1818 - COMO O CRIME SE PROFISSIONALIZOU: PRACINHA, BRITO E CAP. MOREIRA
O PRACINHA é YouTuber, RÔMULO BRITO é policial civil e CAPITÃO MOREIRA é policial militar. Eles vão bater um papo sobre o combate ao crime no Rio de Janeiro. O Vilela não tem medo de violência, mas prefere evitar.
- Profissionalização do CrimeEvolução das facções criminosas · Milícias e tráfico de drogas · Impacto da narcocultura · Relação entre crime e política · Desafios da segurança pública
- Eleições Rio de JaneiroConvivência com o crime · História das comunidades · Percepção de segurança
- Segurança OperacionalVontade política e segurança · Integração de políticas públicas
- Desafios da PolíciaIntegração entre polícias · Limitações legais e operacionais · Percepção pública da polícia
- Impacto das Redes SociaisImpacto da narcocultura · Representação da polícia · Desinformação e narrativa
Olá, terráqueos! Agora temos um estúdio na Cidade Maravilhosa. Em uma parceria incrível com o hotel Rio Otton Palace, estaremos debruçados sobre a praia de Copacabana com convidados especiais, sempre debatendo e comentando os assuntos mais importantes para o Brasil. Então você está mais que convidado para colar com a gente. Vem!
É o mês de aniversário da Insider, nove anos de história não seguindo tendências e sim pensando em processos antes do produto final. Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vileira e está começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais...
periculosa, perigosa do que a minha do que a sua. É verdade. Você tá sempre protegido no seu bunker lá na zona leste. Zona leste. Bem embaixo do estádio do Corinthians ali. Super protegido. Quando a galera tá lá, então, aí eu tô mais protegido ainda. Você tá sendo preconceituoso. Você tá falando que quando a torcida do Corinthians tá dentro do estádio tem menos assalto, é isso que você quer dizer? Não, não. Eu tô dizendo que quando a torcida do Corinthians tá lá, eles são todos meus parceiros.
Meus brothers, amigos meus. Até gaguejou agora, hein, Ler? Mesmo sendo o São Paulinho do... São Paulinho do...
São Paulino e moro do lado do estádio do Corinthians. Eu sou corintiano e moro do lado do estádio do São Paulo. Tá errado isso, né? É verdade. Você sabe que eu vi algo curioso essa semana sobre o Corinthians? Lá vem. A criançada, quando vai tomar a vacina agora, os médicos ou os enfermeiros estão falando pra galera assim, enquanto eu tiver tido a vacina, grita, vai Corinthians, que aí não dói. Aí tem um vídeo que tem um monte de criancinha gritando vai Corinthians na hora que tá tomando a injeção, cara. Muito legal isso aí.
Olha a tóra do nada, Ler. Eu nem sei se é verdade. Mas não sei se é verdade. Ô, Ler, como que... Cara, você bebê hoje, você tá muito alegre, velho. Tá muito alegre. O que o pessoal faz pra participar dessa live? Hoje é uma live especial direto do Rio de Janeiro, do hotel Otto. Exatamente. Estamos aqui na praia de Copacabana. Então, já deixa o seu like aí, já se inscreve no canal, já se torna membro também. Por quê? Se tornando membro, você tem acesso direto ao que vai acontecer no nosso podcast. Sabe da nossa agenda.
Exato. Exatamente. Privilegiado, né? Informações privilegiadas. Mas pode mandar um superchat para ajudar a gente, não pode? Pode, pode. Vai mandando aí que se for uma pergunta boa a gente lê. É, mas não vai ler. É. Vai ler dos membros. É, também. Que eles pagam para a gente. Exato. Por mês. É, exato. Pouco. Cinco reais, dez reais. É, é. Nada.
Vamos ser justos, né? Exato. Melhor tomar uma vacina e gritar vai, Corinthians. Não sei onde ele tirou esse história. Agora é o seguinte. Temos três novatos aqui, Lene. Três caras que nunca vieram no podcast. É verdade. É verdade. Estou sabendo daquele meu defeito lá? Eu vou ter que falar, né? Fala, fala. Bom, é que o Vila era um cara interesseiro. Tem que trazer presente pra ele. Eu só chamo a galera pra receber presentes inúteis e colocar no meu cenário. Quem quer começar? Pracinha? Começa mesmo?
Eu quero o Brito começando, que a bagagem dele é bem misteriosa. E vai lá, Brito. Um é 10 reais ou um presente misterioso? Coloquei um lacre aí, né? Deve de segurar. Isso aí é bem segurado, que é melhor rasgar. Puxa o gulacho pra cima. Vai saltar nada na minha cara. É que eu quero não. Olha só, rapaz. Que legal.
E é de verdade aqui? Não, é só... Na verdade é só o estojo, né? Só o estojo da munição. É flagrado, é. 12 CBC. O que é CBC? CBC é a marca, na verdade. Ah, tá. E 12 é... É o calibre. Calibre. Olha só. Vai ficar bonito aqui no cenário, hein? Pô, obrigado demais. E vocês? Ah, mas se apresenta. Qual que é a câmera dele, Luciano?
mais pra lá, se apresenta pro povo sou Romulo Brito, sou policial civil há 13 anos e com a roxa no Fala Guerreiro Cash muito bom, então esse aqui é o presente inútil todos os caras embalaram sabe que era presente inútil não presente útil esse aí é bem legal pra você
Esse tem todo um significado. Explica pra gente aqui. Então, pra você ele vai acabar sendo inútil porque você não vai usar ele como ele pode ser usado, como ele for usado. Eu, como bom soldado, no sentido estrito, cumpridor de missão, a gente usa essa farda nos anos de combate e ela foi bastante experimentada. Viu bastante combate, suou bastante. Teve bastante em campo ela. Teve bastante em campo. Até essa semana ela estava em campo. É mesmo? A gente nem lavou. Tá aí do jeito que veio do combate pra você.
É, a missão é difícil. E você? Os caras estão sendo embarazados. Já se apresentou? Não me apresentei. Ah, você se apresenta pra lá. Nessa aqui? Sou o capitão W. Moreira, estou na Polícia Militar de 17 anos, atual porta-voz do BOPE, chefe da Comunicação Estratégica.
É isso, sucinto, espartano E tem o queixo do Batman Oi, Lenny Se ele colocar a máscara do Batman, ele já tem o furinho lá Aqui, ó Só que no Rio não dá pra ter o Batman Porque ele fica todo Queimado só essa parte aqui, que toma sol E o resto é quando ele vai andar de Bruce Wayne O pessoal vai falar, ah, é o Batman Não dá, não é verdade Agora é você, rapaz A coisa dele é aquela, né? O meu é humilde, veio no bolso
Mas isso aqui é um presente inútil. É uma .50. Isso atravessa o quê? Isso aí só atravessa o blindado. É o que o policial militar enfrenta todos os dias na rua do Rio de Janeiro. Os policiais do helicóptero não, mas eles atiram no helicóptero. Atiram no helicóptero. .50 é esse, então? Sim. Isso aqui é de guerra, né? Sim. E é o que a gente encontra nas ruas do Rio de Janeiro.
Mas, cara, os bandidos não seguem as regras? Porque não podem usar o .50, eles não seguem a lei? Não, quem não segue é o bandido. O policial tem que jogar dentro das quatro linhas. E o bandido não segue as regras, então? Não, ali o cara tem o quê? Dá a morrer, tem tudo. Importante dizer para o público que isso é uma munição desativada. Não, é uma rap, é uma rap. Olha só.
Explica o quê? Essa parte da frente é o projeto. Atrás você vai ter a espoleta.
Ela vai ser acionada por essa parte de trás. A agulha bate atrás, vai queimar a pólvora e vai fazer o disparo desse projeto. Esse projeto, é bom frisar, é que ele é antimaterial. Ele é usado em situação de guerra. Contra blindagem. Até pela legislação internacional não poderia ser usada contra pessoas. E é usada? É, os terroristas fazem isso. Pelo menos organizações criminosas. É um pouquinho do que a gente tem na realidade do Rio de Janeiro. Caramba! Vamos falar um pouco... Já se apresentou? Não, não.
Meu nome é Opracinha e eu sou influenciador policial aqui do estado do Rio de Janeiro. É policial? Aí, se tu ainda tem dúvidas, já é um problema. Não é meu. Mistério. Mistério. Iremos descobrir durante o podcast. Será que eu sou da BIM? Vou fazer perguntas durante o podcast e a gente vai descobrir aí. Aí, a galera, vamos ver se tem dúvida até o final. Eu queria pedir aos senhores o seguinte. A gente que é de São Paulo está numa realidade diferente daqui.
Se a gente podia falar sobre a realidade do Rio de Janeiro e essa convivência com o crime aqui, como que ela é? Se puder até fazer um histórico de como era no passado, como que está hoje, o jogo do bicho, o tráfico, as milícias. Como que essa convivência aqui...
aqui é tão próximo, né? Você vê as comunidades perto daqui da Zona Sul e tal. Em São Paulo é um pouco mais afastado, né? A pediferia. Como que funciona? Eu digo que o Rio de Janeiro, né? Todo bairro tem uma favela pra se chamar de sua, né? Aqui onde a gente tá, em Copacabana, qual que é mais perto? A gente tem duas ou três, né? Tem duas ou três. Margueira, Babilônia. Eu fui lá no BOP e no BOP tem uma comunidade do lado. Cavalhos Bastos do lado.
Faz muro com BOP. Que não tem... Tráfico. Não tem nenhum tipo de crime. Por que será?
é uma coisa que a gente pode escorrer exato, vamos falar então aqui no Rio o que o Fabi está se arrastejando aí ninguém se para no podcast é isso aqui é um padrão globo não é padrão globo aqui infelizmente a classe operária é quem acaba ocupando esses espaços conhecidos como comunidade ou favela, para quem quiser chamar escolha esse adjetivo está prometendo está prometendo está prometendo está prometendo está prometendo está prometendo está prometendo está prometendo está prometendo está prometendo está prometendo está prometendo está prometendo está prometendo
Quando você pensa na construção da Barra da Tijuca, forma-se ali a comunidade Rio das Pedras, dominada pela milícia. Quando você pensa na construção do recreio, você pensa na comunidade do terreirão. Quando você pensa no aterro do Flamengo, Copacabana, Ipanema, quem construiu isso aqui, mora aqui atrás, nas favelas. Isso é uma realidade que o cara não precisa ter nenhum viés ideológico para poder compreender.
Tem música aí do Zé Ramalho, se não me engano. Tá vendo aquele edifício, moço? Eu também trabalhei lá. Essa galera que tá aqui nos acessos do morro, sem uma oportunidade, mas que segue trabalhando duramente, saindo todos os dias pra trabalhar. E aí, essa desorganização não diz respeito a essas pessoas, mas diz mais respeito à sociedade como um todo.
Tem muita gente do bem nessas comunidades complexas do Alemão. Cantagalo, Rocinha. É uma grande maioria, né? E aí 1%, 1% que escolhe o crime lá, acaba usando o subterfúgio de vítima do sistema. Enquanto houver um morador na Rocinha saindo 5 horas da manhã para trabalhar...
pagando suas contas dignamente, eu vou custar acreditar nesse subterfúgio da perseguição do sistema. O sistema existe, ele é injusto, ele é cruel, mas tem pessoas que ousam desafiar. O maior desafio do sistema é esse, é você viver no meio social desse e dizer, eu vou trabalhar, vou buscar sair daqui. A minha realidade é um pouco parecida com isso. E a cada dia que passa, você tem a...
As pessoas tentam desacreditar, mostra que essa cultura do tráfico é muito mais vantajosa do que você seguir os caminhos legais. CLT, trabalhando direitinho. A questão da ostentação, esses grandes influencers, que são influências, que acabam contaminando esse cenário.
E o Rio de Janeiro, como o Brito falou, a Barra, que tem ali hoje também a Cidade de Deus, que foi essa expansão territorial, que tinha um tamanho considerado, que eram casas populares, e hoje você tem um tamanho, um bairro gigantesco.
que acaba ficando largado ali, porque o crime acaba ocupando hoje. No passado, há pouco tempo, a gente tinha a questão das barricadas, né? E hoje ali já foi retirada essa questão, mas mesmo assim acaba se tornando uma parte impenetrável da cidade. A gente está falando sobre comunidade, porque antes de surgir o que a gente vê hoje, tráfico de drogas, surgem as comunidades.
Óbvio que eu falei das comunidades mais modernas, que você vai pegar as mais antigas, você tem a Providência ali na Central do Brasil, que foi quando houve a libertação dos escravos, não sei se pode ser usada essa expressão, mas quando houve, essa galera não tinha para onde ir. Eles não podiam mais conviver no meio social ali, onde estavam como escravos. Eles eram livres, porém, não foi assegurado a eles nenhum tipo de direito. Ah, vocês estão livres.
mas se virem agora. Então, boa parte desses escravos ocupou ali a providência, ali por trás da Central do Brasil de Janeiro, uma das primeiras favelas que se tem no Rio de Janeiro. Por isso que é importante falar, porque a gente fala como surgem as favelas, as comunidades, para depois a gente evoluir para o roubar banco e depois para o tráfico de drogas, de que forma que a contravenção penal, o jogo do bicho, se vincula a isso.
Mistura tudo. O crime no Rio de Janeiro mistura tudo. Mistura contravenção, ladrões de banco, políticos, para você tentar entender o que acontece hoje em 2026. Então, seriam necessários vários programas. Ainda bem que você fez excelentes programas com o Joel Pavioti, você fez com a Verinha Araújo, fez com o Felipe Cury, fez também, né? Felipe Cury, governador, coronel Menezes.
porque realmente é necessário muitos programas. Não existiria uma explicação simples para um problema tão complexo como o Rio de Janeiro. Então, fica até difícil se acreditar em esse ou aquele governador. Nós vivemos no estado... Quantos governadores foram presos? Todos eles. Mas vamos... A questão histórica que ele falou sobre a formação social das comunidades...
periféricas, ela tem essa formação e também tem a questão da formação das facções, como a gente já conhece hoje. O Comando Vermelho remonta ao final dos anos 70, início dos anos 80, com o ajuntamento de presos políticos com os presos normais no presídio em Angra dos Reis. A gente começa essa conjunção de práticas delituosas.
Antes, não existia o tráfico de drogas, existiam os roubadores de banco. Eles começaram com os assaltos a banco. Chegando nesse presídio em Angra, eles começam a ter acesso a informações de estruturar as quadrilhas. Com isso, eles vão ganhando alguns tipos de conhecimento.
O Rogério Lumbreg, que é, se não me engano, é esse o sobrenome dele. Rogério Lengruber. Lengruber, é isso. Ele é um dos formadores, junto com ele é um professor, ele faz a cartilha do Comando Vermelho, dali surge a Falange Vermelha, que depois vem a ser como CVRL, que é em homenagem ao fundador.
E dessa formação vão saindo as outras organizações criminosas. Inspiradas? Que são dissidências. É o cara que faz curso. O cara que brigou. Aí tem o terceiro comando, depois tem o ADA. Depois vem o TCP. O comando vermelho teve vários nomes. Como bem colocou o W. Moreira aqui. Existiam os roubadores de banco. Então existiam quadrilhas já, mas não eram grupos como são hoje as organizações criminosas.
do Rio de Janeiro. Certa vez eu conversei com o Felipe Cury e nós tratávamos sempre o Comando Vermelho, o Terceiro Comando, como exploradores da venda ilegal de entorpecentes. E o Felipe Cury falou não.
Hoje, a venda de entorpecentes é só mais um produto do crime que está naquela prateleira. Eles estão diretamente envolvidos em roubo à carga, roubo automóvel, extorsão de moradores e comerciantes. Mas você precisa entender essa história. Existiam os grupos de roubadores de banco.
que moravam ali na CDD, moravam nas comunidades da Ilha do Governador, entre outras, mas eles não conseguiam criar uma ideia, uma organização, uma estrutura. Então, nessa ilha, lá no presídio de Ilha Grande, tinha esse presídio onde misturaram presos políticos com esses assaltantes de banco. Então, o que eles precisavam estava ali.
um pouco da cultura da organização. Esses presos passaram a conviver junto e, a partir daí, surgem todos os problemas, começam a surgir, na verdade, todos os problemas que nós enfrentamos hoje. Ali tinham três pessoas especificamente, mas a gente tem que lembrar também do Turcão, que era um contraventor que foi o primeiro a trazer a cocaína para o Rio de Janeiro. Então, esses caras saem desse presídio.
o Rogério Lengruber, Escadinha e Professor. E montam ali a Falange Vermelha. Depois passou a se chamar Falange do Jacaré, depois começou a se chamar Comando Vermelho Rogério Lengruber, depois Comando Vermelho Jovem, na época do Massinho VP, e depois apenas Comando Vermelho.
Tem uma divisão ali envolvendo o E, uma traição do E que mata o Evandro, o jogador. Supostamente o padrinho dele no crime, foi uma grande traição na história do crime. Por conta disso, depois você vai entender aquela rebelião lá no presídio em Jericenó, em que o Beira-Mar...
mata o E e outros criminosos ali, aí o Celsinho da Vila Vintém, que era ADA, com essa confusão lá no Complexo da Alemã, é importante falar que essa confusão envolvendo o Evandro Jogador, Evandro Jogador o nome, né? Sim, que era o nome. Evandro Jogador e o E, surge uma outra facção, que era ADA, amigo dos amigos. E que também, a partir desse momento, surge o terceiro comando, que lá na frente vai virar terceiro comando puro.
formado por Ney Facão e outras pessoas. Então, nesse momento, também, agora já na década de 80, começam a chegar as primeiras armas longas no Rio de Janeiro. O fuzil M16, muito usado no Vietnã pelo exército americano, chega ao Rio de Janeiro.
No final da década de 70 e 80. E subsidiado pela venda de drogas. Já na transição do assalto a banco... O dinheiro das drogas já começa a ficar muito maior. Então já tinha cocaína, já tinha criminosos dispostos a praticarem o crime, agora eles estavam organizados e estavam se dividindo em organizações. Tinha a organização Comando Vermelho, a organização Terceiro Comando Puro,
E a organização ADA. Não se tinha milícia ainda. Você recebeu aqui também o nosso amigo Rodrigo Pimentel. Que quando ele lança o Tropa de Elite 2 existe um momento. Se você assistir o Tropa de Elite 2 você vai saber que momento é esse.
É o momento em que personagens que representavam policiais corruptos sobem à favela para receber o tal do arrego, que seria o dinheiro da corrupção. E o traficante vai e fala que, pô, Rocha, não tem dinheiro, pô. A única coisa que tem é esse dinheiro aí. Aí o Rocha vai perguntando, mas de onde é que veio esse dinheiro? Onde é que tu arrumou esse dinheiro? Ah, cara, isso aí é da gatonete do gás. Aí o Rocha tem a ideia.
Então ali, o Pimentel usou essa cena, né? A cabeça do Pimentel é uma confusão organizada. Ele é um monstro criando. E criou isso ali para explicar de uma forma muito simples como surgiu a milícia. E daqui a pouco, nesse bate-papo, você vai perceber que o tráfico depois inverte. Ele faz como se fosse uma engenharia reversa daquele momento.
Então começa a milícia, Rio das Pedras, Terreirão, toda a zona oeste do Rio de Janeiro ali, Campo Grande, aquele pedaço de Campo Grande, Carobinha. Carobinha. E aí surge a milícia. É uma ação de, tipo, máfia, né? A milícia, a desculpa inicial da milícia, ela era oferecer proteção contra o narcoterrorismo. Exatamente. Essa era a desculpa inicial. O cara que fumasse, estava fumando droga ali no bairro, o cara usando maconha, o que seja. Roubando. Ele roubando, ele expelia esse cara daquela região.
Se o morador, ele usasse droga na casa dele, não, não vai. Aqui nessa hora, não. Aqui é seguro. Entendi. Isso já está nos anos de 2000, né? Traçamos esse história. É, é. Por volta de 2004. 2004 e adiante. Início dos anos de 2000 surge esse fenômeno do...
governo garotinho na época, que rolou essa confusão também. Aquele governador ali faz remissão ao garotinho, faz remissão e nem era, porque acho que nessa época especificamente era a Rosinha a governadora. Era a Rosinha a governadora. Aí tinha aquele outro personagem que fazia um programa de jornalismo. É o Wagner Monte? Não é o Wagner Monte? Então o Pimentel brincou com o imaginário das pessoas. É... Para entender.
E explicou muita coisa de uma forma... Ficção. Você pergunta, Pimentel, isso aqui, essa pessoa é essa pessoa, ele. Eu não nego, porém, também não posso afirmar, isso é ficção. Fique a sua entendimento. Mas, recapitulando, então nós falamos da época dos roubadores de banco, roubadores de banco vão para a Ilha Grande. Formação das favelas. Formação das favelas. Divisão das facções, surgimento da milícia.
A milícia surge, como o Pracinha falou, ela surge uma necessidade. Que necessidade era essa? A sensação de insegurança. A população não se sentia segura naqueles bairros, principalmente os bairros mais afastados. Então surge ali a figura do que nós chamávamos, eu morei numa favela durante muito tempo, nós chamávamos de os quebras, que eram os caras que resolviamamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentos
os problemas que a polícia, à época, não resolvia. Então, eles matavam, torturavam pessoas em nome de uma segurança. Mas eles perceberam que isso só trazia problemas para eles. Eles não ganhavam dinheiro para isso, ganhavam o respeito, o medo das pessoas que moravam ali, mas eles não tinham receita. Alguém teve uma ideia. Tá.
E se a gente começasse a cobrar dos comerciantes por essa segurança? Uma taxa módica. Cobraram, os comerciantes aceitaram, afinal, pareceu bom, e começaram a pagar. Mas quem não podia pagar? No primeiro momento, eles aceitavam que era voluntário, era uma taxa voluntária. Daqui a pouco, passou-se uma taxa obrigatória. Daqui a pouco, essa taxa passou a atingir os moradores também.
E daqui a pouco, tá, mas só isso não dá. Tá, ok. Então, hoje só nós podemos vender gás aqui ou algum dono de depósito de gás que nós escolhermos e todos terão que comprar gás com esse cara. Então, a gente fazia um arrendamento da região para um determinado...
Eles começam a ocupar o espaço, no caso da questão que a polícia não resolvia, porque a polícia vai pelos meios legais. Sabe quem é o cara, mas eu não posso pegar o cara. E aí a milícia falava, aquele ali é o Brito. O Brito, ele é o Ajo de Roubar. Então vamos dar um pau no Brito. Ela surge com características de legítima, porque no início, hoje isso não existe mais, mas no início a milícia...
ela surge como a dissidência da polícia mineira, que eram policiais que se organizavam para defender o seu bairro e praticar outras atividades. Ela começa a sair da ideia inicial desses policiais quando começam a receber ex-policiais, ex-bombeiros, egressos das Forças Armadas. Essas pessoas não tinham emprego.
O policial tinha, o policial tinha o emprego, tinha o medo da demissão, da prisão, da desonra que vem com o crime. Então tem um momento que esses policiais se afastam desse grupo. E aí surge a milícia pura. Extorsão, exploração de território. A gente já vê ali no Tropa de Elite, aquela ocupação ali.
E um dos pontos também que o Brito falou sobre a evolução do tráfico. Hoje, o crime organizado não está só preso na questão gato net, ganho de gás, entre outros pontos. Por exemplo, hoje, é até sabão em pó.
o homo ele é falsificado e ele influencia diretamente na questão das facções criminosas principalmente comando vermelho ultimamente a embalagem do homo, pra quem não sabe ela tem um igual a nota de dinheiro ali, uma marca d'água você consegue saber se ela é falsa ou não
e muitas facções aqui no interior do Rio no caso, desculpa, muitas facções não no caso o Comando Vermelho aqui no interior do Rio tem falsificado embalagens de homo vendido a grandes marcas mercados grandes pelo país e tudo mais mês passado, por exemplo, lá pelo Procon a gente aprendeu, se não me engano foi mais de duas toneladas de sabão em pó falsificado ele tem uma marca d'água e até a próxima
Por exemplo, no caso do sabão em pó, dá para saber. Por exemplo, ele não é fechado com cola quente, entre outros pontos. E também no comércio de bebida, que é o que aconteceu em São Paulo. Que deu a questão, inclusive. A questão do metanol fazendo essa transferência.
Os outlets que a gente tem hoje, muitos aqui, por exemplo, esse que a gente encontra no Rio de Janeiro, não esses da Austin Lewis, vale importante falar, mas esses que vocês veem espalhados em Campo Grande são oriundos de facções criminosas.
E é uma das coisas que a gente vem intensificando bastante, o trabalho em cima disso. Essa lógica que o Brito e o Pracinha estavam falando da dinâmica criminal que a gente vê hoje, ela vai muito além da venda de entorpecentes. Ela é uma lógica de dominação territorial. Com a dominação territorial, eles vêm explorar as atividades econômicas, desde luz, água...
Gatonete, como o Brito falou, gás. Então, por exemplo, a construção irregular em 2019, a gente teve um episódio na Musema, onde 24 pessoas faleceram, onde caíram dois prédios. Então, a gente vê que a dinâmica criminal ficou bem mais complexa. Inicialmente, você vê que existiam os roubadores, eles passaram para o tráfico.
começou uma dominação territorial com uma pseudo, desculpa, de proteger contra outra facção, veio a milícia com essa lógica de exploração econômica, o tráfico adota essa medida de exploração econômica e o tráfico em si de leitorpecente vira uma das muitas atividades, não sendo mais a principal. Hoje teve até um dado que o Pimentel expôs, que fala assim 20%. E aí
da receita do tráfico vinha de droga. Então, a gente já vê o quão dinâmico é esse tráfico de entorpecentes. Teve o episódio também onde 60 fuzis foram apreendidos no aeroporto, vindos de Miami, que estavam escondidos em material para esquentar água, boiler.
Então isso mostra o nível de complexidade da operação. Eram 60 fuzis escondidos de madeira industrial. Então a gente já não está falando mais de simplesmente pessoas com fuzil na rua, o que já seria absurdo. A gente está falando de um nível de complexidade muito maior, uma atividade criminosa, uma organização criminosa, como você até colocou, com aspectos muito mais...
dinâmicos do que simplesmente traficar drogas e hoje nas redes sociais em cima de influenciadores que aí entra a narcotura que é o que acaba entrando ali como culto também a questão o próprio funk em si também eles injetam nesses artistas que você fala, como esse cara fez talento tem muito dinheiro que é feito pra isso pra lavagem de dinheiro
E aí a gente seguindo naquela evolução gente já falei aqui, a Vera Araújo teve aqui no Inteligência, tem episódio da Vera Araújo aqui no Inteligência Limitada e o Joel já veio aqui algumas vezes cara, eu tenho uma profunda admiração pelo Joel acompanha esses outros episódios vocês vão ver que
É mais aprofundado, a gente está falando de forma rasa sobre o assunto, só para que vocês possam compreender. E aí houve a engenharia reversa do tráfico em relação à milícia. Parece que eles relembram que no passado, conforme aquela cena do filme escrito pelo Rodrigo Pimentel, o tráfico passa a entender que é muito mais arriscado eles continuarem trazendo drogas e armas.
Porque eles podem sofrer uma abordagem da polícia militar no caminho e perder uma tonelada ou duas toneladas de pasta base de cocaína, por exemplo. Isso é um prejuízo imenso. Podem perder um carregamento de armas, como foram aqueles fuzis apreendidos no aeroporto, fuzis AK, que foram o tipo de fuzil que foram apreendidos, que é um 762 curto.
É um fuzil que causa um dano absurdo. É um excelente fuzil. É um fuzil utilizado nas principais guerras do mundo. Então, o tráfico, percebendo isso, alguém no tráfico pensou, cara, nós precisamos arrumar uma outra forma de ganhar dinheiro. E mais especificamente, a partir de 2019, eles começam a trabalhar a expansão territorial.
as comunidades começam a crescer. Não crescer a comunidade geograficamente, mas o tráfico dentro da própria comunidade e ganhar outros territórios. Então aquela extorsão que antes era praticada pela milícia era tipicamente da milícia, o monopólio do gás, o monopólio da internet. O Comando Vermelho, o Terceiro Comando, isso começa com o Terceiro Comando. Muitas pessoas falam que o Comando Vermelho faz isso há muito tempo. Não, isso começa com o Terceiro Comando.
Nós temos regiões aqui, principalmente na Baixada Fluminense, em que existem condomínios em que moram ali 4 mil famílias. E cada família paga para o terceiro comando 200 reais. Você faz essa multiplicação e vai ver que passa de 700 mil reais. Mas, cadê, traficado é muito trabalho, né? E aí a gente chega nesse aspecto, que é o boom dessas organizações criminosas. Houve uma limitação.
por parte do judiciário. As pessoas chamaram de ADPF das favelas. Eu chamaria de ADPF da expansão do crime, porque a partir dessa ADPF, a ADPF 635, na época do ministro Fachin, foi um pedido feito pelo então deputado, o senador Molon, não lembro qual era a função dele na época, que ela surge como um plano de fundo, como o argumento de que era em prol do morador.
da comunidade, mas quem se beneficiou disso de verdade foram os criminosos. A prova disso é que essa DPF surge em 2019, a polícia só vai fazer a operação como fazia antes, com muitas restrições, com uma série de justificativas. Para vocês que acompanham o Vilela, o Vilela não fala um assunto muito aberto, talvez você que é espectador do Vilela não saiba, mas a DPF 635...
ela tinha várias restrições para operações policiais no Rio de Janeiro. A polícia tinha que comunicar uma série de órgãos não policiais, comunicar a defensoria pública, tinha que comunicar a escola, tinha que comunicar a rede de saúde, tinha que comunicar o Ministério Público, tinha que comunicar a Justiça. Esses são os que eu me recordo. Qual a probabilidade dessa operação vazar?
É imensa. E às vezes um estagiário, alguém vai saber. Alguém sempre fala com alguém, né? Por exemplo, aí você vai chegar em casa e vai fazer o quê? Pô, amor, amanhã eu vou ter que trabalhar, vou ter uma operação. E para não passar pano para a polícia, que a gente não está aqui para isso, nós sabemos e admitimos que ainda que minimamente existem policiais de conduta desviada, são criminosos que ainda...
usam uniforme policial. Lamentável que isso aconteça, mas qualquer organização que você for procurar iniciativa privada ou pública terá esse tipo de pessoa. Essas pessoas já vazavam operações, agora você imagina quando você abre o leque de possibilidade para o vazamento. Fica difícil até de identificar quem vazou a operação.
Com essa série de restrições, a polícia volta a operar em 2020, 2021, mais ou menos. Não, leva mais tempo. Pandemia ainda. A gente teve pandemia. 21, 21. Mas 21 a gente já estava operando. 21 a gente já estava operando. E eu me recordo de uma operação no complexo do Alemão, em que a gente se depara com um novo tipo de barricada.
Uma barricada de quem claramente teve tempo para se reorganizar. Eles expandiram a barricada. Não estava mais naquela zona concentrada lá no miolo da favela. Ela foi para a beira do asfalto. Uma área estendida já dentro do contexto. Hoje existem lugares na zona norte do Rio de Janeiro em que a pessoa trafega de ônibus e enxerga o traficante de fuzil. Isso antes não acontecia.
Isso não acontecia. Hoje, se o cara pega, por exemplo, uma linha de ônibus chamada Caxias Usina, que sai lá da Baixada Fluminense e vem aqui pra zona norte do Rio de Janeiro, as pessoas vão ver criminosos andando de moto armados com fuzil. Isso aí sempre é de muito. Ele vindo de São Paulo chegando ali, cidade alta. Tem placa. Não, o cara vê o cara armado e as barricadas, né? Por exemplo, tem barricada ali na alta.
Que a gente tá falando daqui ali na parede e um buraco de um metro e meio pra baixo. Passando aqui no Brasil não dá pra ver, não. Não, ali na entrada da... Quando você vem da... Quando você desce ao Astolui, você tem o retorno do Açai, o cara já banca de fuzil ali. Por exemplo, eu e você, que é um rosto conhecido, a gente não consegue entrar na Porto Velho. Porque o cara te aborda na pista de fuzil. Então a gente fez um resumão pra que as pessoas possam entender a realidade que a gente vive aqui.
essa DPF prejudicou muito tudo isso. E a sensação que se tem aqui, sendo policial e sendo analista de segurança, é que sempre que a polícia parece que está se igualando no nível de combate com os criminosos, eles são despreparados, eles não têm treinamentos, eles não sabem a melhor forma de usar os equipamentos que tem. A polícia é técnica.
A polícia é objetiva, mas a polícia trabalha dentro de uma regra. Essa regra é a lei. O criminoso não tem nenhuma regra que limite a sua atuação. Eles atiram em moradores para fazer a polícia sair dali. Eles atiram de qualquer forma, não têm compromisso com o tiro deles. Eles não foram preparados para atirar. E além de não terem sido preparados para atirar, eles não têm um compromisso. Eles são criminosos. O policial só pode atirar em ameaça.
Quando surge essa DPF e permite que essa mesma organização se estruture melhor e avance, quando foi em 2021, nós nos deparamos com uma barricada que era trilho de trem chumbado no chão, surgiram as seteiras, que são paredes de concreto de aproximadamente 50 centímetros.
de largura, onde se encaixa um fuzil ali e eles lançam fogo à vontade, sem compromisso, se vai atingir a casa de um morador, se vai atingir o morador, se vai atingir o ônibus que está passando lá fora ou se vai atingir o policial. E o centro de treinamentos também, né? O policial tem um alvo específico. É a ameaça. A ameaça é a integridade física de qualquer pessoa. É isso? Isso aí que o Brito está colocando reforça essa questão que a gente está falando da dinâmica criminosa. Eles...
vem se adaptando, buscando essa expansão territorial, porque antes era pelo confronto, na verdade, pelo não confronto com as outras facções. Hoje é pela exploração daquele território. O Pimentel fala muito sobre isso, como essa questão das barricadas acaba reduzindo a capacidade daquela população dos direitos básicos, que é o direito de ir e vir, acesso a serviços públicos. Então, por isso, a gente reforça a importância das operações policiais.
Porque as operações policiais, além dos efeitos diretos que ela tem, que é de prisão, neutralização de marginais, ela reestabelece o direito de ir vivo. Porque toda vez que a Polícia Militar bateu em operações especiais, ele atua...
Ele vai com infraestrutura, ele vai com material para retirar as barricadas. Então, ao longo do ano foram mais de 90 toneladas retiradas. É muita coisa. Então, assim, isso você vai fazendo com que aquelas pessoas... Mas não é meio enxugar gelo, tira o que o cara coloca de novo ou não? Essa questão do enxugar gelo é uma questão que sempre vem à tona. Mas o que a gente tem que tentar pensar é o seguinte, a polícia é um remédio para um sintoma agudo, ela não é a cura de uma doença.
A cura da doença é mais complexa, ela envolve diversos atores. Então, quando a gente faz uma operação e as pessoas usem esse argumento, é acabar partindo de uma premissa que às vezes é equivocada. Por quê? Quando você restabelece o direito de ir e vir daquela população, a ambulância vai conseguir chegar, o serviço público vai conseguir chegar, aquela pessoa vai ter acesso à saúde, educação melhor. Além disso, se a gente pensar nos efeitos que não são tangíveis, por exemplo,
operações que prendem marginais, que apreendem fuzis. Além da lógica dos números que são contabilizados, vamos pensar que todos aqueles são...
são pessoas que cometem latrocínio. Muitas vezes o Brito está aqui e ele pode afirmar isso. Além de tráfico, o cara comete o latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Então vamos imaginar quantas pessoas são salvas quando a gente neutraliza ou prende um marginal ou quando a prende um fuzil. Isso a gente não consegue transibilizar. Então toda operação, o que a gente percebe no momento seguinte, nos meses que seguem, ela tem uma redução de crime. Ela tem uma redução de crime, tem redução de roubo.
tem redução de furto, a percepção de segurança daquelas pessoas, porque sensação de segurança é diferente de percepção de segurança. Antes, aqui você estava perguntando para a gente, aqui eu consigo andar, eu vejo muita viatura. Nem sempre você ver uma viatura da polícia civil, da polícia militar, te traz sensação de segurança, porque se você ver muita polícia junto, você já pode pensar, olha, será que teve um problema aqui?
É diferente da percepção de segurança, que você andar na rua e ver as pessoas no celular, ver as pessoas tranquilas, isso é percepção de segurança. Então, a operação policial é muito mais do que sobre apreensão.
prisão, apreensão de material. Ela busca restabelecer essa percepção de segurança. E hoje no Rio a gente vem vendo a redução dos índices e o que a política de segurança pública vem trabalhando de maneira estratégica é restabelecer a percepção das pessoas. As pessoas entenderem que ela tem acesso à segurança, que ela pode contar com os serviços públicos.
Óbvio, como eu falei, a questão da segurança pública é muito mais complexa do que só polícia. Ela não é uma solução de polícia propriamente. Ela é uma solução que envolve diversos atores e várias medidas. Num ponto que eu sempre toco e falo, faço dois comparativos do passado e o tempo atual. Eu digo que muitas vezes a gente coloca muita responsabilidade em cima da polícia militar.
das polícias em si. E aí eu sempre faço um comparativo falando que o problema não é mais polícia ou menos polícia, igual muita gente prega. Que no passado, em torno de 1920, exemplo, a gente tinha mais ou menos analfabetos. Tinham bem mais. Mais ou menos roubos. A gente tinha menos roubos. Hoje, num cenário atual, a gente tem menos analfabetos e mais roubos.
E um ponto que a gente vê, vai se perdendo ao longo desse tempo, é a questão da estrutura familiar, da educação familiar. A gente vai vendo uma sociedade crescendo mais fragilizada, sem limites, sem algumas posturas. E no passado, a gente tinha um pai, propriamente falando, não muito inteligente, mas um cara que educava.
E isso acabou se refletindo nos tempos de hoje. E quando tu pega ali um moleque desse que está no crime, por exemplo, como é a tua estrutura familiar?
O cara não tem um pai, não tem uma mãe, entre outros pontos. E o menino rico também da mesma forma. Ele tem um pai e uma mãe presente dentro de casa, mas ele ganha tudo do pai e da mãe. Mas ele não tem o afeto, o amor e tudo mais. E geralmente esse cara vira o dependente químico e o moleque da comunidade ele...
vira o usuário ali, vira o bandido em si, porque ele tem aquela formação da rua. Então, muita gente fala assim, a gente tem que, só a polícia ali, polícia, polícia, polícia. A gente tem que buscar esses outros pontos em educação familiar, a questão também da estrutura das comunidades, que é o básico, saneamento, a questão da educação mesmo escolar, entre outros pontos também, a questão do emprego.
que é algo que vai fazer diferença. Resumindo o que o Renato colocou, o Pracinha, é, resumindo o que o Pracinha colocou, a polícia, ela não lida com a causa, ela lida com as consequências. Quando falhou a educação familiar, família desestruturada, falhou a educação das escolas, falhou o acesso às escolas, falaram todas as políticas públicas.
A polícia vem com uma última barreira. Nós temos um juiz aqui no Rio de Janeiro chamado Dr. Alexandre Abraão. Ele falou que a polícia é a última barreira que separa a sociedade da barbárie. Porque tudo já falhou. Aqui é muito comum, Vilela, achar uma criança na rua. Procura o Conselho de Tutelar? Não. Procura uma delegacia de polícia. Criança se engasgou. Procura o bombeiro em meio... Não, procura uma viatura da polícia.
a polícia acabou ficando especialista. Nós temos aqui, cara, pelo menos, porque eu me recordo agora, pelo menos umas cinco, seis situações que policiais que eu conheço fizeram parto. Fizeram parto na minha altura. Então, criou-se a cultura aqui no Rio de Janeiro, não sei como é que funciona nos outros estados.
que a polícia faz tudo do Estado. A polícia resolve tudo. A polícia já é treinada, já recebe treinamento nas academias de polícia como se comportar diante de uma mulher que está prestes a dar luz. Então aqui, quando tudo dá errado, cai na polícia. E algumas vezes a polícia vai falhar.
Só que aí, quando a polícia falha, quando o médico falha, quando o professor falha, ninguém fica sabendo. Quando a polícia falha, vem a lupa do moralismo. Fala, mas esse policial é um policial no meio de 42 mil, mais ou menos, se estivermos falando da polícia militar, 9.200 se estivermos falando da polícia civil, aproximadamente isso. É um policial. Um policial. Dois policiais, três.
mas dentro de 42 mil e o serviço daqueles outros 42 mil. Aí a imprensa e hoje as redes sociais, portais de notícias nas redes sociais, crucificam o policial e não estão preocupados em cobrar dos governadores, dos prefeitos, uma responsabilidade. Olha, cara, por que essa criança não estava na escola?
Por que essa barricada surgiu ali e ninguém removeu? Porque o ideal não é ter polícia. Porque, pela lógica, a polícia não tinha que estar tirando a barricada. Hoje, no Rio de Janeiro, acredito que isso não exista em nenhum outro estado do Brasil. O policial ter que sentar numa retroescavadeira e pilotar uma retroescavadeira não tem isso escrito em nenhum edital de concurso público para a polícia civil no Rio de Janeiro.
Mas o policial tem que se especializar em pilotar uma retroescavadeira e um caminhão caçamba para atirar, porque ninguém é capaz mais de fazer isso no Rio de Janeiro. E olha que isso não é trabalho da polícia, da conservação, da prefeitura. E aí fica a pergunta, tá, se um servidor público comum ou uma empresa de iniciativa privada comum não pode entrar lá e remover isso sem ser alvo de tiro ou de granada?
Essas organizações provocam terror ou só estão se defendendo? Ela só está se defendendo? Tá, mas se ela só está se defendendo... Agora, recentemente, nessa Operação Barricada Zero, havia profissionais da Prefeitura atirando barricada. Eles atiraram. Qual era o risco que aquele profissional representava para ele? Nenhum. Ele não representava risco nenhum. Mas, ainda assim, eles atiraram neles. Atiraram para quê? Para causar terror.
Então, se eles atiraram para causar terror, eles estão, assim, pelo menos genericamente, praticando um ato de terrorismo. Por que um ato de terrorismo? As outras pessoas não vão ter coragem de ir lá fazer. Se alguém fala mal da facção, eu tive a oportunidade, quando trabalhava em Maricá, prender um criminoso conhecido pela alcunha de V do Caju. Ele morava em Maricá.
numa casa grande, imensa. Era foragido da justiça. Sabe o que ele fez? Uma jovem da comunidade do Caju, aqui no Rio de Janeiro, fez uma publicação na rede social Facebook falando que tinha muita gente reclamando a morte de traficantes. E ela falou, gente, eles só encontraram o que eles buscavam. Eles confrontaram a polícia e acabaram morrendo. Ação e reação. Essa garota foi encontrada Boa noite.
torturaram essa garota, separaram as partes do corpo dela, atearam fogo nas partes do corpo dela e depois enterraram. Esse vi do caju. Se isso não é terror, eu não sei mais qual o conceito.
não sei mais qual o conceito, mas aqui no Brasil a gente fica preso a duas coisas que eles usam como subterfúgio para não admitir que Comando Vermelho, PCC, Terceiro Comando, ADA e até as milícias são organizações terroristas. Não. Eles precisam ter um fundo ideológico e não precisam visar lucro. Eles não podem visar lucro e tem que ter um fundo ideológico nisso.
Mas quando você pensa no Hamas, que surge como um partido político, etc. Quando você pensa nesses caras, quando vir a ajuda humanitária lá, os caras pegam o dinheiro. Então eles não têm uma ideia de capitalizar com o negócio? E ainda tem outro... E a gente vai chegando nesse assunto, se não for se atropelando todos os assuntos aqui, que é o endeusamento dos líderes.
existe isso também aqui no Rio de Janeiro dentro do Comando Vermelho você tem uma cartilha de regras ali que o cara segue, um juramento eles são batizados dentro da facção e o cara acha que é aquilo ali matar ou morrer, ele não fica a ideologia dele, ele fica convicto que ele tem que dar a vida dele pra aquela causa
Dentro da própria Cidade Alta, o Peixão, ele leva a questão religiosa à frente. Por exemplo, dentro da Cidade Alta, há pouco tempo atrás, até no domínio territorial em torno, padres sendo expulsos, pastores não, porque ele acredita em Deus ali, só o evangelho.
É meio contraditório. Padre não podia. A macumba ensina. A criança dele é a Ubanda, espiritismo. Ele se considera um missionário, ele se considera um pastor. Ele é uma espécie de um profeta, se a gente colocar de uma maneira geral.
E tudo que não vá de acordo com a crença e a ideologia dele, tá errado. Tem um vídeo, até recentemente, uma freira andando na rua e os bandidos da facção dele atacando essa freira gratuitamente, porque ela era uma freira. Entende? Então, se isso não é terrorismo, o que é? Entende?
diferente, numa situação que eles saem ali para roubar. Agora, pô, uma senhora caminhando ali, freira, só porque ela está com um terço, o cara agredia ela gratuitamente. Então, assim, passou-se o tempo de classificar isso como uma organização terrorista. Só o tempo vai poder dizer, e até mesmo a questão, o grande problema que eu falo do Rio de Janeiro são as ONGs. A gente não tem esse... Em São Paulo, a gente tem ali sobre a Cracolândia.
Tem as ONGs ali que ficam craqueiros e tal. Cracolândia resiste. É, Cracolândia resiste. E no Rio de Janeiro a gente tem as ONGs que têm uma operação policial, como teve a do Complexo do Alemão. Vamos usar ela como exemplo. Teve 120 mortos em áreas de mata.
Aí as ONGs começaram a classificar aqueles meninos como o quê? Pai de família, que estava lá no meio da mata, que estava no monte. Mas em momento algum, eram vagabundos mesmo. A polícia entrou aqui, fez uma chacina. Isso tudo faz uma pressão sobre o Ministério Público, sobre o STF. E aí acaba colocando a polícia sempre contra a parede e mostrando para a sociedade. Tinha necessidade de matar?
É sempre aquele questionamento Quando o policial faz uma ação Tinha necessidade de atirar? Eu aprendi nessa última mega operação Que...
dava pra ter impedido os traficantes com pedras e não com fuzil. Vocês viram isso daí também. Ah, isso aí é o clássico. Era só ter usado pedra. Esse eu não aprendi no curso de operações. Não, não teve aula da pedra. Eu acho que essa aula vocês pularam, então, né? É que o curso é muito rápido. Seis meses de curso. Se fosse um ano, tinha. Seis meses em regime integral.
Se fosse um ano de curso, tinha. Quando eu vi esse vídeo, eu achei que era meme. Eu também achei que era um personagem. O óculos era engraçado. Era invertido, né? Cara, não é possível. Esse fenômeno que o Pracinha começou discorrendo sobre as influências que a gente vê da narcocultura, e hoje a gente já vê isso entrando no ambiente de jogo, onde você tem simulações ali de estar no baile funk.
Isso tudo busca influenciar toda uma geração e degradar a formação social que a gente tem mais básica que a família. Então, isso tem um objetivo muito maior que é desacreditar as instituições do Estado, como a polícia, a polícia militar, a polícia civil, todos os órgãos de segurança, bombeiro militar, desipe.
Polícia Penal Federal, Polícia Federal, em tantas outras instituições. Então, o intuito é muito maior, não é nada pensado de maneira... de maneira higênua. Isso tem um intuito. Não é só entretenimento. Não é só entretenimento. Então, quando você vê o cara seguindo por esse caminho de narcocultura, pagando...
influenciadores, produzindo conteúdo de maneira profissional pra influenciar pessoas, a gente vê que existe uma estruturação do crime organizado. Aí a gente volta à questão da estruturação. Aí entra a propaganda, que dentro de qualquer empresa... É uma briga por coração e mente, né? Sim. Territorial, todo um trabalho... A gente vê isso dentro das empresas. Qualquer empresa grande, ela tem lá a verba de marketing. Sim. Então, assim como essa organização criminosa que a gente vinha falando, que ela...
tem toda uma estrutura extremamente complexa, ela agora entendeu a importância da publicidade, a importância do marketing, de trazer pessoas que são referências, pseudo-referências, eles não são referências, mas eles travestem essa referência, distorcem os policiais, os entes do Estado.
e querem trazer esses jovens para esse lado. Só que a polícia, o Estado Democrático de Direito vem agindo e mostrando que quem está do lado certo somos nós, somos os policiais, são as pessoas que acreditam no Estado, que acreditam no direito de ir e vir.
São homens e mulheres que saem todo dia de casa e fazem essa escolha pelo bem. Isso eu não falo só de policiais, não, porque a gente tem apoio de todas as pessoas. Pessoas que moram em comunidade, pessoas que moram em outros estados. Então, as pessoas acreditam na causa policial.
Então, quando a gente teve dois policiais que tombaram em combate, a Polícia Civil teve três naquela operação do dia 28 de 10, a gente viu o clamor, como as pessoas puderam acompanhar através das câmeras. Hoje a tecnologia possibilitou ver o que o policial passa em uma zona de confronto, o quão difícil é essa carreira.
Então, ali a gente viu como a população do Rio, não só do Rio, do Brasil e do mundo, está do lado da polícia. Exatamente. Esse fenômeno que você estava falando do narco-pentecostal, é um fenômeno que vem crescendo. Eles estão formando um complexo, uma bandeira de outro estado. Então, eles usam a bandeira do Estado de Israel de forma totalmente equivocada.
proibindo outros... Usam codinomes, né? Tropa do Salomão. Tropa do Salomão, dentre outros. Várias referências bíblicas. Então eles distorcem. Eles pegam uma escrita que tem de tudo que é a base da sociedade ocidental e distorcem isso de maneira a justificar a ação deles. Então a gente vê que aí volta a questão da estruturação do crime organizado.
A gente não pode tratar isso como simples pessoas com fuzis. É extremamente estruturado. Tem uma estrutura complexa. Hoje, pensado em propaganda, corações e mentes, operações psicológicas, influência. A gente já vê entranhamento indeterminado, como o Brito falou, tentar cooptar agentes dos Estados.
É uma solução de segurança para o Rio de Janeiro, é complexa, mas demanda muito do policial e a gente acredita que todo esse apoio que a população dá para a gente faz toda a diferença.
E a galera coloca nessa questão quando ele falou da população apoiar, né? Dentro da comunidade tem muita gente de bem. E quando a gente fala que o cara não teve escolha, que o cara está naquela vida errada por uma falta de opção, é totalmente categórico se a gente colocar dessa forma. Porque todo dia você olhou aqui pela janela, você viu alguém passando com um exopor cheio de água, correndo, fazendo alguma coisa ali para vender.
Então toda vez que a gente fala que o cara vai pro tráfico, entra pra vida errada por falta de opção... Você tá desmerecendo isso. Não, não é nem só isso. Eu tô dando um tapa na cara dele e falando, você é um merda, você tá vendendo água aí porque você quer. Você podia estar lá na comunidade agora porque você não tem opção. Você podia estar lá na comunidade agora vendendo sua droga, bancando lá de fuzil, fazendo o que você quiser, mas o cara escolhe todo dia sair, por exemplo, parar ali e pegar um camelô, o cara tá saindo, pegando dois ônibus, saindo lá da baixada.
Pra estar aqui em Copacabana, o isopor dele com 20kg de cada lado, tomando não na cara, sendo humilhado. Esses são os verdadeiros referências. Não precisa nem ir pro isopor, pega um garoto que tá trabalhando de office boy. Sim. Esse garoto sai todo dia, 5 horas da manhã, vamos supor que ele mora na Baixada do Flamengo, tem que sair 5 horas da manhã pra conseguir chegar 8 no centro do Rio de Janeiro. Com sorte.
E aí ele vai ganhar, se o salário mínimo é algo em torno de 1.600, ele vai receber algo em torno de 1.200. E aí ele quer curtir o baile funk dele. Afinal de contas, ele trabalhou o mês inteiro para curtir o baile funk dele. Ele tem direito, nós não somos contra os baile funk, nós somos contra a apologia e venda de drogas. O baile funk como um local para a venda de drogas e disseminação de músicas que enalteçam o crime. Mais o baile funk.
imaginar o baile funk como uma festa comum, que não há prática de crime. Esse garoto quer curtir o baile com a namorada, quer sair com os amigos. Quando ele chega lá, ele já não tem o privilégio daquela entrada, daquela carteirada do fuzil pra ficar numa posição privilegiada dentro do baile. Lá dentro, ele não é cobiçado como os caras do fuzil. E...
Para piorar tudo, nós temos um Estado que não pune os criminosos como deveria punir. Então vamos chamar esse garoto que trabalha de João e o traficante de Pedro. Não precisa ficar na Bíblia, vou mudar esses nomes. Vamos botar Enzo e Gael. O que trabalha é Enzo.
O Enzo tá indo trabalhar todo dia, tá ali vivendo uma vida digna, tentando estudar, tentando melhorar de vida. E o Gael é o demônio. Ele tá ali dentro da favela. O Enzo tá ali. Caraca, que vida dura, pô, meu irmão, trabalho toda hora, pô, não recebo moral no baile, as pessoas não têm medo de mim, não me respeitam e tal. Eu sou só mais um aqui na favela. O Gael que é o cara. Aí, um belo dia, a polícia entra e prende Gael. Aí o Enzo pensa, é isso.
É por isso que eu tenho uma profissão digna, para não concorrer para aquilo. Só que na semana seguinte, às vezes no dia seguinte, quando Enzo volta do trabalho para casa, quem é que está lá de fuzil de novo? Gael. Por que o Estado pôs ele em liberdade, numa audiência de custódia? Ah, por quê? Porque a polícia pegou ele só com fuzil. Foi a primeira vez. Então, audiência de custódia põe em liberdade. Qual o recado que se dá para o Gael? Não vale a pena trabalhar. Por quê? Porque eu ganho pouco.
porque eu não tenho respeito dentro da favela, porque as meninas da favela não me querem. Lembrando que esses caras que traficam, eles descem e roubam e andam com os melhores carros, eles só roubam SUV. Os funkeiros da favela, não os funkeiros da favela, esses criminosos que usam rótulo de funkeiro,
eles fazem música que enaltece o roubo de veículo. Então, através das músicas, nós sabemos que eles têm uma preferência por SUV. Então, você olha para uma pessoa que não é habilitada, não tem compromisso com o trânsito local, que roubou aquele carro. Então, olha para o Gael o tanto de motivo que o Gael está sofrendo no mundo. O Enzo, o Enzo. Está sofrendo no mundo ideológico dele, que estão puxando ele para o crime. Aquilo ali é melhor.
E uma das coisas que faz com que Enzo queira ser Gael é justamente a falta de punição. Gera-se uma sensação de impunidade. Essa sensação de impunidade é boa para o Gael porque ele sabe que se fizer de novo ele vai ser posto em liberdade novamente. E o Enzo passa a olhar e fala assim caraca, não é tão ruim assim ser criminoso, cara. Ele não pega ônibus porque ele só trabalha aqui.
Todo mundo tem medo do cara, ninguém faz mal a ele, ninguém faz mal à família dele. O cara tira a mão, anda no baile, anda nos melhores carros, nas melhores motos. O otário sou eu. Então esse cara tem que ser muito forte de mente.
pra não ser compelido mas aí entra o que eu falei, a educação familiar porque se ele tem uma família estruturada igual quando tu chega num moleque que saiu de dentro da comunidade, que é médico que virou tudo, chega e fala assim não, meu pai, porra me cobrava pra estudar, fazia aquilo quando o cara tá largado no mundo, a chance dele ir pro crime é muito grande mas entra a questão da referência você precisa de ter alguém ali o que eu tô querendo trazer à mesa é o seguinte E aí
que quando chega na mão de um juiz ou chega na mão de alguém que faz essas leis para esse juiz julgar a partir delas, as pessoas deveriam pensar nisso. Eu estou estimulando que outros jovens queiram ser como o Gael? A resposta hoje é sim, estão. Porque o Gael não está sendo punido. Se ele não combater a polícia de forma que a polícia precise neutralizá-lo, ele vai ficar reincidente. São pouquíssimos os que são reintegrados.
E aí o cara sofre uma prisão. Dentro da prisão, vagabundo se comunica, vagabundo trafica, vagabundo dá ordem. Então, mesmo quando foi preso, ele continuava fazendo parte do crime. Aqui no Rio de Janeiro, especificamente, o estado é muito permissivo.
separam as facções. Meu irmão, não tem que separar facção nenhuma. É criminoso? É criminoso. Ah, mas vai gerar o colapso. Vai gerar o colapso porque permitiu-se chegar onde nós estamos. Lá atrás, alguém tomou a decisão de separar as facções, meu amigo. Querem se matar? Que se matem. A gente vai tentar evitar, mas se não der tempo...
que se matem. Não tem essa de separar milícia de Comando Vermelho, Terceiro Comando e ADA. É todo mundo junto. Vagabundo é vagabundo. Ponto. E acabou. Então, o cara quase nunca fica muito tempo preso. Quando fica preso, ele continua dentro da organização criminosa? Sim. Existe reunião da cúpula? Existe liderança presa? A inteligência das polícias do Rio de Janeiro considera liderança presa e liderança solta.
E, incrivelmente, quando você sai para o presídio federal, no presídio federal, ainda assim, eles conseguem se comunicar. Então, qual o estímulo? O que o Estado está dizendo para o Enzo? Cara, vai para o crime, cara. Vai para o crime, porque ou você tem uma condição de trabalhar no emprego maneiro e não mora na favela, ou o melhor caminho para você, o caminho mais fácil.
A nossa mente é atraída porque parece mais fácil. E aí tem aquele ditado que o nosso amigo Alvarez usa muito. Confunde caminho com atalho. Confunde... Pode falar a palavra aqui. Confunde buceta com caralho. Eu não sabia que era tão assim. É que a grande realidade... A gente...
tudo que está falando, vamos citar o caso do Uruan, por exemplo. Uruan. Ele liga uma câmera fumando um baseado de maconha. Qual a mensagem que eu passo? Acho que esse dado que o Brito colocou aqui, após o carnaval, o secretário de Estado de Polícia Militar, o coronel Menezes, ele divulgou um dado das prisões. As prisões que houveram no Estado. Foram 730 presos durante esse período. Não é um número expressivo. Desses 730, 30% foram soltos. Já estão soltos. Então, assim, a gente tem que... E aqui não é uma...
uma crítica a ABCUD, mas sim uma provocação de um dado. Será que esses 730 foram tão mal presos? Será que esse nível de residência, a gente talvez repensar esse nível de desencarceramento não vai trazer uma percepção de segurança melhor? Quando a gente fala de 730, menos 30%, a gente está falando de mais de 200 que voltaram às ruas. Isso a gente tem menos de 10 dias do final do carnaval.
Então, naturalmente, a gente vai ter pessoas ali que vão estar sendo reincidentes. E no decorrer da profissão policial, o que a gente vê? A gente prende o cara e aquele cara, normalmente, ele já tem passagem. E não é uma, duas, três, são reiteradas passagens. Aí você vai ver quanto tempo que ele ficou no sistema. Foi pouco tempo. Para o nível de periculosidade que ele oferta à sociedade.
é pouco tempo. Então, isso aqui é uma provocação que a gente realmente tem que pensar, porque a questão de segurança pública, como a gente colocou, ela é ampla. Ela começa, ela não começa com atividade policial, ela começa com todo, desde a referência para criança em casa, uma estrutura familiar que oferte aquela criança uma referência, a escola que vai estar fazendo acompanhamento para ver como está sendo o desempenho daquela criança.
O início da persecução penal, que é a prisão do marginal, ela é só início. Então a gente tem que pensar se esse tempo de prisão está sendo suficiente. Você falou até da questão de, de repente, repensar alguns aspectos penais. São provocações que a gente tem que pensar no contexto de segurança pública, porque talvez isso também seja uma das medidas que tenham que ser adotadas.
O Vilela trouxe a baila O Oruan Onde o Oruan entra nisso? O Oruan Até onde vai a liberdade de expressão Da música dele E até onde é uma Oruan começa a... Eles falam que é Ele tá confundindo liberdade com libertinagem Não, não É a apologia Apologia ou não?
Ele diz que na letra dele ele canta a realidade da favela, que ele fala da vivência, tudo mais. Mas ali ele... Uma coisa é quando tu pega um Mano Brown lá nos anos 2000, que canta aquelas músicas ali, de Arnos Detendo, entre outras músicas e por aí vai. Agora, quando tu vem pro Oruan...
Ele não classifica daquela forma, no meu ponto de vista, e a exaltação que ele faz sobre a facção, por exemplo, aquela música que ele canta Selva do Urso, que ele faz a referência diretamente ao padrinho dele ali, às menções que ele vai para a favela, que ele vai colocar uma arma na cintura, que ele vai usar lança perfume, que ele vai chamar a menina de piranha, entre outros pontos.
Acho que isso já fugiu da cultura artística e já começa a incentivar. E uma das coisas que eu sempre falo, o MC não é bandido, mas as atitudes que o MC toma o tornam bandido.
que é o que o Oruan tem feito. É o enfrentamento ao Estado. Começou naquela fuga de carro que ele fez aqui na... Fez na barra, né? O cavalo de pau. Que ele fez o cavalo de pau na frente da viatura. Antes disso já tinha sido divulgado um vídeo dele disparando com uma 12. Uma arma de fogo. Ele abrigando um bandido.
ele fugindo da polícia e gritando quero ver e ir lá me buscar no complexo foi na segunda vez isso foi na terceira, sei lá na verdade foi posterior na verdade envolve umas coisas a situação envolvendo os policiais lá da da DRE o Uruan ele teve essa situação que ele debocha do estado quando ele faz um
não sei como é que chama nos outros estados, mas ele manou a fazer uma manobra perigosa ali na... Cavalo de pau. Cavalo de pau ali na Barra da Tijuca. Na principal ali. Burro, cara. Por que faz isso? Mídia. Por quê? Mídia, né? Sensação de impunidade. Ele sabia que ele ia fazer aquilo ali, ele tava lançando uma música. Então. Não. Ele tava lançando uma música. Mas tem um parêntese, quem fala? Se ele faz isso na Itaoca...
O carro dele é próximo ao complexo do Lehmann, né? O que que acontece? O carro dele, a polícia ia lanhar aquele carro de bala. Porque é um carro... Aquele carro especificamente... Não! Pô, você tá numa área vermelha da cidade. Um carro em fuga de uma viatura. Ele dá um cavalinho de pau numa leitura rápida e esse carro ele vai alvejar os policiais.
Então, ele sabia o que ele estava fazendo naquele dia na barra, que é outro tipo de policiamento. Então, o Estado... O fato do Estado ser leniente em suas leis e em decisões...
gera essa sensação de impunidade também para o Oruan, que ele já fazia música Apologia, ele deu um cavalo de pau na frente da polícia, ele ofendia a polícia, ele abrigou um criminoso dentro da sua casa, um criminoso com arma fria, foragido, e na última oportunidade, existia um menor dentro da casa dele. O menor Pio. Conhecido como menor Pio, falando porque foi amplamente divulgado. Esse menor, ele...
Ele foi capturado pela polícia e estava sofrendo medida sócio-educativa, que é um nome que se dá para, entre aspas, prisão do adolescente aqui no Rio de Janeiro. Só que o menor, ele pode receber um benefício chamado liberdade assistida. Ele estava nessa liberdade assistida, mas quem é que está assistindo ele se ele tinha 15, 16 anos e já morava com uma garota, vivendo a vida de casal? Então, quem é que está assistindo essa liberdade do menor Pio?
A polícia monitora e descobre que o menor Pio estava no local que era possível capturá-lo sem grande confronto, sem precisar expor a população a risco. A polícia se posiciona ali para esperar o momento em que ele saísse da residência para capturá-lo. Nesse momento, alguém percebe a viatura policial ali. Tem um momento que o Moisés...
que é o delegado da DRE, tem que sair da viatura, o Oruan, o rosto dele já tinha se tornado muito conhecido, o doutor Moisés, aí ele começa, o Moisés, seu filho disso, filho daquilo, e desce. E os criminosos lá de cima, as pessoas que estavam lá em cima e depois vieram se tornar criminosos, começam a atirar pedras contra os policiais para que o menor Pio conseguisse fugir. E ele consegue fugir. E volta para o complexo do alemão.
O Oruan também sai de lá. E acaba... Acho que uma pessoa foi presa naquele momento. Eles... O Oruan, junto com a sua trupe ali, atiraram pedras nos policiais, pedras portuguesas. Segundo a perícia, a pedra pesava 5 quilos, cara. Se aquilo pega na cabeça da altura que eles estavam... Mata. Estava ali a altura de 5 metros, talvez. Mata a pessoa instantaneamente. E ainda assim, estava solto. Foi preso.
Se entregou e tal. Aí depois ele foi posto em liberdade. Com uma série de restrições. Ele não acatava as restrições. Ele ficou dois meses preso. O sistema penal aqui do Rio de Janeiro suspeita que ele tenha quebrado a sua tornozeleira em pelo menos duas vezes. A tornozeleira a partir de um determinado momento. Então esse cara não teme a punição estatal. E a produção de música dele...
Mexe com o imaginário da garotada. Se você parar pra pensar, o cara, quando vai treinar, ele não coloca uma música. Os filmes não têm música pra gerar uma conexão, o engajamento do espectador com o filme. Os garotos criam naquela... Hoje, cara, se você entra no Instagram, você vai olhando pros adolescentes, tem muito adolescente defendendo o Oruan.
Eu monitoro redes sociais de criminosos que eles são embalados nas suas postagens. Eles postam arma com fuzil, banca de drogas, andando em carro roubado. O fundo musical Oruam MC Pose, cara. Então, quando tu vai treinar, tu coloca aquela música ali pra te dar um gás, os caras estão ouvindo a música deles pra dar um gás. Aquelas crianças estão olhando... Ah, tá aí.
Eu não posso ser o Uruan, porque o Uruan fala assim, eu quero convencer os jovens a serem como eu. Segundo ele, um artista. Mas aí o jovem olha, pô, não consigo ser igual ao Uruan, mas eu consigo ser igual a esses caras que ele fica elogiando nas músicas. O Uruan vai cantar sobre mim.
Sobre a minha realidade. Realidade da favela, cara, no funk, é como aquela música. Eu só quero ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci e poder me orgulhar e ter a consciência que o pobre tem seu lugar. Ah, mas aí por que não critica o Estado? Critica o Estado também. O próprio Rabin das Armas ainda.
Nessa mesma canção, eles falam Minha cara, autoridade, eu já não sei o que fazer Com tanta violência, eu tenho medo de viver Eu moro na favela e sou muito desrespeitado É tristeza e alegria que caminham lado a lado Isso é música, isso é poesia E no meio dessa música, se você seguir a letra Tem uma série de críticas ao Estado Então, peraí O que o Urua faz é música, é poesia Ou isso é música e é poesia, mesmo sendo funk?
Essa linha da apologia é muito tênue. E eu acho que isso tudo vai na questão de referência. Lá no Batalhão de Operações Especiais, a gente, como você estava falando, a gente tem uma comunidade que é ladeada ao BOP. Ela faz realmente um muro a muro com o BOP. É a Tavares Bastos. E a gente está na quarta geração de crianças na Tavares e a gente desenvolve um projeto.
E nessa comunidade a gente tem a grata felicidade de dizer que a gente não tem tráfico, a gente não tem crime, os índices criminais são muito baixos, a gente não tem roubo, a gente não tem furto. Diversos policiais moram na Tavares Baixos.
Nós frequentamos a Tavares Bastos, inclusive mando um abraço aí para o Macarrão, Dona Ana, todo o Kiko, presidente da associação, são pessoas que estão dentro da unidade, que estão ali, vivem batendo de operações especiais. A gente tem um projeto de jiu-jitsu que é para as crianças da Tavares Bastos.
Então, tem um projeto para as senhoras idosas. Isso tudo para quê? Oferecer referência para essas pessoas. Porque essas pessoas frequentando o nosso meio, elas estão vendo como existem outras possibilidades. Existe uma vida fora do crime, existe outra possibilidade. Então, o policial está ali na Tavares, ele vai almoçar, ele vai desarmado. É impensado. A maioria das pessoas não tem noção que isso é possível. Então, a gente vai na Tavares, a gente não precisa ser armado.
A gente vai sem nenhum tipo de... Eu até te convido para você ir lá, para você ver como é. Não é só policial. Não é só policial. Você pode publicar isso em outras comunidades. Sim. Ali é um produto de muitos anos. O BOPE foi para a instalação dele nos anos 2000. A gente está em 2026, então são quase três décadas. Hoje a gente vê as crianças lá, a gente tem vários parceiros que doam os kimonos.
Então, assim, a gente consegue ver como essas crianças têm referências positivas e as famílias acreditam no Batalhão de Operações Especiais. Então, qualquer problema que tem na Tavares Bastos, as pessoas falam com a gente.
Então a gente consegue antever isso. Isso tudo vem na questão de referência, oferecer uma oportunidade para essas pessoas. A gente tenta intercambiar o contato com outras secretarias. Então o Coronel Corbage, no início do ano, fez um projeto de iluminação, falou com a subsecretaria que a gente fez toda a iluminação. Então isso melhora a percepção de segurança, desde uma luz melhor na rua.
O trajeto, o acesso a Tavares é bem estruturado, você tem infraestrutura, então é uma rua asfaltada, parece que é uma coisa muito básica, mas a gente sabe que não é realidade no Brasil. Então você tem esgoto, você tem água, as vielas são claras, então você consegue caminhar. Isso tudo esbarra na questão de referência. Quando essas crianças, às vezes, estão inserindo, dentro do contexto...
Que elas não têm acesso à outra, porque às vezes acaba sendo só aquilo ali que ela está vendo. O que a gente tem que dizer, aproveitar essa oportunidade aqui, para elas que existe outra vida. E é uma vida muito melhor. Não é uma vida realmente aquela vida de merda. Porque é esse que é o termo. O cara que escolhe essa vida, eu que estou no baterão de operações especiais há 12 anos.
É uma vida péssima. Os caras vivem numa casa, assim, estão sempre escondidos, com medo de tudo, não dormem, vivem sob efeito de droga, álcool. Essa é a vida dos caras, medo de traição o tempo todo. Essa é a vida que estão ofertando para essas crianças através dessas influências. Mas isso que tem que ser falado, isso que a gente tem que comunicar e mostrar...
Que o lado do bem, às vezes, ele parece ser um pouco mais duro, né? Como ele falou, o cara trabalha, ganha 1.200 reais, vai vir aqui trabalhar na praia e, porra, vai... Cara, é uma vida melhor. Porque ele acorda todo dia, vai dormir todo dia, ele bota a cabeça no travesseiro. É verdade. Ele não precisa se preocupar com nada, cara. Não vai bater um polícia na casa dele lá, cumprir um mandato de prisão, busca apreensão. Porque o dinheiro que ele ganha é um dinheiro vindo do... do produto trabalho dele. Eu tenho um exemplo em casa do meu pai. Meu pai sempre trabalhou. Pobre.
Nunca faltou um dia de trabalho. Então, assim, eu, graças a Deus, tive uma referência positiva em casa. Mas, infelizmente, eu vi muitos colegas se perderem. E isso, o teu canal, assim, trazer pessoas de segurança pública, o teu canal que é um canal dinâmico, isso mostra como que a sociedade está preocupada com isso. É um trabalho que eu diria até social, assim, de que você salva vidas. A polícia, ela salva vidas. E as pessoas que têm a capacidade de comunicar, elas salvam vidas também. Porque, às vezes, alguém está em casa, está passando por um momento difícil.
e acha que não tem saída, tem saída. Meu irmão, se está difícil, é porque não chegou ao final. Eu já aprendi isso no curso de operações especiais. O homem não se une pela força, ele se une pela fraqueza. Então, todo mundo aqui nessa mesa, todo mundo que está assistindo, já passou por um momento difícil. Todo mundo que está ali atrás, entende? Isso que a gente tem que entender. Essas crianças estão em casa, elas não têm referência, elas olham para aquele marginal, aquele narcoterrorista, aquele fascínora.
que aquilo são fascinantes, eles não têm apreço nenhum pela vida. Eles estupram, eles matam, eles fazem... É extremamente triste eu falar a realidade que esses caras fazem. É uma vida de merda, temos isso em mente, e que oferecemos é um compromisso que a gente tem que ter. Eu, como policial militar, capitão do batalhão de operações especiais, chefe da comunicação estratégica, eu tenho esse compromisso para mim.
de comunicar e oferecer referência para essas crianças. É isso. Quando você faz uma pergunta, por que morreram mais de 90 criminosos lá na operação do dia 28 de outubro de 2025? Por que morreram aqueles 92 criminosos? Eles morreram por quê? Ah, morreram porque a polícia matou.
Morreram porque confrontaram a polícia. 121. 121, né? 121. Por que morreram esses 121 narcoterroristas? Eles não morreram só porque a polícia matou, não morreram só porque enfrentaram a polícia. Eles morreram por uma causa que eles acreditavam. Eles morreram para defender o Edgar Hugo Dock.
E isso nasce na mente e no coração dos caras. Para eles, eles estavam fazendo algo muito importante. Morreram como homens. Estavam fazendo algo muito importante. Hoje, os nomes deles estão pichados pela favela. Saudades MK, Saudades MT, Estado Opressor. Eles morreram como heróis. Indo mais a fundo, você vê o papel das redes sociais nisso, além da música, para tomar as mentes e os corações desses jovens.
Quando você percebe uma traficante como era a Diaba Loira, ela veio lá da região sul do país para o Rio de Janeiro. Lá ela já tinha cometido homicídio, mas antes fazia faculdade de Direito. Vivia uma vida completamente normal até cometer um homicídio e procura refúgio no Rio de Janeiro.
Por conta da DPF-M335, o Rio de Janeiro acabou se tornando um local dito seguro para criminosos de outros estados. Eles estão vendo que não é. E um belo dia eu amanheci, monitorava alguns criminosos, amanheci, acessei aquele perfil lá onde eu fazia esse monitoramento e vi uma pessoa com celular caminhando dentro da favela, ostentando um fuzil, falando E aí, galerinha? Hoje estamos aqui, etc. Os alemão isso, os alemão aquilo.
Ela se comportando como se ela fosse uma Virgínia, como se estivesse fazendo algo completamente normal. E aí eu vi que ela tinha ali 3 mil seguidores, daqui a pouco 10, daqui a pouco 15, daqui a pouco 20. Falei, gente, ela está dizendo que é uma criminosa na arco-cultura. Por que diabos tem tanta gente seguindo essa pessoa?
Aí ela se desentende, ela estava no comando vermelho, ela se desentende com a facção e faz o movimento que a gente chama de pular. Pula para o terceiro comando. Lá no terceiro comando, depois de algum tempo, ela acaba sendo morta pelos próprios traficantes. Em princípio, por traficantes do comando vermelho, porque ela teria matado um companheiro quando ainda estava na facção e pulou para o terceiro comando buscando refúgio. Aí puxando uma guerra ali no campo e ela acabou morrendo. Ela morre.
Aí pensa assim, agora ficou claro para todo mundo que ela era uma traficante, o perfil vai ser esvaziado. O perfil dela bateu 70 mil seguidores. Aí nós temos um outro caso, que era o Falcão, conhecido como Gotinha, segurança do TH, da Maré. Líder da organização criminosa Terceiro Comando ali na Maré. O TH foi perseguido, reagiu à prisão e acabou sendo neutralizado por policiais do BOPE.
Só que esse Gotinha, ele mantinha um perfil, em que ele divulgava joguinho, joguinho de aposta, etc. E eu sabia que ele era vagabundo, porque hora ou outra ele soltava um history com fuzil, hora ou outra ele soltava um history atirando, mas também ele fazia um papel social, ele entregava bombons para as crianças, andava em motões, andava em carrões, fazia uma ostentação segurando dinheiro em espécie.
Falei, gente, mas por que esse cara tem tanto seguidor se todos sabem que ele é um bandido? Daqui a pouco, 120 mil seguidores. Falei, bom, gente, até ultrapassou o número de moradores daquela comunidade. E aí, ele enfrenta o BOP para garantir a fuga, tentar garantir a fuga do TH. Ele acaba sendo neutralizado.
aí eu falei, ok, agora tá óbvio pra todo mundo que ele é um vagabundo, os pais e as mães vão determinar que essas crianças e adolescentes parem de seguir esse cara, ele chegou antes do perfil dele ser excluído, chegou a bater 250 mil secretores esses caras são fascínoras eles são responsáveis pela morte por dois policiais, patrões de operações especiais o Wolfgang e o Jota Cruz teve mais dois policiais que foram baleados nessa ação, mas graças a Deus eles sobreviveram inclusive esses policiais
desenvolveram bastante o trabalho para ocorrer essa operação e no caso ainda tem um outro que é mais comediante, que é o Malandrex quase meio milhão de seguidores a perfil ativo se tu abrir aí agora tá fazendo story dentro da comunidade e é
Dito meme, né? A galera compartilha coisa, ele zoou os outros bandidos, mostra como se fosse uma coisa normal, uma vida, uma rotina, como se fosse... O Dário Moreira dentro do Batalhão. Bom dia, gente. Tô aqui no Batalhão hoje. Vamos pra mais uma. Um digital influencer do crime organizado.
e eu coloco só para fechar? eu conheço alguns influenciadores de São Paulo e daqui do Rio que frequentam e estimulam essa cultura também pessoas que na internet pregam, mas vivem vindo para o Rio para dentro da Rocinha
Posando do lado, na internet não joga, né? Mas posando do lado de bandido, tirando foto, ostentando arma. A Deolane era uma que tinha, com o próprio TH, foto abraçada, que foi publicamente... Usou o cordão. Usando o cordão. Então, qual é a mensagem que eu passo para o cara que também não é da comunidade, e eu como uma pessoa influente perante a sociedade? Pô, vá à comunidade. Vá lá no baile da Disney. Vá conhecer.
Enquanto a gente tem a Tavares, que é segura pra qualquer pessoa que queira ir lá agora, nesse horário agora da noite, vai subir lá a Tavares sozinho não vai acontecer nada mas qual o estímulo? Não, tem que ser Rocinha vai no complexo da irmão Esse número que o Brito colocou aqui da operação dia 28 do 10, ele foi muito contestado na questão de, ah não, porque tanta
tanta gente neutralizada. A escolha do conflito é sempre do marginal. A gente tem vários vídeos, hoje a tecnologia permite isso, vários vídeos de marginais se entregando e eles vão ser presos, vão sofrer a perseguição penal.
É importante frisar que a questão da Tavares, como o Pracen estava falando e eu iniciei, ela não é só uma questão policial, é uma questão realmente de mudança de cultura. A polícia no bico não é o que faz só a diferença. O policiamento preventivo, ostensivo, não é só ele que faz a diferença. A polícia judiciária não é só ela que faz a diferença.
As atividades de segurança pública, elas são atividades multidisciplinares. E dentro do batalhão de operações especiais, a gente, por ser uma unidade escola, o batalhão de operações especiais é uma unidade escola. O que eu quero dizer com isso? A gente é uma unidade que preza pela instrução. Então, o nosso policial, ele entra de serviço, ele vai ter instrução. Ele vai aprender, ele vai reforçar um treinamento que ele já tem, ou ele vai ensinar. O ciclo das operações especiais.
Treinar, operar, instruir. Treinar, operar, instruir. O que a gente visa com isso? Excelência. A polícia é feita de homens e mulheres que são verdadeiros heróis anônimos, Villela.
São pessoas que saem todo dia de casa. O Batalhão de Operações Especiais, unidade da Polícia Militar que eu estou hoje, ela só é um estandarte dessa excelência. Ela só é, ela mostra o que a Polícia Militar é capaz de ter. O Pracinho hoje está com a camisa do Batalhão, isso mostra o nível de orgulho que as pessoas têm. Eu te dei a gandola do Batalhão de Operações Especiais. Essa gandola, infelizmente, ela já viu muito combate. A gente não sai de casa.
porque a gente odeia o marginal. Nenhum policial sai por isso. A gente sai de casa para trabalhar pelo que a gente está atrás da gente, pelo que a gente ama, que é a nossa família, nossos amigos, a sociedade, o Estado. É uma causa muito maior do que a gente. Cada policial carrega em si uma causa muito maior que ele. É um propósito.
É uma coisa que vem lá de trás, lá do berço. Lá do berço, eu digo, não é do meu, não é do dele, não é do pracinha, não é de quem quer que seja entusiasta da atividade policial. É do berço da sociedade ocidental, lá da Grécia. É uma coisa que a gente carrega dos valores mais básicos. É o que faz a gente ter o propósito que seja maior que a gente. E dentro do juramento das polícias, tem uma frase que é muito forte, que não é só uma frase. É mesmo com o sacrifício da própria vida.
Isso é muito forte. Então, se você tiver oportunidade de ir numa formatura, você vai ver o policial chorando. A família dele chorando. Porque aquilo ali mostra que ele está disposto a abrir mão do que ele tem mais precioso. O curso de operações especiais não forma o cara para ser só destemido. É muito mais que isso. Para ter lealdade.
é formar ele para ser impossível, para fazer o impossível. Porque missão dada é missão cumprida e todo policial, seja civil, militar, todo mundo que trabalha na segurança pública tem essa noção. Então, isso é importante a gente dizer. Ter a sociedade do nosso lado, a sociedade entender que cada pessoa que está dentro do sistema de segurança pública está disposto a dar o que tem de mais precioso.
que é o direito básico em pró do outro. Isso é ser policial, isso é acreditar no propósito, maior do que ele. O hino da polícia militar, que é do Rio de Janeiro, embora seja policial, civil, eu penso ser.
O hino da Polícia Militar do Rio de Janeiro, o hino policial mais bonito do país. Tem uma parte de ser policial, é sobretudo uma razão de ser. É enfrentar a morte, mostrar-se forte no que acontecer. Isso é só um dos trechos. O hino todo é um hino lindo.
E é bem isso aí que ele colocou. O policial lida hoje com os dois maiores bens jurídicos tutelados pelo nosso sistema jurídico aqui, que é a vida e a liberdade. O policial, toda vez que ele se depara com uma ocorrência, ele está concorrendo para perder uma dessas duas.
Perder a vida ou perder a liberdade a partir da compreensão de um magistrado, a partir da compreensão da opinião pública, da imprensa. É um serviço que custa muito caro. Mas o policial fez concurso sabendo que ia morrer. Não, não está escrito, não tem isso no edital. Está fazendo para morrer. É uma palácia que todo mundo coloca. Hoje, antes de a gente começar esse episódio...
O Vilela fez algumas perguntas sobre as movimentações aqui fora. Eu falei, não, aqui, cara, tem uma viatura ali, outra ali, outra ali. Por isso você pode andar com tranquilo. É isso, o policial faz concurso para que você que está em casa possa andar tranquilo. Seja polícia civil e militar de São Paulo, polícia civil e militar de qualquer estado, inclusive do Rio de Janeiro. É esse o compromisso que o policial assume quando decide fazer aquela prova, é esse o compromisso que ele assume quando faz um juramento.
É óbvio que nós sabemos que a morte é um risco que nós corremos, mas não fazemos concurso.
para isso, mas estamos dispostos a pagar esse preço. O policial sai de casa para cumprir as 12, as 24 horas de serviço dele. Se tiver algum problema, vai resolver. E o vagabundo que faz a escolha de sair de casa para cometer atrocidades. E muitas vezes acaba batendo de frente com uma viatura de polícia que faz serviço. Por exemplo, o BOP, ultimamente, que não é a função do BOP, o BOP fica quartelado.
e sai para as missões específicas. E ultimamente, as viaturas regressando para o batalhão têm batido de frente, teve acho que duas ou três ocorrências esse mês, e que pegou o bandido roubando na hora. E esse exemplo acho que é claro para a questão de percepção de segurança. Porque muitas vezes uma operação, imagina você, você morando em determinado bairro e você está ouvindo o tiro, o disparo de arma de fogo. Vários disparos de arma de fogo.
Isso não aumenta a tua sensação de segurança. Pelo contrário. Você está ouvindo o tiro e fala, cara, não vou sair de casa. Agora, quando você vê a imagem, a viatura do BOP, indo atrás da polícia militar, de qualquer órgão de segurança, atrás do marginal, que acabou de cometer um roubo, roubou o bem de uma pessoa, rendeu o cara, o cara está correndo por perigo, o outro cara está armado, ele vai na direção. Aquilo ali trouxe para a população, a gente vê o nível de enganjamento.
A pessoa fala assim, cara, meu direito mais básico está sendo preservado. Olha o que esse cara está fazendo, está correndo para cima de outra pessoa armada, botando a vida dele em risco para proteger a minha, para proteger o bem de outra pessoa. Isso é trabalhar em cima de percepção de segurança.
A polícia militar, a polícia civil, ela agindo dessa forma e principalmente comunicando isso, porque as polícias são um canhão, a gente brinca que a polícia faz até atividade de polícia. Até faz isso. Até faz isso. Porque ela vai desde atividade policial, que ela foi feita.
A atividade, por exemplo, o 40º Batalhão da Polícia Militar, ele desenvolve um trabalho social com crianças no espectro autista. E ele é ofertado para filhos de policiais e para pessoas da comunidade que não têm acesso a isso. A gente sabe que é um tratamento muito caro.
E essas crianças têm acesso e a gente sabe o quanto que isso é importante. Olha quanto que está fazendo de mudança na vida daquela pessoa. Porque, cara, se você pega uma pessoa, se você consegue mudar a vida de uma criança, você está mudando a vida da família toda. Porque a criança nessa condição, ela demanda muita atenção. Às vezes a família, na maioria das vezes, infelizmente, ela não tem acesso a esse recurso.
Esses dias o secretário estava falando, olha, a polícia é um canhão. Um canhão em que sentido? A gente faz tanta coisa, tanta coisa. A polícia civil também desenvolve, o Rafa fazia o papo de polícia, que era um trabalho... Papo de responsa. Papo de responsa, é isso.
que era um trabalho de conscientização das pessoas, da comunidade, de mostrar algumas coisas, direitos e deveres. Isso faz com que a formação social da pessoa, porque estar inserido numa sociedade é muito mais do que dever. Você ter só deveres ou só direitos. Você tem que entender o que você pode fazer, até onde você pode ir. Porque quando você está com som alto na sua casa e está incomodando o seu vizinho que tem que acordar 5 horas da manhã... Quem se achou?
Porra, cara, se você não tiver esse nível de conscientização, é muito difícil você viver em sociedade. Então, a atividade policial, ela vai desde essa atividade social, que é de suporte à comunidade, até essas pequenas intervenções no convívio social, que vão melhorar muito a percepção social. A gente brinca que o BOP é uma unidade de última rácio. O que é isso? É um batalhão que é chamado quando tudo não deu certo.
E no Rio de Janeiro isso acontece com uma certa frequência. Então, a gente tem lá um acionamento para ocorrência com reféns, a gente tem um acionamento de medida emergencial. O que significa isso? Uma guarnição está operando em uma comunidade.
E a capacidade operacional daquela fração de tropa foi suplantada. O que eu quero dizer com isso? Eles não conseguem mais responder em justa agressão. Às vezes eles estão encurralados. Então o BOP vai para isso. Então é uma unidade de intervenção. É uma unidade de última raça. Isso na segurança pública nem sempre vai atuar na percepção, mas é necessário. A gente precisa disso.
O que a gente tem que pensar, principalmente nesse tipo de ocorrência, é como que a sociedade se sente. E como é bom a gente fazer isso. Isso que move a gente. É isso que a gente brinca, ele dá o gás. Que é você falar assim, porra, meu irmão, que orgulho de vestir essa farda preta. Que hoje não é preta, né? É preta, não é? A gente usa o preto ainda no expediente para a Companhia de Intervenção Tática.
Mas o preto é o indumentário. O que eu orgulho de vestir é essa farda. Quando eu digo preta, ou de forma da polícia militar, ou brito na polícia civil, é o orgulho de fazer o bem. De você ter, no meu caso, o brevê de operações especiais que é a faca na caveira. O símbolo é... O pessoal brinca, fala que a ideia é o crânio de ser morte, não pelo contrário. A ideia da faca na caveira é sobrepujar o impossível.
É a vitória sobre a morte. O que você imagina, Vilela? Você subir numa comunidade, em 30 quilos, sol do Rio de Janeiro, você está experimentando aqui, sob fogos, inimigos, drone, drone, drone arremessando granada em você, as pessoas, população civil passando, você tendo que se preocupar com a sua segurança, com a segurança da população civil, com a segurança do seu colega. Você imagina você fazer isso?
O nível de complexidade. E às vezes você tem milésimos de segundo para decidir se você vai disparar um fuzil 7.62 ou não. E esses milésimos de segundo podem fazer a diferença entre você ser alvejado, seu colega ser alvejado, uma pessoa ser alvejada. Esse é o nível de complexidade da atividade policial. Isso que o policial enfrenta na linha. Então, esses homens e mulheres que estão...
Guarnecendo o nosso direito de irivir. Porque se hoje a gente pode estar aqui, é porque teve uma série de pessoas que saíram de casa, colocaram esse uniforme, estão dispostos a dar esse direito para a gente. É o direito mais básico. Vida, propriedade e liberdade. É isso que a gente guarnece, é isso que a gente acredita. Tem até aquele... O meu vídeo na Cidade Alta, né? Muitas vezes nem sobre fogo. Estava na janela do blindado.
O blindado entrando na rua, do nada. O vidro fica branco. Um disparo de arma de fogo. Se o vidro não é blindado, tem estourado a cabeça. A questão do blindado, que o pessoal fala muito aqui, do caveirão. O nome técnico é Veículo Blindado de Transportes Pessoal. Qual é a finalidade do blindado? O que você acha? Para que serve o blindado? Na tua ideia.
É pra chegar lá sem ser alvejado, né? Pra proteger os policiais que estão dentro, não é? Mais que proteger os policiais. Proteger a população civil. Ah, é? Sim. Por quê? Com um blindado, a gente necessita de muito menos fogos pra chegar no objetivo.
Não tem que ir abrindo isso, o caminho. Exatamente. Então você consegue usar um meio técnico, a tecnologia a favor da população. Então o que volta à questão da narcocultura, falar que o blindado é para oprimir a comunidade, não é para oprimir a comunidade, pelo contrário. A maior preocupação é com a pessoa que está ali, porque a gente sabe que aquele cara tem que estar no emprego dele 8 horas da manhã.
A gente tem total consciência disso. Então, o que a gente puder fazer para garantir que ele saia de casa em segurança, ou que ele decidir para ficar em casa, que ele fique em segurança, e a questão do blindado é fundamental para isso. Então, você consegue o policial passar pelas barricadas sem ter o risco de vida e, principalmente, guarnecer aquela população local, população civil, porque hoje a gente tem uma... O Brito estava falando sobre a questão da denominação de guerra ou não.
Mas algumas literaturas já falam de guerra de média intensidade e não internacional. Porque a partir do momento que você tem elementos armados com fuzil ofertando resistência para o Estado Democrático de Direito, isso tem que ser repensado. Então, essa...
É a realidade do veículo de transporte tropa. A gente hoje tem o advento dos drones que os marginais fazem uso e não fazem uso para monitoramento sólido. Eles fazem uso para equipar eles com material bélico. Então eles atacam outras facções, atacam a polícia. No dia 28 ficou notório isso. Então a gente vê o nível de descumprimento e de falta de cuidado deles com a população que tanto por vezes a narcocultura está prometido.
fala que eles se preocupam, eles não se preocupam. Eles estão só preocupados com a questão financeira, é só com eles. Em cima do que o David Moreira está falando, nos anos 2000, a gente teve, quando lançou o primeiro blindado, proibiram a operação com blindado, que era covardia.
Para o bandido, que o bandido não tinha como se defender. Coitado do bandido, cara. Sim, a gente tem essa limitação. E hoje a gente também tem a mesma experiência. Só que diferente do blindado, é a proibição do uso de aeronaves, do uso de helicópteros. A polícia não pode usar. Hoje está liberado. Não, mas ela não pode ter disparo de dentro do helicóptero. Só para voo de observação.
E se atirarem contra a... Não, isso foi um intertício. Teve uma decisão judicial que proibia, sim. A sensação que nós temos... A galera que está nos assistindo já deve ter jogado videogame. Aquele videogame que passa de fase é a segunda fase, é mais difícil. O mestre daquela fase tem mais armas. E aqui no Rio de Janeiro é assim. O vagabundo teve acesso a fuzil. Aí a polícia...
Comprou fuzil. Aí o vagabundo começou a se utilizar de barricadas, de uma posição estratégica, para atacar a polícia. Aí a polícia consegue o blindado. Aí alguém olha e fala assim, não, aí não está justo, tem que ficar mais difícil, tem que ser sem blindado. Aí proíbem o blindado. Aí depois de muita luta e explicações que o blindado era necessário, volta o blindado.
O bandido começa a evoluir em regiões como o complexo do Alemão, que é um vale. Para quem nunca teve um ano no Alemão, ele é uma espécie de vale. E é perigoso para a tropa porque ela fica vulnerável o tempo todo, porque ela está na parte baixa e o criminoso atira de cima. Então o helicóptero funciona para resgatar pessoas, tanto que a unidade aeromóvel aqui da Polícia Civil, o lema é lutar e salvar.
Já retiraram de dentro da comunidade criminosos feridos para salvar a vida do criminoso. Já salvaram moradores. O helicóptero da Polícia Civil já transportou medicamentos. Já transportou órgão. Nossa. Já levou socorro para a tragédia de Petrópolis. Já prestou socorro. Já foi utilizado no Rio Grande do Sul. Mas...
Falando sobre operações, teve um momento que alguém olhou e disse não, o helicóptero fica fácil para eles. E um detalhe, o helicóptero da Polícia Civil, que é o que está sempre em maior evidência na imprensa, nunca alvejou um morador. Nunca alvejou alguém que fosse alheia ao confronto. A única vez que venderam essa ideia para a imprensa e a imprensa comprou,
Quando a perícia... É muito fácil saber se o disparo foi ou não do helicóptero. O disparo tem que ter vindo de cima. Um adolescente que parece que quando foi encontrado, quando foi levado para o hospital, apareceu uma camisa da escola. Aí eu não estava no local, não tem como afirmar se ele estava, se colocaram essa camisa na escola. Mas vi de operação...
o resultado da operação do dia 28 de outubro de 2025, em que os moradores mexiam ali nos corpos, tiravam os apetrechos ali do crime, cinto tático, roupa camuflada, não duvido que eles tenham colocado a camisa de escola naquele adolescente, e ventilou muito forte na imprensa que aquele adolescente foi alvejado pelo helicóptero da Polícia Civil que tinha atuado ali naquele dia. Quando foi feita a perícia, ficou comprovado, através de laudos,
que aquele disparo não foi da Polícia Civil, que foi um disparo que veio da parte que confrontava a Polícia Civil na Terra. Mas, utilizaram-se elementos como esses, narrativas como essa, para proibir a operação com helicópteros. Beleza. Lembra a questão do muda de fase? Sim.
Também não queremos que atuem perto de escolas, afinal de contas a culpa é da polícia se as crianças estão sem aula. A culpa é do crime. A culpa é do crime organizado. Aí eles proibiram operações policiais no entorno de escolas e de unidade hospitalar de atendimento de saúde. O que os criminosos fizeram? Montaram a boca de fumo dentro da escola. É. Eles contiam drogas e armas dentro de uma clínica da família.
Não pode helicópteros. Aí quando parece que a polícia vai se aproximar de novo, agora a gente vai acabar com esses caras, a gente vai acabar com o crime. Vamos colocá-los lá para o limite da favela para eles ficarem em uma área bem insignificante. A DPF das favelas. Está entendendo? A polícia nunca chega lá porque o próprio Estado está sempre tolindo.
a liberdade da polícia de atuar. A questão do Estado, não o Estado do Rio de Janeiro. Não o Estado de forma geral. São partidos políticos, ONGs, envolve muita gente. Partidos políticos, ONGs, decisões judiciais, leis frágeis, sempre impedindo que a população quer muito resultado. Mas já falamos aqui algumas vezes. A polícia faz de tudo. E às vezes até atividade policial. E como se não bastasse.
O número do efetivo hoje da polícia civil, da polícia militar, é insuficiente para atender a demanda. Nós temos cerca de 16 milhões de pessoas no Rio de Janeiro, é isso? Me corrijam se eu estiver errado. Estado, sim. No Estado, sim. E nós temos aí 42 mil policiais militares. Não dá, esse cobertor está curtíssimo. Aí quando você vai olhar, o policial militar está fazendo de tudo. Faz tudo, o policial militar do Rio de Janeiro faz tudo.
faz tudo e é cobrado como se não fizesse nada, como se só fizesse o mal. Hoje, como temos as redes sociais muito bem utilizadas pelo Batalhão de Operações Especiais, muito bem utilizadas pela CORE, pela Polícia Civil, que está levando uma aproximação da polícia com a sociedade, não mais apenas um canal de televisão falando olha, hoje a polícia... Observei uma vez, Gilela, estava me preparando para ir trabalhar na polícia.
E aí o telejornal da manhã falava assim, olha só, ali, vagabundos, armados com fuzis, em plena luz do dia, e a polícia não faz nada. Falei, caraca, é. Denunciaram a posição dos caras, a polícia tem que fazer alguma coisa. Fiquei com essa, nós temos que fazer alguma coisa, isso faz total sentido. Aí no outro dia a reportagem era a seguinte, olha só, por causa da polícia, as crianças não têm aula mostrando a mesma rua.
Então, eu acredito que a segurança no Rio de Janeiro vai começar a funcionar quando houver essa integração multidisciplinar, como o W. Moreira falou aqui. Uma integração que envolve a participação do cidadão, mas envolve o judiciário, mas envolve o Ministério Público e envolve também as polícias. Envolve o governo federal, o estadual, o municipal.
Essas pessoas têm que parar de pensar no seu próprio umbigo, têm que parar de pensar como personagem principal. O secretário da Polícia Civil não pode ser o principal da Segurança do Rio de Janeiro, mas também não pode ser o secretário da Polícia Militar, e também não pode ser um juiz, e também não pode ser um governador, não pode ser um deputado federal. Todos esses atores têm que se unir em busca de um propósito maior.
As coisas aqui não podem se resumir em política. Não podem se resumir na minha autopromoção. Quem faz dessa forma não entendeu o termo servidor público. Está fazendo mal. Está fazendo de forma canalha. Porque não tem que ter. O Estado é soberano. É o Estado. A pessoa tem que olhar para cada um desses servidores e enxergar o Estado. Seja ele Rio de Janeiro, seja o Estado União.
Não era para ter um ato, olha, esse cara no judiciário hoje é o cara do momento. Não, esse secretário de polícia é o cara do momento. Não tem que ter esse momento, esse momento não tem que existir. Todas as instituições públicas e privadas deveriam se unir, inclusive a imprensa, se unirem para um propósito maior, que é o bem-estar da população de forma geral. Mas a gente vê hoje um jogo de vaidade. É quando tu vai ver que o presidente da alerje metido em sacanagem.
Tem deputado que respondeu por nove crimes, todos ligados às organizações que exploram tráfico de drogas. Aí quando tu vai olhar, o presidente da Alerja está de conversinha com esse mesmo deputado, avisando que vai ter uma operação na casa dele. Esse embargador... Não tem como isso funcionar. Então, assim, se você já assistiu Tropa de Elite 2, assista mais uma vez e compare com esse momento. O Rodrigo Pimentel é um profeta.
E um ponto também é a questão midiática, a questão do jornalismo. Recentemente a gente teve um caso que veio à tona, não sei se chegou a rodar em São Paulo, que foi a morte do Tiaguinho da Cidade de Deus. Não sei se teve acesso. A gente tem os policiais presos, os policiais provando inocência, vão a julgamento inocentados. No dia seguinte aos policiais serem inocentados,
Uma jornalista do SBT Eu vou deixar claro que já teci alguns comentários sobre ela A Isabela Benito Como jornalista Ela pega o papel de tomar as dores Da família desse menor Que foi morto Enquanto atirava nos policiais
falando que é absurdo os policiais serem inocentados, que é uma criança que sangra, que ela não pode aceitar a decisão do judiciário, começa a chamar o Júlio Popular de burro, numa linguagem popular, dizendo que são pessoas leigas, que não deveriam estar ali, condenando todo um trabalho, falando que não importava se o menino estava armado nas fotos, mas que era só uma criança, que tinha o sonho de ser jogador de futebol.
Então, para quem não está nas redes sociais e para quem se alimenta daquele jornalismo tradicional, ele tem aquela imagem de que, caramba, mataram um menino que tinha o sonho de ser jogador de futebol. Mas a realidade, e ainda mais quando você ouve uma jornalista que tem uma vasta experiência, que não é uma menina que está começando agora, que você tem aquela confiança de estar todo dia ali assistindo e por aí vai, você fala, caraca, ela tem razão, os policiais são monstros.
E aí acaba pintando aquela bandeira de que a polícia sempre está ali para prejudicar, que ela está ali para destruir sonhos, que ela entra na comunidade para pegar o menor, mas nunca tem aquela questão de, e esse menor estava fazendo o quê?
Nunca tem ali aquela situação de que ele está atirando, que ele está indo contra os policiais. Sempre ao contrário. Nunca se tem o porquê ele foi morto, mas sim mataram um jovem, mataram os pais de família lá do Complexo do Alemão. É sempre essa narrativa. Essa questão do confronto e de quem...
porventura seja neutralizado e que seja dado a essa pessoa alcunha de cidadão de bem ou menor inocente, ela vira tona, eu acho que vai ao encontro do que a gente estava falando. Mas, parafraseando uma frase de um autor que eu gosto bastante, que é o Nassim, Nicolas Taleb, ele fala sobre a questão da maioria silenciosa e da minoria intolerante.
A maioria silenciosa, quando ela se cala, o mal pode reinar, pode ganhar espaço. Então isso é uma provocação à sociedade como um todo de repensar isso, porque muitos vêm, não concordam, mas optam por não se expressar. Quando a gente tem uma minoria intolerante que a todo momento ataca a polícia e como nesses casos que ficou claro, a persecução penal deixou claro,
que se tratava de um criminoso, será que, de fato, a maioria da sociedade concordava com isso? Então, isso é uma provocação, Vilela, porque a gente tem que repensar essas coisas. A gente, como sociedade, o que a gente quer? A gente quer sair de casa com a nossa família, ter o direito de ir e vir, ter o direito de, se assim desejar, adquirir um bem e não ser atentado contra a nossa vida.
por conta desse bem, porque é uma loucura você pensar que você pode perder a sua vida, você, sua esposa, suas filhas, por conta de um patrimônio. Isso é uma insanidade. Enquanto a gente achar que um marginal que decide ceifar uma vida por conta de um patrimônio, isso é perdoável.
A gente pode se questionar como sociedade. Claro. Porque eu acho que ninguém sai de casa disposto a matar o outro por um celular. Ninguém de bem. Isso é uma insanidade. Quando a gente repensa isso, esse conceito, a gente sabe que a sociedade acredita nisso. Mas às vezes por uma escolha racional de não querer se expor. Mas até onde que... ... ...
Essa escolha faz sentido. De você não expressar a sua insatisfação. De você, que não concorda com isso. Mostrar que você não concorda com isso. Porque a gente é maioria. As pessoas de bem são maioria. Quem decide fazer o bem é maioria. A gente não pode deixar essa minoria intolerante dominar o nosso Estado, o Brasil e qualquer coisa que seja.
Afinal, ficar em silêncio também é escolher um lado. Exatamente. Lênin, tem alguma dúvida do pessoal aí? Olha, tem algumas perguntas aqui que eu separei. O Ivan está perguntando o seguinte. O que precisa acontecer nos próximos cinco anos para que o Rio de Janeiro reduza de fórmula estrutural o poder do crime organizado? Eleições. Então, eu acredito que falta integração.
Falta a integração do Estado do Rio de Janeiro com o governo federal. E no âmbito do Rio de Janeiro, já tem uma integração boa entre a polícia civil e a polícia militar.
mas ainda percebo uma ausência da participação das outras duas polícias nisso. A Polícia Rodoviária Federal participa bem, mas especificamente a Polícia Federal eu não vejo atuando de forma conjunta com a Polícia Civil e a Polícia Militar no que diz respeito ao combate a organizações criminosas que exploram território.
Nós tivemos agora uma operação recente em conjunta da Polícia Civil com a Polícia Federal, que acabou capturando o contravento aqui. Nós queríamos ver isso também. Eu vejo como uma das soluções é uma integração da Polícia Federal, da DRE da Federal, com a DRE do Rio e a Polícia Militar nos batalhões locais e batalhões especializados. Isso para começar a integração. Depois, uma integração maior.
diálogos maiores do governo estadual, independente de partido ou de viés ideológico, do governo estadual com o governo federal e governos municipais. Um diálogo maior, uma integração maior.
dos juízes e promotores com os delegados de polícia para poderem compreender melhor o cerne da questão. Então, o que está faltando hoje é uma reunião multidisciplinar, sem egos, sem vaidades, sem interesses políticos, pautados na solução do problema. Se todos esses atores passarem a pensar de forma integrada e com o único objetivo, que é a solução do problema,
A médio e longo prazo não vai ser algo que vai acontecer no estalar de dedos, mas a gente começa a pensar numa época melhor para a segurança pública do estado do Rio de Janeiro. Esse é o perfeito. Eu acho que a reboque disso que o Brito falou, a questão da asfixia financeira, ela é de extrema importância. Obviamente que, em paralelo à valorização da classe policial, a gente entende que o ambiente de trabalho melhor, reconhecimento social.
tem um peso enorme na prestação de serviço, recuperação dos territórios, desarticulação das quadrilhas, o que a gente vem vendo ao longo desses últimos anos com a prisão, a neutralização do TH no ano passado, Mato E, dentre outros. E além, óbvio, de...
o aparelhamento do Estado com outros entes, com saúde, educação, investimento social na estrutura familiar. O que eu quero dizer com isso? As famílias receberem apoio para saber o que fazer dentro de um seio familiar. Como prever e antever um comportamento de risco da criança, ver que a criança está seguindo por um caminho, porque aí sim a gente está prevenindo.
Como eu tinha falado há pouco, a polícia, por si, não é um remédio. Ela está com sintoma de uma doença social muito grave. A violência é o sintoma. A doença é muito mais ampla do que isso. Então, a solução é interdisciplinar. Então, vai desde a asfixia, como o Brito falou, a reunião de entes federais, estaduais, eu até somo isso, os municipais.
a gente usar os órgãos de fiscalização financeira, que tem muitas ferramentas, porque a partir do momento que a gente identifica essas lideranças, a gente desarticula essas organizações criminosas de narcoterroristas. E, óbvio, toda a persecução penal, os presídios, a gente tem que pensar...
em como aparelhar melhor os presídios. A Polícia Penal Federal, as polícias penais estaduais fazem um trabalho excepcional, merecem a atenção do Estado, dos entes federativos. Então, essa solução de segurança pública, com certeza...
ela vai dar resultado. Óbvio, a gente entende que a médio prazo nenhuma solução é bala de prata. Não tem pílula mágica. Quem vende uma pílula mágica, quem chegar aqui e falar que isso vai resolver, não vai resolver. O problema é muito complexo. Demanda soluções complexas, mas será resolvido. Porque, Brito Vilela, enquanto existe um policial que sai de casa todo dia disposto a cumprir a sua missão,
a gente vai lutar por isso. E mesmo que eu não esteja aqui, os que me treinaram vão estar, ou os que eu treinei vão estar, ou os treinados pelo que eu treinei. Porque é isso. Pode passar 100 anos, pode passar 200 anos que a gente vai continuar acreditando nesse propósito. Porque, como eu falei, é maior do que a gente. Na questão que ele ia falar, mas nada disso precisa... Para dar certo, precisa da colaboração da sociedade.
Quando a gente fala também não só de polícia, mas também é uma responsabilidade de todos ali. Quando o cara opta por comprar um celular fruto de um roubo, uma peça de moto fora do mercado, no mercado paralelo, produtos falsificados, isso também são formas de a gente enfraquecer o crime organizado.
Então é importante não só a atuação policial, mas também como a sociedade em si tomar consciência. O cara que fala assim, vou comprar com o cambista, a peça original está muito cara, vou ali no tião do desmanche e vou comprar lá. Então são formas de a gente enfraquecer e fortificar a nossa segurança em si.
Fala, Lenin. O Felipe está perguntando o seguinte, como enfrentar o avanço das milícias sem criar um vácuo de poder que seja rapidamente ocupado por facções? Acho que a questão das organizações criminosas, toda ação tem que ser estruturante. Então, nem sempre, quando a gente desenvolve uma atividade policial, o que está no jornal, o que está na internet, ela consegue enxergar ou vai saber toda...
especificidade da atividade policial. O que eu quero falar com isso? A gente não pode divulgar, e nem seria inteligente a gente divulgar, tudo o que a gente faz para asfixiar isso. Então, naturalmente, quando você começa a fazer atividades que você desarticula uma quadrilha, você já tenta enxergar o que seria a rendição, que a gente chama.
para já trabalhar em cima disso e, de fato, desarticular aquela quadrilha. Havia um enfraquecimento daquela quadrilha. E acredite, isso está ocorrendo. O Paulo está perguntando aqui sobre a tecnologia. Se é uma grande virada de jogo ou ainda esbarra em limitações legais operacionais. Então, existem ferramentas que, muito embora sejam utilizadas em outros estados, estados agora eu falo países, no Brasil... ...
nós encontramos limitações por conta da lei que nós temos, por exemplo, a lei de interceptação telefônica. Nós já avaliamos, eu quando trabalhei na Secretaria de Segurança Pública, especificamente na Subsecretaria de Inteligência, nós enfrentamos dificuldades.
de adquirir determinadas ferramentas. Tinha o dinheiro, tinha a intenção, a ferramenta era eficiente, mas não se enquadrava nos moldes da legislação brasileira, então nós tivemos que abortar essa missão. Óbvio que nós conseguimos ainda comprar ferramentas que nós não podemos sequer comentar a função delas aqui, o que elas fazem.
Mas ainda existe uma alimentação pequena, mas existe. Ainda há necessidade de muito investimento em tecnologia. Mas existe um plano de fundo que é feito pelas agências de inteligência do Estado e muitas vezes existe essa cobrança. Nossa, teve muito tiro no complexo da Penha. A inteligência não trabalhou. Pelo contrário.
A inteligência trabalhou muito e estava tão perto de pegar o DOCA que, por isso, aquele tiroteio todo. Tudo isso envolve uma tecnologia que não é veiculada, nem pode ser, nos podcasts nem na imprensa. É algo que as agências mantêm de forma oculta. E todas as vezes que você percebe essa... Mas vamos falar, mas houve outros chefões do tráfico que foram capturados.
Sem uma grande operação. Houve, mas esse cara deu um mole. O cara, o Vaidade, foi fazer um tratamento. Como foi aquele cara do pó lá do...
Aquele cara do pó que foi preso no salão de estética. Acho que se não me deram igual. Era o químico do... Ele já tinha trocado de rosto mil vezes. Não, não, não é esse não. É o químico. É o químico ali da maré. Foi capturado e ele estava fazendo tratamento estético. Então ele deu mole a inteligência. Plotou ele, foi lá e extraiu. Teve o caso do Corolla também, que era um dos principais homens de guerra do Comando Vermelho e participante direto na expansão territorial ali no eixo Jacaré-Paguabarra.
Também deu mole, foi pra beirada da inteligência, tava monitorando ele, foi lá e extraiu. Mas existe alguns que não saem. E a polícia sabe pontuar, tá aqui, ó. Mas, cara, até você chegar aqui, você tá falando de andar 5 quilômetros, às vezes...
até um pouco mais, como é que chega com as várias contenções? E por isso essa quantidade de disparos, isso é resultado de tecnologia no âmbito das inteligências. Essa é a questão da quantidade de disparos que ele colocou. O ambiente operacional no Rio de Janeiro, acho que é de notório saber, ele é ímpar.
É importante colocar aqui que nenhuma polícia no mundo enfrenta criminosos, organizações criminosas, usando fuzil. Como você recebeu aí o projétil Inerte, pelo tamanho dele a gente consegue ter uma noção desse projétil. Ele é antimaterial, ele não é nem antipessoal. Ele é para usar contra a blindagem. Então, quando a gente tem uma polícia que enfrenta esses marginais,
esses narcoterroristas, naturalmente você vai ter uma polícia que vai ter o resultado, em razão da resistência desses, um resultado de neutralização maior do que ela gostaria. A política de segurança pública no Rio de Janeiro é sempre pautada em dados de inteligência. Infelizmente, a gente não pode divulgar.
Mas toda operação é baseada em dados de inteligência. Ela tem como norte dados de inteligência. Produção de dados de inteligência na Polícia Civil, ela é para a condução de inquéritos, na Polícia Militar é para o planejamento estratégico para a condução das operações. O doutor Felipe Cury, uma vez, ele falou sobre a questão de não ter inteligência, que seria uma alegação de uma pergunta.
Pelo contrário, quando tem inteligência, a gente tem um objetivo, onde a gente tem um grande alvo, existe maior resistência dos narcoterroristas. A resistência ainda é maior, porque eles têm que fazer essa resistência. Eles vão ofertar essa resistência sem nenhum compromisso com as pessoas que moram ali. Isso é importante pontuar. Então, toda operação que está próxima de um grande êxito...
eles vão praticar esse tipo de resistência e ainda mais. Você já deve ter ouvido quando eles convocam os mototaxis para ir para a rua, possivelmente já teve acesso a algum tipo de áudio, de WhatsApp, eles mandam as pessoas ir para a rua, colocar fogo em ônibus, porque aquelas pessoas estão ali sob o julgo desses marginais. Então elas são obrigadas a fazer isso. Alguns a gente sabe que são coniventes com os criminosos. A esses a lei.
a esse todo o rigor da lei. Então eles procuram sempre desestabilizar. Sempre que a operação é uma operação que está chegando a um grande êxito, eles vão ofertar essa resistência. E a polícia militar, a polícia civil, os órgãos de segurança, o batalhão de operações especiais é totalmente preparado para isso. E se resistir, só tem dois caminhos.
Ou é prisão ou vai ser neutralizado. Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra para trás. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil. E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYD Dolphin Mini, a partir de R$ 109.990 para a CNPJ.
Fala até uma concessionária BYUG e faça um test drive. Consulte condições em byg.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. O Evandro está perguntando o seguinte. Como combater o crime sem perder a confiança da população das comunidades onde as operações acontecem? Uma boa pergunta é essa. Acho que o cidadão de bem...
quando tem a operação policial, ele ainda se sente lembrado. Aquele território não pertence. Muitos acham que aquele território pertence ao crime, não. Aquele território faz parte do resto da sociedade, faz parte de um pedaço do Estado. E aquele cidadão de bem se sente representado. O que fica é revoltado.
se diz perder a confiança, é o cara que compactua ali com o tráfico de drogas, é o cara que está tendo uma vantagem, um benefício. Aquelas famílias que vocês viram ali na operação do Complexo do Alemão...
tinha pai e mãe que deram entrevista e falaram, meu filho teve o caminho que ele escolheu que ele preferiu ir pra esse lado eu tentei fazer coisas pra ele e outros que estavam gritando lá justiça entre outras coisas que foi covardia então esse cara ele vai sempre atacar o estado porque ele era um beneficiário do crime organizado agora, quantos moradores daquela comunidade não falaram, caraca Boa noite
legal, a polícia veio aqui, eu me senti protegido, eu me senti amparado, porque esses caras só tocam terror. Porque ali aquela imagem que eles criam de que eles eram vítimas, eu fico pensando muitas das vezes, eu falo assim, cara, o cara sai pra roubar, dá um tiro no cara na frente da filha, é por prazer, coisa, e não é covardia. Agora, quando ele morre, é um ato covarde.
Entendi. Então, assim, a população acho que ela se sente representada. E quem fala que não é representada por polícia é porque ele tem algum benefício ou tem ali o parente dele que ele contribui e ajuda ali diariamente para manter naquela vida e não tenta tirar ele daquela situação.
Como resposta a isso aí, um dado, isso que eu vou falar é um dado, 87% das pessoas que moram em comunidades aprovaram a operação realizada no dia 28 de outubro de 2025. Isso é já um sinal de que a população vem entendendo que a polícia é uma solução e não um problema. A Sueli está perguntando se a exposição nas redes sociais ajuda ou atrapalha o trabalho policial.
Aí depende muito do posicionamento do policial. Ele pode se posicionar de forma favorável à instituição e a si próprio. Os policiais são regidos por estatutos e regulamentos. Então, cada um concorre para aquilo que expõe. Nem todos falam em nome da instituição. Eu, por exemplo, hoje não estou aqui falando em nome da instituição. Polícia Civil fala em nome do meu próprio CPF, mas eu tomo cuidado.
Eu sou regido por um estatuto. Se o policial, quando decide utilizar as redes sociais, se apresenta como policial, ele tem que ter isso em mente. Se ele...
Se tiver em mente que ele é regido por um estatuto, por um regulamento, e não desrespeita o estatuto, eu acredito que favorece, aproxima, mostra que o policial, existe um ser humano ali, não é um robô, não é alguém programado, ele tem, mostra a parte da rotina, que ele tem filho, que ele sofre, que ele fica doente, e mostra para a população que existe alguém ali por trás da farda que é igual a ele, que passa pelos mesmos problemas, que enfrenta as mesmas circunstâncias.
que o problema do Estado que atinge, aquela pessoa acaba atingindo o policial também, então acredito que é por cima. A questão da rede social, na minha carreira, ela tem um aspecto bem peculiar, porque eu como oficial que fui forjado no Batalhão de Operações Especiais, eu estou há 12 anos no Batalhão de Operações Especiais, tive a grata satisfação de fazer o curso de 2014, no qual fui primeiro colocado.
E lá a gente aprende que somos heróis anônimos. Então, por muitos anos, eu sequer tinha foto no WhatsApp. E no ano passado, o Tenente Coronel Corbajo, o atual comandante do Batalhão de Operações Especiais, me delegou a missão de chefiar a sessão de comunicação do Batalhão de Operações Especiais. Essa sessão tem um histórico de ter grandes chefes. Teve já lá o...
coronel Blas, hoje coronel Marlisa, o próprio coronel Corbaje. Eu, diante disso, tive que me reinventar e entender a importância que é comunicar. Fui beber dessa fonte com vários colegas que hoje estão na rede social e asseguro, Sueli o nome dela, não é isso? É isso, Sueli. Sueli, a rede social é uma ferramenta de fundamental importância.
Graças a canais como esse, a gente consegue estar falando com a população. A população entender o que o policial passa, o que vários entes da sociedade passam. Aqui o Vilela abarca diversos temas, ele abre o canal dele, recepciona as pessoas. Isso faz com que vocês entendam.
porque a sociedade é feita por homens e mulheres. A gente está inserindo dentro do contexto, o convívio social determina isso. E hoje, a gente ignorar essa ferramenta seria abrir mão de uma grande ferramenta, literalmente sendo redundante, de comunicação e de estabelecimento de, acima de tudo, conexão.
que a gente quer conectar com as pessoas. A gente quer que as pessoas vejam quem é o capitão W. Moreira, quem é o policial, quem é o sargento Eber, que faleceu. Pai de duas crianças, marido. Quem é o sargento Serafim? Pai. Marido. Então, isso faz com que a gente conecte com vocês. Vôfrega. Jota Cruz.
É importante que vocês conheçam essas histórias, que essas pessoas tinham família, que essas pessoas morreram em cumprimento do dever por um propósito que é maior do que todos nós. Exatamente. A internet mostrou o que sempre tentaram esconder, que é o lado humano do policial. E a internet tem capacidade...
de se comunicar hoje, por exemplo, o cara que está lá no biolo da família, ele consegue ter esse contato, ver que existe uma vida, ela permitiu abrir esses horizontes. Mas eu acredito que o papel da polícia dentro das redes sociais é importante. Como toda e qualquer ferramenta, tem gente que usa ela para o bem, tem gente que usa ela para o mal.
Mas, pelo que eu vejo, a maioria dos policiais que estão nas redes sociais sempre estão valorizando, buscando sempre enaltecer o nome da instituição e, principalmente, buscar a proximidade entre a população, trazer a população para perto para que a gente não...
tenha pessoas indo para outro caminho, né? Porque o cara fala assim, pô, vê o Romulo. O Romulo saiu do Pantanal, né, Romulo? Pantanal. Pantanal, uma comunidade caótica de Duque de Caxias, perigosa. E vê hoje ele ser policial civil, ter sucesso. E o cara vê assim, cara, o cara saiu do mesmo lugar que eu. O Romulo, assim, vou usar o exemplo porque eu conheço bem a história ali do Romulo. É coisa...
É um cara que tem... A mãe vem do Nordeste. Eu venho do Nordeste. Vem junto com ela, né? Vem pra cá com três anos. A mãe batalhou pra criar ele. Ela sozinha ali cuidando dele. Ele teve amigos que foram pro crime. Viu amigos morrerem na frente dele. E mostrar uma história dele. Igual ele mostra nas redes sociais. Aí o cara que tá lá na comunidade fala, caraca...
O cara é igual a mim. Porque muita gente olha a gente nas redes sociais e fala assim, quantas vezes eu não ouvi, pra você é fácil, você não passa isso que eu passo. Então, assim, acho que a internet, ela quebra essa barreira e vê uma outra imagem, do Dado Moreira, do Rômulo, e vê que são pessoas como todas. Pois é.
O Cauã está perguntando aqui o seguinte, existe hoje vontade política suficiente para enfrentar o crime organizado até as últimas consequências, mesmo quando isso atinge interesses econômicos e eleitorais? Eu podia dar uma resposta grandona, mas eu vou resumir. Não, não existe.
A minha cara denunciou, o Romulo entregou, então é isso. Não existe, não existe vontade nenhuma, está todo mundo... Mas era no dia de eleição, os caras não vão se descer. Então eles vão fingir que estão fazendo. Efetivamente, e aí eu posso falar e não estou falando de forma política, porque eu observo quem faz. Então quando você olha para o coronel Menezes, é alguém que faz. Olha, Felipe Cury, é alguém que faz.
Os resultados deles falam por eles. Agora tem muita gente falando o que faz, o que se importa, o que quer. Mas aí você olha para a realidade do Estado, onde estavam essas pessoas? Tem pessoas que estão colocando a própria liberdade em risco. Vocês acham que é fácil para o Felipe Cury tomar a decisão de bancar uma operação daquela? Porque no final, é o CPF dele e dos policiais dele que estão ali. É o CPF do Coronel Menezes que está ali. Então, assim...
Talvez eu esteja sendo injusto, alguém que trabalhou muito, bastidor, duvido muito, mas quem colocou a mão na massa para fazer foi Felipe Cury, Coronel Menezes e todos os policiais que estavam envolvidos nisso. Policiais morreram, policiais ficaram feridos, tem policial com estresse pós-traumático por ter visto cenas duríssimas e se enxergar ali. Ele, como disse, quando falávamos sobre a aproximação através desse social, policial é ser humano.
Então, tem muita gente fingindo que faz, e tem gente até que fala coisas que antes diziam que não acreditavam, dizendo que acreditam agora. Então, esse é um ano importante. Eu sou assim, não está funcionando? Tem como consertar? Não tem. Exemplo. O cara foi deputado há oito anos atrás, aí se reelegeu para mais um mandato. Oito anos, aí pegou mais quatro. Esse cara não fez nada. Quem tirou esse cara?
Não tem por que eleger, só que o nosso sistema é feito para não funcionar. Se o cara está lá, o cara tem direito a tal da emenda parlamentar. O cara manda essa emenda para um prefeito, esse prefeito apoia ele. Aí o cara que é novo não tem como entrar porque ele não tem essa grana para bancar. Às vezes o cara tem boas intenções, as intenções dele são verdadeiras, mas ele não tem como tirar aquele ceboso que está lá. O jogo foi feito para errar. Não tem vontade política para melhorar. Do jeito que está para eles, está bom.
Do jeito que está, eles conseguem se articular dentro da favela, convencer o pobre que ali é o lugar dele, que a gente vai fazer a tua vida ser menos pior, tá? Mas tu vai continuar aí, porque para mim é importante que você continue aí. Coloca um rótulo, não, eles são os seus opressores e você é um coitado, mas eu estou te ajudando, olha como eu estou te ajudando. E coloca um círculo vicioso ali, coloca a pessoa dentro do círculo vicioso, que a pessoa toca a borda e volta para o centro. Toca a borda e volta para o centro.
Então, não existe essa vontade política de uma verdadeira libertação do Estado, de uma entrega genuína, para que aquelas pessoas ali passem a conhecer o Estado não apenas através de uma operação policial. Há pessoas que têm 12 anos, 15, 16 anos e nunca saíram da favela. Eu passei a acreditar que algum dia eu poderia ser um policial, que algum dia eu poderia estar num canal como Inteligência Limitada, ou ter o meu próprio canal, que algum dia eu saí da favela. Eu falei, ué...
Existe isso aqui? Ninguém tinha me contado? Porque a televisão diz que eu sou vítima deles, na época eu não tinha as redes sociais. E os políticos funcionam da mesma forma. Os caras mantêm o pobre escravo de um benefício, mantêm o pobre. E aí, quando a gente olha para a segurança pública e enxerga só a polícia, nós não teremos a solução.
Nós precisamos urgente de uma política de segurança pública de verdade. E não existe essa vontade hoje. Nem do lado da direita, nem do lado da esquerda. É mentira. Então você tem que filtrar. Tem que filtrar, tem que olhar melhor, avaliar, enxergar histórico dos políticos. Pô, meu irmão, esse cara que tá metido com isso aqui não tem meu voto. Ah, esse cara aqui não é o outro, mas é o filho dele. Não vai ter meu voto. Não vai ter meu voto.
E hoje a resposta, como eu disse, podia ser bem simples. Não, não existe vontade política.
mas eu tenho que fazer as pessoas enxergarem em outros pontos. Não existe vontade política e, por mim, renovava ali, no âmbito do Rio de Janeiro, 90% da LERJ, na Câmara dos Deputados, a mesma coisa, Senado, a mesma coisa. No BOP a gente aprende os mandamentos das operações especiais. São 11 mandamentos. Dentre eles, tem dois que eu acho que se aplicam a essa pergunta específica, que é a disciplina consciente.
e a iniciativa. Por que eu acredito nisso? Porque quando a gente... Minha mãe fala muito isso. Delegar é diferente de delargar. Delegar é diferente de delargar. Quando a gente assume um compromisso e vota numa pessoa, elege um candidato, a gente tem um dever deamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentosamentos
de fazer ele cumprir o que a gente quer. Se ele não cumprir, a gente troca. Porque a gente tem que inverter essa lógica de eles não estão fazendo, a gente tem que fazer. A mudança tem que começar daqui também. Como o Pracinha falou, quando o cara compra uma peça roubada, quando o cara deixa de pagar uma luz, quando ele opta por uma coisa que ele sabe que é de origem duvidosa, ele compra um celular.
A gente como sociedade, a gente tem que mudar. A disciplina consciente, ela fala isso, é fazer o certo sem ninguém estar olhando. É fazer o certo quando ninguém está olhando. Então, quando a gente tem isso em mente, junto com a iniciativa, que é outro mandamento das operações especiais, e a gente leva isso para as urnas, leva isso para a nossa vida, a gente muda quem está do nosso lado. E se quem está do nosso lado muda,
A pessoa que está do lado de quem está do nosso lado muda. Isso é um movimento em cadeia. A gente já viu sociedade reverterem situações muito piores que as nossas. Então, a gente falar que o Brasil, como a gente às vezes ouve, o Brasil não tem jeito, é mentira. Tem jeito sim. Tem jeito e depende de cada um de nós. Acreditem nisso. Disciplina consciente sobre fazer o que...
Você tem que ser feito sem esperar nenhum tipo de elogio. É fazer o que tem que ser feito porque é certo. A gente tem que fazer o que tem que ser feito porque é certo. Não precisa ninguém me falar o que eu preciso fazer. Eu faço porque tem que ser feito. Eu chego na hora porque eu tenho que estar na hora. Meu chefe não precisa falar para mim que eu tenho que estar na hora que eu tenho que estar. Eu não compro nada roubado porque é o certo.
Não é porque eu sou policial, porque eu sempre fui assim. Eu sou de uma comunidade na região metropolitana.
São Gonçalo na chumbada. E hoje sou oficial do Batalhão de Operações Especiais, porque eu fiz essa opção. Com muito apoio dos meus pais, Dona Geusileia, seu Wellington, hoje eu estou aqui. Isso é sobre iniciativa, disciplina consciente. E graças a Deus, eu influencio os meus, os que estão do meu lado, os meus pares, meus subordinados.
Meu superior era Arcos. E quando eu vou votar, eu penso nisso. Eu falo, cara, esse cara aqui vai fazer isso? E se ele não fizer, a gente troca? Porque esse é um movimento que não é um movimento parável. Quando foram falar com o rei da França sobre o movimento que estava tendo no interior, ele falou, o que é? Ele falou, é um movimento que não dá para parar. Ele falou, vai lá e dá seu jeito.
Não, é uma revolução. Revolução vem da astronomia. É aquilo que não pode ser parado. Isso que a gente tem que fazer. É revolução social no sentido de mudar a gente, o que está dentro da gente. Fazer o certo pelo certo. Perfeito. Aqui foi. Senhores, faltou algum ponto aí? Alguma coisa para fechar? O que vocês acham? Algum tema importante?
Não, o tema tem um monte, né, Vilela? A verdade é que a gente dá para ficar aqui... Mas tem alguma coisa que vocês acham relevante? Querem comparar com o que está acontecendo no México, por exemplo? Tem alguma relação ou não? Tem relação. Não dá para a gente afirmar que é a mesma coisa, mas o México está dando sinais para o Brasil do resultado que é não combater as narco-organizações como deveriam ser combatidas.
Então não chegamos ao México ainda, por uma questão de relevo, geografia, etc. Mas o México é um sinal de que lá existiam líderes considerados intocáveis. Também resta um sinal positivo lá no México, que é quando o Estado quer, pega. Quando o Estado quer e admite que precisa de ajuda, que houve intervenção americana, pega.
Então, acho que falta o Estado brasileiro entender que precisa querer. Não adianta 9.200 policiais civis, 42 mil policiais militares quererem. O Estado tem que querer. O DOCA só não está preso ou morto porque o Estado não quer. Vocês têm alguma dúvida que se o Estado quisesse... A Polícia Militar e a Polícia Civil entram em qualquer lugar do Estado do Rio de Janeiro.
Não existe local impenetrável. Óbvio que com maior número ou menor número de policiais. Óbvio que com blindado, sem blindado, com helicóptero, sem helicóptero. As polícias civis, civil e militar do Rio de Janeiro, penetram em qualquer lugar. Então, qual é a dificuldade de entender? Que se houver vontade do Estado, o Estado retoma os territórios. Ah, mas aí vai ser necessário contratar mais 42 mil polícias que contratam.
Quem está jogando dinheiro no lixo através da corrupção, então pega esse dinheiro da corrupção, identifica quem está desviando dinheiro através de corrupção, pune e redireciona esse dinheiro. Contrate os mais 42 mil policiais militares, contrate mais 20 mil policiais civis. Se o Estado quiser, acaba, mas ainda não está entendendo os sinais que outros estados, outros países estão dando. Olha.
O México começou assim, seguiu por esse caminho, virou cartel, depois virou isso que está aí. Acredito que nesse exemplo do México tem sinais positivos e negativos a serem observados. O positivo é esse, que quando o Estado quer, ele alcança.
O humorista contou a piada, todo mundo tá rindo e só você tá quieto, pensando na morte da bezerra. Xiii, tá desconectado, né? Experimente a deliciosa Delvale Limonada e se reconecte. Agite seu dia com uma das incríveis versões limonada sabor pink, tropical ou clássica. O toque cítrico que te reconecta. Clique no banner e saiba mais.
É isso? Acho que é perfeito. E a sorte do Brasil é porque é muito regional, no caso, Rio de Janeiro. Ainda, né? Ainda. O México é o país, né? O México, o Bahia, o Amazonas... E entra aquela questão também da comunicação dessas facções, né? PCC, Comando, entre outros. A região norte está bem ruim. Só que eles são independentes. E o Ceará...
Os outros estados vieram fazer intercâmbio no Rio de Janeiro. Aproveitaram a época da ADPF 635. Então, se ele estava devendo cadeia lá no Ceará, devendo cadeia no Rio Grande do Norte... Vieram se esconder aqui. Vieram se esconder aqui, fizeram intercâmbio e levaram isso para lá. No Ceará, especificamente, eles estão fazendo igual ou pior que aqui no Rio de Janeiro, na Bahia também. Então, o que eu disse? O México...
É um caso à parte, mas é um sinal e o Brasil está seguindo pelo mesmo caminho. A gente vê... Outro dia, recebi lá no podcast um policial do Rio Grande do Sul. Ele falou assim, mas tu não tem uma história de confronto? Tu nunca combateu? Tu não enfrentou diretamente um traficante? Ele não. Qual é o teu tipo de ocorrência? O meu tipo de ocorrência é carreta com droga. Então...
Aquele negócio que eu falei, da integração entre as polícias. Se a polícia... Se tinha que ter um banco de dado único, alimentado por todas as polícias. Esse banco de dado não existe. Ficaria muito mais fácil saber todas as rotas. E seria um dado que só as polícias teriam acesso. Mas por quê? De onde está vindo essa droga? Por onde é que entra a droga? Por onde entra o fuzil? É pela mesma rota? Cadê isso?
Será que o Brasil não está entendendo que as polícias civis, militares, PRF, Polícia Federal, todas as inteligências de todas as unidades de segurança têm que se integrar e se unir contra o crime? Eles não têm chance, Vilhão. Se as polícias se unirem à ABIN com as agências de inteligência do Estado, à Polícia Federal...
Se a gente se unir como força de segurança em uma política de segurança pública séria, o crime não tem a mínima chance. Concordo. Mas aí volto na outra pergunta, existe essa vontade política? Essa questão que o Brito falou, ouvi-lhe, ela da questão do Brasil e de uma determinada prática delituosa lá no Rio Grande do Sul, que ele falou. A gente, no Batalhão de Operações Especiais, a gente tem muito contato com os BOPs.
do Brasil inteiro. Ano passado eu tive a oportunidade de visitar a polícia do Ceará e de Pernambuco, inclusive um abraço para os amigos do Batalhão de Operações Especiais do Ceará, de Pernambuco, fomos muito bem recebidos, os cariocas são muito bem recebidos. Fazendo o gancho com o que o Brito falou sobre a dinâmica criminal do Brasil, que é muito complexa, ano passado eu tive a oportunidade de visitar...
a Polícia Militar do Ceará, Polícia Militar do Pernambuco, os batalhões de operações especiais de cada estado, inclusive eu mando um abraço aqui para os amigos de lá, o grande sargento Barbosa, que formou comigo aqui no curso de operações especiais no ano de 2014, e conversando com esses colegas, não só eles, como outros estados, que a gente faz muito intercâmbio, a gente recebe muita gente e a gente manda nossos policiais irem fazer esses cursos.
O crime, a gente enxerga, é que cada estado tem uma dinâmica, tem um modus operandi e um norte financeiro. Então, por exemplo, se vai pegar a região norte, garimpo, grilagem de terra é muito forte. As regiões de fronteira descaminham. As regiões do sul descaminham. Descaminham é o quê? Contrabando? Contrabando, coisas que são legalizadas no Brasil, mas entram de forma irregular.
Desde o aparelho antidrone, coisas que vão ser usadas na prática delituosa pelos narcoterroristas, até coisas mais simples. Então, cada estado tem uma característica criminosa que é gerida pela organização criminosa. Eventualmente, pelo PCC, o Comando Vermelho já dá mostras que tem algumas gamificações no Norte e Nordeste, inclusive com dissidências já.
Então isso mostra como o crime, o Brasil, é um país de dimensões continentais. Com isso, a gente falar uma política de segurança pública única, uma pílula de prata, não vai funcionar. Porque essa realidade de confronto que tem no Rio, como o Brito falou, no Sul é diferente, no Norte...
o colega vai trabalhar e fica três dias no mato. Porque a gente tem lá, no Nordeste, tem o Novo Sertão. Eles fecham a cidade, o Novo Cangaço. Isso, correto. Então eles fecham a cidade. Então é uma prática totalmente diferente, que é voltada à prática de roubo a banco, casa lotérica, instituições que guardam... Queria fazer um episódio só sobre o Novo Cangaço, que é uma coisa totalmente... Específica e regional. Mas só que todas as regiões, Filela.
Todas as regiões têm especificidade de práticas delituosas. E coisas que às vezes a gente acha que aqui no Sudeste não existem. Porque, por exemplo, a gente não tem extração de ouro aqui. Mas lá no Norte a gente tem esse problema. O PCC explora isso. Tráfico de animal silvestre. Exatamente isso. Então, as organizações criminosas são verdadeiras holdings. São complexos financeiros com vários braços financeiros.
com vários braços de fluxo de caixa. Pois é. Isso é o nível de complexidade. Daí a necessidade de fazer essa integração, criar um banco de dados, para que a polícia do Rio entenda o que está vindo de lá para cá e para que a polícia do Norte, Nordeste, entenda o que está indo daqui para lá.
De repente, todas essas forças juntas entender como é que funciona esse Brasil de dimensões continentais, cada um com sua peculiaridade e de que forma o Rio de Janeiro pode ajudar o Pará, de que forma o Rio Grande do Sul pode ajudar o Mato Grosso. É bem mais complexo do que a gente está acostumado a ver. Mas é fato que...
falando de Rio de Janeiro envolvendo outros estados, a droga que chega aqui, ela não é produzida aqui e o caminho para chegar aqui não é tão curto. Ela vem pelo porto ou ela vem por terra. Vindo por terra, passa pelas fronteiras, atravessa várias rodovias, atravessa vários estados, passa por vários baseamentos de polícia. Então, essa integração é necessária e urgente. É isso, Leni? É isso aí.
Obrigado demais, Leni. Valeu. Se você chegou até aqui e não deixou o seu like ainda, já deixa o seu like, se inscreve no canal. Por que o pessoal tem que deixar o like? Porque está no Rio de Janeiro. Exatamente. Na praia de Copacabana. Exato. E um baita episódio como esse aqui, com tanta informação. Já deixa o seu like, se inscreve no canal. Pedi agora para vocês passarem redes sociais, canais, cursos, livros, o que quiserem agora.
Vamos lá. E você vai revelar agora se você é ou não policial. Tu ainda tem dúvida?
aí vai ter que ir lá na rede social é, vamos colocar um chat aí deixa aí nos comentários a resposta rede social rede social ou pra sim, procurou a Oprah me acha se tu colocar aí o P.R.A. é eu e ela é eu ou ela então porra às vezes aparece eu em cima então porra já passou ela, já apareceu é mesmo olha lá
Agora eu sou o terceiro Quem é o segundo que está aí agora? Aí é... Já vamos, vamos Eu não posso falar Vai me... é um problema Achou a Oprah me acha Bom, eu tenho meu perfil pessoal Que é Arroba Romulo Brito Underline
E tem o meu perfil secundário, que é arroba falaguereirocast, o meu podcast lá, que tá no YouTube, no TikTok, no Instagram. Em todas as redes sociais que você procurar, vai ter lá o Falaguereiro. Dá essa moral, eu apresento com o meu amigo, com o meu parceiro de vida, Rafa de Martins. É isso. O meu vocês me acham no w__moreira__caveira. Também segue a gente lá no arroba bop.oficial. E também siga a Polícia Militar.
underline RJ. Vai ser uma satisfação ter vocês lá, está divulgando conteúdo sobre lifestyle, não é só a polícia, a gente quer dar referência para a sociedade, para essas crianças, dar uma direção de vida, porque a gente está carente disso e a gente precisa, e a polícia militar está comprometida com essa missão.
Tem um detalhe muito importante, né? Do mesmo jeito que eu faço aqui, a Oprah faz lá, tá? Acho o pracinho que você me acha. Do mesmo jeito, ela tá falando só pra alguém agora. Procura a pracinha aí que você me acha. É o... É o... As pessoas não estão falando isso, né? Ela tá falando em inglês, né? É, tá falando em inglês, né? Como é que fala aí? Como é que ela falaria? Como é que ela fala aí? Como é que ela fala? The little scar.
Boa, boa, boa, boa. Obrigado demais, então, pessoal. Obrigado a vocês que estiveram aqui. E agora é a hora de você brilhar, Lênia. O que o pessoal escreve nos comentários pra provar que chegou até o final desse papo maravilhoso? Ó, parafraseando o que foi dito aí na mesa, pra resumir, escreve aí, caminho com atalho, três pontinhos, que aí você vai saber do que a gente tá falando. Caminho com atalho, três pontinhos aí. Fiquem com Deus.
Beijo no cotovelo e tchau. E me sigam no Instagram também, arroba Vilela. Até mais. Fui. Pegar uma praia agora.
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