COMO GUARDAR DINHEIRO, INVESTIR MELHOR E PLANEJAR A APOSENTADORIA | Os Sócios 290
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Você já percebeu como ganhar dinheiro e guardar dinheiro são duas habilidades completamente diferentes?Muita gente trabalha, se esforça, recebe salário e, ainda assim, termina o mês com a sensação de que não construiu quase nada. O problema, muitas vezes, não está apenas em quanto se ganha, mas em como se organiza a vida financeira, se investe e se pensa no longo prazo.Em um país marcado por juros altos, inflação recorrente e aposentadoria incerta, saber guardar dinheiro virou uma necessidade para quem quer construir mais liberdade e segurança no futuro.Mas a verdade é que poucas pessoas foram ensinadas a lidar bem com isso. Quase ninguém aprende de forma clara como montar uma reserva, investir melhor, evitar erros comuns e, principalmente, planejar uma aposentadoria digna sem depender exclusivamente do Estado.Para entender as armadilhas que impedem as pessoas de guardar dinheiro, investir melhor e planejar a aposentadoria, recebemos Leanderson Reis e Frederico Dinis, planejadores financeiros da Grão, no episódio 290 do podcast Os Sócios. Falaremos sobre os erros mais comuns na construção de patrimônio, as decisões que realmente fazem diferença no longo prazo, organização financeira, mentalidade, investimentos e muito mais.
Os Sócios Podcast.Hosts: Bruno Perini @bruno_perini e Malu Perini @maluperini
Convidados: Leanderson Reis @leandersonreis.cfp e Frederico Dinis @frederico.dinis
- Gestão de Dinheiro e PoupançaErros comuns na construção de patrimônio · Organização financeira · Mentalidade de investimento · Planejamento de aposentadoria
- Planejamento FinanceiroImpacto da educação financeira · Gestão de riscos · Proteção patrimonial
- Tarifas bancárias e gastos invisíveisMal invisível · O impacto das tarifas bancárias
- Investimentos FinanceirosPGBL e VGBL · Estratégias de investimento
- Dinâmica financeira do casalConflitos financeiros entre casais · Importância da comunicação financeira
E aí, pessoal, vamos começar mais um episódio do podcast Sócios. Quem fala aqui é Bruno Perini, host do podcast. Estou, como sempre, com a Malu Perini, minha esposa, host e o belo rosto dos Sócios. Olá, pessoal, sejam bem-vindos a mais um episódio dos Sócios. E, Bolinha, sobre o que nós falaremos hoje? Hoje vamos falar sobre como guardar dinheiro e planejar sua aposentadoria. Afinal, não dá para depender do governo e também não dá para achar que você vai trabalhar para sempre, que vai que dá ruim ainda.
Tem uma estatística, ela é antiga já, mas eu acredito que não mudou muito do INSS, mostrando que do pessoal que se aposenta no Brasil, somente 1% é considerado financeiramente independente. Mas sabe o que eles consideram financeiramente independente? O quê? É tipo o cara que é militar, se aposentou e consegue ver da aposentadoria. Mas ainda está dependendo da aposentadoria estatal. Sim.
Sendo que as previdências públicas, tanto regimes próprios quanto principalmente o regime geral, cara, a conta não fecha simplesmente. Elas foram criadas em um mundo onde você tinha crescimento demográfico. E apesar de no mundo a gente ter 8 bilhões de pessoas e estar caminhando para 10, esses 2 bilhões a mais não vão estar distribuídos de maneira uniforme. São alguns poucos países que vão ter bastante crescimento, tipo uma Nigéria, Índia.
Bangladesh, Indonésia, mas boa parte do mundo, principalmente o mundo ocidental, não estará crescendo. E nisso se inclui o Brasil. Se você pega ao longo dos últimos 30 anos, a população brasileira cresceu quase 70%. Para os próximos 30, a expectativa é de zero crescimento. Então, depender de previdência pública é pedir para passar apuros no futuro.
E antes de apresentar os nossos convidados, que vão nos ajudar a falar sobre esse tema, eu tenho dois recados para vocês. O primeiro deles é da Coinbase. Para quem não sabe, a Coinbase é hoje a maior corretora de criptomoedas exchange dos Estados Unidos. Tem inclusive capital aberto, ações listadas na Nasdaq.
uma das bolsas americanas, e é custodiante dos maiores fundos do mercado quando se fala em cripto. Inclusive, 12 ETFs listados em bolsa americana, eles têm custódia de 8 desses ETFs. E o melhor é que mesmo sendo uma empresa americana, você pode investir de maneira fácil, inclusive fazendo PIX a partir de R$10. Além disso, no app dele você consegue deixar aquele stablecoin, o SDC da Circle, em rendimento.
e você ganha 7% ao ano. É uma taxa bem atrativa quando você pensa que é 7% em dólar digital. Então, a pergunta que eu sempre faço é o que é melhor, IPCA mais 7 ou dólar mais 7, aqui nesse caso. E aí, para quem quiser explorar um pouco mais disso, inclusive os rendimentos podem vir em Bitcoin, você pode escolher outra moeda para receber.
Nós temos um link na descrição que é Recode na tela, sendo que é um benefício para quem for se cadastrar pela primeira vez no Coinbase. Depois de se cadastrar e fazer a sua primeira compra, eles te dão R$20 de bônus. E outro recado é de uma plataforma que eu uso bastante, se eu não me engano, para fazer imposto de renda há 4 anos, ou 4 ou 5 anos, que é o MyProfit. Foi criado por um aluno do Viver de Renda, Rodrigo Poveron, da Turma 10.
E essa plataforma, ela consegue consolidar a sua carteira. Quando eu compro uma ação, aparece automaticamente na plataforma. Se eu vendo um fundo imobiliário, se, por exemplo, eu compro um ETF. Tudo que está na bolsa já alinca automaticamente. O que está em cripto, linkando a corretora lá, eu compro ou vendo, já alinca automaticamente.
Mesma coisa com uma série de investimentos bancários. Então é realmente uma mão na roda. Sendo que lá eu consigo apurar lucro, se tiver que pagar a DARF já gera no programa. Prejuízo também para que eu possa fazer a compensação e não ter que pagar imposto no futuro. E um bônus é que na declaração do imposto de renda, eu perdi literalmente um dia inteiro para fazer, porque era minha, da Malu, vários campos para lançar. Eu não terceirizo isso para contador.
já vi muita gente se dar mal, o cara fazendo besteira, e eu também prefiro que menos gente saiba da minha vida financeira, somente eu, Malu, e toda a Receita Federal, eu não queria incluir mais uma pessoa nesse jogo. Então, com o MyProfit, hoje eu faço literalmente em cinco minutos, pessoal. Você tem funções lá, como, por exemplo, a geração de declaração, te dá um relatório, você pode preencher no campo a campo, ou simplesmente você pode gerar um arquivo para subir no programa da Receita, e ele preenche tudo lá de maneira automática, aí basta você conferir.
isso aí para mim já paga o custo da assinatura anual. Sendo que, se você for assinar agora, como é um ano de assinatura, você consegue usar para fazer essa declaração e também a declaração do ano que vem, caso você faça logo no começo do período. Então, para quem estiver interessado, também vai aparecer um QR Code na tela, tem link na descrição e eu tenho um cupom para que você possa assinar com desconto, PERINE10, para que você tenha um preço melhor na sua assinatura.
Recados dados, pessoal. Vamos apresentar os nossos convidados, ambos pela primeira vez aqui no Podcast Sócios.
Então recebemos Leanderson Reis, ele é planejador financeiro há 16 anos, atendeu diretamente centenas de famílias e desenvolveu uma metodologia de planejamento que se tornou referência no Brasil. É fundador da Serafim, já atendeu 15 mil famílias, cofundador da Academia Serafim com 6 mil profissionais formados e da plataforma Dashplan, com 3 mil profissionais ativos. Já orientou mais de mil planejadores em transição de carreira, atua como professor na PUC do Rio Grande do Sul em plataformas do Grupo Primo.
além de ser professor e mentor dos planejadores da Grão, rede com 800 profissionais e atualmente com 10 mil clientes atendidos. Leanderson, bem-vindo ao Podcast Sócios. Legal, muito obrigado. É uma honra estar aqui junto com vocês. Aliás, parabéns, né? Mais de uma década que vocês dedicam para ajudar pessoas a alcançar o bem-estar financeiro. Obrigado, Leanderson. Saúde física, saúde mental. Então, ou seja, é algo que não é comum de se ver e certamente inspiração para todos. E vou deixar aqui só um presente rápido com vocês.
Ah, obrigada. São dois livros que eu participo em coautoria e é um projeto interessante que tem vários planejadores, educadores. Na volta a gente compra. Esse título é muito bom. Quem nunca ouviu isso da mãe do pai, né? Enriquece enquanto dorme. Então, são dois projetos que tem coautoria vários profissionais, inclusive vários alunos meus, mentorados e planejadores aqui da Grão. Aliás, a Cátia e o Charles, que são mentores aqui na empresa, fazem parte também desse projeto.
Legal, deixa eu deixar aqui na frente então. Pra quem quiser adquirir o livro, tá na Amazon, por exemplo? Sim, tá na Amazon Mercado Livre. Ou pode me procurar também no Instagram.
E recebemos também Fred Diniz, planejador financeiro há seis anos, já atendeu diretamente mais de 340 famílias e é especialista em planejamento financeiro familiar desde 2020. É mentor dos planejadores da Grão, onde já contribuiu para a formação de mais de 100 profissionais e para atendimento de 1.500 clientes. Baixarão em Contabilidade, construiu, antes da carreira no mercado financeiro, uma trajetória de 11 anos na Força Aérea Brasileira, atuando como especialista em armamento e explosivos. Fred, bem-vindo ao Podcast Sócios.
Muito obrigado, Bruno e Malu. É um prazer e uma honra estar aqui. Vocês com certeza são uma inspiração para mim e para a minha família. Estou muito feliz de estar aqui hoje. Obrigada pela presença, gente. Pessoal, começando então, por que na opinião de vocês a gente tem pessoas com tanta dificuldade em simplesmente guardar dinheiro? Porque...
Quando você vê alguém que tem um salário mínimo e o cara está endividado, que não consegue guardar dinheiro, você acha totalmente compreensível. O custo de vida no Brasil é altíssimo e rapidamente o salário acaba antes do mês, sobretudo em grandes cidades, porque metro quadrado mais caro, aluguel mais caro, pontos mais distantes, transporte, também vai pegar uma parte relevante do orçamento. Agora, quando isso acontece com um cara que tem 10 salários mínimos, 20, 30, 50 salários mínimos e o cara está endividado?
Acontece com mais frequência do que a gente imagina. É muito frequente. Você pega estatísticas do Banco Central ou de bancos, dos brasileiros hoje, praticamente 80% está endividado. Vários desses, inclusive, inadimplentes com suas dívidas, dados os juros altos que nós temos no momento na economia. Até em bolso está acontecendo. Várias empresas não conseguem nem gerar caixa para pagar as dívidas, para pagar, aliás, os juros da própria dívida.
Então, na opinião de vocês, quais os principais motivos por trás dessa dinâmica que acontece aqui no Brasil?
Legal, vamos lá. Bom, tem um aspecto interessante, quando a gente fala de gastar tudo que ganha ou mais o que ganha, eu costumo falar que é o famoso mal invisível. O que é o mal invisível? É o dinheiro que a pessoa gasta e nem sabe que gasta, por exemplo, nem usufrui daquele benefício, paga serviços ou desperdiça, por exemplo, pagando serviços que não utiliza, ou os hábitos que realmente ela não tem a consciência no final do mês do impacto. Vou dar um exemplo.
que inclusive está nesse livro também, que é um case de um casal, que é bem parecido com o que você comentou, um casal jovem que eu atendia lá em 2012, 2013, no início da minha carreira. E esse casal não tinha filhos, pretendia ter filhos em algum momento, tipo por volta de 30, 32 anos, e eles tinham uma renda naquela época de 20 mil reais. A renda dele 14 mil, ela 6, e lembrando, 20 mil é muito dinheiro. Hoje é quase o dobro, né? Um casal que realmente ganhava seus 30, 40 mil equivalentes a hoje. Eram ricos.
Eles trabalhavam multinacional, tinham uma boa carreira. Só que qual que era o incômodo deles? Eles ganhavam bem, não tinham nenhum patrimônio acumulado, só um carro que eles tinham quitado. E eles não entendiam porque não conseguiam juntar dinheiro. E como eles queriam ter filho, estavam projetando ter o filho, eles já queriam começar a ter uma reserva e começar a se preparar para isso. E aí chegou, no caso, para eu atender. Eu atendi diretamente essa família. Vou colocar o Eduardo e Mônica aqui.
E quando eu atendi o Dado Mônica, eu comecei a mapear, aí sim, fazer o papel do plano de jantar financeira, a gente pode falar mais sobre isso daqui a pouco, e eu comecei a mapear e ler a parte orçamentária. E olha que interessante, quando eu fiz o orçamento deles, algumas contas me chamaram a atenção. Primeira conta, eles gastavam 2 mil reais no supermercado.
E dois mil reais no supermercado, que vai quase quatro mil, equivalente a hoje. Casal, sem filhos. Duas pessoas só. Duas pessoas. Mas eu perguntei pra eles, por que vocês gastam dois reais no supermercado? Dois mil. Leanderson, a gente trabalha pra caramba, não tem tempo nenhum pra lazer. O único lazer que a gente tem é cozinhar na sexta-feira com os amigos, chamar os amigos, fazer um jantar em casa, e a gente compra bons ingredientes, um bom vinho, etc.
Então, ou seja, essa conta aqui está ok. Faz parte, inclusive, da sua saúde mental. Se vocês não tiverem isso, aí não adianta nada todo esse trabalho. Mas essa outra conta aqui me chamou a atenção. Mil reais na padaria. Eu mapeei mil reais na padaria. Eles eram gormos? Pior que não. E aí, quando eu questionei por que mil reais na padaria, qual foi a resposta deles?
a gente gasta mil reais a padaria porque como a gente não tem tempo de manhã a gente passa numa padaria perto de casa, eles moravam num bairro nobre aqui de São Paulo para ali, come coração, caputino 50, 60 reais todo dia no café da manhã e correr pro trabalho
Então, esse já é um exemplo de mal invisível. Eles não entendem o impacto de um hábito simples e conveniente. Pô, passo ali para não perder tempo. Pô, mil reais de 20 mil é... Renda total era 40 mil. Não, 20 mil. 20 mil? É muita coisa. É muita coisa, se você for pensar, né?
Então, mas a questão é, eu mudei o prisma e apresentei para eles esse número. Olha, vamos lá. Mil reais na padaria são 12 mil por ano de valor principal ali que vocês gastam. 12 mil por ano, se a gente contar 30 anos que vocês têm como horizonte para a aposentadoria, mais de 300 mil, 360 mil. Corrigindo tudo isso, mais de um milhão. Então imagina só, lembra, foi exatamente assim que eu falei para eles. Vocês já assistiram De Volta para o Futuro?
Sabe quando você faz uma coisa no presente e apaga alguma coisa lá na frente? Então imagina só que esse caputino e croissant estão apagando por volta de mais de um milhão lá na sua independência financeira. É uma ótima analogia, sim. E aí o que eu falei para eles? Qual que é a solução? A ideia não é cortar a padaria. A questão é, será que realmente vocês não têm tempo para fazer um café da manhã em casa? Já que vocês já vão no supermercado e tem essa dinâmica, gastam um pouquinho mais, pegam os ingredientes e fazem o café da manhã. Talvez um dia ou outro, mas não todas as vezes.
Só que qual que é o ponto? Depois que eles entenderam esse pequeno hábito, eu fui varrendo o resto.
E aí tinha mais um monte de coisa, né? Tinha o streaming que pagava, que não usava. Tinha o pacote, tinha o otimismo de ter uma TV com 40 canais e mal assistia nenhum, porque eles trabalhavam pra caramba. Mas eles assinaram pensando que iam assistir. Moral da história, no final eu consegui otimizar 5 mil reais. Então, 5 mil reais de economia, mil da padaria e o restante. Que basicamente não mudou em nada a vida deles. E agora eles conseguiram acumular mais 5 mil.
Então você conseguiu fazer com que eles poupassem 25% do que eles ganhavam, sendo que eles não poupavam nada. Com pequenos ajustes ou justamente economizando com gastos que eles não percebiam. Por exemplo, o cartão de crédito fez o upgrade e eles estavam pagando uma tarifa que era o dobro e não fazia sentido. Pagar uma tarifa bancária para usar talão de cheque, eles nem sabiam o que era talão de cheque, mas estava lá.
É muito comum pagar tarifa bancária ainda, em 2012. Exatamente. Ainda é. Exatamente. Ainda é. Sério mesmo? Sério. Nossa, eu acho que desde que eu estou com o Bruno, a gente nunca pagou a tarifa bancária, porque o Bruno é a pessoa que liga lá, fala, eu vou cancelar. Aliás, toda vez que a gente fala de planejamento financeiro aqui, tem uma dica que a gente vem na mesa, não sei se sou eu que dou, mas é uma boa dica, inclusive eu vou dar.
é cancelar os seus cartões, do nada, você cancela. Aí, depois, você tem que refazer as assinaturas, as coisas todas, porque, geralmente, tem um monte de assinatura que você nem lembra que tem, e você tá pagando no automático. Então, cancela, aí depois, ah, nossa, não tá entrando Netflix. Aí, você vai lá e refaz o Netflix, porque vai cancelar um monte de coisa que você não lembrava, que você nem sabia que existia, e que, no final das contas, vai diminuir o seu gasto mensal.
É, isso acontece de vez em quando. Você bota um cartão virtual, cancela, bota outra e limpa toda a base de cobrança. É obrigada a renovar aquilo que você assiste de fato. Mas sobre isso, alguns pontos. Realmente estou pensando aqui quando foi a última vez que eu paguei tarifa bancária na minha vida. E faz muito tempo, porque desde a época de formação na Academia Militar, eu já falava com o banco, se me cobrar eu vou mudar, porque eu falava, não tem sentido.
Eu estou deixando o dinheiro aqui. Vocês usam o meu dinheiro, ganham juros com ele. Querem me cobrar por isso? Vou levar para outro banco.
A gente falava, não, vou conseguir te isentar. Eu falei, que bom. Aí eu cometi o erro de falar com algumas pessoas. Me isentaram lá. Muita gente foi cobrar, ela falou, pô, não posso dar pra todo mundo esse benefício. Mas depois eu abri uma conta universitária no Itaú. É, eu ia falar dessa conta. E no Itaú também, eu tinha uma conta universitária porque era conta que não pagava...
Eu tinha, eu tava na faculdade, aí o Bruno falou, fez uma conta universitária e descobriu que ele também conseguia fazer. E desde então ele tinha, até esses dias ele tinha essa conta universitária. Tinha. Aí, aí ele, aí eu acho que o gerente falou assim, então cara, você tá com uma conta aqui que é universitária, você tem quantos milhões? Porque o meu cartão venceu, entendeu? Eu tive que pegar um cartão novo, né? Daí ele falou, pô, essa conta sua aqui tá totalmente errada. Eu falei, cara, mas eu não invisto.
Por vocês, entendeu? É só a conta que eu uso no dia a dia. Ele falou, não, vamos fazer um upgrade, não sei o que, te dar um cartão. Aí me deram. Mas até falei com a Malu, né? Eu não paguei nenhuma vez taxa de manutenção de conta no Itaú, por exemplo. Mas o Itaú, ele lucrou muito comigo. Porque eu sou cliente do Itaú há mais tempo do que eu não era. Eu comecei com a conta lá, eu tinha 17 anos, né? Agora eu tô com 37, então eu sou cliente há 20 anos. Imagina eu ter que pagar taxa pra ser cliente, cara? Ele chegou a me pagar.
Mas é verdade, pô. E aí um outro ponto que você falou que eu achei legal, né? Então, esse cancelamento da TV. Dando um caso aqui, não quero citar nomes, né? Mas uma pessoa conhecida nossa, o homem da casa, foi lá e cancelou a TV. E a mulher falou pra caramba, pô, cancelou a TV, não temos mais o canal. Sendo que ela nunca assistiu os canais. Vamos deixar bem claro.
Aí deu vantagem de ficar hipotético. Sim, sim, sim. Claro, hipotético. Essa TV era porque a minha, a nossa família, inclusive sua família também, nossas famílias, vão lá em casa no final de semana ou no final do ano, e aí elas estão acostumadas a assistir TV a cabo. E a gente não... A gente não assiste TV. A gente não assiste nada. A mãe da Malu vai lá em casa só ver aquela série de coreanos.
Agora minha mãe só assiste coreano. Minha mãe é dorama na veia. Mas enfim. E daí eu falei pra ele não tirar. Porque eu senti falta. Tipo, meu pai gosta de assistir. Mas agora tá mais fácil. Tem vários streams que tem futebol. Que tem coisa. Então não faz tanta diferença. Mas não tinha. E dava certo no final. E quanto era? Vamos falar quanto era. 100 reais. Não era 100 reais. Era 100 reais. Era menos? Não, era 100 reais. 100 reais todo mês.
Pode agendar uma reunião com o planejador? Contra mil que o rapaz ali gastava. E a gente tá falando de 100 reais agora. Foi no ano passado. Mas até complementando esse ponto, que é bem interessante, por exemplo, aqui na Grão a gente já impactou mais de 10 mil famílias com o time aqui de planejadores. E uma estatística bem interessante é que só na primeira passada de olho...
no orçamento, assim como eu acabei de comentar com esse casal, a gente consegue economizar de 10% a 15%, basicamente sem mudar nada no estilo de vida. Justamente pelas tarifas bancárias. Eu estava conversando com um colega aqui agora, um planejador financeiro, e ele falou que, conectando a conta do cliente, a gente vai falar um pouquinho mais sobre isso, já aparece ali 300 reais que ele nem sabia, o cartão de um banco, o cartão de outro banco.
Então, antigamente, né, acho que essa é uma dificuldade também do brasileiro, né? Antigamente também nós, há cinco anos atrás, a gente utilizava aquela ferramenta, que é a mesma ferramenta, inclusive, que os incas, maias, aztecas, utilizavam para fazer o orçamento familiar. Como é que chama mesmo? Planilha, né? Excel, né? Planilha Excel. Então, ou seja, esse também é um ponto importante, né? Não é todo mundo, que é igual o Perini, provavelmente, que vai lá olhar os números, entrar em detalhes.
Então, de 5 anos para cá, existe uma tecnologia, que é o que a gente utiliza aqui também no Grupo Primo, que é a Open Finance. E quando a gente conecta as contas do cliente, a gente já tem tudo automático. É tudo sincronizado em tempo real. Então, já aparece vários alertas do que está sendo gasto. Às vezes, um streaming que você nem lembrava que assinou só para ver, por exemplo, uma série favorita e está lá pagando todo mês. É isso que acontece. E a armadilha do banco, que muitas vezes acontece, o primeiro ano é gratuito.
da tarifa do cartão. Mas o segundo não e vem bem caro. E como ninguém vai ficar monitorando, esperando o mês para ligar e realmente continuar a isenção, aparece. Então, só numa primeira passada, 10 a 15% de otimização. Essa seria a média do que você consegue otimizar na primeira passada? Na média estatística, sim. E esse, eu diria que é um dos grandes... 10 a 15%. Um dos grandes males realmente para o brasileiro gastar tudo ou mais o que ganha é o desperdício do dinheiro, é o mal invisível que a gente chama. A métrica é de 10 a 24%, né?
De economia que a gente consegue fazer só de otimização. Aí se você quiser alterar mais ainda o seu estilo de vida, aí consegue fazer mais. Mas...
É engraçado que você falou de tarifa bancária. Essa semana eu fiz uma primeira reunião com o cliente, conectamos as contas e um banco XPTO estava lá R$198,00 de tarifa bancária. Caraca, R$198,00? Nossa, o Bruno ia matar. Só de manutenção de conta? De tarifa. A gente tem uma linha dentro do Dash Plan que é só tarifa bancária. Aí eu bati... A primeira coisa, quando eu conecto, a primeira coisa que eu olho é tarifa bancária. Eu falei, cara, R$198,00? Não.
Já quase paga o planejamento. Só com 198. É caríssimo. Exato, 198. O que eles estavam dando? Sala VIP? Era aguinha? Nada. Eu falei, não. Direito a sempre transferências bancárias. O cara deve tratar você aqui. Mas é engraçado porque a gente pagava por isso. Você estava falando de o que levam as pessoas a agir da forma que elas agem com dinheiro, né?
A gente sabe que finanças é muito mais comportamento do que finanças. Finanças comportamentais é 95% comportamentais. Tem um economista italiano que é o Franco Modigliani, que ele escreveu o ciclo de vida financeiro. E lá no ciclo de vida financeiro são cinco fases, mas ele fala que a fase mais importante é a fase inicial, que vai do zero aos 20 anos.
Nessa fase ele chama de educação financeira. E essa fase molda como que você vai agir dos 20 aos 30, dos 30 aos 40, dos 40 aos 50 e dali pra frente. Nessa fase tem dois erros principais. Que os nossos pais não tinham nem como saber como que iam lidar com essas finanças. A gente era tratado assim. Ian
Querer uma coisa, ó, eu quero comprar uma boneca, quero comprar uma bicicleta. Não tenho dinheiro. Não vai ganhar. Na volta a gente compra. Não tem dinheiro. Ou, tudo que você queria, você ganhava. Era aquela criança que tinha tudo. Esses dois pontos, que estão fora do equilíbrio,
fazem um adulto com dificuldade financeira. Porque aquele que vive na escassez, que nunca ganha nada, no primeiro salário dele, iPhone. Comprar tudo. O cara ganha mil reais no estágio, parcelam um iPhone e pagam em 12 vezes. Com juros, não estou nem aí. Eu vou comprar, porque eu nunca tive. Agora eu tenho. Agora eu posso comprar o tênis. Agora eu posso comprar o celular. Então, essa fase do zero aos 20, que fez ele lidar dessa forma.
E aquele que ganha tudo, que tem tudo que quer, ele está acostumado a ter tudo que quer. E aí ele se endivida. Porque se ele começa um estágio ganhando mil reais, ele não está acostumado a viver com mil. É compatível com o padrão de vida que ele está acostumado. Com o padrão de vida que ele está acostumado. Inclusive nessa fase de educação financeira, a gente costuma dizer que a consciência financeira deveria ser despertada por volta dos 5, 6 anos de idade.
Então, eu costumo falar que existem... Desejos são infinitos, mas recursos são finitos. E esse aspecto, esse aspecto básico ali da educação financeira, a gente já começa a passar, por exemplo, para uma criança de 5, 6 anos. Então, a minha filha, Maria Luísa, aliás, um beijo, ela está assistindo aqui ao vivo. Ela é a Fernanda, beijo para minhas meninas, não vocês. A Maria Luísa, ela já está exatamente nessa idade. Então, o que a gente ensina para uma criança dessa idade? Que conceito que a gente traz de educação financeira?
Olha, você tem um recurso finito. Por exemplo, uma mesada. Talvez possa entrar no mérito depois de como essa mesada é ganho, enfim, mas tem um recurso lá. Você tem 50 reais para realizar seus objetivos de vida. Quais são os objetivos de vida de uma criança com a Maria Luísa, de 5 anos? Chocolate, boneca, pirulito, sorvete, enfim. E ela utiliza esse recurso. Então, por exemplo, quando a gente viaja, quando a gente vai para algum lugar, a gente deixa lá, leva o seu cofrinho, dependendo do que você quiser, você vai usar ali o seu recurso.
E aí imagina só que eu tô passeando com ela no shopping e ela enxerga uma boneca, ela encontra uma boneca, e brinquedo é caro pra caramba, né? Então uma boneca custa 300 reais. E ela gostou dessa boneca. Então eu vou ajudar ela a fazer uma conta. Olha, filha, imagina só, 300 reais, então junta seis meses, vai colocando todo aquele dinheiro no cofrinho, daqui a seis meses você vai lá e compra a sua boneca. Eu te levo lá e você compra.
Mas pai, se eu usar todo o meu recurso, e o chocolate, e o pirulito no presente? São escolhas.
vamos fazer meio a meio. Então, 25 pra boneca, daqui a um ano a gente compra e 25 pro presente. E é engraçado, né, que normalmente o pessoal ri desse exemplo, mas quando é criança, os projetos são brinquedo, boneca, chocolate. Quando é adulto, é TV LED, é a troca do carro, é a viagem, são brinquedos. E adulto. Hoje em dia tem um pokémon, tem uns homens comprando pokémon. Tem, tem.
O pessoal ganha dinheiro. Exato. Aí é uma outra história. Mas qual que é a questão aqui? Se você começa a aprender que não pode ter tudo ao mesmo tempo, ou adiantar tudo, logo na infância, nessa fase 0 aos 20, como o Fred comentou, quando você chega na fase adulta, você começa a entender as prioridades.
Então, um dos pontos importantes, um dos aspectos que a gente ajuda as famílias a entenderem no processo de planejamento financeiro são as prioridades. Você quer o carro, você quer fazer o intercâmbio, ou você quer trocar, por exemplo, fazer a reforma da sua sala?
Os recursos são finitos, os desejos são infinitos, eu posso querer tudo. E aí sim a gente começa a entender como equilibrar isso, não se alavancar, não entrar em dívidas. Outro aspecto importante, principalmente, não falo brasileiro, mas de qualquer nação que não tenha talvez uma educação financeira com nível tão alto, é você querer adiantar todos os seus projetos.
e quanto mais recursos você tem, mais projetos você quer adiantar, por isso que a gente vê muita gente talvez até com renda mais alta, mais alavancada, mais endividada, do que de repente famílias com uma renda um pouco mais baixa, que consegue até se organizar, se tiver realmente essa consciência desperta desde o início, ali na fase de educação financeira.
Bom, sobre esse ponto que vocês inicialmente citaram, primeiro sobre tarifa bancária, me impressionou muito uma tarifa bancária tão alta assim hoje em dia, porque até quando você vai ver relatório de banco de resultado trimestral, eles já reconhecem essa receita como uma receita suja, que vai desaparecer ao longo do tempo. Então, saber que tem tanta gente pagando tarifa ainda é um negócio que...
Me assusta. E um outro ponto que eu queria ver com vocês, né, sobre essa questão de prioridade que você disse, por exemplo, lá atrás a gente tinha uma prioridade muito clara, que era investir para ter liberdade financeira. Tanto que eu fiquei com o mesmo carro durante seis anos, a gente morava em imóveis que eram do exército, que estavam longe de ser imóveis muito confortáveis para morar, mas eram próximos do quartel, com custo muito baixo de aluguel.
A gente abriu mão de muita coisa para poder chegar mais rápido no objetivo. Não tinha o meio da padaria?
Até ia, comia fora tudo, mas tudo divididinho, acabou o dinheiro pra comer fora. Na padaria? Não, padaria eu passava quando eu botava no quartel, lembra que eu comi bolo? Mas era muito raro. Era muito raro. Não era mil na padaria, né? A gente não ia na padaria. Era um cenzinho na padaria. É que a gente não comia muito pão, a Malu até gosta de pão, mas não comia. Porque assim como um planejamento financeiro, não dá pra ter tudo, né?
Então eu amo pão, mas eu só como normalmente, agora eu tenho comido de manhã uma fatia ou em viagem.
Mas eu queria saber, o que que costuma ser a prioridade do pessoal no projeto na hora de se planejar financeiramente para o futuro? O que que eles colocam como objetivo? É, por exemplo, comprar uma casa? É um intercâmbio? É aposentadoria, como a gente colocou aqui no título do podcast? Qual costuma ser a aspiração principal? Olha, vamos lá. A gente fez até recentemente isso. A gente apresentou na conference que a gente...
Teve em janeiro alguns dados dos clientes da Grão, dos mais de 10 mil clientes, por exemplo, quais são os projetos mais indicados lá, por exemplo, junto com o planejamento financeiro. Viagens. Viagem? Viagem. Primeiro projeto, né? Massivamente. Era o nosso também. Mesmo a gente tinha... Viagem não era o projeto, era entretenimento enquanto o projeto não acontecia. Sim.
É que todo ano ia ter. A gente tinha um plano. Mas eu não pensava, nossa, a gente tem que poupar muito pra viajar. Inclusive a gente fazia viagens mais baratas enquanto não tinha dinheiro. Eu só fui pros Estados Unidos depois que a gente chegou no primeiro milhão. Antes minha viagem era a Argentina, porque o câmbio ajudava muito a gente. Eu trocava na Rua Florida. Parece que eu tava comprando droga, mas era só trocando dinheiro lá.
E era Argentina, Punta Cana, passamos lua de mel no Chile, então eram viagens muito mais modestas. E dentro do Brasil, é. E dentro do Brasil também. É, independente do tamanho da viagem, pode ser a viagem do final de ano, pode ser uma viagem específica, uma viagem especial à Disney, por exemplo, com os filhos, mas realmente mapeado é quase todo ano ter algum projeto de viagens, e aí sim, isso vai entrar muito também em como realizar esse projeto.
seja o projeto da viagem, seja por exemplo a compra do carro, da casa, como realizar esse projeto de uma maneira inteligente, esse é um aspecto que as pessoas acabam não colocando na conta, por exemplo, viagem, será que dependendo da escolha do cartão, será que dependendo de como eu vou emitir essa passagem eu consigo economizar às vezes 20, 30, 40% uma viagem? É até interessante que, dando só um passinho para trás, eu costumo dizer que planejamento financeiro a gente pode olhar por dois prismas.
Primeiro, o resultado de um planejamento financeiro e depois, tecnicamente, o que a família precisaria fazer sozinha ou com a ajuda de um profissional como o planejador de grão. Eu digo que o resultado, o benefício de uma pessoa que passa por um processo de planejamento, na verdade são três. Primeiro.
consciência financeira, a pessoa começa a ter uma consciência financeira que basicamente adquire mais conhecimento e educação, que infelizmente ela acabou não adquirindo na escola, um país como o Brasil a gente não aprende na escola, no colégio, educação financeira, e agora ela vai começar a adquirir esse conhecimento sozinha junto com o profissional. A partir dessa consciência, essa educação financeira, as pessoas começam a entender as consequências de cada decisão, e aí a segunda entrega, principal, começam a tomar decisões mais inteligentes.
Quais decisões mais inteligentes? Todas. Se eu tenho uma dívida, como é que eu renegocio essa dívida ou troco por uma mais barata? Se eu tenho um financiamento que eu tomei, por exemplo, no momento de uma taxa de juros mais alta, inclusive como está agora, quando essa taxa reduz, como é que eu portabilizo ela para outro banco? Tem muita gente que não tem a mínima ideia que pode portabilizar um financiamento e pode economizar centenas de milhares de reais.
Quando eu vou fazer um planejamento de aposentadoria, qual o valor exato que eu tenho que poupar todo mês? Não só para alcançar a independência, mas também para realizar os projetos no meio do caminho. Na hora que eu vou investir, obviamente, como é que eu invisto com melhor alinhamento com meus objetivos, melhor retorno, menor risco?
Quando eu contrato uma proteção, como é que eu pago o menor prêmio pela maior cobertura? Então são múltiplas decisões. Então cada decisão dessa tomada de uma maneira mais inteligente são melhores resultados. E por fim, tudo isso para que as pessoas alcancem seus objetivos e sonhos. Que seja viajar todo ano, que seja ter um bom estilo de vida, seja trocar de carro, seja construir a casa e por aí vai.
Então, basicamente, é isso que um planejador financeiro ajuda as famílias realmente a conquistar. Tecnicamente, um planejamento financeiro, basicamente, é mapear seis aspectos importantes. Gestão de ativos, gestão de riscos, planejamento tributário, sucessório, aposentadoria ou estamentário. Então, para uma pessoa falar que faz o planejamento, ela tem que ter tudo isso mapeado, tudo conectado, e aí sim as decisões acabam sendo pautadas em cima disso.
Então, o ponto importante aqui é que as pessoas não têm a mínima ideia, obviamente, com fazer um planejamento sozinhas. Talvez nos Estados Unidos, a gente tem, apesar que a educação financeira lá também não é exatamente um nível tão alto quanto o Brasil, mas se você perguntar para um americano, na média, ele vai ter ideia de quanto ele precisa para aposentar.
Por exemplo, os dois números mais importantes do planejamento são quanto que eu preciso ter para alcançar minha independência financeira, que é o pico da montanha, o montante que vai gerar renda passiva para eu tomar a decisão de não precisar mais trabalhar, e quanto que eu tenho que aportar todo mês, não só para alcançar esse valor, mas também para realizar os projetos no meio do caminho.
E basicamente esse é o primeiro passo que a gente faz com uma família. É entender os objetivos, entender a visão de aposentadoria e tudo o resto vai desdobrando a partir daí. E o perfil do pessoal que chega no planejamento, geralmente são pessoas que estão no zero ou estão abaixo de zero? Porque estão endividadas, inclusive.
Como é que é o cliente que aparece com essa demanda? É o cara que está tão no fundo do posto que ele fala, cara, não consigo sair daqui sozinho? Ou é o cara que não? Ele quer começar realmente a investir, mas não sabe por onde, não tem reserva. Ele ouve falar de previdência, por exemplo, mas não entende como funciona. Até porque, você citou os americanos lá, eles têm aquelas contas 401k, é uma conta de aposentadoria.
Onde o cara pode comprar tudo lá dentro, tipo ações, renda fixa, etc. Aqui no Brasil já é mais complicado, você tem que fazer um PGBL ou VGBL, é mais restrito. No PGBL você pode pegar até 12% da renda tributável e colocar lá, mas tem que fazer declaração completa. O cara fala, completa? Quer dizer que vou ter que preencher tudo? Na verdade é mudar um botão, simplificado para completa. O cara fica com medo, e acaba não fazendo.
Mas como é que funciona então o perfil desse cara? Basicamente são três perfis que a gente atende.
Tem esse perfil que gasta mais do que ganha, e eventualmente ele está endividado, e ele só quer respirar. Ele quer poder, às vezes não se trata de renda. O meu case é mais... Esse é o principal? É o que mais chega? Não, o principal é o segundo perfil, que é o 0x0. 0x0. Às vezes sobra, às vezes não sobra, tem financiamento, tem 50 mil reais guardado, 100 mil reais guardado, mas também tem um financiamento ali.
E ele fica nessa. Ele tem um dinheirinho guardado, ele, no mês que tá bem, ele sobra dinheiro, ele guarda, aí ele viaja e gasta, e aí ele gasta antes de viajar. Ele nunca muda de faixa, então, de patrimônio. Ele fica numa curva de dente de serra, que a gente fala. Ele acumula, gasta, acumula, gasta, acumula, gasta. E aí ele fica nesse ciclo, e chega uma hora que ele fala assim, cara, alguma coisa tá errada, não é possível. Era isso que acontecia no quartel, quando eu falava de investimentos no quartel.
Eu só falava de investimentos. Ah, porque eu invisto aqui, porque eu invisto ali. Era merreco, mas eu falava só de investimento. Não importa. E aí a galera falou, cara, não é possível. O que você está fazendo? Porque a gente ganha igual. Eu não estou conseguindo, você está conseguindo. Me explica. E aí, esse é o maior perfil. É o perfil que está ali no acumula gastos, acumula gastos, acumula gastos. E o terceiro é o perfil que já vem com dinheiro.
e ele quer otimizar e melhorar. Mas a grande maioria é perfil organização. É perfil que não sabe para onde vai, não sabe os projetos de vida, não sabe o que ela quer fazer com aquele dinheiro. Às vezes a pessoa recebe um aumento, e ela fala assim, Fred, cara, recebi um aumento, eu estava ganhando 15 mil, agora estou ganhando 20. E o meu medo é, eu estou ganhando 15 e gasto 15. O meu medo é começar a gastar 20 também.
Que é o comum, né? É, que é o comum. Quando recebe promoção, no primeiro mês você está rico. No segundo mês você já começa a se acostumar, você já começa a mudar o tipo de restaurante, o tipo de roupa que você vai comprar, e daqui a pouco está no zero a zero de novo. E aí esse perfil fala assim, cara, eu tenho que... Me ajuda aqui, eu não sei o que você vai fazer, mas me ajuda, eu preciso fazer sobrar dinheiro. E aí a gente entra nas prioridades, porque a gente lida muito...
Com o eu quero. Eu quero trocar de carro, eu quero viajar, eu quero isso, eu quero aquilo. Só que o eu quero é o quarto item da lista. O primeiro é o preciso, depois eu amo, depois eu gosto e depois eu quero. E geralmente a gente fala que eu preciso, mas não é eu preciso. E aí a gente começa a identificar nesse perfil de organização o que realmente é eu preciso aqui.
Você precisa comprar um carro de 150 mil? Ou você quer comprar um carro de 150 mil? E aí você tem um de 70 e vai financiar o restante e vai dar uma parcela de 1.800 por mês.
Se estava sobrando 5, aí você quer trocar de carro, já vai consumir 1.800 desse daí. Quanto é que está os juros do financiamento de veículo hoje mais ou menos, vocês sabem? Por baixo, 1,60. Os mais baixos. Os mais baixos. Então dá 23% ao ano, coisa assim. Exatamente. Ah, ele financia 80, vai pagar 170, mais ou menos.
E não tem problema. A gente fala que o planejador financeiro não é o pai chato que vai lá e diz não pra tudo. Até porque se você ficar dizendo não pra tudo pro seu cliente, ele vai cancelar e vai embora. A ideia é a gente conseguir ajudar ele a fazer o projeto sem ele errar. Porque já aconteceu comigo. O cliente chegou pra mim e falou Fred, comprei uma casa aqui e tal.
E eu tô com um baita de um problema que eu já faço dois meses que eu tô devendo o financiamento e vai entrar e mora. O banco vai tomar minha casa. Eu não sei o que eu faço. E aí a gente começa. Cara, vamos apagar o incêndio então. O que que a gente pode tirar aqui dentro do seu orçamento? Porque, cara, casa própria a gente tem que resolver. É isso que eu não quero. Quando eu vou atender os meus clientes, o cliente tem projeto, projeto grande, casa, carro, encerramento. E aí
Sim, beleza, você tem esse projeto, é uma prioridade, é essencial na sua vida, vamos colocar. Só que a gente não pode errar na largada, a gente já não está planejando. Então se a gente já está olhando para o futuro, vamos fazer certo, né? Vamos fazer errado, então vamos juntar um pouco mais de reserva, vamos deixar uma reserva de emergência aqui, para caso você não consiga pagar a parcela aqui, você pega da reserva e paga ali depois, para você não errar.
fazer isso acontecer. Esse é o perfil desorganizado. Desorganização não tem a ver com zero a zero. Às vezes tem a ver com tomar decisões erradas naquele momento ali, a falta de consciência financeira. O Jefferson, um planejador lá do meu time, ele falou um dia que quem está dentro da garrafa não consegue ler o rótulo. Ele falou essa frase para mim semana passada. E eu, cara, quando eu ouço essas frases, eu não esqueço.
E muito é isso. O cliente está lá com o orçamento dele, vivendo, emocionado. Por que ele está emocionado? Porque a gente, envolvido com a situação, ele foi lá na condicionária, viu o carro, ele está com emoção. E aí eu chego de fora, com uma visão estratégica e falo assim, bom, legal, é uma prioridade, então a gente tem que tomar alguma decisão aqui para conseguir encaixar.
Se não é uma prioridade, vamos colocar um pouquinho para frente? Vamos adiar? Ah, não, não quero adiar. Beleza, volta e a gente vai organizando e vai fazendo as coisas, para não dar errado. Então, já ajudei vários clientes a fazer compra de carro, financiar. Porque muita gente acha que o planejador é aquele que vai falar assim, se você quer comprar um carro de 70 mil, não faça financiamento, negativo.
Porque senão você vai pagar dois carros. Não. Vamos tentar dar uma entrada um pouco maior. E aí vamos voltar amortizando então. Porque você já realiza o seu sonho. E eu volto amortizando. E a gente quita isso daqui o mais possível.
Porque uma coisa é a planilha, né? A planilha é sair de qualquer coisa. Dizer que uma pessoa vai comprar ou trocar de carro daqui 12 meses, pra certos perfis comportamentais, não funciona. Pra um perfil mais analítico, mais racional, ele entende, ele tá tranquilo com a decisão e ele vai aguentar esse tempo. Mas pra perfis relacionais, que são mais emotivos, eles não vão aguentar.
E eles vão se endividar. Você citou isso, né? De ter amigos que ganhavam a mesma coisa que você. E fala, pô, você tá juntando dinheiro, eu não tô. O que você tá fazendo? Eu também já tive conversa assim com amigos meus. E a diferença era só olhar o estacionamento do quartel.
Meu carro era o mesmo há seis anos. Quando eu troquei, troquei por um modelo inclusive mais barato, porque quando a gente foi transferido, né? Pegou um Renault Clio. O pessoal tinha um carro muito bom e trocou por outro ainda melhor. Sendo que eu até falava com alguns amigos que eram disciplinados para poupar, né? O cara tinha, por exemplo, um Palio. Ele falou, não, quero pegar um Corolla, por exemplo. Um Honda Civic.
Aí o cara pegava a parte que ele ganhava, ele poupava. Poupou durante bastante tempo pra poder dar uma entrada grande no carro, ou até pagar a vista na hora de fazer a troca, vende o dele e bota mais dinheiro pra comprar. Só que depois que ele fazia isso...
ele continuava ganhando a mesma coisa pra gastar com um carro que agora tinha um seguro mais caro, um IPVA mais caro, uma manutenção muitas vezes mais cara, e que ele, por ser um carro novo, ficava com receio de parar na rua. Então, parava só um estacionamento que também consumia mais do dinheiro dele, né? Então, no final, ele comprou um bem mais caro e ficou mais pobre. Ele tinha menos renda pra poder fazer outras coisas.
Isso é um grande vilão do orçamento, né? Você falou dessa questão desses custos invisíveis, mas acredito que boa parte das pessoas deve estar gastando a maior parte do que ganha com carro e moradia, às vezes dimensionado de maneira errada. Sim, e no final é aquilo, né? Trocar um carro de 100 para 150, o carro vai levar ao mesmo lugar. Só que muda completamente o aspecto orçamentário daquele projeto, né? Como o Renato Carini fala, né?
Eu quero, eu posso. Então, ou seja, quero, eu posso, dá para pagar, dá para encaixar e vai seguindo.
Acho que complementando o que o Fred colocou, em relação ao bloco de pessoas que majoritariamente vêm procurar o planejador financeiro. Vamos correlacionar com ciclos de vida financeiros que a gente costuma falar e que o Fred comentou aqui também. São cinco ciclos. Zero aos 20 anos, que é basicamente a fase de educação financeira, a fase que a gente está se preparando para entrar no mercado de trabalho, na média. De 20 a 35, a gente costuma falar que é a fase de acumulação. Acumulação da primeira massa crítica.
que é exatamente esse aspecto do patrimônio do dente de serra, que a pessoa sempre reseta o patrimônio e nunca tem uma massa crítica que a gente costuma colocar, por exemplo, 100 mil reais. É muito o que você fala também, 30%, 40% do tempo para chegar a um milhão, é você acumular os primeiros 100 mil reais. Praticamente um terço do tempo os primeiros 100 mil. Exato. Então, fase de acumulação. A primeira massa crítica, que é muito mais importante o aporte que você faz do que exatamente a rentabilidade.
Depois, na média dos 30% até os 45%, dos 30% até os 50%, é a fase de rentabilização.
Quanto mais eu ganho, mais eu quero gastar, mas se eu mantiver os aportes ali e o patrimônio agora com juros compostos ajudando, esse patrimônio começa a acelerar para a direção que ele tem que ir. Depois nós temos a fase de consolidação, que eu costumo chamar carinhosamente de final lap. É a última chance que você tem para organizar todo o seu...
suas finanças, seu dinheiro, seu patrimônio, para poder alcançar a independência financeira uma parte dela. E ali por volta dos 45, 50 até os 60, 65. E depois a fase aí sim de preservação. Então cada fase dessas tem algumas decisões importantes a serem tomadas. A gente pode até explorar um pouquinho cada uma delas. Mas essa fase da acumulação da primeira massa crítica é onde a grande parte dos brasileiros acaba não conseguindo vencer.
Então, a consequência do mal invisível, a consequência de não ter uma noção clara para onde o dinheiro está indo, é aquela sensação de, poxa, eu ganho bem, eu vivo bem, eu gasto 1.000, 2.000 na padaria, eu posso viajar, enquanto eu não gastar os 20.000, eu tenho muita coisa para fazer. Só que a pessoa não entende que ela deveria estar pagando dois boletos importantes, investimentos e proteção. Ou seja, acumular e proteger.
E dependendo como for, nessa fase, por exemplo, que a pessoa ainda tem 0, 10, 20 mil, ainda não tem uma massa crítica suficiente, a gente costuma falar para os clientes que é mais importante olhar a política de proteção do que a política de investimentos. Concordo. Então, por exemplo, para você juntar uma reserva de emergência, talvez adequada, uma renda de 10 mil, vai demorar às vezes 5, 6 anos, dependendo do percentual que você economiza todo mês. Mas se você tem 10 mil e você tem 3 filhos,
e você gasta tudo que ganha, é muito mais importante você olhar um seguro
que proteja não só a questão de morte, mas uma invalidez, temporariamente você não conseguir de repente atuar e gerar renda, ou ainda pior, uma doença grave onde você vai consumir todo o patrimônio se você não tiver uma proteção, do que você fazer ali a reserva de investimentos, na verdade são a reserva de emergência. Então são aspectos que na hora que a gente vai trazendo pra família, a gente consegue ir tomando decisões inteligentes, mas sair do zero a zero e juntar a primeira massa crítica é a grande massa das pessoas que procuram a gente, independente da renda. Renda de 5, de 10, de 20, de 50,
Não consegue passar a arrebentação, né? Porque uma vez que ela passa 100 mil, aí começa a deslanchar. Uma vez eu tive uma conversa que eu particularmente achei triste, né? Com o pessoal de uma corretora.
E ele estava me explicando que é muito raro ver um cliente mudar de faixa. Eu falei, como assim mudar de faixa? Ele falou, cara, geralmente, quando o cliente vem para a corretora, se ele vem com patrimônio de 100 mil, ele fica com esse patrimônio. Não evolui. Ele ganha um pouco mais, ele tira. Aí fica um pouco menos, ele coloca um pouco mais. Mas o dinheiro praticamente não muda. Quando ele começa a crescer, o cara vai lá e tira e vai fazer outra coisa.
Eu falei, mas será que não é uma falta de visão do cara que está levando esse patrimônio para outras áreas? Tudo aí eles falaram, até pode ser. Porque eu não tenho a visão do que o cara faz no todo com o patrimônio dele.
mas aqui dentro internamente é muito raro um cliente mudar de faixa. Eu pensei, caramba. Eu fui olhar aqui para os números que a gente tem no grupo primo, das pessoas que atende, e aqui não é assim. As pessoas mudam de faixa. Eu falei, o que falta é a educação.
É o cara ter essa noção de que, olha, a parte do que você ganha não te pertence, você tem que investir, vai ser do seu futuro, vai ter que crescer muito patrimonial ao longo do tempo, vai demorar para acontecer, tem que ter disciplina, e vai demorar, mas o demorado chega, né? Dez anos passam. Chega. Vinte anos passam. E a noção, 50 reais por mês é muito ou pouco? Cem reais é muito ou pouco? Então, como as pessoas não entendem, né?
Ou não fazem um cálculo, não conseguem enxergar de uma maneira tão fácil, acham que, ah, 50 não vai fazer muita diferença.
Muitas vezes para uma família de 10 mil, 50, 100 reais a mais, 50 ou 100 reais economizados e investidos são 3 a 4 anos de aposentadoria a mais, dependendo da renda que ela espera. E é isso que é importante, claro, aí utilizando alguma ferramenta, por exemplo, a plataforma que a gente utiliza, que é o Dash Plan, que simula isso automaticamente. Na hora que a gente mostra ali, mais 50, o que acontece no futuro, aí a pessoa começa a tomar consciência.
e no final não é tão difícil, por exemplo, uma família com uma renda, por exemplo, próxima de 10 mil, gastar mil reais com pedido em aplicativo. Ah, deve ser a coisa mais comum. Um casal com filho vai gastar 100, 150, muito fácil.
E você não percebe pela conveniência, você vai numa noite, não quer cozinhar, peço uma vez, peço duas, peço a pizza. Esse é outro aspecto que a gente olha muito claramente no orçamento da família. Ah, mas não sobra dinheiro. Mas você gasta R$ 1.000, R$ 1.200 só com pedido de aplicativo.
Eu acho que hoje em dia, inclusive, deve ser mais difícil você economizar dinheiro em comparação ao passado. Porque lá atrás era mais complexo, não era tão fácil pedir comida em casa, e também na era que você não tinha essa abundância de cartões de crédito.
Você muitas vezes usava dinheiro. Você tinha um dinheiro na carteira, você comprou alguma coisa, o dinheiro foi embora. Você olhou que ele foi embora. Hoje em dia não, você passa o cartão, você não sente nada. É só benefício. No mês seguinte, você não sente, você não tem a dor da perda, da troca. Você não tá pensando em cuja oportunidade, né? Porque como você falou, a pessoa tem que saber, ó, se minha prioridade é a viagem, cara, então não é a aposentadoria.
Se é aposentadoria, então não é trocar de carro. Agora, tendo dinheiro é isso, né? Você deu...
Acabou, você pegou outra coisa. Agora, no cartão, é muito fácil gastar. E aí o pessoal vai perdendo controle por conta disso. E não estou aqui criticando o uso do cartão de crédito, tá, gente? Eu acho que é uma mão na roda. Inclusive, eu sempre gosto de citar o Nubank, porque o Nubank deu cartão para pessoas pobres. E aqui no Brasil, a gente tinha uma dinâmica que era interessante.
O pobre acabava subsidiando a compra do rico. Ô Bruno, como assim, né? Todo mundo que tem loja, que tem comércio, sabe que se você recebe no dinheiro, você vai estar com o dinheiro na mão. Se você recebe no cartão, tem a taxa do cartão. Digamos que o cara perca 4% na hora que alguém compra no cartão.
Então, o correto seria de falar, bom, à vista tem o preço da mercadoria, que vai ser o preço do cartão, e à vista dá um desconto de 4%. Muita gente não faz isso, o cara só faz a conta, metade paga no cartão, metade paga no dinheiro, a taxa média que eu perco no cartão é 4%, então, simplesmente, 2% é o que eu vou perder no mês.
Então o que ele faz? Ele iguala o preço. Aí, pro cara que compra no dinheiro, esse cara paga 2% mais caro, enquanto quem compra no cartão paga 2% mais barato. Sendo que quem comprava no cartão antes do Nubank era quem tinha dinheiro. E aí ganhava cashback em milhas, por exemplo, que era o mais comum lá atrás. Então o pobre pagava um pouco mais caro pro rico pagar um pouco mais barato e ainda ganhar um cashback.
o Nubank que mudou essa dinâmica. Muito bom, né? Só que agora tem muita gente pobre que não sabe usar o cartão. E aí? E aí tem o indivíduo. Exatamente. Essa é a facilidade de fato, né? E é interessante que quando a gente fala de... Também a ideia não é corta todos os pedidos de aplicativo, corta todas as pizzas. Não é isso. Mas na hora que você entende que você gasta 1.200, você nem sabia que gastava, né? Na hora que você lista e percebe isso, se a gente pedir 3 a menos, 4 a menos, aqui já tem 400 reais.
uma renda familiar de 10 mil já é 4% no caso aqui. Então, e a gente fala de 400 reais, 4.800 por ano. Aqui já tem uma viagem. E claro, se extrapolar isso para 30 anos, a gente já entende o buraco que vai dar lá na frente.
É interessante que quando a gente acompanha as famílias, são pequenos ajustes. Em algumas contas, por exemplo, essas contas não obrigatórias que a gente fala, não essenciais, lazer, pedindo aplicativo, que quando a gente faz compras, né? Compras na internet, a gente vai comprando aqui e aqui de repente gastou 500 reais com um monte de coisas ali no meio do caminho. São pequenos ajustes nessas categorias.
20, 30% de redução que não muda em nada a vida e aí sim entra muitas vezes 20, 25% de economia, dependendo como for. Mudar o gasto obrigatório, que é o seu transporte, a sua residência, é mais difícil. Isso mexe mais com o seu estilo de vida.
Então a gente só entra nesse nível quando a gente exauriu as possibilidades desses gastos não obrigatórios. Porque o gasto obrigatório é aquilo que você vai ter que pagar tudo mesmo, não tem como. E aí sim a gente começa a entrar no aspecto, por exemplo, ter um transporte privado. Não é ideia vender o carro e usar o transporte público. Mas será que se você uma ou duas vezes usar o transporte público, gasta um pouco menos de combustível e aí você compensa ali e reduz mais R$100,00 por causa do valor do transporte público?
Então são essas decisões inteligentes que o planejador financeiro tem um olhar clínico de olhar e apontar. Tem essas oportunidades. O que você acredita que faz sentido para você? Aliás, uma pergunta interessante que a gente faz para o cliente é, quais são os gastos que você mais sente prazer em fazer? Como naquele caso o casal que gastava com jantar com os amigos. Quais são aqueles gastos que são indiferentes? Quais são aqueles que você nem lembrava?
Então esse ranqueamento de prioridades é importante e a pessoa fala, agora eu sei o que me deixa mais feliz, isso é prioridade que eu mantenho, isso daqui eu abro mão. E se eu não abrir mão de alguma coisa, no final você está abrindo mão do projeto de médio prazo, a troca de repente do seu carro, construção da sua casa e o de longuíssimo prazo, que é a independência financeira. O ponto é que a independência financeira é tão longe...
que as pessoas não conseguem tangibilizar. Mas na hora que falar que você não vai viajar ano que vem pra Disney, que você tava programando, aí a pessoa sente mais a dor. Então, o que o Fred falou, né? Já que a gente tá fazendo planejamento, então vamos olhar tudo, e aí as decisões são casadas. De fato, são todas cruzadas dentro de um planejamento lógico pra família. Tem um caso legal de um cliente meu. Olha só como é o comportamento, né? A gente começou a mapear, e no gasto de transporte lá tinha...
400 reais. Isso deve fazer uns 4 anos. Tinha 400 reais. Aí eu abri, tinha uns 25 lançamentos. Eu falei, por que tem 25 lançamentos? Como que você abastece o carro? Como é a sua dinâmica? Conta como que você faz assim. Aí ele, ah, não sei. Aí eu fui contar os abastecimentos junto com ele. Tinham 17 abastecimentos em 30 dias.
Aí eu falei, por que tem 17 abastecimentos em 30 dias? Não tô julgando, não. Só tô querendo entender aqui junto com você. Tá mandando em cima da frente isso. Vai saber, né? E aí ele falou assim, não, cara. É que é o seguinte. Eu vou buscar meus filhos na escola. E aí, quando a gente vai...
Quando eu volto da escola, a gente para na conveniência. E aí sempre que eu paro na conveniência, é um momento de lazer que eu tenho com meus filhos aqui. Porque eu corro muito, trabalho, não sei o quê, não consigo. Então eu vou lá, flua na conveniência, e aí já abasteço ali, bota um cinquentinho ali e já abasteço tudo certo. Eu falei, não, mas peraí. A gente sabe, tem estudos disso que... A gente tem estudos disso que se você ficar abastecendo o carro de pouquinho em pouquinho, gasta mais.
De que se você encheu o tanque. É melhor você encher o tanque. Você já não vai gastar? Aí ele, não, mas se eu gastar, vou gastar 250 reais de uma vez só. Comportamental. Você vai gastar igual. Uhum.
Eu falei, cara, vai lá, abastece uma vez. E esse lazer que você vai fazer na conveniência, o que você gostaria de fazer um lazer verdadeiro com seus filhos? Pois é, né? É um lazer ruim, pô. É, não é um lazer muito legal ali, né? Hoje em casa, hoje em casa, nem comprar um docinho ali, né? O que você gostaria? Ele falou, cara, acho que, sei lá, no parque, piquenique, ou, sei lá, ir pra um restaurante, comer no restaurante, né? Bonitinho, sentadinho, todo mundo.
Então, por que você não muda, então? Ao invés de você fazer isso, você muda pra fazer esse tipo de lazer com a família. E é bem capaz de você conseguir economizar ainda. Não sei se vai economizar. Mas pelo menos, se você não economizar, é um gasto mais inteligente. Porque às vezes não se trata tanto de ficar, fazer economia, fazer economia, fazer economia. Às vezes é melhorar a qualidade de vida da pessoa também. Nesse caso, é um caso comportamental que ele ficava agindo dessa forma sem saber.
O Morgan Houser tem uma frase que eu acho genial. Ele fala sempre que finanças pessoais são muito mais pessoais do que finanças. Varia muito de uma pessoa para outra. Enquanto você falava isso, eu pensei, Malu nunca teria esse problema. Porque sabe aquela conta que você faz para ver se o álcool está mais barato que a gasolina, que é multiplicar por 0,7? Malu nunca gostou disso, que ela falou, não, bota a gasolina, porque eu abasteço menos.
Dura mais, entendeu, o tanque. E eu falei, cara, tá certo, porque o nosso tempo é a coisa mais valiosa que tem hoje. Então, botar a gasolina e abastecer menos vezes, pra gente, é o principal. Mas eu queria pegar, dentro dos pontos que vocês citaram... Eu abastecer. Se o meu tanque tivesse 500 reais, eu botaria os 500 reais só pra não ter que ir lá sempre, entendeu?
Quem sabe alguém na indústria ouvir se lança um carro com 200 litros de elétrons. Montar um elétrico, no caso. Lá em casa essa é uma tarefa minha. É verdade. Eu prefiro, inclusive, via, ao invés de ficar mais. Hoje em dia é porque é perigoso.
mas sobre essa questão do planejamento financeiro, você citou que há vários pontos, Leanderson, e falou da importância do seguro. Eu queria me ater um pouco mais a isso, porque o Brasil é um país onde as pessoas não têm mentalidade de seguro de vida, principalmente. Seguro, no geral, tem baixa penetração, mas se você vai num evento, sei lá, eu já cansei de dar palestras para 500, mil pessoas em evento.
E aí quando eu pergunto, quem tem seguro de vida, quase ninguém levanta a mão. Quem tem seguro de carro, aí já tem muito mais gente levantando a mão. Então quer dizer que o carro vale mais do que a vida, porque você tá pensando em seguro? E muita gente pensa, não, não tenho seguro de vida porque não tenho dependente. Se eu vier a falecer, os meus pais vão receber o dinheiro, mas já tenho uma vida mais ou menos remediada, não mudaria tanto assim pra eles.
Então prefiro não ter esse gasto. Só que os caras esquecem o que você citou, né? Não é só morte, é questão de doença.
É questão de um acidente que pode te deixar com menos capacidade laborativa. Então, para uma pessoa com educação financeira, a gente pode falar que ela vai ter uma curva de crescimento patrimonial ao longo da vida. O cara está assistindo esse podcast, ele vai acabar super animado, falou, cara, deixa eu resolver minha vida financeira aqui para ter essa curva de crescimento patrimonial. Só que logo depois ele tem um acidente, ele bateu o carro.
Aí o que ele estava construindo, ele pode ter que pegar quase tudo, simplesmente gastar em tratamento.
e aí pensar tem a reserva de emergência só se ele fez antes, porque como você disse demora pra acumular o dinheiro da reserva eu acho que boa parte do pessoal que fala de educação financeira na internet nunca fez a reserva porque eles dão a entender que é muito rápido e não é cara, se você quer ter 6 salários lá e poupa 10% ao mês são 60 meses se você não conta rendimento pra chegar até lá, 60 meses são 5 anos
Então, o seguro é aquilo, né? Você dá um pequeno valor agora para se algo muito ruim acontecer, cuja chance é baixa, você recebeu um grande valor para poder lidar melhor com aquilo. Então, como é que é esse ponto, a abordagem de vocês com relação a seguros? Eu queria saber um pouco mais. Muito bom. Deixa eu...
trazer aqui uma analogia que eu costumo fazer para explicar, talvez aqui para a audiência entender um pouco mais esse nível crítico que é olhar realmente a gestão de riscos da família que envolve tudo, patrimônio, saúde, vida, etc. Vamos imaginar que você está aí em casa e você tem o sonho de comprar um carro de 200 mil.
E você vai lá, faz todo o esforço, junta a entrada, vai lá na concessionária, compra o carro, financia, está feliz, e o carro está lá na concessionária com o laço em cima, 200 mil reais. Imagina o esforço que foi para chegar nesse projeto, nesse sonho, no caso. Você que comprou esse carro de 200 mil, você sairia da concessionária com a de ser seguro? Por que não?
Por que não? O que pode acontecer se você sair com esse carro de 200 mil da porta ali da concessionária sem seguro? Ser roubado, bater. Ser roubado, bater, enfim. Qual que é o maior prejuízo que você pode ter? 200 mil. Será? Não, pode ser mais, né? Porque eu posso bater em alguém e ser culpado por isso. Exato. Então, se você vai no shopping e realmente baliza o carro errado e bate o para-choque, vai ser um prejuízo de uns 10 mil, 5 mil, dependendo do carro.
Imagina que já é um carro-primo, que deve ter várias tecnologias, enfim. Se você está no sinal...
e na hora que abre o sinal, você acelera e atravessa um cachorro na sua frente, você adora animais, você nunca vai atropelar o cachorro, você vira e bate num poste de frente, talvez seja o PT. Ou vai ser um prejuízo tão grande, 40, 50 mil, né, da reforma do carro, que talvez você não vai nem ter dinheiro pra poder agora reformar o carro. Aí vai dar PT. Mas, em vez de ir pra direita e bater no poste, você vai pra esquerda e bate numa Ferrari.
E você bate com tanta força na lateral do carro que o motorista bate a cabeça e se machuca e a esposa do lado também. Qual que é o prejuízo? Então, danos pessoais, a questão material, enfim. Então, é alavancado o prejuízo. Então, não é 200 mil, é muito mais. Por isso que faz muito sentido você gastar uma parte do seu recurso ali, né? Protegindo esse bem que é o carro.
Vou dar outro exemplo. Então, por exemplo, em vez de ser um carro, imagina que você ficou 10 anos projetando a sua casa, construiu uma casa. Você tinha lá um terreno que veio da família, juntou dinheiro e aí construiu a casa finalmente. Depois de tanto tempo e financiou por mais 30 anos. Aí imagina só que no primeiro mês ali, você está feliz dentro da casa e de repente a esposa vai lá e vai fazer um café para chamar as amigas para um chá da tarde. Ela coloca...
o bullying ali no fogão e vai falar com as amigas e esquece ligado. Só que elas esqueceram de fazer um seguro patrimonial da casa. Porque quanto custa um seguro de uma casa? Patrimonial. Barato. É um valor muito barato. Proporcionalmente muito barato. Proporcionalmente muito barato. E aí pega fogo a casa. Então faz sentido você não ter o seguro de uma casa patrimonial contra incêndio, enfim. Sendo que esse foi um dos maiores projetos, se não o maior projeto da sua vida.
Então, por que a gente dá tanta atenção para o patrimônio e não dá atenção para outros aspectos? Ah, mas eu sou solteiro, sou jovem, então não tenho nada, então se eu morrer, acho que não vai ser problema para ninguém. Aí não é a questão de vida, que é a sucessão, que é um dos aspectos da gestão de riscos.
justamente você deveria ter um seguro para manter esse seu ritmo, essa intensidade que você tem de ganhos. Por exemplo, você está ali ascendendo na carreira muito rápido. E se você, justamente como você é solteiro e normalmente jovem, acredita que é mortal. Então você sai de uma balada, por exemplo, e alguém bêbado te atropela. Você vai ficar seis meses sem trabalhar porque você ficou com, sei lá, um pino no feno.
E aí, quem vai pagar essa conta? É uma invalidez temporária. E quem impede que você, jovem, não tenha uma doença grave? Como é que você vai pagar, por exemplo, por isso? Então, na hora que a gente entende a gestão de riscos, ela tem prioridade talvez até maior do que a parte de investimentos. A gente costuma falar que tem duas estratégias básicas para a pessoa alcançar realmente sua independência e todos os seus sonhos.
É uma estratégia de ataque proativa, que é todo o esforço de sobrar dinheiro, investir estrategicamente, ir mudando a sua carteira ao longo do tempo. Então tem muita proatividade na parte de investimentos para acumular o patrimônio. E tem a estratégia de defesa, que é você garantir que nenhuma interpédia no meio do caminho impacte o seu patrimônio.
E é muito relativo essa questão de valores. Por exemplo, R$2.000 um jantar pode ser, para muita gente, caro. Mas R$2.000 para pagar um remédio de um parente seu que está muito doente, você vai conseguir esse dinheiro em qualquer lugar. É muito barato.
Então, na hora que a gente olha a parte de riscos e mostra essa clareza para a pessoa do impacto, o que pode causar de você ficar 10, 15 anos juntando dinheiro, passando arrebentação, está lá com seu meio milhão, e se vier uma doença grave e você não tiver nenhum tipo de proteção para isso, todo o dinheiro vai embora.
Por causa de um aspecto. Então, isso é importante. Não é óbvio, não é trivial. Mas na hora que a gente traz luz para as pessoas realmente sobre esse aspecto e somado com todo o resto, aí sim as pessoas começam a tomar decisões. E um seguro é relativamente barato ou encaixável dentro de um orçamento. Não precisa fazer toda a cobertura, mas pelo menos começar.
É igual reserva de emergência, melhor do que ter 100% é ter 50% é ter 30%. Ter nada é pior do que ter alguma coisa. Seguro também, mas se a minha cobertura para minha saúde, meu patrimônio, minha vida vai custar, sei lá, mil reais por mês...
e eu só consigo colocar 300 para cobrir uma parte dessa cobertura, que começa com essa e depois vai ajustando ao longo do tempo. E é interessante que a gestão de riscos tem que ser revisada ao longo do tempo. Eu era solteiro, agora sou casado. Mudou. Sou casado, agora tenho um filho. Mudou. Se for gêmeos, mais ainda. Agora eu ganhei um bônus, meu patrimônio cresceu. Então, esse vai sendo ajustado, porque um dos aspectos ali é a sucessão, é a questão tributária.
Enfim, e por isso que não é tão trivial uma família fazer isso, e talvez algum especialista pode ajudar a clarear esse tema e tomar as decisões inteligentes nesse aspecto. É, sobre o seguro, né? Sempre que eu vou simular, as pessoas ficam surpresas com o quão barato é estar protegido. Geralmente eu faço a simulação para um homem na casa dos 30 anos. Então, para um homem na casa dos 20 é mais barato ainda. Para a mulher costuma ser mais barato do que para o homem.
E aí quando eu faço a simulação para uma apólice de um milhão, daria coisa para um homem de 30 anos, R$ 1.200 no ano. Então você quebra aquilo por 12, é uma fração do que você estaria poupando para poder montar sua reserva de emergência, sendo que você tem um problema depois de um ano, nossa reserva não tem nada quase. Agora o seguro vai lá e nessa pequena hipótese que sempre existe de algo dar muito errado, te adianta um grande valor para que você possa lidar melhor.
com o problema. Então, eu tenho seguro de vida há muito tempo, porque eu era militar. Mas, mesmo quando eu saí do exército, a gente manteve o seguro de vida. A gente tem até hoje, né? Sendo que hoje a gente tem muito mais condição financeira, mas mesmo assim é um gasto que eu falo, cara, é pouco pro que pode vir se alguma coisa realmente aconteceu. E a pessoa só valoriza quando tem o sinistro.
quando bate o carro e não tinha seguro eu tinha que ter o seguro e é impressionante, cara, também porque sempre que eu falo de seguro, começa a chegar os directs com as histórias tristes que seriam muito mais tristes se não tivesse o seguro de vida envolvido eu sempre falo que eu tenho uma tríade da qual eu não abro mão, reserva de emergência plano de saúde e seguro de vida esses três estão muito mais seguros frente a algum tipo de intempério que possa acontecer
na sua vida, né? Infelizmente, boa parte dos brasileiros não tem nem nos três. Não. E aí quando algo acontece, o cara tá frágil. Ele não tem como lidar com aquele problema. Exatamente. A baixa penetração de seguro que você falou, tem dois aspectos principais. Um deles é preconceito. Fala de seguro, ah, mas se eu morrer...
Eu vou deixar o dinheiro pra quem? Só pensa em vida, né? É, só pensa em vida. E aí entra na questão do conhecimento. Se eu morrer, eu vou deixar o dinheiro pra minha esposa pra ela encontrar outro? É. Caralho. Não faz o menor sentido. Se eu sobreviver, né? E se eu sobreviver é um acidente, né? O que acontece? E aí entra no desconhecimento, que é o segundo aspecto. Quando a gente vai falar de seguros, a gente vai falar de proteções. Não de seguro.
Porque seguro é um negócio chato, eu tenho que romper uma barreira de falar seguro, seguro. Então quando a gente vai conversar sobre esse assunto com os clientes, a gente vai falar o seguinte, olha, esquece tudo que você ouviu falar de seguros até hoje, tudo. A gente vai conversar sobre proteção. São três proteções que a gente tem que fazer. Sucessão, que é sucessão. Se você faltar, quem fica, como que fica?
Você tem filho, você tem esposa, você é o arrimo de família, né? Você que sustenta. E aí? E mesmo que não seja, se um ganhar 10 e o outro ganhar 10, e vocês têm um custo de vida de 15, vai faltar 5. Você vai deixar sua esposa, seu filho, sua filha, com esse gap de 5 mil? Sendo que você tem 100 mil reais guardado? Então você tem que proteger padrão de vida da sua família.
E você tem que proteger educação e dependentes. Então, quando a gente vai fazer um estudo de proteção para as famílias, bom, do patrimônio que você tem, quem fica, como acessa ele? Vai pagar ITC-MD, que é o imposto, vai pagar advogado, cartório e tudo mais. Ok, você tem um milhão guardado. Você sabia que um milhão guardado vai dar 150, 200 mil reais de inventário?
Que se você não fizer um inventário, sua família não vai conseguir acessar? Que bloqueia tudo? Em tese bloqueia tudo? Ah, nem sabia. Então, você precisa fazer a pessoa, a sua família, acessar esse 1 milhão. Então, você precisa ter um seguro de vida, nesse caso, de 150 mil para poder acessar aquele 1 milhão ali.
Pode ser que você não precise pensar no padrão de vida, porque se aquele 1 milhão vai render e tal, não sei o quê, vai render 1% ao mês, você vai retirar metade e vai complementar a sua família. Mas e se não tiver? Se não tiver e você faltar? O que acontece se você faltar? E você precisar deixar uma grana para a sua família conseguir continuar a vida? Já vai ser ruim sem você. Vai ser pior ainda sem você e sem dinheiro.
Então, vamos colocar um pouquinho mais de dinheiro aqui na sua proteção para proteger esse segundo aspecto.
E o seu filho, quanto você gasta de educação com o seu filho? Ah, eu gasto mil, dois mil, cinco mil, qualquer mil, dez mil. Bom, quantos anos de educação você quer garantir na sua falta que o seu filho tenha daqui para frente? Eu quero garantir que ele vá até a faculdade. Então é quantos por mês? Mil reais vezes 12 vezes 15 anos? Corrigido. Corrigido e tal. Então, essas proteções a gente acabou de montar.
na sua falta. Então, se você faltar, você protegeu a galera a cessar o seu patrimônio, conseguir manter o estilo de vida e pagar a educação dos filhos. Ok, esse é um ponto só. Agora, a gente tem que ver, e se você não faltar? Invalidez, doença grave. Se você ficar internado, o que acontece com a sua renda? Ah, se eu ficar internado, eu tenho plano de saúde. Plano de saúde paga a conta do hospital pra dentro.
E a conta do hospital pra fora? Se você é autônomo e não vai conseguir trabalhar? Você tem que contratar uma diária de internação hospitalar. Você tem que ter diária de incapacidade temporária. Remédio também. Remédio. Se o seu conge não vai conseguir trabalhar porque ele vai ter que ficar no hospital junto com você, o que ele vai fazer?
Se ele vai ter que ficar lá te acompanhando no hospital, você tem que continuar gerando renda aqui. E aí o seguro pode te ajudar nisso. Então esse é um seguro em vida. O beneficiário é você, não é outra pessoa. Então tire esse preconceito que você tinha de seguro e agora você se protege aqui. Você protege sua família e se protege. Fred, esse negócio vai ficar caríssimo. Não, às vezes é 200 reais por mês.
Eu tenho um caso muito interessante. 3 pedidos de aplicativo a menos pago. Tem um caso muito interessante de um cliente que já tinha essa consciência, já veio. Quantos reais, desculpa, você falou? 200 reais. 200 reais por mês. 200, 300 reais. Mesmo que seja 500. É, tem que ver que eu cancelei e... A tarifa bancária. A tarifa bancária. E a tarifa bancária já pagou. E o TED e o DOC que eu pago para ter no banco. A tarifa bancária já pagou o seguro.
Ele parou de pagar um negócio nada a ver e começou a pagar um negócio que protege a família.
Tem um cliente, esse foi bem emblemático, os números assustam assim. Ele veio para mim, a gente veio para fazer orçamento, organizar orçamento, já tinha dinheiro guardado e tal. Falei, Fred, eu quero economizar mais, eu não sei o que está acontecendo, a minha renda aumentou e eu quero economizar. Começamos a olhar e tal, nos gastos obrigatórios, uma deles lá estava um seguro, 6.800 reais por mês.
Falei, cara, 6.800 reais por mês, você deve ter uma cobertura bem grande, né? E ele, por quê? Porque 6.800 reais por mês, até onde eu conheço aqui e a área de proteções que a gente tem aqui no Grupo Primo, eu nunca vi um seguro desse tamanho, a não ser que fosse uma pólice gigantesca. Uma cobertura gigantesca. Uma cobertura gigantesca, você está protegendo. Dezenas de milhões. Dezenas de milhões.
Aí ele falou, cara, não sei, vou pegar aqui. Pegou, me mandou. Aí eu conectei com a nossa solução de seguros aqui. E aí eu fui analisar, ele tinha uma proteção de 2 milhões. Pagando 6.800 reais por mês, porque é um seguro resgatável, né? E aí a gente falou, cara, não faz sentido, porque é melhor você contratar um seguro temporário. Esse seguro temporário de 2 milhões baixou para 200 reais. Esse 6.600 de diferença ele botou na Previdência.
No final do tempo, lá na frente, você vai ter infinito mais dinheiro lá na frente, colocando dinheiro na Previdência. O dinheiro é seu, se você quiser, você saca. Se você não quiser, você não saca. Mas esse negócio do resgatável que está aqui, não faz sentido.
Aí, só fazer conta, né? Pega seis mil reais por mês, em uma única visão, eu falei, ó, tá aqui, ó, uma economia que você vai fazer e fora todas as outras coisas. Às vezes a gente vai olhar, ah, não, eu preciso gastar menos com o restaurante porque eu tô gastando muito com o restaurante. Seguro. Caríssimo o seguro dele. Aí organizamos o seguro, começou a sobrar dinheiro, e aí já aliviou um monte de coisa dentro do orçamento dele, e aí as coisas foram acontecendo. E era um cliente que tinha consciência de seguro.
mas estava com o seguro super dimensionado. É bem interessante. Na época que eu atendia também os clientes, a gente dimensiona o que o Fred comentou, que é a política de riscos. Tem a política de riscos, política de investimentos, política orçamentária. A política de riscos é exatamente calcular tudo o que você precisa para manutenção de padrão de vida, pessoas vulneráveis, dependentes, enfim, vida, saúde e por aí vai.
E lá, por exemplo, eu calculei para um cliente e lá tinha uma cobertura, vou colocar hipoteticamente aqui, um milhão e meio, somando tudo isso. Você tem um corretor de seguro? Você tem alguém de confiança? Quer que eu te indique um de confiança? Não, eu tenho o meu primo lá no interior que ele trabalha, acho que, com isso. Eu vou levar para ele lá. Então, faz a cotação com ele. Se quiser, faz a cotação com outras para ver, porque no final, qual que tiver o menor prêmio, você vai lá e contrata.
Aí ele foi lá e voltou com uma proposta de 3 milhões de cobertura. Ele falou, e aí eu faço isso daqui? Eu falei, não, você não precisa disso. Talvez do outro lado, por mais que seja seu primo, tenha algum conflito de interesse de trazer uma proposta superdimensionada e algo que você realmente não precisa.
Então, aí entra também muito, Perini, o aspecto do planejador. A gente fala que o planejador, a gente fala que grandes poderes, grandes responsabilidades. O planejador é o guardião da família ali. Então, o planejador, ele está sempre atento a olhar, ou, por exemplo, algo que já foi feito, nesse caso, do cliente do Fred, ou na hora que vai contratar, verificar se as propostas, seja lá quais forem, de qualquer aspecto, realmente estão alinhadas com os objetivos do cliente. Então, existe um dimensionamento.
E esse dimensionamento tem que ser, de fato, na ponta contratado da melhor maneira.
Então, essa questão de você realmente calcular e o mercado muitas vezes pode ter algum profissional que não esteja 100% alinhado com o cliente, isso é muito importante. Por isso que aqui, quando a gente tem os parceiros ou tem a solução integrada, fica muito mais simples. Porque aí todo mundo fala a mesma língua. Então, quando a gente chega para o especialista aqui de proteção, ele vai olhar e falar, ok, deixa eu fazer agora as cotações e ver qual é mais barato. Mas o volume necessário já foi dado.
Talvez algum ajuste o outro, dependendo desse ponto. Então a política de riscos é tão ou mais importante. Eu dou o maior peso dentro desses aspectos aqui de planejamento financeiro para riscos. Proteção é mais importante que a de investimentos. Claro que as duas andam em conjunto. E a ansiedade das pessoas é o quê? Sair investindo. A pergunta que eu mais escutei em 16 anos de carreira é Leandro, se eu tenho 100 mil reais, o que eu faço com o meu dinheiro? Onde é que é o melhor investimento agora? Bitcoin?
E a resposta minha sempre foi a mesma. O que você faz com os seus 100 mil reais? Onde colocar os 100 mil reais? Eu não tenho a mesma ideia. Mas você não é especialista? Você não é planejador? Também foi consultor de investimentos? Enfim, sim. Eu conheço bem o mercado. Mas eu não sei onde você vai colocar os seus 100 mil. Eu não sei quando você ganha, quando você gasta, quais são os seus projetos. Se você der entrada no ano que vem num carro numa casa...
É uma coisa. Se você não vai usar esse dinheiro mesmo, é para o longo prazo, é totalmente diferente. Então, uma política de investimentos ela é pautada em definir a dimensão dessas caixinhas que a gente chama, tamanho da sua reserva, tamanho dos seus projetos de curto, médio e longo prazo, pensando em dois, quatro, seis anos, o tamanho da independência que é gigante, e aí a partir daí, entendendo o escalonamento, a necessidade de liquidez, entendendo o seu perfil, entendendo suas prioridades, agora sim eu posso escolher os produtos para você.
Então, a escolha efetiva da carteira, a escolha efetiva da alocação de ativos ali, se é fundo A ou B, se é ação A ou B, enfim, ela representa 20% do todo e é no final.
Então, além de planteador de 16 anos, eu também sou assessor e consultor de 16 anos. Então eu tenho esses dois chapéus também. E usando o meu chapéu lá na época como consultor, o que eu percebia é que grande parte dos profissionais, que talvez não tinham essa visão tão alinhada dos objetivos de vida, cometiam erros graves. Por exemplo, um assessor de investimentos ou um profissional, um gênero de banco, seja lá qual profissional, que não estava tão atento à política de investimentos do cliente, que basicamente tem que ter os objetivos.
monta uma carteira e aloca. E aí o cliente no ano que vem fala, olha, resgata aí 200 mil para comprar meu carro. Não, mas não tem como resgatar o dinheiro, não tem liquidez, tem uma penalidade. Ah, mas você não sabia que eu ia comprar o carro? Eu falei, não, na verdade a gente não discutiu sobre isso.
Então não tem como você alocar o dinheiro sem antes conhecer os objetivos de vida. E acho que esse que é um ponto importante, que no final, aí pensando já na execução, muitas vezes falta esse aspecto, pensar na liquidez, pensar nas necessidades. E esse é um ponto que talvez não seja também tão trivial para todo mundo fazer. É mais importante entender seus objetivos, entender suas prioridades, do que a escolha dos produtos em si. Bom, pegando o objetivo de longo prazo, que deve aparecer bastante, imóvel.
Porque até quando a gente fala, pensando em investimento brasileiro, quando você fala em investimento, uma das primeiras coisas que vem na cabeça dele, depois de Batch, infelizmente lá na Ambima, os relatórios, é que Batch é o investimento que vem na cabeça do brasileiro primeiro. Mas é investir em imóveis, porque a gente veio de um país que passou por um surto hiperinflacionário, onde basicamente o que manteve valor foi tijolo.
E aí, influenciado pelas gerações mais antigas, o brasileiro gosta de investir em imóvel. E mais do que isso também, o aluguel tem reajuste pelo IPCA. Às vezes o IPCA é muito alto, a pessoa não está confortável quando constrói uma família, principalmente. Então, em algum momento da vida, essa pessoa vai querer ter imóvel próprio dela. Ela pode adiar isso durante um tempo, porque prefere investir o dinheiro, mas em algum momento, se ela casar e tiver filho, ela vai procurar...
O imóvel. Como é que fica isso na opinião de vocês, essa questão de timing, melhores formas de fazer? Porque é uma das decisões mais importantes da vida, né? Se você pega boa parte das famílias brasileiras, no final da vida, o que concede o patrimônio foi o imóvel que ela comprou para morar. Sim. Exatamente. Até perguntaram aqui no... Eu vi era um superchat, né? Alugar ou financiar? Depende do momento.
Alugar e financiar. A resposta para um planejamento financeiro é sempre um grande depende. Não tem fórmula absoluta para todo mundo. Você está no início, não tem reserva constituída, não tem nem como você dar entrada, obviamente alugar. E alugar o mais barato possível dentro da sua realidade, daquilo que você queira fazer e ...
acumular o patrimônio necessário para você ter reserva, realizar pequenos projetos e poder dar essa entrada. Poder dar essa entrada pensando no quanto vai te gerar de parcela depois. Porque não adianta, eu quero comprar um imóvel de um milhão, eu juntei os 200 mil que eu precisava de entrada, juntei os 50 mil da minha reserva de emergência que eu precisava ter de reserva.
E agora eu vou comprar. Você sabia que um financiamento de R$800 mil vai te dar R$9 mil por mês de parcela? No taxa de juros que a gente tem? Pô, não sabia. Então, isso é uma visão que a gente tem que passar para a pessoa porque ela está preocupada com aquele R$200 mil ali. Muita gente acha também que comprar o primeiro imóvel é aquele imóvel definitivo, vai ser ali para o resto da vida e nunca mais vai mudar. Não é. Você pode comprar o primeiro, comprar o outro, comprar o outro e vai trocando.
E aí, quando que você tem que comprar o imóvel? Quando você estiver suficientemente confortável para assumir aquela parcela que ele não vai estragar o seu orçamento ali para frente. Tem regras de bolso, de tipo, você tem que ter uma reserva de emergência, uma reserva para você conseguir garantir por algum tempo que você consiga pagar aquela parcela do financiamento se você perder renda. E também tem que ver o quanto vai dar nesse financiamento ali.
Nesse exemplo que eu dei, claro que é um exemplo muito grande, mas vamos colocar um exemplo menor. 300 mil reais um imóvel, a pessoa juntou 100 mil e vai financiar 200. Quanto que você paga de aluguel? Ah, eu pago 1.800 de aluguel. Então, se o financiamento vai dar 2 mil, vamos ir para cima. Vamos para cima desse financiamento, porque não vai mudar nada na sua estrutura de orçamento, entradas e saídas. E aí ela realiza um sonho da casa própria, compra e ok.
Sendo que a parcela, se for no saque, vai diminuir. O aluguel tende a aumentar. Exatamente. E o tempo médio de quitação de imóvel no Brasil é sete anos. A pessoa recebe décimo terceiro, amortiza. A pessoa recebe um bônus, amortiza. As pessoas tendem a não levar isso para o longo prazo.
Então elas vão querer quitar aquilo ali para ela se livrar. E quando ela se livrar daquela parcela, está sobrando aquilo ali para o resto da vida. E aquele imóvel está quitado. Eu tenho um caso de um casal que eu atendi, que esse caso foi relacionado a imóveis. Eles já chegaram comigo com financiamento. E eles falaram assim, a gente tinha um terreno da família, a gente queria construir a casa, a gente pegou um financiamento para construir a casa, construímos.
Só que, Fred, a gente tá, cara, gastando tudo que ganha. Eles tinham uma renda legal, assim, na época ganhavam uns 50 mil por mês. E... Fred, eu não sei o que tá acontecendo, porque, assim, a gente tá pagando o nosso financiamento e não para de aumentar a parcela e não diminui o saldo devedor. Eu não sei o que que tem.
E aí o que isso fez? Eles tinham acumulado, porque estava gastando mais do que ganha, 12 empréstimos. Por causa disso. A parcela já estava em 23 mil reais. Por quê? Porque eles contrataram esse crédito a 9.9 mais 100% do CDI. O CDI na época era 2. O CDI foi a 15. 14, acho, quando a gente fez o estudo.
E aí eu falei, então, vocês estão pagando. Ah, não, mas o meu financiamento é 9. 9,90. Por que que tá caro? Não, vou te explicar. Existe um indexador que corrige e tal. Eu nem sabia que tinha 9 mais CDI. Não. Não deu contrato, né? Ou não sabe, não conseguiu interpretar. Não, eu acho que até... Não conheço. Fazendo financiamento a IPCA mais alguma coisa. Ou IGPM, principalmente. IGPM quebrou, galera. O IGPM foi pra 30. Exatamente.
E aí a parcela estava em 23 já, eles não sabiam porquê. E aí o que a gente fez? A gente usou uma solução que a gente tem aqui para fazer essa portabilidade. Começamos a construir essa portabilidade, demorou um tempo para fazer, não é de uma hora para outra, tem que avaliar imóvel, um monte de coisa. E aí conseguimos reduzir na época desses 23 que estava corrigindo para 16 ao ano. Já é alto, mas pelo menos a gente pegou uma taxa pré-fixada, sem indexador.
Então, era prefixado zero. Uma taxa prefixada é uma taxa, para quem não sabe, uma taxa fixa. Não vai mudar, não vai corrigir. Então, a parcela mudou de 23 para 15 e diminuindo. Agora, com esse 15, eles realmente conseguem amortizar, porque a gente fez uma tabela SAC. Tabela SAC e amortização é fixa. Agora eles estão amortizando.
Com essa redução de 23 para 15, nós começamos um processo de quitação das dívidas. E aí foi quitando. Demorou um ano e meio para eles quitarem essas dívidas. Eram 12, né? Então foi quitando.
E aí, veja, a gente estava falando do sonho da casa própria. Fizeram, realizaram e isso estava destruindo com o planejamento deles, com a vida deles. Quase virou um pesadelo. Quase virou um pesadelo. O sonho virou um pesadelo. Exatamente. Eu falei do financiamento porque atualmente tem muita gente que infelizmente se deu mal com o financiamento porque não fez conta, meteu os pés pelas mãos. Porque a minha irmã trabalha com leilão de imóveis, né?
Inclusive, a gente vai, no final do mês, dar três aulas gratuitas sobre esse mercado. Vou pedir para o pessoal deixar o link na descrição para quem quiser se inscrever. E esse mercado é bem interessante porque uma das coisas que sempre falaram para a minha irmã é cara, você vai ensinar as pessoas, uma hora o mercado vai saturar.
porque você vai ter muito mais gente participando de leilão, vai ser mais competição, então o preço não vai ser mais aquele imóvel que se arremata sem competição por 50% do valor, né? Vai tender a ser um valor mais alto, até ter pouca diferença para o imóvel que você pode entrar e olhar, porque o de leilão você geralmente não consegue ter acesso interno. Só que aí eu fui levantar o número de imóveis que vai a leilão por ano. Em 2022, a gente teve 9 mil imóveis em leilão.
Apenas no primeiro semestre de 2025, a gente teve 116 mil imóveis no Leilão. Só no primeiro semestre do ano passado. Olha só, é mais de 12 vezes o número de imóveis que foi a Leilão durante um ano inteiro quando a gente tinha juros baixos no Brasil.
Porque, não por acaso, 2022 ainda estava naquela escalada de juros, mas não estava 15% ao ano. Sendo que financiamento nem depende tanto de juros de curto prazo, é mais juros de longo prazo. Mas também, agora tem IPCA mais 7, a taxa de longo prazo. Lá atrás era IPCA mais 5, mais 4. Então, muita gente acabou perdendo o imóvel.
que deu duro para conseguir financiar, porque tem entrada, o cara usou todo o FGTS, por exemplo, mais recurso próprio, e mesmo assim, por dimensionar mal, por não ter nenhum tipo de reserva, simplesmente pensar, cara, vai dar certo, e no final pode não dar certo, tem que planejar. E é interessante essa questão de imóvel, claro, imóvel é um dos projetos mais discutidos e é um dos que mais impactam, porque não é um patrimônio que você vai carregar muitas vezes para a vida toda.
E, no final, é o maior custo que você vai ter ou pressionar o seu orçamento. É interessante que eu atendi um casal, uma vez, lá no passado, bem jovem, que tinha acabado de casar. Eles acabaram de casar e vieram para fazer o planejamento justamente agora para discutir o apartamento que eles iam comprar, o nascimento do filho em breve, enfim.
E aí eles estavam vendo ali o apartamento e fazendo as contas, né, do quanto que ia dar de entrada, quanto que realmente ia conduzir ali aquela compra, eu percebia que não tinha como. De novo, não tinha uma reserva de emergência, não tinham seguros, ia ter no final o filho nascendo em breve, ou seja, uma vulnerabilidade ainda maior, e eles iam se alavancar e talvez nem ia sobrar dinheiro, ia ficar muito apertado para comprar o apartamento daquela maneira.
Era um apartamento, sei lá, de 50 metros quadrados, 50, 60 metros quadrados, dois ambitórios.
E aí a discussão não é a questão de comprar o apartamento, mas sim, esse é o apartamento que vocês vão querer morar a vida toda? Esse foi o início da minha conversa com eles. O primeiro filho vai nascer aqui. Vocês pensam em ter mais filhos? Ah, vai ter três. Vai ser nesse apartamento que você vai criar eles? Não. Você compreende em que horizonte vocês vão querer ter esses filhos? Dois, três, quatro anos. Você compreende que esse apartamento já vai ficar pequeno rápido?
Então, não é melhor a gente morar de aluguel nesse período. Vocês dois são assalariados, acumula o FGTS. Lá na frente vocês vão ter uma renda maior, uma capacidade maior. Nasce o filho, vocês conseguem se organizar, ter uma reserva, talvez contratar o seguro. E vamos pensar no apartamento maior, talvez 120 metros quadrados, com três omitórios? E sabe qual foi a resposta deles? Sabe o que a gente quer comprar esse apartamento? A menina, inclusive, falou isso.
Nossa, mas o que meu pai vai falar? O que meus pais vão falar pra mim? Vai morar de aluguel.
Quem casa, quer casa naquela história? Então a questão cultural que você bem comentou, a pressão familiar, não, você tem que comprar, a gente ajuda você a comprar, você não pode casar e morar de aluguel.
E isso vem, obviamente, da questão cultural brasileira. Essa falta de consciência financeira, ou talvez um pouco dessa, entre aspas, ignorância financeira de não entender as consequências. O casal não tem capacidade de comprar apartamento naquele momento. E nem faz sentido aquela compra, que vai pressionar e no final ele só vira no outro.
Então, quando eles enxergam que realmente o apartamento dos sonhos é muito melhor do que esse que eles querem, pela dimensão, pela família que eles querem criar, aí eles começam a tomar as decisões. Mas estão preocupados com discutir com a família, de tomar um puxão de orelha, pô, era pra você comprar casa, não era pra você morar de aluguel. E realmente é o que faz mais sentido. Outra questão também, dependendo da...
do trabalho, dependendo da sua atuação. Essa era uma discussão que as pessoas falavam pra gente, né, amor? A gente fez exatamente o roteiro que o Fred falou. Nós íamos casar o jovem, não sabíamos o que iríamos fazer no longo prazo, assim. Porque eu queria sair do exército, a Malu tava trabalhando pela internet. Então a gente tá numa cidade e pode ser que apareça uma oportunidade em outra, a gente ia embora. E por conta disso, a gente demorou bastante pra comprar imóvel.
E aí depois que a gente falou, não, agora eu sou sócio de uma empresa que está estabelecida em Alphaville. Foi quando eu entrei como sócio do grupo que a gente falou, vamos comprar um imóvel. Até porque já estava chegando na hora que a gente queria formar família, ter filho, né? Nós já é uma família, mas era só nós dois. E aí que eu comprei imóvel e comprei imóvel também pela primeira vez. Porque eu não tinha nunca mobiliado uma casa.
Eu vi o quanto é caro. Mobília é muito caro. É verdade. E aí o pessoal não consegue entender isso, né? Falar assim.
Pô, você morou de aluguel, defende aluguel, agora você comprou imóvel. Sim, porque minha vida mudou, pô. Não tô sendo hipócrita, você que é burro, não consegue entender. É questão de fase da vida, não tem uma resposta melhor. Ah, o melhor é sempre, então, morar de aluguel? Não. Agora, pro casal jovem, tende a ser o melhor. Ah, pro casal que já tá estabelecido com um filho, quer uma base fixa, aí vai valer muito a pena, provavelmente, financiar o imóvel.
então realmente é uma solução tailor made, não tem como falar aqui de uma regra geral, mas se a gente fosse tentar definir uma regra geral, geralmente mais novos, melhor aluguel, ficando mais velho, formar família, melhor comprar o seu imóvel.
É, talvez naquele ciclo de vida, né? Educação financeira, acumulação, rentabilização. Você passou de uma massa crítica, o seu dinheiro já tem uma vida própria, ou seja, não é o dinheiro que você está toda hora consumindo para projetos de curto prazo. Já tem o dinheiro já começando a acumular e rentabilizar para longo prazo, aí pode ser o caminho para começar a pensar no imóvel. Passar da massa crítica, porque antes disso, qualquer desvio, qualquer intempere, você vai ter que utilizar o recurso e aí vai, exatamente como o Fred comentou, vai pressionar muito o orçamento, aquele financiamento.
O que vai restar é talvez você olhar se em algum momento, de acordo com ciclos da economia, você consiga portabilizar, renegociar esse financiamento. E é mais comum do que realmente se imagina. Então, os bancos estão bem dispostos a trazer esse contrato e arrastar para longo prazo, tendo um spread bem menor, mas pelo menos tendo aquele spread. É que as famílias talvez não tenham a mínima ideia, elas vão tentar no banco. É engraçado que quando você... No banco que financiou. É engraçado que quando você vai...
com uma proposta para o banco de portabilização, aí o banco dá uma contraproposta. Não, veja bem. Mas isso é, de novo, isso é agora a família com o poder inteligente de realmente conseguir tomar uma decisão como essa. É, mas isso é o clássico, né, cara? Sem concorrência, a taxa fica mais alta. Quando você começa a botar um banco contra o outro, a taxa...
ela vai baixar, mas tem um outro ponto também sobre imóveis para pessoas muito jovens, que é uma certa amarra, que eu vou falar que é quase invisível, porque sempre que eu falo, pô, você comprou um imóvel, você tá mais amarrado àquele local, o pessoal sempre fala, mas eu posso vender posso alugar, é mais um imóvel pequeno posso ir embora, posso alugar, só que eu fui militar durante 11 anos, Fred também foi militar deve ter visto isso, né, o que aconteceu no meu caso é que vários amigos meus não queriam ser transferidos de cidade, porque falou, cara já comprei meu imóvel Você não encerra!
não vou embora pra outra cidade, sendo que transferência pro militar é uma coisa muito boa, geralmente, você pegava uma guarnição louca, pegava mais dinheiro, né, tinha mais experiência nacional, vivência, conhecia mais gente, e tinha gente que falava, não dá, eu comprei meu imóvel, quero ficar aqui, então por conta do imóvel, o cara deixava de aproveitar uma oportunidade que seria interessante na carreira dele.
Exatamente. Acabam correndo a decisão. E você falou também da parte tributária. Como é que funciona isso dentro do planejamento? Bom, acho que já começa até do imóvel. Então, brasileiro, no final, é muito comum você ter o principal patrimônio do seu imóvel e lá na frente desdobrar em dois, de repente, imóveis. Um imóvel menor, o outro vai alugar. E aí já começa na questão mesmo imobiliária. Você tem já aluguel, você já tem imóvel lá no longo prazo alugado. Na física...
Então, se você já tivesse uma estrutura que aí já une tributário e sucessório, de repente uma estrutura, uma hold familiar, que parece algo de outro mundo para as pessoas comuns, mas é muito comum você ver as famílias com um apartamentozinho, esse exatamente que sobrou lá do início da vida, alugado na pessoa física. Então, a gente tem que olhar isso de uma maneira ou outra, integrada. Qual que é a tua renda? Qual que é o teu patrimônio? Qual que é a sua estratégia de sucessão?
e fazer algumas decisões específicas para que você consiga ter o menor imposto na sucessão, que você tenha o menor imposto ao longo da sua geração de renda, por exemplo, se for um patrimônio alugado. E esse é um aspecto que, quando a gente olha para dentro das famílias, é algo que, muitas vezes, são anos arrastando decisões erradas em termos de geração de renda, em termos de como você combina isso dentro da...
de, por exemplo, uma atuação autônoma, empresários, médicos, arquitetos, que acabam não fazendo essa otimização e acabam tendo impacto no médio e longo prazo.
E esse é um aspecto que, principalmente dependendo da sua renda, ele tem que ser o quanto antes avaliado para entender como isso vai impactar ali no seu patrimônio e na geração de renda. E PGBL também é uma demanda que aparece bastante? Ou boa parte dos clientes acabam tirando o dinheiro de empresas como lucro e dividendo, e não tem renda tributável alta? Como é que é o perfil do pessoal que busca? Muito... As pessoas não buscam PGBL porque elas não entendem. Nem sabem o que é.
E de novo, visão de longo prazo, não consegue entender o impacto lá na frente. E a regra da previdência também é meio complexa. Ajuda muito. Explicar já é difícil. Entender, aí fica um pouco mais difícil ainda. Mas a gente olha o orçamento, SLT, funcionário público, recolhe INSS ou pensão, alguma coisa assim. Faz declaração, como que tá? A gente começa a questionar esses assuntos e a gente percebe assim, dá pra economizar um dinheiro que você sabia que você podia economizar dinheiro com imposto de renda?
Aí a pessoa, é? Sim. Mas é legal isso, né? Pode fazer? Eu falei, pode. Não tá fora da lei, não. Tem um mecanismo chamado previdência privada. Aí a pessoa fala assim, não, previdência eu não quero fazer. Tem um preconceito. Ela já acha que é ruim. Não, calma. Deixa eu te explicar do jeito certo agora, porque eu sou seu amigo. Então, vamos lá, vou te explicar de previdência. Tem uma previdência que você consegue abater 12% da base de cálculo que você ganha. A base de cálculo é sua renda bruta e tudo mais. Então,
Até esse limite de 12%, se você pegar uma parte, uma fatia desse seu dinheiro que vai para aquela caixinha lá do longo prazo, por que não colocar nessa previdência? Essa previdência vai te abater imposto de renda aqui, se você paga no teto, 27,5%. O tanto que você colocar, se você investir 10 mil na previdência, 2.700 a menos de imposto a pagar.
Você consegue até restituir, a depender de quanto que você está... Porque ela já pagou imposto muitas vezes, volta na declaração. Volta para ela. E tem um outro mecanismo. Previdência não tem comicotas. Sabe o que é comicotas? Nunca ouviu falar. Então, vou te ensinar mais alguma coisa. Comicotas, adiantamento de imposto de renda e tal, não tem comicotas. A Previdência tem uma tabela regressiva de imposto de renda.
ela pode chegar a 10% ao ano e os investimentos normais vão chegar a 15%. Renda fixa, renda variável que você conhece. Você sabia? Ela não sabia que podia pagar 10%. Então tudo isso é otimização tributária. Então quer dizer, e aí a pessoa fica assim, então quer dizer que você tem um negócio que bota 10 mil reais, eu economizo 2,750, não pago imposto durante a minha vida e lá na frente eu pago menos? É.
E se acontecer alguma coisa, na sucessão também não tem intercedência. Não tem. Por isso, exatamente. E a família recebe livre de inventário. O que se conecta com a política de riscos. Pois é, cara. Previdência é muito bom. Só que como lá atrás você tinha vários fundos bosta, que ainda existem, né? Os fundos de banco, a grande maioria, é feito para nogar do CDI. Porque o cara só fica comprando título público pós-fixado, mas cobra 3% ao ano para isso. Então o negócio vai lá para baixo rendimento.
E tinha aquelas taxas de carregamento leoninas também. Eu lembro que eu fui ver, primeira vez que eu olhei Previdência na minha vida, no Instinto Banco Real, pra você mandar dinheiro, tinha uma taxa de carregamento de 5%. Eu falei, calma aí, quer dizer, eu quero investir com vocês, eu pago 5 pra botar o dinheiro aqui dentro? Eles falaram, é, mas...
depois que você chegar a 100 mil, não tem mais. Eu falei, 100? Eu vou ter que pagar taxa até lá. Eu ganhava na época mil reais por mês. Eu falei, não, não tem como, cara. Então pegou uma fama muito ruim, sendo que o veículo, o previdência, é muito bom. Agora, tem previdências que compram ativos que não vão ganhar dos índices de referência. Agora, quando a previdência tem uma carteira boa, você pega todas essas vantagens que o Fred falou com um negócio que vai render mais do que o CDI ao longo do tempo.
E uma taxa justa, né, barato? É, cara, eu sempre falo que a maneira mais fácil de entender previdência é pensar mais ou menos assim. A Receita Federal chegou pra você e falou cara, você quer pagar teu imposto agora ou quer adiar esse pagamento pra daqui a 30 anos e deixar esse dinheiro trabalhando pra você? E quando for pagar não vai ser mais 27,5%, não, vai ser 10%.
Quem falaria não pra uma proposta assim? Ninguém, isso é a consciência. Isso é previdência privada, pô. É tanto que a gente fala na política de investimentos, a caixa de longo prazo, né, é muito difícil você não ter uma estratégia dentro dos ativos sem a previdência. Primeiro que de 10 a 12, ou talvez até 15% do seu patrimônio tem que estar livre de inventário.
seja através de seguros, seja através de instrumentos como a própria previdência. E a previdência tem toda essa questão que aí sim une a otimização tributária, adiando, por exemplo, impostos, e sendo até um mecanismo, talvez porque a grande parte dos brasileiros, de facilitar essa acumulação a longo prazo, dependendo até dos benefícios, como você tiver uma previdência privada dentro de uma empresa ou produtos que realmente...
que são raros, mas existem, acho que aqui a gente tem exemplos como esse, que é realmente um produto que faz total sentido estar lá, mas que o produto é um veículo que vai servir para múltiplas funções do planejamento financeiro, automação tributária, sucessão, e o NUD de continuar acumulando ali, que essa talvez seja um dos pontos importantes do brasileiro, que às vezes ele paga o financiamento da casa, porque é o meu boleto e eu ponho o patrimônio lá na frente.
Alguém cobra ele, né? Alguém cobra ele. Então, a previdência é um instrumento que ajuda também nessa educação de acumulação a longo prazo, nessa consistência de acumulação e apórdia a longo prazo. Já aproveitando esse gancho, antes de até entrar na próxima pergunta, ir para o pessoal que quiser virar cliente do planejamento. Como é que faz esse momento? Porque a gente já falou aqui da importância dessa questão da revisão do orçamento.
que entre 10% e 24% dá para passar numa primeira olhada sem mudar muito o perfil de vida da pessoa. Falamos de seguro, sucessão, a parte de previdência. E tem um cara que está assistindo aqui e falou, cara, eu acho que isso aqui é interessante para mim. Como é que ele faz para entrar em contato? E a gente tem alguns exemplos de pessoas que ganhavam muito bem. Pô, esse cliente meu ganhava 20 mil reais. Esse aqui, a renda combinada do casal, chegava a 50 mil reais.
Qual seria uma faixa mínima de renda para estar dentro do perfil que a Grão atende hoje?
Legal, vamos lá. Primeiro já respondendo essa última pergunta. Como a gente tem de 10% a 15%, a gente entende que é uma otimização natural para todo mundo que tem um orçamento que nunca foi visto na vida, a gente fala que uma família de 4 a 5 mil reais já consegue se beneficiar do planejamento financeiro especificamente aqui da Grão.
pagar o planejamento, que é um serviço, e ainda sobrar dinheiro, em um aspecto. Fora todo o resto que a gente vai otimizar, como a gente vem colocando aqui, renegociar alguma dívida, retabilizar algum financiamento, investir em render melhor dinheiro. E não é só uma questão quantitativa, mas qualitativa. É dormir tranquilo. Então tem uma questão qualitativa importante ali do planejador. Então o cara pode ter patrimônio zero e uma renda familiar entre 4 e 5 mil, que já está apto a ser atendido. Com certeza, exatamente.
e pensando na pessoa que quer falar com o planejador financeiro, acho que a primeira analogia, o planejador é como se fosse um médico, é um médico das finanças, ou personal trainer, mas eu prefiro falar, comparar com o médico. Imagina que é um médico que ele vai conseguir fazer uma anamnese, olhar tudo que você realmente tem, as decisões que você vem tomando e quais são os pontos a corrigir. Então o primeiro passo para quem quer falar com o planejador financeiro é agendar uma consulta.
É como se fosse uma consulta com o médico. Às vezes você acha que está tudo bem, quando chega lá, talvez tenha um ponto de melhoria, tenha oportunidades. Então essa consulta é uma consulta que dure de 30 a 45 minutos. É gratuita aqui para todo o público do podcast. Então provavelmente vai ter algum link aqui, vai ter ali um banner para poder agendar. E uma vez agendando esse bate-papo, pode ser online, obviamente, o plano de educação o que ele vai fazer.
Ele vai entender o momento da família, entender quais são as expectativas ou pontos ali que realmente preocupam a pessoa. Pode ser uma decisão que ela vai tomar, como a compra de um carro, de uma casa. Pode ser uma dor, né? Está sobrando dinheiro. Tem um projeto, vai nascer meu filho, eu vou casar. Enfim, estou com dívida. Não importa o que seja. O planejador está preparado para olhar todos os sistemas, entender quais são os pontos que realmente incomodam a pessoa e decisões que talvez tenham sido tomadas erradas.
E já sugeri nessa primeira reunião pontos importantes ali que ela tem que direcionar para corrigir. E se a pessoa quiser contratar o planejador, aí sim o planejador vai entrar em todos os números e começar a fazer um acompanhamento dessa família, corrigindo tudo o que for corrigido. Basicamente, como a gente falou, nesses aspectos, questão de riscos ativos, investimentos, tributário, enfim. Mas acho que o mais importante é uma consulta como se fosse uma consulta médica.
Então imagina que você vai lá, você tem que estar disposto a trazer os seus pontos para discutir, e aí o planejador com certeza vai ajudar nesse primeiro momento. Eu diria que só esse bate-papo na nossa experiência aqui já ajuda muito a pessoa a entender o que está errado e o que tem que ser corrigido. A questão é, você vai conseguir corrigir sozinho?
ou você vai precisar de alguém te acompanhando por um período. E basicamente aí a gente está disposto e disponível para poder atender. São 800 planejadores aqui na Grão, e a gente já tem mais de 10 mil famílias impactadas, e a gente tem uma boa capacidade para poder trazer essas consultas, ajudar as pessoas realmente a entender o que está acontecendo, e aí, se for o caso, acompanhar essa jornada junto com ela.
E um ponto importante, né, Perini, é a gente tem a metodologia, a gente tem esse bate-papo que, inclusive, foi comentado aqui, é 93.5 ciência humana, planejamento financeiro. Tem muito mais a ver com a parte comportamental do que, de fato, a parte matemática. Possumo dizer, eu acho que é um aluno também bem especialista nisso, entrar no shape, né, ter a barriga tanqueira é muito fácil. É muito simples. Não é só se alimentar bem, ter um certo déficit calórico, praticar jejum intermitente de vez em quando. O pessoal sabe o que tem fazendo. Exercitar bem e dormir bem.
Vai lá e faz. Exato. Faz aí. Faz aí. Planejamento é a mesma coisa. Só você gastar menos do que ganha, entender o que você precisa, onde você tem que investir, o que você tem que tomar de decisão e pronto. Só que é uma coisa, quando eu me apaixonei por finanças, eu era engenheiro elétrico, mas na minha adolescência ali caiu na minha frente o livro Parra e Pai Pobre. E foi ali que eu tive a descoberta da minha paixão por finanças.
Na verdade, foram duas descobertas que eu fiz que mudou completamente a minha forma de ver dinheiro.
Primeiro, quando eu li o RIPOI Pobre, eu descobri que eu ia trabalhar muito tempo da minha vida, né, pelo dinheiro, até o momento que o dinheiro trabalhasse pra mim, que é a tal da independência financeira. Então, não importa se era 5, 10, 15, 20, 30, 50, 100 reais, eu ia acumulando, em algum momento eu ia ter um montante pra fazer, realmente alcançar a independência financeira. Mas a segunda descoberta que eu fiz ali, que me marcou muito...
é que o dinheiro, ele não é um meio... O dinheiro é um meio matemático, objetivo, racional. Então, ou seja, ganho tanto, gasto tanto, invisto. Só que tudo que a gente faz com o dinheiro mexe com as nossas emoções. Então, o dinheiro é um meio racional para consequências emocionais. Um bom jantar, troca do carro, tudo isso que a gente comentou. Então, quando a gente mistura decisões racionais com emocionais, o que acontece?
a gente começa a tomar decisões não tão inteligentes e aí por isso 70, 80% da população realmente tem algum impacto ali nas suas finanças. E o planejador financeiro, por exemplo, especificamente aqui da Grão, ele é especialista em perfis comportamentais. Então ele está preparado para ter as conversas e as reflexões importantes, como eu comentei, esse apartamento faz sentido para você ou é melhor o outro? Então vamos para o outro.
E essas conversas mais profundas, talvez às vezes mais difíceis, e conduzir e traduzir da maneira correta para a pessoa, porque o tecniquez o médico sabe, mas traduzir para uma criança, um pediatra, ele vai ter que usar um comunicacional adequado. Essa tradução e essa compreensão é o ponto mais importante. E é isso que acontece nessa consulta, que é gratuita. Então todo mundo aqui pode agendar um bate-papo com o Fred ou com o nosso time aqui de planejadores. E certamente só essa conversa já vai ser muito rica.
e já vai dar uma esclarecida do que tem que ser feito daqui para frente. Gustavo, tem link na descrição? Beleza, então vai ter o link na descrição, vocês podem entrar. E eu sei que vão surgir dúvidas do tipo, ah Bruno, e qual a diferença desse serviço de planejamento da Grão para a Portfel? Veja que são coisas até complementares, mas são diferentes, pessoal. Na Portfel, o cliente chega lá já com seus 200, 300 mil, 1 milhão de reais, e ele quer principalmente ver a parte de...
investimentos. Aqui é muito mais uma parte anterior pra você que tem essa renda de 4, 5 mil ou, nos exemplos aqui, 20 mil, 50 mil, só que por algum motivo você não consegue poupar. Você não consegue gastar menos do que você ganha. Você não planejou nada a sua vida financeira ainda.
não tem reserva de emergência, você não tem um seguro de vida, você nunca pensou nem por um momento em previdência, não sabe como funciona. Então, é um aspecto anterior para você arrumar a casa, começar a guardar dinheiro, até conseguir chegar nessa massa crítica que eles citaram aqui, ter os seus primeiros 100 mil, 200 mil investidos. E aí sim, vai passar a ser muito mais relevante começar a se preocupar com onde você vai investir esse dinheiro, em comparação com esse começo, onde o mais importante é você conseguir salvar dinheiro para aportar.
Então, para quem quiser conhecer o serviço, como o Anderson falou, é gratuito essa primeira reunião, o link está aqui na descrição. E agora eu queria fazer a pergunta que deve ser talvez a mais importante pensando em planejamento financeiro, porque raramente a pessoa vai procurar isso sozinha, o homem solteiro, deve ser alguém que já tem família. E eu dei muita sorte. Eu acho que uma das pessoas que eu mais tenho que agradecer na minha vida é o meu cunhado. Por quê? Ele me envolveu para casa e eu conheci a Malu.
E a Malu sempre foi minha parceira nos projetos financeiros. Quando eu falei, a gente vai gastar muito menos que a gente ganha, você casou com o tenente mais pobre da turma de 2010.
Embora eu fosse o primeiro, eu era o mais pobre, porque eu não vou gastar tudo que eu ganho igual o resto do pessoal faz, eu vou gastar menos. E ela topou esse projeto, ela estava comigo sempre, entre comprar um sofá ou comprar ações de Itaúsa, ela preferia comprar as ações. E o resultado veio, demorou, mas ele veio. Então, ela entendia quando eu queria fazer economias, que até hoje, olhando para trás com distanciamento e vendo o que aconteceu depois, que a gente veio para a internet principalmente, não precisariam ter sido feitas. Mas a gente fazia na época porque na nossa cabeça fazia sentido.
E deve ser muito difícil quando um lado do casal quer poupar, porque está pensando no futuro, e o outro lado fala, mas como assim, cara? Vamos gastar agora. O brasileiro tem isso, né? Você fala, vamos investir, ele fala, pô, mas eu posso morrer amanhã. Pô, então vamos fazer um seguro de vida. Não, mas eu não vou morrer amanhã.
Então o cara não faz nenhum dos dois, né? Tem essa dissonância cognitiva. Como é que é o casal na hora de vocês atenderem? Essas dinâmicas são mais complicadas? É mais difícil fazer os dois realmente estarem alinhados? Como é que funciona? A gente gosta de perguntar antes da pessoa fazer reunião, a primeira reunião, a anamnese com a gente, se tem congê.
Por quê? Porque venham os dois. Porque, como o Leanderson falou, a gente vai saber de perfil comportamental, a gente vai entender os dois perfis e vai saber o que cada um está agregando e criando de problema ali também. Se tem um perfil mais intuitivo, uma pessoa que pensa muito mais em fazer coisas, em viver esse momento, e o outro está ali e eles estão brigando.
Por causa disso. Porque eles não sabem conversar sobre finanças. Inclusive, finanças separam muita gente. Sim.
E é muito uma conversa de, assim, cara, eu quero viajar, por que você não quer viajar? Não é que eu não quero viajar. Eu quero viajar, mas vamos viajar nesse momento certo? Agora talvez não dá, veja bem. Para Osasco, para Nova York. Não dá, pô. Exato. Então, o que mais importa é a gente encontrar...
pontos fortes e pontos de melhoria em cada perfil comportamental, e às vezes os casais, eles descobrem o perfil da outra pessoa, às vezes não, a maior parte das vezes, descobre o perfil comportamental da outra pessoa e entende, ah, então é por isso que você tá fazendo assim, é por isso que você pensa dessa forma, e eu digo que, como você falou que teve muita sorte, eu tive muita sorte também, porque a Angel, minha esposa, tá em casa, um beijo, amor.
ela é mão de vaca, mais que eu. Então, tem sorte porque tá com o perfil igual, né? Então, pra quem tá em casa e tem o perfil igual, juntem esses dois perfis. Se são dois mão de vaca, legal. Se são dois intuitivos, perfis mais expansivos, são perfis que tendem a gastar mais do que ganham,
Venham os dois e vejam por que vocês estão agindo dessa forma. E se tem perfis diferentes que estão desbalanceando aqui, venham também e entendam por que esse perfil está fazendo isso. Por que vocês estão tomando essa decisão? Na primeira consulta, na primeira anamnésia, o Fred pode falar pessoal, você para.
Vai ser mais barato pra você. Pode acontecer. É interessante. Tem um casal, assim, bem emblemático que eu atendi, que faz parte do hall de alguns clientes, que na hora que eu vi o impacto, eu decidi que eu nunca mais ia parar de fazer isso. E um deles era exatamente o casal que estava brigando muito. Quem normalmente toma a iniciativa é a esposa.
A esposa que traz, normalmente o homem é um pouco mais autoconfiante, um pouco mais defensivo, e a mulher tem um pouco mais essa questão de pedir ajuda. Tipo terapia de casal, né? A maior parte das mulheres mesmo te pede. E não deixa de ser uma terapia também, o planejamento financeiro. Vocês estão brigando por conta disso? Exato. Então assim, eu estava atendendo esse casal 2014. 14, sei lá.
E naquela época era tudo muito presencial. Hoje é tudo online, a gente atende de casa, mas na época a gente tinha lá a sala de reunião e eu estava aqui com o casal na minha frente. E na verdade, ela trouxe o marido, o antemarido não vem, mas ele veio e estava com a cara emburrada, cara fechada, e dava para perceber que ele estava ali sendo arrastado. E obviamente, a gente entende tudo isso, a gente tem também o perfil, o perfil dele, o perfil dela, e a gente começou a discutir, um bate-papo ali para entender a situação.
Em resumo, eles brigavam bastante porque cada um puxava para os seus projetos particulares. O cara queria o carro, ela queria a bolsa, o cara queria não sei o que lá, ela queria não sei o que. E os projetos em comum perdiam o valor da discussão ali, né? E tinham projetos em comum. E, para resumir uma longa história, eles entenderam o valor do planejamento, me contrataram e eu fui acompanhando eles ao longo dos meses. E eu fui entendendo o perfil dele e falei, o carro vai acontecer. A sua bolsa também vai acontecer. Mas e os projetos em comum?
Agora, vamos colocar esses projetos aqui no mesmo plano e vamos ver como viabilizar tudo isso. Então, não tem problema ter os particulares, mas ter os comuns também, e tudo isso vai ter que estar dentro de um plano lógico. Basicamente, depois de dois, três meses, eles foram reduzindo a tensão. Eu fui traduzindo para cada um deles, um mais pragmático, ela mais emotiva, então, trazendo para cada um deles ele, objetivo e resultado, ela o quanto que ia realmente impactar o planejamento.
E por que foi emblemático? Porque era uma noite, umas 8 horas da noite, os atendimentos acontecem muito à noite também, dos clientes. Eles estavam lá no Felizes, eles estavam bastante felizes, eles já estavam sorrindo, eles já estavam entendendo que o carro ia comprar, e eles iam continuar viajando, enfim. E aí ele pegou e foi no banheiro. Ah, eu cheguei no banheiro, tudo bem. A esposa, ela pegou meu braço e apertou bem forte assim no braço, segurando o choro e falou, você não tem noção.
Você salvou o nosso casamento e a gente só vai ter o filho que a gente tanto sonhava por sua causa. Que legal. Então, assim, matematicamente é muito fácil entender o que tem que ser feito. Conduzir essas conversas, entender cada perfil comportamental.
ver o desejo de cada um, o ponto de vista de cada um com relação às suas decisões, esse é o ponto mais importante de um planejador financeiro e de um planejamento de você em si. E quando você transforma realmente a vida e você percebe o quanto que você impacta e faz parte daquilo ali, não é à toa que o planejamento tem um crescimento orgânico, porque agora ele quer levar para a esposa, desculpa, quer levar para o irmão, quer levar para toda a família.
Tem outro caso também interessante que é parecido, o irmão, ele fez o planejamento, então um cliente contratou o planejamento financeiro e depois de um, dois meses ele já tinha um nível de educação tão alto que ele falou, meu irmão vai fazer uma maior cagada do dele. Desculpa o palavrão, mas ele vai fazer uma maior cagada. O que aconteceu? Ele vai casar agora, ele vai se alavancar.
Ele quer ter filho. E agora eu estou entendendo o que ele vai fazer de errado. É quase que ele com uma visão de planejador pro irmão dele. E eu ainda ia alimentar tudo isso. Eu ia comprar uma geladeira de 7 mil reais pra ele de duas portas. Não. Eu vou pagar pra ele um planejamento financeiro, que é muito mais barato que 7 mil. E vai mudar a vida completamente dele.
Então assim, eu costumo dizer que planejador financeiro é uma nobre profissão, que você realmente pode impactar positivamente, definitivamente a vida de uma pessoa. Obviamente, falando do aspecto da carreira, muito bem remunerado para isso. E é muito mais acessível do que as pessoas imaginam. Quando a gente olha países de primeiro mundo, Estados Unidos, 50% da população tem plena noção do que é um planejador financeiro. Para alguém na rua e pergunto o que é um planejador, ele vai ter noção do que é.
Na Austrália ainda maior, 70%. A Austrália ainda maior, 70% da população tem plena noção do que é.
E não é que esse serviço é acessível para grandes afortunados, é democrático. Então, ou seja, são poucos dólares que você consegue contratar um planejador financeiro, é acessível. Então, quanto mais evoluído o país, mais acessível esse serviço é, porque ele é difundido e realmente você consegue ter esse acesso. Quantos brasileiros conhecem o planejador financeiro? Pouquíssimos. Os grandes abastardos talvez tenham um wealth manager, por exemplo, tem ali um planejador financeiro, que é um profissional que cuida de tudo.
Mas aqui o que a gente está fazendo é justamente democratizar isso. É interessante que desde 2015 eu vou para os Estados Unidos para visitar empresas, faculdades. Lá tem mais 50 faculdades que formam planejadores. Lá tem uma estimativa de mais de 1 milhão, 1 milhão, 1 milhão e meio de planejadores financeiros.
no Brasil nem tem 300 profissionais certificados que são independentes, e se a gente for pensar planejadores sem certificação, não dão nem 5 mil profissionais. A título de comparação são mais de 500 mil gerentes de banco. Então, quando a gente olha no Brasil, a gente ainda está numa primeira geração. E conversando lá nos Estados Unidos e discutindo com os profissionais de lá, eu falei como que o mercado realmente cresceu e acelerou.
sendo que a certificação CFP, Certified Financial Planner, que é a excelência global em termos de planejamento, é a referência para todo mundo que quer seguir nessa carreira, ela foi criada em 1969. Onde foi o momento de virada, o turning point ali? E em 2019 eu descobri. Eu estava no Congresso americano, e os americanos estavam lá reverenciando um profissional que se chama Tom Potts. E o Tom Potts estava sendo reverenciado porque ele foi o grande responsável pela aceleração do mercado de planejamento lá fora.
E o que ele fez? Ele era um acadêmico e na década de 70 ele falou o seguinte, não adianta ter uma certificação de excelência técnica e de postura aliética e conduta do planejador. Se você não tiver um exército, um mar de profissionais difundindo isso para a grande massa, isso não vai acontecer. E a única forma de acontecer é formando academicamente um volume bem grande de profissionais, com essa excelência, claro.
E aí o que ele fez? Ele começou a bater de porta em porta até encontrar a primeira faculdade, por acaso foi em São Francisco, a Golden Gate University, que fez um programa de formação de profissionais. E dali começaram a formar centenas, milhares, e aí começou a ser difundido. E é engraçado que quando eu conversei com ele, eu falei, a gente está fazendo esse movimento bem parecido, inclusive agora com o Grupo Prima, a gente está formando centenas por mês, a gente está trazendo um volume bem grande de profissionais com esse nível técnico de excelência e principalmente comportamental para atender essas famílias.
E a gente está fazendo esse movimento bem parecido. Ele falou, continua, não para. Se parar, esse mercado não vai existir. Vocês estão bem atrasados, né? Tem uns 30, 40 anos atrasada. Mas justamente é ter esse nível de profissional em massa atendendo famílias. Porque cada família atendida pelo planejamento financeiro...
cada casal, por exemplo, não tem como você dormir pensando que o seu irmão está tomando uma decisão errada, que o seu pai está com o dinheiro, por exemplo, alocado errado. Das armadilhas que, infelizmente, o mercado acaba trazendo para as pessoas, e você começa a perceber essas armadilhas. É um produto mal alocado, é um superdimensionamento, a gente pode até colocar aqui um COI, um PGBL para alguém com mais idade que não faz sentido algum.
Então, a família que tem um planejamento financeiro, automaticamente ela impacta toda a família. Não só pela questão de falar, eu não posso dormir sabendo que o meu parente está tomando a lição errada, mas porque tecnicamente precisa conectar. Que é a sucessão, irmãos, então tudo isso faz parte de um todo.
Então, Perino, acho que esse é o ponto que eu gostaria de reforçar que o quanto realmente o plano de jantar financeiro pode salvar, inclusive vidas, dependendo de como for. Eu já escutei de uma cliente, falo, que bom que você chegou aqui na nossa família, que bom que você conseguiu resolver para a gente essa situação, dívidas. Pena que você não chegou a tempo no ano passado, quando meu tio tirou a vida, porque ele estava depressivo, com dívidas, e não sabia mais o que fazer.
Eu, infelizmente, recebo directs de pessoas que perderam tudo com bet. Só que o cônjuge não sabe. Sim. Terrível. E não vai abrir. É muito difícil. Terrível. Uma hora vai falar, né? Qual vai ser a consequência disso? Esse é um problema que eu queria até falar, que a pessoa que entra nesse ciclo, abrir espiral pra baixo e começar a se endividar, muitas vezes ela só vai procurar uma ajuda quando já não tem mais o que fazer.
Era muito melhor chegar com pouca dívida para um planejador financeiro e já resolver rápido. Já resolve rápido, já arruma alguma coisa ali, já organiza, otimiza e aí volta a respirar. Ela vai, ela continua naquilo ali porque as pessoas não conversam em casa sobre finanças.
E as pessoas, como não sabem o que faz um planejador financeiro, elas acham que a gente vai julgar também. Porque se eu estou endividado, chega para o meu irmão e fala assim, cara, estou com 5 mil reais negativo aqui, cara. Ele vai falar assim, ah, também você é burro, é só você não gastar. Bem feito aí, está vendo? Já começa a julgar. E aí, porque eu sei que ele vai julgar, eu não vou falar, eu vou ficar fazendo aqui, tentando resolver, eu não sei resolver.
E aí quando chega pra gente, chega todo estropiado. É muito difícil, é muito... Dá pra resolver? Dá pra resolver, mas é muito mais difícil. Então, saiba que o planejador é aquela pessoa que vai economizar o dinheiro dos outros. Eu costumo falar que o planejador é a única pessoa que gosta de economizar o dinheiro dos outros. Porque eu quero economizar o dinheiro dos meus clientes pra eles fazerem mais coisas, realizar projetos. Leandro estava falando da mudança de vida.
O planejamento financeiro realmente mudou a minha vida, mudou a vida da minha família. Meus primeiros clientes foram meus dois cunhados e meus dois irmãos. Falei, não, vocês vão fazer, senta aí, que eu não quero que vocês fiquem pobres e eu vou ficar rico. Eu falei, pra eles, eu vou ficar rico, eu quero que vocês fiquem ricos também, então vai todo mundo ficar rico. Então eu vou ensinar vocês aqui como é que faz. E aí foram os meus primeiros clientes, meu irmão...
também era militar, transitou de carreira, virou planejador também, já tem mais de 70 clientes. Ah, que legal. Então, veja, se eu não tivesse acreditado que essa carreira poderia mudar a minha vida, não teria mudado a vida da minha família, não teria mudado a minha vida, a vida de todos os clientes que eu atendi. Então, assim, as pessoas às vezes não vêm falar com a gente porque acham que é muito caro.
porque acha que não precisa, porque acha, porque não entende, não sabe o que é. Quando tiver dinheiro, eu contrato, quando tiver dinheiro pra investir. Quando eu tiver dinheiro, aí eu falo com você, não, é o contrário. É tipo assim, quando eu preciso de uma nutricionista, não, eu não vou. Quando eu... Eu vou emagrecer, eu vou. Aí quando eu tiver no shape, eu vou lá e vai fazer o que lá? Vai lá validar que você emagreceu? Não. Você vai fazer o planejamento para ter dinheiro, não ao contrário.
E se pensar quantos brasileiros, nesse exato momento, tem zero reais investido? A grande maioria. Vamos imaginar que tem até 50 mil reais, que praticamente parte disso é reserva de emergência, outra parte já vai ser utilizada para algum projeto de curto prazo. A gente está falando de centenas de milhões de brasileiros. E eu acho que é esse ponto, de novo, eu tenho um chapéu de consultor e planjador. Então, o consultor entra justamente no momento que o cliente passou a arrebentação.
Mas até lá, o brasileiro vai precisar de um planejador para organizar tudo isso. Não é só poupar, mas só tomar todas as decisões, principalmente na parte de proteção, como a gente falou. Decisões inteligentes, projetos. Então, realizar esses projetos de uma maneira inteligente, a compra do carro, compra o aluguel do carro.
Então eu também já migrei para a assinatura de carro, tem algum motivo. Então será que isso é mais inteligente? Depende do seu momento, pode ser que faça mais sentido ou não. Então a compra do carro e qualquer outro projeto, transição de carreira, mudança de cidade, essas decisões impactam muito mais do que sobrar dinheiro e começar a investir. Essa é uma ponta. E para esse momento, antes de passar essa arrebentação, não é exatamente a alocação em si.
mas sim você conseguir ter esse vigor orçamentário, você conseguir tomar as decisões corretas. Se você tomou decisões erradas, dá para corrigir, refinanciando, renegociando, reestruturando, adaptando para que você corriga essa rota. A gente costuma falar que a gente é o ex, né? O ex da finanças. Então, se você está na rota... Primeiro, descubra se está na rota errada. A gente consegue ajudar exatamente nessa consulta gratuita, junto com o planejador. Se está na rota errada, corrija.
Porque quanto mais tempo você ficar na rota errada, mais esforço você vai ter que ter para corrigir. Ficar 15 minutos para a direção oposta é 15 minutos para retomar. E o combustível que você gastou que é muito pouco. Mas imagina ficar duas horas. Imagina que eu estou em São Paulo e eu quero ir para Pouso Alegre em Minas e eu coloco no Waze Porto Alegre. E fico duas horas na estrada e falo, nossa, errei. São duas horas. Só para voltar para o ponto zero.
mas todo o combustível e aí retomar. Mas é possível. Então, que recado que eu daria aqui pro pessoal, corrija a rota o mais rápido possível e entenda o quão distante você está da rota dos seus projetos, dos seus objetivos de vida e aí o planejador pode te ajudar nessa consulta aqui com a grama. Perfeito. Bom, vou lembrar novamente, link na descrição. E pessoal, pra quem assistiu aqui, quer encontrar vocês em rede social,
para saber mais sobre isso, quer tirar dúvida, quais os canais de contato, redes, divulguem o que puderem. Legal, bom, o meu canal principal é o meu Instagram, leandersonreis.cfp, então seja para buscar um planejador financeiro também, seja para conhecer a carreira do planejador financeiro, então lá tem todos os caminhos para a gente conversar, e discutir, entender como te ajudar.
como família, querendo contratar um planejador, ou caso você tenha interesse em conhecer mais a carreira de planejador financeiro. Lembrando que aqui nós temos a formação de planejadores financeiros, já formamos mais de quase 2 mil profissionais, e boa parte deles estão associados com a gente aqui na Grão, que é uma oportunidade também de você seguir na carreira dentro do Grupo Pleno. Boa.
Vocês me encontram no Instagram, Frederico.Diniz, Diniz com S, Frederico.Diniz Instagram. Se quiserem falar sobre planejamento, marcar aquela primeira consulta, a gente ver como que é fazer a anamnese, entender o momento de vida de vocês. Se for muita gente, tem uma equipe gigantesca pra gente atender, tem 800 planejadores aqui, então vai ser um prazer falar com todo mundo.
Boa, e vocês encontram a gente aqui semanalmente no canal dos sócios, sempre com um episódio novo, e também me encontram no arroba maluperine no Instagram. Vocês me encontram no Instagram Bruno underlineperine, no YouTube Você Mais Rico, vídeo semanalmente, e sempre aqui nos sócios. Para quem assistiu nosso, muito obrigado pela audiência, aos convidados, obrigado pela presença, espero que voltem mais vezes, e é isso, gente. Grande abraço e até a próxima. Beijos.
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