1808 - LEIS QUE FAVORECEM A IMPUNIDADE: PIMENTEL E MUNIQUE BUSSON
RODRIGO PIMENTEL é ex-capitão do BOPE e MUNIQUE BUSSON é policial militar. Eles vão bater o papo sobre a situação da segurança no Rio de Janeiro e as operações contra as facções. Já o Vilela é o tipo de otári…pessoa que paga 500 reais por um milho cozido na praia de Copacabana.
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Olá, terráqueos! Agora temos um estúdio na Cidade Maravilhosa. Em uma parceria incrível com o hotel Rio Otton Palace, estaremos debruçados sobre a praia de Copacabana com convidados especiais, sempre debatendo e comentando os assuntos mais importantes para o Brasil. Então você está mais que convidado para colar com a gente. Vem!
Olá, terráqueos! Como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vileira e está começando mais um Inteligência Limitada, o programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais.
Policial do que é minha e do que é a sua, cara. É verdade. O pessoal tem te parado aí na rua? Olha, aqui, quem acredita que me pararam, eu contei pra você, né, o que aconteceu comigo, né, mas não foi bem um policial, foi um segurança. Foi um segurança, você falou, tava toda a turma, todo mundo passou e você ficou. Exato. Aí ele me barrou, mas deu tudo certo, não deu problema nenhum. Você falou, sabe com quem você tá falando? Foi isso mesmo. Eu falei, o senhor tá falando com o Lennon e...
Do inteligência alimentada E o meu amigo Meu big boss tá aqui em cima Se eu chamar ele aqui a casa vai cair pro seu lado E aí? O cara não, não, agora que eu não vou deixar você entrar mesmo Ô Lene Diga aí Como que o pessoal vai participar dessa live maravilhosa Aqui direto do Rio de Janeiro
É isso aí, você pode participar com a gente deixando já o seu like na live aproveita e se inscreve no canal, já se torna membro por quê? Porque como hoje é uma live especial, a gente dá prioridade aos nossos membros lá do Telegram, então se você se inscreve no canal, você tem acesso ao Telegram e aí, qual que é a vantagem? Você pode mandar sua pergunta antes, que a gente vai colocar até na frente dos super chats e você tem a prioridade de saber quem vem antes das pessoas normais Nossa, que rolo você fez pra explicar velhobreaker
mano, eu acho que o pessoal entendeu, eu acho que foi aí você antes mas é isso aí, torne-se membro tem várias vantagens, uma delas é você saber da agenda antes e mandar pergunta antes também quero agradecer a Insider nossa parceira, o Nandionogadata Insider acompanha seu ritmo, de manhã, tarde e noite trabalho, academia
e lazer. Inclusive aqui no Rio de Janeiro, né? Inclusive aqui, eu saio sempre correndo, já jogo as roupas da Insider lá, não precisa nem dobrar, não amassa, e estou aqui inteirão de Insider, QR Code na tela, link na descrição. Exato. Bora aqui para um dos donos do canal, o Pimentel já é dono do canal. Tanto que ele veio aqui, ele já comprou uma parte do canal, nós trabalhamos pra ele. Pimentel, se apresenta pro povo, cara, seja bem-vindo. Obrigado, hein? Acho que é décima vez, viu? É, por aí. E é bom, aí...
Sempre tem assunto diferente? Infelizmente, sobre a temática de segurança pública, toda semana vai ter alguma coisa ruim, uma tragédia, uma impunidade, uma mágoa, né? E estou acompanhado da bução aqui, que de fato está na linha de frente. Pois é. Eu estou fora do combate há muito tempo e a bução está lá.
com o fuzil na mão, entrando em favela. A cara... Colocando a cara. O som também já participou do nosso programa, mas remotamente, né? A câmera dela qual que é, Leni? Essa daqui? Aquela lá? Então se apresenta pro povo, pra quem não te conhece. E eu quero o meu presente, já que você está presencial agora. Sou Monique Busson, policial militar. Sou mãe.
namoro, hoje influenciadora, você falou que namoro só porque ele está aqui, só para namorar, quem se apresenta assim, ninguém se apresenta assim, só o cara que tem risco, só quando a pessoa está do lado, para ficar bem, influenciadora,
Acho que é isso. E tem muito assunto também, né? Muito assunto, muito assunto. Ah, e você não me mostrou o que você vai me dar de presente inútil, só mostrou pro Pimentel. É, só mostrou pro Pimentel. O quê? Eu tive isso aqui, ó. Um presente que hoje é inútil pra mim, mas um dia representou muito. Ah. Isso aqui é a minha medalha do curso de formação de soldados da polícia. Olha aí, que legal. Ó. Isso aí foi a chave da minha vida.
Foi onde eu me forjei, onde eu aprendi muitos valores, onde eu conheci homens e mulheres muito honrados.
Apesar da mídia bater o contrário. Pois é, né? É, mas aí eu me encontrei de verdade. E é inútil hoje porque eu não sou soldado, hoje eu sou cabo, né? Então cabo manda pra caramba. É um batente, né? Soldado, cabo, agento. Soldado tá baixo de cabo? É. O cabo tem duas. O cabo tem duas. O cabo tem duas. E são três, seis que mandam na polícia. Cabo, capitão, coronel. Coronel. É? Mas qual é a hierarquia?
A hierarquia é soldado, cabo, sargento Aí tem primeiro sargento, segundo sargento Terceiro sargento, subtenente Aí vai para os oficiais, tenente Segundo tenente, primeiro tenente, capitão, major Tenente, coronel e coronel Ou seja, o cabo está lá embaixo Mas a gente manda para cacete Eu acho que a gente pode Começar o papo até por aí Você falou que a mídia malha muito Os policiais, os soldados Mudou? Piorou? Como que está?
Como que é a percepção? Primeiro da mídia e depois da população, né? Pode começar. O Vilela sabe o que está mudando o jogo? É o podcast. Sabe que você tem razão? É o podcast. Eu sinto que a percepção mudou mesmo depois do podcast. Eu acho que o Tropa de Elite é um marco e podcast depois. Sim. E por quê?
Porque aqui a gente tem tempo de conversar, você humaniza a Busson, você humaniza a Batata, você humaniza o Honório, você humaniza o Sargento Castro, né? Você senta aqui e vê que ele é um pai de família, uma mãe. Tem medo, tem história. Não tem verba pública aqui. Conversa, né? Então, assim, eu fiz um vídeo há uma semana sobre guerra contra as polícias no Brasil.
Eu falei de uma ocorrência em São Paulo, Vilela, onde a maior emissora de TV do Brasil entrevistou uma suposta vítima pela manhã, que deu uma entrada ao vivo no jornal, dizendo que foi espancado pela polícia, que o policial entrou com um fuzil na casa dele. E, simplesmente, a maior emissora de TV do Brasil não deu voz ao policial. Semanas depois, quando a Polícia Militar de São Paulo libera as imagens das câmeras... Sim.
O policial estava tentando impedir que aquele cidadão queimasse uma moto em via pública. Aquele cidadão cuspiu no policial. Mas nada disso era relatado. Aí eu te pergunto, por que demonizar o agente de segurança que está lá na rua te defendendo?
Que o jornalismo não tem esse cuidado com o policial. Que tem com outros assuntos. Os dois lados, né? Exato, exato. Já passou por isso, né, Bolsonaro? Muita coisa. Eu acho que, assim, é totalmente tendencioso, intencional. Porque, assim, tem algum interesse por trás, né? Financeiro, político. E deu hora. Tem, com certeza tem. Porque, assim, o intuito é jogar a sociedade contra a segurança pública. E enfraquece a gente demais, Vilhela. Atrapalha muito o nosso trabalho.
E como o Pimentel falou, essa era de podcast está transformando isso. E a gente sente, você também deve sentir, chefe, na rede social. Porque as minhas mensagens que eu recebi há cinco anos atrás eram umas. E hoje eu recebo o Busson. Eu odiava a polícia. Eu comecei a acompanhar você e vi que não é nada daquilo. Vilela, a Busson entrou numa empreitada. E eu confesso que a Busson mudou a minha opinião. Porque eu estava com a informação da mídia.
Eu abri o jornal um dia, da televisão, e vi uma notícia. Aliás, a jornalista disse, o policial executou o menino. Foi isso que a jornalista disse ao vivo. Executou e menino. Porque execução é execução. Aí eu ouvi a entrevista do pai, o pai dizendo na TV, na maior missueira do Brasil, meu filho jogava futebol, era um bom menino, um bom estudante, um bom aluno. Um dia antes do julgamento, eu estava com a minha opinião formada.
policiais são assassinos. Eu, sendo policial, estava com a minha prisão formada. Um dia antes a Busson conversou com a esposa de um policial e a Busson colocou simplesmente as imagens que estavam nos autos do processo. A Busson não inventou as imagens que estavam nos autos, foram captadas pela perícia. O menino com a pistola na mão, esse jovem, Tiaguinho, que aliás a Busson foi muito educada. A Busson falou, Tiaguinho.
Porque ninguém quer que um jovem de 13 anos morra, pelo amor de Deus. Mas eu só quero que diga a verdade para a sociedade. O menino não era um promissor jogador de futebol. Era um jovem que, infelizmente, com 13 anos, já tinha sido cooptado, abraçado pela facção. E o menino não era um bom estudante. Ele faltava aulas, as notas eram péssimas, 2, 3 e tal. E eu continuo dizendo, se os policiais executaram o Tiaguinho, eu acho que ele tem que ser preso mesmo, condenado.
Mas eu preciso que a mídia diga quem é o Tiaguinho. Eu preciso que a mídia diga que ele pilotava a moto dentro da comunidade com 13 anos, que ele mandava mensagens para os amigos. Ó, a boca vai formar a boca hoje, né? Tô de parafal, né? Sim, tem vários anos. Então, assim, agora, veja, uma coisa é o julgamento. Se o policial executou, se ficar nos autos lá provado, né? Que o policial cometeu um crime, tem que ser condenado mesmo. Mas...
A mídia desenhar um Tiaguinho diferente do Tiaguinho verdadeiro, eu acho isso uma covardia. É covardia. Os policiais ficaram dois anos presos. Um ano e nove meses, Vilela. A irmã do Leal, que foi um dos policiais que ficaram presos, foram dois, o Aslan e o Leal, ela me procurou uma semana antes. E eu estava na correria de operar, que tem 24 dias que eu estou operada. E aí ela ficou, o som me ajuda, me ajuda. Eu falei, me manda o processo. Porque a gente que está na mídia, a gente precisa ter uma responsabilidade.
Porque a gente não pode postar qualquer coisa, né? E aí eu falei, li o processo. Eu falei, os caras são inocentes, mano. Olha a foto, é vagabundo. É de 13 anos, mas é vagabundo. Outro assunto pra gente entrar aqui, maioridade penal. Então, assim, era vagabundo. Só que só passou na mídia ele jogando futebol.
Sonho de jogador de futebol. Acabou com a vida no meu filho. Ele era uma criança. Uma das x falam assim. A estrutura dele, o corpinho dele de criança. O cara, o moleque pilotava a moto BMW. De alta cilindrada. Aquelas BMW grandes. Tem vídeo dele. O vulgo dele era piloto. Então ele saía para roubar. Ele saía para matar. Ele tinha boca de fumo. E aí assim. Quem pediu a perícia foi a defesa do Tiaguinho. Do celular.
Graças a Deus tinha esse celular, Vilelo, porque senão os policiais estariam presos até hoje. Se o celular do Tiaguinho não fosse apreendido e se ele não fosse periciado, os policiais estariam presos certamente. Até hoje. Porque a Justiça do Rio decretou a prisão preventiva dos policiais. Inclusive, não sei se necessário, porque a prisão preventiva é para garantir a aplicação da lei, né? Sim. Para... Para...
para preservar o fluxo do processo, para o policial não ameaçar testemunha. Então, a prisão preventiva do policial já é meio esquisita. Já não está em conformidade. Mas, os policiais já estavam ali condenados. Um dia antes, as principais emissoras do Brasil não fizeram nenhum comentário sobre esse tema. E a influencer Busson chegou lá e colocou atenção, você precisa se concentrar nisso aqui. Aí isso chamou minha atenção. Calma, o que a Busson está falando? Eu peguei o telefone e liguei. Busson?
O que você está falando é verdade, porque isso é muito grave. Tinha a foto desse jovem Tiaguinho com a pistola na mão? Pimentel, está aqui a foto.
Está aqui a comunicação, né? Sim. Pega o parafal, vamos montar a boca. O parafal é um fuzil 7.62 de 5 quilos, que é o mais letal que tem. Um amigo falando para ele, Tiaguinho, vamos montar outra boca. Quem monta outra já teve. Já teve uma pronta, né? E aí eu fiz um vídeo perguntando por que as emissoras... Isso é necessário que a sociedade saiba. É necessário também investigar a conduta policial? Eu tenho certeza que é. Sim, claro. Eu já disse para você, Vilela,
Tenho certeza que a Busson também... Eu não peguei as câmeras. A Busson trabalha com câmera, né? Eu nunca peguei. Mas eu vou ser muito franco contigo. Já falei com a minha esposa isso. Eu nunca matei um bandido rendido, tá? Nunca. O cara sentou, botou o fuzil no chão. É o Gema. Sem esculacho. Mas se o policial tivesse matado aquele jovem Tiaguinho rendido...
Eu, sinceramente, estaria aqui com outra conversa contigo. Não, tem que investigar mesmo. A sociedade não paga a polícia pra matar ninguém depois do bandido colocar a pistola no chão, não, né? Esse que é o pudim foda que você falou, Bussol? Não, não é bom. É melhor. Vamos ver. Esse é outro pudim. Esse?
O rapaz não tá aí não, né? Vou abrir aqui. Tiver um furo do pudim. Não tem não. Mas uma coisa que o pessoal também tem que entender é que dá pra você mentir contando sua verdade também. Exatamente. Lembra aquele comercial da Folha de São Paulo, né? Que era uma imagem super fechada de uma foto e você falava que aquela pessoa era um grande artista que se tornou um...
cara importante no país. Gostava de animais. Aumentou o PIB, sei lá. E depois, quando você abre a foto, é o Hitler. Ou seja, você escolhe algumas verdades e não mente, mas acaba mentindo porque você não está falando tudo. Então, você pode falar desse menino um monte de coisas boas, mas não fala o essencial. Sim. Porque aconteceu o que aconteceu. Mas o problema, Vilela, é que nós como policiais, agentes de segurança pública,
Nós não temos espaço. Até te agradeço por você abrir espaço pra gente estar falando aqui. Porque na grande mídia, a gente é julgado e condenado. Não tem espaço? Ou quando tem espaço, é um espaço super pequeno e editado? Editado, sim. E controlado, não é? É o porta-voz, mas não pra esse tipo de assunto.
É pra comentar um outro assunto. Mas quando tem esses casos de mídia que denigra a imagem do policial, primeiro nós somos julgados e condenados pela mídia. E aí eu quero saber quem que vai pagar esse prejuízo de um ano e nove meses que os policiais ficaram presos. O Leal, quando foi preso, a filha dele tinha cinco anos. Ele saiu, ela tem sete. E a família toda sofre, não é só o policial, não. E eles estão com uma dívida, eu vou até fazer uma vaquinha pra ajudar, de 90 mil de advogado.
Porque esse policial ficou um ano e nove meses longe da família, mas perdeu o bico dele da segurança, né? Perdeu o dinheiro que ele ganha na atividade paralela legal. Sim. Isso é claro aqui. E a vergonha de um ano e nove meses, o rosto dele tá aparecendo na televisão, como assassino de criança. Assassino. Assassino de criança. E aí, pós-julgamento...
Eu falei, porra, agora a mídia vai divulgar a foto dele armado. Não. Continuou. Teve uma senhora também, uma repórter. Nem depois do julgamento, nem depois as principais emissoras de televisão do Brasil, aliás, todas, né? Sim. Todas elas. Nem depois colocaram o que estava nos altos do processo.
O jovem Tiaguinho, que na minha opinião deveria estar vivo aqui, recuperado na escola, nem estava com uma pistola Glock, exatamente igual a pistola da foto. Da apresentada. Porque aparece ele na foto com a pistola, tá? Mas isso é um caso. Tem outro, não sei se a Busson prestou atenção, nos grupos de policiais. Isso circulou muito semana passada. Eu tenho verdadeira admiração pelo Caco Barcelos.
Eu li o livro dele, Rota 66, gosto muito. Eu li o livro dele do Marcinho VP, O Abusado. Inclusive, no livro, tem uma citação minha, lá da minha equipe, porque a nossa equipe prende Marcinho VP no Santa Marta. Então, assim, o Caco Barcelos fez o Profissão Repórter, que eu acho que talvez seja o melhor produto da emissora hoje. Mas o Caco Barcelos vai num podcast e olha para o...
para o entrevistador e diz assim, olha, quem mais mata no Brasil são as polícias. As polícias matam mais que os bandidos no Brasil. Cara, você... Falou isso? Falou. Você vai... Você viu, né? Olha só, ele é um cara muito profissional, ele é muito inteligente, ele tem credibilidade. Ele não pode falar isso. Sabe por quê? Porque você vai na página do Ministério da Justiça, Fórum Brasileiro de Segurança Pública, pesquisa do Datafolha, né? Tá lá.
80% dos homicídios praticados no Brasil disputa território de facção. Então ele não pode mentir. Por que ele faz isso? Por que ele leva o ódio às polícias? Aí depois ele dá um dado. Eu peço que você veja depois. Ele diz que 32% das mortes no Rio de Janeiro são provocadas por policiais. Cara, quando tu vai no site do Ministério da Justiça, a polícia do Rio de Janeiro é uma polícia que mata muito. É 19%. Então, o número que o Caco Barcelos dá...
é muito, muito maior que o número que o Ministério da Justiça divulga. Então, um bom profissional de jornalismo, ele devia buscar as fontes corretas, ele devia apurar. Eu sei que eu erro de vez em quando também, tomo um puxão de orelha da minha esposa, deu um dado errado aqui, a gente vai lá e corrige no dia seguinte. O problema é se isso é intencional, né? Eu acho que é intencional. Vamos combinar.
O que vende de audiência? Isso, é desgraça, é o erro da segurança pública. Só que eu acho que além disso também, tem coisas por trás. Aí, esse caso dos policiais, eu resolvi fazer esse movimento antes do julgamento, eu faço um dia antes.
propositalmente, pra não entrar nos autos, porque se você faz três dias antes, com certeza eu colocaria o vídeo nos autos. Ele foi, aí eu movimentei os meus seguidores, todo mundo engajado pra assistir o Júri Popular ao vivo, durou mais de 40 horas, ô, Vilela. E teve o site do TJ, acho que nunca teve tanta gente ao vivo, mais de mil pessoas. Porque eu movimentei e chamei todo mundo, vem cá, assiste isso aqui. Eu quero que vocês vejam o que vocês olham na mídia e o que realmente acontece.
promotor citou meu vídeo lá falou pra mãe do Thiago você viu a tal policial que fez o vídeo tentando criminalizar aí o advogado do policial doutor, o senhor não pode citar porque não estamos altos ou seja, olha como é que implica a mídia na decisão judiciária, entendeu? a gente tem uma força que a gente não imagina como sociedade, como microfone só que tem um poder por isso que eu fiz o desenho pra você isso aqui tem um poder maior do que o de um fuzil e aí
É por isso que todo mundo quer controlar agora. Exatamente, porque move massa a sociedade. Quem tem o poder de movimentar isso aqui da sociedade, tá com poder. Então, assim, olha que preocupante, né, cara? Então, por isso que, assim, a importância... Muitos colegas criticam a gente, né? Sim. Por ser policial e tá na mídia. Uma coisa chata, policial é um influencer, quer aparecer, né? Quer contar história, fanfarrão. Mas, assim, eles não têm noção. Olha que legal, né? A fanfarrona, o fanfarrão.
Talvez mudou ali uma decisão, ajudou, fez um apelo. Coisas que ninguém fazia pela gente, a verdade é essa. Ninguém fazia, ninguém ligava, ninguém se portava. Pelo menos gerou uma reflexão, né? Sim. Pelo menos gerou uma reflexão. Eu acho que o jornalista que viu a matéria, ele até saiu da Globo já, essa matéria que eu te falei, do bandido, do rapaz que tentou queimar a moto, né?
Esse jornalista já entra no jornal pela manhã afirmando que a polícia foi truculenta e violenta. Ele foi afastado da Rede Globo. Se ele viu o meu comentário, ele vai falar Puxa vida, eu errei. Mas começamos a conversa aqui falando sobre a satanização da polícia no Brasil por parte da mídia.
E eu acho que é um movimento que ele não é do mundo todo, viu? Eu acho que isso não acontece nas principais democracias do mundo. Nem no Brasil todo. Acho que no Rio de Janeiro é pior. No Rio de Janeiro é pior, né? Em geral, a imprensa no interior é mais abraçada da polícia, né? Ela compreende mais o trabalho policial. Carnaval, Vilela. Você estava em que cidade? É esse carnaval agora?
Estava no interior de São Paulo. Bloquinho, não. Não, estava de São Paulo, do Rio Carnaval. O Rio de Janeiro teve 680 blocos esse ano, Estado e Município. É impossível uma polícia no mundo tomar conta de 680 blocos. 684 blocos somando interior.
Tem bloco de 100 mil pessoas, de 200 mil pessoas? Tem bloco de meio milhão de pessoas? Tem, meio milhão. E aí, Vilela, a polícia do Rio de Janeiro conseguiu prender 780 bandidos no bloco em flagrante, roubando celulares, né? Caramba. 780. As cenas são terríveis. Eu coloquei no meu Insta uma turista...
tomando uma banda de um bandido na Avenida Chile. Tu viu, né? Um policial militar de folga prendeu o bandido. Aliás, quando a vítima me disse o nome do policial, eu morri de rir. Era Sargento Peçanha. Eu lembrei logo do... Do Peçanha. Do Peçanha, do Porta dos Fundos. Aí ela falava, preciso achar o Sargento Peçanha. Ele me salvou, né? A vítima mandou um zap pra mim. Em quanto tempo eles estavam na rua, chefe? 30% dos presos no Carnaval foram soltos durante o próprio Carnaval.
Ou seja, desses 780 presos em flagrante, 260 mais ou menos soltos no carnaval. Segundo o coronel Menezes, que é o secretário de Polícia Militar, que o Villela conheceu aqui no evento de outubro, que ele veio aqui entrevistar,
Segundo Menezes, 70% dos presos já tinham sido presos mais de duas vezes. É incidente. E aí? Essa é a profissão da Musson. A maior enxugadora de gelo do mundo. E aí falam que a polícia aqui não trabalha. Por isso que a segurança pública está assim. Fazer duas, três, dez vezes o mesmo trabalho, né? Tem vagabundo com 70 passagens. A polícia trabalhou 70 vezes e a justiça soltou 71.
Do teu bloquinho, da tua cidade não tem bloqueio não? Da tua cidade? Não. Não tem assalto? Não, tranquilo. Assim, tipo, é uma rua só de... Sabe aquela cidade interior que é uma rua só? Um semáforo só? Uma igreja? Não, nem semáforo não tem lá. Tem não? Não, a cidade interior mesmo, assim. E é tranquilo lá? Pô, tranquilaço. Dá pra dormir de janela aberta? Dá, é no meio do mato que eu tenho casa lá, no sítio lá. O interior de São Paulo é bem tranquilo, né? Ainda é, né?
A Busson trabalhou numa cidade Eu gosto de vender a Busson bem Ela trabalhou numa cidade Que tem um milhão e cem mil habitantes Eu moro lá Não sabia, desculpa Foi mal Sabe quem vem da tua cidade? A Daniela Leite E o Carioca do Taranatrica E o Vindi também Cláudio Leite Eu falei que é Também
Vinícius Júnior também. E o Claudinho Bocheja também, pô. É, tem muita artista de lá. E é um som, pô. Uma vez do Palimau de São Gonçalo, o Carioca, ele ficou feliz, não. A mãe reclamou. Mas assim, a cidade é muito feia mesmo, viu, Vilela? Mas tá melhor, tá? Capitão Nelson deu uma mudada lá. Já morreu de Jadema. Eu sei como que é a cidade feia. Nossa, é muito bonito, cara. Não, Jadema lá é tão zoado que na festa junina o pessoal penta o dente de...
Preto, você tem ideia dela. Meu Deus. Não, não, tá bem melhor. O Capitão Nelson revitalizou São Gonçalo. É porque eu acho que tinha uma indústria naval, tinha metalurgia. Isso, era uma cidade de indústria. E ele pegou agora o... Que era o antigo piscinão de São Gonçalo. Ele fez uma área lá de lazer pra criança com piscina.
Coisa de doido. Picha de skate. Pô, sensacional. Eu sei que todo mundo fala bem. Vou te levar lá em São Gonçalves. Todo mundo fala bem do Capitão Nelson. Mas assim, mas a questão toda é que essa cidade está do lado de Niterói. Niterói tu conhece, né, Vilão? Claro. Tem aquele caminho do Nehemiah, uma cidade bonita. Sim. Meio milhão de habitantes. E o prefeito é um prefeito de esquerda. E eu fiz um vídeo.
Falando que a cidade estava há 14 meses sem latrocínio, que é o roubo com morte. Essa cidade, em 2015, há 11 anos, teve 10 latrocínios em um ano. 10 pessoas assassinadas no sinal, durante o roubo. Esse ano, ano passado, a cidade não teve nenhum. E eu fiz esse vídeo assim, não vou promover o prefeito, pelo amor de Deus.
Porque essa ação com certeza não é do prefeito, é uma ação do prefeito e da polícia militar, do governo do estado, da polícia civil, da guarda municipal e de todo mundo. E eu fiz o vídeo e comparei essa cidade a quatro cidades do mundo com 500 mil habitantes. Lyon, na França, Atlanta, na Geórgia, Miami, na Flórida e Kansas City, no Missouri.
Todas essas quatro. Você compara cidades de meio milhão de habitantes, com cidades de meio milhão de habitantes. Você não pode comparar uma cidade pequenininha com uma megalópole. E todas essas cidades que eu comparei registraram latrocínios ano passado. Lyon teve um, Kansas City teve dois, Miami teve três. E coloquei isso na rede, mas eu acho que eu coloquei de uma forma muito entusiasmada.
Aí apanhei pra cacete ontem, né? Mijado no dói. Tu não sabe que merda você tá falando, a cidade tá cheia de assalto, cheia de morador de rua com faca na mão e tal. É a tal da percepção da violência. Você reduz o indicador e ninguém acredita que o indicador... Ninguém percebe. Mesmo sendo um indicador tão marcante como o latrocínio.
As pessoas não percebem isso. Ou eles acharam que você estava falando da violência em geral, né, chefe? Possível, possível, possível. Porque você não falou que é uma cidade menos violenta, falou do latrocínio espiritualmente. Lógico, mas que é um indicador extremo de violência. Acho que o maior medo de todos os brasileiros é um revólver na cabeça no ponto de ônibus, um bandido nervoso te matar na covardia, como acontece muitas vezes no Brasil afora, né?
Mas hoje, vindo para cá, eu chequei outras cidades de 500 mil habitantes no Brasil que não tiveram latrocínios. Descobri que Joinville tem 600 mil habitantes, né?
Também não teve nenhum latrocínio. São Gonçalo teve? Teve. Teve? Mas São Gonçalo tem um milhão e cem mil. Tem um milhão e cem habitantes. Niterói cabe duas vezes lá dentro. Exatamente. É maior que boa parte das capitais europeias, São Gonçalo. Inclusive, quando eu fui baleada, fui lá em São Gonçalo, na minha cidade. Operação ou paisana? Não, fui fazendo um cerco de carro roubado. E aí eu ouvi no rádio e fomos atrás fazer o cerco.
E aí teve a troca de tiro, eu fui baleada lá. Pra quem tá nos vendo que não sabe, a BR-101 corta São Gonçalo, né? Corta São Gonçalo. Então o caminho que te leva pra Buzos, Cabo Frio, né? Sim, sim. Passa ali na tua... Tu ficava baseada ali na beira da rodovia, não? Não, não. Eu era RP, pra quem não sabe, é rádio e patrulha. Era setor lá no sétimo. Era eu e mais um polícia. A gente brincava que RP lá em São Gonçalo era gato de dois polícias.
RP é a escola da polícia, Guilherme. Tiro pra caceta. É onde o policial mais aprende, né? É uma escola, deveria ser obrigatório. Todo policial deveria sentar na rádio patrulha. Assalto, roubo, briga de marido e mulher, discussão por causa de música, né? Tudo, de feijoada até troca de tiro, tudo, né? Feijoada a gente chama, Guilherme, aquela ocorrência que...
Que não leva a lugar nenhum. A gente fala, ah, isso é uma feijoada. É uma corrente. Porque é briga de família, chama a polícia. A gente fala, é feijoada, feijoada. Sabe, não tem crime, de fato. Mas tem potencial para evoluir. Tem potencial para evoluir. Mas é algo que você consegue encerrar no local tranquilamente, entendeu? Mas eu também já vi ocorrência de som alto, perturbação.
virar, eu conhecia de vulto. Ele chamou a viatura, chegamos lá, era do lado da boca de fumo. A bala voou. A bala voou, filho. Teve gente baleada. Enfim, era só uma perturbação do sossego. Vilela, em México, quer saber de México aí? O que a gente quer saber de México? Eu quero saber se tem alguma relação aqui, se pode acontecer o que está acontecendo lá aqui. E aí, Busson? Eu conversei com o policial da SWAT, lá do México.
E aí até vou passar o contato para você. Fizemos uma live ao vivo. E ele me deu umas... Eu perguntei. Uma live ao vivo. Uma live gravada. É uma live ao vivo. E ele falou para a gente sobre as características. Porque eu quis, né? A gente quer comparar. Claro, daqui de novo. Por que chegou a esse ponto? E ele falou. Nós temos um governo de esquerda que não é combativo à violência. A presidenta lá é a Cláudia. É a Cláudia.
Eles não gostam de combater a violência? Diz que a polícia não tem que ser combativa? Aliás, um parênteses. A Cláudia, há um ano, está na internet, quem quiser ver, na internet não apaga nada, ela disse que não ia tratar os cartéis como uma guerra. Sim. Eu acho que ela mudou de opinião agora. Mudou, né? Agora ela tem que... A água bateu na bunda agora, com certeza. Bateu, com certeza, né? Já está em quantos números de policiais lá? No dia da ação, Vilela, 25 policiais assassinados, todos eles emboscados, tá?
E aí, eu já vi isso acontecendo no Rio de Janeiro, a Busson também já viu, não naquele tamanho, né, Busson? Sim. Você estava na polícia nos eventos dos ônibus queimados, né? Sim, tá. Você lembra disso tudo. Não foi um evento só, foram vários. Eu já estava fora da polícia quando teve o evento do PCC em São Paulo, quando o PCC atacou quartéis e delegacias, né? Sim. Muitos policiais mortos. Ou seja, aquilo no México já aconteceu aqui. Não na proporção do México.
onde 14 rodovias federais foram fechadas. Foram. E aí, a minha preocupação, Busson, se aquilo acontece no Brasil hoje, nós temos um plano de contingência para isso? A gente teria condição de dar enfrentamento a isso de forma instantânea? Eu acho que se a gente não tivesse tão amarrado juridicamente...
Com certeza. E tem uma característica que eu achei bem parecida. Porque quando aconteceu esses ataques do ônibus, foi retaliação de operação pra prender chefes de facções. Lógico, bem lembrado. E lá foi a mesma coisa. Quando mataram o chefe lá do... Querem... Agora lá foi perda de soberania, né? Foi perda de soberania. O país perdeu a soberania. Sim. E a característica de lá...
grupo de lá, é a mesma da milícia daqui, né? Sim, sim, sim. E lá, não sei se você sabe, chefe, porque tem muitos integrantes, o policial da SWAT que me informou, que são operações especiais, que eram da polícia. Tem qualificação militar. Qualificação de operações especiais, são caveiras. Puxa vida, isso é isso. Então, olha que dificuldade de combater, né?
E aí você imagina. Aí, vou te falar. Impressionante. Esse pudim? Delicioso. Muito bom o pudim. Delicioso. Fabi, Fabi, eu vi você comendo aí, Fabi. Você que tá numa dieta aí. Esse pudim cancelou o meu impulso na jujuba. Tá vendo? Eu ia comer essa jujuba toda, esse pudim tirou a minha... Por que será?
E o... Vilela, qual é a missão aí? O que a gente vai fazer? A Fasera falou que a gente ia falar de impunidade. Impunidade. Mas só continuando, eu queria saber mais alguma coisa do México. Agora a gente está em ano de eleição aqui, aqui no Brasil, corre o risco de alguma facção querer mostrar poder para ter alguma coisa em troca nas urnas ou para enfraquecer algum candidato, sabe usar essa cartada?
Eu não acredito, não. Eu acredito que eles agem assim, na retaliação. Não fazem preventivamente. Não é bom pra eles fazer esse tipo de coisa? Não é bom, né? Não é bom porque também eu acho que não é tão inteligente porque eles chamam a polícia pra dentro da comunidade. E a opinião pública hoje em dia também fica contra, né? É, a gente tá muito em alta, né? O assunto segurança pública, eu acho que por essa questão de impunidade. Cidadão, ninguém aguenta mais, né, Cheio? O Vilela...
Eu vou lembrar, a Abusson nessa época não tinha entrado na polícia ainda. Eu vou lembrar do governo Benedita da Silva. Ela governou o Rio por nove meses. Aliás, ela governou o Rio, eu já disse para você uma vez, ela teve a maior taxa de letalidade policial. Foi quando a polícia mais matou. Naquele período, tá? Depois a polícia matou mais à frente. Mas o governo da Benedita foi quando a polícia sentou o dedo, né?
que é muito doido um governo de esquerda, aí a polícia foi liberada. Aí a mídia não falava. A mídia ficava quieta. É como nos Estados Unidos, os governos de esquerda fazem mais guerra do que o de direita, e a percepção que se tem é o contrário. Mas por quê, né? Pelas narrativas. Eu falei isso um dia que você falou, estou para abrir um parênteses.
Quem terminou a guerra do Vietnã foi um republicano e quem tirou as tropas do Afeganistão foi um republicano. Mas ninguém percebe. Ninguém fala, né? Mas vamos lá. E quem levou a guerra para o Afeganistão, quem levou a guerra para o Vietnã foi um democrata, né? Então ninguém fala. Mas vamos lá. Mas voltando à Benedita. Naquele momento da Benedita, nove meses, eu tenho certeza que a Benedita foi firme com o tráfico. Tenho certeza que foi. Eu jamais diria que ela não foi firme. Seria uma mentira, uma covardia minha.
negar o que a polícia no governo Benedita teve empenho. Naquele momento, o Comando Vermelho atacou as escolas municipais. Nós temos registros de três escolas municipais metralhadas pelo Comando Vermelho. Temos uma ação orquestrada para queimar ônibus. Tivemos uma tentativa de rebelião em Bangu 1, onde o BOP teve que realizar uma intervenção e retirar os bandidos de Bangu 1, que eles mataram os comparsas lá e tal. Eu tenho certeza que o Comando Vermelhobreakerbreakerbreaker
enfrentou a Benedita e impactou na própria eleição da Benedita. Porque a Benedita não ganhou as eleições, ela perdeu as eleições. Perdeu. Então, a possibilidade que você coloca do tráfico e realizar ações orquestradas em alguns estados do Brasil, eu diria que essas ações orquestradas poderiam acontecer em quatro ou cinco estados da federação. Não aconteceriam certamente no Paraná e em Santa Catarina, tampouco em Minas Gerais. Bahia. Bahia, sim. Eu creio que sim.
O Natal já aconteceu uma vez, há cinco anos, durante o Carnaval, o governo do Rio Grande do Norte teve que chamar o Exército Brasileiro, em função de ônibus queimados. No Carnaval de Santa Catarina também, no ano de 2013, houve uma ação de ônibus queimados também. Repito, não na proporção do México, mas eu tenho certeza que essas facções podem agir, Busson, para tentar minar.
Uma segurança pública, não no âmbito nacional, porque o Brasil é muito grande. E muitos estados possuem planos de contingência para repelir essas ações. Mas em determinadas cidades do Brasil, onde o comando vermelho é absoluto, eu me assombro sempre com o Ceará, viu?
onde o Comando Vermelho expulsou um prefeito da prefeitura, que ele teve que sair, né? Eu te contei isso. É terrível. E ao mesmo tempo que eu me assombro, eu contei também a situação do Cerrado, de uma cidade com dois mil moradores expulsos de casa pela facção, né? Não existe ninguém como você. E nunca vai existir. Do produtor de Bohemian Rhapsody. E do diretor de Dia de Treinamento.
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As pessoas acham que o Rio de Janeiro é mais perigoso, não é, né? Mas assim, pessoal, eu tenho todo o cuidado, nós temos amigos policiais do Nordeste, eu tenho todo o cuidado de dizer que a polícia da Bahia é muito boa e a polícia de Serra também. Eles estão lá tentando enxugar o gelo deles lá, da forma deles, né? Mas, Vilela, não afasta essa possibilidade de uma facção, esse ano, fazer algo...
de maldade para tentar sabotar a candidatura de um político. E a última vez que a gente conversou pessoalmente, Pimentel, foi sobre a mega-operação. Eu queria também saber, porque a gente está em São Paulo, o que aconteceu pós-mega-operação? A gente soube de tirada de barricadas e tal. O que aconteceu?
O que tem acontecido? Inclusive, vou até aproveitar o incêndio que você falou da Benedita, né? Acho que ela esqueceu do que você estava falando do governo dela. E ela ficou repudiando. Foi lá na comunidade, no complexo. Ah, é o governo mais letal. Não, o mais letal foi dela. Ela esqueceu disso. Foi do Alzheimer. É, o Alzheimer. Todo político tem Alzheimer. O Alzheimer ideológico, né?
Mas, Lução, depois da operação, o que os colegas perceberam na pista? Os colegas que estão lá no 16, no 22, no 14, no 9, no 41, o pessoal que está na pista ali naquela região do subúrbio da Leopoldina, eles perceberam alguma diferença? Então, naquela área eu não sei, porque eu sou da UPP Providência, mas eu acho que foi...
Uma questão no dia seguinte, eu sempre falo que o pior dia da guerra é o dia seguinte, né? Porque vem essas narrativas, e aí vem as consequências, e o policial que está na ponta da lança que responde, né? Então, assim, eu acho que aquela operação, o que mais impactou para mim não foi a apreensão bélica de droga, de dinheiro, não foi.
Deu um despertar na sociedade, no cidadão, de que a polícia pode fazer, tem capacidade e está amarrada. Então, eu acho que o governador mostrou ali a coragem, comandante, o coronel Menezes, secretário, o Cury, né? Foi uma força-tarefa junto ali, super inteligente. E movimentou não só a segurança pública do Rio de Janeiro, foi nacional. Lógico, uma comoção nacional. Comoção nacional. Sim. E obrigou a outra peça do xadrez mexer. Sim.
Porque falou, se a gente tivesse aqui o apoio das Forças Armadas, por exemplo, uma ajuda da União. Porque a gente sabe que segurança pública não faz só cooperação com parte bélica, né, chefe? Tem que ter... Mas é um tentáculo importante. A gente precisa desarticular financeiramente o tráfico, bélicamente, mas não é só isso. As pessoas acham, tá, e aí, no dia seguinte, mudou o quê? Não adiantou de nada, tá tudo lá igual. Não, muda sim.
Porque após a operação, teve várias outras informações de inteligência, chegaram a vários outros narcoterroristas, a outros chefes de facções de outros estados que estavam aqui. Então, assim, já inclui no serviço de inteligência para outro dia, para outras operações. Então, assim, não é só o dia da operação, né? Muda muita coisa. Vilela, quase que semanalmente, o que a Busson está falando, quase que semanalmente, a Polícia Civil do Rio de Janeiro prende um grande bandido do Nordeste.
aqui no Rio de Janeiro. Virou espada eles aqui. Então, assim, toda semana tem uma boa prisão da Polícia Civil, ainda em função da operação do alemão. Toda aquela inteligência que foi feita. Exatamente. Aliás, o Vilela, eu estava contigo no dia 30, você estava no Rio, né? Quando foi a operação? A operação foi dia 28. Você estava aqui com a gente no Rio na semana seguinte.
E a gente estava naquele momento, a gente não sabia se o doutor Bernardo ia sobreviver ou não, o delegado da DRE. Aquele que foi resgatado pelo colega doutor William, que teve que quebrar a parede para retirar. Doutor Bernardo, ele voltou para a Polícia Civil já, ele realmente foi amputado, mas ele foi promovido por bravura, viu, professor? Sim, foi. Aliás, ele foi promovido por bravura duas vezes, pelo planejamento da operação e também pelo ferimento em combate.
E, Vilela, esse cara virou um personagem, um simbolismo para a gente de determinação, de garra, de coragem. Quando você voltar ao Rio de Janeiro, entrevista ele, por favor. Porque a minha ideia hoje, eu tinha uma ideia de fazer um documentário sobre a operação do alemão, junto com o Zé Padilha. Mas a ideia cambiou para contar a história desse delegado cercado naquela casa, naquele momento de aflição.
Acontece que esse delegado é um personagem importante, porque ele identificou a casa onde o Doca estava. O Doca era o líder do Comando Vermelho. A equipe dele, por pouco, não prendeu o Doca. Então, é uma história para a gente contar para os brasileiros o empenho dos policiais do Rio de Janeiro de prender esses fascínores, todos são assassinos, e, mais uma vez, aproveitar, tipo um tropa de elite, para contar a versão do policial, naquele país onde quase todos os filmes são de bandidos.
E eu fiquei feliz porque o Felipe Cura, o chefe de Polícia Civil, divulgou uma imagem do doutor Bernardo voltando para a cidade da polícia, né? Chegou a ver a imagem, né? Não, eu nem vi, não. Ele é aplaudido pelos amigos, ele vai trabalhar em funções internas, logicamente, ele não vai ter capacidade, pelo menos no momento, de realizar operações, né? E hoje, vindo para cá, eu falei com ele, viu, o Vilela? Eu falei, antes de vir para cá, aqui para...
Pra entrevista eu falei com ele. Se você puder, conversa com ele aí, viu, cara? Porque a história dele vai nortear o nosso caminho pra contar a história do complexo do Alemão, viu? Anotar, hein? E ressaltando aqui o que a Busson falou. Depois da operação, os colegas daquele batalhão lá do 16º, Busson, disseram pra mim que todos os índices de roubo da região caíram, viu? Caíram. Aí você começa a ver a importância de você ir lá no...
no gueto dos bandidos. Tem que ir lá. A gente não pode deixar de ir. As pessoas confundem. Operação não vai acabar com o tráfico. Não é para acabar. É para controlar. Até porque a gente não tem que arrumar cama todo dia, tomar banho todo dia. Escovar o dedo todo dia. O combate ao crime é todo dia. Essa é... Não tem uma mágica. Não tem uma mágica. Não é algo que vai acabar de um dia para o outro. Mas dá para controlar. Mas óbvio que precisa mudar muita coisa antes. Legislação.
As barricadas foram muitas toneladas. Você não sabe que tem barricadas? Muitas, né? Não, diminuiu muito. Foi uma das primeiras cidades a entrar nessa operação barricada.
A tua rua tinha barricada? Não, não. Aí não, chefe. Como é que eu vou chegar em casa? Mas as que são tiradas, são colocadas depois de novo? Não foi colocada, não. É? Não foi colocada, não. Não, Vila, ela perguntei pra ela se a rua dela tinha barricada, ela riu. Chegou até? Não, como é que foi? Mas tem colega policial que mora em casa? Não, eu tenho. Tem, tem. Tem, mas eu, na minha, não. Não? Na minha, não. Mas tem colegas nossos que tem...
Ela sabe disso, a gente não vai... Mas, assim, eu já precisei me mudar porque começou...
vagabundo passar de moto armado na minha porta. Mas era periferia de comunidade isso? Não, não era comunidade. Eu morava no Barro Vermelho. Fui nascida e criada lá e a mancha criminal vai se movimentando. Mas chegaram a montar boca de fuga perto da tua casa? Não, não. Era como se fosse uma rota de fuga deles, de roubar.
inclusive na situação que eu me mudei foi porque eu acordei de madrugada um colega na frente é policial também, e eu ouvi um barulho eu falei, ué, o que é isso? 4 horas da manhã eu olhei da sacada, dois homens se atracando de capa de moto de motoqueiro de chuva falei, o que é isso aí? Qual é a bução? Sou eu? Desce aí quando eu desci, de arma na mão de pijama, arma na mão o vagabundo roubou minha câmera ele foi falar com o cara e o cara
Você atracou com ele e ele estava tentando tirar a arma do colega. É mesmo, é? Aí lá, conseguiu me intervir, a situação controlada, levamos ele para a delegacia. Eu olhando o rapaz... Quando tu foi tirar o pijama, não foi para a delegacia de pijama. Não, troquei o pijama já. Ah, certo. Quando chama o segurança do presente, falei, segura aí que eu vou lá trocar de roupa. E aí eu falei, ah, cracudo, né? Roupa suja, saco de latinha.
Tá, chegamos na delegacia, 27 passagens. Latrocínio, tráfico, homicídio. Aí ele falou assim pra mim, eu quero ligar pro meu advogado, tenho direito, já sabe todos os direitos, né, o vagabundo. Aí ele falou assim, eu moro lá atrás, do outro lado, que tem movimento lá, e a sua casa é a única que tá atrapalhando, porque tem câmera. Semana passada eu roubei uma, você não percebeu. Apontada pra fora, sim. Apontada pra fora. E aí ele tava tirando a câmera, exatamente pra ficar passando com os carros roubados.
O nome do bairro é Barro Vermelho. Você acabou de desvalorizar o bairro, viu? Não vai valer mais porra nenhuma casa nesse bairro aí agora. Não é? Tem que trabalhar com a verdade. Eu tenho casas ótimas lá, cara. Muito boas. E aí, filho, eu tive que me mudar, né? Porque minhas filhas ficam em casas. Em casa. E eu falei, não, vou ter que me mudar.
Aí tu foi pra Zona Nobre de São Gonçalo? Fui pra Zona Sul de São Gonçalo. Eu falava que lá era Zona Sul. Já não é mais. Não é mais. Tô pensando em ir pra Niterói. Mas tô lá em São Gonçalo ainda. Gosto muito de São Gonçalo. Mas Niterói tu vai pro paraíso, então. Se Deus quiser, tu vai pro paraíso. Não. Agora tu vê. Diz seus seguidores que não. Aí conta. Ela contou aqui na prática o que as pessoas não querem entender. Esse cara tinha 27 passagens inclusive por latrocínio.
27 passagens. Eu acompanhei esses dias aí a questão na Argentina da redução da maioridade penal, né? Parece que a Argentina conseguiu passar na primeira votação para 14 anos. Vilela, na semana passada, o líder do PT na Câmara dos Deputados, não sei o nome dele, disse que isso é inegociável no Brasil. Ele disse que é inegociável. E eu levantei uma questão embreakerbreakerbreakerbreaker
Também na minha página lá do Instagram, eu levantei uma questão. O que aconteceria com um jovem que praticou um latrocínio em vários países do mundo, Vilela? E eu comparei o Brasil, não com os Estados Unidos, que tem pena de morte, nem com a China. Eu comparei o Brasil com a Itália, com a França, com a Argentina. Comparei o Brasil com Cuba. Em todos os países, esse jovem sofreria uma pena, se ele tivesse 16 anos, de 20 a 30 anos. Olha só.
Até mesmo na Venezuela, ele poderia pegar em torno de 10 a 20 anos. Em Cuba, até 20. O Brasil é o único país que esse jovem frator sairia da cadeia com 3 anos.
Não é possível que o mundo todo esteja certo, todo mundo está certo e o Brasil está errado. Não é que o Brasil está certo e o Brasil está errado. Então, assim, aí eu fui ver uma legislação, porque agora o chat GPT te facilita isso. Eu fui ver a legislação da Holanda. A Holanda segue o padrão brasileiro. No entanto, existe uma cláusula na Holanda quando o crime é muito violento.
e aí é latrocínio, o menor de idade pode ser julgado como adulto. Ou seja, a Holanda tem ferramenta para manter um assassino 30 anos preso menor de idade. Dependente da idade. E aqui eu peço que as pessoas avaliem nas próximas eleições se é isso que a gente quer para a sociedade. Porque não é possível que alguém queira que um jovem de 17 anos que pratica um latrocínio
saia para as ruas e aí, né, aquela discussão ideológica a esquerda nunca quer que isso aconteça mas também não tem projetos para ressocializar essa criança, para dar opções é só crítica e proibição no caso essa questão, o crime, ele até se adapta a essas brechas jurídicas, porque década de 90 o vagabundo não deixava a criança entrar para o crime não, Vilano por quê?
Porque ele não deixava, era uma ética dentro de comunidade. E aí, hoje, com essa brecha jurídica, se o moleque de menor de idade não ficar preso, vamos botar ele aqui na linha de frente. É porque o ECA é de 90, né? O que a Busson está falando é bem interessante, porque o Estatuto da Criança e Adolescente é de julho de 90. O ECA traz uma oportunidade interessante para a facção. Se a facção traz menor de idade para certas funções...
a facção se protege da pena. Então, será que o ECA, ao invés de proteger o menor, não atraiu o menor para o crime? Está atraindo. E aí eu fui buscar uma comparação, inclusive com Cuba, que eu nunca tinha me atentado a Cuba, nunca fui a Cuba, o Lenin é comunista? O Lenin é comunista? O Lenin aqui?
Porque o nome dele é de comunista. Não é Lenin. Ah, não. Eu sou largadista. Eu sou largadista. Largadista. Eu fiquei até nervoso. Eu estive em Cuba. Mas eu fui ver Cuba. A legislação de Cuba mudou em 2022. Está no chat GPT lá. Então Cuba, o menor de 18 anos, pode responder como adulto por homicídio. Aí o cara diz para mim, mas em Cuba não tem delinquência juvenil.
Meu Deus do céu, Cuba tem hoje o seguinte número para nos envergonhar. 800 presos para 100 mil habitantes. O Brasil tem 400 presos para 100 mil habitantes. Ou seja, Cuba prende duas vezes mais que o Brasil. Cuba, o paraíso dos comunistas, prende... Ah, mas são presos políticos. Não, são presos por delinquência, lá do Código Penal Cubano.
E aí você vê um cara de esquerda no Brasil que defende Cuba. Lá em Cuba ele defende o modelo. Mas aqui no Brasil ele fala em desencarceramento. Ou seja, em Cuba pode ficar preso todo mundo, mas no Brasil tem que desencarcerar todo mundo. E Vilela, tem um governador do Nordeste, está aí eu falando bem de um governador do PT, está vendo? Porque às vezes eu falo bem do governador do PT, que é o Rafael, que é o governador hoje do Piauí. Ele é professor de matemática, se eu não me engano.
O Piauí hoje é o melhor estado do Nordeste no que se refere à queda de homicídios, tá? E o Piauí hoje dobrou a população de presos em quatro anos. Tinha lá quatro mil presos. Ou seja, o estado do Nordeste, do PT, onde a segurança pública está funcionando, é o estado que dobrou o número de presos. Ou seja, é o estado que prende mais. Que falou, olha, esse papo de desencarceramento é um papo de quem não conhece nada de segurança pública, que é o acadêmico.
Porque quem conhece a segurança pública, Vilela, não é o jornalista da emissora, não é o ex-policial. Quem conhece a segurança pública é quem está na ponta da linha, que está vendo que o cara que ela prendeu tinha 27 passagens. Ela conta isso e ninguém acredita. Eu prendi um cara que tinha 27 anotações, inclusive por homicídio. Então a discussão da segurança pública sem chamar o policial para o centro do debate é uma discussão equivocada. O policial tem que ser...
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Engraçado que a gente só está no centro do debate quando dá errado. Quando dá errado. Deu errado, bota o polícia aqui, a culpa é dele. É sempre assim. Mas, o que eu estava falando também, todo esse assunto que a gente está falando envolve a impunidade. Isso é tudo reflexo da impunidade. Aí uma coisa interessante também, que o fato do crime se adaptar rápido, tem essas adaptações, e o nosso judiciário ser tão lento para se adaptar com a atividade policial, entendeu, Vilela?
Então, assim, a gente vive esse problema, porque o jurídico vive em paz e nós vivemos numa guerra urbana. E aí, quando juntam os dois com a atividade policial, arrebentam para o policial. Quando vai lá, depô, está de frente para o juiz, porque parece que o judiciário não entende a guerra que a gente vive. O nosso código penal não é para a nossa realidade, principalmente no Rio de Janeiro, mas eu digo no geral, no Brasil. E, Busson, quando existe o código penal, está bem tipificada a conduta?
E um desembargador em Minas Gerais diz que um adulto de 35 anos que faz sexo com uma menina de 12 anos não é estupro. Isso está na letra da lei. E aí o mais doido de tudo isso, eu falava com a Fabi antes de começar esse episódio, eu falava, Fabi, eu nunca imaginei que Nicolas...
e a Erika Hilton fossem concordar em alguma coisa. A Erika Hilton e o Nicolas estão fechados. Eu tenho um comentário sobre isso, porque a deputada, ela foi lá, falou no microfone, é um absurdo isso, mas eu fui pesquisar, e todas as peles que a direita tentou passar para aumentar a pena de estuprador...
Ela foi contra. Ela foi contra para tudo. E ainda falava do autocarceramento, superlotação. É sempre esse argumento que eles têm. Não só eu concordo contigo. Não, porque tem que recuperar. Porra, então é hipócrita, né? Eu concordo contigo e eu tenho certeza que é verdade. Eu tenho certeza que a esquerda contribui para o desencarceramento no Brasil. Mas nessa conduta específica do 12 anos, isso chocou. Porque eu sigo...
Toda a esquerda brasileira. Eu sigo os deputados federais do PSOL, eu sigo alguns do PT, né? Eu sou o cara do diálogo, você sabe disso. E eu não vi ninguém da esquerda brasileira...
apoiando a decisão desses embadagadores. Mas e de fato? E ação? Porque será que apoiou apenas porque estava em hype? Para rodar um vídeo? Porque não adianta apoiar no vídeo e quando chegar na legislação lá no Congresso onde a gente tem que resolver, não resolveu isso. Você tem razão. É para mim pura hipocrisia. Tu viu o suporte? Tu não viu uma menina de 15 anos lá? Eu não vi isso. Não, estou falando do...
No caso do cara. Do desembargador. Sim, sim, sim. Então, inclusive, ele já está sendo investigado, já está na quinta denúncia de estudo. De que ele tentou estuprar. Se não fosse esse clamor aí, toda essa... Olha a mídia de novo. Ia passar batido. E quantos já não passaram? E quantos já não passaram? Eu também faço trabalho... Tem coisa de inteligência artificial no processo. Tem, ele botou... Cara, ele botou... Ai, gente, que bagulho.
É a nossa justiça brasileira. Isso demonstra como a justiça está desconectada de todo mundo, da extrema direita, da extrema esquerda, da sociedade. E da sociedade, é o que querem. E aí eu faço um trabalho também com as crianças, pedofilia, abuso, e eu tenho muitos casos, inclusive um dos casos que mais me chocou, que eu não vou falar o nome da menor para não expor, mas que ela era prostituída pela mãe com oito anos, Villela.
A partir de oito anos ela era prostituída. Não, em Caxias. Só que é o seguinte, é o mesmo caso desse aí. A mãe, filha de uma égua, queria dinheiro, queria coisas. Ela negociava com velhos asquerosos e a garota era obrigada a ir. Ou seja, aí vira uma cultura ali, naquela região onde ela morava.
Que assim, a mãe aceita. Quem tá pra proteger tá vendendo. Então vou aproveitar. E vários velhos da região comprava a garota. Tá louco. Oito anos. Oito anos. E com os irmãos também. Aí a mulher fugiu, que o próprio tráfico queria pegar ela. Ela foi pra casa do pai. E ela relata, palavras dela, que ela foi abusada também pelo pai.
Opa, Vilela, o próprio tráfico queria pegar essa mulher. Queria. Porque surge mais um assunto para o nosso debate aqui para consolidar o que a Busson falou da desconexão da justiça brasileira. Há duas semanas, Vilela, uma menina chamada Valentina, de oito anos de idade, estava dentro de um carro do pai em Duque de Caxias, embaixada fluminense. O pai não reagiu ao assalto, o pai não era policial.
Mas ainda assim o bandido matou a menina Valentina com um tiro, não foi? Foi. Esse bandido foi identificado imediatamente pela Polícia Civil. A Polícia Civil do Rio de Janeiro, no trabalho muito veloz, identificou os assassinos. Ponto para a Polícia Civil. No dia seguinte o Comando Vermelho matou esses quatro assassinos. Lembra que no caso dos médicos aqui, o irmão da deputada Sâmia foi assassinado na Barra da Tijuca? Quatro ortopedistas assassinados em frente ao hotel. Lembra disso, né?
O Comando Vermelho matou todos os bandidos. Lembra do caso de três meninos que furtaram um passarinho da gaiola e foram degolados pelo Comando Vermelho? O Comando Vermelho matou os assassinos. Pimentel, o Comando Vermelho é bom, ele tem um senso de justiça apurado e mata todo mundo que pratica loucuras. Nada disso. O Comando Vermelho tem um pensamento da lógica econômica. Esses quatro bandidos.
Mataram essa menina Valentina. A Polícia Civil do Rio de Janeiro, no trabalho veloz, identificou os assassinos. Vai ter operação aqui nos próximos cinco meses para localizar esses assassinos. Vai prender um montão de gente que não tem nada a ver.
O Comando Vermelho vai lá e mata esses bandidos e coloca em praça pública. E a sociedade do Tarioca aplaude. E os comentários são assim. Pô, o Comando Vermelho é melhor que o Tribunal de Justiça. O Comando Vermelho é melhor que o Desembargador. O Comando Vermelho é melhor que o STF. Mas isso é consequência da impunidade. Porque o cidadão não aguenta mais. Só para explicar para quem está nos vendo que o Comando Vermelho não tem sentimento de justiça nenhum.
Não tem, não tem. Que a ideia do Comando Vermelho é afastar a polícia. Exatamente. Mas são três casos bem emblemáticos. Esse caso do Passarinho, o Joel te contou.
Não lembra disso, né? O caso da Valentina, também é legal a gente abrir aspas aqui. Não tem um clamor da mídia. Por quê? Não teve operação policial.
Foi vagabundo matando inocente. Aí não vai para a mídia, não tem gente queimando pneu na rua. Uma semana antes do carnaval, né? Uma semana antes. Não tem aquele movimento orquestrado pela facção. E aí se a gente não está na rede social para levantar... Não tem nenhum deputado de esquerda, nenhum deputado de esquerda, colocando a foto da Valentina na sua página e pedindo injustiça. Nenhum, nenhum. Esse caso aí também, por que esses casos que vão para a mídia, que é morte com operação policial...
vão para a mídia muito forte, tem muito deputado de esquerda em cima. Eu fiz uma pesquisa também, Pimentel, onde eu encontrei que a mãe de um Tiaguinho, a esposa de um Amarildo, a mãe lá de Manguinhos, a esquerda pega essas pessoas como representantes de ONG, de dentro de facção, dentro das comunidades, e joga emenda, joga emenda parlamentar lá e já dá aquele suporte jurídico para quando acontecer novamente.
Só que assim, eles precisam culpar o policial para ir para a mídia ter o apelo. Mas o que será que acontece lá com essa emenda parlamentar? Volta para alguém... Só abre um parênteses aqui, porque eu te conheço, te admiro, você sabe quanto eu te admiro? Aliás, minha esposa também está aí e gosta muito de você. Mas só abre um parênteses aqui.
Para a gente dizer que realmente isso tem policiais ruins para cacete também. Muito, né? Não, não estou falando que todos os casos são corretos. Mas assim, eu dei uma pesquisada e vi que existe um sistema por trás para forçar a mídia a culpar o policial ali. Então esse caso aí do Leal e do Aslan não foi o primeiro, nem será o último.
Mas os que erram tem que ser punido ao rigor da lei, com certeza. E a nossa polícia é a que mais corta da própria carne, porque a nossa corrigedoria é pesada, tá, Vilhela? Vilhela, a Polícia do Rio chegou a expulsar 500 policiais por ano. Ninguém expulsa 500 policiais por ano. Eu quero ver se o STF já expulsou algum ministro, eu quero ver se o STJ já expulsou alguém.
Então, ninguém expulsa 500 por ano. É aposentado compulsivamente. Só isso. Eu tenho certeza que se a gente medisse o padrão de correição da polícia militar e comparasse com o STJ, STF, a polícia militar ia estar...
um milhão de vezes na frente. O desembargador foi só afastado. Esse desembargador foi só afastado. Aí, tá vendo? Mas já tem cinco pessoas acusando ele de pedofilia, de tentativa de estupro. E nesse momento também tem um desembargador do STJ que está de licença médica acusado de uma menina lá em Santa Catarina de 18 anos. Ou seja, os casos estão pipocando nos tribunais e os brasileiros estão descobrindo quem são nossos juízes e desembargadores. Sim, sim.
O Busson, qual é a minha curiosidade? Porque eu trabalhei em Resende, uma cidade com 120 mil habitantes, onde tinha rádio patrulha. Mas você é mulher. Você trabalhou numa cidade de um milhão e cem mil habitantes, onde domingo à tarde pipocava ocorrência de violência doméstica. Aí tá, aí chegava lá a soldado Busson, na rádio patrulha. Como que é essa porra? Tu tinha vontade de dar porrada no cara? Com certeza. Mas aí, mas conta isso aí. Então, é...
É uma característica de ter ocorrência de Maria da Penha mais aos finais de semana. Domingo. É, principalmente domingo. Mas sexta, sábado e domingo, o rádio não para. Bebida, festa, né? Acaba aumentando o índice aí. E também tem uma característica interessante, que quando chamava a RP e a Mare Zero joga o endereço... Mare Zero é a sala de operações de violência. Sala de operações da polícia. E eles jogam a ocorrência pra gente no rádio.
Quando falava em endereço, eu sabia onde era, porque já era recorrente. Você já tinha atendido aquela casa várias vezes. Praticamente toda semana eu estava na mesma casa. E aí, na primeira vez, tu quer matar o cara. Na segunda, terceira, quarta, tu quer matar a mulher, porque tu não aguenta mais aquela rescindência. Mas ali houve uma necessidade da polícia não só atender a ocorrência, de dar o suporte para a mulher, de acolhimento, que é o que a nossa viatura da Maria da Penha faz.
Então, esse acompanhamento que tem que ter psicológico, de acolhimento, é muito importante. Porque senão a polícia militar não vai parar de ir na porta dela nunca. Porque ela não vai largar o cara. Porque ela tá ali num ciclo de violência que ela não tem consciência. Então, é muito fácil a gente julgar. Ah, é, mulher de malandro, gosta de apanhar.
Mas só quem vive isso sabe. E quando a gente começa a trabalhar, a estudar o tema. Então, assim, além da polícia militar atender a ocorrência, agora tem a Maria Depenha, que dá esse suporte para as mulheres que têm medidas protetivas. E a gente sabe que... Eu falo que não adianta muita coisa, que você vê as mulheres aí que são vítimas de feminicídio, tem três, quatro, cinco medidas protetivas. Por que pegou a medida protetiva, descumpriu, já não prende, fica preso?
impunidade de novo. Mas você chegava na casa, você sempre finalizava o corrente em delegacia ou a mulher falava não, não leva meu marido pra delegacia não? A primeira vez, sim. As outras, quero dar um susto.
Aí tu dava susto? Uh! É, o trem fantasma. Gasparzinho. Então, assim, ou seja, aí tira uma viatura pra combater, né, às vezes um atrocínio, um homicídio, pra estar naquela situação que também é muito grave, mas assim, ali eu vi a necessidade realmente de fazer um trabalho com mulheres de conscientização de acolhimento. Tá? Mas de fato, assim, é desesperador você saber que a mulher, ela pode morrer ali e ela não tá percebendo aquilo, sabe?
Existe uma estatística, Vilela, eu já conversei contigo isso. Eu recebi isso de uma pesquisadora, de uma doutora em violência doméstica. Ela disse para mim que, em média, no Brasil, uma mulher que morre na mão de um marido, noivo, namorado, companheiro, essa mulher procurou a polícia três vezes antes de morrer. Que é o número da Elisa Samúdio. A Elisa Samúdio vai à delegacia.
reclamar do Bruno antes de morrer três vezes. Eu não sei se é um número assim que isso foi tabulado cientificamente, né? Mas você levava a mulher pra delegacia. Sim, levava. Então, sempre terminava a ocorrência. Sempre terminava a ocorrência em DP. Isso é... Na primeira ocorrência. É. Mas, assim, porque também depende das partes. Você não pode obrigar a pessoa a ir à delegacia, que é abuso de autoridade.
Mas assim, o nosso papel como policial é orientar. Ó, vamos. Podia levar o homem, a mulher. É, mas assim, às vezes você chega num ato, não tem ato de flagrante. Às vezes é isso. Brigou, aí quer chamar a polícia. Mas como era recorrente, eu já conheci o casal, né? Você já sabia que ele tinha passagem.
E São Gonçalo tinha Adean? Tem Adean, tem Adean. O Rio tem 14 Adeans, o Vilela. E qual é o drama da Adean? A Adean é uma delegacia especializada em mulheres. Pra quem não sabe o que é Adean, chefe. Delegacia de entendimento das mulheres. Às vezes, quando você chega numa cidade de 100 mil habitantes, onde não tem Adean, o simples fato de você colocar uma Adean faz com que aquela mulher que é apanhando marido há 5 anos ganhe coragem.
Puxa vida, eu não tenho coragem de ir numa delegacia cheia de homens, mas eu vou na delegacia com mulheres.
Nem sempre toda DEAN tem... Não tem homens também. Mas quando você chega numa DEAN, você tem o princípio de que você é atendido de uma forma diferenciada e realmente é. Algumas DEANs aí hoje no Brasil, o Vilela, o policial tem um contato de um hotel pra colocar aquela mulher imediatamente pra dormir num hotel. Aquela mulher não precisa voltar pra casa. Isso chama-se rede de proteção. Porque nada adianta tu montar DEAN, DEAN, DEAN e não bolar um sistema de proteção. Então é isso que nos...
que nos comove hoje. Ela falou que em 1.200 e... 1.490. Quase 1.500 mortas em 2025. Milhares de mulheres. Dá 4 por dia, né? 4 por dia. É isso que nos comove. Desde 1990 até hoje aumentou...
Mais de 200%. Aí voltamos na questão de impunidade. Tem que mudar a legislação, não adianta. Porque o cara que vai cometer um crime, ele faz 3x. A oportunidade, o risco, e a crença. Vai ser pego? Sim, assim, para ele cometer um crime, ele tem que ter esses 3x. Não só feminicídio, não. A crença do local, ou não.
machista, né? Patriarcal, a crença dele, que ele acha que a mulher é posse dele. Vamos falar do feminicídio. A oportunidade, que ele tá em casa sozinho, ele isola a vítima, tira a vítima de perto de amigos, familiares. E o risco? Tem risco de ficar preso? Tem risco? Não tem. Não tem. Então ele pratica o feminicídio. O tráfico é a mesma coisa. Por que ele não rouba dentro da comunidade? Porque ele vai morrer. Então lá dentro não tem impunidade. Tem a lei do tráfico. Aí ele faz o que? Vai pra rua, porque lá tem impunidade.
Aí tem a crença de roubar, da onde ali ele vê, ele convive. Tem o risco zero. Tem a oportunidade. Pronto, ele vai cometer o crime. O Bussão, eu vou preservar o nome da pessoa, porque é a pessoa da minha relação próxima, afetiva. Ela, 25 anos de idade, ela me perguntou, eu não sei se sou vítima de violência, mas o meu marido puxa meu cabelo. Coitada. Ela não tem noção? Eu não sei se sou vítima de violência, mas...
Ontem ele jogou uma panela quente em cima de mim. Porra. Porra, o coração quase saiu pela boca. Uma pessoa que terminou o ensino médio, que tem educação e tal. Se nós, no ensino médio, lá quando a menina tivesse 14 anos, a gente ensinasse para essa menina qual é o limite. Tu tem filha, Busson? Tem duas filhas. 7 e 16. A tua filha de 16 sabe que se o namorado dela pegar ela pelo antebraço de forma mais enérgica... Abreakerbreakerbreakerbreakerbreaker
vai tomar uma porrada? Não certeza. Ela sabe, inclusive, o que é violência psicológica, moral, patrimonial. Mas ela sabe por você ou pela rede de ensino? Por mim. Porque nós não temos isso. Tem filho, Evilela, mulher? Não, só um menino. Que idade? Oito anos. Ele sabe que não pode pegar no antebraço e apertar? Sabe disso, né? Já falei. Não exatamente isso, mas já falei. Mas eu acho que por que essa dificuldade, né?
Primeiro porque quando você reconhece um inimigo, quando a gente está na comunidade, chefe, e o vagabundo está de fuzil, imediatamente você consegue identificá-lo como seu inimigo. Mas quando você é casado com um cara que diz que te ama, que é pai dos seus filhos, tem essa dificuldade de identificar que ele é teu inimigo e que ele pode te matar. Então a mulher fica fazendo a compensação. Ela cria desculpa. Não, mas ele é um bom pai. Não, mas só bebeu.
Não, mas estamos com problema financeiro. Porque, no fundo, ela não quer acreditar que o cara que diz que ama é uma ameaça pra ela. Então, por isso, essa dificuldade da mulher sair desse ciclo de violência, sabe? Puxa vida, que bom relato isso aí, viu? Mas que bom tu saber que você fala com tua filha também, porque é uma mensagem aqui, pra todo mundo que tem filha de 14, 15 anos, já começar a falar com a filha.
Eu lembro que a Thais, a minha esposa, falou com a filha dela. Ela achava, olha, não deixa o teu namorado pegar, isso é violência. Então, isso eu acho que é um começo de uma ação efetiva. Agora, isso na rede estadual de ensino, na rede pública.
de repente ela tem vergonha de falar com a mãe, de perguntar pra mãe se isso é violência. Sim. O pai vai falar, eu te falei pra não namorar esse esse papa índia aí, esse peixado, esse sacana. Esses relatos que eu tenho, meu Instagram virou um 9-0 praticamente. Eu recebo denúncias 24 horas. Do Rio todo? Do Rio e do Brasil todo, não só do Rio. E aí teve uma que me chamou bastante atenção porque...
Ela casou virgem, né? Da igreja, com aquela crença. Primeiro marido. E aí, eu sou cristã, tá? Mas tô falando como é que a crença limita também, né? A percepção da mulher. E ela era agredida, quase morta. E o pastor falava, não, você tem que orar pelo seu casamento.
Porra, isso é de fuder, desculpa os termos. Tem muito pastor fazendo isso. Tem muito pastor que acha que o casamento é insulável. Tem que orar pelo seu casamento. Tem muito disso. Eu escutei um relato de um pastor, ele contando para mim que na igreja dele isso acontecia muito recorrente. É uma pena. Então, olha como o problema do feminicídio não é só o combate ao feminicídio. A gente tem que combater muitas crenças, Pimentel. Muitas. Aí ela ainda me relatou que...
Ela um dia quase morreu e pelo filho dela ela tomou coragem e saiu. E aí o pai e a mãe dela ficou contra ela, porque eles eram da igreja e ficaram envergonhados dela ter se separado. Então, assim, olha, tudo força a mulher a ficar no âmbito violento. Então, não é lei, legislação, mas a gente tem que combater também a crença, a informação. Perfeito. Bacana isso aí. Gostei dessa ideia, viu, Busson?
E bacana saber que você recebe essas ajudas da turma aí, o pessoal pedindo tua ajuda aí na rede social. Acontece comigo também, as pessoas perguntam. A facção chegou na minha casa, está perto da minha casa. O que eu faço? É, em geral eu mando sair, né? Quando é São Gonçalo, eu falei, sai daí correndo. É bom, mais velho que você falou, né? Assim, em geral, eu falo para sair. Mas o que mais recebo hoje é morador perguntando a respeito de internet. É o mais recorrente hoje. Cortaram a internet da minha rua.
Você acha que eu tenho que pagar a internet do Comando Vermelho? Não. Eu vou ficar sem a internet. Não paga, porra. Mas, assim, por mais que eu recebo isso hoje, a pessoa não sabe... Está vendo a gente falar todo dia, ganha confiança, não sabe a quem pedir socorro. Sim. E vem na gente. E confia na gente também. É legal saber que você está nessa guerra aí, viu?
Isso é um assunto legal também, interessante, porque o crime também se adaptou rápido. Sim. Copiou a milícia. Sim. Viu também que o lucro era bem maior, não só de venda de droga ilícita, de entorpecente. Então, agora o domínio de território também. A guerra aumentou por esse fator, porque eles dominam venda de gás, venda de internet, TV a cabo, e não é sazonal.
Não é, porque quando tem operação, para a venda de droga. Tinha um baque ali no financeiro do tráfico. Agora, esses serviços, não. Pode ter operação 30 dias, que vai continuar pagando serviços. E como que interrompe isso? Se os caras estão entranhados em tudo? Gás? O olhar. O primeiro grande problema é a gente saber o tamanho disso aí. Chamar economistas da Fundação Getúlio Vargas e pedir pesquise.
o tamanho da economia do crime do Brasil. A gente nem sabe o tamanho disso mais, Vilela. A gente não sabe mais onde o Comando Vermelho se envolveu. A gente sabe que o Comando Vermelho aluga casa, que o Terceiro Comando construiu casas para alugar também em áreas invadidas. A gente sabe do gelo. A polícia sabe de tudo. Mas impunidade, hoje dispersão da ação.
Você conversa com o comandante de batalhão, seja no Rio de Janeiro ou São Paulo, ele está priorizando a maconha e a cocaína, porque é normal. Ele deixa para lá os outros tipos de ilícitos, o álcool adulterado, a internet. E aí tem outro problema, nem todo o estado da federação é uma réplica da realidade do Rio de Janeiro. Às vezes eu converso com um delegado de Rondônia, porque, Meteu, tudo que você está falando aí não tem em Rondônia.
Aqui em Rondônia o problema é outro. E aí surge o outro problema, que é a necessidade do governo federal tentar unificar o padrão comportamental e organizacional das polícias. Impossível. Que era a PEC que o Ministério da Justiça queria. Ele queria amarrar todo mundo. Não tem como. Cada estado sabe qual é o seu problema. Cada estado tem uma solução diferente. Estados Unidos é assim. É assim.
Então, o que funciona em Tocantins não funciona no Rio de Janeiro. Eu tenho conversado com o Joel sobre isso. Eu quero que o Joel... O Joel é nosso amigo. Conhece o Joel do Iconografia da História? Conheço. Gente boa da porra. Dono aqui do Vilela, junto com o Vilela. É dono daqui também, Vilela. Tem vários sócios. O Joel hoje, ele presta um trabalho para o Brasil de esclarecimento. Ele conta o que está acontecendo no Brasil. As dinâmicas do crime e tal.
E eu convidei o Joel para a gente fazer uma pesquisa lá no Tocantins, sobre o Novo Cangaço. Teve uma ação da Polícia Militar do Tocantins, Operação Canguçu, que matou 20 bandidos do Novo Cangaço. Se não me engano, foram 20. De lá para cá, foi em 2023. Nunca mais teve um problema de Novo Cangaço em Tocantins.
Essa operação durou 55 dias, os policiais na mata com cachorro, farejador, cão, farejador, equipe de operações especiais, os bandidos colocavam o saco em cima da bota para tirar o rastro. Então os policiais tinham que ter um conhecimento de rastreabilidade. No final, a polícia militar venceu a guerra, não só a polícia de Tocantins, foi de Goiás, Tocantins, a de Minas Gerais deu suporte, a de Mato Grosso. No final, a polícia conseguiu matar os bandidos.
Matar porque teve enfrentamento, viu, Bussol? Todo mundo de fuzil. De lá para cá, zero casos. Eu estou contando isso porque quando a gente conversa com alguém sobre a necessidade da polícia estar equipada, preparada para agir em área de mata, você está maluco? Isso não acontece. Aconteceu aqui em Tocantins. E para resolver o problema de Tocantins, a polícia tem que trabalhar dessa forma.
Mas eu não consigo imitar esse padrão no Rio Grande do Sul, no Paraná, no Rio de Janeiro. Então, cada estado tem que entender o seu problema e resolver o seu problema. Ceará tem que resolver o problema das invasões lá das cidades, questão de internet também. A Bahia tem que resolver o problema da disputa das gangues. Hoje, Vilela, a gente sabe vergonhosamente que o Brasil virou uma rota de cocaína no mundo.
quase toda a cocaína do planeta é produzida na América do Sul, e o Brasil é o segundo maior mercado consumidor do mundo. É o segundo maior mercado de cocaína, infelizmente. E o Brasil faz limite com os três maiores produtores. Peru, Colômbia e Bolívia. Olha como é difícil pra gente isso. Além de sermos um mercado consumidor, ofertamos nossas rodovias, nossos portos, pra levar a cocaína pra Europa. Há poucos dias,
A polícia de Tocantins pegou uma aeronave vinda da Bolívia, um avião, com meia tonelada de cocaína, que ia para a Bahia, para o BDM. O BDM é uma facção da Bahia que se opõe ao Comando Vermelho. Ou seja, uma operação da polícia de Tocantins resulta numa vitória para a polícia da Bahia.
Ou seja, o crime no Brasil hoje está interestadualizado. Não tem nada que um governo estadual possa fazer sem a ajuda do governo do lado. O Rio de Janeiro depende hoje da polícia de São Paulo, do Paraná, para que a maconha, a cocaína e os fuzis não cheguem aqui. A polícia do Espírito Santo depende da do Rio, para que o Comando Vermelho não vá para o Espírito Santo. E o Rio de Janeiro depende do que será, para que as lideranças sejam identificadas e presas antes de vir para Rocinha. Essa é a realidade do Brasil hoje.
que não era a realidade de 20 anos, né? E vai ficar pior, viu? Eu não tenho esperança de ser melhor. Você também, Wilson? Eu não sei que dessas eleições... Eu sou esperançosa. Eu não desisto, não. Até porque eu tenho duas filhas, cara. Eu tenho que acreditar. O que vai ser delas, né? Elas andam de ônibus, Wilson? Não. Não? Não. Ter uma filha de 16 anos e não deixar andar de ônibus é uma tristeza, né? É um sinal de que nós perdemos a guerra, pô. Exatamente. Mas a gente não pode desistir, senão...
Somos a única barreira. A última. A única, não. A última. Passaram todas elas. O poder judiciário não é a barreira. Então, por isso que é a única. Só tem a gente. Só tem a gente. É quem está na rua te defendendo. É quem está na rua te defendendo. Eu achei da lei antifacção que foi aprovada. Podemos falar da lei antifacção? Podemos. Uma vitória não só do Derrite, uma vitória do Brasil. Sim. E foi implicada pela mega-operação?
Sim, sim, sim. A mega-operação trouxe o assunto da segurança pública à tona. Exatamente, foi o que eu falei. Como ninguém tem o que reclamar da PL, a antifacção, a reclamação dos jornais é que a PL tomou o Fundo de Segurança Pública da Polícia Federal. Ah, foi? Eu me covardia. Por quê? Porque o Fundo de Segurança Pública...
hoje em torno de 2 bilhões de reais por ano, é muito pequenininho no que se refere ao investimento. E é o maior dos problemas. Esse fundo é o seguinte, ele é composto por dinheiro da loteria federal, por emendas parlamentares, deputados federais e senadores, e por dinheiro apreendido nas operações policiais. A esquerda brasileira está dizendo que o Derrite tomou esse fundo.
Não é verdade. O The Hitch que é compartilhar esse fundo com todas as polícias. Porque esse fundo ficava na gestão da Polícia Federal, né? Sim. E aí tem uma questão. Quando a polícia estadual, a polícia do Rio de Janeiro faz a apreensão do dinheiro, por que a polícia do Rio de Janeiro faz a apreensão do dinheiro e esse dinheiro tem que ir para o fundo? Negativo. Vamos usar o dinheiro aqui. Sim. A polícia do Rio de Janeiro, há dois anos, a Busson lembra disso, realizou uma operação aqui que nós bloqueamos seis...
bilhões do Comando Vermelho, 6 bi. Aquela operação lá da Faria Lima bloqueou 8 bi. Foi uma vitória, mas a do Rio de Janeiro bloqueou 6 bi. Então, por que esse dinheiro não pode ser aplicado aqui na viatura, no colete de prova de bala da Busson, no fuzil da Busson? Essa é a grande discussão. Então, eu acho a lei antifacção uma vitória. Eu acho um absurdo um preso votar.
o preso ele vai votar sempre em quem beneficiar a sua facção é lógico então isso é uma coisa que não deveria ser discutida mas tem gente no Brasil que acha que preso tem que votar até mesmo a organização para o preso votar ela gera um transtorno, uma dificuldade logística dificílima você fazer o preso votar
Você movimentar a sessão eleitoral e tal. É tudo meio loucura do Brasil isso. Assim como é a loucura da gente não prender o menor infrator, né? Sim. E eu acho que a PL... Agora, podia ter mais coisa na PL de facção? Podia. A pena aumentou de... Agora está de 20 a 30, 40 anos. 20 a 40 anos. Para quê? Para faccionados. Isso é muito bom. Muito bom. 20 a 40 anos. Perdeu saídinha.
Mas perdeu a saidinha um sexto da pena ou perdeu ela toda? Toda. Eu estou com essa pele de facção aí, eu acho que vai ser um marco, um marco de uma mudança, mas ainda é pouco. Teve uma mudança que eu acho até engraçado, que eles colocaram que para taxar as bets e essa taxação ir para investimento da segurança pública. Sei lá, achei meio sem contexto. Tem bet aqui com o Tito, Lela? Não. Eu estou adotando um padrão comportamental.
Porque se o cara me convidar pra ir no podcast dele e tiver bet, eu não vou não. Então já tá avisado aí, meus colegas que tem bet. Nem me chama, que eu não vou nessa porra. Eu deixo de seguir também. Eu sigo alguns influencers e eu deixo de seguir na hora quando eu vejo você. É mesmo, é? Porra, padrão essa porra. Tá que enfim, hein? Sigo não. Vou ver essa porra hoje. Vou seguir todo mundo que tem bet. Lascuei todo mundo. Não tem bet, não. Joel tem bet? Daquiografia? Não, não tem não. Lenis, tem bet?
Ah, tem uma amiga Beth lá da rua. Só essa, só a Beth. Enquanto eu não identificar todos os donos de Beth, saber de onde veio esse dinheiro, eu quero nem saber desses caras mesmo. Não, foi a porra, como destrói... Destrói vida, destrói família, esse negócio de tigrinho, de Beth.
faz sentido tem algumas perguntas aqui deixa eu só dar um grauzinho no meu microfone foi o Jonas está perguntando o seguinte muitos defendem a unificação das polícias civil e militar isso resolveria o problema operacional ou criaria um caos ainda maior dentro da corporação quer falar, Bussão? eu vou falar que era algo que eu tinha bastante medo e que o policial lá da SWAT do México falou que unificou e aí
E foi muito bom para eles. Então, para mim, mudou um pouco a minha opinião. Eu tinha esse medo, mas eu acho que falta um pouco mais dessa integração entre as polícias para ficar mais eficaz, mais rápido. Qual o nome do colega? Menos burocrático, vamos dizer assim. É o Lucas... É o Jonas, desculpa, Jonas. Jonas. Qual é o lance?
O Brasil não tem um ciclo completo de polícia. A polícia militar trabalha até aqui na polícia extensiva, conduz ao corrente para a delegacia. A partir daí, uma outra polícia começa o inquérito policial. Eu acho isso um absurdo. A polícia não ter ciclo completo. No entanto, termos duas, três, quatro, cinco polícias, eu não vejo problema. Os Estados Unidos hoje tem 22 mil polícias. A Bélgica tem 2.700 departamentos de polícia.
Não vejo problema. Tem bandido para todo mundo. Não vai faltar bandido. E quanto mais polícia, mais gente para atentar com aquele problema. Porque a possibilidade eventual de uma polícia estar comprada, estar inconivente. Isso pode acontecer mesmo nos Estados Unidos, na França, na Inglaterra, certamente no Brasil também.
Então, assim, eu não me incomodo de tantas polícias. O que me incomoda são que essas polícias estejam desconectadas. Sim, essa falta de integração. Exatamente. Por exemplo, uma coisa que a gente perde muito tempo, a polícia militar perde muito tempo dentro de uma delegacia para apresentar uma ocorrência. Sim. Por que o nosso boletim de ocorrência poderia ser o RO? RO? RO, o registro de ocorrência. Nós que somos PM, nós temos que fazer o nosso BOPM também.
É o nosso registro. Por que chega na polícia civil e a gente tem que escrever a mesma coisa? Sim, é um absurdo. Dá para melhorar, otimizar muita coisa entre as polícias. E tem mais coisa, Abusson. Tem a questão do inquérito policial. Por que eu tenho que fazer um inquérito policial? Por que não me basta um relatório?
de um inspetor de polícia para o Ministério Público. Mas no relatório, eu, policial tal, no dia tal, prendi o fulano de tal, com cocaína e maconha, está aqui o relatório. O Ministério Público oferece denúncia, sim ou não, em 48 horas, 60 horas. Por que eu tenho que ter um inquérito policial? Se lá na frente o promotor vai pegar aquele inquérito, vai chamar...
Como o Dino falou, o Dino falou que é lixo jurídico, foi a expressão que o Dino usou. Nem sei se ele usou, parece que ele estava grampeado pelo Toffoli. Não sei se é verdade, ouvi dizer isso aí, pode ser que não seja verdade. Mas parece que o Dino disse que a investigação da Polícia Federal era um lixo jurídico, a investigação da Polícia Federal contra o Toffoli. Não sei se ele falou isso, mas é o que está no jornal. Mas por que perder tanto tempo com o inquérito policial se lá na frente você vai ter um promotor?
que vai pegar aquele inquérito e vai transformar numa denúncia de sete páginas, oito páginas, vai refazer os depoimentos. Eu gostaria que fosse mais ágil, que o rito fosse mais ágil. Menos burocracia. Então essa é a minha resposta para o Jonathan. Será que respondemos ele? Jonathan. Tem uma outra aqui do Antônio Carlos, ele está perguntando o seguinte, as prisões hoje ainda são o principal centro de comando do crime organizado no Brasil? Como quebrar essa engrenagem?
Tu conhece bem a Rosa, né? Tua amiga, né? O que que fala? A Rosa é a nossa secretária de assuntos penitenciários. Vamos lá. Tem várias questões envolvidas. Primeiro, nós temos uma capacidade de 42 mil presos.
Nós temos 48 mil. 6 mil a mais. Rio de Janeiro, né? É, 6 mil a mais. Então, daí, nós já temos uma bomba relógio lá dentro. Tá. Então, assim, como que se controla isso lá? São Paulo são mais de 100 mil presos, né, Busson? São Paulo tem mais de 100 mil. Mais de 100 mil. Então, a secretária mesmo falou para mim, Busson, essa questão de celular, né? Todo mundo reclama. A gente tenta controlar. Mas como é que controla com 48 mil presos? É uma bomba relógio.
É uma bomba relógio. E assim, pouquíssimos policiais penais lá dentro. Se eles decidiram explodir aquilo e matar os policiais, o que vai se fazer? Vai proibir? Vai proibir de carregar o celular, vamos dizer assim? Então, são coisas que assim, tem muita coisa pra resolver, né? Tem que construir presídio, tem que... Mas assim, os comandos de facção não vem só de dentro de presídio, sabe? A maioria tá aqui fora solta também. E eles têm...
Qual o nome desse menino aí, Lenny? Esse é o Antônio Carlos. Antônio Carlos, a gente sabe, eu e a Busson, e quem vê televisão sabe que existe um modelo de presídio mais moderno, onde o agente penitenciário de policial penal não tem contato nenhum com o preso. O americano chama de Supermax, né? Sim. São cadeias mais modernas, as galerias são centrais, com a visão do policial para todo mundo. Esse modelo é um modelo caro, um modelo americano. Mas é o mais... Mas funciona.
O preso, porque o preso não está ali, Antônio Carlos, só para cumprir pena. Ele não está ali só com o objetivo de ser punido. Ele está ali para ser punido e para ser neutralizado. Para que ele pare também de dar ordens para a facção. Mas como a Busson falou, imagina um final de semana numa cadeia no Rio de Janeiro, numa unidade penitenciária com 2 mil presos. Imagine ali 3 mil visitas.
imagina você revistar 3 mil mulheres, 3 mil mães namoradas que vão visitar os presos a gente sabe que é humanamente impossível impossível, não tem efetividade se nós tivéssemos uma lei de execuções penais que dissesse inclusive aqui comida só da cadeia, não vai entrar nem um pote de bolacha é o salvador, só total os Estados Unidos diz assim também comida só
essa coisa da mãe levar em Salvador nem proteína tem tem proteína na comida não dorme no concreto sem colchão mas tu é a favor disso aí eu sou não sou extremista não, mas eu sou
24 horas ligada a luz, né? Não apaga a luz. Imagina. É. Que beleza. Já pensou? Cara, nunca mais vai roubar. Bom, ele vai sair daí. Aí vem aquela. Aqueles 3x que eu tava falando. Do risco. Você acha que quem tá aqui fora vai querer ir pra um lugar desse?
Não vai, ele não vai riscar o xizinho do risco ali. Não vai. Ô, Lene, amanhã quando tu for caminhar na praia, tu corre ou caminha você? O que tu faz? Atualmente, acho que nem caminhão tu conseguiu. Só tá afentado aí. Eu tô meio que aceitado e espero a paisagem passar. Amanhã quando tu for caminhar...
A gente está moscando. É verdade. Por isso que você colocou na cidade. Eu não fui para ele. Aqui tem dois lugares lindos. O Fortes Copacabana, que é o lugar mais lindo que você pode ver. Onde foi aquele movimento dos tenentes, que gerou a revolta dos tenentes. O episódio dos 18 do Fortes. O combate foi aqui embaixo. Exatamente aqui embaixo, nas ruas de Copacabana. E no caminho você vai ver ali a estátua do Carlos Drummond de Andrade.
Essa estátua foi pichada dezenas de vezes. E o crime de pichação é o crime de dano. A pessoa responde em liberdade. Ou seja, você pode pichar a estátua sim. Não acontece nada. É um direito que você tem. Nada vai acontecer contigo. Ela está ali para ser pichada mesmo. Até que um dia um policial civil chamado Francisco Chaldella Torre, uma promotora de justiça e um delegado e um perito.
resolveram, calma aí, isso aqui é crime ambiental, isso aqui está poluindo a entrada da Baía de Guanabara. Correto? Arrumaram um laudo pericial verdadeiro, dizendo que aquela imagem da pichação chocava a imagem, né? E o pichador de São Paulo, um casal de pichadores, foi preso no crime ambiental. Era inafiançável. E o casal ficou preso até uma audiência, até o...
até o julgamento, 90 dias depois, e nunca mais a estátua foi puxada. Está vendo? É simples assim. É que funciona, gente. É tão fácil o negócio. Para tu ver que é só isso. É só impunidade. Porque a pessoa fala, educação, tudo bem, é tudo isso. Mas tem coisa básica que é própria lei. Perfeito. Exato. E o que tu acha dessas artes que o pessoal faz em faculdade federal? Tem, né?
Já entrou numa faculdade federal lá de Niterói, numa UF. Não quero isso, não. Não quero isso pra mim. Nem o Túlio Maravilha que falou que a filha dele não ia pra federal. Cara, é surreal. Parece uma cracolândia. Eu recebi já também uma denúncia. Feio, não. É uma cracolândia. Eu recebi denúncias aqui. E assim, claro que eu não vou expor ele, mas ele falou que até a reitoria sabe que tem uma sala específica pra usar drogas dentro da faculdade federal. Que absurdo.
Na PUC o Tropa de Elite falou sobre isso, mas eu não confirmo nem desmento essa informação. Deixa pra lá. Como que é a palavra que o pessoal usa? Supostamente. Supostamente acontece. Supostamente na UF tem essa sala liberada pela reitoria. O Lênin está solteiro. Supostamente, sim. Lênin, quando tu caminhar, vê a estátua lá. Sim, estátua. Não vai estar, né?
Não, não. Vai pichar. Não, diz que é paulista, não. Quem pichava aquilo era paulista. Eu lembro desse. Se não, você fala, tem um paulista perto da estátua. O negócio de que ele ficava na... É o óculos. Cortava o óculos dele também. Cortava o óculos de bronze, de cracudo, para levar embora. Mas sabe que teve uma pichação que gerou muita comoção no Rio de Janeiro, que foi a do Cristo Redentor. É. Paulista também, viu? É verdade.
Os caras vieram de lá... Que desgraça, porque não tem praia lá. É, o cara fica com raiva. É inveja mesmo. Nossa, no Cristo Redentor?
Mas isso deu um problemão, cara. Deu um problemão, porque realmente chocou, né? É uma imagem religiosa, tá bem? O símbolo da cidade. Tem três, sete maravilhas do mundo. Exato, pô. Então, manda, Lenin. Ó, tem uma pergunta do João Paulo aqui pra Busson. Ele fala o seguinte. Você já viveu confronto real com falha de armamento e foi baleada. O policial do Rio de Janeiro hoje se sente devidamente equipado e preparado pra enfrentar criminosos com fuzil?
Preparado, eu não sei, mas coragem a gente tem. Não sei se a gente sente... Eu não sinto que seja uma guerra leal, justa. Não é justa, porque o armamento deles é infinitamente melhor, infinitamente mais munição, mas a coragem policial tem muita e vontade de fazer a diferença também. Só deixar a gente trabalhar. O Busson, posso fazer uma justiça aqui rapidinho? Pode. A Busson está na UPP, então a UPP, aquele armamento mais velho da polícia...
que ninguém quer mais. É um fuzil FAL que tem 60 anos de uso. Não troco não, tá? Não troco não, FAL. Hoje, por exemplo, o BOP hoje utiliza um AR-15 que foi fabricado há menos de um ano, que é israelense, né? O Choque também, o Recon também, né? Eu não sei quando vai chegar esse na UPP, um dia vai chegar. Sim, sim. Mas assim, as armas do BOP, do Choque e as armas de alguns batalhões aqui da capital...
São bem novas, tá? Só pra fazer uma justiça aqui. É, porque eu sou do PP, então é a minha. Tu recebeu a Glock, não? Recebi a Glock. Pô, a tua Glock é novinha. É. Agora estão recebendo Beretta agora, né? Que é a mais novinha. É, já tem a Beretta. Tu não vai tocar, não? Vai ficar com a Glock? Não, eu prefiro a Glock. Mas assim, já teve situação de... Só uma coisa. Lênin, você prefere a Glock ou a Beretta? Ah, eu prefiro a Glock.
O pior é que eu conheço. Eu conheço. Eu tenho parentes militares. Não teve graça. Sem graça. É porque é o seguinte, a Musson está nativa. Ela está... Amanhã vai chegar o Menezes, vai ver essa porra aqui e vai falar porra, Musson, que porra é isso que vai me dar? É porque é isso, eu sou de UPP, então o armamento que eu uso...
É FAO, né? Tu usa FAO até hoje lá. FAO para FAO. É um FAO, um fuzil fabricado na década de 60. As primeiras unidades eram belgas, depois foi fabricado no Brasil. Mas os batalhões convencionais também usam, chefe. Sim. A gente está colocando agora para o pessoal ver. Mas na UPP não tem um fuzil novo? Não tem um fuzil novo, não? Aqueles AR novos? Não tem, não tem, não. Nós compramos o AR agora israelense, o da Tchecoslováquia, o CZ, né?
E compramos também mais... Mesmo com os armamentos novos?
Ainda assim, eles usam armamento infinitamente melhores, chefe. Vem armamento importado. Essa mega-operação teve aí a arma da Argentina. Sim. Entendeu? Então, assim... Muito AK-47. Muito AK-47. Ponto 50. Porra, a polícia não usa ponto 50. Não pode usar. E os caras usam. Não usam. É drone. Drone que solta bomba. Eles não seguem as leis. Não é injusto, chefe? Lógico. Drone que soltando bomba? Lógico que é.
Mas e foi o caso isolado ou tipo o drone é uma coisa real já daqui pra frente? Não, de um tempo pra cá eles começaram a usar, pô. Ô, Vilela, ele tá falando isso aqui. Ontem você entrevistou o Batata, né, Batata? O apelido do Batata é Batata da Madsen. É. A Madsen é uma arma fabricada em 1909. Cara!
Por isso que ele é surdo, ele fala alto pra cacete, é surdo. Não, fala alto pra cacete. Tu já viu um tiro demais. O meu Apple Watch, ele dá aquele sinal quando tem um decimel. Toda hora. Tá com batata aqui, ele fica pitando toda hora. Parece que você montou num show de rock aqui, cara. Não, por quê? Aquelas balas lá. E ele faz o barulho. Ele faz.
Ele faz uma plantinha. Muito engraçado. O Batata, uma época, o batalhão dele já tinha recebido um fuzil novo e ele continuava usando a Martins. E aquilo ali, pra patrulhar, você não tem noção. É um peso desgraçado, né, Vivian? Ela tinha um carregador curvo, assim, com 30 tiros, né? Então, aquilo dava uma capacidade maior que o FAL, né? Mas aquilo era muito velho mesmo. Mas é muito ruim de patrulhar. E não é com a polícia que sabe mexer, manusear, não.
Exato. É mais difícil. Se você pudesse escolher, que armamento você teria? O ideal.
Então, eu não usei esses novos, então eu vou ficar com o chão. Chega não, Pepe, isso. É, não chega. O que é o mais moderno? Olha só, o fuzil... O policial americano. O fuzil é que nem carro. Qual é o carro bom? O carro novo. Qual é o fuzil bom? O fuzil novo. Aí é questão de gosto. Agora, esse fuzil com a manutenção um dia, se o policial fizer manutenção todo dia... Agora, o que acontece? Que a Busson sabe. A gente passa o fuzil para o colega de manhã, né?
Sim. A gente não sabe se o colega usou o fuzil de noite, se ele deu 20 tiros. E não fez, mas não tem...
Porque vai estar cheio de lubrificante, vai estar com pólvora no mecanismo de tiro, lá no ferrolho. Mas o colega te passa o fuzil assim, toma o fuzil. Antigamente fazia isso com a pistola também. Então, mas o problema que travou o meu fuzil, foram duas... Não, o 556. O Imbel. Imbel. Foram duas situações que eu peguei o 556 e falhou. E uma dessas eu fui baleada. Mas não era...
pela idade do fuzil. É o armamento. Tanto que já teve situação de não ter o 762 na RUMB e eu escolhi de pistola. A RUMB é a reserva única de material abélico. Isso. É onde a gente pega o armamento. Eu preferi ir de pistola do que pegar o 556, porque não tinha mais 762, né? Porque...
Teve operação e aí a ala que está entrando e a que está indo embora junta e acabou que não tinha 7 mil. Mas é um 5.6 velho ou é um 5.6 novo? Não é velho. É um fuzil da década de 90, viu? É um fuzil que tem uns 30 anos. É velho, pô. Você tem razão. Não é para pegar essa porra, não. Deixa isso lá. Foi de pistola.
O Renan está perguntando aqui o seguinte, caso facções como o Comando Vermelho e o PCC fossem oficialmente classificadas como organizações terroristas, o que isso mudaria na prática para a polícia operacional? Vai ser. Vamos lá, Busson. Nós teríamos leis distintas tratando o narcotraficante como narcoterrorista. Pensaríamos que não seria uma situação de polícia, seria uma situação de guerra, conflito armado não internacional.
Eu posso atirar no bandido. Vou dar um exemplo aqui do Haiti. O Brasil foi para a Força de Paz do Haiti. O meu irmão esteve lá no Haiti. Qualquer militar brasileiro poderia abater qualquer terrorista haitiano a 100 metros de distância.
vendo o bandido armado. Se a Busson fizer isso, ela vai presa. Porque isso não é legítima defesa. A Busson só pode atirar no bandido depois que o bandido atirar nela. Se ele está armado apontando para você, você não pode? Aí ela pode. Porque já está ameaçando a minha vida. Mas na lei de guerra, você mata o seu inimigo porque ele está próximo a você com o fuzil. Estou dando um exemplo bem básico para a pessoa entender.
eu posso entrar, a busson não pode entrar em nenhuma casa na providência a busson percebeu um bandido pegando uma viela, um beco, a busson viu seis casas, a busson falou assim, calma aí ele pode ter entrado nessa se a busson entrar na casa errada, ela vai responder por abuso de autoridade, invasão de homicídio numa situação de guerra a busson entrará em qualquer casa porque ela está respaldada por uma lei de guerra, por um código de exceção né
Aí as pessoas perguntam, você quer isso para o Brasil? Eu quero isso para o Brasil em situações eventuais de curta duração. Por exemplo, uma operação da UPP da Busson na Providência. Durante cinco dias a UPP poderia realizar a busca e apreensão em casas. É um estado assim, alguma coisa limitada, sabe? Porque senão não dá para buscar o fuzil. Não dá. É impossível. O Exército Brasileiro ocupou o complexo do Alemão, Busson. Tu já foi lá várias vezes no Alemão, né?
durante dois anos. E o comandante da fração do Exército Brasileiro lá era o coronel Fernando Montenegro. Sim. E ele dizia para mim, Pimentel, nós tínhamos mapeado as casas onde nós tínhamos convicção onde o fuzil estava lá. Em nenhuma situação, o juiz bancou o mandado de busca e apreensão. O Exército Brasileiro saiu do alemão e os fuzis continuavam lá. São os fuzis que mataram nossos colegas das UPPs. Você lembra bem? Não sei se é da tua turma.
A primeira policial feminina morta no meu PP no Alemão. Lembra disso? Ela saiu do container. Foi em 2009, eu não era policial. Não era policial ainda, né? Essa menina estava saindo do container para comprar alguma coisa. Foi a primeira morte em PP e foi uma policial feminina. Essa menina. Tu lembra disso, né? Uma pena não lembrar o nome dela aqui. Alba. Possivelmente. Foi Alba. Alba, né? A mulher foi assassinada pelo Fomento Vermelho. Covarde, assassinada.
Não estava com o fuzil na mão, não estava em patrulhamento, estava no deslocamento. Isso é o terrorismo na sua essência. Então, eu acho também que as penas têm que ser muito mais duras para quem é faccionado. A facção é o terrorismo, é o narcoterrorismo. Você é uma turma depois da Alba? Eu sou 2015. E o seu namorado é de que turma? Ele é um pouquinho só mais antigo. 2000 e?
2012. Eu conheci também uma jovem quando eu fiz o filme Intervenção, eu fui entrevistá-la. É uma jovem mulher da UPP que foi atingida na perna. E ela... É muito difícil, assim, você ver uma jovem mulher policial. Um policial homem já é difícil pro coração. Você vê uma...
menina. Mas eu tive essa dificuldade, sabia, Vilela? De trabalhar na tropa em UPP, porque meus próprios comandantes queriam me proteger. É? É. Não, Busson, fica aqui. Eu falei, não, chefe, eu vou trabalhar na tropa. Eu vim pra polícia pra aprender a ser polícia. Porque eu acho que realmente, acaba é instintivo. O homem quer proteger a mulher, né? Sim. Então, em ambiente de guerra, hostil, acaba que até a guarniçãobreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreakerbreaker
quer te tratar com proteção. Eu que sempre coloquei limite, sou policial, não me trata com diferença. Mas eu sempre senti essa coisa, esse cuidado, essa proteção. Porque o Comando Vermelho não faz distinção, não. Ele mata os dois. Ele mata os dois. Quando eu estava no Prazeres, na UPP Prazeres, teve uma situação dessa também. Eu estava baseada...
Não sei se tu conhece aquela... Olha a subida da UPP, que tem o trilho ali... Conheço, conheço. O trilho do Bondinho. Bairro de Santa Tereza. Santa Tereza. E tem um bombeiro. Sim, tem um cortado bombeiro lá em cima. A viatura que nem era da UPP, era de batalhão, estava passando ali e ficava um vagabundo de acalhe perto do bombeiro. Atacou a viatura lá embaixo, baleou a perna da FEM.
Pegou fogo na viatura, a troco de nada. A viatura estava passando. Será que não é essa policial, não? Será que é? Pode ser. É cadeirante ela hoje. Me deu uma dor no coração. Porque um tiro de 7.62 na perna é bem provável que a pessoa não ande mais. Para quem está ouvindo essa história da Busson e não consegue entender esse local...
é exatamente o local onde foi filmado Tropas de Elite 1. Exatamente. Mouros dos Prazeres. Exatamente nesse local. Então, assiste depois a Tropas de Elite 1 e assiste também depois a intervenção, onde a gente conta a história das policiais femininas que foram baleadas de serviço. Cadê o pudim pra gente comer? O pudim chegou. Pudim, porra. Então, pudim. Você vai encarar outro pudim? Ué. Vamos, porra. Você também, Vilela. Pode morrer.
Eu falei pra guardar o meu que eu vou querer. De madrugada certeza que vai te dar uma larica aí.
Olha só, correndo de arreia, ela falou. Eu só quero metade de um pudim, viu, Busson? O meu eu quero depois. Duvido. Lenny, manda aí. Tem mais uma pergunta para a Busson aqui. A Sara está perguntando o seguinte. Como mulher dentro da PM, o preconceito ou a subestimação ajudam ou atrapalham a sua atuação nas comunidades? Mas o preconceito vindo de onde? Eu acho que ela está falando do preconceito da população, não de dentro da corporação.
Então, eu nunca senti esse tipo de... Diretamente, eu não sei se é porque eu entrei já na corporação preparada para isso. Eu entrei na polícia falando assim, eu vou enfrentar machismo, vou enfrentar escrotidão, eu estou pronta para o pior. E acaba que eu não faço essa percepção tão ruim. Mas assim, eu causo bastante espanto, tá?
quando eu estou dirigindo a viatura de fuzil, as pessoas olham assustadas, sabe? Chama bastante a atenção da população. Mas, assim, depois do susto...
as pessoas vêm até a mim, poxa, que legal, você mulher tá aqui na tropa, depois às vezes da troca de tiro, caraca, você é igual Kate Mahoney, igual Senhora Smith, muitas vezes ouvi isso, então assim, eu acho que eu tenho mais a percepção de admiração, surpresa, do que de preconceito e machismo. Mas você sabe que vai ter uma geração de meninas inspiradas em você. Tomara!
Bussonetis Bussonetis Eu até um dia Você não vai querer, não estou acreditando Não, não vou querer agora 4 mil porque a Fabi é louca Para dar um miguel Pudim no copo O pessoal da UPT O Vilela Trabalha na praia Numa operação de
de reforço ao policiamento de praia no final de semana, né? Então, até uma vez eu liguei para o Busson. Busson, onde é que você está? Porque eu queria dar uma passada para dar uma cumprimentada do Busson.
para dar um alô para ela. Tu faz praia de vez em quando, né, Moçom? Ah, no banco mais raiz, não. A raiz é o regime adicional de serviço. É o plantão do fim de semana. Mas aí, quando tu vem para cá... Banquei muito, muito. As pessoas te conhecem, né? Muito. Aí falam contigo. Falam. Tiram foto. Fico igual artista. Meu namorado está ali, ele tira serviço comigo. Fico igual artista. Até os policiais falam. Caraca.
Tá muito famosa. É muito legal, cara, esse reconhecimento, Vilela. Porque, não pela influência, mas pelo reconhecimento que mudou da sociedade de antes, dessa vibe de podcast, de polícia em podcast, ninguém abordava a gente na rua. Foi igual um dia depois da operação da penha. Eu tava de RAIS no Tabajaras. Tava do quê? RAIS, que é o regime adicional de serviço, que é nosso extra. Eu tava aqui em Copacabana, na descida do Tabajaras, um dia depois.
Cara, a sociedade veio, abraçava a gente, a senhorinha se emocionou. Cara, muito obrigada. Então, assim, isso não existia, tá? Ô, Vilela, o que ela tá falando é o seguinte, o RAIS é um regime adicional, o policial ganha uma farpeninha a mais pra trabalhar na folga, né? Mas nenhum colega da Busson hoje, a jornada de um brasileiro médio é 44 semanais, né? Nenhum policial nosso mais consegue trabalhar nessa jornada.
Em média, nossos policiais trabalham 60 horas semanais, 56 horas semanais. Ainda que a gente tenha o tal do Raiz, é bem difícil. Porque a polícia não pode abrir mão dos policiais no carnaval. Tem que colocar 27 mil policiais na rua no carnaval. Um dia de Maracanã, com o jogo do Maracanã com praia...
São mais ou menos 700 policiais de Maracanã. 600. Quando tem Engenhão. Às vezes tem Engenhão e Maracanã. Sim. E às vezes tem um show, praia, Engenhão e Maracanã. Só nisso aí, nesse final de semana, são 7 mil homens. Além do policiamento do dia a dia. Da rádio patrulha e tal. Então, o que o governo fez? Começou a pagar esse serviço. É compulsório, Raiz? Tem compulsório e tem voluntário.
Quando tem compulsório em outras unidades, tem compulsório em grandes eventos. Compulsório é o cara que quer fazer um dinheirinho mais do ano do mês. Não, compulsório é obrigatório. É compulsoriamente. A polícia obriga a gente a fazer. E o voluntário você pode fazer até 120 horas a mais. 120 mensais. Tá quanto a mais no salário? 5 mil?
5 mil reais a mais, 120 horas. Tem colega que já colocou isso no pagamento. Já. Tem polícia que nem dorme em casa. Eu vou chegar em casa e vai ter outro chinelo lá na porta, filho. Fala aí desse pudim. Tá bom ou não tá, Fimenta? Tá bom demais. Tô fraco então, hein, Helene? Eu também parei, porque... Nossa. Então, aí nessa história é dose. Melhor pudim que já comida a vida. Melhor pudim que já comida a vida. Melhor pudim que comida maravilhosa.
Você vê, Fabinho, um dia não tem nada, outro dia tem dois pudim. Ontem a gente...
procurando doce. É, vou dar pro Rio aqui.
Não é bom? Tem mais uma pergunta aqui do Luiz Carlos. Você é o melhor que eu comi até hoje. Eu falei isso antes do Pudim chegar. O melhor Pudim que tu vai comer na tua vida. Não falei isso? Ainda vou usar esse copinho para tomar café em casa depois. É para isso. Eles pensaram nisso. Tem uma última pergunta aqui do Luiz Carlos. Ele está falando o seguinte. O avanço tecnológico, drones, criptografia, redes sociais, fortaleceu muito as facções. O Estado está tecnologicamente equipado na guerra contra o crime?
Vai pra você primeiro. Olha, o que tá rolando hoje é que, infelizmente, o Comando Vermelho, o Terceiro Comando, já possuem até mesmo armas pra fazer o jameamento do teu drone, né? Eles conseguem interferir no drone, não da polícia, de qualquer drone, né? É uma tecnologia tão moderna, usada na guerra da Ucrânia, né? Então, assim, é uma corrida. Você busca uma tecnologia aqui e eles buscam uma lá. É por esse motivobreakerbreakerbreakerbreaker
Uma necessidade de constante investimento. Eu já soube que alguns drones da polícia, em algumas operações, foram abatidos pelo Comando Vermelho, usando esse equipamento. Equipamento que a polícia não tinha até ano passado, agora já tem. Então, olha a dificuldade. O bandido também vai à China comprar equipamento. A polícia vai, mas tem que ter licitação, tem que ter projeto.
O comando vermelho vai lá rapidinho. É isso que eu estava falando anteriormente, sobre essa adaptação jurídica para a atividade policial. Porque demora tanto que o crime avança e a gente está esperando aqui um respaldo jurídico para conseguir trabalhar no mesmo patamar. Eu tenho até o vídeo no final, vou mostrar para vocês aquela da última vez que a gente estava lá no Borel. Tinham dois drones dos vagabundos em cima da gente. Dois! Não era um só.
Então, assim, olha como que dificulta o nosso trabalho, sabe? Eram 30, nós também tínhamos drones nesse dia. E aí, depois a gente olhou nas imagens, eram os quatro, tinha 30 do outro lado. Olheny, ela não consegue se aproximar da boca de fumo do Comando Vermelho? Sem ser vista, não existe mais a possibilidade. Não existe essa possibilidade. Mesmo com camuflagem, mesmo adentrando na comunidade à noite.
Tem comunidade do terceiro comando hoje, Cidade Alta, Vigário Geral, Lucas, que a qualquer hora do dia tem cinco, seis drones voando em altitudes distintas. Um a 200 pés, 300 pés. Então, nem o BOP, nem o Choque, Canil, a Koren, não conseguem chegar. Antigamente era um menininho com fogos de artifício. Não existe mais. Hoje em dia é uma ferramenta com uma câmera de alta resolução.
E aí, qual é o tipo penal para você prender um bandido que está operando um drone? Onde você coloca? Pega o código penal brasileiro. Que crime que ele praticou? A dificuldade e a sua lentidão de se adaptar. E aí eu vou fazer mais uma questão aqui. O colega que foi baleado que perdeu a perna. Você não consegue comprar uma prótese para ele sem licitação? Cadê esse investimento? Olha, meu amigo, a gente não tem lei no Estado que possibilite comprar essa ferramenta para você.
Você vai ter que esperar um edital e tal. Olha que loucura isso. A polícia tinha que ser tratada de forma diferente. Eu acho que é isso que a Busson está falando aqui. Segurança pública é um assunto tão emergencial. A gente não pode virar um México. A gente viu o México agora perdendo a soberania. Eu sempre falo que o pessoal fala mas a educação é importante. Saúde é importante. Sim, todos os serviços essenciais são importantes. Mas sem a segurança pública você não tem acesso aos outros.
Então é o principal. É o mais emergencial. Numa troca de tiro numa operação, a criança vai à escola? Não. A ambulância consegue chegar dentro da comunidade? Não. Não. Então, olha como é o assunto mais importante a ser resolvido. É primordial. Então, não é porque eu sou da segurança pública. É o que eu aprendi a amadurecer vivendo lá dentro. Entendeu? Olheny, eu não consigo nem combater a dengue. Porque o pessoal da Anvisa quer fazer combate à dengue?
era expulso pelas facções. Então, se eu tenho um problema no Rio de Janeiro, que é a dengue, eu não consigo enfrentar porque eu não tenho segurança pública para garantir a chegada da polícia. Então, tudo fica assim, em volta da segurança pública.
É confuso demais. E quando alguém fala que a prioridade é a educação, a gente sabe que a educação é importante. A gente não é ignorante, pelo amor de Deus. E segurança pública também se faz com educação. Quando a gente fala em investimento de segurança pública, a gente não está falando de investir só em operações bélicas, não. Não estamos falando disso.
Estamos falando nisso. Investimento em uma prótese policial, em qualidade de vida para o policial. Isso tudo reflete na sociedade. Equipamento de proteção em cadeia. Tem muitos juízes hoje no Brasil que estão deixando de aplicar uma pena restritiva de liberdade em função da falta de vaga. Tem Estado no Brasil que dobrou a capacidade. Eu falei aqui o Piauí. E tem Estado que não queria nenhuma vaga no sistema há 20 anos. Aí o cara acha que o problema é da bução na rua, na Rádio Patrulha.
Olha aqui, não tem nem vaga no sistema. O Rabusson acabou de falar, em Rio de Janeiro faltam 6 mil vagas, né? Sim. Mas tem Estado e está faltando aí 10 mil vagas, né? E aí tem aquela questão da audiência de custódia, que às vezes o juiz está colocando o bandido em liberdade, né? Porque o juiz é um bunda mole não, um covarde não. Realmente não tem vaga. A gente sabe disso, né? E a gente esbarra num problema também, o Pimentel, que até a secretária Maria Rosa falou.
que já tentaram fazer outro presídio, nenhuma cidade quer que tenha um presídio na cidade. Entendeu? Então aí esbarra em outro sistema. O prefeito não é assim. Não, na minha cidade não vai ter um presídio. E aí faz o quê? É verdade. Bota num barco e leva para um barco. Faz uma ilha. Tem países que é assim. Tem países que fizeram navios presídios. Pode ser uma solução. Mas é tudo bem complexo mesmo.
O Busson, tem uma dúvida aqui. Você e o Tomarino estavam na mesma unidade policial? Sim, estávamos. E o cara deve ficar preocupado o tempo todo contigo, porra. Porque é uma situação foda. Fica. Preocupado comigo? Não, tu vai para um beco, ela vai para o outro. Não, é ponta um, ponta três. A gente troca. Ah, então tá fechado.
De fato, é um casamento, uma guarnição, principalmente quando a gente aponta um, aponta dois, troca, porque tem que ter a sintonia. Você não pode falar muito no terreno, você não pode falar, na verdade. Então, no olhar, a gente já sabe... Escala de 12 horas. 24 horas. Que sinais que a gente vê em série? Tem aqueles sinais? Tem, tem sinais. Tem, claro que tem. Eu gosto muito de falar... O que é isso?
Pra você não chamar a pessoa. Entendeu? Você não falar. Porque falar, você tá denunciando a sua posição. Mas isso aqui é pra parar? O que que é? Não, aqui é pra parar. Juntar. Assim é correr. Se fudeu. Deu merda. Deu merda. Assim é juntar, né? Correr assim. Tem, tem sinais. E avançar?
É pra frente, né? Pra frente. Aqui, ó. Nossa. O Tropa de Elite divulgou essa porra, né? Eu vou lá, eu vou lá com o pessoal, alguém falando assim, eu falo, tá na frente? Eu já vou, tô com o filho meio zoado. Tem hora que não dá tempo de fazer, ele já é filho. Tem como, né? Só vai, né? Só vai. O pessoal da produção aqui tá pedindo pra você falar sobre os presídios privados. Presídios privados? Isso. Eu visitei um lá em Minas Gerais e fiquei impressionado, viu? É? E aí? Porque, primeiro...
Preço do preso, o preso era mais barato para o privado do que para o Estado. Ou seja, algum fator assim, um preso custava R$ 4.500 no privado, R$ 6.000 no público. Mais ou menos isso, eu não lembro a data. Funciona isso, explica. Gestão, né? Primeira coisa. Mas o preso privado, ele tinha uma série de benefícios, mas ele era obrigado a trabalhar na cadeia.
E quem começou com isso em Minas Gerais foi o governador Anastasia. E esse governador não tinha legislação para isso à época. Incrível que pareça, a Dilma Rousseff provocou a legislação. Então o preso trabalhava três dias, numa unidade de Fabril, e descontava um dia de cadeia. A primeira questão que eu fiquei impressionado lá é porque eles achavam que não ia ter preso voluntário para essa cadeia. Todo mundo queria, Busson.
Todo mundo queria. Claro, na condição do presídio hoje em dia. O presídio tinha dentista, nutricionista, tinha uma visita médica por mês. As condições eram mais favoráveis. O que é para abrir? Estou pensando, vamos investir? É uma parceria público-privada. Mas o que acontece? O que a esquerda acha, Musson? A esquerda acha que quando o sistema privado começar a investir em presídio, eles acham que os juízes vão prender mais.
para beneficiar o sistema privado. Como se o juiz já... Vou dar 20 anos de cadeia aqui para ocupar uma vaga, porque o Estado não paga por presídio, ele paga por preso. E nos Estados Unidos, infelizmente, em alguns municípios, porque lá tem a jaula do condado, John Calden, apesar de que o sistema penal, o sistema prisional é do Estado, alguns municípios possuem suas cadeias. Nos Estados Unidos, descobriram que alguns...
Juízes estavam dando mais penas para beneficiar essas empresas. E essas empresas eram listadas na Bolsa de Valores. E as ações da Bolsa subiam. Então existe um pensamento hoje de um grupo da esquerda do Rio de Janeiro, do Brasil. Porra, Pimentel, você está maluco. Cadeia não pode estar na mão de um empresário. Olha, se um empresário fizer uma gestão da cadeia, sem fuga, sem rebelião, com comida de qualidade, com banho de sol.
com trabalho, e o preso for mais barato, fica sem ele ir. O que é surpreendente, como eu disse pra você, que o preso fez a opção pra ir pra essa cadeia. Porque muitos presos cumpriam penas ainda em delegacias. Aprenderam alguma profissão lá? Ah, sim. Logicamente tem muito preso vagabundo que não quer porra nenhuma. Mas tem preso que quer.
Você sabe que tem, né? E esse que quer também não tem oportunidade de ressocializar. O Busson, semana passada eu estava com o teu amigo Honório e ele me contou a história do cara que deu um tiro nele. Sim. Que se ressocializou, né? O Honório é um policial nosso, né? É amigo da Busson.
que estava enfrentando um bandido e esse bandido deu um tiro no Monório o Monório deu um tiro nele anos depois ele se reencontra, o cara tinha aceitado Jesus, né? E o Monório também, né? Olha que história maravilhosa, quando o Monório me contou isso eu falei, Monório, eu conheço casos como esse também, eu tenho uma porrada de casos de bandido que não se ressocializou quase todos e alguns casos que a gente conhece, você conhece do cara que voltou da cadeia, ó, puxei minha cana não quero mais essa porrabreaker
Quero ir para a igreja, quero aceitar Jesus. Um dos frentes da providência, eu esqueci o nome dele, tu lembra? Que hoje ele tem que ver, ele está de tornozeleira, tem que ver o movimento que ele está fazendo de corrida na rua. A galera da comunidade. Te cumprimenta, te olha no olho. Fala comigo lá na comunidade. A gente se falou pelo Instagram.
E ele faz o movimento, pega a galera de comunidade e vai correr na rua, correr. Tem que ver o tamanho do movimento que ele está fazendo. E o colega do teu chupete, quando olha pra ele, tem raiva dele? Tem raiva dele? Teus colegas têm raiva dele de olhar? Você percebe alguma coisa assim? Tem um preconceitozinho, né? Escolacham ele lá? Não, não, escolacham não. Que bom saber disso. Por que você não faz isso, não? Só o da China. Só o quê? Só o da China. Não, porque tem um colega nosso...
que enquanto não vê, ele não acredita, o Vilela. Enquanto não vê, acredita. O cara, mentira, você está mentindo, está bom. Aí um dia, o Honório esbarra com o cara que atirou nele, a Busson esbarra com o cara que foi em frente na Providência e que está recuperado, e se o cara não voltou para o crime em dois, três anos, não volta mais não, viu, Busson? Não volta mais. Ele formou em educação física e está fazendo esse movimento, dá aula, mas está de torno azeleira.
Está cumprindo a pena dele. Está com... Tem que voltar para casa mais cedo? Com certeza, né? Com certeza. Beleza, isso é... Mas assim, eu sou a favor dessa cadeia privada, viu? Sei do que pode acontecer, mas... Agora, a cadeia privada tem que ter uma agência reguladora, tá? Para verificar se o contrato está sendo cumprido, né? Não é de qualquer jeito. Para evitar o problema dos Estados Unidos, eu não gostaria de pagar por preso, por unidade.
o Estado está pagando 400 vagas, correto? Porque aí não vai vir aquela acusação, estão prendendo mais para favorecer dinheiro para a parceria público-privada. Sim, mas é isso. Uma pergunta inteligente. Primeira vez que eu respondo sobre esse assunto aí, é um debate que eu gosto muito. O Vilela, aproveitando inteligência, durante anos eu falo da alergia. Eu sempre disse para você, para o Joel.
Mesmo quando eu converso com a Busson sobre política no Rio de Janeiro, eu sempre digo que a alérgia é um problema no Rio de Janeiro. Eu fiz vídeos falando que a Polícia Federal desconfia que metade dos deputados são envolvidos com milícias, com comando vermelho, com facções. Eu falei para você do afastamento da Lucinha.
que teria sido investigada num contato com um milicianozinho, né? Que foi afastada da alerje e depois voltou para a alerje pelo voto dos colegas, né? Eu achei isso um absurdo. Falei do TH Joias, deputado que foi preso duas vezes, inclusive pelo Felipe Curi, tá? Chefe da Polícia Civil nosso, né? Que você conheceu, você entrevistou o Felipe Curi. Fiz um vídeo sobre o TH Joias.
E o Bacelar, presidente da LERJ, foi afastado do cargo numa investigação da Polícia Federal. Aí a Polícia Federal achou, parece que achou um caderninho de notas, os secretários que o Bacelar indicaria. Não é colocar o melhor cara que você acha, o mais inteligente, chamar a Madre Teresa de Calcutá, chamar o Bukele. Ninguém dá jeito no Brasil hoje. Ninguém. O Brasil depende de leis.
A Busson pode ser a pessoa mais bem-intencionada do mundo, uma pessoa honesta, corajosa. Eu pego a Busson aqui. Busson, você vai ser a secretária de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Senta lá naquela cadeira. Ela tem um limite, que são as leis. Ela não consegue, por exemplo, expulsar um policial em três semanas. E se ela conseguir...
o policial que ela expulsou vai ser reintegrado por uma decisão judicial. Ela não consegue expulsar um oficial em menos de 10 anos. Para expulsar um oficial da PM é um rito de 10, 11, 12, 13 anos. Então é muito complicado. Ela não consegue prender um bandido porque ela sabe que o bandido vai sair na custódia. A Busson pode achar que um dos problemas do Rio de Janeiro é o Comando Vermelho e é, a milícia e é. Mas a Busson tem que ter a...
a coragem de dizer, olha, a alérgica também é problema, né? Esse partido político aqui, que eu não quero falar o nome desse partido. Temos narcopolíticos? É. Esse partido aqui também é um problema. Temos narcopolíticos. A gente sabe que tem, né? A ida do TH Joias para a alérgica é uma grande vergonha. Eu já contei aqui para você uma vez. Ele já tinha sido preso, já tinha sido condenado, já tinha cumprido uma cana. Foi eleito com 15 mil votos. Foi suplente de um deputado. Aí, descendeu.
Esse cara não deveria ser deputado estadual em nenhum país do mundo, mas era no Rio de Janeiro. E o partido dele hoje, MDB, é o partido que colocou o vice no candidato Eduardo Paes, não é isso? Foi. E o partido da Lucinha é o partido do prefeito Eduardo. Olha como as coisas são confusas no Rio. Chefe, um Estado que quase todos os governadores foram presos? Não pode ser normal isso. É confuso, é confuso.
Porque o cara que sentar ali, ele está amarrado, Mussol. Ele está amarrado na legislação arcaica do Brasil. Ele está amarrado em tudo que não funciona, no juiz que vai soltar, na cadeia que não tem vaga, na Rede Globo, na emissora que vai bater em você. E admiro muito o Derrit, porque o Derrit sentou naquela cadeira de secretário de segurança pública, durante anos.
Eu tenho uma conversa que eu acho que eu tive contigo. E o Nico agora, né? E o Nico também. Eu contei uma história para você também há 4, 5 anos. Não, há 3 anos. Vou lembrar aqui. O Derrite, a secretária do Derrite me mandou um relatório sobre redução de roubo de carro em São Paulo. Eu adorava fazer vídeo sobre isso, né? Para mostrar para as pessoas, olha, está tendo uma redução efetiva aqui e tal.
E a Polícia Militar de São Paulo, a Polícia Civil, conseguiram reduzir o roubo de carro em São Paulo numa porcentagem bem elevada. Eu vou chutar para você 25%, 26%. Qual foi a notícia do jornal? Qual? Aumenta o roubo de SUV em São Paulo. Ah, está que sacanagem. Aumenta. Por quê? Porque caiu o roubo de van, de moto, de sedã.
Mas alguém na hora de olhar a notícia... Opa! S.U.V. aumentou. S.U.V. aumentou 1%. Então vamos colocar no jornal que aumentou o S.U.V. Porra. Será que é gostoso trabalhar numa... Uma mídia dessa? Uma mídia dessa? Será que... Por isso que eu admiro tanto esses caras aí. Esses caras assim... Mas a gente quer policiar o chefe. A gente não importa por isso, né? Sim. O Nico, eu não conversei com ele pessoalmente não, mas eu tenho admiração por ele também.
esses caras são como existe uma guerra polícia no Brasil esses caras estão tomando a pedrada ali o tempo todo tu lembra desse episódio da SUV? sim isso é vergonhoso o quadro escolher é o que o senhor fala tendencioso
Mas é isso. Nos próximos dois anos, acho que vou trabalhar com palestra e tal. Hoje eu conversei com o produtor desse documentário do Alemão, que é um amigo que está muito empenhado em fazer esse documentário. Esse documentário tem uma capacidade de trabalhar o imaginário das pessoas e de gerar reflexão e debate. Esse documentário é sobre o doutor Bernardo, que eu te falei, que perdeu a perna, esse delegado herói. Mas quando me perguntam, daqui a dois anos,
alguma função pública inimaginável que eu vou te falar, Vilela. Eu queria trabalhar com alguma política pública de cinema. De incentivo, fomento. A Rio Filme no Rio de Janeiro já foi importante demais para o cinema no Rio de Janeiro. A Embrafilme não existe mais, né? Mas não necessariamente com fomento público, mas, camarada, imagina a gente...
Já te contei isso, produzindo 200, 300 filmes no Brasil, séries, conteúdo de qualidade. Quanto emprego você ia gerar nessa porra, meu irmão? Não só isso, chefe. A cultura também faz segurança pública. Lógico, lógico. Porque você olha para os Estados Unidos, quantos filmes tem enaltecendo as forças militares. O soldado Ryan, o Capitão América foi criado para fortalecer o militarismo lá.
Aqui é o quê? Novela enaltecendo. Vagabundo, bota o Cauã Reimond, que é galã bonitão, o polícia sempre truculento, barrigudinho, rouba todo mundo. Então, assim, a gente acha que não, mas a parte da cultura é muito importante pra segurança pública, porque a criança vai crescendo assistindo aquele estereótipo que ela acredita que realmente é. Aqui nessa mesa, só eu e Vilela vimos. Você não viu porque você é novinha. Nós vimos Chips. Poncherello e John Baker. Era em dois.
Los Angeles? Los Angeles. Eu também assistia, viu? Mentira. Frank Pontiarelo. Eric Strada. Eric Strada e Frank Pontiarelo. Eles eram policiais rodoviários da California Highway Patrol. Por isso que é Chips, correto? E eles resolviam tudo sem colocar a mão na arma. É, não tinha troca de tiro. Não tinha. Aí você pensa assim, calma aí, de onde surgiu isso?
A polícia da Califórnia rodoviária tinha uma fama de ser uma polícia corrupta e truculenta. Aí uma emissora de TV local, eu acho que foi a ABS ou a CBS, vamos fazer uma série de policiais rodoviários amigos. E no intervalo de pouquíssimo tempo, aquilo aumentou a autoestima dos policiais. As pessoas paravam na rua para tirar foto com os policiais de chips. As garotadas, tudo que era ser policial. Pronto.
autoestima elevada, acabou com a corrupção da polícia. E é o caso do Tropa de Elite. Eu não sei você, mas o seu namorado possivelmente tem entrado na polícia para o Tropa de Elite. Que idade tu tinha quando lançou o Tropa de Elite? Que idade tu tinha? Te deu uma vontade de ser policial, certamente, né?
ele tem, eu não, eu fui a primeira polícia pela família mas assim, quando eu ia no Cefap conversar sobre esse assunto, o primeiro concurso pra polícia militar após o Tropa de Elite foi em 2008 foi o concurso até hoje com o maior número de candidatos foram quantos inscritos? ah, não sei, mas passou de 40, 50 mil, 60 mil bombou muito, sabe, todo mundo queria ir pro BOPE na entrevista, por que você tá aqui? que eu quero ir pro BOPE
E no final, isso gerou também no Brasil. Minas Gerais, São Paulo, Bahia, né? Essa onda persiste até hoje, né? Mas eu fui agora na academia de polícia fazer uma palestra lá na academia de oficiais. E eu perguntei para os cadetes. Quem viu tropa de elite aqui? A meninada, tudo com 12 anos de idade, 13 anos de idade, tinha assistido. Eu quero ser policial. Não necessariamente do BOP, mas eu quero ir para a polícia.
Então o filme serve como um divisor de águas. E a Mussom tem razão. A gente tinha que produzir um filme falando bem da polícia por ano no Brasil. Evidente que eu assisti o Ainda Estou Aqui. Eu não assisti o Agente Secreto ainda, tá? Mas eu assisti o Ainda Estou Aqui. E evidente que eu gostei, porque é um bom filme, é bem produzido. O Brasil produziu, se eu não me engano, uns 50 ou 60 filmes sobre...
sobre a ditadura militar. E olha o que eu estou colocando aqui, entre aspas, né? E o Brasil só produziu um filme sobre a Segunda Guerra Mundial. O Brasil só produziu dois filmes sobre a Guerra de Canudos. O Brasil só produziu um filme sobre o Centapua, sobre a Força Aérea Brasileira na Itália. Ou seja, para os cineastas brasileiros, um período de ditadura de 19 anos.
Vamos contar Figueiredo para baixo, tá? Vamos contar Geisel, Médici, Castelo Branco. Um período de 14 anos. Gerou mais filmes do que toda a história brasileira reunida.
É o cinema em prol da polarização política. E aí, Lúcio, imagina, um filme de policial, um filme sobre o PP. Eu fiz uma intervenção, não sei se você assistiu a intervenção. Eu assisti, assisti. Eu fiz uma intervenção com um orçamento muito pequeno. Achei mó colacha a gente comendo na tampa de quentinho. Aquilo é verdade, porra.
Não, achei esculacho, mas é verdade. Eu já comi. Porque é o seguinte, o Intervenção... Não sei se aconteceu com a Busson, cara, porque a Providência é uma UPP bem consolidada. Mas eu não trabalhei só na Providência. Mas eu ia no UPP e eu conversava com a policial feminina e perguntava assim, minha filha, desculpa, você mijia onde? Porque o container era um banheiro fétido que não era de mulher, era de todo mundo, era unissex.
Aí a policial falou, tem uma senhorinha ali que ela libera o banheiro da casa dela pra gente ir no banheiro. Tu já viu isso acontecer, né, Bussão? Fala a verdade. Já fiz. A gente tem consciência que o lugar dentro de comunidade é hostil. Então não vai ter o conforto pra mulher e pra homem. A gente ali é combatente. Mas a PM não podia ter um container de qualidade lá, de excelente qualidade, uma casa de ovenaria pra você poder fazer pelo menos o teu banheiro? Hoje tem mais estrutura, bem mais. Tem? Tem.
No início, como era só contêner, depois passou para a base de alvenarias. Aí começou a construir mais banheiro, mais de um, né? E aí começou a ter alojamento feminino, masculino. E o contêner, invariavelmente, Vilela, invariavelmente, o contêner era todo furado de bala, tá? Toda vez que eu vi o contêner. Porque o bandido para intimidar, para provocar...
ele metralhava o container, né? Mas ele metralhava, geralmente, na parte alta pra não matar o policial, né? A história da UPP mudou muito, né, chefe? Do início até hoje. Tem muitas mudanças. Então hoje tem qualidade lá de vida? Tem muito mais do que no início. É mesmo? Mas a comida ainda é quentinha ainda? Não. Agora tem até alojamento, cozinha lá pra gente fazer comida. Agora tem, pô. Mas nessa época não tinha, mas... No filme eu falo dessa questão de policiais comendo em situações deploráveis, né? Eu falo da policial usando o banheiro da dona.
Eu falo da UPP de container baleada. Eu já tive que fazer necessidade na laje dos outros. Porque eu não podia sair dali. Pelo amor de Deus. Estava em guerra, tiro. Pedir para os colegas virarem de costas. Fui ali mesmo. Então, assim, são os desafios de ser policial feminino. Não tem jeito. É pesado. É pesado. É uma vida. E eu falei de uma outra coisa na UPP que muita gente reclamou.
Eu falei da questão do suicídio, né? No filme. Falei da questão dos policiais feridos. Falei daquela outra questão, Vilela, dos policiais orgulhosos de dar aula de judô na favela. Ah, eu sou policial, mas eu dou aula de judô. Eu sou policial, mas eu dou aula de violão. Eu sou policial e no expediente tem uma salinha aqui e eu dou aula de inglês e matemática. E o policial orgulhoso de poder dar uma aula na comunidade para os moradores da comunidade.
Tem muito projeto bacana em UPP. Vivi, ela é evidente que isso é bonito. Mas você chama o policial e fala, meu irmão, deixa eu falar uma coisa pra você. Você não é professor de matemática. Você não é professor de violão. Você não é professor de jiu-jitsu. Você é policial, porra. Se você tá dando aula de jiu-jitsu aqui, de matemática aqui, se você tá dando aula de inglês, de violão, tem aula de tudo, né? Tem aula de bateria. Se você tá dando aula, é porque o Estado falhou.
E você não pode admitir que o Estado fale. Você dá aula de matemática de reforço, você está dizendo para o governador, governador, prefeito, deixa comigo que eu resolvo essa porra. O polícia tem que resolver tudo. Você não tem que fazer isso. Isso é um absurdo. O comandante da Polícia Militar, à época, se orgulhava disso.
Não, na favela tal nós temos 600 alunos de jiu-jitsu. Na favela tal temos 400 alunos de judô. Temos um projeto aqui de dança. O intuito do projeto UPP, da Unidade Polícia Pacificadora, era para a polícia entrar e o Estado entrar atrás com serviços essenciais. O que não aconteceu. E aí o Sérgio Cabral, que veio com esse projeto de UPP, para as Olimpíadas, entupiu tudo de UPP.
E aí muda o governo, muda a política, aí para de investir no projeto. Aí começa tudo a dar errado. Faz uma pergunta, Vilela. Você é contribuinte. O Lenin é contribuinte. Você paga imposto. Lenin. Até o final do programa ele acerta. Você é contribuinte, Lenin. Você ficaria feliz de saber que você está pagando imposto caríssimo, carga tributária altíssima?
E a polícia tá dando aula de judô e aula de matemática. Eu acho isso um desvio de finalidade, sabe? Atividade fim. Sim, sim. Agora, tem colega que gosta, tá? Tem colega que porrada de amigo dele aí se achou nisso. Eu já esbarrei num problema assim, de um colega que era professor de luta, né?
E um dos alunos dele, a gente abordou e prendemos um dos alunos dele. Então ele... E ele veio reclamar com a gente. Ah, mas prender o meu aluno? Ué. Tava na sacanagem. Tava praticando crime. Eu vou prender, né? Porque ele era aluno aqui dentro da base da UPP. Ia dar mole pra ele? Não. Lenin, em algumas UPPs que ela tá, principalmente na Cidade de Deus, era muito comum que o filho do bandido fizesse aula de Jiu-Jitsu e Jiu-Jitsu, mas muito comum mesmo, tá? Os nossos colegas que tocavam o projeto lá,
Eles diziam para a gente, Pimentel, aquele ali é filho de bandido. Lógico que eles aceitam, né? O Velto não tem culpa nenhuma de ser filho de bandido. Mas, de novo, é o Estado falhando e a polícia militar tentando ocupar um espaço que não deveria ser dela.
Tinha colega da Busson dando aula de natação aqui na Rocinha. Tinha uma piscina, né? É o que você falou, né, chefe? É nobre, né? A intenção é muito nobre. Mas, de fato, não é função da polícia militar. É um devido de função sem tamanho mesmo. Totalmente. Obrigado demais aos dois. Essa voz de locutor é muito legal. Muito legal essa voz de locutor. Legal. Vamos colocar lá no cenário.
isso aí foi o marco da minha vida pois é, obrigado demais redes sociais, sites cursos, livros então, eu tenho minha rede social munic com o busson munic com a cidade da Alemanha, busson eu tenho também um podcast o Pimentel também é quase sócio lá papo reto BHB papo reto BHB
HB, Bravo Hotel Bravo no nosso alfabeto, né? Fonético. Que porra é essa? BHB quer dizer o quê? Batata Anora e Busson. Porque o Papo Reto já tinha esse nome, né? Aí a gente teve que colocar a bregueta. Batata Anora e Busson. E lá a gente faz mais voltado pra segurança pública mesmo. Tô querendo abrir outros quadros, mas é um podcast voltado pra segurança pública.
De três policiais. Eu sou a... A que fala menos. É, porque eu não tenho como falar muito do lado do batalhão. Então, assim, quem quiser acompanhar lá, segue a gente lá no Instagram e a sua rede social, chefe. Rodrigue Underline Pimentel. Tem mais alguma coisa, Thaís? Não, só isso mesmo, né? É só isso aí. Todo dia tem um videozinho lá falando alguma coisa.
E todo mundo com raiva quando fala bem, bem-vindo ao nosso... Vilela, nem Jesus agradou todo mundo. Importante é se posicionar. Obrigado demais, obrigado Lênia. Hora de você brilhar, querido.
É isso aí, se você chegou até aqui, deixa o seu like, né? Já deveria ter deixado. Já deveria ter deixado, mas se não deixou ainda, corre que ainda dá tempo de deixar o like. E se inscreve no canal também, né? Agradecer a nossa parceira, né? A Insider. Sim, tá sempre aqui com a gente. Link na descrição, QR Code na tela pra todas as ocasiões e finalidades. E pra provar que você chegou até aqui, né? O que o pessoal escreve nos comentários, Lenny? Escreve aí, Kate Marrone e Chips.
Coloca chips, ó. Chips, fechou. Ninguém vai saber. É verdade. É só a gente que é mais velho que lembra, né? Tem que pegar o CH, né? Exato. CHIPS.
Lembra? Lembro. Eu era o Eric Strada. Não, eu era o Franco Prochiarello que era o mais moreninho. Que era o mexicano. Eric Strada. O outro era o Larry Wilcox. Larry Wilcox. É isso mesmo. John Baker. Assistei isso aí. Assistei a Bahia 5x0. Também. Miami Vice. Columbo.
E aí, cara, se a gente for entrar, se a gente trabalhar nessa aí, a gente vai denunciar demais a nossa idade, hein? Exato. E os de Faroeste, né? Valeu, Lenny, valeu vocês aí. Eu sempre, em vez de olhar para a câmera, estou olhando aqui para o sol aqui.
Vou esticar essas manchas no meu olho aí. Você tem que dar like, porque a gente está aqui no Rio, no Otton, aqui em Copacabana. Está muito legal. Assistam todo mundo aí. A gente fez vários... Está fazendo várias entrevistas muito legais. Fiquem com Deus. Beijo no Cotoveli. Tchau. E que bom que vocês vieram. Valeu. Fui.
As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor, entre em contato conosco para esclarecimentos.
Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.
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