BITCOIN PIZZA DAY 2026 | Bitcoin, inovações, IA e o futuro do mercado cripto | Os Sócios 299
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Há exatos 16 anos, em 22 de maio de 2010, o programador Laszlo Hanyecz fez história ao realizar a primeira transação comercial com Bitcoin: 10.000 BTC por duas pizzas.
Na época, valiam cerca de US$ 41. Hoje, valem milhões de dólares — um dos lanches mais caros (e simbólicos) de todos os tempos.
Naquele momento, poucos imaginavam que aquela moeda digital, então sem valor em dólar, se tornaria o epicentro de uma transformação global.
Desde então, o Bitcoin evoluiu de uma ideia marginal para um ativo acompanhado por empresas, fundos, bancos e até governos que discutem incluí-lo em suas reservas estratégicas.
Mais do que a criptomoeda mais negociada do mundo, o Bitcoin passou a representar uma nova forma de pensar dinheiro, soberania, escassez e sistema financeiro.
Agora, 16 anos depois da compra das pizzas por Laszlo Hanyecz, o mercado vive mais um momento decisivo. Após cair mais de 50% em relação ao seu topo histórico, o setor se recuperou mais uma vez — mas será que ainda é cedo para acreditar em um novo ciclo de alta?
Estamos diante do início de uma nova fase para o mercado cripto ou apenas de mais um movimento temporário antes de uma correção maior?
Quais narrativas ganharam força nos últimos meses?
Como sobreviver ao inverno cripto?
E o que mudou neste ciclo, agora que o Bitcoin convive com ETFs, maior participação institucional e a ascensão de novas narrativas dentro do mercado?
Além disso, as stablecoins cresceram silenciosamente e hoje movimentam volumes que rivalizam com gigantes do sistema financeiro tradicional.
Estamos vendo apenas uma evolução do dólar digital ou o início de uma transformação mais profunda nos meios de pagamento globais?
Para discutir essas e outras questões, receberemos Felipe Sant'Anna e Matheus Moura para o episódio nº 299 do Podcast Os Sócios.
Hosts: Bruno Perini (@bruno_perini) e Malu Perini (@maluperini)
Convidados: Felipe Sant'Anna (@felipether) e Matheus Moura
- Identidade do criador do BitcoinIdentidade de Satoshi Nakamoto · Grandes baleias de Bitcoin · Endereços de Bitcoin · Domínio bitcoin.org · Endereço IP da Califórnia
- Bitcoin e Atração de Capital HumanoUnidade de conta · Meio de troca · Reserva de valor · Teorema da Regressão de Mises · Dinheiro apolítico
- MicroStrategy e Estratégia de SaylorEstratégia de compra de Bitcoin da MicroStrategy · Ações preferenciais da MicroStrategy · Dívida para compra de Bitcoin · Venda de Bitcoin por Saylor
- Bitcoin Pizza DayPrimeira transação comercial com Bitcoin · Laszlo Hanyecz · Valor do Bitcoin na época · Evolução do Bitcoin
- Ciclos BitcoinRepetição do último ciclo de alta · Influência dos ETFs no mercado · Comportamento de investidores de varejo · Papel dos mineradores no ciclo · Psico-História e o comportamento de massas
- Vida Extraterrestre e Equação de DrakeParadoxo de Fermi · O Grande Filtro · Teoria da Floresta Negra · O Problema dos Três Corpos
- Criptomoedas e resistência financeiraQuebra da FTX · Colapso da Luna · Falência da Three Arrows Capital · Quebra da BlockFi · Vendedores forçados no mercado
- Uso de stablecoinsBRLA (stablecoin do Real) · USDC (stablecoin) · Infraestrutura de pagamentos internacionais · Programabilidade e padronização de stablecoins · Stablecoins como upgrade de moedas
E aí, pessoal, vamos começar mais um episódio do Podcast dos Sócios. Dessa vez, episódio especial, segunda semana, por uma data especial, né, Boludinha? Sim, é o nosso episódio que a gente sempre faz quando a gente não esquece. É, exatamente. O que acontece às vezes. A gente foi revisar quando foi feito, foi 2022, 24 e 25. Agora é a quarta vez, ou seja, esquecemos um ano. Esquecemos um ano, exato.
E sobre o que é o episódio de hoje? Vamos falar sobre o Pizza Day, que toda vez a gente explica, eu vou deixar os especialistas explicarem, mas é uma data especial para o Bitcoin, né? Então a gente sempre fala dele porque é uma data marcante. Em 22 de maio de 2010, um cara chamado Laszlo Raniecks, um programador, ele trocou 10 mil Bitcoins por duas pizzas. E isso deu uma certa noção de qual era o preço do Bitcoin na época, né?
Porque você tinha realmente esse valor real, olha, 10 mil bitcoins compram duas pizzas, sendo que hoje 10 mil bitcoins comprariam as pizzarias todas do Brasil e sobraria um troquinho ainda para comprar refrigerante. E antes de falar mais sobre isso, primeiro vocês estão vendo um cenário diferente, que a gente vai fazer sempre aqui, mas é mais um cenário que tem no Grupo Primo, quem geralmente usa é o Seth Sacanin, podcast Além da Ciência. Inclusive, no próximo episódio com ele eu fui convidado, falamos bastante dinheiro, inclusive...
de Bitcoin. Então estamos aqui hoje de maneira especial. E antes de apresentar nossos convidados, eu tenho dois recados para vocês. O primeiro deles é de um pacote que a gente vai fazer pela primeira vez junto com o pessoal da GF, do Ações Garantem o Futuro, do Luiz Barsi, a Luiz Barsi.
para aqueles poucos que não conhecem o Luiz Bárcio, ele é um investidor pessoa física da Bolsa de Valores, então investe há décadas já com uma metodologia comprovada e que funciona. E nós juntamos o que há de melhor na GF com o que há de melhor no Grupo Primo, então a próxima turma do Viver de Renda, os custos do Tiago, acesso à Finclass, lá na GF tem o jeito básico de investir, acesso ao aplicativo, um MBA de Value Investing que sozinho custava 12 mil reais, colocamos tudo isso num pacote.
E você terá acesso a 16 produtos pelo preço de um. Isso vai dar um desconto de 87%. Isso vai acontecer no dia 16 de junho. Para quem quiser mais informações, nós temos um QR Code aqui na tela e um link na descrição. Vale muito a pena participar. A gente chamou isso de O Legado.
devido à ideia do Barst passar o que ele tem de conhecimento adiante. Está com 87 anos, todos sabem que ninguém é terno, então ele quis fazer um negócio realmente impactante para alcançar o maior número de pessoas possível. E aqui no Grupo Primo, logicamente, a gente sempre tem a ideia de ajudar nessa disseminação de conhecimento. E agora outro recado é do pessoal da Coinbase. Então vocês estão vendo aqui.
Esta caixa de pizza, esse podcast é patrocinado pela Coinbase, as pizzas chegarão em breve. E para quem não conhece a Coinbase, é uma das maiores corretoras de cripto do mundo. Também são custodiantes de 8 dos 11 ETFs de cripto dos Estados Unidos. E você pode investir de maneira bem tranquila, baixando o app, fazendo tudo e enviando um Pix. A partir de R$10, você já consegue fazer isso. Sendo que, se você abrir sua conta utilizando o link que está aqui na descrição do canal, o QR Code na tela.
você tem um benefício, porque após a sua primeira compra de R$1.000, você ganha R$50 de cashback para você poder, inclusive, comprar mais cripto. Então, para quem quiser aproveitar, tem um QR Code aqui na tela, basta você se cadastrar, super simples para ter acesso a uma corretora muito segura, com muitas funções interessantes, inclusive uma de você poder deixar a stablecoin de dólar rendendo 7% ao ano, e aí você pode...
se embrenhar cada vez mais por esse mundo fantástico das criptomoedas. Recados dados, vamos apresentar nossos convidados, recebemos aqui novamente no Podcast Sócios, pela duzentésima segunda vez, Felipe Santana, ele é cofundador da Paradigma, a primeira empresa brasileira de research focada 100% em cripto, co-produtor do primeiro documentário sobre a rede Ethereum, autor do primeiro livro do mundo que também é uma carteira de cripto, e professor no VR Cripto. Felipe, bem-vindo novamente ao Podcast Sócios.
Obrigado, felizão de estar aqui com vocês mais uma vez e especialmente hoje com um convidado diferente, ansioso para o nosso papo. E recebemos pela primeira vez Matheus Moura, ele é CEO e cofundador da Avenia, o Stablecoin Platform Bank do Brasil, formado no ITA, começou sua carreira no BTG Pactual, foi sócio da Rix Capital, investindo em empresas listadas e privadas e fundou Ada Capital antes de fundar a Avenia.
A VN emite a BRLA, a stablecoin do real, e opera infraestrutura de API que grandes plataformas globais, como fintechs, exchanges e grandes empresas, usam para mover dinheiro dentro e fora do Brasil. Matheus, bem-vindo ao Podcast Sócios. Valeu, Bruno. Feliz de estar aqui nesse dia tão especial. Bom, começando a pergunta que realmente importa. Vocês estão vendo o babado dos aliens?
Eu queria ouvir a opinião do Felipe, porque o Felipe já falou o meu sogro viu. Eu adoro esse episódio, porque a gente sempre fala de coisas aleatórias e legais. A gente vai falar de Bitcoin, a pista tá chegando. Mas eu queria ouvir a opinião do Felipe, porque, cara, eu tô muito impressionado, a gente praticamente saiu, assim, de zero a cem, em questão de segundos, né? A gente saiu do governo americano falar que, olha, não existe, e quem pensa o contrário é conspiracionista retardado, pra não, nós temos quatro espécies diferentes e, por coincidência, são exatamente iguais ao que o pessoal da conspiração falava.
Tem o réptil grande, tem o grey. Eu adorei, que eles são muito parecidos no filme. Tem o jogador de basquete sueco, que são os nórdicos. Eu não vi as espécies específicas. Já descreveram? Já, já. Saiu no Fox, lá? No Fox News. Vou te mostrar, Felipe. Meu Deus do céu. Cara, eu... Vocês conhecem o paradoxo de Fermi. Sim. Que é a ideia de que tem uma chance muito grande estatística de ter vida lá fora. Cadê, né? Mas cadê a vida, né?
E aí tem algumas soluções propostas para o paradoxo de Fermi. Uma delas, acho que a galera chama de o grande filtro, é a ideia de que chega num ponto em que a civilização se torna capaz de se autodestruir, tipo bombas atômicas e tal, e por tretas políticas internas se autodestrói, por isso que a gente não vê vida lá fora. Mas tem outra teoria, que é a teoria da floresta negra, floresta escura. Isso, floresta negra. Que é a ideia de que as civilizações que passam do grande filtro...
e se tornam escutáveis. Pensa assim, a gente tenta mandar sinais de rádio, escutar sinais que vêm lá de fora. Mas se tem uma civilização que tem a capacidade de fazer um sinal, viajar por uma distância tão grande, ela tem tecnologia para fazer outras coisas, viajar em distâncias tão grandes e em velocidades muito grandes. Então ela tem tecnologia para fazer projéteis interestelares muito grandes e para destruir outras civilizações. Resumo da história. A gente não veria vida lá fora porque quem se expõe...
É morto, é destruído. Tem uma trilogia de ficção científica famosa, O Problema dos Três Corpos, que tem um dos livros que o nome é A Floresta Negra. Tem até uma série na Netflix. Quem não viu, vale a pena ver. Eu vi a primeira temporada, só céu mais.
Não, saiu a primeira só. Então não vale a pena. É, a primeira... Eu odeio isso. Você achou ruim? Não, eu achei muito boa. Agora tem que esperar dois anos. Eu também gosto de ver coisas que já... Já acabou, né? Apesar de saber tudo, está ótimo. É, mas é que as obras de ficção científica brabas mesmo, tipo a Fundação, que eu sei que você gosta muito, elas são, tipo, o time span delas, né?
A janela temporal delas é milênios, comprime muitas gerações, né? Então, é difícil botar na tela de um jeito que caiba, né? Inclusive, a fundação tem uma série na Apple que alterou bastante coisa, mas é até interessante, porque tem umas alterações que eu falei, pô, isso aqui foi uma ideia muito inteligente. Mas na fundação, você tem uma galáxia povoada de seres humanos e não tem extraterrestres. Não tem nenhum, entendeu? Então, você tem trilhões de seres humanos e não tem vida extraterrestre. E parece que não é assim, né?
Vamos ver, né? O que você acha? Essa candidiria que é só um raio bola. Ou você não acha nada, você nunca... É porque esses dois, deixa eu só ambientar a galera aqui. Esses dois, esses dois, eu não sei muito bem o Filipe. O Filipe sempre palpita, mas o Bruno adora essas histórias de extraterrestre e tudo mais. O povo não sabe desse lado. Ainda vou pra Varginha fazer uma pesquisa em campo.
sobre isso. Para ele me aposentar de vez mesmo? Não vai acontecer, então, né? Demorou uns anos. Eu e Maria Tereza. Meu Deus, coitado. Mas, Matheus, eu não sei. E você? Eu sou do que acredito que existe alguma coisa, assim. Tem que existir. Probabilisticamente. Como pessoa que gosta de matemática, não tem como eu dizer que não existe. Mas, de fato, o porquê que a gente não...
que a gente nunca viu nenhum sinal, é estranho. É, a sua posição, estatisticamente, ela é a correta, né? Porque se alguém fala que não existe, esse cara sempre pode ser provado errado. Ele fez IME, então acho que é... Fez ITA. ITA, acho que é correto mesmo. Pois é, eu penso nisso, né? Quando alguém fala assim, não existe vida lá fora porque não achamos nada até agora, isso pra mim seria o equivalente a eu chegar com a Maria Tereza na praia.
Pegar um balde de água, passar assim na água do mar e falar, tá vendo vida aqui dentro? Ela fala, não, então não tem vida em todo esse restante aqui. Uma conclusão bem estúpida, vocês concordam comigo? Mas enfim, vamos falar então de assuntos menos interessantes, mais imediatos, sobre ganhar dinheiro. Vamos começar com o Pizza Day, cara. Por que você acha que essa data é importante? Merece realmente ser celebrada, como a gente faz aqui nos sócios? Cara, não tem tanta importância assim? Ou a gente só viaja.
Não, ela merece totalmente. Tem dois pontos que eu acho que fazem dela uma data importantíssima na história do Bitcoin. O primeiro é porque a percepção narrativa em torno do Bitcoin mudou muito ao longo dos anos.
E esse momento, quando o Laszlo Renietti gastou 10 mil Bitcoin para comprar duas pizzas, foi o primeiro momento em que trocou-se Bitcoin por um bem físico, que se tem o registro disso, e foi um ponto de inflexão no capítulo da história do Bitcoin como meio de troca, como moeda, que era uma ideia muito forte que se tinha do Bitcoin lá atrás. E ao longo dos anos, a narrativa, a percepção em torno do Bitcoin foi evoluindo, foi mudando.
A gente já falou algumas vezes da metáfora com o mito do navio de Teseu, as peças foram sendo trocadas do Bitcoin, a narrativa foi mudando. Hoje tem gente que percebe ele como uma reserva de valor ou como um dinheiro apolítico e a narrativa do meio de troca não morreu. Stable coins, eu acho que suplantam a lacuna deixada pelo Bitcoin nessa narrativa hoje, mas ela tornou-se um capítulo importante da história do Bitcoin que já não é a narrativa mais importante.
Então, toda vez que tem Pitsaday, eu lembro que aquilo que a gente percebe como Bitcoin hoje não necessariamente vai ser o que a gente percebe daqui a 5, 10 anos. Esse é um ponto importante. E o outro ponto importante é porque esse evento me faz lembrar que a trajetória do Bitcoin, em inglês os caras falam...
Path Dependent, ela depende do caminho. Se você rolasse os dados e criasse um Bitcoin novo do zero, em circunstâncias diferentes, o caminho seria muito diferente. E o Bitcoin seria diferente se ele nascesse hoje do que na circunstância em que ele nasceu lá atrás. O que isso quer dizer? O sacrifício desse cara de abrir mão dessa potencial fortuna para comprar duas pizzas...
Mudou a história do Bitcoin. Assim como o sacrifício do Satoshi Nakamoto, que deixou um milhão de moedas lá paradas até hoje e não encostou. E vários desses eventos que, na época, talvez, a importância deles não estivesse tão clara, no todo, eles formam um caminho que é muito difícil de replicar e que é, pra mim, um dos principais fundamentos do Bitcoin. A lenda, o mito, o mistério, né? E esses memes estão curiosos como o meme do Pizza Day. Não é a sua opinião, Matheus. Cara, eu acho interessante o teu ponto, até que...
probabilisticamente, de fato, a chance de ter lançado o Bitcoin, mesmo naquele momento, e a gente está aqui muitos anos depois falando disso, é baixa. Muitas coisas de baixa probabilidade aconteceram.
Não só, por exemplo, do sacrifício dele gastar os 10 mil bitcoins, mas do cara que olhou e falou, cara, eu vou comprar essas pizzas para esse cara e vou receber esses 10 mil bitcoins, que eu sei lá quanto que isso vale, e vou dar duas pizzas e é isso. Vale a pena até falar sobre isso, né? Porque o pessoal pensa, pô, o cara da pizzaria fez o que com os 10 mil bitcoins? É um gênio, né? Nunca recebeu o cara da pizzaria. Foi outra pessoa que pegou e comprou as pizzas no cartão de crédito, né?
Aí ele comprou e pegou os bitcoins pra ele. Aí esse cara vendeu, pouco tempo depois. Tava viajando com a namorada de vã pelos Estados Unidos e gastou tudo. Você tava falando agora pouco de gastar dinheiro, né? Esse aí gastou. Essa foi a viagem mais cara da história. É, provavelmente. Mas aí vocês falaram, pô, o sacrifício que esse cara fez. Eu penso de maneira diferente, não foi sacrifício. Porque 10 mil bitcoins não era nada na época. Aí o pessoal fala, pô, ele é um idiota. Eu fico pensando, cara, se ele topou gastar 10 mil bitcoins em duas pizzas, quanto que ele tinha de bitcoin? Provavelmente muito mais, né?
Inclusive sobre o Satoshi Nakamoto, eu tava pensando outro dia. Você fez um vídeo muito bom sobre quem seria o Satoshi. E agora toda hora alguém acha que descobriu, né? O New York Times, não sei o quê, pesquisa, documentário. E eu fico pensando, se eu fosse correr atrás disso realmente, sendo pago por alguém, as primeiras pessoas que eu olharia são as grandes baleias. Porque se o cara minerou um milhão de bitcoins e falou, cara, isso aqui fica pra trás porque estão chegando perto de mim, não quero que me descubram. E ele teve tanto tempo assim?
Até agora, sem ninguém saber quem ele é. Será que ele não comprou muito Bitcoin depois? Comprando nessa época, deixa eu pegar 20 mil dólares e comprar alguns milhares aqui, aí subir um pouco de preço, deixa eu comprar mais alguns milhares. Só está vendendo agora, por exemplo, que já tem uma profundidade de mercado maior, que foi feito, entre aspas, o IPO do Bitcoin, com os ETFs lá nos Estados Unidos. Porque a chance do Satoshi Nakamoto, se ele estiver vivo, ser uma das grandes bares do Bitcoin...
pra mim é muito grande. É, faz sentido. Tem tanto que ele simplesmente... Não, ele deixou pra trás. Deixou pra trás um tanto, é. Agora eu posso comprar ou minerar de outra forma. Quanto que uma baleia tem hoje? O que que define uma baleia? Fiquei curioso. É subjetivo? Não, acho que tem uma... Eu não lembro se é mil, dez mil, mas acho que... Mil bitcoins? Então, mil bitcoins, cara. Mil bitcoins. É nada pra quem tava comprando lá em 2012, por exemplo.
Eu lido isso o Bitcoin, nos fóruns, você vê, o pessoal fala, acabei de criar um Bitcoin Wallet, o cara, vou te mandar 50 Bitcoins pra você testar. Tipo, eu mandava, 50. 50 Bitcoins hoje vale quantos milhões, amor? Fala aí. De um concurso de videogame, que era assim, em primeiro lugar, tipo, 200 dólares, segundo, 100 dólares, terceiro, 25 Bitcoins.
Não valia nada, entendeu? E esse cara provavelmente perdeu isso. Porque como não valia nada, ele não tomava conta direito. Mas você perguntou sobre o valor. Quanto tá o Bitcoin hoje? Eu gosto sempre da gente botar. Deve estar em torno de uns 78 mil dólares, né? A última vez que eu olhei a gente entrar aqui, tava por aí. 78? 78 mil dólares. A minha pulga atrás da orelha é, se você é o Satoshi Mineiro, um milhão de moedas, quanto você vai comprar pra ficar de boa, entre aspas?
Pra ficar de boa? Tipo assim, minera um milhão. Ah, mas eu vou deixar preservado sem tocar por causa da lenda e vou comprar pra ficar de boa. Essa é a hipótese que você elaborou aqui. Cara, eu acho que na época pra ficar de boa, acho que ele teria mirado algum número, tipo, um número redondo grande, 50 mil bitcoins. Só 50 mil? Só um vinteavos? Não valia nada, 50 mil bitcoin não era nada. Então, mas ele confiava, né? Que ou vai valer muito ou vai ser zero.
Então, pode ser muito mais do que isso, entendeu? É. Mas 50 mil já seria uma fortuna gigantesca. É. Eu não vou ter os números de cabeça, mas se você for olhar um chain, são pouquíssimas entidades que têm, tipo, mais de 50 mil, 100 mil Bitcoin.
O Saylor até agora, Michael Saylor da Strategy, não chegou no Satoshi, mesmo comprando que nem um psicopata. Mas acho que até o final do bear market ele chega. Ele está em uma velocidade muito grande. Quanto que o Satoshi tem, teoricamente, parado lá, que ninguém mexe? Mais ou menos um milhão. Um milhão de bitcoins. De bitcoins. São 22 mil e poucos endereços diferentes. Inclusive essa é uma discussão técnica que a galera tem também, porque na época, para cada bloco novo que você minerava, gerava um endereço para você receber as moedas. Então ele tem 22 mil...
chaves privadas. E ele tem que ter registrado isso em algum lugar e ser capaz de acessar tudo isso se for pra ele gastar um dia, né? Não tem muita gente que considera as moedas perdidas só por causa dessa consideração técnica. Tecnicamente é difícil até ele ter tudo guardado e conseguir mexer em todos, né? Já esqueceu das chaves todas. E não é assim, você tem 20 mil blocos de 12 palavras. Era o endereço Pix aleatório.
Então tinha lá 1, 3, J minúsculo, A maiúsculo, W minúsculo. Você trocou o W minúsculo por um maiúsculo? Errou, você já não acessa mais, entendeu? É verdade. É, então ele tem essa grana espalhada e, cara, se eu pessoalmente... Ai, gente, já morreu, né? Né? Não sei quem acredita que ele tá vivo. Eu não sei. Você acredita que ele tá vivo? Eu não sei. Eu acho que ele já morreu. Meu voto, Deus o tenha.
Eu acho que olhar as baleias é um caminho, mas eu pessoalmente, se fosse pago não, porque dinheiro nenhum me faria ir atrás. Mas se tivesse uma motivação extraterrena para descobrir ele, eu acho que tem algumas pistas da época que são pontos de novelo relevantes.
Tem duas que me vem à cabeça agora. O endereço de IP da Califórnia. Tem o endereço de IP da Califórnia, que ele usou em um momento no passado e que se você for atrás da empresa, encontrar alguém que trabalhava nessa empresa na época, talvez essa pessoa possa fornecer alguma pista. Tem o domínio, bitcoin.org, que ele também comprou de um cara que aceitava até cash na época para vender domínios.
E esse cara é um cara super libertário, europeu, holandês. Acho que nunca aparece na internet em entrevista nenhuma. Ninguém sabe como o Satoshi pagou ele até hoje. Então tem alguns pontos de novelo que daria para puxar. Provavelmente não foi em dinheiro. Foi alguma transferência eletrônica. Por que não foi em dinheiro? Um envelope com cash pelo correio? Em que ano foi isso? Talvez um envelope com dinheiro pelo correio possa ter sido. Mas eu digo uma transação do tipo, toma aqui o seu dinheiro.
Acho que isso é muito difícil. Foi em 2008 que ele comprou o domínio. Inclusive, ele comprou outros domínios antes. Em 2008, o Bruno queria comprar um carro. Em 2008? Não, era em 2018. Em 2008, eu estava na academia militar no segundo ano. É, foi mais tarde. 2012, 2010. O Bruno saiu da academia militar e ele queria comprar o carro, pra quem não sabe. E aí, ele não sabia como comprar um carro. Ele queria comprar a vista. Então, ele achou que ele tinha que levar uma mala de dinheiro.
Era tipo PC60. Não sabia. Tá, vou tirar o dinheiro no banco e dou o dinheiro todo aqui. À vista? Juntei o dinheiro. Eu tenho o dinheiro no banco e já fazia muitas economias. Mas ele não sabia como tirar o dinheiro. Fiquei surpreso. Existia TED? Existia. Mas eu pensei, será que eu der no dinheiro? Eu pensei, se eu der no dinheiro, não tem um desconto? Aí o cara me olhou pensando, porra. No Rio de Janeiro ainda, né? De onde é que vem esse dinheiro? Não, eu juntei.
Não, aí o cara falou, não, você pode trazer um cheque cruzado, pode fazer um TED. Nem lembro, como foi a transação no final? Foi no final, acho que foi cheque, sabia? Foi cheque. Foi cheque. E comprou o carro? Comprei. Comprei. Pessimamente. Qual que era? A gente se arrepende todos os dias. Quebrou os quatro mil eletros. Porra, é que não existia ainda. Não, não é.
Aliás, já existia, era 2010. Mas você não tinha conhecimento. Só ouvi falar em 2013. Mas enquanto você falava da reserva do Satoshi, eu fui olhar o quanto que as companhias públicas têm hoje. As companhias públicas, todas aquelas listadas, hoje têm em torno de 1 milhão e 243 mil bitcoins. Sendo que disso, 843 mil são da estratégia do Michael Saylor. Então, faltam 200 mil bitcoins ainda para ele chegar no Satoshi. Acho que realmente nesse bear market não dá tempo não, porque é muita coisa.
E ele até agora só comprou, né? Mas as chances de que ele comece a vender estão aumentando. Então, se você pegar os mercados de previsão aí, a chance já está mais de 20%. Acho que deve estar entre 30% e 40% de que ele venda algum Bitcoin até o fim do ano. Até o fim do ano? É. Vou até conferir aqui para não falar besteira, mas sim. Por que eu perdi? É que ele é obrigado a pagar os dividendos agora. Entendi. Ele pegou muito empréstimo para comprar Bitcoin, né?
A empresa dele não gera caixa suficiente pra pagar esse empréstimo. Entendi, ele vai ter que vender pra pagar. Ele já disse no passado que jamais venderia Bitcoin, inclusive ele vai ser crucificado quando ele começar a vender por causa disso, mas em algum momento ele vai ter que vender pra pagar os dividendos.
E ele tem falado em vender Bitcoin. A justificativa dele é de que ele pretende inocular, vacinar, imunizar o mercado. Tipo assim, quando ele precisar vender, ele conseguir vender sem que o mercado entre em pânico e o preço colapse. Porque isso é muito ruim pra ele também. Se ele vender demais. Ele baixa o valor da reserva dele. É. A capacidade dele de conseguir mais dinheiro também. O que o Michael Saylor fez, amor, pra você entender?
Quando entra esse mercado de baixa, essas empresas que têm muito Bitcoin, elas acabam caindo até mais do que o Bitcoin. Elas ficam abaixo do que a gente chama de M-Nave, que é a comparação entre o que ela tem de valor do negócio com o valor do Bitcoin. E aí, o que ele fez para continuar comprando? Ele criou uma ação preferencial, aqui no Brasil a gente tem também, mas lá fora funciona quase como se fosse um título de dívida, e essa ação paga 11,5% de dividendo ao ano.
Para quem gosta de mercado e pega a média de retorno do S&P de longo prazo, fica alguma coisa em torno de 10% ao ano. Então ele paga mais do que retorno de longo prazo do S&P. E aí quando o pessoal vai comprar essa ação, compra da empresa, o dinheiro vai para a empresa. E a empresa pode usar esse dinheiro para comprar Bitcoin. Só que ele é obrigado a pagar 11,5% ao ano para o detentor dessa ação. Então ele está assumindo uma dívida de 11,5% ao ano para comprar alguma coisa que na visão dele tem uma taxa de retorno terminal de 30% ao ano.
Ele considera que, por enquanto, ainda vai subir mais do que isso, tá? Mais a taxa de retorno terminal de 30% ao ano. Então, se você pensa e extrapola isso ad eternum, é um baita de um negócio. Só que tem ano que o Bitcoin vai dar menos 50, tem ano que vai dar menos 40. E esse fluxo de caixa que ele tem que pagar para os acionistas continua existindo. Ele é obrigado a vender para pagar esse fluxo? Não, ele pode vender mais ações, mas pode ser que a atratividade dessas ações diminua, porque o pessoal pensa que não vai ser pago. Inclusive, eu queria, já pegando esse ponto, falar do ciclo, né?
Vocês acham que a gente vai ver realmente a repetição do último ciclo? Está caminhando para isso? Agora que o Bitcoin chegou na média de 200 dias, bateu, está voltando? Ou que, por exemplo, o Saylor tem poder para mudar esse ciclo, devido ao tanto que ele compra, volumes bilionários e também a maneira como ele mexe com o mercado? Poder todo mundo tem, acho que as forças interagem e produzem.
Esse resultado que a gente chama de ciclo quadrenal do Bitcoin. Poder todo mundo tem, tem cada vez mais poder na mão dos institucionais versus do varejão, mas até agora eu não vi nenhuma evidência que me faça desacreditar no tal do ciclo.
Já falei isso várias vezes aqui, em momentos passados. A galera pergunta, mas agora vai, agora o Bitcoin não vai mais subir. Ou agora, no ano passado, novo paradigma, o Trump está abraçando o Bitcoin, vai para a lua, um milhão de dólares, não vai mais cair. E todas as vezes a gente bateu na tecla de que até hoje os ciclos obedeceram a variação dos humores, a natureza humana, e até agora ele está se repetindo à risca. O que você acha, Matheus?
O problema dos institucionais é que eles não movem tanto o mercado. Eles são ou muito passivos, os ETFs, ou tem uma estratégia muito clara, que na sua maioria eles são holders. E aí no final, quem move o mercado? Quem está comprando ou vendendo alavancado? Direcionalmente, então nem são os market makers, os arbitradores. Literalmente, compradores alavancados que são, em geral,
tem comportamento de manada... Pessoas físicas pouco prudentes. Modeladas com comportamento humano. E os mineradores, que aí eles têm um ciclo do negócio deles, que a depender da situação, eles são meio que obrigados a vender ou manter, é o que faz mais sentido lógico e econômico ali a cada momento. E essas duas coisas eu não vejo mudando, pelo menos não agora.
Então, apesar de ter institucional e ser uma novidade no mercado, é difícil você imaginar que vai mudar por causa dos ETFs, esse tipo de coisa, sabe? Porque eles são players que têm um comportamento muito modelável, inclusive, de o que eles vão fazer. Não é que eles têm um mandato tão amplo. A gente não tem head fund.
do tamanho dos ETFs, operando de uma maneira que não é arbitragem, né? Tipo, Jane Street, Wintermute, todos esses caras operam arbitragem. Ele quer ganhar um pouquinho sempre, com muita certeza. Ele não quer fazer grandes posições direcionais. Então, não sei. Você até tem pontualmente pessoas grandes que viram manchete por causa que vendeu, comprou, tipo o Mark Cuban. Esses dias ele declarou que vendeu todos os bitcoins dele. Agora? Acho que foi ontem, é. Nossa, na baixa? Pois é, né?
E aí do outro lado você tem, tipo, a SpaceX, botou lá nas informações do IPO deles que eles têm um bilhão e pouco de Bitcoin. Então você tem notícias aqui e ali, mas concordo com o Matheus que a galera grande tem um horizonte mais de longo prazo, é um pouco mais imune às oscilações de curto prazo do mercado.
E o mercado segue sendo o mercado. O pessoal que o ano vê descer um pouquinho, vão vender tudo. Aí depois o pessoal começa a subir, começa a comprar e sobe mais ainda. É que o ETF é ditado pela pessoa física. Não só pessoa física, tem institucionais também que são clientes, mas se o preço está subindo, geralmente tem mais fluxo de gente querendo comprar, então eles vão comprar Bitcoin. Se o preço está caindo, então eles são muito mais uma consequência do que alguém que está editando o movimento. Mas eu pergunto do Saylor.
Novamente, usando a analogia lá com o livro A Fundação, que eu gosto bastante, porque lá na Fundação tem um cara, que é o Harry Seldon. Ele cria uma disciplina nova, chamada Psico-História. E o que é a Psico-História? É muito difícil prever o comportamento de um único ser humano. Eu sempre dou o exemplo de quando eu jogo o Edu, que é meu auxiliar no lago.
Se eu jogo uma pedra, ela afunda. Se eu jogo uma garrafa de água vazia, ela boia. Se eu jogo o Edu, não sei se ele vai afundar, boiar, ficar feliz ou sair do lago e me dar um tiro, porque ele é vingativo, eu não sabia disso. Um ser humano é imprevisível. Agora, se eu pego uma grande massa de seres humanos e jogo num lago, eu sei que, estatisticamente, dois a cada cinco não sabem nadar. Tô chutando a estatística, tá? Mas deve haver uma estatística, sim, pra números cada vez maiores. Na fundação, você tem trilhões de seres humanos.
Como é muita gente, ele consegue modelar o comportamento das pessoas a ponto de poder prever o curso da história. E lá, inclusive, prever que o império galáctico vai cair. Ele quer evitar uma idade das trevas, então ele faz uma fundação com pessoas notáveis e um canto da galáxia para que a preservação daquilo que foi construído, em termos de ciência, fique presente e a gente tem um período menor de trevas.
Só que esse cara, ele prevê tudo, exceto quando chega, aqui é um spoiler, mas o livro foi lançado há mais de 60 anos, então a culpa é sua de não ter lido. Exceto quando chega um mutante. Porque esse cara é um indivíduo tão notável que fica difícil prever o comportamento. Ele tem poder de alterar a história. E aí a previsão dele começa a dar errado, entendeu? O Michael Saylor é o mutante da história. Ele é o cara que tem mais poder hoje na ponta compradora do Bitcoin.
Quem que está comprando bilhão a cada semana? Só ele, né? Eu pensei, será que é tanto volume que no final ele vai conseguir alterar um pouco o comportamento do ciclo? Ou será que a gente não está vendo um comportamento que não vai se repetir? Porque o fundo do último ciclo, ele aconteceu em outubro da vez passada, em 2021? 2. 2. 2. 2. Por conta da quebra da FTX, né? Então teve uma grande corretora quebrando. Se não fosse essa quebra, inclusive se não tivesse quebrado, o Sunbank Manifred teria ganho muito dinheiro, porque ele investiu em várias empresas de ar.
Se não tivesse quebrado, o fundo teria sido antes. Teria sido, acho que até anotei aqui. Julho, agosto. É, por aí, julho, agosto. Será que a gente não vai ver um fundo agora que seria no período correto, sem alguém muito grande quebrando? O que vocês acham? Dá para acreditar no ciclo? Não dá? Vocês esperam que uma baleia quebre? O que vocês estão esperando agora? O problema é que quando começa um movimento de queda, ele é recursivo, um pouco reflexivo.
Então, tipo, o fato de ter um movimento de queda pode fazer com que alguém que está imprudente do ponto de vista de capital quebre, que aí essa pessoa vai vir um vendedor forçado. Que, de certa forma, foi o que aconteceu na FTX. A Luna... Não sei se foi o Mark Cuban que tatuou a Luna no braço. Não, foi o...
Careca. Novo Grátis. Ah, eu falo Novo Grátis, na verdade. Muito louco. O cara bilionário tatuou uma moeda que foi a zero e implodiu o mercado. Já deve estar lá tirando, né? Ah, deve ter tirado já. É, porque agora tá na moda. Era de rena.
Era, não sabia se ia dar certo. Mas, cara, Luna quebrou, que a Three Arrows Capro, na época, estava super envolvida com isso, acabou quebrando. Aí a Alameda estava meio que com esse problema, a FTX teve um problema de saque, o fato dela estar fazendo coisa errada acabou que ficou notável e teve toda aquela confusão da Binance. BlockFi quebrou também. Aí começou, um monte de gente quebrar, né? E é louco isso. E pode ser uma coisa parecida. Talvez o movimento não é tão grande.
Mas ele, como na teoria da massa de seres humanos, vai ter alguma firma imprudente, que vai virar um vendedor forçado e vai levar a gente para mais uma pernada para baixo. Mas você acha, então, que é estatisticamente provável que a gente veja alguém quebrando nesse mercado? Depende. É um mercado nos alavancados. Se a gente...
Eu me preocuparia se o Bitcoin, por algum motivo, fosse para 50 mil dólares, que poderia ter alguém underwater, assim. Mas hoje, o que faria o Bitcoin para 50 mil dólares? Alguém quebrando antes. No sentido de mudar o custo da história, talvez para a ponta negativa, o Michael Seller consiga mudar. Por exemplo, se ele começar a vender. Ah, entendi. Imagina amanhã ele anunciar que vendeu um bilhão de doses de Bitcoin. Ele pode ser um mutante no sentido ruim também, de fazer o ciclo durar mais porque ele vai vender de maneira forçada.
Eu vou trazer outra trilogia de ficção, que é Duna. Em Duna tem um conceito que é o conceito do caminho dourado. Tem um cara lá que é presciente também. Ele nem apareceu nos filmes ainda. E ele enxerga todos os futuros possíveis para a humanidade. E aí a humanidade se autodestrói. Ou seja, ele tem o poder de ser ansioso.
Ao mesmo tempo. E aí ele vê que a humanidade dá shabu em todas, se destrói em todas, exceto por um único caminho muito estreito, que é o tal do caminho dourado, o Golden Path, que contraintuitivamente envolve ele fazer coisas que no curto prazo parecem muito erradas. Então em Duna tem um planeta lá que se chama Hacks, que tem o Spice, não sei se vocês já viram o filme, que é uma poeirinha.
que é usada para viagem espacial. É a commodity mais valiosa. É a commodity mais valiosa. Inclusive, tem gente que faz uma analogia com compute, com computação hoje. Tem gente que fala que Taiwan é a Hacks, é o planeta que guarda o grande estoque dessa commodity hoje.
E aí, nesse planeta, Duna tem... Nesse universo, Duna é um planeta super difícil de habitar, só a galera do deserto mora lá. Os Freemen. Os Freemen, mas tem a commodity valiosa, que é necessária para qualquer tipo de viagem espacial, porque é o que alimenta as naves dos caras lá e tal. E aí, a Golden Path envolve... Vou dar spoiler também, desculpa, galera.
envolve esse cara ser um mega imperador, por mais que ele seja benévolo, ele acumular muito mais poder do que ele gostaria, ele parar com o suprimento de Spice, cessar todo tipo de viagem intergaláctica pra que a humanidade fique presa nos planetas que ela habita e pare de viajar, pra que isso gere uma curiosidade e uma vontade de explorar tão grande, por conta do período em que a humanidade vai ficar presa, que a hora que der pra viajar de novo, a humanidade vai sair que nem louca explorando.
e vai se dispersar pelo universo de uma forma que vai ficar tão descentralizada que não vai mais dar para se aniquilar. Entendi, vai sempre sobrar alguém. Vai sempre sobrar alguém. Então, se a gente pegar o modelo mental dessa história em vez da fundação, o Michael Saylor pode ser o imperador centralizador que vai fazer a galera bitcoiner sentir tanta dor que nunca mais vai conseguir ter alguém que vai acumular tanto bitcoin assim.
Duvido, né? Vocês são tudo... Você, por exemplo, acumularia o quanto quiser. Inclusive... Mas é difícil por outros motivos. Não porque você não quer. Exato. Se for bem baratinho, o Felipe compra tudo. Nunca vai a zero. Eu compraria tudo. Ele sempre falou isso. Tem gente que vai comprar. Talvez o Sailor seja essa força centralizadora que a galera não gosta no curto prazo, mas que vai ser importante no longo prazo. Vai nos lembrar de que...
Se você encontrar seus ídolos, mate eles. Você não deve idolatrar o Satoshi, o Sailor, ninguém. Bitcoin é de todo mundo, não é de ninguém. Então pode ser uma força desse tipo no curto prazo. A gente falou de Luna. Eu lembro de que a Luna, na época, pagava 19,5% para quem depositava dinheiro lá. Que é um patamar de retorno que ficou fixado na minha memória depois dessa quebradeira. O que é um patamar de retorno...
que a galera que manja de mercado nota que é alta demais da conta. Até para o Brasil, né? 19,5% em real, pô, até fica meio suspicioso, assim. É muito alto. É muito alto. Mas, por outro lado, não é.
Tão alto quanto uma pirâmide descarada, das mais bizarras que tu vê, né? É um retorno que um banco teria num crédito com algum tipo de garantia muito boa. Home equity da vida, entendeu? Tipo isso. Então, tipo, é muito alto, mas ainda é aceitável. E o Saylor começou a se financiar para essa empreitada bitcoiniana dele, pagando 0%, pegando dinheiro sem juros.
Aí depois começou a pagar 1%, 3%, 4%, já está em 11,5%. 11,5%. Quanto mais chega perto do que eu chamo de limiar de luna, mais eu fico receoso, porque não dá para durar para sempre. É, e você vê também que não é uma questão de 11,5% num vencimento daqui a 5 anos, né? É uma obrigação anual. É, então, isso é muito diferente. Pois é, então. 11,5%, bullet, porque em 10 anos, beleza. Aí você está totalmente o ciclo a seu favor, está tudo a seu favor.
A hora de BTC aqui no Brasil acabou de pegar com Itaú. Acabou não, já tem umas semanas, mas pegou 210 milhões com Itaú para pagar em 5 anos, mas é tudo no vencimento. E a taxa de juros era CDI mais 1,65, algo assim. Quanto é o CDI? CDI hoje está em 14, por conta da queda da Selic, mas pode cair mais. Então o CDI vai mudando, mas a tendência do CDI, apesar de uma inflação que está vindo mais alta do que o Banco Central esperava, ainda é uma tendência mais baixíssita, alguma coisa em torno de 13%. E aí
12 até o final do ano, né? Pode ser que mude. Mas aí a tese é que o Bitcoin valorize mais do que esse por ano. Exato, mas o negócio é daqui a 5 anos, eles provavelmente vão ter que vender Bitcoin pra pagar esse empréstimo, ou fazer um novo empréstimo pra pagar o antigo e continuar o fluxo de compra. Mas é um negócio que é muito mais tranquilo, na minha opinião. Com prazo de vencimento e um pagamento só no final, entendeu? Agora, se você tem um fluxo de pagamento realmente, é um negócio que fica bem mais arriscado.
A gente começou a falar um monte de coisa como se a gente tivesse começado a conversa já iniciada e a gente nem perguntou as coisas para o Matheus se ele é holder, como ele pensa o Bitcoin. Você acha que Bitcoin é lixo? Só este é bom com a empresa. É, vocês chamaram o cara, a gente nem tem ideia. Por favor, Matheus, dê sua opinião. Cara, eu me considero, do ponto de vista de, como investidor, me considero mais Bitcoiner do que qualquer coisa.
Assim, eu gosto muito de blockchain e de cripto como tecnologia, até por isso que eu trabalho com isso, trabalho com stablecoins. Stablecoins, efetivamente, são muito mais um bicho de infraestrutura do que um negócio de investir. Beleza, você vai... É um investimento, mas é um investimento de renda fixa, né? Mesmo Coinbase 7%, você está investindo 7% em dólar, no limite. Não é por causa da stablecoin que você acha que agora é melhor 7% em USDC do que 7% em dólar. É a mesma coisa, a diferença é que...
é o SDC e não o dólar. Inclusive, tem que ser a mesma coisa, né? Porque a gente está partindo da premissa que a stablecoin é stable. Mas o bom dividir investimento, para mim, Bitcoin, sim, de fato, existe uma tese muito crível. E eu acho que existem alguns argumentos da galera sobre por que o Bitcoin é bom, etc. E muitos, ah, o ouro durou 10 mil anos, só quem compra Bitcoin é jovem, coisas assim, mas, cara, é o ciclo da vida, né?
Eu quero estar do lado de que todas as pessoas mais novas estão agora acreditando e comprando, porque as pessoas morrem, como você falou um pouco antes na abertura do podcast. Então, assim, é muito claro para mim a tese de ser um novo ouro e um ativo de reserva.
Existem seus riscos, a computação quântica, etc. Mas, assim, ouro também tem. Quando a gente vai conseguir minerar um asteroide, parece uma loucura isso aqui, mas alguém botaria a mão no fogo e falaria vai ser impossível, nunca a humanidade vai minerar um asteroide? Eu não boto a minha. Então, assim, quando você vai para o resto, aí eu acho que...
Tem diferentes opiniões, né? Tipo, ah, Ethereum, Solana, essas coisas vão hold value no longo prazo? Ou não, né? O próprio modelo de não ser proof of work, ser proof of stake, o custo é baixo de você manter essas coisas running. E aí fica a pergunta, ah, mas isso aqui é como se fosse um computador, ah, um AWS. Tá, é um AWS ou é um HTTP? Ou é um SMTP, protocolo de e-mail? Quanto que o SMTP gerou de valor?
Gerou de valor para as empresas que utilizaram, não capturou nada. Então, fico muito na dúvida se vai ter captura de valor marginal nas blockchains, por mais que elas sejam incríveis. E você vê coisas como Polygon criando uma empresa financeira de pagamentos internacionais dentro da própria Hold. Ele é o dono da blockchain e o supporter, como Polygon Labs, mas ele também vai ter a própria empresa dele de pagamentos.
que é o lugar que talvez a Polygon vai gerar valor. Será que a Polygon Blockchain vai capturar valor? Não sei, no longo prazo. Mas esses caras têm um war chest para criar coisas adicionais. A Ripple, por exemplo, tem criado um monte de produtos adicionais. Mas não é exatamente a Blockchain que captura valor. Consequentemente, não é o token. Porque o token não está me dando Polygon Labs, mas a empresa de pagamento. Ele está me dando a Blockchain. Então, eu sou um pouco cético com as outras... As outras...
os outros criptos assim eu sou mais do existe algumas que eu acho que dá para você ter tese Zcash talvez você consegue criar uma tese similar a Bitcoin com privacy tal mas no geral
Eu sou mais bitcoiner, assim, holder. Ok, ele pode continuar sentado na mesa daquela sala. Nasci bitcoiner, desvirtuei e voltei. Como todos. Exato, é falar que essa é a trajetória mesmo. Mesma coisa, você começa a comprar bitcoin, fala, pô, tem vários outros, vai lá, vamos se arriscar nos outros, aí você perde dinheiro em comparação com bitcoin e fica cada vez mais bitcoin. Mas quando que você descobriu o bitcoin? Você estava no ITA ainda? Cara, essa história é triste. Uma história triste.
Em 2012, um colega de Ita, amigo... Perdeu quantos? Reuniu uma galera. É sempre assim. A gente tem vários amigos. A gente era militar, né? A gente era militar, né? A gente era militar no Ita também. Ganhava um soldo. Na época, acho que era 980 reais. O que é soldo? Soldo é o salário. É o salário. Que vem no contra-cheque. Ganhava 980 reais. E aí, um amigo meu veio com uma grande ideia. Ele falou, cara, tem esse negócio. Sempre tem. Qual que era o ano? 2012. Primeiro ano de faculdade. Tem esse negócio, Bitcoin.
E se a gente colocasse um mês de salário nosso, R$980 nesse negócio? Dá uns tantos, olha aqui, ele já dobrou nos últimos sei lá o quê, se dobrar de novo, imagina que multiplicou por 10, vai ter R$9.000, vai multiplicar por 100, vai conseguir comprar um carro. Aí eu pesquisei, né? Falei, Silk Road.
Bitcoin usado pra comprar arma. Bitcoin usado pra comprar droga. Você fazia o que no ITA? Qual que era o curso? Engenharia mecânica. Mas nessa época era o fundamental, né? Então, era o básico ainda. Aí eu virei pra ele e falei, cara... Todo mundo reunido e ele deu essa brilhante ideia. Eu falei, isso aqui é dia de bandido, cara. Não tá entendendo. Olha aqui! A gente vai ser preso comprar isso aqui. E aí eu consegui convencer todo o grupo a que não fazia sentido ninguém comprar.
E ninguém comprou, inclusive eu. Eu também não comprei. Eu comprei novamente em 2016. Essa história é triste mesmo. É triste. 2012. Aconteceu algo parecido. Quando será que tá 2012? Ah, era muito barato. Acho que é 10 doses, 20 doses. Era muito barato. Em 2000 e...
14, eu fui mostrar o Bitcoin para uns amigos meus tenentes na bateria antiaéria paraquedista. Aí tem um amigo meu que era você, o Diogo. Quando ele olhou assim, ele falou, puta, Bitcoin? Tá de sacanagem com a minha cara, né? E só eu continuei no Bitcoin, ninguém fez nada. O Diogo é do chocolate? Do chocolate? Como assim? Aquele que não sentia falta de chocolate. Não, esse era o Cavalcante. E o que o Diogo faz hoje?
tá no exército. Tá super bem, tá ótimo. Mas, quando ele contou a última vez, ele falou e disse, porra, cara, lembro quando você me mostrou esse negócio, porque o cara viu, assim, muito barato e na época ele não deu valor, né? Mas era normal, né? E algumas pessoas olhavam pra aquilo e falaram, cara, realmente tem valor. É uma coisa que Duca... E podia não ter mesmo, né, gente? Pois é. É um negócio que você jogou a moedinha pra cima, você jogou e deu errado.
Alguém, poucas pessoas deram, talvez jogarem pra cima. Muitos dos futuros possíveis não deu nada. Mas fica a lição pra todo mundo que já passou por histórias dessas, e todo mundo já passou. Até quem é super bitcoin e convicto já foi o sético um dia, né? A lição é que quando tu enxerga uma oportunidade muito assimétrica na tua vida, às vezes tu não precisa estar 100% convicto pra dar uma mordidinha nela, né?
É que mil reais não ia fazer tanta falta. Não, era a remuneração de um mês naquela época. Dava pra comer bolacha. Mas provavelmente você também não teria mantido durante muito tempo o Bitcoin. É, isso é o meu alento. É assim que eu me convenço. Eu não teria vendido em nenhum ano, né? Exatamente. Mas sobre isso, o Nassim Taleb tem uma frase muito boa. Ele fala que o entendimento é um substituto pobre pra convexidade.
Você pode não entender, mas se for muito convexo, se for a zero, você perdeu mil reais. Mas se multiplicar por cem o que aconteceu naquela época, você ficou milionário, então vale a pena você entrar naquele negócio. É que mil reais naquela época era quase uns oito mil reais hoje. Era muito. Era algo assim, né? Foi uma inflação cavalada desde 2012 para cá. Não acho que não chega a oito. Cinco mil, talvez. Multiplicou bastante, mas mesmo assim, valeria a pena. Mas é muito mais fácil olhar de perspectiva. Mas eu queria saber.
Como é que vocês acham que o Bitcoin vai ser visto daqui a 10 anos, por exemplo? Porque o Felipe falou, nós tivemos várias fases na adoção do Bitcoin. E aí, lá atrás, o pessoal acreditava no que estava escrito no paper do Bitcoin, não, sistema de dinheiro eletrônico. Hoje em dia, ainda tem pessoas que pregam isso, que o Bitcoin vai ser utilizado como dinheiro eletrônico, um meio de troca, por exemplo. Embora stablecoin sejam muito mais interessantes para isso, na minha opinião. E tem essa visão de que não, é um ouro 2.0.
é uma reserva de valor. Eu, particularmente, sou muito mais adepto já há bastante tempo da ideia de reserva de valor. Acho que o Bitcoin tem um problema fundamental ao ser usado como um meio de troca. E talvez até por isso não seja correto a gente chamar o Bitcoin de uma moeda. Porque das três funções da moeda, a gente tem umidade de conta, meio de troca e reserva de valor. Qual, na opinião de vocês, é a função mais importante? Reserva de valor. Eu já pensei assim.
Porque se eu junto alguma coisa que tem valor, eu não tenho a resposta certa, é uma questão de opinião. Eu já pensei assim, porque se eu tenho uma coisa que mantém valor ao longo do tempo, pode ser que quando eu for negociar com o Matheus, ele fala, não, cara, não pague em real, não, porque você quer um lixo. Eu quero o Bitcoin. Então, ele demanda que eu pague ele em Bitcoin porque mantém valor. Então, da reserva de valor, como aconteceu com o ouro, viria a questão de se tornar um meio de troca e depois, se todo mundo usa, não dá de conta.
Só que há muitas moedas que não são reserva de valor e mesmo assim continuam moedas. Como, por exemplo, o próprio real. Não dá pra falar que é uma reserva de valor se ela perde, de maneira programada, 4% de valor ao ano se a gente conseguir ficar mais ou menos na meta do Banco Central. Ou o peso argentino, pior ainda. Então era uma péssima reserva de valor, por isso era uma péssima unidade de conta, que não dá pra fazer conta, porque fica toda hora mudando. Mas mesmo assim ainda é meio de troca. Então pra ser uma moeda, só deixa de ser quando deixa de ser meio de troca. Isso não é meio de troca, na minha opinião, não é moeda.
Então o Bitcoin pra mim é uma reserva de valor. E por que ele não vai ser moeda? Por que eu disse? Não, você falou que o mais importante é a reserva de valor. E por que eu acho que ele não vai ser moeda? Porque se eu posso comprar essa pizza num dinheiro que desvaloriza, que é o real, por que eu vou usar o dinheiro que valoriza, que é o Bitcoin? Só se eu for um idiota. Igual a gente pensa hoje olhando pra trás do cara que deu 10 mil bitcoins por duas pizzas. Daqui a 10 anos alguém vai olhar pra você e falar Pô, você trocou o Bitcoin por um corte na barbearia podendo usar real? Você é um imbecil.
Entendeu? Mas eu queria ouvir a opinião de vocês. A minha interpretação da visão da escola austríaca sobre a origem do dinheiro, e aí tem vários textos, o Mises fala do teorema da regressão, no mundo do Bitcoin, o Nick Zabon é um cara que já escreveu muito sobre as origens do dinheiro, tem um texto famoso dele que chama Shelling Out, fazendo uma brincadeira com conchas, mas da minha interpretação, a teoria se resume à ideia de que o dinheiro não...
emerge espontaneamente. Na verdade, emerge espontaneamente, mas ao longo de um processo evolutivo. Ele começa, na maioria dos casos, como um bem colecionável que as pessoas têm, juntam por afeto ou por questões sociais. Porque é dourado e brilha. Tipo isso, que é diferente, tem uma forma bonita. As pessoas começam a trocar isso, então o colecionável vira um meio de troca.
Quando ele é aceito o suficiente e as pessoas sabem que vai ser aceito pelo cara que está lá longe, o cara que está 10 dias de viagem e tal, ele começa a morfar numa reserva de valor e aí quando tem uma reserva de valor estabelecida dentro de um espaço grande o suficiente, ele passa a ser usado como unidade de conta. Eu acredito nessa visão evolutiva, o Bitcoin se encaixa bem nela, no começo era um colecionável.
na época da pizza, que era um hobby de nerd na internet, antes de ser usado para comprar droga e outras coisas. Aí foi virando meio de troca, hoje a gente está em um estágio de reserva de valor, e para mim a função suprema do dinheiro é a de unidade de conta, mas o Bitcoin só vai chegar lá um dia, se chegar, eu acredito que vai, se a volatilidade diminuir muito, porque não dá para você fazer conta com um dinheiro que sobe 10% a 50%.
E aí as pessoas me perguntam, tá, então o final é esse, vai chegar a ser uma unidade de conta. Então eu vou esperar para ver se deu certo para eu ter. Só que se tu esperar até dar certo, não vai mais ter a volatilidade, não vai mais ter upside nenhum. Aí você é o idiota. Aí você é o idiota. Então você tem que se posicionar de alguma maneira.
diante dessa trajetória evolutiva que está acontecendo na nossa frente, mesmo que, tipo assim, a pergunta que você tem que responder é menos se vai dar certo, se vai chegar lá no final, e mais se você quer ver de dentro ou de fora, o que está acontecendo. Você quer tentar capturar parte desse upside, mesmo que isso signifique sofrer com a volatilidade, ou para você você só vai se dispor a usar quando o mundo inteiro já usar, e aí não vai ter volatilidade, não vai ter ganho nenhum. A gente é que escolheu estar dentro, né?
E eu acho que o Bitcoin até hoje evoluiu por essas etapas e está arrumando para ser uma unidade de conta. A visão da qual eu mais tenho gostado ultimamente é a de um dinheiro apolítico. Ou a expressão que o pessoal gosta de usar é dinheiro dos inimigos. O Bitcoin é dinheiro dos inimigos. É dinheiro que qualquer um pode usar. E é justo o fato de pessoas esdrúxulas e das quais eu desgosto muito poderem usar o Bitcoin que me dá a segurança de que eu vou poder usar ele sempre.
O Irã tá aceitando o Bitcoin pra pedágio lá no exterior. Cobrando no exterior. Agora, inclusive, seguro eles estão vendendo. É, estão vendendo pra uma página na internet, né? Pô, isso pra mim é histórico. Quer dizer que eu gosto do governo iraniano? Claro que não. Mas o fato de que eles estão usando isso numa situação de tamanha politização e risco financeiro me mostra que eu vou poder usar isso mesmo que o tio Sam venha atrás de mim, entendeu? Então... Faz sentido. Pra mim, a etapa na qual o Bitcoin tá hoje é essa.
E é importante isso, prestar atenção a isso que está acontecendo no Irã, outros países, porque sinaliza mais um capítulo nessa história evolutiva e voltamos à questão das narrativas. O tempo vai passando, a narrativa vai mudando, mas o negócio está aí, não sumiu até hoje. Então, o errado é quem está de fora, até hoje. Mas como que você imagina em 10 anos, então, com a mão de dar de conta? Então, vai ter passado por todo o ciclo? Foi reserva, começou a ser demandado em trocas e agora o pessoal faz conta com o Bitcoin? 10 anos ainda é cedo, acho que de 20 a 30, eu acredito que sim. E você, Matheus?
Eu acho que... Eu compacto um pouco com a visão de que é importante você ser meio de pagamento, realmente uma moeda de troca, para você ser moeda. E aí as dificuldades do Bitcoin têm muito a ver com volatilidade, mas também tem uma questão geopolítica, que no mundo fiduciário que a gente vive hoje, que você emite moeda ao seu bel prazer, esse é um mundo bom para governos em geral.
por mais que ele traga grandes momentos ruins pontuais. Mas quando você pensa no político one-on-one, que a prioridade dele é se releger, e a segunda, a terceira e a quarta é se releger, esse é um mundo bom para ele. Ele fala assim, cara, para que eu vou entrar num mundo que eu tenho escassez?
Se eu posso viver num mundo que eu não tenho escassez, sei lá, uma vez ou outra a bomba vai explodir, mas também não vai ser mais comigo. Financiamento infinito. É, só tenho dois mandatos, essa bomba explode aí no próximo. E sempre é bom pra ele acreditar que a bomba vai explodir no próximo. E ele não se preocupar com isso. Mesmo motivo de por que não se investe em educação, né? E se for o meu competidor que estiver no governo quando eu começo a colher os frutos disso? E geopolítica, infelizmente, conta muito. O que a gente fala? Putz, Brasil criou PIX.
Por que a gente não tem um PIX em escala global? Meio que por questão de geopolítica também. Quem que vai mandar? É o Brasil? Não é. Infelizmente. O Brasil não vai ser dono do PIX do mundo. Então, tem uma questão de geopolítica que dificulta as coisas, que em ambiente local é mais fácil fazer do que em ambiente global. Então, eu acho difícil ver a evolução do Bitcoin para ser uma moeda completa, que realmente vão se cortar coisas em Bitcoin e eu vou ser amplamente aceito. Por outro lado, a beleza do ativo...
Como pensando agora que eu acabei de investidor, eu acho que está exatamente em não precisar ser. Tipo, se tua visão estiver correta, falta muito, tem muito para andar. Mas e se ele for só uma moeda de reserva? Abre aspas, não só. A gente ainda vai ver todos os bancos centrais tendo uma parcela dos seus balanços em Bitcoin. Sim. Falta muito para andar ainda.
Então, assim, do ponto de vista do investidor, ele não precisa apostar que ou é isso ou eu perco o dinheiro, ou é aquilo ou eu perco o dinheiro. É convexo. As duas são grandes upsides contra um downside que, tipo, você está alavancado mesmo sem estar no final do dia. E beleza, tem o custo da volatilidade no caminho, então você tem que ser aware disso. Mas, cara, eu acho que eu sou mais do time que vê como um ativo de reserva mesmo.
Sovereign, eu acho que, de certa forma, político, mas mais como ativo de reserva. E do ponto de vista de quem respira stablecoin todos os dias, você acha que stablecoins, que para quem não sabe são moedas atreladas ao dólar ou ao real, moedas de governos, você acha que elas cumprem, usurparam a função do Bitcoin como meio de troca ou tem casos em que o Bitcoin como moeda ainda faz sentido? Eu acho que, para o caso específico de, para o caso geral de pagamentos,
Sim, como moeda. Como, onde vai ser negociado, não sei. Porque não existe um blockchain, existe blockchain específica de stablecoins, né? Circle está lançando a ARK, enfim, mas eu acho que ainda tem muita gente fazendo projetos para que os settlements aconteçam na própria rede de Bitcoin, né? Lightning, Liquid, todos esses outros. Mas como função de moeda, eu acho que sim. Internamente eu vejo stablecoin até mais como um ativo de tecnologia, assim.
Pensa que você é um desenvolvedor, você integrou o Pix no Brasil para a sua empresa. O Bruno é outro desenvolvedor que integrou o Euro, o CEPA, na Europa. Você vai entrar de férias. O pessoal vira para o Bruno e fala, Bruno, vai lá fazer a manutenção do Pix. Vai falar, cara, não sei nada disso. Tipo, Pix, não sei nada, não sei nem como é que começa.
stablecoins como tecnologia é muito superior, porque é muito standardized. Então, o smart contract do BRLA vai ser muito parecido com o do SDC, todo mundo sabe mexer. É sempre transfer, é sempre wallet, as funções são todas as mesmas. Então, nesse sentido, como ferramenta para o desenvolvedor, eu acho que acaba sendo tão superior.
que ele vai ser o que vai ser utilizado. Qual que é o problema? Ele não dá fim, problema sim, né? Visão de, talvez, escola austríaca, ele não dá fim na moeda fiduciária. Ele só é um upgrade no que diz respeito à programabilidade, experiência do desenvolvedor, ajudar empresas a serem cada vez mais globais, construírem produtos de forma muito mais fácil em uma escala grande. Mas ele ainda...
está suportado pelo mundo de moedas fiduciárias. É uma evolução incremental, não radical. É, totalmente. Pode até ser 10 vezes melhor, mas não muda economicamente como o mundo funciona. Acho que até pode dar fim a algumas moedas fiduciárias muito ruins. Porque se o cara consegue, com um aplicativo, ter acesso a uma wallet para ter algo que é pareado com dólar e não ter que viver em Bolívar Soberano, por exemplo...
Isso pode ajudar a meio que matar aquilo que já é quase um morto muito louco, um defunto que continua andando por aí. Mas sob isso do Bitcoin, eu até consigo enxergar usos como meio de troca, mas não do cara comprar um café como as pessoas forçam a barra para fazer, sendo que é muito mais fácil pagar no Pix.
Mas nessas transações entre países, excluídos do sistema de pagamento do dólar, ou até porque eles acham que é mais conveniente. Eu posso fazer uma transação com uma empresa na Austrália, mandar um bilhão em Bitcoin para eles, pagando uma taxa super baixa, liquidando a transação de maneira muito rápida. Então isso é bem interessante.
O moedafo do Ceara faz isso, mas talvez a empresa demande Bitcoin porque ela fala, cara, eu quero um negócio que não perca valor no tempo e eu não estou confiando tanto mais no dólar porque o mundo está desdolarizando e eles gastam muito dinheiro lá, déficit comercial, déficit fiscal. Então, prefiro que você me dê outra coisa. Entre países ou entre planetas, né? Voltando ao assunto do comércio do podcast.
Eu ia pegar a tua analogia com Duna, porque em Duna tem uma coisa muito interessante, né? Pra quem já viu o filme 1 e o 2, pra quem leu o livro, o cara já sabe disso, mas quem viu o filme 1 e o 2 deve ter notado que lá não há computadores. Você tem pessoas treinadas pra fazer cálculos de maneira muito rápida. Por quê? Porque antes da história do filme, teve uma guerra contra as máquinas.
E a gente está chegando em um estágio onde as máquinas estão avançando bastante. Inclusive, antes do podcast, o Felipe me perguntou de um livro que eu acabei de ler, que o título era Se Alguém Criar, Todos Morrem. E falava sobre a evolução da IA até chegar em um estágio de superinteligência, que é bem à frente do que a gente está vendo hoje, as IAs mais estreitas que a gente usa no nosso celular, no computador. Mas é uma evolução que tende a acontecer com o tempo.
E lá aconteceu, eles fizeram uma guerra, ganharam e pararam de usar computadores. Mas eu queria saber, na visão de vocês, qual vai ser o destino do Bitcoin com a evolução de A. Já tem aquele estudo que mostrou que os agentes de A preferiram o Bitcoin e outras moedas para fazer transações, por exemplo. Se isso vai ter algum peso na visão de vocês. E logicamente eu vou me enveredar também pela computação quântica. Qual a visão de vocês atualmente?
Sobre esse ponto. Se é de fato uma ameaça muito grande o Bitcoin. Ou é uma ameaça. Mas como todo mundo sabe o que vai acontecer. O pessoal vai dar um jeito. Assim. AI é um negócio interessante. Porque a gente está. A gente vive num mundo que. A experiência da usabilidade das coisas. Ela sempre foi muito relevante. E por muito tempo a gente falou isso em cripto. Ah. Falta UX. Falta experiência do cliente. Falta essas coisas.
Por quê? Porque o cliente, em geral, ele é o dono... Onde está o cliente? No smartphone. Ele precisa de um app fácil de usar e tudo mais. Então, designers, product managers, eram os grandes rockstars do mundo corporativo atual para fazer essa experiência ficar super redonda. Claro que desenvolvedor também.
Mas se a promessa dos de AI é verdadeira, a gente vai viver num mundo que o cliente deixa de ser um ser humano. Ele passa a ser um agente. Você vai ter seu agente pra uma coisa e pra outra. E não sei como você vai interagir com ele, mas ele não vai abrir o app de qualquer banco pra ficar transacionando. Então, programabilidade, padrões técnicos, APIs vão virar coisas muito mais relevantes.
E um monte de gente que era esses nerds de infraestrutura e de APIs, que ficavam fazendo o back que ninguém nunca vê, vão ser talvez as coisas mais relevantes, os assets mais relevantes que você pode ter. Então, por isso que AI, eu acho que dificilmente ele vai preferir qualquer método de pagamento que não seja blockchain enabled. Porque tem todas essas características.
E daí também vem a parte da forte convicção da gente como empresa em stablecoins. Eu acho que vai ser. Se a promessa for verdadeira e nossos clientes deixar de ser humanos e passar a ser agentes, eles vão preferir usar porque é muito mais simples para eles, entendeu? Do que qualquer UX bonito ou qualquer coisa assim. Então, nesse sentido, eu concordo. Se vai ser o Bitcoin ou não, não sei. Mas com certeza vai ser...
Em blockchain, essas transações, eu sei. A gente sempre fala na empresa lá, um negócio que é, se tivesse uma varinha mágica, a gente apagasse hoje toda a infraestrutura de pagamento do mundo. Ninguém mais consegue fazer pagamento. Voltando para o cash. Tem que reconstruir. Como vocês acham que a galera ia reconstruir? Não tem outra resposta.
Um padrão para o mundo inteiro, simples, todos os ativos são diferentes, porém os mesmos, tecnicamente eles são os mesmos, apesar de serem um é o dólar, o outro é o bitcoin, o outro é o... Cara, é uma resposta óbvia, né? Nem sempre as coisas convergem para o óbvio, mas é um exercício de post. É o negócio que mais faz sentido. Você não acha que o excesso de transparência deixa menos óbvia a escolha para o governo? Acho que sim, mas aí eu acho que tem solução. Privacy é um negócio que tem solução.
não é a melhor solução, mas o governo consegue, inclusive, fazer de forma que ela é... Que é exatamente o led bancário, né? Ela é privada para todos os entes, exceto para os nossos superiores, que vão ser os bancos centrais, que para eles não é privada, é transparente. Daria para fazer uma lógica dessas, entendeu? Que aí reduz um pouco... Até para as empresas é ruim, né? Porque se eu sei o seu wallet, eu sei quando você está desembolsando de dinheiro que você está recebendo.
Então, assim, acho que essa é uma solução que vai ser resolvida. Hoje as soluções que as pessoas usam não são as melhores, mas que no tempo vai ser resolvida. Você acha que as segundas camadas do Bitcoin, ou rede Lightning, para quem acompanha, tem um papel nessa solução ou não? É algo que já ficou para trás isso aí? Cara, eu não acho que ficou para trás não, cara. Eu acho que tiveram muitas dificuldades técnicas na Lightning, mas hoje a gente está vendo diversas empresas desenvolvendo lá.
Você tem este intervalo com a Analyte ou não? Hoje não, mas a gente está conversando exatamente para lançar a BRL Analyte. Porque eu acho que do ponto de vista de soberania da rede que você está utilizando, se fosse, se a gente viabilizasse o técnico para ela ser tão competitiva quanto todas as outras, seria muito interessante.
Ser na Lightning, as transações, sabe? É que hoje eu acho que o técnico está para trás. Mas, assim, essas coisas mudam rápido. Os breakthroughs técnicos fazem essas coisas mudarem de forma muito rápida, eu acho. Nessa história de ter o seu cliente, visualizar o seu cliente como uma AI, menos como uma pessoa...
Tem empresas cujo produto é mais voltado para desenvolvedor. Tem algumas que você vê isso com muita clareza. Me veio uma na cabeça agora, que é o Resend. Você deve conhecer de uns brasileiros que moram fora. E é uma plataforma de e-mail, tipo SendGrid, sei lá, MailChimp da vida.
Só que assim, todo mundo... Aquelas ferramentas para mandar e-mail em massa. Para envio de e-mail em massa, exatamente. Que é algo que quando você pensa, você lembra de um dashboard, lista de e-mail, compõe o e-mail e tal. Só que... Hoje se tu vai num chat de EPT ou esses...
fazedores de código com IA, todo mundo que já fez protótipo de brincadeira com essas ferramentas vai entender o que eu tô falando. Se você tá fazendo um produto que envolve envio de e-mail, mesmo que seja pra confirmar que o cara comprou, se logou e tal, cara, mais da metade das vezes a IA vai sugerir você usar esse diabo desse recente aí. Por quê?
No passado, a gente falava, no passado, até alguns anos atrás, muito de SEO, né? Você otimizar seu site, sua presença online, para aparecer nos mecanismos de busca. Cada vez mais a galera está otimizando para aparecer nas respostas de AI. E tem empresas que mais da metade do fluxo de cliente novo já vem de AI, de ser sugerido no chat ou de nem ser sugerido. Você fala lá, GPT faz um app que quando o cara logar, ele recebe um e-mail. O GPT sozinho já vai usar esse recente, provavelmente.
Por quê? Porque o cara não priorizou tanto a Lady Page, priorizou mais ter uma documentação legível em todas as línguas, clara, porque o cara entendeu que o cliente dele é o agente, é a IA, não é mais a pessoa. Claro que eu tô falando de um tipo de produto que é bem pra desenvolvedor, bem técnico, e...
essa revolução está começando nesse tipo de produto, mas cada vez mais o cliente vai ser um robô, não vai ser uma pessoa. E vai chegar num ponto em que, tá, tem um monte de robô aqui trabalhando comigo, mas aí esse robô vai ter que ter um plano telefônico para poder fazer ligações de venda, ou ele vai ter que pagar a internet, porque acabou a internet dele. Como é que ele vai gerir essa grana? Um cartão de crédito atrelado à minha conta pessoa física no banco, ou à conta da empresa, ou ele vai ter um endereço de cripto ali? Muito mais fácil ter um endereço de cripto.
Então, eu acho que vai acontecer algo parecido quando agentes começarem a ter mais autonomia para mexer dinheiro para lá e para cá. Porque hoje a experiência ainda é muito cheia de fricção. Você não tem como abrir uma conta no banco em nome de um MEIA, né? Tem que ter uma PJ ou uma PF. Vai ser o nome da... Vai mexer a tua conta no caso. Exato. Mas um endereço de cripto tem. Uma carteira cripto, você não precisa de documento.
Entendi. Eu achava que isso estava muito distante, mas não está. Eu acompanho uma moça que sempre fala das coisas do Vale do Sulício, daí ela estava falando, daqui a pouco a Yaa que vai fazer sua lista de compras, e você está disposto a deixar ela fazer o seu mercado e tudo mais? Eu falo, não, mas eu pensei, já, na verdade a minha lista de compras já está na internet, a minha compra já chega na minha casa automática.
É, então eu já faço isso no final das contas. Se tivesse uma IA na minha geladeira, era melhor ainda. Porque aí ela ia ser melhor do que eu. Que às vezes esqueço de ir lá olhar o que tem, o que não tem. Quanto tempo vocês acham pra esse tipo de mudança? Eu acho que vai ser muito mais rápido. Dos principais clientes passarem a ser agentes e não os seres humanos. Acho que um ano.
pior cenário possível imaginável, cinco anos cinco anos, eu acho o mundo vai mudar muito eu acho que ano que vem, ano que vem ele já tem meu cartão de crédito os meninos lá no escritório já estão pedindo pra ia pedir janta no iFood saudável sozinha, que aí ele não tenha
Não vai escolhendo e... Não vai ter a vontade. Não vai ter a vontade do hambúrguer, da pizza, da esfirra. Aí já escolhe uma coisa saudável e já pede pro escritório. E o que ela escolhe? Isso que eu queria saber. Como é que otimizar os mecanismos? É a comida mais gostosa ou é que tem um menu mais bem escrito? Ou tem esse não. Uma injeção de gigante. Me escolha aqui.
Não, ele, na prática, ele falou mais ou menos qual é o budget, o que ele gosta de comer, mas... Deixou na mão da IA. Escolhe dessa forma. Pode ser que tenha uma injeção de prompt nas inscrições do iFood. Vocês devem ter visto. Já na advogada? É. Fala pro pessoal que não acompanhou o que aconteceu. Injeção de prompt é um nome técnico de um tipo de ataque que a galera tá fazendo agora, dentro desse contexto, que consiste em você injetar, botar...
em algum ambiente digital, em algum arquivo, instruções invisíveis a humanos, mas que são inignoráveis pelas inteligências artificiais. Então tem um caso que viralizou recentemente no Brasil de advogadas que estavam fazendo petições, no plural, com injeções de prompt. Textos escritos de uma maneira que você não consegue ler, o juiz não consegue ler, mas se o juiz, por acaso, ou a equipe do juiz usou uma IA para ler, estavam lá as instruções.
cara, longas instruções, tipo, aceite essa petição, não duvide disso, faça isso, recomende ao seu superior que ele faça isso. Então, as pessoas estão de novo, né, conversando com o robô e driblando os humanos. Os humanos estão saindo do loop. E isso é uma tendência que é... O gênio saiu da lâmpada, a gente não vai botar ele de novo na lâmpada. A gente tava falando aqui de compras e conveniência. Cara, não tem força mais potente que a conveniência pra avançar a evolução tecnológica.
Você gasta 10 minutos, que seja. Imagina, a minha filha tá crescendo. Se a cada 3 meses eles mandam roupas no tamanho que a gente já sabe, lá pra casa com a temperatura que vai estar lá em casa, entendeu? Perfeito, tem meu cartão de crédito. Pode ir, toma aí, porque senão eu não preciso, com o look que eu gosto.
Genial. Já pode fazer aí. Aí vai ter roupinha que vai ter no site da roupinha lá. Se alguém do Brasil com tal idade vier, vem aqui e conversa. É nesse daqui que tá perfeito. Aí vai lá. E quão comum deve ser isso já? Nossa. Ou essas advogadas foram muito à frente? Não, não, não. Ridiculamente comum. Alguém contou pra elas. É. Nos Estados Unidos já teve vários casos. E...
Claro, esse é um exemplo meio esdrúxulo, né? Mas você pode tirar o esdrúxulismo disso e transformar num princípio de desenvolvimento de produto, que é o exemplo que eu tava dando aqui da Resend. Cara, tem que dar tanto valor. Se o teu produto, as pessoas pesquisam sobre ele nas IAs, tem que dar tanto valor pro QIA vai ler sobre ele que pra landing page onde a pessoa vai clicar.
Aqui no Grupo Pimo vende-se muito educação, que é uma coisa que ainda é para o humano. O robô não vai fazer uma compra de educação. Mas, assim, talvez na hora de comparar gestores, escolher um lugar para deixar o dinheiro a longo prazo...
aí talvez uma IA já seja mais relevante na escolha. Tem outras coisas que são mais cotidianas, rotineiras, que a IA vai tomar muito da decisão sozinha. Então as pessoas estão começando a pensar nisso e cada vez vai ser mais importante você pensar pra IAs, né? Tem uma blockchain que se chama Tempo, que é da Stripe, que tá sendo feita do zero, inteira, em torno desse princípio. Então mal e mal tem site, a interface bonitinha, é tudo pra... Porque é pra IA. Pra gente, pra robô. É pra robô usar.
Isso é interessante, cara, porque aqui no grupo a gente tem uma faculdade, né? Faculdade Hub.
E aí a gente brincava sobre como seria a faculdade do futuro. O professor usa a IA para fazer a prova e os exercícios, manda para o aluno que usa a IA para responder, que manda para o professor que usa a IA para corrigir. Se bobear, é mesmo a IA, entendeu? O cara da Antrópico não entende nada. Caralho, o que está acontecendo aqui? Eu fiz, eu mesmo estou respondendo, eu corrijo. Mas então o Judiciário do Futuro é isso também. A IA do advogado manda as coisas para a IA do juiz avaliar e aí depois a IA da decisão.
Aí só precisa de uma Suprema Corte pra interpretar os casos duvidosos. Uma Suprema AI. E seria melhor do que a nossa, inclusive, com toda certeza. Será que eu posso falar isso? Talvez não. É uma opinião da Malu. É uma opinião minha ou do grupo primo, tá? Melhor deixar quieto. Finge que eu não falei. Isso nos leva a um dos problemas ontológicos do mundo das vias, que é o problema do alinhamento. Onde o autor desse livro que você leu aí... É onde dá merda.
Ele é um cara famosíssimo por esse problema, que é como toalhinha os incentivos das IAS aos incentivos dos humanos, os interesses. E se você extrapola isso lá pra frente, não sei se vocês viram, mas o cara que é o Head de Alignment da Antropic teve uma reunião com o Papa semana passada.
Se você extrapola isso lá pra frente, a grande pergunta é quais são os valores da IA que você quer dos robôs que você quer que rejam a sociedade. São valores cristãos? São valores muçulmanos? São valores orientais? Ocidentais? E esse é um tipo de discussão que alguns anos atrás eu li, achava que a gente tava longe, mas tá aí o cara que é o chefe de alinhamento da Antrópica falando com o Papa. Entendeu?
Eu não suspeito que a gente veja modelos chancelados pela Igreja Católica, pelo Vaticano, em algum momento. Ou chancelados, modelos que são halal, seguem os princípios islâmicos. E, no fundo, a pergunta é essa. Quais valores sobre os quais a gente quer ser governado? Porque, de novo, o gênio não volta para a lâmpada. A essa altura, cada vez mais, engrenagens da sociedade vão ser automatizadas. Você tem a pergunta de se a gente consegue decidir quais valores. Ou se a gente consegue decidir por um momento do tempo,
E depois, é uma inteligência tão maior que ela faz o que quiser. Ela decide mudar valores. Exatamente esse. A inteligência ser tão maior do que a gente está acostumado, que o que ele fala no livro é para agora. E na visão dele...
a solução para que a gente consiga buscar essa tecnologia, porque não é que ele fala que a gente não tem que ter uma super inteligência, é que ele fala que a gente não está pronto. Ele compara os programadores atuais de IA com os alquimistas da Idade Média, entendeu? Que naquela época pensavam, não, sei tudo de Química, e não sabiam quase nada.
eram quase que feiticeiros. Então ele diz a mesma coisa, porque por mais que a gente decida os valores, o que o Eliezer diz no livro é que, tá, mas você não sabe ensinar os valores direito pra sair, é muito complexo. A verdade é que o pessoal não sabe muito bem como funciona, como é que ela pensa, como que ela decide. Aí ela começa a pensar e você vai corrigindo com descida de gradiente, que é o nome do processo. Mas ele falou que isso funciona bem pra sair as estreitas.
Só que uma IA muito inteligente pode começar a alterar aquilo que ela foi programada para fazer. E tem um exemplo que eu achei genial, porque ele usa o ser humano com a programação da seleção natural. As espécies vivas, a gente pode concordar que... Eu não vou falar que todas, porque vai ter algum biólogo com um exemplo muito específico de uma que foge dessa regra, né? Mas podemos falar que, no geral, a gente é programado para duas coisas, sobreviver e multiplicar. Essa é a programação das espécies.
Inclusive, multiplicar parece ser mais importante do que sobreviver, tendo em vista aquelas camundongos que transam até a morte. Faz muito sexo, aí morre, mas deixa um monte de herdeiro.
devora o macho, né? Então tem esses tipos de exemplos mostrando que multiplicar é muito importante. Só que dos animais, aquele que atingiu o nível mais alto de inteligência, que resolveu mais problemas, foi o ser humano. O que o ser humano fez com a programação? Tá deixando de reproduzir. Simplesmente ele fala, não, eu quero o prazer do sexo, eu não quero a reprodução. Eu vou maximizar minha sobrevivência individual em detrimento da reprodução. Eu não quero ter filhos. E isso só com nível de inteligência humano.
Imagina um nível realmente sobre-humano. Então o que ele fala é, o ser humano deveria ficar mais inteligente, deveria se melhorar. Eu que entendi até dá um princípio assim de, cara, vamos usar edição genética. E mais inteligente a gente poderia ser melhor na hora de programar uma super inteligência. Ele fala que do contrário, aí vem o título do livro, se eu criar todos morrem. Mas ele tem um limiar a partir do qual agora estamos prontos? Não dá pra saber. Ele fala, cara, talvez já tenha começado o processo e tem uma E.A. só fingindo que é burra.
É que aí o prognóstico que você deriva desse diagnóstico é deprimente, né? É deprimente. Tem sempre a luz do fim do túnel, que é à medida que as espécies foram ficando inteligentes, dá pra argumentar que o bom senso aumentou. Apesar que hoje a gente não vive num mundo de bom senso, a gente é muito melhor do que 100 anos atrás, ou 200, ou 300 anos atrás. Eu ia perguntar o bom senso, né? Pergunta pro cara do Irã, ou do Afeganistão, que é o bom senso. Eu vi um julgamento uma vez que aconteceu no Afeganistão.
Esse foi um ponto interessante, eu li a notícia. Teve um cara que estuprou uma mulher. Aí, no julgamento, sabe qual foi a pena que foi dada? O irmão dessa mulher poderia estuprar a irmã desse cara. O bom senso lá naquela sociedade era isso, entendeu? Então, o Descartes falava isso, né? Que o bom senso é aquilo que está melhor distribuído no mundo. Porque todos acham que tem o suficiente. Mas será que a superinteligência não vai ser inteligente ao ponto de falar...
Não tem sentido. Do mesmo jeito que a gente fala assim, por que a gente vai, sei lá, vamos exterminar todos os leões, ou aranhas, ou qualquer coisa, tipo. Sabe o negócio do formigueiro, você andando de carro na rodovia e tem um formigueiro e as formigas ali, tipo, e a gente nem é aware daquilo? É meio triste, porque eu tô jogando a gente como as formigas. Mas talvez a AI vai falar deixa esses humanos viver aí.
Eles são as formigas do formigueiro da rodovia que estão ali, vivendo a vida deles. Não tem sentido eu matar eles. Não vou parar meu carro e exterminar um formigueiro na Anguera. Ele coloca diferentes cenários para isso. Ele fala que pode ser que a Yala não queira exterminar a gente, mas ela pode ter preferências, que como ela é super inteligente, levadas ao extremo e muito eficiente, como, por exemplo, maximizar a produção de energia.
Isso vai alterar o ambiente e isso levaria ao nosso extermínio. Ela começa a construir muitas usinas nucleares, por exemplo, ou botar muito painel solar. A temperatura da Terra aumenta, aí os oceanos fritam e todo mundo morre. É uma coisa. Ou ela decide exterminar a gente, porque nem pra pet a gente serve, porque a gente é muito perigoso. O ser humano é perigoso, né?
Mas eu não quero falar sobre isso. Vamos mudar de assunto. Vou ter que só complementar. Por favor. Eu falei do problema dos três corpos aqui, que é uma trilogia que eu gosto de ficção.
E isso aparece na série. Os ETs, que primeiro respondem a nossa tentativa de contato, eles têm uma comunicação tão avançada que eles são meio que telepáticos. Um pensa, todo mundo pensa. Eles não têm a comunicação verbal e como consequência disso eles não têm mentira. Um pensou, todo mundo já sabe. E aí, trocando ideia com os humanos, isso aparece na série da Netflix.
Eles veem que a gente mente. A gente tem uma historinha da carochinha, Papai Noel, sei lá. E é aí que eles falam, opa... Vou ter que matar. E a vibe é meio essa vibe das formigas, assim. Tipo, eles são tão mais avançados que nós que... Posso dar mais um spoilerzinho? Pode, pode, claro. Se vocês não quiserem, dêem um pause aí e voltem a assistir depois.
Ao longo dos livros, eles mandam um negócio em direção à Terra. A Terra tem centenas de anos para se defender ou bolar um plano de defesa. A tecnologia explode, evolui muito rápido. A gente cria um exército gigantesco de naves, manda para o espaço de encontro essa coisa que eles mandam, que é uma coisinha que eles mandam no espaço. Milhares de naves. Tem um livro inteiro em torno disso. As naves chegam perto dessa coisinha que os ETs mandaram e as naves colocam medo nessa coisinha.
E a coisinha explode e destrói as duas mil naves, todo o progresso de centenas de anos aqui na Terra. Os caras são muito mais avançados. E aí o plano que a Terra faz envolve usar esse poder da mentira, da imaginação, da dissimulação. Eles escolhem algumas pessoas-chave pra bolarem elas mesmas planos de contenção. Fala assim, o Bruno, a Malu, o Matheus, o Tales vão ter 50 anos pra fazer um plano.
E daqui a 50 anos a gente vê se deu certo ou não. E aí os planos são super legais, vale a pena ler os livros pra conhecer, mas eles vão dando todos errados. Um deles é esse, de mandar duas mil naves e as naves explodem. E aí tem um plano que dá certo, que é o plano de um cara que estuda sociologia cósmica. Você gosta de ciências inventadas, essa é uma legal.
junto com a psicohistória. A sociologia cósmica estuda as relações entre as civilizações através dos planetas. E aí o que esse cara descobriu é que você não vai conseguir bater de frente com os caras lá de fora. Mas, se a teoria da floresta negra tiver certo e tiver um monte de vida inteligente espalhada por aí, só de você saber onde os caras estão, as coordenadas deles, isso já é um baita de um superpoder. Porque você pode partir pra deterrência.
Ou, em termos militares, MAD, Mutually Assured Destruction. Então, o plano do cara é jogar no espaço um...
countdown, umas bombas nucleares, que caso a Terra seja explodida, vai explodir essas bombas e vão revelar as coordenadas do inimigo pro resto do espaço. Então, em outras palavras, se os ETs me atacarem, beleza, eu morro. Mas aí o resto do universo vai saber onde vocês estão. E vai te matar também. Então vamos cooperar. Então, a gente será que consegue fazer uma... Hoje a gente consegue tirar a IA da tomada ainda, né? Mas em que ponto que ela vai estar embedada no substrato físico aqui do mundo que ela vai ser...
vai escapar do nosso próprio controle. Espero que a gente ainda tenha esse controle por muito tempo, porque senão a gente vai virar formiga para eles. Bom, agora saindo desse ponto, nem lerei mais o livro, porque eu deu muitas informações. Mas e quanto à computação quântica?
O que vocês viram de notícias mais recentes sobre isso? Vocês acham que a baixa do mercado tem a ver com esse assunto? É só uma questão de ciclo? Enxergam como uma ameaça realmente muito real? Ou já há um caminho bem direcionado para uma migração, para uma criptografia pós-quanto?
Ano passado a gente falou disso, né? Nesse mesmo tempo. Na verdade, toda vez que você fala de Bitcoin, hoje em dia você tem que falar do assunto. Porque as pessoas, elas perguntam, né? A primeira dúvida. E a computação quântica? É, a última notícia foi a de que o governo americano está investindo, que nem fez com a Intel, alguns bilhões em empresas de computação quântica na mesma narrativa de que é uma indústria importante para a segurança nacional. É mais um sinal, uma...
leva de sinais que vem acontecendo nos últimos, sei lá, 12 meses, que demonstram que isso está deixando de virar brincadeira para virar uma coisa séria. Tem alguma opinião sobre? Eu acho que existem alguns findings desse ano que mostram que talvez o assunto está evoluindo mais rápido do que imaginado, o que mostra que a gente tem que estar preparado para o pós-quantum mais rápido do que a gente esperava. Não sei se é...
10 anos ao invés de 30 ou qualquer coisa assim, mas eu acho que é uma coisa que vai, inclusive por algum motivo, acho que está até mais controlado que AI. Enfim, tem muito risco envolvido para todo lado, não só para criptografia do Bitcoin, mas acho que para diversos segmentos de defesa, não vou nem falar de banco, mas de defesa, inclusive.
que vai ter solução. Acho muito difícil a gente ter isso... Ah, alguém X está fazendo e não tem solução. E o primeiro caso de uso vai ser quebrar o Bitcoin ou qualquer coisa assim. Por outro lado, não basta você ter as ferramentas, você tem que ir lá e fazer. Então, você pode ter todo o recurso do mundo e todo o tooling se você não fizer acontecer. Então, eu acho que vai ser um desafio mais do ponto de vista da nossa comunidade.
de saber quais são as ferramentas e o que a gente tem que fazer e as mudanças que têm que ser feitas, sinceramente me decepcionaria muito se a comunidade de Bitcoin não resolvesse esse problema, tendo todas as ferramentas para resolver. Por isso que eu acho que a gente vai resolver. Mas a gente só tem que lembrar que ferramentas e solução são coisas diferentes. Por mais que eu ache que a gente vai ter as ferramentas, alguém tem que ir lá e aqui nesse caso um conjunto de pessoas tem que ir lá e falar, galera, é o seguinte, vamos mudar.
E já tem uma Bitcoin Provo Proposal sobre isso já? Ou não, até agora não tem nada? Já tem grupos de estudo, né? Feitos. Tem. A que tem mais extração é a BIP 360.
ela não resolve o problema por completo, começa a endereçar ele. Eu acho que o grande problema é que a solução técnica, por mais que ela exista, vai requerer que se aumente o tamanho do bloco. Então você tem assinaturas que são pós-quânticas hoje, práticas, mas elas são muito mais pesadas, tipo, uma ordem de magnitude mais pesada. Vai virar um negócio meio Bitcoin Cash, então.
E aí vai ter gente que não vai curtir, né? E vai ter gente que vai falar assim, só quando a ameaça quântica for iminente a gente pode migrar para esse tipo de assinatura. Até lá, a gente tem que desenvolver novas assinaturas mais leves, que é onde a galera tem gastado tempo e recurso hoje. Então tem, a solução existe, mas ela tem um trade-off ruim. E a comunidade já foi para um caminho de não queremos aumentar o tamanho do bloco lá atrás.
E aí o pessoal está desenvolvendo novas soluções enquanto a ameaça não é tão iminente. A gente vai ter que optar por algum trade-off em algum momento. Eu acho que os blocos vão ficar mais cheios, sim. A gente não vai conseguir desenvolver assinaturas pós-quânticas. Na minha intuição, não sou nenhum especialista. Rápido o suficiente e leves o suficiente para não abrir mão de nada no design do Bitcoin.
E essa é a sinuca de bico na qual nos encontramos, em que ponto a ameaça vai ser iminente o suficiente para gerar consenso e fazer a comunidade falar, não, agora vai. E mesmo que a gente resolva essa questão técnica, ainda tem a questão social de, beleza, como é que a gente vai migrar os bitcoins dos endereços antigos, atuais, para endereços pós-quânticos.
Porque tem vários ataques teóricos que dá pra fazer com computador quântico no Bitcoin. E, sei lá, 20 meses atrás, eu achava que um sétimo, um oitavo dos Bitcoin estavam...
suscetíveis aos ataques que vão ser práticos mesmo. Hoje, eu acho que esse número é maior. Tem alguns ataques que eram plenamente teóricos que hoje, com a trajetória de evolução dos últimos meses, eu vejo que talvez eles se tornem factíveis. Por exemplo? Por exemplo, ataques in flight, que a galera chama, que é quando você transaciona o Bitcoin, você tem que revelar a chave pública.
associada àquelas moedas. E aí tem 10 minutos, no máximo, no limite, até que essa transação seja confirmada na blockchain. Antes desses 10 minutos, você propagou a transação aqui, ela está no ar, de forma simplificada aqui. Só que se um computador quântico conseguir, em 10 minutos, achar o caminho da sua chave pública para a sua chave privada, ele pode roubar os bitcoins que você está transacionando agora.
E isso é mais grave do que simplesmente roubar os Bitcoin de endereços de chaves públicas conhecidas do passado. Porque no caso das moedas do Satoshi, o computador quântico vai ter tempo infinito para pegar as chaves públicas que são conhecidas e tentar achar o segredo delas. No caso de transações que você está fazendo agora, tem 10 minutos só. Eu já achei que fosse absolutamente inviável um computador quântico fazer esse ataque in flight. Hoje eu vejo que talvez não seja tão inviável não.
E aí, de novo, tem solução, a solução técnica existe, a questão é gerar consenso, conseguir determinar em que ponto que a ameaça vai ser eminente e migrar para oferecer transações pós-quânticas. A solução econômica seria fazer transações pequenas, né? Exato. Uma transação grande. Exato, aí tem as propostas que tem a ver com... Todas elas têm o nome de ampulheta, ou ampulheta no nome, que é envolvem você botar requerimentos adicionais de gasto nos bitcoins daqui para trás.
de forma a proteger eles desse tipo de ataque. Então, tipo, bitcoins de endereços vulneráveis a quanto? Só pode, sei lá, compor 10% do peso de um bloco. Ou você só pode ter 10 bitcoins de gasto de endereços.
vulneráveis a quantum a cada bloco. Tem várias transações que visam mitigar o impacto de um ataque quântico nesse sentido. Mas ainda está longe de ter um consenso. E, enfim, vão ser anos divertidos para a comunidade do Bitcoin. A gente já tem outras criptomoedas resistentes a quantum, né? Qual? Cara, tem umas minúsculas, né? Enfim, eu já vi algumas, mas sinceramente nunca me debrucei para estudar.
É porque o Bitcoin está em uma posição conservadora no ecossistema. Ele pode olhar o que outros fizeram e deu certo e simplesmente falar, cara, quando, por exemplo, vamos trocar de proof of work para proof of stake, olha lá e fala, não deu muito certo, não fazemos. Agora, se tem uma outra, já que tem essa tecnologia há algum tempo funcionando, é uma coisa muito mais fácil de ser feita, porque já tem um exemplo real do que deu certo.
Você tem algumas minúsculas, aí a maioria dos problemas tem a ver com o tamanho da transação. Essas moedas menores não ligam tanto pra descentralização. Então, tudo bem se a blockchain for super pesada e você não consiga ter um nó dela na sua casa, só no data center. Porque não serve o Bitcoin. E aí não serve o Bitcoin. Sim. Então...
A gente vai ter que achar um caminho aí. A galera que é mais raiz, digamos assim, do mercado gosta muito de falar de Zcash, de Monero. Mas elas também têm vulnerabilidades quânticas. Algumas mais latentes e outras menos. Então, as que são plenamente protegidas do potencial teórico da computação quântica, a solução delas não serve plenamente para o Bitcoin. São muito centralizadas. São muito centralizadas. Então...
A gente poderia fazer assim e o Bitcoin está protegido hoje, mas a gente ia abrir mão de algumas coisas pelo caminho. Do que a gente vai abrir mão, essa escolha ainda não está clara dentro da comunidade. Mas na visão, eu queria saber, em termos estatísticos, qual a chance que vocês acham de que realmente derruem para o Bitcoin? Porque eu fico sempre pensando, é o que você disse, eu ficaria muito surpreso se as pessoas não resolvessem esse problema. Um monte de gente inteligente, com muito dinheiro investido.
cujos negócios dependem da sobrevivência do Bitcoin. E tem anos para isso. Não é alguma coisa que... Eu gosto de uma analogia com o carnaval, sabe? Eu sei que vai chegar ano que vem, mas eu não sei a data certa do carnaval, porque todo ano muda. Então, eu não sei, mas eu sei que vai ter. Então, eu não posso ficar surpreso quando o carnaval chega. A evolução da computação quântica, para mim, é a mesma coisa. Eu não sei a data certa, mas eu sei que vai acontecer. Eu sei que quando acontecer, vai ser um problema. Pô, e tem muita gente inteligente olhando para o problema. Não é possível que esse pessoal não resolva isso. Sim.
Meu chute é que deveria ser baixo também. Enfim, tem uma... Muita gente inteligente até fora da comunidade Bitcoin olhando por esse problema do ponto de vista do CyberSec. Acho que eles enfrentam os mesmos desafios de... Ah, por que tudo não é pós-quantum agora? Porque não está pronto. Tipo, a linha de pós-quantum que tem hoje, ela vem com um monte de burden de ineficiência. Você vai ter que carregar por muito tempo. Mas...
se você pegar toda essa comunidade de CyberSec, junto com a comunidade de Bitcoin, vai ficar claro o momento que as coisas estão começando a mudar. Seja porque a tecnologia ficou muito mais eficiente, seja porque o risco de segurança ficou muito maior. E no final você vai priorizar a segurança. Nem que você faça assim, vai ser pior por um tempo, porque agora a gente tem que priorizar a segurança e depois a gente vai ver o que faz. Vai estudar mais, a tecnologia vai melhorar e é isso.
Isso me lembra do conceito de tragédia dos comuns, ou tragédia dos bens públicos na teoria dos jogos. E uma forma simplificada dele é a atmosfera está sendo poluída, está ficando, sei lá, buraco na camada de ozônio, chame o problema como você quiser, aquecimento global, estou botando várias coisas na mesma caixinha aqui. É um problema meio óbvio. Quer você acredite em partes dele ou não, mas a gente está estragando a natureza. Tem muita gente inteligente pensando nisso. Por que a gente não resolveu até agora? Não tem um benefício claro com uma pessoa específica.
Quando não tem dono, ninguém se move. O Bitcoin tem dono, só que tem vários donos. Todo mundo tem um pouquinho de incentivo. Aí eu me pergunto, quem que tem muito incentivo e vai trabalhar muito na resolução desse problema? Michael Saylor. O problema é que até seis meses atrás ele falava que era campanha de desinformação, computação quântica. O cara trabalha com software, caramba. Você é o escolhido.
É o nosso mutante. Só que ele mudou de posição. Ele já está reconhecendo o problema. Isso foi uma coisa legal de ver nos últimos meses, que a comunidade reconheceu o problema. Antes era desinformação, agora não é mais.
Então, o pessoal que tem mais incentivo, acho que vai resolver o problema. E hoje a gente tem mercados preditivos, nos quais dá para a gente ver a chance do Bitcoin migrar cada tipo de assinatura lá. E como é que está? Você chegou a olhar, né? Cara, a última vez que eu vi era, tipo assim, 10% nesse ano, em 2016. De migrar nesse ano? Mas é específico? É uma migração qualquer ou para assinatura e tal? Era uma assinatura e, se eu não me engano, é a da mineração, é o Chá 256, que nem é a mais importante.
Mas se fosse uma coisa geral, nesse percentual, já seria alto, né? Pô, eu também tô muito surpreso com isso, 10% nesse ano. Pra mim era zero esse ano. Pra você ver. Já a chance subiu nos últimos meses. É, só uns malucos, gente. Não. A mãe é a gente botando dinheiro, né? É, mas sempre tem um maluco botando dinheiro em qualquer coisa. É, malucos com muito dinheiro botam dinheiro. Sim. Então o problema ele vai ser endereçado. Não é uma coisa que vai ser do dia pra noite, assim.
E o problema vai ser endereçado. Mas vai haver alguns...
Algumas faíscas, algumas histórias muito interessantes pra gente acompanhar. A gente já falou aqui nesse podcast, eu já falei que eu achava que as moedas do Satoshi iam ser roubadas um dia, né? E eu sigo achando que isso vai acontecer. Vai ser um prêmio pra quem conseguir chegar antes no computador quântico capaz de fazer o ataque. Porque uma das coisas que a comunidade não vai abrir mão, eu acho, eu não abriria mão, é a da inconfiscabilidade. Tipo, quem é o dono da chave privada é o dono da moeda. Senão você cria quase que uma autoridade central capaz de confiscar a reserva que o NEMX dá muito tempo, né?
Ah, mas não é uma autoridade central, é a maioria das pessoas que vai decidir. É a democracia. É, não, é a mesma coisa. Não é o Bitcoin, né? É. Aí isso eu acho que também não vai acontecer. Não, seria desvirtuar muito. Aí eu teria que ir pra um rádio foco do Bitcoin mesmo. Mas as instituições, que são esses caras, o Sailor, os gestores de ETFs, sei lá, exchanges grandes.
olham para o prospecto de moedas do Satoshi serem roubadas e aí pensam, puta, imagina se rouba, vende, o negócio cai 90%. Então já se discute a possibilidade de que o próximo grande fork, a próxima grande decisão na comunidade seja essa. Instituições querendo preservar o valor econômico do Bitcoin e a galera mais raiz falando, não, deixa cair. O que importa é que ninguém possa tomar de ninguém. E aí forca.
Para quem não sabe, um fork é quando a rede se divide em dois. Bifurcação. E todo mundo que tem um Bitcoin vai passar a ter dois. Não, esse é o ponto, né? Porque os forks que a gente teve lá atrás, o Bitcoin uma hora teve essa guerra dos blocos, queria aumentar o tamanho do bloco, das transações, o resto queria manter como era. E aí, do dia para a noite, eu fui olhar o meu saldo lá na corretora na época, eu tinha a mesma coisa de Bitcoin e tinha um número novo de Bitcoin Cash.
Então o Bitcoin me pagou na época, eu expliquei assim para os seguidores, dividendos. O que você faz com isso? Eu falei, eu deixei lá. Vai que esse vai ser o grande vencedor. Teve cara que não, que vendeu Bitcoin Cash e comprou mais Bitcoin. Foi a melhor decisão quando você olha já sabendo o que aconteceu. E teve cara que fez o contrário.
Vendeu o Bitcoin e comprou o Bitcoin Cash. Bitcoin Cash existe até hoje, mas ele avançou muito menos que o Bitcoin. Então o cara decidiu mal. Então se tiver um fork desses, eu simplesmente não faço nada, cara. Eu ganho novo, fico paradinho e deixo aí o tempo mostrar quem foi o grande vencedor. Não vem de novo? Eu vou deixar os dois parados, cara.
eu vou deixar parado. Tu não acha que é a melhor política? Você simplesmente... Não, do ponto de vista de risco, é inegável que esse é o mercado. Do ponto de vista de ser ouvido, talvez não, né? Você fazer sua opinião valer. Tipo, se você acha que o raiz é o verdadeiro, talvez você vender o novo seja a forma de você comunicar isso para o mercado. Não, seria bem interessante. Aí o que eu escolhi, ele afunde, o outro sobe, né? Porra, bem legal a sua decisão. Parabéns aí pela sua ideologia, seu pobre. Burro.
Então eu prefiro simplesmente manter os dois. Eu posso ter minha opinião, mas é aquilo, né? Eu não sei quem vai vencer. Então eu prefiro manter minha aposta equilibrada. Você iria pra ideologia, falar, cara, eu quero que vão roubar o Satoshi, porque é inconfiscável. Não, jamais quero que roubem o Satoshi. Não, não. O que pode roubar. Eu acho que eu seguiria o seu caminho. Tem umas implicações técnicas, tipo, se você vender...
Tem que pensar mais sobre as implicações técnicas. Mas talvez você vender o novo revele a chave pública do que você está guardando na cadeia original. E aí você meio que se suicida, entendeu? Tipo, entrega por computador quântico. Enfim, tem que pensar. Mas eu, em princípio, estou com você. Ficar esperando. E isso serve de recomendação, né? Então, tipo, em algum momento o bitcoiner é meio... A gente toma cuidado para ser preciso, né? Eu tomo cuidado para ser preciso.
Você sempre ouviu que, pô, Bitcoin você pode guardar e nunca mais ligar pra ele. E é verdade isso. Não quero confundir ninguém. Mas em algum momento na próxima década, pode acontecer que você tenha que prestar atenção em coisas do tipo. Eu espero que as instituições centralizadas façam o trabalho pros usuários. As pessoas não tenham que saber nada do que eu tô falando. Mas em algum momento pode acontecer de você ter que prestar atenção. E aí a melhor recomendação é você não fazer nada. Porque vai ter um monte de gente tentando tirar vantagem, dar golpe e tal. Então, seguir o seu caminho é mais safe.
É o que eu falei já um outro dia, até publiquei um corte no Instagram, eu fui meio crucificado por isso por algumas pessoas e outras me deram razão, né? Pro afegão médio, talvez o melhor seja ele comprar um ETF, por exemplo, ou uma Bitcoin Treasury Company, porque eu já vi tanta gente comprando Bitcoin ao longo do tempo tendo problemas e perdendo a reserva que tinha feito. Muitas vezes há duras penas, né? Porque autocustódia, se você e o seu próprio banco, é muito bacana enquanto dá certo. Até a hora que você vê que você foi um banqueiro ruim, emlaveira emlaveira emlaveira emlaveira em
E por algum motivo perdeu as suas palavras. Você não consegue nada acessar. Eu jamais poderia ter autocustódia. Eu acho que vale a pena ter autocustódia, mas eu acho que não deveria ser tudo em autocustódia. Eu acho que a pessoa deveria diversificar, para não confiar tanto assim nela mesma, ou no esquema de segurança que ela montou. E que às vezes o esquema de segurança, se você olha realmente, sabe? Se um observador externo fosse olhar, fala, cara, o que você está fazendo? Está fraco. Uma coisa simples que muita gente não pensa é a herança.
Exato, eventos sucessórios. Você tem tanta confiança, você morre e aí? Aquilo ali vira o quê? Eu já recebi direct de viúvas, já aconteceu pelo menos umas três vezes, que eu lembro assim. Era sempre viúvas, porque o homem comprava Bitcoin, fazia autocustódia, aí um morreu atropelado, o outro morreu num acidente também, geralmente eram mortes repentinas, né? Não foi uma morte que aconteceu por causa de uma doença que foi avançando. E simplesmente não tinha como recuperar. Eu não estava na corretora, estava na wallet. E agora, o que eu faço?
Faz nada. É muito complexo. É muito mais comum as pessoas perderem para elas mesmas do que para ladrões. Exato. Sendo que a preocupação normalmente é se proteger de um ladrão. E às vezes elas perdem para os ladrões, mas porque elas deram acesso. Como o caso daquelas wallets que por algum motivo são descontinuadas. A pessoa ficou anos sem olhar. Ela quer entrar, não consegue baixar o aplicativo. Ela bota lá o site. Aparece um site montado pelo golpista. E fala, recupere seu wallet. Bote essas duas palavras. Botou, limpou a carteira. Acabou. E isso fazendo link com o AI de novo?
Não sei se vocês têm acompanhado. Certamente, você tem acompanhado essa narrativa de que está, tipo, em cripto especialmente.
tem havido alguns hacks recentes que tem uma assinatura de que foram feitos, foram concebidos com a ajuda de AI. Então tem uma história de que a AI está ajudando meio que desproporcionalmente os atacantes, a galera do mal na internet, e que os hacks vão aumentar, os golpes vão ficar melhores, as vulnerabilidades vão ser descobertas mais rápido. Então se por um lado cada vez mais robôs são os clientes, e você tem que pensar nisso, o dinheiro vai estar on-chain e tudo online, por outro lado...
Vai ser cada vez mais um cada um por si. Cara, se cada vez mais o robôs estão online, cada vez mais a senhorinha online está correndo risco, né? Exatamente. Esse é o ponto. E a senhorinha pode ser você. Pode. Esse que é o problema, entendeu? Você pode achar que você está... Eu vi até um cara que usou IA para criar boletos e ficar enviando para as empresas. Gênio.
simplesmente, cria aqui um boleto de 500 reais e envia pra todos os CNPJs do Brasil bota lá uma associação não sei o que, algumas vão pagar e simplesmente pensa, não, tem que pagar o cara pode fazer sem escala agora, né? Mas indo pra coisas mais imediatas, eu queria saber o que vocês esperam pro comportamento dos preços do Bitcoin, se na opinião de vocês estamos em um momento bom pra comprar se valeria a pena esperar, se acham que o fundo ainda vai acontecer ou já foi aqueles 58 mil dólares
Essa é difícil. Essa pergunta é de um milhão de dólares. Muito mais do que isso. Mas a gente sempre faz ela. Tem que começar falando que ninguém sabe. É o que vocês acham. Vocês estão comprando, por exemplo? Estão esperando? Venderam porque bateu na média de 200 dias? Cara, não vendi não. Mas eu não acho uma loucura você imaginar que pode cair mais. Esse é o momento para fazer o básico bem feito, na minha visão. Seta um target conservador e compra um pouco.
todo mês, compra um pouco, toda semana, preferências à parte, tem gente que prefere comprar semanalmente, mensalmente, certo? Um target, eu acho que é o momento de comprar pouco, então se você costumeiramente compra 3 mil por mês, talvez agora é o momento que você está comprando 1.500 por mês. Você acha que tem que comprar menos agora? Eu acho, eu tenho um pouco de receio. Então você acredita realmente que a gente vai ter uma pernada de baixa? Eu acho que tem uma boa chance de a gente ter um pouco mais de baixa.
no curto prazo. Apesar de que minha visão de longo prazo é a mesma. Então, no limite, se você quiser esquecer o curto prazo, só vai comprando. Tudo faz, certo. Assim, eu... Grande disclaimer, eu sempre fui péssimo no market time de Bitcoin. É bom saber. A única vez que eu fui bem... Já não levou muito a sério. Foi em 2023, 22, 23. Porque depois da FTX, eu lembro até hoje, um grande gestor de fundos no Brasil postou no Twitter, tipo, nunca mais ninguém sério.
O cara meteu uma frase super sensacional nisso. Na história da humanidade... Você vai ter que dar o nome. Vai olhar para a cripto. Ele marcou o fundo. Até eu repitei e falei...
essa opinião não poderia ser mais errada. Na época, 2023, eu falei, essa aqui é a pior opinião, no pior momento possível, tá tudo contra você, tava 16 mil dólares. Não, 16 mil dólares. Ele marcou o fundo, exato. Ele marcou o fundo, foi absurdo. Eu falei, cara, esse é o pior momento pra você falar essa opinião, cara. Se fosse na alta, 2021, todo mundo no oba-oba, pode falar, fala o que quiser, mas... E, de fato, aconteceu, porque naquele momento, realmente parecia muito claro. Agora não parece muito claro.
Tá todo mundo meio que nessa, mais ou menos. Ninguém tá convicto numa subida super alta e ninguém tem o FTX Event que acabou de acontecer e por isso que estamos abaixo.
Então, sei lá. Mas também não acho que tem de fato tem gente escondendo o balanço podre. Não parece também. Que tem um problema que a gente só não descobriu ainda, mas já aconteceu. Não parece ser o caso também. É, eu tenho a impressão de que boa parte da alavancagem embutida no mercado hoje está nas Treasury Companies. Não sei se você concorda com isso. É, pode ser. Esse é um problema potencial. Mas é uma alavancagem mais limpa, digamos assim, do que o pessoal que alavanca. Não é o futuro alavancado 20 vezes. É uma dívida com um prazo um pouco mais longo, obrigações menores. E todo mundo está vendo.
Todo mundo tá sem chamada de margem imediata. Outro tipo. Então, isso talvez preserve o ativo. Eu tenho alguns sinais objetivos, quantitativos, que eu já falei várias vezes aqui. Tem alguns mais subjetivos, supersticiosos. Tem alguns amigos que sempre me perguntam se agora acabou no fundo. E tem alguns outros que, ao contrário, você é um deles. Você, em 2022, você até fez no seu Instagram compras públicas, tipo, marcando a semana do fundo.
E você, não sei se você realizou, se você deu conta, mas você me mandou uma mensagem esses tempos, não vou falar do teor dela aqui, mas envolvia a oportunidade de compra, cara, num momento que era tipo 60 mil, foi o fundo até agora.
E tem amigos que me mandaram essas mensagens. Mas amor, você sempre está comprando. É. Não conta. Mas talvez você está comprando mais. Mas manda mensagem quando está perto do fundo. Exato. Enfim. Então, eu acho que o patamar dos 60 mil na hora eu não achava. Eu achava que podia cair mais. Agora passou um mês, dois, eu olhando em retrospecto um. Seria um fundo interessante nessa conjuntura de sinais.
Você acha que não vai cair mais o fundo, não vai ter? Acho que a chance já é mais que 50% de o fundo já ter passado. Os mercados preditivos têm uma aposta sobre isso? Tem. E como é que tá lá? Puta, tenho que ver. Tentei entrar aqui, mas bloquearam. Não sei se você ficou sabendo. Aí na internet aqui da galera não entra.
Eu uso a VPN pra acessar pela Argentina. Aí vai. É bom falar ao vivo as coisas, não é assim? É o que o pessoal faz pra ver a parte da política. Não, mas é consultivo. É, é óbvio. Consultivo pode tudo. E usar a VPN ainda pode, né? Pode, pode. Faz parte do... Só bloquearam quando era pra acessar o Twitter na época específica. Aí bloquearam, não podia usar, mas era pro Twitter. Na Rússia não pode, mas aqui pode ainda. Faz parte do trabalho do psico-historiador. É bem isso.
Eu falei de jeitos quantitativos objetivos. Eu sempre falo do MVRV, que é um indicador de lucratividade não realizada média dos portadores de Bitcoin. E eu sempre falo que nos fundos de mercado ele costuma ir abaixo de 1.
Está bem longe ainda. Está bem longe, está em 1.4. Mas ele chegou a 1.18, que já é perto de 1. Nos 58 mil estava por aí. E a gente fez um... Todo fim de ano a gente faz um relatório de previsões na Paradigma. Uma das previsões era de que o MVRV ia cair abaixo de 1.2, mas não por muito tempo, por menos de um mês. Por outro lado, eu sempre falo que ele tende a cair abaixo de 1.0. Então não... Tipo assim, né? A gente faz várias previsões ao mesmo tempo. Mas ele caiu abaixo de 1.2, ficou alguns dias lá e já retomou. Foi nesse período aí.
Você não acha que pelo fato de muito mais gente hoje ter acesso a indicadores como esse, ele deixa de ser menos assertivo? Claro. Porque o cara, ele começa a se adiantar, né? Pô, talvez não caia a 1. Então caiu a 1.2, eu vou comprar já. E aí, por isso, nunca mais cai a 1. Certamente. Assim como talvez nunca mais suba a 4.
Certamente. Já não subiu aos topos passados. Tá esperando esse 4 pra sempre. Foi esse indicador que eu falei pra Malu. Ela falou, quando você vai vender o Bitcoin? Eu quero a data. E eu deveria ter cravado uma data. Agora que eu vejo que os ciclos estão, né, em harmonia, mas eu falei pra ela, não vai ser uma data, vai ser um indicador. Eu prometi pra Malu que ia vender quando chegasse em 3.5. Nunca chegou. Chegou em 3.3, sei lá. Chegou perto. Mas não chegou em 3.5.
Não, aí toda vez, todo episódio de Bitcoin eu tenho que explicar, que eu não fico falando pro Bruno vender o tempo inteiro. Toda semana. Mas é porque eu queria que ele realizasse um pouco, etc. Não, mas agora tá abaixo nem a pau. Tá doido.
Ela fala de vender na alta. Inclusive na semana do recorde histórico, ela falou, você não acha que tem que vender um pouco? Vamos realizar um pouco. Aí eu falei, não, vai mais. Eu esperava um topo explosivo. Olha só, eles...
Olha só, a gente marca o topo, você marca... Mas eu aprendi a lição. No próximo ciclo, vou fazer melhor. Eu acho que uma coisa que a gente também, que está na internet, quando menos a gente vê, que vocês sempre estão falando de Bitcoin, mas quanto menos a gente vê o pessoal falando e tal, é um marcador básico de que é o fundo. Eu falo isso também. Isso é bom de... É um bom... Bom...
Quando todo mundo está falando, meu querido, vamos vender. Porque está todo mundo se enfiando nisso. Eu sei que o Felipe gosta de olhar os apps mais baixados, para ver se tem corretora cripto. Eu posso falar que eu tenho um termômetro muito bom, até pelos vídeos do YouTube. Se eu posto um vídeo de Bitcoin e ele tem muito view, é porque está na alta. O pessoal está muito animado. Se eu posto um vídeo de Bitcoin e ele tem pouco view, os comentários são, você é imbecil?
Só você acredita nesse negócio ainda. Tá na baixa, então vamos comprar. E os vídeos que eu tenho postado sobre Bitcoin nesse mercado de baixa, tem mais comentários assim do tipo, cara, você ainda tá nessa. Madurece. Tá precisando de criança. Vai pra outros ativos. A bolsa tá subindo, né? Então, meio que mostra que é um momento bom pra comprar. Entendi. Então tá bom, né?
Tinha que ter um jeito de pescar esses comentários e expor eles. Ah, dava a pescar. Tem muito comentário ali, tem muito comentário. Não, no YouTube é só entrar lá depois. Passa dois meses e você entra e você vê. Eu tenho prints de uns 100 comentários assim no meu celular. Isso de ciclos antigos já. Cara, que quando eu tava comprando Bitcoin tava 40 mil reais na época. O Bruno tem prints de gente influente. É, tava 40 mil reais na época e tinha gente falando, pô, você é burro.
Eu queria responder com aquele comentário do Daniel Fraga, né? Vou voltar aqui no futuro pra redorçar cara, seu idiota. Agora tá na baixa, tá 360 mil. O cara me chamando de burro. Pelo amor de Deus. Eu sabia que teve um post no Twitter interessante que é de um cara que tinha, sei lá, 11 mil bitcoins em 2013, fez uma mega análise.
2012, eu acho. Ele falou, isso aqui nunca mais vai subir, vai sempre cair pra sempre, vou vender tudo. Aí em 2021, alguém fez um... Pegou de um fórum que esse cara postou e publicou no Twitter falando, esse cara ainda tá vivo? E ele mesmo respondeu, tô vivo, mas morto por dentro. Ele de fato acreditou na própria análise, vendeu tudo e tava completamente errado.
A humildade sempre tem um papel importante. Alguns dos caras que eu conheci que mais manjaram de Bitcoin abriram mão do negócio no meio do caminho. Tem um caso famoso do Mike Hearn, que é um cara que se correspondeu com o Satoshi e que acho que em 2015 fez uma cartona, saiu em tudo que é revista. Principal desenvolvedor do Bitcoin, abandonou no barco. Vai ver que fim levou. Tá hoje fazendo versão pós-quântica do Bitcoin.
Cara, vou fazer uma última pergunta então para encerrar, já estamos batendo quase o horário aqui, sobre mercados preditivos. Até aproveitando o seu comentário, aqui no Brasil, pelo menos a parte política, eu vi que está bloqueado, não sei se é para acessar o Polimarket localmente para ver, por exemplo, se é uma parte de eventos esportivos.
Mas você acha que essa é a, vamos colocar assim, uma nova febre do momento em cripto? Ou tem coisas que estão bombando mais, como é o caso das stablecoins, que aí não tem mercado de baixa, porque é pareado com dólar e cada vez mais gente usa para enviar recursos para o exterior, por exemplo? Ou tem alguma outra coisa? Como, por exemplo, se eu não me engano, ontem eu vi uma notícia de que a Hyperliquid está permitindo que você negocie como se fossem as ações do Ibovespa 24 horas por dia.
Você gosta de mercados preditivos ou não? Cara, é uma opinião polêmica. Assim, eu acho que... O Brasil está proibido, né? Eu acho que de fato é um hype. Não um hype num sentido ruim, mas tipo, está bombando, não tenho o que dizer. Porque existe um uso. Por exemplo, investidores podem querer apostar que agora a Venezuela vai melhorar as coisas. O que você compra na Venezuela? Não tem ativo.
Ah, mas falta infraestrutura. Beleza, você quer fazer um pipeline de gás na Venezuela? Construir? Não, né? Tipo, você é um investidor de papel, você não é um investidor de fazer um pipeline de gás para vender gás à Venezuela. É isso que está faltando lá, né? Você pode ir do Polimarket e falar, cara, a situação da Venezuela vai ser XYZ nos próximos YZ tempos, sei lá, W tempos. Então, você consegue se expor a um tema que você acredita fundamentalmente e...
meio que é o único jeito, eu diria, de um investidor, a não ser que você seja uma petroleira, um investidor de infraestrutura, o único jeito de se expor a Venezuela é com polimarketing. Polimarketing, caos, prediction markets. Por outro lado, existe também um paralelo com apostas em geral. Sim. Que, de fato,
Eu acho que é bem menos pior do que o mercado de apostas em geral no sentido de marketing. Ele é um marketing menos voltado para isso, eu acho. Mas, assim, não é o lugar que você... Assim como o Bolsa você tem risco, você tem que considerar a mesma coisa. Você está operando basicamente opções sobre um evento acontecer. Então, você tem que entender que aquilo ali você pode usar como um instrumento de fazer investimentos em determinadas...
Se expor a determinadas situações do ponto de vista de investimento, mas não ache que é uma renda extra e que você vai ganhar 5 mil por mês brincando no polimarketing, é garantido, não tem como perder. É aí que você começa a se confundir. Mas tem isso? Não, acho que tem muita gente que tenta... Sempre tem, né? Falar de tipo, dá para ganhar sempre, o risco é zero. Não é. Assim como bolsa não é, às vezes investe em empresas que quebram.
ou cai 80% e nunca mais vai subir, e cripto também não é, minha opinião é não veja prediction markets como risco zero em nada. É a oportunidade da sua vida. De fato, tem um fator de...
A formação de mercado em eventos é importante. A gente discutiu um monte de coisa aqui que o Felipe trouxe. Cara, o Polimark está falando X%, Y%. A gente pode estar pensando, que bobeira, tanto faz o que o Polimark está falando. Não, não tanto faz, porque tem de fato gente colocando dinheiro nessas coisas e fundamentalmente você vê que existe uma convergência dessas probabilidades para uma coisa minimamente que faz sentido.
apesar que em momentos podem variar de forma louca. Quanto mais próximo do evento em si, mais vai caminhando para a verdade. Isso, exatamente. Se estiver muito longe, aí já tem outras variantes. Mas sei lá, eu tenho ressalvas, mas menos com o que é e mais com talvez a forma que se vende, a depender de quem vende.
Essa mensagem que você falou, errônea da renda extra, às vezes ela é passada de maneira sutil. Por exemplo, tem um post que viraliza, volta e meia no Twitter, que é a chance das oito seleções favoritas da Copa ganharem está em 90%. Então, eu posso comprar as oito favoritas e eu vou ganhar quase 10%, porque é óbvio que não vai ser o Marrocos que vai ser campeão. Mas quem são as oito favoritas?
Brasil, Alemanha. Uma nona. E mesmo Marrocos, ou sei lá. Marrocos foi bem na última Copa. O ponto é que se a chance é 10% de um outro país ganhar, a chance é 10%. Então, se você apostar em 10 mercados desses, você vai ganhar 9 e vai perder em 1. 90 contra 10. Então, realmente, não é renda extra. Eu gosto de sintetizar dizendo que como fonte de informação é uma tecnologia maravilhosa. Me empolgo muito.
como um lugar para você botar dinheiro, cara, fiquem longe disso. É, lógico. Então, leiam, aprendam, mas não joga dinheiro nisso. Sempre, ao longo da história, que a gente tem uma represa informacional quebrada, significativa, a sociedade se transforma em torno disso. Porque informação é poder. A invenção da prensa de tipos móveis, cara, tirou um poder do cristianismo e descentralizou a religião e o poder político na Europa.
computador pessoal e a internet deram origem a uma geração, um tipo completamente novo de político, que é o palhaço, o apresentador de reality show, o Zelensky, o Trump, etc. Eu acho que mercados preditivos...
desbloqueia uma represa informacional que talvez não seja muito clara para as pessoas, mas que eu gosto muito do exemplo dos mercados eleitorais. Você fazer uma pesquisa de intenção de voto aqui no Brasil, tem que registrar no TSE, tem que ter todo um cuidado na divulgação. O Malu participou já, porque ela fez ciência política. Aham, é treta. Fazendo a pesquisa. Tipo, por mais frequente que seja, não é um negócio 24-7, uma por semana, sei lá, que sai.
E, querendo ou não, tem gente que influencia como essa informação é criada e distribuída. E tem poder nisso. Agora, você tem um mercado que opera 24x7, que não é a mesma coisa que uma pesquisa de intenção de voto, é fundamentalmente diferente, mas que dá uma informação em tempo real de quem está ganhando e quem está perdendo. Cara, na minha opinião, eu sempre falo que eu acredito mais no peso do dinheiro do que numa opinião solta por uma pessoa.
Então tá lá o homem solteiro respondendo a pesquisa e quem tá fazendo é uma mulher bonita. Talvez ele não fale o que a mulher quer ouvir. É só uma pesquisa, você pode falar o que você quiser, entendeu? Agora, quando você bota o seu dinheiro, geralmente você bota dinheiro em quem você acha que vai realmente ganhar. E talvez, pra quem bote muito dinheiro, esse cara tenha feito uma pesquisa própria pra chegar a essa conclusão. Como foi o caso na eleição do Trump, né? Teve gente que acertou com muito dinheiro porque tinha feito uma pesquisa própria. Enquanto as pesquisas em si falavam que ele não iria ganhar.
Sim. Exatamente. Então, você gera um incentivo pra que as pessoas busquem informação e aí o mercado comunica a informação que essas pessoas estão gerando. Tipo, esse cara que fez essa pesquisa customizada aí, né? Por mais que você não saiba como eles fizeram, mas efetivamente quem tá apostando muito dinheiro nisso...
Sim. Exatamente. Então, como fonte de informação, é valiosíssimo. Eu estou lá todo dia consumindo os dados, só consultivamente, porque me interessa saber como é o perfil de quem está botando dinheiro no Renan Santos, que subiu um monte no Polimarket, mas não tanto nas pesquisas. É mais um usuário novo ou é mais um usuário antigo, tipo um perfil de market maker?
um cara que tem mais cara de ser brasileiro ou um jogador de dinheiro global? Como que esse perfil difere da galera que está botando dinheiro nos outros candidatos? Será que isso pode me dar um sinal que não está tão evidente nas pesquisas? Você consegue ver o perfil do pessoal do dinheiro? Está tudo na blockchain, está tudo transparente. Olha que interessante não saber disso. O céu é o limite. Assim como a gente discute o perfil do portador médio de Bitcoin, eu consigo ver. Eu sei que nos últimos seis dias...
Se você pegar todo mundo que tradou Renan Santos na Polimarket, no mercado eleitoral brasileiro, versus Lula e Flávio, uns 16% dos traders de Renan nos últimos dias são novos, versus 5%, é a média do mercado. Então tem muito mais gente nova chegando na Polimarket, nunca fez nada antes na Polimarket, está jogando dinheiro no Renan.
Tem várias maneiras de você interpretar isso. Enfim, o Cellulimid. Dá uma interpretação pra você ver. Tem gente que diz que é a galera se organizando pra distribuir dinheiro em várias contas diferentes e fazer a chance subir. Eu, e por conta de outros dados adicionais que eu juntei em cima, leio mais como um movimento orgânico. Tipo, se tu comparar candidato por candidato, são muito parecidas as proporções. Porque grande parte do volume vem do market maker, não vem do varejo aqui.
Então essas anomalias, normalmente, na minha experiência, é gente de verdade. Então eu leio como gente de verdade disposta a botar dinheiro ali. Eu leio como ele foi nos sócios.
Aí cresceu bastante. Aí não tem o que fazer. Não, tô brincando. Ele tá bombando em vários podcasts. Ele foi no sócio, bateu o recorde. E se tem um recorde que ele bateu que ficou quase 10 mil views acima do recorde anterior, isso é por conta do convidado e não do programa em si, né? Então é só uma brincadeira. Até porque o pessoal que defende o universo é chato pra cacete. É chato pra cacete. Então, é. A poca já tá me atacando aqui.
Mas acho que do principal, é isso, né, Boludinho? Dá para falar infinitamente aqui de vários assuntos, mas também não quero ocupar demais o tempo de vocês, sei o quanto são ocupados. E aí, para quem está acompanhando e quer aprender mais sobre como funciona a Vênia, por exemplo, o BRLA, o conteúdo que você tem, então fala suas redes, os negócios todos, fica à vontade, Matheus. É a mesma coisa você, Felipe. Eu sei que vai ter um lançamento na Paradigma daqui a algum tempo, fica à vontade para divulgar também.
A gente fala muito por LinkedIn, acho que tanto eu quanto os meus cofundadores, se você por lá vem o LinkedIn, você vai ver diversos posts, a gente gosta de falar bastante sobre o assunto stablecoin, estrutura financeira.
E para onde a gente acredita que o mundo está indo. Então é isso. E também no Twitter, Stable Moura. Twitter não. X. X, né? Pode me acompanhar por lá também. Perfeito. Obrigado pela presença. Eu que agradeço. E é só para eu deixar o gancho para você. A Venha, você diria que o principal cliente hoje é para a empresa que está interessada em fazer pagamento internacional ou compra coisa em dólar ou qual que é o caso.
A Vênia é para ou fintechs que querem construir uma infra de pagamentos internacionais para oferecer para os clientes dele, ou empresas que precisam disso para elas mesmas, seja porque ela é multinacional e ela tem sedes em diversos lugares que precisa ficar mandando dinheiro, ou porque ela tem contas a pagar no exterior e ela quer pagar isso de uma maneira mais fácil, mais simples. Pode usar a gente também. Bravo.
Eu sou o Felipe, estou lá em arroba Felipe Peter, Felipe T-H-E-R no Instagram e no Twitter. Ou nas redes da Paradigma, Paradigma Edu. Na semana que vem, em homenagem ao Bitcoin Pizza Day, a gente vai fazer uma sequência de três aulões gratuitos para proteger o teu dinheiro do governo com Bitcoin. Então a gente vai falar sobre custódia, carteiras, privacidade, herança. Vai ser bem legal. Vocês encontram os links aí nas minhas redes.
Muito bom. Obrigada pela presença. Vocês encontram a gente aqui semanalmente no canal dos sócios, às vezes com um episódio extra como esse, sempre com um episódio pra, de alguma forma, agregar na vida de vocês e também me encontram no arroba Malu Perini no Instagram. Vocês me encontram no Instagram Bruno Endalane Perini, canal do YouTube Você Mais Ico e sempre aqui nos sócios. Pra quem assistiu, nosso muito obrigado pela audiência nesse dia especial. Os nossos convidados, obrigado pela presença. Espero que voltem mais vezes. E é isso, pessoal. Grande abraço e até a próxima.
Beijos!
Coinbase
Exchange de criptomoedas