lúcia, que por sinal dos ministros, você tem três que não tem parentes com escritórios de advocacia.

Um é a Carmen Lúcia e outra que tinha era a Rosa Weber. Então, ou seja, as poucas mulheres que a gente tem têm um histórico muito melhor que os homens em termos de moralidade, de ter ética profissional. Mas você pega o seguinte, o Supremo, para vários ministros, passou a representar uma oportunidade de enriquecer.

Vamos pegar números, cara. Você pega, por exemplo, só para não começar pelo óbvio, porque o óbvio seria começar pelo Alexandre de Moraes, mas a gente chega no Alexandre de Moraes. Você pega, por exemplo, o Fux. O filho dele, o filho do Fux. Ele, por exemplo, advoga para XP.

Sabe quantos... Isso, matérias, né? Que você pode dar Google e buscar. Ele, ao longo dos últimos anos, inclusive com processos correntes agora, quantos processos no STJ ele tem? E teve mais de 500. E, vou te falar, no Supremo Tribunal Federal, são mais de 100. Não lembro o número exato. Mas mais de 100. Aí você pega, por exemplo, o filho do Fux.

Acabou de se formar, irmão, há pouco tempo atrás. Cabelo raspado ainda, não sei o quê. Mesma coisa. Um monte de contrato que o cara tem, que vale um monte de dinheiro. E aí a imprensa mostrando agora que tem contrato que ele recebe, que é da consultoria que recebeu dinheiro do Master.

Aí você pega o filho do Barroso, que trabalha, que saiu, aliás, para mim, poucas pessoas falam, vexaminosa a saída do Barroso. Por quê? Tomou a pressão da Magnitik. É igual, imagina um soldado no Exército Brasileiro, porque para mim o cara do Supremo Tribunal Federal, o cara é como se fosse, meu irmão, um soldado brasileiro, defendendo a pátria, defendendo a nação. Por quê? Porque acima dele não tem ninguém, irmão.

Esse cara tem que ser o cara mais, assim, verdadeiramente amante da pátria, nacionalista. Eu não falo patriota, porque patriota hoje virou outra coisa. Outra conectação. Entendeu? Mas esse cara tinha que, assim, eu dou minha vida pelo meu país, se necessário, porque eu ocupo o cargo de maior importância no país. Meu irmão, foi o Trump falar que ia congelar o dinheiro que esses caras tinham fora do país? E, aparentemente, vários deles têm ativos e patrimônio fora do país? Cara, vou me aposentar.

Então, vamos lá.

E saiu. E o país? O país que se dane, irmão. Eu quero proteger o meu. Filho dele trabalha num dos maiores bancos do Brasil. Aí vamos pegar agora o Toffoli. O Toffoli também. Ex-esposa dele com vários, vários, que é ex-esposa, mas era esposa, com vários processos nos tribunais superiores. O Toffoli, a gente viu esse negócio do taiaia, mas o cara era sócio de um resort que é avaliado em mais de 400 milhões de reais.

só que é o seguinte, a gente tem que se perguntar onde é que ele ganhou esse dinheiro, meu irmão? Pois é. São lá os 46 mil, mesmo com um monte de pendura e calho, como é que tu consegue ser sócio de um negócio enorme? E aí, primeiro, todo mundo dizendo que não era sócio, ele, inclusive, negando a parada, aí daqui a pouco, é.

Sou sócio. Aí tu pega agora o Alexandre de Moraes. O Alexandre de Moraes, irmão, a esposa e os filhos com o escritório. Não é brincadeira não, Vilela. Não é possível que as pessoas não se revoltem com isso, cara. Os caras fizeram um contrato com o Master de 129 milhões de reais. Aí tem um monte de gente da esquerda que também tem essa. Agora a galera acha que o Alexandre de Moraes é da esquerda, que é uma maluquice. O cara é o secretário de segurança do PSDB em São Paulo, na época que mais tinha a late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late

matança e etc e tal. Esse cara, a galera, é esquerda agora, né? Pô, não sei de onde tirou. Mas aí, tem o contrato. Aí, primeira coisa. Galera da esquerda. Não! É mentira esse contrato. Artigos falando. A mentira, a fake news do contrato. Aí a galera vai lá, aí o cara tem que assumir. Aí assume o contrato. Aí a galera vai lá, investiga a receita, não sei o quê, vaza informação.

O cara pagou 80 milhões de reais. 80. As pessoas não têm noção. Eu fiz a conta para as pessoas terem noção. Você sabe o que são 129 milhões de reais? Porque eu ouço gente falando assim também. Ah, isso é pouco dinheiro. Eu vou te falar o que são 129 milhões de reais. Você acha que uma pessoa ganhar um salário de 25 mil reais é um salário alto? Eu acho que é alto para cacete para o Brasil. Para o Brasil, sim. Pouquíssimas pessoas no Brasil ganham um salário de 25 mil reais. Mas pouquíssimas, pouquíssimas, pouquíssimas.

Para você juntar 129 milhões de reais, imaginando em termos nominais, você tem que ganhar um salário mensal de 25 mil reais, mais ou menos desde 1580. Ou seja, quando o Papa Gregório XIII...

Fez o calendário gregoriano. Ou seja, quando a gente passou a medir o tempo da forma como a gente mede hoje, se junto com essa medida de tempo a gente começasse a ganhar um salário mensal de 25 mil reais através de vários séculos, hoje você teria isso. Ela ganhou isso para trabalhar, meu irmão. Aí, fazendo o quê? Aí ficou um tempão sem saber. Aí vem um relatório de compliance cheio de erro.

Cheio de erro no relatório, que fica assim, aparentemente, foi um negócio feito em cima da hora. As pressas, né? As pressas para poder dar alguma satisfação. Sabe quanto o Master gastou?

com advogados de 2022 a 2025, mais de meio bilhão de reais. Só que o que é o mais assustador? A concentração disso tudo em 2025, quando a galera pressionou o cara, 300 milhões de reais só com advogado em 2025.

E a grana que oferecia para influenciador também, defender. Aí vem grana para influenciador, vem grana para político, vem carona em jatinho para todo mundo. Para todo mundo. Aliás... Festa de uísque em Londres? O evento, no geral, o pessoal diz que aquela viagem, tudo, custou mais de 30 milhões de reais. A degustação de uísque, 3 milhões. Tinha ali o diretor-geral da Polícia Federal, ministros do Supremo, PGR.

E aí tu fala, como é que isso vai mudar, cara? A grande verdade é que o que virou hoje em dia? Virou o seguinte. Os grandes escritórios, os grandes escritórios de direito no Brasil, eles se aproximaram muito do Supremo Tribunal Federal.

E o Supremo Tribunal Federal passou... Vários ministros, para a gente não generalizar, vários ministros do Supremo Tribunal Federal passaram a ter muitas atividades ligadas ao direito fora do Supremo, através de seus familiares. E eles começaram a enriquecer muito. Então você passou a ter uma patota, você passou a ter uma patota, um núcleo,

que decide o que vai passar ou o que não vai passar. Quem vai ser preso ou quem vai ser solto. O que pode e o que não pode. A verdade é o seguinte, hoje, se tu consegue acessar um dos cinco maiores escritórios de advocacia no Brasil, tu não vai ser preso, irmão. Se tu tiver dinheiro suficiente, tu não vai ser preso. Não vai. Entendeu? Eu te pergunto. Quanto vale isso, né? Esse caso do Master. Se o cara tem dinheiro infinito...

E o problema é que você fala assim, mas se isso virou um negócio... E o cara que começou a ter negócios que valiam muito dinheiro fora do Supremo e estimular esses negócios foi o Gilmar, com o negócio do IDP. E adivinha com quem? Quem era sócio do Gilmar quando ele fundou o IDP? Vou tomar um gole d'água para ver se você lembra. Tu não deve ter ouvido falar. Tu conhece Paulo Gonê? Não. Procurador-geral da República?

O Gronê, Procurador-Geral da República, era sócio do Gilmar Mendes, quando fundou o IDP. Aí tu fala o seguinte, olha só, os principais escritórios de advocacia do Brasil, eles, hoje em dia, têm uma relação extremamente próxima, e próxima que eu digo, é de estar nos mesmos eventos sociais, de estar nesse negócio que o Gilmar faz lá em Portugal, no Gilmar Palusa. Isso não tem lugar nenhum do mundo, tá?

Isso porque o Brasil tem várias coisas que a gente fala, ah, isso só tem no Brasil. Isso não tem em lugar nenhum do mundo. Esse quem é? Esse é o Paulo Goni. Eu estou falando um fato. Eu não estou fazendo nem crítica, nem... É um fato. Está relatando. Estou relatando. Ele era sócio do Gilmar Mendes no IDP. Aí você...

ver esse negócio do Gilmar, isso é um absurdo. Não existe lugar nenhum do mundo. Não, não é país sério isso. Não, não é país sério. Esse, não existe lugar nenhum do mundo. O cara pegar e juntar...

Cara, além mar, ou seja, do outro lado do oceano, em outro continente, as pessoas mais poderosas do Poder Executivo, ministros, vice-presidente da República, etc. Os ministros do Supremo Tribunal Federal, que julgam as principais causas do país. Os donos dos principais bancos e empresas do país que têm as causas sendo julgadas pelo Supremo. Os parlamentares mais importantes do país, os presidentes do Senado, da Câmara, etc.

Todos juntos, participando da palestra de manhã e de festas à noite, irmão. Todo mundo junto, tomando vinho, tomando uísque à noite, do outro lado. Isso é o maior evento de lobby que existe no mundo. É o lead do João Dória vezes mil.

Porque são com as pessoas que têm a caneta na mão. E a gente deixa isso acontecer como sociedade. Não tem o Gilmar Palusa? Tinha que ter, meu irmão, sei lá, o Gilmar Paluser. Aqui no... Gilmar Paluser, né? Aqui no Brasil. Tinha que ter uma manifestação gigante. Falando o seguinte, isso não vai acontecer. E a gente vai botar todo dia uma foto de todo mundo que confirmar que vai nessa parada.

E aí você fala o seguinte, pô, aí começa a virar a maneira de operar do Supremo. Todo mundo vê o seguinte, pô, ir pro Supremo é uma chance boa pra caramba. Porque aí o escritório, eu vou poder pegar, minha família vai abrir um escritório, vamos pegar um monte de causa. E veja que até agora eu não falei, em momento algum, que os caras estão sendo ladrão, não sei o quê. Eu tô falando de coisas que são inaceitáveis do ponto de vista moral, de conduta.

É inaceitável, Vilela. Ninguém pode aceitar. Ah, mas Eduardo, então se você acha que esse negócio do Alexandre de Moraes é um absurdo, porque a mulher dele é advogada, pode fazer o negócio que ela quiser. Então você não é de esquerda. Meu irmão, quem é você pra dizer se eu sou ou não sou de esquerda? Quem é você pra dizer qualquer coisa do que eu sou? Você pode achar o que você quiser, que é um direito seu.

que é outro erro que as pessoas têm outro dia, que é o seguinte, ai, mas a esquerda tinha que parar de brigar. Calma aí, irmão. Isso enfraquece a esquerda. A galera tá maluca que fala isso. A gente tem que se unir contra... Calma aí, se unir com quem? Porque uma coisa é o seguinte, chegou no final da história, aí, sei lá, tem que votar Lula ou Bolsonaro. Pode ser que eu e o outro cara, pode ser que nós dois votemos no Lula. Porque nós dois não queremos, meu irmão, o desastre do Bolsonaro.

Pode ser que eu goste, e eu gosto da figura do Lula, conheço bem o Lula e confio na intenção dele.

pode ter um monte de gente que está assistindo, que odeia o Lula. Tudo bem, meu irmão. Eu acho que a gente ainda é capaz de sentar numa mesa e trocar uma ideia e encontrar várias coisas que a gente acha em comum. Eu realmente acho. Mas eu não tenho, cara, medo de falar que ao conhecendo o Lula pessoalmente, eu confio na intenção dele e eu acho um articulador, uma liderança fenomenal. Tu não acha? Não fica com raiva de mim, meu irmão, porque vamos ver as coisas que a gente tem aqui em comum?

sacou? E pode ter várias coisas, vamos trocar uma ideia. Agora o ponto é o seguinte, o cara que chega e fala assim, não, a gente tem que estar junto, não, não tem que estar junto. Você acredita? Mas tem alguém que defenda o que está acontecendo no Supremo? Não, é isso, um monte. Não pode, não, não pode mexer com o Toffoli, não pode mexer com o não sei o que, se não vai colocar a democracia em risco. Aí o que que os caras sabem disso? Qualquer coisa que surge sobre eles, eles falam, é um ataque à democracia. Pois é. E aí deixa fazer, é um ataque à democracia.

entendeu? Aí qualquer coisa que surge de escândalo é um ataque ao governo. Não é um ataque ao governo, irmão. Coisa errada é coisa errada. E eu acabei de falar aqui, igual do presidente Lula. Só que aí é o seguinte, o cara diz, fala assim, o Eduardo não é esquerda porque ele tá atacando, eu não tô atacando o ministro Alexandre de Moraes. Eu estou atacando uma conduta que é absolutamente errada, irmão. Errada do ponto de vista assim, da correção afín late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late

Moral, sabe? Da conduta. É errado. Porque dos 129 milhões, ela ganhou... É o que todas as reportagens mostraram, e não é do veículo X ou Y. Ganhou 80, irmão. 80 milhões de reais. É dinheiro, assim, para cinco gerações, dez gerações.

E aí é o seguinte, o cara fala, ah, tu não é esquerda? Aí eu falo assim, vem cá, qual é a tua opinião sobre reforma agrária? Porque a minha opinião é radical sobre essa questão da reforma agrária. Ah, não, eu não acho que pode ser... Ah, então você não é esquerda. Então calma aí. Qual é a tua opinião sobre o sistema financeiro? Porque eu acho que os bancos no Brasil, a gente tinha que, cara, numa boa, tinha que fazer o sistema financeiro público. A parte privada tinha que ser pequenininha. Qual é a tua opinião sobre isso? Ah, mas aí eu acho que não dá para mexer com o banco nessa história, não sei o quê. Ué, então tu...

Então tu não é esquerda, irmão? É. Então a... Tem um espectro muito grande. Tá entendendo o que eu tô falando? Só que virou esse negócio e as pessoas não percebem que é verdade sim. Isso chama truísmo, né? Quando tu pega uma ideia inteira e pega um pedacinho que é verdade pra validar o resto todo. Tá. É verdade sim.

que a decisão do Alexandre de Moraes foi uma decisão corajosa e que colocou um limite nas intenções, pelo menos temporariamente colocou um limite ali nas intenções golpistas que existiam no Brasil. Isso é verdade. Dito isso.

Dito isso, não é verdade que o Alexandre de Moraes é um cara de esquerda. Não é verdade que o Alexandre de Moraes pode tudo. Não é verdade que o Supremo age corretamente. Não é verdade que criticar qualquer pessoa do Supremo significa tentar contra a democracia, tentar contra as instituições. Não é verdade.

Não é verdade por causa de uma coisa, o resto inteiro. Só que eles se aproveitam disso. Claro. Eles se aproveitam. O que o pessoal hoje em dia ainda está falando do Toffoli? Nada. Morreu o assunto. Pois é. O do Moraes também? Morreu o assunto. E eles sabem disso. Eles sabem. E contam com isso. 100%. É só deixar... Porque no Brasil é o seguinte, tu escapou... Não vou falar, com o tempo vai morrer. O Juscelino Filho, que era o ministro das comunicações do governo.

Juscelino Filho. O cara chegou, pegaram um monte de emenda pra estrada passando na fazenda dele, da irmã, do pai, não sei o quê. Um monte de absurdo. Viagem pra São Paulo pra leilão de cavalo pago com diário a mais que o cara colocou. Um monte de absurdo. Tiraram ele do ministério. O que aconteceu com ele? Nada, irmão. Nada.

O Jonathan de Jesus, que veio com aquele negócio pra cima do Banco Central, quando o Banco Central quis liquidar o Master. Aí apareceu o nome do Jonathan de Jesus, e o pessoal puxou, mas esse é o cara da emenda, que mandou a emenda pra construir 300 casas. Foram lá pra ver as 300 casas. Tinha uma casa, uma casa das 300. Pô, onde é que foi o dinheiro? E nós achamos as casas. E cadê o Jonathan de Jesus? Agora também nós achamos o Jonathan de Jesus. Sumiu as casas, sumiu o Jonathan de Jesus. Ninguém mais fala do Jonathan de Jesus.

Cadê o Ricardo Salles, irmão? Que tinha o esquema de exportação de madeira ilegal, negócio horroroso. Meu irmão, no governo do Bolsonaro, aumentou 70% o desmatamento. 70, número, 70%. Ricardo Salles, o ministro do meio ambiente envolvido com exportação ilegal de madeira. Cadê o cara?

Zero. Pedro Guimarães na Caixa Econômica Federal, meu irmão, um monte de denúncia de assédio, as paradas horrorosas, não sei o quê. Cadê o Pedro Guimarães? Nada. Aquele ministro, Milton, não sei o quê, que tinha negócio de barra de ouro, que soltou um tiro, meu irmão, com uma arma dentro da Bíblia no aeroporto. O que aconteceu com o cara? Zero. Pazuello, que durante a pandemia, meu irmão...

fez uma barbaridade atrás da outra, não entendia nada de saúde. O cara general do exército, morreram 700 mil pessoas no Brasil, que falou que sabia de um monte de corrupção que tinha lá. E nunca... Imagina, o cara é ministro, fala que sabe da corrupção e nunca fez nada, nem nunca disse que era corrupção. O que aconteceu com o Pazuello? Nada, irmão.

E aí fica todo mundo, não, prendeu o Bolsonaro. Aí a galera, o grande problema, irmão, é que a galera começa a pegar assim, no negócio da divisão que eu te falei, time, time. Aí o arco inimigo é o Bolsonaro. O arco inimigo daqui...

É o Lula. Então é o seguinte, o cara pode fazer um monte de coisa errada. Um monte. Como eu falei aqui do Alexandre de Moraes, por exemplo. Quando ele sente que a batata dele esquenta pra caramba, o que ele faz? Mete uma medida pra cima do Bolsonaro.

E bota não sei o que, bota uma tornozeleira no outro cara. Aí todo mundo, caraca, xandão, xandão, xandão, xandão. Irmão, e a galera vai sendo, meu irmão, ali levada de bobo, entendeu? Brother, o que eu tomei... Agora, quem levanta essa voz? Por exemplo, eu sou um cara que, assim, é... A proteção que eu tenho hoje em dia é zero. Porque quando eu falo essa questão, os escritórios a late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late

de advocacia, irmão, me odeiam quando eu falo isso, porque eu falo que viraram grandes escritórios de lobby. E viraram grandes espaços de lobby. O Supremo não só me odeia, como já, cara, enviou ameaças indiretas. E eu não tenho como provar uma ameaça indireta, porque fala pra uma pessoa pra falar pra mim. E aí? Eles fazem assim de propósito.

Eu vi agora aquele Alessandro Vieira falando que, pô, ameaçaram indiretamente ele. Meu irmão, comigo foi igual. Só que comigo a mensagem foi o seguinte, ó, é bom ele parar, senão a gente vai pra cima. O que quer dizer ele vai pra cima, meu irmão? Qualquer coisa. Aí, escapou.

Tem que provar. Eu já estou avisando. Eu não tenho como provar. Aí tu pega, eu fico falando desses, meu irmão, dos penduricalhos, do juiz, desembargador, que é um absurdo no Brasil. Um absurdo. Tem gente que tem auxílio pra tudo. Auxílio pra negócio de terno. Sei lá, uniforme escolar. Um monte de férias. Pode, pô...

E aí o seguinte, irmão, eu falo desses caras, aí tu vê o seguinte, se o advogado, o juiz, o desembargador e o ministro do Supremo, se eles não gostam de mim, meu irmão, e estão querendo vir pra cima de mim, eu vou me defender como? É. Não tem.

Não tem como me defender. Mas as pessoas sabem disso. Já estão revirando tua vida, né? Total. Vou te falar. Eu fui pra cima da Fatal Models. Sim. Quando eu fui pra cima da Fatal Models, a Fatal Models meteu um caminhão fechando a entrada da minha empresa. Desceram seis caras vestidos de preto, todo tatuado. Começaram a fotografar a cara de cada pessoa da empresa. Os caras fortão, assim, que desceram ali na frente da empresa.

Mandaram pra mim um saco preto daqueles que vai cadáver dentro, escrito meu nome em cima. O que aconteceu com os caras? Nada. Nada. Agora, outro dia eu fiquei feliz, porque o Maracanã tomou uma multa porque exibiu a propaganda dos caras. Não pode mais. Isso é uma vitória nossa, irmão. Porque a gente começou. É a vitória do Brasil inteiro, mas a gente começou. São as pequenas vitórias que eu te falei que dão sentido pra nossa caminhada.

Agora, tu acha que desde... Vamos lá. Vou falar aqui um palavrão, você me perdoe, meu irmão. Mas tu acha que desde aquele dia não estão tentando achar uma foto, um vídeo, alguma coisa minha com uma puta? Com certeza. Com certeza, eu sei disso. Só que não acharam, irmão. Tu acha que quando... Com certeza. Não acharam porque não tem.

E, novamente, se eu não fosse casado e etc., e tivesse, eles iam fazer do mesmo jeito, mesmo sendo uma coisa que eu poderia fazer e não tem problema nenhum. Mas nunca fiz. Sacou? Outra coisa. Desde que começou esse negócio de eu ir para cima do Master, etc., cara, tu acha que esses caras... A Bets é o terceiro capítulo. Ah, tá. Tu acha que esses caras não vieram para cima tentando achar um centavo que tivesse vindo para mim?

meu irmão, de governo, de uma estatal, de alguma coisa?

Esses caras reviraram, meu irmão, o ICL e a minha vida inteira, tentando achar de onde vem o dinheiro. E, meu irmão, só vem dos cursos. Não acharam nada, zero. Aí o negócio do master. Sabia que o Vorcaro tentou sentar comigo para conversar, irmão? Quando? Antes. Quando eu comecei a criticar muito. Eu fui um dos primeiros, você lembra disso? Sim, sim. A entrar com tudo, falando o negócio do master, etc. Aí o cara me chamou.

através de um intermediário, pra gente jantar junto. Mas, pô, pra conversar numa boa, pra ele poder entender o que eu tô fazendo. Não é nada disso que ele tá pensando, não sei o quê. E eu falei, eu falei pra pessoa, que é uma pessoa que eu conheço, e uma pessoa que eu até quero bem. Eu falei o seguinte, falei, olha só, deixa eu te falar. Com todo carinho que eu tenho por você, eu vou te falar uma coisa que é o seguinte. Eu não entro em sala onde tem um bandido, irmão. Eu não vou sentar numa mesa com um bandido. Porque vai ser usado isso aí. Eu não vou sentar, cara.

Ô, Vilela, eu tenho uma questão hoje em dia que eu, gente, eu, e você pode perguntar pra qualquer pessoa ao meu redor, eu não saio, cara. Eu não vou pra evento, eu não vou pra festa, não vou pra inauguração, eu não vou pra nada, sabe por quê? Porque eu não quero estar num lugar onde chega um ministro, chega o Hugo Mota, e alguém chega, meu irmão, me peça pra sentar com o Hugo Mota, pra eu ter que tomar um uísque com o cara, apertar a mão do cara, contar três piadas e duas confidências. Eu nunca mais posso falar mal do Hugo Mota. Pois é.

Eu tô amarrado com o cara. Então, cara, assim, você tomar essa decisão de criticar, tu só vai perdendo amigo. Aí tem uma hora, meu irmão, que a esquerda começa a te bater, a direita já te bate há um tempão, as instituições ficam o pé da vida contigo. Obviamente, tu tem uma base, que é isso que também dá força, tem uma base de pessoas que tu segue, que te ajuda. Esse holofote, né? E tem a minha família, brother. Porque a Ju é parceiraça, brother.

parceiraço, meus pais que não têm a mesma opinião política que a minha. É sério? Ao longo dos últimos anos, eles, meu irmão, passaram a ser parceiraços, mesmo não tendo a mesma opinião. Passaram a ser parceiraços, assim, em termos até emocionais, sabe?

Meus filhos, cara, o meu filho mais velho, hoje, pô, chega e fala, pô, papai, eu vi aquilo que você falou, pô, você mandou bem pra caramba, não sei o quê. Então hoje a minha força vem muito, muito da minha família, do grupo de pessoas ali das redes que, cara, sempre, pô, tá ali escrevendo uma parada maneira, não sei o quê. Mas, brother, é fogo. É muito punk. Eu tomo remédio pra dormir há quatro anos mesmo, toda noite.

Entendeu? Minha pressão nas últimas semanas estava 18 por 12, 16 por 10. Eu tive que voltar a tomar remédio de pressão contínuo, porque eu tinha conseguido parar. Então, assim, é uma parada que é... É uma escolha, né? É uma parada que é difícil pra caramba. Entendeu? Mas, novamente, mais pessimista do jeito que eu estou com o mundo.

Mundo com riqueza cada vez mais concentrada. Qual é a opção a isso? É desistir. É baixar a guarda. É a opção é baixar a guarda e esperar passivo a destruição da parada. Aí, o mundo está a um palmo de distância de apertar o botão nuclear. É um palmo mesmo de distância de apertar o botão. O relógio do fim do mundo nunca teve tão perto da meia-noite. The Doomsday Clock. Nunca teve tão perto da meia-noite.

Você chega, tem um maluco lá nos Estados Unidos, hoje, não sei se você viu o que acabou de anunciar. O cara acabou de anunciar que vai voltar com um pelotão de fuzilamento nos Estados Unidos. Ou seja, a pena de morte que é por injeção nos Estados Unidos. Ele quer assim mesmo, um pelotão. E tem um monte de gente que vai ouvir eu falando isso e vai curtir, brother.

Por quê? Porque o cara é mal? Não. Porque o cara foi, meu irmão, assim, ao longo da vida, levado a esse ponto. Eu estava hoje, e vou até falar mencionando ela, estava hoje fazendo fisioterapia, estou com um estiramento brabo pra caramba, que também vem do estresse, para quem faz muita atividade física, você tem o número de...

Esse veio da natação. Cara, eu tava conversando com ela, ela falou, pô, se tu for no Vilela, fala que ninguém aguenta mais essa questão da insegurança. E realmente, virou uma maluquice. Só que é uma maluquice. Ah, não é por causa do Lula, é por causa disso tudo. Segurança de medo de sair na rua.

Então aqui, por exemplo, só para as pessoas também saberem, e eu não estou tirando, meu irmão, culpa do governo também não, porque eu acho que o governo deixa a desejar muito na área de segurança. Mas, irmão, a insegurança aqui em São Paulo é culpa do Estado, é culpa do Tarcísio de Freitas, porque a polícia é a polícia do Tarcísio de Freitas. E não adianta chegar e botar a culpa só no policial, não, porque o policial também, primeiro, ele tem uma história. Como é que esse cara foi formado, irmão?

O que disseram para ele? Qual a história que conta? E outra coisa que as pessoas não param para pensar também. Porque, realmente, é uma verdade. A vida da galera, meu irmão, que mora na periferia...

É uma merda em termos do que o cara tem de oportunidade, da forma como o cara, meu irmão, é humilhado, sacou? Na hora que tem um monte de gente passando no lugar, aquele que está vestido mais com cordão ou com boné, ou que tem, meu irmão, a pele mais escura, não precisa nem ser negro, pelo tom de pele, é o que é parado, isso é tudo verdade.

Então é humilhação atrás de humilhação. Chega pra fazer o negócio, o cara trata pra comprar uma coisa, o cara te trata mal porque tu tem cara de pobre. Então a vida já é uma humilhação. Então é muito mais... A mãe tem que trabalhar além de cuidar da casa. O pai, quando tem o pai, meu irmão, porque muitas vezes não tem o pai, tem que trabalhar na escala seis por um. Não tem ninguém pra tomar conta do moleque. O moleque tem que ir pra escola. A escola é uma bosta.

porque a escola municipal, estadual, etc., são horrorosas no geral. Aí o cara tem qualquer problema de saúde, tem que marcar o SUS. O SUS é uma das maiores conquistas do Brasil. É verdade? Sim. Agora, o atendimento do SUS é exemplar? Não. Na maioria das vezes é uma porcaria, bro. É uma porcaria. É uma fila gigante. Tu chega lá com um problemaço, o cara te dá um Tilenol.

Ah, não é verdade porque eu tenho um amigo? Eu sou o médico? Então conversa com as pessoas, cara. Pois é. O cara tem um problema, tem que fazer uma tomografia, tem que fazer uma ressonância. Só tem pra daqui a vários meses. E não é do lado da casa dele, não, meu irmão. O cara tem que se virar pra ir pro outro lado da cidade pra conseguir fazer a parada. Aí fica a esquerda do ar-condicionado, sacou? Falando o seguinte, não, porra, em defesa do SUS, temos que defender o SUS, mas, meu irmão...

Temos que melhorar muito, não é pouco não, muito. Então a saúde do cara é uma porcaria, a educação o cara não tem, o pai e a mãe não conseguem estar em casa porque tem que levar comida para casa, o cara mora, meu irmão, no barraco quente para caramba ali, para chegar em casa tem que andar um monte de coisa de rua que não é asfaltada no meio dos labirintos, a gente fala, meu irmão, o cara foi para o crime porque ele é mau.

O cara não foi pro crime. Ah, mas tem um que tem a mesma coisa e é trabalhador. É isso aí, mas tem uns caras que não, meu irmão, não aguentaram e foram pro outro lado. E aí a pergunta que a gente fala é a seguinte, é a mesma coisa. Tem um monte de cara ali nos jardins, que também é o contrário. Tinha tudo.

Pra não cair no crime. E faz um monte de... Taca-fogo em mendigo, taca-fogo no indígena, o cara pega e entra pra roubar um monte de coisa. Só que o que acontece com esse cara do Jardim Inche? Nada. Ele vai contratar o advogado que eu te falei, que é um dos cinco, vai mandar o caso pro Supremo e não vai acontecer nada, irmão.

Não vai acontecer nada. Aí, esse cara, aí o policial, mas a gente só fala desse cara. Agora vamos falar do policial. O policial chega, irmão. E eu tive, há um tempo atrás, uma mega treta com o policial. Porque, pô, um cara caiu numa moto, né? Um cara que era um entregador. Eu parei pra ajudar o cara. O cara todo sangrando. Achei até que o cara tava, pô, morrendo.

peguei, parei os carros pra ninguém passar por cima do cara, fiz um monte de coisa. Aí chegou um policial gritando com todo mundo. Chegou a mulher que tinha batido no cara com o carro, chegou, falou não sei o quê, e falou puxa a ficha criminal dele, pega não sei o quê, pede identidade, antes de ajudar o cara e não pediu nada pra ela.

E aí, cara, eu cheguei, fui defender o cara, aí o cara quatro vezes me ameaçou, me prender, etc. O que aconteceu? Depois de um tempo, meu irmão, eu falei, pô, numa boa, se esse cara quiser conversar comigo, eu troco uma ideia com ele, esse policial.

E aí troquei uma ideia com o cara. Hoje o cara passa, meu irmão. E, obviamente, não virei amigo do cara, mas o cara passa. Pô, como é que está? Pô, realmente, a gente tem que, em alguns momentos da vida, saber que a gente fez uma coisa certa, uma coisa errada. E está tudo bem, irmão, no sentido de que...

A gente tem que entender a realidade também. Tu já entrou numa delegacia de polícia civil que não seja nos jardins? Já. Meu irmão, me conta então como é que é. A realidade é... Como é que é o banheiro? Como é que é o banheiro de uma delegacia de polícia civil que seja na periferia aqui de São Paulo? Como é que são as salas onde os caras têm que trabalhar?

Onde é que o cara tem que ir, meu irmão, para cumprir a operação dele, a missão dele? É todo dia. Ir sem saber se vai voltar. Aí vira uma guerra de um contra o outro, brother. E ganhando mal para cacete.

E ganhando mal. Tem que saber olhar esse lado também, brother. Tem que saber, porque no final das contas, todo mundo, no final das contas, todo mundo, irmão, é pessoa, tem filho, tem pai, tem irmão, tem irmã, chora, ri. Tem um grupo ali dos 5% que são os psicopatas. É.

E aí tem. Tem, meu irmão. Tem um bandido que é psicopata. Sim, claro que tem. Aquele que mata, meu irmão, a sangue frio. E veja que quando eu falo isso, não ache que eu não tenho muita raiva, meu irmão, quando um policial pega e esculacha um cara. Mas muita, meu irmão.

Muita. Eu fico querendo que esse cara seja punido pra cacete. Meu irmão, eu fico com muita raiva quando eu vejo o cara ali na moto, na garupa, indo assaltar um celular do cara que é trabalhador. E o cara que é trabalhador no maior perrengue, pegando um ônibus, o cara toma o celular dele e o outro se mexe e ainda toma um tiro.

Vamos falar uma parada assim, sem filtro. Tu acha que eu não fico com vontade de matar o cara? É. Eu fico. Agora tu me pergunta. Eduardo, você acha que é certo matar o cara? Aí eu também. Eu não acho. Aí volta a barbárie, né? Mas eu sinto a vontade. Eu sinto a vontade. Então um dos grandes erros hoje são as pessoas se conectarem com as emoções e fazerem as pessoas cada vez serem menos racionais.

E por que você é contra, então, matar o cara, Eduardo? Por um simples motivo. Matar é uma parada que não tem volta. A única coisa que não tem volta no mundo é a morte. Então tu matou, acabou. Então é o tipo do negócio, é o engenheiro falando matemática. Tu não pode errar.

Tu não pode errar nada. Porque uma pessoa que tu erre, cara, é assim, que tu mate injustamente, na minha opinião, não justifica mil que tu mate corretamente. Essa é a questão. Eu não acho, entendeu? Então, se tu errar um, já, meu irmão, caiu por água abaixo. Você tem que matar. Agora, nos confrontos...

Cara, assim, do jeito que a gente está hoje, vai morrer gente. Vai morrer gente dos dois lados. A gente fala muito que o Brasil é um dos países que mais mata, mas quando a gente fala para mudar essas condições da forma como a polícia atua, é também para proteger os policiais, porque o Brasil é um dos países do mundo que mais morre polícia.

Sacou, cara? Então, é difícil, Vilela, imaginar, é difícil imaginar que o Brasil vai melhorar nos próximos 30 anos. Dá para imaginar você tendo ali algumas políticas sociais com esses governos de centro, como o do Lula e etc. Tem várias políticas que eu acho legais para caramba.

entendeu? Tem bons quadros e dá pra imaginar que pode piorar muito entrando um Flávio Bolsonaro, etc, porque vai continuar vendendo tudo, vai continuar entregando tudo que a gente tem aqui seja de minério, terras raras, seja de petróleo, seja de tudo, irmão, de tecnologia, do pouco que nos resta. Por quê? Porque quando o cara entrega, alguém tem que... Por que o cara quer vender tudo? Ele gosta de vender? Ele não ganha dinheiro? O cara tá no governo? Calma, irmão.

Tu vende por onde? Uma empresa tu não vende, tu liga pro cara e fala assim, aí meu irmão, vende aí a Vale. Aí, quanto é que tu quer na CSN? Pô, fechado, passa aí teu Pix. Não é assim que tu vende uma empresa dessa. Sempre essas operações são mediadas por quem? Pelos bancos. Os bancos de investimento. E aí, os bancos de investimento, eles plantam...

toda uma imagem na cabeça das pessoas que o melhor pro país é vender essas empresas todas. Aí quando vende, eles ganham o dinheiro que eles querem do semestre e dane-se o que vai acontecer. Vou te falar da Sabesp. Acabou de ser privatizado. Sim, sim. Aumentou a conta d'água e não sei se tu sabe, toda noite praticamente ela corta a água.

em quase São Paulo inteiro. Por que ela corta água? Porque você, quando tem vazamento, é um dos problemas que você tem que evitar, porque é desperdício que você está tendo de água. Então, como é que você pode resolver o problema do vazamento? Consertando. Consertando o cana. Ou? Ou diminuindo a pressão.

Quando você diminui a pressão, você manda menos água, você tem menos vazamento. Porque vários vazamentos só acontecem porque na pressão, aquela conexão que você tem ali entre duas tubulações, você tem água. Ou na própria tubulação, você tem alguma fissura, alguma coisa, só na pressão que sai a água. Então o que você faz? Você diminui a pressão. Pronto, você ficou mais eficiente. Mas as pessoas estão sem água. Aí o que acontece? Quando a água vem de manhã...

que ficou parado sem fluir água na tubulação, como é que ela chega na casa das pessoas? Irmão, cheio de ferrugem, suja. Chega marrom, marrom, marrom na casa das pessoas. E o preço? É igual. Então é um produto pior, que é oferecido menos tempo para as pessoas, e o preço maior.

E a empresa lucrou. Aí o cara chega e fala, tá vendo, meu irmão? Sabesp foi super boa a privatização. Eu falo, por quê? Só tu vê a ação. A ação subiu. Fala, tu tá louco, meu irmão. O que tu usa pra lavar o carro a ação? É. O que tu usa pra escovar o dente? A ação? Tu pega as quatro ações de Sabesp e escova o dente? Tu toma banho com a ação? Tu toma banho com água.

E é um conflito de interesse óbvio. Quando tu chega, por exemplo, recolhimento de lixo. Vamos supor que uma empresa que recolhe lixo, ela ganha pela quantidade de lixo que ela recolhe, que é a quantidade de caminhões que ela tem que ter, etc. Tu acha que qual o interesse se é uma empresa privada? Que as pessoas produzam mais lixo ou menos lixo? Mais lixo. Agora, como mundo, a gente quer que o mundo produza mais lixo ou menos lixo? Menos.

Empresa de água, a gente quer que o mundo gaste mais água ou menos água? Menos água. A empresa quer que gaste mais água ou menos água? Mais água. Cara, é tudo conflito. Energia. Energia, mesma coisa. Quer que gaste mais ou menos? Privado, mais. Se é público, menos. Porque a gente preserva, queima menos combustível fóssil, etc.

As coisas são muito simples. Por isso que tu precisa gastar trilhões com mídia, comprando jornal, comprando os especialistas, comprando a boa intenção de juiz, desembargador, ministro do Supremo, comprando bancada. Tu precisa de comprar todo um sistema. Tudo isso que a gente está falando aqui é o tal do sistema.

Tu tem que comprar todo um sistema pra convencer as pessoas de uma coisa que, meu irmão, é tão absurda como não privatiza a água que vai melhorar. Não, mas calma aí. É óbvio que não vai melhorar. Não, mas não existe óbvio. Porque se eu marretar na tua cabeça durante 30 anos essa ideia, tu vai achar que é óbvio que tem que privatizar. Então é assim que funciona a parada. É assim que funciona a parada. Agora, eu acho que nos próximos 20 anos...

Vai mudar? Como é que vai mudar? Se os caras são mais donos da mídia. Cada vez mais. Como é que vai mudar? Se o negócio das redes sociais agora estão concentrando, é a Globo de hoje em dia, é o Facebook, o Instagram. Esse negócio é de um dono também. Que tem interesse, tu viu, quando o Trump foi eleito na mesa ali do jantar, tinha um derrubado todos eles, os derrubados, os 11, sei lá, todos. Então tu fala, por que vai melhorar agora? Só vai piorar.

As empresas cada vez são mais desses caras. As terras são mais dos caras também, porque aí tu pega... Inteligência artificial. Você sabe... Boa, entramos num outro ponto bom. Você não falou das bets ainda. Inteligência limitada e temos que falar das bets. Qual que é o grande problema da inteligência artificial, irmão? Eu até perguntei isso no documentário, que aliás eu indico para todo mundo. Qual? Vai para a China, Eduardo. Ontem, um milhão de pessoas... Bateu um milhão de pessoas que assistiram. Quero ver agora que eu voltei. Cara, tu vai ficar amarradão. Ainda mais que tu passou nas cidades e tu vai reconhecer várias coisas ali, tu vai achar mal barato.

Vai para a China, Eduardo. Eu acho que é icl.com.br barra China. icl.com.br barra China. Mas eu até me perdi. O que a gente estava falando? Do... Caramba.

A inteligência social, boa. A viagem da China te acendeu uma luz, você falou. Sobre a inteligência social. Eu fiz essa pergunta lá. E o cara falou, realmente, essa é uma das principais questões hoje. Imagina que você tem numa mesa 10 pessoas que têm a mesma função. E aí, você sabe, tem um critério que mede que uma das pessoas que uma das pessoas

é mais inteligente que as outras todas. E não tem o limite de quantas perguntas cada um pode fazer para cada uma das pessoas. Você pode escolher qualquer uma das dez. A pessoa não fica atolada de pergunta ao ponto de você ter que ir para o segundo, para o terceiro. Por exemplo, quando você tem sapato, você pode ter o melhor sapato. Se todos tiverem o mesmo preço, vai chegar uma hora que esse cara não consegue produzir mais sapato, tem que ir para o segundo. E esse cara vai subir o preço. Que são as leis de oferta e procura. No caso dessa mesa...

Agora nessa mesa esse cara pode responder quantas perguntas quiser. Um, todo mundo sabe que é mais inteligente que os outros. Você tem 100 perguntas para fazer. Para quem você vai fazer as 100 perguntas? Eu sou mais inteligente. Todo mundo? Claro. Então no caso da inteligência artificial, se você tem um cenário que é o the winner takes all, o vencedor...

leva tudo. Não tem nem... Você não tem espaço no segundo lugar. Você não tem espaço. Por isso que tem uma briga muito grande e por isso que em algum momento você vai ter uma crise enorme, porque várias empresas vão passar a valer zero ou quase zero.

porque o vencedor vai levar tudo. É pior do que o caso do Google, que o Google era o seguinte, pô, tu tem que procurar. Por que tu ia procurar no Bing? Por que tu ia procurar no Yahoo se o Google era muito melhor? Todo mundo procurava no Google. É a mesma função. Agora, na inteligência artificial, quando todas começarem a fazer uma imagem, quando todas começarem a fazer o coding, a fazer o código de um programa que você quer, quando todas começarem a responder as perguntas de uma maneira mais sofisticada...

fazerem vídeos, etc. Não tem espaço para o segundo lugar. Só que aí você tem um problema, meu irmão, que é a homogeneização da opinião, da moral, da verdade. Você tem um arquivo enorme, a inteligência pega tudo isso, comprime e te cospe o básico. Eu vou te dar um exemplo, que é o exemplo que eu sempre dou. Você chega no Brasil, em várias regiões, você fala o seguinte, vou fazer xixi. Em outro lugar, tu fala, vou mijar.

Vou tirar a água do joelho. Isso. Mas vamos fazer xixi e mijar. Em vários lugares do Brasil, você fala vou mijar. É mega mal educado. É. Mega palavrão.

Só que é o seguinte, em vários lugares do Brasil, e eu viajei o Brasil inteiro, você, cara, falar, vou fazer xixi, meu irmão, não existe. Nossa. Eu vou mijar, e vou mijar, não é assim, ah, o homem fala, a mulher fala, o jovem fala. Todo mundo fala. Todo mundo fala, e não é palavrão. Sim. Se você passa a ter, por exemplo, uma inteligência artificial...

Ela decide se é ou não é palavrão. O certo é isso e todo mundo... E eu estou dando esse exemplo ultra bobinho, até caricato, para dizer o seguinte, do mesmo jeito que vale para isso, vai valer para tudo. É o seguinte, qual a verdade sobre como foi o descobrimento do Brasil? É essa. Só que vai ser pior, né? Eles não vão dizer qual é a verdade sobre o descobrimento do Brasil. Só vai ter. Meu irmão, vai ter um vídeo mostrando os caras chegando. Ultra realista, em 3D.

Vai ser o seguinte, vai ser a materialização de uma verdade paralela criada.

Vai ser a materialização de uma paranoia. Porque para, paralelo, loia, verdade, realidade. Noia, realidade. Então a gente vai criar um mundo paranoico, mas com materialidade. Então as pessoas não vão ter mais que acreditar ou não acreditar. É. Aquilo vai ser.

Agora, tu imagina um mundo onde, cara, não tem mais espaço para o debate. Não tem mais espaço para certo ou errado. Hoje já tem um pouco disso. O cara chega e fala assim, ah, botei aqui na IA, tu tá errado. É, olha aqui, acabei de colocar no chat. O que tu não entende, o que tu tá vendo na IA, é o que outras pessoas falaram.

Não é o que a IA falou. A IA é uma média da internet. E média que considera... Desde o influenciador, que é o cara que entende do assunto, até o cara que é o idiota. Ele pegou a média. É o terraplanista. E o cientista que acabou de publicar... O que foi pro espaço. Só que ele vai pegar a média do terraplanista com o que foi pro espaço. E vai falar, existem opiniões. Então, cara, é o seguinte...

A IA não tem opinião. As pessoas têm opinião e a IA coleta e faz uma média dessas opiniões. A IA é um modelo... Ela não pensa. Ela é um modelo estatístico. Para quem não entende o que é a IA... Ela adivinha sempre a próxima coisa. É isso. Na maior probabilidade. Aí você fala, é, acertou. Então ela já...

aciona aqui, então essa é a melhor palavra, essa é a melhor palavra, essa é a melhor palavra. Ele fala assim, na maioria das vezes que essa palavra veio junto com essa neste contexto, a palavra que vinha depois era essa. Para quem não está entendendo é quando você está escrevendo no celular, ele tenta adivinhar a tua próxima palavra. É para.

É parão, é não sei o que. É isso aí. Paraná. Só que no modelo grande, por isso que é Large Language Model. E cada vez ela fica mais treinada para acertar. É isso. Mais calibrada. Exatamente. Então ela também, ela solidifica os erros. Então os erros que a gente tiver hoje em dia... E ela é feita para te agradar. Sempre. Grande pergunta, boa observação. É. Brilhante ideia. É, você tem razão. Sempre começa assim.

Pois é. Sempre começa assim. Aliás, até fica para as pessoas, né? Uma dica interessante. Tu está numa conversa, numa discussão. Tu quer ganhar simpatia da outra pessoa? A IA faz isso porque, na maioria das vezes, quando isso é feito, ganha simpatia da outra pessoa. Então, a boa maneira de você entrar numa discussão, ela está te ensinando. Putz, cara, boa observação. Caraca, eu não tinha pensado nisso. Isso que você está falando faz todo sentido. Pronto, está a dica aí. Porque o que ela está falando...

É o que vem da gente. Eu sempre falava isso, o pessoal achava que eu era louco. Aí veio uma pesquisa e confirmou. O que eu escrevia na IA, falava assim, você poderia, por favor... Eles falavam, você é louco. Eu falo, irmão, não sou, porque esse negócio é estatístico. Pedi qualquer coisa pra ele. Eu pedia, por favor. Ah, tá. O pessoal falava que era louco por fazer isso. O pessoal falava que eu era louco por pedir, por favor. Tá falando com uma máquina? Tá falando por favor? Eu falei, não, cara. Isso aqui é um modelo estatístico. E na maioria das vezes que as pessoas escrevem, por favor, late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late

numa pergunta ou colocam numa fala, uma resposta vem mais cuidadosa. A maioria das vezes que as pessoas fazem uma pergunta que seja mais seca, mais grossa, a resposta vem com mais má vontade. Então você tem que replicar o que acontece estatisticamente e que tem o melhor outcome, que tem a melhor resposta. É assim que a IA funciona. Então o grande truque da IA...

É saber dar o prompt. É. A inteligência da IA é saber como buscar estatisticamente aquilo que você quer. Então, até dando uma dica para as pessoas, você tem que fazer um estudo com a IA. Em vez de perguntar diretamente o que você quer, ou seja, faça um relatório dos exercícios que eu tenho que fazer para ficar com o bíceps mais forte.

Você vai fazer isso? Ela vai pegar uma média e vai te responder. A outra é o seguinte, você chegar e dar um prompt o seguinte. Faça um levantamento de todos os estudos científicos feitos sobre ganho de massa muscular e, baseado nestes estudos...

e considerando uma pessoa com 50 anos de idade, com 30 minutos de tempo por dia, faça uma série. Aí ela vai pegar, limitar, em vez de fazer a média, ela vai fazer a média entre os estudos científicos comprovados. Pegar um subconjunto das pessoas que têm 50 anos de idade. São duas respostas completamente diferentes. Totalmente diferentes.

Então, assim, você tem que saber perguntar na IA para ter as respostas de qualidade, porque senão você vai ter uma média. E a outra palavra para média é medíocre. Então, a resposta da IA, ela é uma resposta medíocre, se o prompt for medíocre. Se o prompt é bem feito, você tem uma boa resposta. Então, você continua tendo uma função importante. Só que daqui a pouco você vai ter isso uniformizado.

Então é o seguinte, você tem um mundo com uma verdade só. E vamos supor que a IA chegue e fale o seguinte, que nos Estados Unidos está vendo uma moda agora dizer que só o homem tem que votar. Tem vários pastores dizendo que na verdade não é só o homem. O homem é o líder da família, então na verdade cada família tem um voto. E é representada pelo homem, porque a Bíblia diz isso. Na verdade é dizer que as mulheres não votam, os homens votam.

E tem um motivo óbvio, que você tem o mapa eleitoral dos Estados Unidos masculino e feminino, e são dois mapas diferentes, um é pintado de vermelho e outro é pintado de azul. No final das contas, esse é o objetivo. Mas e se a IA chega e começa a falar o seguinte? Está comprovado, cientificamente, não sei o quê e etc., que uma sociedade onde o homem da família vota não sei o quê, se reflete em números melhores.

Todo mundo vai achar que isso é verdade. Todo mundo vai achar que isso é verdade. E outra coisa, estatisticamente pra caramba. Tem os matemáticos, né? E os engenheiros, eu sou engenheiro. Tem uma brincadeira que a gente fala, que é o seguinte. Se tu torturar o número o suficiente, ele te entrega o que você quiser. É.

É só você torturar o nome do sofisticado. Espreme que ele vai te entregar o que você quiser. Então é o seguinte, irmão. Por exemplo, tem gente que pega dados para mostrar que a monarquia se reflete na melhor situação das pessoas.

Só esquece de falar que, meu irmão, as monarquias eram os países que colonizaram, destruíram centenas de milhões de vidas, literalmente mataram essas pessoas, tiraram tudo que esses países tinham, deixaram os países todos pobres, e aí esses países ficaram ricos. E aí o que deixa o país rico não é roubar os outros países todos, não. É ter uma coroa na cabeça de uma pessoa.

Estatística tem isso, né, cara? A falácia da falsa causalidade. É, você falar que todo assassino... Post-rock, ergo próprio terroque. O problema do assassino serial é que ele respira oxigênio. Porque todos respiram oxigênio. Você pegar uma coisinha e fazer... E as bets, Eduardo? A briga com as bets como tá?

Porque também está infiltrado em tudo. Nas últimas semanas? Na Globo, o governo... Está todo mundo ganhando com isso, né?

E o Brasil inteiro perdendo. Nas últimas semanas, eu estou sofrendo um ataque maluco. Até é bom aproveitar que você tem uma audiência enorme de fake news para cima de mim. Então, tem uma que viralizou mais que todas as outras, que é um deepfake que fizeram, onde eu estou no programa da Patrícia Poeta, sendo entrevistado com Galípolo.

Algo que nunca existiu. Por acaso, eu nem nunca fui no programa da Patrícia Poeta. Até gostaria de ser entrevistado um dia lá, porque tem uma audiência muito grande, poder falar essas coisas. Nunca vou me chamar, por causa da forma como eu me refiro a Globo, normalmente.

mas essa fake news, ela tem um deep fake, tem um vídeo, tem foto, deu discutindo com Galípolo, e aí a gente sai... Acho que é sobre taxa de juros, não sei. Aí a gente quebra o pau, e aí depois eu começo a passar mal, um médico me atende, e aí me levam, acho que preso, e aí tem várias fotos de manifestações, libertem o Eduardo e não sei o quê, e no final isso tudo...

Os caras vendem um curso, vendem negócio de criptomoeda, etc. Só que isso espalhou de um jeito, irmão. Que mãe de amigo meu, uma freira amiga do Chico Pinheiro, parentes, um monte de gente ligando, assim, desesperado. Como é que está o Eduardo? Por favor, dá notícia. Ele está bem em cima dessas fake news. Quando é que começou essa fake news? Depois que eu comecei agora.

voltar com força total pra cima das bets, fiz a entrevista com o presidente e tirei do Lula a frase falando assim, se depender de mim eu vou acabar com as bets irmão, depois que eu tirei essa frase do presidente e aí começou vários perfis de esquerda a me chamar de bilionário

E bilionário é o seguinte, para dizer que eu sou bilionário, eu tenho que ter um bilhão. E é a coisa mais fácil do mundo comprovar que eu não tenho um bilhão, não tenho um décimo de um bilhão. Entendeu? Só que os caras falam bilionário, bilionário, bilionário. Aí, advogado, meu irmão, dos mais caros do país, falando que eu era bilionário e...

que eu, assim, frase é, começa com o verbo, tá? É candidato à presidência da República.

Ou seja, é uma fake news, meu irmão, assim, registrada de um dos advogados mais caros do país, mais famosos do país. Aí eu falei, cara, o cara está falando duas fake news. Aí no dia seguinte, ele refez o artigo. Eu tenho os dois, né? O que ele publicou num dia e o que ele publicou no outro. Aí tirou o bilionário e tirou o candidato. Ou seja, o cara assumiu que fez duas fake news. E tirou do nada. Agora, esse advogado é um advogado...

que uma vez eu fui chamado para um evento das bets, todo mundo a favor das bets, eu era o único contra, tive a coragem de ir, os caras mega ricos, poderosos, quem é que estava defendendo as bets nesse encontro? Esse cara. O outro cara que me chamou de bilionário, é um cara que uma semana antes tinha defendido, assim, nas redes, a brasileira que fez o negócio de bets lá, que virou bilionária, o negócio de previsão, não sei o quê. Então, pode ser tudo coincidência?

Pode. Agora que os ataques todos começaram depois que o presidente falou isso nessa entrevista pra mim. Agora eu vou te dar alguns números sobre Betis. Que tu também é um cara que gosta de números. E número é número. É claro. Você tem no Brasil...

por ano, em torno de 400 bilhões de reais que são apostados. As bets, elas no final têm uma receita, ou seja, elas ganham, porque só falou que a pessoa aposta, mas aí tem um prêmio, alguém ganha, não sei o quê. Elas ganham em torno de 40 bilhões de reais por ano. Vamos estudar esses dois números um pouco.

Primeiro, ah, Eduardo, os 400 bilhões não quer dizer nada, só importa o que elas ganham. Não. Por quê? No mundo inteiro, para que as bets são utilizadas? E com engenhosidade suficiente, até as legalizadas. Lavagem de dinheiro.

Então, você tem um espaço de 400 bilhões de reais utilizado para também dinheiro sujo, para eu não dizer que é dinheiro sujo. Parte disso. Eu falava a mesma coisa dos postos de gasolina. Há anos que os postos de gasolina usavam, por isso que você entrava em qualquer posto, estava escrito o seguinte, gasolina, 7,20, no Pix, 5. Por quê? Por que será?

É pra lavar dinheiro. É óbvio, todo mundo sabia disso. Aí fizeram a Operação Carbono Oculto. Descobriram a parada, meu irmão. Faria Lima toda envolvida. 50 bilhões de reais o tamanho das operações e não sei o quê. Caraca, pegamos a Faria Lima. O que é que deu a Carbono Oculto hoje em dia, meu irmão? Quem da Faria Lima tá preso? Nada. Quem teve que pagar a multa gigante?

Nada, sumiu. Não existe mais a carbono oculto. O problema dos postos de gasolina, subiu, sumiu. E aí, o que os caras fizeram agora? Ajustaram os postos, não sei o quê. Pelo menos agora não tem mais o problema. Mas, meu irmão, tem ainda um monte de lugar. E o que todo mundo fez? É isso? É indulto? É.

No Brasil tu faz um problema e aí tu tem indulto. Quando descobre um problema é indulto automático. Tu é muito rico. Voltando para as bets. Então tu tem esse negócio. Aí tu pega os 40 bi que elas ganham. Isso, o que eles conseguem monitorar. Porque é gigante ainda o negócio de bet legal, etc. 40 bi.

São 40 bi que saem principalmente dos jovens e pobres do Brasil. Bolsa Família. Bolsa Família. Você tem que, assim, no Brasil, você tem mais ou menos hoje umas 8 milhões de pessoas que são viciadas.

Você tem no Brasil CPF cadastrado, em torno de 25 milhões de CPFs cadastrados nas bets. Ou seja, 10% da população brasileira. Você tem que... Viciado, viciado mesmo, em torno de 8 milhões. Sendo que dos 8 milhões, 4 milhões em estado...

crítico de vício, como você tem com uma droga. Imagina se você tiver o seguinte, 4 milhões de pessoas no Brasil viciadas em heroína em estado crítico. 4 milhões de pessoas em cracolândias distribuídas no país. Era um escândalo que o país ia parar. Tem isso. Só que é silencioso. E são pessoas que tiram a própria vida, que destroem a família, que acabam com um patrimônio que demorou gerações de pessoas trabalhando o dia inteiro. É isso. 4 milhões de pessoas. É uma cracolândia de 4 milhões de pessoas, só que em Betis. 4 milhões de pessoas.

Então, deixa eu te dar um número aqui, meu irmão. Quase metade, quase metade entre 16 e 24 anos. Quase metade desses, no vício extremo, entre 16 e 24 anos de idade. Bolsa Família tem mês que os caras chegam a gastar, meu irmão, mais de 3 bi no negócio.

Entendeu, cara? E aí você chega e fala o seguinte, caraca, essa é a pergunta que a gente tem que fazer. O que tem de bom, Abete? Uma coisa, porque o seguinte, se fosse cassino, que eu sou contra, cassino, tá? Se fosse cassino, tu fala, tem turismo, tem construção civil, tem o entretenimento, tem a parte toda ligada ao entretenimento, a indústria do entretenimento, tem o garçom que trabalha lá, tem o chefe de cozinha.

Tem a parte de serviços, sei lá, de limpeza. Tem tudo isso, né? É. Irmão, a bet do celular, ela não tem nada. É uma luz piscando na tua frente. Pois é. É uma luz piscando na tua frente. Não gera emprego nenhum. A maioria dessas bets tem uma participação enorme de fora do país. É dinheiro que sai daqui e vai para fora do país. Aí tem uns... Nem fica aqui. Aí tem uns imbecis.

que falam o seguinte, duas coisas que os imbecis falam. A primeira coisa é o seguinte, ah, mas isso está gerando uma arrecadação grande para o governo. Irmão, calma aí. Tu vai fazer o seguinte, a galera perde 40 bi por ano, porque é isso que perde, 40 bi. O governo arrecada 4. Então é o seguinte, você está chegando para as pessoas, falando assim, olha só, eu vou fazer o seguinte, eu vou pegar 40 bi de vocês e vou roubar 40 bi de vocês. E aí

E aí é o seguinte, eu vou devolver, eu não vou devolver quatro, que eu vou pegar quatro e jogar na máquina pública. Aí jogando na máquina pública, meu irmão, quanto desses quatro, eu já vou te falar, metade desses quatro vão para pagar juros da dívida brasileira.

que é o dinheiro dos bancos da Faria Lima. 90% dos títulos da dívida pública brasileira estão na mão de bancos, fundos de investimento, investidores estrangeiros e fundos de pensão. 85%, para ser mais exato. Então, o seguinte, metade, metade desses 4 bi vão para isso. E os outros vão pagar a máquina e funcionalismo e isso e aquilo. Serviço mesmo, investimento? Vai vir isso aqui.

Vai vir isso aqui. Então tu tá roubando 40 bi pra devolver 1. Olha só, tamo aqui captando 4 bi.

7 bi? Está captando não, irmão. Então é o seguinte, é melhor, é óbvio, eu estou falando aqui do ponto de vista só matemático, é melhor tu chegar e fazer o seguinte, então vamos fazer o seguinte, vamos fazer um imposto, eu não estou defendendo fazer um imposto, eu estou falando matematicamente, eu vou fazer um imposto para arrecadar aqui 4 bi, se essa é arrecadação, eu vou arrecadar 4 bi. Eu estou dando 36 bi de volta para a população.

É isso. Só que as pessoas não veem. Elas só veem o 4 bi chegar, mas não veem os 40 bi que elas estão perdendo. Irmão, indo pra fora do país. Não tem nada de bom. Ah, porque patrocina os times de futebol. Cara, isso é uma maluquice. Quem tá patrocinando o fundo... Gente, quem tá patrocinando os times de futebol não são as Betis.

São as pessoas que estão perdendo dinheiro para as bets, são os miseráveis. O patrocínio na camisa do Flamengo, o patrocínio na camisa do São Paulo, o patrocínio na camisa do Corinthians, do Palmeiras, o patrocínio na camisa, sei lá, do Vitória, do Esporte, tinha que, em vez de estar escrito, sei lá, não sei o que, Kbet 365.

e não sei o que, esporte, vai de não sei o que, tinha que estar escrito o seguinte, pô, seu José, servente de pedreiro, dona Maria, caixa de supermercado, pô, é o João, entregador do iFood, tinha que estar escrito isso, que são essas pessoas que estão pagando o time de futebol, não são as Betes, as Betes são as que estão roubando essas pessoas, o futuro delas, estou falando roubando o futuro delas, estou falando roubando as pessoas, ainda vai me meter processo, e aí é amigo dos advogados, que sou amigo do Supremo, eu, ó.

Então é o seguinte, estão roubando o futuro dessas pessoas. Eu mudei minha palavra.

pra vocês poderem me processar. Tem que tomar cuidado com cada palavra que eu falo, porque eu não posso cair na mão desse cara que eu tô ferrado. Mas não tem nada de bom, irmão. Nada. Zero. Zero. Aí eu pergunto, por que que não proíbe? Aí vem a outra idiotice. Eu falei que tinham duas. Então a primeira era essa. É a justificativa da arrecadação. A segunda é o seguinte. Ah, mas se proibir, eles vão fazer do mesmo jeito. E aí vai ser ilegal. Irmão, então é o seguinte. Liberou a heroína. Vamos fazer o seguinte. Taxar a heroína.

liberou crack liberou a milícia é só fazer a mesma coisa com tudo isso por que proíbe a milícia então? vai ter de qualquer jeito não vai ter de qualquer jeito? por que não proíbe a milícia? cobre uma taxa você pode cobrar a galera toda aqui da periferia, a galera do morro a galera aqui do bairro pode cobrar o seguinte, pelo gás, pelo não sei o que tu tá arrecadando 40 bi né?

mandando matar, não sei o que. Mas faz o seguinte, pô, paga um imposto de 4 bi. Pô, a milícia agora financia o novo desenvolvimento. Coloca na camisa dos times. É, eu sei. O crack, não sei o que. Irmão. Não faz sentido. Aí o cara pega um exemplo e fala assim, ah, então tu não pode ser a favor da cannabis. Calma aí, não é tudo igual, brother. Não. Claro que não é tudo igual.

Agora tu pegar e comparar, por exemplo, o cara poder usar, que agora já pode, mas só para dar um exemplo do que já pode, a cannabis medicinal.

Que meu irmão tem um monte. Eu uso pra dormir. Eu uso cannabis medicinal. Me ajuda, não resolve o problema. Não, ele estaciona. Mas me ajuda um pouco. Aí eu vou te falar o seguinte. Ah, mano, por que que não pode? Tu acha que os remédios que você toma vem do quê? Tu acha que vem, porra, meu irmão, de Marte? Por que que chama droga? Tu acha que vem de Marte? Drogaria. Ou tu acha que os remédios que você toma pra dor, que são opioides, tu acha que ele vem do quê? Tu acha que o opioide vem da concha do mar ou vem do ópio?

O opiódico vem do ópio. O ácido acetil salicílico. Tu acha que ele vem de onde? Vem de uma planta também. Cara, os remédios todos. O passiflora, que o pessoal toma para dar uma acalmada.

Vem ali do maracujá, né, cara? Então, cara, assim, quase todos os remédios, quase todos os remédios, ou tem alguma planta na sua formulação, ou começaram a ser desenvolvidos a partir da observação de o comportamento que a gente tinha ao consumir uma coisa da natureza, e os cientistas foram lá e isolaram o princípio ativo.

Mas existem vários remédios que você isolar o princípio ativo não funciona porque você tem uma sintropia entre todos os elementos que você tem naquela planta. Ou seja, aquele princípio ativo é o que faz você sentir menos dor, ou se sentir mais calmo, menos ansioso. Mas ele só funciona em conjunto com todos os outros que parecem inertes, mas são aqueles que...

combinados com esse princípio ativo, fazem você se sentir daquele jeito. Agora, pode usar todos e não pode usar o do cannabis. Ah, então, pô, beleza. Então, a heroína também pode usar. O princípio ativo que se usa na heroína se usa em alguns medicamentos. Ultracontrolados que só o médico pode ter, etc. Agora, tu não pode legalizar a heroína, irmão.

Eu acho, pelo menos tem... Aqui eu estou falando uma opinião firme minha. Tu não pode legalizar a milícia. Eu realmente acho que tu não pode legalizar a milícia. Porque senão, no limite, tu pode legalizar tudo desde que pague imposto. Tu pode começar a ter uma... Assim, eu tenho aqui uma firma de matadores de aluguel.

Mas eu pago tudo direitinho. Por que tu não pode ter uma firma de matadores de aluguel? Não. Aí vai vir um cara com a ideia. Pô, cara, vamos fazer o seguinte. Para poder, como é que se diz, desincentivar, vamos cobrar um imposto de 80% sobre as firmas de matadores de aluguel.

Que aí a gente vai desincentivar. Tá louco, meu irmão. Tu tem que proibir. Tu não pode ter firme. Ah, mas os caras vão fazer do mesmo jeito. É pra isso que existe polícia. É pra isso que existe o esquema legal. É pra isso que existe o judiciário. É pra você poder proibir algumas coisas e você ir atrás e punir quem não tá cumprindo aquilo que é o combinado. Em relação às bets, qual é o caminho, então? Proibir. Não tem a menor dúvida. Tudo bem, mas...

Pelo que você está falando e pelo que a gente sabe, ninguém tem interesse em proibir. E aí? A população tem interesse em proibir. Quem não tem interesse em proibir é Ciro Nogueira, é Arthur Lira. Quem não tem interesse em proibir, eu imagino que seja o Cássio Nunes, porque ele viaja no jatinho do dono lá do Tigrinho, do não sei o quê, o Fernando, não sei o quê. Mas será que a população...

Está discutindo isso? 70, eu esqueci o número exato, mas 70, acho que 9 ou 75% da população é contra as bets. É? Pesquisa mais recente que tem. Em mãos com o governo. Ah, então o Congresso tem que... É claro. É claro. Tem que bater. Só que o problema é o seguinte. Os 75% que são contra as bets, eles têm 75% das cadeiras do Congresso? Não tem. Mas aí vem um ponto que é o seguinte.

O Lula pode proibir. Como que é o caminho? Ele chega e manda, por decreto, ele proíbe. E aí tem um prazo, acho que é de 30 dias, para ser votado. Na minha opinião, o que ele tinha que fazer? Proíbe. E aí, deixa quem é a favor das Betis mostrar que é a favor. Tem que se manifestar, né? Ah, o Nicolas. Ou às vezes os caras da esquerda também.

Irmão, vocês estão a favor das bets? Vai lá e mostra que tu é a favor. Não fica se escondendo. Mostra que tu é a favor. Entendeu? A gente precisa saber, cara.

Porque, por exemplo, o Globo, essa semana, veio com duas matérias defendendo as bets. Aí lá embaixo vem escrito pequenininho. Fulaninho de tal é consultor do não sei o quê, do Instituto O Jogo Responsável. Mas como que ele defende? Qual é a justificativa? É mesmo, é essa que a gente está falando. As duas, que se for proibido vai ter o ilegal e que se for proibido não vai ter arrecadação, que são duas coisas absolutamente imbecis. Mas, sinceramente, ano de eleição, você acha que o Lula bate no peito nessa?

Tinha que bater, e aí eu vou te falar. E aí é um pensamento meu. Falando com o assessor, eu vou perguntar também. Tem que ter o que as pessoas valorizam. Coragem. Na política, o que as pessoas valorizam. O que cada vez mais no mundo elas valorizam. Coragem. Eu acho que se ele bate no peito nessa, as pessoas estão revoltadas. A galera vai valorizar. Todo mundo vai valorizar, não tem a menor dúvida. O que o mundo inteiro está votando? Antissistema. Por quê?

está todo mundo, a maioria do mundo está mal parada. As pessoas não estão vendo que coisa melhorar. Não tem. Absolutamente proibido. Absolutamente proibido. Entendeu? Agora você chega e vê o seguinte, sem coragem, aí vem o meu pessimismo de Brasil. Sem coragem de chegar e falar assim, as bets estão proibidas. Ah, vai vir todo mundo contra não sei o que. Eu vou peitar e vou comprar essa briga.

Ah, o seguinte, eu vou fazer agora, reformular a caderneta de poupança do Brasil para os bancos perderem esse poder todo de poder ficar emitindo os CDBs, não sei o quê, e eles decidirem o negócio. Ah, Febraban, os bancos vão ficar loucos com isso. Eu vou peitar os bancos. Eu vou mudar o modelo do tripé macroeconômico.

E vai vir para o Jornal Nacional todo mundo falar que é um absurdo, que o país vai ter. Eu vou peitar esse negócio. Eu vou fazer reforma agrária. Vai vir a bancada ruralista, não sei o quê. Eu vou fazer... Mas aí é fórmula para o impeachment e não sei o quê. Aí eu vou te dar outra opção. Sabe qual é a outra opção? A outra opção é a seguinte. Só vai piorar, meu irmão. Só vai piorar. Vai piorar com o Lula. Vai piorar muito com o Flávio Bolsonaro. Mas sabe qual é o problema? Só vai piorar. Porque piora, mas fica sempre por depois.

Por quê? Ah, não vou mexer nisso. O próximo mexe. Aí é minha crítica, meu irmão. A esquerda finceladora. A esquerda... Meu irmão, é a esquerda de apartamento com ar-condicionado e cartete. Você chegou a perguntar sobre a reforma agrária para o Lula? Nesse negócio, não. Já perguntei em uma outra entrevista. Ele fala que defende, que é importante. Mas o governo faz.

Mas por que você acha que não faz? Porque não quer se indispor com a galera do agro, porque morre de medo. Morre de medo da galera do agro. Então, cara, obviamente, já estou lendo os comentários todos que vão sair aqui. Vão ser os comentários assim. Ah, pô, falar é fácil. Vai lá e faz, não sei o quê. Então, estou te falando o seguinte. É óbvio que falar é fácil. É óbvio que fazer é difícil. É óbvio que esse conflito pode dar ruim, pode dar merda, se fizer um negócio desse. É óbvio que tudo isso. Todo mundo sabe disso. Agora, eu estou garantindo o seguinte.

Se não fizer isso, só vai piorar. Só vai piorar e piorar e piorar. E o grande problema é que a maior parte da nossa esquerda hoje que tem voz é uma esquerda, meu irmão, de classe média e classe média alta.

mesmo que tenha uma origem sindical, uma origem trabalhadora, uma origem pobre, hoje mora no ar-condicionado, hoje está nos ciclos de poder, hoje está frequentando as festas, que são as festas onde está todo mundo junto. E aí o seguinte, para essa galera, a melhor solução... Meu irmão, a melhor solução é o seguinte.

fazer aquelas políticas que são estéticas, que dão uma melhorada. Então faz o seguinte mesmo, vamos fazer aqui uns hospitais, entendeu? Vamos botar uma maquininha que digitaliza o negócio, vamos não sei o quê. Agora não vamos mexer em nada estrutural para não comprar briga. A gente fica com fama de bonzinho, a gente é melhor do que o outro governo e o cara que vai se ferrar mesmo, a gente nem conhece o cara mesmo.

A gente não vai tomar churrasco, não vai tomar cerveja, não vai comer churrasco com o cara? A gente não tem nenhum parente em comum? Então é o seguinte, a gente segue aqui na boa. A gente segue aqui na boa. Então, cara, você tem um problema no Brasil hoje que é o seguinte, ou a gente defende mudanças radicais...

E por incrível que pareça, isso uniria muitas pessoas que se dizem de direita com pessoas que se dizem de esquerda. Com certeza, porque se tu chegar para as pessoas e falar o seguinte, olha só, a gente tem que mudar estruturalmente a forma como os ministros do Supremo são escolhidos.

Tem tempo de mandato e as regras de conduta e a punição. Porque até hoje ninguém me deu essa resposta. Quem pode punir o ministro do Supremo? O que me disseram é que o único que pode é o Gonê. Aí eu fico pensando, se o único que pode punir um ministro do Supremo é o cara que era sócio de um ministro do Supremo, não vai ter punição nunca para nenhum ministro do Supremo. Entendeu? Nunca.

Você perguntar para as pessoas o seguinte, qual o tipo de punição que você acha que deveria ter para um juiz, para um magistrado que comete alguma ilegalidade ou faz uma coisa completamente errada? Hoje em dia é aposentadoria compulsória, que o Dino está mudando isso agora. Agora, vocês concordam? Eu garanto, a galera da direita e da esquerda vai falar que é contra. Se você chegar e falar o seguinte, olha, a política de segurança pública está um lixo.

E aí a gente tem que fazer duas coisas aqui. Temos que fazer o seguinte, meu irmão, levar o serviço público para dentro, meu irmão, da periferia, da favela, e também dar condições para os policiais poderem atuar de uma maneira, meu irmão, legal.

Legal em todos os sentidos. Legal juridicamente e legal, ou seja, justa com todo mundo. Tu acha que direita e esquerda não vão concordar nisso? Sim, sim. Então, brother, eu acho que as pessoas querem mudança estrutural, só que elas não sabem direito o que elas querem.

E aí, quem diz pra ela o que elas querem é o pastor da igreja. É o fulano do influenciador do digital. É o Neymar, sacou? É um monte de gente que não entende porra nenhuma disso. Neymar é um excepcional jogador.

Meu irmão, não entende nada de política. Zero. Entendeu? Porra, que nem o... Eu adoro, meu irmão. Pessoal, eu parei... Outra coisa que você vê é a esquerda de ar-condicionado, né? Tá maluco? Você botou essa música junto com o teu post? Esse cara já falou que votou no Bolsonaro. Isso é coisa de esquerdinha de condomínio, irmão.

Tu chega lá no MST, no acampamento, no perrengue, etc. O cara senta no bar, ele tem outro camarada que trabalha na fazenda, ele toma, meu irmão, uma cachaça, come uma isca de filé ali com o cara. Os dois conversam. Toca no negócio do Gustavo Lima. Os dois vão lá, meu irmão, e cantam a música e dançam.

Agora, outra coisa é você chegar e usar o teu espaço para criticar o que o Gustavo Lima faz pra caramba. Vê se eu vou deixar, meu irmão, de ouvir Fagner por algum motivo na minha vida. Eu adoro Fagner. Eu não sei em quem que o Sullivan em Massada, em quem que eles votaram. Eu não vou nunca deixar de ouvir uma música dos caras. Entendeu?

Pra ir pro extremo, eu parei de ouvir o Traje. O Traje eu parei de ouvir, porque, meu irmão, o cara, pra mim, passou de todos os limites. Ele virou um... Ele não virou um eleitor. O cara virou um militante da barbárie. Aí eu não ouço o cara. Mas que música você colocou na sua postagem, pessoal? Foi a música do Lobão, brother. Porra!

Eu botei a música do Lobão. Ah, tá maluco. Meu irmão, a música tinha tudo a ver com o que eu queria. O Lobão tem uma música muito boa. Tem, cara. E, pô, e falam também um monte de besteira. Um monte de besteira. Tem um monte de gente. Essa semana ele falou que o Caetano, o Gil, não tem nada demais. Tu pode não gostar de Caetano e Gil. Mas você dizer, mas tudo bem. É a opinião dele. É a opinião dele, pô. E cada um tem a sua opinião, brother.

E aí a gente vai discutindo opinião. Fala, meu irmão, tu falou uma merda gigante. Ele vai falar, tu não entende nada de música. Falei, tudo bem, eu não entendo. Mas o meu amigo que entende acha. Ah, mas o teu amigo, pô, tá comprado porque quer se dar bem. Aí vai começar a discussão. E tá tranquilo, brother. Discussão tá aí pra acontecer mesmo.

Eu acho que no Brasil e no mundo inteiro, o que a gente precisa de pessoas que assumam, assumam a luta por uma mudança radical. E aí eu estou falando uma coisa que pode te impressionar. Isso, isso, luta por uma mudança radical, não é uma coisa que é...

só é desejada pelas pessoas que são na esquerda. Essa mudança radical também é desejada pelas mudanças que estão na direita. O problema é que as pessoas que estão na direita estão ouvindo dos seus líderes. Quais são os líderes da direita hoje? São lideranças evangélicas neopentecostais, algumas não todas, mas as que têm um público gigante.

São esses fake empreendedores, até por elegância e delicadeza, não vou falar o nome de alguns, são pessoas que já foram entrevistadas aqui, seria deselegante falar, mas são pessoas que ganharam assim, como influenciador, muita importância, e vendem ali uma fórmula coach maluca.

são alguns políticos de extrema direita que eram influenciadores, que nunca fizeram nada e são os que mais tiram folga no Congresso. Então, essas pessoas dizem que as mudanças radicais vão vir se você proibir o aborto.

Mas calma aí, a mudança radical do país Depende do... Aí ele vem com uma lógica Não, mas se tu proibir o aborto Você vai proteger a família E a família é a base disso, daquilo E tá escrito na Bíblia que não sei o que Aí eu te falo, meu irmão Ah, Eduardo, tá falando da Bíblia assim Tu já leu a Bíblia inteira? Porque eu li Eu li a Bíblia inteira Ah, leu a Bíblia inteira, leu a Bíblia inteira só pra dizer que leu Dá um Google Eduardo Moreira, Antigo Testamento

Eu falo o Antigo Testamento inteiro, inteiro de cor. Do começo até o final. Todos os livros, todas as fases, todos os nomes.

Falo das dinastias que aconteceram. Então você pega a Bíblia. E ali, vamos pegar ali os reis, o período dos reis. Antes você tem o livro dos juízes. Funcionavam em pequenas tribos, um poder dividido. As pessoas tinham prosperidade, era um período de paz. Porque o Antigo Testamento, meu irmão, é sangue, meu irmão, do começo ao fim.

É morte do começo ao fim. O negócio é só terror e pânico, o Antigo Testamento. Aí você tem esse período, que é um período onde as coisas ficam bem acomodadas ali, o período dos juízes.

E aí o povo chega e fala o seguinte, não, a gente quer ter um rei. Mas por que vocês querem ter rei? Aí Deus fala, pô, mas eles querem ter rei por quê, cara? Está tudo funcionando de jeito jeito. Não, a gente quer ter rei porque os outros têm reis, a gente quer ter rei também. Aí sabe o que Deus faz? Obviamente, eu estou falando de uma maneira que... Claro, bem bem. Absolutamente popular, né? Deus chega e fala o seguinte, tudo bem, vocês querem, vocês têm o livre-arbítrio, né?

Vocês querem ter reis? Que vocês tenham reis. Aí o primeiro rei é Saúl. Depois de Saúl, você tem Davi, o guerreiro. Depois de Davi, o guerreiro, você tem Salomão, o sábio. E aí depois, irmão, de Salomão, você começa a degringolar a história toda.

e você arrasa toda aquela estrutura próspera que você tinha. Porque as pessoas quiseram fazer a sua vontade, ao invés dessa vontade maior. Então, às vezes as pessoas chegam e falam o seguinte, ah, por que Davi, por que Salomão e não sei o quê? As pessoas nunca leram a Bíblia e viram ali que o período dos reis e viram ali que o período dos reis é o que você tinha.

Foi o período onde degringolou a parada toda. E aí você vai tendo esse negócio até você ter... Aí você tem o exílio, você tem, enfim, todo um período de séculos.

até você recuperar alguma estabilidade do povo de Israel. Porque Israel é uma pessoa e é um povo. Passa a ser um povo depois que Jacó passa a ser Israel. E essas pessoas falam da Bíblia, meu irmão, de uma maneira que é absolutamente oportunista.

porque na Bíblia você tem tudo ali. Tem todo o ensinamento. Se você pegar, dá um Google depois que é interessante. Bota assim, mensagens conflitantes na Bíblia. Você vai ver livros diferentes com opiniões diametralmente opostas. Diametralmente opostas. É falado, o certo é isso aqui de um lado da Bíblia, e vão falar que o certo é o contrário em outro lado da Bíblia. Você pode usar.

Um ou outro, se você quiser. E, obviamente, tem todo o lado que hoje em dia é o mais utilizado, que é a parte cultural e moral à época.

que é utilizada hoje. Então, por exemplo, eu sou super fã, não está na Bíblia, mas para mostrar como várias dessas análises são anacrônicas, ou seja, são descoladas do tempo delas. Eu sou super...

admirador das obras de Santo Agostinho. Confissões está entre os três melhores livros que eu já li até hoje. Confissões de Santo Agostinho é um dos três melhores livros que eu li até hoje na vida.

É incrível, incrível. A visão dele sobre bem e mal, eu li uns cinco anos atrás, seis anos atrás. E se você ler, eu gosto de ler as notas de rodapé dos livros todos, né? Se você ler, ele teve uma grande paixão na vida, que acabou sendo uma paixão platônica. Ele tinha em torno de 30 anos. E ele não conseguiu concretizar essa paixão, porque a mulher...

pela qual ele era apaixonado, não tinha a idade legal pra poder casar. Que era, na época, 12 anos de idade. Qual era o nome de Santo Agostinho hoje? Se ele vivesse hoje, a gente ia chamar ele de quê? Porra. Exato. De pedófilo. É. Não é isso?

Aí você chega e fala o seguinte, mas era pedófilo mesmo? Imagina o mundo onde a expectativa de vida das pessoas era 30, 40 anos. As pessoas não casavam com 30, 40 anos. Exato. Então, até porque não ia ter vó. Não ia ter vó para cuidar dos filhos. Ia morrer, não ia ter vó. Então as pessoas casavam com 15, 16 anos.

Então, assim, obviamente, hoje em dia, a gente é uma sociedade que vive até 80 anos de idade. Uma criança, a gente sabe que hoje está em formação até 15, 16 anos. Por isso que quando eu falei o negócio da Fatal Models, eu falei, cara, é absolutamente equivocado permitir que num jogo de futebol passe uma propaganda.

de uma empresa que é um marketplace de prostituição e nada contra nem a favor da prostituição, mas que quando você vê o que está escrito na tela do seu jogo do Flamengo e Corinthians e clica em cima do botão, se você é uma criança, que o público infantil é gigante no futebol, é um dos maiores públicos.

vai aparecer um homem ou uma mulher completamente nu em posições sexuais, com legendas escrito, seu sonho de consumo e não sei o que, etc. Faço todos os trabalhos. E a criança não está preparada para isso. Pois é.

A criança não está preparada para isso. A criança não está preparada para ter acesso a Bet, e até pouco tempo atrás tinha, e ainda tem vários celulares dos pais. Várias crianças deixam os pais, assim, literalmente pobres, mexendo no negócio das Bet.

entendeu? Então, cara enfim difícil ser otimista difícil ser otimista com o rumo que as coisas estão tomando a única maneira de ser otimista seria com mudanças radicais eu recuperei um pedacinho de otimismo visitando a China é isso que eu ia falar, acabei de voltar da China e cara, eu queria entender o que os caras fizeram a China

para essa mudança em tão pouco tempo, para tanta gente. A China era uma e hoje é outra. Os caras fizeram plano de longo prazo, os caras fizeram reforma agrária radical. Como que era? Você passou a ter os grandes landlords, os grandes proprietários de terra, passaram a não ter mais direito às suas grandes terras.

E você passou a ter os camponeses todos com direito a um pedaço de terra. E você tem na China também toda uma mudança, que é uma mudança drástica, radical, que muita gente critica, com Mao Zedong, ou como a gente aprende na escola aqui, Mao Tse Tung, que a gente aprende aqui na escola. E aí é realmente uma mudança radical. Você tem a revolução cultural, e você tem realmente uma...

Uma limpeza no sentido de... E eu não estou falando que limpeza é a palavra certa, mas é como muita gente se refere a isso, no sentido de que quem não concorda com essa China para todos aqui, em vez de uma China para poucos, está fora. Como? O famoso de um jeito ou de outro. Está fora.

E aí você tem essa mudança radical com muitos efeitos colaterais, toda mudança radical traz efeitos colaterais, mas a não mudança também tem todas as suas dores. Porque, por exemplo, no Brasil a gente pega por ano, no Brasil tem, sei lá, 40 mil homicídios. E a gente fala, não.

porque se tiver uma revolução vai morrer um monte de gente. Minha irmã está morrendo um monte de gente. Já morre. Já está morrendo um monte de gente. Entendeu? Não estou falando que morrer por morrer. Não. Tem que tentar fazer as coisas que não morra gente. Mas eu só estou falando que esse argumento não é válido. Porque já morre um monte de gente. Sem ter a revolução.

mas aí você chega na China e aí depois você tem o Deng aí você começa esse crescimento essa abertura da China e aí você tem o Xi obviamente você tem entre eles outros que a gente ouve falar menos mas tiveram sua importância também e aí você tem o Xi que eu acho que ele consegue dar esse salto

é para o futuro mesmo. Eu acho que eu não sou o maior especialista disso. O João Carvalho seria a melhor pessoa para conversar sobre isso. Ou vários outros especialistas. O Elias, o próprio Jones, um monte de gente. Você tem, para mim, a mudança paradigmática.

Kumau, a mudança de modelo, a mudança de lógica. Você tem, com Deng, a abertura e o crescimento para fazer o famoso catch-up, ou seja, para você recuperar esse progresso e chegar na velocidade que o mundo estava. E você tem o Xi olhando para a China.

sendo essa China do futuro, com essa importância global de ser uma das principais lideranças do mundo. Mas como que os caras saem de uma cidade de pescadores e você vê hoje aquele absurdo, cara? Irmão, eu vou te falar uma parada que parece muito simples. Mas se você pega e volta a sua economia para o seu povo...

Não tem erro, não tem como dar errado. É zero a chance de dar errado. Se você pega e distribui as terras, se você pega e toda terra tem que ter ali uma utilidade para a nação, ou seja, uma função...

ali social que essa terra cumpre. Se você pega e as pessoas que estão acumulando muito poder, você cria mecanismo de freios para redistribuir esse poder. Se você pega e não deixa que nenhuma criança fique desassistida, que ela tenha desde mais nova uma qualidade daquilo que ela come, uma qualidade dos serviços que chegam para ela, uma qualidade do conhecimento que chega para ela.

Se você pega as pessoas quando estudam, forma elas bem, e você pega essas pessoas e dá para elas uma primeira oportunidade de trabalho, para elas poderem se encaixar ali, e usando isso, recurso de todos, que é o recurso do Estado, recurso do Estado é o recurso de todos,

É impossível dar errado. Não tem como dar errado. E eu te digo por que é impossível dar errado. Porque no mundo, o mundo produz muito mais comida do que o mundo precisa. O mundo tem tecnologia para ter sonda andando em planeta, para ter sonda... A gente já mandou sonda para o sol, para colidir com o sol.

Já pousou sonda na Lua, apesar de muita gente não acreditar que pousou na Lua, mas pousou em Marte. Essa galera deve acreditar que tem lá em Marte, né? Aqueles rovers lá em Marte, o Opportunity, sei lá o nome dos outros, o Discovery, etc. Então é o seguinte, meu irmão, a gente tem a tecnologia toda.

A gente tem a tecnologia toda. Então a gente tem tecnologia, tem comida, tem recursos minerais, tem energia, tem fonte de energia, tem mar, tem tudo. O que a gente não tem? A gente não tem a distribuição dessas coisas. E aí, como é que você consegue... Isso é muito louco, né? Como é que você consegue manter isso?

Manter o quê? Manter o mundo, se você tem tudo, a maior parte do mundo com escassez. É. E aí a escassez, me desculpem os coaches, a escassez não está só na sua cabeça. A escassez está na barriga das pessoas de fome, entendeu? A escassez está na casa, cheia de goteira. A escassez está na rua, cheia de buraco. Mas como é que tu consegue manter isso? Se você mantiver vivo no cara que está no perrengue.

A esperança dele ser o cara que vive no luxo. Se eu tivesse falado essa frase assim, se você mantiver vivo na cabeça do oprimido...

a esperança de poder virar o opressor. O pessoal ia me chamar de comunista. Sim. Agora, se eu falo assim, se você mantiver vivo no cara que está endividado, no perrengue, a esperança dele, meu irmão, depender só dele, poder ter a Lamborghini, a Ferrari, dele poder ter o negócio dele, aí eu viro coach.

eu viro coach então eu saio de Paulo Freire pra pessoas que eu vou falar um que não tem problema que eu acho que não veio aqui a muito tempo eu saio pra Pablo Marçal só que eu tô falando a mesma coisa eu tô falando a mesma coisa

Entendeu? Então é o seguinte, a esperança, já diria Nietzsche, pode ser o maior dos males, porque ele prolonga o sofrimento. E eu acho que é o seguinte, os governos de direita que a gente tem no Brasil fizeram as pessoas sofrerem muito. E os governos de esquerda que a gente teve no Brasil fizeram as pessoas terem esperança e não darem mais a urgência que tinha que ser dada para as mudanças radicais que a gente precisava.

E aí, com o que você aprendeu na China, qual é o caminho? A gente não vai conseguir fazer o que a China faz. Não, não tem como. É impossível ficar aqui. Mais um motivo para eu ficar pessimista, né? Mas tem alguma coisa parecida. Ah, porque a China também... Vamos lá. A China é uma ditadura. Vamos lá, irmão. Na China você não tem liberdade nenhuma.

Só para o pessoal entender, com quem você conversou, onde você foi, qual foi o trabalho de pesquisa? Eu cheguei na China, eu passei 15 dias a primeira vez, agora a segunda vez passei uma semana, passei por quatro cidades da China, entrevistei várias pessoas de diversos segmentos ligados à ciência e tecnologia, seja no mundo corporativo como no mundo acadêmico.

E andei nas ruas, fiquei nos hotéis, comprei as coisas, fui nos restaurantes, não sei o que. Viveu a vida. Isso. Eu vou te fazer uma pergunta. Você foi lá como turista, duas semanas. O que você não pôde fazer? Proibido. Nada. Ué, como assim? Nada. É. Mas você pôde usar celular? Sim. Você pôde usar o Instagram? Sim. Você chegou e tirou foto e postou? Sim.

Você entrou nos bares, restaurantes? Eu entrei em qualquer... Eu achei que eu iria ter mais dificuldade pra acessar YouTube, pra acessar essas coisas. Eu nem precisava de VPN porque eu tava já com chip gringo, então o próprio chip não precisava de VPN. Pode tudo, não pode? Sim, sim. A única coisa que foi mais difícil foi em Pequim pra ir visitar o mausoléu. Isso, é o olho. Isso aí, eu também. Cadastrar.

Beleza. Segunda coisa que eu ia te perguntar é o seguinte. Você ficou com medo de ser assaltado em algum lugar? Nada. E olha que eu andei de madrugada. A Juliana, minha esposa, chegou e fez uma pergunta para a jornalista que estava com a gente, chinesa. Eu fiz testes. Fiz testes de deixar coisas de valor e ficar olhando de longe.

Porque eu sou brasileiro também, não vou dar aquela moral de virar as costas aí. Eu falei, cara, não é possível, cara. Eu vou deixar um computador. Meu irmão, a quantidade de motos você viu, pouca ou muita? Muita, mas... Um número absurdo. Você deve ter visto várias motos com a chave. Com a chave, claro. O entregador vai lá, deixa a chave, vai não sei o quê. Tem uns que deixam ligada. O drone. Drone aqui no Brasil. Vem o drone trazer a comida.

E tu não pega o drone. E ninguém pega o drone, cara. Eu falei, eu vou roubar esse drone, não é possível, cara. Aí eu vou te falar, deixa eu te... Numa praça. Aí deixa eu te continuar. Aí as pessoas chegam e falam o seguinte, ah, mas lá tem um partido só. É verdade. Agora vamos pensar o seguinte, a gente imagina que é um partido, são cinco pessoas que estão definindo o futuro do país, tá?

Sabe quantas pessoas tem no Partido Comunista Chinês? Não faço ideia. Quantos membros? 100 milhões de pessoas. O quê? 100 milhões de pessoas no Partido Comunista Chinês. E aí você tem... Todas as pessoas podem opinar... Filhadas. Filhadas ao Partido Comunista Chinês. E tem várias correntes no Partido Comunista Chinês. Tem pessoas mais, assim, liberais e pessoas que são mais comunistas, assim, né?

Liberal no Brasil nesse sentido mais neoliberal, né? Porque esse negócio de liberal também tem... Por exemplo, nos Estados Unidos, liberals não quer dizer a mesma coisa que a gente chama de liberal aqui.

Mas vamos lá, voltando aqui. Então, você tem uma participação política até maior do que no Brasil. Aí o cara chega e diz, mas lá você tem um partido só. Então não é democracia. Aí eu falo assim, mas calma aí, você também está pegando. E eu não estou falando. Eu já estou te garantindo. Eu comecei falando isso. A gente nunca vai conseguir ter um modelo chinês.

A gente não vai ter um partido só aqui no Brasil. A gente não vai ter esse pessoal todo filiado. Não vai conseguir. Isso vai ser impossível. Mas eu só estou te mostrando que é importante a gente tirar alguns preconceitos da nossa cabeça. A gente está pegando um modelo que é um modelo de... Vai. No máximo, se a gente for muito bonzinho, de 200 anos, que é o que a gente chama de democracia.

Porque não é mais do que isso. No mundo ocidental, essa democracia... Ah, porque a democracia de Atenas, não tem nada a ver com a democracia que a gente está falando hoje. Essa nossa democracia, que funciona de uma maneira absolutamente diferente na prática do que na teoria.

porque na teoria cada um tem um voto e o poder é dividido entre todos, o povo, o cracia e o poder, todo mundo é a primeira coisa que aprende na escola, mas na prática, meu irmão, é a agrocracia, é a teocracia, é a faria-limacracia, não é a democracia, a gente sabe, só vê a composição que a gente tem no país. Mas aí a gente pega esse modelo que tem 200 anos,

Aí aponta para um país com 7 mil anos de história e fala o seguinte, o que vocês fazem é um absurdo porque não é igual o que a gente faz. Meu irmão, os caras fazem diferente. É, foi isso que eu percebi. Os caras fazem diferente. Não dá para a gente colocar a nossa mentalidade. É usar a nossa lógica. E aí eu te faço uma pergunta, é engraçado. E aí tem outra coisa doida, que o cara chega aqui e fala assim, esses esquerdistas que defendem bandido, quais são os países do mundo mais rigorosos...

Com um criminoso. Porra, a China é rigorosa pra caramba. São os países de esquerda ou de direita? Quantas horas... Os países mais rigorosos com crime no mundo são os países de esquerda. Assim, Cuba. Cuba, você anda 3 horas da manhã com o celular no bolso. É o meu laço. É o país de menor criminalidade das Américas. Todas.

país de esquerda. China. Agora o Bukele, talvez, né? De criminalidade. Cuba tem menos do que... Sério? Menos. Esse é um dado que eu não sabia. Cuba tem menos do que o Bukele. Aí o cara chega e fala o seguinte, meu ídolo é o Bukele. Aí eu falo assim, mas calma aí, o problema não é que China restringe? Porra lá. E teu ídolo é o Bukele?

Tu quer o Bukele e tu fala que China é comunista? Aí o cara chega e fala assim, não, porque na China tu não pode isso, tu não pode aquilo. Aí eu falo assim, vem cá, no Brasil tu não pode um monte de coisa também. Tem uma coisa chamada lei.

No Brasil tem um monte de coisa que tu não pode fazer. Porque é lei. Então, por exemplo, na China, tu pode andar de moto na calçada. Eu acho um absurdo. No Brasil, tu não pode. O chinês pode chegar e falar assim, caraca, que falta de liberdade que tem no Brasil. Tu não pode andar de moto na calçada. Então, do mesmo jeito que a gente acha.

e eu acho que a gente está certíssimo nisso, o cara deve imaginar que ele está certíssimo em não permitir algumas coisas que para ele são danosas. Cara, a gente dizer que é proibido proibir, então não tem lei para nada. As leis lá, algumas, são diferentes das leis aqui. O modelo é um modelo diferente aqui. Mas uma coisa é o seguinte, se a gente olhar para os últimos 50 anos e perguntar qual deu mais certo... Pois é.

E a gente saiu do mesmo ponto, tá? A gente saiu do mesmo ponto. O Brasil era a China ali da década de 70, né?

O Brasil era a China, e não por causa do governo militar. O Brasil era a China na década de 70 por causa das mudanças que havia feito antes, que são mudanças que industrializaram o país, que são mudanças que deram direito ao povo trabalhador, que são mudanças que... Você lembra quando eu falei de Getúlio? Isso tudo você vai mudando, e isso acontece lá na frente, a mudança.

aí o que aconteceu? No período militar, a gente começou a crescer muito e usou esse crescimento para quê? Para ficar em meia dúzia de famílias no Brasil. Então, o crescimento do período militar não foi redistribuído para a população. O crescimento na China do período do Dengue foi redistribuído para a população, tirando a população da pobreza. Então...

A China é a fórmula que dá para sair. Shenzhen, que você visitou 40 anos atrás, uma vila de pescadores pobre. Hoje, a cidade com o maior número de arranha-céus do mundo. Mais de 400 prédios com mais de 200 metros de altura. Mais de 400 prédios com mais de 200 metros de altura.

Um PIB de quase 20 milhões de pessoas e um PIB maior do que um monte de país desenvolvido. A cidade de Shenzhen, aeroporto rodoviária que parece que você está em outro planeta. 40 anos atrás, uma vila de pescador pobre. Dá para fazer? Dá para fazer. A gente vai copiar o modelo chinês? Zero a chance.

Por quê? Mas o que dá para aprender? Exatamente. E placar. É isso. O que é a primeira coisa que dá para aprender? Não dá para ficar planejando para a próxima eleição. É. Então a gente tem que mudar alguma coisa no Brasil. Independente de quem está lá, siga um plano maior. E o Brasil é dois em dois anos a eleição. É. Então no Brasil o plano é sempre para a próxima eleição. Então é asfaltar a rua para durar para a próxima eleição para o prefeito.

fazer o programa de ajuda aqui para o Gaspa, não sei o que, para a próxima eleição para presidente. Não tem nenhum plano de médio e de longo prazo.

Nenhum. É impossível um país se desenvolver sem plano de médio e longo prazo. Então, a primeira coisa que a gente tem que aprender com a China é o seguinte. Temos que ter plano de médio e de longo prazo. Ah, mas como é que a gente vai fazer isso, Eduardo? Primeiro assim, eu não sou o oráculo também não, meu irmão. As pessoas falam, como? Como? Por que tu não faz? Eu não faço porque o país não é um país de uma pessoa só.

Agora, que é impossível a gente se desenvolver sem ter um plano de médio e longo prazo, é impossível a gente se desenvolver. É impossível a gente se desenvolver sem dar para a população cultura e conhecimento. É impossível. É impossível. A China forma 2 milhões de engenheiros por ano.

A BYD, não sei se você visitou a BYD, a BYD tem só na área de pesquisa e desenvolvimento, só na área de pesquisa e desenvolvimento, 120 mil engenheiros. Não é na empresa. A empresa tem um milhão de pessoas trabalhando e várias são engenheiras além dessa área. O Brasil forma por ano menos de 200 mil engenheiros.

Então você está falando que só numa área de pesquisa e desenvolvimento se forma no Brasil inteiro. Então é o seguinte, o Brasil está investindo em pesquisa e desenvolvimento? Não. Estou falando? Ah, ou se o governo aumentou, aumentou. Palmas.

A gente investe em pesquisa e desenvolvimento? Não. O Brasil está investindo em ter uma rede rodoviária e ferroviária de altíssimo nível? Não. O Brasil está investindo em ter bancos locais onde o Estado tem ali a capacidade de fixar quais vão ser as políticas de crédito e etc. e que cheguem a todos os cantos para as pessoas... Não.

O Brasil está dando uma condição das pessoas poderem ter terra para produzir as coisas, das pessoas poderem ter crédito para poder montar suas empresas e etc. E o Estado, e não o dono das grandes empresas, controlarem o caminho de que essas pequenas empresas, os pequenos agricultores vão fazer? Não. O Brasil está formando profissionais para as áreas que são as áreas mais importantes agora? Não. E os poucos que estão formando estão sendo contratados para fora do país. Então, irmão, querer...

torcer para as coisas ficarem melhor, é uma maluquice. É uma maluquice. O Einstein dizia que você fazer as mesmas coisas e esperar um resultado diferente é definição de insanidade.

Não tem como, não tem como, se a gente não investe em pesquisa e desenvolvimento, se a gente não dá uma condição digna para as crianças, se as crianças não vão ser criadas pelos pais e pelas mães que têm que trabalhar a escala 6x1, se as pessoas não têm crédito para pegar para abrir os seus negócios, se as pessoas devem dinheiro para os bancos e ficam na máquina de juros. Como o Brasil vai ficar daqui a 20 anos um lugar melhor com uma varinha de perlim-pimpim?

Com pense positivo, com método quântico de coach, com todo mundo rezando para as coisas melhorarem. Não vai, irmão. Está aqui um católico cristão falando e rezar uma coisa que eu acho que é até mais importante para você se conectar, sabe? Agora, meu irmão, não adianta todo mundo parar de joelho rezando se a gente não mudar nada estruturalmente, cara.

Então é assim, é o... Até a parábola dos talentos fala isso. É, isso aí, enterrar o negócio. Tem que multiplicar a parada. Fala, Romer, dúvidas? Vamos lá. A primeira pergunta aqui da Fernanda Alves, ela mandou o seguinte. Eu fico angustiada vendo decisões do Supremo Tribunal Federal que parecem distantes da realidade. Você acha que o STF hoje representa o povo ou tem se afastado dele?

Eu acho não, ele não representa o povo, com certeza. Essa parte da pergunta é a coisa mais fácil do mundo. Ele 100% não representa o povo. É só tu ver o seguinte, o Supremo Tribunal Federal tem 10 homens e uma mulher que está saindo e vai ser substituída por um homem. Então vai ter 11 homens. O povo brasileiro é 100% masculino? Não. O Supremo Tribunal Federal é todo formado por pessoas que têm origem rica.

Vem falar que tem origem pobre não, Toffoli. Senão depois tu tem que explicar o Tayhaya como é que tu conseguiu comprar, viu? Todos têm origem rica. O povo brasileiro todo tem origem rica? Não. Não tem origem rica. O Supremo Tribunal Federal é todo formado por brancos. O Brasil é todo formado por brancos? Longe disso. Não. Então, meu irmão, os caras têm zero de noção.

Eles não sabem o que o povo passa. Agora eles sabem o que os empresários passam. Eles conversam lá no Festival do Gilmar. Eles sabem o que os banqueiros passam. Porque eles estão o tempo inteiro em reuniões com os banqueiros.

Eles sabem o que as bancadas do Congresso precisam, porque eles estão o tempo inteiro recebendo os líderes das bancadas do Congresso, ruralistas e etc. Eles sabem o que os patrões representam e querem.

e não sabem o que os trabalhadores representam e querem. Só vê o número de audiências que eles têm com os que representam um e os que representam outro, e vê qual a proporção de um e do outro na sociedade. Então, com certeza absoluta, os membros do Supremo Tribunal Federal não representam a população brasileira em termos demográficos, e, portanto, é impossível que entendam quais são os anseios da população brasileira.

Fale, Rom. Pergunta aqui do Luan Revoltado. Ele mandou o seguinte. Cara, eu tenho a sensação de quem trabalha hoje só paga conta. Existe alguma chance real de termos uma reforma tributária onde o pobre pagará menos impostos? É uma pergunta feita da maneira correta. Parabéns, palmas para o cara. Que é o pobre pagar menos imposto.

Porque não é, vamos pagar menos imposto, que é o pato amarelo da Fiesp. É. É aquela frase famosa do Boyle, como é que é aquele campeão de pôquer? Doyle Brunson, sei lá, que escreveu Super System in Power Poker. Eu nunca joguei pôquer, mas li esse negócio quando eu era do mercado financeiro. O que que é? Toda mesa de pôquer tem um pato. Se você demorar muito tempo para descobrir quem é o pato, cuidado que o pato é você.

Isso é o que ele falava. Então, quando o pato amarelo da Fiesp, o que as pessoas não percebem é que o pato são elas. Vai todo mundo lá, vamos dar as mãos, porque o impostômetro mostrou que estamos pagando tantos trilhões de impostos. Vamos pedir menos impostos. Aí o SCAF e os caras lá só não contam o seguinte, olha só, a gente já não paga.

A gente já não paga. Nosso dinheiro está em paraíso fiscal. Onde é que estava o dinheiro do Paulo Guedes, irmão? Ele falou. Coisa mais maluca que eu já vi aqui. O ministro da Economia, o dinheiro dele, estava no paraíso fiscal para não pagar imposto no Brasil. Ele assumiu. Isso é a coisa mais louca. E passou, batido. O Roberto Campos Neto, onde é que ele tinha a conta aberta também em paraíso fiscal? Então, meu irmão, a turminha da Fiesp, eles já não pagam.

Aí tem um monte de coisa, tem o crédito tributário, tem o que eles chamam de, como é que é? Engenharia tributária, que são vários escritórios de direito que vivem só disso. Na verdade, é tudo para não pagar imposto.

Tudo para não pagar imposto. E o pobre? Irmão, é lenha. É lenha, porque é imposto sobre consumo. Ah, mas agora a cesta básica, o governo zerou. Irmão, e a camisa que o cara veste? E o ônibus que o cara pega? E a gasolina que o cara coloca? Então, o seguinte, o pobre realmente tem que pagar menos imposto. Mas para a conta fechar, o Brasil...

Ele tem uma estrutura que pode ser mais eficiente, é verdade. Por exemplo, o sistema judiciário no Brasil, ele custa mais do que custa no resto do mundo. Porque aqui existe um sistema de privilégios gigantesco.

O funcionalismo público no Brasil, a elite é cheia de privilégios, mas é injusto falar que o servidor público brasileiro, pô, tem um burro na sombra que ganha bem pra caramba, é um privilegiado. Você tem uma legião gigante de servidores públicos que trabalham pra caramba, não tem infraestrutura pra trabalhar, de policial a professor.

e que ganha um pouco pra caramba. Que ganha um pouco pra caramba. Então a gente tem que saber dividir quando a gente fala servidor público. Até quando fala de judiciário, tem que saber dividir. No judiciário, a base do judiciário, tem boa galera que passa perrengue também, trabalha pra cacete e ganha pouco. Pros outros tem auxílio terno, auxílio isso, auxílio teto, auxílio uniforme de escola, auxílio tudo. Os militares no Brasil, mesma coisa.

Os topos, um monte de privilégio. A base, meu irmão, perrengue. E o meio, perrengue também. Então, você tem essa questão no Brasil de que tem que redividir o peso das coisas. Viver num país onde as coisas funcionam custa.

E não é a iniciativa privada que vai resolver. A gente conversou aqui sobre Sabesp, a gente pode falar sobre CEDAI, a gente pode falar sobre Light, a gente pode falar sobre várias empresas, a Eletrobras, várias empresas foram privatizadas.

Ah, mas o telefone, eu lembro que meu pai tinha um telefone que custava uma fortuna e não sei o quê. E graças a Deus privatizamos, porque hoje a gente tem um celular. O cara, meu irmão, é outra parada maluca. Tu acha que se não tivesse, por exemplo, se não tivesse privatizado, tu ia estar hoje discando? Tu ia ser o único país do mundo, né? Tu ia ser o único país do mundo que ia estar discando com telefone fixo?

Entendeu? Então é óbvio que ali no começo teve aquela competição, agora a maioria dessas empresas quebrou. E deixou um monte de papagaio. O maior número, você pega a lista das 10 empresas que mais tem reclamação no Brasil. As 10 empresas foram privatizadas. É? As 10. Aí é Enel, tem várias, né? De serviços públicos. As 10 empresas foram privatizadas. As pessoas podem ver lá. Entendeu? Então, irmão, não quer dizer late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late late

que essa solução vai vir do privado, do voucher da educação do Paulo Guedes, do voucher da saúde. Esse negócio vem de uma redistribuição dos pesos, que é o seguinte, as pessoas de uma nação carregam o país nas costas. A pergunta é, qual o peso que vai ter no lombo de cada um, irmão? Pois é.

Hoje em dia, no lombo do que é o mais... Eu não gosto de chamar de mais fraco, tá? Mas do que tem menos recursos, que é o mais forte, porque o cara consegue, com os poucos recursos, sobreviver, criar filho e não sei. Então ele é mais forte.

O pobre é mais forte do que o rico. O miserável no Brasil é mais forte do que o rico. Mas ele tem muito menos recursos. Então hoje a gente põe o maior peso da nação para ser carregado porque tem menos recursos e quem trabalha mais. E bota o menor peso para ser carregado porque quem tem mais recursos e trabalha menos.

Esse negócio tem que ser redistribuído. E redistribuído não é, apesar de ser uma medida boa, não é chegar, não tem imposto até 5 mil reais. São 200 reais a mais. Em uma aposta de Flamengo e Corinthians foi embora.

A gente está falando de mudança estrutural. Não é com esse dinheiro que o cara vai comprar o apartamento dele, a casa própria dele. Não é com esse dinheiro que ele vai educar o filho deles. Ele vai educar o filho deles como escola pública top.

boa. Ah, Eduardo, não precisa ser top. Por que não precisa ser top? Por que é do seu filho que precisa ser top? Por que é do cara que não precisa? Outra coisa que a galera adora falar. Não, é o rico bonzinho. O rico bonzinho fala, não, eu acho que pobre deveria ter, meu irmão, o carrinho dele, a casinha dele, deveria poder fazer, meu irmão, uma faculdadezinha legal. É tudo no diminutivo. É.

Tudo no diminutivo. Aí por que o cara não acha que o filho dele, o filho do bacana, por que ele não acha que o filho dele devia ter um carrinho, fazer uma faculdadezinha, morar numa casinha? Por que ele não acha? Não são duas pessoas?

Outra coisa, a galera acha que filho de pobre e pobre sofre menos. Vê na televisão a mãe perder o filho na bala perdida. É, mas eles estão acostumados com isso. Ninguém está acostumado a perder filho, irmão. A dor é igual. A dor de uma mãe é igual.

Tanto é, meu irmão, que quando às vezes tem uma tragédia com alguém que é bolsonarista, ultra extrema direita. Eu nunca caçoei. Eu nunca fiz post sobre isso. Porque, meu irmão, tem uma coisa que eu respeito, é a dor das pessoas, cara. Entendeu? É a dor das pessoas.

A dor de quem é mais pobre, meu irmão, é igual. Mãe é mãe em qualquer lugar, pai é pai, irmão é irmão. Entendeu, cara? Então, assim, a gente tem que tratar todas as pessoas como pessoas que têm direito a ascender igualmente, no sentido até do mérito, mas não a meritocracia que as pessoas vendem.

essa meritocracia, e o Michael Sandel, que é um professor de Harvard, zero comunista, ele fala isso, tem um livro A Tirania do Mérito e a Busca pelo Bem Comum, que é o seguinte, a meritocracia, quem tem mais merece realmente ter mais.

Quem fez mais, quem é mais inteligente merece ter mais. Beleza. E quem é menos inteligente merece ter quanto? É. Quem define isso? Deveria merecer ter o digno, né?

Ou não merece ter nada. Porque hoje em dia, a meritocracia que as pessoas defendem é o que deu mais certo, que a gente sabe que não deu mais certo por causa da inteligência, etc. Mas mesmo nesse mundo ideal, o que deu mais certo, ele pode ter bilhões. Mas calma aí, deixa eu só fazer uma conta matemática aqui. Mas se esse cara tiver esses bilhões todos...

Aí o outro não tem como ter, porque a soma da riqueza que tem é finita. Então não tem como ter. Então ainda é justo o cara ter estudo se isso significar o outro não ter nada, não ter dignidade? Ou existe uma linha de bem comum? E para garantir essa linha de bem comum, tem que colocar freio, porque senão o Excel não deixa. Eu brinco, um monte de coisa. Você pode rezar para Deus, você pode não sei o quê, mas tem coisa que o Excel não deixa.

E não deixa, irmão. E o milagre das multiplicações do linda é uma parábola linda. Que não é uma parábola. Teoricamente, aquilo é um fato. Mas eu vejo como uma parábola. No sentido de que aquilo representa uma coisa que é linda. É o cara que é o mais pobre. Você vê o milagre da multiplicação dos pães em qualquer lugar muito pobre que você visita no Brasil.

Onde tu chega e tu fala, esse cara não tem nada. Tu entra na casa dele, meu irmão, ele pergunta se tu quer tomar um café, que ele vai passar um café pra você. Pois é. Ele sai da cama dele, ele dorme no chão pra tu poder dormir na cama dele, porque tu tem uma visita que tá passando a noite ali. Isso é o milagre da multiplicação dos pães. É o milagre que tá na Bíblia pra mim. Porque o milagre das multiplicações do pão, de pegar e olhar pra um pão, fazer três rezas e ele virar mil pães, esse até hoje eu não vi acontecer.

Até outro dia procurei no YouTube e não achei. Esse não tem. Então, cara, o milagre da multiplicação dos pães que a gente precisa é isso, meu irmão. É um pão, ou seja, uma riqueza que a gente tem ser a riqueza de todo mundo. E ser a riqueza de todo mundo não significa ser todo mundo igual. Significa ser todo mundo digno.

Porque é impossível ser todo mundo igual porque as pessoas são diferentes. Pois é. Mas todo mundo tem que poder ser digno, cara. As pessoas não são iguais. A pessoa, às vezes, fala, ah, todo mundo é igual, todo mundo mora na mesma casa. E moda, meu irmão. As pessoas têm cabelo vermelho, raspa o cabelo, bota a saia amarela. Pois é. As pessoas são diferentes. Simpáticas pra caramba, né, cara? Muito, muito, muito, muito simpática. Fala, Romer.

Tem uma pergunta aqui da Bia Sarcástica. Ela mandou o seguinte. Você acha que as lideranças políticas hoje ainda conseguem se reconectar com o povo ou a divisão criada entre a esquerda e a direita do Brasil se unirá somente durante os jogos da Copa? Nem jogo da Copa eu acho que vai unir. Aliás, foi uma coisa, a gente perdeu o tesouro. Por quê? Porque a CBF sempre foi uma roubalheira monstruosa. Por quê? Por causa do business que virou o futebol.

É verdade. Pois é. O negócio é tão podre, é tão corrupto, que você vai perdendo. Hoje eu gosto muito de futebol porque meu filho é apaixonado e eu gosto de ver o meu filho feliz e eu curto a onda dele.

Entendeu? Mas eu quero ver o meu filho feliz. Mais até do que querer ver o meu clube bem. Não porque eu quero ver ele mal, mas porque eu perdi o tesão que eu tinha no futebol de antes. Mas a pergunta dele é se reconectar com o povo antes. E assim, o que significa se reconectar com o povo? Porque assim, conectado com o povo, literalmente, os políticos estão. Através das redes sociais como influenciadores.

Então, os políticos estão conectados de uma maneira literal, de uma maneira tecnológica com o povo. Agora eu vou te mudar um pouquinho a pergunta. Vou botar umas duas palavras a mais. Os políticos estão conectados com a realidade do povo? É. Essa é a segunda questão. Não estão, irmão. Não estão. Não estão mesmo. Nem os da direita, como boa parte dos da esquerda.

E vou até falar, quase todos da direita também. Porque, cara, eu já encontrei pessoas que estão em partidos de direita e que tu senta para conversar com o cara, e o cara tem uma cabeça boa, cara.

principalmente no interior, até porque em vários lugares no interior tu tem dois partidos para escolher se tu quer ser vereador. Cidades pequenas de 5 mil, 10 mil habitantes, as pessoas não têm essa noção. Pô, mas o cara é do PL, o cara é do PSD. Meu irmão, tu não está entendendo na cidade do cara ou tu é do PL ou do PSD para ser eleito.

Aí o cara é do PL, é o prefeito da cidade, e está no churrasco da galera do MST, amigo de todo mundo. É o cara que levou luz lá para o acampamento, que a galera adora. Que é o partido que tem para se eleger. As pessoas ficam imaginando que em todos os mais de 5 mil municípios do Brasil tem a disputa esquerda, direita, ideológica. Não é assim, cara. O Brasil que as pessoas imaginam é muito diferente do Brasil de verdade. Pois é.

Pergunta do Pablo Rocha. Sobre o caso do Banco Master, você acha que a proteção de gente grande por trás dos bastidores irá cair em algum momento? Acho que não. É ruim responder isso, mas acho que não. Acho que não porque você tem as pessoas mais graúdas do mercado financeiro.

Você tem as pessoas mais graúdas do judiciário, as pessoas mais graúdas do legislativo e várias pessoas graúdas do executivo do governo passado e sabe-se lá se desse também.

Como é que... Quem é que vai julgar essa parada? A Polícia Federal está fazendo o papel dela. E aí quem é que vai julgar? E qualquer coisa que comece a avançar um pouco mais, vão falar que... Mas vamos esperar passar a eleição, porque senão isso prejudica a esquerda. Porque senão vai atentar contra a democracia. É a história do truísmo que eu te falei. Aí, meu irmão, eu, sinceramente, master...

Vou te fazer a pergunta. Carbono oculto. Cadê? Americanas. Lojas americanas. Cadê?

E aí volto para todos. Ricardo Salles, Pedro Guimarães, ou aquele pastor Milton Ribeiro lá. E o Borcaro vai fazer delação? E se fizer delação, o que eu acredito, é a famosa delação combinada. Tu conhece a delação combinada? Por quê? Em vez de ser a delação premiada, é a delação que o cara combina. Que eu digo, meu irmão, vamos fazer um... Isso eu estou te falando aqui como eu imagino, tá? Até para não ser processado e não sei o quê.

Eu imagino essa história que é o seguinte, é o advogado, os advogados que são do mesmo ciclo ali da galera do Supremo, que também são muito próximos do meio político.

a galera chega ali numa solução que é a melhor solução das possíveis. É o seguinte, vamos pegar esses quatro caras que já são mais... que já estão mais caídos mesmo. Esses quatro estão acima de você, que na deleação premiada tu tem que botar alguém acima de você. Então pega esses quatro aqui. Agora não vamos mexer com esses outros aqui, não. Que aí os outros aqui topam a parada. Tá tudo bem, tá tudo bem. A gente faz as quatro prisão, meu irmão. Dá um...

Dá uma espetacularizada nessas prisões. Fala que a justiça foi feita. Fala que o Brasil realmente está mudando. E vamos tocar para a próxima. Daqui a pouco o Orcaro fica aí na tranquila. Que daqui a pouco a gente resolve o teu lado aí também. Para tu não falar dos grandes. Então fica com esse nosso compromisso. Deixa morrer. Deixa esfriar. Daqui a pouco está tudo tranquilo para todo mundo. E tem eleição.

O papo daqui a um tempo vai ser a eleição também só. É isso aí, né? Tá achando o que vai dar a eleição? Eu acho que o... Aí pronto, tem um monte de comentário. Pensando assim como... A resposta do Lula em relação à eleição... Eu acho que o Lula vai ganhar essa eleição. E desistir? É impossível? Não, eu acho que é muito difícil. É? Muito difícil. E nada é impossível, né? Não, claro, claro. Mas é muito difícil. Isso não passa pela cabeça dele.

na minha opinião, tá? E eu acho que, assim, é muito difícil o Lula perder essa eleição. Ah, mas o Flávio tá na frente das pesquisas. Meu irmão, eu já vi lá atrás... Eu lembro que há muito tempo eu tô nessa estrada. Eu já vi Rosiana Sarney, meu irmão, liderando a pesquisa. Vi o Ciro liderando a pesquisa um tempão. Vi, enfim, vi um monte de gente chegando, meu irmão, com 10%, 15% subindo, acabava com 1%, 2%.

Então, assim, no momento, ele foi o cara escolhido. É o cara que você passa a ter a mídia inteira focando e dando uma forcinha, chamando de Flávio, escondendo o nome Bolsonaro. A mídia rebatizou. Flávio. Ele virou Flávio.

A mídia inteira rebatizou. Então é normal que o cara dê essa subida. Só que o governo é o seguinte. O governo tem a máquina. Os números do governo são brutalmente melhores do que o governo passado. Número, número, número. A pessoa, não, mas cara, a carne subiu, não sei o quê. Eu não estou falando que as coisas estão boas. Eu vou falar uma coisa que eu vou ser massacrado. Eu acho o governo no máximo médio.

avalia esse governo. No máximo, médio. Máximo. Eu, num dia de bom humor, eu acho médio, tá? O que eu acho do governo passado? Uma das piores gestões que o mundo já viu. Não é que o Brasil já viu, não. O governo Bolsonaro foi uma das piores gestões que o mundo já viu. Foi um dos caras que conseguiu mais estrago numa sociedade em menos tempo.

desde morte mesmo por causa do negócio da pandemia, até fome. Então eu vou dar alguns números. Inflação. Durante o mandado do Paulo Guedes, o Brasil tinha, tirando, se você tirasse lá, Venezuela, Argentina e Turquia, que estavam vivendo situações excepcionais, o Brasil tinha a maior inflação do mundo.

A maior inflação do mundo, obviamente, dos países que são mais relevantes economicamente. Sem contar países que têm um PIB minúsculo, etc. Maior inflação do mundo. O Brasil teve uma média de crescimento pífia.

A gente teve, em média, acho que 1,4% ou 1,3% de crescimento, abaixo da média do mundo. O desmatamento no Brasil, no período do Bolsonaro, cresceu 70%. A verba da saúde, da educação, foram cortadas em torno de 10%. Não se abriu nenhuma universidade nova, não tem nenhum hospital federal que foi aberto.

Nada. E o Brasil passou a ter um número de pessoas com fome gigantesco. Ah, é 30 milhões, é 15, aumentou a fome no Brasil. Isso não é dúvida de ninguém. Esse governo, você tem mais de 100 institutos técnicos federais que até o final desse ano vão ser inaugurados, obras que já estão em andamento, etc. E as que já foram entregues, que são muitas.

Você tem, na parte da saúde, os hospitais inteligentes e alguns postos de saúde, muito aquém do que poderia ser feito, mas você teve. Você tem 60% de redução em relação ao período do governo passado de diminuição do desmatamento. 60% da diminuição do desmatamento.

Você tem a inflação, que é o menor período de inflação desde ali do começo do plano real para um mandato de governo. Então os números são melhores do que o número passado. Ah, mas então o Brasil está uma maravilha. Eu falei, no máximo médio, o Brasil está com 80% da população endividada. O juro no Brasil é próximo de 15%.

um dos maiores juros reais do mundo. Você tem hoje, se entrar no site do Banco Central, você tem taxas de juros cobradas pelos bancos acima de 1.000% ao ano para a pessoa física. No site do Banco Central, acima de 1.000% ao ano para a pessoa física. Você tem que a realidade das pessoas nas favelas, principalmente dos jovens...

Está assim horrorosa, porque é uma galera que está sem estudar e não está conseguindo um emprego.

Você tem que, no Brasil, a situação das mulheres continua um horror. As mulheres continuam sendo mortas, à torto e à direito. O número de feminicídios, o número de agressões, as mulheres continuam gigantes no Brasil. Você tem que o crédito no Brasil ainda é, assim, absurdamente caro. Além da taxa de juros ser muito alta, o crédito é absurdamente caro.

Você tem que, durante esse período do Lula, a reforma agrária foi pífia. Você quase não teve uma melhoria das condições do pequeno e do médio agricultor. Você tem que a indústria no Brasil e no resto do mundo inteiro está passando por um perrengue muito grande. Mas ela teve muito pouco em termos de atualização, de novas tecnologias. Teve muito mais do que no governo Bolsonaro, mas teve muito pouco.

Então, é melhor que o governo passado? Não dá para comparar. Assim, mil vezes melhor. Sem comparação, os números dizem isso. Obviamente, quando a pessoa entra no lado moral, do debate moral, aí não tem discussão. Não tem discussão porque cada um tem a sua visão de mundo. Se o cara chega e fala assim, ah, mas...

Sei lá, esse governo não falou frases que... Nunca vi o Lula falar uma frase racista. E eu sou racista. Então, meu irmão, tu vai preferir o outro governo. O que o Bolsonaro falava, as frases na cara de todo mundo.

entendeu? Ah, esse governo é... Sei lá, meu irmão. Quando entra no lado moral, não tem discussão. Por isso até que a galera sempre puxa quando tem um governo tão pior como o do Bolsonaro, o cara tem que puxar pra essa discussão, que é a discussão pauta moral. Porque no número não dá mesmo. Agora, eu tô falando que esse governo é mil vezes melhor do que o outro, mas esse governo é no máximo médio. Na minha opinião.

No máximo médio. Foi um governo que realmente, cara, eu acho que deixou absurdamente a desejar. Absurdo. Faltou, na minha opinião. Por que que faltou? Coragem.

Faltou coragem. O negócio das bets é o exemplo mais real. Vamos lá, proíbe essa parada. O Brasil inteiro, o Brasil inteiro não, mas 80% do Brasil quer que proíba. 80% do Brasil está endividado. Tem 4 milhões, 4 milhões de pessoas, quase metade delas jovens de 16 a 24 anos, que estão com um vício crítico.

Como se fosse cracker, uma crackolândia de 4 milhões de pessoas no Brasil. Não está nada sendo construído no Brasil. Não tem um tijolo em cima do outro. Não emprega quase ninguém. Esse dinheiro vai para fora do Brasil. Vamos lá, coragem. Proíbe a parada. Pois é. Proíbe. Precisa de umas coisas assim, irmão. É. Precisa. Então, faltou realmente coragem para esse governo.

É isso, Homer? Tem mais uma pergunta aqui. Mas é boa? É boa. Então manda. Pergunta do Correndo para Cachorro. Ele perguntou o seguinte. A esquerda fala sobre taxar grandes fortunas. Mas como fazer isso sem aumentar o preço final de produtos e serviços? E esse imposto, ele ser pago pelo consumidor final ou repassado aos mais pobres?

Boa pergunta. Primeiro o seguinte, quando você taxa, existem no Brasil impostos de renda, imposto de consumo e imposto de patrimônio. Se você quiser adicionar mais uma categoria, o imposto de transmissão de patrimônio. O que isso quer dizer? Quer dizer, e dando um passo atrás, para o negócio ficar assim, eu acho que é importante às vezes ficar uma coisa didática e educativa. Para que tem imposto?

O imposto é o seguinte, todo mundo contribui com um pouquinho de dinheiro, esse dinheiro vai para a mão do Estado e o Estado redistribui isso para a nação inteira poder ficar mais forte, mais saudável e melhor. Então, todo mundo gera um pouco de riqueza, um pouquinho dessa riqueza vai para ser redistribuída. É tão simples quanto isso. No Brasil...

a gente tem uma carga tributária de mais ou menos um terço da riqueza que é gerada no país. O que quer dizer isso? Quer dizer que de toda a riqueza que é gerada no país, um terço vai para a mão do Estado, para o Estado devolver, redistribuindo para as pessoas.

Você tem várias maneiras de devolver para as pessoas. Algumas delas são redistribuindo de uma maneira onde você produz alguma coisa junto com essa redistribuição. Por exemplo, quando você constrói uma estrada. Construir uma estrada significa contratar 10 mil pessoas que vão ganhar cada uma 2 mil reais por mês.

Então você pegou as 10 mil vezes 2 mil, a gente está falando de 20 milhões. Então 20 milhões de reais por mês saíram da população e estão voltando para essas 10 mil pessoas. E elas estão ganhando como resultado uma estrada que está pronta. Você tem uma maneira de redistribuir, que é através de um Bolsa Família.

Então você está dando para essas pessoas sem elas terem trabalhado e deixado alguma coisa, mas você está dando para as pessoas que estão em um perrengue tão grande que você tem certeza que esse dinheiro vai cair na mão delas e elas vão gastar.

Então, esse dinheiro volta imediatamente para a economia. Por isso que ele tem um multiplicador econômico grande. E tem a terceira maneira, que é você pegar esse dinheiro, por exemplo, e pagar juros da dívida pública brasileira.

Então, é um dinheiro que você deu em troca de trabalho nenhum para as pessoas que já são muito ricas e ela só vai usar para guardar mais dinheiro e ganhar mais juros. Ou seja, não volta para a economia. Então, o primeiro volta para a economia e deixa um legado. O segundo volta para a economia sem um legado imediato. E o terceiro não volta para a economia e não tem legado. No Brasil hoje...

Quase 50% do dinheiro que a gente arrecada com os impostos vai para esse caso aqui, que não volta para a economia e não deixa legado. Esse é o dinheiro que falta no Brasil, principalmente. Ah, tem que cortar no judiciário, no funcionalismo público? Tem, tem que ser mais eficiente, muito mais eficiente. Tem um monte de coisa que tem que fazer.

Aí você chega e fala o seguinte, os impostos, esse que é um terço da riqueza, como é que eu pego esses impostos? Todo mundo paga um terço? Não. A pessoa paga imposto quando ela recebe um dinheiro. Esse imposto é um imposto de renda. Ela paga um imposto quando ela consome alguma coisa.

Isso é um imposto sobre consumo. A pessoa paga o imposto sobre aquilo que ela tem. Isso é um imposto sobre patrimônio. E ela paga o imposto sobre quando ela morre e passa aquilo que ela tem para outra. Isso é um imposto de transmissão. Se você aumenta das pessoas muito ricas o imposto de renda, o imposto de renda...

É aquilo que ela está recebendo de dinheiro em cima do lucro. Então é o seguinte, não aumenta o preço do produto. Não aumenta o preço do produto. Se você aumenta o imposto em cima do patrimônio que ela tem, o imposto sobre grandes fortunas, é um imposto sobre patrimônio, sobre a casa que ela tem, sobre o dinheiro que ela tem parado no fundo exclusivo.

É o seguinte, cara, ela não vai aumentar o preço do produto porque não tem nada a ver com nenhuma transação. E se você aumentando isso, você permite que o imposto sobre consumo diminua para você manter a carga tributária, o imposto sobre consumo, que as empresas falam, né? Ah, aumentou esse imposto, então eu vou ter que cobrar mais. O imposto sobre consumo não é a empresa que paga, a empresa recolhe, quem paga é o consumidor.

Então, se você aumenta o imposto de renda do cara, que é sobre o lucro, ou seja, é o que já sobra depois do custo operacional de tudo.

Não é sobre a operação do cara, é sobre o lucro. Se você aumenta o imposto sobre patrimônio do cara, que também não incide sobre o preço das coisas, porque tem nada a ver com a cadeia produtiva. Tem a ver com o que o cara tem de estoque, de riqueza. E você diminui o imposto sobre consumo, que é exatamente o imposto sobre as coisas que a gente compra, o preço das coisas vai subir ou vai cair? Vai cair. É claro que vai cair.

É claro que vai cair, é óbvio que vai cair. Mas tá vendo por que eu comecei devagarzinho a explicar? Porque fica óbvio pra todo mundo. Mas aí o cara chega e fala assim, não, mas se o cara taxar as grandes fortunas, quem vai pagar esse preço vai ser você, porque o preço vai aumentar. E o cara vai tirar o dinheiro do país. Primeiro lugar, vai tirar pra onde?

Qual o lugar no Brasil que esses caras têm mais moleza tributária do que aqui? E segundo o seguinte, se esse cara é um sanguessuga brasileiro, que tem todo o dinheiro aqui pra ficar guardado aqui, ganhando juros do banco, sem voltar nada pra produzir, irmão, não leva só o dinheiro, não. Vai junto com ele. O que é o prefeito de Nova Iorque que tá fazendo? Vai embora. É o que ele tá fazendo, cara. O cara tá botando em prática as coisas.

E, assim, eu fiquei morrendo de medo quando esse cara surgiu ali em Nova York, começou o maior hype, né? O maior frisson em torno do cara. Falei, caraca, meu irmão, se o cara entrar e não fizer nada disso, pô, vão usar esse cara como exemplo de que nada disso funciona. Mas o cara entrou e tá, meu irmão, o cara tá botando em prática. E o que que tá acontecendo? Pô, a galera tá aprovando o cara pra caramba. As coisas estão melhorando numa velocidade lá na cidade de Nova York que não melhorava há muito tempo.

Entendeu? Vou repetir aqui de novo. É impossível, é impossível você, meu irmão, redistribuir riqueza de uma maneira mais justa. Você dá mais educação e saúde para a galera mais pobre. Você parar de esticar, esgotar o trabalhador até o limite onde ele tem problema mental, tem problema físico, não consegue ter tempo com os filhos.

Você diminuir essa carga do cara para ter uma carga onde ele consegue ser produtivo, mas consegue cuidar do outro resto da vida dele, que tem um impacto para a sociedade também. Filhos mais bem criados, pessoas que têm uma mente mais centrada, mais calma, que têm mais conhecimento, que não estão só na informação rasa. É impossível você fazer isso, distribuir a terra, cobrar menos juros e ficar pior. Não dá, bro. Nem que você queira.

esquece, não tem como, não tem nenhum exemplo no mundo de quem fez isso e ficou pior. Ah, Cuba, quando fez, começou a melhorar pra caramba. O que os Estados Unidos fez há 60 anos atrás? Mandou o mundo inteiro bloquear Cuba. Aí mesmo, não tem como.

Por isso que, cara, tu pode ver que os países que tentam, às vezes, mudanças assim radicais, eles sofrem bloqueios mesmo. Mas por que que tá fazendo um bloqueio? Pra defender a democracia. Defender a democracia. Por que que não vai defender a democracia na Arábia Saudita? Por que que não vai defender a democracia na Arábia Saudita? Por que que não vai defender, meu irmão, pô, a democracia e o fim dos privilégios no Haiti?

que a situação é dez vezes mais dramática do que Cuba ao longo. Agora Cuba está num caos porque o Trump estrangulou de todo jeito. Não pode nem chegar petróleo lá. E lá você não tem rio para ter energia hidrelétrica. É termoelétrica. Então fica todo mundo sem luz. Aí é isso mesmo. Ah, tem um monte de lixo na rua. Tu quer caminhão de lixo, vá como? Caminhão elétrico? Não é caminhão elétrico. Caminhão é gasolina. Não chega gasolina, não tem recolhimento de lixo.

Entendeu? Então, cara, é assim, é certo, é matemático. Se você fizer isso que tem que ser feito, o país vai me dizer, então por que não faz? Porque esse dinheiro vai ter que sair de onde? Essas terras vão ter que sair de onde? E esses caras vão deixar? Os donos dos bancos lá na Faria Lima vão deixar? Os fazendeiros vão deixar? Que a maioria deles grilaram as terras que tem? Vão deixar? Não vão deixar.

Vai ter briga. Pois é. E aí, o meu ponto é o seguinte, vamos embora para a briga. Vamos embora para a briga. Porque na briga, a gente vai ter realmente, cara, vai ter dor, vai ter sofrimento, tem efeito colateral. A gente não sabe o quanto. Agora, hoje, a gente já sabe que é gigante. A gente já sabe que morrem no Brasil 40 mil pessoas por homicídio.

A gente já sabe que as pessoas mais jovens estão viciadas em aposta. A gente já sabe que as pessoas que estão se formando não têm emprego. A gente já sabe que as pessoas não têm condição de comprar uma casa própria. A gente já sabe que as pessoas que são mais pobres, que quebram a perna, que ficam doentes, que têm um câncer, não conseguem um tratamento rápido. A gente já sabe.

Então, cara, o dano que esse sistema causa, ele já é gigante. Ele já é gigante. Que a gente fica falando só do dano que vai ter se enfrentar esses caras. Mas e o dano que já tem, cara? Ele não entra na conta? Não é possível que não entre na conta.

Pois é. Obrigado demais, Eduardo. Papo, ó. Três horas de papo. Falamos pra caramba, hein? 50 anos de idade. Sério? Nunca fiz uma entrevista com esse tempo. Pô, que bom, cara. E a gente falou de muita coisa. Muita coisa vai reverberar bastante.

Espero que muita gente entenda de coisas complexas que foram faladas aqui. E parabéns pelo seu trabalho no ICL lá, cara. Muito obrigado. Estou sempre acompanhando. E você sempre faz isso, né? Mas eu vou pedir aqui para você o seguinte. Nos cortes, sempre deixar ali o contexto. Porque como eu estou falando... E você sempre faz isso. Tem que pegar o... Isso. A história toda.

Porque nesse momento que eu estou sendo super atacado, para a galera pegar um corte onde eu falo uma coisa fora de contexto e vindo tudo para cima de mim, nesse momento que eu estou sendo super atacado, é um dois, meu irmão. A vontade de ter esse programa inteiro e o contexto está aqui também. Você está de parabéns, brother, porque você tem conseguido ouvir gente de...

Um dos poucos lugares, se não o único no Brasil... Hoje em dia é o único. Que consegue ouvir as pessoas de todos aí. Você está de parabéns, cara. A gente já começou a corrida presidencial. Os prédio candidato já estão marcados aí, né? Parabéns, cara. E esse ano vai ser pesado, né?

Mas estão falando que é a... Não sei se é um papo de toda eleição, mas é a eleição mais importante do Brasil até hoje. Você acredita nisso? É, mas a última foi a mais importante e essa é a mais importante que a última. É mesmo, então.

E você pediu para deixar um último recado? O último recado é assim, eu não estou preso. Eu não briguei com o Gabriel Galipo. Eu não fui no programa da Patrícia Poeta. E eu não vendo nem criptomoedas, nem bitcoins, nem cursos que não sejam através do meu site oficial. Então, gente, e eu também não faço propaganda para bets. Pois é. Então é isso aí. Pelo fim das bets. E é engraçado como o pessoal acredita, né, cara?

Vai checar isso daí, né? São pessoas que gostam de mim, cara. Então eu queria até pedir para vocês. Eu não tenho a menor culpa disso. Mas falar para vocês que eu sinto muito por isso acontecer e agradeço o sentimento que vocês têm. A preocupação. A preocupação em relação a mim. Agradeço de coração. Todas as fotos do mundo. Eduardo, obrigado. Obrigado vocês que estiveram aqui com a gente. Obrigado você também. Tem que agradecer você, né? É, cara. Eu sou obrigado a agradecer. Me sinto lisonjeado agora. Exato.

O que você tem que falar agora mesmo? Se você ainda não deixou o seu like, cara, você está pulando. O papo foi maravilhoso. Então, deixa aí o seu like, se inscreva no canal, torne-se membro. Vamos chegar aos 10 milhões nos canais. Exato, cara. Então se inscreve no canal. E outra coisa, né? Agradecer nossos patrocinadores. Exato. Temos aí o Estratégia Concursos e também o G4 que está patrocinando o episódio de hoje. Exato. E o que o pessoal escreve nos comentários para provar que chegou até o final desse papo?

Para provar que você chegou até o final, coloca aí. O Excel não deixa. O Excel não deixa. Só quem assistiu vai entender. É isso aí. Escreva o Excel não deixa. Recados, então. Se inscreva no ICL. O que mais? Assista o... Vai para a China, Eduardo. Vai para a China, que é muito legal. Vai para Cuba, que é do ano passado. Isso, é uma trilogia. Vai para Cuba, vai para a Argentina e vai para a China. Eu fiz os três. E Venezuela não tem. Ainda não. Mas vai ter.

Vamos ver, porque tem tanto lugar pra ir, né, cara? Pois é, né? Hoje já tava me falando, tu tem que fazer uma agora que é vai pros Estados Unidos. Porra! Com a confusão que tá tendo lá. É mesmo, hein, cara? Porra, essa daí dá pra não. Então, obrigado demais. Valeu, meu irmão. Tá sempre aberto o espaço aqui. Fiquem com Deus. Beijo no Cotovelha e tchau. E que bom que vocês vieram. Valeu, fui!

As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor, entre em contato conosco para esclarecimentos. Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.

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