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A CIÊNCIA POR TRÁS DA PELE JOVEM (com Gustavo Borchardt) | Os Sócios 296

07 de maio de 20262h
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O que você tem feito para cuidar da sua pele? 🤔

Em uma era de sol em excesso, noites mal dormidas, estresse constante, alimentação desregulada e promessas milagrosas nas redes sociais, o cuidado com a pele ainda costuma ser tratado como vaidade.

O que nem todos percebem é que a pele pode revelar muito mais do que sinais de envelhecimento: ela também reflete hábitos, alterações hormonais, inflamações, doenças silenciosas e riscos que não deveriam ser ignorados.

Quem vive buscando soluções rápidas para acne, manchas, queda de cabelo, melasma, envelhecimento ou procedimentos estéticos pode acabar tratando apenas a consequência, sem entender a causa.

Em um país como o Brasil, onde a exposição solar faz parte da rotina praticamente o ano inteiro, falar de dermatologia também é falar de prevenção, diagnóstico precoce, câncer de pele, autoestima e qualidade de vida.

Entre protetores solares, skincare, lasers, botox, preenchimentos, remédios, suplementos e conselhos de influenciadores, fica cada vez mais difícil separar o que realmente funciona do que é apenas marketing. Afinal, qual é o básico que todo mundo deveria fazer?

Quais sinais na pele merecem atenção? Quando é hora de procurar um dermatologista? E como cuidar da aparência sem transformar estética em obsessão?

Para responder essas e outras perguntas, convidamos Gustavo Borchardt para o episódio 296 do podcast Os Sócios.

Ele será transmitido nesta quinta-feira (07/05), às 12h, no canal Os Sócios Podcast.

Hosts: Bruno Perini @bruno_perini e Malu Perini @maluperiniConvidado: Gustavo Borchardt @dr.gustavoborchardt

Participantes neste episódio3
B

Bruno Perini

Hostjornalista
M

Malu Perini

Hostjornalista
G

Gustavo Borchardt

ConvidadoDermatologista
Assuntos5
  • Dermatologia e Cuidados PeleA pele como órgão de proteção e saúde · História dos cuidados com a pele e padrões de beleza · Impacto da radiação solar na pele e prevenção · Xeroderma pigmentoso e a importância da proteção solar · Vitamina D e exposição solar segura · Disrupção endócrina e protetores solares · Rotinas de skincare e ingredientes eficazes · Retinoides e seus benefícios para a pele · Ácido hialurônico e vaselina em cuidados com a pele · Procedimentos estéticos: Botox, preenchimentos e bioestimuladores · Impacto do estresse e estilo de vida no envelhecimento da pele
  • Prevenção e tratamento do câncer de pelePrevenção e diagnóstico precoce do câncer de pele · Risco de câncer de pele em diferentes tipos de pele · Tratamento de câncer de pele e metástases · Subnotificação de casos de câncer de pele
  • Canetas emagrecedorasEfeitos colaterais da perda de peso abrupta · Perda de gordura facial e envelhecimento · Importância da nutrição e exercício físico na perda de peso
  • Os Cabelos de ÉdithEstilo de vida saudável e circulação sanguínea no couro cabeludo · Alopecia androgenética e seus tratamentos · Minoxidil e seus efeitos no crescimento capilar · Transplante capilar e suas limitações
  • Medicina regenerativaExossomos e peptídeos em cuidados com a pele · Desafios e riscos de novas tecnologias em estética · Potencial de ativação de genes de renovação celular
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E aí, pessoal, vamos começar mais um episódio do podcast dos sócios. Quem fala aqui é Bruno Perini, host do podcast. Estou, como sempre, com o Malu Perini, minha esposa host, o belo host dos sócios.

Olá pessoal, sejam bem-vindos a mais um episódio dos Sócios. E sobre o que falaremos hoje, Boludinha? Hoje vamos falar sobre a ciência por trás da pele jovem, o que está no nosso título, mas alguém já corrigiu a gente. Com aparência jovem, de fato, faz sentido. Faz sentido mesmo. Com aparência jovem, porque a gente quer ficar com aparência jovem, com uma pele já velha, a pele tem 40 anos, com uma aparência de 20. A gente já velho, né? É.

É, se você pega em termos... É porque ela não refaz. A gente pode perguntar isso. Podemos perguntar. Em termos demográficos, a faixa etária que mais vai crescer no Brasil nos próximos anos é de pessoas acima de 60 anos. Inclusive, hoje já tem mais gente com 40 do que com 4. Daqui a pouco vai ter mais gente com 60 do que com 6. Então, o Brasil está caminhando para se tornar um país cada vez mais velho. E para falar sobre isso, sobre pele, sobre cabelo, recebemos aqui no podcast pela primeira vez, Gustavo Borchardi.

Ele é médico dermatologista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com residência em dermatologia pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre, fez félio em cirurgia de câncer de pele e face pelo Instituto Azulay, no Rio de Janeiro, e hoje divide seu tempo entre a prática clínica e a divulgação científica. É criador do canal Sem Filtro Borchard, onde traz a ciência e a história dos cuidados com a pele e cabelos para o grande público. Gustavo, bem-vindo ao Podcast Sócios.

Agradeço, Bruno. Muito obrigado pelo convite. Eu gosto muito desse tema, tanto que até deixei aí nessa questão de que eu gosto tanto de cuidados de pele, como eu gosto da história de cuidados de pele e como isso tem uma relação pessoal com as pessoas. Porque, no fim, quando a gente tá falando de uma pele aparentemente jovem, o que a gente quer, no final, não é necessariamente a pele aparentemente jovem, mas é o resultado do que as outras pessoas vão ver, que, no fim das contas, isso afeta o nosso papel social, né?

Tem uma questão de autoestima envolvida nisso. Então, agora, nesse processo que a gente tá passando do...

envelhecimento da população, a gente vai ver uma população que quer continuar tendo autoestima, quer continuar se sentindo bonito, não quer ser visto como uma coisa que está envelhecendo ou que está sendo deixado para trás, então por isso que eu falo tanto de cuidados como dessa parte mais histórica também.

É quando eu tinha 3 anos, eu queimei uma boa parte do corpo, sabia? Tem uma cicatriz aqui na mão, tem uma na barriga, posso te mostrar depois. Aqui não, porque isso não é OnlyFans, né? Não caberia. Mas eu tive a sorte, eu queimei até a região de couro cabeludo, mas de não queimar essa região aqui. Eu fico pensando, cara, se tivesse queimado o rosto, será que eu estarei na internet?

do jeito que as pessoas são maldosas. Eu vi um vídeo outro dia de uma médica falando sobre um problema que afeta as pessoas. E ela tinha um pouco menos de cabelo, assim. E você olha os comentários, caraca, cara, é um negócio muito ridículo. É tipo uma pessoa que não tem um olho fazendo um vídeo, o pessoal falando, meu Deus, você não tem um olho, olha só.

As pessoas são muito massa. Então, realmente, a aparência, né? Importa muito, né? Só pra explicar, o Bruno literalmente pegou fogo. Porque o pai dele tava fazendo churrasco, tinha uma garrafa de álcool. Ele usou álcool pra acender a churrasqueira. Ele tinha dois anos, ele pegou, ele tava só de fralda, e aí ele jogou o álcool.

E aí pegou fogo inteiro. E essas marcas que ficaram, na verdade, foi só do plástico da fralda, que grudou na mão da garrafa. A garrafa grudou um pouco na mão e aqui grudou um pouco da fralda. Quando o pessoal me olha sem camisa, parece uma marca de apendicite. Geralmente o pessoal fala, pô, foi apendicite? Mas não, foi uma queimadura. Só que eu tenho recordações vívidas da minha infância. Por exemplo, eu lembro do cheiro da pele queimada.

Eu lembro de estar tomando banho no chuveiro, olhar, assim, quando tava já no tratamento, olhava pra baixo, era só sangue e um pouco de um líquido, sabe? Meio, meio, não era amarelado forte, mas meio branco. A minha mãe teve que proibir visitas de colegas meus da escola, porque no começo o pessoal foi me visitar e ela viu as mães falando pros filhos assim, é isso que acontece quando você brinca com fogo. Eu não podia deitar num lençol normal, tinha que ser um lençol plástico especial.

Inclusive eu usei umas malhas durante anos para evitar que a pele cicatrizasse de uma maneira que não era boa, que eram importadas de Israel. Até uma história curiosa, meu pai me contou. Porque o plano de saúde do exército, ele não dava direito a essas malhas importadas. Aí um general emprestou dinheiro para o meu pai e falou, você me paga depois. Só que era uma época antes do plano real. Então emprestou dinheiro e praticamente deu, porque tinha muita inflação.

E aí, por conta disso, eu tive uma cicatrização melhor, mas foi realmente complexo. Mas eu não quero pesar o clima. Vamos falar aqui do que interessa. Na sua visão, Gustavo, de acordo com o que a ciência diz hoje, o que determina uma pele saudável?

É, se a gente for pensar na nossa pele, ela é essencialmente um órgão de proteção. Ela é o que nos permite sobreviver. Tanto que tem até algumas estimativas que mostram que se a gente não tiver alguns órgãos do corpo, e a pele é um órgão porque ela até produz hormônios, a pele é aquilo que a gente mais rapidamente morreria. A gente morreria em segundos se nós não tivéssemos a pele.

porque ela faz muito mais coisa do que a gente pensa. Ela não apenas protege de bactérias, fungos e todo o restante, mas ela mantém a temperatura dentro do corpo, ela adapta em relação à quantidade de água que nós temos, ela faz toda uma regulação muito importante. Então, uma pele saudável é uma pele que está funcionando plenamente, os processos dela estão funcionando bem.

E isso, em geral, vai acabar terminando tendo uma aparência boa. Muito embora a gente, às vezes, problematiza algumas coisas que, teoricamente, não são consideradas um problema pra nossa pele como proteção. Como, por exemplo, poros no rosto. Poros são uma estrutura anatômica, e ali nós temos uma glândula de gordura, glândula de oleosidade.

Aqueles poros estão ali, eles estão ali até ajuda a regular a proteção da temperatura, então se tiver um pouquinho mais de oleosidade, tiver um vento frio, a gente não vai ter uma perda de calor tão grande assim, vai proteger até a proteção de perda de calor no cérebro, porque o cérebro precisa de uma temperatura. Então os poros não são algo ruim, mas as pessoas se queixam e tentam tratar eles por questão social. Então existe uma diferença sutil em uma pele que está funcionando plenamente de uma pele que vai ser considerada bonita.

Mas, de forma geral, quando tem problemas que chamam mais atenção, em geral ela não está saudável. Por isso que acaba convergindo muito isso, né? O dermatologista tentando tratar a doença e tentar melhorar a aparência da pele, porque uma pele saudável, em geral, é mais bonita sim.

Então, tem essa congruência, não é assim? Às vezes, a pessoa tem a pele feia, mas tá boa. É, um exemplo interessante é se a gente pega manchas. Existe uma questão biológica com manchas, que tem algumas teorias de que as manchas surgem muito na puberdade, com a mudança hormonal, com o estrogênio, e isso seria uma sinalização...

de fertilidade. Então teria um papel biológico das manchas de informar aquela moça ali já é fértil porque ela tem aquelas manchas no rosto. Então isso seria normal, saudável. Hoje em dia tem mancha, não quero transar com ela daí. Eu nunca vi. Eu não sei. Entre os meus amigos homens alguém fala, não, aquela ali vai precisar uma mancha no rosto. Celulite, essas coisas. Não, né?

É, só pra falar um pouco dessa linha que a gente tem, que eventualmente coisas não são um problema pra nossa pele, mas nós estamos olhando e pensando, nossa, tem um problema muito grave aqui. Mas é uma confusão, eventualmente pro corpo não tem nenhum problema. Aí a gente pode usar estratégias pra melhorar isso, pra reduzir a mancha, mas é uma proteção.

Já aproveitando esse seu conhecimento histórico sobre os cuidados com a pele, o que mudou ao longo do tempo em termos de cuidado com a pele? Nossa, mudou bastante. Porque assim, nós temos diferenças da pele até que tiveram um impacto social gigantesco, né? Porque se a gente pegar o básico, se a gente pegar a diferença de pessoas ao redor do mundo, essencialmente é diferença sobre a pele e o sistema de proteção que a nossa pele tem contra a radiação solar, a radiação ultravioleta.

Então, se a gente pega uma diferença de uma pessoa branca e uma pessoa negra, é a quantidade de melanina que tem na pele, e essa melanina é o que protege da radiação ultravioleta. Isso gerou um monte de consequências e toda essa questão de preconceito e tudo, mas essencialmente essa é a diferença que nós temos. A quantidade de melanina...

E além disso, a capacidade que a pele tem de recuperar do dano que o sol tem. Então essa é outra diferença muito interessante que algumas pessoas não sabem. Mas por exemplo, eu, que tenho a pele mais clarinha. Se eu me exponho ao sol, o sol entra com mais facilidade na minha pele, causa o dano ali no DNA. E além disso, a minha pele já não sabe muito bem lidar com isso. Porque esses mecanismos que tem de reparar o DNA, organizar tudo de novo, eles não são tão bons. Por isso que até o meu risco de câncer de pele é maior.

Quando você pega uma pessoa da região da África, que tem uma pele bem escura, com bastante melanina, além disso, ela tem um sistema de recuperação muito eficiente. Porque ali já foi muitos e muitos anos adaptados com aquilo ali. Por isso que o dano solar acaba se diferenciando. Então, nós temos essa diferença em locais do mundo. Aí tem alguns pontos que são mais misturados, por se dizer. Se pegar a região oriental, China, Japão, Coreia, eles têm um pouco mais de pigmento. Então, eles têm uma tendência a ter um pouco mais de manchas também na pele.

E aqui no Brasil, como nós temos uma mistureba cultural de tudo, hoje em dia se entende tudo, né? Entraria dentro daquilo que a gente pode botar no pacote do que a gente chama de pardos, mas até em 2023, 2024, acho que a empresa L'Oreal fez até uma pesquisa ao redor do Brasil e viu que nós temos muitas tonalidades de peles diferentes, que é o resultado de toda essa herança genética muito ampla que a gente tem aqui.

Então, essa seria a base, assim, da pele. A primeira característica que a gente vê dela é essa defesa que a gente tem contra o sol, justamente pra proteger do dano. Só que daí tem um ponto interessante. Pensa assim, tá, mas se em alguns lugares não tem tanta defesa, então o sol ainda tem um papel útil ali, que é a questão da síntese da vitamina D. Essas pessoas que têm a pele muito clara, viviam em lugares lá mais pro norte, que precisavam deixar o sol entrar um pouco mais pra fazer essa ativação, porque tem uma partezinha da radiação ultravioleta ali que faz, porque senão eles ficariam com raquitismo e todo o restante.

Então, historicamente, isso acabou sendo importante por quê? Porque dentro das sociedades que foram sendo organizadas, se for pegar lá pra época do Egito, Mesopotâmia, peles que tinham mais manchas, que eram pessoas que trabalhavam mais ao sol, eram pessoas que eram trabalhadoras. Enquanto a elite, ela não se expunha, ela tinha a pele mais clara. Então, naquela época...

Ter uma pele clara era ser superior. Inclusive, até passavam tinturas esbranquiçadas, passavam tintura com chumbo. Lá no Egito e Mesopotâmia? Lá no Egito e Mesopotâmia já faziam isso. Eles passavam tinturas esbranquiçadas em casos, por exemplo, quando tinha chumbo, as pessoas morriam de intoxicação. Isso acabou acontecendo depois lá no Império Romano, depois em sequência ali. Então, teve um período muito grande que a pele clara era associada com essa separação social.

Eu não sabia que era tão antigo, porque, por exemplo, na Europa, aquilo das famílias reais terem sangue azul, eu sei a origem.

eles não eram trabalhadores braçais, não tomavam sol a pele era tão branca que você conseguia ver as veias e pensava, olha só, o sangue é azul, mas não, era só por conta da ver aparecendo pela pele, agora eu não sabia que remontava tempos tão antigos é, desde a época do Egito já tem a Cleópetra mesmo fazia banhos em leite pra pegar o ácido lático do leite pra tentar, porque o ácido lático tem um efeito clareador na pele clarear mais ainda e ela ainda passava muita maquiagem, que a ideia era via pessoa e já sabia que tinha essa diferenciação esse aqui é elite, não tem manchas na pele e... E aí

Só que teve uma mudança aí, e aí que tem um ponto muito interessante, que é uma coisa assim que aconteceu nos últimos três séculos e acabou impactando muito na visão que a gente tem hoje em relação ao sol. Porque até ali o momento que teve até a parte da colonização ao redor do mundo, toda a exploração, tinha essa questão da pele clara. Inclusive até os europeus, quando vieram aqui para a América Latina, América do Norte, eles sofriam muito com o sol.

Eles queimavam, tinham queimaduras graves, tinha gente que morria de queimadura solar, tinha até registros históricos disso, e ficavam com manchas também.

E aí até chegou um ponto que associavam a radiação ultravioleta com as doenças que tinham tropicais, que pegar o sol era associado com isso. Então quando chegavam as famílias reais lá dos outros lugares, eles botavam muita roupa para proteger do sol, porque ao ponto de vista deles, aquele sol contribuía com aquelas doenças que as pessoas morriam.

Então, quando a gente vê que vinham aquelas coisas tudo cobertas, era para eles não nem se exporem ao sol, não só pela pele branca, mas porque eles tinham essa associação com a saúde também. Isso acabou refletindo na mudança que teve na Europa com a Revolução Industrial, porque a Europa era as pessoas morando no campo, tinham as suas pequenas fábricas, só que na Revolução Industrial cresceram aquelas cidades que eram bem apertadinhas, que nem a gente vai, por exemplo, no centro de Barcelona, tem aquela parte que é apertada, e depois, quando eles abriram, ficou tudo exposto.

E aí naquele momento eles botaram as fábricas, botaram aqueles conjuntos habitacionais ali bem fechadinhos e surgiu a famosa peste branca, que foi a peste da tuberculose, que matou mais de um bilhão de pessoas ao longo da história. E as pessoas começaram a ter muitos problemas de saúde, porque era tudo trancado, elas não tinham exposição solar e as primeiras fábricas faziam muita foligem, muita sujeira.

Então se conta que Londres e algumas daquelas cidades mal e mal conseguia bater o sol no chão de tanta poeira que tinha ao redor. Era uma poluição muito grande e as pessoas começaram a ficar muito, muito doentes. E aí tem um ponto histórico aqui que é muito interessante, que é um...

médico dinamarquesa, que o nome dele é Nils Finsen, que ele nasceu na Dinamarca, e a partir de 23 anos, quando ele estava na faculdade, ele começou a ter uma sensação de aperto no peito, falta de ar, um monte de inchaço na barriga, e ele percebeu que quando ele ia ao sol, ele se sentia bem, ele ficava um tempo ali no sol, dava uma sensação boa nele, aí ele pensou, pera, alguma coisa no sol está fazendo eu me sentir bem.

E como aquilo lá envolvia uma inflamação, ele chegava a ter febre em alguns momentos, ele achou que aquilo era um efeito anti-inflamatório. Ele pensou, então o sol tem um papel curativo nisso. Ele começou a estudar e ele acabou descobrindo que a radiação ultravioleta ajudava no tratamento de tuberculose cutânea. Para quem tinha lesão na pele, se expor ao sol ali até bronzear, acabava curando. E com isso, em 1903, ele ganhou um prêmio Nobel.

por essa descoberta, que a radiação ultravioleta tinha um papel na pele positivo, que acabava curando a tuberculose. Só teve um pequeno detalhe nisso. Ele não pôde ir na premiação de 1903, porque ele estava numa cadeira de rodas, já em estado terminal, e ele morreu seis meses depois. No fim, ele tinha o que a gente chama de policerosite crônica, ele tinha uma inflamação dessas cavidades que a gente tem do coração, do figo e de outras regiões.

E o sol não reduzia a inflamação ali, não estava funcionando para ele em si. O que acontecia é que quando a gente sai lá fora no sol no início, tem uma parte da radiação solar, que é o UVA, que ela faz ter uma vasodilatação. É aquela sensação de bem-estar. Sai lá fora no sol, além da questão dos olhos, ciclo circadiano, dá uma sensação boa da gente sair lá, nem que seja por pouquinho tempo, que é essa radiação UVA. Essa vasodilatação abria um pouquinho aquela cavidade dele do peito e dava um alívio no sintoma dele, mas não tinha aquele efeito anti-inflamatório.ушкиушкиушкиушкиушки

E aí vem uma segunda figura que acabou pegando isso, que foi um empresário da Suíça, que é o Auguste Hollier, que ele pegou essa ideia do prêmio Nobel e decidiu criar os Solários. E ele era um empresário muito conhecido, ele tinha contatos até com algumas pessoas da Rússia, que depois fizeram a Revolução Russa lá, então ele tinha contato dentro da própria União Soviética.

Ele criou esses solários e ele prometia para os governos da época que ia curar os trabalhadores. Então, se Londres tinha trabalhadores que estavam doentes, trabalhando nas fábricas de carvão, ou lá no meio com o ractismo e tudo, mandava para ele, os trabalhadores ele iria curar. Fez acordo com a Alemanha, principalmente a Alemanha, quando começou a crescer o nazismo, e ele propagava muito a questão de deixar bronzeado. Ele dizia, você manda o trabalhador que vai estar... ... ...

caquica, caquético, branco, fraco, eu vou te devolver ele bronzeado e forte. E ele fez um acordo com o que virou o primeiro ministro da saúde da União Soviética. Ele tinha sido exilado na Suíça antes da Revolução, que era o Nikolaus Shanshenko, tem um nome complicado assim. Fez um acordo com ele e também a União Soviética mandava os trabalhadores para lá.

Se morria azar, o que importa é que depois vinha a propaganda dos trabalhadores bronzeados e fortes. Inclusive, ele até nos solares dizia que as pessoas podiam trabalhar enquanto pegavam o sol. E ele teve um poder muito grande, porque ao mesmo tempo ele atraía os ricos que queriam entrar no solário, mas ele tinha esse acordo para pegar dos governos, a população, os trabalhadores, para a clínica dele sempre ficar...

ocupada, e ele ganhar muito dinheiro. E aí isso espalhou a ideia mundialmente de que o sol melhorava a imunidade, se tu tivesse bronzeado, tu ia ser mais saudável, e queria resolver. Não resolvia a tuberculose, as pessoas morriam muito, muito, muito, só que ele escondia esses números, a própria União Soviética não estava nem aí de esconder esses números.

Isso tudo acabou em 1943, quando a gente descobriu o antibiótico a estreptomicina. E a estreptomicina curou a tuberculose. A partir dali não precisava mais solário, era só dar um antibiótico e morreu um pouco esse negócio de solário. Mas até hoje isso fica. Se você procurar, por exemplo, em cultura popular, muitas pessoas citam Ah, mas usavam o solário no início do século XX como cura.

É uma mistura do marketing que ele fez mesmo naquela época, os acordos com os governos, que na prática era muito melhor mandar os trabalhadores para lá do que tentar melhorar as condições, melhorar as cidades, que era tudo muito apertado, e ficou isso. E aí também teve uma outra transição muito interessante, que até aquele momento a pele branca era considerada esse sinal de nobreza e superioridade.

E aí bastou uma grande influenciadora da época, que foi a Coco Chanel, ter pegado no sono num barco voltando do Mediterrâneo. Ela se queimou no sol. Dois dias depois ela apareceu bronzeada, chegando lá na costa da Itália.

E aí aquilo viralizou, né, pra época dela bronzeada e virou uma coisa muito popular as pessoas se bronzearem. Aí as pessoas começaram a se bronzear lá por 1930. Até aquele momento, a gente foi procurar historicamente, as pessoas na praia estavam com os vestidão, roupa muito longa, justamente porque tinham vergonha de ter a pele com manchas ou a pele mais bronzeada. E a partir dali, começaram a bronzear mais. E aí, a outra grande revolução...

E aí perderam a linha. E aí a outra grande revolução que acabou acontecendo foi em 1970, que aqui a gente já tinha descoberto que existe câncer, que teve uma explosão do número de câncer de pele, e aí viram opa, teve algum problema ali com a exposição solar. E aí mudou e a gente acabou... O ser humano tem uma coisa que exagera um pouco, né? Aí saiu daquela coisa de... É tudo 880. Mas o que eu ia dizer também, que é interessante que na Europa é um pouco de símbolo de status, principalmente você voltar do verão

bronzeado, porque significa que você conseguiu ir pras férias, e de fato você teve férias e ficou na praia e tudo mais, e na Europa o pessoal desce ali, o pessoal de cima da parte de cima, todo mundo vai pros países onde, teoricamente, é mais quem? Coge do inverno, né? Sim e ainda tem um pouco culturalmente isso, pega, por exemplo, voos e voos lá europeus, eles ainda tem aquela influência, porque aquele roller fazia muito marketing

Se você voltar bronzeado, não só o status, mas você volta mais saudável, você volta mais exposto. E aí também tem um viés muito grande, porque você acabou de tirar férias, foi para um lugar bonito, ensolarado, claro que fica se sentindo muito bem. Daí a pessoa pensa, nossa, aquilo ali teve um impacto muito bom na minha saúde, mas teve aquele dano que foi acontecendo ali no meio do tempo.

Só que aí, a partir dos anos 70 e 80, a gente já teve uma mudança total. As pessoas começaram a se afastar muito, ao ponto que hoje eu tenho professores da época da dermatologia que nem saem na rua quase. Quando saem, tem gente que usa guarda-chuva todo dia, assim, pra nunca encostar nada no sol. Então é uma flutuação de extremos, assim, que é difícil encontrar um equilíbrio de bom senso no meio disso.

E, bom, perdão, acabei me delongando, mas eu gosto de fazer essa parte histórica mesmo. Não, deu pra ver que você gosta, entende bastante do assunto. E achei interessante esse comentário sobre, olha, a radiação UVA do sol provoca vasodilatação. Porque eu sempre tive pra mim, eu falo pra Malu, cara, você vai pra praia, não dá de transar mais. Será que é por conta disso? Toma sol? Ou que você fica pelado vendo uns outros pelados.

Não sei também, isso é muito fatorial, né? Eu sempre tive isso pra mim, eu falei, cara, por que isso acontece?

São muitas questões, eu acho Inclusive você me falou sobre essa questão Olha, a pele mais clara Lá atrás era um sinal de distinção No Conde Monte Cristo, que é um romance que eu gosto bastante Escrito no século XIX, pelo Dumas

Tem uma hora que o personagem principal, ele fala isso, né? Que a palidez é um sinal de extinção. Era como funcionava a mente europeia daquela época. Mas quanto ao uso de cosméticos, né? Você falou, pô, no Egito Antigo já tinha gente usando. O que que eles usavam? Que inclusive hoje você vê, isso aqui tem muito sentido. E o que que foi usado de mais absurdo ao longo do tempo? Como, por exemplo, coisas contendo mercúrio, chumbo, metais pesados, né?

E que talvez até hoje o pessoal faça. Sim. Maquiagem. Maquiagem, dependendo do local que for. Interessante, eu acho que o ser humano já testou ao longo da história tudo, né? Porque empiricamente a gente já encostou nas coisas sempre ao longo do tempo. Então eu vejo que muitas das coisas foram acontecendo, porque as pessoas passavam, elas viam o que aconteciam, passavam, viam o que aconteciam. E viram, melhorou minha pele. Então eu usando, não tinha método científico, era tentativa e erro.

Então o que a gente vê de mais antigo é o uso de óleos na pele. Você vai pegar lá pra época do Egito Antigo.

Lá tinham locais que eles acabavam chegando até perto do Império, lá na parte da Europa. Azeite de oliva foi muito usado ao longo da história, que tem uma história muito, muito antiga lá. Óleo de coco em algumas regiões do mundo também, porque fazia hidratação. Então o ser humano foi percebendo que esses óleos encostando na pele tinham um efeito positivo. A gente pode dividir em duas coisas diferentes, né? Essa parte mais maquiagem, e aí que deu ruim, né?

Teve chumbo, teve mercúrio também. O mercúrio, se eu não me engano, foi muito também em batons mais avermelhados. Teve até uma rainha, que acho que foi a Elizabeth II.

que ela teve varíola e ela ficou com cicatrizes, e aí ela ficava passando muita maquiagem com chumbo e mercúrio pra disfarçar e ela foi se intoxicando lentamente e acabou morrendo da intoxicação, foi ficando demenciada. Então tem essa parte da maquiagem e os produtos. A maior parte foram os olhos e aí tem essas pessoas fora da curva, né? Não sei por que em algum momento a Cleópatra resolveu entrar numa banheira junto com um jeito cheio de leite de...

de vaca e fez isso e daí viu que acabou melhorando a aparência da pele dela. Então teve algumas experimentações mais empíricas. Mas funciona? Então a gente pode entrar numa banheira com leite? Eu acho que hoje não é necessário até pensando no custo do leite pensar quantos litros ia gastar eu acho que não ia falar. Ela fez porque ela podia. É, assim. Ela era governante do Egito na época, né? Eu não vou lembrar agora se era petrônio. Algum romano antigo falando da Cleópatra dizia que ela comia pérolas.

Meu Deus. Ela era bem bizarra. Era rica, né? Riquíssima. O Egito era abundante em recursos agrícolas, vendia pra Roma pra caramba. A última governante pitolemaica. Mas interessante isso dessa experimentação do ser humano. Eu sempre falo que é muito legal você ver. Nossa, a planta aqui é venenosa. Alguém teve que comer e morrer. É o restante viu. É venenosa, hein? Não, mas é sempre assim. A partir de quanto? Exato. Então o pessoal ficou testando.

É, claro que aí tem um risco oposto, tá? Porque hoje a gente tá numa sociedade tão acostumada a receber tudo que faz bem, que tem gente que acha que qualquer óleo e qualquer planta é saudável. Por exemplo, tem um discurso... É natural e saudável. Tudo natural é saudável. Aí você usa, ah, tudo isso aqui é natural. Logo, natural é bom, porque essas pessoas não viram alguém próximo comer uma planta e morrer.

Então, às vezes parece que a pessoa precisa daquele conhecimento empírico, assim, ver, ó, não, meu vô ali com meu clô ali morreu, ah, não, então não vou passar na pele. Tanto que a gente vai na Amazônia, tem lugares que tu encosta ali, queima totalmente a mão, né? Então, nem tudo que é natural é bom. A cênica é natural, tá? É. Exatamente. Mercúrio é a mesma coisa.

E o que funciona em termos de cuidado pra pele realmente depois de todo esse ciclo de aprendizado do ser humano? Porque hoje em dia você vê, por exemplo, em rede social aquelas rotinas de skincare das blogueiras, né? Passa um milhão de cremes ao longo dos dias e fala, cara, só uma pessoa que realmente tem muito tempo que conseguiria fazer esse tipo de coisa. E muito dinheiro. E muito dinheiro também, né? É necessário, não é necessário? O que seria interessante?

É, pra pensar no que a gente pode fazer pra reduzir, a gente pode pegar outra história pra tentar pensar o que que realmente causa dano, o que que mais causa problema, o que a gente pode pegar de mais extremo. E aí tem um dermatologista que é um húngaro, que é o Kaposi, que ele relatou lá em 1870 e poucos, uma condição que algumas pessoas nasciam, que elas muito rapidamente sofriam com dano na pele. E quando eu digo dano, é tudo aquilo que a gente envolve envelhecimento.

A pele ficava fina, enrugada, com manchas, vazinhos sanguíneos avermelhados, começava a ter muita coceira.

E aí ele até descreveu que com 19, 20 anos de idade, essas pessoas acabavam morrendo com uns fungos grandes na pele. Ele tinha até o nome de um epitelioma, uma criação de um fungo gigantesco. Ele achava que era ter a ver com a imunidade da pele e morreu com 19, 20 anos. Nossa, morriam muito jovens. E essa doença chama-se xeroderma pigmentoso. Que ele deu esse nome porque a principal característica era xeroderma, tinha muito ressecamento na pele e manchas de todos os tipos diferentes.

Na época ele achava que era alguma característica da pele que ela naturalmente envelhecia muito mal. Nós temos uma cidade aqui no Brasil que tem uma quantidade muito grande dessas pessoas, que é Araras, no Goiás. Se o pessoal assistindo aí quiser procurar no Google, as fotos são um pouco chocantes. Mas essas pessoas têm esse dano muito intenso. Naquele momento ele descreveu. Aí a gente pula para 1965, que aí descobriram o que acontecia com essas pessoas.

Porque até o momento não sabia, morreu com 19, 20 anos de idade. Por que ela acontecia isso com elas?

Aí descobriram que essas pessoas nasciam com um defeito de reparação no DNA da pele. Mas não era qualquer defeito de reparação, era a reparação única e exclusivamente do que o sol causa na pele, do dano do sol. Porque quando a radiação ultravioleta entra na pele, ela queima, ela derrete, ela consegue entrar na pele. É interessante que a ultravioleta está perto do raio-x. Ela é um pouquinho acima do raio-x.

O raio-x, se botar numa grande quantidade, ele vai queimar tudo, né? Porque ele atravessa o corpo inteiro. A radiação ultravioleta chega até a gordura profunda. E ela consegue entrar na membrana da pele, e ela chega até o DNA, e ela consegue derreter esse DNA, e ele se gruda. E aí nós temos uma enzima, que é um mecanismo como se fosse uma maquininha que vai lá, corta esse pedacinho que foi grudado, tira fora e limpa. Então faz uma limpeza do dano que o sol causa ali na pele. E essas pessoas nascem sem esse mecanismo.

Então, a partir do momento que elas nascem, a pele é totalmente normal. E eles que chamavam a atenção, não tinha nada de errado com elas. No primeiro dia que a pessoa pegava sol, ela queimava muito rápido, em pouquíssimo tempo. E rapidamente começava a surgir mancha, afinava totalmente a pele, ficava com vasinhos vermelhos. E começavam a ter cânceres de pele, aquelas infecções de fungo que ele chamou, na verdade, era câncer. Porque na época ele não sabia que existia câncer.

E elas acabavam morrendo com 19, 20 anos de idade de metástase de melanoma, que às vezes tinham 30, 40, 50 melanomas. Tanto que se pesquisar lá na cidade de Araras, tem pessoas que já fizeram mais de 230 cirurgias de câncer de pele, inclusive tirando nariz, orelha, é bem feio assim.

as imagens. Então foi ali que a gente viu que, de longe, o principal ponto que vai causar dano na nossa pele é a radiação ultravioleta, é o sol. Então se eu for dizer assim, a principal coisa que a pessoa pode fazer hoje pra prevenir dano é usar um protetor solar. Ainda mais que aqui no Brasil a gente tem muita radiação ultravioleta.

Então, se a gente pega, por exemplo, que nem eu, tem uma família que tem ascendência lá na região da Europa, lá pro norte da Europa. Minha pele, naturalmente, não tem uma das melhores defesas. Aí, pegando a radiação ultravioleta aqui do Brasil, que é muito mais elevada que lá, e aí tem outro ponto importante que muitas pessoas não sabem, mas nós temos um índice de radiação ultravioleta, que no iPhone a gente consegue ver ali no aplicativo Tempo, vai ali e tem ele.

E ele é um índice que foi criado pensando em vermelhidão lá no início. Aí ele vai de zero, né, quando não tem nada de sol, até 13, 14 quando é extremo. Quando a gente olha aquele índice de 6 ou 7 ali e aumenta para 12, a gente pensa, tá, de 6 para 12 dobrou. Mas na verdade a quantidade de dano não dobrou, a quantidade de dano aumentou 100, 200 vezes. Tipo escala Richter, é exponencial. Ela é, agora 6 é uma bem tranquila até.

ela vai exponencialmente, ela sobe como um logaritmo. E isso acontece porque o nosso corpo é lento em fazer a vermelhidão. Então, se a gente só usa a vermelhidão do corpo, a gente não tá vendo todo o dano que tá acontecendo, porque a vermelhidão é aquele mecanismo do corpo acontecendo. Então, aqui no Brasil, a gente tem muita radiação ultravioleta, e nos últimos 10, 20 anos, de São Paulo pra baixo, subiu muito essa radiação ultravioleta. Então, desse horário ali que fica...

mais ou menos entre 11 da manhã até 2, 3, quando passa de 10, ela está extrema. Então, mesmo que eu saia lá fora, fique um pouquinho tempo e não queime, ela está entrando e queimando o meu DNA. A gente vai tendo uma perda todo santo dia desse DNA, que é como se fosse uma receita que o nosso corpo valendo para renovar, porque a gente poderia dizer que a gente tem 4 mecanismos principais de envelhecimento. O primeiro seria o encurtamento dos telômeros, que cada vez que a nossa pele vai se dividindo...

eles vão perdendo essa capacidade. E aí, por exemplo, se a gente tem um dano do sol, a gente vai ter que renovar a pele, a gente vai gastando essa receitinha dos telômeros. Nós temos uma questão mitocondrial do DNA, que aí a gente vê que exercício físico ajuda muito nisso, porque envolve respiração celular, limpar. Então, pessoas que fazem exercício têm um envelhecimento mais saudável.

Tem um processo de metilação do DNA, que também tem a ver com o uso do DNA, que agora tem surgido algumas tecnologias, que acho que no futuro a gente vai ter alguns avanços muito grandes em reparar metilação do DNA. Esses dias até o Wesley mesmo tinha feito um vídeo que fizeram...

Um que era pra reparar a metilação do DNA da região dos olhos, melhorando a visão das pessoas. Então, acho que a gente vai ter bastante avanço, ainda mais agora com as IAS. E tem, por último, esse dano crônico ao DNA. A gente tem a poluição de forma geral, e aqui, por exemplo, em São Paulo tem muita poluição, né? Daí, no skincare, a gente consegue usar ingredientes pra poder tirar um pouco essa poluição dali. E esse dano que a radiação ultravioleta vai causando.

E aí o complicado disso, que é outro ponto interessante, é que hoje existem maneiras de você estimar a idade da pele. Então, por exemplo, eu posso chegar no lugar, tirar umas fotos, e aí vai fazer uma coisa tridimensional. Eu vi recentemente no posto. Aqueles sinais que a gente tá vendo ali são os sinais já do dano, tá? Então, por exemplo, ali a gente vai ver se já tem manchas profundas, se tem algumas zonas de eritema, se tem alguns vazinhos, se tem algumas pigmentações. Só que tem um problema aqui, que aquilo ali não vê o DNA.

ele vê que ainda não tá aparecendo os sinais do dano do DNA. Então, dependendo do mecanismo de reparação de algumas pessoas, e no caso, por exemplo, o teu deve ser melhor do que o dele, porque você tem um pouco mais de melanina na pele que o dele, pode demorar mais tempo para aparecer esses sinais. Mas o dano vai acontecendo. Claro que o dano que vai acontecendo na tua pele é bem menor do que a dele, né? Então, tipo, tem essa coisa aqui.

Por isso que cuidar de pele é uma coisa muito individual, né? A gente tem que entender muito como é a nossa pele.

Então, primeiro, tudo isso é realmente usar protetor solar, é o que mais ajuda. E agora a gente está vivenciando a primeira geração que está chegando ali, os 50, 60 que usou a vida inteira. Porque ali pelos anos 2000, quando se deu um boom, né? Principalmente em Hollywood, teve muita pressão sobre atores e atrizes famosas de, olha, a radiação ultravioleta causa dano. Porque até os anos 90 ninguém sabia muito disso. Então, muitos atores e atrizes passaram muito tempo protegendo isso, muitas até por contrato, né? Porque a aparência deles depende disso.

E agora a gente tá vendo pessoas com 50, 60 anos com uma aparência muito jovial, justamente que protegeram. Você acha que tem a ver com isso? Porque eu fico impressionado. Eu tenho recordação, sei lá, dos meus avós quando eu era pequeno e já tinha um cara de mais velhos.

E hoje em dia, você tem a mesma pessoa lá com 50 anos, você olha lá pra quem tinha 50 anos, 30 anos atrás, e são pessoas muito diferentes. Tudo bem que tem questão de moda, pessoa como tá vestida, usar bigode, cabelo, etc. Mas você vê que a pele parece realmente mais jovem. Você acha que o principal que ocasionou isso foi a questão do corpo solar?

Eu acho que são várias coisas diferentes, tá? Primeiro que hoje, Hollywood escolhe pessoas com uma aparência mais jovem. Porque, por exemplo, eu atendo pessoas... Não, mas você tá falando do dia a dia. Não, sim, sim. Eu tenho primos de 50 anos. Primos da minha mãe, né? Meus primos de segundo grau de 50 anos. Que eu olho assim e falo, cara, os caras não têm 50 anos de aparência. Não, não, sim, sim. Eu digo, ali a gente tem uma seleção diferente. E não é a gente que faz skincare.

não, não, e até eu digo, por exemplo, nesse processo de envelhecimento, o principal nem vai ser skincare, se a gente pensa nisso, porque dentro de tudo que eu falei, dos telômeros, da parte do bitocondrial, do DNA, do dano e tudo, a gente vai ter muita coisa que vai vir na frente a gente é uma geração que faz mais exercício físico vai procurar academia nos anos 20 30, 40, e só

fazer coisas no dia a dia não simula a mesma coisa que o exercício físico faz. Então a gente tem o exercício físico, hoje a gente tem uma cultura muito mais de dar importância ao sono. Isso é uma coisa que naquela época as pessoas não achavam que acordar exaustas e ir trabalhar era algo negativo em si. A gente vive isso hoje e parece que é uma coisa que sempre aconteceu, mas se a gente vai pegar a literatura da época, mal se descrevia muito isso.

O incentivo era tu trabalhar o máximo possível até a noite, acordava de manhã o mais cedo possível, o que deu pra dormir, e trabalhava o dia inteiro. Então a gente descansa mais, a gente dorme melhor.

naturalmente hoje as pessoas estão se expondo um pouco menos à radiação solar no dia a dia, porque tem uma diferença entre ir pra praia nas férias e no dia a dia, por exemplo, hoje eu com trabalho, faço nos vídeos, eu passo quase o dia inteiro dentro de casa. Eu, por exemplo, muitas pessoas falam assim, ah, Gustavo, o que tu fez que mais manteve tua aparência ao longo do ano, ao longo da vida? Home office. Eu passei... ...

10 anos dentro da universidade, 6 anos na faculdade, 3 anos no hospital atendendo, a gente atendia sobre o teto, né? Então, muitos e muitos e muitos dias. E eu digo isso porque eu ainda atendo pacientes com 50, 60, principalmente lá no sul tem muito fazendeiro, né? E os caras estão sempre no campo, eles têm que estar sempre legivendo, pra ver se todo mundo tá trabalhando mesmo, né?

E aí a aparência deles é muito diferente. Então quando vem alguém que realmente se expõe mais de alguém que não se expõe, a gente acaba se chocando. Mas a maior parte, em geral, as pessoas estão tendo uma qualidade de vida melhor. Muito embora todo mundo se queixa hoje, né? Parece que a gente tá vivendo muito mal, mas a gente tá tendo uma vida melhor. Isso aqui não tá fácil, né? É uma coisa assim de balança. Então tem isso, mas também tem a questão de entender também. Porque no momento que você sabe que o sol causa dano,

talvez não fique tanto tempo ali na rua, talvez você decida um pouquinho mais pra sombra, e a cada minutinho, porque imagina que essa relação com o sol é complicada, porque cada minuto que a gente tá lá fora, tá tendo um dano. Então, se eu vou esperar um Uber e fico no sol ali os cinco minutos, ou eu fico na sombra, é cinco minutos a menos cada dia ao longo da vida inteira, então tem esse somatório. Mas com certeza o estilo de vida também é muito importante.

Gustavo, você sabe que eu já fui cancelado na internet porque eu falei que eu não usava protetor solar todos os dias, né?

Isso é verdade. Mas, ao mesmo tempo que eu não uso, eu não uso no corpo, porque, na minha opinião, eu não estou exposta ao sol. E eu, de fato, não estou. Tanto é que... Mas você usa no rosto com a maquiagem. Eu uso no rosto com a maquiagem. E é engraçado, porque esses dias a gente estava falando sobre uma personalidade na internet, e o Bruno falou, nossa, essa pessoa realmente ficou mais branca ao longo da vida. E eu falei, eu também fiquei.

Porque hoje eu não me exponho ao sol, né? Eu estou sempre dentro de casa, dentro do escritório. Eu estou sempre dentro de algum lugar. Ainda mais aqui em São Paulo, eu não ando na rua, né? Quando eu era mais jovem, eu morava no Rio de Janeiro, por exemplo. Eu pegava trem, eu pegava metrô. Eu ia andando para os lugares, porque...

Nossa, a casa que eu treino era quase um quilômetro de andança no sol do rio. Eu não tinha carro. De realena. Então, eu não tinha outra opção a não ser andar na rua. E hoje em dia, eu só ando de carro, porque eu ando de carro blindado e moro em São Paulo. E não tem como eu andar na rua. Então, de fato, eu me exponho muito pouco ao sol. E eu me exponho ao sol quando eu vou pra praia. Quando eu vou pra praia, eu busco não me expor ao sol tanto. Sim. Porque eu sei que o sol envelhece e tudo mais.

Então é tudo controlado. E quando eu sei que eu vou ficar em grande tempo exposta, eu passo protetor solar. Então tem tudo isso. Mas eu queria fazer uma pergunta. Depois eu vou perguntar sobre o protetor. Não, a minha pergunta é, a Malu não se expõe ao sol, mas ela fica de caixinha em caixinha.

Isso que eu ia saber. Sai de casa pra que ir pros sócios. E aqui tem luzes artificiais. Elas tem um potencial também danoso à pele? Tem que usar protetor dentro de casa, por exemplo? Eu não uso, não sou favorável, porque assim, quando a gente tá lá fora, a radiação solar, ela é muito criativa, tá? Como ela é uma radiação, ela bate em tudo que é canto e ela fica vindo em todos os lugares. Sim, o Bruno sabe disso.

Porque muitas vezes ele já se queimou na sombra. Queima na sombra. E aí, por exemplo, uma diferença que vocês dois têm é que assim, quanto mais clara a pessoa é, a melanina não é igual. Então, por exemplo, você pega a melanina do Bruno, ele deve ter mais que a minha, que a gente chama de felmelanina, que é uma melanina meio incompetente. Se tem um pouco parecido.

Ela não bronzeia tão bem, ela queima, e quando queima, ela queima muito. Enquanto, por exemplo, no seu caso, tem uma melanina que fica intermediária, e além disso, no início do sol, ela oxida um pouco, ela escurece um pouquinho mais. Então, é como se eu tivesse um sistema de defesa que é muito mais eficiente. Em pouco tempo, ele já melhora um pouquinho a proteção. Tem algumas pessoas que quando ficam um pouco no sol, ela já bronzeia muito de levezinho. Essa pessoa, parece que ativa a minha cor. Ela dói muito rápido.

Porque é um mecanismo de defesa, um mecanismo de defesa muito bem feito, só que isso não vai acontecer comigo com ele, então a gente acaba queimando muito mais. A gente e vocês estão atrás. Pela seleção natural, se o ser humano modificasse tanto o ambiente, a Malu tava mais adaptada pra sobreviver. Sim, tá muito mais adaptada pra sobreviver. E aqui no Brasil tem muitas pessoas que tem esse processo de envelhecimento muito melhor por isso, né?

Só a gente vê, esses dias eu vi o Ed Murphy, tava no lançamento do filme, tá com quase 70 anos.

igual, se me mostrar uma foto de 70, 60 50, 40, e aí tem essa questão da maquiagem, porque o ator também usa muito a própria maquiagem já tem muito protetor solar porque o sol destrói a maquiagem então não que substitua, ainda mais pra pessoas com pele mais clara, mas adiciona uma proteção e essa pessoa passa tanta

Física também. É, e a pessoa passa tantas camadas de maquiagem ali, que ela tá gerando até uma barreira muito grande pra radiação entrar. Então, acaba sendo uma diferença. Por isso que eu... É complicado, porque muitas vezes como dermatologista, até sociedades médicas, a gente fala com a população de forma geral. Então, aqui tem uma coisa que é polêmica, tá? Não vão brigar comigo. Mas pra pessoas que tem mais pigmento da pele, pessoas negras, assim, com a pele mais...

Com a cor mais intensa, a gente nem tem boa evidência que usar protetor solar evita câncer de pele. Olha que interessante. Porque não tem tanto câncer de pele em pessoas com a pele negra. Isso que eu ia falar, não tem tanto.

É raro, e geralmente é mais os aqueles que não são tão associados, o que acontece na mão, nas unhas, que tem muito a ver com trauma, machucar a unha, ter infecção na unha, que às vezes tem que ficar de olho, se aparece uma linha escura na unha, uma mancha no pé. Então eu sei que é uma coisa polêmica, mas é que a gente vai ver as evidências científicas, não tem tanta boa evidência. A gente pensaria mais em envelhecimento, a questão que vai ressecando mais a pele, dando mais coceira, manchinhas.

Agora, no nosso caso, sim, daí a gente já tem muito mais câncer de pele mesmo. Por isso que essa coisa individual...

Só que é difícil, né? Quando a gente vai falar para o grande público, para todo mundo, o ideal seria dizer assim, use todos os dias. A questão de usar todos os dias é muito mais pensando assim, tá, a pessoa não está com ele em casa, ela vai sair lá fora, ele vai caminhar 20 minutos num solão ali, esqueceu de passar o protetor. Eu não gosto muito dessa ideia, porque a gente vai gastar muito protetor, o protetor não é tão barato assim, a população de forma geral no Brasil já sofre para pagar as contas, né?

Gastar mais num produto. Eu acho que sim, a pessoa tem a consciência de que se ela vai sair e ficar exposta por mais tempo, passa.

Eu tenho momentos que nem hoje vindo aqui. Eu tava num apartamento lá nos jardins, eu peguei um Uber, vim pra cá, agora eu vou voltar.

passei protetor solar, tá? Por favor, ninguém mais tira uma pedra, mas assim, eu acho que deu dois minutos que eu acabei exposto, então assim, eu acho que tem que ser muito mais consciente do que tá fazendo, porque senão a gente começa a fazer uma coisa meio performática, sabe? Começa a fazer as coisas só por dizer o que você tá fazendo. Só que ao mesmo tempo tem o outro lado, né? Muita gente vai na praia e é difícil passar protetor solar, tem que passar as duas camadas, tem que reaplicar, a gente não percebe... É, perguntar isso aqui no chat, se...

Se é necessário essa quantidade, qual a quantidade. É complicado, porque assim, imagina que o protetor... Agora eu tenho uma filha que, né, eu sou mãe agora, minha filha fez um ano e ela nasceu branca. Então, agora eu preciso me preocupar com o protetor, porque eu sei que a bichinha vai gostar, né? Ela não é igual eu, que eu tenho mais resistência ao sol.

Então eu tô preocupada aí qual protetor vou usar, né? Na verdade, enfim. A TT é muito... Era uma dúvida que a gente tinha, né? Que cor que ela vai vir? Que cor que ela vai vir? Vai ser mais pra você, mais pra mim. Vai ser no meio. Ela veio antes de mim, assim. É. Mas agora ela tá um pouquinho mais... Ela tá da sua cor. Mas eu queria saber, já aproveitando esse ponto da nossa filha, né? Porque todo dia a TT passeia. Ela passeia no começo do dia e no final do dia. E no começo do dia tem aquele sol das oito e pouquinho, nove da manhã.

E você falou, pô, o sol é danoso, mas também não ter exposição solar é muito ruim. Sim, tem isso. Então como é que esse ponto de equilíbrio, realmente, se você pegar sol no começo do dia, como o índice UV vai estar bem mais baixo, aí é tranquilo. Qual seria um tempo de exposição adequado e em que períodos do dia?

Isso é uma questão interessante, e eu sempre digo assim, a gente não tem uma evidência científica totalmente clara disso. Então, muitas pessoas botam muito mais com a visão que elas têm do mundo, porque a gente não tem, assim, pessoas que se expuseram só a determinado horário da manhã com essa pele, com essa cor de pele ao longo da vida pra dizer.

Mas como o aumento é logarítmico, como aumenta muito, por exemplo, do início da manhã com 5, 6 para o meio-dia 12, 13, o início da manhã é muito tranquilo. Eu, pessoalmente, também, quando eu moro em Porto Alegre, muitas vezes está 3, 4, eu não uso se vou no mercado e vou caminhar 20, 30 minutos. Porque a diferença daqueles 20, 30 minutos ali no 3, 4, do que se eu fosse no mercado meio-dia, que está 12, 13, é monumental. Eu moro bem pertinho no supermercado lá, dá duas quadras e vou caminhando muitas vezes.

Então, se tá com o sol muito intenso, e eu for no sol meio-dia, e eu for no sol às oito da manhã, a diferença é muito grande dos dois, é muito significativa. Então, pela manhã é muito mais tranquilo. O outro lado é pensar que criança tem uma pele que tá proliferando muito.

Então é uma pele que o DNA dela tá ativo, porque tá crescendo colágeno colágeno, é a parte que mais ganha colágeno na vida. Então toda queimadura nela é muito mais grave. Tanto que uma coisa que a gente vê que é fator de risco pra câncer é queimadura na infância. Eu inclusive tive várias, então assim, eu tive que tirar uma pinta agora no passado, tô sempre vendo, porque talvez eu nunca mais queime no sol, mas eu posso vir a ter um melanoma no futuro.

Porque aquele dano que aconteceu na infância foi tão grande, que tinha aquela queimadura muito intensa, e fica ali um risquinho na minha receita do DNA.

lá no futuro pode ter. Então, o que eu diria é nunca deixem ela queimar, sempre cuidem isso. E nesse horário, no início do dia, tem muito como a gente usar, às vezes, barreira, né? Tem roupinha de proteção UV, se tá com uma radiação muito mais intensa. Eu acho que vale a pena se guiar pelo índice UV. Se tá até ali mais ou menos 4, 5, que muitas vezes tá 8 e pouco da manhã, é bem tranquilo. Sim, eu não acho tão muito... Ela vai dentro do carrinho.

Ah, ainda vai dentro do carrinho, eu acho bem seguro, sinceramente. Ela não toma sol direto. Enferior, eu não vou dizer que eu sou dos extremistas, tá? Eu não vou ficar aqui fazendo... Porque eu não uso, né? Eu seria um baita hipócrita dizendo que eu vou botar a protura às oito da manhã. O problema vai ser de dez e meia a onze. Quando vocês verem que ali no índice UV começou a passar de nove e dez, é quando tem essa curva muito alta.

Ali quando tá quatro, cinco, seis, tá no carrinho protegida. Assim, se digamos que no carrinho teve o rostinho dela exposto, daí pensaria em passar algum infantil, assim, no rosto. É, a gente tem.

Mas é isso, assim, início do dia e fim da tarde eu acho muito tranquilo. O que eu vejo é que as pessoas subestimam muito a questão ali daquele meio do dia, que é aquele horário que é muito, muito intenso mesmo. É, eu evito sair no meio do dia no sol porque eu sinto a pele queimando mesmo. É, a gente sente, né, aquela sensação que tá fritando. A Malu não sabe o que é isso, nunca vai saber. É uma sensação ruim. Não, eu sinto.

mas eu preciso ficar um tempão você não tem lugar de fala você não sente igual é uma sensação de fritar, é uma sensação esquisita às vezes eu até, a gente tá saindo com a minha namorada aí eu tô no sol e eu penso tá alto o índice UV, porque parece que eu tô sentindo uma formigadinha assim, que eu não sinto quando tá 6, 7

Então, é uma coisa de quem tem a pele que entra tudo. Agride realmente a pele. Mas eu queria saber como é que fica esse balanço com a vitamina D, por exemplo. Pois então, isso é uma coisa muito importante. Porque, assim, a vitamina D, ela tem um sistema de ativação, que nós temos um colesterol na pele, que o sol vai catalisar, vai quebrar uma forma dela. Ela vai ter que passar no fígado, rim, e para ter uma ativação. Então, não depende só do sol. E aqui tem uma confusão muito importante.

Quando a gente vai fazer grandes cortes, assim, de pessoas com vitamina D, nós vemos que pessoas saudáveis, geralmente, têm uma vitamina D mais alta. Porque parece que todo esse sistema de ativação de rim e fígado acontece melhor. Quando pega pessoas sedentárias, pessoas com obesidade e outras condições assim, parece que não tá funcionando direito. Então, mesmo que tu bota na pessoa no sol, às vezes não vai conseguir sintetizar a vitamina D, porque tá tudo funcionando mal. Mas aí tem outro ponto.

A vitamina D, em excesso, ela é tóxica. Então, o nosso corpo, ele produz, mas ele sabe que se produzir demais, ela dá problema. Então, ele tranca essa produção. Então, vai depender muito da defesa de cada pessoa. Então, por exemplo, pegar o nosso caso, mesmo que a gente vá cedo da manhã ou fim do dia, em poucos minutos, já vai ter essa ativação. Então, o ideal para qualquer pessoa seria...

Todo dia, sair um pouquinho de casa, em algum horário, sair um pouquinho. Até porque o sol não é só vitamina D, né? A gente poderia dividir assim, eu digo que tem uns três eixos. Tem essa questão do óxido nítrico, que dá esse bem-estar. Então, sai lá fora, às vezes eu passo o dia inteiro gravando vídeo, sai umas cinco horas, sai aquele solzinho fraquinho, dá uma sensação boa, entra o sol no olho.

e entra na pele, assim, então, dessa questão do óxido nítrico e do bem-estar, e tem essa questão da vitamina D. Mas pra pessoa que tem a pele mais clara, mesmo só do início do dia e do final do dia vai funcionar. Tem muita gente que prega isso, que tem que ser o horário mais intenso, mas não é verdade, isso já foi comprovado com estudos científicos, já pegaram estudos e testaram com lâmpadas UV, botando a intensidade desde o 2 até o 14, e botavam na pele e viam como é que era o aumento, quanto tempo acontecia e tal.

E aí primeiro que eles perceberam que a partir do 12 o corpo trancava muito rápido, porque ele percebeu que estava sintetizando demais. E o ápice começava ali com 3, 4, que é aquele horário da início da manhã e o fim do dia. E aí o tempo vai depender de cada pessoa. Então no teu caso, no horário do início da manhã e do fim do dia, talvez seja uns 15, 20, 30 minutos. No caso do Malu, vai ser mais tempo, né? Vai precisar de um pouco mais de tempo.

tempo. Vai ficar mais tempo. Muito embora a vitamina D a gente tem como suplementar, tá? Eu realmente não acho que isso deveria ser o fator principal. E aí tem outro ponto curioso que nesses estudos, que eles viram que as pessoas têm a vitamina D mais alta e são mais saudáveis, quando eles pegam as pessoas com a vitamina D mais baixa e elas dão vitamina D, a pessoa não vira saudável automaticamente.

Seria ela um indicador realmente? Aliás, seria ela responsável pela saúde ou só um indicador? Quem tem mais é mais saudável, quem tem menos não tá saudável se você bota no nome dele. E aí que foi isso, porque pegaram essas pessoas com a vitamina D baixa, que eram sedentárias, não comiam bem, não dormiam bem, deram vitamina D, a vitamina D sumiu, e elas não melhoraram a saúde delas. Daí pensaram assim, tem algo no sol além da vitamina D. Mas aí não é só isso, tem todo o estilo de vida da pessoa.

Que deixa ela melhor. Que deixa ela melhor. A pessoa tem uma vida boa, né? Tipo, melhora. Que nem tudo isso aqui. Quer manter uma pele jovem? Tenha uma vida boa. Não é um grande segredo. Então, eu acho que pra vitamina D, eu já não preocuparia tanto. Porque a gente tem como repor. Até com criança, tem como repor com facilidade. Mas, de qualquer maneira, início do dia e fim do dia é tranquilo, tá? Eu acho que não precisa ser tão terrorista assim.

Eu geralmente gosto de usar no rosto. Porque se tiver alguma tendência, pequenininha de manchas no futuro, alguma coisa assim, vai evitando. No corpo, realmente, é mais esses cenários mais extremos, assim.

Sim, e sobre o... Existem coisas ruins mesmo no protetor solar, que a gente tem em evidências? Pois então, aqui a gente já entra numa outra discussão que é muito complexa, vou tentar começar ela do começo, que é assim, hoje quando a gente pega e faz uma divisão em relação à indústria de cosméticos, de forma geral, surgiu nos Estados Unidos, uns 20, 30 anos atrás, uma organização, que era uma organização sem fins lucrativos, que o nome dela é EWG, que é Environment Working Group.

E eles começaram com uma ideia muito bonita, que era melhorar a poluição do planeta, com questão de indústria, com alimentos e tudo. E eles viraram um lobby. Eles viraram um lobby que eles têm um selo de que tal coisa é segura para usar tanto na questão do meio ambiente, também como nas pessoas.

E eles começaram a detectar lá atrás que alguns componentes de cosméticos e protetor eram encontrados em rios, lagos e podiam afetar a vida marinha e outras coisas assim. Tentaram fazer mudanças governamentais em relação a isso e ninguém deu muita importância, porque essa coisa ambiental não engaja muito.

E aí começaram a forçar a barra em relação a essa questão de ter danos à saúde, causar problemas à saúde. E aí surgiram duas linhas diferentes. A primeira linha é a linha que diz que o protetor, que na verdade causaria câncer de pele, pelo fato que aumentou a venda de protetor, aumentou a quantidade de protetor e aumentou os cânceres. Só que aí tem uma coisa que depois dá pra ponderar em relação a isso. E segundo, que os protetores poderiam causar um fenômeno muito curioso que chamam de disrupção endócrina, que é um fenômeno que é muito mal compreendido por aí. Isso que eu ia falar, eu ouvi muito.

já protetor. Disrupção. E é interessante que a primeira coisa que chama a atenção é que a gente já tem um copy nisso, né? Que é tipo, disrupção. É uma palavra que se for pensar, o que significa disrupção? Disrupção é atrapalhar, é incentivar. Porque quando a gente tem hormônios, o hormônio tem um receptor. É como se fosse uma chavezinha que tem uma fechadura, você coloca ali e abre a porta ou não.

Então, quando você fala de disrupção, você pensa, mas o que tá acontecendo? Não tá funcionando? Tá estragando? E a confusão parece que aconteceu meio propositalmente pra poder gerar esse receio nas pessoas não entenderem exatamente o que tá acontecendo. Mas daí o que é tudo isso? O estrogênio, que é o principal hormônio que vai estar associado com isso, é um hormônio muito importante. É considerado hormônio feminino, mas ele não é só hormônio feminino.

Tem homens também, e o estrogênio é importante pra reprodução da pele, hidratação da pele, tanto que na menopausa a gente vê mudanças, que a pele fica seca, fica mais enrugada, fica com várias alterações.

Mas para homens tem associação com saúde óssea, diminui risco cardiovascular, tem até associação com libido. Se o homem tiver o estrogênio muito baixo, pode ficar com disfunção erétil também, assim como muito alto. Quase tudo tem que ter um certo equilíbrio. E para a evolução da vida na Terra, o estrogênio tem que ter uma facilidade de ação.

Ele tem um receptor muito grande, que muita coisa encosta ali e consegue ativar ele. Então, se a gente for pegar na literatura, de estudos científicos que já fizeram, tem muita substância que a gente usa no dia a dia que consegue se ligar no estrogênio. E aí eles fazem uma comparação. Isso é uma comparação que quando é o estrogênio, a chave, botando a fechadura, tem uma força de 1. E aí a gente divide esse 1 para 1 milhão, porque todo o resto vai ter força por partes por milhão.

E aí a EWG, muito criativamente, pegou várias substâncias, curiosamente, coincidência, as mesmas substâncias que atacavam os rios e atacavam as coisas, só essas, e testou e viu que tinha um poder de encostar no receptor de estrogênio. E aí eles dividem por força, tem 10 partes por milhão, 100 partes por milhão, e resolveram empurrar a lógica.

que se a pessoa usasse esse produto na pele, ia estimular o estrogênio, ia aumentar o estrogênio da pessoa. E agora, com toda uma questão que a gente tem hoje de sociedade, com masculinidade e tudo mais, gerou muita preocupação, né? Porque, por exemplo, um pai pode pensar, nossa, eu passar no filho, vai mexer no receptor de estrogênio, vai acontecer alguma coisa?

Mas aí, em dois pontos importantes, primeiro essa questão da partes por milhão, que é 10 partes por milhão, ou seja, teria que ter 100 mil vezes mais daquele produto para ter uma ligação de um estrogênio, porque o estrogênio é o padrão ouro, assim por se dizer, e além do fato que o protetor solar é passado em cima da pele, a gente não está tomando ele, não está engolindo ele.

E até com uma comparação que é muito interessante, como isso acaba caindo do lado para o outro, os protetores como oxibenzone, alguns outros tiveram essa força de 10. Tem o parabeno também, que é um conservante, teve 10, 15. Mas se a gente pegar a testosterona, ela se liga no receptor de estrogênio com 20. Ela se liga com mais força do que o protetor solar se ligaria. E ninguém está preocupado que aumentar essa testosterona, né?

Além disso, a curcumina que vem da cúrcuma se liga com uma força de 100, muito mais receptor de estrogênio.

também ninguém tá preocupado com isso. A cucurina seria teoricamente boa, né? A querceratina que tem nas maçãs também consegue se ligar no receptor de estrogênio. A mais forte seria a isoflavona que tem na soja, que seria com uma ligação de 10 mil. Mas mesmo a isoflavona nunca conseguiu se comprovar sendo uma terapia boa pra pessoa que tá fazendo reposição hormonal depois na menopausa.

Então eles pegaram isso e eles usaram isso pra criar um lobby lá. Porque os Estados Unidos tudo funciona com lobby, pressão política e dinheiro, né? Eles têm um selo de segurança, então vocês podem entrar no site da EWG, vai ter uma lista lá de cosméticos, você pode botar uma pesquisa lá, o nome do produto, vai ter uma nota, assim, de risco. E eles colocam, assim, oxibenzona, desrupção endócrina.

nível 9, 10, por causa disso. Mas não foi testado numa pessoa e ignora a quantidade que tem que ter ali. Tem que ter uma quantidade, porque se vai ter uma força de encostar no receptor, tem que ver quanto que vai encostar no receptor, se vai dar certo ou não, senão a gente tá só falando uma coisa teórica. Fizeram tanto lobby com isso que acabou sendo feito um estudo.

fizeram um estudo em 2020, 2019, eu acho, que foi um estudo de toxicologia, que já que tem tanto burburinho com isso, lá nos Estados Unidos, protetor solar é medicamento, ele tem que ser seguro, pegaram um grupo de pessoas e passaram uma quantidade gigantesca de protetor. Eles fizeram uma simulação pensando qual é o máximo possível que uma pessoa pode passar, passaram em 75% do corpo, foi 30 gramas de protetor, um tubinho pequenininho.

de duas endoaresósferas quatro vezes no dia, durante quatro dias, totalizando 480 gramas, eles passaram 500 miligramas de protetor solar nas pessoas nesses quatro dias, e ficaram medindo no sangue, pra ver o quanto conseguia entrar. Porque a nossa pele, ela é uma barreira muito potente, ela não quer que nada entre ali, porque...

A gente ficava na floresta, a gente tinha poluição e tudo, e passa a quantidade microscópica. Aí eles viram que a concentração célica chegou, se não me engano, a 200 nanômetros por ml. Então, daqueles 480 gramas que passaram, o pico de concentração foi 200 nanômetros, que entrou mais ou menos 0,0004 miligramas, ou seja, é 0,301%. É praticamente nada.

E aí, aquele valor ali, passando 500 gramas, tá? Ele teria o potencial de agir como 1 dividido por 1 milhão da pessoa tomando estrogênio. Então, a pessoa teria que ter mais de 1 milhão vezes aquilo pra, de fato, causar dano. Só que daí, muitas pessoas pegaram um detalhe desse artigo, que existe um pressuposto em toxicologia que diz que quando uma substância passa no sangue de um valor, é possível que ela cause problema.

E eles chamam isso de limiar de segurança. Aí as pessoas botam isso da chamada. Ah, porque naquele teste do FDA passou do limiar de segurança. Então significa que causa problema. Não que significa. Significa que é possível, porque antes do limiar de segurança é impossível fisicamente causar um problema. Como deu aquele valor muito baixo, nenhum participante teve nenhum problema, o FDA bolotou no estudo. Ah, passa alguma coisa.

No futuro a gente pode fazer estudos secundários, mas não deram muita bola. Desde então não fizeram nenhum outro estudo, porque é muito pouco. A gente teria que passar uma quantidade inenarrável de protetor solar.

para conseguir chegar naquele valor. E mesmo que chegasse, digamos que chegasse ao valor de um estrogênio, o estrogênio não é um pesadelo, não vai causar nenhum grande problema na pessoa, é estrogênio, é um hormônio que o homem também tem estrogênio. Então fizeram uma tempestade muito grande disso, por quê? Porque eles vendem os produtos secundários. Então eles têm uma indústria lá deles, que eles vendem o que tem o selo da IWG, eles começaram a espalhar a ideia de que só protetor físico é protetor bom.

E aí isso foi criando, e eu acho interessante quando a gente pega essas organizações que mexem com o Estado, como a gente cria uns fenômenos curiosos, como só o protetor físico, ele não é capaz de proteger 100%, porque a radiação ultravioleta, ela é muito pequena, ela consegue ultrapassar o zinco e o dióxido de titânio, que são os dois. Eles tinham que colocar algum protetor ali que fosse químico.

Mas daí não podia, porque tinha que ter o selo. Então, eles adaptaram a molécula para ser uma nova molécula, a do protetor químico, não ser chamada de protetor químico, estar ali na formulação e poder botar no rótulo que não tem nenhum protetor químico. Mas tem ali uma molécula que é quase igual, só que ela é química, só que ela não é chamada de protetor solar. Então, tu pode botar na embalagem que tem 0% de protetor solar.

Porque ela não é considerada um protetor solar. Mas ela tá ali. Se você olhar atrás da embalagem, tá o nomezinho lá com o composto. Mas como ele não é classificado assim, tem. Então se você for hoje, por exemplo, comprar protetor solar, dizendo que é 100% mineral, 100% físico, se olhar na lista dos ingredientes, você vai achar uns nomes químicos ali. É que não é considerado um protetor químico. E tá tudo bem. Mas isso foi tudo um grande lobby que gerou muita grana. É uma indústria multibilionária. Se a gente for procurar...

procurar no Google a lucratividade da indústria chamada Clean Beauty, ela é muito, muito grande. Então eles criaram um problema que eles direcionaram muito pro Estado tomar ação ambientalista e deu certo. Tem lugares do mundo que é proibido usar protetor solar agora quando vai entrar no mar. A Europa acabou banindo muito. A Europa tem um sistema que é um sistema meio paranoide, assim, se alguma coisa comprova qualquer risco de qualquer concentração, eles proíbem. É tudo ou nada.

Aqui no Brasil, como a gente tem essa questão, tipo, tem que ter uma quantidade certa, tem que realmente comprovar que causa problema, a gente continua usando. Então, assim, é todo um sistema muito grande, mas na prática, não. Na prática, não. Eu digo isso assim. Hoje em dia, até tem um exemplo muito bom disso, que é um exemplo que o professor meu usava na residência. Se a gente for pegar hoje, olimpíadas, atletas assim, de forma geral.

Atletas não podem usar substâncias que mexem com hormônios, porque isso pode afetar a performance, tanto estrogênio quanto testosterona.

Então, se a gente vai ver a lista de produtos, eles exageram um monte. Tem um monte de remédios, nada a ver remédio de tosse, umas coisas assim. Ah, não pode porque poderia mexer. Protetor solar não tem problema nenhum. Tu pode usar o quanto tu quiser, que eles não incomodam. Por quê? Porque eles sabem que não mexe com hormônio. E aí a gente acaba vivendo... Às vezes aparece pra mim uns vídeos assim, ah, porque mexe com os hormônios.

Mas cadê essas pessoas da vida real? Cadê a pessoa que mexeu, usou o protetor e teve alteração de hormônio? Isso não acontece, não é um fenômeno visível.

O que acontece e acaba sendo uma confusão é que a gente sabe que cuidados com a pele foi sempre uma coisa muito associada com mulheres. Aí quando a gente pega homens e tem cuidados com a pele, muitos deles são gays. E aí, acaba dizendo assim, ah, mas é aquilo ali que fez a pessoa ficar afeminada. Mas não! Meu Deus! Esse é um raciocínio muito idiota.

Mas é um raciocínio extremamente comum. E aí chegou um ponto que isso proliferou, que hoje tem muitos homens que não querem admitir que vão usar protetor solar, porque primeiro tem uma coisa meio de frescura, tipo, ah, que cara vai te preocupar com protetor solar, né? Tem que ter mancha, tem que ser homem. E ainda... Eu uso uma frescura também, Bruno, no início do nosso namoro. Eu uso bastante protetor solar. Eu falava, amor, para com isso, larga de frescura.

Aí até um dia que a gente saiu nublado, a gente foi pro carnaval, tava nublado. Esse dia eu não usei.

Aí a gente tava atrasado. Eu falei, vambora. Ele, ah, vai passar pro testosterona. Eu falei, tá nublado. Não precisa. Aí fomos. Aí chegou lá no meio do... Meio dia nublado. Ainda estava nublado. Aí a gente olhou pra um cara. O Bruno falou, nossa. Ele veio pra um cara branco. Ele tava sem camisa. Aquele cara tava... Ele tava com a marca da regata muito vermelho. Aquele cara tá muito vermelho.

Aí quando eu olhei pra ele, eu falei, deixa eu dar uma olhada em mim. Aí ele puxou assim. Vou ver se eu tô queimado. Aí ele tava muito queimado. Meu Deus, aí a partir daí eu nunca mais zoei ele. É, e é uma coisa complicada, porque daí as pessoas acabam... Geralmente as coisas que a gente faz, acaba associando com outras coisas, né? Então essa questão, ah, passar protetor, acaba tendo toda essa sinalização, tipo, ah, é frescura, se proteger com isso.

Ou, as pessoas geralmente não gostam de passar protetor. Então meio que abraço... Eu, sinceramente, também não gosto, tá? Eu sei que tem...

Eu geralmente uso, regulo protetor assim com aqueles que eu aguento usar, porque tem uns que é chato, o cheiro é ruim, escorre, é difícil não escorrer. Eu passo no rosto, mas pra passar no corpo aí já fica meio melado, entendeu? E a roupa gruda, ou roupa branca também acaba manchando um pouco. É ruim...

me incomoda até com a sensação que fica na mão, porque a mão fica com aquilo ali. Então, eu não vou dizer que eu sou olho mais, mas, de fato, é uma coisa que protege e tem tudo isso. E isso é uma coisa que me causou muito desconforto. É um dos motivos pelos quais eu comecei a fazer conteúdo para o Instagram lá em 2023, 2024, porque é uma estratégia de marketing. Porque é muito difícil tu abrir hoje uma empresa nova de cosméticos e bater de frente com o marketing, que as empresas multitrilionárias têm, porque elas são muito grandes.

Então, dizer que o produto delas causa problema de saúde e você tem que usar outro é muito poderoso.

Eu acho isso uma coisa feia. E aí, a gente não vê isso no mundo real. É que nem a questão de usar protetor solar e causar câncer. Eu atendo gente com câncer de pele muito frequente. Porque lá no sul tem gente muito branca que trabalhou. Eu não atendo ninguém com câncer de pele que usou protetor solar. Quase sempre é homem, porque homem trabalhava muito mais no campo. Mas tem muita mulher também que trabalhou no campo que tem, que não usava protetor solar.

Aí se a gente vai pegar algumas pessoas da internet que falam disso, vai parecer que é quem tá usando o protetor que tá tendo. Não, mas é as pessoas que não usaram 30 anos atrás, que tão tendo agora. Porque essa coisa é tardia. O nosso corpo, nesses milhões de anos, ele tenta reparar aquele DNA, ele faz de tudo. Então, por exemplo, se você ficar queimando muito agora no sol, vai aparecer um câncer daqui a 20, 30 anos. Não agora.

E o ruim é que não apareça um câncer, né? Quando para esse mecanismo, aparece mancha, ruga, muita alergia e coceira. Eu hoje divido assim, porque como tá aumentando a idade das pessoas, eu atendo muitas pessoas.

De 60 a mais, que tá ficando cada vez mais frequente. Tem essa divisão que tem muito câncer, que geralmente são as pessoas com pele mais clara. E as pessoas que tem mais pigmento na pele, elas sofrem muito com as consequências da pele não saudável. Muita coceira, muita alergia. E aí é triste que às vezes a pessoa começa a ter alergia com o perfume que ela gostava, ou um sabonete que ela gostava, ou tem alergia com tecidos e tem que parar de usar roupa.

Então tem consequências do sol que as pessoas não percebem, e aí depois é muito difícil a gente recuperar, porque a pele...

Conforme ela vai tendo dano, ela vai afinando, ela fica tipo um papelzinho, assim, que o sol vai quebrando e ela não consegue mais recuperar total. Mas, com tudo isso dito, é um produto seguro, tá? Cosméticos, de forma geral, a gente tem uma regulamentação muito grande. E a outra coisa é que às vezes eu fico desconfortável vendo esses marketing que as pessoas fazem com sensacionalismo. Existe muita regulamentação com isso hoje.

Principalmente porque existe uma indústria nos Estados Unidos muito grande de processo, então eles adorariam pegar alguém, que nem eles pegaram alguns casos com Talco Johnson, nos Estados Unidos, que teve uns casos de mesotelioma e processaram. Se tivesse de fato casos de pessoas reais, já teria dado um processo multibilionário com isso. Não tem, é muita coisa teórica.

O que a gente cuida, tá? Que eu acho uma coisa, por exemplo, criança. Criança tem uma imunidade muito reativa e tá formando essa imunidade. Então, se pegar a filha de vocês, passar qualquer protetor solar, às vezes mais baratinho, pode ter alguns ingredientes desses que causam mais reação alérgica. Então, ela pode ficar com uma baita alergia, pode acabar irritando ela. Então, eu acho de bom tom usar protetores que são formulados mais pra isso, que eles tiram esses ingredientes que causam mais irritação, deixam ele mais sutil.

Muitas vezes, esses filtros físicos, eles são menos irritativos mesmo, porque eles não são tão reativos.

Acho totalmente válido, até porque criança não tem que dar opinião se tá muito branco, né? Porque eles ficam um pouco mais branquiçados, assim. Ela já é branca. É, então, assim. Mas, no caso, pra adultos, eu, sinceramente, acho uma bobagem acreditar numa coisa que não existe, assim, no mundo real. E, até aproveitando esse ponto que você falou, né? Porque isso é muito dito na internet, por exemplo. O pessoal que é contra o de protossolar fala, olha só, você tem uma correlação.

de aumento do uso protossolato, que ninguém usava lá atrás, hoje em dia se usa muito, e aumenta o número de câncer. Você falou, pô, realmente está acontecendo, mas nas pessoas que não usaram. Então, é realmente esse fenômeno? Quando você está no seu consultório, quem chega e usou, raramente tem, quem não usou, acontece mais incidência de câncer.

É raro chegar alguém na faixa de 50, 60 que usou muito, porque não tinha essa cultura lá atrás. Era raro. Se a gente vai voltar, eu faço bastante conteúdo histórico, de história de produtos como protetores famosos aqui do Brasil, como Sandal e alguns outros. Os que tinham, tinham um fator de proteção baixo. Era 6, 8. Era um negócio grosso, que era horrível de passar. 6, 8, que era o fator da época? Era o fator da época.

É, os bronzeadores hoje tem mais ou menos isso, eu acho, hoje em dia. É, eles fazem de propósito pra deixar... Até tem bronzeador mais intenso, tá? Eu até recomendo, se você quer usar bronzeador, não tem problema, mas o culpa é pelo menos o fator 30, né? Porque aqueles 6, 8 protegem muito pouco. Na época só existia isso, e não existia toda essa preocupação, porque novamente as pessoas têm que ver aquilo acontecendo pra ter receio.

E também existe uma ideia que eu acho muito curiosa, que as pessoas acham que não existia câncer antes.

Por isso que eu acho legal pegar aquele relato do Capozzi lá atrás, quando ele fez o cheiro a derma pigmentoso. Ele não sabia que existia essa entidade chamada câncer. Ele vê aquelas pessoas com a pele tudo manchada, enrugada. Essas pessoas começavam a ter uns buracos na pele, com umas feridas. Ele pensava, pegou um fungo aí. Pegou um fungo, de repente essa pessoa começa a ter falta de ar e ela morre. Porque se a pessoa tiver um câncer de pele, e até tem um caso muito emblemático.

Agora, recentemente viralizou um cara lá da minha cidade, que é jogador de tênis, acho que ele faz conteúdo de tênis também, que ele estava jogando e ele teve uma fratura na coluna. Caraca.

Foi pro hospital, foi fazer o exame lá de fratura da coluna, tem plano de saúde, né, acesso ao hospital bom, e aí viu que tinha uma tumoração daquela fratura da coluna, que é uma coisa que no passado a pessoa nunca ia desconfiar disso, né? Procuraram nele, se tinha algum indicativo, não tinha nenhuma lesão na pele. Fizeram biópsia, fizeram todo um exame estoquímico, toda uma coisa complexa, e viram que era uma metástase de melanoma.

mas que já não tinha mais na pele. Porque acontece muitas vezes que o nosso corpo percebe que tem um câncer ali. Então até tem uma estimativa meio assustadora, mas de 10 a 20% dos cânceres de pele, o nosso próprio corpo vai destruir e a pessoa nem vai perceber que teve. A não ser que ela olha aquela manchinha ali. Então tem muitos cânceres que somem. O que a gente vê é aquele que sobreviveu. Nesse caso, o corpo dele destruiu o câncer, mas não destruiu o que foi pra alguma íngua e depois cresceu e gerou metástase pra tudo que é lado.

Por sorte, também por avanço da parte científica, hoje a gente tem muita imunoterapia. Foram terapias que foram derivadas depois da vacina do Covid, que usa a tecnologia de RNA. Você pega aquela biópsia ali, você consegue identificar o padrão que tem naquele tumor e faz, tipo, uma própria vacina pro teu corpo destruir o tumor. Ele tá se recuperando muito bem. Ele até tinha postado um vídeo ontem, tinha gente falando pra ele fazer jejum de 15 dias, tomar vermicul, ele falou, gente, eu tô tratando, tô melhorando, tô ficando bem.

Então ele vai conseguir... Porque, na minha cabeça, metástase era quase uma sentença de morte.

É, mas hoje a gente vai ter uma revolução muito grande disso. O avanço que teve agora com essa tecnologia RNA, com a vacina do Covid, está permitindo pegar aquele tumor, identificar o padrão dele e dizer para o nosso corpo, destrói esse tumor, dá um incentivo imunológico. Então, a gente ainda vai ter uma melhora muito boa. Mas se fosse... A Maricipe para o Bem também tem coisas positivas, né?

Se fosse 70 anos atrás, ele nem ia saber que tem câncer. E outra coisa que é muito confusa de câncer de pele, que é curioso, quando eu recém saí formado, eu trabalhava algumas clínicas mais populares, pra tudo que é canto lá, e a gente tem câncer pra tudo que é lado no Rio Grande do Sul. E aí você chega numa clínica popular, faz o diagnóstico ali, às vezes eu via aquele câncer e pensava, meu Deus do céu.

Tem que tirar isso hoje. Eu mandava lá na recepção, a gente faz a cirurgia hoje, tira aquilo ali, manda pra análise. Aquilo ali não tá uma estatística oficial. Que era uma clínica popular lá, simples, numa cidade. Então a gente tem muito mais câncer até do que tem registrado, porque nem todo câncer cai num hospital complexo que vai ter... Subnotificado. É muito subnotificado. Por isso que tem umas histórias por aí que também eu fico muito revoltado.

Teve uma que eu fiz um vídeo esses dias que falaram assim, ah, que pescador não tem câncer de pele. Eu, poxa, mas eu atendo um monte de pescador com câncer de pele. Só que pescadores, também são pessoas mais humildes que vão nessas clínicas populares.

Quando faz o diagnóstico, também não vai pra um banco de dados oficial. A gente ainda tem muita desorganização nessas coisas. Então, aí eu fico assim, mas o que quer que eu faça? Quer que eu abro uma live aqui pra mostrar que é um pescador com câncer de pele? Gente, ele tem o câncer de pele. Então, tem um gap entre pessoas que falam sobre isso. E muitas das pessoas usam só dados na internet, mas nem tudo tá na internet. Então, por exemplo, que nem eu digo, a pessoa que eu atendo, geralmente é uma pessoa de 50, 60 anos, muito homem, com a pele mais clara também.

Pessoas negras, geralmente, é mais esse das mãos, dos pés, que tem essas linhas escuras que não é tão associadas com o sol, que tiveram muitos machucados e tal.

E muitas vezes eles ficam chocados, tem gente que fica muito revoltada, porque a internet fica falando que não tem nenhum problema e tal, pegaram muito sol. E aí tem padrões diferentes, né? No rosto acontecem uns que são mais lentos e nas costas e pernas tem as que são mais graves. Então, e quase nunca usaram protetor solar. Então existe essa discrepância e pode ver que muitas pessoas que falam disso não são dermatologistas, não estão atendendo essas pessoas.

Às vezes procuram dados na internet e procuram, olha só, não tem aqui no banco de dados câncer de pele em pescador. Não existe, então, existe, mas é que é difícil a gente organizar tudo isso. Na prática, ele atendendo um monte de pessoas, ainda tem que mandar para o Ministério da Saúde os dados. Tem muita desorganização nisso. Sim, não só nisso, né? Tipo, lá no Rio de Janeiro, por exemplo, você tem uma estatística sobre roubo de celulares.

Acho que de cada 100 pessoas que são roubadas no Rio de Janeiro celular, quantas fazem um boletim de ocorrência? Não vai dar em nada, entendeu? Faz parte. Então, sei lá, 10 vão fazer de 100? E até tem um negócio interessante. Teve um estudo que fizeram, acho que foi no Belém do Pará, que pegaram pescadores, e pessoas que não eram pescadores, né? Trabalhavam no centro. E os pescadores pegavam muito sol. E eles fizeram biópsias na pele pra ver o padrão de imunidade, porque tem essa imunidade que destrói o câncer.

Aí eles viram que os pescadores ficavam muito no sol. Tinha uma imunidade ali que protege do câncer, que tenta destruir o câncer.

E aí disseram assim, ah, então pegar sol vai proteger do câncer. Aí eu fico, gente, se tu chega, por exemplo, numa comunidade lá no Rio, que tá cheio de policial ali porque tem muito assalto, você vai dizer que ter muito assalto é bom porque vai ter mais policial ali ao redor? Não, a imunidade tá ali tentando lutar contra aquilo ali. Não é isso que o estudo tá mostrando, tá mostrando que a pele dele está lutando, porque a nossa pele tá tentando lutar pra sobreviver.

Então, às vezes as pessoas interpretam coisas que são óbvias. Então, o corpo tá tentando lutar. Claro que tem corpos que não lutam tão bem, né? Então, por exemplo, a filha de você já não vai lutar tão bem, então tem que dar um pouquinho mais de cuidado com ela.

Conclusão, exposição ao sol, tem que usar protetor solar. Você tem pouca exposição ao sol, muito cedo, muito tarde. Horários mais cedos, assim, é. De vez em quando não é uma necessidade muito. É que uma coisa que a gente vai ver crescer muito nos próximos anos, eu acho que quem faz corrida. Porque tem aquelas corridas que começam de madrugada e acabam ali até 10, 11 da manhã. Ah, não tá tão alto, mas tem algumas mais longas que vai até meio dia, uma hora. O povo corre hoje Ironman o dia todo, né?

É, aí naquele solão suando, não vai ter protetor que consegue segurar. E aí a roupa não vai proteger total, porque a pessoa não vai andar toda coberta. Então eu imagino que vai ter um aumento de câncer nessas regiões expostas no futuro, porque também não tem muito o que fazer. Mas pra quem corre até a LDAs ontem... Tem, é só não correr esse tanto. É! Não faça. É, tá. Muito simples, na minha opinião, né? É uma dica realmente. Agora pegando casos mais específicos. Pessoas têm vitiligo, por exemplo, né?

O meu pai tem e apareceram algumas lesões na minha pele. E aí o tratamento envolvia, eu pensava, poxa, se eu tô tendo falta de pigmento em certas regiões, é bom não tomar sol. Mas na verdade a dermatologista falou, não, no seu caso é o contrário, tem que tomar sol nessas regiões. Inclusive eu tenho uma daquelas lâmpadas UV específicas pra poder...

Durante 30 segundos, 1 minuto, colocar na lesão. E de fato, repigmenta. Mas eu tô comprando o risco de um câncer pro futuro? Como é que funciona? Pois então, aí que vem aquela coisa do difícil de explicar. Esse depende, né? Porque se a gente pega o sol, ele tem todo esse espectro de radiação ultravioleta. Tem uns pedacinhos ali que ele vai ter um efeito reduzindo a imunidade da pele.

Que de forma geral, por exemplo, pra câncer, outras coisas, não é bom. Mas no caso do vitíligo, o que tá acontecendo é que tem uma imunidade atacando tua cor. Então tem uma sumos linfóssil ali, tudo tá destruindo tua cor. Essa radiação UV específica, ela vai ali e vai inibir, vai inibir essa imunidade e a cor vai voltar.

Agora tá melhorando, também nos próximos anos vão surgir tratamentos cada vez mais modernos, tá tendo inibidores da JAK, outros tratamentos modernos, que vão conseguir, por injeção até às vezes via oral, bloquear essa imunidade melhor até não precisar. Mas ainda se usa muito, mas aí aquela lampadazinha UV, ela é um pedacinho específico do sol, ela não pega todo aquele espectro. Assim como a gente tem tratamentos com...

Câmara de UV para doenças como psoríase. Aquela própria tuberculose cutânea lá era tratada com radiação ultravioleta. Aí a gente controla a potência, o tempo. Não é a mesma coisa daquele sol super intenso das 10 ao meio-dia. Mas, ao mesmo tempo, naquele local ali que não tem melanina, é 100% dano. Então, o que eu diria ali? Não faça muito tempo. Não deixa queimar ali. Tanto que, geralmente, a gente cuida para não queimar quando faz aquela terapia UV.

Mas é por isso que eu digo, o sol, ele não é uma coisa simples, né? E ele mudou, se a gente for pegar lá nos anos 30, 40, a radiação ultravioleta era menor aqui. E aí agora ela aumentou. Então hoje tem mais dano. E é complicado, as pessoas me mandam assim, ó. Ah, Gustavo, o sol dá ou não dá câncer? Câncer é um negócio muito complicado, a pergunta não é só essa. Envolve muito mais coisa que isso.

Tanto que, por exemplo, uma coisa que se estuda muito é tentar dar de volta pra aquelas pessoas lá com aquela doença de xeroderma pigmentoso essas enzimas pra recuperar o dano. Se a gente chegar nesse nível, daqui a pouco a gente pode usar isso pra recuperar o dano que a pessoa teve de sol a vida inteira. E agora usando essas super IAs pra tentar estabelecer esses peptídeos, não duvido de mais nada do que pode surgir no futuro.

Tanto que a gente tá vendo até pra estética surgir coisas revolucionárias agora.

E a gente tá falando bastante de câncer e tudo mais, mas essas mudanças na estrutura das células que o sol faz, ela envelhece a pele. Envelhece a pele. É, porque ela contribui pra esse processo de metilação, ela acaba também atacando essas mitocôndrias, por isso que se a gente pegar duas pessoas até tipo 30, 40 anos de idade, o principal que vai intervir é o quanto tem de radiação ultravioleta.

Depois, a gente vê esse mix também do estilo de vida. Fumar tem um efeito sinérgico. No caso, as toxinas tendo cigarro ali, quando o sol toca na pele, o dano é muito maior. A mesma coisa a gente vê com quem tem diabetes, tem excesso de glicose, excesso de açúcar ali na pele, amplifica o dano. Álcool também amplifica o dano. Então, assim, não fumar, não consumir álcool, reduzir, ter uma boa alimentação, tudo isso protege adicionalmente. É todo esse conjunto, né?

E aí pegando, a gente falou muito do que causa mal, né? Sol, cigarro, álcool, como você disse, né? Essa exposição prolongada. Mas pensando em uma pessoa que já toma pouco sol, que ela não bebe ou bebe muito pouco, por exemplo, como é o caso de boa parte da nova geração. Tanto que as unidades de bebida estão desesperadas com o fato de que eles estão bebendo menos.

Cigarro eu não posso falar que está em desuso porque você vê um monte de gente usando o vape, que inclusive é pior do que o cigarro. Mas imaginando alguém que tenha feito o dever de casa, qual o próximo passo para manter essa pele jovem e saudável? Tem cosméticos realmente que são muito bons ou o pessoal está exagerando nisso e tem substância de passar um óleo de coco já seria o suficiente?

Estresse também é um causador de envelhecimento. Estresse é interessante, porque se a gente pega estresse agudo, ele é útil, tá? Ele ativa mecanismos até pra recuperar. Então, se a gente faz uma cirurgia ou faz um procedimento estético, vai ter uma liberação de estresse agudo que diz, ó, tem um problema ali, vamos recuperar. O problema é quando esse estresse cronifica, que é quando ele fica muito prolongado.

Porque aí não tá deixando as proteínas e toda aquela síntese de recuperação. Então, de fato, se tu passa muito tempo estressado, é ruim. E aí acaba atrapalhando, porque o cortisol tem um efeito que ele ajuda mais a quebrar o colágeno do que reformar o colágeno.

Mas agora falando do que a gente pode efetivamente fazer, eu tenho uma divisão que eu faço pra explicar essa questão de pele, porque quando a gente vai ver essa divisão inicial de pele, por exemplo, você vai na farmácia e chega assim, tem pele seca, pele oleosa, pele sensível. Essa é uma divisão fictícia, tá? Essa é outra divisão que foi criada em 1930 por uma polonesa chamada Helena Rubinstein. Ela teve uma ideia genial. Primeiro ela tinha feito um creme chamado Veleza, se eu não me engano, que era um creme que tinha lanolina, que é a gordura dela da ovelha. Tentou vender o creme, não deu muito bom.

Essa lanolina é que passa no bumbum do neném. É, passa no bumbum do neném, porque ela é bem pouco reativa, né? Ela é bem segura. E ela vendeu o Scream, não deu tanto certo. Aí ela decidiu aumentar umas 10 vezes o valor dele, dizer que tinham ervas especiais da Europa, que ia fazer uma renovação nova.

E pra ficar mais pessoal, ela decidiu criar uma divisão entre peles, que existiria uma pele oleosa, uma pele normal, uma pele seca, e ela criou um bordão que até hoje existe, que é um cruel, quer dizer, não existe uma pessoa com pele feia, existe gente preguiçosa. E aí ela foi uma das que conseguiu criar, bom, ela seria uma ótima influencer hoje, né?

E ela fez... Eu sou preguiçosa, minha pele não é ruim, ela estaria... É, e ela criou essa pressão gigante, e é uma coisa cruel, né? Porque, assim, tem questões que a pessoa nasce de estética da pele, que, assim, não vai dar pra resolver. Só estou contando historicamente, tá, gente? Mas eu digo isso por quê? Porque a gente tem que pensar na nossa pele de acordo com cinco critérios diferentes que eu sempre coloco. Primeiro, essa defesa.

A defesa que envolve o quanto entra do sol na pele e como recupera. Segundo, é um equilíbrio geral que a nossa pele tem. A nossa pele é tipo uma florestinha, que ela tem que ter tudo certinho ali.

Então ela tem que ter uma quantidade certa de oleosidade, uma quantidade certa de água, uma quantidade certa de imunidade. Se ela tem pouca imunidade, faz infecção. Se ela tem muita imunidade, fica tudo vermelho e fica inflamado. Quantidade certa de bactérias e fungos, se cresce muita bactéria da pus, tipo na acne, nas espinhas, que acaba crescendo bactéria.

Depois ela tem uma característica que a gente chama de resistência, que é como ela lida com o mundo, né? Então tem peles que se tu muda muito a temperatura, fica vermelho na hora, fica irritado. Pega um vento gelado na cara e irrita. Então são peles que são mais reativas, que é comumente que a gente chama mais de sensível. Muito embora a gente nem poderia dizer que toda pele sensível é sensível em si, porque você pensa assim, se eu tenho uma pele...

que algo estranho encosta nela, e ela já cria uma defesa muito rápida, não que ela seja sensível, ela só é meio irritada, ela não gostou que encostou nela, então assim, a nossa definição de sensíveis é dar uma ideia errada. E aí nós temos essa tendência de manchas, e por último, o somatório de tudo é como fica a aparência dela, que eu costumo dizer que se você faz problema em todo o resto, a aparência fica ruim no final. Então pensando nisso, nessa questão do equilíbrio, o que a gente ajuda muito a pele é ajudar o processo de renovação. A nossa pele, se ela não está bem equilibrada, é muito mais...

gasto energético e esse gasto que a gente tem de forma geral das mitocôndrias e tudo pra renovar. Então, produtos como, por exemplo, hidratantes e alguns ingredientes específicos, eles facilitam esse processo de renovação. E aí, pode ter uma adaptação muito de pessoa pra pessoa. Tem pessoas que tem a pele mais seca, com menos oleosidade, precisa de um hidratante um pouquinho mais oleoso. E aí tem vários óleos diferentes que faz isso.

Tem a lanolina, tem derivados de óleo de coco, tem ceramidas, tem vários assim do tipo.

Tem peles que perdem muita água, daí a gente usa ingredientes que seguram mais água, como glicerina, ácido hialurônico, aniacinamida também faz isso. Tem como fazer um mix dos dois, botar um pouquinho de oleosidade, botar um pouquinho desses outros ingredientes. Então, a primeira coisa é ajudar nesse equilíbrio. E aí, nesse equilíbrio também entra a ideia de não ressecar tanto a pele.

escolher um produto de limpeza que não vai agredir tanto ela limpando e ao mesmo tempo usar alguma coisa pra repor essa hidratação, ajuda. Ajuda porque facilita essa renovação. Eu até fiz um vídeo que eu acho que não tá postado ainda, vai ser postado domingo, porque eu deixei vários postados agora, que eu falei até sobre uma tendência que umas blogueiras criaram de jejum da pele dizendo que não usar nada é melhor porque a pele vai se acostumar a ser hidratada. Isso não é verdade. A questão é que a gente tá facilitando esse processo.

Eu posso dizer que eu sou a preguiçosa e eu tenho preguiça de passar hidratante e minha pele segue ressecada. Mas agora tá hidratada, no caso, porque eu tô passando, infelizmente, porque, enfim, tenho que passar, mas eu não gosto.

Porque se a gente fica hidratando ela, tá mais fácil, tá? Mais fácil. Aí se você para do nada de hidratar, ela vai ficar ressecada uns dias, depois o corpo vai ter que mandar um jeito de hidratar ali, porque faz parte da proteção. 10 pessoas notam que alguns dias depois deu uma leve melhorada e pensam, não, passar o produto era ruim. Não é assim, a gente tem um efeito positivo que a gente já viu em estudos também. Aumenta o tempo, melhora o tempo de recuperação da pele, a pele tem menos infecções.

Então, de forma geral, quase todo mundo tem algum problema de pele, usar um hidratante ajuda, até mesmo quem tem acne.

Porque muitas vezes na acne tá tendo um extravasamento saindo oleosidade, não porque tem excesso, mas é que a barreira tá toda frágil. Então usar um hidratante, nem que seja um hidratante leve, ajuda. Isso é uma coisa que chama muita atenção, porque eu atendo muitos jovens também com acne, eles ficam muito chocados. Nossa, comecei a passar um hidratante e a oleosidade reduziu. Daí parece uma coisa muito desconexa, né? Mas tá ajudando nesse equilíbrio. Entendi, porque ele hidratou a pele e não precisou produzir tanto óleo.

É, e não só a produção não soltou tanto, porque se ela não tá bem equilibrada, ela extravasa, sai mais. Imagina que ela é tipo uma barreira, assim, um paredão, assim, de proteção e vai soltando tijolos. Então, no caso, você protegeu a pele, ela fica mais firme ali, daí ela acaba não saindo. E isso ajuda o corpo a não gastar tanta energia. Então, usar um hidratante, e tem hidratantes tudo que é valor, assim, mais básico, ajuda.

Tem um produto de limpeza que não agride tanto a pele, também ajuda. A gente veio de uma cultura lá, nos anos 60 e 70, que os produtos agrediam muito. Eu já fiz vídeo sobre... E aí

Leite de rosas, leite de colônia, que era um negócio que ressecava bastante a pele. Cheio de álcool, né? Cheio de álcool. Porque na época achavam que ressecar o máximo possível era melhor, mas daí ficava irritado, mais machucado. Então, usar um produto de limpeza gentil e um hidratante já ajuda todo mundo. E aí a gente vai indo além. Tem alguns ingredientes que a gente sabe que conseguem entrar na pele, tem alguns efeitos, que ele tem sinalizações.

Então, os mais populares que a gente tem hoje, tem antioxidantes. Tem a famosa vitamina C, que não é só um único ingrediente, isso é uma coisa que eu falo lá nos meus vídeos.

que a gente tem vários tipos, tem a vitamina C pura, tem derivados de várias maneiras diferentes que tem efeitos que são efeitos antioxidantes, porque no meio desse processo de dano da pele, tem uma oxidação, e essa oxidação afeta o DNA indiretamente. Então, usar um antioxidante ajuda, até nessa questão da poluição, pra quem mora aqui em São Paulo, usar algum hidratante que tem algum antioxidante é positivo. Tem a niacinamida, que é o grande charada, a vitamina C, que eu acho ela mais tranquila de usar.

É, pra minha pele, eu tô dando um exemplo porque é o que eu conheço, né? Eu, inclusive, ia falar que o Bruno, quando a gente se conheceu, ele usava muito limpeza, aquelas limpezas drásticas. Ele usava aqueles produtos, sabe, pra quem tem pele oleosa, com acne.

E aí, a pele dele ficava sempre oleosa. Eu falava... Aí, um dia, eu falei... Ele, na verdade, foi assim. O que você usa pra limpar a pele? A pele dela é maravilhosa. Eu sofria muito com acne. Eu falei, o que você usa no rosto? Qual sabonete? Ela falou, eu não uso. Eu falei, como assim você não usa? Ela falou, eu não uso. Aí, eu parei de usar o que eu tava usando e melhorou.

Melhorou, foi. Mas hoje em dia, como eu uso maquiagem todos os dias, eu tenho, né, eu tiro maquiagem, porque eu acho que a maquiagem agride o... Eu uso uma coisa que é antinatural, então eu uso outra coisa que é antinatural pra resolver também, que no caso é o sabonete. Eu uso um sabonete bem soft, assim. E a minha pele, ela é sensível, né, um pouco sensível. Vitamina C sempre dá uma... A minha também tem. Ela não curte, não, mas minha cinamida ela ama.

É, eu também prefiro o niacinamida. Então, a niacinamida é um ingrediente fácil de usar. Hoje em dia tem bons produtos de várias faixas de preço. E o bom é que ela não incomoda tanto usando, né? Não é o tipo de ingrediente. Por exemplo, pra homem, é chato. Às vezes, tu passa aquilo e fica aquela sensação meio de oleoso, assim. Então, é uma coisa que tem umas determinantes... E ela tem mais ou menos o mesmo efeito da...

Eu acho que assim, eu diria que sim, tá? Eu tento ser muito científico, pra dizer assim, não tem estudos maravilhosos pra dizer que é 100%, mas eu prefiro a niacinamida, até eu uso. Tem gente que se dá melhor com a vitamina C, isso é uma coisa muito individual, tá? Macetando elas. Então, esses seriam os produtos que vão ajudar nessa renovação e recuperação do dia a dia.

O principal é a vitamina C, a niestamida e hidratante, assim, de forma geral, aí muda essa intensidade deles. O segundo passo é nós ativarmos alguns mecanismos naturais de recuperação. Se a gente sabe que a nossa pele recupera, a gente pode usar isso pra dar uma recuperação extra. Daí o mais famoso é o retinol. Tem o retinol, hoje tem o retinal, que é retinaldeído, e tem o ácido retinol, que é um medicamento que é muito usado.

Ele tem receptores dentro do núcleo da célula que manda a célula renovar antes. E aí o interessante do retinol e esses derivados é que quando tem algum dano,

que eu falei ali, quando a gente vai fazer aquela avaliação lá do rosto pra ver a idade da pessoa, a gente tá vendo esses sinais que já apareceram do dano. Manchinhas vermelhas, manchinhas escuras, a pele começou a enrugar. O retinóico e o ácido retinóico tem capacidade de reverter isso. Tanto que o ácido retinóico, a gente usa até pra...

reverter o que a gente chama de campo de cancerização. Que tem pessoas que pegaram muito sol na vida e o rosto é todo manchado com umas casquinhas e ali é um local que acontece câncer. Se a pessoa usa aquele ácido retinóico ali, ela consegue fazer uma renovação e tem menos câncer. Então ele tem essa capacidade de fazer isso. Muitas pessoas usam retinol, retinal. Seria meio preventivo. Além de melhorar um pouco a aparência, tem pessoas que não toleram, porque às vezes são mais reativas, a pele renova tanto. Eu só posso usar uma vez por semana.

É, não, e isso é uma coisa interessante. Às vezes, usar mais não é sempre o melhor. Porque imagina, você pediu pra pele renovar. Talvez ela vai demorar 3, 4 dias pra renovar. Pra que que vai passar no outro dia de novo? Vai ficar só irritando. Então, tem casos que usar uma vez na semana tá ótimo. E tem pacientes que chegam pra me preocupar. Ah, Gustavo, mas eu quero usar mais. Não precisa. Você deu um estímulo pra renovar, passa o dilatantezinho no outro dia, se cuida.

Quando ela terminou de renovar, passa de novo. Então, essa coisa da frequência é muito individual. Depende do produto também, o quanto ele penetra e tudo. Então, nós temos ele.

E o ácido hialurônico? O ácido hialurônico, ele já é um hidratante. Ele acabou ganhando muita popularidade pelo fato que ele remete aos procedimentos estéticos de preenchimento que tem ácido hialurônico, né? Ele usa muita coisa de preenchimento. A vantagem dele é que ele compara muito com a glicerina, que é um ingrediente bem antigo que puxa água. A mãe do Bruno adora a glicerina, o que ela passa? Não, minha mãe passa vaselina.

Ah, vaselina é outra que eu vou falar que é muito boa. A glicerina, ela puxa água ali na pele. Só que a glicerina é uma molécula um pouco maior. O ácido hialurônico, eles conseguem fazer com moléculas de tamanhos diferentes. Então, teoricamente, ele consegue entregar um pouco mais de hidratação. A gente tem dúvida do quanto isso vai ser superior a só a glicerina, porque daí, nesse caso, as peles hidratam bem.

E a vaselina, ela é um protetor. A vaselina é um produto muito interessante também, porque ela foi descoberta, por acaso, pelo cara que começou a exploração de petróleo lá nos Estados Unidos, foi o Robert Chesbrough, foi lá em 1800 e pouco. Ele tinha uma...

uma produção de borracha, uma outra coisa assim, ele abandonou tudo, foi fazer exploração de petróleo no momento que explodiu nos Estados Unidos, e ele viu que os trabalhadores, quando tinham cortes e machucados, eles passavam manhaca que sobrava do petróleo ali na pele, e a pele recuperava mais rápido. Ele pensou, pera um pouco, tem alguma coisa nisso aqui.

E aí ele descobriu que se fizesse uma purificação total, ou seja, passar por uma destilação que esquenta e tira tudo da parte do combustível, o que sobra é uma maçaroca estéreo que não causa reação nenhuma na pele, ela é inerte. Então ela tem a vaselina 100% purificada. Ela é aquilo que sobrou do petróleo, puro total, tu coloca ali na pele, a pele não reage.

Existem pessoas que dizem que já tiveram reação alérgica a ela. A gente acha muitas vezes que é o problema da purificação, que ali na fábrica deu errado. Porque teoricamente ela é 100% inerte, tá? Toda vaselina teoricamente seria 100% inerte. Ah, as que é pra pele, né? Porque tem umas vaselinas que fazem pra indústria, e eles não são 100% toda pura, né? Então são as que são vendidas pra usar na pele. Geralmente tá escrito ali, né? E aí ela age como um protetor também?

Ela faz uma barreira de proteção. Ela fica ali em cima da pele, aí ela não deixa a pele perder. Não perde oleosidade, não perde água, então ela retém. Então, nesse caso, como a nossa pele está sendo agredida por temperatura, ar, poeira e tudo, não bate ali. Então, na Europa é muito popular, como tem aquele vento geladão e eles têm aquecimento interno, você passa vaselina, quando vem aquele vento gelado na cara, ela absorve, não dá aquela gelada, não dá crises. Então, a vaselina é uma protetora. Aí a pele faz tudo sozinha.

Hoje, a maior parte dos hidratantes, eles têm a vaselina junto, mas eles colocam ali a sinadimida embaixo, botam a glicina, tem aquele conjuntinho, né? Tá lá protegendo, tem as outras coisas por dentro. Que interessante, né? Então lá no petróleo, um passou gasolina e se queimou. Tô com metais pesados, mas tem um caro aqui, isso aqui tá bom.

E é curioso porque a vaselina, ela é muito barata, tá? Porque assim, ninguém explora petróleo pra vaselina. Isso é uma coisa que, às vezes, eu vejo umas blogueiras falando assim, ah, vamos parar de usar vaselina pra cuidar do meio ambiente, pra reduzir a produção do petróleo. Eu penso, minha filha, nós temos toneladas de vaselina pré-pronta no mundo. Os árabes lá estão fabricando toneladas e ninguém pega petróleo pra vaselina.

Então, deixar de usar um produto de skincare pra isso, inclusive se é considerado uma... O valor da vaselina deve ser do pote, por exemplo. É muito barato.

E deixar de usar, na verdade, ela vai acabar sendo usando pra outros fins que tem mais dano ambiental. Usar a vaselina é uma forma de reciclagem, inclusive. Tem muita blogueira que fala mal da vaselina. Aí também começaram a falar mal da vaselina, que a vaselina causa alteração hormonal. Aí já é completamente esdrúxulo, tá? Porque ela é 100% inerta, ela não tem ação nenhuma no ser humano. E ela é amplamente usada. Então, por exemplo, tem muitos pacientes que às vezes chegam, que eles viram o meu vídeo do YouTube da vaselina, e chegam assim, cara, eu comecei a usar, melhorou minhas espinhas, melhorou tudo, não acreditei, parecia mágica.

ajuda, realmente ajuda a vaselina. E o bom da vaselina, como ela é 100% inerte, dá pra usar pra tudo. Ah, cortou a pele, dá pra passar em cima, porque ela não vai causar nenhuma criança, dá pra passar, porque ela é inerte. Tanto que, tanto a vaselina sólida, quanto o óleo mineral 100% purificado, que é a versão em óleo dela, é o que é usado como veículo, ou seja, o local que colocam antibiótico pra botar no olho de bebê que nasce com infecção de bebê. Caramba!

Então, uma vez alguém botou num comentário assim, mas isso é perigoso. Você realmente acha que vão botar no olho de um bebê recém-nascido, com sepsis, com o olho infectado, um produto perigoso? Isso já teria dado problema em algum momento. Então, assim, é muito segura e é muito barata. E aí tem essa coisa, né? Como é que a gente faz as pessoas trocarem esse ingrediente do produto?

Faz mal pra saúde, mexe com os hormônios. Então tem que dar uma colhada, mas a vaselina é muito boa também. Não compra essa barata aqui não, porque ela é perigosa. Compra isso que custa 10 vezes mais. É, e tem os substitutos que custam 10 vezes mais. Mas os bons produtos tem, não vai causar nenhum problema. Muito bom. E tem uma ordem específica pra, por exemplo, imagina que boa parte das pessoas, principalmente mulheres, no final do dia vai lá, tira a maquiagem e vai fazer esse procedimento de skincare.

Primeiro passa o hidratante, depois passa, sei lá, a niacinamida. Só o hidratante tem que ter tudo já pra facilitar.

Depende muito da espessura, né? Porque imagina assim, tá? Lavou o rosto, a pele ali, livra, né? Sem nada em cima. Se a gente passar um hidratante muito grosso ali, depois quando for passar um serum em cima, o coitado do serum vai escorregar em cima do hidratante. Então a gente geralmente tenta passar as coisas que são mais finas, assim, pra elas absorverem e vai passando mais espesso por último. Então, eu, por exemplo, que eu pessoalmente uso uma coisa muito minimalista, tá?

É lavar o rosto, passo geralmente algum serum com niestamide e passo o hidratante e deu. Tipo, o hidratante por último. Sou eu também, eu sou totalmente... Quando eu passo!

E pra lavar o rosto, um sabonete específico. É, um sabonete que não agrida tanta pele. Isso vai variar de muito pra sua pessoa. Tem gente que consegue se dar bem com sabonete de glicerina. Tem os síndetes, que são sabonetes que são sintéticos feitos com gordura de óleo de coco, que são mais sutis. O mais popular é o Dove. O Dove, por incrível, pode ser um sabonete que não agrida tanta pele. Ele realmente foi o primeiro desses síndetes criados. Hoje tem os mais modernos, né? A gente tem marcas grandes.

como será ver se tá filtrando produtos, assim, pra quem tem a pele mais reativa. Eu sempre digo que é bom testar, ver o que funciona pra pessoa. Tem gente que consegue usar qualquer sabonete e vai ficar tudo bem também, assim. É mais uma questão realista de ver como é que a pele está reagindo mesmo. E aí, pegando ainda sobre a ótica da pele, né? Depois eu quero falar rapidamente de cabelo, mas se popularizou aquele medicamento rocutan, que é um medicamento muito forte, e hoje em dia o pessoal toma a chamada dose da beleza. Que seria ele, sabe, uma dose menor, mas que vai auxiliar ali na pele.

Como é que funciona? Realmente é um caminho interessante? Ou as pessoas estão subestimando um certo risco? Eu acho que o Roctan é um exemplo de como uma coisa pode ficar culturalmente famosa, mesmo sem ter esses problemas tão grandes. Por exemplo, você falou, Roctan é um medicamento muito forte. O Roctan, que é a famosa isotretinoína, é uma forma derivada da vitamina A. Na verdade, ele é um derivado do ácido retinóico, porque o ácido retinóico... É vitamina A também, não?

A tretinoína, o retinol é vitamina A. A tretinoína é o ácido retinóico, que é essa forma ativada da vitamina A. A isotretinoína é uma forma que a gente usa via oral, que tem uma forma parecida. Então, a gente tá tomando, basicamente, uma forma parecida com a tretinoína e ela vai se ligar no receptor da pele e ela vai tirar a gordura da pele. Então, grosseiramente falando, ela é um tirador de gordura da pele. Tá.

ela popularizou muito lá nos anos 80 e 90 com a questão de tratar a acne grave, né? Porque na acne a gente tem um aumento de oleosidade também quando era adolescente. E aí, como ela faz essa renovação... Ou seja, minha pele é zoada. Tá aqui comigo. O Falun não conhece nada disso.

Eu também tive bastante acne. Como essa pele está com mais oleosidade, aumenta a quantidade de bactérias ali, aumenta a inflamação, então altera todo aquele equilíbrio lá. No momento que ela tira essa oleosidade, ela reajusta esse equilíbrio. Ela ajusta o quanto a pele está renovando, ela ajuda o quanto tem de imunidade, ela tem um efeito que vai além só de tirar a oleosidade. Então,

Primeiro teve um terror muito grande, porque assim, acne é uma coisa que acontece em adolescente. Adolescente é uma coisa mais instável, tá? Então quando começaram a tratar, tiveram casos de adolescentes que estavam usando e que cometeram suicídio, geraram a própria vida. E aí por isso muitas pessoas pensaram, pera um pouco, será que esse remédio está causando isso? E ainda mais nos Estados Unidos tem aquela indústria de processo gigantesco. Ai, tem que ser ótimo sobre isso.

E aí demorou muito tempo pra conseguirem aclopar grupos muito grandes, assim, de pessoas, pra poder ver que na realidade não é uma coisa do medicamento, é que existe uma associação entre depressão e acne. Mas o isotretino ainda não causa isso. Só que hoje, por receio, né, porque é adolescente, tudo, a gente tem um termo lá que a gente avisa, eu tenho que avisar os pacientes pra me avisar se tiverem qualquer coisa, mas não tem.

nenhuma plausibilidade, nada biológico, que faça sentido que aquilo ali vai ter um efeito em depressão, porque não tem um efeito prático no sistema nervoso central. Não tem um efeito psicológico, porque o meme é sobre isso. É. Como que é, amor? Você sabe que você lembra mais? O meme é mais ou menos assim. Alguém falando do Rocutan num post, o comentário é, minha amiga tomou, ela se converteu, abandonou a igreja, brigou com o marido, blá blá blá, ameaçando uma faca, mas a pele tá ótima. Era algo assim.

Tanto que tem uma história de mundo real que é bem doida. Acho que foi dois mil e poucos que nos Estados Unidos um menino tava tomando rocotan e ele sequestrou um avião e fez um ataque terrorista. Meu Deus! Mas a pele tava bonita, né? Pena que não saiu bem na foto, né?

Mas aí culparam ele. Então, assim, existem pessoas com depressão. E o complicado é que no início eles partiam da ideia de dizer assim, ah, o paciente chegava no consultório, ele não tinha o diagnóstico de depressão. Aí depois ele usou o Rokutai e teve depressão. Mas nem sempre o paciente vem tatuado na testa de depressão. A gente depende do que a pessoa fala, né? Então, hoje o que eu faço é um acompanhamento muito próximo. Eu tenho muitos pacientes que o usam, mas tira a gordura da pele. E isso é muito medo, assim, irracional. Não tem todos esses casos.

Se tivesse, com a quantidade de gente que tem até mercado paralelo de Roctan, né? Tem muita gente morrendo, ia chamar bastante atenção. Mas agora pensando nessa parte anti-envelhecimento, não tem bons estudos disso. E eu acho que talvez não vai ter nem muito incentivo de ter, então talvez a gente não tenha, o que é uma coisa meio complicada, porque tá evoluindo outras coisas em relação ao rejuvenescimento.

Mas a gente vê na prática que como tira essa gordura e força uma certa renovação, quando a pele renova, ela vem mais bonitinha. E como é da mesma tretinoína que tira aqueles danos associados ali, existe uma plausibilidade, tanto que tem alguns pacientes que tem dano solar, que a gente usa em baixa dose e tem uma redução daquele dano ali. Então a gente vê que é plausível isso acontecer.

Mas não é indicação oficial do medicamento, tem toda aquela questão de usar um medicamento fora do propósito original dele. Mas existe sim uma lógica por trás que a gente vê algumas pessoas, por isso que acabou pegando, né, as pessoas usam. Eu tenho casos de pacientes que usam quando eles têm oleosidade muito excessiva, que incomodas até no cabelo, outras coisas que usam em microdose.

Essa da beleza não tá bem estabelecida, a gente não tem certeza, assim, tipo, a gente não tem estudos de pessoas que passaram 20, 30 anos usando pra poder dizer, olha, isso fez diferença em 20, 30 anos. E talvez a gente não tenha, mas empiricamente a gente vê os relatos dos pacientes, né, além de melhorar as espinhas, a pessoa diz, nossa, minha pele tá mais lisinha, porque parece que ajudou aquela renovação e ela se estabeleceu de um jeito melhor.

É, mas talvez passar retinol na cara seja mais seguro. É, o bom do retinol é que não tenha essa entrada sistêmica, né? Porque o maior problema do rocutan é que não pode engravidar usando, né? Porque ele vai passar pra placenta e bebê precisa de gordura na pele, né? Daí vai ter um problema muito grave. Eu lembro que eu fazia exame de sangue por conta do rocutan, era tipo mensal. É, tem uma questão do fígado.

No início, como sai gordura da pele, vai pro sangue, né? Daí vira colesterol. Então é normal aumentar o colesterol no início. Depois ele baixa, depois o corpo vai botando pra fora aquele colesterol. E tem pessoas que tem sensibilidade no fígado na hora que vai quebrar. Porque ele chega no fígado, ela chega, o fígado vai ter que quebrar pra ela poder sair pelas fezes. Tem pessoas que são mais reativas ali no fígado e acaba causando um dano.

Não é que o remédio ataca o fígado, as pessoas interpretam muitas vezes isso, é que o fígado faz essa quebra e bota pra fora. A maior parte das pessoas não tem problema. Tem casos que a gente até reduz a dose. Eu tive paciente, teve sensibilidade com dose alta, a gente baixou a dose pra três vezes na semana e conseguiu continuar usando. Mas tem muito misticismo. Também tem marketing, né? Porque se você quer vender um cosmético pra alguém com acne, é muito melhor que essa pessoa não esteja usando tratamento, né? Então, se você falar mal do remédio...

é bom pra continuar vendendo pro cliente. Então tem que dar um cuidado, mas é um medicamento tranquilo. Bom, vou ter que fazer uma última pergunta, porque me informaram aqui que infelizmente caiu a energia aqui na região, a gente tá no no-break. A família é assim, pessoal, preço de suíça é infraestrutura de Costa do Marfim. Tem esse blend aqui. A gente tá sem energia só com o break. Então se cair de repente é porque realmente o no-break acabou.

Mas eu vou fazer uma última pergunta pra tentar encerrar bem o podcast. Entendi. Sobre cabelo. O que a gente pode falar assim? Em uma pergunta!

Atenção! Se for pegar de forma geral pra cabelo, o melhor ainda é ter um estilo de vida saudável, porque o cabelo depende muito da circulação sanguínea, e a circulação sanguínea do cabelo acontece no sono. Então quando tá dormindo, se tu dorme mais tempo, vaso dilata, ali chega mais sangue e as coisas limpa, então melhor. Oi?

Os careca dormem um pouco. Além disso, estresse crônico. Estresse crônico vai dando asfixia. Cigarro também tem um efeito ali. Tanto que a gente vê que tem muito estereótipo o cara careca é o cara que morre de infarto, né? Então, assim, existe uma coisa muito ligada dos dois. Então, de principal, acaba sendo o estilo de vida, assim, de forma geral. Claro que aí hoje nós temos tecnologia suficiente pra tentar fazer estímulo de circulação sanguínea no couro.

O cabelo tem medicamento pra isso, tem procedimentos. Então, aqueles tratamentos que estimulam a circulação do sangue, realmente tem um...

Tem uma lógica por trás disso. Claro que a gente tem medicamentos que fazem isso também, mas tem até uns capacetes de LED, o problema é a gente ter certeza que aquilo tá tendo uma potência suficiente pra realmente fazer a diferença, né? Então... A luz voltou, pessoal. Pode responder com mais calma.

Desculpa por isso, Gustavo Não, o capítulo Pessoal, ao vivo tem essas coisas Mas aí é o que dá dúvida Se você for procurar na internet Vai ter uns capacetes baratinhos da Shine Só que daí, tá com uma potência suficiente Pra realmente fazer um estímulo por muito tempo É a luz de LED ou um pisca-pisca

É, exatamente, então tem que ter uma potência certa, o tempo certo, e aí tem que ver se vale o custo-benefício, né, porque às vezes é caro tu ficar pagando pra ir num lugar fazer isso, a pessoa tem que ver se vai realmente compensar, mas de forma geral, assim, ter uma vida saudável ajuda.

Não, eu tenho uma amiga que tem alopécia e ela já fez de tudo e faz tudo. Explica o que é alopécia. É quando cai o cabelo mais fácil. Eu acho que é isso. É melhor gostar de ficar, é verdade. Não sei. É que alopécia é a doença com queda de cabelo, né? Tanto que tem uma queda de cabelo que não é alopécia, que é o efluvio, que é quando cai, quando a pessoa tá estressada, tem alguma doença, que é uma queda passageira.

A alopecia é a queda, aí tem diferentes tipos. Tem a alopecia que é a calvície, que vai ficando fininho, fininho, ralinho assim, caindo geral. Tem a daquela moça, que eu acho que é o que ela tem, aquela que viralizou na internet, que é uma fibrosante frontal, que a testa começa a ficar bem longa, que eu acho que é o que ela devia ter, que vai tendo uma fibrose ali, que é uma doença de imunidade. E tem algumas outras, tem aquela alopecia areata, que fica um buracinho assim, que cai o cabelo, que a esposa do Will Smith teve, ela acabou raspando, que tava com vários, que também é uma da imunidade. Então tem diferentes tipos de alopecia.

provavelmente deve ser a alopecia androgenética, que é a famosa calvície. E aí, pra tratar esse tipo de coisa, diminui o estresse. E aí, o que que acontece? Eu falei dela porque ela já fez de tudo. Então, eu acho que um dos tratamentos que mais difundido é o tal do minoxidil.

Isso faz sentido. É, a alopecia androgenética, ela acontece por um sufocamento, é uma isquemia. Começa, tipo, estrangular ali o fio. E é curioso que ela acontece só nessa faixa mais central aqui dos lados, geralmente ela não acontece. Se tem uma teoria que tem a ver com a fáscia que a gente tem aqui, que vai sufocando e vai tendo um acúmulo de um hormônio, que é a de hidrotestosterona, que vem da testosterona. Nossa, que mulheres também tem, mano, uma quantidade menor.

E aí o corpo manda ali, achando assim, ah, vai ajudar, porque a dígida de testosterona, de forma geral, cresce pelo. Então, geralmente, vê o careca que tem pelo no corpo inteiro. Tem no peito, tem no braço, mas ali ele fica careca. Só que nesse caso não tá ajudando, então começa a acumular. Então, o que a gente tem de característica? Tem esse afinamento, tem um acúmulo desse hormônio ali e dificuldade de chegar a sangue. Então, os tratamentos que a gente tem é tentar tirar esse hormônio, tem medicamentos que bloqueiam uma enzima que transforma a testosterona, sair de dígida de testosterona, pra que não tenha esse acúmulo do hormônio.

Tem via oral, também tem como fazer até com o MMP, com microagulhamento, injetar ali local no couro cabeludo.

O minoxidil é um vasodilatador. Basicamente ele é um remédio pra pressão arterial que foi tirado do mercado porque não baixava muita pressão, mas ele faz chegar mais sangue. Então tem como, hoje a gente tem como fazer ele manipular de tomar, só que ele vai chegar sangue na pele inteira. Eu uso ele, às vezes cresce pela, tem lugares do corpo incompreensíveis, assim, porque, tipo, chega mais sangue. Eu vi sobre bebês que tiveram contato com o pai, assim, o pai passava crescer rápido, por exemplo.

aí abraçava o bebê, começou a crescer mais pelo no bebê é, porque o bebê já devia ter uns pelinhos ali chegou mais sangue nele e acabou incentivando então ele é um incentivador local, assim, do chegado e aí tem vioral, tem como passar o chato de passar ele, que pra ele funcionar ele tem que estar... Por que cai o cabelo, teoricamente? Porque ele começa a ficar sem nutrientes ele vai sufocando, vai... Não, não porque tem a... parece que quando você toma...

Ah, sim, é porque ele acelera, porque assim, como chegou mais sangue, um processo de renovar o cabelo, que o cabelo tem fase de crescimento, tem o cabelo que é tipo criança, adulto, idoso, ele tem um tempo assim, uns 3, 4 anos. Chegando mais sangue, é como se botasse ele num exercício, ele acelera esse processo. Então, os cabelos que já estão velhinhos, que já não estão muito bem, eles caem. Então, tem aquela queda inicial, e aí vai vir vários fiozinhos novos ali, vai estimular.

Só que qual o problema? Como esse processo vai sufocando, chega um ponto que não tem mais fio ali. Se não tem mais fio, não adianta botar sangue ali, porque não tem mais fio. E é implante. E tem pessoas que não respondem ao minoxidil. A gente não sabe exatamente porquê, talvez seja um pouco mais resistente, ou não consegue realmente ter um efeito ali. Assim como tem pessoas que tem uma calvície muito agressiva. Então tem casos que a gente vê com 20 e poucos anos de idade, a pessoa já totalmente careca.

Então, tem tratamento, mas existe esse limite que nem sempre ele acaba funcionando. Aí, no caso, o transplante acaba sendo uma boa opção. Só que tem que manter o tratamento. Porque senão, até... Tem fios que eles resistem muito bem, tá? Só que o problema é que como a pessoa não vai transplantar tudo, vai começar a cair os outros que sobraram, aí vai sempre ficar alguma coisa... É, isso eu vou falar, que o fio do transplante fica, o que cai é o que já ia cair.

É, e aí se tu transplantar muito vários, assim, quando vem, vai começar a aparecer uns buraquinhos esquisitos ali. É, o Giannoto, nosso CTO aqui, ele fez o transplante, né? E aí, ele tinha área doadora, tem gente que não...

tem área de dor. É, tem área de dor. Aí o cara não consegue botar. Na verdade, muita gente que eu conheço hoje fez transplante. É verdade. Popularizou bastante. Sem dinheiro, consegue fazer. Você acha que, por exemplo, vivendo, a gente vive cada vez mais. Se todo homem chegar até os 100 anos, todos terão que fazer o transplante, se quiser manter a estética, porque naturalmente vai ficando com menos...

É, porque, e tem uma coisa curiosa, quando a gente divide doenças, é complicado, porque todo homem, se tiver um acúmulo ali, vai ter algum grau de queda. Alguns são muito resistentes, tem pessoas que vai demorar muito. Só que além do fato de ter o hormônio, o sol no couro cabeludo, ele também afina. E quando ele afinar a pele, ele vai afinar o fio. Então, por exemplo, no meu caso, se eu pegar muito sol, eu queimo o couro cabeludo, e o meu cabelo vai afinando e vai quebrando também.

Então vai chegar um ponto que tem a própria senescência celular, aquela parte dos telômeros vão encurtando, o fio vai ficando mais fino. Então, como a tendência é que a gente viva mais? E agora com esses próximos anos, sei lá, tudo que vai surgir de mais avançado, eu imagino que as pessoas vão viver mais e o transplante vai acabar ganhando mais popularidade, porque...

Quando pegar o fio que já não tem mais, não tem muito o que fazer além dele. Muito embora a gente ainda tenha um pouco de esperança, porque como está surgindo muita molécula nova, vai que apareça algo muito revolucionário que estimula um novo folículo, tanto que agora está tendo alguns avanços, que é muito complexo, muito inicial, ainda até com exossomos e outras coisas que poderiam ajudar. Tudo muito inicial, mas talvez nos próximos 10 a 20 anos, talvez nem tudo isso, porque agora as coisas são de 2, 3 anos, a gente tem um surgimento de tecnologias muito grandes.

Bom, e eu tenho uma pergunta agora envolvendo essa parte mais moderna do combate à obesidade, mas não só a obesidade, né? Porque a gente vê essas canetas emagrecedoras, virou um fenômeno, embora o público-alvo fosse pessoal obeso, diabético, quem tá usando muito são as socialites pra perder 2kg. Sim. E aí, na internet, de vez em quando você vê, tem uma pessoa famosa, que ela desaparece um tempo, quando volta, tá com o rosto chupado, aquela cabeça de ozempi que o pessoal fala, porque perdeu.

bastante gordura. O que está acontecendo? Como é que a pessoa que está usando a caneta emagrecedora pode se prevenir para não ficar com o rosto muito seco, envelhecido em questão de pouco tempo de uso? É, o maior problema das canetas emagrecedoras é realmente o quanto é abrupto e também o que as pessoas fazem nesse processo. Porque imagina assim...

As pessoas não tem muita noção do quanto elas comem, tá? A gente tem uma noção muito ruim disso. No momento que a gente tá usando uma substância que vai reduzir o nosso apetite, reduzir toda a nossa saciedade, a gente perde um pouco a noção disso e pode reduzir muito o que tá comendo. E nesse ponto pode reduzir também o consumo de proteínas e outros nutrientes.

E o nosso corpo, como está sem calorias, ele vai entrar em desespero. E para o nosso corpo não é só questão de perder gordura. Ele perde tudo. Ele vai jogar... Tudo tem caloria no nosso corpo. Osso tem caloria. Músculo tem caloria. Tendão tem caloria. Tudo isso vai sendo gasto. Então, o que a gente vê é que a pessoa que tem uma perda muito abrupta, e principalmente que não teve uma nutrição boa nesse momento, que tem gente que eu já vi que quando estava usando, a única coisa que comia era doce.

Não tinha fome quase nenhum o dia inteiro. Aí quando eu comia no final do dia, eu vou comer um docinho, já que é o único momento que eu tô com fome. Aí a pessoa foi comendo pouco, foi perdendo peso só comendo doce. E aí perdeu muita massa muscular. Então, o maior problema é isso, é tu perder muito rápido.

sem acompanhamento profissional, sem fazer exercício físico é uma tragédia, porque o nosso corpo prefere queimar músculo do queimar gordura, porque gordura é proteção da vida, né? O corpo percebe, pera um pouco, tá perdendo muito peso muito rápido. Cai cabelo também, né? Se você tem uma queda de cabelo muito grande. Então, o grande problema é essa perda muito rápida. Claro que se você pegar assim, ó, digamos que a pessoa faça tudo perfeito, tá?

Use esses mais agressivos, né? Como o Mondiar e esses outros. Com acompanhamento nutricionista fazendo exercício e tal, igual ainda pode perder um pouco de músculo, entendeu? Não tem uma perda 100% segura. Mas com certeza, o pior...

É ser muito rápido, não ter um bom consumo de proteína junto pra poder ter pelo menos uma manutenção ali pro corpo não ficar desesperado tirando proteína e também não fazer exercício físico. Porque o exercício físico, ele tem muita sinalização pro corpo pra poupar massa muscular. Se não, o corpo, ah, vamos gastar massa muscular, né? Tem que perder peso. Não tá usando...

E a que a gente tem, no rosto, a nossa estruturação do rosto, as pessoas olham muito pra pele, né? Então, isso é outra coisa que eu falo bastante, que a pele é o que a gente vê, mas ali embaixo tem coxins de gordura fundos lá junto com osso e superficiais, que eles são diferentes. Os fundos é como se fosse um recheio, assim, do sofá aqui pra dar sustentação. O de fora é que dá aquela contorninha que a gente vê.

Mas os dois são importantes pra sustentação. Tem ligamento, tem tendão, tem músculo. Tudo isso aí pode enxugar muito rápido se a pessoa fizer. E como são canetas mais caras, eu vejo que as pessoas tentam fazer um intensivão, né? Tentar fazer o mais rápido possível. E isso acabaria sendo o pior.

É, as pessoas esquecem que a gordura no rosto é juventude, né? Quando a gente é novinho, a gente tem aquele rosto mais redondinho, assim, eu lembro. Na minha adolescência, eu era bem rechonchoda, assim. Eu não era gorda, mas o meu rosto era bem cheio. Tinha muita bochecha quando era criança.

Tinha bastante. E hoje em dia o meu malar é ótimo, mas eu nunca fiz, por exemplo, bichectomia. E eu lembro que tem uma época que foi febre de bichectomia e minhas bochechas sempre foram grandinhas, assim. E que bom que eu não fiz, imagina. Porque você vai envelhecendo e você vai perdendo gordura. Porque faz parte do envelhecimento. Então, hoje em dia, eu tenho uma estrutura boa porque eu não fiz isso. Porque se eu tivesse feito, eu provavelmente estaria com a cara mais envelhecida, eu acho.

É, até essa semana, acho que foi domingo, que eu postei um vídeo lá no YouTube, aqui no YouTube, né, dependendo do que você tá vendo, que é pare de queimar gordura no rosto, porque vai envelhecer, e lá eu mostrei isso. As pessoas estão fazendo bichectomia, essa gordura ali, ela faz uma ajuda na movimentação e estruturação. Quando não tiver, vai dar aquele efeito de uva passa, assim, vai cair. E tem muito processo, muito procedimento que queima gordura, que são vendidos por aí como juventude.

Mas tu vai afinar o rosto, mas aquela gordura ali, ela é importante pro futuro. Então tem locais, por exemplo, da lateral aqui do rosto e esse canto aqui, tem que cuidar o quanto queima a gordura, porque senão depois não vai ter o que vai segurar e a pele vai cair. Acaba sendo bom pra quem faz muita estética, né? Depois tu vai oferecer mais pra você. Tu coloca ali. Aí tu vira uma bola de neve. Mas no caso, assim, a gordura é importante pra estética, tanto que aí entra uma coisa que as pessoas ficam muito estranhando aqui.

As pessoas pensam, aparência jovem, vou ficar o mais magra possível. Não, uma aparência jovem geralmente tem um pouquinho de gordura que dá aquele rechunchundinho que a gente vê nas crianças e tudo. E agora com esse efeito dessas canetas, vai ficar enxugado. Em termos de procedimento, o que você considera interessante?

Porque hoje tem uma mirilha de máquinas e coisas que as pessoas podem fazer. E deve ter coisa muito boa e coisa que não é tão boa assim. É, a gente pode dividir, pegando-se até historicamente o que foi surgindo, eu acho que o grande procedimento mais popular é o Botox, que é a toxina botulínica. Ela bloqueia músculos. A gente sabe que os músculos vão gerando ruguinhas pela movimentação tanto da pele e pela mudança do músculo. É uma coisa que muitas pessoas não falam.

mas o músculo, ele muda ao longo da vida, ele vai ficando cada vez mais forte. Então, às vezes, tu pega um cara que tem 20 anos de idade, ele tem uma testinha fininha e tal, aí vai pegar o vô dele, ele tem uma testa grandona, assim, caindo com a sobrancelha, porque o músculo vai ficando forte a vida inteira, como se tivesse uma academia, assim, de expressão. Então, existe uma questão de a gente manter esse músculo atrofiado, se quiser manter ele paradinho ali, e também das rugas.

Eu acho o Botox o mais tranquilo de todos, tem que cuidar só em relação a extremos, né? Tem gente que fica com o rosto totalmente travado, não consegue nem mexer, daí fica meio caricato. Tem discussões do quanto ter rugas de expressão é importante pra comunicação. Você vai falar com alguém totalmente travado o rosto, vai ficar uma coisa meio...

expressar. É, então eu acho que tem que ter muita ponderação nisso aí, é um procedimento útil, por quê? Porque essas rugas depois elas vão ficando, mas também não se perder nessa coisa de ficar com uma cara trancada total, porque eu acho que também não é tão positivo. A dermatologia hoje trabalha muito com a ideia das pessoas tentarem fazer procedimentos sem parecer que elas fizeram.

Aquela coisa que tá sutil, ao ponto de ser, talvez, talvez só pra simplesmente envelhecer o bem. Então, o Botox é o mais tranquilo. Depois que a gente pode falar de surgimento mais recente, é os preenchimentos com ácido hialurônico, que ficaram muito populares, como a harmonização facial, que é um mercado gigantesco, muito agressivo, que você coloca o líquido ali dentro... Eu acho que não é tão agressivo, desharmonização é maior.

É esse. Como você for olhar, né? Porque o ácido hialurônico a gente pode dividir em duas coisas diferentes. No meio do rosto, geralmente ele enche um pouco mais o rosto. Aqui do lado a gente consegue dar estruturação. Tem como usar ele pra ser tipo um substituto de osso. Porque a gente vai perdendo esse osso e a gordura. Tem como colocar ele bem fundo aqui. E ele ficar ali meio que ancorando, dando uma seguradinha. E aí não é uma coisa que chama tanta atenção, mas pode melhorar um pouco a aparência. Quando tá tendo aquela queda ali.

Então, é um procedimento que, se bem feito, pode ajudar bastante. Ele pode ajudar porque às vezes a pessoa já não tem muito osso aqui. Como ela não tem muito osso, ele vai cair mais naturalmente. Então, se a pessoa botar um pouquinho mais, vai segurar. Ou, por exemplo, eu não tenho naturalmente tanta mandíbula, tá? Então, vocês estão vendo uma mandíbula meio fake aqui. Essa minha fake mandíbula, ela ajuda um pouco mais o meu rosto aqui do lado.

Então, eu tenho um pouquinho de ácido hialurônico aqui. Então, tem coisas que a gente consegue fazer ainda sendo... Tiquinha aqui, não foi a mão que eu levei? Não. O que foi que você botou?

Não foi? Não sei. A Mari preencheu um pouquinho. Não, na têmpora. A têmpora é um local que perde muita gordura. E daí ela... Fica bem afundada, né? É, daí eu falei, não, tá muito envelhecido. Daí eu fui lá na nossa dermatologista, Mariana Muniz. E aí ela colocou um pouquinho aqui. Mas foi só. Não, Max. Lá foi construído comendo carne.

selvagem. Não, Bruno, não tem harmonização. A pessoa me pergunta se tem harmonização no que. Eu também não tenho nada de ácido e alurônio. É, então assim, tem como usar pra coisas sutis. Só que daí também vai do excesso. Tem gente que tá fazendo mais e mais e mais, porque antigamente se acreditava que sempre saía tudo depois dos dois anos. Hoje a gente vê que não é bem assim. Tem lugares que o corpo tem mais dificuldade de tirando. Então tem pessoas que a gente tá vendo que tão ficando cada vez mais inchada.

Então aqui vai muito do bom senso mesmo, é que nem lábio, tem gente que faz o lábio e fica tranquilo, tem outros que fica com um bico de pato, assim. Eu acho que aqui vem muito do profissional, da pessoa também cuidar pra não ficar muito alienada com isso. Acho que é um procedimento ok. Depois a gente poderia dizer que tem os bioestimuladores de colágeno, que são substâncias que a gente coloca embaixo da pele, que eles fazem uma...

uma ativação de vias para tentar melhorar a estruturação do colágeno. Não é só uma questão de ganhar mais colágeno, mas é melhorar um pouco a organização ali. E aí tem diferentes, tem alguns que são com ácidos e outros que tem um efeito mais de compressão, como a hidroxipatita de cálcio, que vai melhorar um pouco a firmeza superficial da pele. O que pode ajudar em algumas pessoas também, é uma coisa que vai depender muito do nível de flacidez que tem.

Eu sempre digo que se a pessoa tem muita flacidez, talvez o melhor seja já pensar em fazer uma cirurgia plástica, porque às vezes a pessoa vai ter que fazer tanto procedimento para ter uma diferença.

mas é uma coisa que se feito mais precoce pode segurar um pouco, pode ajudar um pouco nessa estruturação do rosto. Acho que hoje, dos procedimentos invasivos, eles são os temas mais populares, tem alguns mais modernos. Quando a gente fala de laser, laser você vai jogar uma energia ali na pele, e a gente consegue até controlar um pouco as camadas, a quantidade de energia, a cor que tem.

Laser ajuda muito mais na aparência externa da pele, muito embora tenha alguns que não estão conseguindo chegar no meio para dar um efeito mais de firmeza superficial. Mas de forma geral ajuda com manchas, rugas, essa parte mais superficial, assim como peelings fazem isso com ácido. Então a ideia é você causar uma agressão, a pele recuperar dessa agressão e essa agressão não ser grande o suficiente para deixar uma cicatriz. Simplesmente deixar a pele com aparência melhor.

O mais potente é o laser de CO2, que tem vários casos de pessoas que tiveram queimaduras feias, até porque exageraram, então tem que ter muita cautela, ver como é que a pessoa responde, né? Porque duas pessoas podem responder muito diferente, é um dano, assim. Tem pessoas que respondem e fica com cicatriz muito fácil. E aí tem outras tecnologias mais modernas ainda, tem as tecnologias que quebram gordura. Essa é uma que eu já começo a ter um pouco de medo, como tem as tecnologias de ultrassom microfocado.

Tem várias marcas no mercado diferentes que jogam uma onda de ultrassom, vai fundo...

E queima gordura. Quando queima gordura, tem uma reação ali que o corpo gruda de volta. Então, tem gente que vende isso só como uma firmeza a mais na pele. Eu sempre digo pra cuidar que tá também queimando gordura, dependendo do local queimar gordura. Depois, aquela gordura pode fazer falta. Já vi acontecer aqui na região do olho, aqui embaixo, aqui nessa região também. Então, tem que dar uma cuidada de onde vai queimando gordura.

Assim como tem algumas outras tecnologias que conseguem entregar energia nos pontos mais profundos. A gente tem, por exemplo, tinha um microagulhamento clássico, que fazia um monte de buraquinho assim na pele, a pele recuperava. Hoje tem radiofrequência microagulhada, que você consegue fazer um microagulhamento e entregar energia um pouco mais baixo ali pra dar um estímulo pra fazer uma renovação. Então vai ser uma... Como é que eu fiz? Fotona? Não, de agora, esqueci.

A fotona é uma plataforma de laser, das mais modernas, assim. A pessoa pode usar ela e fazer muitas coisas diferentes. Então, já é um universo separado e que envolve muito qualidade de pele. O que eu sempre digo pra ter um pouco de cuidado é essa questão de queimar gordura no rosto. Principalmente o ultrassom microfocado. É, teria medo. Rádio frequência microagulhada. Tem que cuidar onde vai fazer, como vai fazer.

E agora a gente tá chegando nessas linhas, assim, que estão surgindo novos e novos processos, novas tecnologias pra tentar melhorar e um pouco além, tá? Que a gente entra na ideia do que estão vendendo hoje como medicina regenerativa. E é complicado, porque aqui a gente tem que cuidar muito com a linguagem de marketing, com o que é mundo real, porque é difícil, tá? Porque quando a gente fala em relação a envelhecimento da pele, envelhecimento como um todo, tem até um estudo que é...

que é muito interessante, que foi feito nos anos 80, 90, que usaram suplementação de beta-caroteno e vitamina A, foi o comitato de vitamina A, pra prevenir o câncer de pulmão, sabendo que são substâncias que têm um efeito anti-aging, assim. Eles tiveram que parar o estudo, porque viram que ao invés de estar prevenindo, estava aumentando a chance de ter um câncer. Caramba! Porque uma coisa complicada é, no momento que a gente tá tentando incentivar a nossa pele, regenerar mais o DNA,

Essa regeneração pode sair do controle e gerar um câncer. Então, um dos grandes desafios que vai ter dessas tecnologias do futuro de regenerar a pele, ativar genes da juventude, é a gente não ativar um gene que, eventualmente, vai começar a procriar e gerar um câncer ali no local. Então, é uma linha tênue, assim, muito delicada. Então, a gente tem tecnologias mais modernas, como, por exemplo, eu falei agora há pouco, estão surgindo esses exossomos que muita gente está falando por aí.

que são substâncias que a gente chamaria que são vesículas extracelulares. Essa é aquela parte nerd meio chata, tá? Que nós temos as células, a membrana das células ali que tem tudo lá dentro. Teoricamente é uma membraninha que entrou pra dentro, ela pegou umas proteínas de sinalização do que manda ordens pro corpo e ela acabou saindo. Então ela tá fora da célula. Ela não é uma célula, é uma vesícula, ela é um cantinho assim, tem uma membrana, e ela tem informações ali que podem gerar um resultado bom para alguma coisa. Aquelas informações podem mandar a pele renovar.

ativar algum gene, melhorar o cabelo e outras coisas assim. Então, tá surgindo muito estudo disso.

E a almorface é uma tecnologia... Eu fiz agora. A vantagem dele é que ele não é tão agressivo assim do dano da pele, né? Como ele entrega interno, é mais tranquilo, porque o dano foi muito lá dentro, assim, daí faz essa renovação. Mas esses exossomas, eles seriam essas partículas que dariam essa sinalização. E tem muita gente falando deles agora no momento. Só que o problema é que quando a gente fala de uma célula muito pequena, isso é uma coisa extremamente complexa de fazer.

Tipo, no laboratório, a pessoa teria que pegar uma amaranhada de células, que são células-tronco, mesenquimais.

fazer uma criação daquilo ali, forçar um estresse nas células, tipo, botar as células sem oxigênio pra elas sem estresse gerarem isso pra renovar, fazer uma coleta daquilo ali pra depois aplicar aquilo ali na pele ou no cabelo. Isso é muito complexo, é muito mais difícil, por exemplo, do que usar um ozenpik, que é uma molécula que botaram um pouquinho de gordura e ligaram na albumina.

Então a gente tá vendo que tá crescendo, tem muita gente muito na hype disso, tem gente dizendo que já consegue fazer no consultório isso, mas é um nível de complexidade que por enquanto parece que a gente não consegue chegar nisso ainda. Mas no futuro talvez chegue. Então a gente tá abrindo porteiras assim de conseguir não apenas usar esses mecanismos, mas como tentar ativar novos genes de renovação.

tudo muito inicial, assim como tem uma coisa que tá com um hype muito grande lá fora, que são os peptídeos, tem o peptídeo de cobre, que é o GHK, o que é Q de cobre, tá? Que é glicina, estidina e lisina, tem um cobre junto. Lá fora tá uma febre, acho que vai chegar aqui no Brasil também. Já chegou, pra quem não tem muito dinheiro. Aparece muito vídeo pra mim sobre peptídeos, mas...

Os mais diversos. É, mais diversos. Agora, peptídeo virou um sinônimo de tudo que é bom, assim, que tem um efeito revolucionário. Esse seria um, que a lógica seria que ele conseguiria ativar algumas vias de cobre pra fazer uma renovação na pele. E em estudos em células, viram que conseguia ativar genes de renovação do DNA da pele e desativar alguns pró-inflamação. Só que existe uma diferença gigantesca de você botar ele ali nas células, de colocar realmente na pele de verdade. Ele conseguir entrar na pele, conseguir ter o efeito na pele.

Então a gente tá muito numa coisa muito precoce, mas já tem gente comprando e injetando. Só que tem que lembrar que como a nossa pele tem todo um sistema de defesa, ela vai perceber que uma coisa foi injetada ali. Vai ter enzimas que vão ali, macrófagos, aquilo ali tudo pode ser muito destruído. E eu digo tudo isso porque muita gente tá usando, só que às vezes a pessoa injeta um negócio desses, tem uma reação inflamatória ali, tipo atacando aquilo ali, vai notar que a pele deu uma melhoradinha depois, mas foi pela própria agressão.

Se a pessoa tivesse só botado uma agulha ali sem nada dentro, poderia dar a mesma coisa.

Mas pra dizer assim que, falando nessa parte mais científica, a gente tem muitos desafios de como isso depois vai realmente ser comprovado que funciona, com bons estudos, nem sempre tem um incentivo de bons estudos, porque pra vender você não precisa de bons estudos, mas são tecnologias que eu acho que vale a pena falar, até o momento não tem bons estudos com humanos, tem um estudo só de um cara que foi o cara que desenvolveu a molécula cheia de conflito de interesse, que ele pegou 20 pessoas, mandou passar um creminho, e aí ele falou que foi melhor esse peptídeo do que o ácido hialurônico retinol.

Mas teoricamente do tamanho que o peptídeo, ele nem entraria na pele, porque ele é muito grande pra entrar na pele, então a gente já fica um pouco mais desconfiado quando o estudo é do próprio cara, mas é uma febre, então eu imagino que muitas pessoas já ouviram falar, até o momento não temos boa comprovação, assim como até o momento não temos uma boa comprovação e segurança até desses exossomos, outras coisas assim, fazendo injetável, tem muito mais estudo que passam em pele danificada assim pra fazer renovação.

Mas, com tudo que nós temos tido de progresso no estudo de peptídeos e coisas, eu acho que o futuro parece promissor mesmo, pra termos mais coisas do que esse básico que a gente tem hoje.

bem interessante bem interessante principalmente pra gente entender que faz diferença mesmo, né? pros negacionistas de procedimento e também de skin care você tá na dúvida? vai assistir o Diabo Vestprada olha lá a Anne Hathaway

Não, a mulher tá braba. Ou é uma vampira. É outra opção, né? Acho que não. É que é complicado, porque como é uma indústria que tem muitos produtos, você chega na farmácia e tem muitos e muitos produtos, tem muito excesso também, né? Tem muita coisa que é repetição. Às vezes tu pode ver uma mesma marca tem uns cinco hidratantes diferentes, só tem nomes diferentes e é um produto quase igual. Então a indústria também não nos ajuda, mas é que o foco dela é tentar aumentar a lucratividade e sobreviver, né? Então...

Mas usar produtos funciona. É que nem com o negócio de protetor solar. Muita gente pode assistir e dizer, ah, tá aí um cara que foi pago pela indústria. Ou a faculdade dele foi manipulada pela indústria. Mas é que eu vivo no mundo real. Eu tô ali atendendo o cara com câncer. Existe um mundo real. Não é só a indústria me dizendo. Os estudos existem.

A gente tem estudos, por exemplo, a Austrália sofreu muito com câncer de pele e dano solar, porque foram britânicos que foram lá para aquele sol que é tão forte quanto o nosso, que mostraram que acompanhando, eles fizeram uma coisa bem interessante, eles pegaram uma cidade pequena chamada Queensville, eu acho, e eles fizeram uma aula para a população, uma metade da população, e eles falaram, ó, usar protetor solar é importante, protetor solar para vir danos e tal.

E a outra metade, eles fizeram um sistema que eles ligavam quase todo dia pra dizer, passou o protetor solar, passou o protetor solar. Ficaram cometendo bullying com os caras por um tempão, assim. Fizeram isso por uns dois, três anos. E os outros podiam usar protetor solar, só quando eles quisessem, lembrando da palestra. Fizeram esses dois anos, depois eles acompanharam dez anos depois.

Quem sofreu o bullying, lembrar de usar protetor solar, envelheceu muito melhor, porque o foco do estudo foi muito mais em relação a câncer, né? Reduziu bastante câncer, mas o que chama a atenção foi ver os critérios de envelhecimento, reduziu muito manchas, sinais de envelhecimento, então aquela constante lembrança. E o que eles viram também na análise dos grupos é que aquele outro público esquecia muito protetor. Mesmo as pessoas sabendo, é difícil lembrar.

E aí também, com a pessoa entrando na internet e alguém falando que não serve pra nada, é mais complicado ainda, tá? Então, a principal mensagem é assim, ó, vale a pena usar. É só achar algum que goste, lembrar desses horários do dia que tá com o sol mais intenso, entender a sua própria pele, né? Algumas pessoas queimam mais do que outras, tudo com bom senso, assim.

Muito bom. Perfeito. Gustavo, muito obrigado pela presença. Foi ótimo recebê-lo aqui. Passamos aqui por vários assuntos e peripécias de Alphaville. E aí, para o pessoal que está assistindo e quer aprender mais contigo, você citou várias vezes seu canal no YouTube, que está chegando a quase um milhão de inscritos, mas deixe as redes todas, faça o seu trabalho, fique à vontade para divulgar o que quiser.

Ah, o principal é o meu canal do YouTube, que é o Sem Filtro Borchardt. O YouTube é um pouco complicado, às vezes, conseguir achar os conteúdos, porque pelo próprio algoritmo, às vezes, os títulos não ajudam muito, tá? Mas eu tenho um site lá linkado hoje, que as pessoas podem clicar, e daí tem por assunto, tópico, produto, a pessoa pode encontrar ali os vídeos que eu já fiz, porque já tem bastante vídeos, tem mais de 400, 500 vídeos.

O principal do meu conteúdo tá lá. Tenho também o meu Instagram, que é do Gustavo Borchardt. Tenho o TikTok, mas no TikTok eu não faço muita produção.

E eu tenho a minha plataforma, que é o que eu chamo de método Derma, que eu uso todos esses critérios, eu explico toda essa parte de como organizar uma rotina de cuidados, eu tenho guia de ingredientes, que eu explico cada ingrediente, se eu falo de rotinas, lá também eu tenho guia de procedimentos, que eu já fiz vídeos de cada procedimento, explicando cada um deles, melhores indicações. Então, pra quem quiser uma coisa mais completa, eu também tenho lá o método Derma.

Mas no canal lá tem vídeos, hoje mesmo de noite vai ter um vídeo sobre bigode chinês, que eu fiz uma revisão, são vídeos um pouco mais longos, mas eu explico toda a parte anatômica, o que causa a queda, o que dá pra fazer, então tem bastante conteúdo pra quem tiver interesse. E eu agradeço muito a oportunidade, porque realmente é bom levar a mais pessoas, ainda mais essas histórias de coisas, porque se você for procurar hoje esse negócio de prêmio Nobel...

sobre sol na pele, tá? Procura no Google. A própria Gemini puxa muito dessas informações da EWG e não conta que ele morreu da doença, não conta que naquilo ali não salvou o cara. Dá a impressão que ele fez uma revolução e o sol cura tudo. Mas não é a história total. Então a gente tem que saber a história, tem fontes boas pra gente estudar tudo isso e eu tento levar essa informação pras pessoas. Então realmente agradeço muito a oportunidade.

A gente que agradece. A gente que agradece. Muito obrigada. Sabe qual o resumo que eu poderia fazer do podcast?

cuidado com a exposição a sol e não morra nos próximos 10 anos vai mudar muita coisa a evolução tecnológica como já mudou, você volta 10 anos não morra que você vai poder morrer mais jovem com a cara mais jovem quando vem daqui a 10 anos fazer uma pequena injeção, rejuvenesce 5 anos da pele vai saber

Bem, muito obrigada pela presença aqui, Gustavo, e obrigada a vocês pela audiência. Não se esqueçam de se inscrever no canal, a gente sempre esquece de pedir. Então, se inscrevam no canal, se você está ouvindo pelo Spotify também, dá para se inscrever e curtir. E vocês encontram a gente aqui, semanalmente no canal dos sócios, sempre com episódio novo, para de alguma forma acrescentar na sua vida. E vocês me encontram no arroba maluperine lá no Instagram.

Vocês me encontram no Instagram Bruno, underline Perini, canal do YouTube Você Mais Rico, vídeos semanais e sempre aqui nos sócios. Para quem assistiu nosso, muito obrigado pela audiência, o nosso convidado, obrigado pela presença, espero que volte mais vezes. E é isso, pessoal. Grande abraço e até a próxima. Beijos.

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