1809 - LEXA
LEXA é cantora e compositora. Ela vai bater um papo sobre sua carreira, o sucesso, os momentos difíceis e de superação. Já o Vilela supera todos os níveis de falta de sinapses
- Carreira Musical de LexaInício da carreira · Desafios e superação · Impacto do funk · Relação com a mãe · Sucesso e fama
- Experiências Pessoais de LexaPerda da filha · Relação com a fé · Saúde mental e superação
- Julgamento do CarnavalRainha de bateria · Experiência no carnaval · Impacto do carnaval na vida pessoal
- AmizadeAmizade com Anitta · Grupo de fofocas
- Filosofia de VidaVisão sobre sucesso · Importância da saúde mental
Olá, terráqueos! Agora temos um estúdio na Cidade Maravilhosa. Em uma parceria incrível com o hotel Rio Otton Palace, estaremos debruçados sobre a praia de Copacabana com convidados especiais, sempre debatendo e comentando os assuntos mais importantes para o Brasil. Então você está mais que convidado para colar com a gente. Vem!
Quer ser um milionário terráqueo? Eu sou milionário e posso te dizer que é muito bom. É bom demais. Estou me lazoeira agora? O Pix do Milhão é o maior clube de benefícios do país com várias premiações toda semana. 20 mil na hora com o Achou Raspou Epix e prêmios durante a semana de 40 mil, 100 mil e até 1 milhão de reais.
Você quer saber mais? É só acessar o QR Code que está aqui em cima da tela e tem o link na descrição também. É tudo legalizado pela SUSEP, mas vai com responsabilidade, tá, Terráqueo? Ó, e é só para quem é maior de 18 anos. Beijo no cotovelo e tchau! Olá, Terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Bileira e está começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte...
do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais musical do que a minha, do que a sua. É verdade, é verdade. Atualmente é mais que a minha também. Eu já fui musical há um tempo, mas... Você é um músico não praticante. É, por enquanto. Por enquanto. Por enquanto.
Ô, Lene, como vai ser a participação do pessoal nessa nossa temporada aqui no Rio? É isso aí. Você percebeu que a gente tá no Rio? É verdade, cara. Você percebeu que você tá de bermuda. Eu nunca vi você de bermuda. Então, cara, hoje... E tá sem a toca. Será que dá praia hoje? Não, tá dando praia. Eu tô vendo a galera na praia como se não tivesse amanhã. Exatamente. Mas vai chover, ó. Tem uma nuvem. É, tem umas nuvenzinhas aparecendo ali, né?
Então, é o seguinte, você já se inscreve no canal, já se torna membro. Por quê? Porque você vai fazer parte do nosso grupo do Telegram. E aí, lá no grupo do Telegram, a gente avisa com antecedência os nossos convidados. Então, você já fica sabendo antes e já pode mandar a sua pergunta antes também. Então, aproveita, dá o seu like, se inscreve no canal. E aproveita e compartilha também o link dessa live para a pessoa que você gosta.
Ou para quem você não gosta também. Para quem não gosta também, né? É, manda para todo mundo. Fechou, então. Já manda a sua pergunta. Vamos dar preferência para os membros.
E agora é a hora de você se apresentar. Cadê a câmera dela? É aquela lá? Aqui é novo. É aquela. E eu quero meu presente, hein? Ai, meu Deus! Então, gente, eu sou a Lécia, cantora, apresentadora. Tenho 31 anos.
E trabalho com muita coisa. Apresentar. Eu já fiz muita coisa nessa vida. Acho que a minha vida pessoal também sempre esteve muito exposta para todo mundo mesmo. Às vezes eu querendo ou não. Querendo ou não. Querendo ou não. É. Mas estou aí trabalhando há anos e fazendo o que eu amo demais. E o meu presente? Cadê o meu presente? É para deixar no cenário. Eu estou um pouco sem graça com o meu presente, mas assim...
O que acontece? Eu gosto muito de matemática, né? Não me pergunte mais as fórmulas quando não me lembro muito, não. Mas eu amo... Dois mais três. Silvio! Eu faço assim com o meu filho. Só que eu amo, gente. Eu achei lá na minha casa perdido. Um louco, um sodoco. Um sodoco. Olha só. Muito bom. Tem até o preço aí na frente, infelizmente. É tipo 19,90. Aí eu fiquei um pouco sem graça porque o presente era barato demais. Aí eu falei, vou dar mais um.
Graça. O que é? Isso aqui, eu vou até abrir porque ninguém vai entender. Eu vou ter que mostrar.
Ou tá bem embalado demais? Ah, não consegui. Isso aqui é uma capa de microfone. Que eu uso no meu microfone, ó. Nossa, uma capa? Coloca em volta? É, em volta. Olha aqui, olha. Combinou com você, Jaira. É, olha aqui, ó. Maneiça, hein, ó. Aí tem a ver comigo, né? Total. Então. Isso tá novinho, né? Esse que você tá aí na mão dá pra colocar. Isso aí dá pra colocar, é. Dá pra colocar em volta.
Vai ficar mais pop, Lê. Vai pro cenário, com certeza. Seja bem-vinda, então. Muito obrigada. Tua casa aqui no Rio de Janeiro, a gente tá aqui. Minha casa. Mas você acredita que São Paulo foi minha casa por um bom tempo também, né? É. Mas eu sou nascida aqui no Rio. Onde você nasceu aqui? Lá no centro da cidade. Na Santa Casa de Misericórdia, lá no centro da cidade mesmo. Sabe, a gente usa o termo carioca da gema. Sério? Porque lá é...
Lá no centro mesmo do Rio de Janeiro. Como que era a tua infância lá? O que você lembra?
Vilela, eu me mudei muito, né? Minha mãe tinha uma alma meio cigana, então a gente me encarava muito. Você lembra muito de mudar de casa? Muito, de colégio 18 vezes. Ô, louco. Fazer amizade... Não. Então, eu aprendi a fazer amizade muito rápido porque era assim, ou faço amizade rápido, que dá tempo de conhecer alguém... Se não, vai se mudar e nem conheceu ninguém. É. E muita gente fala assim, eu estudei com você. Eu falo, eu acredito.
É óbvio que eu acredito. Em algum momento. O jeito que eu rodei. Mas hoje a gente já morou em outros estados também, por conta do... Onde?
Minha mãe tinha uns antigos relacionamentos dela E aí a gente ia se mudando E aí a gente ia viajando Morei em Belém do Pará Onde parte da minha família materna também Vem de lá Chove todo dia lá no horário É três horas da tarde Morei em Brasília Morei em Cachoeira Paulista Que é onde minha avó mora hoje em dia Inclusive tem a Canção Nova lá E morei lá com a minha avó em Rio Tá bom E gosta daqui
Ah, eu sou louca pelo Rio, não adianta. Eu sou fã de carteirinha do meu estado. Infelizmente, poderia ser uma grande potência, né? Pois é. Mas tem aí todos esses probleminhas estruturais aí. Mas, no geral, é lindo. Rio de Janeiro é lindo, as praias. Eu acho que a vibe do Rio é muito gostosa, né? Não, o problema não. A vantagem daqui é essa vibe que dá vontade. É, de ficar aqui. Dá vontade de você sair correndo, calçadão. Você fala assim, eu tenho que fazer alguma coisa, né? Cuidar da saúde, né? É, da saúde.
Um ar de vida, assim. E a tua lembrança mais mais antiga de música, o que é? Você escutar o que, assim, em casa?
Claudinho Buchecha sem dúvidas eu lembro muito assim de cantar junto de pequenininha minha mãe falava que todos os dois menininhos juntos que eu via na rua quando a gente andava de bicicleta eu falava, mãe, é o Claudinho Buchecha? toda dupla de meninos que eu olhava achava que era Claudinho Buchecha eu era apaixonada, eu sou até hoje apaixonada pelo Buchecha você pensava já em seguida? não, eu era muito pequenininha eu era muito pequenininha eu era muito pequenininha eu ero muito pequenininha eu ero muito pequenininha eu ero muito pequenininha eu ero muito pequenininha eu ero muito pequenininha eu ero muito pequenininha eu ero muito pequenininha eu ero muito pequenininha eu ero muito pequenininha eu ero muito pequenininha eu ero muito pequenininha eu ero muito pequenininha eu ero muito pequenininha
Então eu lembro muito daqueles paredões de som. A gente lá em Barie, que é um lugar muito humilde aqui do Rio de Janeiro. Então os paredões de funk tocando. O meu pai e a minha mãe ouvindo muito. Então assim, eu não tive meu pai tão presente na minha vida. Mas eu lembro, sabe, de uma maneira bem vaga assim. Mas eu lembro. Eu lembro do funk tocando de funk. Quando foi que você pensou em seguir com a música? Ou quando te perguntavam antes, você falava que queria ser o quê?
Ah, eu sempre fui muito estudiosa, né? Eu passei na UFRJ pra... Eu passei matemática, passei engenharia. Eu sempre fui bem crânio. Porque eu tinha muito medo... A minha mãe trabalhava com música já, desde a minha adolescência. Então eu via o quão era difícil o meio musical, né? Muita disputa, a noite realmente é muito complexa. É uma dedicação fora da curva. Falei, cara, vai que dá errado esse trem aí. Eu sei que eu quero cantar, mas vai que dá errado. Eu preciso ter um plano B, né?
Mas aí o plano A sempre foi o plano A e graças a Deus que a minha mãe ficou pentelhando no meu ouvido, falando, filha, vamos, vamos, vamos. Enquanto tem mães que falam assim, não, não quero que você vá, não quero que você cante funk. Não, ela ia comigo para os bailes, então foi um processo. Não, mãe, eu quero estudar matemática. Não, tu vai no baile funk. Estuda matemática e vai pro... É, faz as duas coisas, né? E ela me incentivou muito, assim, né? É diferente, porque eu não vejo as mães... Não, mas qual que é o caminho pra...
Qual foi o caminho para a música? Você tinha um traçado, alguma coisa? Olha, eu não tinha dinheiro, a gente não tinha dinheiro, mas a gente tinha força de vontade. Então a gente não tinha a grana para comprar roupa, minha mãe ajudava a fazer as roupas. A gente não tinha a grana para gravar música, então a minha mãe negociava. Porque, por exemplo, no meio musical, um compositor fez três músicas. Ele quer vender essas músicas, mas para ele mostrar essas músicas para outros artistas...
alguém tem que gravar. E aí, o que eles faziam? A minha mãe falou assim, ela pode gravar as músicas e você dá uma pra ela. Então, ela sempre foi no lance da troca, da negociação. E aí, eu gravei minha primeira música. Essa primeira música me levou pro produtor. Esse produtor me levou pra alguns empresários. Nossa, era uma música chamada Quem Manda Sou Eu. E aí, minha primeira de trabalho mesmo foi chamada Bailadeira. Que aí foi minha primeira música que postou no canal da Furacão na época, não foi, mãe?
Então, e aí eu fui crescendo aos pouquinhos, mas foi um processo tão. Mas como que faz? Você grava uma música só ou já tem que pensar em disco? Não, acho que toda carreira a gente já pensa, lança uma música já com três prontas pra... É, se aquela der certo, já tem umas coisas na barra. Exatamente. E no início, no caso, nesse meu início, como eu só tinha essa, né? Porque eu só tinha... E aí
Só tinha dinheiro nem pra uma, então era a única que eu tinha. Então, a gente trabalhou com o que a gente tinha. A gente queria chegar nas pessoas. A gente sabia que a gente precisava de outros braços, de mais braços pra fazer acontecer. Então, foi exatamente a escada que a gente foi fazendo. Então, a gente chegou aqui, depois chegou ali. E aí, fui caminhando até... Quem descobriu você?
Ah, se eu fosse atribuir alguém que me descobriu, acho que foi o Batutinha. É, que é um produtor musical. Ele descobriu a Anitta também, ele descobriu vários artistas, ele é um grande produtor, um meio artístico na parte do funk. O que o produtor faz? Ele, no caso, era produtor mesmo, então ele fazia as músicas. Então eu achei uma pessoa que me daria as infinitas, várias músicas, que estava me empresariando. Então ali eu poderia fazer um projeto.
Sim. E aí a gente montou um álbum, que foi o meu primeiro álbum chamado Disponível.
Depois eu encontrei outros empresários no meio do caminho. Também. Também tinham... Alavancaram também com a sua inteligência. Enfim, com o seu mailing. Você tinha quantos anos nesse primeiro? Ah, 18, 19 anos. Era bem jovem, bem nova. Foi logo quando eu larguei a faculdade. Eu parei com a faculdade. Porque eu precisava trabalhar também. Porque nessa época, um pouco antes, eu trabalhava numa padaria. Eu era padeira. É mesmo? É. Era uma boa padeira?
Eu era, eu era mais simpática, isso eu te garanto. Eu não sei se eu puxei a qualidade do pão. Vendia bem o pão. Vendia, vendia, vendia. Mas eu passei por muita coisa, assim. Depois da padaria, eu trabalhei num escritório de engenharia civil. Então eu tinha que lidar, eu assinava a carteira dos pedreiros. Então eu tinha que lidar com, muito jovem, lidava com homem toda hora. Então eu tive que aprender também a me posicionar. Exatamente.
Mas esse início com a minha mãe, nossa senhora, a gente passou por cada coisa, assim, de cantar num lugares quase que insalubres, assim. Tipo, vai ter que trabalhar. Lembra um dos piores, assim, como que era? Ah, a gente lá no Castelo das Pedras, que era uma casa de show bem famosa aqui no Rio que não existe mais, lá no Rio das Pedras. Que aí um DJ chegou pra minha mãe falando assim, se ela não ficar comigo, ela também não faz sucesso. A minha filha olhou pra cara dele e falou, como é que é, rapaz?
Porque minha mãe, minha mãe me chocou, minha mãe. Minha mãe... Ela é bem pra frente. Fala, como é que você me respeita? Você vai ver minha... Sabe aquelas frases do ídolo, de luz que o pessoal é eliminado? Você vai me ver, vai me escutar na rádio. Minha mãe falou isso pra ele. E é isso, a gente nunca parou, a gente nunca desanimou. Esse dia foi um dia bem triste, que eu lembro que pra gente, né, duas mulheres voltando pra casa, meio que tristes, né? 50 reais no bolso e um esculacho.
Acho que foi fácil, mas a gente também não deitou pro rapaz, não. Falamos e seguimos.
Imagino que isso deve acontecer bastante, né? De gente querendo se aproveitar, ou gente prometendo coisa que não tem como cumprir, né? É, infelizmente. Às vezes prometendo um caminho mais curto, né? Também. Mas nunca foi do nosso interesse, assim. E eu sou muito feliz e honrada de abrir minha boca e falar que eu fui pelo caminho mais difícil mesmo. Demorei pra caramba. Eu digo até que eu acho que, por mais que as músicas me levaram até um certo ponto...
Eu demorei pra estourar muito, assim, a minha primeira música. As pessoas até sabiam o que eu era, mas não sabiam exatamente quais eram as minhas músicas. Conheci uma ou outra, mas eu não tinha uma música que... Sabe aquela música que você fala? Que define, né? Caraca, é essa. Então eu demorei bastante, mas depois que eu consegui também, graças a Deus, não parei muito. Quando foi? Olha, 2018. Foi Sapequinha, que é uma música minha.
Ela tá entre as mais vistas do mundo como coreografia. É uma das videocoreografias mais vistos no mundo.
E é um funkão aí, a gente deu meio que um pontapé junto com uma galera do Funk 150, que é um funk mais acelerado. As pessoas já sabiam o que eu era, algumas pessoas já sabiam. E essa música catapultou toda a minha carreira. E aí a gente conseguiu chegar no Faustão. Você lembra que a gente realizava? Quando chegar no Faustão... Aí estourei. Estou famoso. E aí foi exatamente isso. E era isso mesmo? Chegava no Faustão, fazia diferença?
Total. Eu lembro que eu chorava como se não houvesse amanhã. Falei, mãe, a gente conseguiu. Conseguiu. Porque lá era o nosso sonho. Então, quando a gente pisou lá, falou, mãe, a gente conseguiu tudo que a gente... Vem um filme na cabeça, assim, rebobina a fita, sabe? Passa um filme. Passa, passa. Passa o cara lá no Castelo das Pedras. Passa ela custando roupa. Passa a gente fazendo show de 50 reais, 100 reais, de graça. Só pra mostrar o trabalho. Então, foi um trajeto e tanto.
Mas você está falando, esse primeiro sucesso é de qual disco? Então, eu tive o primeiro disco que foi disponível.
E desse disco sair, não posso ser, Para de Marra e Pior Que Sinto Falta. Que foram três músicas que performaram muito bem. Não foi aquela coisa que ninguém aguenta mais escutar. Consegui, consegui. Ali eu já fui pra vários programas de televisão. Aí fiz, com essas três músicas eu fiz Altas Horas, eu fiz Encontro. Eu fiz todos os programas ali grandes na época, das grades das TVs.
E depois fiquei me mantendo com essas músicas por muito tempo. Antigamente, a música tinha uma validade um pouco maior. É verdade. Então a gente conseguia trabalhar mais as músicas. E aí, por um tempo, eu fiquei, por um bom tempo, até virar essa música. O que a gente fez? A gente foi juntando dinheiro, literalmente, até conseguir investir mais forte numa música. E essa música... Tem que comprar mesmo? Eu não sabia que era assim. Não, não, não. Mas o dinheiro era pra quê, então?
Era pra pagar o vídeo, era pra pagar o... Ah, fazer uma produção. É, uma mínima produção. Porque tem que ter, né? Tem que ter, tem que ter. Então a gente tinha custo, tem que pagar o balarino, tem que pagar a coreografia, então a gente foi juntando. E também a gente foi procurando a música certa, né? Porque essa que estourou mesmo em 2018, que foi Sapequinha...
É uma música que tem tudo a ver comigo. Porque a gente fala que eu sou uma espuleta, sapequinha. E aí a gente fez um funk que era a minha cara e realmente deu certo. Mas você quando vê uma música dessa, você tem certeza que vai dar certo ou não tem como? Ah, não tem como ter certeza. De um feeling aqui. É, eu tenho feeling. Eu tenho feeling sobre as músicas. Acho que essa vai performar bem. Às vezes tem música que eu falo assim, cara, essa nem vai estourar, mas ela vai me posicionar num lugar que é interessante pra mim. Então tem toda essa linha de estratégia de carreira.
E nessa você tinha um feeling? Essa eu tive um feeling. Essa eu lembro que eu tinha voltado de Los Angeles, que eu tinha gravado um clipe de uma música que eu amava, que eu sabia que não ia estourar, mas era uma realização pessoal, que era Foco Certo. E aí eu voltei e falei, mãe, essa música é maravilhosa e tal, mas a gente precisa focar mesmo, certo, na próxima. E ela tem que ser a minha cara. De onde eu vim? O que eu sou? Vim do funk.
Então eu preciso lançar uma coisa que tenha a ver com a minha identidade, que tenha a ver comigo. E a gente lançou essa pequinha. Graças a Deus tudo mudou dali pra frente. O que representa o funk aqui pro Rio? Porque pra gente é meio distante, né? É, de outro lado. É o canto da comunidade. Você vê que cada bairro nobre tem uma comunidade do lado. Tem uma favela do lado. É o canto da comunidade. Eu digo que o funk existem vários tipos de funk.
Mas o funk nada mais é do que a realidade cantada sobre os olhos de quem vive na comunidade. Então você abriu a porta, o que você está vendo? Você está vendo isso? Então tem o funk que fala sobre a realidade do dia a dia, tem o funk que quer esquecer os problemas da comunidade, só trazer energia boa, só alegria. E aí, tipo, como é o nome daquela música? Nosso Sonho, por exemplo. Nosso Sonho não vai... Cita o nome das comunidades, mas cita sempre uma positividade. Eu digo que o funk traz essa energia, sabe? A batida.
anima todo mundo, a gente brinca que ninguém fica parado e é real. Eu acho que é o canto de uma comunidade que quer se divertir, que também quer ser escutada. Foi minha pulseira que caiu, gente. Então, funk é isso. Que tipo de funk? Você falou que tem vários tipos. Lá em São Paulo rolou funk ostentação por um tempo. É um fenômeno mais de São Paulo ou aqui também tem um? Não, foi mais de São Paulo.
Aí tem o funk consciente, que é esse funk que as pessoas narram, né? Dentro das músicas, o que vivem ali na comunidade. Tem o funk pop, que é mais o meu, né? Eu não falo muitos palavrões nas minhas músicas. Minhas músicas são mais tranquilas, vamos dizer assim. Pra tocar em rádio. É, tem o funk 150, que é um funk acelerado, que eu também trago pra dentro do meu projeto, que é o BPM, né? 150 BPMs. E tem o funk, também tem o funk mais sexualizado, tem o funk que vai pra outro caminho.
Acho que todo mundo tem gosto pra tudo. Tem gosto pra todos os gostos. É, exatamente. E aí quando você estoura essa música, você imagina assim, putz, agora eu tenho uma carreira, agora é isso que eu vou fazer? Ou ainda você queria fazer outras coisas, não só a música? Ah, não. Quando aconteceu, eu falei, mãe, deu bom, hein? Graças a Deus. O sol, uma hora tinha que brilhar. Uma hora, né? É, e aí tudo mudou, tudo mudou. Ali abriram várias portas.
Porque ali eu consegui contratos como apresentadora, então, em outros, né, além de cantora. Mas era a tua vontade? Ah, eu adoro, eu adoro. Eu gosto muito de apresentar, muito. E aí eu tive alguns programas no Multishow, foram bem legais, onde eu pude mostrar esse meu outro lado. Eu acho que o legal de ser artista é realmente se jogar, né, na arte. Tem alguma coisa que você não fez ainda, que você quer fazer na parte artística?
Não sei, sabia? Ah, fazer filme. Eu acho que seria legal, eu gosto de filme. Então, filme, eu dublei o filme. Eu dublei o filme infantil. Qual? O Sing. É? É. E como foi a experiência? Sensacional. Eu fiquei apaixonada. É porque é expressão mesmo, né? É tudo que você sente. Então, eu pegava um pouquinho do cantora, que a gente bota o sentimento. Foi muito legal, foi muito legal. Eu dublei a Porsche no Sing 2. Foi... Foi...
Super faria novamente, super. Então essa parte de atuar, fazer filme, é uma coisa que ainda... Super aceitaria, um outro projeto. É, porque eu já fiz um monte de coisa, eu tava contando aqui pro Vilela no off, que eu já participei de vários realities, mas realities não de ficar confinada, né? Fala os realities que você participou e como que eram. Eu participei do Masked Singer, que é um que a gente fica dentro dos personagens, eu era Maria Bonita.
Eu participei em dupla na época. E foi muito legal. Foi muito legal porque eu podia cantar o que eu quisesse. Eu pude mostrar a minha versatilidade musical. E ali eu cantei tudo que você possa imaginar. Tem Bon Jovi. Eu cantei, acho que... Guns N' Roses. Eu me joguei lá nesse programa. Foi muito legal. E eu fui até a semifinal. Foi bem legal. Fiz o Salt and Boom, que pra mim foi maluca. Até hoje eu fico me perguntando como eu fiz aquilo. Por quê?
Faz tempo já? Era um convite na Globo. Eu tava num momento que eu não tinha sapequinha ainda. Aí eu falei, era a oportunidade. Era a oportunidade. Eu tava ali, então... E outra coisa, eu também gosto de me jogar, tá? Eu tenho uma... Não tem esse tipo de problema. Não, eu sou bem Dória Aventureira. Eu me jogo bastante. E aí, era um programa que a gente se tacava da piscina. Não sei se vocês lembram. Não, como que era? Era Saltimbo.
Era no Caldeirão do Hulk, na época. Nem era... Ele tava nos sábados ainda. E aí...
A gente começava no trampolim de 3 metros. Nossa. Depois eu ia pro de 5, depois de 7,5, depois de 10. Eu cheguei até 7,5 com o mortal pra trás. Mas só de olhar aquela altura não dá um... É óbvio, viu? Até hoje em dia eu falo que loucura que eu tomava. O que que acontecia com a minha cabeça? Você ainda deu o mortal pra trás? Aham, teve uma que eu caí errado. Saí tossindo. Foi horrível, achei que ia morrer. Menor condição. Mãe desesperada. É, mas ali eu aprendi muita coisa, viu? Porque...
Eu tinha um pouquinho de pânico de afundar muito. E ali eu venci vários pânicos. Tem jeito de entrar na água. Tem. Só que na hora que a gente está aprendendo, a gente cai errado a peste. Então era chibatada de água. É como você bater num cimento quase. Exatamente. Sai toda vermelha. Toda vermelha. Mas eu fui aprendendo com o tempo. E parei no sete e meio. Também fui até a semifinal desse. Não fui para a final. Eu acho que eu cheguei a semifinal. Mas não fui para a final. Qual outro você participou?
participei do Dance in Brasil. Nossa, mas pode ser fechado muito, né? Dance in Brasil. Ah, eu fui finalista. Fui finalista. Nunca ganhei nenhum. Mas sempre fui bem em todos. Sempre chegou até um. É aquela que vai bem em várias coisas, mas não ganhou nada. Dance in Brasil era de dança, da Xuxa. Participei do Dança dos Famosos.
Dança dos Famosos, eu mandei bem também. Mas esse eu não cheguei às semifinais, não. Rodei rápido. Eu dancei uns 10 programas e depois eu fui embora. Mas foi legal também. E acho que só, né, mãe? Eu tenho certeza que tem mais, mas eu não tô lembrando. Mas você faria esse de ficar confinado? Não dá pra mim não.
Não ia dar bom, não. Acho que ia dar com a minha cabeça na parede. Não ia ser muito. Depois você esquece que tá gravando. Ah, com certeza. Não tem como. É. Não tem. Mas eu sou uma excelente espectadora. Adoro assistir. Você gosta? Ah, me divirto, né? Eu gosto de ver as personalidades ali, conflitantes. O que eu faria aqui. É o estudo, né? É o estudo. É meio que... É literalmente o estudo. Literalmente. É isso mesmo. O que você assiste mais? Você gosta de série, filme? Eu gosto. Eu gosto de série. Eu gosto de filme.
Tem uma história muito boa com uma série que eu amo hoje em dia. A fissurada do The Chosen. Que eu tive com os personagens do The Chosen. Onde você encontrou eles? Foi uma das coisas mais aleatórias da minha vida, Vilela. Você já assistia? Não. Não? Não. Mas eu ouvia minha mãe falando muito do The Chosen e tal. Beleza. Aí eu tava na dança dos famosos nesse dia.
Tinha gravado, acho que, alguma dança. E minha mãe falou, filha, vem pra cá agora. Porque se você vier pra cá, eu vou conseguir conhecê-la. Na verdade, já tava tudo certo. Ela só falou, tem que vir pra cá agora. E eu saí lá da Globo Correão. Só que eu falei, Lela, eu tava com uma blusa preta. Sei lá, devo ter usado aquela blusa mais cem vezes. Ela falou, não me aguenta mais. Um short, coitado, encardido. Me chinelo. Eu tava ensaiando. Tinha gravado, eu botei... Andavam sozinhos. Andavam sozinhos, assim.
Quando eu cheguei lá, era um negócio de gala. De gala. E eu não conhecia. Eu só lembro que alguém falou assim, que é Jesus. Então eu falei, oi. Jesus? Você falou, benção, amém. O que eu falo? Prazer, prazer. Você não assistia? Mas a mãe tava junto? Minha mãe tava tendo 300 surtos, chorando. E a mãe, ó, esse aqui é Jesus. Acho que era Pedro que tava lá. O Matheus, não lembro. Era Matheus, era Matheus.
Agora imagina eu hoje que já acabei a série. Estou querendo começar do início de novo. Boa demais, né? Boa demais. Cara, com a Jesus. Olha que tirou do meu.
Se eu soubesse te agarrar do Jesus. Eu falei pra ele quando... Te agarrar do Jesus. Com todo respeito, que é Jesus, né? Mas Jesus entende, né? Mas irado, irado demais. Mas eu falei pra ele, falei... Deve ser estranho pra ele, porque muita gente hoje, quando reza, pensa em Jesus, pensa nele, né? Vem a imagem dele, porque a gente não... A gente não tem uma imagem clara de Jesus, né? Aí você lembra dele. Exatamente. Aí vem a imagem deles.
E agora vai fazer de... Eu acho que é de Moisés que vão fazer. É, eu vi, eu vi. Agora eu tô super atualizado. É, agora se encontrar o Moisés... Manda Pedro aqui pra ver se eu... É, eu vi.
Fazer o sermão da montanha pra você, Jesus. Sinta aí. Eu sei tudo agora. E você, qual que é a tua relação com a fé, religião? Você tem, você segue alguma coisa? Eu sou católica. Desde criança? Desde sempre. Sua família também? Minha família também. Minha família também. E todos muito atuantes, assim, dentro da igreja. A minha tia era muito... Era essa senhora de oração, que as pessoas iam na casa pedir oração.
O meu tio, que é o filho dela, era dentro da renovação carismática lá de cima. Eu participei da renovação carismática. É, ele fazia parte, era um dos membros ali que ajudava na direção de Macapá, se não me engano. Ele ordenava. Então, minha família é bem entonha. Minha avó mora lá na Canção Nova. Ela é tipo um prefeito lá na Canção Nova. Todo mundo conhece ela. Todo mundo sabe que é minha avó. E eu morei lá um tempo. Então, eu fui ali. Teve uma época que eu estava bem na igreja.
E depois do que aconteceu comigo ano passado, acho que é por isso que eu não conheci, agora eu conheço todo mundo.
É que eu passei por um processo muito difícil, né? Minha filha faleceu, eu quase faleci também. E aí eu me reaproximei muito de Deus. Eu digo que a minha filha veio pra me salvar. É, eu sei que eu falava, às vezes precisa... A vida precisa chacoalhar a gente pra gente lembrar. Porque eu acho que tem essa lacuna sempre na gente e a gente acaba preenchendo com outra coisa, né? Exatamente, exatamente. Um com droga, outro com bebida, outro com entretenimento. Mas tem uma hora que...
vem o chamado mesmo e ele aperta e é muito doido porque eu já comentei isso em outros lugares de cara você culpa, culpabiliza Deus, depois você fala não, peraí, eu recebi a maior graça possível, e você começa a repensar você tá no meio do olho do furacão, você não consegue ser positivo demais hoje eu acho que é muito mais fácil pra você olhar e tentar entender se é que dá pra entender né
Não, hoje eu falei isso. Eu parei de questionar Deus. Eu abracei. Eu acho que todo mundo tem seu deserto na vida. Acho que ninguém... Cada um tem o seu deserto. E eu vivi esse deserto. Espero não ter mais deserto. Mas eu não vejo problema em questionar. Acho que você já deve ter falado com o Fred Gilson também. Com outros padres.
E eu já questionei também sobre isso, né? Por que que é isso? Por que do silêncio de Deus? Porque às vezes a gente questiona e faz parte de questionar, eu acho que faz parte da busca também, né? É, porque eu acho que foi assim que eu fui buscar, né? Fui buscar minhas respostas. Você até Jesus questionou Deus? Muito doido, né? Por que que me abandonaste? Esse questionamento faz parte do ser humano, né? É.
Tem essa relação com o divino, é muito complicado, né? E ela nunca para, né? Ela nunca para. Porque você está sempre tendo novas experiências. E eu tenho uma sensação que se você não estiver realmente alimentando toda a vida a sua fé, você vai se afastando e isso é bem comum e bem natural. E é muito fácil se afastar quando as coisas estão dando certo, né? Muito, muito fácil. Não é? Muita distração. É, você está ganhando dinheiro, está fazendo seu show e tal, e é fácil você esquecer. É.
E eu sou uma pessoa que eu sempre tive um problema muito grande. Eu gosto de ter controle sobre as coisas. Não sei se é porque eu venho muito dos números, sabe? Isso é preocupante. É. Isso gera muita ansiedade. Ansiedade. Então, eu sou uma pessoa que eu sou muito pontual.
Eu sou muito, eu sabe... Quer resultado. Exatamente. Dar o seu máximo pra aquilo sair perfeito. Isso, então eu já calculava o dia que ela ia nascer, tudo como ia ser. Mas já tava na minha barriga, eu já ficava pensando qual escolinha ela ia fazer. Olha, tipo, uma mente muito acelerada. E eu sinto que o que aconteceu comigo foi pra que eu entendesse que eu não tô no controle de nada.
Que a gente não tem controle sobre nada. Esse negócio, óbvio que a gente projeta um futuro, né? Mas realmente tá e pertence só a Deus mesmo. Só ele tem noção. Falei com o Nelson Motta, ele tem tatuado no braço dele cada dia uma vida, né? É isso. Não é isso? Cada dia é uma vida. É isso, é isso. Cada dia é um desfecho. E é bem isso mesmo. Eu aprendi muito dentro de... É perigoso, né? A gente tratar todo dia como uma coisa mundana, uma coisa que é...
E cada dia é um milagre que tá acontecendo na sua vida. Você abre os olhos, você olha pra essa praia maravilhosa, tem chuva, tem... Até as coisas ruins que acontecem na sua vida são milagres, né? Tudo, tudo, tudo, tudo. Exato. Hoje eu enxergo mesmo que a Sofia veio pra me salvar, ela veio pra... Tudo bem falar disso? Sim, sim. Como que... Você sempre quis ser mãe ou foi... Sempre. Era teu sonho? Sempre quis ser mãe, mas eu tava esperando o momento certo, né? Claro, tá certo. É.
E aí me preparei pra isso. Que momento você tava vivendo da sua vida? Eu tinha acabado de sair do Dança dos Famosos. Aí eu falei, agora eu tô... Agora é a hora. É. Agora eu comecei a tomar vitamina antes. Eu me preparei. Tipo, né? Fiz vários exames. Foi uma coisa do nada de supim. Então eu me preparei pra isso. Então eu me preparei inteira pra viver a maternidade.
E aí eu engravidei de primeiraça. De primeiraça. Queria ter, já engravidou. É. Eu fui um... É coelho, quer fé? Acho que a gente vem aqui. Fui assim, ó. Papum. Engravidei, aí... Aí vivi todo o processo, que é uma delícia. Eu falo que eu amo... Eu amei ficar grávida. Eu amei viver tudo.
caraca, tudo, tudo foi irado demais, assim então... Sofia, logo de cara você já sabia que o nome você já tinha escolhido não, foi no processo é, eu tinha eu achava de início que era um menino, depois eu sonhei e falei, ai senhor, o que que é? eu sonhei, ele me mostrou que era uma menina, eu falei gente, olha, já sei que é uma menina, não tinha sem sair o resultado eu já sonhei comigo, já sonhei com uma amiga minha, acertei, quando eu sonho você tem... é, Deus me mostra eu sonhei, eu sonhei, eu sonhei
E aí eu sonhei e falei, gente, é uma menina. Vocês podem até... Mas eu sonhei e acho que é uma menina. E dito e feito. E eu achava Sofia um nome muito delicado. Eu queria um nome que pudesse virar um apelido. Que eu chamava ela de Sossô. Ah, tá. E aí, minha gestação foi indo. E aí a minha pressão era chatinha. Minha pressão é chatinha até hoje um pouco. Mas era essa? Pra alta. Não, não.
Não sei, na verdade, Vilela, porque hoje a galera falou que o padrão de pressão mudou. É? É, 12 por 8 já não é mais uma pressão maneira como a galera achava que era antes. Entendi. Né, que a gente falava que era pressão de criança, pressão boa. Não, hoje em dia acho que é 10 por 8, acho que é o mais viável. E grávida é melhor que seja baixa do que seja alta. Ah, tá. Entendeu?
E aí, eu fiz exames e logo ali, depois do morfológico, eu percebi que eu tinha uma resistência uterina. Então, ali mesmo eu já comecei a fazer uso de medicamentos. O que é resistência uterina? Era uma resistência. Ela fazia um barulho muito... É como se fosse um barulho, tipo batimento. A minha fazia... É como se ela forçasse a placenta a funcionar. Isso por causa da pressão. É uma grande besteira. É. Tinha a ver, tinha a ver.
Então... Tomar remédio pra isso? Aham. Aí eu tomo... Controlar. Fiz o uso de AES, fiz o uso de medicamentos que você tem que fazer, de cálcio ali. E eu fiz um exame que mostrava que eu tinha uma tendência a ter pré-eclâmpsia. Que é?
que é a doença que eu tive, que é aumento da pressão arterial. E no caso, a minha preeclampsia foi para a HELP. E a HELP é quando você começa a ter a falência dos órgãos. Aí começa a ter plaqueta baixa, os genes, os números ficam muito altos. Então, começa a entrar em falência mesmo, sabe? Você tem que tomar cuidado para realmente não haver uma falência no órgão.
Então eu comecei a entrar nesse processo, minhas plaquetas começaram a baixar absurdamente. Aí tem que fazer o quê? Parto, na hora. O quê? É, o que que aconteceu? Quando eu fui internada, eu ainda não tava no ponto do parto. E eu tava bem, eu não tava, tipo, mal. Tava com quantos meses? Tava com seis meses.
Quando eu fui internar, eu estava com 23 semanas. Era muito no início. Eu tinha acabado de fazer o segundo morfológico e ali mostrou que ela estava com restrição. Com algumas restrições de crescimento. Ou seja, ela não estava... Ela estava evoluindo, mas muito devagarzinho.
E aí, aquilo ali já chamou a atenção da minha médica. Minha médica falou, interna agora. Interna agora, porque eu preciso acompanhar. E aí, Vilela, eu cheguei ao ponto de fazer quatro exames de sangue por dia eu fazer. Pra controlar, pra saber que nível. Porque quando desregulava, desregulava muito rápido. Então, baixava muito rápido as plaquetas. Então, eu tinha que ser acompanhada o tempo inteiro.
Então, eu fui pra UTI. Foi bem grave. Foi bem grave. Foi um processo que foram 17 dias. Caramba. É. Vivendo num quarto, assim, todo branco e orando a Deus. E todo dia eu recebia uma notícia ruim. Que era, ah, o líquido amniótico tá baixando. Então, foi um processo que não foi só doloroso. O final foi doloroso. Foi desgastante demais. E foi ali que eu comecei a assistir muito o Frey Gilson. Sim.
o padre Marcelo assistia ali as missas do padre Marcelo comecei a me apegar mais, eu já estava indo na igreja grávida porque eu sabia desse lance da preeclamps eu falei, não, vou me apegar a Deus durante, né é aquilo, né, o negócio pega, a gente vai pra Deus e aí eu comecei a ir à missa toda semana, até o ponto que eu me internei fui acompanhando online
Mas foi um momento muito difícil da minha vida, mas que eu cresci absurdamente. Hoje eu me sinto uma mulher, outra mulher, assim, muito preparada pra muita coisa, assim, na vida, sabe? Hoje eu valorizo as coisas de uma maneira muito diferente e aprendi a ressignificar muitas coisas, muitas coisas, assim, que acho que antes eu olharia com outros olhos e acho que dá valor ainda mais a Deus também. Mas como que foi esses momentos?
perto do parto, você tinha que tomar algumas decisões? Nossa senhora! Eu era furada o tempo inteiro, já não tinha mais ver isso aqui, meu tava tudo já lascado porque toda hora, imagina, quatro vezes por dia, na fase final ali já não tinha mais, aí tiravam da mão aí queriam pegar do pé, já pegavam no meio do braço, então assim eu me sentia muito
corrompida, mas violada, né? O corpo já muito ali, numa situação ruim, com sonda, sendo limpada pelas pessoas, pelas enfermeiras. Uma situação bem ruim, assim, que a gente ninguém quer chegar a esse nível. E eu lembro que eu fiquei muito assustada quando eu fui pra UTI. Porque eu tava na semi-intensiva. Quando eu fui pra UTI, eu falei, é, o negócio pegou, porque da UTI não tem mais pra onde ir. Pois é. É o lugar que são as emergências máximas dentro de um hospital.
E eu lembro que eu fiquei mais nervosa pra ir pra UTI do que pra ir pro parto. Mesmo? Juro. Pro parto eu fui com paz no coração. Eu fui orando, eu lembro que eu passei a noite inteira rezando muito, muito, muito, muito, muito, assim. E aí Deus me deixou bem serena no dia do parto. Mas o parto também teve que ser adiantado por causa... Adiantado, ela nasceu com quase 26 semanas. Era um bebê muito pequeno, imagina, um bebê precisa de 40 semanas do útero.
Ela nasceu com 26. Então era de risco pra você também. Extremamente, ela era um bebê...
extremamente. Nossa, pra mim também. Pra você? Eu também, porque eu já tava no meu limite. As duas chegaram no limite, porque ela já não tinha o líquido, né, pra ficar ali dentro, miniótico, e eu já não tinha mais condições de saúde, né, e um bebê não sobrevive sem a mãe e vice-versa. Chegou no limite. Aí falou, é hoje o pá. E aí, você tem que tomar essa decisão junto com o médico? Não, é a médica que toma. É a médica que toma? É.
ela falou, Alex, a partir de agora você está totalmente em risco, você pode morrer então assim aí eu falei, não, então vamos fazer o par
Mas graças a Deus, hoje eu falo com muita leveza, assim, por mais doloroso que tenha sido, e é, porque eu vivo isso todos os dias, não tem um dia que eu não lembre, que eu não vivenci essa dor, mas eu aprendi a dar glória e de verdade, assim, agradecer a Deus por esse presente, por esse tempo que eu vivi com ela, por esse tempo que, sabe, tudo que eu aprendi com ela, porque querendo ou não aprendi demais velhela. Não imagino. E eu entendo que a minha filha é um anjinho, né? É.
E agora, daqui pra... Quero viver feliz nessa terra pra honrá-la. No dia de encontrá-la, que eu encontre... Que eu encontre feliz, porque eu tenho certeza que ela tá no melhor lugar do mundo. E vai ser lindo esse encontro. E não perdeu essa vontade depois disso? Jamais, jamais. Mas o teu problema, ele pode repetir ou é tratável? Não, ele é tratável, mas ele também pode repetir, mesmo sendo tratado. Sim.
Eu tenho que estar em plenas condições, né? Eu sou uma pessoa que a pressão tem que ser... Desde o início, o caminho é outro hoje. O caminho não é o mesmo... Já sabendo disso, você tem que se preparar. Exatamente. Porque quando eu fiz os primeiros exames da minha gestação, na minha primeira gestação, eu era uma gestante de baixíssimo risco. Eu não apresentava risco. Ele foi evoluindo a partir da... Porque a placenta foi entrando em cena, porque...
Até a 12ª semana, acho que é a vitelínica, não lembro mais os nomes, mas enfim. O bebê sobrevive do que existe ali. E aí ele vai se vinculando e vai criando a placenta para sobreviver da mãe. Esse era o problema, era a minha placentação. A placentação era o problema. Então assim, hoje existe um caminho.
que eu tenho que fazer antes, então tomar toda uma medicação. Quando eu sou engravidada, eu tenho que entrar com outros medicamentos, porque eu tenho doença autoimune também, então eu tenho uma doença chamada tireodite de Hashimoto, que é o hipotireoidismo.
Ah, mas não tem a Hashimoto Tem gente que tem Hashimoto e tem É, no caso eu tenho É, eu tomo todo dia de manhã Por anzinho Tomo, mas aí pra gente que engravida Tem que fazer um tratamentozinho Mas pra você não é melhor fazer aquela Procedimento fora E depois implantar o
fazer o... Fazer FIV, você fala? É, FIV é um caminho também. FIV é um caminho. Eu fiz, eu cheguei a fazer congelamento. É? Eu fiz. Mas eu tive muito doido. O meu funil foi muito diferente, assim, porque pra quem sabe, pra quem não sabe, na verdade, a FIV, a gente começa com uma quantidade e vai tudo diminuindo até você conseguir... Como assim?
Por exemplo, a gente só libera um óvulo por mês, né? A mulher tem um número de óvulos... Gigante. Que vai diminuindo. É, vai diminuindo. Exatamente. E aí, nesse caso, quando você faz essa estimulação ovariana, todos os óvulos que estão ali, não só aquele único, são estimulados a crescerem, exatamente. Então, você toma um medicamento, uma medicação, e você toma uma injeção na barriga, e aí você... E aí
Por exemplo, o que é liberar um, eu consegui no meu caso. Foram quantos? Eu tive hiperovulação. Eu tive muitos. Ah, mais de 40. Só que olha como o funil foi. Dos 40, só 25 eram maduros. Então foi fazendo assim, ó. No final, é só pra, tipo, entendeu? É um valor... É, tipo isso. No meu caso, foi até menos, então... E aí congela. E aí congela.
Então, rolou esse funil também. Mas hoje, acho que eu tenho que estar preparada principalmente mentalmente para isso. Porque realmente, acho que de tudo a cabeça é o que comanda muito, né?
corpo e... Fisicamente e mentalmente, né? É, é. Então tem que... Você é nova também, então é tranquilo, né? Porque não tem aquela contagem, assim... É, eu tô dando tempo ao tempo. Acho que na hora certa vai acontecer. Eu acho, não sei como que é a sua vida, mas eu acho que essas coisas você simplesmente sabe quando vai ser a hora. É. Saber quando vai ser a hora. É, eu acho. Acho que vai ter sinal, vai ter alguma coisa, né? Eu acho.
Mas a gente correu lá pra frente, então vamos lá. Tá. Você começa a fazer sucesso em placa, música, e você imagina, pô, tem uma carreira agora. E aí, tipo, você se encontra na vida. É isso que eu quero fazer. É, é isso que eu quero fazer. Eu consegui mudar a realidade da vida da minha família, né? Mas da onde a gente veio, até onde a gente chegou, as coisas que eu já consegui. E eu sou a viajadeira, então eu adoro viajar, adoro levar minha família. Então foi...
Não só pra show, pra passeio? Não, pra passeio. Não só minha família, eu levo meus amigos também, eu levo minha equipe. Pô, leva a gente, né? É óbvio. Bom, amiga, eu sou uma excelente amiga. Você gosta de viajar, você também é ator. Eu amo, eu amo. Então você já foi? Ixi, muitos lugares. Quase 30 países. É? É. Eu amo. Por exemplo? Eu já fui pra Noruega, Japão, Austrália. Aurora Boreal ou não? Vi. Sério? Vi, eu fui pedindo casamento na Aurora Boreal.
Em que... Você lembra a cidade? Foi em... Em Alta. Em Bardufs. Acho que fica... Fica perto de Tronço. Tá. Mas não é lá. Fica lá também pra aquele... É.
Foi irado, foi muito legal. É diferente, né? Você pegou muito frio, que eu peguei menos 30. Muito frio. Mas foi o maior frio da minha vida, sim. É? Foi o maior frio da minha vida. Dá raiva, não dá? Dá um... Ó, o frio que machuca mesmo, o negócio dá... Não, e o pessoal não sabe. Você fica no celular, o pessoal fica avisando. Agora vai sair. É, exatamente. Você tem que ir esperando. Exatamente. E tem uma hora que você tá com tudo...
Você tá todo quentinho lá e tem que colocar um monte de rosto. Deixa a aurora boreal lá, já vi, né?
Porque toda hora tem alerta. É, toda hora tem alerta. Eu lembro que a gente estava numa cabana, eles falaram até que os Vikings, os Vikings, ficavam lá naquelas cabanas. Ah, é? Não, e aí meu marido entrou numa onda. E era lá quentinho, né? É, não, gente. Com pouca roupa. Então, era um lugar que, na verdade, dava para colocar galho, acender o fogo, tipo fazer uma lareira lá no lugar. Não tinha um aquecimento, assim? Porque a gente ficava num lugar muito quente, aí saia e era muito frio, então você tinha que ficar colocando um monte de roupa. Não, o máximo de quente que a gente teve foi o carro.
Sério? Com aquecer teu look. Ah, então não era tão quente lá. Não. Então se calharam de blusa, essas coisas. Sim, e eu conheci uma moça nessa viagem, inclusive, que é a Janaína. Nossa, bom que a gente vai indo nos atos. É. Vai, daqui a pouco eu volto pro funk de novo.
Com a Janaína, que foi a primeira viagem internacional Ela fez sozinha Ela tava sozinha lá? Tava nessa viagem Eu admiro gente que viaja sozinha Eu não sou essa pessoa Se não tiver alguém do lado pra comentar Pra conversar Fica meio sem graça Mas ela viajou e ela tava tão feliz De estar ali Que essa mulher não entrou um segundo pra se aquecer Ela ficou o tempo todo esperando a aurora Lá fora, pulando Caraca, essa veio mesmo na vontade E aí
Mas sim, já vivenciei muitos lugares legais, assim. Japão é irado. Nessa viagem não. Não, só tava eu e meu marido. É, porque senão ele pedindo ela em casamento, tá a mãe lá. E minha mãe, do jeito que não gosta de frio, acho que ela não ia curtir muito quando frio. Japão é um lugar que eu quero ir também, não fui. Nossa, espetacular. Meu top 3, assim, eu acho. Sério? É difícil a gente escolher, né, de tantos lugares. China você já foi? Aonde? China. Não, mas já fui pra Coreia e já fui pra Singapura.
E aí? Outro mundo. Mas você é de experimentar a comida do local? Ah, mais ou menos. Eu vou, mas até um certo ponto. Sério, eu gosto de... Ah, uma intoxicaçãozinha, né? Passar mal, né? O que foi o mais estranho que você comeu nesses lugares? Você chegou lá? Ah, e tinha um lugar lá em Singapura, em Chinatown, que tinha lá. Uma cidadezinha tipo da chinesa lá.
É um bairro chinês, isso aí. E aí, eram umas comidas que... Ou era aquilo... Eu não sei te descrever. Ah, não tinha opção. Não é que você quis experimentar. É, ou era aquilo... Eu não consigo te descrever o que eu comi. Era um negócio... Mas foi uma coisa muito melada. Um negócio meio agridoce. Você não sabe o que você comeu. Duvidoso. Procedência duvidosíssima, assim. Joguei minha vida no lixo ali. É, quase mesmo. Você podia ter morrido. Podia, mas aí eu...
Eu vivi. Tipo, eu era no Brasil, né? O corpo já... Ah, eu já fico cheia de imunidade. Já bebeu água de torneira, água de rua, então... O que é uma comidinha do que nós do outro lado do mundo? Mas não passou mal.
Acho que eu fiquei enjoada só. Lá na Noruega você comeu carne de... Comi. Tá, isso, comi. Comi alce, comi... Não, rena. Também. Carne de rena é boa, né? É diferente. Só que dá dó você pensar nas renas do Papai Noel, né? Não, não sei. Porque foi o seguinte, foi uma experiência gastronômica na casa de uma pessoa que eu fui fazer. Não, porque os nativos de lá são os únicos que podem criar para... Para fazer isso. Para bater. É. Eu dei muita rena. É.
Caraca, mas uma carne era meio clara e a outra era bem forte. Eu não lembro qual que era bem forte. Se era do alce. É, eu não lembro também. Mas assim, depois fiquei me sentindo um pouco ocupada. Voltando pra casa, eu vi uns andando. É, eu fui com meu filho e eu tinha que explicar pra ele que faz parte da natureza. Já não estão mais puxando trenó, filho. Não aguento. Porque a gente... O pior é quem saiu de trenó com rena.
Depois de comer a rena. Eu tinha que explicar pra ele que não eram aquelas renas. Não só aquelas exatamente. Aquelas também. Elas vão ser comidas um dia, filho. Mas não com a gente. Pela ordem natural da cadeia. Exato. Mas viajar é muito bom. Já experimentei muito bom. Muito bom. Nossa, já fui pra vários lugares muito legais. Tem algum lugar que você não foi que ainda quer ir?
Já fui Não fui pra Osasco Já fui bastante Comer um dogão lá do Osasco Com as pombas na rua Não é o prensado que eles falam? É o prensado Olha como eu sou viajado Você viu? Noruega
só falta chegar em Itaquera Itaquera é a terra dele Itaquera é a minha área o que tem de típico lá acho que tem um lanchão lá do Corinthians aquele da porta do estado de pernil a chance de passar mal também
É só na primeira vez que você passa mal, depois você acostuma. É, depois o corpo já cria uma resistência, né? Mas é bom. É muito bom, é muito bom. Adoro esquiar também. Você é boa? Eu nunca esquiei. Eu tenho medo de... Eu sou uma bela tentante. De detonar o joelho, alguma coisa lá. É, não, mas... De abrir a perna. Mas é porque eu esquio bonitinho, eu esquio, tipo, focada e não... Eu sei que eu tenho capacidade já de descer um nível a mais.
Não, não, snowboard, sei lá. É, eu sou esquio de dois, separadinho. E você manda bem?
É o seu nota 7, passo de ano. Sério? Onde a soja? Dá pra ir na... Ah! No inverno lá? Já, já, já. Na Olimpíada de Inverno? Olimpíadas de Inverno. Aí eu gosto só de assistir. Deus me livre. Gente, eu desço bem devagarinho mesmo. Aquela rampa, né? Já saltar. Não, Deus me livre. Mas você chegou a descer um morrido? Uma montanha? Já, já. Nossa. Mas eu desço só a pista verde. Eu sei que eu tenho capacidade pra azul, mas eu não vou. É a verde, azul e... Vermelho e preta. Tem a preta, que é só pra profissa. Só louco.
Eu vou na... Você é contra, né? Ela tem uma carreira, né? Ah, foi a Anitta. A Anitta que me ensinou a esquiar. Olha só. A Anitta que me ensinou a esquiar. Ela falou, vem cá. A gente tava lá em Aspen, no Colorado. Aí ela falou, vamos lá. Mas vocês foram pra isso ou se encontraram? Pra isso, pra isso. Já é viagem pra esquiar? Pra esquiar. Ela falou, ó, vamos lá. Não joga o corpo pra trás, postura, faz a pizza, que a pizza é pra frear. Aí eu decidi duas vezes. Você aprendeu?
Com a Anitta. Com a Anitta. Muito doido, né? Muito doido, né? É uma coisa que eu nunca imaginaria. A Anitta foi sua professora de ski. É. Se conheceu ela como? Ai, nossa senhora. Muitos anos atrás. É? Eu já amava o trabalho da Anitta, né? Antes de eu surgir, a Anitta já existia, já fazia. Já acompanhava. É.
E aí depois eu a conheci pessoalmente Acho que um dia no estúdio Depois eu cantei com ela no Música Boa E depois a gente filmou uma amizade Fizemos três músicas juntas já É uma grande amiga É uma das vezes Até hoje Fala pela vida aqui também
Vou falar. Eu já chamei ela no Instagram e ela falou que vem. Agora tem que vir mesmo. Eu vou falar, eu vou falar com ela. Não é, Fabi? Ela é maravilhosa, super inteligente. Eu gosto bastante dela. Eu admiro a parte empresarial dela, né? Ela é muito inteligente. Tem várias dicas, assim, que às vezes eu quero conversar. Você tem essa ideia também de fazer uma carreira internacional, de gravar em outras línguas ou não? Sendo muito sincera, ela não é uma maior série de minha vida, não.
Porque o que acontece? Eu bato muita palma pra quem tem essa vontade, porque é literalmente...
Recomeçar. Não é do zero, mas é quase do zero. É quase do zero. É quase do zero. Você está conquistando um mercado totalmente novo e que não necessariamente conhece você. Exatamente. E aí eu falo, sou muito honesta, tá? Eu acho que eu não tenho mais... Eu gastei muita minha energia para fazer já quem eu sou. Sofreu muito para... É. Agora eu quero contemplar as coisas boas que me aconteceram aqui e fazer novos projetos, lançar novas músicas.
e vivenciar aqui, porque o aqui já é difícil de se manter, né? É, muito difícil se manter em qualquer coisa que você atinja um certo... É muito difícil você atingir o auge ou alguma coisa desse tipo e depois manter é muito mais difícil. Muito mais difícil, sem dúvidas. Porque você tem que ficar se reinventando, pensando... O tempo todo, o tempo todo. A parte de rede social pra você é uma coisa legal ou é um martírio ter que produzir conteúdo, ter que ficar pensando?
Então, eu Eu larguei as faculdades Só que eu acabei me formando Em marketing Então, eu falei, cara Você gostava já? Eu gostava Eu me formei em publicidade É, porque tem a ver com o meu trabalho, né? Você já queria completar Eu tinha o sonho de ter uma formação Falei, cara, eu não vou Fazer contabilidade, engenharia Nada vai me acrescentar E aí
Então, eu vou fazer, dentro do meu trabalho, então, eu vou fazer alguma coisa que me acrescente. Fiz durante a pandemia. Era muito engraçado. Porque eu acho que eu me inscrevi um pouco antes da pandemia. Eu ia fazer... Em 2019, por aí? É, por aí. Fiz já famosa, já era famosa. Eu lembro que eu entrava na sala de aula, o povo fazia assim, o que você está fazendo aqui? E eu estava lá. É, tem cúmina aqui, vamos gravar, né? É. Uma pegadinha.
É, e eu estava lá, fazendo minhas provas, encontrando a noite, tudo bem, gente. Tirei do dúvida, levando a sério. E me formei.
Então, eu levo como um trabalho. Tchau, mãe. Tchau, tchau. Vou deixar a gente aqui, abandonar a gente. Vamos, vamos. Hoje elas só vieram para ver o Vilela, tá? Eu fui totalmente ignorada durante o período que o Vilela estava aqui. Comentou, ficou perguntando. Você quer saber da Jujuba? Espera aí, espera aí. Então pergunta da Jujuba. Ela falou para você perguntar da Jujuba e da... Da mesa. Então vamos lá. Vilela.
por favor, me explique por que das jujubas, por que a mesa pintada, assim? A mesa pintada simplesmente é porque no começo do podcast eu tinha uma mesa sem graça pra caramba de madeira. Eu peguei o meu filho, compramos tinta e ficamos espirrando lá, assim. Foi assim que aconteceu. Até hoje é a mesma mesa e a gente tenta sim simular onde a gente vai levar essa... tipo uma toalha aqui pra aparecer lá. Agora, jujuba... Adorei. Jujuba é coisa da minha infância, né?
Na minha infância, eu adorava jujube mil mil mil. Você é formiguinha? Muito, mas eu sou mais velho, né? Então, meu pai chegava pra ele e falava que queria doce, ele falava assim, come açúcar. Direto? Não, ele era grosso. Não tinha dinheiro, não tinha chocolate, não tinha essas coisas. Açúcar direto é... É, não, não, não era direto. Ele dava o pão...
Você furava o pão, você fazia isso? Colocava açúcar dentro de um pão francês? Sim, às vezes colocava um pouquinho de manteiga pra dar aquela molhadinha. Ou nescau. Cara, era isso o doce da gente. E aí eu ficava com esse negócio de... Pô, porque a gente via isso daqui na... Como que chama?
Na venda? Como que chamava aquele lugar que tinha os doces? Acho que Tandinhas, né? Tinha aquele coração de abóbora. Ou era de abóbora ou de batata, né? É. E aquele outro que era vermelho e tinha uma faixa amarela no meio. É geleia? É geleia, né? Cara, e aí eu ficava com isso na cabeça. Então, assim, hoje em dia isso me traz memória da infância. Irado. E é a primeira vez que me perguntam sobre isso, né?
Nunca me perguntou. Ah, fui apresentadora graças a mim aqui no Vilela. Quer mais alguma coisa? Aproveita. Ela tá satisfeita de todo jeito. Tá. Tô solteiro, fiz implante no cabelo, é, aumentei o pênis, mentira, brincadeira, brincadeira, brincadeira, brincadeira. Limpei. Limpei. Limpei.
Toma! Tá bom, vai. Tchau, mãe! Cara, parece minha mãe. A mãe fica mostrando as fotos dessa peladinha pequena. Olha meu filho aqui, só pra fazer a gente passar vergonha. Tchau, tchau. Fica com Deus. Visita a gente lá em São Paulo quando for, hein? Tá bom? Meu Deus. Ela falou muito do Frei Gilson. Como que você conheceu? Como foi o contato do Frei Gilson? Nossa, eu amo o Frei Gilson.
Então, a minha obstetra, ela falava muito frejúso comigo. Então eu acompanhava de vez em quando, até internada mesmo. Mas o Rosário? O Rosário da madrugada, às quatro da manhã. Então eu cheguei a... Eu fiz toda a de São Miguel Arcanjo ano passado. Quatro horas da manhã? Quatro horas da manhã.
Me abdiquei de coisas na minha vida também. Tipo, cortei açúcar, por exemplo. Eu parei de beber durante o período. Sério? É. No caso, eu fiz uma coisa e parei. Foi um propósito que você fez? Foi um propósito que eu fiz. E foi muito legal. Isso foi muito bom. E você acredita que eu tinha um grupo? Eu tenho esse grupo ainda. Quer acompanhar o Rosário? É, que eu era a chefa. Cadê todo mundo? Cadê todo mundo? Bom dia. Aí eu mandava alguns trechos que ele ia ler, porque ele avisava.
E eu meio que coordenava o grupo. Bom dia, gente. Eu lembro que teve um dia que eu perdi o horário. Você dormiu demais? Eu chorei tanto, Filela. Você dormiu demais? Você dormiu demais. Putz. Acho que o pessoal não tocou. Alguma coisa assim. Mas eu acordei faltando acho que um terço. Eu acordei atrasada. Ah, você acordou durante ainda? Isso. Mas eu chorava no grupo. Eu falei, me encerrou, hein? Vocês não tinham esse negócio.
Deus falando assim, relaxa. Eu sei que a sua intenção é... Nossa, mas eu me culpabilizei tanto por aquilo. Mas não, depois eu vi que foi um grande exagero da minha parte, mas... Só o fato de você se preocupar com isso já é um sinal, né? Mas é isso, é porque eu sou muito comprometida. Eu sinto que se eu falhar com alguém, eu fico desesperada. É, mas eu tô trabalhando isso mesmo. E relacionamento, você é assim também num relacionamento?
De exigir muito? Não mente, fala a verdade, fala a real. Ah, eu acho que eu mereço muito porque eu sinto que eu sou muito, eu dou muito. Não adianta você se entregar e não sentir muito do outro lado, né? Exatamente, tem que ter a reciprocidade, não tem como, tem que, né? Os dois lados tem que... Ah, é uma troca. É, mas eu, sim, eu acho que eu... Você casou duas vezes? Duas vezes. Eu também. Meu primeiro casamento foi seis meses, e o seu? Você não ganha de seis meses.
Casamento? É. Só durou seis meses. Seis meses. Jamais não posso julgar, porque eu tô já no segundo com 31. Eu o quê? Eu tô no segundo casamento com 31. Não, 31 o quê? Anos. Ah, tá. Não. Ah, tá. Eu falei, 31 dias. Falei, nossa. É. Ah, tá. Não.
Vamos lá, meu primeiro casamento durou sete anos. De casamento, de união, acho que nove. Ah, não, que nem seis meses, mas, tipo, dois ou três também já tava junto, é. Beleza. E o segundo, eu casei em outubro. Então já passou de seis meses. Ah, então já ganhou. Passou, né, de seis meses. Passou de seis meses, tá tranquilo. Foi.
faz parte, faz parte que não pode é ser infeliz, exatamente que não pode é você ficar insistindo numa coisa que você vê que não tem futuro, tudo bem, se apaixonou viveu e tal, óbvio que a gente tem que tratar o matrimônio com toda a responsabilidade que ele merece, mas... Eu pelo menos não casei pra separar, né? Ninguém, é, acho que ninguém gasta esse dinheiro lá de festa bota vestido branco 14 anos, deu certo, né? 14 anos juntos, o segundo? Segundo, é. Ah, deu super certo 15 anos juntos, o segundo?
não tem como dizer que dá foi de 14 anos, como não dá certo teve filhos, então não tem como quero que ela morra? não, brincando Fabi sabe que a gente se dá bem a gente tá todo dia tá me enchendo o saco lá mora do lado lá de casa é só não dava mais junto, você para cada um fica na boa e em relação a vida o que você quer agora?
casou, tem filho, viajar. Ah, quero continuar viajando muito, explorando muitos lugares. Você me perguntou um lugar que eu queria... É, exato. Eu quero muito ir pra Jerusalém. Putz, vai mudar a tua vida. Vai, né? Mas é legal você ir com o pessoal. Será que eu tenho que estar preparada?
O que você acha? Tem que estar preparada, mas tem que ir com um pastor, com alguém que vai te dar... Porque você ir lá e pegar a guia local, não é a mesma coisa de você ir e a pessoa falar Jesus passou por aqui, aqui talvez tenha acontecido tal coisa. É uma coisa de mudar a tua vida. Eu fui com o Saião e com o Rodrigo Silva. Então foi uma experiência absurda. Rodrigo Silva é muito inteligente. Como o Rodrigo Silva é arqueólogo, a gente foi em uma parte também bem importante de arqueólogo lá.
Que a gente pegou... Como chama? Fazer a... E ver os restos lá. Sim. E ficou fazendo... Meu filho ficou peneirando lá. Achando pedaço... Olha isso. Da época de Roma lá. Que Roma teve... Mas é incrível, né? Eu quero muito ver essa experiência. E lá agora você não sabe, né? Porque às vezes sabe tudo. E agora tá calmo. Tá estranho, tá estranho. E um outro lugar que eu também gostaria de ir é Filipinas.
Fala um bastante... Pela beleza natural. Vietnã. É, Vietnã falam que é incrível. Vietnã tá na minha lista aí. É, eu quero muito ir. Você até comentou sobre o Frei Gilson, que eu queria ter falado, que ele se tornou uma pessoa tão assim na minha vida, ele mudou tanto a minha cabeça... É mesmo? É, porque numa dessas... Você já falou com ele pessoalmente? Já. Você não sente uma coisa diferente nele? É uma coisa que você... É uma luz divina mesmo. Não tô falando, ah, ele é santo, ele não sei. Não, mas é uma pessoa...
Que, cara, é tão boa. Diferenciado mesmo. Tem gente que passa uma coisa boa, assim, só de você estar perto, assim. Freigilson é essa pessoa, sem dúvidas, assim. Ele me trouxe muita clareza. É? Muita clareza, porque eu lembro que... Vida, carreira, o quê? Tudo, tudo, assim.
Porque eu ficava... Pra mim é complicado, porque imagina, eu sou do funk, né? É isso que eu ia falar, né? Essa dualidade. Essa dualidade, perfeito. Eu tô no mundo e ao mesmo tempo eu tenho essa parte sagrada. Eu quero buscar a Deus, e aí? E tem... E no meu Instagram tem mais de 20 milhões de seguidores. Então ainda tem 20 milhões de pessoas julgando isso. Porque elas veem isso, né? Eu acho que as pessoas não me julgam tanto por saberem exatamente pelas coisas que eu passei.
Então, naturalmente, a gente se apega. É. Né? Mas... Não, tem uns que não se apegam. Tem uns que se rebelam. Mas, enfim, cada um tem...
Tem sua postura. Mas quando tudo aconteceu, né? Eu conversei com o Frejilson. Eu fui lá na Canção Nova. Porque eu vivi muito tempo na Canção Nova. Então eu já conheço algumas pessoas lá dentro. Chegou a colocar esse questionamento pra ele? Sobre tua carreira e o teu caminho? Conversei com ele. Ele falou assim, minha filha...
Sempre dê passos pra frente, né? Tendo que melhorar de alguma maneira. Porque, gente, não tem essa de vou largar a minha carreira. Imagina, eu levei muitos anos continuando a minha carreira. Eu respeito a religião das pessoas, de todo mundo. Acho que dá pra viver em harmonia com todo mundo, né? Então, isso que eu falo pras pessoas, eu gostaria também que as pessoas respeitassem minha posição.
Eu faço minha música, trabalho, isso é meu trabalho, entendeu? E eu volto pra minha casa e o que eu sou, como ser humano, pro próximo, é o que conta, o que meu coração é. E as pessoas não entendem o seguinte, cada um tem seu caminho, tem a sua jornada e tem o seu processo. E Deus vai mostrar o que você deve ou não deixar. Perfeito. Então, assim, por que as pessoas ficam te julgando ou me julgando? Ah, você deveria... Mas eu também sou julgada. Por que você tá trazendo tal pessoa, sendo que o Frejus foi aí?
Meu, minha vida é minha vida Eu tô no meu processo Um dia eu achar que não devo trazer Deus vai me mostrar que não é pra fazer mais isso Como eu parei de beber Parei de beber não quer dizer que eu não bebo Uma vez ou outra, mas porque eu não me sinto mais Vontade e tal E essas coisas valem pra mim, pra minha vida Não quer dizer que pra pessoa que acabou de se converter Tem que ser assim, né? Porque às vezes tem esse negócio
Não pode ouvir música do mundo Não pode mais assistir televisão Não pode não sei o que É tão não pode, não pode Que aí a pessoa fica sufocada E não consegue se manter E aí o momento de fraqueza volta pior Pior, exatamente Exatamente Às vezes o extremismo é um problema Eu acho que é um problema Sobre a vida da pessoa e do próximo Quando a pessoa ainda quer palpitar dentro da vida do outro É o famoso tirar a trave Que tá no teu olho Obrigada
De olhar o cisco no olho do outro. É, é complicado. Acho que cada um tem o seu processo de conversão. Cada um sabe onde o calo aperta. E a cruz que está carregando, né? Perfeito. E as consequências de cada coisa. Até uma pessoa que, às vezes, te trata mal, às vezes, fala assim, você não sabe também a luta que essa pessoa está passando. Entendeu? Não dá para saber. A pessoa está amargurada com alguma coisa e vai descontar em você também.
É. Cada um com sua sandália, né? Quando calça sua sandália, não tem como. Cada um realmente tem a sua história e seu processo. Então...
Mas olha, Frey Jusso, hoje eu falo que é o meu contato favorito do meu celular, né? Meu celular, porque ele não é do WhatsApp. Ele não usa WhatsApp, é só na mensagem. Ele é maravilhoso, e mesmo tão cheio de coisas para fazer, tanta gente para atender, ainda assim ele se faz disponível, sabe? Ele me responde, que às vezes eu... É verdade. Ai, Frey, eu estou sentindo isso, isso e isso, que eu me abro com ele. Eu não fico enchendo o saco do Frey Jusso também, né? Porque eu sei que ele tem um monte de jeito para cuidar.
Mas de vez em quando, quando eu peço um socorro, eu mando mensagem pra ele. Tem o Padre Fábio Marinho também, que é uma pessoa maravilhosa. Eu já também falei, Padre Fábio, reza aí por mim, tô sentindo essa semana pesada. E ele?
Ele é uma figura, né? É, ele é mais... Porque eu tô lá no carnaval e falo, você tá lindo, ele é ótimo. O padre Fábio Marinho, ele me tira um fardo dos ombros, assim, sabe? Deixa mais leve. Ele deixa as coisas mais leves. Tô falando que o Fred Gilson faz isso não, pelo amor de Deus, gente. Cada um de uma maneira, né? Cada um tem seu jeitinho de...
E o padre Fábio, ele é incrível também, assim. Eu aprendi muito com ele. Ele deixa calma. Não fica se culpabilizando. Sabe? Botando a culpa em cima de você o tempo todo. Não, a vida é um processo. As coisas são assim. Tá tudo... É o seu trabalho. Sabe? Não fica trazendo as coisas que as pessoas falam pro seu coração. Leva isso pra sua vida. Você chegou a levar muito pro coração? As críticas e haters e tal? Eu fico meio perdida.
Você imagina? É porque eu também... Eu tento enxergar pelo lado do outro. Né? Caraca, a garota tá lá dançando, usando roupa curta. E tem um grupo de oração?
Faz muito sentido você parar pra pensar mesmo a maneira seca. Isso é isso. Cada um tem sua vidinha. Cada um leva da maneira que acha... Eu não tô prejudicando ninguém, velho. Eu não tô falando mal de ninguém. Eu tô falando de Deus. Entendeu? O meu trabalho é honesto. Eu não tiro de ninguém. Eu pago os meus... Então, assim, pra mim, eu tô vivendo minha vidinha, entendeu? Mas eu ia falar alguma coisa. Você falou do padre Fábio Marinho, falou do Prejilson. Ah! Sou fã dos dois. Nossa, eu amo demais.
Mas nessa parte espiritual, você acredita que a gente tá como assim? Você é otimista ou você acha que as pessoas estão piores a cada dia? Porque se você fosse basear só em rede social, você fica meio decepcionado. Fala, cara, é tanto ódio, né? Só que aí você vai na rua, você vê o contrário disso. É o carinho das pessoas. Não é estranho isso? Por que que na rede social as pessoas mostram o pior lado delas? Você já pensou sobre isso? Eu acho que rola um... não sei se...
É uma expectativa. Tem um pouco de solidão. É, eu acho que essas pessoas, elas têm essa solidão, elas têm uma vida vazia. Quem tem uma vida cheia não perde tempo. Não tem tempo. A pessoa está com uma família feliz, está dando tudo certo. Ela não vai no teu perfil falar você, não sei o que, não vai. Acho que às vezes ela projeta o que ela gostaria, sabe? E aí o jeito que ela projeta é em forma de ódio.
É triste. E a internet é uma tela, né? Então eles se sentem no direito e totalmente livres pra falarem o que quiserem. É um certo anonimato, né? É, tipo, eu tô triste, ela tá muito feliz. Eu vou baixar um pouco a bola dela pra ela ficar triste igual a mim, sabe? E se ela percebe que você é afetada, nossa. Aí acabou. Acabou, né? Acabou. Tem mil elogistas que você se apega lá na única pessoa que tá falando mal de você. E infelizmente, às vezes, a gente se apega nessa única pessoa. É, pior que é. Né? E aí é um erro nosso de dar essa trela.
Pois é. Porque isso aí vai ter pra sempre, infelizmente. Mas o que eu acho da sociedade... Olha, eu ainda vejo muitas atitudes boas. Graças a Deus. Você mesmo. É um prazer estar aqui compartilhando esse momento com você. Eu tô numa sala que eu vejo pessoas, sabe, de boa índole. Então eu acredito. Luciano, sim. Ele é duvidoso? Não, tô brincando.
Ele tomou um susto aí, né? Com nada, né? Já se infartou aqui o menino. Já se infartou, né? Bem-vindo ao time. É que ele é mais novo, então sofre bullying, né? É. Ah, isso é normal. Isso é normal. O corredor polonês da cama. O primeiro dia de trabalho dele, pifou o gerador. Ah, mentira. Eu lembro dele com cheiro de diesel, né? Inclusive, o apelido dele é Vindi, né? É Vindi por causa de Vindiesel. Exato. Muito bom, muito bom.
Mas eu acho que eu acredito sim. Você é otimista? Eu sou otimista. Imagina, eu acho que enquanto a vida, a esperança, enquanto a vida, a salvação, a gente tem que acreditar. Porque se a gente desacredita do ser humano, a gente desacredita da gente, de alguma maneira. Acabou, né? Morre um pedaço da gente também. Acabou. Então eu acredito sim. Mas, de fato, tem coisas que a gente assiste que realmente você fala assim, meu Deus, está vindo aí o apocalipse. Ultimamente você tem visto umas coisas de violência, né?
Filho matando pai, pai matando filho e umas coisas. Umas coisas que é show de horror. Eu acho que sempre existiu, mas agora chega mais fácil pra gente, né? É isso, eu acho que é informação. Trata animal e tudo mais. Não, é, eu não consigo entender isso. Você tem um ensino? Eu amo, eu sou alucinada. Na minha plaquinha, que eles dão uma plaquinha pra gente assinar nosso nome. Eu fiz um cachorrinho. É. Eu tenho dois vira-latas, inclusive é um resgatado. Tenho o daorinha.
Daorinha? É, do termo da hora. É o daorinha. E detalhe, daorinha osasquense. É? Ó, então ele é mano, né? Ele é da hora, entendeu? O daorinha aí? Tem o daorinha, tem o contente da Silva. Contente? Contente. Ele é contente? Muito! Ele só sorri pra todo mundo, ele é ótimo. O contente da Silva, ele veio da... Não podia ser o contrário, né? O cachorro deprimido, quieto, e o fenômeno dele é contente, ele tá sempre assim. Não, qualquer um pra ele é o novo lar. Sério?
qualquer pessoa que pega ele aqui, ele vai embora se levar pra casa, fácil adeus pra mim, que nem as garras das ruas é, dane-se você e ele eu peguei na na Luísa Mel ele era da Luísa Mel, ele tava na UTI da Luísa Mel e aí ela falou assim eu lembro que eu olhei vários cachorros eu falei, ah, eu queria sentir no coração qual que tem que ser
Ela falou, quer que eu te leve na UTI? Olha isso. Porra o louco. Eu falei, vamos lá. E aí eu vi o meu pequenininho lá, o Contente da Silva. E eu botei da Silva porque Silva é um nome muito popular. E como eu não sabia o nome dele, eu fiquei Contente da Silva. Que maravilha. E tem o Pode Crer Júnior também. Pode Crer Júnior. É. O Pode Crer, ele é maravilhoso. Pode Crer, ele também. Eu viro a latinha, mas ele é resultado de um cruzamento de dois cachorros da família. Então você tem três cachorros? Tenho três. Gato não? Não tem. Ah, tem o Naruto.
Mas o Naruto é do meu irmão, meu irmão tá morando no Japão E tá aqui com a gente O Naruto Que legal Tem umas perguntas aqui É o seguinte, a Yara Ela tá perguntando Sua mãe sempre foi uma figura Muito presente na sua carreira e na sua vida pessoal
Como é trabalhar em família quando as emoções estão à flor da pele? Boa pergunta. No início, a minha mãe misturava um pouco, né? Porque imagina, você é a mãe e você é a empresária.
mãe. Pois é. E eu respeito muito a minha mãe, Vilela, muito, eu tenho muita gratidão. Fala que ela tá errada, que ela errou, como que fala? É difícil, é muito difícil. Então, acho que com o tempo, nós duas fomos aprendendo. Se adaptando. Falar, mãe, meu amor, vamos lá, vamos falar de trabalho agora. Pronto, aí pulou pro trabalho. Então, acho que isso, isso, isso, isso. E ela fala comigo também da mesma maneira, mas não vou mentir, que às vezes...
cruza, mistura, mas hoje bem menos do que um dia, mas não tem aquele papo de ai você sempre, não sei o que, você nunca sabe quando é eu nunca faço nada certo ou então, ah você sempre, não sei o que é, eu, não
Tem as coisinhas de mãe filha, tem melô-melô, mas está dando certo. E agora também, ela está com a outra filha. Minha irmã, o Henrique. Ela saiu mais cedo, inclusive, porque tinha um compromisso. Para trabalhar com a UEN, ou seja, está criada, fica aí. Está com some já, né? Não, mas vou te falar, eu até gosto. É melhor, né? Porque deixa você mais solta. E agora é a hora da minha irmã, e aí ela foca na minha irmã.
Acho que faz pasto. Não é pasto. Para a família não é pasto. Não, não é pasto. É. Ó, o Henrique está perguntando aqui o seguinte. Você já passou por golpes financeiros, disputas judiciais, bloqueios e tudo mais. O que essas experiências te ensinaram sobre autonomia e sobre confiar nas pessoas certas ao seu redor? Nossa. Muito golpe? Casa e com separação em total de bens. Não faça. Eu fiz isso. É, agora eu também. Isso é o meu último casamento com separação total.
É por isso que a gente se dá muito bem, porque não teve briga nenhuma. Não teve... Não teve... Não teve...
Cara, é muito rolo, né? É muito, assim... Porque pra dívida e pra tudo, você é solidário, né? É, mas é muito doido isso. O seu foi parcial? Não, era total. Total? O meu primeiro casamento foi total. E assim, uma coisa que eu falo... Quando a gente... Eu casei muito jovem. Quantos anos? Vinte e pouquinhos. Ah, não vi. E aí... E ele também era novo ou não? Ele era um pouco mais velho do que eu.
Então assim, duas pessoas muito jovens que não entendiam muito da vida e achavam que tinha que ser dessa... Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra pra trás. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil. E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYD Dolphin Mini, a partir de R$ 109.990,00 pra CNPJ.
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Pra provar o amor. Ah, é, loucura mesmo. Olha. Tem nada a ver. Nada a ver. Tanto é que eu sou casada hoje com separação total e tá tudo lindo, tá tudo ótimo. É só uma coisa legal, é só uma coisa pra ser mais fácil, né? Pois é. E eu... Assina embaixo, Leni. Não é? Você não casou ainda, né? Não, ainda não. Separação total de bem. Total, total. Não é? É, total. Não, ele já tem uma experiência. Será que ele não tem nada? Ele já tem uma experiência bem ruim.
Você já se abriu aqui no programa. Sim, sim. Porque é uma coisa importante também falar. Eu não deixei conta pra ninguém.
Eu não deixei conta pra ninguém A gente paga tudo direitinho Exato Se a outra pessoa não é assim E eu não tenho muita coisa pra dividir também Sei que pensa, cara No meu primeiro casamento Eu casei com um parcial Ela não me levou a única Eu só tinha um DVD e uma bicicleta Se ela levar meu Playstation Eu morro Cuidado A Fabi acabou de casar
É separação total de bens? É? A Fabi já foi mais esperta que a gente. Eu não sabia. O meu crossfit. É espertinho. Amo, mas... Né? Exato. Bye, Lênia. Ó, a Lígia... Peraí, o Luciano tá quietinho aí, cara. A gente não perguntou pra ele. É o quê?
Só que já tá rolando. Eu vou casar no que vem. Então, já tá rolando o papo. E aí, vai ser como? Cara, não pensei nisso ainda. Ah, mentira. Se não pensou é que você tá com vergonha. É traduzindo. Vai casar com o Cunhão. Vai casar com o Cunhão. É, sim. Não pensei é isso. Juro que não pensamos nisso ainda. Sério? Não falamos disso aí. Uma conversa, cara. Mostra esse trecho. Faz um corte disso. É, é bem traumatizante. Não tira essa parte da gente zoando você. Mas pega.
Pega a parte anterior e fala assim, até a Fabi, que é toda emocionada. Cara, eu vou te falar que com muito orgulho da minha noiva, ela tá melhor que eu de bens financeiros. Então ela tem mais interesse na separação. Eu acho que eu tenho mais interesse na divisão do que ela. Quer dar um golpezinho, né? Manda aí, espertinho. Desculpa. Não, pode mandar a pergunta. A Jade, ela tá perguntando aqui, ela queria saber...
Queria que você contasse sobre a origem do seu nome. O nome Lexa, né? E se você pode falar sobre... Lexa ou Lexa? Lexa. Lexa. Lexa é outra coisa. É, eu desculpa. Lexa. Eu passei batido pelo X aqui. E ela tá pedindo pra você falar sobre a disputa pelo direito de usar esse nome. Parece que teve um... Ah, é. Como que é a história do nome? Na verdade, esse Lexa é o meu apelido desde os meus três anos de idade. Porque minha mãe sempre foi muito fã da Xuxa.
É mesmo? E aí tem uma moça chamada Marquei um X da Xuxa. E aí a minha mãe falou, ah, eu quero marcar um X na vida da minha filha. Meu nome? Lea. É Lea? Não é meu nome, é Lea. É meu nome, Lea. É mesmo? Lea, aí virou Lecha. Porque Lea normalmente é apelido, né? É. Mas não, é meu nome. Aí virou Lecha. Não, eu vejo uma criança mais nascendo Lea. Não existe, mas só existe tia Lea. Eu tenho duas amigas que são Leas, mas não é o nome dela, são apelidos. Ah, é? É. Cadê a família?
que trabalha em casa. É Leia, mas não é o nome dela. É o final do nome. Tipo Wanderlei. E a Leia que a gente conhece, que eu nem vou lembrar o nome dela. É verdade. É Valdis... Não, não é Valdis Leia. É pior do que Valdis Leia. É. A pessoa colocou uma maldição no nome da pessoa. É um pouquinho mais difícil que Valdis Leia. É verdade. Pode rir que ela mesmo se zoa.
O meu é só Lé, mesmo, três letras. É, que eu lembro que ela brincou uma vez que se falassem o nome dela no aeroporto, todo mundo ia saber que ela era brasileira por causa daquele nome. Exatamente.
É, não, meu, é só Lea. L-E-A. Assentar algodinho não é. E a decisão de usar isso artisticamente, quando... Desde sempre. Então, quando eu comecei, eu já era Lecha. Desde quando eu não era nada de ninguém. Mas os amigos chamavam de Lecha, não? Era Lea. É, não, alguns... A minha mãe sempre foi de Lecha. Os amigos de Lea, e depois, com o passar do tempo, alguns foram indo pra Lecha.
Adotou. Mas por que teve problema com o nome? Você não registrou o nome? Não, é isso, início de carreira, não tinha essa noção. Mas precisa registrar o seu nome que você usa? Bizarro, precisa.
Eu não registrei, Vilela. Se a Fabi registrar ela... Mas aí, por exemplo, você não pode lançar um produto com esse nome. Ah, entendi. É só pra isso. É, também, né? Pra direito de uso, imagem. Aí tava com algum empresário. É, aí tinham registrado esse nome, mas depois eu consegui esse nome. Amigavelmente? Amigavelmente depois eu consegui esse nome. Então é teu, Lecha. É, é Lecha.
Diferente, né? Você não conhece muitas lexas por aí. Não, muito bom, lexa. É, muito bom. É. A tua irmã é como? Wene. Também é diferente. Mas é nome artístico ou é nome... Não, é o nome dela mesmo. Aí minha mãe já botou nessa, ela já fez diferente. W-E-N-N-Y. Wene. Wene bom. Porque funciona no mundo inteiro. Só um nome diferente, minha mãe queria. E lá fora te chamam como? Lexa.
É, eu passei a vida inteira explicando aqui no Brasil que era Lexa, aí fui lá pra fora e é Lexa. Lexa. O Lene, ele fala inglês só. Costume de ver o X na frente, aí foi pra ser batido. Ó, agora tem uma pergunta do Lucas. Ô Fabi, quer a pergunta sua aí.
A gente tem uma pergunta do Lucas aqui. É uma pergunta um pouco mais sobre a sua vida pessoal. Ele está falando aqui sobre aquele episódio do Big Brother envolvendo o MC Guimê. Você viveu publicamente, em tempo real, como é atravessar uma dor íntima com milhões de pessoas opinando ao mesmo tempo?
Pois é, né? É ruim. É ruim. É um reality show, né? É. A sua vida vira um reality show também. Tem um lado bom e tem um lado ruim, né? Porque é muito carinho, mas também é gente sem noção, não é? Muito carinho, mas tem muito palpite, né? Então, quanto mais exposto, mais as pessoas falam. Ah, foi uma fase bem estranha ali da minha vida, né? Que, graças a Deus, enfim, seguimos caminhos diferentes.
Acho que foi uma fase bem ruim, assim. Para ambos, para ele e para mim. E de verdade, é até bom a gente falar isso, porque eu queria falar um negócio. Do fundo do meu coração, eu desejo muito, muito que o Guilherme seja muito feliz. Eu não tenho nenhum... Já foi. Acho que tudo que, sabe, não quero ter embate. Eu realmente desejo só sucesso na carreira dele, na vida, na família dele. Do fundo do meu coração. De verdade mesmo, sim. Do fundo do meu coração. Coisas boas para ele.
A Joana perguntou aqui o seguinte, ela falou assim, você já declarou que em períodos difíceis você descontava tudo na bebida. O que te fez perceber que precisava mudar e o que te fortaleceu para sair desse lugar?
É verdade. Que fase da sua vida foi essa? Eu verei uma... Ali, acho que quando eu tava com uns 25 anos... Nossa, Vilela... Era isso. Lembra que você começou falando que quando a gente não tá próximo de Deus, ou a gente desconta em bebida, ou droga, ou... Você acabou descontando. Na bebida. Então, assim, eu bebia todos os dias. Todos os dias. Por show ou... Era um vazio. Era um vazio. E aí eu bebia, porque eu queria estar feliz o tempo todo.
E a bebida te dá essa falsa sensação Uma falsa sensação de preenchimento De alegria
Então eu falei, ah, não, eu bebia toda hora. As pessoas me encontravam o tempo inteiro, eu estava embriagada. Eu lembro que um amigo meu... Mas você chegava a ficar muito alterado ou não? Ficava. É mesmo? É que eu, assim, não ia mais de TV, programa de TV eu me contia mais, né? Mas eu gravava um clipe. Eu perdi a mão. Você aqui, por exemplo, naquela época, você teria bebido antes de vir pra cá? Eu estaria com um copo de bebida aqui com 100% de certeza.
Certeza? Certeza absoluta. Eu estaria com um copo de bebida aqui bebendo falando com você. E quando começou a te incomodar isso?
Quando eu comecei a perceber que eu tava perdendo pra bebida. Tipo assim... Hoje eu não quero... É, tipo assim, cara... E acaba tomando. É quase que... Pra levantar, sabe? Era quase com café da manhã, assim. Fazia parte demais da minha vida.
Eu falei, cara, eu tô perdendo pra isso. Eu não posso. E eu sou uma pessoa que, pô, está no controle. Quando eu comecei a perceber que eu estava perdendo o controle pra bebida... Ou pra qualquer coisa, né? É. Eu falei, cara, não, eu preciso parar. Mas o que você bebia? Vodka. Muita vodka. É mesmo? Vodka pura. Caramba.
E aí, hoje eu falo, eu não me permito mais. Aliás, eu não me permito um monte de coisa que eu já fiz no ano passado. Se você beber um pouco, tá tranquilo. Super tranquilo. Não, hoje eu me permito até um certo ponto. Vinho. É, eu tomo um vinho, tomo duas tácias de vinho, tomo um copinho aqui de bebida. Mas hoje, eu me controlo. A não ser que eu fale, ah, hoje é meu aniversário, eu vou beber, eu vou me enxugar. Beleza, é uma vez em meses, assim, entendeu?
E tudo depois eu aprendi a beber socialmente. Porque eu falei também que se eu não soubesse, eu pararia em definitivo. Porque ter essa educação também é muito difícil, tá? Pra quem não tinha essa educação, ter essa educação é difícil. Uma vez que você se envolve com bebida, ou você para... Com cigarro, você chegou a... Não, não, não. E droga também não. Não, não, não, não. É, porque a bebida é de alguma maneira, né? Mas enfim.
O meu problema maior era a bebida alcoólica mesmo. E aí eu perdi a linha por um tempo, mas graças a Deus voltei e sei estabelecer hoje a bebida dentro da minha vida de uma maneira muito mais consciente. E com comida você já foi compulsiva? Não, já vivi muito efeito sanfona, de engordar, emagrecer, mas eu descontava na bebida. As minhas... A ansiedade, a bebida...
ajudava a tirar a ansiedade, que você falou que era muito ansiosa. É, eu tava vivendo um momento muito ruim na minha vida pessoal. Minha carreira tava deslanchando, eu tava no meu auge. E eu comecei a ter problemas na minha vida pessoal e eu comecei a beber pra tampar também muito esse buraco. Então, na época eu meio que descontava ali. Exatamente.
O Paulo está perguntando o seguinte aqui. Você foi rainha de bateria em meio a um dos períodos mais delicados da sua vida. O carnaval te cura, te distrai ou te desafia emocionalmente? Foi nessa mesma época dessa dificuldade que estava passando? Então, a minha filha nasceu dia 2 de fevereiro. E eu sou dia 22 de fevereiro. É desse mês agora. Fiz aniversário há pouco tempo. Que signo? Eu sou peixes.
E a sua filha? Aquariana. E a Cissa, que é a irmã dela, que é a minha tiada, ela nasceu dia 8 de fevereiro. Tudo grudadinha. Ela é aquariana também. E o carnaval nesse ano era quando? Então, ano passado, eu era a rainha da Tijuca, fui rainha da Unida da Tijuca por muito tempo, que é uma grande escola aqui do Rio de Janeiro. Fui rainha do acesso também, de outras escolas de samba, porque o carnaval foi sempre muito presente na minha vida. A minha mãe já foi...
passista, minha mãe já foi destaque de chão, minha mãe já foi de tudo que vocês puderem imaginar, já foi rainha do acesso. Você acompanhava quando era criança? Acompanhava. Então eu ia pequenininha pros barracões, né, eu via ali as costureiras, as baianas fazendo as roupas e eu ali brincando no meio das máquinas, nesse nível, assim. Então eu aprendi a tocar tamborim pequenininha, eu não sou a melhor do tamborim, mas o pouco que eu sei eu aprendi quando era criança.
Então eu desfilei de estudante, em alas das crianças. Ui, toda hora eu bato no microfone. Desfilei, acho que foi de banana uma vez. Banana melancia. Desfilei de fruta. Acho que foi banana. Já tem essas fotos? Ah, tem vídeo na internet. Mas como é muito antigo, é de uma resolução. Você tem que adivinhar quem sou eu. Entendeu? Ver se é uma banana mesmo. Tem que ver se sou eu. Mas ver se eu estou do lado da criança que acho que sou eu.
mas, então desde pequena então eu fui musa, fui musa de algumas escolas, fui musa da Vila Isabel, da mocidade, isso antes de ser rainha, fui rainha do da Bangu, unido de Bangu, que é uma escola... É rainha de bateria? É, rainha. Como que é uma rainha de bateria? Ela vai na frente da bateria? Na frente da bateria. Aquela barulheira toda, sambando. Deve ser emocionante o negócio.
A rainha de bateria, ela apresenta a bateria, né? Ela vem fazendo o cortejo da bateria e apresenta para os jurados, para todo mundo que está ali assistindo. E a rainha de bateria, ela é meio que uma extensão da bateria, porque o que a bateria está tocando, o nosso corpo está expressando. De acordo com cada paradinha. Isso é legal também para mostrar, às vezes, toda paradinha que tem, você mostrar as habilidades ali, até para o júri entender.
Óbvio que ele está prestando atenção ali no mestre, né? Mas você, por estar ali no cortejo, também faz a sua parte bonita.
Então, a Rainha de Bateria, ela é a cara de uma comunidade também. Ela tá ali presente na comunidade, no dia a dia da escola. Então, eu amo viver esse processo. Eu vim de comunidade, né? Eu vim ali da Maré, Parque União. Vocês não vão conhecer, mas... Existe um lugar chamado Complexo da Maré. É um complexo, tem várias... A Leni vai colocar foto aí. É, e eu...
E eu morei lá quando era pequenininha, no Parque União. Depois, quando eu era criança, uns oito ou nove anos, vivi muito ali também. É uma comunidade bem famosa e bem perigosa aqui no Rio de Janeiro. Então, eu vim. Eu vim da favela, né? Só que aí eu fui criando a minha carreira, fui me colocando em outros lugares. Mas eu sempre amei o carnaval. E aí, me mantive como rainha por anos aqui no Rio. E agora eu sou madrinha de bateria lá em São Paulo.
na Dragões da Real, na Ritmo que Incendeia. E é um prazer gigante estar lá na Dragões. Eles são muito amorosos, me receberam de braços abertos. Eles falam que lá é terra de gente feliz, é mesmo. Eles são muito queridos e muito amáveis. E me abraçaram após esse meu momento de luto, esse retorno pro carnaval. Foi lá em São Paulo. Ah, foi lá então? É, eu nunca tinha desfilado na NB.
Então foi minha primeira vez desfilando. Foi pra você. Poxa, irado. Foi irado. É legal conhecer outros carnavais. Te ajudou a passar esse momento difícil. Muito, muito. Eles me abraçaram, me pegaram na minha mão e falaram, vem pra cá, desfila aqui com a gente, a gente te quer. Eles já tinham me convidado antes. E eles só meio que estenderam o convite, né? Eu não conseguia fazer duas escolas. E eu também tinha um acordo no Rio que eu só poderia ficar no Rio.
E aí depois que eu saí da Tijuca, fiquei livre, falei, gente, tô aqui de coração aberto, a gente também, e foi um match perfeito. Tem uma pergunta do Felipe aqui, ele fala o seguinte, você já viveu momentos de extremo sucesso e de extrema vulnerabilidade. Existe alguma situação em que você pensou, eu não sei se eu vou aguentar isso? Ah, depois do falecimento da minha filha foi bem difícil. Falei, como é que eu vou voltar a sorrir?
Será que vai ser verdadeiro? Será que é real isso que eu estou vivendo? Será que eu vou ser honesta com as pessoas? Como é que as pessoas podem também enxergar? Caramba, será que ela superou muito rápido? É um milhão de questionamentos na minha cabeça. E é isso. O Brasil meio que acompanhou o que aconteceu comigo. Então, de alguma maneira, eu tinha que dar meio que uma satisfação do que estava acontecendo. Eu me senti um pouco assim, sabe?
Depois que eu entendi que eu poderia ser a porta-voz de muitas mulheres, que infelizmente, quem dera a Deus que isso parasse e ninguém mais tivesse isso que eu tive, mas infelizmente todos os dias acontece, e eu entendi que eu falei, eu posso ser uma porta-voz no sentido de dá pra sobreviver, dá pra viver, não sobreviver, dá pra viver, dá pra ser feliz, mesmo depois de um episódio tão triste. Então, e fui levar informação também, graças a Deus, a gente conseguiu estabelecer leis.
Onde obrigam a separar a ala de mães que perderam filhos. Que era misturado, tá? Era mãe que perdeu filho com criança chorando, nascendo. Então, deram um pontapé lá atrás. Eu apoiei muito esse projeto de lei. Graças a Deus. Graças a muitos braços. A muitas mulheres. A gente conseguiu concluir isso. E hoje isso é lei. Dentro dos hospitais não se misturam mais. Então, eu percebi que eu estava sendo útil para alguma coisa. Eu comecei a falar. Ser porta-voz mesmo disso. Então...
Hoje eu falo, converso com várias mulheres, tem muitas mulheres que mandam mensagem, né, meu filho, aconteceu isso, e eu vou lá, não conheço a pessoa, não sei de onde ela saiu, mas a gente é unida pela mesma dor. Então eu vou lá e me disponibilizo, até quando aconteceu com a Tati mesmo, eu me coloquei totalmente à disposição. Eu acho que meio que vira uma missão de toda mãe de anjo acolher outra mãe de anjo.
Tem uma pergunta da Flavinha aqui. Ela está falando o seguinte. Hoje, quando você define sucesso como Deus no coração, paz de espírito e família com saúde, o que mudou na sua visão de sucesso em comparação com a Lecha que estourou com o pode ser? Caraca. Outro dia me perguntaram isso. O que era sucesso para mim? Eu falo que... Eu vou falar a mesma coisa. O sucesso é quando você tem orgulho de quem você é.
Aí você atinge um sucesso. Você tem orgulho de quem você é? Pô, eu tenho. Então você é um sucesso. Qual foi mesmo o início da pergunta? A diferença do que eu era lá atrás, né? Isso. Ah.
Era uma menina, né? A gente tinha edições, então o sucesso era muito ligado a números, né? Obviamente, eu sempre tive uma estrutura, uma essência de família, de minha família em primeiro lugar e tal, mas não adianta, eu era muito apegada a isso, a metas, porque um cantor, às vezes, coitado, ele é quase meio que um vendedor, ele tem que bater metas o tempo todo. E não é peça de roupa, é você. Não é um objeto, é você que tá ali. Então, exatamente, muita gente depende de você.
Tinha dias que eu falava, meu Deus, eu tenho vinte e poucos anos e tenho uma equipe absurda que depende de mim. Mas hoje em dia eu atribuo a outras coisas. Eu atribuo a uma família saudável, a uma vida em Deus, sabe? Eu atribuo sucesso a outras coisas. Obviamente que fazer sucesso numericamente é excelente, mas hoje não é o principal. Aqui foi. Foi. Família.
Eu tenho uma boa, porque todo mundo fala aqui que eu gosto de fofoca. E eu sei que você tinha um grupo no WhatsApp fazendo fofoca com vários artistas. Você pode contar pra gente quem participava, o que você sabia de fofoca lá? Como que é o esquema? O nome do grupo é Famosos Fofocam. E é um squad bonzão, tá? Ó, tem nesse grupo o Marcelo Cerrado, Anitta, Vitor Sarro, Comparo Washington.
Vitor Sarro é o maior fofoqueiro que a gente conhece. Nosso maior, Fábio Puchá. Puchá também? Ele que puxava todas as fofocas pro nosso grupo. Ele que puxava todas. Quem mais tá nesse grupo? Mas é uma galera muito boa. Do nada, o cumpadiu, o chupando, tchututupá!
E do nada, Vitor Sarro bem zoando alguém, ferindo não sei quantos direitos humanos, e a gente tá lá nesse grupo. Porque Vitor Sarro é uma figura, né? É, total. Então a gente vê muito, a gente joga várias fofocas na internet, e a gente vai falando sobre... Se um dia vazar esse grupo, amor. Teremos carreiras canceladas. Polícia Federal apreendeu o celular de alguém, né? O Vitor é o primeiro preso. Nossa, certeza, certeza.
É, Vilhela, imagina, Vilhela Ia ter assunto todo dia Todo dia, ia ter pauta Mas nosso grupo tá mais sossegado, Tim Amé Tá meio morto lá Ah, o David Brasil, às vezes aparece lá Falando alguma coisa É um grupo bem diversificado Que maravilha, Leisha, obrigada demais pelo papo Eu amei Não tá, não tá
Não tá totalmente livre, não, porque tem as três perguntas no final, tá bom? Tá. Mas agradecer pelo papo, você é realmente muito simpática, muito alegre. Obrigada. Sua história de vida é muito bacana, gostei da tua família. E vamos pra primeira pergunta, então. Qual foi o... Acho que eu já sei o que você vai falar, mas qual foi o momento mais difícil da tua vida, da tua carreira, né?
Tem dois. É, pior que eu já falei aqui mesmo. É, o da carreira. Acho que eu volto nesse lugar onde o estereótipo da mulher tem que fazer o que o homem, sabe, para chegar em algum lugar. Eu acho que uma pessoa falar isso pra mim foi muito ruim ali. Essa época foi um momento muito doloroso, porque era muita escassez, muito não tinha e tinha que se virar. Então foi um momento, mas que faz parte. E sem dúvidas enterrar alguém que a gente ama. É muito triste.
A segunda pergunta é o seguinte, não sei se te avisaram, se não te avisaram, desculpa aí, o Dice Anôncio, se a gente vai morrer um dia, tá? É, se não, não, não, eu tô ligada. Mas esse vídeo aqui, esse programa vai ficar um tempinho, além de nós, a internet, então, manda um recado pro futuro, pra quem tá assistindo isso há 200 anos no futuro, quais seriam suas últimas palavras, teu epitáfio, Leste? Acho que seria, a vida é muito difícil, eu sei que a vida é muito difícil, mas não seja a vítima da sua história.
Porque às vezes a gente tem a tendência... Uma coisa é você ser vítima da sociedade, outra coisa é você ser vítima da sua história. O que significa ser vítima da sua história? Você se colocar num lugar de não reagir, de tudo acontece comigo. É assim? Não reage. É, porque isso aconteceu comigo. Se colocar nesse lugar e se anular e ficar nesse lugar de vítima, que tudo bem você ficar por um tempo, mas que você saia desse lugar. Que você não seja vítima, que você seja o protagonista da sua história. Sabe? Que você reaja a tudo que acontecer.
Porque é isso, os tempos passam, não tem como superar, é insuperável as coisas que eu vivi, mas eu aprendi a viver. Então, eu sei que a vida é difícil, mas não seja vítima da sua própria história. E a terceira pergunta é qual a sua dúvida atual? O que você se pega pensando antes de dormir?
Nossa, eu fico me perguntando como é que vai ser meu encontro com a minha filha. Sério? Sério. Nossa, um dia quando eu morri, como é que vai ser? Será que ela vai estar me esperando num túnel branco? Venha para a luz. Será que ela vai estar pequenininha? Será que ela vai estar com dois anos? Será que ela vai estar com um bebê? Será que vai reconhecê-la de primeira? É, será que eu já vou saber que é ela minha filha? Será que a gente vai se reconhecer no céu?
Não tem muito mais resposta pra isso. Será que vou encontrar minha família? E aí, galera, cheguei! Não dá pra saber, é. É, não dá pra saber. Então é uma pergunta que a gente não tem essa resposta, né? Eu espero que sim. Sim. Eu acho que sim. Eu acho que sim, eu acho que sim. Mas... Obrigado. Obrigado demais. Obrigado. É um prazer enorme. Obrigado vocês que estão aqui. Ah, tem uma galera aqui assistindo. Tem. Leni. É isso aí. Obrigado, Luciano. Não vou agradecer você não, Luciano. Ele já saiu agradecendo aí, né? Pô.
Fala, Lene. Ó, é o seguinte, se você chegou até aqui e não deixou seu like ainda, você tá vacilando, então deixa o like aí, ajuda a gente. Dá like, se inscrever no canal. Exato, ajude-nos a chegar aos 6 milhões de inscritos aí, né? Tamo perto, tamo ali, falta pouco, falta pouco, então... Podia dar uma força lá no... Não, vou postar no bidinho. Exato, falta pouco, falta pra mim seguir também, tô chegando em um milhão. Exatamente, aproveita e segue o Vilalala lá no Instagram também, né? Siga a nossa convidada também, a Lecha, lá no Instagram dela, né, e tal.
E o que o pessoal escreve nos comentários para provar que chegou até o final dessa conversa maravilhosa, Leni? Escreve aí, mãe de anjo. Mãe de anjo. Ah, fofinho. Fofinho, achei fofinho. Não é nem um cara fofo. Ele sempre quando aparece, chove em declarações para você. É verdade, é verdade. Eu estou bem na foto. Obrigado, obrigado, Leni. Obrigado, Leste. Obrigado vocês. Mandar um beijo para a mãe dela que já foi embora.
Tô esperando vocês todos lá em São Paulo quando o Frei Gilson voltar lá. Aí participa todo mundo lá. Combinado. Fiquei com Deus. Beijo no cotovelo e tchau. Que bom que vocês vieram. Tchau.
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