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COMO BLINDAR SEU DINHEIRO DA INFLAÇÃO (com Guilherme Cadonhotto) | Os Sócios 302

11 de junho de 20261h19min
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Nos últimos anos, começamos um processo de transformação na forma como o investidor brasileiro investe — indo de fundos de previdência a estratégias mais modernas de alocação, incluindo o nosso ETF de renda fixa, o GPCA11.

Nosso ecossistema de ativos vem se desenvolvendo com o objetivo de oferecer melhores opções para o investidor brasileiro, combinando eficiência, diversificação, custos competitivos e maior inteligência na construção de carteira.

Em um cenário de inflação e juros ainda relevantes, entender como proteger e construir patrimônio ao longo do tempo se torna essencial — e é nesse contexto que soluções mais eficientes, como ETFs de renda fixa de baixo custo, ganham cada vez mais importância.

Mas afinal: como esses produtos funcionam na prática?

Qual é o mais indicado para cada perfil de investidor?

E como eles se organizam dentro de uma estratégia de investimento mais ampla?Apesar de serem instrumentos cada vez mais presentes no mercado, ainda existe muita dúvida sobre estrutura, funcionamento e custos desses produtos — e entender isso pode mudar completamente a forma de investir.

Para responder essas e outras perguntas, recebemos Guilherme Cadonhotto, Head de Alocação da Grão.Ele será transmitido nesta quinta-feira, dia 11/06, ao meio-dia, no canal Os Sócios Podcast.

Hosts: Bruno Perini @bruno_perini e Malu Perini @maluperini

Convidado: Guilherme Cadonhotto @gui.cadonhotto

Participantes neste episódio3
B

Bruno Perini

Hostjornalista
M

Malu Perini

Hostjornalista
G

Guilherme Cadonhotto

ConvidadoHead de Alocação da Grão
Assuntos6
  • GPCA11: ETF de Renda FixaTaxa de Administração · Taxa de Gestão · Taxa de Custódia · Taxa Global · Prazo Médio de 2 anos · Marcação a Mercado · IMA-B5 · Tesouro IPCA+
  • Estratégia de Investimento em ETFsO que é um ETF · GPCA11 · Grupo Primo · AGF · Viver de Renda · Meu Milhão · Finclésia · MBA de Value Investing
  • Previdência Arca Multimercado e Renda FixaAlocação de Ativos · Renda Fixa · Ações · Fundos Imobiliários · Investimento Internacional · CDI · Risco de Crédito Privado · Segurança vs. Rentabilidade
  • Investimentos e ImpostosPrevidência Privada (PGBL/VGBL) · Imposto de Renda · Comicotas · Tabela Regressiva · Tabela Progressiva · Declaração Completa vs. Simplificada
  • Dados de Inflação nos EUAIPCA vs. IGP-M · IBGE · FGV · Fipe · Cesta de consumo · Marcação a mercado
  • Futuros Lançamentos de ETFsETFs de Ações · ETFs Prefixados · ETFs Pós-fixados · ETFs de Empresas Aéreas · ETFs Inversos
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Bruno Perini:E aí, pessoal, vamos começar mais um episódio do podcast Sócios. Quem fala aqui é Bruno Perini, host do podcast. Estou como sempre com Malu Perini, minha esposa, host, e o belo host aqui do Sócios.

Malu Perini:Olá, pessoal, sejam bem-vindos a mais um episódio dos Sócios.

Bruno Perini:E sobre o que falaremos hoje?

Malu Perini:Hoje vamos falar como blindar o seu dinheiro da inflação. Que não tá fácil para ninguém.

Bruno Perini:Vivemos uma época difícil de inflação aqui no Brasil desde o descobrimento, mas vai acabar em algum momento. É, se você considera realmente a nossa inflação pessoal, porque o IPCA tá em menos de 5.

Malu Perini:É porque eu vou no mercado, eu que vou no mercado, então tipo eu vejo as coisas, dobrou de preço. Eu vou, não, eu vou no mercado, a compra do mês hoje em dia eu faço algumas coisas pela internet, tudo mais. Mas quando eu vou fazer aquelas pequenas compras de semana, antes, sei lá, com R$300 eu fazia isso. Hoje em dia eu não vou no mercado com menos de R$500, R$600. Aqui onde a gente mora, lembrando que eu tenho um monte de gente trabalhando na minha casa, um monte de gente, então minha casa é grande, etc. Mas assim, por semana, às mil dezas, eu gasto R$600.

Bruno Perini:Eu lembro quando eu era adolescente, eu ia na—

Malu Perini:vai viver com esse dinheiro, é demais.

Bruno Perini:Eu lembro que eu ia na padaria quando era adolescente e o pão era 10 centavos.

Malu Perini:Centavos, cara. Ah não, você vai comprar 4 pães franceses, 6 pães, 6 pães franceses aqui na padaria que eu frequento, é R$15, R$12, sei lá, um troço assim absurdo.

Bruno Perini:É mais de R$1 por pão.

Malu Perini:É muito caro, eu acho caro, não sei, porque antigamente era, sei lá, R$5, era um saco de pão, era para o churrasco da família, fazia o pão com pão de pior qualidade, entendeu? Agora, né, se diz No geral é isso que fazem. Não sei, o povo vai dizer: ai, meu Deus, que absurdo, muito caro isso daí que você tá falando. Eu tenho certeza que é porque a gente mora num lugar onde as coisas são inflacionadas, mas eu não vou andar 40 minutos para comprar um pão 5 centavos mais barato.

Bruno Perini:Então a gente vai gastar gasolina, que também tá caro.

Malu Perini:Exatamente. Então vamos viver com essa daí. Mas só mostrando que eu estou achando que a inflação realmente tá pegando.

Bruno Perini:Bom, e falaremos sobre proteção da inflação, sobre o novo ETF que a gente lançou aqui no Grupo Primo também, o GPCA11, e outros produtos aqui do grupo que tem essa função de aumentar o seu patrimônio no longo prazo acima do aumento da inflação. E antes de apresentar o nosso convidado, que já veio aqui no podcast acho que mais de 10 vezes, se bobear, foram muitas, né? Eu vou dar 3 recados para vocês, pessoal. O primeiro deles é a respeito do Legado, um combo que a gente montou de produtos que vai ser aberto no dia 16 de junho, então daqui a pouquíssimo tempo. Lá você vai encontrar o melhor que a gente tem aqui no Grupo Primo com o melhor que a gente tem na AGF, Ações Garanta Futuro. Da família Barsi. Vocês vão ter acesso, por exemplo, a próxima turma do Viver de Renda, tem o do Meu Milhão, tem o jeito Barsi de investir, tem acesso durante 2 anos a Finclésia, o app da AGF com carteiras recomendadas. E na minha opinião, aquilo que seria a cereja do bolo é o MBA de Value Investing do Barsi. Esse MBA sozinho ele era vendido por R$12.000, pessoal. Agora nesse combo, se você pega o preço de tudo, é um desconto de 87%. Frente MBA, isso vai ser menos da metade do preço. E quando eu falo MBA, não é só o conteúdo dele, tá? É direito a diploma realmente. Então é um MBA que você pode fazer junto com outros 15 produtos nesse pacote único, sendo que os 500 primeiros a se inscreverem ainda recebem um box dos nossos livros em casa. Para quem quiser concorrer principalmente essas 500 vagas, é muito importante estar na lista de pré-inscrição. O link está aqui na descrição, não deixa de aproveitar essa oferta. Você vai aprender a investir em ações, fundos imobiliários, fundos de maneira geral, descobrir como é que funciona o ETF, as vantagens tributárias que ele tem, vai descobrir sobre previdência. Enfim, é um combo realmente para você aprender a investir aqui no Brasil e no exterior para proteger, aumentar o seu patrimônio ao longo do tempo, até que um dia possa viver de renda. E o segundo recado é que todo mundo começa a investir, tem que declarar imposto de renda, isso acabou de acontecer, e tem também que fazer a gestão da sua carteira. Pô, tive prejuízo, eu posso compensar em outras outras operações, né, há classes diferentes para isso: ações, ETFs, opções, BDRs, tem a parte de fundo imobiliário. Você também tem a questão de teve lucro, dependendo da regra você tem um pouquinho de isenção, às vezes tem que gerar DARF. O controle disso costuma ser complicado. E também entender qual é a parte do patrimônio que cresceu por conta de rentabilidade, qual cresceu por conta de aportes. E para isso é muito bom para você saber realmente se está tendo um avanço adequado no seu patrimônio. Para quem precisa disso, e todo investidor acaba precisando, eu vou lembrar do My Profit, que foi criado por um aluno do Viver de Renda, o Rodrigo Poveron, da Turma 10. E no MyProfit eu tenho acesso a tudo isso com bônus de poder fazer o imposto de renda de maneira super rápida. Eu literalmente gastava um dia inteiro para fazer o meu imposto, eu da Malu. Hoje em dia a gente faz em coisa de poucos minutos a parte de mercado por conta do MyProfit. Para quem quiser assinar, tem um link aqui na descrição. Lembrando que com o cupom PERINI10 você tem desconto de 10%. Pelo link, o cupom já está incluso. E último recado é lembrando a baixa do Bitcoin agora. Então tá em torno de 60 e poucos mil a última vez que eu olhei antes de começar o podcast. Eu não posso falar, né, nunca, cara, esse é o fundo, não dá para saber, só sabemos depois. Mas nessa faixa de preço acho especialmente atraente. Inclusive, curiosamente, a gente tá no mesmo nível de preço de quando acabei de escrever meu livro.

Malu Perini:Ah, é?

Bruno Perini:Exato. Sendo que eu falei lá, olha, vai ser difícil ver o Bitcoin novamente nesse preço. Ele dobrou e agora voltou para 60 e poucos mil. Eu acho que quem compra agora e segura alguns anos, eu comecei com Bitcoin, deve ter um acréscimo patrimonial interessante. Para quem quiser aproveitar isso, utilizando uma corretora que é mundialmente famosa, listada nos Estados Unidos na Nasdaq, e que é custodiante dos principais ETFs americanos de Bitcoin, vou lembrar que a Coinbase tem uma parceria aqui com sócios. Vocês podem criar conta utilizando o link da descrição, e você pode fazer Pix inclusive para mandar recursos para lá a partir de R$10, sendo que se você investir R$1.000 usando o app da Coinbase, tem como deixar rendimento em dólar lá, utilizando stablecoin inclusive. Mas se você investir R$1.000 em Bitcoin, você ganha R$50 de volta. E se ao longo dos primeiros 7 dias você investir R$10.000, ou seja, esses R$1.000 mais R$9.000, eles te devolvem mais R$200. Então, colocando R$10.000, serão R$250 de cashback em Bitcoin. Isso exclusivamente para quem criar conta utilizando o link aqui da descrição. Então fica aí a dica para quem quiser começar a investir em Bitcoin nesse período que está, na minha visão, especialmente atrativo. Bom, recados dados, vamos apresentar o nosso convidado. Recebemos novamente aqui nos Sócios Guilherme Cadoioto. Ele é economista formado pela FGV e pela Nova School of Business and Economics de Lisboa, mestre em economia e finanças pelo IDP, analista CNPI, gestor CJA e head de alocação da Grão. Gui, bem-vindo novamente ao Podcast Sócios.

Guilherme Cadonhotto:Obrigado aí, Perini, pelo convite. Sempre um prazer estar aqui. Eu fiquei feliz, né, porque eu já vim várias vezes, mas toda vez que eu venho você vê que tem um acréscimo aí no currículo.

Bruno Perini:É verdade, eu dei parabéns pro Gui porque ele completou o mestrado em economia, né.

Guilherme Cadonhotto:Exato, então a gente cada vez eu tô acrescentando, que bom, né.

Bruno Perini:Cara, você é um cara muito produtivo, sabia? Porque você trabalha, pô, você cuida de rede social e ainda fez um mestrado.

Guilherme Cadonhotto:Será que eu tô trabalhando pouco então?

Bruno Perini:Tá faltando um filho.

Malu Perini:É, eu acho que tá faltando.

Bruno Perini:Tá sobrando muito tempo, tá faltando um filho. Faz logo um filho.

Malu Perini:Aí muda um pouquinho a perspectiva, entendeu? Mas dá para, né, dependendo, se organizar direitinho.

Bruno Perini:Sendo pai dá, cara. Sendo mãe é mais difícil, né, pô?

Guilherme Cadonhotto:É mais difícil.

Malu Perini:Ainda bem que você tem essa noção.

Bruno Perini:Cara, a babá, se você for realmente pensar no que ela faz, ela é simplesmente um substituto do pai, porque é muito difícil substituir a mãe, entendeu? Ainda mais quando a mulher amamenta, não tem substituição. Agora, o que que eu faço na TT assim, as obrigações, para a gente dividir as coisas, não ficar pesado para Malu, eu falo: não, deixa que eu faço. Que tem coisa que você pode fazer simplesmente, eu não consigo fazer, não dá para amamentar, né? Então fralda eu troco, por exemplo. A Malu que dá banho, eu seco e preparo ela para dormir depois do banho. A Malu bota ela para dormir de noite, então nas sonecas eu que boto para dormir. E aí quando eu não tô em casa, ela bota lá, o que que ela faz?

Malu Perini:Exatamente, você faz exatamente a parte que eu faço.

Guilherme Cadonhotto:Então a babá é um substituto para o marido. É isso, bom ponto, hein?

Bruno Perini:Mas entrando agora no assunto aqui do—

Malu Perini:você não tem um marido, você pode ter uma babá se você tiver dinheiro. E se você e seu marido é ruim, saiba que a babá ela substitui essa parte, né? Essa parte.

Bruno Perini:Mas agora entrando aqui no podcast, eu queria começar falando sobre essa percepção da Malu, cara. Pô, o IPCA tá em menos de 5, mas quando eu vou no mercado as coisas avançaram muito mais do que isso. E é muita gente que fala, cara, é um índice maquiado, né? O IBGE tá corrompido. Qual é a sua visão sobre isso, cara?

Guilherme Cadonhotto:Boa. Acho que, eu acho que os últimos 3, 4 vídeos que eu gravei lá para o YouTube da Grão tinham esses comentários, né? E eu gravei um ontem, inclusive, com contraponto a essa visão de que, pô, o IPCA ele é maquiado e tudo mais, né?

Bruno Perini:Você defendeu o IBGE, lulista.

Guilherme Cadonhotto:Não, calma, não defendi o IBGE.

Malu Perini:Então bora lá no mercado.

Guilherme Cadonhotto:Não, qual que é o ponto, né? Tem um jeito da gente verificar se pode estar tendo uma manipulação nos dados do IBGE ou não. Qual que é? O IPCA, que é o indicador oficial da inflação, que ele é calculado pelo IBGE, que é um órgão governamental, ele tem uma correlação muito forte com outros indicadores que são calculados por outras instituições, inclusive instituições privadas. Por exemplo, a FGV, ela tem os outros indicadores de preços, tem o IGPM. O AFIP tem o IPC, que tem uma composição semelhante aqui na cidade de São Paulo. Com o IPCA. Então esses 3 indicadores eles mantêm uma correlação altíssima e normalmente eles sempre apontam para o mesmo lado, às vezes com uma diferença de 1, 2 meses. O IGP-M um pouquinho, uma diferença um pouquinho temporal, um pouco maior, né, porque às vezes ele pega mais preços ao produtor do que ao consumidor, mas eles seguem uma, tem uma correlação muito forte. Então como que eu ficaria preocupado, quando que eu ficaria preocupado, né, com o indicador do IBGE? Poxa, se ele tá lá relativamente tranquilo e tem o IPCA e o IGPM porrando, batendo 15%, 20%, e o IPCA lá inerte, 5%, você começa a falar: peraí, cara, como é que a Fipe tá calculando o preço do arroz, capturando o preço do arroz, do feijão na mesma região que o IBGE, e tá dando essa diferença, né? Ela tá pegando um preço muito mais alto do que o IBGE, os outros indicadores de preço estão subindo, e o IPCA tá lá inerte, né? E a gente não vê isso acontecendo. Então acho que o primeiro ponto é isso, né? A correlação dos índices, ela tá mantida e tudo mais. O segundo ponto é que o IPCA, ele tem uma missão, cara, impossível, né? Tom Cruise, o IPCA. Por quê? Porque ele precisa, em um único número, refletir a cesta de compra de um país de dimensão continental, porque tem climas completamente diferentes, tamanho absurdo e para mais de 220 milhões de pessoas. Sim, não tem como. O IPCA, ele é um índice ruim para tentar analisar inflação de qualquer um, mas ele é um índice bom para refletir a inflação de um país como o Brasil, né? Então até costumo brincar: quantas vezes na sua vida você consumiu caldo de tucupi?

Bruno Perini:Pouquíssimas, algumas, porque a gente foi lá para o Norte, mas menos de 5 vezes.

Guilherme Cadonhotto:Menos de 5 vezes, mas ele tá no IPCA. Por quê? Porque o pessoal da região Norte consomem caldo de tucupi com muito mais frequência do que a gente, né? Pô, feijão branco, quantas vezes a gente consome, né, aqui em São Paulo? Poucas. Mas tem regiões do Brasil que se consome muito mais feijão branco do que feijão carioca, do que feijão preto. Então você tem várias dessas particularidades, né? Porque, poxa, as pessoas consomem coisas, a cesta de consumo dos brasileiros ela é bem diferente. Tem um outro ponto, por faixa de renda também. Né, então tem lá no IPCA todos os meses a gente calcula a variação de preço da passagem aérea, né? Pô, poucas pessoas viajam de avião todos os meses, mas alguns brasileiros viajam.

Bruno Perini:E também ele vai ver a cesta de consumo de famílias que ganham entre 1 e 40 salários mínimos, né?

Guilherme Cadonhotto:Exato.

Bruno Perini:São muito dispares essas cestas.

Guilherme Cadonhotto:É muito disparo. Então, pô, tem essas grandes diferenças. Então é normal que a gente olhe para o IPCA a gente acredite que ele não reflita a inflação, né, pessoal? Porque ele não vai refletir mesmo, não vai refletir a inflação de ninguém. Ninguém pega 1%, meio por cento da sua renda e gasta em passagem aérea. Ninguém pega 1% da sua renda e gasta em arroz. Ninguém, porque são 400 bens e serviços, né, que tem ali, itens e tudo mais. E a gente não consome isso no mês, mas ele tenta refletir a cesta de consumo de um país continental.

Bruno Perini:É, a verdade é que médias são complicadas, né? Tem um exemplo que o Nassim Taleb coloca na obra dele que eu achei muito ilustrativo. Ele fala que se ele tá com a cabeça num forno e os pés no congelador, na média ele tá em temperatura ambiente, mas também tá morto.

Guilherme Cadonhotto:Exatamente.

Bruno Perini:Então, por exemplo, se você tem um IPCA como uma média dessa cesta de consumo, uma média nunca vai ser maior do que os integrantes da média, ela vai estar no meio. E o que acontece é que muitas vezes na sua cesta de consumo você quer consumir E mais gente quer consumir a mesma coisa, aquilo provoca uma força dos preços para cima, né? Tem mais demanda para a mesma oferta. E o que você não quer consumir, que tá lá na cesta do IBGE, tá caindo de preço, e por isso ele puxa a média para baixo. Até um exemplo que eu lembro que ficou muito em voga na época da pandemia é que você tinha muitas coisas aumentando de preço depois que teve aquela época de ninguém produzindo e todo mundo consumindo, só que passagem aérea diminuiu muito de preço. Então, pô, as coisas estão subindo 20%, mas o IPCA veio em 10. É porque tinha itens puxando muito para baixo. Ninguém queria viajar, a passagem aérea caiu de preço e puxou o IPCA para baixo. Agora, sobre essa distorção entre IPCA e IGP-M, por exemplo, agora eles estão parecidos, então não tá dando tanta diferença. Não, assim, faz tempo que eu não olho o IGP-M.

Guilherme Cadonhotto:O IGP-M, ele tem uma composição bem diferente, né? Ele tem—

Malu Perini:Antes de— vamos explicar o que que é o IGP-M, que eu não sei.

Guilherme Cadonhotto:O IGP-M, ele é um indicador de preço também calculado pela FGV, mas ele tem uma composição diferente. Ele tem lá na sua composição é o índice de produtor Agrícola, o Índice Nacional de Construção Civil, que pega a variação de preços de coisas diferentes. Ele mostra um indicador e ele com esses outros três ele constrói o IGP-M, uma ponderação para outros três indicadores. Ele constrói o IGP-M. Historicamente, o IGP-M ele aponta para uma direção antes, antecipadamente ele sobe e depois isso vai se refletir na inflação do consumidor. Por quê? Porque, pô, está pegando o Índice de Preços ao Produtor, está pegando, pô, inflação agrícola, que depois vai para mesa do consumidor, tá pegando o preço de construção, e depois pode pegar o preço dos aluguéis, dos imóveis, que depois vai pegar para o consumidor. Então você tem uma defasagem. Normalmente o que aponta para o IGP-M antes, dentro de uns 6 meses, 6, 9 meses, vai pegar no IPCA.

Bruno Perini:E essa é por uma questão lógica, né? Se tem preço ao produtor, o produtor tem preço mais alto, ele segura um pouco para não perder mercado e depois acaba repassando. Depois não tem jeito, ele acaba tá passando para o consumidor, né?

Guilherme Cadonhotto:Então isso, essa relação, ela tá relativamente mantida porque o IGP-M tá super tranquilo, né? Agora, nos últimos meses, que ele começou a ter variações muito mais altas, porque, pô, principalmente por preço de combustível, commodity, né, petróleo subindo, e aí ele começou a indicar preços relativamente mais altos. Tem uma questão climática que tá pegando em alguns alguns produtos agrícolas. Então ele tá começando a ter uma variação mais alta agora, o IGP-M. Que que a gente pode esperar daqui alguns meses então? Poxa, mais inflação, né? Então isso inclusive é um dos fatores porque a galera fala, pô, expectativa de inflação subindo, né? Um dos principais fatores é isso, a galera já tá vendo a inflação ao produtor subindo e tudo mais. O economista fala, opa, isso daqui uma hora ou outra vai chegar na mesa do consumidor, na ponta final, né, no consumidor.

Bruno Perini:Bom, sobre essa questão de manipulação pelo IBGE, ah, o IGP-M vai estar mais alto que IPCA, então pode estar acontecendo alguma coisa. Eu lembro que na época da pandemia o IPCA chegou a 10 e pouquinho, o IGP-M chegou a 30. Sim. E ninguém falava, tá tendo manipulação.

Guilherme Cadonhotto:É, exatamente.

Bruno Perini:Entendeu? Então teve uma grande discrepância entre os dois e simplesmente aconteceu por conta de condições de economia. Os preços ao produtor ficaram muito altos, o dólar disparou pra caramba, esse cara absorveu o primeiro impacto e depois acabou tendo que repassar parte disso, né? Ou fazendo o que todo mundo faz para lidar com inflação quando produz, né? O pessoal que vende comida, por exemplo, muda os ingredientes, mantém embalagem, depois reduz um pouco a quantidade, e assim vai. Bom, mas já falando sobre essa questão da inflação, que é uma constante na vida do brasileiro, né? Apesar de, comparando ao passado, antes do Plano Real, com índices estruturalmente mais baixos, como é que funciona esse ETF que a gente lançou, o GP CA11, né? Acho que tem que começar inclusive bem do início. O que é um ETF, por exemplo?

Guilherme Cadonhotto:Boa. Acho que antes, o que é um ETF, né? O ETF, o pessoal acha às vezes que é uma classe de investimento. Ah, vou investir em renda fixa, em ações, pô, em fundos imobiliários e em ETF.

Bruno Perini:Esse é um ótimo ponto.

Guilherme Cadonhotto:Porque, pô, o ETF é como se ele fosse uma tecnologia que pode ser utilizada para qualquer classe de ativo. Então você pode ter um ETF que seja de renda fixa, você pode ter um ETF que seja de ações, um ETF que seja de fundos imobiliários. Então é como se você falasse o seguinte: ah, eu não gosto de escolher ações, Então eu quero um fundo de investimento de ações. Eu não gosto de escolher ativos de renda fixa, então eu quero um fundo de investimento de renda fixa, que quem tem alguém lá que toma as decisões por mim. Qual que é a diferença do ETF, né? Acho que primeiro, nessa operação não vai ter ninguém. Então primeiro, né, ele pode investir em qualquer classe de ativo. Segundo, no ETF você tira a discricionariedade, ou seja, O gestor, o que que ele quer fazer? Ah, ele acha que tá mais, agora é mais atrativo comprar ações da Petrobras do que ações de Vale. Então, num fundo de investimento comum, o cara compra mais ações de Petrobras e vende as de Vale para fazer dinheiro para comprar ação da Petrobras. É uma gestão ativa que a gente chama, né? O cara tenta superar um índice, tenta superar um benchmark, né, um índice de referência ali, que por exemplo é o Ibovespa da Bolsa Brasileira. No ETF, a função do gestor é replicar o índice. Então ele fala, poxa, eu vou replicar um índice. Esse índice pode ser de renda fixa, o índice de ações, o índice de fundos imobiliários, o índice mais amplo, enfim, ele pode, né, criar esse índice. Aí a galera fala, pô, mano, como assim eu vou investir em um produto que tem como objetivo replicar um índice? Pelo amor de Deus, eu não vou fazer isso. E aí que entra o histórico, né, os estudos. Pô, se você vai pegar no Brasil e até em outros mercados, quanto mais tempo você segura um fundo de investimento, um ativo em algumas classes principalmente, menor a probabilidade de você superar o índice, né? Menor a chance de você superar esse benchmark. E aí entra o papel do ETF. Pô, já que boa parte dos gestores que se propõe a superar o Ibovespa, os índices do mercado brasileiro, não conseguem fazer, Bom, então é mais fácil pagar a menor taxa possível dentro de um ETF que ele busca replicar um índice. Vou fazer isso. Então ETF é isso, é uma tecnologia que busca replicar um índice com o menor custo possível e com algumas vantagens, algumas outras vantagens, por exemplo, do ponto de vista tributário. Então ETF é uma tecnologia para você acessar de maneira barata, simples e fácil qualquer classe de ativo.

Bruno Perini:É, eu gostei muito da sua explicação inicial, deixando muito claro que ETF não é um ativo com características de investimento sempre iguais, né? Porque comentários que eu acho muito estúpidos às vezes sobre investimento: a gente lançou uma previdência, tem muita gente fala, pô, previdência não presta. O cara, como assim? A rende mal? Pô, mas previdência é um veículo. Exato, vai mudar o que tem lá dentro. Tem uma previdência, pode ser só renda fixa lá do bancão, pegando só LFT, né, título público pós-fixado, com uma taxa de 3%, vai ser uma porcaria. Tem uma previdência com uma taxa baixinha que pode ser um multimercado que não vai ter comicotas e vai bater o CDI ao longo do tempo. A mesma coisa com ETF. Então dá para ter ETF de diversas classes de ativos, por isso que não dá para falar vai ser tantos por cento em ETF.

Guilherme Cadonhotto:Sim, exato. Não, sabe que você tocou um ponto legal de previdência? Porque eu já trabalhei em outras gestoras, né, inclusive de previdência, e tinha uma, tem uma prática, não que eu trabalhei, mas era assim, algumas gestoras, algumas seguradoras, tem lá 50 fundos de previdência. E às vezes o cliente ele tá lá pagando 3% de taxa de administração e um produto que só tem Tesouro Selic, LFT. Aí ele começa a se educar, assiste seus vídeos, conteúdo, comprovante de renda, ele fala: que isso, cara, 3% do meu fundo, como é ruim, né? Produto não rende nada. Aí ele liga para seguradora, para gestor, fala: meu, esse produto é ruim. Aí o cara fala: não, eu tenho um aqui que é igualzinho, mas a taxa mais baixa. Aí o cara oferece só depois do cliente reclamar "Um produto um pouco mais barato." Aí o cara tá satisfeito, aí ele fica mais um ano.

Bruno Perini:Agora que você deixou de ser otário, vou te tirar do Pro Otário Max para colocar no Middle.

Guilherme Cadonhotto:Isso, aí ele vai, aí ele passa um ano, aí ele liga e fala: "Pô, mas cara, esse aqui é muito ruim." Aí ele passa para... Então assim, esse é um grande ponto de destacar, que eu até vim pensando nisso, seria legal te falar. A gente tem poucos produtos, por quê? A gente quer ter só produto bom, pô. A gente não quer ter um monte de produto, um monte de produto ruim e poucos bons. A gente só quer ter poucos produtos, mas todos eles o cara pode fechar o olho e escolher que ele vai estar convicto de que ele tá num produto bom, eficiente e com a taxa mais baixa possível, cara.

Bruno Perini:Há pouco tempo eu fiz um post mostrando, eu coloquei os nossos produtos todos, né, na época não tinha o GPSA, por exemplo, falando que, cara, nós temos uma gestora no Grupo Primo que todos os produtos batem benchmark. Não tem nenhum que perde, entendeu? Quantas gestoras no Brasil podem se orgulhar disso? Então são pouquíssimas. E essa questão da taxa é interessante ser explorada, né? Porque a gente lançou produtos com taxas muito baixas. Inclusive, lá atrás, quando a gente criou a Grão, o primeiro produto que a gente lançou foi uma previdência. O que, se você fosse apresentar para pessoas que estão no mercado, seria uma decisão péssima. Sim, porque a gente tem uma capilaridade muito grande, falamos com milhões de pessoas por mês. Grande parte delas ainda leigas em investimento. Então quando o cara fala: "Pô, você tem um fundo de investimento, não sei investir meu dinheiro, toma o meu dinheiro." Se fosse um fundo multimercado, por exemplo, você entrar no app da Grão, ia investir com um clique. Com a Previdência, você vai lá: "Pô, quero investir com o Bruno." Dá o primeiro clique, PGBL ou VGBL.

Guilherme Cadonhotto:Nossa!

Bruno Perini:Depois aparecia, né, agora mudou, mas tabela regressiva ou progressiva, porque agora você pode escolher só no final. Então já eram decisões que geravam muito mais atrito. E mesmo assim, por que a gente lançou Previdência? Porque do ponto de vista de eficiência tributária é incrível o negócio, cara. E a mesma coisa para ETF.

Guilherme Cadonhotto:Sim, exato, né? O ETF, para quem não sabe, pô, no nosso ETF, né, se você comprar ele e vender amanhã, você vai ter a menor alíquota de imposto de renda possível dentro da renda fixa, que é 15%. Se você compra um título hoje no Tesouro, ele se valoriza— vamos lá, né, um cenário que não é factível— você compra hoje Tesouro IPCA, o renda mais, R$2.625, comprou ele hoje, hoje concorrer, amanhã ele se valorizou 50% de hoje para amanhã, você vende, qual que vai ser seu lucro líquido? Perto de zero. Você tem IOF, que é 98%, o primeiro dia 96, 96%, mais 22,5% de imposto de renda. Não sobrou nada. Se por um acaso existisse um ETF do Renda Mais se você tivesse comprado hoje e vendido amanhã, você teria só desconto do IR de 15%, que é a menor alíquota possível. Então esse já é um ponto excepcional, o tributário do ETF é muito bom. Além da taxa do IPCA, a taxa dele é de 0,10% ao ano. E aí a gente pode até entrar no mérito, né?

Bruno Perini:Eu quero que você explique isso aí.

Guilherme Cadonhotto:0,10%, pessoal, tem muito, tem vários ETFs, né? Porque quando a gente vai comparar O que que acontece? A gente divulga a taxa total do produto. Então, pô, tem que— que a taxa total tem a taxa que a Grão, que a gestora do grupo, recebe, a taxa de gestão, tem a taxa de administração que a gente paga para o nosso administrador, e tem a taxa de custódia que a gente paga para o nosso custodiante. Então essas três formam a taxa total. Existem ETFs que divulgam uma outra taxa que é chamada o quê? Taxa global. Pô, a taxa global ela inclui essas 3? Não, ela inclui só 2, cara, a taxa de gestão e a taxa de administração. E aí, sabe o que que é o problema? Tem muito cara que é especialista, diz especialista em ETF, que nem percebe e fala assim: não, esse cara aqui é mais barato que fulano e ciclano. Por quê? Porque a taxa global dele, ele tem outras coisas que não, que a galera não opta pela transparência. Então, se o pessoal entrar na na tela do GPCA, a gente faz questão de deixar lá taxa global, que é 0,075% ao ano. É muito baixo, é até estranho de falar, né?

Bruno Perini:0,075, mas parece mercado americano já, né?

Guilherme Cadonhotto:Exato. Mas a gente separa taxa de custódia. Tem lugar que você precisa abrir o regulamento, cara, do fundo, um documento de 40 páginas, dá um Ctrl+F lá, Ctrl+L, procurar, localizar, e colocar custódia. E aí você vai ver, tem produtos que nem no regulamento deixam isso claro. A gente não, a gente opta aqui de novo, né, todos os produtos do grupo, cara, todos os serviços, a gente sempre preza pela transparência e a gente já mostra quando você vai pagar total.

Bruno Perini:Se a gente fosse então mais marketeiro, a gente poderia falar que a taxa do GPCA11 é 0,075. Perfeito. Que muita gente na indústria faz assim.

Guilherme Cadonhotto:Exatamente, muita gente, a maioria coloca a taxa global. Como se é isso que o cliente vai pagar. E não é isso que o cliente vai pagar, pô. Tem a taxa de custódia. O cliente vai deixar de pagar a taxa de custódia? Não, tu tem que colocar, pô. E a gente coloca. Mas tem gente que divulga a taxa global. A gente tem que divulgar a taxa total. Então a gente poderia sim falar que a nossa é ainda menor que 0,10%. Se a gente falasse, nossa taxa global. Se a gente tivesse falando, nossa taxa global é 0,075%. Quem escuta, que não é, pô, não precisa entender profundamente das coisas, ia falar: "Caraca, é tudo isso que eu vou pagar?" Porque global dá essa ideia, né? É tudo, engloba tudo. Mas não é. Então aí a gente fala: "Taxa total é 0,10%".

Bruno Perini:É, mas é uma coisa muito óbvia. O pessoal deveria pensar, né, que depois do globo tem o total do universo. Porque você é desatento, entendeu? Não conhece um pouco de semântica.

Guilherme Cadonhotto:Tem que chamar de taxa universal, certo? Aí engloba realmente todo o universo e tal.

Bruno Perini:Mas aí então já falamos que o ETF ele tem essa eficiência tributária porque o imposto é sempre 15% no caso do IPCA, não tem que gerar DARF inclusive, cara, na hora que vender já é recolhido automaticamente, não tem essa preocupação. E a taxa é muito baixa, 0,1%, é o ETF de taxa mais baixa no Brasil atualmente. E aí além disso, né, por que que o IPCA11 ele é bom e por que que ele protege a pessoa da inflação? O que que tem na carteira dele?

Guilherme Cadonhotto:Boa. Cara, esse é um ponto legal, porque quando eu entrei no grupo, comecei a dar recomendação de investimento para pessoa física, a maior preocupação da galera era como que eu protejo meu dinheiro da inflação. E uma boa parte das pessoas pensa: ah, é só comprar um Tesouro IPCA, né, uma NTNB, né, no mercado institucional. Por quê? Porque ela vai me pagar a variação da inflação mais uma determinada taxa. O ponto é que 6 anos atrás menos pessoas sabiam, hoje mais pessoas sabem, provavelmente maior parte das pessoas aqui sabe, é que você tem o efeito da marcação a mercado, né, no Tesouro IPCA+. Então a inflação pode ser em 1 ano de 5%, mas a taxa daquele produto subiu de 6 para 7,5, e a sua rentabilidade nesse período de 1 ano ser negativa. Então, pô, ele não te protegeu contra uma variação da inflação. Inflação pode ser de 10%, Por exemplo, na Dilma, pô, período da Dilma lá, inflação superou os 10%, você teve vários Tesouro IPCA que numa janela de 1 ano se desvalorizaram 15%, não protegeu contra a variação da inflação, principalmente num pico. E eu falei, puts, eu preciso, já tinha uma ideia, mas eu preciso me embasar sobre o seguinte ponto: qual que é o Tesouro IPCA que tem a maior correlação com a inflação de curto prazo? Ou seja, qual que é o título que o cara tem que comprar se ele tá preocupado em se proteger de verdade de um spike, né, de uma alta da inflação pontual? E fazendo alguns estudos, que tem a maior correlação com essa inflação de curto prazo, é um prazo de 2 anos. Então, 2 anos você tá muito bem protegido, né, num prazo com relação à proteção da inflação. E aí foi o que a gente fez no GPCA. Vamos montar uma carteira que na média o Tesouro IPCA que tem ali dentro, que é NTNB, né, o mesmo título, ele tem um prazo médio de 2 anos. E a gente vai conseguir duas coisas com isso: pagar o imposto de 15%, que é a menor alíquota possível, e proteger o cara com relação à variação da inflação. Lógico que vai ter um mês ou outro, poxa, o IPCA, né, nosso indicador oficial, pode dar uma inflação de poxa, de 0,6%, 0,7%, e ele fica um pouco abaixo. Mas se você olhar em janelas de 12 meses, isso raramente vai acontecer. Por quê? Porque o produto foi construído com esse intuito: pegar os ativos e montar em uma cesta que vão proteger realmente o cara com relação à variação da inflação. Variação da inflação mais um pouquinho.

Bruno Perini:Mas então a maior correlação foi realmente no prazo de 2 anos, que eu achei que a gente tinha jogado um pouco para ser 2 anos e pouquinho a carteira por conta do Imposto de Renda, né? Sim, o ETF pagar 15% é porque a carteira tem um prazo médio de repactuação superior a 720 dias.

Guilherme Cadonhotto:Sim, exato. É, você tem esse ponto, porque se você pega menos, não, um prazo menor do que um ano, no ETF você tem esse problema, você vai pagar uma alíquota maior, e aí o saldo líquido final vai ser pior para você se proteger da inflação. E no próprio Tesouro também você não consegue isso, porque você entra no Tesouro Direto, fala, ah, Gui, então pô, você já me deu, o cara fala, eu já, já me deu a letra, já me deu o caminho das pedras, então não Não vou comprar o ETF de vocês, eu vou lá no site do Tesouro e vou comprar um título público que vença em 2 anos. Perfeito, perfeito. Vai lá, abre o site do Tesouro. Qual que é o mais curto? Não tem. O mais curto vence em 5 anos. E aí, um título de 5 anos, se a gente tem um spike da inflação, vai para 10% no período de 12 meses, não vai te proteger contra inflação. O título mais curto do Tesouro que tá na plataforma lá, que tem duas coisas: você vai pagar uma taxa maior O que é que você vai pagar no IPCA? Se a inflação no Brasil sobe para 10% no período de um ano, não vai te proteger da inflação, pelo menos não naquele período, porque você vai ter uma marcação a mercado negativa que vai sugar esse seu retorno, a variação do IPCA. O IPCA, isso não tende a acontecer, ou ele é bem mais, bem menos suscetível a essa variação da marcação a mercado. Então a tendência é que ele te proteja muito melhor.

Bruno Perini:É, quem, por exemplo, comprou um título IPCA+ que vence em 2032, que é esse mais curto que a gente tem oferecido hoje lá no Tesouro Direto, no começo do ano para cá, se for olhar na marcação a mercado, pode estar perdendo dinheiro, porque a taxa ela abriu muito, né? Ela tá em 8 ponto alguma coisa agora no começo do ano, não estava. Então o Gui falou, pô, ele te protegeu da inflação nesse período? Não. Ah, mas se eu segurar até o final, ele me protege, ele me paga uma taxa real mais a inflação. Sim, só que o final dele é daqui a 5, 6 anos.

Guilherme Cadonhotto:Exato.

Bruno Perini:Esse é o ponto. O nosso, como ele tem 2 anos de prazo médio, ele vai estar muito mais colado com a variação da inflação, com esse benefício tributário. E aí vou frisar o ponto do custo também. Nossa taxa é 0,1%. A taxa que você pagaria lá no Tesouro para ter título público indexado à inflação é de 0,2% ao ano. Então a gente tem uma cobrança que é metade da taxa que o Tesouro Direto cobra.

Guilherme Cadonhotto:Sim. E sabe o que é um ponto legal? Porque às vezes quando a gente ressalta isso, A galera fala: ah, mas até R$10 mil é isento. Não, você é isento de cobrança dessa taxa de custódia do Tesouro até R$10 mil só para Tesouro Selic. Se você comprar o Tesouro IPCA, não tem essa isenção, você vai pagar o 0,2 de custódia. E outra pergunta: a gente não paga essa taxa de custódia para o Tesouro? A gente paga outras taxas, tá, que estão inclusas lá no custo do produto, mas é uma taxa fixa. Né, que um fundo ela paga para B3 e tudo mais para funcionar. Então é diluída quando a gente tem um patrimônio muito grande.

Bruno Perini:É, vamos lembrar que o Tesouro Direto é um programa, pessoal, feito para pessoas físicas poderem investir em títulos públicos. Então, por exemplo, se eu vou lá no site do Tesouro agora, você pode fazer o acompanhamento em casa, e eu filtro para comprar um Tesouro IPCA+, o de prazo mais curto é 2032. Só que se você vai na aba resgatar, tem títulos lá que o pessoal comprou no passado, que ainda estão disponíveis para você vender antes do prazo de vencimento, porque eles ainda vão vencer. Tem, por exemplo, Tesouro IPCA+ 2026, que atualmente paga IPCA+ quase 11%. O cara fala: pô, que maravilha, consigo comprar? Não, a gente consegue comprar, tá? Tem lá o IPCA+, você pode até falar: pô, mas esse aqui eu não ia querer comprar, Bruno, porque o imposto de renda dele seria 22,5%, vai vencer daqui a pouco. É um ótimo argumento, mas se você for lá, vai ter o IPCA+ 2029, que vai vencer daqui a coisa de 3 anos. Você também não consegue comprar e ele também paga mais do que o IPCA+ 2032. Então veja que a nossa carteira ela vai ter acesso a títulos públicos que estão mais próximos do vencimento, coisa de 40 dias, por exemplo, alguns mais distantes, coisa de 5 anos, com prazo médio de 2. Só que essa ponta curta aqui da curva tá pagando mais nesse momento. Sim, por isso que se a gente entrar no site da Grão, quanto é que tá rendendo a carteira hoje?

Guilherme Cadonhotto:Hoje, esperado, na média é IPCA+ 9, 10, alguma coisa assim, não sei qual que tá o valor da cota agora do GPCA, mas tá perto de IPCA+9, um pouco acima de IPCA+9. Se você compra o GPCA agora, você entrar no home broker, comprar o GPCA agora, você vai receber na média nos próximos anos um retorno de IPCA+9. É porrada, porrada.

Bruno Perini:E como é que faz para investir? Porque muita gente falou: pô, entrei aqui na XP, olhei a plataforma de fundo e não encontrei.

Guilherme Cadonhotto:Boa, esse é um ponto do ETF. ETF, pessoal, é um produto É um fundo passivo negociado em bolsa. Então você tem que, para comprar, para investir nele, você tem que acessar o home broker da corretora. Exato, como se fosse uma ação. No mesmo lugar que você compra uma ação, fundo imobiliário, você vai lá, abre o home broker, digita GPCA11 e você já consegue negociar. Lembrando, ah, Gui, mas eu fico com medo de não comprar ou de comprar fora do valor justo, de Pô, se eu precisar vender, vender muito abaixo do valor justo. Não precisa se preocupar com isso. Por quê? Porque aqui a Grão, né, o grupo, contrata uma empresa que a gente chama de formador de mercado para estar sempre dando ordem de venda e compra a um valor muito justo. Então se você entrar agora aí no site, na corretora, e olhar o GPCA, você vai ver que a diferença entre a melhor oferta de compra e a melhor oferta de venda deve estar em 1 centavo. Mas você, no máximo, esse formador de mercado vai fazer com que essa diferença seja de 3 centavos. Então você sempre vai conseguir comprar uma quantia significativa de 5, 6 milhões, se você quiser, ao valor justo. Não precisa se preocupar com isso. Por quê? Porque a gente contrata um formador, uma empresa, né, o BTG no caso, para fazer esse, para prestar esse serviço.

Bruno Perini:Importante falar, essa taxa que a gente paga para esse cara que a gente contratou É o cotista que paga, a gente tá pagando, a gente que tá pagando.

Guilherme Cadonhotto:Esse é um ponto importante demais, porque, pessoal, né, o Perini levantou essa bola, então eu corto, né. Tem muito ETF que ele é lançado, né, que tem lá, puxa, a taxa, né, de gestão, a taxa de administração, a taxa de custódia, e aí vai contratar um outro serviço, por exemplo, formador de mercado. Ah, quem que vai pagar esse formador de mercado? Ah, coloca como custo do fundo.

Bruno Perini:A gente não faz isso, e não é um custo que aparece na taxa, que é um custo fixo.

Guilherme Cadonhotto:Exato. O que que a gente faz? A gente paga como gestora. Por quê? Porque a gente não quer onerar os nossos clientes. Então quem paga o formador de mercado, no caso do GPCA? A gestora, a Grão. Isso não sai do resultado do fundo. Tem fundo que quem paga em produtos, quem que vai pagar? É o cotista, não é a gestora. Como que assim é o cotista? Sai do patrimônio do fundo. Então quem tá pagando? Todos iguais, todos estão pagando um pedacinho. O problema é quando você entra no ETF que tá muito no começo, ele tem 20 milhões de patrimônio, 30 milhões de patrimônio, e quem tá pagando formador de mercado é o fundo. Aí, pô, quem tá pagando é você no patrimônio. Aí tem 10, tem 100 cotistas, cada um tá pagando R$1.000 ali, ou cada um tá pagando R$100 por mês de formador de mercado. Então é um negócio que é melhor comprar com spread, né? Comprar com spread, a diferença de preço pagando formador mercado. E na Gram, cara, e no grupo no geral, sempre falo isso, é, pô, a gente preza muito pelo bem-estar do cliente. Eu vejo que ainda a galera tem um certo receio, né, com produtos do grupo e tal. Eu acho que isso vai cair. Eu acho não, convicto que isso vai cair, porque assim, não tem ângulo para ninguém bater no GPCA. Não existe ângulo, não existe ângulo algum de alguém chegar e falar, ah, esse produto é ruim, cara. Tem nem como, o índice é muito bom. Os nossos parceiros, né, na formação do índice Atévalo, os caras são muito bons. O custo é muito baixo, a gente é muito honesto, muito transparente, e todo e qualquer custo que a gente consiga internalizar, pagar como a gestora, a gente vai pagar, porque a gente quer que o nosso cliente ganhe mais dinheiro. A gente sempre é transparente nesse ponto.

Bruno Perini:Não, inclusive a gente só conseguiu lançar um produto tão barato assim, absorvendo custos fora dele na gestora, devido à escala que o Grupo Primo atingiu. E isso é também por conta de você que tá aí do outro lado da tela consumindo nosso conteúdo, se tornou aluno da FinClass, por exemplo, fez o Viver de Renda, do Mil ao Milhão lá atrás. Então já fica aqui o muito obrigado de toda a equipe do grupo pela escala que vocês nos deram. Porque se você pensa no ETF, pessoal, fazendo uma defesa desse pessoal que deixa essa taxa lá dentro, pessoal não ganha dinheiro com ETF porque a taxa é muito baixa, né? E tem muito ETF que também não consegue ter um patrimônio muito alto, fica lá com alguns poucos milhões, não chega a centenas de milhão. Então, se o nosso, por exemplo, né, chegasse a 1 bilhão, a gente no ano teria uma receita de 1 milhão, sendo que essa receita, parte já iria para o administrador e custodiante, só sobraria basicamente metade para a gente. Teria uma série de outros custos, só que a gente pode absorver esses custos porque o Grupo Primo ganha dinheiro em outras áreas. Como a gente dominou outras áreas, a gente pode lançar ETFs com uma taxa abaixo do que o pessoal tem lançado. Eu volto a repetir, o GPCE11 não é ETF mais barato de renda fixa indexado à inflação, não é o mais barato só de renda fixa, ele é o mais barato do mercado. Não tem ETF no Brasil com uma taxa mais baixa do que a nossa. E se a gente fosse menos transparente, ainda poderia falar que a taxa é mais baixa ainda, divulgando só a taxa global, que seria de 0,075%. E até me perguntaram: pô, você não vai ganhar dinheiro com isso então? Não. E é, você lançou porque você é otário, não quer ganhar dinheiro. Não, eu quero ganhar dinheiro, não precisa ser agora, pode ser dinheiro no longo prazo, quando esse negócio bater 5 bi, por exemplo, de patrimônio. E a gente pode se dar ao luxo de esperar ao longo prazo. Tem uma frase do Mises que eu gosto bastante, que ele fala que o homem rico pode se dar ao luxo de adotar caminhos insanos por mais tempo do que o pobre. Grupo Primo é um homem rico, ele pode fazer isso, cara. Eu quero esse caminho insano aqui que outros não vão conseguir trilhar ou não tem o interesse e uma hora ele vai me dar bons frutos, né?

Guilherme Cadonhotto:Perfeito. Só, cara, desculpa, só tem produto de renda variável que tem taxa mais baixa, mas aí é Ibovespa.

Bruno Perini:Qual que é a taxa do Ibov?

Guilherme Cadonhotto:Tem produto da XP que a taxa é zero para você investir no Ibovespa.

Bruno Perini:Caraca, sério?

Guilherme Cadonhotto:E ele não é grande, por quê? Porque a galera já tem os tradicionais e a galera prefere o tradicional. Aí também tem esse lance de formador de mercado, spread, e aí você não consegue acessar um produto que ele pode ser barato, mas talvez aí fique devendo em outras características e tal. Mas só para deixar isso claro aqui.

Bruno Perini:Não, boa. Qual que é o código desse aí? Só para divulgar, porque vamos dar César o que é de César também.

Guilherme Cadonhotto:Não sei o código, realmente não sei. Depois você vai no Instagram do Gui, vai lá e pergunta, manda mensagem que eu vou falar. Mas o nosso de renda fixa, esse é de Bovespa, o nosso é o mais barato.

Bruno Perini:Então vamos me corrigir aqui, é o mais barato de renda Exato. E o segundo mais barato no geral?

Guilherme Cadonhotto:O segundo mais barato no geral, aí eu, pô, vou ficar devendo essa informação, cara. Vai que tem outro que a gente não conhece. O cara vai falar assim, ah, mas tem esse aqui que, pô, sei lá, sabe?

Bruno Perini:Então, ETF morto, exatamente, ninguém conhece.

Guilherme Cadonhotto:Aí o cara vai falar assim, vou entrar pela taxa, ele tá pagando 0,50% no ano porque tem vários outros custos meio que escondidos.

Bruno Perini:E aí agora, pegando a diferença do nosso índice para outros ETFs que fazem coisa parecida, né, porque Há ETFs que compram títulos indexados à inflação que seguem um índice muito conhecido, que é o IMA-B. Então o cara segue lá o IMA-B5, por exemplo, pega títulos indexados à inflação de prazo máximo de 5 anos. O nosso índice não é esse, não é esse. É melhor do que o IMA-B5? Como é que foi o track record?

Guilherme Cadonhotto:Legal, eu posso até trazer alguns pontos aqui, mas só para complementar a sua, porque é muito legal falando isso, que a gente, pô, tem a taxa baixa, a gente tá muito comprometido no longo prazo. Desculpa voltar, cara. Claro, mas a gente tá com patrimônio já de R$42.500.000 e é público. Lá tá lá no site do GPCA, em 3 semanas de produto. Então, pô, o pessoal gostou da taxa baixa e tudo mais, né? Então a gente tá bem feliz com isso.

Bruno Perini:É comprar um sonho de valsa.

Guilherme Cadonhotto:Não, sabe qual que é a taxa por dia que a gente tá recebendo? R$90. R$90 por dia com esse patrimônio de R$42 milhões e 500.

Bruno Perini:Isso é receita, tá, pessoal?

Guilherme Cadonhotto:Receita.

Bruno Perini:Tem que ver o que vai sobrar. Por enquanto, nada. O Gui é um profissional caro, tá? Ele é ganancioso.

Guilherme Cadonhotto:Não tem, não tão caro quanto deveria, mas tá vendo aí, ó? Não tão caro quanto deveria, mas tudo bem, né? Mas é isso, R$90 por dia. E é justamente por isso, né? É porque a gente não quer ganhar dinheiro agora. E também a gente encontrou parceiros que também estão com essa cabeça de que, pô, não vamos ganhar dinheiro agora, vamos ganhar dinheiro, pô, daqui a 5, 10 anos, quando o mercado de ETF dominar o mercado brasileiro, que é o que vai acontecer, porque Isso aconteceu em outros mercados envolvidos também. Você olha a bolsa americana e tal, né? E então é isso. Bom, e aí a diferença do nosso índice, por exemplo, para o IMA-B, cara, eu sempre gostei muito do IMA-B5. Quando eu comecei a trabalhar com recomendação de investimento para pessoa física, eu tinha, eu tive duas, dei duas recomendações. As duas primeiras, primeira foi CDB do Daycoval, que é um banco médico e poucas pessoas conhecem, um banco super conservador na concessão de crédito, o cara com indicadores muito bom, sempre foi muito bom. Inclusive, eu gosto bastante do pessoal lá, tem uma cabeça muito conservadora. E o IMA-B 5 foram as duas minhas, as duas primeiras recomendações. Só que o IMA-B 5, ele tem uma característica, que como é que ele é, o prazo, o risco que ele quer correr. O nosso é, pô, tem um risco que eu quero correr, que é 2 anos aqui, 2 anos. Então Passa um mês, ele cai um pouquinho, a gente volta para 2,1. Porque os títulos chegando mais próximos do prazo, títulos vão chegando mais perto do prazo, aí todo mês a gente, opa, volta ali um pouquinho para frente para ele ficar nisso sempre muito perto de 2 anos. Uma B5, como é que é o risco dele? Esse prazo médio, né, essa dureza que a gente pode falar também, ela vem de como é que tá a composição da dívida da dívida pública brasileira, dos títulos indexados à inflação que vencem até 5 anos. O que que isso quer dizer? Porque não entendo isso, sabe? Qual que é o ponto? Se o Brasil tiver títulos nessas 5 anos, mas para título público indexado à inflação de 5 anos, se ele tiver uma exposição maior a esses de 5 e 4 anos, aumenta o risco do IMA-B 5, aumenta para as médias da carteira, ele sofre mais com marcação a mercado, ele sofre mais com marcação a mercado. Se ele tem uma composição maior dos curto prazo, reduz o risco do IMA-B 5. Então, ETF que replica o IMA-B 5, ele tem uma oscilação no risco que ele tá correndo. E esse é um ponto que, poxa, quando eu olhei, eu falei, ah, dá para a gente melhorar. Porque pensa só, você que é um cara que vai colocar o seu dinheiro, normalmente você quer entender qual que é o risco que você tá correndo. E aí o que eu falo, se você tem um produto que risco dele é 2 anos, né, o prazo médio dele é de 2 anos, aí de repente ele vai para 2.5, 2.6, pô, quanto que seu risco cresceu? 25%, 30%. Você tem um que é 2.9, ele volta para 2 em um período de 1 ano, cara, seu risco caiu quase pela metade em 1 ano. Então esse é uma característica do produto Que do nosso ponto de vista não faz muito sentido para o investidor. Você tem um produto que não é por decisão sua, não é por decisão de gestor nenhum, é um negócio que vai depender da composição da dívida pública brasileira, o risco da carteira ficar mudando. E aí tem muita gente que fala: poxa, mas isso pode trazer um resultado positivo. É, de fato pode trazer, né? Quando o juros tá muito alto, se tiver com risco mais alto e a taxa cai, você pode ganhar mais. Só que pode acontecer o inverso. Tá lá o juro, e agora PCA mais 9, aí você tá com risco de 2 anos, aí a curva fecha, vai PCA mais 6, aí o risco do IMAB 5, né, ele sobe, vai parar de novo 2,5, 2,3, o juro abre. Pô, você vai tomar o que a gente chama de violinada, né? Você ganhou, você perdeu com risco muito mais, com risco mais alto, e ganhou com risco mais baixo. Então acho que isso para a gente era uma ineficiência do índice. Teve jeito de corrigir? Teve, que a gente fez no GPCA. Pega um índice que vai ficar com 2 anos independente do que acontecer. Ah, se o Brasil emitir mais título longo e mais título curto, não interessa, que eu quero ter é sempre 2 anos de risco. E foi isso que a gente fez. Então acho que esse é um diferencial, você tem uma previsibilidade, você sabe quanto que ele pode perder nos momentos de estresse, você sabe que sempre é 2 anos de risco. Então acho que isso é um grande diferencial dele, fora taxa, fora o que a gente colocou aqui, né?

Bruno Perini:Bom, e por conta disso, né, a duração da carteira fica em torno de 2 anos. Eu acessei aqui o site da Grão, você pode acessar botando lá no Google GPCA11 Grão do lado, aí vai ter a primeira opção. Se botar outras coisas, como nosso ETF é muito novo, o Google até confundiu, falou: você não quis dizer outra coisa? Então bota GPCA11 Grão. Se você comprasse hoje a cota pelo valor da cota patrimonial, que tem R$24,94, o que que é isso, né? O pessoal faz a conta e vê, olha, o preço justo, exato da cota do ETF é R$24,94. A sua carteira teria um rendimento de IPCA+9,22. Mas vamos supor que você compra um pouquinho mais caro, tem uma tabela de sensibilidade aqui. Você pagou R$24,99, 5 centavos a mais. A sua carteira teria uma taxa de IPCA+9,11, sendo que no Tesouro o título mais curto que você lá mais nesse período tá pagando 8, 6%, 7% quando eu vi a última vez, né? Então é um rendimento mais alto, uma taxa mais baixa, com ótimas condições de liquidez. Você vende todo dia útil com o mercado aberto e com imposto de renda sempre em 15%, sem ter o IOF que os títulos do Tesouro tem. E comparando com fundos de renda fixa, aqueles que são fechados, que pega na plataforma, sem ter o Come Cotas, tá? É uma ineficiência gigantesca. E até quando a gente foi na B3 gravar lá a o toque do sino, né, inauguração do ETF, pessoal da B3 falou: cara, eu quero fazer um conteúdo aqui, eu queria que você resumisse ETF em uma palavra. Eu falei: olha, vou usar duas, né? Eficiência tributária, pessoal, pelo seguinte: eu gosto muito disso de não pagar imposto agora e ter que pagar só no futuro, e se possivelmente menos. Por isso que eu gosto de previdência também. Se você coloca o mesmo patrimônio e no IPCA11 e num fundo de renda fixa daqueles fechados, você botou a mesma coisa e a carteira do fundo é igual da IPCA, Então, antes de imposto, rendimento tenderia a ser o mesmo, só que esse fundo vai pagar o comicotas. Então, semestralmente, final de maio e de novembro, você paga 15% de imposto. No nosso caso, o imposto é só no final. Se você fica investido durante 20 anos, o cara do fundo pagou imposto 40 vezes. A gente não pagou nenhuma até a hora que você resgata no 20º ano. Então, é como se o governo perguntasse para você: cara, você quer me dar o dinheiro agora, em 6 meses, ou só daqui a 20 anos, a cada 6 meses ou só daqui a 20 anos? E tem gente que fala: não, prefiro dar a cada 6 meses. Ele pode comprar um ETF e ficar o tempo todo sem pagar imposto, cara.

Guilherme Cadonhotto:Você sabe qual que é a diferença? Eu tô até pegando isso daqui porque a gente tem, né, quem quer, quem quiser conhecer um pouco mais do índice, do próprio produto do GPCA11, você vai lá no GPCA11, né, no link, tem lá um botãozinho que é conheça mais, verde, lá para baixo. Quando você clicar, tem lá vários estudos, vários materiais que a gente mostra, né, ou backtest, mostrando como que o produto se comportaria no passado se ele já existisse. E a gente pega para o mesmo retorno, se ele já existisse, fosse um fundo de plataforma, a diferença para o retorno que ele obteve nesse backtest seria em 10 anos, cara, de 31%.

Bruno Perini:Um terço do retorno.

Guilherme Cadonhotto:Exatamente. Então, se você ficar, pô, em um fundo de plataforma É muito, muito mais ineficiente do que você ficar em um ETF, cara. Por isso que, pô, fundo de plataforma cada vez, a tendência é o mercado de ETF crescer. Pensa só que você tá no mesmo, você é quase, é loucura pensar que isso em 10, hein, não em 20, foi o que você colocou, pô, em 10 anos seu produto rendeu lá 12% ao ano, você colocou a carteira exatamente a mesma E um você vai ter 150 de rentabilidade, outro 120. Isso em 10, em 20 anos a diferença é gritante. A tendência do mercado de ETF crescer muito. E acho que o GPCA, acho não, tenho convicção que ele vai ser, cara, muito grande, porque é muito bom.

Bruno Perini:Bom, e aí eu vou aproveitar uma ideia aqui para engatar a próxima pergunta. Eu sempre falo que os investidores se preocupam muito com rentabilidade, que é uma coisa que lógico a gente tem que pensar, mas não tá sob nosso controle, né? Ainda mais quando você pensa no curto prazo no mercado, muita oscilação. No longo prazo o mercado fica uma balança, né? Sai do concurso de beleza para virar uma balança, como diria lá o Benjamin Graham, Investidor Inteligente. Mas pensando que a gente pode controlar, eu sempre falo, cara, você tem sobre seu controle a sua diversificação, o custo que você paga para investir, o custo do ETF 0,1%, e eficiência tributária. E a gente começou a Grão com uma previdência por conta da questão de eficiência tributária. Eu já queria migrar agora para falar, a gente tem duas previdências lá de renda fixa e a multimercado, mas a maior é a multimercado. Da Previdência Arca Multimercado, começar a falar dos diferenciais da previdência para quem não conhece.

Guilherme Cadonhotto:Legal, acho que assim, né, a previdência, para quem pensa investimento de longo prazo, e aí de novo, né, a gente sempre preza aqui no grupo pela transparência e sempre no melhor para o cliente. Então poderia chegar aqui e falar, pô, todo mundo tem que ter previdência, ou então você investiu, ó, abre aí, baixa o aplicativo da Agrão, baixa e investe R$100 na previdência. Não vou falar isso para você, Por quê? Porque previdência é um investimento que você vai ter que fazer que é para o longo prazo, 10 anos ou mais. Então, se você não tem a reserva de emergência bem construída, talvez uma carteirinha de investimentos pouco legal, deixa previdência para depois. Pô, Guimarães, você é louco, você tá jogando contra o próprio produto, contra o próprio negócio. Não, a gente tá jogando a seu favor, né? A gente quer o seu bem sempre. E se o seu bem, né, a sua estratégia, os seus objetivos casarem com o nosso, perfeito, né? Com os nossos produtos, perfeito. Mas qual que é o grande benefício da previdência? Você consegue ter um benefício tributário muito bom. Então, se você fizer um aporte até 12% da sua renda, né, que foi tributada— vamos pensar que você ganha R$100 mil no ano— se você fizer um aporte de até R$12 mil na Previdência, por exemplo, no fundo da Arca, né, no Arca Grão, você consegue, em cima desses R$12 mil, a restituição de todo imposto que você pagou. Então, lá na sua restituição, agora vai vir de volta essa sua grana. Você pode fazer o quê? Aplicar no fundo. E isso, esse benefício de você ter de volta um imposto que você já pagou, o único produto que te dá esse acesso, que é muito bom, é a previdência privada. Se você fizer conta, isso impulsiona o seu patrimônio em 10, 20, 30 anos de maneira excepcional, cara. É algo que assim é muito bom. Ah, Puguinha, então vou fazer agora de novo. Se você tem sua reserva de emergência, você já tem um dinheiro ali, faça. Se você não passou dessas etapas, não precisa fazer. Se programa, você faz lá na frente. Mas acho que assim, o benefício principal, falando de previdência como um todo, é esse. Não falando especificamente dos nossos produtos, que a gente pode entrar mais.

Bruno Perini:Tá falando do veículo previdenciário.

Guilherme Cadonhotto:Do veículo previdência. Você consegue em qualquer veículo de previdência privada, você consegue esse benefício tributário.

Bruno Perini:O PGBL, né?

Guilherme Cadonhotto:Exato, o PGBL. Não só no nosso. Mas, né, tem alguns produtos tão ruins que esse benefício ele passa a ser tudo, pô, reduzido ou até negativado. Não é o caso do nosso fundo, mas grande benefício da previdência privada é isso. Eu todo ano aproveito, acho que você também, né?

Bruno Perini:Você sempre, desde que era militar, cara, só parei um tempo porque eu deixei de ser militar, então passei a ter zero renda tributável na fonte, né? Então durante um tempo eu não contribuí, mas mantive a previdência, inclusive bateu 10 anos. Aí, mas não fiz a sua PGBL. Aí quando eu voltei a ter renda tributável aqui no grupo com Prolabore, aí novamente eu passei a contribuir com o PGBL. Mas é engraçado porque para você ter esse benefício do PGBL tem alguns critérios, né? E lá atrás quando eu fui estudar isso, eu pensei, não é para mim, porque os critérios eram: você tem que contribuir com previdência pública. E muitos locais de pesquisa não tinha YouTube agora com tanta informação, então a informação tava errada, falava "Você tem que pagar INSS." Eu era militar, militar não paga INSS. Paga uma previdência própria dos militares, que é pública, né, que é pensão militar. Então pensei: "Não paga INSS, não posso ser." Aí uma hora vasculhando, eu vi que não, que não era INSS, é previdência pública. Pode ser o regime geral ou um regime próprio. Eu falei: "Ah, então eu bato essa gaivota." Aí a outra era: "Tem que fazer imposto de renda completo." E o meu imposto de renda, lá atrás, né, principalmente, não era o completo, porque eu não tinha gasto com educação, eu tava formado. Meu plano de saúde era do Exército, então não tinha um gasto com plano de saúde grande, que era baratinho. E eu não tinha despesa dedutível, não tinha dependente, a gente não tinha filho. Eu pensei, pô, minha declaração sempre volta mais quando eu boto a opção simplificada, né? Para quem nunca declarou imposto de renda, isso de completo, simplificado, é um botãozinho que você muda lá para ver qual que é mais interessante para você. Então a simplificada era mais interessante. Até que depois de alguns anos, cara, eu falei, quer saber, cara, posso simular, né? Aí eu fui lá no programa do imposto, entrei lá na parte de pagamentos e botei que eu tinha feito um aporte numa previdência PGBL. Sei lá, se eu ganhar R$100 mil, botei lá, ó, botei 12%, né, R$12 mil na previdência. A minha completa, era simplificado, eu ganhava tipo uns mil de volta. Completa me deu R$3 mil cacetada de volta.

Malu Perini:Falei, porra, tô rico!

Bruno Perini:Eu lembro, eu falei, caramba, cara, encontrei! Então eu tive primeiro uma alegria e depois uma frustração. Alegria foi, vai voltar dinheiro. A frustração foi: eu podia ter feito essa porra 5 anos.

Guilherme Cadonhotto:Exato.

Bruno Perini:E não tinha feito. E aí já era, você perdeu aquele dinheiro. Então, para você que tá assistindo isso aqui, pensa: pô, eu ganho R$7.000 por mês, tenho renda tributável aqui em 27.000%, vou fazer uma contribuição para essa previdência, né? Aí você faz um primeiro ano, você pensa: voltou um dinheiro legal. Só que você ficou 10 anos podendo aproveitar esse benefício e não aproveitou porque você não entendia se era para você ou não. Então, se você SLT, e tem 27,5% de desconto. Se você é militar, né, e paga os 27,5%, e nos dois casos aqui você contribui com Previdência, INSS ou um regime próprio, vai na sua declaração de imposto de renda e só simula se você tivesse um PGBL lá. Provavelmente a completa vai passar a ser a melhor opção. Então não é que você tem que fazer declaração completa lançando tudo, é simplesmente mudar o botão para completa, é só isso, e colocar o aporte na Previdência, né?

Guilherme Cadonhotto:E pô, a galera Você falou, pô, passou 10 anos, você não aproveitou, mas os próximos 10 vão passar e é bom que você aproveita. Tem gente aqui no grupo, cara, que sim resolveu a vida, chegou na independência financeira em 15 anos aproveitando previdência privada, escolhendo um bom veículo de previdência privada, um bom fundo, e pô, pegando essa restituição, lógico, né, os 12%, colocando de volta essa restituição e fazendo isso durante uns 15, 17 anos. Hoje trabalha muito mais tranquilo, né? Tem uma reserva muito bem feita, consegue focar mais no trabalho. Pô, se quiser falar não, deu para mim e vou embora. Então, cara, eu tenho convicção que você faz isso por 15, 20 anos, vai chegar no patamar, pô, bem mais tranquilo. Ainda mais o nosso produto, que é um produto bom para caramba, com taxa baixa, super transparente. Então acho que é, cara, tem que fazer. Você já passou da fase da reserva de emergência, já começou a montar sua carteira de investimentos, tem que fazer de novo. É um produto para longo prazo, então você tem que ter convicção de que você não vai mexer nesse dinheiro também.

Bruno Perini:E sobre essa questão que você falou, pô, o cara fez isso durante 15 anos, tá lá com o burro dele na sombra. Novamente, falando de eficiência tributária, perceba que durante 15 anos ele deixou de pagar imposto sobre o dinheiro que ele mandou para Previdência, recebeu esse dinheiro de volta, o que pode ter financiado o aporte do ano seguinte, por exemplo, né? E não é que ele não vai pagar imposto, pessoal, ele vai pagar imposto, mas novamente a questão do diferimento. É como se o fiscal da Receita chegasse para você e perguntasse: você quer pagar imposto agora ou daqui a 15 anos? Nesse exemplo, podendo ser 30, 40 anos, a pessoa inteligente fala: cara, é melhor pagar depois do que agora, eu tô diferindo, né? Eu quero pagar depois. Só que o cara te dá mais uma informação, ele fala: calma aí, mas ó, se você pagar agora, alíquota é 27,5%, se você pagar depois, você vai pagar só 10% na tabela regressiva. A pessoa inteligente novamente fala: eu quero depois, eu vou pagar 10%. Agora tem muita gente que fala: não, eu quero pagar agora 27,5%, porque eu via alguém falando que previdência é uma porcaria. E eu até entendo essa opinião da previdência porcaria, se o cara ele tá usando o aspecto da parte quantitativa, né? Olha, dos 100% de universo de previdência, 80% são porcaria. Eu tenderia a concordar com isso, principalmente se a gente olha para o mercado até 2016, 2017. Hoje tem muito mais fundo bom por aí, tá? Como o nosso, né? Com taxa baixa, um veículo feito para ganhar do CDI no longo prazo. É porque você encontrando o veículo de investimento bom e aproveitando esse benefício, cara, é golaço, é golaço, é golaço.

Guilherme Cadonhotto:E aí, falando do nosso produto, cara, tem, acho que assim, é, a gente já pode entrar, né? Claro, falando do produto, pô, a gente cobra uma taxa de 0,59%, a mais baixa que tem, pô. Se não for a mais baixa hoje, quando a gente lançou, era mais baixa. Deve ter um outro produto mais baixo, mas com certeza não com a sofisticação que o nosso tem. Que em um único produto você resolve sua vida inteira. Você tem uma alocação super diversificada, então você não vai precisar ficar escolhendo, pô, 3, 4 ou 7 produtos para montar a tua previdência. Com um só a gente investe em outros veículos que montam isso. E aí tem um detalhe super importante: todo mundo que investiu no Arca e segurou por pelo menos 2 anos teve rentabilidade acima do CDI. Janela móvel, ele, a consistência dele é absurda. E a gente faz um backtest, isso com alocação, tá? O que que é o backtest? A gente simula, vê se o ARCA existisse nas proporções que a gente sempre segue no passado, só com ETF, né? Será que essa consistência se manteria? Sim. Se a pessoa segura por 2 anos, pelo menos em 100% das janelas, considerando os últimos 15 anos, se o ARCA existisse durante 15 anos, em todas essas janelas ela teria superado o CDI, desconsiderando benefício tributário. certo, que ainda ia fazer alavancar o patrimônio muito, tipo, bem. Então são duas coisas aqui: alocação do ARCA já é muito boa, ou como a gente distribui o produto entre renda fixa, ações, fundos imobiliários, internacional. Só essa alocação, só com ETF, já seria muito bom. Mas aí tem um adicional que a gente ainda gera um alpha, que a gente chama, né, um retorno acima do que a nossa alocação entregaria sozinha, só com ETF. Então, pô, a gente tá entregando um produto muito, muito bom, com uma taxa muito, muito baixa, um produto, cara, muito consistente. Isso falando do multimercado, mas a gente também tem o de renda fixa para o cara. Por quê? Porque o multimercado, ele tem bolsa e fundo imobiliário, tem internacional. Então tem momento tenso, esse como por exemplo, não, agora 2026, no ano ele tá um pouco abaixo do CDI, normal. É um produto que tem ações, tem fundo imobiliário, tem ação lá fora. Então às vezes passa por um estresse como a gente tá passando, conflito entre Israel e Irã, Estados Unidos, pô, as coisas caem, ele dá uma reduzida. Mas para quem é mais conservador, tem um produto que é só de renda fixa. A gente só investe em renda fixa, que é o Arca Renda Fixa. Tem dentro só produtos de renda fixa. E detalhe, todos os nossos produtos superam o CDI desde o início. O ARCA hoje está perto de 109%, 110% do CDI desde o início, e o início é 2022. Então já vamos a 4 anos.

Bruno Perini:CDI já era grande já.

Guilherme Cadonhotto:Exato, esse é o ponto, né? A gente tá superando o CDI, cara, numa janela muito complicada.

Bruno Perini:Não é o CDI começou em 2%.

Guilherme Cadonhotto:Não, pô, o CDI já começou porrada. Pô, a gente tem um desempenho muito desafiador dos ativos de risco aqui no Brasil. E mesmo assim, passando por crise de crédito, Americanas, né, passando agora por empresas grandes quebrando e tudo mais, e o produto continua entregando resultado acima do CDI. É um produto muito bom, cara, muito bom. Alocação por si só já é muito boa e a gente tá conseguindo gerar um retorno acima ainda da nossa alocação.

Bruno Perini:Alocação hoje, vocês podem entrar no app da Grão, tem lá, né, a alocação, mas de maneira sumária ela é dividida em 40% acompanhando o CDI, renda fixa, Ela tem 10% acompanhando o mercado de fundos imobiliários, tem 20% acompanhando o exterior, o índice S&P 500 do mercado americano, altamente vencedor no longo prazo, e tem 30% acompanhando a bolsa brasileira, né. Nesse fundo aqui eu tô investido desde quase do começo, 21/10, tá aparecendo aqui no meu app, né. O meu patrimônio tinha investido R$1 milhão, ele tá em 1 milhão e 600 mil, basicamente. Então deu 60% de retorno, porrada, em um período de menos de 4 anos, sendo que o CDI no período, né, ficou abaixo do retorno do fundo. Sendo que, como eu falei, né, o CDI em 2022, eu não vou lembrar exatamente quando era, mas aliás, o valor, mas era alguma coisa em torno de no final do ano quase 9%, e depois foi para 10, 15, abaixou um pouquinho, voltou para 14, como tá agora. Pessoal esperava que ele fosse cair esse ano, talvez já não caia mais, fica em 14 por mais tempo. Então, na hora que esse índice cair, aí é o mercado que realmente eu vejo a Arca dando uma baita de uma porrada de uma vez, né? Porque nem o índice cair, é antecipação de que isso vai acontecer, o mercado já pode começar a subir bastante. Mas não necessita disso, como vocês podem ver, para previdência. E bem, cara, a gente tá enfrentando o mercado mega desafiador, muito difícil para os fundos ganhar do CDI, mesmo assim o nosso ganha.

Guilherme Cadonhotto:Perfeito. E tem um de renda fixa, cara, e aí é legal porque às vezes o cara fala o seguinte: pô, Gui, mas de renda fixa? E aí tem um ponto, tá, Perini? A Grão, né, que é a gestora do grupo, todos os anos desde o início ela foi premiada todos os anos. Então, pô, a gente recebeu o prêmio de Hot Liars de gestora revelação, né, acho que no ano seguinte que a Grão nasceu. Ano passado a gente recebeu como um dos melhores fundos de previdência multimercado do país. Quando a gente vai pegar histórico de longo prazo, o nosso produto, se ele não tá em primeiro, ele tá em segundo ou em terceiro, pô, de todos os fundos de previdência multimercado do país. É um produto, cara, muito, muito bom. E eu tenho convicção que a gente vai ficar em primeiro. Por quê? Porque é custo baixo e uma alocação muito boa, diferente de outros multimercados, que é essa visão do gestor. Às vezes ele tá mais comprado em um produto, às vezes ele aposta em ações. E a gente sabe que existe um problema nisso, ainda mais quando o cara cobra uma taxa de 2%. A hora que ele errar, ele vai lá para baixo. Então quem tá ali na frente com a gente tem mais ou menos essa característica de taxa muito alta, performance, um mercado negativo, é, com certeza a gente vai ser o primeiro ainda disparado. A gente é o melhor em termos de Sharpe, que é esse equilíbrio de relação risco-retorno dos fundos previdenciários multimercado. Então, cara, a gente tá muito bem posicionado. E falando um pouco de renda fixa, Tava num café da manhã uma vez com Howard Marks, não eu e ele no café da manhã, mas era um café da manhã que tinham vários investidores, ele fazendo uma apresentação. E uma coisa que me chamou muito a atenção, que foi que ele falou o seguinte: pô, imagina só, ele é um dos melhores investidores do mundo, né? O Warren Buffett acompanha todas as cartas dele, a gente costuma ler também todos os memorandos dele, né, e tudo mais. É um cara muito bom. E a Oaktree, que é a gestora dele, é uma gestora principalmente de renda fixa. De crédito privado. E ele falou um negócio seguinte: imagina, tava desenhando lá, né, o que que o mercado espera de renda fixa, investir em crédito privado. Ele falou: imagina se eu tenho um fundo de crédito privado super concentrado, que tem 100, 200 emissores. Pô, como assim, cara? O melhor gestor de renda fixa de crédito privado do planeta tá falando que ele, um fundo de crédito privado seria concentrado se ele tem 100, 200 papéis. Você vai olhar qualquer fundo de crédito privado no Brasil, quantos papéis tem? É isso, cara, é 100, 200. Aí ele falou um negócio interessante, ele falou assim, ó, cara, se você olhar, vários desses fundos super concentrados vão ter um resultado melhor que o nosso. Qual que é o problema? Problema tá no risco de cauda. Quando a gente passar por uma crise, o cenário desafiador, e é por isso que a gente existe há tantas décadas esses caras deixam de existir. A gente não vai deixar de existir, porque a gente tem mais de 1000, mais de 2000 emissores dos principais fundos da Oaktree. E eu falei, cara, como é que a gente consegue fazer um negócio desse no Brasil? Você vai procurar fundos, não tem. Mas a gente tem, pô, na Grão. A gente tem um fundo de renda fixa que investe em outros gestores de crédito privado, e cada um desses caras tem entre 100 e 200 papéis. Então, se você for pegar a metodologia do melhor cara de crédito privado do planeta, a Grão, o nosso fundo de renda fixa, é um dos pouquíssimos que segue essa metodologia, que é ter um número de emissores gigante. Poxa, talvez você não tenha o melhor retorno, talvez não, mas o equilíbrio entre risco-retorno, falando de crédito privado, com certeza a gente não tem o melhor, a gente tá entre os melhores. Por quê? Porque a nossa carteira, no final das contas, Quando você coloca R$100 lá, você vai ter, por exemplo, pô, 10 centavos ou 20 centavos em cada emissor de crédito privado, diferente de fundos que compram crédito privado direto. Pô, mas por que que vocês não compram mil, né, papéis diferentes diretamente? Precisaria ter uma equipe de análise gigantesca, análise gigantesca, e o custo talvez precisasse ser muito maior do que o que a gente consegue entregar hoje. Então muita gente olha para um fundo de fundo de previdência e fala: pô, esse cara não é o melhor em termos de retorno. Com certeza não é o melhor, mas em termos de relação risco-retorno, eu acredito que é o melhor. Aí a galera vai falar: mas eu tô olhando Sharpe aqui.

Bruno Perini:Risco de crédito privado você não se analisa por volatilidade, é zero volatilidade até ser total.

Guilherme Cadonhotto:Exato, e é zero, o cara não pagou, o cara quebrou. Né, então a relação risco-retorno de crédito privado, de renda fixa, eu tenho convicção, cara, que o nosso é o melhor. Ah, pô, mas aí ele tá meio por cento abaixo do melhor. Tudo bem, cara, mas o risco que a gente tá correndo é muito menor do que esse cara. Então o seu dinheiro tá no lugar muito mais seguro do que o desse cara.

Bruno Perini:Você sabe como começou a ideia da nossa previdência de renda fixa aqui no grupo? Acho que eu tenho que contar. Porque vocês vão entender porque que o objetivo desse fundo não é ser o mais rentável em renda fixa, mas sim muito seguro, né? A minha avó, o patrimônio dela era basicamente imóvel, e ela morava no principal imóvel que ela tinha naquela época. Acho que já era o último que ela tinha dos imóveis, e o dinheiro tava imobilizado. Então ela não tinha dinheiro para poder ficar mais tranquila assim mês a mês, até porque plano de saúde reajuste é sempre muito alto, ainda mais para idoso, né? Então cheguei para minha irmã e falei: Priscila, vamos comprar, a gente racha aqui, eu e você, nós compramos o apartamento da nossa avó, ela vai ter o dinheiro líquido na mão para ela fazer o que quiser. E ela falou: Não, meu filho, então deixa uma parte aqui no banco, fica lá investido num CDB, eu vou usando pouco a pouco, mas o restante vamos pensar em questão sucessória. E a previdência é ótimo para isso também, porque não entra inventário, não paga o ITCMD. Ela falou: Você não tem um fundo de previdência lá no grupo? Bota o meu dinheiro lá. Eu falei: Pô, vó, mas o multimercado Ele chacoalha, né? E minha avó não tá acostumada com bolsa, esse tipo de coisa. Ela não falou exatamente assim, tá, gente, porque ela não é tão sofisticada assim, temos que entender, né? Ela falou: você não tem um negócio lá para investir meu dinheiro? Investe, né? E na época só tinha a gestora, a gente não tinha consultoria. Aí eu falei: pô, mas não é adequado para você. Aí eu pensei: cara, mas se tivesse uma previdência de renda fixa, né, aí poderia ser adequado. Agora, eu não quero uma previdência de renda fixa que tá rendendo muito bem, de repente tem um dent na rentabilidade. Que foi o que o Gui falou, né? A Previdência tem 100 papéis, na média 1% do patrimônio em cada papel. Um dá um calote, dá um default, cara, você perdeu 1%. Você esperava ter 1% daquele mês, você não teve 1%, ainda deixou um do mês passado, mais ou menos pensando que rende 1% hoje por conta do CDI alto. Então a Previdência foi estruturada realmente para ser muito segura, porque o dinheiro da minha vó tá lá até hoje. Então não é assim, cara, foi feito para isso, tirou o dinheiro. Não, minha vó é uma das cotistas previdência. No começo era uma das maiores, porque ela pegou o dinheiro do imóvel e colocou lá. Então essa é a história da previdência de renda fixa aqui do, da Grão, né, que nós temos no grupo. Foi a previdência que a gente criou para minha avó, foi esse o ponto. E ela tá muito satisfeita com desempenho, diga-se de passagem, né.

Guilherme Cadonhotto:Cara, sabe qual que é? É muito bom você ter colocado, porque a diferença do nosso fundo, que tem vários outros de crédito privado, e de um fundo que o cara acessa o crédito privado direto, é que em um mês ruim Nossa, a gente vai dar 90 CDI. Um mês ruim de um cara que às vezes investe em crédito privado é negativo. Pô, se o cara que você falou quebra um, na média quebrou um, é 1%. Só que quando quebra uma Americanas, que tem um ranking bom, pô, o cara pode perder 2, 3%. Então a diferença é que um mês ruim para a gente é 90% do CDI.

Bruno Perini:Um mês ruim ainda ganha dinheiro.

Guilherme Cadonhotto:Exato, você ainda ganha dinheiro, você deixou de ganhar um Pouco mais. E às vezes eu vejo, às vezes, as pessoas se apegando ao melhor mês. O cara fala: ah, mas no melhor mês, ou na melhor janela, que ele entregou 110, 111. A gente não vai entregar 110, cara, 111. Por quê? Porque no pior a gente vai entregar 90. No pior o cara vai te entregar -300. Você daí, pô, a gente não vai fazer isso. E aí é o Charlie Munger, né? Quanto menos você errar, mais bem-sucedido você vai ser lá na frente. Então tem convicção que esse fundo de renda fixa da Grão, cara, ele vai ter bilhões lá na frente, bilhões de verdade. Por quê? Porque no longo prazo ele vai ser um dos poucos que vão sobreviver. E aí ele vai estar com uma rentabilidade de destaque. Você vai olhar 20 anos, vai falar assim, cara, mas esse cara entregou consistentemente 105%, 104% do CDI sem nenhum grande período de estresse, coisa que hoje pouquíssimos fundos conseguem fazer.

Bruno Perini:Bem interessante isso, né, cara? Imaginar como é que vai ser o futuro. E já aproveitando esse gancho, Gui, eu queria que você falasse de quais serão os próximos passos assim, porque depois que a gente lançou o GPCA com uma taxa muito baixa, o pessoal falou: pô, tem que ter outros, né? Vocês vão lançar algum de prefixado, vão lançar algum de ações, por exemplo? Então o que que tá na manga aí para sair nos próximos meses?

Guilherme Cadonhotto:Você me escuta falar de ETF há quase 3 anos, fazendo apresentação aqui no grupo e falando: pô, a gente tem que ter ETF e tudo mais.

Bruno Perini:Não, faz muito tempo que o Gui é parceiro de ETF, dando a César o que é de César, né? Ele fala disso muito tempo, só que no começo a gente não tinha a escala que a gente tem para poder lançar um negócio com uma taxa tão baixa quanto total, né?

Guilherme Cadonhotto:Mas assim, já tinha essa vontade, sempre teve. E de lá para cá, de 3 anos para cá, o que que mudou de taxa em termos de produto, em termos de acessibilidade? Quase nada. Acho que o grande passo, grande diferencial dos últimos 3 anos foi o grupo ter vindo com ETF, pô, muito barato de um índice muito eficiente, coisa que não existia. Então quais são os próximos passos? É a gente encontrar esses mercados que— duas coisas: ou mercados que ainda são inacessíveis porque ninguém desenvolveu o índice para acessar esse mercado específico, esse fator específico, ou os que já existem mas com o custo muito alto, a gente chegar. Então onde a gente enxerga esse espaço? Ações. Tem espaço para reduzir o custo dos ETFs em ações? Tem muito. Por que que os caras não fazem isso hoje? Porque ninguém tá concorrendo, pô. Mas chega o grupo, fala o seguinte: eu não quero ganhar com 100 milhões, não quero ganhar dinheiro quando tem 100 milhões, quero ganhar quando tem 1 bi. Eu quero ganhar quando a gente tiver 50 bi aqui. Essa é a nossa visão. É isso que inclusive eu mandei no grupo ontem, aqui do grupo. Pô, a gente quer ganhar, né, quando tiver 50 bi. Onde que dá? Onde que tem esse espaço? Ações tem esse espaço. Os produtos que tem, tem alguns produtos bons, poucos, e os poucos eles têm uma taxa muito alta. Daria para fazer uma taxa muito menor. Então ações a gente deve entrar, sim. O prefixado tem espaço? Tem. Ou para fazer um índice melhor e para fazer um índice mais barato. Pós-fixado tem espaço fazer um índice melhor e mais barato. Então onde tiver espaço para a gente fazer um índice melhor e mais barato, cara, a gente vai fazer.

Bruno Perini:O Jeff Bezos, ele costuma falar que a sua margem é a minha oportunidade.

Guilherme Cadonhotto:Exatamente.

Bruno Perini:Só que o ETF já não tem muita margem, entendeu? Mesmo assim a gente fala, cara, o cara tá cobrando 0,3%, ganancioso, o fundo concorrente cobra 2%, entendeu?

Guilherme Cadonhotto:Exato.

Bruno Perini:Então o cara já tá com uma taxa baixa, mas a gente vai vir com uma taxa melhor ainda.

Guilherme Cadonhotto:Ainda mais baixa.

Bruno Perini:Bom, então fica aí uma coisa meio genérica, né? Não dá para dar muito mais detalhes, né?

Guilherme Cadonhotto:É, porque assim, por que eu não posso falar especificamente? Porque, sei lá, porque a gente às vezes fala e o cara corre e lança um na nossa frente, né? Então a gente não quer isso.

Bruno Perini:Vamos na pista falsa então, fala um produto ruim. Vamos. Um ETF de Boeing.

Guilherme Cadonhotto:A gente vai lançar um ETF de empresas aéreas.

Bruno Perini:Ah, esse vai ser porrada, hein?

Guilherme Cadonhotto:Esse vai ser porrada.

Bruno Perini:Tem que ser o inverso, né? Um ETF inverso de empresa aérea, aí é porrada.

Guilherme Cadonhotto:Aí é porrada, é um short, né? Mas acho que é isso, cara. A gente vai lançar aí. E é importante também a gente ressaltar, a gente quer que você olhe lá as duas primeiras iniciais GP, você fique tranquilo. Ah, eu vou comprar um produto que é bom, que os caras estudaram, que é eficiente, que é consistente, superar os principais índices do mercado brasileiro, e vou estar pagando taxa baixa. O que que a gente não quer? Pô, o que que tá no hype aí? Que a galera tá falando muito aí, é jogos, é, já vamos lançar um ETF de, ah, pô, vamos lançar um ETF de captar dinheiro para caramba e tal, e depois, ah, depois qualquer coisa a gente acaba com ele se não der certo e tudo mais. Isso a gente nunca vai fazer, nunca vai fazer. Por quê? Porque a gente defende o alocação estrutural, o rebalanceamento, custo baixo, eficiência, um produto bom para o longo prazo. Então vocês, o cara vai ver o GP nas iniciais do ETF, ele vai falar, eu posso colocar meu dinheiro aqui, porque é barato, é um produto bom e que é eficiente para o longo prazo. É isso que a gente quer. Então fiquem tranquilos que nenhum produto que a gente for lançar é hype, é tentando capturar uma oportunidade de curto prazo. Por vezes vai parecer um produto chato, vai falar: ah, pô, Gui, pô, é um produto chato isso aí, eu queria um negócio que fosse, pô, triplicar aí no curto prazo. Não vai ser, vai ser produto bom mesmo, e produto bom não vai triplicar em 6 meses, em 1 ano, tá? É só coisa para o longo prazo, mas você vai saber que você vai estar muito bem alocado, cara.

Bruno Perini:A própria questão da taxa baixa já alinha isso, né? Porque por mais que a gente: não, vamos criar algum negócio, tá no hype, vai ficar no hype durante 1 ano. Durante o ano a gente não ganha dinheiro nenhum com uma taxa de 0,1%. Então realmente, se a gente lançar é porque a gente acredita que esse negócio tem poder de no longo prazo tá entregando uma ótima rentabilidade. Do contrário, nem faria sentido, né? É isso. Bom, Gui, para quem quiser saber mais da Grão, acompanhar mais também o teu trabalho, deixa as redes aí, cara.

Guilherme Cadonhotto:Boa.

Bruno Perini:O site, tudo que você quiser.

Guilherme Cadonhotto:Boa. Então, cara, o site da Grão, a gente tem todos os produtos lá, então www.grao.com.br. Se você quiser saber mais do dos ETFs ou dos fundos de previdência, vai lá na aba produtos, você consegue ver o material completo de todos eles. No YouTube da Grão a gente tá sempre soltando vídeo lá, a gente tá tentando manter a frequência de 2 por semana e a gente tá conseguindo, né? Às vezes eu dou uma falhada porque hoje eu tô sozinho na Finclass, tinha outros analistas ali, então era mais fácil, mas no YouTube da Grão. No Instagram eu tô meio sumido, mas é @gui.cadoioto, às vezes eu abro caixinha de pergunta lá, posto novidades sobre—

Malu Perini:Tá tão, tão bom assim, você falou Acabou a boa vida do Gui, né?

Guilherme Cadonhotto:Acabou os produtos lá. Mas abre o caixinha de pergunta e responde todas as dúvidas. E acho que eu vou abrir, participando aqui do Sócios, eu abro hoje uma caixinha de pergunta para qualquer dúvida que vocês tiverem aí sobre os produtos da Gram.

Malu Perini:Perfeito. Muito bom, muito obrigada pela presença, Gui.

Bruno Perini:Imagina.

Malu Perini:E espero que vocês tenham de alguma forma agregado na vida de vocês esse conteúdo. A gente tá aqui semanalmente sempre com um episódio novo para agregar na vida de vocês. E vocês me encontram no @maluperini no Instagram.

Bruno Perini:Vocês me encontram no Instagram @bruno_perini, YouTube Você Mais Rico, e sempre aqui no Sócios. Para quem assistiu, nosso muito obrigado pela audiência. Nosso convidado, foi um prazer recebê-lo, espero que volte mais vezes. E é isso, pessoal, grande abraço e até a próxima.

Guilherme Cadonhotto:Beijos!

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