1805 - LANÇAMENTO ARTEMIS II: FELIPE HIME E SÉRGIO SACANI
SÉRGIO SACANI é geofísico e FELIPE HIME é astrônomo. Eles vão bater um papo sobre a missão lunar Artemis II. O Vilela acha que deveríamos ir para o Sol, só que à noite.
- Missão ArtemisImportância da missão · Distância da Lua · Tecnologia da cápsula Orion · Tripulação da Artemis II · Exploração lunar
- Exploração LunarRecursos na Lua · Hélio 3 · Água na Lua · Minerais raros
- Competicao Espacial EUA-ChinaTratados internacionais · Acordo Artemis · IRLS da China
- Exploração EspacialRadiação no espaço · Problemas técnicos em missões · Segurança dos astronautas
- Futuro da exploração e colonização espacialTurismo espacial · Colonização de Marte · Terraformação de Marte
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Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou o Rogério Vileira e está começando mais uma Inteligência Limitada. O programa de limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala. Sempre trago pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais espacial do que a minha e do que a sua santa.
É coisa de outro planeta isso aí, Vilela. Nossa, você achou que esse... Piada inovadora, cara. Você ia abafar com isso, né? Tô abafando. Mas sabe como é que faz para as pessoas abafarem mais que a gente? Você sabe o que tem que fazer para abafar mais que nós dois aqui? O que o pessoal aí de casa tem que fazer?
Já vai deixando o like aqui na live. Deixa o like porque essa live é muito especial. Estamos fazendo uma ponte Brasil-Estados Unidos. O pessoal está lá direto dos Estados Unidos. Mas, Vila, ela não pode ser só o like. Não, eles estão em diadema, cara. Eles estão no estúdio em diadema. Para de esclamar os caras. Assim como foi forjado a ida do homem à lua, foi feita em estúdio.
Os caras estão em estúdio em Diadema e fingindo que estão nos Estados Unidos. Vamos explicar essa história depois. Sabia que essa questão de viajar e ir para a lua e etc é a forma mais cara de você ir da Flórida para a Califórnia? Por quê? Porque você viaja o mundo inteiro para sair de um lugar e para outro. Ah, tá bom, cara.
Mandem perguntas então, mas a gente dá preferência para a pergunta dos membros, não é isso? Exatamente. Já sabem com antecipação quem vem e aí mandam as perguntas. Exatamente, já deixam tudo prontinho para a gente para só chegar aqui e receber sua pergunta. Ô Santa, antes de falar com esses senhores, esses gênios...
que sempre estiveram aqui, sempre acrescentaram muito em informação and entretenimento para o nosso podcast. Vamos dar um recado para a galera aí de casa, pode ser? Bora! Alô, Terráquio! Se você acompanha o calendário de 2026, já notou que esse ano tem uma quantidade absurda de feriados prolongados. E o que isso significa?
E fica, eu vou falar pra você, oportunidades reais de descanso, reconexão e novas experiências. E o Airbnb é a plataforma que facilita pra você aproveitar cada uma delas da melhor forma. São milhares de opções de acomodação.
apartamentos, chalés, casas, chacras e propriedades únicas. E os diferenciais são muitos. Você pode ficar numa estadia com piscina privativa, por exemplo, sauna, campo de futebol, quadra de beach tênis, ambientes pet friendly, localização privilegiada. Tem para todos os gostos e bolsos. E o que diferencia de vez é a liberdade. É o que eu falo para vocês. Você aproveita no seu horário e no seu ritmo.
sem acomodação engessada. Colocar despertador para não perder o café não dá. Que eu sempre faço isso quando eu estou em hotel e isso me pega demais. E para facilitar ainda mais, o pagamento pode servir a Pix ou pode parcelar em até seis vezes sem juros no cartão.
Corre lá e já reserva a sua acomodação para ficar com a família ou amigos. Então bora, que feriado liberado é no Airbnb. Falou e disse, não é, Santa?
Falei disso tudo. Então, galera, rapidinho, antes da gente continuar o episódio, deixa eu te mostrar uma parada que pode ajudar bastante, principalmente se você já pensou em fazer concurso, mas ainda está naquela fase meio travada, sem saber direito por onde começar, porque isso acontece com muita gente. Às vezes a pessoa até quer entrar nesse mundo, mas trava em uma dúvida básica. Tá, mas qual concurso eu vou fazer?
Será que tem uma coisa perto de mim? Por onde eu começo? Essa é a voz do pessoal que me pergunta as coisas. Na minha cabeça, pelo menos eles falam assim. Mas não é você, você fala com a voz normal. E foi pensando nisso que o Estratégia Concursos, que é o nosso parceiro, criou o radar do Estratégia. Ele é basicamente um mapa dos concursos. Então, em vez de ficar caçando informação solta e tentando montar esse quebra-cabeça sozinho, você entra lá e consegue olhar as oportunidades de um jeito bem claro. Está aqui...
Tá na tela, é isso Tem o link e a descrição Que você vai direto Vocês estão vendo, o pessoal está vendo isso aí, né? Esse é o radar do Estratégia Que é o mapa que reúne concursos do Brasil inteiro Então se você está assistindo É só apontar agora a câmera do celular Para o QR Code que está na tela Aí você cai direto Na página, se preferir também Sempre tem o link na descrição É isso O Santa
Exatamente isso, velho. Então bora pro episódio. Vamos falar com essas feras, meu. Ô louco, bicho. Essa fera aí, meu. Ah, você imita bem melhor o Faustão do que eu, cara. Silvio Santos. Mas oi. Quem quer dinheiro. Lula. Companheiros, em janeiro vai entrar o grosso. Bolsonaro. Isso aí é só uma gripezia.
E agora vamos receber aqui pessoas que nunca vieram ao programa, que o pessoal não conhece. Então é melhor ver se apresentarem. Tem que apresentar, porque o pessoal não conhece. Raimi, por favor, você que é um criacionista declarado, fale com o pessoal, dê um oi para a galera.
Eu já estou no lugar aqui onde tem bastante criacionista, né? Fala, galera, muito boa noite a todos. Me chamo Felipe Raim, sou astrofísico. E estou aqui mais uma vez no Grande Vilela, o melhor podcast do Brasil, para bater um papo sobre a Artemis II, junto com o Serjão e o Space Today, que a gente fez uma viagem aqui para fora para assistir a história da humanidade sendo escrito. E o Henrique, que está aqui com a gente também. E daqui a pouco vai aparecer aí na live.
beleza, e Sérgio Sacani um dos que mais apareceu aqui no programa seja bem-vindo também, como é que você tá corintiano? Ô Vilela, tudo bom cara? Prazerzão estar aqui de volta com vocês aí trocando essa ideia, Filipão aí com a gente também, Henrique e vamos falar aí que tem muita coisa legal pra gente falar hoje, viu?
Vamos lá, por onde a gente pode começar, pessoal? Eu acho que o principal, a maioria das pessoas vê um lançamento de foguete e fala, ah, é mais um lançamento de foguete, por que está todo mundo tão empolgado? Ou quem sabe até que é um foguete que está levando pessoas à lua? Está falando, pô, a gente já esteve lá e tal. Qual a importância desse lançamento da Artemis, pessoal? O que vocês podem dizer de inédito ou de especial no momento que a gente está vivendo?
Para o pessoal entender, desde 1972, quando o ser humano deixou a última missão, a Apolo 17, voltou para a Terra, desde então o ser humano ficou preso na órbita baixa da Terra. Então a gente nunca mais saiu dos 300, 400 quilômetros de altura.
E essa missão agora, a Artemis II, depois de muitos e muitos anos, muitas décadas, está tirando o ser humano dessa prisão da órbita baixa e levando o ser humano para o espaço profundo.
Vai ser a missão, para você ter uma ideia, que vai levar o ser humano para o ponto mais longe que ele já foi da Terra até hoje na história da humanidade. Ah, é? Essa missão vai passar aproximadamente uns 7 mil quilômetros de distância da superfície da Lua. Nós nunca fomos tão longe assim. Então, só isso já torna essa missão Artemis II muito especial.
E, Raim, a gente vai para o lado oculto, o lado escuro da Lua, não sei como é o termo certo de falar, a gente vai passar por esse lado e nunca passou o ser humano, é isso?
Do lado oculto, né? A gente já passou assim. Já teve outras vezes que a gente já foi lá, tanto humano e não humano. E por que a gente vai agora mais longe? Qual é a diferença? Porque a distância nominal em relação à superfície da Terra é a mais longa que já saiu da Terra. Então vai passar de 430 mil quilômetros de distância em relação à Terra, entendeu? Porque uma coisa é você chegar aqui olhando na minha câmera, uma coisa é você chegar na Lua e ficar girando aqui em torno dela.
Só que a gente vai girar mais longe da lua, em relação à Terra. Então vai ser a maior distância que a gente já percorreu no espaço da humanidade.
Legal falar, Vilela, que nós não vamos orbitar a Lua, não, tá? Não vai chegar a orbitar a Lua. É só uma vez. Nós estamos mandando a sonda, estamos mandando a cápsula com quatro astronautas, aí ela vai chegar, vai fazer um sobrevoo, que a gente chama, em inglês a palavrinha é flyby, vai passar e depois vai descer, como se fosse descer na banguela, entendeu? Vai fazer uma trajetória de retorno livre direto pra Terra.
Então ela não vai ficar na órbita da Lua, não vai fazer nada disso. A gente mandou, ela vai lá longe, por isso que ela vai passar lá os 7 mil quilômetros de distância da Lua e depois vai voltar com tudo para a Terra. Vai ser essa que vai ser a, vamos dizer assim, a trajetória da cápsula Órion da missão Artemis II.
Entendi. E qual que... Agora vamos falar da parte técnica, né? Quem tá fazendo é a NASA? A NASA é com alguém? Quem tá botando dinheiro? Quem são os caras e as mulheres? Tem... Tem de tudo. Vamos colocar a tripulação, né? Vamos lá, então vamos apresentar esse projeto aí.
Então vamos explicar, né? Esse projeto aí, para quem nunca viu, chama-se Projeto Artemis, tá? Ele foi criado no governo Trump 1, tá? Quando Trump assumiu a presidência. Quando Trump assumiu a presidência, ele assinou um negócio chamado Diretiva Espacial Número 1, onde ele criou o programa Artemis.
com o objetivo de retornar para a Lua. Só que dessa vez o retorno para a Lua não é só para ir lá encostar, não é só colocar as botas na Lua e voltar. Esse que é o termo que eles usam. É ficar na Lua de forma contínua. Então é o ser humano explorando a Lua agora de forma contínua e explorando. É um programa que tem um intuito comercial muito grande.
desde que a gente descobriu que a Lua tem muita coisa interessante para ser explorada. Então, não é só os Estados Unidos, a China está nessa corrida aí agora, nessa corrida espacial 2.0, que tem um pessoal que chama. Então, do lado dos Estados Unidos é o programa Artemis. Lá na China tem o projeto deles também.
de chegar com o ser humano na Lua. E aí é manter o ser humano de forma contínua. O que quer dizer isso? Quer dizer que o ser humano vai morar na Lua? Muito provavelmente não, porque é muito complicado, tem radiação, tem um monte de coisa. Mas nós vamos estar em turnos, indo para a Lua constantemente.
explorando a Lua, explorando água, que tem bastante, explorando minerais importantes como tório, cobalto, vários outros, que a Lua tem um monte também. Então é isso que esse programa aí, ele chama o programa Artemis, ele já lançou uma missão, a Artemis 1, foi lançada em 2022, levou essa cápsula aí, a cápsula Órion, sem tripulação.
Aí a Artemis II agora, em 2026, levando quatro tripulantes. O ano que vem nós vamos ter uma missão chamada Artemis III, que vai fazer uma manobra de acoplar com uma outra nave no espaço, que é a nave do Jeff Bezos, que é a Blue Moon, ou a nave do Elon Musk, que é o Starship.
E depois nós vamos ter a Artemis 4, que aí sim vai pousar na Lua em 2028, e depois talvez a Artemis 5, mas aí já é algo mais distante. Então, basicamente, esse é o plano aí, esse programa, que tem esse nome, para quem não sabe, porque a Artemis era a irmã gêmea de Apolo. Então teve o programa Apolo lá na década de 60, 70, e agora o programa da irmã gêmea dele, que é o programa Artemis. O que ela fez? Vocês sabem de mitologia? O que a Artemis fez de traquinagem aí?
Não sei o que é a vez de traquinas, irmão. Ah, então vocês não são da mitologia, então? Não, não são. Vou pedir para o... Mas fala aí, o que ela fez? Não, não sei, vou pedir... Eu também não sei. O Santa dá uma pesquisada para a gente para saber quem é. A gente pode dizer que essa nova guerra fria aí que entre...
entre Estados Unidos e China, que é o motivador, porque estava tudo meio morto e tal, e agora, antigamente era para vencer a Rússia, e agora porque a China falou que vai colocar homem na Lua, então os Estados Unidos resolveu se mexer? Ou tem essa parte financeira? Não é só por isso. É a parte financeira. É a parte financeira agora. Não, agora a Lua, né? Em 94 nós descobrimos que tinha água na Lua.
Depois, em 98, a gente comprovou que tinha água na Lua. Depois, em 2008, a gente descobriu que tinha gelo de água na Lua, o que é muito importante. Por quê? Depois nós descobrimos. Entre água e gelo, o gelo é mais importante?
depende da situação. A água está espalhada pela Lua inteira. Só que no polo sul da Lua tem crateras ali. Isso é muito interessante, cara. Tem algumas crateras no polo sul da Lua. Porque a Lua, né? Vamos chocar para a galera. A Terra tem uma inclinação, né? Certo. 23,5 graus o eixo de rotação da Terra. A Lua praticamente não tem rotação.
Então, tem crateras que ficam no polo sul da Lua aqui, que elas nunca viram o Sol na existência delas de quase 4 bilhões de anos. E isso tem ali, no fundo dessas crateras, gelo de água. Isso aí foi comprovado. Isso é muito legal. E depois comprovaram, ou antes até comprovaram, que tinha água espalhada pela Lua inteira. Qual que é a diferença? A diferença é a seguinte.
Uma coisa é você pegar uma rocha, uma rocha vítrea, que a gente chama, um vidrinho, e ter que tirar daquele vidrinho ali a água dali de dentro. Isso nós vamos fazer. Nós vamos minerar vidro na lua pra tirar a água de dentro. Outra coisa é você entrar numa cratera e pegar um pedaço de gelo na mão mesmo. Que aí é água mesmo, gelo, né? Gelo de água. Então, assim... Leva o uísque... Por um lado. Leva o uísque e já meteu uma pedrinha de gelo lá.
Acabou. Exatamente. A imagem, assim, que está todo... Os caras especialistas que falam, principalmente a galera da minha área, da geologia, falam que a imagem mais espetacular que a gente espera ver nos próximos anos é um astronauta pegando uma pedra de gelo na Lua. Porque ali tem gelo de água mesmo. A outra água está espalhada nessas rochas. Então, existe uma diferença, existe uma facilidade e uma dificuldade em cada um dos pontos.
Porque pousar no Poro Sul é muito complicado. Não é fácil. Por quê? Qual a dificuldade?
Cara, as trajetórias têm que ser feitas. O Polo Sul é uma região pouco conhecida da Lua. Você tem crateras ali que você não tem ela mapeada direito. A energia solar ali é um negócio complicado. O ambiente para o astronauta é um ambiente muito escuro e tal. Então, você tem vários problemas que nós nunca passamos na existência e na exploração lunar.
Porém, é mais fácil você explorar aquela água. Já no resto da Lua, é mais fácil de pousar, mas é mais difícil de minerar água. Então, tem os dois contrapontos aí, vamos dizer.
Mas impede também de a gente pousar lá e aí pega um jipim e vai lá pro Polo Sul, Polo Norte. Dá pra fazer isso, dá pra se movimentar lá. Tem um filme, né? Aquele filme com o Brad Pitt, não é outro que eles andam bastante, tem até perseguição. Ah, esse aí é aquele Monfall, Sérgio. É, Monfall. Acho que é o Monfall.
Aquilo é perto de ciência ou é viagem? Não dá pra ter aquilo. Um fall não, um fall é viagem total. Ah não, um fall é, mas e o do Brad Pitt? Não tem... Brad Pitt é o Adiastra, né? É, o Adiastra. Tem alguma coisa na lua, não tem? O Adiastra já é quase um rádio sci-fi. O Adiastra é...
E nesse gelo, galera, dá pra ter alguma coisa, algum tipo de vida ancestral que ficou congelado lá ou esquece? Pode ter, pode ter, pode ter. Ainda mais nessa região, astrobiologicamente falando, e nessa região ali, como não recebeu luz do sol...
Você pode ter ali alguma coisa congelada, que na hora que... Pode até ter vírus, sabia? É? Você congelar, descongelar. A chance é baixa, é. Mas não é impossível você descobrir alguma coisa de vida, algo nesse sentido ali, ou pelo menos a estrutura do DNA formada. Pode ser que você encontre, sim.
Aquela imagem de 2001, do monolito na Lua, era no lado oculto ou não? Eu acho que era no lado oculto, sim. É, né? Imagina achar um negócio lá. Já pensou? Mas o importante, né? Caramba, mas água tem muito aqui na Terra. Por que elas vão trazer água na Lua? É isso que é estranho, né? Tem água pra caramba aqui, porque a gente vai lá longe.
Porque é o seguinte, cara, o lance da água, H2O, se você quebrar a molécula de água, você tem de um lado hidrogênio e do outro lado oxigênio. E isso é combustível de foguete. Então a ideia, na verdade, qual é? É você montar uma plantinha de produção na Lua, produzir combustível de foguete, fazer um foguete na Lua e lançar ele na Lua. Por que isso? Porque vai ser muito mais fácil do que lançar ele aqui na Terra.
Esse foguete que a gente viu agora ser lançado, ele tem 98 metros de altura. E praticamente ele inteiro é só combustível para poder sair da força gravitacional da Terra, que é muito grande, e poder chegar na Lua.
Se você lançar algo da Lua, você precisa de muito pouco combustível. Então é muito mais barato você lançar algo da Lua, e aí você pode lançar tanto satélites para colocar na órbita da Terra, como coisas para ir para mais longe no sistema solar. E aí se você produzir isso na Lua, é melhor ainda. Então a ideia deles é fazer isso, é pegar esse gelo de água e a água, quebrar ela e fazer não só combustível de foguete, obviamente,
Mas com o oxigênio também, você fazer oxigênio para os astronautas poderem respirar na Lua, dentro dos habitats e tudo. Então, esse que é o objetivo mesmo, é esse, tá? Nem é curar a vida, não. Mas pode ser que tenha. Mas o objetivo mesmo é fazer o combustível do foguete.
Parece um pouco contra-intuitivo, mas a água é comum no universo. Você tem cinco elementos químicos principais mais comuns no universo inteiro. É hidrogênio, hélio, carbono, nitrogênio e oxigênio. Todos os materiais, digamos, principais, que a gente chama de voláteis, são sempre combinações desses cinco elementos. Então, a água é hidrogênio e oxigênio. Aí você tem gás metano, etano, CH4, por exemplo. Você tem amônia, NH3.
São sempre combinações desses cinco elementos. Então, são as coisas, são as substâncias comuns que a gente vai encontrar em cometas, asteroides, planetas, sejam eles rochórios ou então os gasosos, gigantes de gelo e outros sistemas planetários, os exoplanetas e tudo mais. Sempre são combinações desses elementos, digamos, a coisa mais abundante. O hidrogênio e o L são os dois elementos químicos mais abundantes.
Beleza. Só que esses cinco elementos químicos mais abundantes são sempre a combinação deles que faz as substâncias mais abundantes. E a água é uma delas, pelo universo inteiro. Não é tão surpresa, digamos assim, encontrar água na Lua. Eu acho que o que é surpresa...
Não, não, eu queria falar que nem é tão surpresa assim que desde a década de 60, na verdade, as primeiras missões da União Soviética, as Luna, que foram as primeiras missões de mandar a amostra para a Terra, os soviéticos já desconfiavam que tinha água na Lua. Um deles, um pesquisador soviético, chegou a detectar alguma coisa...
Só que como ele não tinha lá muita certeza, ele pensou que era algum erro, alguma contaminação da amostra que ele estava estudando. E largou isso para lá. Então, por conta disso que o Filipão falou aí, de água ser muito abundante, a gente sempre imaginou que a Lua tivesse água. Mas precisou muitas e muitas décadas para a gente confirmar a presença de água. Mas os soviéticos, lá na década de 60, eles já tinham essa ideia de encontrar água na Lua.
Mas o cara lá na hora que ele viu, muito provavelmente ele deve ter detectado água, mas aí ele pensou que era um erro, uma contaminação da amostra, se largou aquilo lá pra lá, entendeu? E a China, o que está de olho em que na Lua, principalmente?
Também, porque além da água, então a água é uma coisa muito importante por causa disso. A Lua tem muitos minerais importantes, não só a Lua, tá? Asteróides também tem, mas a Lua, no caso, que é o mais próximo da gente, ela tem muitos minerais importantes. Tem muita terra rara, que a gente já falou aqui, né?
Terra rara hoje são aqueles elementos que são cruciais para a nossa vida moderna. Chips, condutores, supercondutores, etc. É tudo feito com terra rara. A Lua tem muito. E a Lua tem um elemento muito importante nela chamado Hélio 3.
O que esse L3 faz? O grande problema da humanidade, pessoal, é a energia. A briga por energia. As guerras que a gente vê, toda guerra que a gente tem visto nos últimos sei lá quantos séculos é guerra por energia. É isso que manda na Terra. Todo tipo de energia...
tem problema. Qualquer tipo de energia tem problema. A energia eólica tem problema, a solar tem problema, a hidrelétrica tem problema, tudo tem problema. A única que é extrema, que é a única energia limpa mesmo, é a tal da fusão nuclear, que é repetir ou imitar o que acontece dentro de uma estrela, que é pegar dois átomos e fundir eles. Nesse processo você acaba gerando energia.
Qual que é o problema? Você vai ter que ter um plasma, um plasma é um estado da matéria, que é um gás superaquecido, e para esse plasma aí ficar estabilizado, o elemento químico que faz essa estabilização desse plasma para o reator não explodir, ou para o negócio não sair de controle, é o tal do Hélio 3. E esse tal desse Hélio 3, ele não tem na Terra.
Aliás, ele tem na Terra sim, só que lá no núcleo da Terra. É um pouco difícil de chegar até lá, né? Um pouco difícil de chegar. E por que não tem? Porque o Hélio 3 é formado pela radiação ultravioleta que vem do Sol com a rocha que está aqui na Terra ou na Lua, em qualquer lugar.
Ainda bem que não tem, porque a atmosfera protege a gente da radiação ultravioleta, senão a gente não estaria aqui para trocar essa ideia. Com certeza. Só que a Lua não tem atmosfera. Então a radiação ultravioleta fica bombardeando a Lua o tempo todo e vai criando, vai formando o Hélio 3. Então o Hélio 3 está todo lá na Lua. E a China, tem uma coisa muito legal, cara. Em 2019, a China pousou um robozinho lá no lado oculto da Lua que você falou.
E o presidente da China, ele foi na televisão e falou assim, nós estamos indo pra Lua atrás do combustível infinito. Isso aí o cara falou, tem no YouTube gravado esse negócio. Ele falou isso. Então, assim...
Existe uma corrida para ir para a Lua e existem vários interesses ali. Tem o interesse da água para fazer combustível de foguete, lançar de lá, e tem interesses ainda maiores, que é, por exemplo, para mexer com a energia na Terra, que é o tal do Ed 3, ou elementos terras raras, que também dominam várias partes da nossa economia hoje. E agora tem outras coisas ainda. Por exemplo...
Tem um pessoal querendo instalar servidor de inteligência artificial, data center aonde? Na Lua. Mas por que? Tão distante assim? Porque aí você tem, resolve vários problemas, de resfriamento, entre outros. Entende? Espaço também. Sai mais barato. Mas de resfriamento.
Então, assim, acaba que se você dominar a ida para a Lua, que não é um negócio que você não é tão dominado assim tanto, porque nós estamos aí depois de mais de 50 anos, se você dominar isso, isso vai abrir um leque de coisas que você pode fazer na Lua, que é absurdo, entendeu? Absurdo.
Mas aí vem a questão, Sergião e Jaime, de, pô, é só eu querer, eu posso chegar na Lua e eu tiro, e beleza, a China pode fazer isso, os Estados Unidos tem alguma legislação. Quem é dono da Pilar? Tem um tratado internacional pela UNOZA.
tem a Unusa, que é o braço da onda que cuida um pouco disso, até tem uns tratados tratando sobre esse tipo de assunto, mas na prática, cara, é quem enviar mais equipamento, é quem dominar mais a Paz da Lua. A Artemis, ela ganha, ela acaba ganhando uma...
digamos, uma mídia maior agora nesse exato momento, que a gente está aqui fazendo live e tudo mais, porque teve a volta do Homem-a-Lua e tudo mais, aí aparece em todas as televisões, nos canais e tal. Mas tem uma série de outras missões antes e que virão acontecer depois, que é só de lançamento de hardware. São robôs, rovers, satélite de relay, satélite que fica geostacionário, que no caso seria...
na... a órbita já é um estacionário da lua, né? Tem uma série de coisas que você vai colocar, lander, drone, helicópterozinho, tudo o que você quiser, sabe? Quanto mais hardware você colocar na lua, e a maior parte de...
espaço você ocupar, mais terra você vai ter. Porque em algum momento esse problema vai acontecer, não adianta esse negócio de tratado. Em algum momento esse problema vai acontecer. De quem é a Lua? Da China? Dos Estados Unidos? Ou é um pedaço para cada país? Como é que vai ser essa divisão?
Talvez fique algo semelhante... É o que se espera. É que fique algo semelhante ao que acontece na Antártida. Você tem várias bases ali e tal, mas ninguém pode explorar... Então, mas aí é que é o grande problema, né, Filipão?
Porque, por exemplo, se não deixar explorar comercialmente a Lua, para que elas vão para a Lua? Aí os caras não vão. Então, aí vem esse conflito. Eu lembro, ele estava falando da China, teve um momento que eu lembro que eu vi da Cáscara, a Cáscara é tipo a NASA, só que da China, né? Que aí perguntaram para eles lá assim, pô, e sobre os Estados Unidos querem voltar antes de vocês para a Lua? Porque a ideia é de 2028, né?
E aí em 2030 continua e tal, mas a China seria 2032, se não me falo a memória, ou 2030, algo assim. Aí perguntaram, pô, mas os Estados Unidos vão antes de vocês? Aí vocês vão deixar? Como é que vai ser assim? Aí os caras responderam, pode ir, não tem problema não, a gente tá indo lá pra ficar, né? Pra ficar dando voltinha, não voltar, avisando pra galera que conseguiu ou não. Eles falaram assim mesmo, cara. Eu não me importo de eles serem primeiros, a gente tá indo pra ficar. Falou assim mesmo, cara.
Nessa briga aí, Vilela, só pra você ter uma ideia, já chegaram a cogitar, sabe fazer o quê? Um tratado de tordesilhas na lua.
Traçar uma linha daqui pra cá é meu, daqui pra cá é seu. Exatamente. Já começou a rolar essas discussões. O Tratado de Tordesia, pra quem não lembra, dividiu o mundo em dois, né? Espanha pra um lado, Portugal pro outro, que eram os países que brigavam. O pessoal já chegou a comentar isso, falou, caramba, sabe como que a gente faz? Traça uma linha na Lua, metade pros Estados Unidos, metade pra China. Tá todo mundo bem. Não, mas e a Rússia, que também tem poderio muito especial?
Não, mas a Rússia aí tá fora disso. E a Índia também, que consegue. Tem que ter outras coisas aí.
Aí o que acontece? Onde que está a Rússia e a Índia nessa parada? A Rússia, porque assim, o que existe hoje são dois grandes tratados. A gente chama de acordos, tá? Um deles é o Acordo Ártemis, que tem uma série de países que assinaram esse acordo. Inclusive o Brasil. O Brasil assinou o Acordo Ártemis. Tem umas coisas interessantes nesse acordo. Por exemplo...
O local de pouso das missões Apolo virou, sabe o quê? Patrimônio da humanidade. Então você não pode pousar. Cara. E o Brasil assinou. Mas não pergunto pra gente, né? Se a gente concorda com isso. Mas assinou. Tá falando aí. Concorde aí. Concorde aí. Exatamente.
E do outro lado do mundo tem um acordo chamado IRLS, que é International Research Lunar Station, que é o acordo da China. Quem assinou esse acordo junto com a China foi a Rússia.
A Índia, que o Filipão falou, ela assinou a cor do Artemis. Então, o mundo hoje é muito interessante isso, cara. O mundo hoje, é o santo que está aí hoje, né? Se ele puder procurar, procura assim, ó. Artemis IRLS MEP.
Porque você vai ver que o mundo está dividido, cara. O mundo está dividido de novo. Tem os países que acenaram o acordo com os Estados Unidos e tem os países que acenaram o acordo com a China. E quando você olhar para o mapa, esse mapa vai te lembrar várias coisas de como o mundo realmente está dividido entre dois lados, que é isso aí, ó. Está vendo? Cadê? O roxinho.
O roxinho são os países que assinaram o acordo com os Estados Unidos e o amarelinho, os acordos com a China. Pra mim não tá aparecendo aqui, Santa. É um mapa que vai lembrar muito a galera a época da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. Entendeu? Entendi.
Então, assim, essa é a divisão do mundo hoje. O mundo está dividido desse jeito. Qual acordo que vale? Para os Estados Unidos, vale o acordo dele. Para a China, vale o acordo dela. E aí? Quem vai resolver essa parada? Hoje não tem. É uma discussão muito grande. Fica até a dica aqui, para quem estiver ouvindo a gente. Se você quiser...
astropolítica e direito espacial. São os temas aí que estão hoje borbulhando no mundo aí, porque alguém vai ter que resolver essa parada aí, cara. É, a única coisa que eu sei de direito espacial é que se você matar um astronauta no espaço, é um crime sem gravidade, né? Só isso.
E é interessante, né, Sérgio, porque, tipo, eu fico lembrando aqui, a gente tem a International Space Station, Estação Espacial Internacional. Aí tem a Europa inteira, os países... Mas a China não tá. O da China, e aí tem uma estação espacial da China que se chama Chinese Space Station.
Você tem a Internacional e você tem a Chinese. Os caras sozinhos lançaram a própria estação. Putz. É que pode um negócio desse. Eles estão muito fortes, cara. Eles estão muito fortes. Realmente, eles estão muito fortes. Isso é um problema. Eles estão no calcanhar aí dos Estados Unidos. Agora que deu certo, a Artemis II está dando certo, lançou e tal, os Estados Unidos passam um pouquinho à frente. Mas a China está no pé. Tanto que...
Às vezes, eles vão lá e postam coisas assim, chamando para o bril do povo americano. Sabe? Ó, nós vamos ganhar ninguém, nenhum país do mundo, nem a China, vai tirar nossa liderança no espaço. Os caras postam coisas desse tipo, entendeu? Para chamar a população.
Quem pode ser, os Estados Unidos ou os chineses? China. A China também. Também? Também. Cara, a China está pagando três vezes mais a galera aí que quer entrar nessa área e tal. É interessante isso, cara. Quando tu vai buscar as bolsas de pós-doutorado, sabe, galera que vai trabalhar com pesquisador nessas áreas, a China está pagando três vezes mais que os Estados Unidos. Aí a galera já está pensando duas vezes.
Se vai vir para os Estados Unidos com um visto especial para trabalhar aqui e ganhar dinheiro, ou se vai para a China. Porque eles estão pagando mais para tirar a galera daqui e levar para a China. É isso aí. O Santa chegou a ver a Artemis. Quem foi a deusa Artemis aí? Está no jeito para a gente já aqui, Viral. Vamos lá. Artemis é a deusa da lua, da caça e da natureza. E também irmã gêmea de Apolo, o deus do sol. E aí que entra o simbolismo.
O antigo programa lunar da NASA se chamava Apollo Program, que levou os primeiros humanos à Lua em 1969 e 72. E agora, para dar continuidade nisso, esse se chama Artemis Program, que é a irmã de Apollo. Você achou isso interessante? Muito. Você não está prestando atenção na live, porque o Sakrini já tinha falado isso. E agora, Santa?
Ele todo felizão, falou, eu descobri a América. Não, eu não. Tô brincando. Mas essa coisa de ela ser Deus da da Lua, uma informação boa aí. É isso aí. É isso aí. Vamos colocar a foto também da tripulação, dos astronautas. Vocês têm alguma coisa pra dizer? Como foi a escolha? Vamos lá, coloca aí, né? Porque, como eu tava falando lá no começo, né? É a primeira vez, depois de mais de 50 anos, que nós estamos indo pro espaço profundo.
E aí estão os quatro, né? Aquele ali na ponta, ali com a bandeirinha do Canadá, é o Jeremy Hansen. Ele é o primeiro canadense a ir para o espaço profundo. O primeiro não-americano. Isso é muito legal, cara. Porque até hoje, todo mundo que foi para além da órbita baixa da Terra, eram americanos. Esse cara é o primeiro não-americano a ir para o espaço profundo. Entendi.
o... pode falar, né? O negão ali no meio, né? Tem problema não, né? O negão ali no meio é o Vitor Glover. Vitor... Vitor Glover. Glover. Ele é o primeiro negro a ir para o espaço profundo, porque nenhum astronauta que explorou a Lua lá na década de 60, 70 era negro. Ele é o primeiro. O que está dando tchauzinho ali é o comandante da missão, ele se chama Ray Wiseman.
E a moça aqui, a mulher, é a Cristina Koch, que é a primeira mulher a ir para o espaço profundo, além da órbita abaixo da Terra. Então essa missão tem um simbolismo muito grande com relação aos astronautas. Todos eles são astronautas altamente experientes. A Cristina Koch é a mulher que passou mais tempo no espaço até hoje. Se somar tudo, ela passou 328 dias no espaço.
O Victor Glover é um piloto de nave muito experiente. Ele pilotou a Crew Dragon, que é a nave do Elon Musk, na primeira missão comercial dela. E todos esses caras aí já passaram muito tempo no espaço. Obviamente, tinham que ser eles, né? Você não ia colocar um novato numa missão tão importante dessa. Então, são astronautas extremamente experientes. E tem isso. É o primeiro não-americano, o primeiro negro e a primeira mulher a sair da órbita baixa da Terra. Isso é muito, muito marcante, cara.
Além dessa experiência, esse tempo de voo, esse tempo de espaço, eles buscam combinar habilidades que se complementam. Quando a gente vê filme, normalmente é isso. Depois a gente vai falar de Devoradores de Estrelo, o livro era assim. Na hora de escolher esse entende de biologia e também não sei o quê. Como é essa...
É alguém que entende... O Vitor Glover, ele é o piloto da missão justamente porque ele pilotou uma outra cápsula. E aí qual que é o lance? Como ele pilotou outra, ele já pilotou essa. E ele já falou. Ele falou, cara, a manobrabilidade da cápsula Orion, que é o nome da cápsula, é impressionantemente boa. Então... Um avanço em relação ao que ele já pilotou.
Ele tinha pilotado a Dragon, que é considerada, pelo menos até hoje, a cápsula mais fácil de ser pilotada. E ele pilotou as duas, então ele consegue fazer esse comparativo. O Ray Wiseman, por exemplo, que é o comandante, ele é o líder da parada, então ele tem toda essa, vamos dizer, esses skills de liderança e tal e tudo mais.
A Cristina Koch entra com toda a experiência dela de 328 dias no espaço. Tanto que deu problema, depois a gente fala disso com mais detalhe, mas deu problema no banheiro da cápsula, quem foi arrumar foi ela, foi a Cristina Koch. Deu problema do ex. Isso é uma história boa, um cortezinho. É, nós vamos contar essa história. O que aconteceu? Mas deu problema no banheiro, quem foi arrumar é a Cristina Koch. Por quê? Porque ela é muito experiente nisso.
E o cara lá, o Jeremy Hansen, que é o canadense, ele é um cara mais para o lado cientista da parada e tal. Então, é exatamente o que você falou. As missões, normalmente, elas tentam misturar habilidades diferentes para montar uma equipe. Eles têm formações diferentes. Alguns fazem engenharia, outros físicos, tem matemática, tem biólogo, tem bioquímico. Tem até nutrição na NASA.
É isso aí. Galera formada em nutrição em todas as áreas. Educação física, tem bastante gente que fica trabalhando. E as decisões todas são do comandante ou dependendo da área o cara pode tomar uma decisão acima do comandante? Por exemplo, se o cara é engenheiro e ele tá abaixo do comandante, ele manja mais. Ele fala pro comandante, mas a palavra final é do cara.
Então, o comandante está ali justamente para liderar e tal, mas, por exemplo, eles fizeram uma manobra, que é desacoplar um pedaço da nave, viraram a nave e foram testar ela acoplando. Não chegou a acoplar, mas fizeram a manobra de acoplamento, o teste dela. Quem estava no comando nesse momento era o Vitor Glover, que é o piloto.
Então, é ele que estava tomando as decisões ali, entendeu? Então, assim, depende do que você vai fazer. Obviamente que o comandante está ali justamente para tomar conta de tudo. Mas tem coisas ali específicas que esses caras vão fazendo. Então, é muito assim, tem que ter essa mistura. Uma coisa muito importante, já para falar para o pessoal. Esta cápsula, que ela chama-se Orion, ela não pousa na Lua, tá? Então, nem adianta. Aí o pessoal, ah, pô, não vai pousar. Não vai pousar.
Muita gente está perguntando assim, se não vai pousar na Lua, por que eles estão fazendo isso tudo? Pelo seguinte, essa cápsula vai levar os astronautas até um certo ponto nas missões Ártemis. E você precisa testar se a cápsula é capaz de levar o ser humano ali dentro, fazer com que ele viaje no espaço com segurança e volte com segurança também.
Por isso que são esses caras aí, esses quatro, que estão nela. Porque eles têm a capacidade de identificar os problemas. Ó, tá tendo um barulho aqui, pode ser tal coisa. Tá tendo um negócio aqui, pode ser tal coisa. Opa, vamos corrigir tal coisa aqui e tal. Então essa é a cápsula Orion, a parte de cima dela ali é onde eles ficam.
A parte de baixo aqui é o módulo de comando dela, o módulo de serviço, que é onde tem ali o combustível, os painéis solares e tudo mais. Então, a importância dessa missão é mostrar, provar.
Porque essa cápsula aí, Vilela, ela já voou duas vezes. Eles ficam na parte de cima, tá, galera? Só para as galerias ficam na parte de cima. Isso, a partinha de cima ali, prateadinha ali. Essa cápsula, não essa, né, especificamente, mas a cápsula óleo, ela já voou duas vezes. Em 2014, ela fez um teste. E em 2022, na Artemis 1, ela voou sem tripulação. E essa é a primeira vez que tem tripulação dentro dela. Então é muito importante esse teste. Essa é uma missão de teste, tá? Para o pessoal entender.
É testar a capacidade da Orion de levar e trazer o ser humano com vida para o espaço. Basicamente é isso.
E perfeita, só para complementar aqui de forma legal, é perfeitamente normal, porque muita gente está falando por que agora tem um monte de teste e antes não tinha? Não, são os mesmos testes. A Apollo 8 também fez isso. E aí depois tivemos a Apollo 11 e tudo mais. A gente teve Apolos que deram a volta na Lua e voltaram sem pousar. A Apollo 10, se não me faz memória, ela ficou...
pertinho de pousar, mas não pousou. 30 quilômetros. Era para testar coisas específicas antes de você realmente realizar o negócio. E se você contar em termos de quantidade de tempo, você tem o início ali, digamos, com o discurso do Kennedy em 1960, nove anos depois, veio a...
a Apollo 11, digamos assim, mas teve dez anos, nove anos, para desenvolver todo esse trabalho. Ah, temos também. Dezembro de 2017 foi quando começou. Estamos em 2026, nove anos. Até mesmo em questão de quantidade de tempo gasta, está dentro da normalidade, entendeu?
Aí muita gente pode perguntar, mas tem que testar tudo de novo? Tem, porque o foguete é novo, a cápsula é nova. Tudo é novo. Se é tudo novo, vamos testar tudo de novo, entendeu? Analogia com o carro.
Lá vem o Jaime e seus carros. Lá vem o Jaime. Vai lá. Você tem um carro novo. Você comprou zero quilômetro. Esse carro geralmente dura cinco, seis anos o mesmo modelo. Se a empresa resolver fazer um novo modelo, ela vai fazer um novo modelo e não vai testar tudo de novo não? Você não tem que testar tudo de novo? Passa por tudo. Freio ABS, chassi, as rodas. Aerodinâmica. Direção. Você não tem que testar tudo?
Essa mesma empresa já fez todos os outros carros anteriores, os outros modelos. Por que só que é um modelo novo não irá testar de novo? Tem que testar tudo de novo. Principalmente as coisas de segurança, né? É a mesma coisa ali para o Cap. Vamos falar do banheiro, o problema do banheiro, mas eu quero saber também a diferença dessa comparação do antigo projeto.
que aconteceu lá atrás, o Projeto Lunar, e o agora. Esse salto de tecnologia, como a gente pode entender o que mudou, entendeu?
Cara, vamos lá, né? Assim, lá na década de 60, 70, como a gente já falou aqui, o objetivo era pisar. Era pisar e ganhar do amiguinho ali, que era a União Soviética. A União Soviética pisar e ganhar dos Estados Unidos. Era isso. A União Soviética estava ganhando em tudo, né? Estava ganhando em tudo. Tinha mandado o primeiro satélite, o primeiro animal, a primeira mulher, o primeiro homem, a primeira caminhada espacial.
Só que aí o que aconteceu na União Soviética? A União Soviética, o programa dela, era liderado por um cara chamado Sergei Korolev, um cara muito, muito importante do Programa Espacial Soviético. Esse cara morreu em 1966.
Quando ele morreu, o programa soviético ficou perdido, entendeu? Não tinha mais liderança. Então aí uma empresa queria dominar, um setor do governo soviético queria dominar, outra empresa queria dominar, e essa bagunça fez com que a União Soviética perdesse a corrida espacial, entendeu? Perdesse. Aí pode fazer analogia com carro, com time de futebol, qualquer coisa, entendeu? Imagina que era um time que estava jogando bem, redondinho.
E de repente você tirou um cara e foi expulso, bagunçou o time todo. Analogia com o time? É. Com o time dá pra fazer. Só pra não fazer com o carro, vai. E ninguém.
E os Estados Unidos veio lá com o programa Mercury, o programa Gemini, o programa Apolo, e veio tudo bonitinho, tudo muito bem estruturado. Não tinha uma pessoa só, embora o Kennedy tenha sido o cara que falou tudo, o Kennedy não viu o homem pesar na Lua.
quando o Whomps on a Lua era o Nixon, presidente dos Estados Unidos. Então o Kennedy não viu. Mas mesmo mudando, vamos dizer assim, quem estava comandando tudo, que era o presidente, o sistema da NASA, que na época era liderado pelo Werner Von Braun,
ele se manteve e fez tudo que fez naquela época lá. Beleza? Então, o programa Apollo era esse. Era um foguetão, Saturno 5. Nós vimos ele ontem. Ontem nós fomos aqui no Kennedy Space Center. E vimos Saturno 5. Originalzão mesmo que tem aqui. Entendeu? Não é réplica, não é nada disso.
E a tecnologia lá dentro? A gente tem no celular uma tecnologia maior do que eles tinham dentro dos foguetes? Cara, assim, a gente faz esse comparativo, né? A tecnologia hoje no celular... Não é justo, né?
Não é justo fazer, né? Agora, o justo de comparar é o seguinte. Lembre-se que a gente estava vindo de computadores que eram do tamanho de uma sala. É. NA, que tal, não sei o quê. E, de repente, a gente fez um computador cabendo uma cápsula pequenininha. Entendeu? Mas não funcionava. Essa que é o comparativo.
Oi? Então, é interessante isso que você falou, Sérgio, porque, assim, beleza, o computador ocupava uma sala e depois passou a ficar dentro de uma caixinha, mas os dois funcionavam. Exatamente. Os dois funcionavam, você poderia fazer uma coisa nessa caixinha menor ou no computador grande, os dois funcionavam. Esse negócio de qual é a tecnologia... Assim...
A tecnologia evoluiu muito. Isso é muito vago. A gente tem que dizer qual tecnologia. Ah, é quantidade de memória, quantidade de processamento. Muitas vezes você não precisa. Você não precisa de um chip, sabe, da AMD ou da Intel, de ultra geração, a de agora para...
jogar jogos e ao mesmo tempo ser o mesmo chip que vai servir para controlar, sei lá, microcontroladores dentro de um carro. Você não precisa. Então, repare, você tem uma tecnologia mais forte, mas você não precisa dela para fazer esse tipo de coisa.
Porque o meu celular tem uma capacidade muito forte de processamento. Não é à toa que a Apple começou a colocar os processadores de celular dentro de um MacBook, aquele MacBook New que eu não sou agora. Correto? Certo. Por que eles fizeram isso? Porque a gente tem uma capacidade muito poderosa aqui de processamento no celular que a gente não usa. A gente não usa nem 50% da capacidade de celular. Então, é a mesma coisa.
Você mesmo estando em 69, você já tinha todas essas tecnologias. Isso já existia. O que você não tinha era a quantidade a mais de processamento que nem era necessária, para ser sincero. Não, mas eu quero saber isso. Não facilitou a vida para o astronauta ou facilitou em algumas coisas só?
Então, depende. O estofado do banco que está deitado evoluiu, a tecnologia evoluiu, a gente sabe fazer bancos melhores. O tamanho, né? Principalmente o tamanho. A hora é uma cápsula grande, os caras estão mais confortáveis. Obviamente que você tem câmeras para fazer imagem com melhor resolução, entendeu? E para a navegação. É lógico que essas coisas...
E para a navegação, mudou alguma coisa? Muda também. Você tem mais antenas hoje ligadas no mundo para ajudar o relay dos dados. É óbvio que as coisas vêm evoluindo e tudo isso ajuda. Tudo isso ajuda. Mas na época tinha também. Tinha tecnologia também. Isso que é importante falar. Muitas vezes falam assim, ah, não tinha. Tinha. Tinha muita coisa.
Quer ver uma coisa interessante? Não tinha LIDAR. Pronto. Por isso que eu estou falando. Tem que dar um nome para as coisas.
É, qual tecnologia que não existia antiguamente que existe agora? Beleza, as Apols não tinham LiDAR. Hoje tem. Entendeu? Só que como não tinha, era feito com outra coisa. Você tinha outras maneiras de fazer topografia, análise de relevo, com câmera, tinha... Igual o que o Sérgio não sempre fala com o exemplo da inteligência artificial. Inteligência artificial vem desde a década de 50, cara.
É porque agora que as pessoas estão mais voltadas para isso por conta das empresas ali e tal, né? Mas inteligência artificial não existe desde a década de 50. Em 65, cara, a gente tinha um computador chamado Elisa, que era um computador que respondia a você. Então o pessoal fala assim, ah, não tinha tecnologia, tinha tecnologia sim. Agora, o que ia dentro de uma nave espacial...
Primeira coisa, tinha que ser algo para fazer exatamente aquelas operações, que é basicamente mecânica celeste, calcular a órbita e coisa e tal. Era isso que precisava fazer. Precisava fazer coisa a mais? Não precisava. Então dá a impressão para a pessoa que é leiga que ali não tinha nada tecnológico, mas tinha sim. Isso aí não tem jeito.
E o piloto, antigamente, é que nem carro. A analogia com o carro do Jaime, é que nem piloto de Fórmula 1. Antigamente o cara tinha que ser melhor do que hoje, porque antigamente era mais no braço. E hoje em dia... Era no braço. E tem equipamento que te ajuda a calcular as coisas.
Claro. Aí, óbvio, com a evolução dos computadores, você põe um computador ali e tem um determinado momento que o computador assume tudo da missão. Ele que lança, ele que manobra, e o cara vai ali meio passageiro. Entendeu? Agora, deu um problema. O cara assume o controle. Antigamente não tinha muito isso. Então, essas coisas aí ajudaram. Ajudaram nesse ponto. Te dou mais um exemplo. Te dou mais um exemplo mais direto aqui.
barco. Os vikings, há mil anos atrás, saíram da Noruega e foram varrendo o mapa ali, passando na Irlanda, Indowaterra, Islândia, Groenlândia, chegou ao Canadá de barco, mil anos atrás. O barco não existe hoje ainda. Hoje um dia um barco, um navio, um transatlântico ali, ele não tem muito mais tecnologia hoje em dia? Tem, mas os caras lá no passado também não fizeram. Então, é equivalente a isso. Falar que em 1969 não tinha tecnologia para ir à luta.
é a mesma coisa que falar que as grandes navegações nunca aconteceram porque eles não tinham a ver. Exatamente. É a mesma coisa, porque os astronautas eram treinados em observação telescópica. Eles pegavam um luneta, olhavam ali o relevo, calculavam a posição em relação à estrela, sextante, esses mesmos aparelhos que os navios antigamente usavam.
Então é a mesma coisa que o Fernando de Magalhães nunca fez nada. Será que tem negacionista do Fernando de Magalhães? Ele nunca deu a volta. É isso mesmo. Porque o computador dele não era tão bom quanto o nosso.
Entendeu? E, gente, o que aconteceu com o banheiro que teve que ser consertado? Ih, esse aí, o negócio do banheiro aí, voou, três viatas pra tudo quanto é lado dentro da nave, desligaram a transmissão pra limpar, cagada. Conta aí, Sérgio, Sérgio contando é mais engraçado. Cara, não, tem um negócio que é o seguinte, primeira coisa, né, como eu falei, essa cápsula rolou duas vezes sem ninguém, então essa de agora é a primeira vez que ela vai com o banheiro. Primeira coisa é essa, tá? E o que aconteceu? E aí
Eu tô rindo, desculpa, gente. Desculpa, eu tô rindo. A capsa não tinha banheiro antes. Não fazia parte do design de engenharia. Agora botaram... Exatamente. Eu imagino o que acontece, né? Botar banheiro pra ser usado a primeira vez. Banheiro no espaço, como que é? Pra galera entender. É um aspirador, entendeu? É um aspirador. Você coloca o negócio na nádega, na bunda, assim? Você vai pegar o cabo de sucção e encaixar no legume. Mano.
Aí deu problema nesse cabo. Deu problema nesse cabo. O banheiro entupiu rapidamente.
O pessoal tava cagando muito ou não? Sei lá o que que deu, cara. Eu sei que começou a sair dejetos. E mandaram a Cristina Koch pra arrumar. Ela foi lá e arrumou. Mas o banheiro arrumou. Mas agora eu tava acompanhando a conferência de imprensa da NASA. Eles falaram assim, ainda tem um ruído no banheiro que a gente não sabe o que é direito. Mas nós vamos investigar. Mano.
ter um ruído na sua casa é ok, mas ter um ruído no espaço, né? Num lugar que você tá. No espaço é foda, né? Qualquer coisa. Então, mas o banheiro deu problema. Não é a primeira vez que o banheiro dá problema no espaço. Na missão Inspiration4, o banheiro deu problema também. Arrebentou lá o encanamento. Ficou voando coisa dentro da cápsula também. Ele fica flutuando mesmo um pedacinho de cocô. O banheiro é o espaço.
Fica frutuando. Fica frutuando. E é bom que eu falo, ah, isso aqui é milho, ó. Isso aqui tem milho, é milho, ó. Aí você imagina isso tudo ao vivo. É. Ah, tava sendo transmitido essa parada. Milho. Não, aí eles desligam, né? Aí desligaram a transmissão, entendeu? Colocaram a tela azul lá. Aí o pessoal ia lá, cromaquia da...
Que maravilha. É que a galera também tem que entender um pouquinho que ali não é Big Brother Brasil, não é BBB ali, cara. Então, assim, os astronautas são seres humanos. Tem privacidade. Eles têm as necessidades deles, eles têm direito à privacidade. Eles querem ligar para a família, querem conversar, querem ficar num tempo ali e tal, mais light e tal, não querem ficar ao vivo o tempo inteiro, 24 horas para todo mundo. Esse não é o trabalho. Nem dá, né? É isso aí, nem dá também.
Eles estão falando com a família todo dia e tudo, né? Então, assim, não é transmitindo essas coisas. O pessoal quer, não, cadê a imagem 24 horas? De dentro da cápsula. Aí mostra dentro. Ah, mas cadê a imagem de fora agora? Cara, você quer de dentro ou de fora? Quer todas, né? O pessoal também fica feliz com nada. Um bom resumo pra explicar isso é que astronauta não é influencer.
astronauta é astronauta ele não é influencer ele não vai ficar fazendo stories de instagram muita gente acha que o importante da missão são as imagens não tem nada disso, o importante da missão são os dados que eles estão coletando tudo que eles estão fazendo é isso que é importante a imagem é um extra para a gente, óbvio que a imagem é legal eles estão fazendo imagem e aí
Eu estava lendo agora, tem mais de 30 câmeras que foram colocadas para os astronautas usar, não câmera para filmar, uma câmera fotográfica, Nikon, Sony, Canon, para eles fazerem imagens. Então vai ter muita imagem que vai ser feita. O negócio é que transmitir essas imagens de alta resolução ocupa a banda. E no momento eles estão mais preocupados em pegar as bandas de dados, para mandar os dados para cá.
Entendi. O Santa pegou uma imagem, você quer mostrar pra eles comentarem, Santa? A imagem do banheiro? O banheiro é fechado? Ele é totalmente fechado? Não, eu tô mandando aqui pra Andréia, acabei de mandar pra ela a foto do banheiro.
Mano, pede pra ela mandar pra vocês e coloca aí na tela o banheiro da cápsula pra vocês verem como que é. E essa imagem santa, essa da... os planos futuros da Artemis, né? É esse daqui que você queria mostrar? É esse mesmo. Então coloca... Põe na tela aí. Vamos ver.
Ah, tá. Então vamos lá. Isso aí é uma imagem que foi publicada agora recentemente, que é o seguinte, Vilela. Há duas semanas atrás, mais ou menos, duas, três semanas, o administrador da NASA, que chama Jared Isaacman, ele fez um pronunciamento, né? E é um negócio chamado Plano Ignition da NASA, tá?
ele mudou algumas coisas. Então, a primeira coisa que ele mudou foi a seguinte, com relação ao programa Artemis. A ideia era que a gente ia ter Artemis 2 agora e o ano que vem a Artemis 3 iria pousar na Lua.
Então, a primeira coisa que ele mudou foi, ano que vem nós vamos ter a Artemis 3, que não vai para a Lua. E em 2028 nós vamos ter a Artemis 4, que vai pousar na Lua. Depois nós vamos ter a Artemis 5 e tal. E a ideia, então isso é um ponto, beleza? Isso é um ponto. Outro ponto é o seguinte, que ele mudou também.
a gente ia ter uma estação que ia ficar orbitando a Lua, chamada Gateway. Ele aposentou, né? Ele cancelou essa estação. Não vai ter mais. E os módulos que iriam ser parte dessa estação vão ser colocados na superfície da Lua. Então, no plano do Jared, você não vai ter mais a estação, mas você vai ter uma estação na superfície da Lua.
E aí você vai mandar os astronautas para trabalhar na Lua e trazer eles de volta, mandar e trazer eles de volta, e assim vai. O plano original do programa Artemis, vamos dizer assim, era o seguinte, o pessoal entender, né? Ia decolar esse foguete que a gente viu aqui, o SLS, com a Orion em cima com os astronautas. Ia decolar o Starship, que é o foguete do Elon Musk.
A cápsula ia soltar do foguete, o Starship ia encontrar a cápsula, os astronautas iam passar da cápsula para o Starship e o Starship ia pousar na Lua. Depois o Starship voltava, os astronautas voltavam para a cápsula e a cápsula vinha para a Terra. Beleza?
Qual que é o plano agora? O plano agora é mais ou menos o mesmo, só que o foguete aqui da NASA, o tal do SLS, levando a cápsula, ele vai levar a cápsula até a órbita baixa da Terra. E o Starship vai encontrar com a cápsula. Por isso que o piloto testou essa manobra de acoplamento na órbita baixa da Terra. Porque no plano do Jared agora...
a cápsula acopla com a Starship na órbita baixa da Terra e as duas vão juntas para a Lua. E aí o Starship pousa na Lua, depois volta, encontra com a cápsula e volta para a Terra. Então, assim, é parecido, mas tem algumas diferenças aí no plano que eles estão fazendo. Então, essa imagem aí que o Santa colocou, digamos assim, é a programação
que o Jared apresentou nesse pronunciamento dele, que foi o Ignition. Essa imagem aí é a trajetória da Artemis II. Essa última que ele colocou aí. Mas aquela lá que tem as datas... É anterior, Oleni. Anterior.
Esse Ignition que começou há pouco tempo aqui agora, né? É, o Ignition foi esse plano aí dele agora, né? Que é o plano pra dar... Ele chama Ignition pra dar um gás na NASA, né? Vamos dizer assim. É. Eu vou chamar o Henrique aqui pra conversar um pouco com vocês aí, galera. Cadê a imagem, Helene? Tá na tela? Foi na tela. Foi na tela aquela lá com as datas lá bonitinhas lá. Põe a data aí, as datas. Isso. Então tá ali, ó. Tá vendo ali, ó?
Fase 1, 2026, 2027, tá vendo? 2028. 10 bilhões. Aí, essa parte, então vamos lá. O que é essa parte de cima aqui, ó? São todos equipamentos que vão ser mandados para a Lua. Lembra que o Felipe falou que nós vamos mandar um monte de equipamento para a Lua? É. Então, aqui tá o tipo desenhinho dos equipamentos aí. O que eles vão mandar para a Lua? Um rover, lander, não sei o quê, entendeu? Sim.
E lá embaixo, na última linha, quantos lançamentos serão feitos para a Lua? Então, em 2026 serão feitos dois, foi agora. Em 2027 vão ser feitos dez, em 2028, doze. É realista isso? Então, a primeira fase... Dez por ano é realista?
É o plano, né, cara? É, será? Porque é caro, né? É o plano. Vamos lá. Aí a primeira fase termina em 2028. Ou seja, voltamos para a Lua. Beleza. Parou tudo isso, acalma todo mundo, fica todo mundo feliz.
Depois de 2029 em diante, começa a fase, que é a fase de construir a base lunar. Então aí vão ser vários lançamentos e vários equipamentos diferentes que vão para a Lua para construir a base lunar. E depois, lá na frente, em 2033, tem a fase 3 do plano dele, que aí está vendo que tem umas casinhas já lá? É para a galera já ficar lá na Lua. Entendeu?
Então, esse é o plano. E uma coisa interessante, você vê os valores aqui embaixo, o investimento, na fase 1, 10 bilhões de dólares, 10 bilhões de dólares e 10 bilhões de dólares. Então, o Jared está querendo fazer um investimento de 30, ele quer que isso se concretize. Essa é a ideia. Esse é o PowerPoint. É.
Vamos ver se vai dar certo, tá bom? Total. Vamos falar agora dessa trajetória aí, explicar como que é o foguete, desde que ele é lançado, se ainda é daquela fase antiga, que algumas coisas são destacadas, ou se ele volta inteiro, e a saída dele da Terra, por que ele teve que dar uma volta na Terra antes de ir, explica pra gente, vamos lá. Põe aí na tela. Então, assim, primeira coisa, tá? Esse foguete...
Bem, vamos falar um pouquinho do foguete, né? O foguete é o SLS. Aí a gente fala assim, ah, o foguete é da NASA, né? Ah, o foguete é da NASA, o foguete é da NASA. Beleza, porque é aquela história, né? Quem pagou, se você pagou, é seu, não é isso? Mas não foi a NASA que fez o foguete em si, né?
Esse foguete aí, Vilela, ele é um foguete que tem a participação das grandes empresas americanas. Então, parte dele é da Boeing, parte dele é da Lockheed Martin, parte dele é da Northrop Grumman, parte dele é da Rockedime, parte dele é da Rockwell, todas essas empresas são grandes empresas do setor militar americano. Isso é importante mais dizer.
Esse foguete era extremamente caro. Extremamente caro. Cada lançamento desse foguete custa 4 bilhões de dólares. Porra. Aí o pessoal fala assim, cara, mas por que nós estamos fazendo isso? Pra que gastar tanto dinheiro com esse foguete?
porque você tem que respeitar, aqui nos Estados Unidos tem isso, essas empresas são as empresas queridinhas da América, elas têm que ser, de alguma forma, privilegiadas e tal. Daria para o Elon Musk, por exemplo, fazer tudo isso sozinho e ir para a Lua e tal? Daria, entendeu? Mas ele está nesse plano aí, junto com todas essas empresas, tá? Esse foguete, ele vem lá, ô Santa, pega aí, escreve aí o seguinte, tchau!
é NASA Constellation com dois L's Program. Porque esse foguete a gente acha que ele é um negócio novo. Mas você vai ver que ele não tem nada de novo. Ah, é? Nada. Aqueles dois, duas coisas brancas que tem do lado dele, a gente chama de booster de combustível sólido. É o mesmo booster que voou nos ônibus espaciais.
O motor desse foguete é um motor chamado RS-25. É exatamente o mesmo motor do ônibus espacial. Eles recondicionaram os motores antigos para pôr nesse foguete. O tanque laranja, você vai ver que é muito parecido com o tanque laranja do ônibus espacial também. Sim, total. Tem peça nesse foguete aqui, que a gente viu ele ser lançado aqui. Olha aí.
Esse aqui foi o programa que a NASA criou no governo Bush, antes do Obama, que foi a primeira tentativa de retornar para a Lua depois do programa Apolo. Tinha dois foguetes, esse Ares 1 aqui e o Ares 5, estão vendo? Olha esse Ares 5 aí, é exatamente esse foguete que voou agora. A cápsula Orion aqui, ela já existia, entendeu?
Então, esse programa agora, esse programa, a Ártenes, ele recebe muita crítica, tá? Por conta disso. Porque eles estão meio que, sei lá, recauchutando coisas antigas pra montar uma coisa nova pra ela poder voar. É isso, basicamente. Mas vocês acham isso um problema? Peraí, agora vocês estão me ouvindo, né? Eu não tava ouvindo naquela hora, foi mal, gente. Problemas técnicos aqui. Mas vocês acham isso um problema?
Vocês acham isso um problema? De usar coisas antigas, recauchutar? Então, o grande problema disso é que a ideia toda de recauchutar a parada é pra baratear o custo. Só que, pelo contrário, você aumentou o custo de todo o programa.
O programa Artemis hoje é um dos foguetes mais caros da história. A gente teve dois lançamentos a um custo de 5 bi cada lançamento, mais um custo de desenvolvimento na casa dos 50 bilhões de dólares. É muita grana. Mais do que em valores atuais do que foi gasto com o programa Apollo, para vocês terem noção.
Por isso que uma das coisas do plano do Ignition, do Jared Ackman, é a partir da Artemis 6 você já transitar para foguetes mais econômicos, tanto da Blue Origin como da SpaceX ou até outras, se tiverem, porque o SLS é economicamente inviável se manter por décadas, ainda mais com o planejamento que o Jared tem.
Eu até mandei imagem para o pessoal, se vocês quiserem colocar aí, que é até legal a gente falar, né, Sérgio? Que agora a gente tem uma visão muito mais ampla do programa Artemis antes. Era tipo assim, SLS e Orion vai lá e faz as coisinhas e beleza. Agora a gente tem todo ali um cronograma já para seguir.
que foi a última imagem, a penúltima imagem que eu mandei aí para o pessoal, se quiserem colocar, que é, tem três fases agora o Ignition. A primeira fase que a gente está agora, basicamente ali de mandar muito hardware, preparar as coisas, fazer pousos, etc., validar tecnologias.
Aí a gente tem a segunda fase, que é o começo da permanência humana, você passar a ter as primeiras estadias humanas na Lua, mandar muito mais hardware, muito mais lançamentos. E isso vai começar em 2029. A partir de 2029, eles já transitam da fase 1 para a fase 2. E aí, de 2029 a 2032, eles vão gastar mais 10 bilhões.
para construir e terminar todo esse hardware. E aí na fase 3, vai entrar em 2033, começa realmente a estadia humana na Lua e muito mais lançamentos aí. A partir de 27, 28, ali na missão... 28, na verdade. Quando a NASA colocar ali a Artemis 5, a ideia do Jared é ter uma frequência de lançamentos de no máximo a cada seis meses você ter uma missão para a Lua.
Aí, assim, o problema é justamente esse, cara. Era pra ser barato, mas ele virou a coisa mais cara do mundo. Por quê? Aí, cara, entra em vários problemas, entendeu? Essas empresas devem estar ganhando muito dinheiro. Com certeza estão, entendeu? Tem como tirar uma Boeing da parada? Não tem, entendeu?
A Boeing é uma empresa muito grande. A Boeing, existe uma, vamos dizer assim, aqui nos Estados Unidos, uma dívida eterna com a Boeing, que era uma empresa que estava lá na Segunda Guerra. Entendeu? Pô, cadê? Ah, onde você estava, Elon Musk? Enquanto os caras estavam guerreando lá. Tem meio esse negócio. Tem o lobby dessas empresas. É muito grande, cara. É muito grande. Lembrando que o lobby aqui nos Estados Unidos também é um negócio liberado. Entendeu?
Então, o lobby dessa... Bem, essas empresas não querem perder essa bocada, sabe? Elas estão aí, elas estão envolvidas nisso e elas não querem perder. O Jared Isaacman, que é esse novo administrador da NASA, ele é um cara mais na linha dos caras mais modernos. Ele não é um cara de carreira, ele não é um cara que é senador, que eram os antigos administradores da NASA, ele não é um cara da política.
Ele é um empreendedor, empresário, ele é da linha do Elon Musk, tanto que ele é muito amigo do Elon Musk, ele é um bilionário, e ele preza por esses sistemas aí de, vamos dizer assim, de gestão, enxuta, eficiente, etc. Que, às vezes, pode ser que bata de frente com o sistema político-administrativo de uma grande agência, que é a NASA.
Ele, aparentemente, está conseguindo lidar muito bem com isso. Ele consegue meio que agradar todos os lados. Isso parece que ele está conseguindo. Vamos ver se ele vai conseguir sustentar isso. Então, ele já foi eliminando coisas que não precisavam. Ele já quer dar essa enxugada nesse foguete aí.
Tipo assim, valeu Boeing, valeu todo mundo, vocês levaram, a gente volta para a Lua, agora daqui para frente, vamos fazer um negócio mais econômico? O recado é mais ou menos esse, entendeu? Ele continua agradecendo, mas ele, a partir de um certo ponto, ele consegue colocar ali para valer essa gestão mais ligada à eficiência, que é uma coisa mais moderna.
Então, assim, tem muita crítica, tem peça nesse foguete aí que voou em 1989 para o espaço, para você ter uma ideia. Em 1989, cara. E voou de novo agora. Tem umas coisas legais aí de falar, Sérgio, na questão do contrato com as empresas, é que é o seguinte. O modo em que... Tem uma coisa muito errada, que foi o modo em como esse contrato foi feito. Porque, vamos pegar de exemplo aqui, a cápsula Dragon e a cápsula Starliner da...
da Boeing e da SpaceX, né? Da SpaceX e da Boeing, perdão, que levam astronautas aí para a Estação Espacial. A Star Line nem tanto, né? Mas isso aí é assunto para outra hora, né? Isso é outro problema à parte. As duas, quando foram desenvolver os programas, lá na década de 2010, eles ganharam mais ou menos 2 bilhões e meio a SpaceX e 5 bilhões e pouquinho a Boeing para desenvolver essas cápsulas. E aí era o seguinte, ó.
Tá aqui, ó, NASA, eu, NASA, tô pagando pra vocês, agora vocês se virem, eu não vou dar mais um centavo pra vocês desenvolverem a cápsula, tá? E assim foi feito, SpaceX entregou a Dragon, a Boeing entregou mais ou menos ali a Starliner, só que qualquer prejuízo que elas tivessem, no caso a Boeing teve muito, não sairia do bolso da NASA, saiu do bolso da Boeing. Isso não foi feito com o SLS. Todas as empresas que fazem ali as partes do SLS, elas têm um contrato de tipo assim, ó,
faz isso aqui pra mim, só que é o seguinte você vai fazer, eu não tô nem aí pra quando você gastar, você me entrega eu vou te pagar quando você falar que você gastou pra fazer então assim, é um negócio que eleva o preço das coisas muito, os caras podem literalmente super faturar o programa ali e tá tranquilo, relativamente assim pra NASA, então isso levou todos os custos do SLS, da Orion é...
lá nas alturas. O SLS custa mais ou menos 2,5 bilhões por lançamento e só o foguete, né? E a Orion mais 2,5 bilhões. Então, esse modo de contrato como foi feito foi muito errado, né? Da parte da NASA. Mas é aquele negócio que o Sérgio falou, era gratidão, era todo lobby, então não tinha muito o que fazer. E tem uma segunda coisa, que é a questão da...
do corte que o Jerry está fazendo antes de transitar, ele quer ainda assim enxugar um pouco o valor da SLS. A principal modificação que ele fez foi no segundo estágio, que a gente chama hoje de ICPS, que a tradução seria estágio provisório de produção criogênica.
E aí ele teria um permanente que estava sendo desenvolvido, que foi agora pelo Jared cancelado totalmente, porque já tinha custado muito, não tinha nada entregue, não tinha nem previsão de entrega e desnecessário. A gente tem um monte de outros segundos estágios aqui que existem, que podem ser utilizados no SLS e assim o Jared fez. Ele foi lá e escolheu o Centauri 5 da ULA.
que é a United Launch Alliance, que é metade Lockheed Mart e metade Boeing, ou seja, ela ainda agrada essas empresas, porque compra a coisa delas, mas é uma coisa mais barata. O Centauro já é utilizado por foguetes como Vulcan há um certo tempo, então já o negócio está pronto, está validado, já tem a produção em escala, não atrasa mais e resolve grandes problemas aí, né, Sérgio?
É isso que ele está tentando fazer, né, Vilela? Ele está tentando dar seu jeito aí, cortando... A Gateway, por exemplo, foi cancelada por causa disso. Ele foi lá ver, cadê? Tem alguma coisa pronta? Não tem nada pronto, só gastando dinheiro. Então, vamos cancelar. É isso que eu falei. Ele é um cara, como ele é um cara que não é o politicão e tal, ele é o cara dessas gestões mais modernas, eficiência que ele quer, ele vai sair cancelando tudo, cara. Tudo que está gastando dinheiro e não está entregando, cancela.
E isso é um problema para os Estados Unidos em tudo isso, pelo seguinte, além de ter uma briga com a China externamente, você está vendo aí tudo isso que a gente falou, internamente tem uma brigaiada também, entendeu? Porque no final das contas, toda empresa quer dar uma bocanhada nessa grana, é importante estar nesse processo todo, pode ser que lá na frente sobe mais umas boquinhas para a gente e tal, não sei o que.
Então, enquanto do lado de cá, os Estados Unidos, ele tem uma briga interna e tal, na China não tem, né, cara? Porque na China o governo chega e fala assim, nós vamos para a Lua, todas as empresas vão trabalhar para isso, e eu não quero conversa, eu não quero encheção de saco. E está aqui a grana para vocês, entendeu?
Então tem toda essa coisa envolvida aí, né? Por isso que envolve muito mais do que simplesmente lançar um foguete e tal. Mas o foguete, ele é totalmente descartável, tá, Gilela? Esse é um outro problema. São 4 bilhões de dólares que foi jogado no mar. Você queima, literalmente. Jogado é, queima. Jogado no mar, jogo fora. A única coisa que sobra é a cápsula.
A única coisa 98 metros de altura A única coisa que resta é os 5, 6 metros Lá de cima, o resto é tudo jogado fora O que é terrível É terrível, porque foi 4 bilhões Agora vai ter que fazer um outro foguete Pra outra missão, um outro foguete E assim vai indo Que é uma coisa que a gente ficou mal acostumado Com a SpaceX, foge um pouco
Dessa coisa mais moderna. Mas tem como fazer isso no caso do SLS? Do SLS em si não tem, vai ter que seguir assim, entendeu? Mas teria se começasse um do zero, é isso? Cara, talvez sim. Mas aí teria que ser uma outra tipo. O lado do Elon Musk na parada, né? Então, só voltando ali no programa Constellation, você viu que tinha dois foguetes.
A ideia agora do programa Atenes é a mesma coisa, é ter dois foguetes ainda. Um foguete é esse aí, é o SLS. E o outro foguete, qual que é? Ou é o Starship do Elon Musk, ou é o New Glenn, que é o foguete do Jeff Bezos, da Blue Origin. Mas vai que encaixa a mesma cápsula, ou cada um vai ter uma cápsula diferente? Não, a Orion vai encaixar nos dois. Tá. Entendeu?
Então, de um lado, porque é o seguinte, você vai ter um foguete para levar o astronauta para o espaço e um outro para pegar o astronauta e levar ele para a Lua. Quem vai fazer essa parte de levar o cara para a Lua ou é a SpaceX ou é a Blue Origin. Ele fica bem com a galera moderna.
Quem vai fazer a parte de levar os caras até o espaço é o SLS. Ele fica bem com a galera antiga. Então, no final das contas, ele consegue ficar bem com todo mundo. Entendi. Tem uma queda de braço aí. E assim, é... É importante falar isso, cara. Porque ele é um cara que ele não... Depois pede para o... Você vai ver, cara. Ele é um cara muito novo. Coloca aí a foto dele. Jared Isaacman é o nome dele.
Então, assim, mesmo não sendo aquele cara velhão, da velha guarda, vamos dizer assim, ele é um cara que está conseguindo, aparentemente, pelo que a gente vê aqui, ele é um cara que está conseguindo navegar nesses dois lados aí, que não é um negócio fácil, que é manter politicamente todo mundo feliz, porém, de uma forma que não estore o orçamento de tudo, né? Pois é. É esse cara aí, ó. Cadê? Tá aí? Esse cidadão aí.
Dá uns 5 segundos aí pro chat fazer piadinhas, né? É, foi incrível. As orelhinhas dele. Mas vamos colocar a trajetória então pra explicar pro pessoal então. Coloca aquela imagem lá. Coloca lá!
Foi, Lenin. A trajetória, ela foi lançada aqui de Cabo Canaveral, né, pro pessoal entender. Então teve o lançamento ali, que é aquele número umzinho ali, ó. Você vê que o lançamento é do lado de cá, né, onde a gente tá, aqui na Flórida. Sim. Lançou. Ela já cumpriu aí boa parte dessa... Essa parte aí orbitando a Terra aí, ela já fez, tá?
Você vê ali que ela soltou aquele pedaço, depois ela virou, ela fez tudo isso, abriu os painéis em solares, isso aí ela já fez, tá? Ontem à noite, não dá para falar ontem à noite, mas ela já cumpriu aqui, enquanto a gente está gravando esse programa aqui, o item 2 ali, que é a inserção, a injeção translunar, que é quando você pega o rumo para a Lua mesmo, entendeu? Então ali...
E agora ela vai cumprir toda essa trajetória até a Lua, vai sobrevoar a Lua. Lembra que ela não vai orbitar a Lua, não vai ter nada. Ela só vai passar pela Lua e vai voltar nesse outro lado do 8. A trajetória deve parecer um 8, né, pessoal? É. Porque é um 8, né? Um infinito. Então, o infinito, isso mesmo. Uma perna do infinito é indo para a Lua e a outra perna é voltando para a Terra e ela cai na água.
Isso é uma coisa legal de falar. As cápsulas americanas, elas costumam pousar em água. Elas fazem um negócio chamado splashdown. E as cápsulas da Rússia e da China fazem touchdown, pousam em terra.
E ela vai pousar lá do outro lado dos Estados Unidos, lá na Califórnia, na costa da Califórnia. 10 dias de missão. É, lá no Pacífico. Tudo saiu a durar 10 dias pra ser cumprido. Pra que essa volta em torno da Terra? Por que não sai direto pra Lua?
Primeiro para fazer uma série de testes. Eles testaram várias coisas, testaram a parte de manobrar ela. Lembrando, como é uma missão de teste, tudo que eles puderem aproveitar para testar pela primeira vez essa cápsula com gente dentro, eles vão fazer. Então testaram tudo isso e também ganharam o impulso que eles precisam para ir para a Lua.
E aí tem uma coisa dessas missões. Por que testar na órbita da Terra? Porque é o seguinte, se eles testam alguma coisa e dá ruim ali, é muito fácil de você voltar para a Terra, porque você já está na órbita da Terra. Agora, se eles deixam para fazer esses testes, por exemplo, quando você está a caminho da Lua, precisa voltar, não dá para voltar. Você tem que esperar ele fazer a trajetória toda e voltar, já que ele está na banguela, não tem o que fazer.
É muito importante você testar isso para, se der ruim, você conseguir voltar. Exatamente isso.
E tem aquele papo que, quando passar pelo lado oculto da lua, perde comunicação? Ou isso é coisa do passado? Nunca existiu essa história? Sim, sim. Perde comunicação. Por quê? Eles acabaram de falar na conferência de imprensa, a mais recente, que eles vão ficar 40 minutos sem comunicação.
Só que nesse plano Ignition aí que a gente mostrou do Jared, tem uma parte do plano que é colocar satélites lá no lado oculto da Lua para não ter mais essa perda de comunicação e os futuros, né? As futuras missões, os futuros astronautas conseguirem se comunicar e aí não ter esse problema. Mas nessa missão eles vão ficar 40 minutos sem comunicação quando eles passarem no lado oculto da Lua. Uma outra coisa muito legal.
devido à trajetória que eles vão fazer, eles vão passar em... Tudo bem, eles vão sobrevoar a Lua, mas eles vão passar em cima de regiões que o ser humano nunca viu antes na vida. Isso é muito legal. É muito legal mesmo.
Vamos esperar as fotos aí, as imagens aí que vão ser sensacionais, tá? Mas é isso que vai acontecer. Por exemplo, isso aí que o Sérgio falou é muito legal porque é o seguinte, na missões Apolo, quando eles passaram pela parte oculta da Lua, estava no período que, para nós, seria uma Lua cheia. E aí a parte da...
de trás, o lado oculto da Lua, não estava recebendo o Sol. E aí eles passaram, estava escuro, eles não viram. Agora, com o programa EarthMind, eles vão passar na parte oculta da Lua, vai estar iluminado, eles vão conseguir ver algumas partes que nunca foram visadas olho nu. Então isso é muito legal. Também.
É, porque tem o pessoal que falou, ah, espera, vai na lua quando tiver cheio, porque senão não vão enxergar nada, né? Não vai na lua. Não vai na lua. Você não vai acertar ela, né? É, quando tá a lua nova, porque aí, pô, vão ver o que lá na lua. Mas olha só, isso aí que a gente fala parece uma brincadeira, mas você sabe que isso é levado em consideração, tá? Sério?
É lógico, porque a Lua tem que estar numa determinada posição, ou seja, numa determinada fase. Sim. Por que a gente não lançou essa missão a qualquer momento? Por que escolheram justamente agora? Então, para o pessoal entender, teve a tentativa de lançar ela em janeiro, março e agora abril. É fevereiro, março e abril.
E são só alguns dias que a janela ia se manter. Por quê? Por conta da posição da Lua. Você não pode mandar para a Lua em qualquer momento, não. Exatamente. Então, assim, embora a gente ache que é uma... Tem isso aí, tem essa brincadeira. Mas é uma brincadeira com fundo de verdade, viu?
Exato, né? Tem mais luz solar chegando na Lua Ela tá virada Exatamente, tem tudo isso Isso é uma coisa que vai ter que levar até em consideração Quando eles forem colocar os satélites Que o Sérgio falou de comunicações No lado oculto da Lua Ou na verdade em qualquer lado da Lua Porque se você colocar um satélite em uma posição muito específica Vai ter metade do mês Que ele não vai estar recebendo luz
Porque é a fase em que a Lua vai ficar na frente do satélite em relação ao Sol. Então isso tem que ser levado em consideração. Deixar o satélite mais longe da Lua para o Sol conseguir pegar ali no satélite.
E outra coisa dessa missão também, Vilela, que quando eles estiverem passando pelo lado oculto da Lua, eles vão poder ver um eclipse do Sol. E aí eles... É, porque eles vão pegar bem o momento que a Lua vai tampar o Sol. E eles estão levando um equipamento. Sabe a minha coroa lá? Olha a coroa! É. A coroa solar vai aparecer. Vai aparecer. Eles vão levar equipamento pra estudar a coroa solar.
nessa missão aí, porque eles vão ver um eclipse, um negócio, isso aí tá assim, eu tô esperando pra essa imagem aí, se tiver isso aí, vai ser um negócio realmente sensacional então foi tudo feito pra otimizar várias coisas na missão tanto a parte de testar os equipamentos e tal, como também um pouco da parte científica da parada
Entendi. Santa, tem alguma pergunta aí do pessoal? Temos algumas perguntas, Vilela. A primeira pergunta aqui do Ricardo. Mano, 93 bilhões de dólares, isso não é absurdo demais pra dar uma volta na Lua? Ah, o dinheiro é dele? Pô, não enche o saco, cara. Deixa os caras gastar. Tem a ver a pergunta do cara?
É isso que a gente estava falando, cara. O programa Atemes recebe muita crítica por ser um programa extremamente caro e com essas coisas que são antigas, digamos assim, que a gente imaginava que era para ser mais barato. Então, assim, faz sentido o que ele falou? Faz sentido. É um gasto absurdo de dinheiro para isso.
É caro pra Lua? É caro pra Lua. Poderia ser feito de maneira mais barata, mais enxuta e tal? Poderia. O Jared tá aí pra arrumar isso. Mas vamos esperar. Mas você também pôs uma boa colocação, o dinheiro é dele, né?
Estão gastando mais na guerra do que pra ir pra Lua? Vamos falar a verdade? Exatamente. Isso aí é verdade. A guerra consome muito mais dinheiro, né? A próxima pergunta aí. Exatamente. 40, 50 bi... Ah, e detalhe, 40, 50 bi ao longo de vários anos, né? Claro. Por lançar 45 bi. Tem isso, tá? É.
O Tiago Santos mandou uma pergunta legal aqui. Essa eu quero ver. A Lua pode virar uma nova Terra ou isso é viagem demais? Como assim? Um lugar novo pra gente morar. Ah, nesse sentido, tá. Cara, assim, morar na Lua, morar mesmo, eu particularmente acho que isso não vai acontecer, tá? Porque a Lua tem o problema seguinte, por mais protegida, por melhor que seja o seu traje espacial,
A Lua, pessoal, não tem atmosfera. E a radiação solar, ela castiga a Lua o tempo todo. Então, assim, você coloca alguma coisa ali na Lua, em pouco tempo aquilo lá está detonado pela radiação. A roupa, por melhor que ela seja, ela também vai sofrer problema. Ah, então o astronauta vai morrer? Não, porque os astronautas vão trabalhar em turnos muito bem especificados.
Então, assim, eu, na minha visão, eu acho que a Lua vai ser um lugar para mineradores. Os caras vão lá minerar a Lua de turnos em turnos e mandando esses recursos para a Terra ou, de alguma forma, produzindo alguma coisa lá. Aí vai depender de vários fatores. Mas eu acho, particularmente morar mesmo, eu acho que nós não vamos não.
Eu também não acho não, e tem uma coisa que, assim, apesar de ser ruim essa parte da radiação para nós seres humanos, é só graças a ela que a gente tem o Hélio 3 na Lua. Exatamente.
que aqui na Terra, como nós temos atmosfera, ela protege os raios UV de baterem com toda a intensidade e isso não permite a geração de hélio 3 de maneira abundante, como acontece na Lua. Então, por um lado, é uma desvantagem, mas é basicamente graças a isso que nós temos motivos para voltar para lá. Isso é bom que já encaixa com a pergunta da Paula. A Paula Mendes perguntou, existe risco real de guerra por recursos da Lua tipo o hélio 3?
Eu acho que é assim, cara. Não sei se vai ser uma guerra, talvez continue nessa, vamos dizer, guerra meio fria que a gente fala, né? Não sei se guerra, guerra, dos dois países aí, China e Estados Unidos, saírem no braço de verdade, né? Mas, cara, na verdade, essa guerra já começou, tá?
Ela já começou. Porque quando você começa a ter, por exemplo, a China falando que não vai vender mais terra rara para os Estados Unidos. Os Estados Unidos e a China nessa coisa de tarifas de um lado para o outro. Então você vê que já existe uma certa tensão, não sei se a gente pode chamar de uma guerra em si, mas existe uma certa tensão entre eles que já vem rolando faz tempo. Então, assim...
Se o Hélio 3 está lá na Lua, e para a Lua é a maneira da gente conseguir esse elemento para poder dominar a energia de fusão nuclear aqui na Terra, que vai resolver muitos problemas, a gente consegue emendar aí o... Até parafraseando do livro do Villela aí, né?
A gente consegue conectar e emendar os pontos. É, ligar os pontos. Exato. Ligar os pontos aí e mostrar que isso tem um sentido, meio que essa guerra já está acontecendo. Já está acontecendo. A gente vê isso quase que todo dia.
A gente está vendo escalar isso pelas terras raras, os caras tentando sufocar a saída de petróleo para ir para a China. E agora vai ser o novo campo de batalha é o espaço. Se vai ser armado ou não... Imagina a China, né, cara? A China está lá. Ela depende do petróleo que está ali no Oriente Médio que os caras mandam para ele. Agora, pá, pararam de mandar.
E já teve o Venezuela, né? Já teve o Venezuela. Já teve o Venezuela também, exatamente. Se a China domina o Hélio 3 da Lua, cara, ela fala assim, meu amigo, fica com esse petróleo pra você, eu não quero sair pra nada. Não precisa sair pra nada pra mim, pra absolutamente nada. Eu vou gerar energia, eu vou gerar calor, eu vou gerar o que eu quiser. Agora eu tenho o que eu preciso, entendeu? Então, assim...
A gente, às vezes, acha que ir pra Lua e tal, o negócio, o pessoal fica aí falando que não foi. Cara, mas o problema, ele é maior do que a gente pensa, entendeu? E esses caras aí estão pensando nisso. No final, Sérgio, no final tudo é grana, né? Cara, no final tudo é grana e hoje no mundo tudo é energia, cara. Essa é a parada, entendeu? É a parada, por quê? Até quem fala de inteligência artificial, o gargalo é energia também.
É lógico, energia é tudo hoje, porque sem energia você não tem servidor, você não tem data center, você não tem as coisas funcionando. Se a inteligência artificial é onde está sendo colocada a grana para caramba, a inteligência artificial depende muito de energia.
Então vamos fazer o que? Energia é isso. A briga no mundo, pessoal, é por energia. Isso aí, o Willer sabe mais do que eu, né? Vários escritores das antigas aí da ficção científica já meio que me fixaram essa parada, cara. Duna, a Fundação, tudo isso. O Mad Max.
Exato, mas Duna, o pessoal talvez não tenha essa muita noção, porque Duna depende da maneira como a história é contada, né? Tipo, tem várias camadas ali. Mas o pessoal vai lá pra quê? Atrás do quê? Do petróleo, né? É, do petróleo deles lá. O petróleo deles, cara. Exatamente. Então, assim, é isso, entendeu?
Tem uma outra coisa interessante na sua questão energética. Só uma coisa. Quem escreveu, o autor, inclusive, escreveu numa referência bem clara a esse tipo. Você vê até pelos nomes, o local que é totalmente deserto. Deserto. É uma referência muito clara. Desculpa, pode falar. Claro.
Não, não, eu te interrompi aí, Firmal. Vamos lá. Mas essa questão da energia é uma coisa que, assim, pode abrir um debate até por causa dessa ignition que o George Azekman fez. Porque uma das coisas que ele fala, lá no final da conferência é vamos mandar um reator nuclear para Marte.
E aí, se você, por exemplo, pega esse reator nuclear, vai servir para quê? Vai servir para alimentar os hardwares em Marte, vai servir para futuras bases, testes, etc. Agora você imagina, você vai para a Lua, que tem a questão do resfriamento muito poderoso.
você tem muito espaço disponível. A fissão nuclear, você precisa reabastecer, sei lá, uma vez a cada 10, 20 anos. Então, você imagina, encher a lua de reator nuclear, botar os servidores que o Sérgio falou, pronto, cara, você tem tudo ali, tudo feito. Então, assim, a grande questão disso vai ser, tá...
Qual é, quão ético é, quão liberado é você meter reatores nucleares que vão gerar resíduos num outro lugar que não seja a terra? Enfim, tem todo esse debate aí, ético, moral, político e até tecnológico, né? Como que eles vão fazer isso? Que é uma coisa que a gente vai acompanhar muito aí nos próximos anos, né? O start desse debate foi dado agora nessa semana.
Pois é, fala, Santa. O Hélio Musk mandou pra gente... Hélio? Hélio Musk. Sergão, o que mais pode dar errado num voo desses que a gente nem imagina? É, vamos falar isso. O cara tem que ser muito, muito... O homem e a mulher tem que ser muito corajosos pra embarcar numa dessas. Sergão já aqui, falou que não iria, não teria coragem mesmo. Não vai de jeito nenhum, cara. Mesmo que falasse, Sergão, de graça, vai lá. Não vai.
Mas de graça é que eu não... Pagando, eu já não gosto de graça. O Sérgio paga pra não ir. Ah, é. É o contrário. Ele paga pra não ir. Eu não sei se eu iria também, viu? Diante dos ricos... Cara, então, ó...
A gente falou em tom de brincadeira, mas você pega até o banheiro e já deu problema. Então, assim, é do banheiro a qualquer outra coisa. Não é à toa, repetindo, que os quatro astronautas que foram selecionados para isso são pessoas extremamente experientes, extremamente habilidosas, cada um no seu nível de conhecimento, no seu nicho de conhecimento.
E, cara, é muita coisa que pode dar errado. Já podia. Então, a diretora da missão aí, ela falou, eu não vou lembrar agora, porque eles têm uma lista de não sei quantos itens que podem dar errado. E eles vão riscando, entendeu? Então, fez toda aquela manobra ao redor da terra ali. Ali tinha várias coisas que podiam dar erradas. Já não deram.
Eles estão nessa ida para a Lua agora. A ida para a Lua é mais tranquila, não tem muita coisa para acontecer. O retorno também não tem. Mas aí, cara, começam a ter alguns probleminhas aí que a missão anterior teve. Essa cápsula, Vilela, quando ela entra na atmosfera, ela tem um negócio que vai proteger os astronautas do calor, que a gente chama de escudo de calor.
O escudo de calor dessa cápsula aí, na missão de 2022, ele não funcionou como ele deveria ter funcionado. Tá falando na reentrada? Criou uns buracos nele. É um problema seríssimo que tem essa cápsula aí. É o escudo de calor dela. E tem também uma... Criaram uns buracos. Tem uma inclinação certa também para...
Tem um ângulo certinho que ela tem que reentrar. Exatamente. Se ela reentrar em um ângulo diferente, ela quica na atmosfera. Se ela entrar em um outro ângulo, ela passa reto e os caras vão embora. Entendeu? Nossa. É isso aí. E o escudo de calor, lá em 2022, ele apresentou uns buracos, umas coisas... Cara, não funcionou como deveria.
Chegou ao ponto do plasma que é gerado ali no atrito com a atmosfera, ele ficar quase que encostando na lataria da cápsula. Chegou a encostar, porque derreteu os parafusos que prendem o escudo na cápsula. Ela quase se desintegrou durante a reentrada.
E aí, o que os caras criaram agora? Eles criaram uma solução muito legal. Ela vai vir na banguela, entendeu? Basicamente. Aí, em vez dela reentrar direto, eles vão fazer ela dar uma quicadinha na atmosfera para dar uma reduzida na velocidade e aí depois reentrar. Essa é a manobra que eles inventaram de fazer.
Então, assim, o escudo de calor é algo que eles estão, têm a preocupação, será que vai funcionar? Eles falaram que sim, mas vai ser testado agora. Tomara que funcione, não dê problema nenhum. Depois tem o paraquedas, né? Os paraquedas têm que abrir para reduzir a velocidade dela e tudo mais. Então, assim...
Cara, são centenas e centenas de coisas que podem dar errado. Por isso que eles estão fazendo atualização todo dia dessa missão. Uma das últimas aí, o que o pessoal fala é o seguinte, ela tem pequenos probleminhas, só que o pessoal consegue lidar com isso e, obviamente, igual o avião que a gente pega aí todo dia...
Uma cápsula dessa, ela tem vários sistemas de redundância. Então, se um negócio não funciona, eles desligam e põem o outro para funcionar. E aí vai indo. Mas tem muita coisa para dar errado. Mas se a gente colocar numa escala, o lançamento é o mais perigoso. O lançamento é um dos momentos mais tensos, mais perigosos, porque é muito uma bomba, né? Aquilo é uma bomba. Você está sentado em cima de uma bomba.
Você está sentado numa bomba. É uma bomba que explode de forma controlada. Foguete é isso, cara. Mais nada, tá? Então, assim, podia dar muita coisa errada? Podia. Já não deu. Lançamento, já se livraram. Estão lá, estão tranquilos e tal. Agora, essa jornada toda aí, é igual avião, né, cara? Mais ou menos igual avião. O pior é subir e descida. É, em cruzeiro, né? Em velocidade de cruzeiro ali, tirando, né? Algumas exceções, mas em velocidade de cruzeiro, você vai tranquilo e tal.
E a volta, que é esse problema do escudo de calor aí. Vamos acompanhar tudo.
Fala aí. Não, não. É, pode... Eu ia falar de subir e descer a parte mais perigosa mesmo. Sempre, né? É isso aí. Fale. O Felipeira trouxe uma aqui. Essa eu acho... Eu acho que eu sei o porquê, mas eu quero ver. Tá bom. O Felipeira98 mandou... Uma vez ouvi um papo furado dizendo que o primeiro animal a ir para o espaço foi um rato. Por que dizem isso? Aham? Nunca ouvi. Qual que é a história? Assim.
Cara, assim, o negócio de bicho ir pro espaço, né? Por exemplo, muita gente fala que os primeiros, na verdade, foram moscas, né?
porque as primeiras naves lá que voavam e tal não tinham um protocolo rigoroso de limpeza e acabou indo umas moscas ali. Então chegou aí rato, chegou aí chimpanzé, chegou aí cachorro. O Programa Espacial Soviético tinha cachorro que era criado para ir para o espaço. A Laika é um exemplo desse. Mas o rato assim, qual que é? Por que você sabia a resposta, Luciano? É, por quê?
Porque eu gosto de assistir os lançamentos também. É uma coisa que me atrai muito. Ah, tá bom. Agora eu entendi. Ah, então tem uma brincadeira. É o rato da SpaceX. É o rato da SpaceX. O que é a história? Explica aí, Henrique. Vamos lá, Henrique. Todo mundo rindo e eu boiando.
O rato da SpaceX é uma parada que a Carol Capel criou, né? É o seguinte, quando tem o Falcon 9 da SpaceX, separa o primeiro do segundo estágio, a gente tem ali o escapamento do sistema que solta uns pedacinhos de gelo ali de combustível criogênico.
E aí esse gelo, ele cai na tubeira, na parte do motor do foguete, que tá muito quente. Lembrando, esse combustível criogênico cai na coisa muito quente. E aí acontece o que a gente chama de Leyden Frost Effect. Que é aquela coisa, se você pegar a frigideira de ferro, botar no fogo, deixar lá, pingar umas gotinhas de água, que elas ficam correndo.
É isso aí. Isso acontece em quase todo o lançamento do Falcon. E aí ela viu isso e falou assim, olha lá, a SpaceX tem rato no foguete deles. Isso aí é tudo uma farsa, eles estão gravando em estúdio, coisa assim. E aí pegou, né? A gente gostou, achou engraçada a brincadeira e aderiu. E a gente chama agora os slayner prós.
rato, o ratinho do SpaceX. São os ratinhos do SpaceX. Agora sim. São os ratinhos, né? Mas aí, agora falando de rato de verdade, cara, a estação espacial chinesa, ela faz uns experimentos com bicho, cara, que assim, dá até um pouco de dó, né? Então assim, ela levou peixe, levou um aquário com os peixinhos, entendeu?
E ela levou uns ratinhos, cara. E quando você solta o ratinho na microgravidade, tadinho, eles ficam doidinhos assim, cara. Porque não tem onde apoiar. Putz, que dor. Então eles põem numa caixinha. É, mas é experimento. Porque assim, é experimento pra você medir o quê? Principalmente o efeito da microgravidade no corpo, né?
Então, ao invés de ficar testando com o ser humano, leva uns bichos pra lá e faz isso. Cara, mas dá dó de ver os ratinhos ali da estação chinesa. Eles começam a girar, não conseguem parar, porque eles começam a dar cambalhota eterna, entendeu? Se não é o astronauta ir lá e segurar eles, eles vão ficar girando maluco ali dentro. Então, assim, faz parte. Agora, por incrível que pareça, o cachorro é um bicho que ficou de boas uma vez.
Ele foi lá e ficou assim, ó, paradão. Ah, é? O que tá acontecendo aqui? E o resto, todo mundo maluco. O sapo tentando pular, não conseguindo. O rato girando.
é, não tem isso girafa deve ser difícil levar deve ser fala aí, santa a Camila mandou uma pergunta aqui, a real mesmo Artemis 2 é um avanço científico ou um marketing bilionário? ô louco
É aquilo que a gente já falou um pouco. Obviamente que tem seus avanços. A cápsula é muito mais moderna. Ela é espaçosa pra caramba. Você pegava a Apollo era igual uma lata de sardinha. Essa aí tem espaço. Vamos dizer assim. É o maior espaço da categoria. Sabe a propaganda de carro? É.
É a Orion. Então, assim, obviamente, os sistemas que você tem ali dentro, a programação e tudo mais, obviamente que você tem avanços científicos, né? O foguete, assim, claro que você tem avanços científicos. Como a gente já falou, o problema não é bem esse, né? Tem outros problemas aí por trás. Mas não é um marketing bilionário, não. Eu acho que tem avanços aí, avanços importantes.
E ela tem que cumprir o objetivo dela, né? Ela leva quatro tripulantes. Então tem isso também, né? Então é... Ela tem seus avanços, sim. Tem suas coisas interessantes aí da gente acompanhar. É, tem muito jeito mais barato de fazer marketing, né? É. Ah, tem. Tem, com certeza. Com certeza. Falei. O Paulo Mendes mandou aqui, ó. Qual é a margem de erro aceitável numa missão dessa?
Zero, meu amigo. Com gente dentro. Tudo tem que estar 110% certo, cara. 100% não serve. Porque imagina, cara, se acontece qualquer coisa com esses astronautas aí. É o fim do Programa Espacial Americano. É o fim, cara.
hoje, no dia de hoje não se aceita mais isso entendeu? Então assim num caso desse aí que tem gente dentro, a última tudo bem agora essa aqui que tem gente dentro isso aqui não pode dar errado, de jeito nenhum entendeu? Então assim, eu acho que é o negócio, como é que eu falei? o erro é zero o negócio tem que estar mais que 100%
Mas se for dar errado, é melhor dar errado lá no espaço profundo, ou não? Não é no lançamento nem na reentrada. É.
Talvez, depende, né? Lá no espaço profundo, vamos supor que ela está com uma velocidade um pouco errada, com um ângulo um pouco errado, eles têm como corrigir as coisas. Isso sim. O grande problema é que, assim, no lançamento, apesar de ser muito perigoso, eles têm já sabendo disso um sistema de segurança, que é aquela pontinha do foguete que a torre de escape. Se der alguma coisa durante o lançamento...
A torre ativa, e ela joga os astronautas com a cápsula muito longe do foguete. Aí eles explodem o foguete. Só que isso é uma força G tão grande que vai acabar ferindo os astronautas, vai fazer eles desmaiarem, etc. Então, mas é melhor do que morrer. Agora, por exemplo, no espaço profundo, se aconteceu alguma coisa, por exemplo, como aconteceu no Apollo 13, ferrou. Porque no Apollo 13 eles conseguiram se salvar porque eles usaram o módulo lunar, que era uma coisa separada, como cápsula de escape para voltar para a Terra.
Ali na Orion não tem cápsula de escape. Então, se acontecer de explodir alguma coisa, como aconteceu na Apollo 13, aí não tem como, cara. Aí já deu ruim mesmo. Isso mesmo. Fala, Santa. O João Pedro trouxe uma pergunta aqui. A gravidade da Lua pode puxar a nave errado se tiver erro de cálculo? Como assim? Vocês entenderam?
Entendi, entendi. Cara, assim, poder. Também o cara vai falar, pode, poder pode. O cara errar a conta ali, tudo bem. Mas muito difícil, porque eles vão passar com a velocidade certa. É aquele, vamos supor que ele está passando e dá algum problema e a velocidade diminui muito, a gravidade da Lua pode capturar. A cápsula ia ficar na órbita da Lua. Isso aí pode acontecer, sim.
Mas por isso que eles vão lá longe e, na verdade, eles vão aproveitar a gravidade da Lua para dar uma enchilingada neles de volta. Entendeu? Entendi. O... Ah, Bruno Neves trouxe a pergunta aqui. Existe alguma decisão técnica na Artemis II que vocês discordam?
Quem sou eu para discordar? Quem somos nós? O monarque deve discordar de várias coisas.
Vamos trazer o Monarque para o debate aí. É, não concordo. Não concordo. Com certeza. Cara, é assim, é esse negócio que a gente fala, né? Do programa Átelis, desse valor e tal. Mas é que quando você fala só do valor, é uma coisa. Só que tem que contextualizar nesse lance que são as empresas, que são empresas que estão há muito tempo ali, que são empresas que têm um lobby muito forte, que são empresas que são muito fortes dentro dos Estados Unidos. Entendeu?
Por exemplo, a NASA não vai arrumar encrenca como a Lockheed Martin, bem agora, no meio de uma guerra, que está precisando dos caças do cara para ir lá. Entendeu? Então, é que você analisar o negócio, tipo, pô, não, é um programa que custa 50 bilhões de dólares e tal, pô, é caro para caramba.
Pô, mas quem que tá envolvido? Pô, essa, essa. Então, quer dizer, tem coisa a mais aí, entendeu? Tem a análise, nesse caso, ela é mais profunda, assim, simplesmente, do que a gente concordar ou não. O que eu acho que eles poderiam, mas aí a decisão também não é de agora, tá? Ela vem lá desse programa Constellation, lá da época do Bush, tá? Eles podiam ter mantido a ideia mesmo de fazer algo mais simples, podia ter jogado no simples, que é a China.
A China, o módulo lunar chinês, ele lembra muito os módulos da Apollo. Entendeu? Então, a China é uma outra parada. Ela está indo no simples. Os Estados Unidos, não. Por quê? Por conta de tudo isso que a gente já falou. Tem um embrólio aí, né? Político, econômico.
Entendi. Falando de governos, porque quem paga a conta é o governo dos Estados Unidos. Agora, se tiver uma mudança muito grande, sai o Trump e entra outro cara, ou já aconteceu isso de o programa atravessar vários governos, existe uma diretriz que transpassa os governos, que o cara não pode mexer ou não pode entrar um cara que fala vamos interromper esse programa e pronto. Como funciona essa?
Pode, né? Então, vamos pegar aí, ó. Vamos pegar nessa história recente aí. Quando era o governo Bush, ele criou o programa Constellation, que o objetivo era voltar pra Lua. Quando veio o governo seguinte, que era do Obama, o Obama falou vamos pra Lua, coisa nenhuma. Nós já fomos. Cancela o programa Constellation e ele focou em minerar asteroide. Esse era o... O Obama parou a ida do ser humano pra Lua.
pra colocar um programa de mineração de asteroide. Quando mudou do Obama pro Trump 1, o Trump falou, esquece esse negócio de asteroide, nós vamos pra... E a NASA falou, decide aí logo o que você esquece. Decide aí. Eu faço... Qual que é a brincadeira que eu faço, cara? Esse é o problema da democracia. Entendeu? Você tem alternância de poder, meu amigo. Na China não tem esse problema, né? Na China não tem esse problema. Na China é aqui, ó. Bora. Entendeu?
Então, assim, mas agora, né, pode ser... Por exemplo, o Biden, quando ele entrou, ele não mudou. Ele manteve, entendeu? Ele manteve o programa Árteles. Agora, o que acontece com a NASA, e isso é legal da gente falar, Vilela, a galera fala assim, pô, a NASA tem grana infinita. Quem dera a NASA tivesse, cara? Porque ela não tem.
Na verdade, o orçamento da NASA, cara, é uma briga gigantesca. O orçamento da NASA, ele fica ali flutuando ali na casa dos 20 bilhões de dólares. Só para o público aqui ter uma ideia. O orçamento das Forças Armadas dos Estados Unidos é um trilhão de dólares. Chegou ao ponto, Vilela, antes do cara, do Jared, assumir...
Chegou o administrador, a NASA teve aí durante uns dois anos, mais ou menos, quase, né? Um ano e pouco, um administrador interino. Esse cara, sabe o que ele falou? Vamos fazer com que a... Olha só o que o cara falou.
Vamos pegar a NASA, vamos tirar da NASA esse negócio de ser uma agência. Presta atenção no que o cara falou. Vamos pegar a NASA e enfiar ela no departamento ou no Ministério de Transportes dos Estados Unidos. Se fizesse isso, do dia para a noite, o orçamento da NASA dobrava. Só por isso.
Só quer trazer uns outros 500 milhões de problemas, né? É, mas tudo bem. Porque o orçamento das Forças Armadas dos Estados Unidos, cara, beira um trilhão de dólares. A NASA é 20 bilhões de dólares. É muito pouca grana pra eles fazerem tudo o que eles querem fazer. Porque não é só ir pra Lua. Tem as missões pra Marte, tem a missão pra Júpiter, tem missão não sei o quê, tem observação da Terra, tem que cuidar daquilo, tem ensino, tem... E aí
Então, assim, é uma briga gigantesca. O que pode acontecer de um governo para o outro é um governo ir lá e dar uma segurada no orçamento da NASA. Aí depende do cara que está administrando a NASA naquele momento. Vale lembrar uma coisa, tá? Não é obrigatório mudar o governo e mudar o administrador.
às vezes o administrador se mantém, mas ele atravessa, igual você falou, diferentes governos. Se ele for um cara ali que tem um jogo de cintura muito bom, ele consegue. Então, assim, mas o que pode machucar é o orçamento da NASA.
Mas aí, se for falar de machucar, a gente fala do orçamento da Agência Espacial Brasileira. Que é de? Que é de quantos reais? Cara, se eu me lembro, da última vez que eu lembro, era 130 milhões de reais por ano. 10 reais mais o dinheiro do Buzan. É, é tipo isso aí. A Índia hoje investe, acho que 3 bi.
por ano. Eu só não lembro se é de dólares ou se é de reais, mas eu acho que são de reais. E a EB, cara, ela sofre até para pagar as despesas obrigatórias. É um orçamento pífio. A gente mal tem coisa para fazer. E o pouquinho que a gente tem já não consegue por causa do orçamento, por causa de política. Porque, olha o que acontece.
A Agência Espacial Brasileira está vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia, o MCTI. A NASA não. A NASA é uma coisa à parte. Uma agência. Ela está no guarda-chuva direto da mesa da presidência dos Estados Unidos. Então, ele não responde a ministério nenhum. É diferente do que acontece aqui. O orçamento da AEB depende de parte do orçamento do Ministério de Ciência e Tecnologia.
Isso aí. Mas por isso que ser agência é bom? Depende. Por isso que o cara queria enfiar ela e ia virar departamento de transporte. Aí o cara falou assim, transporte espacial, é transporte. E aquele projeto Guerra nas Estrelas Morreu, existe ainda? Como que é?
agora tá mais vivo do que nunca, né, cara? O programa Guerra nas Estrelas é um programa do governo Ronald Reagan, lá na década de 80. Lá atrás. Lá atrás. E que era o quê? Colocar armas no espaço. Né?
Muito bem. O que aconteceu foi o seguinte, né? Quem comandava essa parte do programa espacial americano durante muitos anos foi comandado pela Força Aérea Americana, tá? Isso não acontece mais. Por quê? Porque foi criado, ou Trump criou, né? Um negócio chamado Space Force, tá?
O que é a Space Force? Space Force é um novo braço dentro das forças armadas dos Estados Unidos, que é o braço que cuida do setor espacial. E é esse braço aí hoje que ele é muito importante, principalmente nessas guerras todas e tudo mais. Então, assim, será que nós temos arma no espaço?
Não sabendo. Podemos ter? Poder, nós podemos. Será que os satélites que a Space Force lançam são satélites só de vigilância? Só de ficar ali olhando para o amiguinho e tal, para ver as movimentações dele? Pode ser também. Mas vamos saber algum dia? Provavelmente não.
Isso é exclusividade dos Estados Unidos? Não é. A China lança satélite secreto, a Índia lança satélite secreto, a Rússia lança um monte de satélite secreto que a gente não faz ideia do que é. Então, existe isso aí sim. Então, assim, o programa Guerra nas Estrelas, o programa do Ronald Reagan, de certa forma, continua assim até hoje.
Entendi. O que a gente pode falar do calendário desse ano e do ano que vem? Desse ano, o que ainda vai ter de relevante, de lançamento pelo mundo? Ah, cara, não, assim, o lançamento é isso. Nós temos aí o Starship, que é o foguete do Elon Musk. Vamos lá, dentro do programa Artemis, né? Vamos falar assim primeiro. O Starship, que é o foguete do Elon Musk, num voa faz uns bons meses.
Então, assim, voou o SLS, que era criticado, tal, tal, tal, caro, não sei o quê.
voou. E o do Elon Musk não voou, não voou. Então, assim, o Starship é um foguete que precisa fazer uma série de testes esse ano, mas uma série de testes. Será que ele vai fazer? Não vai e tal? Nós vamos ter que acompanhar. O Starship, ele tem uma manobra pra ele fazer no espaço, Vilela, que é uma das coisas mais complicadas, que os próprios engenheiros da SpaceX já falaram que eles não sabem nem como que eles vão fazer isso. Entendeu?
Que é o seguinte, vão vir duas naves, que a gente chama de Starship, e elas vão copular no espaço. Elas vão chegar uma de barriguinha pra outra, assim, ó. Uma de barriguinha pra outra, assim, ó. Ah, vai ser de barriguinha, tá. De barriguinha, de barriguinha. Essa aqui tem uns pininhos e essa aqui tem uns buraquinhos. Dois aqui, dois aqui. E elas vão encaixar. Pá.
E essa nave aqui vai ter combustível e vai transferir combustível para essa outra aqui, mas isso no espaço. Nossa! Então, assim, isso é uma coisa que os próprios engenheiros da NASA, da SpaceX, eles já falaram que eles não têm nem ideia como é isso, entendeu? Mas vai ter que fazer, porque isso é fundamental para o programa Starship, que é o programa da SpaceX, funcionar. Beleza?
Será que nós vamos ver isso esse ano ainda? Não sei. Devia ver? Para os dois aí, né? Vocês acham que existe nesse plano de invenções e tecnologia e avanços espaciais os caras que falam é o seguinte, a gente precisa desse negócio se vira para fazer isso acontecer ou é assim? Foi criada uma tecnologia. Putz, que legal. O que dá para a gente fazer com isso? Qual dos dois caminhos é o mais comum?
Eu acho que falando do Elon Musk é o primeiro, cara. Eu também acho. Vai lá e se vira mesmo. Eu preciso disso daqui. Mas não tem... Não, cara. Eu quero aí. Eu quero pousar um avião de ré. Eu quero que o avião de ré se vira. É assim, né? É. Concorda com isso, Henrique? Não. Concordo, cara. É exatamente isso aí. Não tem muito o que dizer, não.
É meio estilo do cara da Apple também, né? Que os caras ficavam loucos com ele, né? Ele chegava com umas ideias e falou isso aqui não vai nem aparecer. Tá dentro do computador não vai aparecer. Não, eu quero que fique bonito aí também, se vira aí. É isso mesmo. Então assim, o Starship vai ter que voar.
O concorrente do Elon Musk, que é o Jeff Bezos, a empresa dele está muito bem, por incrível que pareça, a Blue Origin. O foguete dele já voou.
Já pousou na balsa. Entendeu? O do Elon Musk, esse Starship que tá voando aqui, ele é um protótipo ainda. Ele não é nenhum foguete, não. A gente não sabe nem como que ele vai ser. Então, assim, nós vamos provavelmente ter mais voos desse foguete novo aí do Jeff Bezos também, que é o Neil Glenn.
que vai ser um foguete depois usado dentro do programa Artemis também, entendeu? Então, assim, no programa Artemis, a gente tem isso aí para acontecer durante esse ano, que vai ser muito legal da gente acompanhar, tá? Muito legal mesmo.
E tem que acontecer, porque ano que vem na Artemis 3, se a SpaceX não fizer, ela perde a vaga para a Blue Origin. Hoje a Blue Origin está na frente, com o Blue Moon, já tem o protótipo lá testando e tal. E ano que vem, a nave tem que acoplar com a Orion. Alguma coisa tem que acoplar com a Orion ali para eles testarem os sistemas e testarem os landers que vão pousar na Lua em 28.
Se a Blue Origin estiver pronto e a SpaceX não estiver, a SpaceX perde a vaga dela de contrato para a Blue Origin, porque os caras querem pousar. Então quem tiver primeiro ali vai levar. Se as duas estiverem prontas, ótimo. A Orion vai e faz o teste com as duas. Se as duas forem aprovadas, beleza. Aí, se eu não me engano, a SpaceX mantém mesmo esse primeiro pouso com eles, porque o contrato foi fechado assim.
Mas tem que ver, cara. Porque eles têm que testar, como o Sérgio falou, esse sistema de transferência de propelente em órbita, porque sem isso a Starship não chega na Lua. E se não chegar na Lua, não perde o contrato para a Blue Origin. E só para você entender, o negócio muito interessante desse contrato foi o seguinte. Quando a NASA estabeleceu tudo isso, ela abriu concorrência. Porque ela é uma agência, ela abriu concorrência.
A SpaceX foi lá e fez uma proposta de 3 bilhões de dólares. A proposta da Blue World foi o dobro. Na hora que foi ali abrir os envelopes, os caras falaram assim, aqui a SpaceX ganhou. O Jeff Bass ficou puto, cara. Mas puto no nível de processar a NASA. Por quê? Ele processou a NASA. Mas é de quê? Porque ele falou o seguinte, ele alegou que teve uma inside information para a SpaceX.
E ela sabia exatamente o valor que a NASA tinha para gastar, que era de 3 bilhões. Porque se ele soubesse também, ele tinha feito o projeto em 3 bilhões de dólares. E ele processou. Pouca gente fala disso, mas isso aí, cara, representou... Porque aí, quando ele processou a NASA, parou tudo.
A SpaceX não podia fazer nada, a NASA não podia fazer nada. E ao fazer isso, e ao fazer isso, ele atrasou o programa aí pra Lua, cara, uns oito meses, mais ou menos. Entendeu? Então, assim, se você vai somando um pedaço com o outro e tal, esse programa aí, ele tá muito atrasado, né? Ou tá chegando nessa briga aí com a China, tão pau a pau.
O Jeff Bezos tá aí. E o Jeff Bezos, ele tava de escanteio. Beijo, então. O Jared, que é esse cara que a gente falou aí, que é o cara mais moderno e tal, ele falou, cara, não tem esse papo, não. Traz ele de volta pra cá. Se ele conseguir, eu não quero nem saber. Vai ele, entendeu? Sem ressentimento. Lembrando que o Jared é muito amigo do Elon Musk, tá? Mas ele não quer ser amigo, amigo, negócio apático. Aqui não é assim, não. Então, esse cara, é isso que eu tô falando. Esse cara, ele demonstra...
uma vontade de fazer a coisa acontecer e acontecer da melhor forma possível, cara. E tem a parada que é a seguinte, a Blue Origin, mesmo com essa treta toda, ela manteve os contratos, só que os contratos dela eram para, na época, a Artemis 3 ia pousar, né? E aí a SpaceX tinha contrato com a Artemis 3 e a Artemis 4. E aí o Jeff tinha com a 5 e a 6.
pro lender dele, só que no cronograma da época ia demorar muito aquilo pra acontecer, com risco, né, por causa do orçamento da NASA, de nem acontecer se não acontecesse ele perdia o valor do contrato, perdia tudo, então ele falou, cara eu não vou arriscar nem esperar não deixa eu puxar isso aqui pra mim, e aí deu essa treta toda exatamente isso o Santa tem uma pergunta que ele tá com vergonha de fazer, mas eu acho a pergunta boa aí, manda aí Santa
A pergunta aqui é, vem, ó. Se tudo é certo, qual que é o próximo sonho realista da humanidade no espaço? É, tipo, Marte é realista, né? Você quer dizer isso? Isso, isso. Sonhar pode, mas... Tá. O que é realista? O que dá pra gente fazer no espaço com a humanidade? Com a tecnologia de hoje.
Não, dá sim, cara. Assim, lembrando que pra Marte, né, a gente já manda um monte de coisa, e pra Marte não é segredo, tá? Não, o lance, eu acho que ele tá falando de morar lá, né? Ah, morar? É, morar lá. Cara, assim, morar, Santa, eu, eu, particularmente, acho que o ser humano nunca vai morar em outro lugar, cara. Morar mesmo é muito difícil, é muito complicado por conta da, principalmente, cara, da radiação, entendeu? Principalmente por conta da radiação.
Então, eu acho que morar mesmo, nós vamos ficar aqui. Agora, explorar Marte, com certeza vai ser explorado. A Lua vai virar uma grande mina, um grande projeto de mineração mundial, isso eu tenho praticamente certeza, entendeu?
Agora, morar, cara, vai ser difícil, viu, Santa? Isso aí não vai nada. Eu acho, pelo menos. Mas tripulada pra Marte e dar um girinho lá, vai rolar. Ah, não, acho que até pousar em Marte, provavelmente nós vamos, entendeu?
Agora, viver, estabelecer uma colônia, estabelecer uma civilização em Marte, essa ideia do Elon Musk, a gente tem que salvar a humanidade, isso aí, para mim, nunca vai acontecer. Essa própria ideia do Elon Musk, de que estamos aqui conversando, terminou aqui, a gente entra em uma nave, vai para Marte. Isso aí não existe, não é, pessoal? Isso aí não faz o mesmo sentido.
Eu acho que vai ser pessoas altamente preparadas, astronautas do mais último nível de preparação ali que vão conseguir fazer isso. Vou, então, ajudar na pergunta dele. Turismo espacial no sentido de que qualquer pessoa pega um foguete e dá uma volta na Terra ou vai para uma estação espacial, tipo um hotel, passa uma noite lá e volta. Isso é o cenário real? Isso aí, sim. Isso aí acho que vai conseguir. Isso aí vai. Vai.
uma grana razoável uma grana razoável uma grana razoável no começo vai, até que esse negócio popularize e caia o preço mas eu acho que isso aí vai ter isso aí vai então isso é possível e aquela história também sobre criar uma atmosfera em Marte terraformar isso, terraformar Marte
Cara, isso aí era o Elon Musk durante muitos e muitos anos, ele falou da tal da terraformação de Marte. Faz tempo que ele não fala mais. Faz muito tempo que ele não fala mais disso, porque é o seguinte, cara. Seria algo... Vamos lá. Como que a gente terraformaria Marte? Vou dar as etapas aqui. Não é difícil, não. Mas vamos lá. Ah, então é possível? Não é. Não é. Pior que não é, não. Ah, tá. Porque eu achei que é uma viagem tão grande. Vamos lá.
Primeira coisa é Marte não tem atmosfera Ele não tem atmosfera Porque ele não tem campo magnético Então a primeira coisa é ter que criar Um campo magnético em Marte Como que a gente faria isso? Dois imãs gigantes, um no Polo Norte e um no Polo Sul Beleza? Feito isso A gente teria que levantar Engrossar, digamos assim A atmosfera marciana Como que a gente faria isso? Joga bomba atômica em Marte E aí
Todo mundo já viu aquela camiseta escrito Nuke Mars. O pessoal não sabe o que a palavra Nuke quer dizer. Toda vez que você vê Nuke escrito, quer dizer jogar bomba atômica, tá, pessoal? É isso. Nuke. Então, bombardear Marte com bomba atômica. O que que ia fazer isso? Ia levantar o pó, a poeira marciana, que é rica em CO2, e ia prender no campo magnético que a gente criou. Beleza?
A atmosfera rica em CO2 não serve para a gente. Então, o que a gente faz? Terceira etapa. Enche Marte com um bichinho chamado cianobactéria. Por quê? A cianobactéria consegue se alimentar do CO2 e expele O2. Olha que maravilha. Aí a gente limparia o CO2 da atmosfera de Marte. Porém, O2, oxigênio,
não é o gás que tem mais em abundância na atmosfera da Terra. Certo? O gás mais abundante aqui é o nitrogênio. Então, a quarta etapa seria jogar algas em Marte. Por quê? Porque as algas iriam pegar esse oxigênio e iriam equilibrar a atmosfera marxiana. E depois você estava pronto para fazer um monte de coisa lá. Tranquilo? Até aí? Certo. O problema é o tempo que se demora, cara.
Isso demora aí na casa de uns 10 mil anos pra acontecer. Entendeu? Então, assim, é possível? Possível é.
é pouco provável, é inviável de acontecer. Mas o Elon Musk, só para lembrando aqui, ele falava isso durante muitos e muitos anos, repetiu isso. Ele tem apresentações dele em 2016, 2017, que eu assisti dele, ele mostrando Marte sendo terraformado.
hoje, isso nem passa pela cabeça dele mais, tá? Por que você acha? Porque tem outras prioridades? Porque aquilo foi só marketing? Porque ele viu que, na verdade, o negócio faz sentido, né, Vilela? Faz sentido, cara. Cara, você pode ser o cara mais maluco das ideias, você pode ser marketer, você pode ser o que você quiser, mas você também, em uma hora, cara, você tem que pôr o pé no chão e falar, galera, isso aqui, pô, é legal, é uma ficção científica maravilhosa, a gente que curte ficção científica, a gente ia adorar, né, Vilela? Pô! Ia ser... Ia ser...
O Vingador do Futuro lá, né? É o Vingador do Futuro. É aquilo lá. Exatamente aquilo. A mulher com três tetas, lembra? Isso aí. Você lembra? O Jaime, dessa época não, você lembra disso?
Vingador do... O Jaime não tá escutando a gente? Tá escutando, Jaime? Pior que o... Não tá. Pior que o Vingador do Futuro, cara. É um filme tão legal. Todo mundo só lembra da mulher de três tetas. Pois é. Mas a versão mais recente do Vingador do Futuro ficou uma merda, né? Não curti, não. Você chegou... Aliás, você assistiu o Devoradores de Estrelas já ou, Sacani? Eu li o livro e assisti o filme. O livro é maravilhoso, né?
O livro é maravilhoso, obviamente, né? O livro tem os detalhes e tal, mas o filme eu acho... Você chegou a assistir o filme? Assisti, eu achei ele meio infantilzão, assim, meio bobinho, né? Eu gostei, mas é mais pra um público mais abrangente. Spoiler, por favor. Não, não vou dar spoiler, mas meu filho adorou, assim, pra você ter uma ideia. Ah, então é mais pra ir com família? É? É? Tem uma pedra falante, né? Então é engraçado.
Ah, mas não é. É uma pedra que fala, né? É engraçado, assim. É isso mesmo. Mas você gostou do filme, Sérgio? Cara, eu gostei, sim. Eu gostei, sim. Eu já gostei muito do livro, né? O livro é sensacional. Não, o livro... Fiquei pirado naquele livro, cara. Pirei naquele livro. Esse cara, vocês conhecem ele, né? É o cara que escreveu O Perdido em Marte. Ele é famoso por escrever Hard Science. É, o Andy Weir. O Andy Weir é o cara que escreveu O Perdido em Marte. E Arthur também, né?
E Artemis também. E o... Como que chama lá? O Ryan Groslin é o cara que interpretou o Neil Armstrong. É. Exato, né? Ele é um cara bom pra conversar no podcast aí algum dia. Ou é a... Faz essa ponte aí. Faz essa ponte aí. Adoraria, cara. Li os dois livros. Não li Artemis ainda. Se alguém leu aí, me fala se é bom. Vai na sequência também. Mas o Perdido em Marte e o Devoradores aí é legal.
Posso só falar um negócio aqui do Devorador de Estrela? Bora. Ele tem esse nome aí aqui no Brasil, tá? É. Mas ele chama Projeto Hail Mary. Exato. Será que o pessoal sabe por que chama Projeto Hail Mary? Pode falar, não é spoiler. Não sei não, contei. Hail Mary é uma jogada do futebol americano.
que quando o time tá perdendo por pouquinho ponto e tá acabando o jogo, o quarterback, que é aquele cara que lança a bola, ele pega a bola, o time vai todo lá pro fundo pra marcar ponto, e ele pega a bola e seja o que Deus quiser, entendeu?
É por isso, então. Aí o Gimela que lê o livro e o filme, ele vai ver que é muito mais sentido do que... Com certeza, tipo... Cara, só... Vai. Vai. Se der, deu ou se não der. Todos os nossos esforços estão aqui, ó. Exatamente isso, Gimela. É. Aí tem muito mais a ver, não tem? Tem muito mais a ver. Muito mais a ver. Exatamente.
Mas aí aqui no Brasil não ia fazer sentido o cara que errou o Mel e tal, exatamente. E o que eu acho que perdeu muito, né, Serjão? É toda a etapa de linguagem, né, deles descobrindo como se comunicar, que no filme é bem mais simples, assim, até nem teria como, né, ia perder muito tempo, né? Teria que fazer um outro filme, teria que fazer, porque a galera aqui que já viu a chegada, a chegada a gente pode dar spoiler, né? É, claro, claro.
Total. O A Chegada, o grande lance da chegada é aquele lance do primeiro contato, né? Quem a gente vai chamar pra fazer o contato com os caras. Exato. Chamar uma linguista, né? E aí chamar uma linguista, papapá, tatatá, aquela história toda lá. E o Rei Homero, o devorador de estrela, ele tem uma chegada dentro dele, né? É que não contou.
Exato. Tem aspectos do A Chegada? Muito, muito. Pra mim, A Chegada é um dos melhores filmes já feitos. Eu gosto também. Tem muito, cara. Mas o livro detalha isso. No filme, eles espremeram demais essa parte.
Mas podia ter um contando só isso. Podia ter um spin-off aí, alguma coisa. Porque é muito legal. O jeito que ele descobre, né? O primeiro corte desse filme tinha 3 horas e 41, cara. Sério? É. Aí você imagina, vão picotando, picotando, picotando. Fica o que ficou no filme. Se os anéis versões estendidas? É. Se lançarem um maior... Pô, podia lançar, então.
podia lançar, porque no livro você lembra, né toda a parte que ele tá sem memória ele vai, você vai descobrindo junto com o personagem muito devagar quem ele é, porque ele tá lá o que é cada coisa, e essas descobertas são muito legais, e no filme é tipo ele descobre quase tudo ao mesmo tempo, assim, né
Tudo ao mesmo tempo, cara, né? Vem tudo ao mesmo tempo, é isso mesmo. Então, vão ver aí o Devoradores Estrelas. Recomendo demais. Tem mais perguntas? Temos a Saideira aqui. Então, é a Saideira. O Vieira Leozinho mandou. Serjão, como funciona o sono em gravidade zero? Ih, eu pensei que ia falar do sexo, mas e o sono? Cara, então, vamos lá.
Ah, primeiro, né, o sono no espaço é um negócio que a gente sofre demais, os astronautas, né? Porque, olha só, quem fica em órbita da Terra experimenta 16 nascer e pôr do Sol num dia. Nossa! Então, imagina o que isso faz pro tal do ciclo circadiano do ser humano. Acaba, né, cara? Acaba, detona, tá?
É outra coisa, né? Como que você dorme num lugar onde você fica flutuando o tempo todo? Então, você dorme amarrado. Lembra que eu falei que a óleo, essa cápsula aí, é a maior... Oi? Eu tô rindo, desculpa, porque você dorme amarrado. Aí eu fiquei mais doido que era todo amarrado. Todo amarrado, não tem jeito.
Essa cápsula Orion, ela tem umas redes assim, parece uma rede mesmo, sabe? Que é um saco de dormir pendurado ali nela. E os caras vão entrar no saco de dormir e vão dormir. Assim, eu nunca vi, eu já conversei com alguns astronautas, né?
Eu nunca vi ninguém reclamar do sono, não. O que eles reclamam, os que ficaram em órbita da Terra, realmente, é desse problema de a cada 90 minutos, né? Você tá vendo um nascer do sol, um pôr do sol, não vê? Até você acostumar com isso, você dá uma tiltada, entendeu?
Tem uma pergunta aqui do... Uma coisa interessante, só pra... Uma coisa muito legal. O astronauta, quando ele tá ali naquele ambiente de microgravidade, a sensação de orientação dele é que ele tá sempre em pé. Então, mesmo ele deitado ali dentro de um saco de dormir, na cabeça dele, ele está em pé. Por quê? Então, é muito louco. Porque você tá num ambiente de microgravidade.
Aqui, eu estou aqui no podcast conversando com vocês. Eu estou sentado na cadeira. O meu cérebro entende. Você está sentado. Tem uma coisa puxando para baixo. Existe uma intuição de que eu estou sentado. Se você deitar na cama, você tem essa intuição. Estou deitado. Se você plantar a bananeira, ficar de cabeça para baixo, você sente o teu sangue todo cair para a cabeça e começa a ficar vermelho. Você tem essa intuição. E você sabe o que é ficar em pé, deitado, sentado e de cabeça para baixo. No espaço não existe isso. Você está sempre em pé.
o seu cérebro entende que você está em pé o tempo inteiro então, pô, imagina como é que deve ser isso para dormir, cara eu fiquei uma semana lá em Svalbard e que lá você tem o sol da meia-noite durante três meses, que é três meses de dia o tempo inteiro eu já fiquei louco com uma semana que não anoitece nunca só fica o sol o tempo inteiro imagina os caras que ficam vendo sol e luz e escuridão a cada 90 minutos é muito louco, cara o Leni está com uma dúvida eu vou chamar ele para o microfone diga, diga
Não, o Lênin, você me perguntou. Você tá com vergonha. O Lênin quer saber se é mais fácil ficar de pau duro na gravidade zero. Não acredito que você perguntou isso, cara. Pô, eu pedi, falei pra você.
Vamos lá, é uma pergunta científica. Científica, não tem gravidade. Na teoria deve ser mais fácil, né? Não sei. Expliquei. Dá pra fazer conta? Dá pra fazer conta? Dá. Dá pra fazer conta? Primeiro você tem que saber qual o tamanho. É sério, cara? É sério o pior que dá, velho? É sério?
É o Leni que tá aí? É o Leni. Fala, Leni. O Leni tem as namoradas dele aí, não tem? Tem, tem, tem. Você consegue fazer um experimento, cara? Pode ajudar você nesse ponto. Como que é? Numa piscina. Numa piscina. Os assinados estão em piscina. Onde é na piscina, Leni? Responde aí pra nós. Ele fica lá, ó. Ele fica, né? É mais fácil, é mais difícil.
Eu ia falar exatamente isso. Se os astronautas treinam na piscina pra ir pro espaço, por que que isso também não... É sério, galera. A sua próxima namorada aí, você pega ela e fala assim, preciso fazer um experimento científico com você. Não, o pior não é esse, Sergão. Garanto que será prazeroso pra você. E depois a gente manda os resultados pro Sergão fazer um vídeo novo no canal.
O pior não é isso, Sérgio. O pior é que na minha casa tem piscina. Eu vou ficar 15 dias na China e eles vão vir aqui. Boa dica, viu, Sérgio? Já tem lugar nele. Já tem lugar pra... Tem câmera aqui, nele. Eu vou saber se você usar a minha piscina, entendeu? E ela tá limpinha. É, tá limpinha, né? Olha aí, ó. É aquecida? É aquecida? É aquecida.
Qualquer coisa, Lênis, você fala que é tudo pela ciência, cara. É tudo pela ciência. Boa, boa. Boa, boa. Senhores, obrigado demais aí pelo papo. Tem que lembrar também, Raim, que a gente tá daqui a pouco também indo lá pra ver o Eclipse. Isso aí, é. Sergão, vai também?
Na esporte. Depende dele. Vai, Sérgio. Então vamos embora. Eu falei de 12 de agosto, cara. Eclipse total do sol. Que isso. Tamo lá. Fala aí, Raime. Como que é o esquema? 12 de agosto. 12 de agosto. Estaremos lá no Eclipse.
do total do sol na China na Espanha galera aí, se o Lênin depois puder botar na descrição, é Inclusive Travel que tá fazendo essa viagem junto com a gente vai eu, o Emílio da Valogia, Paulo Cacela, Sergião aí e o Vilela, você vai viajar com a gente aí Estarei lá e vai ser, cara, eu tenho certeza que vai ser a viagem da vida porque vai estar na Espanha comida boa, companhia boa que é nóis
Papo bom. Com certeza. E aí aquela sensação de noite durante o dia, os passados tudo louco, as coisas tudo loucas, né? Não vou nem falar. As vagas estão acabando. Não é brincadeira, não é escassez, não. Realmente está acabando as vagas. Não é assim. Vaga limitada, não é grupão com 500 pessoas, não. Tá bom, gente?
Então entra lá no... Se o Lênin deixar na descrição aí... Já tá. Já colocaram aí. Já colocaram. Vê lá e fala com eles lá pra ver uma vaguinha. Se a pessoa já mora na Europa, fica mais barato. Quem não tem a passagem de avião do Brasil. É verdade. Tá bom? A gente vai fazer uma viagem de 10 dias, mais ou menos. Que a gente vai visitar diferentes museus.
E aí não é só ciência, só astronomia. O Cassela, cara, é um cara sensacional. Vocês não conhecem o Cassela. O Cassela, cara, é um cara bom pra gente trazer aqui no Inteligência no dia. Com certeza. O Cassela é um cara muito, muito bom, cara. Ele conhece muito de história, ele já viajou o mundo inteiro e ele explica tudo muito bem e tal. É um cara sensacional. Ele é astrônomo amador, assim, top, cara. Não dá nem pra chamar ele de amador.
Não, não dá. O observatório que ele tem em Brasília, cara, é melhor do que observatórios no mundo aí. Ele é um cara sensacional e ele sabe muito de história. Viajar com ele é uma baita de uma experiência, cara.
Tá fechado, então. Então, galera, link na descrição aí. Só queria fazer um último agradecimento, que é o Jorge, que tá aí do lado do Serjão aí, do 365 Visto, que ele que trouxe a gente aqui, pô. Então, agradecer aí o... Então, agradeça ele aí. Preciso conhecer ele também aí, que eu preciso de um visto profissional pra fazer minha... Aí, ó. Começar a fazer meu podcast nos Estados Unidos, que eu já tô ajeitando um estúdio lá em Los Angeles.
E aí, eu preciso... Me falaram que preciso ter visto profissional pra entrevistar pra valer lá, então.
Olha aí, Jó. Já tem aí, Jó. Fechou, então. O Léo tá precisando de um visto profissional, porque ele vai fazer podcast aqui nos Estados Unidos. É. Aí, ó. Bora aí, ó. Eu e o Monaco. Brincadeira, brincadeira. Tó.
Ô, Sergião, você precisa parar, fala pro Raim, parar de ter essas ideias, que ele quer ter mais debate com o Criacionista aqui no podcast. Falei, não aguento mais, cara. Não, não, não, não, não. Você falou, falou. Não. Você quer repetir um debate histórico. Eu só joguei uma ideia. Ah, tá. É o segundo debate científico. É que eu acho que certas coisas têm que ficar na memória. Mas aquele foi um debate histórico de 11 horas e não vai acontecer de novo.
Foi muito legal, foi muito legal. Vamos daí pra frente. Mas é isso, obrigado mais uma vez. Redes sociais, Raim.
Felipe Raim, só procurar meu nome. Galera, estou na missão de tentar chegar aos primeiros 100 mil seguidores no Instagram. Se você quiser dar uma posta. Aí você vai ver os bastidores aqui dos Estados Unidos. Porque eu que estou filmando o Sérgio aqui. Enquanto ele está fazendo outras coisas. Do Henrique. Passa o serviço do Henrique aí.
Henrique é iron.science iron.science A gente vai deixar no comentário fixado também todos os arrobas da galera e dos parceiros de vocês aí também que estão dando a força. Sergião, e você?
Space Today em todas as redes sociais Tamo junto demais, valeu demais Vilela, muito bom estar aqui falando Desse momento histórico da humanidade Sempre, sempre, sempre Obrigado demais pessoal, obrigado vocês que estiveram aqui com a gente Querido, é hora de você brilhar aí O que o pessoal escreve nos comentários Para provar que chegou até o final dessa live Cuidado, a gente falou de pênis Falou de coisas aí que não pode O YouTube vai O que o pessoal escreve nos comentários Eu nem expliquei, né? Não
Eu nem dei a explicação. Então explica. Não, depois eu faço um vídeo novo no canal. Quero ver o título que você vai colocar. Quero ver só o título. Klaus, então, agora é hora de você brilhar. Eu mesmo. O que o pessoal escreve nos comentários para provar que chegou até o final dessa live? Cuidado que falamos de pênis, falamos de cocô. Vou ter que trocar a frase. O que o pessoal escreve?
O pessoal escreve ratos no espaço. Ratos no espaço. Só quem viu a live vai entender. Boa. Exatamente. Isso aí. E além disso, se inscrever no canal e deixar o like. Em inglês, ratos no espaço. Rats in the space. E em francês. Aí você me pegou. Rates em espaces.
É fácil, cara. É só você fazer assim. O francês é só assim. E em espanhol? Raton. Raton é despacito. Obrigado demais. Em francês é ratatouille. É ratatouille. Ratatouille. Ratatouille no espaço.
Obrigado a demais, galera. Sempre divertido falar com amigos aí. A gente se encontra, se não for na Espanha, a gente se encontra antes, só em agosto. Então, valeu demais. Fiquem com Deus ou fiquem com Darwin. Beijo no cotovelo e tchau. E que bom que vocês vieram. Valeu!
As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição do apresentador, da produção ou do canal. O conteúdo aqui exibido tem caráter informativo e opinativo, não sendo vinculado a qualquer compromisso com a veracidade ou exatidão das falas dos participantes. Caso você se sinta ofendido ou tenha qualquer questionamento sobre as declarações feitas neste vídeo, por favor, entre em contato conosco para esclarecimentos.
Estamos abertos a avaliar e, se necessário, editar o conteúdo para garantir a precisão e o respeito a todos.
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