RENAN SANTOS: A GUERRA DA DIREITA E O FUTURO DO BRASIL | Os Sócios 297
FAÇA SUA PRÉ-MATRÍCULA PARA O LEGADO (16 produtos pelo preço de 1) CLICANDO AQUI!
Já imaginou tentar entender a política brasileira sem cair na velha divisão entre esquerda e direita, governo e oposição, Estado e mercado?
Nos últimos anos, o Brasil viu surgir uma nova geração de movimentos, lideranças e ideias que passaram a disputar espaço no debate público, questionando a política tradicional, defendendo reformas, criticando privilégios e tentando construir uma alternativa para o futuro do país.
Mas essa ascensão também abriu uma disputa dentro da própria direita brasileira. De um lado, a direita mais tradicional. De outro, movimentos que nasceram nas ruas, cresceram nas redes sociais e agora tentam se transformar em força institucional, com partidos, candidaturas e projeto de poder.
Nesse cenário, a chamada nova direita deixou de ser apenas uma reação cultural ou eleitoral e passou a buscar algo mais ambicioso: formar quadros, influenciar instituições, disputar narrativas e apresentar um caminho para governar o Brasil.
Mas o que, de fato, diferencia essa nova direita da direita tradicional? Quais são suas ideias centrais? Onde ela acertou, onde errou e quais desafios precisa enfrentar para se tornar uma força política relevante no país?
Para responder estas e muitas outras perguntas, convidamos Renan Santos para o episódio de hoje do podcast Os Sócios. Pré-candidato à Presidência da República pelo Missão, partido que fundou e preside, Renan vem se colocando como uma das vozes da chamada nova direita brasileira.
Falaremos sobre a guerra da direita, renovação política, liberalismo, conservadorismo, juventude, redes sociais, polarização, eleições, os desafios de governar um país como o Brasil e muito mais.
Ele será transmitido nesta quinta-feira (14/05), às 12h, no canal
Os Sócios Podcast.Hosts: Bruno Perini @bruno_perini e Malu Perini @maluperini
Convidado: Renan Santos @renansantosmbl
- Nova Direita vs. Direita TradicionalFenômeno da nova direita global · Críticas aos governos da nova direita · Diferenças entre nova direita e direita tradicional · Renan Santos
- O Papel do Centrão na Política BrasileiraFalta de projeto e pragmatismo · Influência de políticos de estados pobres · Relação com o STF e outros poderes · Ciro Nogueira · Arthur Lira · Renan Santos · Investigações sobre Davi Alcolumbre · Gilberto Kassab
- Crime OrganizadoClassificação de facções como terroristas · Direito penal do inimigo · Estado de defesa em áreas dominadas pelo crime · Endurecimento de penas e fim da progressão · Desfavelização e acompanhamento de jovens · Pena de morte para crimes hediondos · Problemas psiquiátricos e a criminalidade · PCC · Comando Vermelho
- Crise da Democracia e Propostas de ReformaCrise do modelo ocidental democrático · Necessidade de reforma da democracia · Meritocracia como alternativa · Sistema de indicadores e incentivos · Renan Santos
- Mutirão Anti-Bolsa Família e Geração de EmpregoCultura do não trabalho e dependência do Estado · Frentes de trabalho e infraestrutura · Condicionamento de auxílios a indicadores · Desafios dos municípios pequenos · Bolsa Família
- O Futuro da Previdência e Produtividade no BrasilEnvelhecimento da população · Baixa taxa de natalidade · Estagnação da produtividade · Desafios da previdência pública · Impacto da tecnologia na produtividade
- Formação do Partido MissãoProcesso de coleta de assinaturas · Desafios logísticos e burocráticos · Tecnologia na validação de assinaturas · Partido Missão
- Bitcoin e Atração de Capital HumanoReserva de Bitcoin no país · Marcos regulatórios amigáveis para cripto · Atração de capital humano qualificado · Bitcoin · El Salvador
E aí, pessoal, começando mais um episódio do podcast Sócios. Quem fala aqui é Bruno Perini, host do podcast. Estou, como sempre, com a Luperini, minha esposa, host, o belo rosto dos sócios. Olá, pessoal. Sejam bem-vindos a mais um episódio dos sócios. E sobre o que falaremos hoje, Boludinha? Hoje trouxemos um candidato muito pedido por vocês, Renan Santos. E vamos falar sobre a nova direita, o futuro do Brasil. Exato. Tudo que tem...
Borbulhado aí, hoje, ontem. Pois é, um dia bem auspicioso para receber o Renan aqui, dados e acontecimentos de ontem. Antes de apresentar o Renan formalmente, ler um pouco do currículo dele, eu tenho dois recados para vocês, tá pessoal? O primeiro diz respeito também ao dia de ontem. Vocês devem ter visto que o dólar estava na casa de uns R$4,90 e bastou vazar o áudio do Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro para o Daniel Vorcaro, que o dólar foi bater mais de R$5,00. Então, muitas vezes o dólar cai de escada, mas quando ele sobe é de elevador.
É de uma vez. E há como você se proteger desse tipo de movimento, não apenas comprando o dólar e deixando parado, porque o dólar também perde valor com o tempo, velocidade menor do que o real, mas perde e também sofre com inflação. Então é interessante que você compre e deixe rendendo. E na Coinbase, uma das maiores corretoras de cripto do mundo, é custodiante de boa parte dos ETFs americanos, você consegue deixar o seu dólar rendendo, ganhando 7% de rentabilidade ao ano. Isso seria quase o dobro, 200%. E aí
da Fed Funds Rate, que seria uma espécie de CDI dos Estados Unidos. Para isso, basta que você abra sua conta na Coinbase usando o QR Code ou o link aqui da descrição, sendo que ainda há um benefício para você. Depois da sua primeira compra de R$1.000, você comprou, por exemplo, R$1.000 em Bitcoin, você recebe R$50 de volta. Dá para fazer o envio de dinheiro através de Pix. É realmente muito simples de mexer na plataforma. Então, fico convite para quem não tem conta em corretora de cripto. A Coinbase é uma das melhores.
para isso. E agora, o outro recado que eu tenho também é de um pacote incrível que o Grupo Primo vai fazer pela primeira vez junto com o pessoal da AGF, os Barsi. Nós vamos ter 16 produtos pelo preço de um. Do lado do grupo, vocês vão ter o Viver de Renda, meu treinamento de finanças completo, o meu milhão, do Thiago, acesso a Finclass por dois anos, carteiras recomendadas.
Tem mais produtos, já são 16, mas esses são os principais. Do lado do pessoal da GF, tem o Jeito Barsi de Investir, dois anos de acesso ao aplicativo da GF, com também carteiras recomendadas, e nós temos o MBA em Vale Investing do Barsi. Esse produto sozinho custava 12 mil reais, tá, pessoal?
Só que nesse pacote serão 16 produtos pelo preço de 1 e não vai sair pelo preço do mais caro, logicamente. Então, para estar a par do que a gente vai fazer, eu convido você para se inscrever no link da descrição ou usando o QR Code aqui na tela, porque é um pacote como poucos que já fizemos, vai valer muito a pena.
Agora apresentando o nosso convidado, recebemos pela primeira vez aqui no podcast Os Sócios Renan Santos. Ele é presidente e fundador do Partido Missão, é paulistano da Moca e iniciou sua trajetória política na Faculdade de Direito da USP. Em 2014, cofundou o MBL e foi um dos principais articuladores das manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff.
Ao longo da última década, ajudou a consolidar o MBL como uma das principais forças políticas digitais do país. Em 2025, obteve a aprovação do partido Missão pelo TSE e hoje é pré-candidato à presidência da República em 2026. Renan, bem-vindo ao Podcast Sócios. Muito obrigado pela oportunidade aqui, uma honra estar aqui presente com vocês. Vamos trocar ideia, o tema é nova direita.
Que nova direita é essa, né? Pois é, o que você entende por nova direita, cara? Porque quando eu vejo o pessoal que te acompanha, inclusive, você conseguiu conquistar uma massa de pessoas que são, não sei se fanático é a melhor ideia, mas, cara, eles são muito comprados com você.
Porque ontem, eu já tinha visto outras vezes, né? Primeiro que seu nome foi muito pedido pra vir aqui no podcast. Inclusive, pra quem tá assistindo, o Renan já veio no Primocast, já veio nos Economistas. A gente gosta de dar uma distância entre os convidados pra vir aqui nos sócios. Então, não é que eu tenha, nossa, o Bruno não quer chamar o Renan, porque tinha essa ideia. Bruno não gosta do Renan Santos, né? Sei lá, ele é Flávio, ele é Zema. Cara, eu não gosto do Lula.
O resto... É, o resto, todo mundo tem a minha simpatia. Até que prove o contrário, né? Então... Esse pessoal me cobrava muito. Falei, cara, quando que o Renan vai? Falei, cara, o Renan vem nos sócios, pode ficar tranquilo. Tem pauta, tem data chegando, isso vai acontecer. Mas isso foi pensado, cara? Aconteceu naturalmente ontem.
projeto realmente de conseguir uma massa crítica pra poder ganhar uma eleição? Talvez não essa, uma próxima? O que você tá pensando? Eu acho muito o que a gente... Primeiro eu vou definir nova direita. O termo nova direita, que é tratado aqui, uma parte dos Estados Unidos usa, na própria Europa, dá conta de uma espécie de uma direita que surge através das redes sociais na década passada. Talvez a primeira vez que ela começa a aparecer é com o Brexit, aí tem impeachment da Dilma Rousseff no Brasil, Donald Trump nos Estados Unidos.
você começa a ter os fenômenos na Europa, e é o que a esquerda e parte da política costumam chamar de direita populista, o populismo digital, e todas aquelas discussões idiotas que envolviam isso, que até 2017, 2018, o Mark Zuckerberg e o Facebook fizeram uma revisão crítica, olha, talvez a gente criou o ódio nas redes, aí começaram com censuras.
É uma direita basicamente populista que vive de algoritmos de rede social, que endereçou algumas questões que eram tabu em todos esses países. Então o Trump endereçou algumas questões tabu nos Estados Unidos, o Bolsonaro endereçou aqui no Brasil, o Milley em alguma medida na Argentina, por mais que ele tenha chegado bem depois, o Salvini na Itália, antes da própria Meloni. E esses caras, entretanto, em geral, quando chegam ao poder, e essa é a crítica, agora começa, eles fazem governos ruins.
No geral, se a gente tirar um saldo do que é a nova direita pelo mundo, saindo um pouco do mesmo pra gente abrir a cabeça, são governos frustrantes. Então, o governo Trump não se religiu da primeira vez, ele fez um governo que estava indo ok em termos econômicos, a gestão da pandemia foi bagunçada, não soube lidar bem com o Black Lives Matter, perdeu, foi fraco também com a própria base.
Não está fazendo um grande governo, definitivamente, acho que a gente já pode falar aqui, a despeito do que aconteceu na Venezuela, é um governo que está andando de lado, perdeu a base de apoio dele jovem e masculina, que foi uma das bases centrais para eleger, o governo do Milley precisa se provar, tem gente falando que eles estão maquiando números, não estão exatamente num grande momento.
na Europa, definitivamente a Meloni não resolveu a questão da imigração na Itália, e o bolsonarismo fez um governo ruim no Brasil, leivado de escândalo de corrupção. Então, a nova direita surgiu como um fenômeno eleitoral, mas ela não se provou.
Então tem um problema, que é o diagnóstico que a gente fez com o Imbéli, porque a gente surge em 14, até colocando assim, surge em 14, na mesma esteira, usando as redes sociais para levar para uma massa, para uma população, certas coisas que a imprensa não falava e criando uma identificação comum. A gente criou, fez as manifestações, derrubaram o Dilma Rousseff, participamos muito do processo da Lava Jato, mas nunca chegamos ao poder. A gente era muito novo, na verdade, em 2000 e...
18 teve eleição presidencial. Ninguém nosso tinha idade pra concorrer a presidente. Não tínhamos partido. Então a gente foi vendo todas as dificuldades que a gente tinha no processo. Então o que a gente fez nesse período? Se organizou e estudou. Enquanto o bolsonismo chegou ao poder, ficaram todos muito famosos, grandes e tal, a gente ficou ralando.
se estruturando, estudando uma tese de Brasil, estudando uma forma como a nossa tese de Brasil se encaixa em uma tese de mundo, estudando outras experiências de direita, até o ponto que a gente foi maturando, criou o universo do Valete Plus, que é o nosso aplicativo, a revista Valete, criou a iniciativa do Livro Amarelo, criou um partido político, e aí entramos no jogo com uma outra estrutura, com uma outra leitura de Brasil, com um outro tipo de solução, que é, em si, muito diferente daquilo que a gente chama de nova direita.
Então a gente pode chamar a nova direita apenas como novo e a de direita. Mas eu posso falar desse fenômeno, que esse fenômeno que começa pra valer, talvez o mundo coloque como momento inicial o Brexit. E ela é uma resposta ao fracasso da nova direita. Nós somos uma resposta ao fato de que todas as grandes experiências da tal nova direita pelo mundo afora não deram certo. Eles chegam ao poder, mas não conseguem governar. Chegam ao poder, mas fazem governos frustrantes.
Há também o lance de todos terem que ficar meio que debaixo do guarda-chuva do Donald Trump. Obrigado.
Então tem uma série de problemas. Quem eu acho que é um ponto fora da curva, mas ele não se enquadra nesse lance de nova direita? Naíbe Buqueri. Ele não era de direita, ele fez um governo com uma prefeitura lá em San Salvador, que era um, vamos dizer, ele era até levemente progressista, era um cara moderno, vamos dizer, meio que nova política.
Depois ele vai pra linha do Bitcoin, depois ele vai pra destruição do crime organizado. Só que ele tem parceria com a China, ele, por exemplo, ele defende o sistema público de saúde de El Salvador. Não é exatamente um cara de direita. A inspiração dele, aí eu vou trazer aqui onde eu quero chegar. A inspiração dele é o Lee Kuan Yew, que é o homem que transformou Singapura de um buraco favelizado, sem nenhum recurso natural, talvez no país mais... O país que tá no topo em quase todos os indicadores que importam no mundo.
E eu acho que ele tem que ser uma inspiração pra gente também. Acho que tem uma fórmula de tornar um lugar que é de terceiro mundo em primeiro mundo. Que é dada pro Lee Kuehn. O que não tem nada a ver com ser de direita. Ser conservador. Não é sobre isso. E eu acho que essa fórmula é uma fórmula que nós precisamos seguir.
Cara, e pegando agora um pouco, eu fui pesquisar sobre você, por que você não concorreu ainda a um outro cargo político? Porque tem pessoas no MBL que queram muita projeção, já foram eleitos deputados, por que essa primeira experiência você quer vir direto como presidente?
porque acho que é o cargo que eu tenho que concorrer. Eu sou um líder, eu sempre fui. Na faculdade eu era líder estudantil, fundei partido. No processo de impeachment da Dilma eu era o líder do movimento. Eu fui vice-presidente do comitê do impeachment no Congresso Nacional. Eu sou uma pessoa que tem uma postura de liderança. Então, acho natural. Por exemplo, eu não me vejo sendo um deputado federal. Acho que não tem sentido eu ser um deputado federal.
Minha função é organizar coisas maiores. Por exemplo, o que é um feito maior? Eu ganhar uma eleição pra...
Vereador, pra deputado, Senado, ou montar um partido político do zero? Com certeza montar um partido político. Isso é um poder político que as pessoas olham muito no curto prazo. De agora em diante... Como é esse processo, inclusive, pra quem é leívo? Eu, por exemplo, já vi lá atrás quando o Novo fez, mas não me lembro. Eu sei que é muito complicado. Era mais fácil ainda naquela época. Naquela época você coletava as assinaturas, mandava pro cartório, você conseguia a validação do cartório, e aquilo era mandado com certidões pro TSE, até você chegar no número necessário.
Hoje você tem que coletar as assinaturas. O número de assinaturas necessárias é maior. Por volta de quantos? Conosco foi 547 mil fichas validadas. Muita coisa. E quando você coleta, você tem que fazer uma pré-validação no sistema do TSE, que se tiver qualquer coisa errada no nome da pessoa que foi coletado, ele já derruba. E aí depois que é pré-validado, o sistema do TSE, e aí o teu público é um público inteligente, ele vai entender. Ele faz... Existem... Está...
A nação brasileira, estados, municípios, e os municípios têm diversos cartórios eleitorais. E têm as zonas eleitorais. Então, toda vez que você sobe no sistema do TSE uma ficha, essa ficha é jogada dentro do sistema deles, dentro da zona eleitoral a qual aquele eleitor pertence, a pessoa que foi coletada a ficha. E aí ele cria, randomicamente, lotes.
com as fichas. E você tem que obedecer, na hora de você entregar as fichas, os lotes. Então, não sou nem eu que organizo o lote pra eu mandar pro cartório. Eu tenho que ver o lote que o sistema do TSE criou. E aí é um caos. Porque a forma como eu vou organizar um almoxarifado, como eu recebo as fichas, tem que obedecer um critério que não é meu.
Então é um processo logístico colossal Existe uma perda muito grande Em todo o processo E o que a gente fez foi Olha, a gente não tem a grana O que a gente tem? Militância e inteligência Então vamos meter muita tecnologia no processo Queremos uma API que conversava com o sistema do TSE Pra gente fazer a pré-validação Já no momento da coleta Pra não perder tempo coletando fichas ruins Começamos a metrificar Bom, eu não vou ficar dando muitas dicas Pra quem tá assistindo aqui, mas...
A gente começou a observar quais seriam os métodos mais eficientes para a gente coletar essas assinaturas, obedecer na legislação eleitoral, que é muito restritiva, e como remunerar e premiar os melhores coletores. E aí a gente colocou milhares de homens ao redor do Brasil coletando, e nós conseguimos, a gente coletou 800 mil assinaturas, poderia ter coletado um milhão, se quisesse, e validamos com uma taxa muito alta de aprovação, e a gente validou 600, o sistema bateu 600. De 800 para 547 mil é uma perda realmente bem grande.
Eu validei 600 e ainda tinha mais no estoque. É que eu não mandei tudo. Dos 800, se eu mandasse tudo, eu teria validado uns 600 e... 640, por aí. Então, basicamente, assinatura de pessoas que querem esse partido. Então, é assim que você valida, que você pode gerar um novo partido. Sim, eu tenho que ir na rua conversar com uma pessoa, convencer ela que ela tem que abrir um partido. Eu tenho um partido diferente e quero abrir esse partido e você tem que me dar essa assinatura.
E a pessoa tem que estar em conformidade com a justiça eleitoral. A assinatura que ela colocar tem que ser a mesma da justiça eleitoral, não do cartório que ela eventualmente abriu firma. O nome da mãe dela tem que estar batendo, eventualmente tem o nome de solteiro. Olha, é um caos. É feito pra não acontecer.
Mas a gente conseguiu cruzar. E aí eu acho que, do ponto de vista político, isso é um feito maior do que ganhar uma eleição. Eu já elegi vários rapazes no nosso time, várias moças. A gente sabe como ganhar eleições. Eu teria, se eu quisesse fazer isso por mim, eu teria feito. Tanto que eu nem cuidava das minhas redes sociais. Aí agora eu comecei a cuidar. Agora eu tô me comportando como pré-candidato. Então, acho que é uma coisa natural. Eu sempre tive uma postura de liderança. E eu acho que...
não vejo, vamos dizer, nem necessidade de eu ter feito outras coisas, até porque eu ter montado um partido agora, eu posso permitir que milhares de jovens no Brasil concorram eles tem um efeito em escala tão maior para as pessoas que nos defendem do que ser meramente eu próprio um candidato que não, quando a gente olha sabe, como um processo como um todo pô, realmente foi um efeito bem grande e vocês vão lançar candidatos a todos os pós-políticos também tem gente concorrendo a governo de estado Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend
deputados? Sim. A gente vai ter mais de mil candidatos pra deputado federal estadual. Teremos...
candidato, pelo menos em metade dos estados ao governo, teremos alguns candidatos ao Senado. Porque assim, o que a gente não fez nessa eleição, saiu assim, ah, vem pra cá, sai pro nosso partido. Todo mundo tem que ter, leu o nosso de propósito, tem que andar com as nossas bandeiras, não existe divisionismo interno, é um partido que não tem faccionalismo, então não existe, por exemplo, como acontece no Novo, no Novo, os candidatos a ser deputado vão apoiar o Flávio, de maneira clara.
Tavam ontem lá, ninguém foi com o Zema a criticar o Flávio, ficou todo mundo quieto.
Porque o eleitor deles é bolsonarista. Então eles fazem uma campanha pra bolsonarista e não conseguem se tornar uma alternativa própria. No nosso partido, absolutamente ninguém pode ter uma postura diferente. Senão você não é um partido. Isso é o básico de um partido político. Se você tem um candidato, todo partido apoia o candidato do partido. Mas no Brasil isso não é regra. Não, não é.
O Caiado. O Caiado é candidato pelo PSD do Kassab. Se o Caiado pegar um avião, sair lá de Goiânia e pousar no Rio de Janeiro, ele vai encontrar o Eduardo Paes. O Eduardo Paes é candidato a governador pelo PSD. O Eduardo Paes é palanque do Lula. Se ele pegar esse mesmo avião e voar lá pro Maranhão, vai pra São Luís, vai encontrar o Braide. O Braide vai fazer campeão pro Lula.
Onde o Caiado vai encontrar um governador ou um líder local que vai fazer campanha por ele? Não tem. Então, o PSD do Kassab é um partido? Não. O PSD do Kassab é um cartório pra fazer negócio. Cada lugar, você se adapta, vamos dizer, ao esquema do lugar, às lideranças do lugar. E aí o seu partido não é um partido. Ele, classicamente, ele não se torna aquilo que a ciência política costuma chamar de partido. Se eu tento explicar um partido do Centrão, por exemplo...
Por um gringo, por um alemão. Ele não entende. Ele não entende. Como é que vai tomar partido de alguém? Ele não toma um partido unicamente de alguém. É, ele diz assim, mas calma, mas eles não têm uma proposta? Não, não tem. Inclusive em vários lugares eles estão com um ou com outro. Eles falam, mas eles não são partido? Eu falei, sim, não são partido. Mas por que vocês permitem isso?
Porque nós somos brasileiros, né? A gente é leniente com isso, a gente não tem cultura política, infelizmente. A gente é um país que é leniente com corrupção. A gente acha que isso é ser político. A imprensa, só pra vocês pegarem, aplaudiu e falou que foi uma jogada de mestre o Geraldo Alckmin ter virado lulista. O Geraldo Alckmin traiu um eleitor dele de 30 anos.
30 anos ele tinha um eleitor. Aí ele virou lulista. Aí a imprensa, nossa, isso aqui é uma raposa. Cara, isso deveria ser recriminado. A imprensa tinha que estar atacando um comportamento vil. Mas não, porque no padrão brasileiro do que é política, isso é considerado uma manobra inteligente. Pragmatismo. É, só que aí o que acontece, né? De pragmatismo em pragmatismo, o país está piorando.
E eu tô falando de maneira objetiva, porque a gente sempre tem que colocar as coisas em termos comparativos. O Brasil, quando comparado às nações de desenvolvimento, ele cresceu tanto quanto elas ou não? Ele aumentou a produtividade ou diminuiu? Então nós pioramos com relação ao mundo que a gente compete. A gente tá tomando pau de Botsuana em renda per capita. Vietnã, que é um regime comunista, tá dando um pau em industrialização no Brasil. A Índia tá dando um pau em saneamento básico.
O Brasil ficou pra trás. Ele só tem hoje, sendo bem honesto, uma matéria-prima que ele tá exportando, alguns raríssimos casos de sucesso, a Porto Digital em Recife, o Braher, o Agro, e o mercado consumidor, pobre e endividado. Então, óbvio que deu errado esse modelo, mas aí entra a minha crítica à elite, especialmente a elite brasileira, especialmente hoje o mercado financeiro, no podcast que eu olho, o mercado financeiro tem a mania de achar que é muito inteligente ser pragmático.
Só que ele não é pragmático, ele é curto prazista. Muita parte do mercado financeiro, donos de banco e tal, eles trabalham no longo prazo com os negócios deles, mas na hora de tomar decisões políticas eles trabalham no curto prazo. Aí o que é que acontece? Não é o mercado financeiro que manda no Brasil, não é o grande empresariado, não é a galera tech, não é nada. Quem manda no Brasil são políticos do Maranhão, políticos do Amapá, políticos do Piauí.
que são os políticos dos lugares mais mal administrados no Brasil. Mas como eles pertencem a famílias que trabalham no longo prazo, são donos daquelas regiões no longo prazo, eles tomam decisões políticas de longo prazo. Enquanto que a elite política brasileira toma decisões políticas de curto prazo. E é por isso que estavam apoiando o Flávio.
E é por isso que... Ah, não, não, o Flávio é uma opção. O Flávio não é uma opção. O Flávio... Os Bolsonaro perderam pro Lula. E o Flávio Bolsonaro é o cara com a maior carga de problemas de corrupção em toda a família. Todo mundo sabe. O Flávio não era uma opção. Nem pra acaso ganhar se o Brasil se torna um país sério. Basicamente o Flávio seria uma continuidade dos mesmos escândalos de corrupção. Seria um país quebrado, sem nenhuma proposta de Brasil.
Mas a galera... Ah, não, mas faz preço. Não, porque acha que ele pode indicar um ministro. Pô, galera, até quando a gente vai ficar pensando na migalha?
E esse é o problema. A elite brasileira pensa na migalha, num pequeno ganho que pode ter aqui. E eu acho que a gente não pode mais escolher isso. A gente montou um partido que a gente tem que pensar em long run. E como fazer o Brasil ser nos próximos 30 anos uma das 5 maiores nações do mundo. Que não é nenhum absurdo pensar que o Brasil pode ser isso.
Não é. E é isso que me irrita. Nenhuma discussão política nessas eleições tem como lhe zonit torcer o maior Brasil num país que mande. Numa nação que vai sentar numa mesa como essa com a Rússia, com a China, com a Índia e com os Estados Unidos. Que é a posição que o Brasil tem que ter. Mas hoje não. Nossa posição é tipo eu sei sambar, sabe? É patética. O futebol nem tanto mais, né? Não, futebol. Mas o que você falou é interessante porque seu volto 15 anos no tempo.
quando eu, aliás, mais tempo ainda, eu me formei em 2010 na Academia Militar, durante a Academia Militar, um dos temas de debate que a gente tinha para exercitar oratório e ideias, era a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU. A gente pleiteava uma cadeira lá. E a ONU, os países todos estão lá, mas tem um Conselho de Segurança que decide tudo. Quem está lá? Estados Unidos, a Rússia, a China, e o Brasil pleiteava.
uma posição, e isso nunca veio acontecer, e realmente a importância do Brasil de lá para cá, ela diminuiu, em quase todas as métricas que você vai observar, então a gente tem um país de muito potencial, mas parece ser um potencial que não se transforma em realidade. Eu tenho várias perguntas aqui, você me deu vários ganchos, mas eu queria iniciar por uma, né, porque o Partido Novo...
ele não usou o fundo eleitoral, pelo menos na última eleição presidencial. Essa outra agora eu já não acompanhei tanto. E eu achei que aquilo foi um tiro no pé, cara. Porque, pô, a gente não quer usar esse dinheiro público, acho um absurdo, mas ao não usar eles cresceram menos, né? Na verdade eles foram engolidos por outros que usaram e acabaram crescendo. Você pretende usar o fundo eleitoral ou não pretende? Pretendo. Sendo muito, muito... A gente tinha a mesma posição do Novo.
E simplesmente não dá pra concorrer fora, por exemplo, aqui de São Paulo. Ou candidatos nossos que tem uma rede social tão grande permita que exista doação privada. Não existe, em alguma medida, doação privada...
honesta, fora e de alguns estados. Eu quero dizer, se você tá recebendo muito dinheiro privado concorrendo a algo no Piauí, provavelmente tem algo de errado no que você tá fazendo e no dinheiro que tá entrando. Porque, em geral, são empresários interessados em comprar algum acesso. O famoso crowdfunding, aquela doação sincera, picadinha, que é base, por exemplo, de boa parte da política americana.
Não existe ainda no Brasil, em volume, pra você espalhar pra centenas ou milhares de candidatos. Imagina, só os candidatos, o nosso partido, vai ter mais de mil candidatos esse ano. Multiplica por todos os outros partidos. Tem gente doando pra isso? Não, não tem. Então temos um problema, claro.
Só que todos, ou a maior parte, dispõem de muito dinheiro. Então como é que eu vou concorrer com eles em outros estados? Então sendo pragmático, se eu quero tornar o Brasil um país sério, definitivamente eu preciso eleger pessoas. E pra eleger pessoas precisa de dinheiro. É isso, só que o Novo, olha só, eu tenho muitas críticas ao Novo. O Novo tava num período, como nós, otimista com aquele ganho de cidadania. As pessoas estavam falando em, pô, operação Lava Jato, não tem um bando de destimação, olha as doações do Odebrecht. Então havia um otimismo na ideia de que o brasileiro ia participar da política.
O que aconteceu com um brasileiro que estava fazendo isso? Ele estava tomando detergente semana passada. O brasileiro que queria mudar a política, ele estava falando o Flávio, ele só é amigo do Vorcaro, ele pediu um dinheiro pra gravar um filme. Isso é completamente insano. Essas mesmas pessoas... Isso é o que apareceu, né? Exato. Sendo claro, eu já até falando com jornalistas que fazem cobertura.
Vazou pela Polícia Federal. E a Polícia Federal vazou pelo Intercept. Se a Polícia Federal vazou pelo Intercept, isso significa que foi a facção da Polícia Federal holista. E se eles tiveram acesso àquilo, eles têm acesso a mais coisa. Quem tem acesso àquilo também consegue ter acesso, por exemplo, às quebras de gilho bancário do Vorcário, pra saber pra onde ele mandou esses dinheiros naquele período de tempo que ele estava negociando.
Então eu acho que vai começar uma tortura com o Flávio. Se eu fosse alguém do outro lado, eu não ia vazar tudo de uma vez.
Porque aí vai minando todo o capital social dele aos pouquinhos. Exatamente. É o caso que se justifica de uma coisa, não, foi só isso, daqui a pouco aparece mais e mais. Ele deve ficar com fama. Aliás, fama não, a realidade é mentiroso. Tá mentindo e tá aparecendo cada vez mais coisas. O que saiu na imprensa foi que a equipe do Flávio não sabia dessa transação. E aí teve uma reunião de emergência e falou, mas como é que você não conta pra gente? Ah, eu não achei importante e tal.
Tem um amadorismo muito grande. E assim, muita gente... É que assim, eu vou ser justo agora com o mercado financeiro. Tudo os bancões, a galera que fica tomando essas decisões. Que criaram o trade Tarcísio, tentaram o trade Ratinho. Eu sempre falava, cara, olha direitinho o grande mapa, assim, pra você perceber que não vai dar. Eu já sempre falei, não tem candidatura Tarcísio. Não faz sentido pra família Bolsonaro permitir pro Tarcísio o candidato.
Não dá pra ter o Ratinho, porque o Ratinho tá no Banco Master. O Ratinho vai sair, um monte de coisa no Banco Master, que tá aí, aí, lá no Paraná, ele e o pai vão pular fora. Batata. E, pelo menos no caso do Flávio, eles ficaram escaldados, e ele não tá conseguindo apoio do mercado financeiro institucional, vamos colocar aí. Tem uns influencers e tal que, não, agora é Flávio, mas difícil. Só que mesmo, eles têm que entender, o Flávio é o cara com o maior telhado de vidro de todos.
Há muito tempo na política, né? A gente estava discutindo isso hoje, no café da manhã. Todo mundo que está há muito tempo na política está sujo. Isso é um grande problema. Você é novo na política, então a gente provavelmente... Não, eu estou 12 anos. O Kim ganhou a eleição para deputado federal em 2018.
O Flávio tá há muito tempo. Mas você consegue fazer as coisas sem ser ladrão. Eu vou encontrar, mesmo na direita, um bolsonarista e na esquerda, pessoas que não cometem o crime. Estar na política, você consegue fazer sem se sujar. Você não acaba fechando os olhos pra muita coisa?
lá dentro, uma pessoa lá dentro, entendeu? Até porque, eu falo pra Malu, já me perguntaram várias vezes, você não pretende entrar na política? Eu falo, cara, não, porque o círculo à minha volta seria muito insalubre. É insalubre. Você tem que ficar dando tapinha nas costas de cara que faz um monte de coisa errada, entendeu? Você pode até não se envolver, mas você vai ter que apertar a mão do cara, vai estar junto.
Você tem que entender o deputado como se fosse uma espécie de um advogado seu que vai ter que ser colocado pra negociar com os bandidos. É isso. E o deputado tem que saber isso. Ele tá ali numa posição de andar com gente insalubre e ter que negociar e ser simpático com gente escrota. Vou dar um exemplo. Pra passar um projeto de lei, vou dar um exemplo do Kim. Ele precisa convencer vários deputados do Centrão que estão no orçamento secreto.
A maior parte dos votos pra passar os projetos vão cair nesses caras. O interesse desses caras não é nem um pouco republicano. Eles sabem que o Kim não é do esquema. Então, existe um limite na relação. Só que você vai ter que lidar com o cara. Você vai ter que lidar com o cara, mesmo sabendo que ele tá desviando dinheiro da saúde na cidade dele, que ele tá vendendo o voto dele pro governo dentro de uma determinada circunstância.
É muito escroto. E assim, é cada vez mais escroto com o quanto você vai entrando. E conforme você vai afundando nisso, você vai percebendo que... Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend
A política, especialmente a brasileira, é uma das coisas mais, desculpa, escrotas do mundo. Eu quis fazer esse mergulho, eu treinei minha pré-campanha, uma espécie de uma terapia sobre o que é a política brasileira. Eu quis fazer isso para as pessoas. Porque todo mundo fala assim, ah, o problema do Brasil é o STF. O STF é um problema no Brasil desde 2012. Se a gente falar que o problema é o STF, a gente está olhando um recorte imediato de um problema, que é consequência de algo maior. O STF é consistência...
é consequência de um sistema político que necessariamente é corrupto e que precisa da Suprema Corte garantindo esses elementos. Tanto que os superpoderes do STF vêm no fundo de um acordão que foi proposto pelo Romero Jucá, que é lá de Roraima, naquele famoso áudio que vazou dele, que a gente precisa fazer um grande acordo com o Supremo e tudo. E ali estava dando a linha do que precisava ser feito com o Alexandre de Moraes, do inquérito de destruir a Operação Lava Jato.
E depois ele indo pra cima do Bolsonaro, ou seja, todo aquele desenho foi um desenho que esses caras montaram. Mas o que é a política brasileira?
Quando eu comecei a rodar interior do Pernambuco, interior do Ceará, interior do Maranhão, eu comecei a olhar cara e eu comecei a mostrar pras pessoas, isso aqui não existe, isso aqui é uma fantasia, milhares, milhares, bem no plural, de cidades que não tem a menor capacidade de sustentar, que vivem de dinheiro que é coletado de você, que tá aqui, você, dele, que tá ali atrás do monitor, das pessoas que estão assistindo.
Esse dinheiro vai pra lá, esse dinheiro é roubado quase sempre, as emendas que saem de Brasil e vão para os municípios são desviadas, a população vende o voto para o político corrupto, a população não exige nenhuma melhoria em termos de indicadores de saúde, segurança, educação, nada.
E ela vai vendendo o voto dela. E esse jogo vai rodando. E esses caras, em última instância, são os caras que elegem os deputados do Centrão. Que em Brasília vendem o voto. Que estão em todos os esquemas de corrupção. Que acabam colocando, vamos dizer, no TCU. Essas famosas indicações que ninguém acaba vendo. Tribunal de Contas da União. Os tribunais de contas estaduais. Ministros do STF. Seus representantes. E aí você percebe aquilo que eu falei no começo do programa. Que nós somos administradores pessoas do Amapá. De Roraima.
do Maranhão, do Piauí, e isso não faz nenhum sentido. Vou dar um exemplo aqui, uma analogia. Não sei se estou falando demais, essa analogia é bem cabível. Imagina a União Europeia. Na União Europeia, você tem países que estão em condição melhor, em condição pior. Mas quem manda, manda, é a Alemanha e a França.
São as maiores potências econômicas, militares, onde há boa parte da criação, os empregos de qualidade. Beleza. E aí você tem os países menores que eles têm que obedecer critérios, inclusive, para continuar recebendo dinheiro, como foi a Troika, a função na Grécia, em Portugal, etc. Agora imagina se a União Europeia fosse, de fato, administrada por gregos, portugueses e irlandeses.
Eu amo esses três países. Dito isso, não faz sentido. O Brasil é isso. Ele é uma federação em que São Paulo, Paraná, Minas, são administrados pelo Alcolumbre do Amapá. Que o Ciro Nogueira, do Piauí, manda na gente. E qual o problema disso? Não tem nada contra o Estado em si. Agora, é como você pegar a pessoa que tem o pior Estado, com os piores indicadores, com as piores práticas políticas, e botar pra mandar nos outros lugares.
E isso, em última instância, é o que gera o STF com o superpoder. É isso que gera os altos impostos que a gente paga, que gera a corrupção, que gera a impossibilidade de você ter um país sério. Só que ninguém nunca teve coragem de botar o dedo nessa filha. E eu falei, vou colocar. Porque o verdadeiro sistema é esse.
Ah, não, o sistema, sei lá, é o André Esteves sentou com o Alcolumbre. Não, o sistema é mais, é diferente. O sistema começa com um prefeito numa cidade de 2 mil habitantes, cujo dinheiro, cujo orçamento vem em 97% de repassas da União. O sistema começa ali. E ele vai avançando pros políticos, pros grandes deputados, pros grandes senadores. E aí esses caras fazem um esquema em Brasília. E esse é o problema que faz com que o Brasil não dê certo.
E como acabar com isso, cara? Porque o Jordano Bruno, ele tinha uma frase que era muito interessante. Ele falava que é muita ingenuidade pedir para aqueles que têm o poder para reformarem o poder. E aí digamos que você seja eleito, mas você é uma base forte no Congresso. E o STF também está lá, porque hoje em dia ele também... Ah, vocês legislaram isso? Não, não quero, não vai ter. E esse é um esquema muito rentável para quem está na política já há bastante tempo.
Como você disse, tem um pessoal que tem dinheiro, que quer fazer políticas de curto prazo, mas esse pessoal pensa a longo prazo, em intervalos maiores.
Inclusive eu fico curioso para saber a sua opinião sobre se tem alguém realmente que manda no Brasil, dado o que o Vorcaro fez. Porque o Vorcaro era um banqueiro de um banco pequeno, que ficou médio.
por conta das captações que ele fez com os CDBs do Banco Master, oferecendo rentabilidades muito mais altas do que o normal que você vê no mercado. E esse cara, ele comprou todo mundo. Porque tem gente de esquerda, tem gente de centro, tem gente da direita, ele basicamente comprou todo mundo. Eu pensei, cara, o Vorcaro fez isso sendo um banqueiro médio. O que alguém realmente com muito poder econômico, tipo, se o Elon Musk quisesse, ele comprava o Brasil. Sim. Sim.
O que o Vorcaro provou é que a ascensão, quando você dispõe de um fluxo de caixa recheado, que é o que eles fizeram com o crédito sexta, isso alimentou os CDBs deles, e com caixa, com dinheiro na mão, você pode ir comprando quem você precisa comprar e com base nisso você começa a gerar mais dinheiro. Ele entra num ciclo virtuoso em que o grande ativo é a compra da autoridade. A autoridade é a chave que você abre pra você fazer mais dinheiro.
Eu tava vendo, por exemplo, tô fazendo aqui um podcast pra meter provocação aí pra muita gente, pro Tarcísio.
Tarcísio recebeu doação do Fabiano Zettel, ligado ao Vercaro. O Tarcísio fez uma venda muito estranha da EMAI. Por que a EMAI foi vendida por o Tanuri, que é o sócio oculto, o verdadeiro dono do Banco Master? E por que a Ambipart estava envolvida nisso e o cara da Ambipart foi parar na Sabesp, que foi privatizada também pelo Tarcísio? Por que o Tanuri, após comprar a EMAI, ele sai fazendo emissão de dívida e essa emissão de dívida foi utilizada para comprar títulos do Let's Bank?
Ele comprou uma estatal pra emitir dívida e comprar títulos do Let's Bank. Aí o mesmo Tanuri vai no Paraná do Ratinho, parceiro de negócios dele, e aí ele compra, foi a Coppel, e fez a mesma coisa com, acho que não sei se foi o Will Bank, ou o próprio Banco Master. Ou seja, cada chave de acordo político que você abre, abre uma porta em que você tem possibilidade de premissão de mais dinheiro e de dívida, e aí você vai rodando aquele sistema.
Até uma hora que o sistema, essa pirâmide ia colapsar, e aí eles foram enfiar ou no FGC ou no BRB. Era o plano dele.
essa ascensão a gente percebe que era muito fácil foi eu conversando até com pessoas no mercado financeiro os grandes banqueiros brasileiros se assustaram e se você reparar o plano era perfeito se não fosse o Banco Itaú porque quem fez aquela famosa matéria do Piauí que começou a falar olha está acontecendo um negócio muito grande que era o caso do Vorcaro
Foi basicamente a mando da família dona de Itaú. E o Itaú falou, cara, isso aqui é inaceitável. E ele foi pra cima. E aí o sistema financeiro tradicional, maiormente Itaú, foi pra cima do Vorcaro. E aí entra a Rede Globo. E aí todo mundo vai olhando e falando, nossa, o cara comprou todo mundo. E essa é a verdade. Ele comprou absolutamente todo mundo. E foi rápido e fácil. O que eu acho que foi rápido e fácil? O escândalo do Master acelera mesmo quando acaba a Lava Jato.
E quando não tem mais prisão em segunda instância, e quando todo mundo entendeu que se não tem mais prisão em segunda instância, basta ter contatos no STF e no STJ, que você pode fazer os grandes negócios brasileiros e nada vai acontecer. Eu acho que foi essa motivação do... Pô, ficamos entre 2014 a 2020, todo mundo morrendo de medo que a Operação Lava Jato vai te pegar, todos os amigos foram presos, sabe? Pô, os caras do PMDB foram presos, os caras do PT foram presos, tá todo mundo preso, Marcelo Debreche foi preso.
Puta, acabou, vamos voltar pra festa. Aí eles soltaram aquela energia, aquela energia roubalhenta deles de anos de retenção ali e acharam nada vai acontecer. É por isso que o Alexandre de Moraes tinha um contrato lá com a Viviane Barsi, é por isso que o Toffoli entra no jogo. Todo mundo entrou. É curioso que o valor que o Flávio pega pro filme seja basicamente o mesmo valor que o Alexandre de Moraes pega no contrato com a esposa dele.
A gente começa a olhar essas coisas e fala, olha Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend
todo mundo entrou no game. E realmente, todo mundo entrou no game. E o desenho que é feito é para nada acontecer. Agora você falou uma coisa muito interessante que é o sistema não vai querer se autorreformar. E não vai. Não vai. O desenho que está sendo feito por todos, envolve os Bolsonaro, envolve o PT, envolve o próprio STF, é saber quem vão ser os bodes expiatórios e vão ser jogados para o sacrifício para você ter o menor dano possível para os agentes.
É um equilíbrio instável, é meio quase teoria dos jogos. Não pode ferrar muito pro Flávio se não abre uma porta que vai poder ferrar muito pra outro. Então, todo mundo tem que... Ninguém solta a mão de ninguém. Versão de esquerda à direita, de todo mundo envolvido. Então, acho que ele tem um equilíbrio instável. O que a gente precisa fazer? É a tese das contra-elites. Nós temos que formar uma contra-elite. O que é uma contra-elite?
Não é só o povo que resolve, porque o povo tá tomando detergente, e o povo tá, assim, o povo no centro-sul tá tomando detergente pro Flávio, e o povo no nordeste tá agradecendo que o Lula vai dar um vale gás. Ou seja, o povo, nunca é o povo que resolve as coisas. Você tem que formar elites, pessoas em posição de poder com esclarecimento, que vão ajudar a desatar esse nó. E aí, por isso que eu fico desesperado com galera de mercado financeiro, galera do empresariado, galera do agro.
que não tem saco pra entender isso, que se a gente organiza essas pessoas certinho, você começa a quebrar esse jogo. Como eu disse, o escândalo do Banco Master precisa de um Banco Itaú pra você desmontar. Esse jogo só existe porque o Itaú quis. E não é que o Itaú é lindo, maravilhoso, não tô fazendo defesa nenhuma do Itaú. É porque ele virou um problema pro Itaú. Que tal as pessoas terem uma visão mais de longo prazo? E que tal a gente organizar pessoas que na prática não tem poder?
E sendo bem claro, qualquer empresário aqui em São Paulo tem muito menos poder do que um político do Maranhão.
É um exagero em alguma coisa, mas proporcionalmente não tem comparação. Então, nós somos uma contra-elite. O Brasil produtivo é uma contra-elite. O Brasil que quer trabalhar e viver dos próprios recursos é um Brasil que tem que se rebelar contra esses caras. Por isso que quando eu vou no Nordeste, por isso que eu cresci nas pesquisas do Nordeste, eu encontro o Maranhense e eu falo você tá puto, né? Você tá puto que você tá ralando e você tá vendo um cara do teu lado aqui ganhando de Bolsa Família e arrumando emprego na prefeitura.
Ele é, tô puto mesmo. Tô pistola, tô com você. Então, esse cara é o nosso aliado.
A gente tem que se aliar com todo mundo que quer trabalhar e produzir e a gente formar uma frente para derrotar os vagabundos, porque os vagabundos não são muito inteligentes, eles só são ousados. Cara, aproveitando que você tocou no Bolsa Família, o que é exatamente o mutirão anti-Bolsa Família que o partido Missão defende? Como é que funciona? Nós precisamos de frentes de trabalho. A situação do Brasil é uma situação desesperadora.
Porque boa parte da... Veja só, o Brasil está envelhecendo. E essa força de trabalho, ela não está sendo qualificada porque ela tem uma educação precária. Nós estamos indo muito mal em qualquer ranking internacional, educacional. E ao mesmo tempo a gente está criando uma cultura de não trabalho para essas pessoas. Nós temos milhares, quiçá milhões, de pessoas entre 20 a 35 anos, ou seja, no auge da sua capacidade produtiva, vivendo de auxílios.
Pessoas de classe média, muitas estão preocupadas em pegar um BPC falando que são autistas. Eu entendo essa briga agora com os autistas de internet. Não, não, veja só, eu sou um autista, na verdade, tipo, uma pessoa completamente produtiva, consegue se comunicar com os outros, mas ele quer um BPC, ele quer não pegar fila no avião, sabe? Cara, eu tive a linha de disco, né? Hoje eu faço jiu-jitsu, tô normal. Mas eu poderia ter pego um BPC pra pagar mais barato num carro, por exemplo. É.
Então, assim, hoje existe toda uma indústria do não trabalho e pessoas produtivas estão entendendo que isto é uma possibilidade. Então, pessoas ao redor do Brasil entendem que o não trabalho, que é a dependência do Estado, ela é uma possibilidade. E aí eu volto para o Maranhão. Estou usando muito exemplo de lá, mas posso citar o Amapá, pode ser o Pará, pode ser o Piauí.
o interior da Bahia, norte de Minas. Você tem agora gerações de pessoas, desde 2004, 2005, quando começa o Bolsa Família,
que já entendem, por conta da transmissão de conhecimento dos próprios pais, que o Bolsa Família é uma constante, é uma realidade. A existência dela parte do princípio de que o Estado vai ajudar ela em uma medida. Então, como é que você tira da cabeça da pessoa essa constante? Aí entra os mutirões. Pois bem, essa pessoa, homem, especialmente homem, uma mulher também, em idade de trabalho,
Todos os municípios que você tem uma taxa bem grande, você vai botar mais de 30% das residências com as pessoas vivendo de recursos como Bolsa Família, você vai levar a frente de trabalho, até porque a infraestrutura é horrível lá. Igual o Roosevelt fez na crise de 29. Eu não estou inventando a roda, não é uma proposta. É uma frente de trabalho, muito simples. Olha, o governo federal e a prefeitura vão fazer uma frente de trabalho agora para recapiar todas as vias de acesso da cidade.
Cidades pequenas no redor do Brasil não tem via de acesso decente. Não dá pra escoar assim o milho que o cara plantou, porque é tudo esburacado. Vamos fazer isso? Vamos levar cabeamento elétrico? Vamos levar a internet? Vamos. Vamos pegar tudo que tem de infraestrutura e vamos contratar as pessoas que estão ali no Bolsa Família. Pagam um valor a mais por dia. Ó, ah, mas não quer? Não quer? Tá tudo bem, você também não vai ter o Bolsa Família.
Aí te vira. Se vira. Agora, temos que começar a dar essa alternativa. E por quê? Porque do ponto de vista econômico, e essa é a coisa mais assustadora sobre o Brasil,
Boa parte dos municípios não tem economia. Eles são desertos econômicos. Se o fundo de participação dos municípios parar de mandar dinheiro para esses perfeitos dessas cidades, acaba a cidade. Isso gera um problema. Porque se acaba a cidade, o que você vai ter? Êxodo rural, essas pessoas vão para as periferias das cidades, favelização, aumento do crime.
Tem várias externalidades. Agora, dito isso, nós precisamos, portanto, criar atividade econômica, formal, arrecadação real, para fazer todos esses municípios funcionarem. E hoje, não há da parte de nenhum líder político nesses municípios pequenos e guardados do Brasil a vontade de fazer isso. Porque o governo já dá, se eles pedirem, ah, você é um município? Toma o dinheiro aí.
E o cidadão não cobra. Então tem um ciclo perverso que precisa ser quebrado. E esse ciclo perverso, ele se reflete politicamente. Eu tô amarrando essas coisas, porque se a gente não amarrar, a gente não entende a razão da gente não conseguir, vou dar um exemplo, passar as reformas, vamos botar as reformas pro mercado que a gente precisa passar. A gente não consegue, porque no fim do dia, vai ser eleito um político que não entende isso como algo bom pro Brasil, em nenhuma medida, que ele pra ser convencido a votar, ele vai cobrar um dinheiro do governo, vai exigir mais emendas pra manter aquele ciclo. Então você nunca consegue fazer nada.
Nunca consegue, porque você tem um grupo de pessoas cujo interesse é manter uma máquina política numa região. Isso é de longe, assim, isso é tão maior. O Lula é... O Lula é uma madre Teresa de Calcutá perto desses caras. Porque a esquerda, ela é uma constante nas democracias. Ela existe, a gente tem que derrotar ela. Esses caras, não.
Se eu for pra Argentina, não é igual. A intensidade desse negócio que a gente chama de centrão, não é igual. Até em outros países da América Latina, aqui é especialmente grave. Eles são especialmente poderosos. Eles mandam muito. Quem são os políticos que mandam mais no Brasil hoje? Fazer um top 5. Era o Silogueira. O Rueda. Vamos botar o Lula, presidente da República. Vamos botar o Alcolumbre, com certeza. Talvez... Ah, o Kassab.
Tirando o Lula, que é de esquerda, o que os outros têm em comum? Todos do Centrão. Todos do Centrão. Tem alguma posição política desses caras? Nenhuma. Tem algum projeto de Brasil? Nenhum. São todos, basicamente, caras do Centrão que ganham dinheiro com isso. O Bolsonaro, o poder relativo do Bolsonaro é mínimo. O do Flávio é mínimo. Eles sempre foram pequenininhos nesse jogo. Isso explica, inclusive, porque aqueles governários deram o governo pro Centrão. Então...
A gente precisa mudar isso. Não tem ninguém bom, não tem ninguém com QI maior de 110 ali no meio. O Ciro Nogueira é um idiota, cara. É um cara que participava das festas do Vorcário e ficava voando com os caras de bet que pagava ele. Sabe, é isso? A gente vai pegar um paisaço como o nosso e vai jogar na mão desses caras e joga. E ninguém quer discutir o que eu tô falando. Eu acho desesperador. É desesperador, mas a gente vai ter que resolver essa equação.
O Ciro Nogueira também ficou muito famoso porque ele foi autor daquela emenda master, que pretendia aumentar o seguro do FGC, que é até 250 mil por CPF por instituição, e um milhão no volume global, para você usar ao longo dos anos, para um milhão por CPF por instituição. Então o esquema do master, que no final lesou o FGC em coisa de 50 bi, poderia ser quatro vezes maior.
Seria bizarro, né? Isso chegou próximo de acontecer. Felizmente não aconteceu. Mas seria um negócio, assim, dantesco. Pra entrar realmente no Guinness como um recorde mundial, né? Cara, ele ficou... Lembra do vídeo dele? Ficou bravo que não passou. É um absurdo. Só os bancões não querem que o povo tenha uma garantia.
malandro, cara. Agora, você vai em Brasília falar do Ciro Nogueira? Cirinho, meu amigo, todo mundo gosta dele. Molha a mão de todo mundo, provavelmente. Todo mundo. Alcolumbre hoje. Talvez o homem mais forte neste exato momento seja o Alcolumbre. Presente do Senado. Cara, o que é um país governado pelo Alcolumbre, cara? É...
Por que você disse que ele provavelmente é um dos nomes mais fortes? Por conta da questão dele, por exemplo, poder brindar o STF de problemas? Também. Primeiro, ele é o... Se o STF tem superpoderes, ele é o cara que garante que o STF não tem injeção de saco para ter superpoderes. Paralelamente, fazendo até o desenho daquela escadinha que eu falei, ele pertence a um estado muito pobre, cuja base eleitoral das pessoas é a compra de voto.
Ele criou um aparato dentro desse Estado, chega em Brasília com um eleitor que não cobra ele de nenhuma posição, aí ali dentro ele começa a construir um sistema de relações sociais em que ele se valida com os demais players, fazendo bons acordos e cumprindo os acordos. Esses acordos são republicanos? A maior parte das vezes não, mas ele cumpre. E aí ele ganha o que eles chamam ali dentro de palavra, ele é cumpridor. Com base nisso ele também começa a fazer arranjos, e vamos lembrar, o Alcumbe foi apoiado pelo Bolsonaro para a presidência do Senado em 2019.
Ali, o poder acumulado, ele começa a criar, vamos dizer, arranjos com o próprio STF e com o próprio executivo, que deixam ele super poderoso, ele também começa a fazer negócios, ele começa a garantir que os negócios sejam cumpridos. Como ele tem fama de cumpridor, poder acumulado, eleitor que não cobra ele, portanto, chance de perder uma eleição impossível, ele pode entrar em todos os esquemas, vamos ser sinceros.
Ele estava indicando, me corrijam aqui, o Otto Lobo para a CVM. Ele era um dos caras que estavam indicando o presidente da Comissão de Valores Imobiliários. Não é à toa que a Previdência do Amapá comprou títulos do Banco Master também. Então ele é um cara que ele blinda, se protege, não tem um eleitor ou uma imprensa na região dele que cobre ele. Vira uma espécie de fiador das relações entre todo mundo ali.
E, portanto, isso garante que ele tenha um poder desproporcionalmente mais alto do que qualquer um. Então, se ele fica bravo com o Lula, ele vai lá e derruba ali a indicação do Messias, puxa a briga pra ele, faz um acordo com o STF. Isso tem muito poder. Muito, muito poder. E isso, cara, tem alguém que tá sofrendo com isso, que é basicamente o país como um todo. É um cara que não tem agenda de Brasil nenhuma, é um cara que não tem preocupação com nada.
Ele só precisa manter o jogo rolando. O Brasil só não pode entrar em default, entendeu?
Não pode quebrar. De resto, vai levando. Vai que vai. Já aproveitando esse ponto de agenda de Brasil, cara, qual é a sua ideia de Brasil, assim, realmente? Qual o projeto do Partido Missão pro nosso país? Eu sempre falo assim, a gente tem que olhar o Brasil que a gente quer, daqui pelo menos 30 anos, porque a gente também não tem muito tempo pra ter esse Brasil que a gente quer, e aí você ir fazendo a lição de casa de trás pra frente, né?
O Brasil precisa ser uma das cinco maiores nações do mundo nos próximos 30 anos, porque se ele não for, ele vai ficar à mercê de um conflito global, eu tô falando agora de uma nova guerra fria entre China e Estados Unidos, em que o Brasil tá muito fraco pra lidar, mas tem muito recurso natural. O sul global virou agora protagonista, a população do mundo tá no sul global, boa parte da economia foi pro sul global.
E o Brasil com terra gigantesca, terra agricultável, com sol, com energias renováveis e não renováveis, muito abundantes, com população, mercado consumidor, proximidade dos Estados Unidos, o Brasil se torna um ativo para algum dos blocos. E o Brasil não nasceu para ser ativo americano ou ativo chinês. O Brasil nasceu para ser o Brasil e tem que ser uma força por si só. Portanto, esse Brasil que a gente está falando tem que ser uma das potências, tem que estar militarizado, tem que estar forte, tem que ter controle de fronteira, é um Brasil que...
apenas sobreviverá dessa maneira. Então, estar forte militarmente, destruir o crime organizado pra ter controle do próprio território, ter produção de tecnologia de ponta, pra que você possa ter não só armamentos, mas ter uma economia robusta, isso é obrigatório. Então, quais são os caminhos que levam a gente a fazer isso? Quais são os caminhos em termos de segurança pública? Quais são as políticas que a gente tem que adotar pra que a gente destrua o crime organizado o mais rápido possível?
Quais são os caminhos que a gente pode utilizar pra colocar as terras raras como um elemento na mesa?
pra sentar com outros países e falar não só em extrair elas, mas fazer transferência de tecnologia, trazer, vamos dizer, o complexo produtivo pra cá. Ah, beleza, dá pra negociar com os Estados Unidos, mas nenhuma empresa vem pra cá se não fizer uma reforma de competitividade, ou se os juros continuarem a 14%. Então, pra baixar os juros, tem que fazer uma reforma fiscal. Então, quando a gente vai depreendendo, vamos dizer, de uma meta, o que nós precisamos fazer, nós começamos a surgir com um plano. Que é isso, você tem uma meta futura e você depender as ações. A beleza disso.
Nós não precisamos inventar praticamente nada, porque em quase todas as áreas é mais ou menos sabido o que precisa ser feito. Ah, na área fiscal, você pode imaginar, a gente precisa de uma reforma fiscal focada na despesa. Agenda de competitividade, de maneira, vamos dizer, desesperadamente a gente precisa ter uma agenda de competitividade. Investimentos em infraestrutura, que só vão acontecer se do outro lado a gente diminuir a despesa para poder baixar os juros, aumenta o espaço do gasto discricionário e também a volúpia do investidor investir em infraestrutura, com marcos regulatórios sérios, tirar a ONG que atrapalha o funcionamento de...
de investimentos e projetos, por exemplo, na região centro-oeste-norte, agendas de comunidade, educação, formação de mão de obra, simplificar o modelo que nós temos hoje de currículo nas escolas, devolver autoridade para o professor. O que eu estou querendo mostrar é que em todas as áreas há planos que você pode adotar que vão te levar para esse caminho final. E para mim o que interessa é explicar para as pessoas qual é esse caminho final.
Então a gente criou um livro, que é o livro amarelo. Inclusive a versão final, que vai ser meu plano de governo, vai começar a rodar daqui a duas semanas. E a gente vai lançar pra todo mundo.
Ele tem o plano. Quais são as medidas que eu vou começar a tomar agora pra chegar nesta meta daqui a 30 anos? E eu tô muito animado. Aí eu posso, se tiver tempo, a gente discutir aqui cada área, o que a gente propõe. Mas mais do que cada área a gente propõe, porque repara que a maior parte dos candidatos a presidente, eles vão nos lugares e eles são perguntados de políticas imediatas. Não, eu vou resolver o fiscal assim, eu vou privatizar. Tá, a privatização de uma empresa daqui a 30 anos é algo menor.
Qual o seu plano? Qual o modelo de Brasil que você tem que chegar? Essa é uma pergunta, é uma pergunta conceitual. Qual o tipo de nação que você quer? Então, essa pergunta conceitual é a pergunta que todo mundo teria que responder. É a pergunta que qualquer debate na Globo deveria fazer para os pré-candidatos. Conceitualmente, qual é o país que você quer viver? Esse país tem favela ou não tem? Esse país é um país que se arma ou é um país de turismo e de soft power?
Esse é um país que tem fronteiras fortes ou não? Esse é um país que está aliado com a China, com a União dos Estados Unidos, ou ele é independente?
Esse é um país que ele vai investir tudo para se reindustrializar ou ele vai entender que o papel dele nas cadeias de produção é pegar as coisas primárias? Qual é esse país? Poucas pessoas estão trazendo respostas para isso. E é as respostas que eu gostaria de trazer. São respostas. Você é a favor de reeleição ou não, cara? Porque, por exemplo, você tem esse projeto político de um Brasil já enxergando o longo prazo. Mas a democracia tem estímulos de muito curto prazo. Sim.
até porque o eleitor médio, se a gente pega a renda média aqui no Brasil, que inclusive ela é maior do que a mediana, que tem uma base muito pobre e a renda média é puxada para cima por pessoas que têm uma renda muito alta. Então é um país que a gente fala, pô, o Brasil é um país rico. Não, se você olha a renda per capita, a gente não é um país rico, a gente está longe dos países ricos, inclusive eles estão abrindo vantagem.
contra o Brasil. E aí, para um político, costuma ser muito mais interessante fazer políticas de curto prazo, gastar bastante agora, se endivida, porque essa dívida, o Lula está se endividando pra caramba agora, a dívida em percentual do PIB chegou a 80% já. Não é ele que vai pagar essa dívida, isso aí vai ficar para os concorrentes dele, no próximo mandato, se ele não for eleito, por exemplo, ou daqui a muito tempo, quando for vencer.
Então o estímulo é sempre gasta agora e o problema fica no futuro para os nossos filhos e netos pagarem. E aí essa discussão, pô, a reeleição é ruim porque o cara vai lá, ele abre o cofre no último ano de governo para conseguir a reeleição. Coisa que está acontecendo agora, mas não é só uma política do PT. Se você pega o governo Bolsonaro, fez a mesma coisa e outros governos fizeram a mesma coisa. Então é meio que o modus operandi, o brasileiro aceita isso como normal. É pragmatismo, né? Isso...
É o normal. E aí acabar com a reeleição seria interessante porque acaba com essa dinâmica, ou é pior porque antes o cara tinha oito anos pra fazer um projeto de Brasil, se ele tivesse realmente um projeto. Alguns não tem. Mas se ele tivesse, e serão só quatro ou cinco, se a gente aumentar um ano pra poder fazer esse fim da reeleição.
falando primeiro da ideia, você está certíssimo, e isso se dá porque existe uma dependência muito grande do cidadão do Estado para sobreviver. Portanto, você faz essas políticas de ano eleitoral, que todos fazem, são políticas que impactam muito rápido esse eleitor que tem uma dependência, ou, vou falar, do dinheiro que vem direto do poder público, ou, sei lá, por exemplo, no Brasil o governo faz preço. Quem faz preço, sobretudo, até o mercado imobiliário, é o governo. Todo mundo depende, assim, sei lá, vai... ...
O real é baseado na pesquisa eleitoral. A coisa não é apreciada, vamos dizer, por outras razões. Isso é muito complicado. Então, conforme a gente tem uma economia que é muito dependente de decisões políticas, portanto, os políticos usam isso como estímulo. Isso é grande para a presidenta da República? Sim. Para prefeitos, é 10 mil vezes pior. É 10 mil vezes pior. Então, temos que ter duas soluções. Eu acho que para os principais cargos do Brasil, tem que proibir reeleição. E isso pode aumentar o mandato para o cara conseguir ter uma continuidade.
Isso é uma, infelizmente, enquanto o Brasil continuar sendo um país em que as pessoas dependam demais do Estado para tomar as decisões políticas, isso vai ter que ser feito, especialmente para governadores e presidentes da república. Agora, para prefeitos, a gente está com uma ideia, que é uma ideia baseada em experiências que tem no Japão, experiências que tem na China, que é o que a gente chama de lei de responsabilidade gerencial, que é o seguinte.
Cara, não existe, até pela distribuição normal de inteligência, não existem prefeitos capazes de implicar políticas públicas em tantas cidades. Tem tão pouco corpo de tempo. Tô sendo bem sincero. Ainda mais em municípios pequenos. E muito pobres. Não tem. Os caras que administram as cidades nos interiores do Brasil, se apertar direitinho, talvez escreva um parágrafo. Eu tô falando assim, é um nível bem pedestre.
Esses caras, no fundo, eles formalmente têm que ser eleitos para administrar as cidades deles, teve uma eleição e tal, mas na prática as políticas públicas têm que vir com um pacote que vai ser aplicado e eles só vão aplicar. E tem que ter um fiscal que vai checar a aplicação com os KPIs, que é o que a gente quer aplicar. E assim, você tem um município, você ganhou eleição para prefeito, se o município está, sei lá, 20% abaixo da média do IDEB, ele vai ter que ficar no mínimo 10% abaixo até o fim dos quatro anos. Ponto.
Ele tem que aumentar a arrecadação desesperadamente, ele tem que aumentar a atividade econômica no município, ele tem que elevar a taxa de cobertura de saneamento básico. Esses indicadores são obrigatórios. Hoje não tem. Hoje um prefeito não precisa cumprir indicador nenhum e ele concorre à eleição. Então o que acontece? Se esse prefeito, ao longo dos quatro anos, ele não consegue atender esses indicadores, o mínimo do mínimo do mínimo, ele fica inelegível por quatro anos.
E, paralelamente, o dinheiro do fundo de participação dos municípios, ele tem que ser condicionado por um comissariado, que precisa ser criado, que vai determinar, não, se tá aplicando a política, tá funcionando, vai o dinheiro. Se não tá aplicando a política, se o dinheiro tá sendo desviado, se tá sendo altamente ineficiente, segura o dinheiro. Aí segura o dinheiro até...
Aí tem que ter uma medida jurídica, que é a legislação que a gente está criando, ela prevê isso, em que aí o comissário faz a aplicação do dinheiro no município. O prefeito continua lá, sendo prefeito, popular, que o povo gosta. Mas as políticas que ele vai adotar, infelizmente, hoje, ele nem se quer ver como prioridade, nem tem condições técnicas de fazer. Então você vai ter que trazer material humano para administrar os municípios.
Para fazer isso, você tem que diminuir o número de municípios. Leva o material humano, coloca os QPIs, e aí a gente começa a fazer esses municípios pequenos.
que vivem do dinheiro das pessoas produtivas, eles serem administrados à moda nos lugares produtivos do Brasil. E com critérios muito claros. O principal deles, você vai ter que gerar arrecadação por aumento da atividade econômica. Ponto. Vai ter que se picar. Se é prefeito, a primeira coisa que você tem que fazer é como eu gero atividade econômica. Porque não dá pra ter um município que não tem atividade econômica. Ele é um não município.
A ideia da própria cidade, da pós-grega, é uma ideia de que ela é quase autossuficiente.
E, pô, o município que não é altos e cintia absolutamente nada, ele não é um município. Ele é tudo menos uma cidade. Quer dizer, que se eu parar de mandar dinheiro pra ele, aquele município, todo mundo morre de fome?
Então temos um problema claro. Então nós temos que resolver, para não deixar que as pessoas literalmente morrerem de fome, nós temos que ter uma transição entre aqueles municípios. Eles se tornam municípios autossustentáveis e as pessoas se tornam autossustentáveis. Uns indicadores obrigatórios. Número de pessoas no Bolsa Família. O prefeito tem que terminar o mandato dele diminuindo. A gente tem que começar com os prefeitos, depois com os governadores.
Um governador do Maranhão tem que terminar o mandato dele. Tem menos pessoas no assistencialismo. É isso. Porque aí eu não preciso mandar tanto repasse de Santa Catarina Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend
o Maranhão. E aí Santa Catarina pode fazer mais estradas, que tá faltando estrada lá. São Paulo pode investir na desfavelização. Assim a gente resolve a federação. Então, eu acho que com um modelo desses, que é um modelo que pra mim é uma revolução que a gente faz, a gente muda tudo na política do Brasil. Porque aí o Ciro Nogueira não tem como se reeleger muito. Porque como é que ele vai ficar comprando volta daquelas pessoas se nem pra reeleger o prefeito inútil dele ele vai conseguir? Se a emenda dele fica condicionada aos desempenhos do prefeito?
Aí não tem a utilidade desse cara. A utilidade que ele tem... Porque, na prática, a força do político do centrão é a força que ele tem em mandar recurso e comprar apoio na base dele. Essa força se torna quase inútil. E aí você começa a ter uma melhora na representação. Outra coisa, a gente fez um estudo com os pesquisadores nossos na revista Valete mostrando que existe uma correlação direta entre IDH e voto no centrão.
em relação a negativa, quanto mais baixo o IDH, mais voto no centrão. E quanto mais alto o IDH, mais as pessoas vão votando em candidatos de opinião. Isso é uma grande notícia. Porque se a gente vai criando atividade econômica nos municípios, melhorando o IDH daqueles municípios, as pessoas não vendem o voto. Vendendo menos o voto, elas têm um voto mais consciente e a qualidade da apresentação melhora.
Então, isto é uma revolução política que a gente faz. E eu estou tentando pregar isso para todos os lugares que eu vou, porque isto muda o Brasil no longo prazo. O resto... Ah, o Xandão te dá um problema agora, um problema imediato. Isto aqui é o problema... É o nó do Brasil. O nó do Brasil para resolver para um cara... Aqui em São Paulo tem uma startup em que ela vai ser funcional, que os marcos regulatórios vão funcionar, e que o país é funcional, que o juros vai ter um gigante. Este país só vai existir se a gente resolver este assunto.
E sua visão sobre emendas parlamentares, porque o que se ouve bastante atualmente é que o legislativo foi enfraquecido em termos de poder político, já que muitas vezes decisões são tomadas lá, elas acabam sendo barradas pelo poder judiciário, pelo STF, só que eles estão mais fortes em termos econômicos, haja visto aumento de emendas parlamentares, com orçamento secreto, outros nomes, o pessoal fica mudando isso para usar de um certo eufemismo.
E é um dinheiro que costuma ser muito mau gasto. Eu lembro quando eu era militar,
Em 2012, teve um deputado que ele destinou um movimento parlamentar pro quartel fazer uma nova quadra de futsal. Aí foi muito legal pro quartel, mas eu pensei, porra, será que esse é o melhor uso desse dinheiro? Não quer dizer que... Eu não sei se a quadra ficou superfaturada. Provavelmente não, foi feita certinho. Mas mesmo assim, era pra ter a quadra dentro do quartel? Pra, cara, 100 pessoas usarem? Não era melhor isso estar fora? Ou será que era a quadra que era necessário? Não é uma outra coisa?
Então parece que é um dinheiro que ele é muito bom pro político, porque ele vai lá e faz uma praça e bota a faixa dele, falando, essa praça foi feita pelo deputado Joãozinho. Mas não parece ser usado realmente pra fazer o Brasil melhorar. Sim. Só que, e aí se você tira isso da mão do político também, cara, você compra um inimigo, né? Sim. Como funciona na tua cabeça? Como é que seria o melhor uso desse dinheiro? Eu, num país em que tudo está resolvido, a emenda parlamentar tem que deixar de existir. Ela é uma aberração brasileira.
mas na transição que a gente precisa fazer até lá, não. Porque simplesmente um político do Centrão não entende política sem emenda. E o povo, nos municípios dele, acham que a função do deputado é fazer uma obra com emenda dele.
Essa é a relação. As pessoas... Não existe na experiência de um eleitor de Imperatriz do Maranhão a ideia de um deputado que tá lá em Brasília passando projetos de lei e andando com uma agenda ou barrando projetos no governo. Isso não existe. Isso não é um deputado. Isso pode ser uma pizza, isso pode ser uma garrafa d'água. Isso não é um deputado. O deputado é um cara que é um... Você faz uma obra aqui perto de casa.
Isso. E agora, homem bom! E depois tinha que arrumar um empreguinho. Essa é a função social deputado. A gente vai ter que fazer uma transição de um modelo que é coronelista do século XIX, porque isso aqui é um modelo do século XIX. Que o político ia lá, aquela coisa meio Dorico Paraguaçu. Gosto do meu povo aqui, toma aqui, vai fazer a feira com esse dinheirinho, toma umas telhas pra tua casa. Eles só adaptaram isso ao orçamento federal.
Só que hoje, né, as emendas estão na casa dos 60 bi. É muito dinheiro. Muito dinheiro. E o governo tem pouco gasto discricionário, que é o gasto de fazer investimento. E boa parte disso vira emenda. Acho que primeiro, a gente começa pelos municípios. E aí a gente condiciona as emendas a atender as políticas públicas determinadas pelos indicadores de desempenho. Então assim, cara, você quer inaugurar uma praça? Você não vai inaugurar uma praça.
Agora sim, aprenda a ganhar voto inaugurando as manilhas de esgoto que a gente vai fazer aqui. Se vira. E você também não vai desviar esse dinheiro, senão você vai muito preso. Agora, tá aqui, nós vamos fazer... Ó, se eu precisar mandar um dinheiro, ó, eu vou precisar fazer aqui uma UBS. Aqui.
Tá, vai fazer o BS, não vai ter desvio de dinheiro pra fazer o BS, vai dar tudo certo, você inaugura o BS. Mas não vai ser uma BS inútil, que você só faz pra falar que eu inaugurei o BS. Vai ser a que no planejamento é necessária pra ter nesse município. E vai ter que ser isso, infelizmente. Entendeu? Então, porque no fundo, o que o político quer com a emenda? Ele quer desviar o dinheiro e quer encontrar o eleitor. E falar pro eleitor que ele é muito bom.
A gente vai proibir ele de desviar o dinheiro, e a gente deixa ele encontrar o eleitor. Ó, pronto, encontra o eleitor. Ô, você é bom, ô, homem é bom.
até a gente alterar a correlação de forças do Congresso e acabar com essa babaquice. Agora, pegando o ponto da segurança pública, porque dentro das demandas do brasileiro hoje em dia, essa se torna uma das principais. É um problema grave. O Brasil, inclusive, tem organizações criminosas que os Estados Unidos querem classificar como terroristas. Eu já vi o PCC, o Comando Vermelho, por exemplo.
Como é a tua ideia sobre isso? Essas organizações têm que ser classificadas de fato como terroristas? E qual seria o plano, a missão para mudar a segurança pública no Brasil dentro do que o poder executivo pode fazer, no seu caso como presidente? Porque isso depende também de governadores.
A classificação como terrorista começou a ser usada pelas pessoas muito porque ela é fácil, é uma analogia fácil. Tipo, um terrorista é alguém claramente que tem que combater de um jeito mais intenso. Então todo mundo entendeu. A ideia do direito penal do inimigo que a gente defende é basicamente isso, só que o conceito não é classificar como terrorista. É tanto a facção criminosa quanto um grupo terrorista serem qualificados como o inimigo, que é alguém onde o direito...
tem que atuar de maneira muito rápida e muito dura. Ou seja, essa pessoa dispõe de menos direitos e prerrogativas ao adotar ser parte de uma facção criminosa, de um grupo terrorista, de um grupo de extermínio. A classificação tem que ser muito precisa pra você não...
começar a enquadrar adversários políticos dentro disso. Então tem que ser muito precisa, muito clara. E aí, com base nisso, você cria uma categoria especial em que as forças de investigação e as forças policiais terão meios de agir de maneira muito enfática nos estados e municípios.
E a lei que passou agora, recentemente, ela já vai se encaminhando pra isso. A gente tem já alguns avanços. Agora, a gente tem um problema prático, que é, um, a aplicação disso nos estados com os governadores. Porque eu vou dar um exemplo, talvez um governador, vai, o Kim ganhou aqui em São Paulo. Ele vai querer fazer isso. Agora, o governador de Ceará do PT quer fazer isso?
O governador lá da Bahia quer fazer isso? Ele não quer em nada. Eu estive lá no Ceará, o Comando Vermelho não é que ele está ganhando grandes batalhas, ele está ganhando por WO. E não é que a polícia não quer fazer, é que o governador não mobiliza a polícia para pegar o Comando Vermelho. Tem uma preguiça ou uma leniência, um acordo, eu não sei exatamente a razão, tem que tomar cuidado que ele ganha sempre na justiça contra mim, mas factualmente o Comando Vermelho cresceu muito no Ceará.
Então talvez, mesmo com essa legislação, o governador se ausente. E aí tem que entrar na postura do presidente da república. Que é, e eu estou avisando, todos os locais tomados pelo crime organizado, nós temos que colocar eles em estado de defesa. Isso não é um piromínio, não estou te dando a palavra da cabeça. Isso é previsto na Constituição. E, por exemplo, membros do BOP, policiais do BOP, vários já falaram sobre isso. Olha, para você conseguir entrar na casa de uma pessoa em que o bandido se esconde numa favela, você precisa de um mandato, mesmo com a GLO. E precisa fazer isso sem um mandato.
Com o estado de defesa você pode. Então você coloca só aquela região, só aquele bairro, aquela favela ou aquela cidade no estado de defesa. E aí você vai com as forças de polícia no estado, forças federais se necessário, e pega todo mundo que me causa e distorce. Porque a gente tem que fazer uma limpa. É uma limpa geral mesmo. É prender e quem resistir, passar fogo. Não tem muito o que fazer não. E matar quem precisa matar ali e acabou. Você elimina aqueles espaços, reconquista territorialmente aquilo.
passa paralelamente uma nova legislação penal, aí não para os de exceção dos inimigos, mas para a população em geral, por exemplo, se eu roubei um celular, mas não sou um faccionado, o Kim já conseguiu passar um aumento de pena, mas tem que aumentar mais, um crime é mão armada, não pode ter progressão de pena, e um cara que te assaltou no meio da rua com uma arma, ele tem que pegar 20 anos de cana, sem progressão, imagina, as pessoas não dão valor do que um assalto à mão armada, aquela pessoa pode te matar, você está naquele instante,
com, vamos dizer, uma chave, morrer ou não morrer. Por causa do celular, às vezes. Por causa do celular. Óbvio que a pena contra esse cara tem que ser altíssima. E a gente não considera. Outros países no mundo olham a legislação e falam, mas que loucura.
um assalto à mão armada, boa parte dos casos o policial leva ele pra uma delegacia, se ele não matou a pessoa, o cara sai e vai solto. Menor de idade vai solto, volta a roubar no mesmo dia. Óbvio que isso tem que alterar. Aí a gente começa a mudar o que a gente chama de sistema de incentivo do crime. O criminoso começa a perceber que cometer qualquer crime, assim... É custoso. É muito custoso. E, paralelamente, a gente retomou as áreas.
Com isso, nós temos que evitar que mesmo com uma legislação pesada dessas, o crime surja novamente. Por quê? Nos Estados Unidos, há uma legislação muito dura para todos esses crimes. E existe crime, existe violência, existe cadeia cheia, porque existe uma coisa chamada homem burro. O homem burro, em geral, sem a presença paterna, ele toma decisões por impulso. Ele não faz esse cálculo econômico, né? Não faz. De benefício e malefício. Porque se fosse só a lei e ordem, polícia, inteligência...
não haveria mais crime. Em alguns lugares tem. Nos Estados Unidos é um exemplo disso. Tem muito. A pessoa, pô, você vai fazer um assalto a mão armada, você vai ficar preso pro resto da tua vida. O cara é um idiota, o cara vai lá e comete. E aí, cara, a gente tem que evitar dessa pessoa ser cooptada pelo crime. Aí qual o papel do Estado? Aí é o que a gente chama de desfavelização. A gente tem que investir em infraestrutura, levar a escola, fazer o acompanhamento com o menino que vai entrar no crime.
A gente sabe, tem literatura abundante sobre como é a cabeça do jovem que entra pro crime.
Em geral, filho de uma mãe solteira. Em geral, com a pouca ou nenhuma presença paterna. Em geral, em lugares pobres. Em geral, com péssimo desempenho escolar. Você já sabe onde estão esses rapazes? Você consegue dar um acompanhamento psicológico. Você consegue puxar ele pra si antes que o crime leve ele. Que é isso, ao retomar as regiões mais pobres do Brasil, que a gente precisa fazer. A gente precisa identificar esses meninos, ter um tratamento, ter um atendimento especial a esses meninos, pra que esses meninos não sejam cooptados. E aí você faz o trabalho completo.
Desfavelizei, tornei os bairros mais pobres em bairros bons Acabei com a favela O menino, ele tem um acompanhamento pra ele não ser cooptado A taxa de crime cai Aí você começa a virar um país sério Que é o que a gente precisa ser E pena de morte? Qual a sua visão sobre isso, cara? Porque eu já fui uma pessoa que era contra
E aí depois que eu me tornei pai, o algoritmo do Instagram começou a me entregar coisas sobre crianças. Tanto coisas educacionais, quanto também tragédias e casos de pedofilia e coisas que você lê assim e fala, cara, como é que isso aqui existe? Como é que uma pessoa faz isso? Abusa do ser humano no seu estado mais puro, quando ele é totalmente indefeso. É homem de 30 anos abusando de uma criança de um ano. Você fala, esse cara não pode viver em sociedade.
Mas ele vai preso, fica um tempo lá e depois ele tá solto pra abusar de novo. Exato. Então, a China, por exemplo, ela aprovou pena de morte pra pedofilia. E eu tive que bater palma pra China de novo. Sim. Na Austrália eu sou socialista já. Porque tem várias coisas lá com as quais eu concordo, entendeu? Queria saber a tua visão. Bruno, o direitista brasileiro, se conhecer um pouco da experiência chinesa, ele vai ficar um pouco assustado com o que ele vai concordar.
Lei e ordem. Vai entrar com uma caixinha de som no transporte público na China? Isso aí!
vão te chamar polícia ali pra você. Não tem isso. A China é um país sério. Existe uma coisa assim, antes do direito esquerdo é você se levar a sério. O Brasil não se leva a sério. O Brasil não leva o espaço público a sério, não leva o sono do trabalhador a sério. Não leva nada a sério. A gente é uma escondembação. E aí, se você vai tentar ser sério, vão te suar. Eu quero passar uma legislação muito dura, assim, jogou bituca de cigarro na UAP.
É multa alta. Se você é reinstante, você tem que tomar uma cana. Aí vai ter que pagar uma fiança alta pra sair. Por quê? Porque a pessoa tem que ter que o espaço público tem que ser respeitado. E o brasileiro aprende. Antigamente ninguém usava cinto de segurança.
Passaram os ar. E o cigarro? Todo mundo fumava cigarro lá, ia num barfo, passou a lei, tá multando o bar, todo mundo se adaptou. Então o brasileiro se adapta, só que você tem que querer adaptar o brasileiro a essas circunstâncias. Pois bem, tem que vir um presidente que vai proibir um monte de comportamento antissocial do brasileiro. Entrou no ônibus com caixinha de som, cara, você vai ser detido. Quem se ficar com caixinha de som, você vai pra delegacia.
Você não vai poder ficar infelizando os outros com seu barulho. Vou fazer uma festa sem avisar a prefeitura no meio da rua. Você tá ferrado.
Não dá, a gente vai ter que acabar com um comportamento que chama-se antissocial e que a gente chama de... Não, é que a gente é simpático. Simpático, isso é antissocial. Eu sou um cachorro caramelo. Voltando pra pena de morte, porque eu dei uma volta aí da China, eu acabo fazendo esses devaneios.
Eu sou conceitualmente favorável à pena de morte. Tem gente que não tem que existir. Tem gente que cometeu crimes horrendos que não faz sentido você imaginar que ela vai ser recuperada. Simplesmente não tem. E outra coisa, você não vai gerar na sociedade um senso de justiça se esse cara comete crimes em série e depois ele é solto. Qual é a resposta que tá sendo dada pra sociedade? A de que o crime compensa e de que pagar imposto não vale a pena.
Que nem o teu direito mais básico é garantido. A gente nunca olha o direito penal sob a perspectiva da vítima.
O direito penal brasileiro, ele tá sempre na perspectiva da recuperação do ofensor. Então, ah, como eu recupero o bandido? Eu não quero recuperar ele agora. Primeiro eu quero punir ele. E se o cara cometeu crimes hediondos, bizarros, pedofilia...
cara, esse cara não tem que existir. Agora, pra fazer isso, a gente tem que fazer uma alteração na Constituição, porque é cláusula pétrea. Não é nenhuma PEC, é cláusula pétrea. Então, num primeiro momento, não dá pra fazer isso. Agora, se a gente tem um grande governo, eu acho que é uma questão da gente discutir numa sequência uma Constituição nova. Porque essa Constituição é horrível. É, porque se você pensa até em algumas decisões já tomadas aqui no Brasil, em jurisprudência...
Há vários casos de, por exemplo, o cara foi lá e abusou da menina, o pai pegou na hora, ele vai lá e mata o cara. Esse cara, no júri popular, ele é absolvido. Exato. Então a sociedade está falando, não, nesse caso você fez o certo. Sim. Você defendeu sua filha e acabou matando o cara no cláudio do momento. Isso acontece, não tem prisão para você. Outro dia apareceu para mim um caso de um jovem de 18 anos que a namorada da mãe dele, a mãe dele tinha um namorado, matou a mãe.
Esse cara foi preso. Ele foi solto. O garoto foi lá e matou ele. Eu tenho certeza que ele vai ser absolvido no júri popular.
Não tenho dúvida disso que vai acontecer. O pessoal vai ver e vai falar, cara... É lógico. É o senso de justiça, só que a justiça não está sendo feita pelo Estado. E quando a justiça não é feita pelo Estado, as pessoas começam a achar que a justiça feita pelas próprias mãos é um ato em si de justiça. Isso é indicador de falência no nosso país, em termos institucionais. É lógico. É óbvio. E tem um outro problema, que é um problema muito maior, e eu estou sentindo...
A chegada disso na vida institucional do partido. O Brasil entrou naquela coisa da luta antimanicomial. Isso já faz desde os anos 80. A ideia de que os centros de atendimento a pessoas com problemas mentais, são lugares de tortura, e que, na verdade, isso tem muita literatura pós-moderna francesa. Eu já li muito Deleuze, essas coisas.
Na verdade essa pessoa, talvez um esquizofrênico, um psicopata, um psicótico, esse cara na verdade vê o mundo sob uma outra perspectiva, ele é fragmento de várias coisas e esse cara tem algo a agregar, ele não tem a agregar, ele é louco.
Pois bem, nós começamos a fechar nossos hospitais psiquiátricos aos montes. A nossa população internada em hospital psiquiátrico, em termos percentuais, é muito menor do que a de várias nações desenvolvidas que não entraram nessa loucura. Ah não, precisamos acabar com os manicômios. E aí a gente está colocando na rua todo tipo de louco.
Todo tipo de louco, assim, loucos de toda sorte. Desde loucos são assassinos até loucos pura e simples. Eu mesmo, agora no partido, colocou muita gente pra dentro, porque era o partido que veio de louco que eu tive que limar. Louco, a gente precisava estar internada. A gente precisava estar numa clínica que tava surtando. Falei, meu Deus, cara, a família não olha pra isso. Não porque virou tabu. Não, uma luta antimanicomial, não sei o quê. Cara... Cara...
Uma pessoa, a gente foi pegar, porque o Kim entrou na justiça, entrou no STF pra tentar evitar que soltassem todos os psicopatas, os assassinos que estão nos hospitais psiquiátricos. E aí ele foi conversar com os médicos, os próprios assassinos falavam, olha, eu sou doente, se me soltar eu vou abusar de uma criança, eu vou matar alguém.
Eu tenho que ficar preso. Mas o governo tá falando, não, você tem que ir pra rua que você tem uma subjetividade diferente. Isso é loucura. Então uma das coisas necessárias nesse caso é, nós precisamos voltar a internar um monte de gente no hospital psiquiátrico. Boa parte dos moradores de rua são pessoas com problemas psiquiátricos graves. E aí, em vez de elas estarem no hospital...
Elas estão basicamente morando na pior condição possível, com todas as violações possíveis de direitos humanos, e com o político, porque o morador de rua, não sei o que, com aquele padre que foi dando marmita e destruindo o centro. Isto é loucura. Então, assim, nós temos que evitar isso, porque boa parte dos crimes, que são crimes violentos, bizarros, eles são feitos por pessoas com gravíssimos problemas psiquiátricos. Essas pessoas que cometem esse crime.
de morte, outras internação para sempre, porque ele é louco. Só que o louco hoje está cada vez mais na rua. O louco está sendo normalizado. E agora pegando já na parte da economia. Você citou, pô, o Brasil é um país que está envelhecendo e de fato isso está acontecendo. Se a gente pega até a nossa previdência pública, o ano passado a gente atingiu a marca pela primeira vez de um gasto superior a um trilhão de reais.
Se a gente olha o que foi o embrião do nosso modelo previdenciário, a gente volta praticamente 100 anos no tempo, em 1923, era a lei Eloy Chaves. Naquela época nós tínhamos 14 jovens para cada aposentado. Hoje nós temos quatro, desses quatro, um é nem nem, segundo a OCDE. Desses três, um e meio é informal, então você tem basicamente um cara e meio para pagar aposentadoria para um. Só que a gente está tendo menos filhos que o francês, por exemplo, menos filhos que o islandês, que o polonês. Então a gente está abaixo da taxa de reposição.
na população, que seria 2,1, a gente está com 1,6 filhos por casal. E num estágio onde a gente já perdeu aquele bônus demográfico, porque o Brasil já está envelhecendo, já tem mais pessoas com 40 anos do que com 4, daqui a pouco vai ter mais gente com 60 do que com 6. Como é que você vê o futuro do Brasil sob essa perspectiva, sendo que, pô, que torna uma nação rica, ela ficar mais produtiva?
E o Brasil tá com a produtividade estagnada desde os anos 80. Sempre que eu leio, eu custo acreditar que eu falo, cara, como é que isso é possível? Em anos 80 não tinha computador, não tinha smartphone, não tinha internet, não tinha nada. Agora tem tanta internet que fica todo mundo nela fazendo meme e não fazia porra nenhuma. Já tinha eletricidade, tinha. Mas tinha muita gente que não tinha eletricidade. Não tinha nem TV. TV é cores, é uma... Como é que não aumentou a produtividade do Brasil, né?
E aí a gente não vai ficar mais rico, porque pra um país produzir mais, ou é mais gente produzindo, passou essa fase, próximos 30 anos a população do Brasil não vai crescer, ou são as mesmas pessoas produzindo mais, só que o brasileiro não produz mais e a gente tá discutindo ainda diminuir jornada de trabalho.
É uma calamidade. Isso é uma calamidade. Ainda assim, eu estou otimista. Veja, primeiro vou aumentar o problema. Boa parte das pessoas... Mas se o otimismo está condicionado a você no poder. Tipo, se continuar o PT, você fica pessimista. Eu sou otimista porque os ganhos de produtividade dados pela revolução tecnológica que está vindo agora, a gente está vendo...
Eles serão colossais. E se bem implementados com marcos regulatórios certos, você vai dar um salto de produtividade. E acho que a gente vai ter um salto de produtividade no mundo e um salto deflacionário para muitos produtos e serviços. Dado que a tecnologia vai...
propiciar isso. A tecnologia é uma baita força deflacionária, já vista que o que você tem num celular hoje, num smartphone, se fosse comprar separado nos anos 90, isso é uma fortuna. Agora, é impressionante como, apesar das forças deflacionárias, hoje o campo produz muito mais do que lá atrás, a comida fica mais cara, sendo que ele é de pior qualidade ainda. Então, toda vez que a gente cria uma força deflacionária, o governo vai lá e faz o quê? Inflaciona a moeda.
até porque o agro nosso é usado no fundo pelo governo pra gerar reserva pra ele e gastar mal é desesperador mas por que que eu acho assim haverá essas forças e com um governo certo que tem uma agenda de competitividade você consegue aproveitar essa espécie de surto de ganho de produtividade o problema é que hoje não há estímulo nenhum a isso
E mais, ainda tem um problema. Onde há uma demografia maior, há maior nascimento de pessoas, são os lugares onde a educação é pior, os índices educacionais são piores. Então a gente tá também formando uma massa de pessoas que estão nascendo agora, nem um pouco aptas a fazer o uso dessa tecnologia. Eles fazem o uso passivo. Tem o uso passivo mais escroto do que o cara que tá no jogo de tigrinho? O celular do cara é meme no TikTok ou no Kawaii, jogo do tigrinho, auxílio.
analfabeto funcional, tem um problemaço. Mas dito isso, com uma agenda de produtividade e de competitividade muito séria, e com essa, não só a pressão deflacionária, mas com ganhos naturais de produtividade que a gente vai ter, e escolhendo certas cadeias produtivas que vão ser, vamos dizer, muito vantajosas pra gente, eu realmente acho que quem estiver no topo da tecnologia, em tudo que envolva semicondutor, em tudo que envolva energia...
Energia limpa e abundante no Brasil, graças a Deus tem muitos termos, do urânio que o Brasil tem até a energia hidrelétrica que o Brasil tem, até a energia solar. Isso vai nos permitir entrar em determinados setores com alta produtividade, com geração não só de arrecadação, mas de empregos de qualidade, e você vai começar a criar uma massa que aumenta na média a produtividade brasileira. Nesse sentido, se alguém faz as reformas certas, a gente ganha uma segunda chance.
uma espécie de um atalho, as terras raras são isso, as terras raras, se você trabalhar bem geopoliticamente, a gente pode escalar uns dois, três degraus que a gente não consegue em termos tecnológicos, em termos de entrar em certas cadeias, por exemplo, cadeia de drone, cadeia de motor elétrico feito com bateria, lá tem o tal do disprósio, tem o disprósio lá na em Goiás, que é aquela mina que foi vendida.
O Dispros é muito usado pra bateria de carro, ele tem, eu não vou entrar em detalhes aqui que não sou nem da área, mas assim, tem uma questão que envolve aquecimento e funcionalidade da bateria, a gente tem, como a gente faz pra, sem ser fake, sem ser aqueles discursos de Lula de terra-bras, a gente tem uma cadeia que chega até a bateria do motor elétrico.
Porque hoje a gente tá vendendo lá um composto. Vai pra gringo. Ah, não, dá pra chegar no imã. Tipo, tá, mas eu quero chegar na bateria. Como é que eu chego na bateria? Vai ter que ter em algum momento uma agenda de competitividade, senão um americano ou um inglês. Vai falar, não, olha, não adianta eu montar uma empresa no seu país, porque o tanto de imposto que eu pago, os custos trabalhistas tem aqui, o custo de energia. É um caos.
Não vale a pena e um chinês já tá fazendo isso lá. Eu vou perder pro chinês. Então, só me vende aí os seus próximos e me enche o saco.
Como a gente atrai isso? Como tem a transferência de tecnologia? Não dá pra ser ao modo brasileiro dos últimos 50, 60 anos. Reserva de mercado, subsídio do BNDES, renúncia fiscal. Esse é um modelo brasileiro falido, que quebrou as indústrias brasileiras e que criou essas distorções tipo zona franca. Pra gente ter uma cadeia, tem que ter uma super reforma de competitividade. E aí eu acho, você falou que você tá otimista com o governo seu, sim.
Eu acho que com uma agenda dessas, você vai aproveitar certos atalhos que a gente vai ter. Terra rara é um, energia é outra, terra agricultável, que a gente ainda não explorou tudo é outra, pra gente pegar um pouco aí, pegar esse atalho e começar a buscar a diferença pros outros países. Porque hoje...
Hoje, se a gente falar, ah, vou ter mais 20 anos de governo, assim, é Lula, Lula com um centrão aqui, uma direita meio Bolsórias, tipo o Nicolas se vira presidente daqui 15 anos. Estamos ferrados, estamos ferrados. A gente está muito ferrado. Porque não tem ninguém com uma ideia soberana e otimista, inteligente e produtiva do que fazer no Brasil. A gente está muito ferrado.
Eu fico pensando às vezes que o Brasil, no sistema que a gente tem, nessa república democrática, vamos colocar, de coalizão, onde para fazer alguma coisa tem que ter muita gente do seu lado, senão nada avança. Aí é despejar dinheiro em emenda parlamentar para ver se isso acontece. Isso desanima um pouco. Porque você citou Singapura, por exemplo. Cara, lá o Liel ficou no poder 31 anos.
Então não dá pra falar que foi um sucesso de uma experiência democrática. Ele era um cara, era um ditador benevolente. Ele falou, cara, isso aqui é uma bosta, eu quero um país de primeiro mundo. Sendo que é um país minúsculo. Tá mais fácil acertar uma cidade-estado do que um estado-nação do tamanho do Brasil. Em El Salvador, uma das críticas que o pessoal faz à questão do Bukele lá, que fala, pô, ele tá abusando do poder, o cara já é quase um ditador.
Pô, mas acertou o país, né? Só dá pra ser. E o cara que faz essa crítica é o cara com a camisa da China, do Xi Jinping. É um ditador. E na China? É o cara ditador também, né? Acertou o país. Então, não tenho dúvida que várias pessoas, se tivesse essa chance, você tá no poder no Brasil, tem 100 dias pra mudar tudo, você faz o que você quiser.
eles acertariam muita coisa no Brasil. Agora, o jogo democrático, essa política, quando você falou, pô, o cara do Amapá tá mandando no Brasil, ele tem os interesses próprios dele, não tá muito pensando em longo prazo, ele só quer que o boi continue lá, né? E o Carrapato não pode matar o boi, o boi tá vivo. Então, tá bem, né? Por isso que não é, eu não consigo ser otimista com as eleições. Eu não acredito que dá pra mudar, assim.
Você fala várias coisas aí, eu fico olhando e falo, é muito difícil implementar.
A gente tem que gerar as assimetrias que alterem as correlações de força. O que o Buqueri fez? Ele gerou uma assimetria dentro de uma democracia. Ao resolver a questão do crime, ele acumulou tanto poder que ficou assimétrico. E aí esse capital político acumulado, ele gastou nas coisas certas. Então ele gastou na desfavorização, ele gastou nas reformas nas cidades e agora tá gastando no sistema de saúde. Aí o eleitor, ele só vai ficar com o Buqueri. O Buqueri mantém a aprovação próxima da casa dos 90%.
Na época de rede social, isso é bizarro. Porque o Lula já teve 80, mas era outro Brasil. Ninguém sabia de nada. Eu acho o seguinte. Lógico que você estava colocando o grande desafio de todo mundo no Ocidente, porque o único lugar que se preocupa com democracia é o Ocidente, sejamos honestos. E as maiores experiências de crescimento e resolução de problemas no mundo não estão se dando por meios democráticos nas últimas décadas.
Porque simplesmente a democracia tem muitas falhas, especialmente a democracia em países em que as pessoas não acreditam mais nas mesmas coisas. A democracia na América, tem até um livro maravilhoso do Alexis de Tocqueville, que contava do modelo de vida americana, era um modelo em que todo mundo acreditava no mesmo sistema de valores. Então você tinha disputas políticas entre grupos políticos, mas...
Havia uma continuidade, um modelo, sabe, todo mundo ia na mesma igreja, todo mundo acreditava que, sei lá, como administrar uma empresa vai ser como se vai administrar um Estado, que vai ser como... Tudo estava mais ou menos na mesma linha. Dos anos 60 em diante, tudo isso vai moendo, e aí as democracias vão virando sistemas de autossabotagem. E aí todo o sistema, tudo aquilo que a gente chama de ocidente, democrático...
tá aí em Pandarecos. Então, o modelo republicano democrático do Ocidente tá quebrado, sim. E é proibido falar isso, porque ah, então você vai dar um golpe, todas aquelas discussões. Mas assim, a gente precisa falar. A democracia tá em crise.
E a culpa não é dos populistas de direita. A culpa, assim, para estudar isso, talvez a culpa seja do pacto que o mundo fez após a Segunda Guerra Mundial, que estabeleceu que você tem uma economia de mercado com democracia, é o modelo que você tem para enfrentar o comunismo. E aí quando cai o muro de Berlim, quando acabou a União Soviética, veio aquela ideia, a história acabou, e pronto, acabou tudo, e é isso. E aí veio a China, não, não, não.
a história não acabou, existem outros modelos Singapura, existem outros modelos e a gente tá crescendo bem mais que vocês e vocês estão envelhecendo ficando frágeis e perdendo vitalidade, e é um problema então, o que a gente propõe? eu acho que o que a gente chama de Ocidente tem que reformar a democracia
Porque tem uma coisa boa na democracia, a troca de poder. É muito legal se você tá em Singapura e cai no Lee Kuan Yew, mas se você cai no Fidel Castro... Não cai no Maduro. É, aí você tá alinhado. Então, são quantos Lee Kuan Yews pra outras porcarias, né? Então, como reformar isso? Como tem isso? Eu acho que a troca de poder é muito importante.
Agora, um sistema que acha que a democracia resolve problemas administrativos ou problemas sociais, especialmente em países como o Brasil, está demonstrado que ela não resolveu. E acho que a gente tem que ter um modelo que tenha os indicadores e os sistemas de incentivo, que, por exemplo, o modelo chinês tem, para que um político acenda, sem depender apenas do voto, da compra de voto ou de gravar vídeo em rede social, mas através de indicadores de desempenho objetivos, tal qual uma empresa.
Que aí sim, a entrega acontece, o resultado vem e aí ele tem a ascensão dele. A ascensão dos homens em qualquer sociedade, sistemas que permitem ascensão múltipla, eles são sistemas que apresentam boas competições e você tem, vamos dizer, os melhores chegam no topo. Hoje não são os melhores que chegam no topo. Hoje, como eu disse, a gente vive numa república muito mais amapada do que São Paulo.
Se a gente altera os sistemas de meritocracia no Brasil, pode ser que a gente proponha para o mundo uma reforma. Que foi isso um dos artigos que a gente publicou na Gringa. Tem muita gente na direita americana, na direita europeia, traduzindo o artigo nosso, traduzindo a nossa tese. Tem um artigo famoso que se chama Meritocracia no Brasil, falando disso, em que, na prática, eu até escrevi para a revista...
Paladion, que é uma revista lida, sim, pelo Peter Thiel, pelo Elon Musk, que é uma revista lida pelo topo do Vale do Silício, principalmente a galera de direita no Vale do Silício. E o que a gente está propondo é isso. Olha, talvez estabelecer um sistema meritocrático, ter um partido forte que consiga executar isso, sem abdicar a democracia, seja possível. E a gente alterar esses sistemas de indicadores, talvez seja o caminho para a gente salvar a democracia dos vícios dela.
Eu gosto de pensar sobre aquela ideia do Véu da Incerteza, do John Rawls, que é bem interessante. Ela mostra o quanto o mundo hoje é melhor do que no passado, porque se você tivesse que escolher uma época para nascer, sem saber qual seria o seu sexo, a cor da sua pele, qual época você escolheria?
Provavelmente seria melhor nascer agora. O Bruno gosta muito da história do Império Romano. Eu não queria nascer lá. Porque primeiro eu podia morrer com 6 anos de idade, com qualquer tipo de doença. Mas dependendo de onde eu nascesse, a chance era muito grande de ser um escravo. Independentemente de cor da pele. Eles eram bem democráticos nisso. Perdeu-se a escravo. Então seria muito bom nascer na época atual. E quando eu coloco as críticas da democracia...
Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend
Eu ainda escolheria um regime democrático pra nascer também. Porque é o que você disse, né? Não, tu vai nascer em um canto. E aí? Você pode escolher regime democrático ou é o poder ali com um único homem, né? Você vai estar embaixo dele. Aí você pode dar sorte pra uma Singapura, do Likwan, ou você pode cair num Maduro, num...
no Castro, lá em Cuba. Então, ainda escolheria a experiência democrática. Mas a democracia tem essas limitações. Demora muito para as coisas acontecerem. E não era para ser assim. Vou dar um exemplo. A Europa, logo após a Segunda Guerra Mundial, toda democrática, o lado...
do lado de cá, vai, da divisão ali, que houve entre a cortina de ferro da Rússia e os ocidentalizados, com democracias eles tiveram um baita crescimento econômico, o Japão no pós-guerra também teve. Você teve várias experiências que, quando o país está mais ou menos unificado no, desculpa o termo marçalístico, no mindset geral, o sistema de valores, ele vai. Hoje isso está completamente corrompido. Você vai pegar, por exemplo, o sistema de valores do petismo.
e colocar isso para um brasileiro comum. Ele vai olhar para mim e falar, cara, isso não tem nada a ver. Se eu vou botar um juiz trabalhista, juiz, não estou falando de um promotor do Ministério Público do Trabalho, um juiz trabalhista e um empresário, não há nenhum ponto em comum praticamente.
Não há como conviver numa sociedade que ela está tão dividida em termos ideológicos, em termos de valores. E ao mesmo tempo, as pessoas mais produtivas mandam menos. Então a democracia brasileira é uma democracia que está muito viciada. Por isso que a gente precisa do que eu estou chamando dessa, que é uma revolução de uma contra-elite. Tem que ter uma contra-elite que...
acende ao poder. E quando chama de revolução, não é a revolução armada, é simplesmente quem paga a banda escolhe a música. É quem tá produzindo, conseguir sentar e falar, não, não, você vai ter que me ouvir. Em todos os lugares. O maranhense trabalhador, ele tá comigo, ele não tá com o Lula. Isso eu já tô ouvindo. Foi um fenômeno meus eventos no Maranhão. Eu não imaginava que eu ia estar tão grande no Maranhão. Porque eu simplesmente falei lá pros Maranhenses, ó.
estão roubando vocês, e o dinheiro que está sendo roubado nem é de vocês, lá de São Paulo, lá de Santa Catarina, os caras, é verdade, não, está uma desgraça, alguém precisa falar isso aqui mesmo, nunca foi falado isso para os caras, eles nunca foram tratados dessa maneira, e aí eu comecei a reparar que mulher que trabalha, o cara que trabalha, o cara que é Uber, todo mundo, o trabalhador,
Não, eu tô contigo. A pessoa jovem que quer trabalhar, que não quer ter uma vida letárgica. Porque imagina assim, se você é um cara ou uma moça com um sonho. Aí o que é dado pra você? Você mora numa cidade do interior do Maranhão. Ah, você vai pegar uma bolsa e ver com a sua mãe. Fazer um bico aqui, um bico ali. E vai ficar arrastando chinelo pra lá e pra cá. Sentada numa cadeira de praia na frente da tua casa. Pro resto da vida.
Isso não é vida. Só que tá sendo oferecido pra juventude isso. Só que ao mesmo tempo, essa pessoa tem um celular.
Ela abre o celular, ela vê um mundo cheio de possibilidades. E ela fala, por que eu não tenho isso? Se ela sair de lá, com uma mão na frente e outra atrás, e se mudar pra São Paulo, pra Curitiba, pra Goiânia, ela vai morar numa favela, vai pegar um subemprego, e ainda, né, ela nem vai ser bem, porque hoje já tem problemas com migração, as pessoas estão ficando bravas com migração, destruição de modelos de vida, os catarinenses estão muito pistola, a galera do Pará vai pra lá, faz favela, fala, pô, nunca teve favela na minha cidade, então você começa a ter esses conflitos. Pô, como é que eu faço pra essa pessoa, ela... ... ... ... ... ...
começar a realizar o básico dela sem precisar migrar e se favelizar, viver mal em outro lugar, longe dos parentes, longe da comida que ela come. Essa é uma equação, isso tem que ser resolvido. Agora falando de coisas mais imediatas, a gente falou bastante futuro do Brasil, eleições, cara.
Se a gente pega a pesquisa, geralmente esse é o terceiro nome. Tem lá Lula, depende da pesquisa, às vezes o Flávio pode estar na frente, geralmente vem o seu nome e o Zema chegou a passar durante um curto período de tempo, mas tá lá você e o Zema próximos como os dois nomes da direita logo após o Flávio. E pelo que eu vi da sua base, você pode me corrigir se eu estiver errado, mas é uma base mais masculina de homens jovens. Então qual o seu plano pra conquistar esse eleitor mais velho e também o voto feminino, cara?
inclusive eu fico pensando, mulheres são vítimas, são as maiores vítimas de crimes violentos aqui no Brasil, mas geralmente elas votam em políticos que são lenientes com o combate ao crime. Como é que você vai dar transparência pra isso, pro público feminino, por exemplo? Isso não só aqui, mas em todo o Ocidente. A mulher jovem, mulher jovem, a mulher jovem vota muito mal.
Muito mal. As pessoas que elegeram começar o trend do Zoran Mandami lá em Nova York, mulheres jovens. As mulheres jovens na Europa defendem as políticas de fronteira aberta que permitem a chegada dos homens que estão tornando as cidades delas inseguras pra elas andarem na rua. Você vai explicar, eu já tentei. Tenho amigas, tenho amigos que...
Por que vocês estão votando nisso? Não, mas tem que entender que... Não, porque seu discurso é preconceito. Isso não tem preconceituoso. Você não tem que... Não existe preconceito em você ser, vamos dizer, contra a ideia de que um cara que mora na Síria ou que mora no Afeganistão com comportamentos tribais com relação à mulher tenha o direito de mudar pro seu país e você ainda pagar por isso. Isso é um absurdo.
Ah, não, eu não quero discutir isso. Aí elas não querem discutir. Porque são tabus, porque em grande medida, é real. Pra mulher jovem, da status social, ela tem posições políticas à esquerda. É uma questão de status. Se uma menina tem uma posição política mais à direita, ela é vista, por exemplo, na faculdade como burra. Ela é vista como brega. Ela é vista como cafona, como tosca. Não existe uma coisa aspiracional ligada a isso. Uma mulher urbana, jovem...
Ela tem que... Sem coração, na verdade. Também. Também sem coração. Mas é assim, as mulheres, elas têm uma habilidade muito maior que a dos homens de entender hierarquias e status social. As mulheres são... Elas olham e sabem detectar num espaço, num restaurante, quem tá em calmeza, quem manda ali. A mulher tem isso inato.
E ela entende que você tem um status social maior com determinadas posições políticas. Você vai ver os bairros em que as pessoas são mais trendy, são mais estilosas, são bairros em que as posições políticas são mais à esquerda. O Leblon. O Leblon você vai pegar no Rio de Janeiro, você vai pegar, sei lá, o Botafogo no Rio de Janeiro, você vai pegar Pinheiros aqui em São Paulo. E por mais que em outros bairros as pessoas tenham até dinheiro, vou dar um exemplo, Alphaville. A pessoa de Alphaville é considerada por um cara de Pinheiros brega.
Ah, uma sal, uma alfaviria. Mesmo que a pessoa tenha mais dinheiro. Porque é diferente. Então as mulheres entendem isso de uma maneira muito diferente. Muito, muito diferente. E certos modismos que a esquerda colocou como aspiracionais, eles se estabelecem. Aí você vai ter toda a cultura pop que se alimenta disso, a universidade. E isso gera um problema muito grave.
Eu, do ponto de vista político, boa parte do eleitor feminino jovem, eu já dou como perdido. Não adianta eu fazer nada. Nenhuma das lideranças de direita no mundo estão conseguindo recuperar isso no curtíssimo prazo. Só que conforme eu olho o meu próprio público e eu comecei a avançar no público feminino, graças a Deus, as propostas são agentes, porque são as melhores propostas para as mulheres. Dito isso, é 35 mais. Especialmente com mulheres que vão casando, mulheres que vão tendo filhos, que aí as prioridades se alteram.
As prioridades se alteram, elas começam a ver o nosso discurso sobre segurança, sobre imposto, sobre affordability, capacidade de pagar conta, como importantes. E aí isso muda. Então, eu acho que a mulher muito jovem, politizada à esquerda, eu nem vou perder meu tempo. Nem adianta eu perder meu tempo. Eu vou dar como perder, assim como, por exemplo, uma mulher velha, do interior da Bahia, que vive de Bolsa Família. Essa mulher, não há maneira de tirar do Lula.
Eu vou focar no filho dela, talvez na filha dela casada, filha dela produtiva, agora aquela mulher não adianta. Então tem certos elementos que assim, certos, vamos dizer, tipos humanos, certas categorias que não adianta eu discutir. Certos tiozões do zap ultra bolsonaristas que estavam lá do atúnio do detergente, cara...
Não adianta, eu consigo obter a maioria para ir para o segundo turno, e depois para ganhar o segundo turno, do ponto de vista estatístico, conversando com outros setores do Brasil. E tem gente abundante para conversar. Agora alguns, não adianta. Então, na pesquisa Atlas, eu estou começando a avançar. Eu era muito forte do 16 a 24, e eu estou começando a espraiar do 25 a 35. E do 25 a 35, é literalmente assim, é do mais jovem para o mais velho.
E a boa notícia disso é que boa parte dos fenômenos de vanguarda na direita do mundo, eles começam com homem jovem.
Porque o homem, igual, por exemplo, você vai lançar uma determinada marca, um produto, você precisa da mulher jovem pra gerar o trend, pra gerar o hype, né, em cima de um produto. Em tendência às políticas novas, em memes, é muito o homem jovem. O homem jovem é muito, ele estabelece a tendência àquilo. Em geral, também a adoção de novas tecnologias, o homem jovem entra muito firme.
E ele acaba convencendo as outras pessoas. O que tá acontecendo? Por que minha base é chata? A galera tá lá, é Renan, não sei o quê. Porque ela tá tipo, pô, vambora, é nossa vez, nossa geração, vambora. Entendeu? É uma energia que acaba contagiando. Porque às vezes ele vai chegar pro pai meio despolitizado. Pô, pai, é Renan. Tá bom, meu filho falou, Renan.
Isso vai acontecer. E isso não é captado nas pesquisas. Por quê? Porque esse pai desse jovem altamente energizado, se alguma pesquisa captar ele, ah, não sei, eu sou anti-Lula, eu vou votar no Flávio. É Bolsonaro. Só que ele não vai votar Bolsonaro na reta final. Onde a gente viu isso acontecer? A votação do Arthur, que aparecia com 2% nas pesquisas pra prefeito de São Paulo, que tinha esse mesmo eleitorado jovem, veio o dia da votação, ele pum, que entuplicou e subiu pra 10.
Por quê? Porque esses jovens viraram no dia da votação, que é... Você vai gostar disso aqui, é bem interessante. Tem uma curva exponencial de atenção com política. Assim, aqui é pior. E boa parte das decisões de voto são tomadas, assim, nas últimas 48 horas. E se você tem uma base muito quente, essas pessoas vão convencer as que estão menos politizadas. Então... A...
Essas pessoas jovens, se eu vou esquentando e vou aumentando, elas vão se espraiar nos demais. O que que eu preciso? Se o Arturo virou de 2 pra 10, se eu vou até as vésperas da eleição, passo de 10, vou pra 11, 12, eu tô muito no jogo. Tô muito, muito no jogo pra disputar. Porque eu tenho a base mais ativa, a base mais quente.
Você citou isso no detergente algumas vezes e eu não consigo deixar de pensar no paralelo com os americanos. Porque o Donald Trump, há um tempo atrás, ele veio com a ideia de que Tilenol pode ser responsável pelo aumento do número de pessoas com autismo nos Estados Unidos. Aí eles começaram a tomar Tilenol como se não houvesse o amanhã. E aí eu até falei, pô, interessante, né? Ele vai parar de tomar lá, a gente vai conseguir ver se vai diminuir nos próximos anos. É meio que um estudo científico feito em campo aberto.
Mas não tinha prova quanto a isso. Aí teve um pessoal de esquerda, o Trump falou, começaram a tomar muito Tilenol. Uma mulher grávida tomou, o bebê morreu. Porque ela tá grávida, entendeu? Ela se entupiu de Tilenol, teve essa consequência. Se fosse pouco, talvez não passasse nada, entendeu? Mas ela tomou muito, só pra provar que o Trump tava errado. E no final ela acabou perdendo o bebê. Aqui no Brasil, felizmente, tomar detergente não vai matar ninguém.
Mas é um negócio que eu olho também e falo, cara, pra que que estão fazendo isso, entendeu? Assim, é um negócio que me envergonha, né? Como alguém que quer um político de direita eleito, porque eu não quero Lula ou alguém de esquerda. Eu olho pra ele e falo, caralho, como é que pode? Mas isso é abuso, né? Isso é abuso intelectual. Porque no fim do dia termina sendo um abuso intelectual. As pessoas acabam promovendo... Por exemplo, vai o véio da van.
O Edavan vai, ah, isso aí, aqui, ó, detergente IP. Ele pega um senhor de idade que não sabe usar direito isso aqui, mas fica lá caindo no besteiro dos caras, é isso aí, é IP mesmo, vambora. E o cara acha que a identidade dele é formada através do uso de um detergente, cara. Tipo assim, eu defino minha identidade por um certo conjunto de valores, dentre eles uma marca de detergente. Isso tá muito doente, velho. Isso é abuso.
Eu vi o meme que era muito bom, era assim, qual sua posição política? De um lado tinha uma Havaiana, do outro dia. É, e assim, a esquerda quando teve o da Havaiana, você também, nossa, eu sou o Brasil das Havaianas, tropical. Difícil, cara. Agora falando de um ponto que ele costuma ativar mais as pessoas jovens, que é uma tecnologia, né? Então geralmente o público jovem adota mais cedo. Eu queria ouvir a tua opinião, cara, sobre Bitcoin.
O que você acha sobre ele? Você acha que há espaço no Brasil, por exemplo, para fazer alguma coisa tipo El Salvador? Porque lá em El Salvador o Bukele não apenas começou a comprar Bitcoin, o poder executivo comprando e outros países do Banco Central já comprou, como por exemplo a República Tcheca, mas ele também transformou em moeda oficial do país.
O que é interessante porque hoje aqui no Brasil nossa moeda oficial é o real. O real quando ele se valoriza contra o dólar, ninguém paga imposto por conta disso. Agora quando o Bitcoin se valoriza contra o real ou contra o dólar, se eu for vender eu pago imposto. Qual seria a tua ideia para o Bitcoin? Você acha que é uma pauta que tem que estar presente nas eleições ou não? E até pensando do ponto de vista de captura de votos, porque nos Estados Unidos eu vi uma pesquisa da Paradigma mostrando que entre eleitores que não tinham criptomoedas, os no coiners, não tinha muita diferença do Trump para Kamala Harris.
Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend Attend
Agora, quando você é para o pessoal que tinha criptomoedas, o Trump abriu coisa de, se não me engano, foram 14 pontos de vantagem. Então, pode ser que lá a eleição tenha sido, não digo decidida, mas ficado mais favorável para o Trump por conta da postura dele em relação ao Bitcoin. Eu acho que sim. E a gente está falando no livro amarelo em ter reserva de Bitcoin.
não de criptos em geral, mas Bitcoin especificamente, ter a reserva e ser muito aberto a investidores de cripto para que eles possam vir aqui. Porque em geral a pessoa que está no universo cripto, ela também está correlacionada ao universo tech. Então quando você permite que um cara de cripto possa transacionar, sacar o valor dele com uma alíquota de imposto bem baixa, você permite que ele se estabeleça aqui e que em geral ele faça negócios aqui.
Você acaba sendo um porto pra isso. Então, uma das coisas que a gente fala sobre a ideia do Rio de Janeiro. O que é a ideia perfeita de Rio de Janeiro? A gente não tem que ser uma espécie de uma Dubai. E ser uma espécie de uma Dubai é um lugar que resolve favela e tal. E é um lugar que recebe por causa da exuberância, da beleza, do tipo de vida. Se você resolve o plano de segurança e infra, o Rio é sensacional. O metro quadrado no Rio só não é muito mais caro porque tem crime organizado em guerra.
Se você pensa, pô, competição costuma ser boa, né, pras pessoas. Competição em coisa boa é boa, em coisa ruim não. Exato. São Paulo é mais seguro que o PCC domina tudo. No Rio você tem uma facção querendo tomar o território da outra. Exato. E você começar a atrair capital de um ano de altíssima qualidade pra viver num lugar. Por exemplo, tech-friendly como o Rio. A gente tem que ser um país tech-friendly e bitcoin-friendly. Ponto.
Porque isso é uma das maneiras, eu tava te falando assim, dos atalhos que a gente pode pegar pra gente tirar essa distância gigantesca.
Isso é um dos atalhos. Ainda tem muito país muito receoso de ter marcos regulatórios, vamos dizer, amigáveis com o Bitcoin. Vamos cruzar essa linha rápido? Sabe, Portugal deu uma acelerada nisso. Vamos cruzar essa linha rápido porque não só é interessante que as pessoas, e eu estou falando aqui dos jovens geração millennial e geração Z, eles estão pensando no Bitcoin como uma reserva para o futuro, para a vida deles. Isso está acontecendo no mundo todo. Há um entendimento ideológico já.
E eles também estão, então, em geral, uma pessoa que toma uma decisão dessa, ela tem uma perspectiva sobre dinheiro e reserva diferente e sobre tecnologia diferente. Então, a chance de uma pessoa dessas querer falar sobre blockchain e depois sobre uso de blockchain, não só no poder público, mas, vamos dizer, em empresas, é enorme. Então, vamos dizer, a curva, a curva, não, a cauda disso aí, desse investidor do Bitcoin, pra eu chegar num cara que vai abrir uma startup é uma cauda...
Bacana, favorável, substância geosa. Logo, é uma boa maneira também de atrair capital humano de qualidade pra cá. Que é uma das coisas que a gente vai precisar fazer, até respondendo uma pergunta anterior que você fez, misturando esses dois temas. Como num país que tá nascendo pouca gente, a gente resolver esse problema não só previdenciário. Traindo gente de altíssima produtividade pra cá. E o Brasil é um país que só não tá atraindo capital humano de altíssima qualidade, porque os marcos oradores são horríveis e é inseguro viver aqui. Porque o bem viver no Brasil...
ele é uma possibilidade, ele é um sonho pro gringo. E desde que o Brasil surgiu, cara, vou pro passado, desculpa, mas é legal essa digressão. Tem um livro do Sérgio Bargeolando que chama Visão do Paraíso. Desde o início do processo de colonização do Brasil, havia o sonho daquele lugar com riquezas mil, com cidades místicas, com mulheres, com joias, prédios preciosos. E isso motivou muitos aventureiros a virem pra cá.
Esse sonho, essa visão idílica do Brasil, já teve exploradores, pesquisadores gringos que passaram no século 18, 19, sabe? A ideia do Brasil como um paraíso na terra, ela ainda existe no mundo. Só que hoje ela não é vista assim, já é um lugar meio que der errado e é violento. Mesmo assim, o turismo no Rio de Janeiro nos últimos dois anos aumentou.
Porque mesmo com todos esses problemas, vir pra cá e a comida no Brasil, o clima no Brasil, as relações sociais no Brasil, elas são mais leves do que em outros lugares. E isso permite, por ser um país dentro de um sistema de valores ocidental, um lugar passível de ser bem vivido. Melhor do que, ah, você perde viver em Hamburgo ou prefere viver no Rio? Cara, Hamburgo dá tudo certo, mas é ruim. O Rio dá tudo errado, mas é bom.
então o Brasil é isso é tá tudo errado mas é bom então vamos tirar a parte do tudo errado e vamos criar os estímulos acho que a parte do cripto Marco regulatório muito legal para cripto e o próprio governo tem a reserva fracionária isso é bom porque começa além de aproveitar vamos dizer dos ciclos que o quebra de cinco que o Bitcoin pode trazer você trazer o capital humano
Acho que isso é política de um país que vai se abrir para receber gente inteligente. Mas a tua ideia com o Bitcoin, então, seria ter um imposto de renda mais baixo? Sim, e atrair gente para vir para cá, base nisso. E ter a reserva fracionária.
Tá, interessante. E não pensa em tornar a moeda oficial? Pra não ter imposto nenhum? Isso é um bom... Eu não sei o meu voto, tá, Renan? Isso é bem claro aqui. O pessoal já falou que... Eu não teria como te responder, assim. Eu não cheguei a discutir isso com o time. Então, não teria como te dar uma resposta. Intuitivamente, eu não veria nenhum problema nisso, entendeu? Intuitivamente, então...
É só eu discutir com o time porque eu não teria como te dar um respaldo de bate pronto agora. Mas eu gostei da sua resposta quanto ao Bitcoin nessa questão de atrair pessoas que são mais tech, vamos colocar dessa maneira. Porque se você pega a demografia nos Estados Unidos, eles têm mais filhos por casal do que o Brasil.
Mas mesmo assim, o que puxa a taxa de natalidade dele para cima geralmente são os imigrantes. E a pessoa tem aquela ideia de que o imigrante americano é um mexicano que atravessa a fronteira para trabalhar no McDonald's. Lógico que isso tem também, mas se você olha, por exemplo, o Jeff Bezos criou a Amazon.
O sobrenome dele é do padrasto dele cubano, que foi para os Estados Unidos e passou a educação empreendedora para ele. Se você pega o Elon Musk, que é o homem mais rico do mundo hoje, abrindo muita vantagem sobre o segundo colocado. O cara é da África do Sul, mas ele não criou o Paypal, ele não criou a Tesla, ou comprou e depois expandiu a Tesla, nesse caso. A XAI e agora também a SpaceX e a Neuralink, enfim, esse tanto de empresa que ele criou não foi na África do Sul.
nos Estados Unidos, o cara é sul-africano. Se você pega o Sergei Brin, fundador do Google, cara, sobrenome dele, né? Sergei Brin, até o nome, né? É russo. Ele não criou o Google na Rússia. Se você pega o CEO da NVIDIA,
Então, ele veio de Taiwan, pô. Ele é chinês, mas estava em Taiwan, a família dele migrou para Tailândia e depois foi para os Estados Unidos. Então, você vê que as grandes empresas americanas, quase todas, elas foram iniciadas por imigrantes ou filhos de imigrantes. Por que esse pessoal não criou aqui no Brasil? Porque aqui você tem uma parte institucional muito pior do que lá, e dentro de instituições você tem muita coisa. Você tem a segurança, a certeza de propriedade privada, vai fazer um negócio, não vão mudar a regra, o imposto vai ser muito maior, vão tomar de você.
Você tem a questão da moeda forte. Então, realmente, o Brasil, apesar de uma geografia muito favorável, a gente perde muito nessa parte da instituição. Então, melhorando isso, com certeza a gente conseguiria atrair muita gente qualificada para cá. Com certeza. E eu acho que um modelo novo, aquilo que nós vamos ser em 30 anos, um modelo de um país que é poderoso...
economicamente e criador de marcas e ao mesmo tempo um lugar bom para se viver, é um tipo de visão quase paradisíaca para um russo. Para um russo vir para cá, está vindo muita russa agora, para cá e para a Argentina. Isso é uma revolução. Então, como a gente permitir que isso aconteça? Porque nós temos esse outro elemento que é único nosso. O Brasil é a melhor experiência possível do tal do sul global. E mais, o Brasil é o único lugar de transição entre o tal do ocidente, branco,
e o tal do Sul, global, mais moreno. A gente é a transição, a gente é o mundo possível dessa fusão, e isso entrega tantas possibilidades, tantas possibilidades, porque você vai pegar uma pessoa, um criador tímido na Alemanha, aqui ele pode ser verdadeiramente feliz, e a gente só não tá deixando ele ser feliz, só não tá deixando ele vir trazer o dinheiro pra cá, trazer a cabeça dele pra isso, e eu acho que essa injeção...
de capital humano, gera a tal da vitalidade, né? Gera criação, gera dinheiro, gera possibilidades. A gente tá só lutando contra isso. Na verdade, quem tá ficando rico é o vorcaro. O que já é um sintoma do problema. Bom, eu tenho uma última pergunta pra fazer pra você, Renan, até porque tá chegando o limite de horário, não vou te prender aqui por mais tempo, mas imaginando que você foi eleito.
E aí geralmente os políticos usam o primeiro ano de governo para fazer aquilo que é mais impopular, porém mais necessário para que o boi não morra e o carrapato fique sem alimento. Então imaginando que você tem agora os quatro anos, mas tem nesse primeiro ano meio que uma carta branca, porque você tem muita popularidade e não vão querer ir contra o que você quer fazer. Então o que a gente esperaria de um primeiro ano de governo do Renan Santos?
O que você começaria a arrumar no Brasil pensando que você seja capital político?
cara, tem 365 dias pra gastar esse negócio no que pode ajudar muita gente em longo prazo? Primeira coisa, ainda em 2026, ou seja, na transição, como muitos presidentes usam a transição pra fazer especialmente as reformas econômicas, eu passei uma PEC da transição, já com a PEC que foi pro outro lado pelo Kim Kataguiri, de reforma fiscal, uma reforma fiscal...
muito, muito pesada pra gente resolver a curva, a relação dívida PIB, e a gente ter uma perspectiva de queda dos juros pra facilitar investimento. Isso tem que se passar na transição. A PEC já tá protocolada, já tem umas 70, 80 assinaturas coletadas, o presidente tem que entrar e falar, vamos passar isso agora. E a gente tem que fazer tudo pra passar. Porque isso vai deixar a gente com um conforto do ponto de vista fiscal, e até de entrada de dólares, pra gente poder entrar aí quando toma posse, na segunda parte, que é mexer nas leis penais, mexer nas leis de execução penal, colocar certos lugares em...
um estado de defesa e começar a destruir o crime organizado e você gastar os quatro, cinco, seis primeiros meses do ano destruindo o crime organizado e baixando muito a percepção do eleitor e do brasileiro de segurança. A pessoa fala cara eu consigo andar no meio da rua com o celular. Se eu conseguir fazer nos seis primeiros meses a pessoa entender que ela vai andar na rua com o celular e a capacidade pagadora dela.
até por conta de uma queda de juros, que surpreenderia a gente a velocidade da queda de juros, se você cair do 14 para 11, do 11 para 10, e como isso teria um impacto econômico, sem deixar virar inflação, claro. Eu acho que você chega num ponto ótimo nos seis primeiros meses, que vira um capital político através da aprovação colossal.
E aí é onde eu gastaria todo o meu capital político. Comentei com você ao longo do podcast, nessa reforma administrativa do Estado brasileiro, que eu chamo de lei de responsabilidade gerencial, que aí a gente altera o Brasil pro futuro, longo prazo. Aí estamos falando de eu ter deixado um legado que se eu perder a eleição, se eu só fazer besteira, se eu mandar o galera tomar detergente, se eu ficar taxando blusinha o resto do mandato inteiro, o legado vai ser tão bom, tão bom, tão bom, que provavelmente eu seria o maior presidente da história do Brasil.
fazendo essas três coisas. Então essas três coisas precisam ser feitas. Lógico que tem reformas microeconômicas de competitividade para fazer, que eu não coloco como as grandes reformas, mas essas três coisas, uma super reforma fiscal focada na despesa, uma retomada do território brasileiro que está na mão do crime e a geração de segurança em todos os lugares, ou seja, seu celular está livre. E três, a lei de responsabilidade gerencial, eu tranquilamente teria sido o maior presidente da história do Brasil.
Só com essas três coisas. Então eu preciso fazer isso no primeiro ano. Perfeito.
Muito bom. Da minha parte era isso. Sim. Renan, cara, foi um prazer recebê-lo aqui. E pra quem tá acompanhando, acho muito difícil que o pessoal não te conheça, né? Tendo em vista, principalmente agora, a Corrida Eleitoral. Os nomes já estão lá nas pesquisas sempre. Mas pra quem quer conhecer mais...
Sobre você, o Partido Missão, quais são os links, redes, você falou do Livro Amarelo, onde é que o pessoal encontra isso, fica à vontade para falar. Livro Amarelo é o livro de propostas, livroamarelo.com, hoje você compra os estudos do Livro Amarelo, mas a gente vai lançar o livro já já para a campanha, vai ser o pacote com as propostas todas muito bem explicadas. Se a pessoa assina o Valete Plus, que é basicamente o nosso aplicativo, que é uma rede social interna para discussão de ideias, ali você vai encontrar a galera sensacional para você produzir conteúdo.
E me conhecer especificamente, Renan Santos MBL em todas as redes sociais. Renan Santos MBL no Instagram, no TikTok, no X, no YouTube. No YouTube, conteúdos mais aprofundados. No Instagram, um monte de conteúdo diariamente. E no X, as besteiras que eu mesmo escrevo. Não tenho assessoria, eu mesmo que posto lá.
Muito obrigado, Renan, por ter vindo aqui. Muita gente, inclusive nos episódios anteriores, eu falei que eu não te conhecia, e aí fui crucificada. E eu acho que é interessante as pessoas entenderem que existe um mundo para além do chat, né? Sim.
então eu acho que é esse mundo que você precisa inclusive conquistar e chegar na queda aqui ouvindo lendo os comentários e eu acho que é muito pertinente que a gente tem uma alternativa e que essa alternativa chegue nas pessoas então pessoal aí acompanhar para poder conhecer muito por estar aqui e vocês estarem aqui com a gente a gente tem sempre
Toda quinta-feira um episódio novo no podcast para agregar de alguma forma a vida de vocês. E também vocês podem me encontrar no arroba maluperine no Instagram. É, se o brasileiro fosse intolerante com corrupção, cara...
Não tinha como os dois primeiros estarem sendo os dois primeiros, né? Exatamente. Ou você tem o Banco Master, você tem o Scandal da INSS, você tem todo um legado também de coisas feitas lá atrás, né? Então, o pessoal muitas vezes justifica isso falando, pô, mas eu vou votar porque, sei lá, o Renan e o Zema não vão pro segundo turno, por exemplo. Só que, cara, o primeiro turno é pra isso, né? Você vota no melhor e aí no segundo turno você escolhe o menos pior.
Segundo turno geralmente você tem que escolher aqui no Brasil, infelizmente é assim, né? Câncer de fígado ou pâncreas, né?
Pô, quando você mata fígado, você pode remover uma parte, então vou no de fígado. Mas no primeiro turno não, tem sempre muita alternativa. Mas infelizmente alternativas boas não costumam ir pra frente, né? Vamos ver se a gente muda isso. E vale a gente dizer, né, que agora teve o escândalo aí do áudio do Flávio ontem, e o pessoal, tem uma galera que é bolsonarista ferrenha, e as pessoas tentando de alguma forma defender.
desculpa, mas se você tá tentando defender isso, você é como as pessoas que votam no Lula, você é a mesma coisa, você tá tentando defender uma corrupção. Não, a justificativa é, mas ele também fez filme do Lula e do Temer, porra. Ah, o cara roubou, ele é uma outra roubou também. É, pelo amor de Deus, né, pessoal?
É isso. E Renan, só uma informação pra você saber, cara, você bateu o recorde de audiência do podcast aqui. 22 mil K. Maravilhoso. Parabéns. Bom, pessoal, pra quem tá assistindo, vocês me encontram na rede social Bruna Nelani Perini, Instagram, YouTube Você Mais Rico e sempre aqui nos sócios. Você falou isso? Já falei. Muito obrigada pela presença. Então é isso, gente. O nosso convidado, obrigado pela presença. Espero que volte mais vezes.
Pra quem assistiu, muito obrigado pela audiência. Um grande abraço e até a próxima. Beijos.
Coinbase
Exchange de criptomoedas