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BITCOIN: ATÉ ONDE VAI A QUEDA? | Os Sócios 286

05 de março de 20261h38min
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9 anos de liderança, 5 anos de garantia e apenas 6,3 segundos para chegar em 100km/h.Essa é a confiança de um Jeep. Saiba mais: https://JEEPCOMPASS1.short.gy/compassABRA SUA CONTA NA COINBASE, FAÇA SUA PRIMEIRA NEGOCIAÇÃO E GANHE R$ 20: https://r.vocemaisrico.com/46bbe90d2aDesde seu topo histórico, em outubro de 2025, o Bitcoin já chegou a cair cerca de 42%, rompendo suportes importantes e arrastando consigo grande parte do mercado cripto.O movimento reacendeu uma velha expressão conhecida pelos investidores: o “inverno cripto”, como são chamados os períodos prolongados de bear market no universo das criptomoedas.Mas até onde essa queda pode ir?Estamos diante de apenas mais uma correção dentro de um ciclo maior de adoção… ou de uma mudança estrutural no mercado?Historicamente, momentos de euforia são seguidos por fases de desalavancagem, falências e consolidação — períodos em que muitos projetos desaparecem, enquanto outros saem fortalecidos.Então, como sobreviver ao inverno cripto?Quais sinais indicam quando o mercado está próximo de um fundo?E o que muda neste ciclo, agora que o Bitcoin convive com ETFs, maior participação institucional e a ascensão de novas narrativas dentro do mercado?Para responder a estas e outras perguntas, convidamos Felipe Santana e Vinícius Bazan para o episódio 286 do podcast Os Sócios. Falaremos sobre o atual momento do mercado, as estratégias para sobreviver a períodos de queda — e como o investidor consegue ganhar dinheiro nestes momentos, se o ciclo de fato se rompeu, e muito mais.Ele será transmitido ao vivo nesta terça-feira (05/03), às 12h, no canal Os Sócios Podcast.Hosts: Bruno Perini @bruno_perini e Malu Perini @maluperiniConvidados: Felipe Santana @felipether e Vinícius Bazan @o.viniciusbazan

Assuntos15
  • Ciclos BitcoinQueda de 42% desde outubro 2025 · Movimento de $126k para $58k · Suportes críticos rompidos · Possibilidade de $50-40k · MVRV como indicador de fundo
  • Ciclos de 4 Anos e HalvingsPadrão histórico de ciclos · Evento do halving a cada 4 anos · Próximo halving em 2028 · Mudanças no comportamento cíclico · Pico prematuramente antes do halving
  • Inverno Cripto e Bear MarketDefinição de bear market · Notícias boas sem impacto de preço · Consolidação de projetos · Corpos boiando no mercado · Sinais de fundo de mercado
  • ETFs de Bitcoin95 bilhões em ETFs · Resiliência de investidores institucionais · Fluxos recentes positivos · Comportamento diferente de ciclos anteriores · Impacto nos drivers de preço
  • Psicologia do Mercado e Comportamento CíclicoExpectativas exageradas · Euforia seguida por pânico · Mão morta da história · Psicohistória de Asimov · Comportamento previsível da massa
  • Moedas do Satoshi e Risco Existencial1 milhão de BTC em carteiras antigas · 20 mil endereços diferentes · Risco de movimentação simultânea · Proteção temporal de extração · Mecanismo de ampulheta como solução
  • Desdolarização e Bitcoin como Ouro DigitalSanções a países (Rússia, Irã) · Alta do ouro · Moedas locais desvalorizando · Bitcoin vs ouro como proteção · Autocustódia vs depósitos bancários
  • Mercados PreditivosPolymarket vs Cauchy · Acurácia de 97% 4h antes do evento · Sabedoria das massas · Uso como hedge com opções · Insider trading e edge competitivo · Ineficiências de mercado
  • Computação Quântica e SegurançaTimeline até quebra de criptografia · NIST recomendação para 2034 · Qubits necessários para viabilidade · Google Willow chip · Papers sobre correção de erros
  • Regulação nos EUA e IA MilitarTrump e CEO Dario (Anthropic) · Integração de IA no exército · Palantir e machine learning · Debate sobre segurança vs aplicação militar · Geopolítica de IA como arma
  • Estratégias para Iniciantes: DCADollar Cost Averaging (DCA) · Compra parcelada · Redução de estresse emocional · Médio e longo prazo acima de 3 anos · Educação antes de investir
  • MicroStrategy e Estratégia de Saylor720.737 bitcoins acumulados · Refinaria de Bitcoin · Resiliência sem ruína · Projeção de 30% retorno anual · Risco de fluxo de pagamento
  • STRC - Engenharia FinanceiraDebêntures em cripto · Yield de 11,5% ao ano · Comparação com linha para Ponzi · Obrigações de pagamento bilionárias · Trade-offs estruturais de risco
  • MVRV e Métricas TécnicasMarket Value to Realized Value ratio · MVRV de 3 como sinal de venda · Mudança do comportamento da métrica · 45 mil como novo suporte · Métricas vs previsão
  • Hiperstição e Profecias AutorrealizáveisConceito de hiperstição vs superstição · Reflexividade dos mercados · Crença criando realidade · Venda pânica como profecia autorrealizável · Padrões que se repetem por crença coletiva
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E aí, pessoal, vamos começar mais um episódio do podcast Os Sócios. Quem fala aqui é Bruno Perini, host do podcast. Estou, como sempre, com minha esposa, host, o belo host aqui dos sócios, Malu Perini. Olá, pessoal. Sejam bem-vindos a mais um episódio dos sócios. E qual o tema de hoje, Bolinha? Hoje vamos falar do Bitcoin. Eu falei que é sempre assim, né? Ou a gente vai falar da queda excessiva ou da subida até onde vai. Então, até onde cai?

Será que a gente vai descobrir? Será que vai cair mesmo? Mais? Mais? É, porque subiu hoje. Subiu um pouquinho.

do conflito aí com o Irã. Vamos saber se realmente já passamos pelo pior, né? Ou se provavelmente, sabe, a gente não vai, essa é a verdade. É isso que eu falava, a gente não vai saber de nada. Se provavelmente tem mais caminho, assim, de bear market pela frente, se o pessoal que fala que vai bater 40 mil tem algum ponto, assim, a realmente ser defendido. E antes de apresentar os nossos convidados, eu tenho dois recados pra vocês, pessoal, de patrocinadores novos aqui no Podcast Os Sócios.

O primeiro deles é da Jipe. E um patrocininho que muito me agrada, porque eu sou um jipeiro, né, Bolu?

Malu adora o Jeep Compass, a gente já teve, eu ando de Jeep todo dia, é o meu carro para fazer tudo aqui em Alphaville, em São Paulo. E o Compass, ele é líder de vendas entre os SUVs médios há nove anos. É um carro muito tecnológico, muito seguro. São cinco anos de garantia também quando você compra um Compass. Tem as versões 4x2 e 4x4, então para todos os gostos e todos os terrenos. E aí eu te convido, principalmente você que não conhece, a fazer um test drive.

Deve estar aparecendo um banner aqui na tela, um QR Code para você poder escanear. E outro recado é da Coinbase. A Coinbase, para quem não conhece, é a maior corretora de cripto dos Estados Unidos. É inclusive listada em bolsa lá na Nasdaq. Hoje eles são custodiantes de 8 dos 11 ETFs de cripto do mercado americano. E o melhor é que você pode investir de maneira super simples. Basta baixar o app. Ele é praticamente auto-explicativo.

Você consegue fazer, inclusive, investimentos via Pix a partir do valor de R$10.

o seu dinheiro para render em USDC, uma das stablecoins de dólar mais consolidadas no mercado. Eles estão pagando até 7% ao ano. O pagamento é diário. Inclusive, você pode escolher se quer o rendimento em USDC ou em Bitcoin. E para quem não tem o cadastro lá, a gente tem um cupom especial. Na verdade, basta que você use o link da descrição ou o QR Code na tela, que ele já entra automaticamente. Você ganha R$20,00 de crédito após fazer a sua primeira compra. Então, fica o convite para que vocês conheçam a Coinbase.

os dados, vamos apresentar nossos convidados. Recebemos aqui, novamente, Felipe Santana. Ele é cofundador da Paradigma, a primeira empresa brasileira de research focada 100% em cripto. Co-produtor do primeiro documentário sobre a rede Ethereum. Autor do primeiro livro do mundo, que também é uma carteira de cripto. Inclusive, eu sou orgulhoso dono de um desses livros. Felipe me deu. Muito bom. E professor no VR Cripto. Felipe, bem-vindo novamente ao Podcast Sócios.

Valeu pela intro, pelo convite. Sempre um prazer enorme estar aqui com vocês. Ainda mais hoje com o Bazan. E recebemos aqui, pela primeira vez, Vinícius Bazan.

Ele é CEO da Underblock, investidor em cripto e atua profissionalmente nesse mercado desde 2017. Foi coautor do livro Criptomoedas, Melhor que Dinheiro, uma das primeiras publicações em português, uma das primeiras e principais publicações em português sobre o tema. Baza, bem-vindo ao Podcast Sócios. Gente, muito obrigado. Queria dizer que é um prazer enorme estar com vocês. São todos meus ídolos, então que bom sentar mais ou menos a gente poder bater um palco.

Você lembra quando a gente se conheceu? Lembro. Só lembro que você é 17, né? Foi 17. Eu tinha chegado em São Paulo há pouco tempo. Ah, então faz tempo.

Bazar trabalhava lá na época. E era pra falar de ações, sei lá. Eu fui nesse evento. Eu não sei se teve um atraso, alguma coisa. Aí o Bazar entrou. Não, pessoal, vamos falar de Bitcoin aqui. Em 2017. Ninguém sabia o que que era. Aí eles começaram a falar. Eu falei, caramba, cara. E era um ano que tava muito na alta, né? Esse negócio tá furando a bolha, né? Cara, foi muito engraçado. Porque, na verdade, o palestrante daquele dia era o Rony da reserva.

E ele perdeu o voo dele do Rio de Janeiro pra São Paulo. Então, como sobrou esse buraco de última hora, assim, faltando meia hora pra começar o evento.

consegue criar uma apresentação sobre Bitcoin. Porque o evento era sobre enriquecer e tal. Beleza, vamos lá. Vamos meter o louco e falar desse negócio porque ninguém... Era tudo que eu sabia falar. Loucura. Não, foi uma apresentação mega rentável. Pra quem realmente falou, cara, vou comprar um pouquinho desse negócio. Porque foi mais ou menos meio de 2017 e aí até o final do ano bateu 70 mil, depois mergulhou. Mas cara, quando você pensa hoje, 70 mil reais pro cara que comprou no topo, ainda é muito pouco.

A gente tá no mercado de baixo, agora tá mais de 300 mil. É, é verdade. Mas agora falando sobre o mercado atual, né?

de vocês, o que está acontecendo com o Bitcoin? Por que ele está caindo? O ciclo é soberano? Por conta de medo de disrupção? Medo de uma IA ou um computador quântico quebrar a criptografia? Qual vocês acham que é a história por trás da queda? Espera aí, vamos falar. Ele estava em quanto e desceu em quanto? Ele fez um topo em mais ou menos 126 mil dólares em outubro. Dois dias depois do topo do ciclo anterior, foi isso? Um dia depois. Nossa, o ciclo nem é previsível, né?

E a gente falou, teve episódio aqui no fim do ano, perto do fim do ano, a gente comentou, e aí, né? E agora tá em torno de 70 mil dólares, mas chegou a cair a 58? 70, quase 50%, então. Sim. Tá, só pra situar a galera. Bom, mas quem quiser começar... É, nos ciclos passados, e pra quem não tem familiaridade com essa ideia dos ciclos, o Bitcoin, ele tem períodos de quatro anos, digamos assim, marcados por um evento famoso, que é o tal do Halving, e já aconteceu a essa altura do campeonato muitas outras vezes.

esse mesmo fenômeno, que pra mim é soberano e é um reflexo da psicologia humana, não é um negócio que está nos mercados ou está na moeda ou está no ativo, que é as pessoas se empolgarem demais quando o ativo vem à tona, comprarem, se exporem às vezes mais do que devem, o preço sobe pra caramba, todo mundo vê os vizinhos ficando ricos, e aí entra mais gente do que o mercado comporta, porque quem tem aquele ativo faz tempo também quer realizar um pouco de lucro, para de subir, as pessoas se frustram, começa a cair, aí a gente entra num período que não é mais de alta,

queda, vem o famoso inverno cripto, o ativo fica morto, esquecido por um tempo. E aí quando vai acontecer o tal do evento, esse halving de novo, quatro anos lá na frente, o evento volta, o ativo Bitcoin volta a aparecer na mídia, as pessoas prestam atenção de novo, lembram que não morreu e o fenômeno recomeça. Mas de novo, é uma coisa que está na cabeça das pessoas, tem a ver com essa expectativa exagerada de curto prazo e com a incapacidade de entender que no longo prazo é difícil o fundamento do negócio mudar e é por isso que ele não morre ciclo a ciclo. Então pra mim, sim, os ciclos são soberanos e o que a gente

tá vendo, é mais uma edição dessa história que a gente já contou algumas vezes. Eu acho que a grande coisa que talvez tenha mudado ali é um pouco do comportamento desses ciclos, né? Se você olhar temporalmente até agora, é indiscutível que a gente seguiu esse mesmo processo. Tem até um, foi um post no Reddit de um perfil, não sei se ele é anônimo, né? Que ele meio que previu que dia 6 de outubro do ano passado seria a máxima e de alguma forma ele acertou, ele tinha colocado isso anos atrás, né?

Mas, ao mesmo tempo, eu sempre destaco que teve muitas coisas que mudaram em termos desse comportamento.

Porque, teoricamente, esse ciclo, se ele fosse perfeito padrão, a gente teria batido uma máxima histórica só depois do halving. Nesse último, aconteceu um pouco antes, que foi logo depois do lançamento dos ETFs. Da mesma forma, a gente teria aquele padrão de sobe três anos, cai um. 2025, no final das contas, foi um ano de queda. Então, eu acho que, de alguma forma, as coisas começam a mudar. Não acho que não dá para dizer que o ciclo acabou por completo, ou que ele mudou por completo, mas tem algumas coisas só para o investidor ficar atento para não só se basear no passado.

esperando que o futuro repita exatamente igual. E complementando definitivamente, eu imagino que esse fenômeno um dia vai ser compreendido pela maioria do mercado e vai parar de se repetir de forma tão acentuada. E também sublinho isso que o Bazar falou, de que às vezes você se apegar a datas e números assim, não vai dar certo. Mas a ideia central de que as pessoas às vezes estão empolgadas achando que é o grande novo paradigma e todo mundo vai comprar amanhã versus tem momentos que está todo mundo achando que o negócio está morrendo, que é meio onde a gente está agora. Cara, essas fases distintas,

sempre vão existir e vai ser sempre melhor de comprar quando as pessoas estão achando que estão morrendo. Vocês não acham estranho o topo ter sido tão próximo do topo do ciclo anterior? A Malu falou, nossa, que previsível, né? Mas considerando que é um dado público, que todo mundo sabe que, olha, se repetir o ciclo, então o pessoal deveria vender de maneira antecipada. É, mas até aí a gente... Ou o pessoal não acreditou, mas por algum motivo o ciclo se repetiu, entendeu?

Sim. Mas até aí as pessoas vão lá e apostam em coisas que... É quase uma aposta, não sei.

As pessoas são previsíveis. Eu tava de olho no MVRV. Eu tinha um combinado com a Malu. Eu falava, ó, quando bater o MVRV de 3, eu realizo uma boa parte. Não bateu. Tô esperando até agora. Outro ponto que mudou também, né? Pois é, então. Aí eu fico pensando. Agora eu vou começar a olhar o ciclo. No próximo, aí vai adiantar. Vai mudar de novo. Por isso você tem que seguir o que eu falo. Se eu falasse, se eu seguisse o que você quer, amor, eu tinha vendido...

Não. Você sempre fala isso, as pessoas acham que eu fico mandando você vender o tempo inteiro. Não é isso que acontece. Não é o tempo inteiro.

Conversa sobre assuntos. Que é, geralmente, quando tá muito na alta. Aí tem uma sabedoria milenar dos mercados de cripto, que é quando você tá com muitas abas abertas, vendo casa na praia, coisas do gênero, assim. É a hora que você procura o preço do helicóptero. É a hora que é pra vender. O som de violino é pra vender. Essa é a verdade. Mas vocês trouxeram duas ideias muito interessantes. Acho que a primeira, a Malu falou que, tipo, é previsível.

As pessoas são previsíveis. Sempre voltamos na questão da psico-história do teu autor. No individual, às vezes as pessoas não

previsíveis. Mas no todo? No todo elas são, bicho. Posso explicar o que é psicohistória pra quem tá boiando? Asimov, ele é um autor de ficção científica muito bom. Também escreveu alguns livros de história bem interessantes sobre gregos, império romano, sobre os egípcios. E no livro A Fundação, é uma trilogia que depois virou uma série de livros. São uns nove, eu acho. Ele tem um personagem que cria uma ciência nova, chamada psicohistória.

O que é isso, né? É uma história baseada em previsões matemáticas. Ele consegue prever o futuro das coisas, mas não de um indivíduo em si. Porque o raciocínio é o

seguinte, aqui no Brasil, se a gente sobe juros, eu não sei o que a Malu vai fazer, ou o Bazan, ou o Felipe, individualmente. Mas, uma grande massa de pessoas, se a gente subir o juro, a gente sabe que a consequência esperada é que o pessoal consuma menos, tome menos crédito, fique mais conservador. Agora, quando você cai juros, você sabe também, o pessoal vai consumir mais, vai tomar mais crédito, vai começar a correr mais risco.

E essa história, ela se passa numa galáxia habitada por trilhões de seres humanos. Então, é tanta gente que ele consegue fazer previsões de comportamento das pessoas e consegue prever a história.

E é engraçado porque no livro vai acontecendo várias miudezas assim, mas o ciclo da história dificilmente muda. Até que aparece um mutante. Ele não está sujeito a essa lei da psico-história, ele consegue alterar o rumo das coisas. Mas se não fosse isso, a história ia seguir certinho. E toda vez que eu vejo o ciclo do Bitcoin se repetindo, eu falo, cara, a gente fala pra cacete, discute, lança ETF, não sei o que, empresas compram e está lá a mão morta da história guiando o Bitcoin.

É bizarro isso. É bizarro. Tem outro conceito que é legal a gente trazer, que eu tenho lido sobre recentemente, que é a ideia da hiperstição. Então, de um lado você tem a superstição, que é quando você acredita que você dá três nós numa pulseira, vai te ajudar a achar o amor da tua vida. Só que não tem nexo causal entre a crença e tu achar o amor da tua vida. Hiperstição é quando, porque tu acredita numa coisa que ela vai acontecer, tem mais chance dela acontecer.

Quanto mais gente acredita, mais chance tem dela acontecer. Tem a ver com ideias de reflexividade no mundo dos investimentos.

E deriva do fato de que os mercados e esses padrões que se repetem, eles exercem influência sobre a realidade. São meio profecias autorrealizáveis. Então, as pessoas acreditam que vai acontecer, vendem e vai lá e acontece. Muita gente que eu conheço antiga do mercado viu começar a cair naquela época e era um indício que precisava para se desfazer das suas posições. Talvez não se desfizesse, mas com medo de que os outros façam isso.

Então, o mercado tem essas profecias autorrealizáveis e a gente tem que prestar atenção nelas.

no inverno cripto já? Ou vocês esperam que possa acontecer alguma coisa? Quando é o próximo? Halvin mesmo? 28? Eu sempre pergunto isso. Abreu de 28, em tese. Por aí. Falta tempo. Mas vocês acham que a gente está realmente no inverno cripto? Ou que a gente pode ver um repique daqui a pouco bater 126 mil de novo? Eu nunca gostei da definição inverno cripto só porque é a definição que jornalista sempre usa para falar mal do mercado, né?

Porque só aparece gente para falar disso quando o preço está caindo e acabam não dando a devida atenção ao valor.

fundamento. Mas, pra mim, a definição de inverno, crypto, bear market, bull market, é bear market quando notícias boas não fazem impacto no preço, não fazem ele subir. E bull market quando notícias ruins não fazem o preço cair. Então, dado que a gente tá num período aí de cinco meses em que a gente teve um monte de notícia boa também e o preço não reagiu, dá pra considerar que é um inverno, um bear market. A gente tava num limiar entre o que seria uma correção saudável de bull market, que a gente teve duas ou três agora nesses últimos anos de 35%, e aí o

quanto que isso virava, de fato, um bear market. Acho que agora dá pra cravar que não era só uma correção, mas quem sabe, não sei, né, não sei o que você acha, talvez não pode ser igual ao 2021, né, que a gente teve um afundo ali de 50% pra voltar pra um topo duplo. Então é um mercado muito imprevisível, né. Tudo pode acontecer. Eu adorei, que há cinco minutos atrás a gente tava falando, é um mercado totalmente previsível, e agora é um mercado imprevisível.

Se ele for previsível, se a gente for seguir o algoritmo by the book, que a gente tava falando aqui antes de entrar no ar,

o ciclo se repetir da mesma maneira que os últimos, a gente vai ter um fundo cíclico no final desse ano, perto de outubro. Onde vai ser mais... Onde vai ser o preço mais baixo. E aí, a partir do ano que vem, o preço vai começar a subir e em 2027 vai fazer uma máxima histórica nova. Se o ciclo se repetir igualzinho. Cada um faz suas apostas em casa, age de acordo com o que acha que vai acontecer. Eu, que nem eu falei mais cedo, eu não espero que o ciclo continue se repetindo com essa fidedignidade pra sempre.

Uma hora surge os mutantes, as pessoas entendem que elas têm agência e livre-arbítrio também,

e começam a agir diferente. Mas minha intuição, fazendo o descrima de que a gente não tem a maior ideia, não tem como saber o que vai acontecer, minha intuição é de que o fundo ainda não foi feito. Eu acho que a gente ainda tem alguns meses de balanço, acho que ainda faltam aparecer corpos boiando, firmas quebradas, gente falindo no mercado, que é algo que ainda não apareceu nessa baixa e aconteceu nas últimas. Mas uma coisa interessante, na hora que eu cheguei aqui, cheguei um pouco mais cedo, encontrei um amigo meu e ele falou assim, cara, qual que é a probabilidade do Bitcoin estar no final do ano mais alto

do que ele está hoje. Eu falei para ele o que eu achava, obviamente, mas sim, a gente sabe que não dá para prever. Mas uma coisa que eu disse para ele foi, tem um estudo que a Bitwise sempre refaz, que é a partir de quanto tempo rodando, segurando Bitcoin, a sua probabilidade de perder vai a zero. E aí o estudo mais recente era coisa de três anos. Então talvez a gente não fique aqui tentando prever o que acontece no final desse ano ou no meio do ano que vem, mas se você puder investir nisso como uma forma de médio e longo prazo para mais de três anos, a probabilidade está muito a seu favor. 100% quase do tempo você está ganhando dinheiro.

mais a nisso do que as previsões muito de curto prazo. Vocês acham que, por exemplo, pegando o patamar de 100 mil dólares, que é um patamar muito forte em termos psicológicos, o mercado todo olhava pra isso, tinha um pessoal que usava aquelas fotos com olhos de raio laser há três anos no Twitter, esperando, né, bater 100 mil. Vocês acham que o Bitcoin volta a bater 100 mil dólares esse ano, na visão de vocês? Se você botar a foto do McDonald's lá, você vai ficar até quando com ela?

Até voltar 100 mil. Até ano que vem, então. Tá preparado? Estou gritando muito hambúrguer, gente.

que parte da noite. O que você acha? Até eu acho que não. Porque quando eu botei e falei isso, um monte de gente falou, até outubro você tá aí com a foto do McDonald's. Eu acho que até ano que vem. Essa questão do ciclo, tá dominado pela massa das pessoas, né? Pela massa não, amor. Pela massa não, é um recorte. É pela massa de investidores de cripto. Ok, tá bom. Aí sim, pra pessoas que investem em cripto, mas a gente sabe que quem investe em cripto é um monte de brasileiro que também vai lá, ah, deixa eu jogar aqui nesse cassino.

que é essa moeda que não vale nada, que é isso que eles acham. Independentemente disso, se o cara sabe que a gente vai ter um fundo em outubro, ele pode estar esperando para comprar lá, ele pode querer se adiantar, porque fala, se todo mundo sabe, então vai querer comprar lá, o preço já vai subir antes. É aquilo, né? Esse tipo de previsão, ela altera o comportamento das pessoas na realidade. Mas é sem compromisso nenhum com o resultado, porque não dá para prever, como vocês já falaram aqui algumas vezes. Imagina se jogar uma moeda para cima, assim, apostar em cara ou coroa, né?

100 mil, coroa é menos. Eu aposto que volte a 100 mil esse ano. Como você bem falou, já fizemos nosso disclaimer aqui de não ter previsão. Mas como eu estava falando no começo, eu acho que tanta coisa mudou em termos de comportamento, apesar de alguns pontos como a regularidade temporal ainda ser muito parecida, que eu acredito que existem drivers ou gatilhos suficientes para que a gente possa ter um cenário em que o Bitcoin volta.

Porque a gente passou a ver, por exemplo, o mix de investidores mudar bastante nesses últimos anos.

a gente se conheceu, por exemplo, só tinha gente estranha no mercado e eu era uma delas. E agora a gente tem muito mais uma predominância de investidores mais tradicionais em que... Tem até um dado legal que saiu que se você pegar os ETFs de Bitcoin nesse ano, eles começaram com saídas de capital, né? Então as pessoas resgatando. E isso já quase voltou no zero a zero, porque a gente teve entradas recentes, apesar de a gente ter tido uma queda de 50% no Bitcoin.

Então assim, você tem lá 90 ou 95 bilhões de dólares em Bitcoin nos ETFs, passou 50% de queda e os boomers, né? Os investidores mais tradicionais

eles não venderam panicando, como muitas vezes a gente viu no passado. Então talvez isso traga um elemento novo de comportamento ao mercado e mude um pouco a dinâmica. E aí talvez com algum novo elemento de narrativa que traga otimismo, a gente possa ter fluxos de ETF positivos novamente, que é o que nos últimos anos tem jogado preço para cima. Então para mim é um cenário que é bastante plausível ainda. Eu diria 50-50. Acabei de ver no mercado aqui 44% de chance. Em previsão? Eu vi na Polymarket, dá para ver em opções também.

44% de chances de passar sem medo. Eu acho que tá justo, né? Metade. Metade, não sei, não tenho uma opinião direcional. É uma moeda pra cima, realmente. É, realmente uma moeda pra cima. Na verdade, tem estudos que mostram que essa coisa da moeda pra cima não é exatamente 50-50, né? Vai depender da moeda, né? É. Tem uma ideia do Taleb, que é muito interessante. Nos livros dele, em vários, né? Mas eu sei que tá no Antifrágil, na Riscando a Propria Pele, eu sei que tem menção também.

Lógica do Cisnegro, eu acho que tem. Há um personagem que ele chamou de Tony Gorducho.

Ou Tony Gordo, né? Fat Tony. E ele fala que é um cara que tem conhecimento de rua e que é um cara mais esperto do que muita gente que tem mestrado, doutorado e tem um conhecimento puramente acadêmico. Ele dá um exemplo de uma moeda. Ele fala assim, olha, eu vou lançar uma moeda pra cima e dez vezes seguidas ela deu cara. Em qual lado você aposta? Aí ele vai pro cara acadêmico. O acadêmico fala, veja bem, a chance de cair cara ou coroa é exatamente a mesma.

Tanto faz em que lado você vai apostar. A chance é igual. Já o Tony Gorducho fala, você é um idiota.

cara que o Tony Gorducho ganhou dinheiro. Eu sempre falo pra Malu que ele é o Tony Gorducho. Com pouco menos de quilos, no caso. Esses nuances assim, né? Porque às vezes alguém me fala alguma coisa e fala, pô, que bacana. A gente chega em casa e ele mentiu pra você. Olha só o que ele falou antes, não sei o que. Eu falei, realmente faz todo sentido. Eu seria muito mais enrolado se não fosse a Malu do meu lado. Isso há muito tempo.

Mas essa questão da moeda realmente, né? Nem sempre é 50-50. Eu concordo com esse ponto. E vocês acham que tem alguma grande narrativa por trás ou é só o ciclo?

mesmo, por exemplo, aquele medo de computação quântica, você acha que isso fez preço ou não? Porque se falou bastante disso e agora praticamente não se fala mais. Sendo que, teoricamente, o risco continua a existir, né? É, eu tenho ouvido a galera falar bastante, na verdade, a discussão tá aumentando do meu ponto de vista. Acho que agora tá um pouco mais propositivo, vamos tentar resolver isso, né? É, já tem grupos de trabalho montados, né?

Mas tem se falado bastante. Seis meses atrás era um tabu levantar essa bandeira e... Parece que não queriam acreditar, né?

O Coinbase, inclusive, criou um grupo de trabalho pra isso. O Sailor também, não foi? Não sei. Vi ele falando sobre isso. Mas acho que agora entendem que o risco é realmente relevante, né? Lembra um podcast que a gente participou juntos? Estava comentando sobre as moedas do Satoshi, por exemplo, que seriam hoje um dos maiores riscos, né? Porque é uma carteira super antiga. Se ele tá vivo, ele talvez não vá querer mexer? Se ele não tá vivo, não tem como mesmo?

Tomara que ele não esteja, né? Mas, realmente, nesse podcast a gente até falou de uma descoberta do Google no paper do Willow, que é um chip novo deles, no final de 24, que, tipo,

acelerou a trajetória da evolução técnica de computação quântica. Inclusive, no ano passado, acho que foi o ano que mais teve papers publicados sobre correção de erros em computação quântica, que é o maior gargalo agora, para tornar esse negócio prático e ter viabilidade comercial. E, cara, o negócio está progredindo. Eu lembro de falar aqui nessa mesa que faltavam de duas a quatro ordens de magnitude no número de qubits dos computadores para eles terem alguma utilidade prática no que tange o Bitcoin. Agora, só faltam duas. Tipo, está chegando mais perto.

só ignorava o problema no mundo do Bitcoin, agora não ignora mais. Era normal a sua opinião como desenvolvedor do Bitcoin seis meses atrás ser assim, é um problema que ainda está distante, não me importa, agora não é mais, agora você tem que ter uma posição. E tem algumas propostas diferentes e as pessoas estão começando a se acostumar com os trade-offs que vão ter que ser feitos, entre eles a questão das moedas do Satoshi, que eu ainda acho que vão ser tomadas no estado atual das coisas.

Algumas propostas que podem ganhar proeminência, mas por enquanto acho que esse é o caminho mais

É, quando você falou isso aqui no podcast, não sei, faz um tempo já. Eu fiquei assim, meu Deus! Eu fiquei em choque. Aí você falou, não, mas aí alguém vai comprar e aí vai valorizar de todo jeito. Aí eu fiquei mais tranquila. Mas eu não sei se o pessoal sabe o que é, o que está rolando. Não, o ponto é o seguinte, o Satoshi Nakamoto minerou praticamente sozinho durante quase dois anos no começo do Bitcoin e juntou mais ou menos um milhão de Bitcoins em diferentes carteiras, endereços.

paradas lá. Tá lá, tá o dinheiro lá, ninguém mexe naquilo, tem criptografia pra proteger, mas um computador quântico conseguisse quebrar a criptografia, conseguiria roubar essas moedas. E aí todas essas moedas iam pro mercado ao mesmo tempo? Não. Ou não? Só se essa pessoa fosse incrivelmente burra. Ela simplesmente, ela acabaria com o prêmio que ela teve de resolver um problema mega complexo. Mas entenda que esse dinheiro parado lá em carteiras que não vão ser movimentadas, porque não sei se já tem ou vai se criar uma carteira resistente à computação quântica. Aí todos nós

mover os valores. Agora o Satoshi não vai mover os valores dele. Não sei, né? A gente tem uma surpresa aí. Mas não deve mover os valores. Então aquilo permanece lá quase como um prêmio pra quem conseguir resolver esse problema complexo de colocar uma finalidade prática na computação quântica na hora de quebrar a criptografia, né? E aí tem muita discussão sobre isso. Eu não sei o que vai acontecer, mas eu lembro que uma das primeiras perguntas que eu fiz pra IA era sobre a quebra da criptografia.

A gente começou a discutir sobre esse ponto e aí no final, pela evolução dos qubits, ela me deu uma previsão de uns 15 anos.

para que fosse viável quebrar a criptografia do Bitcoin. Isso foi em 2025, quando eu tive essa discussão mais aprimorada. Então a gente fala de 2040, mas você falou que está mais curto agora. Tipo, a NIST, que é tipo o Inmetro dos Estados Unidos, recomenda que todos os sistemas em produção de 2034 para frente já sejam protegidos contra quanto? Tá, então seria menos de 10 anos. Está chegando perto. Imagina se o Satoshi mexe. Eu já escrevi tantas crônicas que o começo é tipo uma movimentaçãozinha do endereço.

pânico no mercado ou qualquer outra coisa, né? Só o fato de ter atividade ali. Uma mexidinha só. Mas eu acho que você falou uma coisa importante, Malu, que o grande problema seria, tipo, essas moedas chegaram no mercado ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo. A pessoa não seria boa o suficiente. É ilógico. Tem tanto esse incentivo da pessoa quanto o fato de que extrair essas moedas não seria uma coisa de uma vez, assim. Porque o Satote tem 20 mil endereços diferentes.

São muitos. E, tipo, hoje, na hipótese da hipótese do negócio existir hoje, ia demorar 6 horas, 8 horas pra extrair

um endereço. Então, 20 mil endereços é um negócio que ia demorar anos, entendeu? Então, já tem essa meio que proteção temporal embutida. E, além disso, algumas das propostas que os desenvolvedores estão flutuando é, se deixar as moedas do Satoshi intocadas, fazer um mecanismo que eles chamam de ampulheta. Então, tipo, a cada bloco, a gente só vai, a rede só vai permitir que duas transações com moedas vulneráveis a quantum sejam movidas, entendeu?

Então, tem essa opção também. Se a gente... Criar um gargalo. Exatamente, criar uma ampulheta. Mas eles conseguem fazer isso?

Conseguem, é uma coisa que tudo se consegue, né? É uma questão das pessoas concordarem e atualizarem a sua versão do software. Isso deixa o Bitcoin mais censurável. Deixa o Bitcoin mais censurável, só que aí, tipo, se você não quer ser censurável, você simplesmente move suas moedas para um endereço pós-quântico, né? Mas sim, mas é uma mexida. É um trade-off, sim. É um trade-off, é. Então, se a gente for pelo caminho de deixar as moedas do Satoshi paradas, essa é a ideia mais prática até agora para evitar que as moedas cheguem no mercado ao mesmo tempo. E aí o outro caminho, a outra alternativa é canonizar, botar num altar,

sacrificar as moedas do Satoshi de algum jeito. É, eu acho muito difícil que ele consiga mexer as moedas, porque 20 mil endereços. Eu lembro que lá atrás, antes das palavras-chave, você tinha um endereço gigante, tipo um Pix aleatório, que era o endereço da sua carteira, e pra você poder ter a chave privada, era um outro endereço gigante aleatório. Eu tenho anotados alguns desses lá em casa ainda, mas era assim, se eu anotei um J em vez de maiúsculo e minúsculo, ferrou, porque eu nunca vou saber, entendeu?

O que eu errei foi exatamente o J. Então acho que ele deve ter minerado pra caramba, vai jogando esses endereços aí,

de lado, ele deve ter ficado muito rico do mesmo jeito também. Que basta ter minerado de outra forma que ninguém consegue rastrear, e se ele tivesse guardado 10 mil bitcoins que fosse, o valor da pizza lá em bitcoins, estaria muito bem hoje em dia. Hoje já está muito, muito valorizado, não é verdade? Mas eu não acho que a gente vai ver o Satoshi mexendo nisso aí, não. Não. Acho que ele nem tem capacidade pra isso. É. Ele está vivo.

Eu também acho, mas você sabe que uma teoria disso... Porque ele está velho? Não, porque não valia nada. Imagina. Porque ele não sabe mais mexer. Esqueceu. Por que? Você acha que o Satoshi é o Ralfine? É o cara que está com

gelado, aí não tem capacidade. Mas é que o negócio é, eu tenho um print de um concurso de videogames. Era um concurso de jogo. E era assim, prêmio do primeiro colocado. Tipo, acho que era 500 dólares. Segundo colocado, 100 dólares. Terceiro colocado, 25 dólares. Quarto colocado, era 100 bitcoins. Por que que era 100 bitcoins? Porque não valia nada. Porque não valia nada. A gente tem um amigo, o Paulo Cuenca, ele foi numa dessas feiras que tem sobre tecnologia nos Estados Unidos, na época que o bitcoin não valia nada.

Ele ganhou um bitcoin. Falou, ó, toma aqui, tem um bitcoin aqui dentro. Cadê o bitcoin? Não valia nada.

Entendeu? Hoje em dia vale muita coisa, mas como não valia nada, todo mundo perde acesso muito fácil. Hoje, como vale bastante, o pessoal é muito mais cuidadoso e as moedas são muito menos perdidas do que no passado. Você falando do Satoshi do Raul, você sabe que o livro preferido da TT é aquele livro que você deu no Bitcoin. Ah, mentira. Aí ela adora. Aí eu pego o livro aí, é inglês, né? Daí eu vou contando. Olha, o Satoshi ligou pro Raul.

Aí aparece o monstrinho, porque eles são monstrinhos. É mó bonitinho. Aí, olha, todos os outros monstrinhos não acreditaram neles.

Eles estavam rindo. Eles estavam rindo. E a gente adora. Ela fica olhando lá os monstrinhos. Ela adora. O dia que ela fala Satoshi pela primeira vez, vocês registram, pelo amor de Deus. O pior é que ela já tá falando umas palavras ali. Ela reflete. E é sempre umas palavras ali atrás. Tipo, o Stitch. Ela fala... Acho que Satoshi é fácil pra ela falar. Satoshi é fácil. Por isso que você falou, eu me toquei nisso. E ó, easter egg.

Satoshi é o nome do Ash, do Pokémon, em japonês. É mesmo? Ah, é. Nossa, você falou isso de uma vez. Mas uma das teorias de intimação que eu tenho é de que com o avanço

desses modelos de linguagem de IAs, eu acho que a chance de descobrirem quem foi Satoshi aumenta com o tempo, sabia? Tipo, antes dessa onda de AI, eu achava que quanto mais tempo passava, mais impossível era descobrir quem é Satoshi. Só que tem muita informação sobre ele que ficou na internet, né? Rastros. Eu até já fiz vídeo sobre isso. E esses modelos de linguagem são muito bons em comparar texto, tipo estilometria, quem usa mais cada tipo de palavra.

Então, se o Satoshi publicou sem ser com o pseudônimo na internet, alguma coisa, algum volume decente de coisa, e parece que ele era um acadêmico,

que ele publicava, eu acho que tem chance de a gente descobrir quem ele era nos próximos tempos. Pelo estilo, vão começar a comparar outros papers do cara que era o Satoshi com esse. É, mas eu fico em dúvida da capacidade de comparação, porque por dados feitos pela IA, não tem lá que a declaração de dependência americana era 95% feita por IA? O negócio foi 1776. É, não, não, tem que ficar bom, de verdade. É, então, qual é a chance?

Então voltaram no tempo? Igual o Epstein, tem lá os e-mails de volta no tempo? Sei lá, né? É, mas mesmo que descobram, né?

Acho que não tem como o cara ou elas estarem aqui mais entre nós. Ou talvez fosse melhor descobrir e saber que o cara já não existe mais. Não seria? Pelo menos pra enterrar a dúvida, né? Porque tem muita teoria de gente viva, né? Pra mim esse é o maior medo. Se o Satoshi estiver vivo ainda, ele tem a capacidade de mexer. Quantos anos ele teria? Dá pra saber. Não tem ideia? Não sabe nem se é uma pessoa só. Tem menos 50 hoje. É, você não sabe se é uma pessoa. Se ele fez com 30, ele teria menos 50? Só tem uns 20 e poucos.

18, 17. Começou a rodar em 2009, 2008 que ele começou a fazer. Entendi. Não tem nem 20 anos. É, por isso toda essa especulação. E vocês viram sobre os e-mails do Epstein falando sobre Bitcoin? Tem um monte de gente começando a perguntar, nossa, quer dizer que o Epstein está por trás do Bitcoin, né? Queria ver a opinião de vocês. Tem gente achando que o Bitcoin caiu por causa do Epstein também, né? Foi mais um dos motivos. É, correlação não é causalidade, né? Mas começou a brotar isso, o Bitcoin caiu, né? Tem gente que acha, realmente.

cara do Banco Master. Cara, mas assim, eu nem me aprofundei demais, mas eu vi um, teve um site que criaram que era uma cópia do Gmail, que tem todos os e-mails dele, né? E lá eu não conseguia achar muita coisa. Não sei se você chegou a procurar, mas não tinha nada de Bitcoin lá. Depois eu só vi algumas teorias, né? Delegação que ele tentou fazer um aporte na Coinbase e alguma coisa assim. Mas acho que é mais história legal de se contar do que qualquer outra coisa, né?

Eu vi um corte seu também que eu gostei, falando que você tem evitado falar sobre esse assunto. É.

É muito pesado, cara. Desculpa o paradoxo. Vou ter que falar sobre esse assunto aqui. Mas é porque é muito pesado se você realmente começa a mergulhar. Falar sobre o Webster, no caso. Não sobre o Bitcoin e o Webster. Teve gente que fez podcast sobre, o pessoal do Market Makes tentou fazer um podcast sobre o assunto. E eles tiveram muito na superfície. E eu entendi totalmente por quê. Porque se você começa a falar realmente o que tem lá dentro, você está falando de satanismo, canibalismo e pedofilia, entendeu? Então não era um cara que fazia festas. Tem as festas

dele que o Bill Clinton foi, que o Trump foi. Não sei até que ponto eles sabiam em que buraco eles estavam se enfiando. Mas eu vi uma charge que era muito boa, que era uma série de pescadores, um tentando pescar o outro. O primeiro era tipo o Bill Gates e era uma mulher. Aí depois era dinheiro, influência. E por último você tinha, cara, verdade, tem lá bebês sendo sacrificados em rituais. Eu até falei pra Malu, eu senti mais vontade na igreja.

Falei, cara, por que se esse pessoal tá sacrificando vidas pra alguma coisa, eu acho que essa coisa deve existir. Então o mal existe. Se o mal existe, o bem deve

existe também. Mas é um negócio muito bizarro. Ainda mais agora que a gente foi pai, o tanto de crianças que somem nos Estados Unidos é incrível, cara. Aqui somem, se eu não me engano, são umas 40 mil crianças por ano. Lá são quase 400 mil, coisa assim. 400 mil crianças por ano. Eu não sei se a definição do que é sumir, ela é diferente, mas é totalmente bizarro o número de crianças que desaparecem lá. Então tem muito brasileiro que fala, pô, você é daqui que aqui é perigoso. Vai pra lá, mas dependendo, se você tem filhos, pode ser mais

perigoso lá do que aqui. É um percentual relevante das crianças que nascem, basicamente. É bizarro, cara. Mas é um assunto, até me faz mal falar desse negócio, porque é muito pesado. E quando começaram a falar, não, o Epstein tem ligação com o Bitcoin, eu vi que ele começa a falar do assunto em alguns poucos e-mails lá por 2011, quando o Satoshi já estava, ou tinha sumido, ou estava na véspera de sumir. E talvez tenha sumido por conta de coisas assim.

Tem pessoas que saíram melhor dos arquivos do Epstein, enquanto um monte de gente está afundando. Teve cara que se sustentou já?

autoridade política na Europa. Teve cara renunciando, o príncipe Andrew foi preso. Tem dois caras que eu vi saírem melhores. Nassim Taleb, porque o Epstein queria se encontrar com ele. Parece que ele foi pesquisar sobre o Epstein no mercado e falou, não, ele trabalha com investimento. Não achou nada. Não, ele é um gestor. Não achou nada. Uma hora o Epstein falou, pô, vamos se encontrar. Ele falou, vai se fuder, você é uma faca.

E o outro é o CEO atual da Hermes, que já era o CEO. Ah, é? Que é André do Mal, o nome do cara. O Epstein queria falar com ele também. Ele falou, você é um pedófilo.

Eu não vou falar com você. Eu vi uma história, acredito que seja verdade, do Saylor, que tentou também falar com ele. O Saylor eu não vi. Uma pessoa que tentou chegar nele e falou assim, cara, esse cara não responde aos padrões sociais tradicionais. Não adianta você tentar forçar barra com ele. O que seria muito bom. O Epstein achou o Saylor tão estranho. O que é muito bom se o Saylor for assim mesmo, porque ele não vai vender os bitcoins dele.

É verdade. Tomara. Sociopata. Mas eu concordo 100% contigo. Eu acho que o buraco é muito fundo e eu não acho legal.

ficar falando sobre as profundezas do buraco. Se você começa a falar disso, cara, daqui a pouco você tá sendo rotulado do cara que acredita que a família real é reptiliana, entendeu? Porque o negócio é teoria da conspiração, né? Então geralmente o cara que já falava, não, você tem um monte de pedófilo nos altos comandos do governo americano. É o mesmo cara que pensa em uma série de outras coisas que hoje seriam absurdas. Mas quando me falaram que a elite americana era pedófilo, eu também achava absurdo, né?

Então vai saber, né? Pergunta de entrevista, legal. Qual que é a coisa que você acredita?

que isso acho que é menos popular de se acreditar. Em outras palavras, a teoria da conspiração que tu acha que é real. Que pode ser falada, no caso. Porque tem umas que não podem. Tem coisa que não pode ser falada. Não, mas acho que pode ser vida... Cara, 11 de setembro eu mudei minha opinião sobre ele. Inclusive tem e-mails do Epstein lá. Mano. Eu acho que é um trabalho interno mesmo. Puta, e os quadros que tinha, né? Já estamos falando aqui.

Vamos parar. Vamos mudar de assunto. É... Devo ser a mente de vocês. Mas a minha opinião sobre 11 de setembro mudou, cara. Não, mas ó... Eu vi o quanto a gente é otário.

Essa é a verdade. A gente é o tempo todo manipulado e a história simplesmente escrita pelos vencedores é uma versão que eles querem que a gente tenha, sendo que essa não é a versão verdadeira de maneira alguma. É isso. É, isso a gente pode ver agora na história do Brasil, né? Toda hora acontece alguma coisa que tá sendo escrita de uma forma totalmente diferente. Daqui a pouco eles começam a falar de um jeito que a gente fala, meu Deus, mas não foi isso que aconteceu?

E é isso que é perpetuado no resto da história. Complicado que esse assunto não dá pra falar também muito. Também não pode. Mas eu acho que uma ideia impopular do Bruno...

popular. É que as pessoas... Talvez vida fora da Terra. Você acredita meio que... Ah, mas isso não é teoria da conspiração. Uma consequência lógica. Sabe quando o pessoal fala que não tem vida fora da Terra? Eu imagino que é um pai chegando pra uma criança na praia. Ele pega um balde, enche assim de água. Fala pra criança, tá vendo? Tem vida aqui? A criança fala, não. Então não tem vida em todo esse restante. É uma idiotice. Então você fala, nossa, não tem vida aqui na Via Láctea.

Então não vai ter vida em todo o restante do universo? Eu acho que é uma idiotice. Eu acho que em termos estatísticos, a chance de ter

vida inteligente em outros locais, ela é relevante. Por mais que a gente não veja, né? Mas eu acho que existe. Falando desse jeito, sim. Mas, por exemplo, quando falam que ah, fulano viu um ET, alguma coisa, você tende a acreditar que era real. Eu acho que pode ser real. O Bruno gosta. Aparições. Ele gosta. E você, Felipe? Eu pretendo ir pra Varginha um dia. Intervistar as pessoas de Varginha. Ver se é verdade. O reatraso da verdade, eu mesmo, entendeu? É, eu era... Minha mãe é mais pragmática, meu pai é mais viajado.

meio do caminho, assim, mais pro cético, só que meu sogro já trombou com os caras, então, aí eu... Não é uma história, são várias, família de piloto de avião, assim, então... Então, o Bruno adora essas histórias. Talvez seja uma coisa do exército, né? Se vocês quiserem um dia prender a atenção do Bruno, é mostrar, traz vídeos, essas coisas, ele sempre para pra ver, ele adora. Falam que tem um vídeo de Varginha, né? Tem um mito disso, uma fita, né? Eu tô disposto a comprar essa fita. Tá vendo? Falei, ele

Mas e vocês, qual é a teoria mais doida que vocês acreditam? Eu não sei o que eu acredito. O Felipe eu sei de uma. Tá no teu livro. Qual? E o Satoshi veio do futuro. É verdade, é uma. Essa é boa. Mas você segue acreditando? A chance é a teoria mais provável pra mim. Voltou no tempo e criou. Mandou uns e-mailsinho pro passado. Uma coisa eletrônica só, sem incorporação física. Não violar muitas leis. Da física. Mas assim, eu acho que só pra fechar

questão para as pessoas não ficarem com a sensação de que tem sujeira e a gente está passando por baixo do tapete. No negócio do Epstein, ele investiu em muita coisa. Ele era investidor de dia, né? Então, ele teve pontos de contato com muita gente, com muitas empresas. E no caso do Bitcoin, ele era um cara antenado. Ele era professor de matemática. Ele era tecnologista, gostava de aprender. Então, ele sabia do Bitcoin cedo, que nem você falou.

Não sabia do Bitcoin no começo. Ele teve um monte de perguntas e de posturas que deixam muito evidente que ele não era. Não tem chance nenhuma dele ser o Satoshi Nakamoto. Podem ficar tranquilos.

mais e-mails falando sobre o assunto. Não tem como, não tem como. Só que ele teve interações na época que o pessoal espalha como se fossem muito relevantes, não são tantos, mas só para o pessoal saber, ele investiu sim em algumas empresas do ecossistema de cripto, na maioria das vezes, acho que em todas as vezes, de forma disfarçada, por laranjas, e chegou a pagar salário de pessoas importantes no meio de cripto. Só que a graça do Bitcoin é que ele é o dinheiro que não liga para quem usa, dinheiro dos inimigos, como dizem por aí.

Então, não importa, você pode ter as pessoas mais bárbaras usando a criptomoeda,

a natureza dela continua a política e moral e cada um faz o que quer com ela, né? O fato dele não ter conseguido influenciar o desenvolvimento do Bitcoin mesmo, tendo tentado, é pra mim um ponto positivo. Se é que tem uma coisa positiva nesse tipo de história. Sim. Você, Bazar. Eu não sou muito ligado nessas coisas, tipo, ah, se o homem foi pra Lua ou não. Você é bem cético. Não, mas tem uma que é engraçada, que é a teoria de que o Steve Jobs era o Satoshi, né?

Porque o Steve Jobs morreu muito próximo da data que o Satoshi desapareceu dos fóruns e nunca mais postou.

E tem um comando que você coloca no terminal de todos os Macs que aparece o white paper. Já tentaram fazer isso? É. Eu não lembro exatamente onde que é, mas tem o terminalzinho lá, você coloca uma linha de código e aí pula. Em todos os Macs tem o white paper. Um easter egg. Mas... Desculpa acabar, mas esse comando foi introduzido depois que o Jobs... Não, é imaginável. Não, e se fosse ele, você ia ter que comprar um carregador pra minerar Bitcoin, né?

Porque senão... Vai ser produtivo assim, né? É. Tá na China, cara. Porque o cara, enquanto fazia tudo na Apple,

o Bitcoin. É. Acho realmente impressionante. Mas só acho engraçado de acreditar nessas coisas, mas também não me ligo demais, não. Eu não acredito em nada, eu sou muito prática, eu não consigo, eu não acredito em coisas sobrenaturais, nem em nada. Você é mais cética, você tem que ver pra acreditar. É, eu não sei, não tem nenhuma teoria aqui. Você não acha que a meta, a meta não, vou falar o nome de empresa, né, desculpa, mas você não acha que os aparelhos estão escutando enquanto...

Ah, eu tenho certeza, mas eu não acho, mas isso aí é óbvio. Isso eu tenho certeza. É óbvio. É, achei que nem era uma opção falar sobre isso, porque já é meio

Esses dias a gente estava na praia, a gente estava falando de alguma coisa e do nada abri, pá, estava lá. Não tem mais dúvida. Vou ficar aqui, Bitcoin, 100 mil dólares. Se acontece alguma coisa. Voltando mais aqui ao assunto, antes eu tenho uma última pergunta. Vou vendo novamente os arquivos do Epstein. Lá ele fala de clonagem. Vocês acham que há clones andando por aí? Vocês viram que viralizou o negócio de que o Jim Carrey foi substituído?

E depois parece que era um maquiador que estava usando uma máscara, não sei o quê.

a versão oficial que tá correndo agora, mas ele falava sobre clonagem nos e-mails dele, parece que ele queria clonar celebridades, porque ele queria ir pra cama com a Britney Spears, e ela não queria. Então ele clona, deixa lá, não sei como é que faz pra acelerar crescimento ou não, né? Mas enfim, esse seria o objetivo, entendeu? Da clonagem. E eu pensei, cara, clonagem é uma tecnologia tão antiga. A dólia de clonagem, 30 anos atrás.

Pois é, cara. Será que só o Albieri fez um clone? História, né? Da humanidade. Eu tendo a pensar

não, porque hoje em dia, por exemplo, você tem fertilização in vitro, né? E aí você tem uma série de proibições. Ó, você não pode escolher o sexo, você não pode escolher cor do olho, mas quem tem dinheiro contorna essas proibições. A gente só não fica sabendo. Então, será que não tem? Eu acho que deve ter. Tem coisa que eu olhei lá e falei, cara, eu acho que tem muita coisa que a gente tem como regra moral e que pras elites não são regras, entendeu?

Meio que a filosofia do Nietzsche lá, da moral dos escravos e da nobreza. Os caras têm a própria moral deles,

as coisas que eles fazem são justificáveis pela maneira como eles pensam. É, e que a gente não consegue entender. Eu pensei, isso é uma coisa que, na verdade, hoje em dia eu vejo um filme muito viajado e eu fico assim, da onde saiu isso? Qual foi a referência? Eu sempre penso. Porque tem alguma, né? A gente vai ver alguma coisa parecida em algum momento, porque nada surge do nada na mente da pessoa. Tem uma referência. Saiu de algum lugar, né? Às vezes é um monstro. Aí você vai ver é um monstro, que é um bicho,

bicho, que fica no mar, não sei o que, o cara se inspirou naquilo. Então tem uma referência. Hoje em dia, quando eu vejo um filme assim, eu falo, meu Deus, o que a gente vai ver isso na vida real, de alguma forma? Isso é uma coisa que eu acredito. Toda previsão do futuro que não pareça um filme de ficção científica tende a estar errada. É verdade. Uma evolução, cunhar, robô, etc. É igual a guerra agora. Mas enfim, você estava divagando.

Você quer falar sobre clones ou não? Já vamos voltar pro Bitcoin. Eu ia falar sobre, só responder essa pergunta, mas agora eu fiquei curioso. O que você ia falar da guerra? Não, igual a guerra agora.

Antigamente, agora ninguém... Acho que a gente já viu filmes onde a guerra era tecnológica, e eram drones e não sei o quê, e tá acontecendo. Os caras nem pisaram lá e bombardearam, levaram milhões de drones, não sei quantas centenas de drones. Um dia o meu sogro, acho que o meu sogro, me mandou uma matéria que mostrava a condecoração de um soldado ucraniano que ele tinha matado não sei quantos soldados russos, era muita gente, destruído vários carros de combate, tanques de guerra.

um nerd. O cara era um piloto de drone. Uau, um nerdinho. Então, ele sentado em um local comandando os drones, ele tinha matado muita gente, cara. O Black Mirror virando vida real, né? Será que ele sentiu algo diferente do que quando ele tava no simulador ou no videogame? Provavelmente não, porque a morte tá distante. Só viu na tela ali. Ele só atirou, ele só clicou, né? Não atirou, ele clicou. Não sentiu o vibrar da bala saindo da arma, que é totalmente diferente. Em um estudo sobre corrupção, o pessoal mostra como é mais fácil a pessoa se

romper quando ela rouba de um todo que não tem rosto, ao invés de roubar da Dona Maria. Se a Previdência que ela fosse, por exemplo, individual, o cara ia se sentir pior. Talvez fizesse da mesma forma, mas quando ele rouba de um todo coletivo, ele nem sente. Acho que com a morte é a mesma coisa. Quanto mais prostitada a pessoa, mais difícil tende a ser puxar o gatilho. Quanto mais distante, mais fácil. E o cara estava lá, tinha matado algumas centenas de inimigos. Vou responder dos clones, depois vou voltar nesse ponto. Clones,

a chance de que existam e estejam andando por aí é muito maior do que que não existam. Que nem tu falou. A galera tem, às vezes, uma ideia muito romantizada das morais das outras pessoas mundo fora, né? Tem um texto que eu sempre recomendo quando eu posso, do Peter Thiel, que é um investidor famoso nos Estados Unidos, O Momento Straussiano. Leiam, se puderem. Não sei se tem, deve ter tradução em português. E o Strauss, o Strauss era um filósofo que falava que tem ideias que não são palatáveis pra massa, que são escondidas ao longo das gerações. Verdades que, como diria o

Big Short, aquele filme, a verdade é que é uma poesia. E tem muita gente que... E a maioria das pessoas odeia poesia. Ondeia. Ninguém quer ver poesia. O Platão falava isso com o mito das cavernas dele lá atrás. Então, vixe, tem a galera... Eu sei de gente que paga pro filho ser mais alto. Ter mais ponto de QI, estatisticamente. Clone já devem ter tentado. Não sei o quão boa é a tecnologia. Mas assim, a galera... Vixe. Outro dia a gente faz um podcast só sobre as cooperações. Ainda mais esses ricos que às vezes tem um ego tão grande que falam, nossa,

Preciso de uma pessoa que é igual a mim. Claro, claro. Preciso fazer um outro ser humano igual a mim, porque eu sou incrível. Inclusive, na série A Fundação, o livro é diferente da série. Tem uma série na Apple TV que é bem interessante. E eu geralmente não gosto quando eles mudam coisas do livro, né? Acho que devia ser proibido por lei. Mas, enfim, eu não sou político pra fazer as leis, né? Ou pra interpretá-las como os juízes podem fazer aqui no Brasil.

Mas lá eles tiveram uma modificação que eu achei bem interessante. Você tem uma dinastia genética.

E ele tem o tempo todo dois clones com ele. Ele, que tá exercendo poder, tá no auge, assim, na fase dos seus 30 anos. Aí ele tem o Brother Down e o Brother Dust. Então você tem a criança, que vai ser treinada por ele, que é um clone dele. E você tem o mais velho, que foi imperador antes, pra aconselhar ele também. Então o tempo todo é uma trindade. E aí quando o mais velho fica muito mais velho, ele é morto, é o acordo deles. Esse aqui assume esse local, o mais jovem vira do meio e nasce um bebê pra ser treinado.

muito e muito tempo, né? Muito legal. É interessante. Você vê que esses caras ficaram clássicos de ficção científica, tem uma cabeça muito imaginativa, quando as histórias atravessam várias gerações, né? São muito inteligentes. Porra, aí é outra. Duna também, história de milênios, mas enfim. Só com um comentário da guerra inacreditável, AI está implementado no campo de batalha completamente. Semana passada teve uma polêmica da Antropic, com o Departamento de Defesa, vocês devem ter visto.

Esse assunto também só vai ganhar mais corpo e ser mais falado nos próximos meses. Mas qual foi a polêmica para o pessoal?

Pouquíssimas empresas têm clearance, né? Passaram por um processo burocrático pra vender pra o Departamento de Defesa americano. Qualquer tipo de serviço ou hardware, míssil, qualquer coisa. E já faz alguns anos que, tipo, tem iniciativas de machine learning, inteligência artificial, dentro do exército americano. Tem uma empresa famosa, Palantir, que foi fundada por esse Peter Thiel, que eu falei agora há pouco, que até dois anos atrás era uma das únicas que tinha clearance pra prover AI pro governo.

Aí teve a explosão de AI nos últimos anos, agora tem vários laboratórios gigantescos de AI,

vendo que essas ferramentas mais recentes são poderosas. O Cloud Dantropic, que é a maior concorrente da OPNA, e o próprio GPT da OPNA e tal, e os Estados Unidos estão integrando isso profundamente no seu exército. E semana passada, o Trump teve uma treta meio que pessoal, assim, com o CEO Dantropic, que é a maior concorrente da OPNA e do chat GPT, porque o cara Dantropic queria ter o direito de decidir, pelos termos e condições dele, aonde que a tecnologia dele ia ser aplicada na guerra. E o Trump falou, cara, se vier um míssil contra os Estados Unidos,

usar o teu GPT aí, quer tu queira ou não. E a Antropic tem essa fama de ser mais preocupado com segurança e com ética, tanto que é uma dissidência da OpenAI e a OpenAI ser mais comercial, mais agressiva, né? Mas de qualquer maneira, o que me chama a atenção é que isso foi previsto também alguns anos atrás. Tipo, a AI tá nesse ponto de importância geopolítica, militar, e isso aconteceu semana passada. Então, cara, estamos vivendo no futuro mesmo, assim.

As coisas estão acontecendo muito rápido. Bom, pegando agora, voltando pro Bitcoin. Voltando ao Bitcoin. Porque, já pegando esse ponto da

a política que está muito movimentada, a gente viu que pós invasão da Rússia à Ucrânia, o dólar começou a perder o seu papel de moeda de reserva. Não perdeu totalmente, nem acho que isso vai acontecer, mas o ponto é que vários bancos centrais, sobretudo de países que têm o risco de ser sancionados pelos americanos, uma China assim, vai de Taiwan, por exemplo, começaram a desdolarizar suas reservas. E quando você vende o dólar, você vai comprar outra coisa, e compraram muito ouro. E aí você tem a alta do ouro que está acontecendo, um movimento muito forte.

que muita gente vê o Bitcoin como uma espécie de ouro digital. E ele até, em termos de custódia, é melhor do que o ouro. Você pega lá no Irã, por exemplo, cara, a moeda deles, o real, derreteu. Se você pensa em investimentos, títulos públicos, derreteram. Se você pensa em bolsa de valores, vai derreter. Quando você pensa em ouro, você fala, pô, o cara tá seguro, o ouro tá subindo de preço. Mas não é muito bom você ter ouro físico na sua casa enquanto o país tá à beira de uma revolução, né?

Agora, com o Bitcoin, ninguém sabe que você tá segurando aquilo. Na visão de vocês, não era pro Bitcoin ter subido junto com o ouro? Porque eu penso nisso, cara.

Era para ter subido muito mais. Caiu, na verdade. Guerra é instabilidade. Não só guerra, mas nesse contexto geopolítico de incerteza quanto ao papel do dólar. O pessoal está comprando ouro. Não era para o Bitcoin também estar exercendo esse tipo de papel? É uma questão de tempo? O que você acha que faltou para isso? Eu acho que o Bitcoin, até por ser novo, e a história ainda é mais recente quando a gente olha para o mercado tradicional, no mercado de cripto em Bitcoin, eu acho que ele tem lapsos da tese se provando, mas ainda não é algo constante.

Eu lembro, acho que foi em 2023, quando teve aquela quebra dos bancos regionais nos Estados Unidos, quando o SVB quebrou, foi tipo sexta-feira. E aí você não conseguia sacar o seu dinheiro do banco, porque o banco estava fechado no fim de semana. E naquele momento, teve uma alta do Bitcoin que, de alguma forma, a gente poderia correlacionar com esse movimento. As pessoas entendendo que, olha, então existe algum ativo que negocie 24 por 7, eu posso pegar e fazer o que eu quiser.

Mas eu acho que passa muito rápido isso hoje ainda, né? Porque se a gente começou a estudar o Bitcoin 10 anos atrás, o investidor de Wall Street,

faz no máximo dois anos. Então eu acho que talvez ainda não chegou aquele momento eureka para todo mundo. Eu acho que isso que faz com que na teoria e principalmente a longo prazo faça muito sentido a ideia do ouro digital, mas você vai ter lapsos de sanidade e insanidade que em alguns momentos o mercado simplesmente esquece disso e aí trata tudo como ativo de risco. A BlackRock começou a puxar um pouco isso desde o lançamento dos ETFs de dizer que o Bitcoin é risk-off, mas ainda quem manda é o investidor. Ele que vai lá decidir se ele vende ou compra a cota do ETF.

estava falando dessa sabedoria da multidão no começo, talvez isso vá caminhar para um ambiente onde a maior parte das pessoas passa de fato a tratar o Bitcoin como proteção, como ouro. Mas acho que não chegamos lá ainda. Tenho muita convicção de que a gente vai chegar em algum momento, mas ainda está cedo. É, como diria aquele autor famoso, a gestão dos bancos centrais evolui de funeral em funeral. Então tem que trocar a galera que toma a decisão.

O Taleb. O Taleb? É uma falha de ciência. Isso vai acontecer com o tempo. Eu estava vendo aqui, acho que as sanções iniciais dos Estados Unidos,

a Rússia pela invasão da Ucrânia, foram em 23. Lembro que a gente fez uma masterclass aqui, muito próximo da data. De 23 pra cá, acho que o Bitcoin tá subindo. Menos que o ouro, provavelmente, mas subindo. Então eu compartilho dessa pergunta, assim, pra mim deveria ter subido tanto quanto o ouro. Se tu pega o Bitcoin contra o ouro, o Bitcoin caiu bem contra o ouro nos últimos anos. Mas, como tudo é recorte, né? Se você olhar só desde o início da invasão no Irã, o Bitcoin tá subindo e o outro tá caindo.

Sim, é verdade. Eu até peguei essa semana que eu queria ver esse estudo, peguei cinco conflitos, que foi Rússia e Ucrânia,

aí teve um do Hamas e depois três do Irã. Em todos eles, na primeira semana, o Bitcoin cai 5%, 10% e em todos eles, duas, três semanas depois, talvez um mês, ele sobe dois dígitos. Então, sobe 25%, 30%. Então, aí tem um padrãozinho que às vezes se repete. O Bitcoin caiu imediatamente quando teve o primeiro míssil lá no Irã, mas vem subindo desde então. Como é que você vai explicar isso também? As pessoas estão olhando como proteção ou como ativo especulativo?

Muita gente gosta de comprar assim que ele cai muito, né? Embora ele possa sempre cair mais depois, mas o pessoal adora fazer essa compra quando... Ah, o Bitcoin caiu 10%. Cara, a minha caixa de perguntas lota de gente falando, é pra comprar? Então o cara tá disposto a comprar. E quase sempre você tem um repique, né? Ele volta, parte disso, pode subir um pouco mais. Mas é interessante realmente, né? Ele sempre é o primeiro a cair.

Esse é um ponto. Geralmente, acho engraçado, as coisas acontecem em fim de semana. Vamos invadir um país, vamos esperar sábado pra isso. O pessoal vai estar descansando,

sei lá, as coisas acontecem no fim de semana, então no fim de semana tudo fechado, o Bitcoin é o primeiro a reagir. O pessoal quer fugir do risco naquele momento, ele é o primeiro a cair. E tem essa teoria mesmo de que pra você atacar um país, é melhor fazer no fim de semana porque as pessoas estão mais em casa, né? Então você tem menos chance de atingir um civil. Ah, faz sim. É uma das interpretações, né? E aí só o Bitcoin tá...

Só que agora a bolsa americana vai começar em algum momento a ter 24 por 7 também, né? É. Aí acaba de subir. Ah, é? Sim. Acho que ia começar 24 por 5 e depois ia pra 24 por 7.

porque eu não lembro da notícia. É, o povo tem que trabalhar daí, né? Vai ter que pagar três vezes. Não, esse é o motivo. Mas a analisação, grande parte dela é automática, pô. Raro precisar de intervenção humana de você chamar alguém. Imagina os robôs fazendo greve pela escala 7.1. Vindo da escala 7.1. É, então. Vai chegar lá. É. Mas essa é uma grande vitória para o povo que sempre apostou na blockchain como tecnologia, inclusive, né?

Porque eu estava vendo agora, nesse fim de semana do ataque ao Irã, a Bloomberg estava reportando os preços dos futuros de petróleo

Hyperliquid, que é uma exchange na blockchain, que funciona com cripto. Porque era quem estava operando, ligado e tinha volume no fim de semana. Então, acho legal que isso está acontecendo. E concordo com o Brasil, que a informação sobre os fundamentos do Bitcoin se dissipa de uma forma que não é uniforme. Então, às vezes você tem um bolsão de pessoas que aprendem o que é o Bitcoin, que entendem o que é o Bitcoin, e aí a informação se dissipa naquele pedaço da sociedade.

Entre gente mais velha ou gente que está em determinada região, a informação ainda não foi totalmente processada. E, para mim, a volatilidade

a oscilação toda do Bitcoin ao longo do ciclo deriva muito disso. Um exemplo prático, Chipre quebrou, Grécia teve evento de tipo, você não pode mais tirar dinheiro do banco. Nigéria, que é a Naira, a moeda local, perdeu sei lá quantos por cento do valor super rápido. Essas pessoas aprendem rápido, na dor, mas... Pra pirã agora, né? Morão de autocustódia crescendo pra caramba. Mas a informação se dissipa toda quebrada, né? Então por isso o Bitcoin sobe, desce, sobe e desce. No longo prazo, eu tento me preocupar menos.

com esses repiques, comprar logo depois da queda e não sei o que, e tentar entender que, cara, é um caminho sem volta, que nem a gente sempre fala aqui. Enquanto não tiver limite pra impressão de moedas fiduciárias, esse negócio vai continuar subindo quando medido em moedas fiduciárias. E aí no curto prazo tem esse ruído todo que quanto mais você conhece sobre o ativo, mais você fica seguro em não ignorar, mas se tornar imune a ele.

Tipo, tu não vai ignorar que tava entrando na rua, mas tu vai sair encasacado. É, você falou de moeda fiduciária, uma das leituras que eu penso assim, que

pode ter a lógica por trás da alta do Bitcoin com o começo da guerra do Irã. Primeiro caiu, depois subiu. Eu estava olhando um pouco sobre a disparidade do gasto militar americano perto do gasto iraniano. Os iranianos são muito bons em fabricar drones. Os russos têm usado bastante drones iranianos na guerra da Ucrânia. E eles têm um estoque de 80 mil drones. Sendo que o custo médio de fabricação jura em torno de 20 mil dólares, pelo que eu vi. E para interceptar um desses drones, os americanos usam mísseis Patriot.

4 milhões de dólares. Então, olha só, né, cara, pra você interceptar algo de 20 mil dólares, você tem que mandar um míssel de 4 milhões. É uma guerra que pode só ser muito cara. O Trump, ele não queria tropas no Irã. Inclusive, se você pega na campanha eleitoral, você tinha uns republicanos falando que a Kamala Harris mandaria os filhos dos americanos pra guerra, né? Talvez o Trump faça isso. Pode ser que ele morda a língua dele no final das contas.

Então, há uma chance de que esse conflito, ele acabe em muita expansão monetária. E isso é positivo pro Bitcoin. É consequência natural.

de guerra, né? O gasto aumenta muito. Então, não sei se vai ser uma coisa rápida. Não dá pra saber o que vai acontecer no Irã, né, cara? Acho que tem muita gente no Irã comemorando, né, que o Khamenei morreu, mas a chance de ter uma guerra civil é gigantesca. É. Tem muito tempo nesse regime. Cenário cabeludo também. Inclusive, vamos ter um podcast amanhã sobre a guerra no Irã. O Roque tá vindo aqui, a gente vai falar sobre esse assunto.

E o que vocês esperam pros próximos meses, gente? Algum evento? Você falou, por exemplo, de pô, tá faltando alguém quebrar.

nesse mercado? Vocês enxergam alguém tendo chance de quebrar? Eu vi várias pessoas de fora do mercado cripto falando que o Saylor vai quebrar, mas todos de fora. Acho que eles não olharam com a devida atenção o negócio da strategy. A strategy foi um dos grandes medos do mercado o ano passado. E eu acho que o Saylor foi bem esperto nas decisões que ele tomou. Primeiro porque tinha aquela treta toda de que a strategy sairia do MSCI, que era o índice.

Aí acabou não acontecendo. Teve quando ele falou que talvez teria que vender os bitcoins para pagar a dívida dos dividendos.

só que ele foi e fez a reserva de caixa. Então, ele tem lá um pouco mais de 2 bi para garantir, segundo ele, 12, 18, 24 meses. E agora, a primeira coisa que mais está me chamando a atenção é a Stretch, aquela STRC, que é uma das ações dele. Paga 11, um pouquinho mais de 11%. 11,5% ao ano. Em dólar. Em dólar. E até tem muito a ver com o Clarity Act, que é aquela treta dos bancos com, ah, mas tem alguma coisa que paga mais do que o depósito bancário, embora não seja uma stable com essa.

Ele tá colocando um ativo onde ele tá prometendo um prefixado, né? Tipo uma debênture. E aí, como tem muita demanda, as pessoas vão comprando, só que ele tem que manter um preço de 100 dólares por ação. E toda vez que fica acima, ele vai lá e pode vender ações, né? Pra poder jogar o preço pra baixo. E com isso, até tem um site que mostra quantos bitcoins ele tá podendo acumular por dia. Nessa última semana, que você tava tendo muito volume de negociação, teve um dos dias que ele chegou a quase mil bitcoins equivalentes que ele poderia comprar pra reserva da strategy só com a receita dessas vendas, né?

Então, cara, ele está vendendo um absurdo um ativo no meio de um bear market de 50% de Bitcoin. Algo que eu não vi acontecer em ciclos passados. Ele é muito inteligente nesse ponto da engenharia financeira. Demais. Porque ele fala que é uma refinaria de Bitcoins que ele criou. Porque se você pensa, eu já vi uma entrevista do Michael Saylor, inclusive dada aqui no Brasil. Foi para o pessoal do ARGBTC, que comprou inclusive o STRC, que é o ticker desse...

Não é um bond, é uma ação preferencial, mas lá fora isso funciona quase como uma debênture aqui no Brasil.

falando que ele espera que a taxa terminal de retorno do Bitcoin gira em torno de 30% ao ano. Então, se ele pega dinheiro pagando 11,5, ele ainda fica com 20 nesse pedaço. É muito bom, realmente, se ele estiver certo. Terminal até quando? Ah, ele bota isso pra perenidade, cara. O que você acha dessa estimativa? Cara, eu não tenho nem como dar uma opinião embasada, assim. É um chute totalmente aleatório. Eu acho que vai ser menor do que isso, com o passar do tempo. Mas até chegar em, vamos supor, 20% ao ano, acho que a gente vai ter tido taxas

70, 60, 50 durante um bom período de tempo. Se a gente pega a taxa anualizada de retorno do Bitcoin, deve estar em torno de uns 70% em dólar ao ano. É bem da janela. 2020 a 25 era 58, uma coisa assim. E quando você pega aquele estudo da Cathie Wood, que ela faz a projeção para 2030, se não me engano, o cenário pessimista dela é uma coisa em 20, deve ser uma coisa assim. Então, não é absurdo ele crescer, pelo menos pelos próximos 5 anos, 20% ao ano, 30% ao ano. Por exemplo, dando o caso de brasileiros aqui.

Um cara que ele consegue pegar crédito barato no Brasil, barato mesmo, não uma empresa. As empresas pegam a menos do que isso, mas ele pagaria alguma coisa em torno de 20% ao ano. Uma garantia boa, tipo um home equity, bota um imóvel. Cara, 20% ao ano pra comprar Bitcoin agora? Pra liquidar toda essa transação daqui a dois anos? Quando é que o Bitcoin vai subir daqui a dois anos? Qual o chute de vocês? Eu acho que mais de 100%, comparado ao patamar de preço atual.

Acho que ele faz uma nova máxima dentro de dois anos. Não me parece loucura. Pagar 11,5%? É muito melhor, cara. 50% a menos de taxa.

É, então, no geral, eu acho que o Saylor, ele conseguiu não afastar todos os riscos, mas ele tirou alguns riscos importantes de ruína, né? Da strategy da frente. E aí tem um pouco menos de chance de esse ser o grande corpo boiando, que pra mim é o mais preocupante. Porque de todas as... 3,5% dos bitcoins. Assim, a segunda é a Mara Holdings, né? Que é a segunda maior detentora corporativa. É muito menor já. Não, é ordens de grandeza abaixo.

Então, assim, tudo bem uma pequenininha quebrar. O Saylor quebrar aí já seria um problemão, né?

É, eu não acho que vai ser ele o Corpo Boiano, acho que é muito difícil deles quebrarem, muito difícil, mas eu, putz, me levanta todos os alertas. Você acha que é a BitMiner quebra? Do Tom Lee? Esse é o cara que acumula Etero. Ele comprou muito, ele comprou caro, né? Sempre tem, mas eu acho que, só terminando do Seler, me levanta os alertas. Pra mim, tipo, engenharia financeira tem uma linha tênue dela pro Ponzi, né? E o cara tá fazendo o grande Ponzi do século ali, sendo bem franco na minha leitura,

muito certo. Se os critérios ali que ele tá estabelecendo pro projeção dele de retorno do Bitcoin tiverem certas, as assunções dele tiverem certas, né? Torço muito pra que ele esteja certo. Ele não vai quebrar, acho que a chance é minúscula nos próximos 3, 4 anos, mas a partir de 2030 e poucos, tipo, todo esse financiamento que ele tá pegando agora vem à conta, né? E ele é o mestre da engenharia financeira, ele esconde, não esconde, mas ele ajeita os blocos de forma a contar uma história de que ele tá numa posição muito menos

vulnerável do que ele verdadeiramente está. Ele tem obrigações bilionárias por ano de pagar juros, dividendo para essa galera que está financiando ele. O fluxo pode matar ele no final. Exatamente. Porque em balanço patrimonial é tipo uns 8 bi de dívida para 50 bi de ativo. Só que tem fluxo de pagamento agora, nesse ponto. Então, um período de baixa maior, onde ele não consiga dinheiro para se financiar, pode ser realmente um calcanhar de Aquiles para ele.

Eu fui olhar aqui a quantidade de bitcoins que ele tem em comparação com o segundo colocado, que é a Mara Holden realmente.

tem 720.737 bitcoins. É muita coisa, né? E aí o segundo lugar, que é a Mara Holdings, tem 53.822. Então ele é mais de 12 vezes maior. E qual que é o endgame? Vai para onde? Não sei, porque o pessoal até me pergunta, eu tô comprando o Ares de BTC, eu tenho posição em Melios aqui no Brasil. Pô, por que você não compra a Estrategia? Eu falo, cara, Melios tem, se não me engano, 400 bitcoins. Pra dobrar, é muito mais fácil. Esse cara tem 700 mil.

Seu yield é maior, né? Pois é, o meu bitcoin eu vou ser maior por ação. Mas ele tá comprando,

continuamente mais bitcoins. A meta dele, se não me engano, é 5% do supply que ele tinha. Nem sei. Acho que era a meta inicial dele. Até ele chegar a 5. Aí ele faz o que? Ele dobra a meta. Exatamente. Porque é o tipo de coisa que, tipo, e aí? Se ele parar de comprar, o que a galera vai investir na empresa dele? Uma pilha de bitcoins gigante. Beleza, mas não faz nada a empresa, que é o estado atual dela, com todo respeito. É que a esperança é que você comece a achar novas finalidades para os bitcoins acumulados. Uma bancarização no final que vai acabar acontecendo.

Então eu fico curioso para ver como é que vai ser o futuro, mas eu realmente não acho que o Saylor vai ser um desses copos boiando. Se for, aí a gente pode ver uma queda realmente muito acentuada do Bitcoin. Vocês acham que tem algum tipo de evento que pode realmente levar o Bitcoin para preços na faixa dos 50, 40 mil dólares, como algumas pessoas mais pessimistas esperam que venha acontecer até outubro? 50 eu acho que é bem factível, não está muito longe.

Tudo bem que agora subiu um pouco, mas você pegar o 58 que bateu para 50, quase nada. Então eu acho que sim, pode ser.

tanto evento macro, né, assim, a gente, sei lá, começa a ter uma inflação muito mais alta por consequência da guerra e isso muda completamente a expectativa do mercado em relação a cortes de juros e tal. Eu acho que é possível, porque tem um lado bom desse ciclo atual, que é, se tem um sailor que talvez não vá quebrar, as altcoins já foram dizimadas há muito tempo, então você tem menos relações intricadas como era FTX, você tirou uma parte do risco.

Só que o outro ainda é os ETFs, né, eles tiveram uma resiliência grande até agora de não vender,

E se os ETFs começarem a ter saídas muito mais relevantes, aí a gente poderia ter o preço indo lá para baixo. Mas eu acho que é sempre muito dependente de contexto. O Bitcoin tem ficado muito em torno de narrativas. A China teve o Quantum Computing, teve um monte de coisa. E se voltar a ter uma narrativa pessimista novamente, sem grandes drivers, eu acho que é completamente possível. Também, acho que é completamente possível. 45 mil hoje seria o MVRV a 0.8, se eu não me engano, pelas minhas contas. E eu não reclamaria, seria muito bom.

encher a mão pesado. Pesado, assim. Mas você vai ter caixa pra encher a mão pesada ou já vai ter comprado durante o caminho? Então, eu tô guardando um pouquinho pra esse momento aí. Então, você acha que pode vir um... Acho que a chance é baixa, bem baixa. Não de 40 mil, mas vou colocar aqui, 58 mil foi o fundo pra vocês? Qual é a chance? Eu tenho uma ordem 56, grande. 56? É. Espero que não aconteça, né? Mas se acontecer, vai ser bom.

Então, pra mim, 40, acho que estatisticamente é possível, se você comparar com, né, bear markets anterior,

Em termos de magnitude de queda. Mas eu acho que vejo como mais provável 55, 50 como um limite. É porque se a amplitude para cima foi menor... Como ninguém sabe o futuro, vamos trabalhar como mercado preditivo. Quantos por cento de chance de bater menos 58 mil? Menos? Hoje eu acho que é o 50, 50. Então uma chance grande. 50% de chance de a gente já ter feito fundo em 58 e 50% de a gente ver um pouco abaixo. Que eu acho que se a gente tiver uma nova queda, essa sim marcaria o...

O fundo, o fundo mesmo. Só que aí a gente tem que sempre olhar as métricas pra ver se as coisas se alinharam já também. É muito contextual. Concordo e assino embaixo. 50, 50 também e acrescento. Cair a 45, eu diria 10%. Então pensando que você tem um certo caixa, você teria usando 50% dele pra comprar nesse momento e comprando aos poucos e 50% guardado desse novo fundo que pode vir a acontecer. Pode, porque não sabemos o que vai acontecer.

Seria essa a gestão que vocês fariam do caixa de vocês. Exatamente. E pensando aqui em Brasil,

já, a gente vai ter eleição em outubro. E se você pega a eleição do Trump, até a Paradigma fez um estudo muito bacana sobre isso, mostrando que realmente a posição que ele tomou, favorável ao mercado cripto, acabou impactando eleições. Porque você tinha lá as preferências entre os eleitores no-coiners e os bitcoiners. O cara que era no-coiner era mais ou menos Kamala Harris e Trump muito empatados. Agora o cara que tinha posição em cripto, ele tendeu muito mais a votar no Trump no final das contas. Aqui no Brasil, vocês esperam que a gente veja?

debate político voltado pra pauta cripto em algum momento? Porque claramente não tem como o Lula falar que ele seria pró-cripto se ele quer colocar IOF em criptomoedas, né? Aliás, ele pode falar o que ele quiser. Não sei, eu ia falar isso porque tudo é possível. Vocês acham que a gente vai ver algum nome da direita começando a se posicionar e falando sobre Bitcoin aqui no Brasil? E ele teoricamente colheria benefícios disso na visão de vocês, tendo em vista que a gente tem mais pessoas que investem em Bitcoin aqui no Brasil do que investem em ações, por exemplo. Eu sempre sou um pouco cético no Brasil,

de que isso vai virar um tema decisivo, mas a gente tem visto uma movimentação em Brasília de uma bancada cripto, defendendo os interesses do mercado, até porque teve a AMP Taxa Tudo ano passado, que não passou, e teve uma força relevante dos políticos tentando barrar isso, agora o IOF sendo cobrado, que pode ser ilegal inclusive, então eu acho que começou a se criar mais interesse em defender o mercado, mas entendendo que é muito

melhor você criar um ambiente onde as empresas possam vir pro Brasil e trabalhar aqui e gerar empregos do que porque vai ser um candidato à presidência que vai de fato trazer isso. Seria interessante se acontecesse, mas eu não acho que tá no ponto de ser decisivo pra eleição. Espero tá errado, mas eu não sei. Pelo que eu acompanho, não acho que é tão um fator determinante como foi pro Trump. Deveriam criar no mercado preditivo lá.

Teremos Bitcoin sendo citado em um debate televisivo na eleição do Brasil. Mas pode ter certeza que vão criar. Só não chegou a hora, hein? Pode ter certeza. Já, já, né?

O insider vai colher o prêmio, né? Esse tipo de mercado preditivo é o mais idiota, que você menos tem que prestar atenção. Mas vai ter. Eu acho que o assunto vai ser tópico. Tenho altíssima convicção. Não sei se é nível federal, mas acho que sim. Você espera, então, que, por exemplo, em um debate, esse assunto venha à tona? Sim. A palavra Bitcoin aparece em algum momento. Isso eu também espero. Não acho que define presidente. Acho que ser decisivo vai ter uma característica...

É, define presidente no Brasil realmente não. Lá nos Estados Unidos, o Partido Democrata, que é a esquerda deles,

com aspas, senão depois a galera nos comentários, ah, não é esquerda. Já estou entendendo que lá na Austrália você já é... Não, não, mas é a faixa mais correspondente aqui no Brasil. Exato. Eles tinham uma posição muito expressamente anticripto. Tinha a bancada dos bancos que era contra cripto. Eles fizeram muita coisa ruim para a indústria. E aí o Trump me caiu no colo dele a bola, né? Tipo, ele só teve que falar, peraí, eu sou pró a vocês.

Aqui no Brasil não tem ainda essa binariedade tão clara. Não tem um partido contra cripto, não tem...

mas tem muita chance de alguns candidatos escorregarem e falarem coisas que a indústria cripto pode olhar e falar, opa, peraí, isso é contra a gente e vamos deixar isso evidente. Então eu tenho certeza que tudo que é candidato graúdo está estudando o tema, pelo menos tem no seu radar, porque viu o que aconteceu nos Estados Unidos, aconteceu coisa parecida na Coreia do Sul nas últimas eleições também, e eu acho que aí os terceiras vias, a galera que corre mais por fora tem mais a ganhar do que a perder, se associando a esse tipo de coisa, e vamos embandearar isso. E um ponto também, assim, vale considerar

que todos os filhos do Trump são envolvidos com cripto também. Então o Eric Trump, American Bitcoin, o... Qual que é o mais velho? Esqueci o nome dele. O mais velho do Trump. O Don Jr. É, o Don Jr. Ele tá envolvido com o STA, se não me engano. Aí tem o Barron, que fica brincando na Polymarket. E tem também uma coisa pessoal, né? Se eu faço o mercado americano evoluir, pra minha família também é bom, né? Não sei se tem tanto conflito de interesse. Mas talvez seja o contrário. Fazer minha família evoluir,

O mercado talvez seja bom também. Depois ele te vê lá, né? É bem isso. Não, mas é, o Trump lançou uma meme coin. É. Então ele tá comprado com cripto. É, ele avacalhou. Ele avacalhou, né? Só pra ficar claro. Não, foi ridículo. Não sigam o exemplo. Eu tenho um Reels falando sobre isso lá atrás, né? Que ele provavelmente iria se arrepender disso. Depois eu pensei, ele vai se arrepender, não. Não vai, né? Ele ganhou dinheiro com isso, mas é ruim. E hoje você acha que o envolvimento dele com cripto foi mais no net?

Eu acho que a consequência disso a gente vai ver ao longo do tempo. Porque se você pensa do ponto de vista regulatório, foi muito bom. Agora, se você quer saber de momento dos preços, aí já não dá para falar que foi bom. Se você pega o patamar atual, tudo bem que se você pega da eleição para cá, acho que teve uma subida. Estava em torno de uns 60 mil dólares, mais ou menos. Então, teve alguma coisa de subida. Mas da posse para cá está caindo.

É, da posse para cá está caindo. Mas o mercado já reagiu quando ele viu que ele ia ser o presidente.

a gente não está no ciclo, vocês estão de sacanagem com a minha cara. Se você pega preço, você não pode correlacionar com o único evento da eleição do Trump. Tem uma série de outras coisas acontecendo. Mas acho que do ponto de vista regulatório é bom. Tipo o Temer aqui no Brasil. Ele era altamente impopular, mas quando você olha para trás ele fez reformas importantes. E o Trump, querendo ou não, passou uma legislação e está para passar uma segunda agora que são muito importantes para a Cripto.

Para a Cripto é muito importante. Ele teve esse respingo moral que é chato que ele fez com o M.M. Coins, com os filhos e tal.

é errado, mas do ponto de vista pragmático, assim, ele teve avanços importantes. Só um ponto final, ponto final não, mas um complemento nessa história eleitoreira aqui, é que o perfil da pessoa que tem cripto é um perfil mais engajado politicamente de quem não tem, ou seja, vota mais versus nulo, versus ser nulo ou ser branco. Fez uma pesquisa sobre isso aqui no Brasil, né? Sim, sim. Dado do Brasil. E além de ser mais engajado, de votar mais na média, o cara, ou a menina, ou a pessoa que já teve cripto,

ele é mais centrista, se você traça o perfil, do que a população no geral no Brasil. Então é um grupo de pessoas que está propenso a mudar de ideia, em outras palavras, e que tem valores muito claros de tipo assim, quero ser dono do meu próprio dinheiro, quero ter a possibilidade de poder fazer autocustódia. Então qualquer medida ou proposta que for levantada no sentido de vão proibir que se use wallets próprios, vão proibir que se saque stablecoins de exchanges, vai pegar muito mal com essa galera e é uma galera que muda de ideia fácil, que não tem uma filiação partidária

é tão clara. É que eu acho que pra algumas pessoas é uma pauta muito importante. Por exemplo, comunidade LGBT quando um político se posiciona a favor ou contra a comunidade. Na hora isso vai mudar a voto das pessoas. Então pra cripto, principalmente pra quem tem uma exposição maior a Bitcoin, e várias pessoas que eu conheço só tem Bitcoin. Tem muita gente que tem esse tipo de filosofia de investimento aqui no Brasil. Não, nada ganhando Bitcoin a longo prazo, então não vou ter nada a não ser Bitcoin.

Às vezes até alavancado pra fazer isso. Se um político vai lá e fala, por exemplo, não, Bitcoin tem que ser uma moeda oficial

no Brasil, igual em El Salvador. Esse cara ganha o voto da pessoa na hora. Não seria um trabalho muito grande, em termos assim de mudar as coisas no Brasil, é uma questão de legislação, e o impacto é direto, porque você deixa de ter imposto de renda. A gente não paga imposto quando o real se valoriza contra o dólar. Você não tem que pagar imposto por isso. Então se o Bitcoin passa a ser moeda oficial, ele se valoriza o quanto ele quiser, contra o dólar, contra o real, e você não paga imposto.

Eu votaria num cara assim. Lula, você quer meu voto? Faça isso. O problema do Lula é que ele pode falar o que ele quiser.

Mas ele cumpriu o que ele prometeu, viu? Ele não falou da isenção até 5 mil? Ele fez. Isso aí ninguém pode falar aqui. Uma coisa que ninguém pode acusar o Lula agora, e na Austrália eu sou esquerdista já que tá falando isso, é que ele fez estelionato eleitoral dessa vez. Que ele falou muito de verdade. As pessoas não acreditaram que ele faria, ele fez. O que ele prometeu, ele fez. Só tem uma coisa que ele prometeu que ele não fez.

Que ele questionava muito a questão da falta de transparência em alguns gastos do governo anterior. E agora você tem muito menos transparência, um monte de gastos com sigilo de 100 anos.

Então nisso realmente não foi cumprido. Agora nessas promessas, a isenção para quem ganha até 5 mil e outras coisas que ele prometeu, ele acabou fazendo. As taxações dele não prometeu que ele ia... Ah, falou pra caramba que ia taxar mais. Então não dá pra falar que ele também fez um negócio que era inesperado. Ele falou isso. É que ele só taxou os ricos. É, entre aspas. Não, as brusinhas, as coisas todas. Mas ele falou que ia taxar.

A blusinha acho que ele não falou não. Foi uma surpresa negativa. Muita gente ficou chateada com isso.

vista de quem empreende aqui no Brasil, competir com a China, não dá. Ainda mais com a carga tributária que a gente tem aqui. Mas, quando você taxa as blusinhas, você fala para o cara mais pobre que comprava uma barata da Shen, que agora você tem que pagar mais caro para proteger a indústria nacional. Exato. Então, é uma sacanagem com quem é mais pobre. Mas, quanto às taxas, acho que esse é um ponto. Na retórica do governo, estamos taxando os ricos.

Na verdade, é um monte de gente da classe média que deixou de ter isenção de 35 mil lá fora, por exemplo. E em cripto, eles queriam fazer a mesma coisa. Felizmente, não passou. Felizmente, não passou.

Bom, e para o cara que está entrando nesse mercado agora, gente, qual o conselho de vocês? Pensando que, novamente, a gente não sabe o que vai acontecer no futuro, mas olhando o passado dos ciclos anteriores, padrões de mercado, movimentação, o que vocês fariam agora? Porque muita gente entra durante a fase do bull marketing, então tem muita gente que comprou Bitcoin a 120 mil dólares, a 115, a 110, a 100 mil, e que agora está amargando um prejuízo, sendo que aqui no Brasil a gente tem uma dinâmica interessante.

do investidor que começa a investir em renda fixa, depois vai pra ações e pra cripto. Muita gente não investe em nada e sai da poupança direto pra cripto. O que vocês falariam pra esse cara? Como é que seria a maneira correta de se agir nesse momento? Pra sobreviver esse possível bear market que a gente tá tendo. Antes de tudo, estudar, né? Não faz mal pra ninguém. Mas, cara, eu sempre digo, assim, compre Bitcoin e compre ele parcelado, né?

O famoso DCA. Porque fiz uma conta uma vez, se você tivesse comprado no topo de 2021, assim, pior momento possível, você teria levado ali alguns anos pra voltar no zero a zero.

Se você comprasse quinzenalmente, quando tivesse voltado no mesmo preço, você estava ganhando mais de 100%. Então, assim, você não ter aquela afobação, não ter também aquele medo só dos ruídos no mercado. Se você estudou e entendeu o Bitcoin, você vai comprar ele independentemente do preço em si. Não porque você vai comprar por qualquer coisa, mas não é pelo preço, você está comprando pelo futuro dele, pela tese. Então, acho que isso é o mais importante.

A maior parte das pessoas, como você falou, escolhem o pior momento, que é o momento só da máxima para investir.

Se você tá vendo esse podcast agora e tá podendo tomar essa decisão, pô, que legal, né, de poder aproveitar um momento que não é um momento da manada, um momento onde você pode realmente aprender e estudar sobre o assunto. Eu acho que esse é o maior ativo que você pode conquistar hoje. Tu falou do Cuenca, que ganhou Bitcoin e perdeu, né? Todo mundo, eu acho, que já deu Bitcoins pras pessoas, já viu que as pessoas, o que vem fácil, vai fácil.

Então, se não tem conhecimento, não adianta. Tem um estudo famoso que dois pesquisadores deram Bitcoin pra estudantes do MIT, em 2013 ou 2014, eu sempre falo no VRC, milhares de estudantes,

um cartazinho no MIT, que é uma faculdade de elite, só gente inteligentíssima nos Estados Unidos. Vem aqui dia tal, vou te dar 300, acho que era 300 dólares em Bitcoin. E aí eles foram traqueando. Quantas pessoas foram pegar, quantas pessoas tinham acesso ao Bitcoin um mês depois e 10 anos depois eles fizeram. 10 anos depois era menos de 1% das pessoas. Então, cara, não adianta, tipo, tu ver essas postagens, tipo o que o Bruno falou do prêmio do videogame, e pensar, se eu tivesse ganho sem Bitcoin, que não é esse o caminho. O que tu tem que focar é em aprender o negócio, porque senão não adianta nada.

tem que saber do que se trata. E se tu tá perguntando pros outros se é a hora de comprar ou não, tu já tá fazendo errado, porque a resposta vai vir de dentro de ti, não vai vir dos outros. E quando tu conhecer o suficiente, tu vai ter a resposta. Então a minha mensagem seria aproveite o momento, porque esse ano é, ao que tudo indica, é a janela ótima nesse ciclo pra começar a comprar. Se tu não tem ou se tu tem pouco, faça parcelado, que nem o Bazan falou, que isso vai te aliviar muito estresse, vai te poupar noites de sono.

E se tu entender, não tem erro. Vai com calma, vai aprendendo e vai dar tudo certo.

E pra encerrar aqui, pessoal, a gente falou de Bitcoin, mas eu queria puxar um outro assunto. Você tem que ser ligado ao Epstein dessa vez. Por favor. Obrigada. Eu fico menos tensa. Até que o Felipe puxou esse negócio. Não, eu puxei não. Eu só embarquei. Mas sobre os mercados preditivos, né? Que em cripto é um dos assuntos mais quentes nesse momento. Até porque ele não é direcional, né? O tempo todo você pode estar usando o mercado preditivo pra ver as coisas.

Eu queria saber a opinião de vocês sobre isso, porque aqui no Brasil eu vejo muitas opiniões divididas. Depois que a Luana da Cauch ficou bilionária,

apareceu na mídia, em todo canto, aí teve muita gente falando, pô, que bacana, uma brasileira bilionária com uma empresa que ela criou há sete anos. Quem falava disso lá atrás? Ninguém. E agora ela está aparecendo no mundo todo, com uma trajetória muito bacana, foi balarina, estudou bastante. Agora tem pessoas que falam, cara, isso é um site de apostas. Qual a diferença de um mercado pretivo para um mercado realmente dessas batchs?

Alguns até falam do tigrinho, aí é radicalmente diferente. Mas eu queria ouvir um pouco do porquê

que esse mercado é interessante? Do pessoal olhar, assim, consultar? Se é interessante só ficar olhando e consultando ou se vocês acham realmente que o cara pode pegar um dinheiro do portfólio dele pra direcionar algumas apostas desse mercado? É, tem um dos usos práticos que eu acho legal é como se fosse uma opção, né? Ah, eu tenho Bitcoin. Eu acho que ele pode vir abaixo de 50. Em vez de eu vender os meus Bitcoins pra recomprar depois, eu posso fazer uma aposta, principalmente se ela tiver baixa probabilidade de que o Bitcoin venha abaixo de 50. Você faz um hedge ali. É, porque se isso

acontecer, eu vou ter um payout bom ali e isso protege a minha posição. Se não acontecer, foi um seguro que eu comprei. Então, acho que é uma das formas, eu acho que é a linha muito tênue, como você falou, né, entre isso e qualquer outro tipo de aposta, mas cara, eu acho que é uma das inovações que hoje tá mostrando como a sabedoria da massa pode ser muito útil pra gente entender eventos no geral, né, que a Polymarket, a Couch, tem acertado muito em vários desses prediction markets que eles vão criando, pô, acertou, eleição americana, acertou,

invasão de outros países e tal. Então eu acho que como fonte de informação, eu não sou tanto usuário em termos de investir ali, fiz algumas coisas e tal, uso mais nesse sentido que eu falei, mas como fonte de informação... Não, e como um hedge, né? Mas como fonte de informação eu acho muito interessante, sim. Eu acho que se fosse pra dar um conselho generalizável, não é pra botar dinheiro do portfólio nisso, de maneira alguma, e sim, é pra prestar atenção na tendência como leitor.

Mercados preditivos são legais porque eles trazem à tona informações que a gente não tem

se a gente não tivesse eles. Eles são um lugar pra você encontrar notícias sem os vieses da grande mídia. Eu fiz uma palestra uma vez que chama A Maior Fake News da História, num evento seu. Tem até um vídeo no YouTube. E nessa palestra eu falo sobre como a ascensão da internet, com a quebra do monopólio sobre a mídia, ajudou a eleger o Trump e mudar o curso da história, basicamente. E eu acho que mercados preditivos tem um efeito parecido no sentido de que eles escancaram as represas da informação.

Então, por quê? Porque você cria um motor, um mecanismo, onde as pessoas colocam

naquilo que elas acreditam, os traders, não as pessoas normais, nós aqui. E ao fazê-lo, são incentivados a acertar mais do que a grande mídia é incentivada a encontrar a verdade quando ela está escrevendo uma manchete. Se eu ficar errando nas minhas jogadas lá, eu vou ficar pobre, vou sumir do mercado. Só fica no mercado quem está acertando. E esse tipo de mercado nos permite descobrir qual é a chance de uma bomba nuclear explodir até o meio do ano, que é uma informação que pode não ser útil para alguns de vocês, mas para quem mora perto de grandes centros urbanos, é útil no planejamento da sua vida e de onde a sua família vai ter.

Qual é a chance que tá lá? Quanto você acha? Até o meio do ano? Uma bomba explodir? Bomba ou teste? A teste? A teste tem mais chance, né? Tem muito país agora querendo aumentar a arsenal nuclear. Mas faz tempo que não tem teste. Sim. Eu diria que deve estar, sei lá, uns 10%? 17% até o fim do ano. Nossa, é bastante, né? Uma bomba nuclear. Em 1 em 10 realidades, então, tem uma bomba explodindo. Em 1 em... quase 2 em 10, né? Exatamente isso. É, quase 2 em 10, é 17, né? Tem pesquisa...

autores do campeonato, esses mercados já produziram muitos dados, então tá começando a surgir pesquisas legais sobre eles. Na Polymarket, que é o maior deles, que não é o da Luana, o concorrente do da Luana, 97.1% dos mercados estão certos 4 horas antes do evento que eles preveem. E se tu pega um mês antes, 91% estão certos. Então a cada 10 mercados que tem lá uma chance do negócio acontecer, 9 vai acontecer. Ou seja, eles são precisos, eles não são a bola de cristal, mas talvez seja o que tecnologicamente a gente tem de mais próximo disso.

E eles são mecanismos pra informação se dissipar rápido. Um exemplo que eu dei esses tempos,

Bolsonaro, quando ele anunciou a candidatura dele, horas antes dele fazer o tweet anunciando, a chance dele na Polimarket começou a subir. Triplicou. Horas antes. E aí vem a discussão de, ah, mas a gente tem informação privilegiada ou não, que é uma discussão importante, mas do ponto de vista do leitor, de quem usa pra consumir informação, era uma informação que era restrita e agora você tá sabendo. Então você tem que ser grato e saber usar esse tipo de coisa pra te planejar melhor, sabe?

E aí a discussão sobre se é bete, se é tigrinho ou não é, eu acho que ela também é válida, só que eu acho que tem uma tendência

macro, assim, que tá acontecendo, que é da hiperfinancialização de tudo, e, cara, quando a TT for adulta, ela vai conseguir apostar no nome que as amiguinhas dela de escola vão dar pra filha, na cor que é parede, vai estar pintada amanhã, isso vai ser muito mais popular, eu acho que isso tem a ver com a diminuição da mobilidade social, tipo, o fato de que é cada vez mais difícil você ganhar mais que seus pais ganhavam, a ideia de sucesso, do sonho americano tá mais distante, a ideia da casa própria tá mais distante, e as pessoas têm buscado moonshots, esse comportamento de se apostar em tudo, é uma coisa que

É latente na humanidade, a humanidade sempre apostou, sempre jogou dinheiro nas coisas, mas vem se intensificando nos últimos anos. E aí dá pra tu fechar os olhos pro fenômeno ou dá pra tu olhar e falar, peraí, vamos ver, o que é isso, né? Porque tem dinâmica que parece cassino dentro do Roblox, cara, que é o jogo de criança de oito anos. Você paga, abre um slot, aí vê qual item veio, você paga mais, é um cassininho. E do outro lado você tem o tigrinho, lá no outro extremo, que é parecido, só que pra adultos.

É no meio do caminho que você tem mercados financeiros, ações, que também são um mecanismo

preditivos. Uma ação é um jeito de você juntar um monte de gente no mesmo lugar pra prever quanto que o negócio vale, vai valer ali na frente. Então tem que entender que não é tão binário assim. A menina ficou bilionária, tem que respeitar, hashtag tem que respeitar. E entre a própria Cauchy da Luana e a Polimarket, tem diferenças que pra mim são importantes de posicionamento. Por exemplo, a Cauchy, 90% do volume, na última vez que eu vi, era esporte, mercado de esporte, que pra mim não serve pra nada.

A Polimarket tem muito mais volume em política, que pra mim, como leitor, é interessante.

Então, eu acho o escopo maior dos mercados preditivos em relação a bets, você poder fazer previsões sobre política, geopolítica e coisas que mudam a tua vida de fato, é a coisa que mais me atrai neles. Tem informação que eu não teria antes. Eu fico pensando que é muito mais similar a bet do que o pessoal que geralmente gosta dos mercados preditivos costuma admitir. Até pelo ponto do que acontece se a pessoa passa tempo demais lá dentro colocando dinheiro. Porque o pessoal muitas vezes fala, pô, bolsa também é cassino.

bolsa e passa 30 anos comprado, você vai ter mais dinheiro do que quando você entrou. Ah, vou comprar um ETF. Vai ter mais dinheiro. Vai ter pelo menos correção da inflação ao longo do tempo. Vou montar uma carteira. Aí você tem risco de ter mais ou menos do que o índice. Mas deve ter mais dinheiro também, porque algumas ações vão dar errado. Talvez você tenha uma outra empresa que quebre até. Se você foi bem leniente na gestão do seu portfólio, você não vendeu antes disso acontecer.

Mas vai ter alguma que vai multiplicar por 100, às vezes. Isso pode vir a acontecer. Agora, num cassino,

tempo demais lá dentro, e não interessa se você começa ganhando ou perdendo em uma trajetória independente do caminho, geralmente você sai com menos dinheiro do que quando você entrou, você sai quebrado. Então, se o cara tá usando realmente dinheiro o tempo todo lá, não sei se ele tem um método, alguma coisa, tem pessoas muito inteligentes que eu já tô vendo que criaram métodos pra isso, né? Outro dia eu tava lendo sobre um cara que faz mestrado, envolvido com tecnologia, e ele tinha uma conta nesse mercado preditivo aí, ele saiu de tipo mil dólares pra dois milhões. Aí o orientador dele queria investir com ele, ele falou, não dá.

mais gente colocar dinheiro, menos funciona. Ele aproveitava alguma brecha do sistema com pouco capital. Então, realmente vai ter gênios que fazem isso? Vai. Mas provavelmente não é você que está sentado em casa. Exatamente. Tem até um nome no jargão do pôquer dos mercados financeiros que é EDGE, né? Borda, vantagem de competir. Qual que é a sua EDGE? Esses mercados sempre vai ter alguém que sabe mais do que você. E normalmente vira história.

Tem a história do francês que apostou na eleição do Trump, acho que 30 mil dólares, em 2024, ao longo de meses, porque ele mandou fazer a própria pesquisa dele.

nos Estados Unidos, em vez de pesquisar, em vez de perguntar em quem que as pessoas iam votar, ele pedia pra perguntar em quem que as pessoas achavam que o vizinho delas ia votar. Porque tinha muitos eleitores silenciosos do Trump, né? Que não... Envergonhados. Envergonhados. O cara postou 30 milhões, retornou 80 milhões, pô, virou a história em todo aquele lugar. Mas ele tinha uma ed, uma vantagem competitiva. Não era você em casa jogando ali senzão no Lula, sabe?

Outro que teve esses dias, um especialista em impostos, em contabilidade, lá nos Estados Unidos, um cara super normal, assim, padrão,

apostou centenas de milhares de dólares que o Elon Musk não ia conseguir cortar gastos com a iniciativa dele no governo lá. O Dodge? O Dodge. Também ganhou maior grana. Mas, de novo, o cara manjava daquilo. Então... Meio previsível essa, né? É. Ah, não sei. Não sei no detalhe. Talvez ele apostou e ganhou 10%. Talvez ele não tenha ganhado muito. Exatamente. Mas se tu pega de novo os dados, vou falar aproximações aqui, uns 70 e poucos por cento da galera que já usou essa polimarket foi zerado, perdeu toda a grana. Olha aí.

Uns 5%, acho que já ganhou mais que mil dólares. 1% já lucrou mais que 10 mil dólares. Mais que 100 mil dólares, 0,1%. Então, tipo assim, pior que day trade. Pior que day trade. A galera vai perder dinheiro. Então, quem tá fazendo dinheiro é quem tem essas ads. Só que, de novo, se tu souber como usar esse... Não jogar dinheiro, mas ler, usar a teu favor, até pra guiar tuas decisões de investimento em outros lugares, pô, aí já...

MicroStrategy vai vender Bitcoin. Tem um mercado preditivo lá que precifica no detalhe a chance de eles venderem Bitcoin a cada ano.

de MicroStrategy, pode ser uma ferramenta útil pra ti, sabe? E entender como funciona, eu acho interessante. E você falou do cara aí que o professor quer investir com ele, tem muita ineficiência ainda, porque são mercados novos. É o setor que mais cresce em cripto, pelos últimos dois anos, acho. Deve ter uma liquidez baixa em boa parte das apostas também, né? Muito. Tem vários mercados em que, tipo assim, tu consegue extrair um dólar, 50 centavos de dólar, fácil.

E ninguém extrai, porque não compensa o tempo de alguém, de uma pessoa. Eu fico me perguntando, quando tiver a gente

de ir a proliferados e o custo de uma inferência for mais baixo que isso... Vai ficar muito eficiente o mercado. E aí você vai chegar num grande computador mapeando as probabilidades de tudo, porque cada vez vai ter mais mercado, mais liquidez, mais agente tradando, enfim. Mas o ponto é que ainda tem ineficiência. Então, quando eu falo nas minhas redes de oportunidade aqui, mercado... Eu sempre estou falando de arbitragem, que é basicamente você pegar mercados muito parecidos ou iguais, que estão com chances diferentes, de forma que dá para você botar dinheiro e se expor ao risco não direcionalmente. Mas assim, não é para botar dinheiro.

Fica o conselho genérico. Só também não é pra ignorar essa atenção. Porque daqui a pouco os filhos de vocês vão estar perguntando sobre. Vão estar encontrando essas dinâmicas tipo cassino em vários lugares da vida. E vocês vão ter que saber diferenciar uma coisa da outra e explicar. Tem um jogo que dá pra tu apostar em quantas pessoas vão atravessar a rua na Avenida Paulista. Já. Na Solana. E tem gente jogando dinheiro nisso. Não é pra você contar dinheiro.

Já vamos explicar. Não é pra você contar dinheiro. Tem alguém contando lá? Tem uma câmera. Real time. O cara que tá posto vai dizer que ele tá lá contando. Tipo francês.

eu vou lá contar. Tomara, né? Uma sacada de frente pro negócio, né? Senão ele é um idiota. Caraca. Mas eu vi uma aposta que você divulgou outro dia, no seu story, né? Mostrando que era sobre a chance de Jesus Cristo voltar ainda esse ano. 4%, né? E aí? Eu não lembro quanto é que era, mas eu falei, cara, beleza, tá? Então você aposta que Jesus vai voltar esse ano. Mas quando ele volta, né? Pro final dos tempos. Aí não adiantou ganhar dinheiro. É, exatamente. Então é melhor apostar contra. Porque...

Pelo menos você vai estar vivo pra ganhar o benefício. Não, porque você não tá acreditando, não tá falando o que ele acredita, amor. Não é... Vai saber. Não dá pra entender a loucura desse mundo. O mercado tá agregando toda a informação. Tem 3% de chance de um país africano ganhar a Copa. Não, e não vai acontecer, vai lá e aposta contra. E o pior desse do Jesus é que, assim, a polimarketing, né? Quando for pagar, tem que acreditar que o cara que veio é Jesus.

Exato, né? Tem que ser de uma maneira inconfundível. Como é que se souberam, né? Tem que descer do céu, realmente, né? Como tá escrito. Porque senão... Mas você sabe que...

De curiosidade, aqui tem uma tendência das pessoas de pagar mais por esses eventos que são ultra improváveis. Então, se tu pega a curácia da Polimarket, por exemplo, ao longo das faixas de preço, então, tipo, um mercado que tem 90% de chance, se tu pegar 10 desses, a tua expectativa é de que 9 aconteçam. Só que, no geral, as pessoas, os mercados super prováveis, eles acontecem mais do que a probabilidade implica e os mercados super improváveis, as pessoas pagam mais caro do que a probabilidade real. Então, o cara tá apostando no improvável porque a recompensa é

muito maior, mas como mais gente aposta no improvável, ele tá pagando mais caro do que deveria. Exatamente, tipo, tiquetezinho de loteria, assim. Então tem que ficar atento a esses vieses e lembrar que, de novo, mecanismo de informação, não é pra botar dinheiro, não tá na mesma categoria do que qualquer outro investimento que tu faça, mas, pô, é um tesouro de dado, sabe? Tem duas vezes mais chances de explodir uma bomba nuclear até o meio do ano que o Brasil ganhar a Copa.

É legal você saber disso. O Brasil tá em quanto? 9%. 9%? Eu acho que eles estão certos, é mais ou menos por aí mesmo. Essa eu confio. Pô, estão otimistas até hoje.

O Felipe gosta de futebol. O que você tá achando? Eu sempre pergunto. Nós estamos na merda. Você aposta contra? Nem apostei. A gente tá na merda insano. Agora, se o Ney for, aí tudo muda, né? Inclusive tem apostas de se o Ney vai ou não vai também. Já estão dando risada aqui, ó. Mas a aposta é que tem muita gente achando que ele não vai. Mas o cara não quebrou os joelhos lá agora, o menisco? E aí agora é ele. Não tem como. Mesmo que se ele não fosse, agora se o cara não vai,

levar, vai levar quem, gente? No lugar dele? Acho que isso é um sinal, né? É, leva! Tipo, né? Eu levaria. E aí eu vi um meme... Eu levaria, lógico. Eu levaria, claro. E apostaria antes na Polimarket, né? Vamos aproveitar já pra ganhar. Não, mas eu... Acho que isso pode definir, né? Ei, amor, eu vi um meme desse menino que estragou o menisco, coitado. Rodrigo. Rodrigo. Eu nem conheço ele, mas sei que ele é bom, ele tava... Ele era 10, né? Aí, diz que ele tá fazendo uma entrevista com o Ronaldo, aí o Ronaldo falando,

E aí, você tá animado pra Copa? Ele é animado, não sei o quê. Ele... Ah, vou pegar um pouco. Aí passa a mão na perna do homem. Caraca! Diz que ele passa assim. Ah, coitado. Passou a característica errada. Aí pegou mesmo. Aí pegou mesmo. Tadinho. Coitado. Desejo melhoras. Não, tomara que melhore. Mas pra Copa não dá mais. É, pelo visto não. É muito em cima. Porque se fosse igual o Ronaldo aqui... Acho que o Ronaldo foi antes, né? Foi mais tempo. Teve mais tempo e mesmo assim o pessoal era cético.

pendendo na Copa. É, todo mundo. Ele calou a boca de todo mundo. Mas foi porque era o Ronaldo. Se fosse qualquer outro, não dava certo. É esse caso do Ronaldo que me faz pensar. Vai que o Neymar vai, né? Mas não vou falar muito, porque eu sei que a galera gosta de dar hate. Depois a gente fala. É. Só um comentário. O Bazel falou de... Fez a brincadeira, obviamente, de você... Ah, mas aposta antes, né? Primeiro que não tem liquidez nesse mercado do Neymar, é muito baixa.

Mas segundo que rola muito isso. Esse chamado insider trading. E isso, de novo, é mais uma evidência de que se tu não tem edge, vantagem competitiva,

tu vai sair perdendo nesses mercados. E aí tem toda uma discussão. É errado? É certo? Eu acho que não é legal. Se tu tem informação privilegiada, tu treinar no mercado público. Acho que a regulação não vai conseguir ser tão rápida quanto o avanço da tecnologia. E acho que a resposta mais prática pra isso é as pessoas se ligarem que tem mercados em que o resultado vai ser decidido por uma pessoa, duas. Tipo, o Ancelotti vai decidir se o Neymar vai ou não vai.

É um cara. Agora, quem vai ser eleito no Brasil são milhões de pessoas. Por mais que você acredite que tem shabu lá no meio. Então preste atenção, se você for prestando atenção em algum desses

mercados, nos que são decididos por milhões de pessoas, não nos que são decididos por uma pessoa. Daí a gente faz esses mercados idiotas, entre aspas, deixarem de existir, não pela via da regulação, mas porque as pessoas não dão atenção pra eles. Perdem o interesse. Bom, mais alguma dúvida? Não, a gente já falou de todos os assuntos aleatórios desse podcast. Um podcast que ele foi do Alfinete ao Foguete. Literalmente. Bom, pessoal, então, vocês têm algum recado final pra audiência?

Divulga as redes de vocês também, o que estão fazendo, se tem lançamento, produto, a casa de vocês. Vocês me encontram lá em

PTHER, Felipe Peter, no Instagram ou no Twitter, ou também nas redes da Paradigma, paradigma.education. Nessa semana a gente está fazendo uma semana dos mercados preditivos, então se você estiver vendo ao vivo, hoje vai ter um aulão de noite, e ontem já teve um bem legal no qual eu explico alguns desses dados que eu comentei aqui com o Bruno sobre mercados. Assistam lá, se informem que coisas novas é aquilo, o que as pessoas inteligentes estão fazendo no fim de semana hoje é o que todo mundo vai estar fazendo daqui a 10 anos. Não estou falando que isso vai ser o futuro, mas AI, mercado preditivo, cripto,

seguir o mesmo padrão. Não ignorem, informem-se, estudem e tudo vai dar certo. Que Satoshi esteja com vocês. Boa, pra quem quiser me acompanhar, tô no Instagram como o.viniciusbazan, no YouTube como underblock.crypto com Y e pra quem quer notícias, insights, análises todos os dias, eu tenho um Close Friends, que é um grupinho de WhatsApp que eu criei, aí tá na bio do meu Instagram, você entra lá, é gratuito e aí todo dia você recebe o que tá acontecendo no mercado.

Bacana. Boa. E vocês encontram a gente aqui semanalmente no canal dos sócios, sempre falando de assuntos mais

tivesse possíveis que possam agregar a vida de vocês e também me encontra no arroba Malu Perini lá no Instagram. Eles me encontram no Instagram Bruno Anderline Perini, YouTube Você Mais Rico, vídeos semanalmente aqui nos sócios. Para quem assistiu nosso, muito obrigado pela audiência, os convidados, obrigado pela presença, espero que voltem mais vezes. E é isso, pessoal. Grande abraço e até a próxima. Beijos.

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