1820 - O COLAPSO DA ORDEM MUNDIAL: DANIEL LOPEZ
DANIEL LOPEZ é jornalista, professor e pastor. Nesse episódio de “Ligando os Pontos”, ele vai bater um papo sobre o possível fim da geopolítica e o colapso da ordem mundial. O Vilela acha que geopolítica é quando a pessoa vota se gosta mais de montanha ou praia
- Colapso da ordem mundialGeopolítica contemporânea · Influência de Jeffrey Epstein · Relações EUA-Irã · Doutrina Monroe 2.0 · Guerra híbrida
- Geopolítica de Trump, Xi e PutinPoder invisível · Chantagem e decisões políticas · Sociedades secretas
- Impacto da tecnologia na geopolíticaInteligência artificial · Recursos naturais e geopolítica
Olá, terráqueos! Como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vileira e está começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais conspiratória do que a minha, do que a sua. Poxa, com certeza. Vamos falar das elites, vamos falar de tudo hoje. É isso aí. Ô, Romer, sua vida conspira para o quê?
Rapaz, conspira para tanta coisa. Para o fracasso. A minha conspira para o fracasso. Para apanhar a mulher. Principalmente no final de semana. Minha vida é um fracasso.
Eu vivo uma vida de casado mesmo não sendo. Fico em casa, assisto série, peço comida em casa. Caramba, você não quer trocar comigo, não? Você quer ir pra rua? Você quer ir pra... Você fica em casa, não fica? Eu fico. Então. Então. Então, é a mesma vida, pô. Como que eu vou trocar pra ter a mesma vida? Você tem cachorro? Não, tenho duas gatas. Duas gatinhas? Duas gatinhas. E aí, nomes? Me agarram o tempo todo, é a Mel e a Minnie.
Mel e Mini. É, me agarram, fico miando se eu não tô perto. Enche de pelo. Enche de pelo, cara. Vim pra cá, que camiseta preta é daquele jeito, cara. E o pessoal que tem gato em casa ou cachorro e quer participar dessa live maravilhosa? Hoje é uma live especial, dedicada para pessoas especiais, que são os nossos membros. Se você ainda não é membro, você tá panguando, cara, que os nossos membros têm uma vantagem, né? De saber quem vem aqui com antecedência e enviar a sua pergunta com antecipação.
Pois é, manda antes porque tem agenda antes. E eu antes de falar com o nosso convidado especial, que é o dono do podcast, quero falar com você, que a Insade é a nossa parcerona aí. Está 24 horas por dia pensando em você, seja no treino da manhã, reunião da tarde ou restaurante, de noite, funciona para qualquer hora. As roupas.
Passas da Insider como essa camiseta tecnológica. Cueca. Cueca, meia, calça. Tudo, tudo. Link na descrição. QR Code na tela. É isso aí. Bora pro papo, então. Bora, que tem bastante coisa pra contar. Fechou. E?
Estamos aqui com o dono do canal. Já pediram para ele fazer isso um dia. Ele abriu o programa. É verdade. Ele fazer a abertura e me apresentar como convidado. Se quiser eu faço a simulação agora. Então vamos lá. Já começa aqui. Aqui na câmera.
Olá pessoal, tudo bem? Eu sou o Daniel Lopes, esse aqui é o programa Ligando os Pontos e hoje a gente tem um convidado especialíssimo, que é o Rogério Villela. Seja bem-vindo aqui no nosso programa. Obrigado, cara. Que maravilha. Obrigado, eu sei que sua agenda é muito complexa, né? É, bem complicado. Deslocamento muito grande se você chegar até aqui, né? Muito longe da tua casa aí, né? O teu quarto até aqui é alguns metros, né?
Pegou muito trânsito aí, né? Peguei um trânsito absurdo. Putz, cara. O Homer estava passando, né? O Homer passando. Te atrapalhou, né? Viu? Então, bora. Mas se apresenta direito, então, para o pessoal lá. Fala, pessoal. Sou o Daniel Lopes, então, jornalista aqui.
Eu comecei como um analista de óleo político, mas depois virei analista de sal grosso, curupira, mula sem cabeça. No início eu ficava preocupado, falava, não vou tratar desses temas, mas aqui não tem tempo ruim não, meus amigos. O que tiver que tratar a gente trata, seja moda, culinária, nanismo, qualquer coisa a gente está tratando aqui, ligando sempre os pontos. Então tem o meu canal no YouTube também, que é Daniel Lopes com Z. Estou sempre ao vivo de segunda a sexta, ao meio dia.
E tem a Arca também. O Vilela sempre dá uma moral aqui. A Arca é o nosso grupo de estudos ali, onde a gente aprofunda os temas mais estranhos. Eu costumo dizer, Vilela, que no vídeo aberto no YouTube, eu falo sobre a primeira parte do ciclo UDA. Ciclo UDA é observar, se orientar, decidir e agir. Na parte aberta, eu falo sobre o observar e se orientar. Agora, para os meus alunos ali na Arca, eu falo sobre como decidir e como agir.
principalmente agora com esse mundo estranho em 2026 que está chegando. Pois é, tem muita coisa chegando. Muita coisa. Link na descrição e QR Code na tela. Está na tela? Está na tela. Então, já que está na tela, vamos aí. Podemos começar? Bora, podemos começar. O programa é seu. Bora, demorou. Eu pergunto se podemos começar. É ele que tem que falar. Vamos lá.
Cara, aconteceram muita coisa aí, cada semana o mundo move, e como o tema é geopolítica, eu queria entender primeiro o que é geopolítica, porque o conceito de geopolítica tem a ver com...
Com coisas geográficas misturadas com política? O que é isso? Exato. O professor Roque já explicou muito isso, mas é legal para o pessoal entender aqui. Ele fez uma explicação paulista, eu faço uma carioca. Tá bom, vamos lá. A gente dá uma ginga, faz um drible aqui, faz o gol de... O goleiro fazendo gol, tipo o Valderrama.
Então, a gente estuda geografia, tem a geografia física, você vai estudar os tipos de vegetações e tal, a geografia mais propriamente dita. Lembrando que geografia também tem uma etimologia interessante, gel é terra, grafia vem de escrever. Então, geografia significa desenhar na terra, a gente poderia dizer assim. Então, geografia significa você separar...
os territórios e como esses territórios interagem uns com os outros. É claro que é muito diferente você pensar a geografia antes de terem os países que tem hoje e pensar nos impérios antigos, civilizacionais como China e tal. Então a geografia tem a geografia física, que é essa que a gente estuda no colégio.
mas ela tem a geografia política, que a gente estuda no colégio também. Então, a geopolítica é a geografia política, é como os recursos naturais, as terras, as rotas comerciais e marítimas, elas influenciam nesse jogo de poder entre as nações. Só que a grande questão é que não existe uma só linha da geopolítica, existem várias linhas, pelo menos três linhas. A gente tem uma linha clássica, que é uma linha que pensa assim, os estados, os países...
Eles tomam decisões racionais baseadas naquilo que é melhor para os seus interesses e para a sua proteção e para a sua população. Essa é a linha clássica da geopolítica. Tem uma linha crítica ou estruturalista que vai dizer que não, que as decisões não são racionais porque o ser humano não é eminentemente racional nem...
tão previsível como a gente imaginava. Então essa linha é mais abundante na academia, nos estudos acadêmicos, do que nas análises geopolíticas do dia a dia que a gente vê. E tem uma linha mais contemporânea que é híbrida, que mistura o clássico com esse estruturalista, que ao mesmo tempo, uma hora ela vai abordar os países como sendo...
tomadores de decisões racionais, outra hora ela vai falar, não, mas existem vários outros elementos dentro de como os países tomam as suas decisões. Não existe só o Estado-nação, existem ONGs, existem grupos não governamentais, existem forças paralelas que atuam na sociedade.
Então, foi daí que eu comecei a pensar, estou há muito tempo já pensando nesse tema, por isso que a gente propôs o tema de hoje, o fim da geopolítica. Eu me inspiro nesse tema, lembrando de um livro clássico da geopolítica, que é o Fim da História, do Francis Fukuyama, que o título completo é O Fim da História e o Último Homem. De que época que ele é? É 1992. Pós-Guerra Fria?
É pós-Guerra Fria e Guerra Fria é um ponto... É o que ele defende, que com o término da Guerra Fria, acabou a história em que sentido? No sentido que a história... É claro que ele vai mais profundo, vou dar uma primeira explicação.
Naquele momento, você tinha o mundo dividido entre Ocidente capitalista e o Oriente socialista. Então, você tinha Estados Unidos e União Soviética. E a história, está aí a capinha do livro ali? Capinha meio tenebrosa, bem escurinha. A história era movida por essa disputa ideológica.
Dois modelos ideológicos, dois modelos econômicos, ou seja, dois modos de produção. Então você tinha o Ocidente capitalista, o Oriente socialista, modo de produção capitalista, modo de produção socialista. A história caminhava pela briga entre essas duas ideologias.
fricção entre as duas coisas, criava a história. Criava a história, né? Ele não foi meio ingênuo, cara, de pensar que não ia aparecer outra coisa? Professor de Harvard, mas foi meio burro, né? Porque a China não dava sinais de que iria, nessa época, ainda era muito fraca, né? Era irrelevante? Não, não é nem essa ideia. Porque a ideia dele é o seguinte, é que o melhor modelo era a democracia liberal. Então, segundo ele...
as nações iriam tentar vários modelos diferentes e iam chegar por caminhos distintos à conclusão, pô, a democracia liberal é o melhor mesmo. E isso seria um movimento que todo mundo ia seguir até a China. Ah, ele achava que a China, inclusive, o regime ia cair, ia virar isso? Total, porque a gente tem que lembrar da doutrina Kissinger. Henry Kissinger foi um dos maiores expoentes dessa diplomacia internacional. E o Kissinger, na época do presidente Nixon,
ele montou uma ideia que era a seguinte, vamos frear o avanço da União Soviética fortalecendo a China. Então, nessa época, em 1992, a gente ainda está vivendo o resquício dessa doutrina Kissinger, que vê a China não como um concorrente, mas como um parceiro. Então, nesse cenário, a China está jogando mais a favor do que contra.
Então, China não era vista nesse momento como um perigo, era vista como um apoio. Na verdade, o que Trump está fazendo hoje, a galera está falando que é Kissinger invertido. Invertido. Ah, eles falam. Falam isso, reverse Kissinger, que os americanos citam. Por quê? Enquanto na época de Kissinger a ideia era fortalecer a China para fazer frente com a União Soviética, agora é o contrário, se aproximar da Rússia para fazer frente com a China.
Então hoje o Trump está amigão do Putin, tentando ali tirar a China de cena. Então o Kissinger é invertido. Lembrando que o Trump tinha um relacionamento muito bom com o Henry Kissinger também. Então a ideia do fim da geopolítica, é claro que eu me inspiro no fim da história do Fukuyama. E você, para mim, foi certeiro. Ele foi até meio burro, porque falou uns negocinhos... É ingênuo, né? É, meio... A história vai se transformando e pode ter...
nuances, né? Surpresas. Ele achava que o mundo ia ficando tudo meio morno assim, sem briga nem nada, porque todo mundo ia virar democracia liberal. Só que aí ele fala sobre O Último Homem, que é o subtítulo do livro, né? O próprio título, né? É The End of History. Esse cara não escreveu mais nenhum livro.
Continuando, cara, agora você me pegou, não me recordo. Depois dá uma busca no nome dele. Se ele falou, é pessoal, vou ter que atualizar. É, vamos fazer um outro agora. Ficou meio chato do meu lado. O recomeço da história. É, com certeza. É claro que todo o pessoal progressista, a galera mais marxista, tinha ódio dele, porque ele estava meio que celebrando o fim do comunismo e que isso ia resolver os problemas da humanidade.
Então ele, apesar de ser um acadêmico da Universidade de Harvard, ele era muito mal visto na academia, a galera tinha nojo do Fukuyama. Mas assim, Fukuyama mandou uma bolada na trave terrível, falou um monte de groselha, se provou totalmente errado. Mas ele propõe essa ideia, o mundo, a história vive com base na tensão entre Estados Unidos e União Soviética. União Soviética sai de cena...
o mundo fica meio sem graça, fica meio morno. Então, o ponto que ele analisa ali é a queda do Muro de Berlim. A queda do Muro de Berlim teria sido o catalisador desse fim da história, porque é o sinal de que a União Soviética faliu. Eu não sei se a galera tem a sua noção, que é uma história muito louca também, mas você pensa em...
Berlim é na Alemanha. O muro de Berlim está na Alemanha. O que isso tem a ver com a queda da União Soviética? A Alemanha não fazia parte da União Soviética. Não fazia a Alemanha Ocidental, né? Agora a Alemanha Oriental fazia. Porque o que aconteceu? O mundo está todo conectado, interligado. A grande questão é a gente lembrar que, ao contrário talvez do senso comum,
Na Segunda Guerra Mundial, na Primeira também, Estados Unidos e Rússia, na época União Soviética, só a partir de 1917, eram aliados. Você vê ali Stalin sentado junto com o presidente americano, comemorando ali, junto com Churchill.
Mas no começo da Segunda Guerra Mundial, se não me engano, teve um acordo entre Alemanha e União Soviética. Teve o acordo Ribbentrop-Molotov, que é o pacto de não agressão. Aliás, a gente tem um programa com o Tiago Braga só sobre isso aí. Essa história é muito legal. Contando na versão carioca, os Estados Unidos... Porra, meu irmão! Os caras chegaram lá, meteram... Vou contar rapidamente, só para a galera entender. Mas conta sotaque acarregado, que é engraçado.
Quer que eu conte, Bairro? Quero, quero. É que eu não tenho tanto sotaque, mas eu vou dar uma forçada na barra.
Os Estados Unidos chegou pro Hitler e falou, meu irmão, a parada é o seguinte. Estados Unidos. Estou com problema sério pra resolver aqui. Aí ele falou, meu irmão, olha só. Eu acho legal a história sendo contada assim, velho. É o tipo... Meu irmão, tá de caô pra cima de mim? Que história é essa? Tá querendo me ajudar pra quê? Tu não guarda de mim, pô? Tu brigou comigo na Primeira Guerra Mundial vai vir de onda agora? Eu acho que todos os acordos tinham que ser feitos por cariocas, caras.
Pô, quase que eu falei. Eu tenho uma ideia de fazer um canal, cara, de história só contada assim. Um carioca. Tem gente que odeia, né? Tem gente que vai falar pô, finalmente eu aprendi história. Não, mas e aí? Tá. Aí, cara, Estados Unidos chegam pro Hitler e falam assim, cara, tô precisando da tua ajuda.
Por quê? Pô, tem um cara aí que eu acho nojento, tá crescendo muito, que é o tal do Stalin, com esse negócio de União Soviética. Vamos fazer uma parada? Se eu te der dinheiro, equipamento e treinamento, tu arrebenta esse cara pra mim? Ele falou, lógico, pode mandar. Então assim, Hitler foi patrocinado por essa galera. Tem um artigo dos Estados Unidos, tem um artigo da revista, do jornal The Guardian.
Vê se acha aí depois, Homer. Bota assim, The Guardian. Estou falando bem. Carioca, The Guardian. Como é que é? Aquele treinador de futebol lá. Como é que é? Joel Santana. Não é Joel Santana? Abre aí, Homer. The Guardian. Jornal The Guardian. The Front of the Middle. Bota assim, Bush. Hitler.
Power. Se você não achar, eu falo mais coisa. O título é assim, como Prescott Bush. Como Prescott Bush ajudou Hitler a chegar ao poder. Prescott Bush, que é pai do buchão, vô do buchinho, ele era senador americano que ajudou a esse pacto entre Estados Unidos e Alemanha para conter o avanço da União Soviética. Então mandaram dinheiro pra caramba, mandaram infraestrutura, várias empresas americanas botaram grana lá.
Então, a Alemanha foi patrocinada para fazer frente à União Soviética. Então, qual foi a conversa? Adolfinho, meu garoto, vou te dar grana. Está tudo nesse artigo. How Bush's grandfather helped Hitler rise to power. Como é que o avô do Bush, avô do Bushinho, pai do Bushão, que é o Priscot Bush, ajudou o Hitler a chegar ao poder. A ideia era simples.
Meu irmão, eu vou te dar dinheiro, arma, não sei o quê, para você conter o avanço da União Soviética na Europa. Aí ele falou, tá ótimo. Aí ele falou, partiu. Aí ele falou, vai lá, meu garoto, boa sorte. Quando o Hitler chegou na Rússia, em vez dele arrebentar com a Rússia, ele falou...
Não, vamos fazer melhor, vamos fazer um acordo aqui, um pacto de não agressão. Os Estados Unidos, pô, irmão, não foi pra isso que eu te patrocinei. Aí ele se volta contra o Ocidente, né? Foi o pacto, né, o Ribbentrop-Molotov, né? Tinha que ser esse nome, né? Coctel de Molotov veio bravo depois. Então, a gente não pode esquecer que Estados Unidos e Rússia foram amigos na...
Na Primeira e na Segunda Guerra Mundial estavam do mesmo lado. Então, quando termina a Segunda Guerra Mundial e o grande oponente era a Alemanha, a grande potência opositora ali, lembrando que o West era composto ali por Alemanha, Itália e Japão, quando a Alemanha é derrotada, os vencedores, nesse caso Estados Unidos e Rússia, dividem a capital, Berlim, entre eles.
Aí você fala, mas peraí, Daniel, se Berlim tem só um muro assim, separando Berlim Oriental de Ocidental, é só tu contornar o muro. Então, o muro não era só uma linha reta, tipo esse muro que o Trump fez ali com o México. O que eles fizeram foi fazer o muro em volta da Berlim Oriental inteira. Então, os caras cercaram metade da capital. Imagina tu estar em São Paulo, meu irmão, e de repente a Zona Oeste toda é cercada por um muro, tu não consegue sair da Zona Oeste.
Foi mais ou menos isso. De uma hora para outra surgiu um muro e aquela parte exclusiva da Alemanha ali era controlada pela União Soviética. Então isso é o muro de Berlim. E o muro de Berlim era como se fosse um exemplo da força soviética no Ocidente. Cara, as imagens desse muro aí são bizarras, né, cara?
É, cara, eu nunca vi, eu tive essa ideia agora, uma imagem de cima. Porque o muro, ele não é um muro reto, ele fecha metade da cidade de Berlim. Então, o que acontece? Quando esse muro cai...
Não apenas o pessoal fala, é, realmente acho que faliu a União Soviética, mas a galera vê também a xepa que era a vida ali dentro, né? Olha lá, a divisão, né? A parte britânica, a parte francesa, parte americana e a parte soviética, né? Então o muro estava ali, naquela região ali, né?
Então, o Muro de Berlim foi o exemplo inexcusável da falência da União Soviética. Isso, segundo Fukuyama, acabou com a história. Porque ele falou, se a história era comandada pela briga e a tensão entre Estados Unidos e União Soviética, se você não tem mais a União Soviética, você não tem mais história, não tem mais o que acontecer.
É claro que a gente está fazendo um resumo aqui meio sapeca aqui, que o livro não é apenas isso, é mais uma ideia de que todas as nações caminhariam em direção à democracia liberal e iam concluir que essa era a melhor opção. Só que aí o mundo ia ficar muito monótono, ia ficar muito chato, por isso que ele fala que é o último homem, que o cara fala, pô, mas agora não acontece mais nada, não tem mais briga, xinga minha mãe pelo menos para eu te dar uns cascudos. Então, o que acontece? Na minha...
tese que eu estou trazendo aqui hoje do fim da geopolítica, o fato de que é o catalisador, se para Fukuyama o fim da história é caracterizado pela queda do Muro de Berlim, o fim da geopolítica é caracterizado pelo caso Jeffrey Epstein. E aí eu vou explicar por quê. O caso Jeffrey Epstein, ele nos... Olha lá, velho, a imagenzinha do...
Tinha até uns grafite maneiro, né? É, do lado ocidental, né? Do lado oriental, duvido que pudesse ter grafite. É, inclusive você que tem um conhecimento, um senso estético apurado, tá bem desenhado ou tá meio chifrinho ali? Ah, tem milhões aí de estilos, né? Alguns estão bons e alguns devem estar tudo. Hoje tá meio fuleiro da cebola, né?
E a imagem da queda do Muro de Belém é bem emblemática. É, a galera derrubando o muro e tal. Mas na verdade, Villela, se você olhar ali... Mas essa parte está até mais... Mais light. É, a parte que eu lembro do Muro de Belém, no meio tem um monte de coisa, de aranha. Tem aranha farpado. Na verdade, são dois muros ali, você está vendo? Então, o outro lá é do lado oriental.
Então, na verdade, em alguns lugares havia mais de três muros, porque o cara, para conseguir sair, ele teria que pular uns três ou quatro muros, né? Então não era só um único muro, não. Tinham várias camadas ali, né? Tinham postos avançados de monitoramento. E aquela história, né? Se o lugar é tão bom, por que você tem que impedir de sair, né? É meio estranho, né? É total, né?
Está proibido sair, porque se você liberar sair, não fica ninguém. Então, já fica meio estranho isso. Eles não colocaram o muro para impedir os outros de entrar, é para impedir quem está dentro de sair. Deve ser porque não está muito maneiro lá dentro. Então, o caso Jeffrey Epsom, para mim, ele é a queda do muro de Berlim da geopolítica. Por quê? A geopolítica clássica, ela parte do princípio que os países, ou estados, nações, eles tomam decisões racionais baseadas ali naquilo que é melhor para o seu próprio povo.
Só que a gente pode fazer um salto direto da geopolítica clássica para o Jeffrey Epsom, porque a gente vai ver que os líderes que representam as nações não tomam nem decisões racionais e nem decisões com base naquilo que é melhor para o seu país. Muitas vezes eles tomam decisões porque eles estão debaixo de chantagem.
acabou a geopolítica. Por quê? Se pra mim a geopolítica é o Estado como um personagem tomando decisão racional pro bem da sua nação, isso não existe mais. Então, enquanto a gente não passar a olhar a geopolítica com esse enfoque, a gente vai ficar falando groselha. E o Banco Master prova isso daí, né? Total. Demais. 100%. Mas você tá falando o quê? Por causa de chantagem? É. Todo mundo com medo, um monte de gente envolvida. Vídeozinho no celular, né?
Na verdade, está rolando um papo até de pedir 2.0 versão tabajara. É, versão tabajara, exatamente. Que rolavam as festinhas em Trancoso ali, meio estranhas. Segundo rola a boca miúda aí, os rumores, né? Que eu não vi os vídeos, mas saíram algumas poucas matérias falando que quem assistiu os vídeos ficou horrorizado, né? Do nível de diversão que estava rolando ali.
O nível de endorfina e serotonina sendo liberado nas performances. Então, Ovilhela, aqui eu estou propondo uma ideia de que a gente não pode mais fazer análise geopolítica, já que geopolítica está na moda, está todo mundo falando de geopolítica. Até o pessoal do mercado financeiro, geopolítica. Antigamente era macroeconomia, agora é geopolítica. Caralho, você é analista macro, você manda de macroeconomia, agora é analista geopolítico. A casa de análise é o Rásia, o Ian Bremmer e tal.
Mas se você faz uma análise, vamos supor, a gente está analisando a situação da Ucrânia, aí você faz uma mera análise de, ah, a Ucrânia é um problema porque a OTAN está se expandindo, trazendo para dentro dessa aliança ocidental países da antiga União Soviética, cada vez mais a OTAN está se aproximando das fronteiras de...
da Rússia e a Rússia está se sentindo ameaçada, está se sentindo cercada por essa aliança militar, então para proteger a sua própria existência eles tiveram que atacar a Ucrânia, porque para eles seria inaceitável ter a Ucrânia dentro da OTAN e dentro da União Europeia, porque isso faria com que tivesse mísseis apontados para Moscou bem de perto.
Essa é uma análise geopolítica clássica, porque você está pensando o seguinte, você não pensa em Zelensky e Putin, você pensa em Ucrânia e Rússia, e os dois países como se fossem pessoas, personagens tomando decisões. Isso é um tipo de análise geopolítica caduca já.
é morfada, não, a gente não pode mais fazer análise dessa forma, a gente tem que levar em conta que o Estado não é uma pessoa, então o Brasil não toma decisão, porque o Brasil não é alguém que acordou triste e falou, é, hoje eu vou chutar o balde, ou então, ah, eu tô feliz hoje.
O presidente tem poder decisório de certa forma, mas a gente tem o Congresso, a gente tem o freio e contrapeso, nós temos as organizações não governamentais, a gente tem a Faria Lima, a gente tem o mercado financeiro, a gente tem vários outros...
várias outras instituições e pessoas que representam essas instituições que dão pitaco na hora das decisões. Muitas vezes o presidente quer tomar uma decisão, mas os seus apoiadores não gostam dessa ideia, então ele acaba voltando atrás. Então, a gente fala, a Rússia decidiu, a Ucrânia preferiu. Você fala, é país ou é gente?
Ter essa sensibilidade é o início da gente ter um outro entendimento da geopolítica. Agora, quando você entende que o país não é uma pessoa, que na verdade quem toma a decisão são seres humanos, e esses seres humanos são influenciados pelos patrocinadores, pelos apoiadores, pela conjuntura econômica, pelas pressões geopolíticas, pelas pressões da sociedade, você vai ver que o cara, a decisão não é uma decisão dele, é um somatório de 500 pessoas, cada um falando uma coisa, ele teve que achar um meio termo ali. Então...
perceber que a geopolítica não é um país tomando uma decisão, é um presidente, já é um avanço. Aí quando você percebe que a decisão do presidente ou dos tomadores de decisão é um emaranhado de várias forças que estão pressionando ele, você já está ficando com uma análise um pouco mais afiada. Aí quando você percebe que muitas vezes o líder que toma a decisão está debaixo de chantagem,
aí a geopolítica toma um destino completamente distinto. Então, Jeffrey Epstein, tendo documentos comprometedores de toda a elite global, não é só norte-americana, e esses documentos comprometedores influenciando decisões, isso muda completamente a nossa análise geopolítica. Por quê? Vamos dar um exemplo prático.
Presidente Donald Trump, ele tinha pautas ali. Vou liberar todos os documentos de John Kennedy e vou liberar todos os documentos de Jeffrey Epstein. Todo mundo falou, ótimo, tem que liberar. Não liberou. Mas não liberou por quê? Porque ele está nesses documentos também.
O máximo que ele faz é um hangout limitado. O que é um hangout limitado? É um termo do universo da inteligência, da espionagem, que é o seguinte. Hangout limitado é quando o povo está cobrando uma resposta e você solta só um pedacinho. Para satisfazer... Tá bom, pessoal? O pessoal geralmente alienava. Tá ótimo. Muito obrigado.
inclusive, Vila, é importante a gente pontuar, esse negócio de Jeffrey Epstein abusador, que abusa de crianças, comércio de mulheres, questões sexuais, isso é um hangout limitado, porque a grande questão do Epstein é a questão econômica. São os grandes... É muita coisa envolvida? É muita coisa do mercado financeiro, da galera das finanças, de Wall Street. Então, quando a galera começa a falar, e esse negócio de Jeffrey Epstein, eles mostram só a parte sexual?
significa que eles estão escondendo a parte mais comprometedora que envolve pessoas poderosíssimas ali. Por exemplo, uma coisa que quase nunca é falada. Jeffrey Epsen teve um direto relacionamento com um banco chamado BCCI. Esse banco foi um banco criado pela CIA.
praticamente, tem gente que vai falar, não, não foi criado pela CIA, mas era operado pela CIA. A CIA não só fazia vista grossa, mas usava esse banco para fazer um monte de maracutaia, tanto que o banco foi gerou aquele que foi um dos maiores escândalos da história dos bancos norte-americanos. Então o que a gente percebe é que a parte de movimentação financeira talvez seja tão escandalosa quanto a parte sexual dele.
Sem falar a influência de Jeffrey Epps no meio acadêmico. Jeffrey Epps tinha um escritório dele dentro de Harvard. E ele patrocinava... Porque ele era um colaborador. Ele patrocinava muita coisa lá. Ele patrocinava, era uma espécie de mecenas ali. A galera abria a porta. Abria a porta. Tem uma sala sua. Isso, ele era altamente interessado na ciência também. Principalmente na ciência de vanguarda. Ele fazia vários eventos científicos.
Foi num desses que não só o Kip Thorne, que é o vencedor do Nobel, que inspirou, prestou consultoria para o Interestelar, né? Christopher Nolan. Mas o próprio Stephen Hawking, né? Stephen Hawking andava com o Jeff Epps por causa desses eventos. De física e ciência. Isso é a coisa mais estranha. E o Stephen Hawking gostava também. Devia gostar de uma brincadeira. Gostava. Não, isso é padrão. Até no filme lá mostra que ele era taradinho, né?
As enfermeiras dele levavam ele pra... Não no filme, né? Na vida real. As enfermeiras levavam ele pra casa de strip. Sério? É. Ele gostava. O bichinho não... É tipo assim, eu tô quebrado, mas não tô morto. Exato. Não é não? Então tinha envolvimento dele também com Epstein.
É, tinha a princípio mais por causa da questão dos patrocínios de eventos científicos, né? Mas vai saber, né? É, porque a rede de informação que o Jeffrey Epstein controlava, ela tinha interesse também saber o que estava mais em alta aí de novas armas, né? E para você ter as novas armas, você tem que ter a elite da ciência, tipo um projeto Manhattan da vida. Hoje a gente já sabe que tem um projeto Manhattan 2.0, né? Que é?
que tem relação com isso que aconteceu na Venezuela. Que os soldados venezuelanos falaram, olha, a nossa arma não funcionou, a gente não conseguiu dar tiro. Os caras nos viam, a gente não conseguia ver esses caras. E, de repente, a gente começou a passar mal, sair sangue do nariz, do ouvido, vomitar. E os soldados falaram, não quero mais lutar contra o americano mesmo.
Desisto. Foi tão traumático o negócio. Só 20 soldados da Força Delta, com 8 helicópteros, mataram 300, 400 pessoas e levaram o Nicolás Maduro de dentro numa fortaleza de aço. Então, eles usaram equipamentos bélicos exóticos, que são antigos, mas a galera só conhece agora. Mas resumindo, voltando à nossa pauta inicial.
Tem como você analisar as ações do Trump sem entender que, de certa forma, ele também está chantageado? Ou ele está comprometido? Porque na última leva que o Congresso americano liberou de documentos, apareceram mais fotos do Trump. E apareceram fotos e documentos também daquele que é um dos mentores do Trump, Steve Bannon.
Steve Bannon altamente envolvido com Jeffrey Epstein. Então, existem muitas coisas que um país, uma nação, um líder, às vezes até um congresso, não vai poder fazer por causa de comprometimento de chantagem. Então, é uma geopolítica completamente diferente. Você fazer geopolítica, é o que eu estou propondo aqui.
Antes de Epsin e depois de Epsin são dois mundos diferentes. Porque você não pode pensar Trump está tomando essa decisão porque isso é para o bem da nação americana e faz parte dos interesses de políticos norte-americanos. Não. Ele está tomando certas decisões porque ele está sob chantagem. Puro e simples. Acabou. Morreu o assunto. Então, é...
Isso é o que eu chamo o fim da geopolítica. Não o fim da geopolítica que ela acabou, mas pelo menos o fim da geopolítica mais popular que a gente tem visto.
Porque não basta você pensar, os Estados Unidos têm um interesse em terras raras aqui no Brasil. A gente sabe que ali no Donbass, que é a região que está sendo disputada entre Ucrânia e Rússia, tem 13 trilhões em terras raras e minerais estratégicos e tal. Não é apenas isso, tem muito mais coisa. Imagine o tipo de comprometimento que um volô de miscelêncio tem.
O cara é altamente comprometido, porque esse cara, ele não apenas é um ator no cenário geopolítico, como ele é um ator mesmo. O cara era um ator, né? É um ator que foi escolhido. Comediante, né? Comediante. Foi um cara que foi escolhido, na verdade...
Depois confere aí, Homer, pra não falar bobagem. Parece muito aquele filme dos caras lá na montanha, dos ricaços lá. É, do... Como é que é? Mountainhead. Mountainhead. Se eu não tô enganado, antes do Zelensky virar presidente, ele fez um filme em que ele era um comediante que virou presidente. É.
É surreal isso, né? Surreal, né? A vida imita a arte. Então, aí você pensa assim, poxa, estou pensando em geopolítica, né? Então, desde o ano 2013, com as protestos de rua da Praça Maidan, o chamado Euromaidan lá na Rússia...
houve ali uma disputa acirradíssima entre líderes ucranianos apoiados pelos Estados Unidos, líderes ucranianos apoiados pela Rússia, e um foi envenenado, o outro foi destituído, fizeram maracutaia nas eleições, aí depois o Putin toma a Crimea, ah, vocês tiraram do poder meu amigo, então vou tomar a Crimea. Aí você fala, ok, é uma disputa geopolítica entre Rússia e Ucrânia. Mas na verdade não, você percebe que o atual líder...
foi um cara que foi fabricado para ser um líder. Por quê? Porque se a gente lembra que cinema, meios de comunicação de massa, são também instrumentos de operação psicológica e controle da opinião pública, aquilo que o Maxwell Macomb chamava de teoria do agendamento, agenda setting.
que é o seguinte, as notícias e as mídias não são tão poderosas ao ponto de influenciar a opinião de todo mundo, mas eles têm poder, sim, comprovado de, pelo menos, pautar os assuntos que são tratados no dia a dia. Então, quando você tem um filme desse ator, Volodymyr Zelensky,
que é um comediante que vira presidente, você está fazendo uma propaganda de que esse cara seria uma figura viável para ser um novo presidente. Então você vê um patrocínio ocidental claro ali. Vai lá.
O que está escrito lá, ô, Homer? Paródia? É, por favor. Está escrito... Não, ele traduz, ele entende. É, o meu russo está um pouco enferrujado, né, cara? É, mas não está em russo. É, é verdade. É cirílico, né? É, cirílico é também. Mas o nome é... Até que eu estava pesquisando aqui. É Servo do Povo.
Sérfo? Servo do povo. Olha o nome. Olha ele com umas metrana. Fala que ele é um professor. Ele é um professor universitário que chega à presidência. Ah, professor, não comediante. Mas assim, já é o sistema de comunicação projetando o cara como um novo líder.
Então, quando a gente pensa na geopolítica, a gente tem que pensar nessas forças todas invisíveis ou não óbvias que atuam nos bastidores. Por exemplo, não só com o caso de Jeffrey Epsom a gente entende que...
muitos líderes de nações tomam decisões baseadas em chantagem e não decisões racionais para o melhor do seu povo, a gente também, quando não leva em consideração as agências de inteligência e as suas agendas pessoais, a gente também não consegue fazer uma análise geopolítica adequada. Vou dar um exemplo.
Kennedy entrou numa rota de colisão com a CIA. Ele começou a falar, é poder demais. A gente precisa acabar com isso. Kennedy chegou, inclusive, a destituir o diretor da CIA. Trocou o diretor ali, tirou o cara, porque ele estava nessa rota de colisão. Então, algumas linhas... O que aconteceu com ele depois?
Então, não só isso, né? Não era só a CIA que estava chateada com ele. Tinha uma galera, várias pessoas, porque ele começou a arrumar. Por isso que tem tanta teoria de conspiração de possíveis interessados na morte dele. Então, é porque você pensa assim, cara...
Quem matou o Kennedy foi o Lee Harvey Oswald. E o Lee Harvey Oswald morou... Lobo solitário. Lobo solitário que morou na Rússia durante dois anos. Então ele era o quê? Ele era um fanático comunista que matou o presidente capitalista dos Estados Unidos.
Essa é a geopolítica do Dibutkin, que é a geopolítica clássica. Se você não entende a rota de colisão que ele estava traçando ali com as agências de inteligência, você não vai entender que pode ser que esse evento que mudou completamente o cenário geopolítico do planeta, a morte de um presidente dentro do carro em Dallas, no Texas, em 1962, dois ou três, é na frente de todo mundo.
Aquilo ali não foi um americano aficionado pelo comunismo que matou o presidente dos Estados Unidos. Não. Aquilo ali foi algo muito mais profundo, segundo alguns documentos que a gente já tem acesso hoje, de um interesse de uma agenda do próprio setor de inteligência, que tinha um interesse de não perder o seu status quo, o seu poder.
Por isso preferiram eliminar o presidente. É claro que tem outras linhas que vão dizer o seguinte. Kennedy estava determinado a impedir que Israel tivesse bomba atômica. Ele quis fiscalizar o desenvolvimento de armas nucleares em Dimona, lá em Israel. E aí o pessoal inventa uma ideia de que Israel também teria interesse na morte do Kennedy. Então, todo esse cenário...
da inteligência, daquilo que passa pelos bastidores, daquilo que não está nos documentos oficiais, daquilo que não está nas declarações, na bibliografia tradicional, você vai fazer uma análise geopolítica rasa demais. Então, quando você entende também o papel de Marilyn Monroe, Marilyn Monroe é um caso clássico de honeypot, o honey trap, é aquela mulher sedutora que se aproxima do homem poderoso para manipulá-lo.
Então, sem você botar as agências de inteligência e os seus métodos dentro do cálculo geopolítico, você vai fazer uma análise geopolítica extremamente rasa. Agora, é lógico que para você estudar, além de toda a geopolítica, pegar toda a bibliografia clássica, você ter que estudar toda a historiografia que trata do universo da inteligência, é coisa para caramba. E às vezes a galera tem preguiça também.
Ou tem preguiça ou não tem tempo. Agora, o que eu só acho inaceitável hoje é o cara praticar uma geopolítica levando em consideração um sujeito moderno, que é o Estado, nação, ele toma decisões. Você fala que o Estado é uma pessoa? Ou é uma instituição composta por um coletivo de pessoas? Então, é urgente a gente passar a fazer análise geopolítica com base nesses critérios.
Tem uma conversa muito interessante, Vilela, que é uma conversa filosófica, mas ela vai envolver elementos da cultura pop, e por causa disso acho que você vai gostar, que é a ideia da diferença do sujeito da modernidade e o sujeito contemporâneo, pós-moderno.
Esse conceito é um conceito, é um debate antigo da história das ideias e da filosofia e que influencia todas as outras ciências, mas que no dia a dia a gente não leva isso em consideração. Deixa eu explicar aqui a ideia. Primeiro de tudo, quando a gente fala de modernidade na filosofia e na história do pensamento, a gente não está falando de museu de arte moderna, a gente não está falando de 1922.
do movimento moderno. A gente está falando de 1600. A modernidade, na história do pensamento, surge com René Descartes, por exemplo. René Descartes que cria aquele sujeito que, por causa dele, ganhou o nome de sujeito cartesiano. O que é esse sujeito cartesiano? É aquele sujeito que é racional, ele é autônomo.
Ele tem a razão, o pensamento, né? E ele, com a razão e o pensamento, ele tem autonomia para tomar decisões soberanas. Eu fiz isso porque eu quis. Eu fiz isso porque eu sei quem eu sou. Eu sou um sujeito que tem o protagonismo, né? Isso é o sujeito da modernidade. Só que, lembrando, a gente está falando dos anos 1600, né? Só que o que acontece?
Essa história do penso logo existo, né? Descartes traz toda a atenção para esse sujeito que está ali pensando, né? E faz a distinção entre o sujeito e o objeto. Eu sou o sujeito que estou pensando e aqui tem um mundo que eu estou estudando que é o objeto.
Então, isso vira uma moda. A gente agora tem o sujeito cartesiano. Desse sujeito cartesiano, a razão humana como grande característica do ser humano, enquanto os animais são irracionais, o homem é um ser racional, como Aristóteles já falava. Zoan Logicon, o homem é animal racional. Então, começa essa história que o homem é racional. E a razão vira característica do homem.
Só que começam a surgir alguns caras que falam assim, peraí, meu irmão, será que o homem é tão racional assim? Será que a gente é tão independente assim? Será que as minhas decisões são tão autônomas assim? Aí entram alguns fatos interessantes que Freud vai chamar de as feridas narcísicas.
O que são essas feridas narcísicas? A gente vai construindo uma ideia, a humanidade vai construindo uma ideia a partir do renascimento, chegando ao iluminismo, de que o ser humano é racional e ele é um indivíduo. Indivíduo significa o quê? Indivisível. Você não consegue dividir. É igual o átomo.
inclusive meu projeto de pesquisa na faculdade de filosofia lá da Federal do Rio de Janeiro era exatamente uma comparação da filosofia atomista Leucipe Demócrito com o conceito de indivíduo da modernidade então o que acontece? A partir de Descartes com o iluminismo surge essa ideia o homem é racional e ele toma decisão autônoma só que aí tem três feridas narcísicas, primeiro
O galileu chega e fala, o ser humano não está com essa moral toda, não. Porque a Terra não é o centro de tudo, não, irmão. Porque o centro aqui do nosso sistema solar é o Sol. Não é a Terra. Então, baixa a tua bola. Você não é tão bonzão assim, não. Depois vem Darwin falando, olha, pessoal, vocês acham que Deus fez tudo, mas o homem veio do macaco. Então, você é um macaco melhorado, com menos cabelo.
E não tem o polegar na perna, no pé, polegar prense. Você é um macaco melhorado. Aí o cara já, pô, aí tu me quebrou. Aí vem, a gente poderia botar a linguística de Ferdinand de Saussure também, que vai mostrar que eu só falo aquilo que a língua me permite falar, eu dependo da estrutura da língua. Mas aí vem Freud. E é claro que Freud, quando ele foi falar das três feridas narcísicas que mudaram toda a história da humanidade, ele tinha que se colocar nessa também.
Afinal, o seu narcisismo também aparecendo. Então, Freud, o que ele traz com a psicanálise nesse sentido? A psicanálise vai dizer, olha, você acha que você toma decisões racionais? Você está louco, meu irmão. Tem um negócio chamado inconsciente que influencia tudo que você está fazendo. Existem vários instintos, pulsões e desejos que estão ali atuando em você que você não percebe que te controla. Ou seja...
existe uma visão de mundo que o ser humano é totalmente independente, autônomo, ele faz o que ele quer, e existiu uma outra visão que foi se impondo, que é essa visão que o ser humano não é tão independente assim não. Tem um monte de coisa que influencia ele sem ele perceber. Então, o que acontece nesse sentido? A gente vai ver que o ser humano...
ele não é tão centrado e tão óbvio e tão previsível quanto ele achava que ele era. E aí a gente vê a mudança disso, a gente vai ver na música, a gente vai ver na arte, a gente vai ver em tudo quanto é lugar.
E é nesse momento que começa essa ideia do sujeito pós-moderno. O que é o sujeito pós-moderno? Ele não é totalmente racional, ele não é totalmente independente e ele não toma decisões baseadas no que ele acha melhor. Tem uma série de coisas que estão influenciando ele ali. Por exemplo, Freud vai começar com aquele livro, Análise e Interpretação dos Sonhos.
em que ele vai mostrar que as ações dele, dele mesmo, o próprio Sigmund Freud, estavam sendo controladas pelo desejo dele derrotar o seu concorrente que estava disputando uma vaga de professor universitário junto com ele. Então ele começou a analisar que ele tinha sonhos matando esse cara, fazendo um monte de coisa com o cara, e ele percebe...
que ele tinha esse desejo de destruir o seu oponente, estava disputando ali uma vaga na universidade com ele. Resumindo, o sujeito moderno é aquele sujeito, eu faço o que eu quiser, eu sou independente, eu sou autônomo, eu sou racional. Sujeito pós-moderno é, cara...
Eu sou fruto de um bilhão de coisas que eu vivo, que eu sinto, meus traumas, minha influência cultural, o idioma que eu falo, tudo isso, onde eu nasci, tudo isso vai influenciar quem eu sou. Ou seja, eu sou uma coxa de retalho de um monte de opiniões, pessoas, falas, lugares, experiências. E isso entra de forma brilhante. A gente vai ver que, pensando na história da arte ou a história do pensamento...
O romantismo é o ápice disso. Porque o romantismo é aquele sujeito, que é um indivíduo que está, olha, os meus sofrimentos e tal. E aí você começa a ver alguns gênios destruindo essa visão.
E aí que entra Mary Shelley. Porque Mary Shelley, com o Frankenstein, ela desenvolve a ideia de um ser que ele é uma coxa de retalho de vários outros seres. Ele é uma amálgama de um monte de pedaços. Mas na época ela estava criticando ou fazendo um comentário sobre o que você acha? Criticando essa ideia do sujeito cartesiano. É mesmo? É, que eu sou o único. Eu sou um indivíduo indivisível.
Eu sou quem eu sou e acabou. Não era sobre trazer a morte, trazer da morte a briga do homem pela vida eterna. Também, também. São várias coisas. Tem esse cientificismo da ciência achando que vai resolver todas as coisas. Na verdade, tem uma crítica ao cientificismo, porque o projeto do doutor Frankenstein é criar um super-ser, um ser que vai vencer a morte.
Porque ele tem esse complexo com a doença, a morte, o perecer, como vencer a morte. E o que acontece? A experiência dá errado e sai pela culatra. Então Mary Shelley, além de estar criticando o sujeito da modernidade, o sujeito cartesiano, esse projeto cartesiano, também está criticando o cientificismo que achava que a ciência podia resolver tudo.
Então a grande questão aqui é o seguinte, se você tem um modelo de sujeito cartesiano, esse sujeito toma decisões de forma completamente autônoma, decidindo apenas com base no seu foro íntimo daquilo que ele quis e que ele gosta e que ele acha melhor.
Quando a gente tem essa ideia do sujeito contemporâneo, pós-moderno, nesse sentido que a gente está usando pós-moderno e contemporâneo é a mesma coisa, é igual o suvá que é axila, se a gente tem um sujeito pós-moderno, ele não toma decisões autônomas. Ele é influenciado pelo seu inconsciente e de ego superego.
Ele é influenciado pela sua formação cultural, ele é influenciado por aqueles com quem ele interage, ele é influenciado pela sua ideologia, ele tem uma série de influências em termos daquilo que a gente chama de viés cognitivo, o viés da confirmação, a câmara de eco e tal.
ele é influenciado pelas suas opiniões preconcebidas, ele se aliena naquilo ali, descartando as informações que contrapõem a opinião que ele já tem e só levando em consideração as opiniões que ele já tem. Então, o ser humano pós-moderno não toma decisões racionais simplesmente pelo seu bem-estar. Às vezes a gente tem mãe que tem inveja da filha.
A mãe, ela queria ter um marido legal e ela não conseguiu, mas a filha conseguiu. Então, ela envenena o casamento da filha, porque ela não quer que a filha viva aquilo que ela também não conseguiu viver. Então, quando a gente entende...
que o ser humano não toma decisões racionais, porque ele não é um ser eminentemente racional, ele não é um ser racional que às vezes tem emoções, é um ser emocional que às vezes usa a razão. Se a gente parte de uma ideia do sujeito pós-moderno, que toma decisões baseadas num monte de influência que está ali embaixo dos panos que ele nem percebe, às vezes a gente fala assim, cara,
Por que eu tenho tanto medo disso? Aí você tem que fazer um estudo para ver que você teve um trauma, que aquilo ali te gera medo. Ou então, por que isso aqui me atrai tanto? É que você vai ver que algo que você viveu na tua infância te remete a determinada coisa que te atrai hoje. Então, quando a gente entende que o ser humano é assim...
a gente vai entender que a geopolítica também é assim. Ou seja, a geopolítica não pode mais ser vista como países, estados, nações, que tomam decisões autônomas, racionais, pensando na maximização da sua segurança e do seu progresso. Isso simplesmente não existe. Primeiro, por quê?
Como eu estava dizendo no início, um país não é uma pessoa, o país é uma instituição composta por várias instituições, e o país é governado por seres humanos, que tem todas essas influências que a gente falou. Por isso que a gente está falando aqui sobre fim da geopolítica. Então, se a gente pensa...
que os países não tomam essas decisões autônomas, porque o país não é uma pessoa. E as pessoas que são os tomadores de decisão têm todas essas questões psicanalíticas e de influência social e cultural. E mais ainda, os líderes tomadores de decisão estão chantageados por documentos comprometedores e ainda tem as agências inteligentes que estão influenciando tudo nos bastidores por baixo dos panos, usando seus métodos mais obscuros.
Aí você pratica a geopolítica de uma forma completamente distinta e essa é a proposta que eu trago aqui nesse programa. A gente fazer uma análise geopolítica hoje sem levar em consideração esse sujeito pós-moderno, sem levar em consideração não só as agências de inteligência, mas as próprias sociedades secretas das quais muitos desses líderes são.
membros, e a gente levar em consideração os documentos comprometedores que foram levantados contra eles, a gente fica num cenário de fazer uma geopolítica de jardim de infância, uma geopolítica inocente, de pensar que é tudo muito racional. Ah, esse país tomou essa decisão porque para eles é melhor isso. Aquele país tomou essa decisão porque para ele é melhor aquilo. Não. Além de todos esses problemas, os tomadores de decisão ainda possuem, na hora de decidir ali, é...
Preferências individuais também, não apenas as influências obscuras do seu inconsciente, mas preferências que vão favorecer o seu próprio bolso. E nos Estados Unidos isso começa a ficar muito mais exótico quando a gente percebe que...
O presidente, o vice-presidente americanos, pela legislação americana, eles não estão debaixo do preceito do conflito de interesse. Ah, peraí, Donald Trump, você ganhou dinheiro pra caramba aí com criptomoeda, porque você tem uma empresa de criptomoeda e favorecer criptomoeda pra você é bom, porque você tá ganhando bilhões com isso. Não pode, Donald Trump, isso aí é conflito de interesse. Para o presidente, para o vice, por incrível que pareça, não tem isso. Ele pode se beneficiar materialmente.
de certas decisões que ele mesmo está tomando. Então, a gente precisa entender que tudo isso tem que entrar no jogo na hora da gente fazer uma análise geopolítica. Então, como é que a gente poderia praticar isso hoje?
Eu comecei mostrando que Donald Trump prometeu liberar os documentos de Jeffrey Epstein e não liberou. Não liberou por quê? Porque ele, como indivíduo, está comprometido nisso. Então, um chefe de Estado, chefe do poder executivo americano, que prometeu em campanha fazer tal coisa, não fez porque ele, como indivíduo...
tem um problema com isso. Isso fere um princípio, que é um princípio não só da Constituição brasileira, mas um princípio mais disseminado internacionalmente, da impessoalidade. O líder não pode tomar decisões na condição de ocupante de um cargo público que beneficie a ele mesmo, em termos de a minha pessoa está se sobressaindo ao C twists twists
está se sobressaindo à minha função pública que eu estou exercendo aqui a partir do mandato popular, porque o povo que o escolheu para exercer essa função. Lembrando daquela ideia que a nossa Constituição brilhantemente explica, todo poder emana do povo, que o exerce diretamente ou indiretamente por meio dos seus representantes elites. Então, é...
Parece que a gente está exercitando uma geopolítica ainda do modelo clássico cartesiano e parece que a gente está olhando o mundo de uma forma até academicamente caduca. Quando a gente muda esse enfoque, a gente consegue enxergar as coisas de forma muito melhor. Eu tento praticar isso porque eu estou sempre tentando fazer uma análise mais...
eficiente ou afiada ou correta dos cenários possíveis que são colocados, tanto no cenário internacional quanto no cenário doméstico, para entender para onde o mundo está indo e o que eu preciso fazer para me proteger desse mundo estranho que está chegando. Então, tudo isso que a gente está vendo acontecer no mundo hoje, de coisas estranhas, o presidente Donald Trump impondo tarifas, brigando com aliados, abandonando a OTAN, todas essas coisas estranhas que ele está fazendo, a gente pensa assim, faz parte de uma agenda do Donald Trump chamada...
é America First ou uma doutrina que é a doutrina Monroe, Monroe 2.0, ou doutrina Don't Row, né? Não sei se a galera já ouviu falar nisso, mas a doutrina Monroe é aquela famosa doutrina América para os americanos, que caminhava muito em cima daquela ideia de que...
não deveria haver influência europeia nas Américas, os próprios americanos deveriam decidir o seu destino. É claro que quem está propondo isso é os Estados Unidos e eles estão propondo isso querendo colocar para o mundo que eles são aqueles que têm que decidir o destino das Américas, no lugar de influências europeias.
Isso é a doutrina Monroe, e é claro que essa doutrina caminhava junto com a doutrina do Big Stick, que é a doutrina do porrete, que é tipo fale manso, mas leve um porrete na mão. Tipo assim, vamos conversar bem, mas se não aceitar os meus critérios, eu te arrebento. Algo que as potências sempre fizeram, desde o Império Romano até os dias atuais.
E aí hoje o presidente Donald Trump parece que ele está revivendo essa doutrina Monroe, América para os americanos, só que agora mais do que dizer que os europeus não devem influenciar nas Américas, ele está dizendo que a Rússia e China não devem influenciar as Américas.
E o presidente Donald já disse claramente que a prioridade dele é o hemisfério ocidental, tipo assim, é o oriente que se vire, problema de vocês, não quero mais saber. Tomem conta da sua própria proteção aí, boa sorte, foi bom enquanto durou. E aí para adaptar essa doutrina Monroe 2.0 à ideia de America First do presidente Donald Trump, eles pegam Monroe e botam o D de Donald e aí fica a doutrina Don't-Row. E aí
Então você olha e fala, ok, o presidente Donald Trump tem essa ideia de America first, América primeiro, né? Make America great again e tal. É um conceito que eles têm do Project 2025. Mas no fundo, no fundo, na verdade, a gente sabe que existem outras agendas ali. O presidente Donald Trump não está fazendo isso apenas porque ele tem uma ideologia.
E essa ideologia está influenciando o destino de uma nação e o destino do mundo. Não é só isso. Não são os Estados Unidos mudando a sua abordagem geopolítica. Na verdade, ali a gente tem o indivíduo Donald Trump que tem certos interesses nisso. Por quê? Porque ele foi muito patrocinado pelos petroleiros norte-americanos. Os petroleiros norte-americanos querem acessar a maior reserva de petróleo do mundo, que é a reserva de petróleo venezuelana.
isso também influencia essa ideia dele de olhar mais para a Venezuela do que para a Rússia, por exemplo, nesse momento. Então a gente já tem ali uma influência de todo o setor petrolífero norte-americano por trás do presidente Donald Trump. A gente sabe que o presidente Donald Trump chegou ao poder em grande parte influenciado ali ou apoiado pelo setor de tecnologia, o Vale do Silício. Não podemos esquecer que na sua posse no dia 20 de janeiro...
Atrás dele tinha só a galera de Palo Alto na Califórnia, em São Francisco, na Califórnia. Estavam ali os CEOs de todas as grandes empresas. Então é claro que ele vai trabalhar favorecendo essas empresas. Não foi por outro motivo que ele emitiu uma medida executiva, uma ordem executiva, uma medida provisória aqui no Brasil, como a gente chama, impedindo os 50 estados norte-americanos de colocar qualquer limite...
qualquer regulamentação ao desenvolvimento da inteligência artificial nos próximos 10 anos. Por que ele faz um negócio desse? Porque ele está pagando pedágio dos caras que o colocaram no poder. Então, fazer uma análise geopolítica sem colocar isso no bolo...
Muda completamente as conclusões às quais a gente vai chegar. Então essa é a minha proposta do fim da geopolítica. Eu estou propondo aqui uma geopolítica que leva em consideração que muitos líderes estão tomando decisões com base em chantagem, documentos comprometedores.
que leva em consideração que países não são pessoas, que leva em consideração que achar que nações tomam decisões racionais é você praticar uma geopolítica que é a primeira, a geopolítica clássica, que já foi superada há muito tempo, então isso é anacrônico.
E você fazer uma geopolítica hoje sem levar em consideração o papel essencial, constitutivo, que as agências de inteligência têm dentro do destino das nações e das decisões ali tomadas,
você vai fazer uma geopolítica completamente caduca. E eu gostaria de dar um exemplo aqui, um exemplo da história. Eu vou exemplificar aqui para vocês, fazendo uma associação entre história e teologia. Eu estudei teologia na Universidade Metodista de São Paulo, e ali a gente estudou muito a ideia do Jesus histórico.
E a ideia do Jesus histórico caminha muito junto com o conceito de demitologização do evangelho, que é de um teólogo chamado Rudolf Bultmann. Rudolf Bultmann tinha uma ideia que era o seguinte, Jesus não era Deus encarnado, Jesus não nasceu de uma virgem e Jesus não fez milagres.
Esse Jesus que não nasceu da Virgem, não era Deus encarnado e não fez milagres, é o Jesus histórico. Então, ele inventa, e é importante usar esse termo, esse verbo inventar, ele inventa uma diferença, uma separação entre o Jesus real...
que tem um apelido Jesus histórico, e o Jesus mitológico, que é o Jesus que era filho de Deus, nasceu de uma vez e fez milagres. Ou seja, ele está separando a historinha das criancinhas ignorantes que acreditam no sobrenatural e a historinha dos caras sérios acadêmicos que sabem que Jesus não era nada disso. Então ele inventa esse conceito do Jesus histórico. Só que aí você fala, Daniel, mas por que ele está falando de demitologizar o evangelho? Porque, para ele,
Jesus era uma pessoa real, que era um cara que fez algumas coisas boas. E as pessoas que quiseram espalhar as histórias de Jesus inventaram esses milagres, esses mitos, essas mitologias. Lembrando que mitologia vem da palavra mito, que é mentira. Tanto que o cara que tem mania de mentir é mitomaníaco.
Então, o que o Rodolf Bultmann argumenta? Ele argumenta que inventaram que Jesus fazia milagre e andava sobre as águas, porque assim a história ficava mais interessante e ficava mais fácil dela ser espalhada. Ou seja, esse é o Jesus histórico real, que não fez milagre e não nasceu virginalmente, do Jesus contra o da carochinha lorota. É claro que eu, obviamente, não creio nisso.
Como é que entra o problema aí? O problema aí entra no seguinte. Rudolf Bultmann, e aí eu estou aqui como doutor em linguística, fazendo uma análise linguística da situação, começando da linguística, passando pela teologia e filosofia. Quando Rudolf Bultmann fala que o Jesus histórico é o Jesus verdadeiro,
Existe um bom problema aí. Por quê? Porque histórico não é sinônimo de verdadeiro. Ah, isso aqui é histórico, significa que isso é verdadeiro. É uma verdade consensual, uma verdade inquestionável, monolítica, irrevogável. Ah, não, você pode até estar certo.
Apenas se você estiver praticando uma história pré-1920. Existem dois tipos de historiografia que é escrever a história. Uma antes de 1920 e uma depois de 1920. 1920 é o ano em que surge a escola de Anale. A escola de Anale é uma escola, é uma linha da...
da historiografia, a gente está falando de Brodel, principalmente, que parte da ideia de que a história clássica dizia que a historiografia era o relato dos fatos exatamente como eles ocorreram. Ou seja, fiel ao fato, fiel à verdade. A escola de análise já vai relativizar isso e vai dizer o seguinte, a história não é o relato exatamente dos fatos como eles aconteceram.
A história é uma interpretação dos fatos que aconteceram. Cada historiador, ao se debruçar sobre os fatos e documentos históricos, irá emitir não verdades inquestionáveis, mas opiniões sobre esses fatos.
E aí a gente vai ver, Michel Foucault foi influenciado por historiadores franceses, o Brodel, e a gente vai ver Michel Foucault na sua obra Arqueologia do Saber. Ele vai fazer a distinção entre o documento e o monumento. Por quê? Documento é como se fosse algo que você encontrou. Por exemplo, eu estou cavando na terra, achei uma pepita de ouro, eu encontrei aquilo ali.
Um monumento não é uma coisa que eu construo, eu construí um monumento que remete a uma figura histórica. Então Michel Foucault inspirado na escola de Analy, nessa interpretação do Brodel e dos seus contemporâneos, Michel Foucault está dizendo, a história não é algo que eu encontro assim como se fosse uma pepita de ouro, a história é algo que é construído como se fosse um monumento. São construções, são interpretações, são ideias que são montadas.
com base em toda a influência que o historiador tem na hora dele produzir história. Então, assim como hoje...
Agora, nos dias atuais, você continuar achando que a história é o relato dos fatos, exatamente como eles aconteceram, é algo absurdo e anacrônico, significa que você está com 100 anos de atraso no estudo da história, você praticar uma geopolítica hoje que parte do princípio que o Estado, ele toma decisões, o Estado é um personagem que toma decisões, ele toma decisões racionais, buscando a maximização do seu bem-estar, da sua proteção e do seu progresso.
é você estar com algumas décadas, talvez 100 anos também de atraso na abordagem da geopolítica e do cenário atual. E eu creio que é exatamente por isso.
que muitas casas de análise, muitas previsões de grandes expoentes da geopolítica têm se mostrado erradas. Porque eles continuam praticando essa história achando que as decisões são tomadas de forma racional. Muita gente fala assim, mas Trump é irracional, Trump é imprevisível. E a imprevisibilidade de Trump é um trunfo que ele tem, porque os seus oponentes e aqueles com quem ele interage estão completamente desprovidos de saber o que vai acontecer.
Isso é uma abordagem interessante, porque realmente Trump tem um nível de imprevisibilidade maior do que certos outros atores. Porém, quando você diz que o Trump é imprevisível, você está limitando muito essa ideia. Todos os líderes são imprevisíveis porque suas decisões não são racionais, mas são motivadas por todos esses outros atores, instituições, influências e forças que estão agindo ali nos bastidores. Vou dar um exemplo para vocês. Quando vocês olham...
a maneira como Barack Obama e Hillary Clinton falavam sobre pessoas nos Estados Unidos sem documento, parecia o presidente Donald Trump falando. Inclusive, fizeram algumas pegadinhas em universidades americanas que o cara lia uma frase, olha só isso aqui que foi dito pelo presidente Donald Trump sobre os imigrantes.
Ah, é um absurdo, tem que mandar todo mundo de volta para casa. O que você achou disso? Aí o aluno da universidade falava, é um absurdo, esse Trump aí é um xenófobo mesmo e tal. Aí o cara fala, não, estou brincando, não foi o Trump que falou não, foi o Obama. O cara, o quê? Ele falou, é, eles falavam isso alguns anos atrás. A Hillary Clinton falava isso alguns anos atrás.
Então, quando você acha que o sujeito é a mesma coisa hoje, ontem e sempre, e que o tomador de decisão vai tomar decisões com base nesse seu histórico, você está fazendo uma análise geopolítica dos anos 20. Então, está com 100 anos de atraso. A gente não pode mais fazer assim. Por isso que eu falo do fim da história.
do fim da geopolítica. O fim da geopolítica, para mim, acontece com o Jeffrey Epsing, como eu falei para vocês. Você descobre que está todo mundo pendurado num monte de dossiê e o cara não está tomando decisão nem o que ele acha que é melhor para ele, nem o que ele acha que é melhor para o país dele. Está tomando decisão influenciada por indivíduos, instituições e outros países que têm interesses distintos daqueles que o próprio presidente tem e que a sua nação tem.
É por aí que a gente vai conseguir fazer uma análise geopolítica mais eficiente nesse sentido, para que a gente possa entender para onde as coisas estão indo. Agora, tem um detalhe muito interessante, é perguntar.
Por que Obama e Hillary Clinton falavam contra imigrante e depois eles passaram a falar a favor? Aí, meus amigos, é uma história interessante também. Eles começaram a perceber que se você convida pessoas para virem morar nos Estados Unidos, você entrega um cartão de débito com 10 mil dólares para esse cara, você dá uma bolsa para ele para ele ficar hospedado em um dos melhores hotéis de Nova York.
e esse cara fica ali completamente patrocinado, vivendo uma vida bancado, eles entenderam que esse cara, se você fizer isso com ele, ele vai votar em você. E ele, para votar em você, ele não precisa nem ser cidadão norte-americano, porque em alguns lugares nos Estados Unidos, em Nova York, na Califórnia, eles conseguiram fazer avançar regras de que não é mais exigido que não é mais exigido.
apresentar a sua identidade para você poder votar nos Estados Unidos, em alguns lugares, em alguns estados, em algumas cidades. Então isso é extremamente curioso, porque o mesmo grupo de pessoas ali que eram favoráveis a um passaporte sanitário, para você poder ir ao cinema, por exemplo,
acreditavam que a melhor coisa do mundo é você mostrar que você estava apto a frequentar um cinema porque você tomou o imunizante, essas mesmas pessoas acham contra, acham errado você ter que mostrar sua identidade na hora de votar.
Então, a gente vê que o ser humano não é racional, não toma decisões racionais e que não apenas a ideologia, mas as paixões deturpam completamente o modo superante das pessoas, não só do cidadão comum, mas dos tomadores de decisão. Então, o que a galera do Partido Democrata perceberam? Eles perceberam que...
Se eles parassem de falar contra imigrantes, trouxessem imigrantes para dentro dos Estados Unidos, bancando esses imigrantes, eles estavam importando eleitores. Essa que era a grande ideia. E se esse projeto fosse bem sucedido, os democratas nunca mais sairiam do poder, porque ia ser uma maioria esmagadora de pessoas. Inclusive, não sei se você sabe disso, mas pela Constituição americana...
inclusive a política nos Estados Unidos é muito louca você como cidadão como indivíduo, você não vota direto no presidente você vota no colégio eleitoral aí o colégio eleitoral vota no presidente o cara pode ter mais voto e perder e o colégio eleitoral se não quiser votar no cara que você pediu pra ele votar, ele também não vota
Ainda tem isso. Ele vai falar, não, você me colocou aqui para votar no Trump, eu quero votar na Kamala Harris. E não pode ser preso por causa disso. Agora, o tamanho do colégio eleitoral nos Estados Unidos é proporcional à quantidade de pessoas que moram no Estado.
Entendeu? Então a Califórnia tem gente pra caramba. Então tem muito mais peso no colégio eleitoral, porque como tem mais gente, tem mais força. O que não acontece no Brasil. No Brasil, os estados enormes têm a mesma força que estado pequenininho. Eu não sei o que é melhor, o que é pior. Mas a coisa mais estranha é que...
Para você ser contabilizado como uma pessoa em cada estado americano, você precisa ser só um ser humano com um batimento cardíaco. O que significa isso? Você pode ser até um turista, uma pessoa que não tem cidadania, que contabiliza. Então vamos imaginar que vai rolar um censo para saber quantas pessoas tem na Califórnia e de repente você deixou entrar mais 20 milhões de pessoas ali provisoriamente.
Elas entraram, vão ficar uma semana e depois vão embora. Vai contabilizar, para o tamanho do colégio eleitoral californiano, 20 milhões de pessoas a mais do que realmente existe, porque eles não tiveram que comprovar que são cidadãos americanos. Então, assim, é um jogo que é um jogo insano se você não entende as regrinhas mais sutis que estão operando por trás dos panos.
Então a análise geopolítica hoje é uma... Eu sugiro, estou propondo aqui com essa ideia da fim da geopolítica. A análise geopolítica precisa ser uma disciplina altamente interdisciplinar.
E altamente arrojada com aquilo que a gente tem de mais moderno no pensamento hoje. Senão a gente vai fazer a previsão errada. A gente vai falar, poxa, Hillary Clinton está com 90% de chance de vencer. Coitado do Trump, é o Trump e ganha. Você não interpretou o que está acontecendo nos Estados Unidos na época. Você não está entendendo onde as fícias estão sendo colocadas.
O que está sendo organizado. Você não entende as outras forças que estão em jogo para além das forças tradicionais.
Então, os movimentos sociais, os movimentos de rua, a influência da academia dentro da opinião pública, a influência da mídia dentro da opinião pública, a maneira como a mídia está agindo e tal, a influência das redes sociais dentro das disputas geopolíticas, como é que isso vai sendo construído. É claro que hoje, muita gente fala que Trump ganhou por causa das redes sociais, Bolsonaro ganhou por causa das redes sociais. É muito mais do que isso.
Não foi só por causa das redes sociais. Existe toda uma construção que foi feita. Por exemplo, vamos pensar aqui. Se você fizer uma análise geopolítica clássica, vamos fazer uma análise geopolítica nacional ao fenômeno Bolsonaro.
houve um descontentamento do povo porque teve o mensalão então o povo ficou pensando a política é tudo corrupção então vem um cara que é um meio outsider que é um cara que tem uma fama de ser incorruptível, que não aceitou propina nem nada, então ele vem numa plataforma que preencheu esse vácuo, isso é uma análise agora, quando você pega por exemplo professores da UNB fizeram esse estudo
A jornada de junho de 2013. Com aquela galera na rua lá. Vem pra rua? É, 20 centavos. Não é pelo 20 centavos. É, contra o aumento da passagem, 20 centavos.
Beleza. Aí você fazendo uma análise geopolítica clássica, você olha assim e fala, movimento espontâneo, né? Sim. A galera ficou chateada com os 20 centavos. Era muita gente revoltada, se juntou. O pessoal já tava perto da vida já, com o negócio de mensalão e tal, mas isso aqui. Então, aí o que que acontece? Aquilo ali foi crescendo, crescendo, crescendo. Chegou até Brasília. A galera até quebrou naquela época, né? Quebraram um monte de coisa lá, machucaram até. E aí aquilo ali E aí
sendo cozinhado três anos, de 2013 até 2016, descambou no impeachment da Dilma. A Dilma sofreu impeachment, Michel Temer o vice-assume, e o Michel Temer assumindo abre caminho para a chegada de um Bolsonaro. É só uma análise geopolítica, uma análise política. Mas quando você vê alguns estudos...
de guerra híbrida, por exemplo, e uma análise geopolítica que não leva em consideração guerra híbrida, não tem como fazer. É igual a você fazer transmissão aqui com câmera fotográfica analógica. Você vai falar, Vila, como é que você consegue? Como é que você transfere película de filme se você está atrasado 40 anos? É uma análise geopolítica que não leva em consideração a guerra híbrida. O que é guerra híbrida?
percebeu-se que sai muito mais barato você derrubar o seu oponente sem bater de frente com ele. Você botar as caras.
Aí surge um negócio chamado guerra por procuração. Você patrocina alguém de dentro... Proxy War. É, Proxy War. Você patrocina alguém, um outro cara, para fazer um serviço sujo para você. O Irã faz isso. É, o Irã... Estados Unidos já fez isso? Na questão do Irã, clássico o exemplo. Primeiro que tudo, porque antes do Shah Raza Pahlévi entrar no poder, os Estados Unidos ajudou a derrubar o líder iraniano. Verdade. Eles já tinham derrubado o líder e botado o Shah Raza Pahlévi.
Aí isso gerou um descontentamento. Ele treinou o Osama Bin Laden? Treinaram o Osama Bin Laden no grupo Mujahideen. Olha que doideira. Então, isso é o que eu estou propondo de uma análise geopolítica contemporânea, você botar isso na equação. Então vamos analisar aqui. Guerra Híbrida.
Em vez de eu, Estados Unidos, chegar lá e invadir a Síria e derrubar o Bachar Al-Assad, o que estava acontecendo em 2013, o que eles fizeram? Os americanos financiaram um grupo islâmico chamado Irmandade Muçulmana. Deram dinheiro, armas, rádios. Rádio que o cara da Irmandade Muçulmana, que a gente imagina que é contra os Estados Unidos,
solicitava bombardeio aéreo pros americanos, na Síria. O cara chegava e falava, tô precisando de bombardeio aéreo aqui, perto de da capital aqui, porque a gente tá quase invadindo aqui o prédio aqui, que é o Ministério da Economia. Você pode jogar uma bomba aqui nesse grupo? Ah, posso, aí passa. A Irmandade Missoumana solicitava bombardeio.
Então você fala, pô, Estados Unidos apoiando a Irmandade Muçulmana, claro, pra eles é muito mais interessante que eles chegarem lá e meterem soldado dentro do país. Galera vai falar sai daqui do meu país, isso é contra a soberania. Então guerra híbrida, ela começa assim. Começa com um conceito de guerra por procuração ou você levantar ali grupos dentro do país contra. Mas isso é uma modalidade mais antiga. A modalidade mais nova se chama Revoluções Coloridas.
Por que revoluções coloridas? Porque cada lugar, essas revoluções que aconteceram, tinha um apelido, era uma cor. Revolução laranja, revolução azul, revolução amarela. Aí virou revoluções coloridas. Ou aquela primavera árabe. Lembra a primavera árabe? Pô, que legal. Tá todo mundo se libertando das ditaduras árabes. É tudo patrocinado de fora, entendeu?
Ah, é um movimento popular, a população está de saco cheio. Não, quem inicia aquilo são caras de fora infiltrados ali que estão dando treinamento e dinheiro. Cara, que doideira. Isso hoje é muito bem documentado. O livro clássico sobre isso é o livro Guerra Híbrida das Revoluções Coloridas aos Golpes, de um cara chamado Andrew Coríbico.
Esse é o livro clássico para quem quiser colocar isso na equação. O coronel Alessandro Visacro também tem alguns livros bem interessantes sobre essa guerra híbrida, guerra contemporânea, quem quiser usar de bibliografia. São bibliografias excelentes, acadêmicas.
Você pensa assim, ah, Coronel Visacro, pô, esses caras militar. É o cara que tem, até onde eu sei mestrado, doutorado e os livros dele é da editora Contexto, né? Que é uma editora de nível acadêmico excelente, né? Então, são livros interessantes. Não tô indicando coisa fuleira pra vocês, não.
Então, ali você aprende que o modo clássico de mudança de regime hoje não é nem você contratar a irmandade muçulmana e nem fazer uma guerra para procuração. É você viabilizar uma revolução colorida. Então, o que acontece? Lá na Ucrânia, em 2012, 2013, o presidente era um cara...
amigão da Rússia. E os Estados Unidos queriam tirar esse cara e botar um amigo dos Estados Unidos. O que eles fizeram? Patrocinaram através da Victoria Nuland, que é até descendente de ucraniana. A Victoria Nuland circulou na região e ela ajudou a montar uma revolução colorida. A levantar esse movimento contra o presidente, que foi os movimentos Euromaidan, da Praça Maidan. Então, é...
É muito mais barato, até em comprometimento de imagem pública, o Estados Unidos derrubar o governo da Ucrânia de uma maneira que pareça que o governo da Ucrânia foi derrubado por um movimento espontâneo popular orgânico.
Então isso é a Revolução Colorida. Aí quando você revê o que aconteceu no Brasil, nas jornadas de junho, eu me esqueci o nome do professor da UNB, que escreveu um livro brilhante sobre isso, já falecido, infelizmente. Ele levantou uma documentação mostrando que na verdade a jornada de junho foi a nossa Revolução Colorida.
Foi algo patrocinado de fora para comprometer o governo brasileiro daquela época, que não estava querendo ceder aos americanos algumas coisas que eles estavam cobrando. Lembrando que naquela época, quem fez isso contra o Brasil...
Não foi George Bush, nem qualquer outro presidente Nixon, nem um presidente conservador republicano. Foi Barack Obama e Joe Biden.
Foram eles que decidiram fazer isso contra o Brasil. A gente não pode esquecer que houve um escândalo de que os Estados Unidos estavam espionando a Dilma, estavam espionando os e-mails, lembra disso? Começou uma situação tensa entre Brasil e os Estados Unidos e me parece que eles mandaram alguns recados ali, falando, olha Brasil, a gente quer isso, quer aquilo, dá mais acesso aí ao pré-sal, deixa a gente pegar um pouquinho do petróleo, pô, alivia essa aqui.
E eles falaram, não, não vamos dar. Ele falou, não vai dar não. Começa um movimento espontâneo.
começa esse movimento, 20 centavos, 20 centavos, a esquerda olhando e falando, é isso aí. Aí começou um movimento que a princípio era contra governos estaduais e prefeituras de direita. Daqui a pouco esse movimento vai mudando completamente de forma, de um movimento antidireita vira um movimento anti-esquerda.
E virando um movimento de esquerda, eles vão pra Brasília, quebram tudo, e aquilo ali vira todo, junto com a Lava Jato, aí vai virando todo um arcabouço que terminou no impeachment da Dilma.
Então, você fazer uma análise da história do Brasil sem saber o que é a Revolução Colorida, você vai fazer uma leitura. Se você souber o que é a Revolução Colorida, você vai fazer outro tipo de leitura completamente diferente. Então, hoje, uma análise geopolítica que não leva em consideração...
Como as redes sociais são usadas pelas agências de inteligência para influenciar mentes e corações e operações psicológicas, é como se você estivesse andando de fusca e falando que o carro é o mais arrojado que existe. Não faz sentido. Então, é mais ou menos o que está acontecendo nos Estados Unidos hoje com essa questão dos imigrantes. O ICE, que é a polícia da imigração.
Essa polícia da imigração, eles estão fazendo coisas tão estranhas. Tipo assim, criança indo para a escola, o cara pega a criança, mete no camburão e leva embora. Aí a criança de 5 anos fala, o que está acontecendo? Não, seu pai é imigrante ilegal, a gente está mandando você ir embora.
Então são coisas estranhas. Os caras já mataram uma americana lá que estava bloqueando o trânsito. Não sei se você viu. Meteram bala no carro dela. Agora mataram outro cara com 10 tiros. Estava com o celular e já tinham desarmado ele. O cara está no chão. Não, tiraram a arma dele. Cara, muito estranho.
Aí o que você pensa? Pô, esse pessoal é muito burro, né? Eles estão levantando um movimento popular contra o governo Trump. Não, mas e se o objetivo não for esse? O quê? É, por quê? Porque o Donald Trump, ele tá doido pra ter motivo pra invocar o Insurrection Act.
Para ele poder ter poderes excepcionais, para poder instaurar... Estrangular isso daí. Estrangular geral. Entendeu? Olha, eu vou dar um exemplo. Se o Homer achar esse vídeo, ele vai ganhar, como o Sérgio Malan diz, um Ye Ye, um Salsifufu, um Glu Glu, e vai ganhar um Somebody Love também. Somebody Love sou mais eu, apesar de que é o Armando Volta.
Então, Homer, cara, esse vídeo eu não sei se você vai achar não, cara. Sabe o que é? A galera estava fazendo um protesto na frente do Palácio Guanabara, lá no estado do Rio, contra o... Acho que era o Sérgio Cabral na época, que era o governador. E de repente...
Do grupo dos policiais, sai um cara com uma roupa de manifestante e ele vai até o grupo dos manifestantes e manda um coquetel molotov em cima da polícia. Cara, eu não sei como achar esse vídeo, o que seria melhor colocar. O que a gente está vendo ali? A gente está vendo o quê? A polícia está fazendo contenção de um protesto.
E eles precisavam de um argumento pra poder mandar a galera embora pra casa. De forma, assim, mais incisiva, a gente poderia dizer. E aí um cara, um próprio policial, fantasiado de manifestante, ele entra no grupo dos manifestantes e manda esse molotov pra cima da polícia. Aí a polícia parte pra cima e manda a galera pra casa. Cara, eu não sei se botar molotov... Apareceu já alguma coisa? Não apareceu. É mesmo? Bota sem o áudio aí pra não dar estresse, né?
Cara, isso aí Isso aí é pra ilustrar Eu tava conversando aqui com o Villela Falando, poxa, mas será que o Trump Não tá querendo que os protestos Fiquem mais violentos pra ele ter Argumento pra poder Utilizar o Insurrection Act Vamos ver se é esse aí mesmo É, bota aí, não precisa botar áudio É essa Manifestação, se eu não tô enganado
Você tem um momento que ele joga o molotov. Aparece ali? É, acho que eles estão caminhando e indo em direção ao Palácio Guanabara. Não sei se é o Palácio Guanabara, é a sede do governo estadual ali. O poder executivo do Rio de Janeiro. O negócio já está ficando meio quente ali.
boneco queimando e tal, né? Você viu? É, aí, aí tava, nessa época tava em alta aquele negócio de black block, né? Era black block. Aí, como se o policial se fantasiasse de um black block, passasse pro meio da galera, o Molotov...
Cara, deve ter sido isso, mas tem um vídeo que mostra o cara saindo de dentro do grupo dos policiais e tem um vídeo que acompanha ele, entendeu? O cara estava no grupo dos policiais, saiu, foi para o outro lado, mandou o Molotov e depois volta para o grupo dos policiais de novo.
fantasiado de black block, entendeu? Os molotovs. Então assim, cara, quem já atuou nesse tipo de contenção aí de multidão sabe que isso... Eu tinha um amigo que ele era fuzileiro naval que ele falava, né? Ele fazia segurança de evento, de autoridade, e às vezes você vê um cara suspeito e você fala aí, vamos tacar pedra? O cara, vamos, ele tá preso. Aquele meio flagrante assim, meio construído, né?
Então, assim, esse jogo não é raro, não, né? Isso, a gente tem dois componentes aí. A gente tem a operação de bandeira falsa, que é, vamos supor que você quer prejudicar o seu time ou oponente, né? Vamos supor que o...
O Fluminense quer prejudicar o Flamengo. É o Fluminense, um cara do Fluminense bota a camisa do Flamengo, faz alguma coisa errada e fala, não estou falando que os flamenguistas só fazem coisa errada. Isso é a operação de bandeira falsa. Agora tem o agente provocador, né? O agente provocador é o cara que fala, ah, não vai fazer nada, vem, faz isso, faz aquilo, vem aqui, duvido você fazer e tal.
Então, assim, parece que, por incrível que pareça, a ação da polícia de imigração nos Estados Unidos está tão, assim, maluca, né? Os caras dando dez tiros num cara desarmado, três tiros numa mulher, prendendo criancinha de mochilinha indo para a escola. Parece que...
Parece que realmente eles estão querendo insuflar o movimento popular que está, mais uma vez, começando em Minneapolis, que foi uma cidade onde já teve encrenco outras vezes. Então, isso também faz parte da análise.
política e num cenário maior da análise geopolítica. Às vezes, para um líder, é interessante que a oposição a ele aumente para que ele possa usar ferramentas ou legitimar o uso de ferramentas mais incisivas.
Então, isso faz parte das táticas de agência de inteligência, táticas de poder e táticas que envolvem esse negócio de revolução colorida, guerra híbrida e conflito não convencional.
Então, voltando àquele livro que a gente estava falando do Andrew Coríbico, Guerras Híbridas das Revoluções Coloridas aos Golpes, esse livro, inclusive, na Amos, ele está sem capa, o que é uma covarde. Não sei por que ele está sem capa, mas se você buscar na internet, você acha. Andrew Coríbico, é Andrew com W, né? Andrew Coríbico, Guerra Híbrida das Revoluções Coloridas aos Golpes. Nesse livro, ele vai dizer que quando...
você tenta derrubar um regime oponente, ou derrubar um líder de um país, pela Revolução Colorida, ou seja, pseudo-manifestações populares, manifestações populares incentivadas por agentes internacionais, quando não dá certo pela Revolução Colorida,
eles partem para a guerra não convencional. E a guerra não convencional vai envolver lawfare, usar o direito, vai envolver guerra econômica, vai envolver utilização de rede social e tal, vai envolver outro tipo de coisa. Às vezes pode se transformar numa guerra quente, numa guerra tradicional.
Aí, exatamente esse, Guerras Híbridas das Revoluções Colores aos Golpes, né, Andro Coríbico. Aí você vê o nome da editora, Expressão Popular, você já sente que é uma galera mais assim, né, progressista clássico, né. Então, pra você que é conservador e olha esse livro, saiba que você vai ler um livro que vai dizer que os Estados Unidos é o demônio e que a Rússia é Madre Teresa de Calcutá, né. O que não é exatamente o caso, mas só pra você ficar ciente. Então...
A geopolítica hoje, o lado mais... O componente que a gente ainda não aprofundou aqui, o componente mais exótico dela...
são as sociedades secretas. Porque uma coisa é você ter os serviços de inteligência, que são amplamente reconhecidos, a gente tem a BIM no Brasil, CIA nos Estados Unidos, MI6 no Reino Unido.
Só que, para além das agências de inteligência, nós temos as sociedades secretas. E a gente teve um exemplo recente da importância das sociedades secretas nos sistemas de defesa e de inteligência. E eu não sei se você consegue achar essa notícia, Homer.
Scotland Yard obriga todos os policiais a assumirem se são maçons ou não. Algo assim extremamente inédito, né? O cara ter que declarar se ele é maçom ou não, né? Por que a gente está citando isso? É um exemplo para a gente ver que no setor de defesa, no setor de inteligência, no setor da segurança...
Existem muitas sociedades secretas que atuam ali, que têm interesse naquilo ali. Então, vamos supor que a gente está pensando não na Scotland Yard, numa polícia britânica, mas a gente está pensando na Força Real Aérea, Royal Air Force, RAF britânica. Ali existem várias pessoas que são de sociedades secretas e eles têm também uma determinada agenda. Então, compreender isso...
é um nível mais exótico e difícil de um acréscimo de um componente geopolítico. Para a gente estudar essa parte, que é uma parte mais assim, que tem um ar meio folclórico, para a gente conseguir estudar essa parte melhor, a gente vai ter que acabar lendo alguns livros mais estranhos, a gente poderia dizer. Conseguiu achar uma notícia aí?
Agentes da Polícia Metropolitana de Londres devem informar seus superiores se são ou foram da maçonaria. A princípio, muita gente olha isso e fala, deve ter algum chefe da polícia ali que não gosta da maçonaria.
Eu já penso, cara, que eles são tão... O alto escalão da polícia britânica ali é tão controlado pela maçonaria que eu acho que é o contrário. Eles estão querendo saber quem é amigo. Vamos identificar quem já é para saber quem é amigo e identificar quem não é para saber quem a gente não pode confiar. Eu acho que é exatamente o inverso.
do que a maioria da população está pensando. Uns estão falando assim, finalmente vão tirar os maçons da polícia britânica. Eu acho que é o contrário. Finalmente eles querem identificar quem não é para poder não chamar esse cara para certas conversas e não apresentar a ele certas informações ou documentos. Então, esse exemplo...
É apenas para você ter esse discernimento de que você vai numa academia militar e tal, lá existem capítulos de sociedades secretas que já fazem o convite para você entrar. Então é muito comum haver nos sistemas de defesa e no alto escalão do poder.
pessoas que são de sociedade secreta, e muitas vezes essa sociedade secreta tem a sua própria agenda, que vai acabar influenciando nas decisões geopolíticas e vai acabar influenciando na maneira como o mundo vai andar, seja para um lado, seja para o outro. Agora, para você entender essa influência, como eu estava falando, aí é um assunto mais exótico, porque você vai ter que ler certas literaturas mais estranhas.
Você teria que ler livros mais esotéricos, tipo a bibliografia do Manly P. Hall, como o destino secreto da América. Você teria que ler um dos livros mais contundentes nesse sentido, que mostra como o alto escalão do poder e os tomadores de decisão têm certos vínculos e esses vínculos determinam algumas opiniões e posições. É uma série de livros no italiano chamado Leo Zagami.
O Leo Lionzagami, que se auto-intitula membro da nobreza italiana.
misturada com a nobreza britânica. Lion seria a família nobre britânica e Zagami uma família nobre italiana. O Leo Lion Zagami, ele se tornou de certa forma um dissidente das sociedades secretas, apesar de que ele ainda criou uma própria sociedade secreta dele. Ordem espiritualis universalis, um negócio assim, se eu não estou enganado. Esse aí mesmo. Esse cara, ele escreveu uma série de livros chamado O Leo Lion
Eu tenho a versão original em italiano que é Confessione di un Illuminato. Em inglês tem Confessions of an Illuminati. Confissões de um Illuminati.
Aí você olha aparentemente e fala, que palhaçada, que bobeira isso. Mas se você pegar o primeiro tomo, o volume 1, eu acho que já estava no volume 12 e não são livros pequenos, no próprio volume 1 ele vai mostrar como vários expoentes do setor de defesa, do setor da economia, do comércio internacional.
O comércio internacional de armas, o comércio internacional de combustível, os grupos. Ele vai mostrar como é que esses caras todos são cada um da sua respectiva ordem ali e tem a sua respectiva agenda. Então, se a gente, por exemplo, vamos supor aqui uma hipótese altamente ilustrativa.
Vamos supor que para além dos interesses dos Estados Unidos e da Rússia, e para além dos interesses individuais de Donald Trump e Vladimir Putin, Donald Trump e Vladimir Putin pertencem a uma única e mesma sociedade secreta. Que acima dos interesses da Rússia e dos Estados Unidos e dos interesses individuais de Trump e Putin, tem também...
o seu interesse. Então, acima da aparente dicotomia que a gente poderia imaginar entre Rússia e Estados Unidos, existe ali uma afinidade mais subterrânea entre eles, e essa afinidade em tese nos ajudaria a entender algumas das posturas e atitudes que, aos olhos de um analista geopolítico clássico,
seriam impensáveis. Eu tenho, baseado nessa hipótese de que Trump e Putin são membros de um mesmo e único grupo secreto, sociedade secreta, que não é nada de oh meu Deus, sociedade secreta. Tem várias aí, a maçonaria é a mais famosa. Eles têm uma agenda
E essa agenda envolve, obviamente, o desenvolvimento de uma ordem mundial nova, uma ordem mundial que vai superar a ordem mundial que surgiu no final da Segunda Guerra Mundial, que é a ordem mundial que chama Rules Based World Order, ou ordem mundial baseada em regras, ou ordem mundial...
liberal, comandada pelos Estados Unidos, que se consolidam depois da Segunda Guerra Mundial como a maior potência bélica, o dólar sendo a reserva de valor global, e instituições internacionais garantindo a boa convivência e um relacionamento aberto entre os países. A gente vê a Organização Mundial do Comércio.
Banco Mundial, Organização Mundial do Trabalho, Organização Mundial da Saúde, Organização das Nações Unidas, todas essas organizações de abrangência global que viabilizam essa ordem mundial baseada em regras. Vamos supor, se a ONU é um exemplo de uma instituição que é um pilar dessa ordem mundial atual,
O Donald Trump agora falando que ele quer sair, saindo da ONU, e o secretário-geral da ONU falando que a ONU está prestes a falir por falta de dinheiro, porque o Trump parou de mandar dinheiro, a gente já está vendo uma agenda de implementação de uma ordem mundial nova, que não necessariamente significa algo bíblico ou apocalíptico ou satânico, apesar de que eu acho que significa, mas eu não quero entrar nesse mérito agora, mas essa ordem nova...
ela precisa, para vir à tona, mostrar ao mundo que a atual ordem acabou, não está funcionando mais. Então, nesse contexto, a gente teria um trabalho em conjunto entre Trump e Putin, trabalhando ali em sintonia para desmobilizar essa ordem atual, para que eles possam juntos propor essa ordem nova.
Então, dentro dessa tese, para além dessa teoria que todo mundo está falando agora do mundo multipolar, do sul global, dos BRICS fazendo frente aos Estados Unidos, contestando esse império americano, e para quem acha que o mundo vai virar de um mundo comandado pelos Estados Unidos para um mundo...
em que o poder é diluído entre 10, 20 países, na verdade, esse projeto parece que ele vai substituir uma ordem mundial, não por um mundo multipolar, mas por um mundo tripolar, eu acho, pelo que eu estou enxergando.
E por que um mundo tripolar? Porque parece que o desenho que está sendo construído ali hoje, fazendo essa análise geopolítica pouco exótica, é um mundo dividido em três grandes blocos, cada um com a sua respectiva tirania.
nos moldes muito parecidos do que George Orwell apresentou no 1984, que era um mundo dividido em três blocos, Oceania, Lestásia e Eurásia. Nesse cenário, Oceania seria Estados Unidos e Inglaterra, Eurásia seria a Rússia e Lestásia, a China.
Então parece que, no fundo, a gente está vendo uma jogada ensaiada entre Estados Unidos, China e Moscou, fingindo que são inimigos, mas trabalhando em favor de uma ordem mundial nova, em que eles serão as novas potências que controlam regiões inteiras. Isso seria uma espécie de uma agenda compartilhada internamente nesses círculos mais esotéricos, a gente poderia assim colocar.
Então, hoje a gente sabe que se torna uma condição quase sine qua non. O cara, para chegar a certos escalões do poder, ele ser membro de certas sociedades. Então, ali o...
Tem um mapa interessante, né? Nesse caso ali, a Rússia está pegando quase toda... Pegando a Europa toda praticamente, né? A China pegando ali boa parte do sudeste asiático. Mas... É porque aqui para mim está dando reflexo, mas a gente tem quatro regiões, eu acho aí, né? A África...
Oriente Médio ali tá um pouco neutro, né? Mas no preto a gente tem América do Norte, América do Sul, a parte sul da África, Madagascar e... Ali não aparece a Austrália, mas ali a Indonésia ali, né?
Aqui está aparecendo boa parte aqui da Austrália, essa parte da Oceania. Está em preto, né? Isso, está em preto, que seria a parte da Oceania. A Eurásia, pelo menos a Eurásia, é o vermelho. Ah, é o vermelho, perdão. O Lestásia é o verde. É, você tem Rússia, você tem todo o norte aí da Europa. E a Estásia, né? Estásia. É, e a Estásia que é a Lestásia. Lestásia. Esse mapa agora que eu vi é o mapa do mundo...
De 1984, né? As três grandes regiões, né? Oceania, Eurásia e Lestase. E aí você tem o norte da África aqui também, o leste europeu aí, que é a parte do território a ser descoberto, né? É, é tipo largar o de mão, né? Isso.
É terra de Balboro, né? É terra de Balboro. Ali, sem lenço, sem documento. Seria mais ou menos isso. Então, nesse enquadramento, eu acho que o mundo está indo mais ou menos para isso, meio que como acordo. Então, o cara fala, pô, Daniel, você está fazendo análise geopolítica com base em fofoca de sociedade secreta, mas obras de ficção do 1984.
Ué, olha o mapa recente que o presidente Donald apresentou. Os Estados Unidos todos sendo compostos por Groenlândia, Canadá, Estados Unidos, América Central e Venezuela. Não sei se consegue achar esse mapa, Homer. Se você botar Trump, mapa, Venezuela, sei lá, Groenlândia, você vai ver que na Casa Branca ele mostrou um mapa em que a bandeira dos Estados Unidos estava em cima de todas essas regiões. Então todas essas...
Essas regiões apresentadas por Trump dessa forma, a geopolítica clássica vai chamar de doutrina Monroe 2.0 ou doutrina Don't Row, que é a mistura de Monroe com Donald. Mas na verdade aquilo ali que o Trump está mostrando naquele mapa é algo completamente diferente, que é o chamado tecnato.
Aí já é outro mundo diferente, não tem nada a ver. O Tecnato é um outro conceito, é uma outra filosofia, uma outra proposta que vai muito além do Orwell. Então parece que o mapa global está caminhando para esse cenário. Conseguiu achar o Trump mostrando o mapinha ali?
Consegui, ela não tá numa definição muito boa, mas eu consegui. É, tá meio sorradinho. Cadê?
É esse daí. Nossa, velho! Esse é o mapa, mas tem a foto dele sentado mostrando esse mapa. Quando eu vi a foto do Trump mostrando esse mapa, eu falei, cara, isso aqui é fake. Porque parecia que... O que aquela parte dele debaixo pega? Venezuela. Só a Venezuela que pega? Acho que é a Venezuela. Nesse mapa, o México não está incorporado, nem a Panamá, Costa Rica ali, mas...
é eu acho que no mapa que o Trump mostrou na casa branca tava pegando tudo desde a Groenlândia até embaixo né
Então eu tenho falado sobre isso há muito tempo, né? Que geopolítica hoje, cara, é hemisfério ocidental e hemisfério oriental. O Trump quer saber do hemisfério ocidental. O negócio dele é olhar norte-sul, não é mais leste-oeste, né? É tipo assim, leste-oeste se virem e norte-sul não venham mexer aqui, que aqui é agora comigo. Essa aqui seria a doutrina Don't Row. Ah, é. Nesse mapa também o México não tá, né? Mas então...
Eu fiquei muito relutante em olhar esse mapa e falar, cara, é real isso, mas parece que é real, né? Eu vi notícias, Trump mostra mapa e tal. Esse mapa aí já é a proposta do Tecnato, né? O Tecnato, que é aquela proposta do movimento tecnocrático, envolvia você ter uma região gigante.
com muitos recursos naturais que pudessem fazer a sua região ou o seu tecnato, uma espécie de protetorado, ser autossuficiente. Então o cálculo é, para os Estados Unidos serem autossuficientes, a gente precisaria incorporar a Groenlândia, Canadá e Venezuela por causa do petróleo e dos minerais estratégicos, terras raras. Então é exatamente isso que o Trump está fazendo. Outra coisa que eu proponho, portanto, é, se você não entende...
A influência do movimento tecnocrático clássico nas ações e decisões geopolíticas de Donald Trump, você não vai entender exatamente o que ele está fazendo, onde ele quer chegar. Porque a ideia, e isso está no livro The Last Economy, a última economia do Emad Mostak,
A ideia que eu já expliquei aqui, o capitalismo ou o nosso conceito de economia funciona na base da escassez. O conceito de economia tradicional que é usado é o conceito de economia e administração de recursos escassos. Se você não tem mais recursos escassos, tudo é abundante, você não tem mais o capitalismo propriamente dito. O capitalismo é o modo de produção e de gestão do recurso escasso.
Então, se a gente está... É exatamente esse livro aí, né? Um guia para a era da economia inteligente, né? The Last Economy. O Mademois Tach é um insider lá do Vale do Silício, né? Tem o cara dos bastidores aí da inteligência artificial.
Esse livro é impressionante, cada frase dá uma frase de efeito, cada capítulo é maravilhoso. E ele mostra que o capitalismo está acabando e ele vai ser substituído por o quê? Pelo quê? Por uma anarquia? Vai ser substituído pelo comunismo? Não, eles vão substituir pela tecnocracia. E a tecnocracia envolve você ter grandes regiões.
para você ter recursos suficientes para poder viver sem depender de muito comércio internacional. Então essa que é uma nova perspectiva geopolítica que está chegando. Resumindo, para você, na minha opinião, para você entender a doutrina Trump hoje, você precisa entender o que é tecnato, tecnocracia. É quase que um pré-requisito, porque é isso que ele está fazendo também.
Está bem evidente que a história também da inteligência oficial vai tirar o emprego de todo mundo, vai trazer abundância, o cara vai viver com base num crédito de energia, uma renda básica universal.
Então, você estudar a geopolítica hoje sem esse componente, que é o componente da quarta revolução industrial, você não vai conseguir entender o que exatamente eles estão querendo. Por que o Trump quer tanto terras raras? Por causa da inteligência artificial. Mas por que ele quer tanta inteligência artificial? Para vencer a China na corrida pela melhor inteligência artificial.
Ah, tá bom, então agora entendi. Mas não é exatamente isso. É muito mais do que isso. A gente não sabe do que tem. Tem muito mais... Muito mais nuances. Não, interesse. É, interesse, com certeza. Nessa minha leitura, ele precisa da inteligência artificial para ele montar o tecnato. E outra, a gente não sabe também das chantagem que estão por trás. Exato, é isso aí. Gente que colocou ele lá e fala agora que eu te coloquei aqui, eu preciso disso. Exato. Putz, agora eu vou ter que criar uma história para justificar...
Justificar isso, exatamente. Então a justificativa é terras raras. Mas às vezes não é. Eu não posso deixar as terras raras na mão da China, mas na verdade é o Vale do Silício que quer esse acesso. Na verdade a galera do Vale do Silício já está aficionado ali pela questão da Groenlândia.
Já existem vários projetos aí. Bill Gates, Mark Zuckerberg, Jeff Bezos. Todo mundo já está com projeto para investir na Groenlândia. E aí, eu me lembro daquela série Assassinato no Fim do Mundo, lembra?
Lembro, eles reúnem mó galera. Tipo no Polo Norte, lá frio pra caramba. Mas é tipo, os caras... Top também. Muito top em várias áreas. Em várias áreas. Ali eles estavam se reunindo pra pensar essa nova gestão do mundo em cima de uma inteligência artificial. E lá descobrem que tem um bunker enorme. É, o bunker e tal.
Então, vai um pouco... O que a gente está vendo ali? Elite global, mais a parte tecnológica, fazendo algum tipo de projeto estranho no Ártico. É mais ou menos isso. Então, ali, vale a pena...
rever a série... Eu já ia falar a série Greenland, porque saiu um filme com o George Butler, Greenland, que em português é... Lá é Greenland, aqui é... Aqui é... É a segunda parte, a primeira você viu? Não, eu só vi a primeira. Eu também. Não, mas a segunda acabou de estrear aqui. É. É que eu tava nos Estados Unidos agora e tava lá Greenland, aí eu vou descobrir que era a segunda parte desse. É a segunda parte do outro lado. Porque termina o filme e eles pegando o avião pra lá.
Não, na verdade... Lembra, tá rolando o filme. Não é isso? Vai dar o spoiler, mas o filme já tem um tempinho. Ah, o filme já tem um tempo. Não, eles pegam o avião, entram no bunker, aí passa um tempo... Ah, ele chega a entrar no bunker? Chega, entra no bunker. Eu lembro. Aí passa um tempo, abre a porta do bunker e eles veem o mundo assim, meio que voltando. Termina assim? Eu pensei que terminava eles entrando no avião só. Não. Eles chegam...
Isso é o assassinato no fim do mundo. Isso é o assassinato no fim do mundo. Agora veio com o Butler. Como que chama? George Butler. George Butler? Butler bota Greenland. Greenland. É Greenland, mas o nome em português é... É quem tá achando o cartaz em português. É tipo Olá, Garotas. É não sei o que de final do mundo. Tem nada a ver. É, o tempo que passou, sei lá, o vento levou e trouxe de volta. O negócio tem nada a ver com a história.
Então, esse filme é interessante pra caramba, né? Esse filme, na verdade, ali são cometas, né?
Cometas não, meteoros. Não lembro. É tipo um meteoro... A comércio é cair uma cidade. É cair, sai explodindo tudo e tal.
A confusão do caramba. E o George Butler foi escolhido porque ele era engenheiro, que fazia prédios. E aí é um trampo para levar a família dele? Está separado, eu acho? Sim. Ou se separa em um ponto? Não, a filha dele acho que é diabética. E aí quem tem doença não pode entrar. A filha dele foi desqualificada. Aí ele volta. Ó, confusão. Não, não. Ah, tá. Agora apareceu. Destruição final. Não, cara. Eu acho que em português... É isso. O 1 é destruição final também?
É, eu não lembro, mas... É com a brasileira, né? Como é o nome dela? Morena Bacarim. Muito gata, inclusive. Destruição Final 2, então deve ser Destruição Final 1. Eu nem liguei que era com os mesmos atores, não. Achei que era aquele versão 2 que muda tudo. Não, não, tem que ser. Que é tipo assim, é meu neto, né? Que tá continuando. Pô, vou ver esse filme aí. O primeiro não é ruim, não.
Então, eles escolheram mais ou menos com aquele... Eles foram pra Groenlândia, então? Olha que coincidência, cara. Eles vão pro Canadá. No Canadá eles pegam o último bonde que tá indo pra Groenlândia, o avião, né? Aí descem lá, entram na base, uma base que existe, que é a base Tully. Não sei, acho que não, né? Mas tem uma base lá, né? Era um projeto secreto, né? Aí vejam só, um bisu pra galera que gosta desses assuntos.
Na vida real, essa base americana na Groenlândia, chama a base Thule, T-H-U-L-E, e essa base eles construíram em segredo.
E para construir essa base em segredo, sem chamar atenção, eles falaram que estavam lá para pesquisas científicas. Você já viu que esse negócio de polo sul, polo norte, os caras estão lá só para pesquisa científica? É, cara. Não, ele está estudando gelo, estão estudando pinguim. As mudanças climáticas. É, tem um pinguim que está com câmera na virilha aqui, a gente quer entender o que aconteceu com ele. Eu estava até zoando aquele posto do pinguim na Gurelândia, que não tem o Trump levando um pinguim assim. Um pinguim assim.
Na Groenlândia, no Paulo Sul, no Hemisfério Norte, não tem pinguim, né? Pinguim é só no Sul, cara. E pinguim é um bicho muito engraçado, né, cara? Ele vem com aquela roupinha aqui, terninho, né? E ele é peludo, você viu, de perto é pelo aqui. É peludinho, é pelo molhado, né? E fede, cara. Cara, você vai num lugar cheio de pinguim? É. Nossa. Bate uma brisa, né? É. Mas o bichinho não dá. Eu acho que o Pinguim é um pinguim aqui, viu? Tá fedendo aqui. Por quê? Tá batendo? Tá pro manhaca aí.
Olha que pode mudar esse apelido aí, papo pinguim, hein? Você tinha falado do... Como é que é aquele índiozinho lá do... Como é que é? Como que é? O papacapim? É da turma da Mônica também? É. Papacapim é da turma da Mônica. Então, agora vai mudar pra Cascão, então, né?
para Cascão. Cuidado que ele demora um tempo para entender as piadas. Demora, cara. Só semana que vem que ele vai captar a vossa mensagem. Então, cara, esse negócio do Trump querer a Groenlândia é um objetivo antigo.
E a Groenlândia, galera, acha que é só gelo? Meu irmão, ali tem minério e petróleo, ali tem uma posição hiper estratégica. Por quê? Para você mandar um míssel balístico dos Estados Unidos para a Rússia ou da Rússia para os Estados Unidos, ele vai passar exatamente por ali.
Então, até para criar aquele Golden Dome que o Trump está querendo fazer, que é a versão Iron Dome norte-americana, ele precisa muito do controle sobre a Groenlândia. Não só os recursos naturais, mas o valor estratégico bélico ali. Mas aí já vem aqueles outros interesses. A galera do Vale do Silício já está com um monte de projeto para começar lá.
o Trump falou que ia dar 10 mil dólares para cada um dos 50 mil moradores da Groenlândia tipo, comprar voto voto de cabresto, a gente deu 10 mil dólares vota em mim, arrumou um encrenco com a Dinamarca, que é a Dinamarca que tem ali a região da Groenlândia e o mais interessante, Villela
É o idioma groenlandês, já que a gente está falando sobre isso. Existe? É, eles falam idioma, que é um idioma esquimó. Não é da Dinamarca? Não. O dinamarquês é pouco falado, né? Agora... Tem uma língua local? Tem a língua oficial, que é o groenlandês. O groenlandês é dividido em quatro dialetos diferentes. Tem um que é mais falado. E é a... O Romero sabe falar. Fala bom dia em groenlandês.
Escarovia. Escarovia. Tá meio russo, né? É, cara. É a parte russa do Polo Norte. É o sotaque russo lá. Sotaque russo, exatamente. Se você tropicar na Groenlândia, você tá já caindo no quintal do russo. Aliás, mostra o mapa por cima, a proximidade de Canadá, Estados Unidos, Groenlândia. Tá tudo ali no miolim. Tudo se mistura lá por cima. Vem do circo polar ártico. Assim.
Por isso que está todo mundo interessado lá. Está todo mundo, porque ali é... Novas rotas marítimas. Você controlar o famoso Daring and Gap. Já ouviu falar nisso? Não. Daring and Gap, eu não sei como é que fala em português, me esqueci. Porque você olha o mapa, você fala assim, cara... O cheiro de Bering, você está falando? Não. É o que conecta a América do Sul com a do Norte ali, mais ou menos, no Panamá ali. Antes do Panamá.
Porque entre o Panamá e o México, se eu não estou enganado, ou entre, não sei, Nicarágua, Costa Rica, tem uma floresta que tu não consegue passar ali. É um negócio que é, pô. E até apareceu na Pluribus. Verdade. Lembra que o maluco quis ir de carro? É. Chegou no Daringap e ele se ferrou.
Assalto, mata Calor do caramba, espinho Veneno, lembra que ele meteu-lhe um espinho Na costa, ela quase morreu Inclusive parei de ver, você continuou vendo lá? Esqueci da série Acabou a primeira temporada Então foi isso
Olha lá. Tudo juntinho lá, cara. 7 mil quilômetros, né? Ali tá marcando, acho que, Washington, né? É. De Washington pra, sei lá... Pra Rússia. Pra Moscou. São Petersburgo. Mas da Groenlândia é bem mais perto, né? Total. Parece metade do caminho, né?
Bem menos, bem menos na metade. Está bem mais pertinho ali. E ela não é tão grande quanto aparece no mapa, porque aquela é uma distorção, né? Cara, aquilo ali é uma covardia. Vê se você consegue colocar o tamanho certo da Groenlândia sem ter a distorção. Pô, isso ali é muita sacanagem. A Groenlândia está três vezes o tamanho do Brasil. Você chega, aproxima, ela fica menor que o Brasil. É tudo que está perto dos polos, fica grande. Dá um anjo.
A Rússia é grande. É o maior país do mundo, mas não é negócio. Caraca, poxa. Brasil é o quinto maior do mundo. Canadá também não é daquele tamanho. É. E aquilo ali dá uma expressão de maior poder no hemisfério norte. Aquilo é uma sacanagem. Sempre tem esse lado também na hora de fazer o mapa. Covardia. Você vê que até os mapas são sambarilove, né? Até o fato de você colocar um em cima e um para baixo já é uma escolha. Já é sacanagem, né? Porque no espaço não tem um lado de cima e um lado de baixo.
Meu filho, às vezes eu debato isso com ele. Ele fala, não, porque você vai pra cima, a bola tá flutuando, meu irmão. Se você virar pra cima e pra baixo, tem muita história, não. É norte ou sul, não é pra cima ou pra baixo. É, não tem muito pra cima, não. Pode estar de cabeça pra baixo, de cima. Não tem gravidade, não tem regra, né, meu irmão. Então, assim, cara, eu acho que...
A geopolítica hoje, sabe a reforma protestante, alguma coisa? Você precisa fazer a reforma na geopolítica, meu irmão. Porque a gente continua falando de geopolítica, eu estou me inserindo nisso também, com um enfoque clássico. Ah não, Donald Trump representa os Estados Unidos, então ele vai tomar decisões, junto com o Congresso americano, em favor daquilo que é melhor para o povo americano. Isso aí é o que? A Groenlândia?
É a comparação da Groenlândia se ela estivesse dentro do Brasil. Ah, sacanagem. Você está zoando. É desse tamanhinho, rapaz? Putz. Cara. Pega um filetezinho só, né? É. Parece que é maior que o Brasil, né? É, mas não é não. Olha só. É muita covardia, né? Total. Você olha assim e fala, é, rapaz, é grande pra caramba. Nos Estados Unidos, olha lá, largou. É.
É claro que fazer uma viagem de Nova York pra Los Angeles vai demorar pra caraca. Eu já fui de Chicago ou Los Angeles? Chicago? 66, a rota 66. Você lembra a piada do japonês que estava no avião? Não. Estava viajando pros Estados Unidos. Aí ele falou que eu era um moço e falou, olha só. Quando tiver passando em cima de Nova York, me avisa que eu quero ver. Você lembra dessa? Lembro. Mas conta aí. Dá pra contar? Dá, né?
Aí ele foi ao banheiro, aí era o moço procurando ele, cadê o japonês que tava aqui? Aí o pessoal falou, foi ao banheiro. Ela bateu na porta e falou, vem ver Nova York, você vai perder. Aí falou, agora eu não posso, tô vendo Chicago. Não, não era essa que eu imaginava. Não era não? Não, era outra.
Na verdade é chinês, né? O japonês não fala assim, né? Chicago. Eu pensei que aquelas piadas que o cara... Estou passando... Acabamos de passar pela França. Como que é? Coloquei a mão pra fora do avião e toquei a Torre Eiffel. Ah, entendi. Aí vem os caras, mas não dá pra abrir a...
A janela do avião e tocaram a... Esse cara é piada, cara. É, é. O cara quer botar defeito. É tipo o bigogue, né? Que pega o gabarito da piada. É, exato, cara. Não, você vai assistir o filme, o cara fala assim, não gostei, não. Não gostou por quê? Pô, mentirada, brava.
Aí você quer ver verdade, vê documentário Filme é mentirada pra ela Eu falei da minha mãe, né? Assistindo Vingadores Não lembro não, ela mandou uma dessas Vingadores é um absurdo Vem os alienígenas e luta Confusão do caralho Aí quando tem uma cena que Acho que o Hulk toma uma porrada e ele Vem rasgando o asfalto Ah não, aí não, aí eu joguei a toalha
Eu não rasgaria o asfalto. Eu falei, não, peraí, eu parei o negócio. Eu falei, até agora tava bem. O cara ser um monstrão verde, o cara ser um deus com um martelo mágico. Tá em casa, tá normal. O cara voa, o outro, não sei o que. Rasgou o asfaltinho. Rasgou o asfalto, aí tá exagerando. É igual aquela parada que Jesus fala, né? Pô, você engoliu um camelo e engasgou com mosquito? É.
Não é não? Aceitou um monte de maluquice na hora que vem o asfaltinho. Pode crer. A gente tá falando do quê? Por que a gente tá falando da Greenland agora? A gente falou da Greenland, que eu tava mostrando o mapa e tal. A gente falou dos filmes também, porque a gente não falou de filme ainda, a não ser... Ah, importante. Você viu esse filme novo do Frankenstein lá?
Não, eu só comecei. Vale a pena? Eu achei maneiro. Tem gente elogiando. Mas eu achei um filme bom. Afinal, se eu não estou enganado, é Guillermo Del Toro, né? É. Que é um cara diferenciado. Apesar de que aquele é a forma na água, é meio chatinho, né? Chato e falaram que é cópia, né? É, que deu um sambário. O do Fauno é bom, né? Labirinto do Fauno. Grotesco, né? É.
Labirinto do Fauna, o cara olha assim a capa e tal, acha que é... É, que ele bota a mãozinha. Coloca a imagem aí, o cara tem os olhos na mão. Mas a história é a Segunda Guerra Mundial ali na Espanha, né? Nazismo, fascismo e tal. Tem background bem legal. É, background interessante. Mas o cara é doidaço, né? Guillermo del Toro.
Eu olho o Guilherme Del Toro, o visual dele, me lembra o George R. R. Martin. Ele não tem uma pinta parecida do Game of Thrones? Inclusive saiu uma série nova, o Guerreiro dos Sete Reinos. Não consegui ver ainda. É difícil.
Fala nisso, tem visto alguma coisinha nova aí? Eu achei que nas férias ia tirar o atraso de livro. Eu não consegui ler uma página de livro. E não consegui assistir nada de série nova. Porque eu estava fazendo intercâmbio. Mas está deitando no inglês também. Agora estou. Somebody love no inglês agora. Everything. Eu fui para o RISC e esqueci meu Kindle aqui em São Paulo. Me deu uma raiva.
Aí eu falei com a patroa, né? Eu boto a mesma conta da Amazon no meu e no dela, né? Ah, tem dois Kindles. É, dois Kindles. Aí eu falei, ó, pode passar o Kindle. Eu tenho dois já. Tem um velhão que eu deixo aqui. Olha só que legal. Não, não, esse é da água.
Ah, tá. Tudo bem, botou ele. O Labyrinth do Fauno. A Forma da Água tem isso também? Eu acho que tem. Não lembrava desse. Não tem? É. Ele adora esse negócio de olho na mão, né? Mas isso daí copiado do Hellboy, cara. O personagem do Hellboy, não é? Na cara dura, assim, velho. É mesmo? É. Tem isso aí no Hellboy? Tem, tem um personagem que é assim, cara. Doideira, né? Guilherme Deutoro. Guilherme Deutoro. A gente tá de olho aí, cara. Hellboy é de quem mesmo? O criador do desenho. O desenho. Você lembra?
Hellboy é do... Não é de si, não, né? É outra... É da... É da Dark Horse. Dark Horse. Olha lá, o Fauno. Olha que legal, cara. Essa ideia é muito boa, né? Muito maluquíssima. Os olhos estão na mão. É que nem... Esse é um problema, né? Porque é isso. É aqueles caras... Deixa eu ver. E o cara quer pegar na mão. Deixa eu ver. É o Fauno, né? Não, isso aí... Você tá vendo já? Não, o cara quer ver na mão. Coitado do cara quando ele vai no banheiro, né?
Não, esse aí sabe qual é o problema? Não, eu tô... Cara, eu tenho que imaginar essa mão com o olho. É, lá, né? Aqui atrás. Pô. Vendo o topa. Não, mas seria bom pra ver como é que tá a situação, né? Que às vezes a gente acha que tá tudo perfeito. Deixa eu ver. Ah, tá tranquilo. Aí alguém fala assim, tá um cheiro estranho esse epócio, que eu não limpei legal não, né?
Cara, eu sou muito visual, cara. Eu já vi a cena acontecendo. Eu imaginei o... Eu imaginei o cara estendendo a mão pra apertar a mão dele. Ele, não, melhor não que eu tô com o Jutvich. Né não? Pode passar. Mano, mano, mano. Caraca, velho.
Eu assisti algumas coisas aí nas férias, mas não tô me lembrando. Vi o Frankenstein. Cara, eu não consegui ver nada. Achei maneiro, mas achei triste, cara. Um filme triste. Eu ia até botar meu filho pra ver, mas eu falei, pô, vai ficar meio sentido, que é meio triste. Cara, eu vi... Sabe o que eu comecei a ver com meu filho que eu não tinha visto ainda? John Wick.
Mas você já tinha visto? Nunca tinha visto nada. Ah, para! Nada. Que bom essa sensação, não é boa? Pô, zero bala, cara. O primeiro é muito bom. E o primeiro, eu terminei no segundo. No segundo termina... O segundo é o do cavalo? Acho que não, cara. Ah, não, então é no terceiro. O segundo vai para o mundo inteiro... Atrás dele. Atrás dele. Mas é no terceiro que tem aquela cena do cavalo, que é bom ele fugir no cavalo? Nossa!
Ah, essa eu vi só a produção E o último é aquele da escadaria A escadaria dá desespero O cara não consegue O cara tenta subir a escadaria lá da Saquequer Sei, sei, gigante E cara, o cara não consegue É só porrada e luta E cai e volta
Mas é muito bem feito. Muito bem feito. É maneiro. Eu gosto. Tudo isso é porque mataram o cachorro do cara, hein? Mataram o cachorro do cara. Mas não é só isso, né? Roubaram o carro. Eu acho que o cachorro foi o limite da parada. Não mataram a mulher dele também? Então, isso que eu ia te perguntar. Eu só vi dois filmes, mas eu pensei, cara, devem ter envenenado a mulher dele. É, tem uma parada dessa. Mas no filme é por causa do cachorro dele. É.
Não, a mulher morre, aí dá o cachorro pra ele não ficar sozinho, né? É. Aí logo... Aí a única coisa que ele tem é o cachorro. Logo no início, o maluco já dá ali um bico no cachorro, mata o cachorro. E é aquele... É um maluquinho que fez Game of Thrones, né? O vilão? O que matou o cachorro. É aquele que... Passaram o cerol na ferramenta dele lá. Sério? É ele? É. Lembra do cara? Lembro, lembro. Eu tô tentando lembrar a carinha dele, mas é um lorinho.
É, é. Aí até meu filho falou, pô, esse cara aí que é o vilão tem uma pinta de bobo aí.
Eu falei, é, você não sabe o que fizeram com ele no Game of Thrones. Cara, eu estou tentando lembrar outra coisa que eu assisti, cara. Nas férias agora. Eu vi algumas coisas interessantes. Eu não estou me lembrando. Você viu... Ah, é, Bugônia.
É, estão tudo falando disso. Meu irmão, eu achei esse filme sensacional. Acho que a menina é alienígena, né? Alienígena. Não me conta spoiler aqui. Não, não vou contar de jeito nenhum. De pai eu vou assistir essa noite. Esse filme é do mesmo diretor, que eu esqueci o nome do cara, que é um nome complexo, daquele O Sacrifício do Servo Sagrado. Quer assistir?
E também com essa mesma menina aí. O sacrifício eu acho que não é com a Emma Stone. Não, não. Aquele outro que é baseado também no... Esse eu não vi também. Criaturas. Pobres criaturas, talvez. É, pobres criaturas. Vê aí. Acho que é, pobres criaturas. Que é com a Emma Stone. O pobre criaturas eu não vi, você viu? Não, não vi. Eu não vi. Vê o pobres criaturas de quem que é e quem é atriz. Eu acho que é. Cara, o... Emma Stone também. Emma Stone. O André Acil é bom?
Ela falou que é maravilhoso. O Bugoni? Não, não. O Pobres Criaturas? Ela falou que o maravilhoso é médio. É? Porque... Maravilhoso é médio. Eu nunca falei com a Andrea Negói de Filme. Como é que é? Ela é meio estranha ver? Vamos ver, vamos ver. Fala outro filme maravilhoso. Que eu já tenho assistido. Ponto de Mutação. O que é esse, cara? Cara, esse aí você me pegou. Porque Ponto de Mutação é o nome do livro, né? Como é que é o nome do cara? Ponto de Mutação. É velho? É do... É do...
Ah, então não, um mais novo, assim. Ah lá, ó. Pô, ela tá com o rosto estranho, assim mesmo? Eu acho que é por causa da imagem, né? É, deu um pixel meio estranho. Aí você acabou com a menina, né? Ô! O dermatologista dela ficou triste. Tá legal? Ah, então é só aqui. Covardia. Eu não vi esse não, cara. Também não vi. Eu gosto, assim, o cara já começa o filme fazendo um troço diferente, né? Ela já tem uma cara boa, assim, né, cara?
Tem, tem, pra fazer uns filmezinhos estranhos, já. E esse, como que é? Begônia? Bugônia. Bugônia.
É, Bulgúnia é o nome de um ritual, cara. Era um ritual que... Da onde? Acho que era na Grécia, porque o diretor é grego, né? Mas esse ritual é pra fazer o quê? Eu não me lembro, era tipo um sacrifício humano lá, uma parada assim. Tinha que sacrificar alguém pra melhorar a colheita. Sei, sei. Mas também tem a ver com... Soa parecido com bug, que é inseto, né? É. Aí tem esse negócio de alienígena, olhar o ser humano como inseto, né? Alguma coisa assim.
Cara, mas ó, eu achei esse filme, assim, tá arriscado, vocês estão vendo o programa aqui, assistir e falar, pô Daniel, o filme é um lixo. Eu te respeito, mas eu achei o filme sensacional. É, eu já vi que esse filme aí divide opiniões, viu? Tem gente que acha um lixo, tem gente que acha maravilhoso. Cara, eu achei muito maravilhoso. Mas você tem que entender que o diretor é sacana, né? Que não é um filme que você espera a normalidade. Você quer esperar a normalidade, assiste Sessão da Tarde, pô.
Não vai ver. Isso é qual? Bugônia. É o Bugônia. Pô, ela tá diferentona, olha. Isso não é spoiler que eu vou falar, não. Por que que ela tá careca? Tá. Os caras... Qual que é a sinopse? É o plot. Sinopse. É, eu já sei. Os caras sequestram ela porque... Dois Primo. E o... Também o ator é figuraça. Esqueci o Plemons, eu acho. Esqueci o nome dele. Depois vê o cartaz. Cara. Esqueça os carinhas do...
O primo dele, acho que é meio autista, assim, o gordinho. E ele convence o primo a sequestrar essa mulher porque eles entendem que ela é alienígena. E ela tá fazendo mal ali pro ser humano. E aí eles entendem que os alienígenas se comunicam com a nave mãe pelo cabelo. Então eles cortam o cabelo dela pra ela não se comunicar com a nave mãe. Que maravilhoso.
Cara, mas é muita loucura. E é aquela história, né? Misturado com comédia toda hora. São cenas cômicas, assim, em todo momento, né? Eu achei genial. Genial esse filme, cara. Muito legal. Bugônia. Mas vi outras coisas. Tô tentando me lembrar aqui, mas não tô lembrando exatamente. Tem que olhar minha... Entrar na minha lista ali pra ver.
Mas eu vou... Tem pergunta? Não sei se tem pergunta. Mas eu vou bater meu gosto, então, com o da André, com esse filme. Ponto de mutação? Ah, o Bugônia. Bugônia eu vou ver onde está o Homer. O gosto dela e o meu gosto. Não, agora eu estou com medo de você ver Bugônia, que eu que estou falando que é bom, você falar que é ruim, você falar que eu virei Andréia. É, o seu está batendo com Andréia. Ponto de mutação eu não vi, cara. Eu também não.
Fala outro aí, Andréia. Fala outro mais conhecido. Green Knight. Green Knight? Você não lembra desse filme? Green Knight?
Green Knight. É sobre o quê? Nossa, eu esqueci o nome dele. Fiquei curioso agora. Mas o Leif Patel, você não viu? Não. É recente agora? É, mas de uns dois anos. Ah, cara, esse filme é maravilhoso. Aí, já mudou o critério então. Ó, já, já. Cara, esse filme é muito bom. Não é que ele corta a cabeça do cara e ele fala, a gente se encontra daqui a um ano?
É isso? Tem isso no filme? É uma lenda, né? É uma lenda. O cara recontou essa lenda durante o... nesse filme.
Cara, esse filme tem um aspecto muito bom. Corta a cabeça e aí ano que vem... Vem um cavaleiro que ele faz um desafio para os cavaleiros daquele reino lá. Quem quer lutar com ele, vem um cara corta a cabeça dele, não é isso? E fala, daqui um ano eu volto para te matar alguma coisa. Então ele tem um ano para se preparar, cara. Mas o filme é oriental? Não. Só peguei errado então aqui. Será que é Green Knight mesmo? Green Knight de Cavaleiro. Cavaleiro?
Cavaleiro Verde. Ah, é A Lenda do Cavaleiro Verde. Ih, coisa do Palmeiras aí, hein? Né? Flaco Lopes atuando. Mas é, cara, esse filme é bonzaço. Mas eu entendo quem assiste ele não gosta, porque ele é estranho. Não, lógico, pô, é igual o Bugoni. O cara fala, ó, bugou minha mente, não entendi nada, achei podre. Aquele que a gente gosta também, que é muito louco, olha lá.
é Under the Silver Lake como você sabia que era isso que eu tava pensando? só pode ser esse, né? cara, é absurdo, podia ser qualquer filme e ele sabe qual que era ou você é previsível não é não, não é não é que o filme é o melhor filme mesmo hoje tá muito rápido, cara tava na minha lista lá, já o Alêndo Cavaleiro Vês tá vendo? tá onde? cara, peguem tudo aqui tem HBO Max, Amazon, Google Play Apple TV, tá? cara, que filme bom
É do mesmo diretor? É, Patel. Maneiro, hein? Esse ator é muito bom, né, cara? Tem um filme dele do macaco lá, você assistiu? Não me deu muita vontade de assistir, que é de luta lá. Monking. Os Doze Macacos. Cara, olha que coincidência. Os Doze Macacos tá voltando, né? Então, olha que coincidência. O negócio de vírus nipa e nipai. Os Doze Macacos tem tudo a ver com o que a gente tá passando, né? Com esse novo vírus. E eu vi ontem, por coincidência, uma análise...
de todos os easter eggs e mensagens escondidas nesse filme. Doze Macacos. E eu falei, eu tenho que assistir de novo, cara. Tem tanta coisa que a gente não viu lá. É um filme normal, cara. É um filme culto. Tem muita coisa das passagens dele, porque ele volta acho que três vezes, né? Ele cai na Primeira Guerra, aí é fotografado.
Aí volta em 1990, errado, e depois volta na... O Bruce Willis? É, o Bruce Willis. Ele volta três vezes. São três, rolé. Ou quatro. Mas ele só acerta em uma, né, no tempo certo. É muito bom, cara. Só que tem o vestígio dele das passagens anteriores pelo filme, assim. Entendi. E já tem recado do Doze Macacos no futuro. Tem tudo, tá tudo...
Tá cheio de pimentinho ali pro cara. É, por exemplo, um dos caras que fala pra ele Ah, tira os dentes, eles estão observando a gente que fala que... Sim. O dentista bota... Ele tá sem dente, aí volta no passado, ele encontra esse cara, só que esse cara, ele não tinha encontrado com esse cara, porque é passado. Sim. Ele fala, pô, seus dentes, cadê? O que aconteceu? Aí ele que dá a ideia pra esse cara de arrancar os dentes com isso, ou seja, é uma doideira, né? Olha lá, esse daí, o homem macaco.
Eu não vi isso ainda. Você chama V, André? Cara, esse tem uma conjunção interessante porque é Jordan Peele, né? Não, mas tá dando vontade de ver. Mas é produção só o Jordan Peele. E aquele herói lá, você viu? Eu esqueci como é que é o nome.
Que é com aquele... É do jogador de futebol americano. Que o cara tem que fazer um pacto pra ficar famoso e tal. Não, não. Cara, acho que... Mas é novo, velho? É GOAT em inglês. Não, novão, novão. Você falou pra assistir ainda. O filme é maneiro também, cara. Maneiro. Pedimos aí o pessoal também fazer essa lista aí nos comentários que a gente deixou ele fixado aí, né? Listinha, maneiro. Manda pergunta aí, Romer.
Pô, fiquei animado, cara. Pô, o mesmo filme que eu gostei, a André gostou, de repente esse novo vai ser bom. Essa noite, essa madrugada, eu vou... Vai render. Aliás, eu vi um americano falando que essa ideia de madrugada é uma coisa só do Brasil, sabia? Que a gente tem noite, dia, tarde, mas tem madrugada. Eles não tratam depois da meia-noite como uma coisa nova. É, entendi. Que é coisa da gente. Não, não, eu vou na madrugada, é depois da meia-noite.
Não, mas é até desde os tempos antigos, né? Porque você tem na Bíblia, né? No povo da Bíblia. Manhã, tarde e noite. A noite já começa junto com a vigília, né? É. Porque o dia para eles muda às seis da tarde, né? É, já é noite. Você foi a Israel, né? Você sabe. Israel, seis da tarde mudou. Aí são as vigílias da madrugada. Então a gente não tem muito isso mesmo, não.
Pois é. Manda pergunta, Romero. Vamos lá. O Rodrigo Coller, ele mandou aqui. Coller? Tá repreendido. Já tá com o negócio de diarreia. Nossa, cara, para. Eu tô aqui mal. Quando a gente olha... Aliás, vocês viram que eu fiquei um pouquinho fora aqui, que a câmera só ficava no nosso amigo Daniel. Por quê? Porque eu tava no banheiro sofrendo. Ele teve um problema de banco. Ele sentou no banco e não conseguiu levantar. Manda aí.
Quando a gente olha os Estados Unidos e China brigando por chips e a influência global, dá para falar, enfim, da geopolítica? Ou isso é uma nova garrafia, só que sem bombas e com muito mais controle invisível?
Na verdade, é o fim da geopolítica clássica. Porque você colocar no jogo genética, robótica, inteligência oficial e nanotecnologia, isso já é uma geopolítica contemporânea. Isso já acrescenta nova... Acrescenta, muda tudo, cara. Muda tudo. Não tem como... Com novos parâmetros. Novos parâmetros totais. E sem você botar isso na equação, você chega num resultado errado na tua análise.
Então, assim, eu não vou falar isso é o fim da geopolítica. Isso, na verdade, é o sinal da nova geopolítica. É do fim da geopolítica clássica. Ou da geopolítica híbrida, né? Que às vezes a gente vai fazer análise geopolítica e a gente mistura a teoria clássica com a teoria contemporânea. Essa já é uma geopolítica pós-moderna, né? Ou contemporânea. Que você bota a quarta revolução industrial dentro dela.
O correndo pra cachorro ele mandou a cheiro. Esse aí tá sempre, né? Esse aí é o nosso companheiro. O interesse de Donald Trump pela Groenlândia indica uma disputa estratégica por recursos e rotas no Ártico e como isso pode impactar o equilíbrio geopolítico mundial.
Então, com certeza tem a ver com essas rotas, mas mais importante ali a proteção contra uma guerra nuclear, porque as ogivas ali, os mísseis balísticos intercontinentais passam por ali. E como isso interfere? Isso interfere na medida que os Estados Unidos, para a sua tentativa de assumir o controle da Groenland, eles têm que brigar com a Dinamarca. A Dinamarca é um aliado clássico.
Então, a grande quebra de normalidade aqui são os Estados Unidos se aproximando de inimigos, como está acontecendo com a China, e ele brigando com amigos, como está acontecendo com a Dinamarca, com a França. Então, a grande quebra é essa, que aquelas alianças que valiam na ordem mundial tradicional, elas não estão valendo mais, não valem mais. Agora é muito pragmático, né? É tipo, Otan, se vira problema de vocês, aí China quer fazer um acordo? Você não faz um exercício, às vezes, de pensar?
Um historiador 100 anos no futuro tentando estudar a época atual. Porque ele vai ter um distanciamento que a gente não tem ainda. Ele vai entender todos esses movimentos ocultos porque aí vai estar tudo descoberto, porque aí virou alguma coisa.
Depende, porque se os caras fizerem uma revisão da história, igual no 1984, Ministério da Verdade, aí ferrou também, né? Aí tem uma dica de filme interessante. Na verdade, Clint Eastwood, que a galera antiga só lembra dele Faroeste, né?
Mas o Clint Eastwood é diretor também, né? Claro, é bom diretor. Dirigiu vários filmes, interessante isso. Tem um filme até que ele dirigiu, que é o Bird, que é do... É o do saxofonista, que é o... Putz, só lembrei do Dizzy Gillespie, que é... Que é trompete. O Romero. Putz, que é um dos pais do bebop lá. Ele se amarra em jazz, né? O Clint Eastwood. Ele tem um filme Bird, que é sensacional. Que é a história do Charlie Parker. Charlie Parker, o saxofonista. E ele fez dois filmes, né? É...
Cartas a Iwo Jima. Era um filme de duas visões, né? A visão dos japoneses e a visão. O outro é... Sei que é lá da liberdade. É a visão americana e a visão japonesa. Isso que é legal pra caramba, né? Ele contou a história da Segunda Guerra Mundial pela ótica americana. No mesmo ponto de batalha lá nessa ilha. Nessa ilha de Iwo Jima. Então isso é muito interessante, né? Foi uma batalha bem sangrenta, né? Total. É dessa ilha aquela foto icônica lá da bandeira, que os caras enfiam a bandeira?
Sabe qual que eu estou falando? Sei, sei. Então, se... A capa do filme é isso. Ah, então é. É isso. Se eles estão tratando do mesmo evento, é na ilha dos caras trazendo ali. Foi posada, o pessoal fala, né? Que os caras colocaram, não, não, faz de novo para a gente tirar a foto. Se você for olhar o tiro que o Trump tomou na orelha, ele toma o tiro...
os assessores que estão embaixo do púlpito lá chamam os fotógrafos. Você está brincando? Vem, vem, vem. Quando os fotógrafos estão posicionados, ele manda... Ah, cara, para você ver o poder da imagem. Todo mundo procurando a imagem. Os fotógrafos estavam atrás de uma cerquinha. Os caras, vem, vem, vem, fica pertinho. Ficou pertinho. Fez aquela foto que deve ter colaborado para ele vencer as eleições.
Não, é só achar o pôster do filme, cartas... É, cartas aí, o Ojima e o outro é, não sei o que lá, de uma nação, coragem, não sei o que. O Clint Eastwood. É, Clint Eastwood. Ele deve estar com uns noventinho, oitenta, por aí. Ele já está velhinho, né? O bicho está ancião já, hein? Já está no bico do corvo ali. André, assistiu um desses filmes? Não. Tem que ver, você vai gostar.
Aí, esse aqui do... Como é que é? O quê? O que é verde, né? Green Light. Além do Cavaleiro Verde. É Green Light? Green... Night.
Night de Cavaleiro ou de Noite? Você vê, eu acho que eu nunca tinha ouvido falar nesse filme, mas ele tá na minha lista. Cartas e o Ojima, tem que achar o outro. Do Clint Eastwood também. Foi feito, os dois filmes saíram meio que juntos, assim, né? Exato. Se você botar qual foi o filme que o Clint Eastwood fez junto com Cartas e o Ojima... Cartas e o Ojima é a segunda parte de qual filme? Algo assim, né?
é é isso só que o sotaque britânico falou quase feathers que é pena flatulência flatulência
E você achou a capa? Tem essa daí da bandeira? É a bandeira. A capa é os caras ficando a bandeira. E aquela também da bandeira da União Soviética em cima de Berlim também? Não é essa que foi posada? Também. Clássico. É tudo posado. É o famoso photo op, né? Photo Opportunity.
para o pessoal entender. Não é que não existiu aquela cena. Não, existiu, mas o cara falou, só um minutinho. Chega para cá, vira ali. Aí tem um cara feioso. Chega para cá um pouquinho. É que nem influencer, que aparece acordando. É, poxa. Quem está filmando? O cara está ali desde 5 da manhã esperando ele.
Que hora que ele acorda? Não, cara. O cara já acordou e depois finge que tá acordando e você cai porque você é otário. Exato. Inclusive a gente vai fazer isso no novo programa da gente. Vocês vão acreditar. Olha lá, olha lá. Flags of our followers. Ah, cara. Essa imagem. Porque, cara, ela é totalmente heróica, né? É. O cara puxando aqui e tal. Flags of your followers. Em português eu não lembro. Eu também, cara. Esqueci o nome. Ah, mas é algum nome ridículo.
Então, cara, isso aí é muito legal, tem a ver com todo o assunto aqui que a gente trouxe desse fim da geopolítica, que é você ver que as coisas não são tão óbvias assim. Não. A Segunda Guerra Mundial tem pelo menos duas versões, a versão americana e a japonesa. E se você chegar para os apoiadores do Hitler, por exemplo, e falar, conta aí como é que foi, o cara vai dar uma interpretação diferente. O ideal seria, num mundo hipotético...
você chegar pro cara e falar, fala tudo o que você acha sem medo de ir pra prisão, nem de ser linchado quando sair. Pra ele falar realmente o que ele tava pensando, porque você não vai chamar um ex-nazista que foi preso lá e falar, e o que você achou? Ele vai falar, é, realmente foi horrível, pensando assim pô, tô mentindo aqui. Fala real agora. É, teria que se mandar real. É, porque entender como é que Hitler conseguiu ter esse poder de persuasão todo, né?
E aí vem um documentário que é Arquitetura da Destruição. Você assistiu esse documentário? Sensacional. Porque Arquitetura da Destruição vai mostrar como é que Hitler usou a arquitetura até o uniforme dos oficiais nazistas. Como é que ele tinha... Eu não vou falar que ele tinha uma sensibilidade estética muito profunda, porque ele até foi recusado na academia de arte. Então era um cara meio fuleiro da cebola.
Mas ele usou o visual, a arquitetura, as cores e as formas como uma espécie de sedução para o movimento nazista. Isso é interessante. Você vê como é que a arte e a arquitetura trabalharam em favor do movimento tirânico daquele. O Hugo Boss, não é?
Ah, essa galera toda. O Boss, que marca de carro. A BMW. É, BMW. BMW. O Volkswagen Total. É, Volkswagen. Desculpa, acho que é Volkswagen. Todo mundo trabalhando para a guerra. A Adidas, né? A Adidas que não, né? Também. Tinha nessa época já? Será? A Adidas é o nome do alemão, pô. Ah, para. É, é o nome do cara. Mais uma pergunta.
Vamos lá, a pergunta da Suada 88. Ela fala aqui, ó. Cara, para com isso, velho. Você sempre lê as perguntas correndo para cachorro e Suada 88. Nessa sequência. É, são dos membros lá, mas só eles perguntam, cara. Vamos lá. Quer que eu leia outra pergunta? Não, não, se for boa, lê, né? Lê do Zé Colmeia, qualquer uma. Bota aí, velho. Tem outra, lê de outra. Bota Zé Colmeia. Então vamos lá.
O Guilherme Santos, ele colocou aqui, ó. O novo ciclo de tensão entre Ewa e Irã, com conflitos indiretos escalados... O que você falou? Ewa? Ewa. Aiwashka. Estados Unidos. Ewa, velho. O que é isso? É um cumprimento? Ewa.
Tensão entre Estados Unidos e Irã Com conflitos ingretos escalados regionais Esse moleque não tá puro hoje não, cara Tá não, tá não É falta de café É falta de café Vou adinir isso aqui de novo O novo ciclo entre tensão dos Estados Unidos e Irã Com conflitos ingretos escalados regionais Contradiz a ideia de fim de geopolítica Ou confirma que o poder hoje opera De forma menos explícita e mais difusa
É uma boa questão, isso é verdade, né? O poder não é tão evidente como era no passado. Você sabe quem... Bom, apesar que sempre a gente teve o pessoal agindo atrás das cortinas, né? Sempre, cara. Família Rockefeller, os outros. Exato. Mas a gente sabia quem eram os caras. Hoje em dia a gente não sabe. Não sabe. Agora vou falar uma coisa mais estranha agora para vocês. Irã tem muito a ver não só com petróleo, mas com gás natural.
E o gás natural, por incrível que pareça, tem uma relação direta com a produção de alimento, porque o gás natural produz os fertilizantes também. Então, a destruição do gasoduto Nord Stream e essa tentativa de assumir o controle do Irã, que tem a segunda maior reserva de gás natural do mundo,
Geralmente não se fala isso, se fala mais sobre o petróleo e a posição de líder regional que o Irã tem, porque o Irã é uma espécie de potência regional ali, porque eles influenciam indiretamente o Hezbollah no Líbano, o governo da Síria.
Os roots do Iêmen, o Hamas na faixa de Gaza. Então o Irã é como se fosse uma potência que patrocina outros estados satélites ali. Então derrubaram o Irã, você derruba essa estrutura toda. Mas o gás natural é vital.
A questão do gás natural, da destruição de alguns poços de gás natural e de transporte de gás natural, tem trazido cada vez mais um perigo de fome.
Falta de comida. Porque gás natural, fertilizante, produção de comida, tem tudo a ver. Existem várias ações sendo feitas atrapalhando o comércio e o fluxo do gás natural no mundo. Então, isso é preocupante para a produção de alimento. Agora, respondendo a pergunta, confirma ou não, ou infirma a tese do fim da geopolítica?
confirma, sabe por quê? Porque, assim como Eric Prince tá falando, Eric Prince é um cara que era do exército americano saiu do exército, criou a a ia falar Black Rock, né?
Depois vê aí pra mim... Eu ia falar Black Skull, também não é. Vê pra mim, homie, Eric Prince. Não é Purple Rain, não, tá? Black Block. Ele criou aquelas empresas de militares privados. Tem. Ele é o que criou a maior empresa. Ele vendeu a empresa, né? Mas o cara ficou bilionário. Não é tipo os Wagner lá? É, Wagner, só que versão americana. Ah, é? É. Eu esqueci. Me fugiu por algum motivo. Esse Eric Prince, ele falou, cara...
Arrumar encrenca com o Irã não é um interesse do povo americano. Isso não é America First. Isso não é Make America Great Again. Isso é um interesse mais israelense do que norte-americano. Aí o Eric Prince. Vê só o nome da empresa que ele criou. A empresa de... Como é que é? De mercenários e tal. Não sei como é que... Militares privados, né? Que você estudar isso aí também é interessante pra caramba, né? O nível de treinamento que ele tem com os caras é um negócio...
Enfrentou um escândalo porque teve um... Mataram umas pessoas inocentes no Iraque lá. Aí deu mó polêmica pra ele. Teve um monte de processo na cabeça. Mas essa história é interessante. E até aquela história também do sniper americano, Chris Kyle. Chris Kyle. Esse filme é com... Como é o nome daquele maluco? É o mesmo cara do... Esqueceu, porra. Como é que eu fui? A empresa é Blackwater. Blackwater. Blackwater. O ator não é o mesmo do...
Fez o filmezinho com a Lady Gaga ali, que dá umas pegas nela. Como é o nome dele mesmo? Que agora faz o maestro. Bradley Cooper. Bradley Cooper, é. Tá magrinho, né? O que é o Sniper americano? Sniper americano. Ele faz o papel na história real do Chris Kyle, que era o maior Sniper, que trabalhou pra essa galera também da Blackwater, dessas militares privados, né? Isso é interessante pra caramba.
Então, assim, se eu estou defendendo uma tese aqui que a geopolítica hoje tem influências externas que não funcionam para o bem da nação, mas para o bem de outras nações, segundo o Eric Prince, é uma pressão israelense sobre os Estados Unidos a atacar o Irã. Não é um interesse prioritário dos Estados Unidos, é uma pressão de Benjamin Netanyahu e de Israel sobre os Estados Unidos. Então, nessa linha, confirmaria minha tese de que a geopolítica hoje não é...
Um país tomando atitudes e decisões em favor de maximizar sua proteção, seu bem-estar e a sua população. Não. Às vezes é para favorecer uma terceira nação que está, por algum motivo, conseguindo pilotar à distância esse terceiro país. Tem mais? Agora é o correndo para cachorro. Não, já foi, né?
Foi, né? Foi. Daniel, é o seguinte. Faltou alguma coisa para fechar esse assunto? Agora é a hora. Está de bom tamanho. Então, agradecer demais. E pedir desculpa a vocês, que eu tive que me ausentar duas vezes por motivos de cueca molhada. Sabe aquele...
Você fala, não, cara. Aquele peidinho molhado, né? Você vai falar, eu vou dar uma... Um sambar aqui, ninguém vai ver. Vou dar um sambar e ninguém vai ver. Aí você fala, ih, cara. Aí escorre o melado, né? Aí você tem que ir até o banheiro, tirar, jogar fora. Você joga fora, moleque. Eu moro sozinho. Escolhe aquele óleozinho do radiador ali, né? Do motor, né? Aquele óleo...
Aquele que dá aquela escorrida, porque você sente que não é uma água, né, cara? É, você fala, ui. Aí troquei a cuequinha, fui lá no banheiro dela. Aí sim. Segunda vez, já tava sem cueca, fui já de novo no banheiro. Estou passando por uma viroça. Montar uma fralda logo, né? É, a fralda é logo. Fralda geriátrica. Meu pai tá usando, cara. Ele não quer que ninguém saiba.
Putz grila, corta aí. Mas ele não escuta, ele está assistindo esse programa, mas ele não escuta. Putz grila. É só não colocar a legenda, né? Não conta para ninguém não. Não conta para ninguém. Então agradecer demais. Valeu, galera. Saindo daqui, eu recomendo vocês que vão até a Arca, que lá sempre tem conteúdo a mais do que tem aqui, tem vídeos exclusivos. A gente vai abastecer lá também com coisas que a gente vai começar a gravar aqui.
fora do programa. Com certeza. E fiquem atentos também. Isso tem link na descrição e QR Code na tela, certo? Tá tudo ali. E esse ano a gente vai fazer algumas coisas ao vivo. Presencial. A gente tem que tirar do papel isso aí. Eu tô empolgado também. Eu já falo. Vai bombar. Se deixar público, aí depois a galera cobra. A galera cobra e a gente vai. Mas espere a gente no teatro, trocando uma ideia com vocês. Bora, vai ser muito maneiro.
Vai ser legal pra caramba aí, rodando no Brasil. Então é isso. Valeu, Vilela. Recados.
Não, é só isso aí. Mandar um abraço para a galera, agradecer. Está ainda todo dia no seu canal. Estou lá de segunda a sexta. Faça chuva, faça sol, bater no cartão. Até nas férias você faz, cara. Até férias, meu irmão. Você está em Portugal, está fazendo, está em Espanha, pode fazer. Então, o negócio é esse. Eu fico pensando no teu business e no meu, como é que é. O teu, você grava as paradas às vezes e consegue deixar ali na manga e dar um rolê. Você não dá.
Você muda muito, né? Você gravou uma coisa hoje. Por um lado eu penso assim, eu poderia deixar um monte de coisa gravada. Mas eu trabalho em cima da notícia do dia. Imagina, começa a guerra no Irã. Tá todo mundo falando de guerra no Irã, tô eu. Não, porque o negócio do ICE no estado... Eu quero ouvir do Irã. Então onde eu tô, vou ter que...
gravar, meu irmão. Você é um escravo da notícia. Putz, eu tenho que fazer todo dia. Eu fico pensando, você tem que estar no estúdio, eu tenho que estar no ao vivo ali. É, ao vivo, você tem a vontade de poder estar em qualquer lugar. Pode estar em qualquer lugar. Eu queria ter essa vantagem. Estou no Havaí, fazendo aí. Eu e o Homer aqui. Não você e eu no Havaí. Eu não gostaria dessa cena. É, você é uma melhor companhia, inclusive, porque o Homer é casado.
Essa cena não ficou legal. Eu e o Homer no Havaí. Não, o Homer aqui, eu no Havaí. Fique bem claro. Isso.
milhares de quilômetros de distância. Por que a gente não faz o contrário? Você é aqui, eu não. Você é tão legal. Era o melhor, né? O cara chegou agora e já quer seitar na janela. Na janela, na janela. Tem cinco anos de programa. Quanto tempo você está aqui? É apenas uma sugestão, né?
O bigode é capaz de falar, não, leva eu então. É o último que chegou. Mas é isso daí. Homer, o que você tem que falar agora? Bom, agradecer demais aí a nossa patrocinadora Insider. Link na descrição que é recorrer na tela. Se você não chegou aqui, cara, você tá aí panguando.
Então já deixa aí o seu like Dá o like, merece demais Acompanhe os outros programas, eu tenho uma playlist Chamada Ligando os Pontos, você pode achar todos os programas Aqui comigo e com o Daniel E você sabe, ele não é um programa Linear Quem gosta de programa linear não é esse Se você quer um assunto, ah eles vão falar só sobre isso Não, a gente vai sair daí Vai falar sobre Caganeira Depois vai lembrar de um filme Vai lembrar de uma série, aí vai lembrar de um livro Vai lembrar do pai do...
Do meu pai, teu pai. Do meu pai. O Rômeo vai fazer uma piada ridícula. Vai voltar... É assim, cara. Vai falar que o Begode está fedendo. Exatamente. Então se prepare, porque ligando os pontos é só isso, cara. É zoeira, teoria da conspiração, fato, o mundo espiritual. Dica de f...
Filme, de livro. Lembra do Arquivo X? É isso, cara. Eu quero aquela experiência que você achou no Arquivo X. Tinha um programa que era sobre alienígena, outro era o Ghost. É, igual o Black Mirror. Black Mirror, exatamente. Um é o cara encaçapando o porco, o outro é a menina estar presa numa dimensão paralenta. Deixando claro que o Daniel e a gente sempre falam isso daqui é teoria. Isso. Isso daqui é piração demais.
Mas é legal vocês ouvirem, porque é engraçado. E isso é fato, isso está acontecendo. Então a gente faz essa diferença aí. Não é, Romero? E o que o pessoal escreve nos comentários para provar que chegou até o final? Para provar que chegou até o final, coloca aí. Estou vendo o Chicago.
O cara fez o link, cara. Uma piada com a minha caganeira. É um gênio. O Vilela tava no banheiro. Eu falei, Vilela, vem ver a notícia nova que saiu. Ele falou, não posso, tô vendo Chicago, né? Exato. Tô vendo Chicago. Escreva nos comentários, prove que você chegou até o final. Fiquei com Deus. Beijo no cotovelo e tchau.
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