QUEM VAI VENCER AS ELEIÇÕES DE 2026? | Os Sócios 295
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O Brasil chega a 2026 em meio a um cenário eleitoral ainda aberto, mas com sinais claros de mudança no humor político do país.
Depois de anos de eleições polarizadas, desgaste institucional, avanço do Centrão e disputa intensa entre direita e esquerda, a próxima eleição pode revelar mais do que a força de um candidato: pode mostrar se o eleitor brasileiro está pronto para inaugurar um novo ciclo.
A disputa passa por várias camadas: rejeição dos principais nomes, comportamento do eleitor de centro, força regional dos candidatos, voto feminino, segurança pública, programas sociais, fisiologismo, emendas parlamentares e o peso de uma máquina pública cada vez mais cara.
Lula ainda é uma peça central nesse tabuleiro, mas o debate vai além dele: envolve a capacidade da esquerda de se renovar, a organização da direita, o papel do Centrão e os limites de um sistema político que parece sempre cobrar caro de quem chega ao poder.
Quem larga na frente em 2026? A polarização ainda será suficiente para decidir a eleição? O eleitor de centro pode mudar o jogo? A direita conseguirá se unir em torno de um nome competitivo? A esquerda terá força sem depender tanto de Lula? O Centrão já está recalculando sua posição?
E, no fim, estamos diante de mais uma eleição apertada ou de uma mudança estrutural no mapa político brasileiro?
Para responder essas e outras perguntas, recebemos Roberto Reis e Anderson Nunes no episódio 295 do Podcast Os Sócios, que será transmitido nesta quinta-feira, às 12h, no canal Os Sócios Podcast.
Hosts: Bruno Perini @bruno_perini e Malu Perini @maluperini
Convidados: Roberto Reis @robertor.eis e Anderson Nunes @andersonnunesanalista
- Eleições 2026Rejeição de Lula · Polarização política · Voto feminino · Centrão e governabilidade · Candidatos emergentes
- Estratégia eleitoral de antagonismoCampanhas de Flávio Bolsonaro · Haddad como candidato · Renan e novos partidos
- Popularidade de LulaRejeição de 49% · Aprovação e rejeição
- Impacto das Redes SociaisJovens e redes sociais · Comunicação política
- GeopolíticaInfluência dos EUA · Relação Brasil-China
E aí, pessoal, vamos começar mais um episódio do podcast dos sócios. Quem fala aqui é Bruno Perini, host. Estou, como sempre, com a Malu Perini, minha esposa, host, o belo host, tudo sócios. Olá, pessoal. Sejam bem-vindos a mais um episódio dos sócios. É tranquilo hoje, né? Hoje. Nem gera paixões, né?
Não, mas é um bom time. A gente vai falar sobre eleições, quem vai vencer, vamos falar sobre os nomes, se vai entrar alguém, né? Se vai ter surpresa ou não. Mas ontem aconteceu uma vitória inédita, eu acho. Não é inédita, mas aconteceu um babado. A vitória depende pra qual lado você prefere, entendeu? Sua tendência. Mas realmente foi o que não acontecia em 100 anos, que foi um nome...
de um possível, seria uma cadeira nova no STF, sendo rejeitada. Rejeitada, exatamente. Então a gente vai falar sobre tudo isso e vamos tentar falar de forma tranquila. Bom, e antes de apresentar nossos convidados, que vêm pela primeira vez aqui no sócio, eu tenho dois recados para vocês, pessoal. O primeiro deles é que ontem a gente abriu a 31ª turma do Vivendo de Leilão.
que é o curso da minha irmã Priscila Perini sobre arrematação de imóveis que vão para leilão. A Priscila hoje é a pessoa que tem mais imóveis arrematados no Brasil, no próprio nome, são 217 até o momento e eu acho isso extraordinário, que ela tem 35 anos. Eu sempre falo que um mercado onde a referência é uma pessoa muito nova é um mercado imaturo ainda. Investimento é referência ao Warren Buffett, que tem mais de 90 anos, por exemplo.
Então você vê como é um mercado meio que inexplorado. Sendo que, se você pega estatística, em 2022 nós tivemos cerca de 9 mil imóveis na leilão no ano inteiro. Agora em 2025 a gente teve cerca de 116 mil imóveis na leilão apenas no primeiro semestre do ano. Isso como resultado dos juros altos. Aqui no Brasil muita gente acabou ficando na deimplente, o imóvel foi retomado pelo banco, e o banco precisa vender esse negócio rápido.
para voltar a ter o caixa, e o instrumento para isso é o leilão. A gente abriu a inscrição ontem, muita gente já entrou, mas para quem não entrou a gente tem um...
bônus, que já estava lá anunciado, nada que a gente criou agora, que é o seguinte, para quem adquirir o curso até as primeiras 24 horas da janela de abertura, ou seja, até 9 da noite de hoje, você concorre a 10 consultorias, você não, todo esse público, a 10 consultorias com a Mirma. São consultorias, se não me engano, de duas horas, você pode usar quando você quiser, e como eu disse, a Priscila é uma mega especialista nesse nicho.
E nós também teremos uma live no Instagram hoje às 8 horas da noite para falar sobre esse assunto. Para quem quiser acompanhar também, fica o convite. Alunos do Viver de Renda tem desconto especial e há mais informações nos links aqui abaixo no podcast. E outro recado é para você que está meio preocupado com o Brasil, quer aproveitar a baixa do dólar para desvencilhar um pouco o seu patrimônio do mercado nacional. A Coinbase, uma das maiores corretoras de cripto do mundo.
Está nos Estados Unidos, mercado mega regulado, eles são custodiantes dos principais ETFs de cripto também no mercado americano e você pode abrir conta lá, fazer transferência com PIX, você pode comprar o SDC, por exemplo, que é uma stablecoin de dólar, uma das principais do mercado, e deixar rendendo para ganhar 7% ao ano em dólar ou, se você quiser também, em Bitcoin. Então, para quem quiser abrir sua conta, tem um QR Code aparecendo aqui na tela e aí fica o convite para conhecer essa corretora, que é muito boa, muito segura.
Bom, agora apresentando nossos convidados, recebemos aqui pela primeira vez, Roberto Reis, ele é estrategista eleitoral com 27 anos de atuação em campanhas políticas e marketing e influência em todo o Brasil, especialista em consultoria, eventos e treinamentos para os universos político e empresarial, assina análises em veículos como o Cruzoé e o Antagonista.
Foi responsável por estratégias vitoriosas nas eleições de 2014, 2018, 2022 e 2024, além de prestar consultoria para bancos, corretoras, assets, family offices e grupos empresariais do setor imobiliário, industrial, de agro e de construção. Roberto, bem-vindo ao Podcast Sócios. Muito obrigado, muito obrigado, Malu, muito obrigado, Perini, muito obrigado à audiência.
Tem um ponto interessante aqui na sua apresentação, eleições 2014, 18, 22 e 24. Ou seja, você trabalhou para ambos, vamos colocar assim, os lados do espectro político. Para começar, para relaxar, eu trabalhei 10 anos como fornecedor, sou profissional, do PT, no auge do PT, entre 2000 e 2010.
Então eu entendo um pouco a cabeça deles. Quando muitos questionam, será que eles estão realmente com essa intenção? Como eu vivi de perto aquele tipo de reunião deles, que são enormes, todo mundo se inscrevendo para falar?
e no final acaba que é para marcar outra reunião, eu entendo esse meio político ali de dentro e sei como eles pensam. Então foi para todos os lados, para Novo, Clube de Futebol, tem eleição em Clube de Futebol, onde precisou, uma entidade, o AB, onde precisou de uma eleição e onde estava disputado, estava lá atuando.
E recebemos também o sócio do Roberto, Anderson Nunes, analista político com 20 anos de experiência no setor público, engenheiro especialista em gestão e obras públicas, comina rigor técnico com leitura política apurada para analisar os bastidores de Brasília. Com ironia elegante e análise precisa, tem se destacado pela capacidade de antecipar movimentos, interpretar sinais de poder, identificar tendências no cenário político brasileiro. Anderson, bem-vindo ao Podcast Sócios. Muito boa tarde, Bruno. Boa tarde, Malu.
Falu, obrigado, boa tarde aos telespectadores que nos acompanham aqui ao vivo. Bom, vocês estão mais acostumados com o Twitter, né?
Mas podcast é tranquilo, gente. Só podem pegar um corte, tirar de contexto, postar e acabar com a vida de vocês, entendeu? É o que a gente aprende a todo dia. Mas a chance é pequena. Se eles lidam com o Twitter, eles estão bem. Se a chance é de 1%, a gente está chegando em 300 episódios, tem 3 que podem acabar com a nossa vida, né, Bruno? Eu te garanto que provavelmente eles estão aí já. Ou foram arquivados, já aconteceu. É, vamos ver. Basicamente, quem trabalha com eleição acontece isso toda semana. Imagino, né? Eu não invejo a vida de vocês. Bem claro.
Mas agora começando, eu vou usar até uma fala sua aqui, Roberto. Você falou, eu trabalhei com o PT durante o auge do PT. Colocou até mais ou menos 2010. Então, na sua opinião, o PT está realmente em declínio?
Eu entendo que sim, e muito do que as pessoas imaginam sobre a força do Lula vem através da imprensa aberta, onde o governo é anunciante, onde temos ali jornalistas mais de centro-esquerda, esquerda, então o que é dito ali nem sempre reflete a realidade. O que eu falo para empresários...
para o capital, para quem carrega o Brasil nas costas, é que há uma infinidade de números que mostram um modelo desgastado de longo tempo. E aí eu tenho o aspecto eleitoral, que a gente explica muito por um ciclo de mandato, como é que funciona no Brasil, e tem o aspecto histórico também.
que as democracias passam por mudanças de tempos em tempos. O eleitor não tem uma vontade só. A gente não é igual a China, que pode fazer um planejamento de 30, 50 anos. Então a cabeça vai mudando de tempos em tempos, e os políticos que mais se adequam àquela demanda daquela época se dão bem. O Lula tem um modelo vencedor eleitoralmente falando, mas que está ultrapassado. A sociedade toda mudou, está em outro caminho.
E ele, não sei se pela idade, por ele ter sido vencedor nesse modelo, ele não consegue se adequar, não consegue pivotar. Ou seja, isso é um pouco PT, porque PT é o Lula. Eles têm um desgaste que não é visível ao olho do leigo, mas que mostra que o teto dele é cada vez mais baixo.
Só um número, né? Eu sei que todo mundo gosta de número. Da eleição passada pra cá, em média das pesquisas, o teto do Lula baixou 5%. Só 5%? O que é esse teto, só pra entender? E olha que interessante, né? Só 5%, mas sim, ele ganhou a eleição por 1,9%. Então pode fazer total diferença. Seguinte, Perini, Malu, antes de olhar a aprovação, olhe rejeição de um político. A rejeição é totalmente cristalizada.
Por exemplo, a gente não vai falar nomes aqui de vocês dois, mas eu pergunto assim, qual candidato você não vota de jeito nenhum? Você vai falar...
Aí eu vou falar assim, Perini, vou mudar a sua cabeça. Vou ficar as próximas duas horas te jogando diversos argumentos para você votar em Lula. Não consegue. Você entende? Você não vai mudar essa opinião. Eu não vou conseguir convencer, por exemplo, um São Paulino a torcer para o Coninches. Então, só o eleitor do meio. Esse desgaste do Lula ao longo do tempo...
ele é medido a finco para os institutos. Quem é profissional ou eleitoral sabe que é mais importante do que aprovação verificar a rejeição. É uma frase minha que rejeição é mais fiel que o amor. Então, ao longo do tempo, esse desgaste vem se elevando. A maior série histórica de análise de rejeição que tem no Brasil é do Datafolha, 37 anos, desde a primeira eleição do Lula em 1989.
E quando ele vem para o poder e ganha a primeira eleição, muito em função do Duda Mendonça, que fez um bom trabalho de embalagem nele. Lulinha, paz e amor naquela época. Aí já vestia terno, já deixou o grisalho da barba, já não gritava tanto. Aí ele foi eleito com 30% de rejeição. Fez um bom governo, mas a gente tem que lembrar no ciclo de commodities. Ele se beneficiou muito com isso e ele conseguiu baixar o nível recorde de pouca rejeição dele, 26%. Porque ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele
Em 2022, ele está lá com aquela questão toda jurídica, embolada, e destravam ele para competir novamente. Ali ele foi eleito por 1,9% de votos.
mas ele tinha 39% de rejeição. 39% de rejeição e muito alto. Só tinha um jeito dele ganhar, se ele disputasse com alguém que tivesse mais rejeição que ele. Então, o jogo foi esse aí. E tinha mais rejeição que ele, o Bolsonaro, só que agora o cenário, durante o mandato, que eles dizem que o pior inimigo do PT é o mandato.
O incubante se desgasta. Sendo oposição, eles têm até chance de crescer. E aí ele, agora medido no Datafolha, há 15 dias atrás, nós estamos no mês de abril, caso o pessoal ver esse podcast lá, ele atinge 49% de rejeição.
É muita coisa. É, 49%. Vou te dar um exemplo do que isso significa. Existe um instituto maior do mundo que se chama Gallup, Estudo de Pesquisa. Ele fez um estudo amplo ao longo do tempo, medindo rejeição e reeleição. Nunca ninguém foi reeleito no mundo em democracias com mais de 49%.
Então o Lula está lá, 49, 49. Nunca no mundo. No mundo. Caramba. Democracia, não. Talvez na Venezuela. Aí, resumindo a história, você está na beirada, só que isso é o Datafolho. Isso é a minha opinião, não um fato, a opinião minha. É um instituto mais otimista com o Lula.
seja pelo seu modelo de entrevistas lá. Vários outros institutos dão 50%, 51%, 52%. Se eu não me engano, o Atlas essa semana já deu 51%. Então ele está numa fase que a gente chama agora de rejeição proibitiva. Cientistas políticos.
até do campo mais ligado à esquerda, como o Alberto Ameida fala. Lula hoje usa esse termo, é favorito para perder. Isso é uma coisa que eu falava há um tempo atrás, uma série de fatores que a gente vai explorar ainda, mas hoje, não sou voz única, o pessoal entende que com essa rejeição não dá.
Qual é a eleição do Lula? A eleição do Lula não é em outubro. A eleição do Lula é agora, nos próximos 100 dias, até o momento que anunciarem o candidato oficial. Qual a data limite para isso? Só para o pessoal ter em mente. Como é que é a data limite? Então, limite juridicamente, 15 de agosto. Na prática, final de julho. Por quê? Porque é igual lançar um produto. Então você tem que ter uma convenção, que é uma fé exata. Você não pode ser de última hora no improviso, igual aconteceu com a DAD em 2018.
E aí, a gente tem alguns índices para medir. O próprio Alberto Almeida fala que...
O bom e ótimo, ele mostra muito sobre reeleição. O bom e ótimo do Lula está muito pequeno. O ruim e péssimo é rejeição na veia. O cara que responde sobre o mandato ruim e péssimo na entrevista significa o seguinte, não voto em você nem pintado de ouro.
Para você ser reeleito, segundo os estudos aqui do Brasil desse cara, o Lula teria que baixar 10% do ruim e péssimo. Só que ele está nos 45 minutos do segundo tempo, depois de cinco mandatos. Três por ele e dois para Dilma. Então, o que acontece? A rejeição já é cristalizada. Ele tem um ciclo do qual a gente vai explorar, que é difícil ele se conectar com a sociedade.
E ele tem até esse prazo para ele se viabilizar. Senão, ele viria com uma certeza muito grande de não ser favorito, o que é muito ruim. Vou fazer uma analogia. Eu já usei esse aqui. Brasil, campeão de 58, 62 e depois 70 no auge. Pelé resolve não jogar 74 por uma série de questões. Brasil perdeu em 74. Pelé seria lembrado pela Copa que perdeu.
Do ponto de vista vencedor, Lula perde as três primeiras, depois ele ganha cinco diretas. Quando você indica o sucessor, é uma vitória também. Então, se você perder a última agora, na política você só é lembrado pela última. Eu vou falar uma coisa aqui que eu sei que talvez vocês não vão concordar, mas eu lembro da época, porque eu via estudos de pesquisa. Dilma.
No auge dela do primeiro mandato, ela era lembrada pelo eleitor como uma mulher técnica, uma gerentona. Qual é o fim político dela? Impítima, ostracismo, aquelas frases soltas. A gente só vai lembrar dessa parte. Lembra que o inimigo do PT é o mandato, né?
O pior que pode acontecer até para o Lula, nesse caso, ele ganhar. Como é que seria um quarto mandato dele? Sim, foi muito discutido. O Congresso não está muito legal com ele. A gente viu ontem com o Messias. Aí você tem a questão geopolítica e a conta. A conta chegou. Anos e anos e anos de custo de pandemia não estando em pandemia. A melhor opção para eles é passar agora e mandar um manjão para outra pessoa. Por exemplo, na Argentina aconteceu isso. Quando o Millet entra, passa três meses ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele
Os peronistas começam. É culpa do Milley. Ele está passando... Eu já fiz campanhas tanto de oposição quanto de governo. De governo, coitado de Sidoni, é muito complicado. Você tem uma série de fatores. Agora, bater é fácil demais. Então, para o PT voltar a crescer, ele tem que se renovar e tem que estar na oposição. Eles sabem disso, mas dói admitir. Mas, mesmo assim, é uma certeza que o Lula vem? A gente não tem essa certeza, então, se o Lula vem ou não.
A lógica é que ele venha. Tem gente que precifica isso 50%, 50%. No Polimarket, 80%. Ontem, depois do Messias, deu uma osciladinha para baixo. Mas o Polimarket marca 80% de chance dele vir. Por quê? Porque não tem ninguém para colocar no lugar. Exatamente. Esse é o grande motivo. Ele não fez seu sucessor. Propositalmente.
uma escolha. Ele, sempre que tinha alguém crescendo, disse eu, Haddad, sempre colocavam os caras numa enrascada. O que, não é verdade, mas isso eu escutei de gente grande lá dentro. O termo que esse amigo meu lá de dentro contou, que é o seguinte, o PT é igual um pé de manga, não cresce nada embaixo.
O Lula, ele dá mais valor do que o poder em si, o seu legado, que ele acha maravilhoso. Ele coloca numa cúpula de acrílico assim, Lula 1, 2 e 3. O Lula 1 tirou o Brasil da fome, que ele disputa isso com o Fernando Henrique Cardoso, que na verdade criou os projetos sociais. Lula 2, no boom das commodities, era o cara do Obama.
projetou o Brasil para o mundo, estou falando a visão dele. E o Lula 3, ele estava lá de bobeira, chamaram ele, salvei a democracia. Então, o que acontece? Você precisa criar, como publicitário te falando, uma temática para um quarto mandato, ela ainda não tem. Por isso que o Lula está tentando cavar a falta de um lado para o outro. Então, eu entendendo uma série de dados de quem trabalhou em campanha eleitoral,
eu vejo a probabilidade dele não vir ser maior do que a que ele vem. Só que... O esquadro do Polimark, então, esse 80-20 está subestimando. É, subestimando. O mercado, tem gente grande no mercado que aposta meio a meio, e eu acho uma probabilidade maior.
dele não vir. Mas o dado principal que a gente tem que entender é o seguinte, que a eleição dele é agora. Se ele chega ali no final de julho, ele faz uma boa composição com alguns partidos grandes, que ele não pode vir sozinho, ele melhora os índices de aprovação dele. Mesmo dentro desse contexto, ele virá, sabendo que ele é favorito. Então a eleição dele é agora. Ah, outra coisa também que eu escuto desse pessoal, eles vão tentar até lá.
o termo que eu escutei, morrer os adversários. O adversário, especificamente Flávio Bolsonaro. Eles vão tentar de tudo. Então, neste momento, está acontecendo a eleição do PT. Se ele passa melhor esses índices...
ele pode se tornar favorito, ele vem, com uma certa segurança. O importante dizer é que não compensa ele vir só para perder. Para ajudar os companheiros, não é do feitiço do Lula, se for para ajudar outros companheiros, ele vem para dar um grande finale no seu legado. Se não for para isso, não faz sentido para ele, politicamente e eleitoralmente falando. Eu sei que pode parecer estranho, mas os valores para nós, que somos empresários, são diferentes.
para quem é político. Ele pensa de outra maneira. Ele construiu uma vida assim e ele entende que ele precisa preservar isso. Até porque, na Lava Jato, foi onde que destruiu o legado dele. Ele sai com 80% de aprovação no segundo mandato.
amigo dos campeões nacionais, que ele ajudou a construir, amigo do Centrão, geopoliticamente bem reconhecido, dava palestra no mundo inteiro, e ele é jogado numa cela e fica 583 dias preso. Aquilo ali destrói tudo o que ele construiu nos dois primeiros. Lembra que a gente só lembra do final do filme.
ele vem para reconstruir. E a imagem mais simbólica disso é a primeira aparição dele na Globo. Ele tem uma mágoa, ele escreve sem língua, que a Globo ajudou, destruiu. Ele vai no Jornal Nacional, senta frente a frente com o William Bonner e pergunta, Bonner, antes de começar a entrevista, tem alguma coisa aí para você me falar?
lembrado assim, a gente combinou a coisa, o Bonner não sei, não, não. Ah, sim, não. Disclaimer aqui, a gente viu que não foi imputada todas as acusações, que o processo, ele solicita uma desculpa formal para o William Bannon. Ou seja, o principal motivador dele é esse, a reconstrução.
Quando ele chega no terceiro mandato, mais do que ser pragmático, ele vem limpar algumas dessas coisas em termos de comunicação e políticas. O que dá para fazer, que não depende no Congresso, ele vai desfazendo coisas que Bolsonaro e Temer fizeram, justamente para tentar voltar o seu legado. Só tem um problema.
os tempos mudaram. As coisas não funcionam igual antes. Vou distribuir BNS, não funciona igual antes. Tem um monte de coisa que mudou, mas aí é outro contexto que eu explico. Perfeito. Quer acrescentar alguma coisa, Anderson? Eu nada complementar ali. Hoje, na verdade, a questão do Lula é que ele está num tema analógico.
E a gente vive uma era digital. E aí o Lula não consegue fazer essa conexão com o jovem hoje. E aí é o grande vilão. Por exemplo, a gente pode dar um exemplo aqui do Nicolas, o trabalho que ele vem fazendo nas escolas e tudo. E a quantidade de eleitor hoje, com 16 anos, tirando o título para votar. Que foi o que aconteceu na campanha de 2022, por exemplo. O Lula não consegue criar essa conexão mais hoje. Ele tem grande dificuldade. Não é que ele não tem...
WhatsApp, ele não tem celular. Não tem? Não, não tem. Não tem celular. A conexão dele, quem faz é a Janja? É isso? É, e tem uma pessoa lá no gabinete dele que fica no andar, que pega e leva o celular, igual os Incas faziam. Você vai lá e leva o celular. Tipo um telefone mesmo, ao invés de ser um celular, é um telefone que vai e volta. E ele achou de quem fica. Sabe? E também de saúde.
A gente que tá rodindo. Tá aí o segredo da vitalidade, né? É verdade. É isso aí. Nossa, mas esse eu não sabia. Essa foi uma informação nova. Eu já tinha ouvido sobre isso, mas eu não tinha a confirmação, né? E acha ruim quem usa muito o celular perto dele. Acho. Ele tá certo nisso daí também. Olha, nunca achei que eu pudesse falar algo desse tipo. Ainda bem que eu falei antes que eu jamais voltaria nele, né? Mas tudo bem.
De certa forma, está certo pelo exagero do uso. Mas quando ele fala isso, ele impacta diretamente, você fica muito olhando, ao eleitor de hoje. Sim, porque todo mundo está... Nós somos o capital produtivo e isso aqui é uma ferramenta.
meta de trabalho. A última coisa que a gente faz é ligar, né? Eu não tenho nem o ícone de ligar aqui. Não consegue me ligar também. As pessoas não conseguem me ligar. Eu consigo, infelizmente. Infelizmente, porque eu tenho filho, né? Minha irmã e minha mãe. Ele acha ruim das pessoas que se humilhar. Só que é o seguinte, vocês entendem, vocês são mestres nisso em redes sociais. Tem jeito de você ser bom numa matéria que você acha ruim? Não.
Se ele não gosta, coitado do Sidoni, que tem que ficar chamando ele o tempo todo para fazer coisas que ele não gosta. Isso é um dos desafios dele também, a comunicação com esse tipo de eleitor. Entre o eleitor jovem, medido em várias pesquisas, sabe quanto é a rejeição do Lula? 70%. Jura? Nossa, isso também é novidade para mim. O eleitor jovem hoje é conservador. Pois é, isso é muito interessante, porque se você vai numa faculdade pública...
pelo menos o estereótipo na cabeça das pessoas é, cara, o pessoal vai ser majoritariamente de esquerda. Então, quando você pega o jovem tirando o título para votar contra o Lula, não sei quem vai votar, mas ele quer votar em alguém que não é o Lula. Esse é um negócio que mostra que realmente os tempos estão mudando. Exato. Esse jovem, hoje...
Chama Data Favela Estudo, que mede várias questões em vilas e favelas. Esse jovem hoje bebe menos, tem menos relacionamentos, sai menos. Coitado, as boates estão falindo, né? Ou seja, já é mais conservador, se interessa por política. Se interessa por política.
E o sonho deles, medido pelo Data Favela, é 66%, pesquisa recente. É empreender. Não é a casa própria, não é o carro. Pensa, é empreender. Como é que o PT vai comunicar com esse cara? Não dá. É o oposto. Tem que rasgar o KINAI. É incompatível. O PT prega um pensamento coletivo. Hoje a gente está no tempo de pejotização, que é um pensamento individual.
Entre no Uber e pergunta para ele, quais são suas motivações? O que é que faz você fazer? Não é necessidade, não é por gostar, é o seguinte, eu quero mandar em mim. Quero aceitar uma pesquisa ou não, uma corrida ou não. Quero ficar dez dias trabalhando muito, porque eu preciso de mais dinheiro. Ou ficar dez dias em casa para ficar com meu filho. É um pensamento que contradiz com aquele pensamento da sociedade sindicalizada.
de três décadas atrás, que foi bom para o Lula. Ou seja, esse ciclo mudou e hoje o Lula quer regulamentar aplicativo. E aí, por isso que quando ele toca nesse assunto, aí... Depois esse povo crescer, então, ganhar uns cinco anos para eu conseguir contratar eles. Porque a safra de agora não está muito boa. Mas deixa eu cortar aqui, porque eu estou no chat e só se fala de Renan. Eu estou me sentindo Lula, eu nem sei quem é, Renan. Quem é o Renan? Eu estava comentando dele antes do podcast. Aqui.
Renan, a gente já está marcando um episódio aqui nos sócios. É um dos candidatos à presidência. Quais são os candidatos à presidência expressivos? Porque o povo está brigando aqui. É que você não tem a formalização de todos, mas hoje os quatro que estão melhor no Polimarket... Você tem pesquisa também, mas eu prefiro olhar lá, porque lá o pessoal bota dinheiro nas ideias, né? É o Flávio, seguido pelo Lula, o Zema e o Renan. E o Renan é...
é novo nesse panorama posso apresentar? o Renan é o seguinte eu vou deixar você apresentar, mas só fazendo um disclaimer porque o Renan é legal, o que estraga é o seguidor
Porque o cara tá me cobrando, falando assim, meu Deus do céu, cadê o Renan? E cara, o Renan veio no Primorcast. Ele veio nos Economistas. Eu sou o dono da empresa que tem esse podcast, tá? E ele vai vir no sócio. O pessoal falou, você chamou o Zema? Ele não chamou o Renan? Também não chamou o Flávio, caceta. O Lula, posso até chamar, duvido que ele vai vir aqui. Não, a gente já chamou, inclusive. Mas ele vai vir. É, o Lula não veio. Só não chamei o Boulos, porque parece que é fácil ele vir, é difícil ele ir embora.
pelo histórico dele. Mas vai vir, pessoal, fiquem calmos. Mas pode apresentar assim, por favor. É porque é o seguinte, o tipo de política que MBL, agora o partido Missan, Renan e a turma dele estão fazendo, é uma política estrutural a longo prazo. Eles não estão pensando só nessa eleição. Então, eles estão desenvolvendo uma cultura política.
Primeiro, eles não têm outras camisas, você nunca vai ver direcionamento de outros candidatos, até que já ganharam o poder, Lula e Bolsonaro, eles têm um grupo deles. Então, eles estão fazendo uma composição onde envolve eslogans, valores, cores, jeito de pensar, estilo de liderança, construído muito a longo prazo.
Isso, se você quiser conquistar o poder um dia, é a maneira certa de se fazer. Você precisa se organizar. Senão você vai simplesmente querer entrar no poder surfando uma onda. Aí você tem que dar sorte, né? Mas se construir a longo prazo. Então eu posso falar que ele vai chegar ao poder.
mais cedo ou mais tarde, sem especificar cargo ou tempo, a questão do Renan é só quando ele vai chegar ao poder, porque eles estão construindo do jeito certinho que deve se fazer. E aí tem uma característica desse tipo de política hoje. O Brasil... ele vai ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele
Eu sou das antigas, viu gente? Não parece não, mas eu tenho quase 50 anos. Eu comecei a fazer campanha no meio de coronéis. Nilton Cardoso, Maluf, a Semi-avô. E aí os coronéis pensavam naquele voto mais regional, de cabresto mesmo. Depois a gente vê uma outra geração que está chegando ao poder hoje, que é a geração que saiu da iniciativa privada.
Você tem Zema, tem Ratinho, tinha Dória, vários outros assim, que entenderam o seguinte, cara, o Brasil, eu só vou melhorar se eu me envolver nesse problema.
Sem querer aprofundar nisso, a gente tem uma geração agora de políticos influencers. E não no sentido pejorativo. Mas que é o seguinte, eles têm as suas próprias audiências. Antes, assim, só fazer política não basta. Eu tenho que explicar essa história. E aí temos vários. A gente tem o Renan, tem o Nicolas, tem vários outros aí. Esses caras agora vão ser o poder.
5, 10, 15 anos na frente. E nenhum político que não for influência não vai conseguir disputar com eles. Por óbvio, por audiência. Então é a próxima geração que vai mandar no poder. Estão me chamando de bolsonarista. Gente, eu não sou bolsonarista, mas antipetista, vocês podem me colocar nessa peixe aí que eu estou tranquila. Eu não consigo escrever no chat, não sei porquê. Estou bloqueada há muito tempo. A gente bloqueia os extremistas. É o seu caso.
Podia ir pegando umas etiquetinhas até o final. Quantas eu vou receber, né? Só porque eu falei meia dúzia de palavras. Mas agora voltando... Mas eu já pesquisei quem é o Renan. Nunca tinha visto a cara dele. Obviamente botei no Google aqui e o partido é missão. Nem sabia que existia esse partido. É um nome muito bom, né? É um partido novo.
É que você fala Partido Novo e o pessoal já liga com o Novo. Mas agora voltando... Tem que tomar cuidado com tudo. Pois é. Agora voltando um pouco mais para essa questão da eleição e da polarização que a gente tem aqui no Brasil. Você acha que vai ser um cenário realmente Lula ou alguém que venha pelo PT caso o Lula decida não concorrer?
O que já seria um sinal de, cara, a gente está fraco, não vale a pena ir. Mas deve ser alguma coisa Lula versus Flávio Bolsonaro ou tem margem para surpresa? A gente viu recentemente que o Zeme subiu muito no mercado preditivo desde que ele começou a bater mais forte no STF. E aí o STF já foi lá e reagiu. Gilmar Mendes dando entrevista falando que, olha, isso aí pode gerar.
prisão. Meio que um ataque direto. O que ele fez subir mais ainda, né? Será que o Gilmar Mendes comprou o Zema no Polimarket antes de fazer os ataques? Então fica essa indagação. Mas, por exemplo, o Zema, ou o próprio Renan, é um cara que, se o Lula tá no extremo de quem não sabe usar a rede social como político, ele e o Nicolas estariam em outro de quem tá usando muito bem.
Haja vista o tanto de engajamento que você vê dos eleitores deles em plataformas digitais. Você acha que tem espaço para surpresa? Ou, cara, é muito difícil fugir dessa temática de polarização de Lula versus Bolsonaro, até porque para o PT isso é muito interessante, né? Já que tem uma certa rejeição que o Flávio vai carregar a herdada do pai, por exemplo. O fator outsider. A primeira coisa é o seguinte, quando...
você tem um oponente, um antagonista, é melhor para você. Eu sou atleticano. É melhor que tenha o cruzeiro do outro lado, que eu vou vibrar melhor nas vitórias, né? E vou competir mais com o outro lado. Então, um se alimenta do outro. É necessário que tenha o outro. Sem o antagonismo, fica difícil você ter visibilidade gratuita. Então, a turma que vem de trás...
não basta apenas fazer uma campanha maravilhosa. Ele tem que torcer para que os dois primeiros, os favoritos, não é derrapar na curva, não é bater num poste. Ou seja, não adianta só você fazer. Você pode fazer uma campanha brilhante.
sem o outro derrapar, não acontece. Um exemplo prático. Uma estratégia que foi genial. O Pablo Marçal pega a carteira de trabalho e aponta na cara do Boulos. Se o Boulos fizesse assim, acabou, encerrou. Mas ele ficou igual um gato tentando pegar a carteira. Então, ele tem que dar sorte do adversário bater no poste. E aquilo ali fez com que ele...
ultrapassasse a linha mágica da percepção do eleitor, que são os dois dígitos. Antes de você estar em dois dígitos, o eleitor nem olha. 9,9 não dá, 10 dá. O que acontece na cabeça do eleitor? Eu e o Anderson conversam muito isso aí. Ele não quer só...
votar, ele quer ganhar. Como assim? Ele tem que sentir que o candidato dele não é o melhor só, mas que é o candidato que pode ganhar do inimigo dele. Por isso que, às vezes, o eleitor até cumpre os defeitos do candidato dele. Não importa, vai lá e ganhe. Então, se ele não passa dessa linha imaginária de 10%,
no final ele tende a derreter. O exemplo da eleição passada foi a Teb, Tio Ciro e outro candidato, já nem lembro qual que é. Eles não se mostram muito competitivos na reta final, eleitou, eu não vou desperdiçar meu voto, sim. Eu não posso desperdiçar meu voto. Então eles precisam passar dessa linha imaginária. E sabe qual que é o detalhe? Não dá pra você ser moderado vindo de trás.
Os líderes podem, não precisa pisar no acelerador 200 por hora em toda curva. Eles até têm que jogar com mais tranquilidade. Quem vem de trás tem que pisar no acelerador, Zema e Renan. O Zema, ele corre um risco, porque se ele não correr um risco, ele vai virar um João Amoeto. Perdão, mas assim, ficar até o final sem ser percebido. Então ele tem que acelerar. Só que alguém tem que morder a isca. Por enquanto, um cara mordeu. Porque ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele ele
que é o Gilmar. Mas o time não é tão bom. Seis meses antes da campanha. Se fosse 30, 20 dias antes mordida essa isca, né? Daqui seis meses, geralmente a pauta já está fraca de novo. Só se morder, outro morder. Como que o Zema foi eleito governador? Porque eu lembro que também teve algo assim. Ele estava bem pra trás nas pesquisas e de repente, do nada, ele acendeu. Foi o que? Foi declarar apoio ao Bolsonaro na época? O que ele fez? Eu sou de Minas Gerais, né?
Sim, apoio ao Bolsonaro também, mas não só isso. Para romper a polarização foi outra coisa ali. Debate, Anastasia, apoiado pela Aécio, grupo PSDB, décadas no poder. Do outro lado, Pimentel, apoiado por Lula, grupo antagonista deles.
E aí tinha um desgaste muito grande, um cenário muito parecido com o de agora, e eles responderam mal a um outro num debate da Globo, na reta final, faltando três semanas para a eleição. Esse debate, o que ele foi importante?
Porque quando o lado, eu vou chamar dois lados, o lado vermelho respondeu o lado azul, não dando uma solução para o eleitor, mas só amplificando a briga, o debate estava ficando cansativo. O Zema levanta o dedo, aquele jeito mineirinho dele, ele explica, gente, não quero comprar a briga de vocês dois, não. Eu acho que a solução, dentro do meu entendimento, é sim, é sim, é sado, e a gente tem que pensar no eleitor primeiro. O eleitor que estava sonolento em casa com a briga...
Aí, eu gostei disso. Só que eu gostei disso faz ele sair de 3% para 10%. Saiu de 3% para 10%, aí vira pauta em todos os jornais. Aí outros eleitores também, gostei disso aí também. Ele termina o primeiro turno com 45%, saindo de 3% em 15 dias. Um efeito muito parecido com o que aconteceu com o Dória, né? Passando todo mundo, né? E aí, quando acontece essa onda, não tem jeito de separar.
É igualzinho o efeito viralização. Um fala para o outro, fala para o outro, fala para o outro, fala para o outro. Então foi assim que ele foi eleito. Ou seja, ele precisa dar sorte dos dois primeiros serem muito ruins também. Se não...
nessa campanha pode acontecer, esse fator não são favoritos vou ser de repetir, porque eu sei que às vezes pega só o trecho favoritos nessa campanha é os candidatos da polarização mais especificamente, Flávio Bolsonaro é favorito nessa campanha eu lembro que uma vez você usou uma frase que eu achei muito interessante
O Roberto e o Anderson foram palestrar pro nosso Mastermind, o grupo de empresários que a gente tem aqui no Grupo Primo. Foi bem interessante. Já era o final do dia, o pessoal cansado, duas horas de palestra assistiram vidrados. E aí no final a gente ia pro jogo de pôquer. E ele usou uma frase que tá na minha cabeça até hoje. Ele falou, cara, política é igual a zainha pôquer.
Porque no pôquer, a melhor mão pode perder. O cara sai com uma dupla de asas, ele pode perder ainda, né? Então na política a mesma coisa pode acontecer. Pode ser que a gente tenha surpresa na eleição, vai saber, né? Como foi o caso essa do Zema, faltando menos de 15 dias, você falou, né? Exatamente. Naquele dia teve um evento de pôquer do grupo à noite.
Foram, participaram quase 100 pessoas e eu fiquei em segundo lugar. E aí o pessoal ficava, né? Como é que vocês deixam ele jogar e tal? Ele fala que política é igual ao pôquer, né? Porque xadrez, que é o primeiro jogo que eles comparam com política, você vê todos os elementos. Política, você não vê todos os elementos. Então, a mão melhor.
Pode perder, como você falou também. E você não tem que jogar as cartas, você tem que jogar o seu oponente, o que tem que jogar na mão. Então assim, a analogia correta, na minha opinião, é o que você falou mesmo. E aí pensando um pouco mais à frente, ultrapassando essa eleição, você acha que a esquerda deu um tiro no pé na estratégia dela? Porque uma vez o Elon Musk, ele colocou lá no tweet,
Era um meme que eu achei muito interessante, né? Porque ele se declarava meio centro-esquerda. Só que ele mostrava no meme que ele tava na centro-esquerda, e a esquerda começou a ir tão pra esquerda, que ele foi jogado pra centro-direita, e no final foi tão lá pra frente, com pronome neutro, umas coisas que ninguém no mundo real tá usando, e que até quem usa no mundo online parece meio idiota, né? O cara quer usar, mudar o final da palavra, sendo que isso não muda o gênero. Porque o muda o gênero é o artigo antes. A gratidão, por exemplo.
termina com O, mas é uma palavra feminina você acha que isso acabou desconectando ainda mais a esquerda não só do jovem, mas do eleitor porque você pega um cara de esquerda que tem lá seus 70 anos, por exemplo ele tá mais próximo da direita hoje, de uma direita centro assim conservadora, do que do cara da esquerda do pronome neutro cabelo azul você quer responder?
Não, podemos falar juntos, né? É, exatamente. Hoje você tem uma desconexão, já começa pelas questões, por exemplo, do jovem. Antes o eleitor de esquerda achava que precisava da parte social, do Bolsa Família, para continuar ali refém, né? E hoje você já percebe que não. Aí você já começa a entrar, por exemplo, nas questões de segurança, porque aquela pessoa que recebe Bolsa Família, ela vai lá com dificuldade e compra um telefone. E aí esse telefone, ele é roubado.
A gente tem, a E-Cloud tem como recuperar com tranquilidade, mas não é isso que a sociedade, por exemplo, enxerga. Então, para ela, é a perda de memória, a perda da foto do filho quando nasceu, a perda da foto da mãe, do pai, que já não tem mais e não consegue recuperar, e estava dentro do telefone dela.
E aí começa a mudar a pauta. E aí começa a ter os problemas que a esquerda não consegue se relacionar. Por exemplo, a segurança pública. Chega aqueles vídeos do Lula que roubou o telefone para comprar uma cervejinha. Imagina a pessoa que foi roubada, que está pagando a prestação, que não consegue mais ver a foto do filho ou da filha ali, do nascimento, que não consegue recuperar. Como que ela fica? Começa a exigir essas questões de segurança. É a desconexão com o assunto do momento.
dando, eles dão mais valor à ideologia. Isso serve para todos os campos. O que ele está falando é interessante que, você veja bem, existe uma parcela do eleitor, que é o eleitor do meio, que ele não vota com camisa, com herói, ele vota de forma pragmática com os assuntos do momento. E é esse eleitor que define uma campanha. Direita e esquerda não mudam de lado. Esse eleitor hoje...
preocupado com a sobrevivência, mesmo no dia a dia, isso que o Anderson falou, escuta o Lula falar que a culpa não é dos traficantes, é do usuário, não tem problema o cara roubar o celular para tomar uma cervejinha no final de semana. Então, essa falta de conexão acontece com o seguinte, depois de muitos anos no poder. Cara, Brasília é uma ilha intelectual.
Então você fica muitos e muitos anos seu grupo viciado no poder.
acaba que eles perdem a conexão com o dia a dia. E é muito o que aconteceu com o PT. Vão tentar imaginar a realidade daquela turma, da Janja, do Lula. Eles não têm conexão nenhuma do que está acontecendo com o mundo. Então, eles têm dificuldade. Por mais que há instrumentos da máquina pública que os ajudem a reeleger, a conexão com a sociedade é natural depois de quase 20 anos no poder.
funciona de forma cíclica. Respondendo objetivamente o Perini, o Lula simplesmente não entende mais como é a realidade do Brasil. Não é a que ele pegou há um tempo atrás. Ele está totalmente desconexo com ela.
Sobre essa questão que você estava citando aí, Anderson, até lembrei de um exemplo da nossa família, porque a gente foi para o Rio de Janeiro com o aniversário do nosso sobrinho, meu sogro, o pai da Malu, foi também, e ele botou no carro, recém comprado, tinha questão de poucos meses, fotos da família, para mostrar, olha só como é que você era quando era pequena, e aí o carro foi roubado.
Ele foi levar a mãe dele pra casa e nesse caminho roubaram o carro, ele com a família. Ele falou, pô, o carro tinha seguro, eu vou recuperar. Mas as fotos da família foram embora, porque era uma época que não tem na nuvem. Eram fotos físicas, né? Antigas. E aquilo foi o mais doloroso no final, não só pra ele, mas pra família em si. Tudo ficou bem, ninguém foi ferido, o carro depois do seguro pagou, agora a foto não volta realmente. Essa não se recupera mais. E é a mesma coisa do eleitor, ele perde essa conexão. Então aquele que era o salvador...
o herói, ele passa a ser o vilão na história. Que é isso que o eleitor precisa. O eleitor, na verdade, é a vítima, né? Em uma eleição. E aí você precisa ter a figura do herói e a figura do vilão. Em 2022, a figura do herói foi Lula, que se saiu vitorioso, e a figura do vilão foi o Bolsonaro. Muito por causa das questões da pandemia que ele teve.
E é assim que se figura todos os anos na política. Basta pegar 1989, que foi a questão dos marajás com Collor, que estava com 7% e acabou acendendo também e ganhando. E hoje a figura dos marajás são os altos salários com funcionalismo público, que foi a mesma coisa da época. Então a política, na verdade, ela vai se ajustando.
mas todos os anos o que é mostrado para o eleitor e a forma de ser feita é sempre a mesma, a mesma forma. Se você pegar as fotos das eleições, você vai ver os mesmos comparativos, tanto do Bolsonaro quanto do Lula, por exemplo, no Nordeste, ou às vezes numa sessão onde estão todos os ministros juntos, Lula e Bolsonaro fazem as mesmas coisas, as fotos são as mesmas, e a gente fica assim, nossa, parece novidade, mas não é, não é novidade nenhuma. Eu tenho um pouco de dificuldade ainda de achar que...
o público, o eleitorado do Lula tá tão defasado assim, porque o contato que eu tenho com as pessoas que votam no Lula, são as pessoas que ainda votam no Lula, entendeu? Elas votaram e continuam votando. Mas isso deve ser o que o Roberto tinha falado, né? Você tem o pessoal que não vai mudar de voto, tanto na esquerda quanto na direita, e aí o pessoal desses espectros políticos briga pelo voto desse cara de centro, que não é ideológico, é mais pragmático. Ele fala, pô, segurança pública tá ruim, quem vai melhorar minha vida nisso?
E por mais que a esquerda às vezes faça promessas quanto a isso, eles costumam ser mais lenientes, até na punição de quem comete crimes. E até aproveitando esse ensejo, eu queria saber se vocês têm uma visão de como é que está dividido o voto, se falando jovens, o voto feminino. Porque as mulheres costumam ser algumas das principais vítimas de crime.
Você tem lá um assaltante pragmático, ele prefere assaltar uma mulher de 50 quilos do que um homem de 90 quilos. É um alvo mais fácil. Só que, pelo menos se você pega um pouco do que a gente está vendo de recente, mas não tenho pesquisas agora, o voto feminino costuma prender mais para a esquerda.
que, como eu disse, é mais leniente no tratamento de criminosos. Então, um negócio que até, se você pensa em termos lógicos, não faria tanto sentido. Tem uma mudança nisso ou não? Realmente, o feminismo, por exemplo, acaba levando o voto feminino mais para a esquerda.
A questão do voto feminino, a gente pode falar da eleição passada. A eleição passada, os 26 estados mais o Distrito Federal, né? Praticamente nós tivemos 24 onde o voto feminino foi majoritário para a esquerda. E apenas 3 estados que não foram. A gente, na verdade, tem que separar um ponto da eleição passada. Por quê?
A mulher, classe D e E, mais simples, ela tem às vezes a figura de um marido agressivo, que ela não consegue sair daquela situação do regime que ela se encontra ali. E a figura do Bolsonaro, naqueles cortes que chegavam no WhatsApp, era uma figura muito bruta. Exato, representava a figura do marido dela. E aí ela fala, cara, como é que eu vou botar uma pessoa dessa?
Eu não quero que os outros passem o que eu estou passando. Então foi muito isso também na eleição passada. Então a gente tem que fazer essa separação de como foi. Agora, a propaganda eleitoral é a perfeição dos candidatos. Mas os cortes que chegam de fato para o pessoal da classe D e E é muito grande. E é uma área muito sensível eleitoralmente falando. Então por isso que o voto majoritário feminino na eleição passada tendeu ao PT. Mesmo independente da questão do apoio a...
aos criminosos, que o PT tem esse costume, mas a mulher se enxergava dentro de casa. Cara, como que outra mulher vai passar por isso? Então eu vou tentar votar por um candidato que eu consigo identificar que é mais tranquilo, mais pacífico, né? Que hoje o Lula já não tá mais assim, quando você pega os cortes atuais. E o Bolsonaro era aquela pessoa mais bruta, principalmente naqueles momentos do cercadinho.
não vou dar entrevista, não vou falar com você, a forma como ele tratava, e os cortes, por exemplo, como teve também na época dele da Câmara, que isso na eleição acaba sendo bombardeado o tempo inteiro, como foi a questão da, se não me engano, com a Maria do Rosário. Foi uma situação que ele tirou, que não foi, talvez, de fato, o que ele queria falar, mas na eleição você não tem uma dupla justificativa para o eleitor. E aí acabou a mulher atendendo a mais a esquerda por essa situação de proteção, de protecionismo.
Vocês acham que, por exemplo, o Flávio é mais moderado do que o pai, no discurso? Que, por conta disso, ele acaba... Naturalmente, por conta do nome, filho do Bolsonaro, ele pega um pouco da rejeição. Mas acha que essa moderação no discurso acaba fazendo com que a rejeição não passe como um todo? Como é que vocês veem a questão? Você até citou que agora ele é o mais forte.
ele viu alguns erros que o pai cometeu e por isso, de forma pragmática, inclusive...
era uma dúvida dos analistas que não tem mais, ele está jogando o jogo eleitoral. Por exemplo, para o público feminino, ele é muito comportamento. Como você aparece nas redes sociais, ele está sempre como um pai de família. Outro dia estava, é propostal, pai de meninas, com a camisa assim, ele está sempre com a esposa dele, elogiando ela. Lembra que...
que é o comportamento, falando bem dela. A esposa entra em alguns takes também. Eles estão buscando incansavelmente uma boa candidata e competitiva para vice. Tem essa possibilidade também. Fazendo pautas...
relacionadas a mulheres, ele está jogando o jogo com as mulheres, não só com as mulheres também. Um dos primeiros podcasts dele, ele já chegou falando, eu sou o Bolsonaro vacinado, eu sou o único que vacinei. Então, ele já quer mostrar uma diferenciação para o eleitor do meio, que não compra um lado nem o outro. E também o pragmatismo no jogo de palanques.
Neste momento, seis meses antes da campanha, o Jair Bolsonaro tinha dez palanques firmados. O Flávio está com 22 palanques firmados. O que seriam esses palanques? Então, por exemplo, porque a eleição acontece mesmo lá no chão de fábrica. Sim, sim. Então, você tem que ter um candidato a governador.
dois candidatos a senadores e uma série de candidatos a deputados no estado X, Y, Z, para quando você for lá, você vai fazer eventos, você vai gravar podcast, você vai passear na rua. Então você tem que fechar esses acordos antes.
nessa organização de campanha ele já tem 22 com o índice de 10 do pai dele na eleição de 2022, ou seja, o dobro. Mas o mais pragmático que isso ainda é que ele está topando fazer palanques com quem era ex-adversário dele e do pai dele. Por exemplo, o Sérgio Moro ele sai do mandato do Bolsonaro, brigado com a família e muito em função do Flávio. Sem querer me aprofundar muito aqui, mas o Flávio era o pivô disso aí.
Nessa história eleitoral de 2026, todo mundo pegou na mão, estamos juntos, precisamos de um palanque aí, ou seja, pragmatismo. Pragmatismo ganha uma campanha eleitoral. Ideologia, não, porque é cristalizado. Ideologia pode ganhar uma campanha, por exemplo, para parlamento, senador, deputado, você pode...
Para uma campanha para executivo, você tem que conquistar o eleitor do meio. Nos vários critérios do eleitor do meio, ele está marcando X em todos. Eu fiz uma palestra com um cara que é próximo dele, digamos assim, e é uma pessoa muito importante aqui no Brasil. E aí no final ele falou assim para mim, escreve aqui quais são os mantras do eleitor do meio. Eu rabisquei um pouco assim, ele devolveu assim.
O dia que Flávio descumprir esses mantras aí, aí você pode questionar a viabilidade dele ou não. Isso está sendo medido por diversas analistas. Do momento que ele entrou em pré-campanha até agora, a melhor pré-campanha é a do Flávio Bolsonaro.
Não tem outro. Tanto é que é o que mais cresceu. Ou seja, não é uma questão só de name heights Bolsonaro. Não é a questão só dele ter a marca Bolsonaro. É jogando o jogo. Então, ele inicia com uma rejeição maior e vem diminuindo. E de onde vem essa rejeição?
do pai dele. Então, ele herda a rejeição e aí a gente vai escutar daqui até a campanha. Olha, parece, mas não é o Bolsonaro. Parece, mas não é o Bolsonaro. E isso tende a conquistar melhor o eleitor do meio e está jogando esse jogo bem jogado.
Bom, falando um pouco sobre esse eleitor... Quais são os mantras do eleitor? Ah, se quiser falar, né? Tá. Isso é uma boa mesmo. É o seguinte, histórico e geograficamente. Alguém pode falar, mudou um pouquinho. Não, é 30% e 30%. Por isso que, por exemplo, o Lula sempre vai ter o piso alto desse eleitor que a Malu falou, sabe, que é fervoroso, piso alto, teto baixo.
O problema dele é com o eleitor do meio. Adversário ele nunca vai ter. Então, 30%, 30%. O meio é cerca de 40%. Mas tem um probleminha aí. O cara é tão pragmático e não liga, não dá tanta importância para o processo eleitoral que a metade nem vai votar. Então, assim, é o churrasquinho no fim de semana, justifica, mudou de endereço. Então, são metade, 20% que decidem.
Tudo que a gente vê em campanha eleitoral, em esforço, RH, dinheiro, Brasil Pará, é para um quinto da população decidir a nossa vida. O restante, totalmente cristalizado. E é nesse eleitor do meio que a gente foca. Contar um segredinho rápido aqui de campanha eleitoral, que as pessoas não fazem ideia como é que faz. Só que eu vou simplificar, para todo mundo entender. Você pega...
um conjunto de pessoas que você entrevistou na rua, aqueles dados ali ficam com os institutos de pesquisa, então você pode ligar para elas e convidar. Quer vir dar uma pesquisa profunda aqui? Que é uma pesquisa qualitativa. Eu não vou fazer apenas uma pergunta para você, eu vou ficar duas horas com você.
E isso é pago, não é? É porque você vai tomar o tempo da pessoa. Então você vai pôr ela num laboratório que é igualzinho, sabe o que? Um Big Brother. Você põe numa mesa, põe todo mundo pra comer, porque o ser humano comendo ele fica mais soltinho, alguns programas de TV pra passar, e de um lado você põe o time A, do outro lado você põe o time B. Só que você não fala entre eles, time A e time B. A intenção é gerar o debate mesmo, né?
Todo mundo que trabalha em campanha eleitoral, do estrategista, psicólogo, candidato, todo mundo vai absorver informações de quem está no fundo da mesa ou na cabeceira da mesa, que são os eleitores do meio indecisos. A gente fica olhando eles e vendo o que realmente incentiva, o que não motiva eles fazerem, e ficando pegando essas coisas em sites. É tudo gravado, né? E esse conjunto de sites...
vira um planejamento de uma campanha eleitoral que é replicada para o resto do Brasil inteiro. Só que a hora a gente faz com o jovem, a hora a gente faz com a pessoa mais velha, a hora com a classe D, classe E. Nada em campanha eleitoral é inventado. Simplesmente você pega um laboratório com uma escala desse tamanzinho e replica. E o negócio é tão sério que todos os programas eleitorais que você vê na TV, eles passam na hora ali com uma mesa dessa sendo observada.
E a propaganda do outro dia, ou a rede social do outro dia, pode mudar se o eleitor do meio mudou. A agência tem que virar à noite, se virar, pegou mal isso aqui que a gente falou, a gente muda para o outro dia. Por isso que uma campanha é tão cara. Ela é simplesmente replicar o que você escolhe no povo. Então é correto dizer que o político fala o que o eleitor quer escutar.
Mas tem alguma coisa que é o mantra que você pode passar desse cara do centro? Pragmático. Assuntos do momento. Assuntos do momento. Os assuntos do momento hoje são os Cs, que a gente chama de Cs. Criminalidade, corrupção, custo de vida, censura. Tem mais um aqui. Confisco. O que é confisco? O eleitor simples entende que a calça de Choupi de 90...
Agora está a 170 e alguém está confiscando ele. E por último, e mais grave, crédito. 80% das famílias estão endividadas. Esses Cs, hoje, eles têm, de certa forma, uma característica que primeiro bate no incumbente. Quem está lá é o culpado.
Segundo, que muitos deles, Lula lutou contra a vida inteira. As pautas contrárias a ele. E terceiro, que seja qual for o candidato do outro lado, todos vão estar contra o Lula, batendo no Lula. É claro que eles vão disputar entre si. Mas não espere se o Lula vier a ser candidato. O Lula não debate esse ano.
praticamente impossível, ele não vai, porque do outro lado vai estar todo mundo contra ele. Então, essa turma tende, com ou sem apoio, não importa isso, o eleitor se unificar contra o Lula no segundo turno.
Vocês acham que isso é uma tendência até global? Porque lá atrás era muito difícil o incumbente perder, porque ele tinha a máquina na mão. E a mídia era muito mais centralizada. Então, se você tinha lá os principais canais de televisão, despejava dinheiro, você ia ter uma vantagem eleitoral. Além de programas, você pode fazer no último ano, por exemplo, visando atender os anseios do povo naquele momento para ganhar mais votos. Agora, apesar do Lula ter feito coisas que certamente são boas para...
A boa parte do povo, por exemplo, ele conseguiu a isenção de imposto de renda até 5 mil reais. Isso é incrível, na minha opinião. Eu sou a favor disso, por exemplo. Eu não gostei da maneira que foi compensado. E não está gerando arrecadação que era prevista, só uma parte ínfima até o momento. O que também era previsível, se a gente for pensar realmente de maneira lógica, que ia gerar pouca arrecadação.
Se a gente olha a tendência, talvez por rede social as coisas tenham mudado, porque lá nos Estados Unidos o Trump não se reelegeu na época da pandemia. Aí você pensa, pô, é a rede social ou é a pandemia? Aí o Biden não conseguiu se reeleger, ou a sua sucessora, Kamala Harris. Na Argentina, a mesma coisa. O Milley veio e acabou com as pretensões do peronismo, que poderia tentar uma reeleição.
Isso tem a ver com rede social na visão de vocês? É uma dinâmica nova? Ou foi só um exemplo que aconteceu porque a pandemia acabou pegando muito mal para quem era incumbente, independentemente da política que o cara teve durante aquele período?
Tudo em política funciona de forma cíclica. Nós temos um ciclo muito a longo prazo, que é o que eu citei no início para a Malu, que é o ciclo de demandas democráticas. O eleitor vai mudando de cabeça de tempo em tempo. Então é o seguinte, não basta para esse tipo de eleitor só crescimento da nação. Depois de muito crescer, o que acontece? A gente naturalmente cai num ciclo de igualdade.
o ciclo mais voltado à social, que é justamente colocar o pobre no orçamento, diminuir o abismo entre as classes sociais. Nesse ciclo, que pode durar muitos anos, partidos de esquerda, partidos progressistas, costumam se beneficiar mais, porque as pautas encaixam com o que eles falam, aquele pensamento coletivo. Só que é nesse momento que o Estado cresce, fica caro e começa a sufocar, de certa forma, quem produz. Depois de muito crescer...
vem o ciclo social. Depois de explorar o ciclo social e saturar ele, vem um ciclo mais ligado à liberdade. Então, é uma tendência mundial, respondendo para você, onde todas as nações no mundo inteiro, inclusive Europa, América Latina e vários, onde tem eleição, estão indo para o ciclo de liberdade. Aconteceu com os nossos vizinhos, com os argentinos, que o peronismo pega a Argentina em franco crescimento, explora o ciclo social durante muitos anos.
Entrega o poder, que já estava cansado, para o Macri. O Macri não consegue implantar suas pautas. Vem mais um mandato peronismo, mas no final acaba na liberdade, na economia da liberdade, que é muito representada pelo Milley. E isso está acontecendo nos Estados Unidos, e lá fica mais fácil de ver isso. Republicanos pegam mais liberdade e crescimento, democratas pegam crescimento e igualdade. A gente vê em dois mandatos.
Isso aconteceu no Chile também recentemente. Nós tínhamos um ditador lá, o Pinochet, mas ele traz os Chicago Boys. Então faz uma reforma, uma pauta bem reformista, bem de liberdade naquele país. Vários outros nomes aproveitam o ciclo de crescimento, mas a gente vai terminar na Bachelet e depois no Boric.
que exploram, satura isso ao máximo, e no final das contas, aí vem o CAST eleito. O nosso ciclo aqui está de hora extra. Já passou do tempo. Ele não começa no Lula, ele começa no Fernando Henrique Cardoso. Fernando Henrique Cardoso vem e resolve a hiperinflação. Mas ele cria uma segunda invenção não tão boa, chama reeleição.
Para isso, ele tem que guinar o populismo. O PSDB entende que ele tem que cuidar mais do social e todos os programas sociais existentes hoje foram criados no Fernando Henrique Cardoso. O Lula, como é um cara bom de aproveitar a pauta, ele embala isso e vende isso, se elege e se reelege com 80% de aprovação. Elege sua sucessora da mesma forma.
e reelege ela dessa forma. Mas em 2014, algo já estava acontecendo. Você vê que ali já tinha um desgaste desse modelo de Estado crescer há muito tempo, e a sociedade, de repente, já podia ter guinado para um ciclo de liberdade. Naquele momento, a gente teve uma disputa de rejeições muito grande, depois, até justificando, ela toma impeachment, vem Temer com toda uma pauta reformista, Bolsonaro reforçando essa pauta.
há alguns erros no caminho, e Lula vem de novo. O problema é que o seguinte, agora o Lula não está no ciclo dele. Então, do ponto de vista eleitoral, ele é um bom nadador, mas agora ele nada contra a correnteza, ele está no ciclo de liberdade, onde justifica tudo aquilo que eu falei para vocês. Então, o que ocorre é que as medidas dele hoje, o eleitor do meio mudou totalmente nos últimos, e as medidas não funcionaram tão bem.
E aí pensando agora de um ponto de vista bem pragmático, Roberto, porque se a gente pega lá no Congresso, 64% dos deputados são do Centrão. E nos senadores esse número chega a 75%.
E você falou, pô, quem ganha eleição é chão de fábrica, né? Em termos de municípios no Brasil, 80% tem só 20 mil eleitores que elegeram esses caras, deputados e senadores do centrão. Então, quem quer ganhar eleição tem que ter o centrão do seu lado? Se isso não acontecer, não ganha? Sendo bem pragmático?
Na verdade, não só ganhar, mas também governar. Porque o Bolsonaro, por exemplo, no início dele, quando ele estava com aquela forma mais de briga, ele não governa. E aí ele perde a grande chance deles nos primeiros 18 meses de fazer uma grande reforma, de entregar um produto diferenciado para o Brasil. Então hoje o Centrão é o que abastece de fato, porque lá não chega TikTok, não chega Instagram.
Chega exatamente as questões de emendas parlamentares, outras coisas desse tipo nessas áreas. E aí é esse cara que vai trazer, que são os vereadores, líder comunitário, eles que vão estar no dia a dia com a sociedade, com o eleitor, e esses caras que vão formando a base. Então, infelizmente, hoje, sem o centro, dificilmente se conquista uma eleição.
Dificilmente, a não ser que aconteça alguma coisa fora do comum, do padrão. Uma queda de um avião, por exemplo, e aí um vice assume o lugar como primeiro lugar, acaba decolando. Alguma coisa que o eleitor se sensibilize. Mas fora isso, é muito difícil você virar sem. E até porque depois você precisa de ter governabilidade.
O grande exemplo de ontem foi o que aconteceu. O governo simplesmente pisou na casca de banana, achou que já estava ganho, está resolvido e foi. E avisaram para o Lula, avisaram para o Guimarães que havia chance de não ter a vitória. Mas eles acharam que estava tranquilo, que já tinham os 41 senadores, despejaram 12 bilhões de reais em liberação de emenda.
Ou seja, tiveram 34 votos. O PT já tinha 30 senadores. Então a gente pode colocar que ele gastou 3 bi por cada voto, conseguiu mais 4 ali. E não conseguiu sucesso. Foram 42. Então deixando bem claro para o eleitor que ontem, mesmo quem não foi votar...
favoreceu a derrota do governo. E quem votou contra também. Então, o governo precisava de 41 votos mínimo e teve 34. E aí agora fica assim, como que fica a governabilidade daqui pra frente? É zero, ele não consegue, ele não vai conseguir indicar um outro nome pro STF no período eleitoral, nem os senadores devem acatar ele. Ele não consegue aprovar mais absolutamente nada de pauta que ele julga ser importante pra ele, como por exemplo, vamos regulamentar.
o Uber, aumentar a questão dos entregadores, não vai conseguir. Ele não tem. Na Câmara também, igual, na faixa de 171, 171, um número aí, até coincidente, né? Mas é um número que ele tem também na Câmara. Ele não aprova absolutamente nada. Na gestão passada do Lula, ele conseguia aprovar, até se ele falasse, olha, todas as canecas no Brasil têm que ser branca ou vermelha, ele conseguiria aprovar. E hoje ele já não tem mais essa base. Naquela época, ele usava muito a questão das emendas parlamentares.
A diferença de hoje é que o Congresso passou a ter independência. O Congresso não precisa mais do Executivo para fazer as suas liberações. Lógico que quanto mais ágil o dinheiro chegar na ponta, mais rápido você consegue converter em voto. Mas até o final do ano vai ser obrigado a liberar. 65% agora das emendas têm que ser liberadas até junho.
O Congresso foi lá e colocou, marcado, libera. Então, assim, hoje o Lula está numa situação de vento em poupa para baixo, fazendo igual a situação, ele está no morro sendo empurrado para baixo, ali de ladeira abaixo. Posso acrescentar uma informação importante aí, que é o seguinte, existe um método de você medir se o governo está forte ou não, é que é pelas medidas provisórias que se transformam em lei, as PECs, até 120 dias, 60 mais 60. Não, lei.
Isso, você tem que caminhar para a votação. E aí o índice é o seguinte, o Lula 1 e 2 convertiam 93% dessas medidas, aí a Dilma, que já estava mais fraca, 78%, o Bolsonaro, em função da pandemia, 58%, esse governo Lula até aqui converteu 17%.
Ou seja... 17%. Isso mostra fraqueza. E a segunda questão, para encerrar aqui, que é o seguinte, o pessoal, quem não trabalha em campanha eleitoral, olha muito o voto ideológico na política. Mas existe uma parcela gigantesca do voto fisiológico, que nada mais é do que uma compra direta e indireta de votos. Primeiro que a gente tem um problema gigantesco de compra de votos no Brasil.
que funciona à luz do dia em qualquer campanha. Mas tem a compra indireta. A compra indireta é o seguinte, todo mundo tem um parente no interior e vai saber do que eu estou falando aqui. O voto já chega pronto. Do deputado para o prefeito, para o vereador, para os funcionários, que vão trabalhar no dia da campanha, que é onde o eleitor decide mesmo. Então, qual é o peso do Centrão como pêndulo? Numa campanha muito disputada, como a gente está vendo hoje, Lula e Bolsonaro, para onde esse voto fisiológico pendular?
ele faz a diferença. Entendeu? Então, em 2022, Lula conseguiu mais alianças e o que tudo indica em 2026 é que todos os partidos vão com total independência até a última hora, mas a tendência é que num segundo turno eles vão para um lado anti-Lula. E não é porque eu não gosto do Lula, não. Até porque o Lula...
eles topariam ir com o Lula, mas que o Lula ideológico ele não pode entregar o que um candidato novo pode, que é um grupo político menos viciado, mais pragmático, mais afim de aceitar o Centrão. Uma curiosidade, o Centrão hoje, cinco partidos só, detém 70% do poder. É muita coisa.
Deputados federais, senadores, mas só tem 23% dos ministérios do Lula. Ou seja, só tem nove ministérios. O Centrão toparia pro Lula, entrega metade do seu governo pra gente. O Lula, pô, mas aí eu vou ser um governo Temer, né? Ah, inclusive a gente quer um vice também, né? Não, eu lembro o que aconteceu. O Lula ideológico que entende que quer fechar com chave de ouro, não pode entregar o governo do Centrão. Agora...
Flávio, Caiado e todos aqueles outros se entregariam de bandeja até a Zema, tá? Até a Zema, porque precisa governar, que o Anderson falou. Então, tende-se a ter uma eleição pulverizada agora.
E num segundo turno, muito provavelmente, o Centrão deve abraçar, o favoritismo é abraçar o Flávio. Isso a gente viu na votação de ontem. Ficou mais clara essa sinalização. O Lula sabe disso. O problema dele não é a largada. Ele está preocupado com a chegada. Por que deu errado ontem na visão de vocês? Porque o governo fez o que ele faz. Libera emendas.
Despejo o dinheiro, eles tinham cálculo político que eles teriam, se não me engano, 45 votos. No final foram muitos votos a menos. É já um movimento indicando um desembarque, viram, cara, está naufragando, vamos ficar de fora, não quero estar associado a isso. Qual é a visão do que está acontecendo lá? Foi praticamente o primeiro recado de desembarque. Porque, por exemplo, se o governo está naufragando e você não consegue...
Tem uma reforma ministerial, igual o Lula, o Centrão exigiu uma reforma ministerial, e o Lula não fez. O Lula não entregou mais cargos. Ele deixou lá ministério para índio, ministério para os amigos, os petistas, né, Roberto? PDT, PCdoB, Rede, PSOL. E aí o que é que é que... São pequenos hoje. Hoje pequenos, que tem quase nada. Dentro dos 171 deputados está essa galera inteira. E quem de fato governa no legislativo, ele não consegue agradar.
E aí você começa a ter os problemas. Foram 34 votos ali. Quatro, na verdade, foram dos acordos ali. Trinta é o que ele tinha. Você começa a perceber que você não tem mais espaço no seu governo. Você começa a ver...
que a chance diminui, a tendência de você ter uma direita mais viteriosa do Congresso, então o cara vai ficar alinhado à esquerda, peraí, o pessoal hoje não está querendo tender a votar mais à direita. Então, algumas pessoas não são de direita, elas são de centro. E aí vão migrando o pêndulo de acordo com o lado que ela escolhe disso. A gente pode falar muito bem aqui, por exemplo, do PSD. Gilberto Cassaba, ele vai migrando de acordo com a situação que você tem ali no pêndulo. Então, quando o cara hoje está...
de mais a direita, ele tem uma chance maior de vitória. Então ele vai ficar no governo agora atual pra quê?
Eu vou ficar num governo, por exemplo, que não faz absolutamente nada para o meu eleitor, que é onde eu vou buscar voto ali no meio. Ele não está, por exemplo, liberando as emendas para onde de fato eu queria que liberasse no tempo que eu libero, é só tentando trocar. Então ele começa a ficar muito refém. Ele fala, não, não quero ficar refém, eu quero ficar livre. E cada dia que passa ele quer mais essa liberdade para poder escolher aonde ele vai levar o dinheiro dele, para onde ele vai levar as emendas, na verdade dele não, o nosso, as emendas parlamentares que ele vai abastecer.
E aí você começa a ver casos, por exemplo, de complexidade, aonde tem mais dentaduras do que moradores ali. Então, assim, em algumas cidades, esses esdruxos lá. E ontem, o governo tinha a sensação de vitória, sensação de tranquilidade. E aí foi uma primeira questão, Davi Alcolumbre.
Davi Alcolumbre já não gostou quando ele decidiu escolher Messias e não conversou com ele. Ele já queria Rodrigo Pacheco. E o Lula tem um grande problema. Para quem é do empresário, na política, o acordo tem que ser cumprido. E Lula não está cumprindo os acordos dele. Basta ver como o Roberto citou muito bem na parte de medidas provisórias, que foi apenas 17% de aprovação.
Ele não consegue aprovar, por quê? Ele não consegue fechar os acordos e manter. E o Davi Alcolumbre fechou diversos acordos com o Lula que não foram cumpridos com o passar do tempo em diversas votações. Ele fechou o acordo e não cumpriu? Porque a visão que eu tinha do Lula é que ele é um cara que cumpre os acordos. Haja vista que se você pega os amigos dele que estavam presos, quem continua preso? Todo mundo faz solto. Tá todo mundo livre com uma boquinha, pô.
Eu pensava, cara, pensa em um amigo fiel. Tá abaixo do Lula, entendeu? Ele realmente, o pessoal que segurou a onda pra ele, ele falou, cara, toma aqui, presidência do Banco dos Brics, você tá solto agora, vai ficar aqui no colar da minha aba. Ah, o Guido Mantega, não, vai lá pro Conselho da Vale, não conseguiu, Master, dá um DNA pro Guido Mantega. Mas foi perfeito sua fala, para os amigos.
Ele não abandonou os amigos, quem estava com ele. Ele manteve todo mundo de baixo. E esse foi o grande erro. O Zé de Seu, por exemplo, hoje está junto com o Lula. A Janja afastou ele. Ele é um cara que tem os seus méritos ali, apesar de eu discordar de algumas atitudes dele. Mas hoje ele já não está mais. A estrategista política dele é a Janja.
pela sorte hoje talvez do país pra guinar pra direita, ele simplesmente fechou. Então o Lula antigamente recebia Davi Alcolumne, ele recebia o Hugo Mota, ele recebia liderança de outros partidos que hoje ele já não faz mais, ele já não tem mais essa... A idade também começa a pesar, ele já não tem, como eu posso falar, mais paciência pra isso. Então esses acordos que foram sendo construídos...
durante as eleições, eles começam a não ser cumpridos. Cara, eu vou fortalecer quem estava comigo quando eu estava preso. Eu vou fortalecer quem não estava. Eu vou tomar um golpe de novo, como ele acha que aconteceu com o Michel Temer, lembrando que eles elegeram o Michel Temer com ele, porque a chapa de vice-presidente é quando você vota no presidente e você também está escolhendo o seu vice.
Então ele não tem como falar que foi golpe, afinal foi ele que escolheu, ele que fez esse acordo. Então ele não consegue mais ter essa união, ele não consegue mais se comunicar, como a gente comentou com o jovem, ele não consegue mais ver essa questão da pejotização, ele não consegue ter mais a ideia das pessoas não serem seletistas, ser carteira assinada e ser filiada ao sindicato. Eles não têm mais essa visão.
Eu, na minha opinião, isso não é informação de bastidores, mas eu vejo um craque do jogo ontem, e que ao contrário do que a imprensa fala do Davi Alcolumbre, eu acho que é o Flávio.
Ele não quer ganhar esse rótulo. Ele falou com a imprensa nas primeiras entrevistas que ele não teve nada a ver com isso e chamou de recado da sociedade. Afinal, os representantes da sociedade estavam ali. Mas, na minha opinião, foi um trabalho de articulação muito grande, mostrando que ele tem aquele pragmatismo que a gente falou agora.
E também ele tem um relacionamento muito bom com o Davi Alcolumbre. Eles são amigos bem antigos. Então eles deram uma passada de perna no Lula ali. Talvez se não tivesse tido essa liderança, não teria sido um placar tão elástico. É claro que o STF não está fortalecido agora, que o governo Lula também não, que o momento é ruim para indicar.
o Messias, mas eu acho que a grande sacada foi essa articulação silenciosa que aconteceu nos batidores. E tem mais, o governo Lula sabe que foi o Flávio.
sabe, e ainda teve o vídeo do Nicolas ontem, isso também acaba jogando o clamor popular e as pessoas marcando os senadores o Alberto falou muito bem, o Flávio articulou com perfeição junto com o Alcolumbre e aí o Alcolumbre fala baixinho, ah, ui, vai dar diferença, na verdade assim, ele tem mais ou menos o cálculo ele sabe, ele conversou o dia inteiro falando, olha, se vocês querem ter algumas questões pra votar algumas questões pro próximo ano, eu vou estar aqui dependendo E aí
Então ele faz essa articulação muito bem. O Flávio ontem mostrou que, na verdade, ele não é o pai. Ele simplesmente quer tirar essa característica do pai e você começa a ver veículos de imprensa chamando só de Flávio, tirando o nome Bolsonaro. Vai tirar que o Bolsonaro em si traz essa rejeição natural do nome, do pai, mas o Flávio em si não. Você já viu alguns veículos, por exemplo, como a Globo, não chamando Flávio Bolsonaro, chama de Flávio.
Já começa a centralizar ali para o meio. É que eu não vejo a Globo tem muito tempo. A gente nem tem. Mas é a interesse é dinâmica mesmo. E aí, já pensando nessa questão de um Lula, nessa visão que vocês estão passando, está enfraquecido. O movimento de ontem mostra isso claramente. E está com uma rejeição muito alta, quase proibitiva, para que ele venha realmente como um candidato competitivo.
o que o Lula deveria fazer é tentar despejar mais dinheiro para o povo. Cara, vamos dar mais auxílio, vamos conseguir a aprovação do fim da escala 6x1. Na visão de vocês, isso é execuível ou não vai rolar? Porque é justamente falta força política. Porque essa seria uma aposta do governo, né? Eles fizeram uma série de movimentos, mas, cara, não está dando. Então acaba com taxa de blusinha, escala 6x1, vamos ver se vai para frente. Dependendo da situação, ele acaba irrigando o próprio eleitor que ele já tem.
Então, por exemplo, vão aumentar o bolso da família. Vai melhorar para quem? O eleitor do meio não vai mudar. Então, tende a ir mais, por exemplo, o próprio eleitor. A questão do 6x1, o governo colocou o projeto dele amanhã, dia 1º de maio, né? Ali, provavelmente, ele vai querer fazer algum anúncio porque é dia do trabalhador. Ele queria que tivesse aprovado até amanhã para tirar essa coelho da cartola para tentar melhorar a questão da rejeição dele. A gente está caminhando para ter uma chance, sim, de aprovação.
não da forma como o governo quer, eu posso falar as formas como se tem hoje, e está sendo estudado para esse relatório ser entregue dia 20 e 21 de maio, agora do próximo mês, e dentre as possibilidades é reduzir uma hora por ano, então quatro anos de ciclo para redução.
A pressão hoje dos grupos de empresários, os grupos ligados à indústria, comércio, enfim, a quem emprega, quer que o governo também dê sua contrapartida, seja por desoneração da folha ou redução também, porque não adianta só um empresário fazer a parte dele. A gente tem...
Essas questões de 4 anos. O governo quer que seja em 90 dias. E aí a pergunta que fica é, beleza, nós vamos reduzir 4 horas. 4 para 90 dias é muita diferença. Não, 4 anos para 90 é bastante. Aí quer reduzir nesse período agora para 90 dias. Vamos reduzir 4 horas. Vamos supor aí de uma margem de 10%. Alguns empregadores vão precisar aumentar esse número. Aí o cara vai parar de trabalhar 4 horas, mas no final do mês o produto vai subir.
Então, ele vai deixar de ter mais dinheiro para consumir no final do mês, porque não tem outra escala. Não adianta falar que a janja, que é o aumento da taxa de imposto, não é para quem compra no final, né? É só para quem está vendendo, que vai ser repassado. Vai ser repassado.
Veja bem, 80% das empresas são pequenas empresas. Como é que a padaria vai arrumar? A gente está com uma crise de mão de obra. Como é que a padaria vai se adequar a isso? Então, na verdade, ele nem é tanto passar. Ele quer criar uma narrativa e quer que a direita fique em oposição a essa narrativa. Só que isso já está percebido, é uma jogada manjada.
Então, se tiver que passar, vai passar mesmo, só a forma como o Anderson falou, que talvez com adequação ao longo do tempo. Então, se você, por exemplo, 44 horas semanais para 40, uma hora por ano vai passar. Ou seja, de novo, a mesma estratégia. Ele joga para o tipo de eleitor dele, ele prega para convertido, todas as medidas do Lula são voltadas para quem já é eleitor dele. O meio vai pagar essa conta, não vai comprar isso.
vai ser muito parecido com o que aconteceu com a isenção de imposto de renda. O governo vai esperar um grande ganho eleitoral, que vai se traduzir num ganho muito tímido, porque vai até ganhar um pouquinho, mas vai perder de outro lado. E vai acabar assim. Não vai fazer muita diferença, não. É o último grande feito desse governo, mas que, na minha opinião, não fará muita diferença no momento da eleição.
Ou seja, uma PEC, que é o que está tendendo a ser aprovado, o governo mandou um projeto de lei que vai travar as pautas ali com um projeto de urgência, né? Mas o que está rodando na Câmara é um projeto de emenda constitucional, uma PEC. E aí não precisa do governo sancionar. Então eu acredito que os deputados e os senadores, para quem não sabe, os titulares...
Os próximos, caso eles saiam, a maioria às vezes são empresários do Senado. Então eles vão fazer uma pressão ali, pressão em cima, pra ter alguma coisa em troca. E aí vai vir uma desoneração da Folha, junto, pra ajudar o empresariado. E aí o meu medo é que isso vai tender à judicialização. Por quê? A PEC, ela é promulgada direto. Ela não vai passar por ele, ele não vai poder simplesmente vetar. E aí vai cair no STF. Aí o STF fala, não, olha só, isso aqui tudo tá valendo, só essa parte aqui que nós vamos discutir.
Esse é o meu medo de judicializar e transformar de novo, colocar o STF de novo numa figura que não seria dele. Deveria ser respeitado o legislativo, onde você tem 503 deputados, 81 senadores, respeitando e representando a população, e um único ministro que não foi eleito pelo povo, dando uma única canetada e geralmente atrasando, às vezes, o lado ou até aumentando o custo do Brasil. Na visão de vocês, o STF meio que assumiu uma...
Uma espécie de poder moderador, como a gente tinha na época do Império? É o seguinte, uma bengala, pelo menos, do governo, onde ele se apoia. O IOF, por exemplo, foi isso. É que no sistema presidencialista de coalizão, que é o nosso modelo aqui, não faz sentido existirem três poderes fortes.
Para outros dois poderes é bom que um esteja fraco também. Se tiver um presidente forte, você não vai precisar nem do judiciário, nem do parlamento. É feito assim justamente para que quem está ali na cadeira de incumbente tenha essa necessidade.
Aí a gente tem um dado que contraria a realidade, porque muitos presidentes foram reeleitos no Brasil e só Bolsonaro não foi reeleito. Mas com muita dificuldade, tirando a questão do Lula no ciclo de commodities, Temer nem tentou, Dilma passou na risca, Bolsonaro perdeu e Lula agora está em vias de perder também. É mais interessante para os outros poderes sempre trocar o presidente. Veja bem, se você tem três poderes, Então, vamos lá.
Se você quiser que seja necessário, é mais interessante que o presidente seja fraco. Um presidente forte não precisaria do judiciário ou do parlamento, como ele precisa hoje. Nessa visão, um poder fraco, dois fortes. O fraco, então, é o poder executivo. E os fortes são o legislativo. Eu diria que o super forte, a força do Mr. Olimpo, é o judiciário hoje.
Exato, ele legisla, ele executa e no final ele julga. Pois é. E já pensando também nessa questão de um Lula que não vai conseguir reverter a rejeição, quem iria no lugar dele?
Porque você até usou a analogia de que o PT é um pé de manga, nada cresce embaixo. Se você pensa em um nome que tem mais, não diria que é um apelo popular, mas é mais conhecido, seria o Fernando Haddad. Só que ele está muito conhecido por ter aumentado imposto pra caramba aqui no Brasil, virou meme. E já foi também lançado como um candidato ao governo de São Paulo. Qual seria o outro nome que iria no lugar do Lula, caso ele olhe o panorama e fale, cara, eu não quero participar da minha última eleição pra perder.
Nós temos mais dois nomes ali que podem ser colocados, por exemplo, Fernando Haddad foi o primeiro, mas hoje entre Fernando Haddad e Lula, por exemplo, o Fernando Haddad hoje teria uma menor rejeição, mesmo tendo essa casa dos memes ali, do Taxad e tudo, a rejeição dele hoje é menor do que a do Lula. Nós o segundo nome, dentro do próprio PT, o próprio Camilo Santana, que foi ministro da educação, fez a questão do pé de meia e tudo, tem essa ligação indiretamente e diretamente com o jovem também ali.
que geralmente o jovem acaba chegando nos pais, nos avós, e colocando ali os votos e acaba mudando o voto, dependendo do que for no consumo. E por último, a gente teria o próprio Alckmin. O problema do Alckmin é que ele não é do PT. E o PT não quer isso, ele tem medo, né? Afinal de contas, o passado dele com a questão do Temer...
De outro partido ele não confia. Então hoje, por exemplo, teria esses mais dois nomes ali que poderiam se candidatar até a presidência, além do Haddad. Mas o PT quer se centralizar dentro da casa dele. Basta ver a quantidade de ministérios que ele ocupa hoje.
Na visão de vocês, quem seria o nome favorito entre esses três que a gente está falando? No caso, o consenso de favoritismo do Lula, ele tem vários critérios para resolver nos próximos 100 dias. Ele não saindo, eu ainda acho que o candidato favorito do PT é o Haddad. A fila do PT funciona dessa maneira, sempre que precisou de um step.
Seja contra Dória, contra Tassésio, contra o próprio Bolsonaro, eu entendo que é eles. Mas ele foi lançado candidato para São Paulo, mas ele não mudaria de camisa se desse um jeito nisso. Eu entendo que, caso o Lula não fosse, seria ele. E, assim, bancos já testam isso em pesquisa. E aí eles descobriram que ele tem menos rejeição e um teto maior do que o Lula para crescer. Então seria uma escolha mais racional. Mais pragmática, sim.
Tem mais uma pergunta, Baudinha? Eu não. Os principais pontos que eu queria debater aqui já foram colocados na mesa. Tem algo que é importante que a gente não citou aqui, que na visão de vocês, cara, não dá pra ter esse podcast sem falar desse assunto?
Na minha opinião, o que não está na mesa ainda e que vai ser muito importante nessa campanha é a questão geopolítica. O mundo está mudando absurdamente e a postura dos principais players, principalmente dos Estados Unidos, nos últimos meses, vem se transformando, vem se mostrando basicamente...
não vai ter mais como você ficar com um pé em cada canoa no mundo inteiro. Você vê que a gente tem quase que um novo tratado de Tordesilhas que os Estados Unidos entendem que esse é o hemisfério de influência deles.
deixa de ter um pouco de influência ali na Ásia, e até as questões de Taiwan não têm mais tanta importância como antes para os Estados Unidos, ou seja, a Ásia com a China, e na Europa deu para ver também que se virem por aí, com a Rússia.
A faixa de influência dos Estados Unidos aqui na América Latina está lembrando muito aquela cultura moral de antigamente, que é assim, nosso hemisfério. Isso é muito importante geopoliticamente por várias coisas. Era um pretexto ali no começo do tarifarço, quando falava assim, deixem Bolsonaro em paz.
O real motivo do interesse dos Estados Unidos aqui é a aproximação do Lula com a China. Isso incomoda, seja em função de BRICS, seja em função de desdolarização, mas mais importante que isso é o grande lobby das próximas duas, três décadas, que é o lobby da inteligência artificial.
Veja bem, as big techs, de certa forma, vão estar envolvidas em todas as campanhas eleitorais pelo mundo. Não à toa aquela foto do Trump na posse junto com o pessoal das big techs, porque é uma nova corrida. A corrida da infraestrutura nos últimos 25 anos foi ganhada pela China. Os Estados Unidos entendem que a próxima grande corrida é a corrida da inteligência artificial.
nós estamos vendo que ela substitui mão de obra. Os políticos pelo mundo inteiro estão vendo um problema mais amplo, substitui o voto, substitui quem paga imposto, substitui quem consome. Então, para todas as empresas, dos dois lados, dos grandes competidores, China e Estados Unidos, é interessante que ela esteja próxima aos governos. Como é que se regula isso nos próximos anos? Por que o Brasil está no meio dessa história e a América Latina como um todo?
É regulamentação, hoje o Lula é totalmente avesso às big techs, ele até tenta fingir que não, mas ele é ideologicamente. Energia limpa, nós somos um dos principais players do mundo e isso traz outra coisa conectada, que é um potencial enorme de data centers que nós podemos ter aqui, que não dá para pôr só data centers nos países do primeiro mundo, tem que ser melhor distribuído, mas o principal dele, nós somos o segundo...
player do mundo, de terras raras, que é essencial para esse novo tipo de tecnologia. E veja bem, o primeiro é a China, e que já explora isso muito bem. Estados Unidos ficou para trás nessa história, e o segundo maior do mundo é o Brasil. Ou seja, o foco geopolítico em setembro, outubro, novembro, vai ser o Brasil. E nesse aspecto, na minha opinião, favorece uma alternância de poder, que é mais fácil.
se alinhar de forma boa, os Estados Unidos se alinhar de forma boa com o Caiado e principalmente com o Flávio Bolsonaro, com Zema também, com o Renan também, mas com o Flávio Bolsonaro, porque é de uma geração que entende melhor essas pautas, o Lula não entende nada dessa história, e essa história de ficar dividido no mundo, é a minha opinião, nos próximos anos não vai ter jeito assim, você vai ter que ter...
um lado de influência um pouco mais exacerbado. E nesse quesito, Lula, de novo, atrapalha os planos americanos. A história de nosso hemisfério é uma coisa que ainda não está na conta. Mas você acha que isso ajuda ou atrapalha? Porque eu entendo toda a lógica econômica, mas, por exemplo, lá no Canadá, pouco após a eleição americana...
Quem era favorito era a direita. Aí o Trump vai lá e me tweetam mapas dos Estados Unidos com o Canadá anexado.
Passado um tempo que aconteceu na eleição, a esquerda levou. Eu falo, cara, será que o Trump vai ser o camisa 10 do Lula? Então. Porque naquele movimento de, olha, vamos tarifar o Brasil, né? E que foi associada à questão do Bolsonaro. E aí o Lula, ele... Pô, a esquerda é vermelha. Isso. A direita é verde e amarelo, o Bolsonaro pegou as cores da bandeira. Naquele momento, o Lula conseguiu pegar de volta o verde e amarelo. Lembro que ele fez um tweet com uma carta verde e amarelo assim. Um monte de gente falando, é isso mesmo, né? Não intervenção, etc.
A grande sacada é essa. Eles entenderam que isso realmente prejudica e foi a bandeira que reativou a aprovação do Lula naquele momento. Então isso vai ser mais um jogo de bastidores, na minha opinião. Eu não vejo entrando qualquer tarifa para o Brasil agora, um jogo mais agressivo, nenhum tipo de hard power. Um jogo de bastidores, onde é claro que o Lula vai tentar explorar isso, inclusive ele já está cavando falta, não tem um evento.
que ele não critica o Trump, que ele não tenta chamar atenção lá, que tudo que ele precisa agora é algum mote. Ele está totalmente sem mote. E ele entendeu que isso dava certo, né? Então, assim, acho que o pessoal não vai cair, porque aquilo aconteceu em outro momento, já foi testado, né?
A segunda vez é burrice. E o time, ali é o seguinte, ninguém lembra do que aconteceu ano passado, mas sim, se caírem nessa armadilha, nessa isca, e houver qualquer intervenção dos Estados Unidos aqui, de forma pesada e explícita, em época de eleição, é o presente que o Lula queria. Mas eu acho que não vai acontecer.
Tomara que o Trump não discorde. Não fala nem nada, né? É verdade. É difícil de prever os movimentos dele, né? Meio irracível, acho que não pensa muito bem. O cara me publicou uma imagem de inteligência artificial onde ele era Jesus. Isso é bizarro, cara. Isso é muito bizarro.
É isso que não dá para prever. Não dá, cara. Imagina. Tem mais alguma coisa, gente? Ou não? Conseguimos endereçar os principais pontos? Acho que é isso. Mais do que nomes, a gente está diante de uma mudança de ciclo. E quem tiver nadando a favor dessa correnteza, e o pessoal está entendendo isso, todo mundo tem pesquisas na mão, vai se dar bem nessa eleição.
inevitavelmente esse tipo de eleitor vai estar junto no segundo turno. Um dado interessante é que em 2022, nesse exato momento, seis meses antes de campanha, o Lula, na média das pesquisas, estava com 45% dos votos totais. Todos os seus adversários juntos, 42%. E olha que interessante, alguns adversários de centro, centro-esquerda, que tendiam a migrar mais para o Lula. Neste momento é diferente.
Lula, na média das pesquisas, os votos totais está em média de 35%. Aquela básica, o Lula sempre tem 30%, 35%. Todos os adversários do Lula junto hoje dão 42%. Só que todos são de direita. Ou pelo menos anti-Lula, né? Como é que essa conta se resolve? Ela não resolve. Isso muito em função de cíclico, né? E é justamente o para-casa que o PT tem nos próximos 100 dias. Que, na minha opinião, é muito difícil de solucionar.
Todo mundo já embarcou no novo ciclo, e Lula não pode comprar essa pauta, porque ele vai estar contradizando o modelo de pensamento dele. Bom, eu tenho mais uma pergunta sobre isso. Você citou as pesquisas, Roberto. E qual a sua visão sobre os mercados preditivos? Inclusive foram proibidos aqui no Brasil, o governo de justificativa de proibir esses sites que são tipo bet. A bet você pode, entendeu?
Tipo o bet que mostra que o Lula está derretendo, você não pode. Mas eu queria entender se vocês acham que é um tipo de mecanismo mais confiável para ver realmente para onde está tendendo a eleição, porque até citei aqui anteriormente que lá o pessoal bota dinheiro nas ideias. Enquanto pesquisas, não estou falando que elas são manipuladas, mas elas podem vir a ser manipuladas simplesmente pela maneira como você entrevista.
as pessoas. Vocês acham que o mercado preditivo é um local mais seguro pra você olhar realmente a tendência, ou tem que dar valor às pesquisas? O mercado preditivo é um negócio muito novo. Eu digo isso até porque na eleição americana, o Trump não era favorito em várias pesquisas, mas no mercado preditivo ele era. E no final ele veio a ser eleito.
No caso específico da eleição brasileira, todo mundo que apostou em Lula está perdendo dinheiro nesse momento. Ele era como favorito. Eu acho que sim, mas mais no curto prazo. Não dá para medir toda essa tendência eleitoral, porque a gente está falando que quem vai apostar ali ou tem uma informação privilegiada ou é um amador. Então, do contexto amplo...
Eu diria que, assim, mais próxima eleição, a gente vai ter mais exatidão. Hoje o cenário é mais ou menos o que a gente acredita ser. Flávio favorito, os outros bem atrás, Lula um pouco abaixo dele, e o tipo de eleitor vai para o outro lado. Então, assim...
concordo que seja uma boa ferramenta, mas mais no curto prazo. Ela não consegue prever esses grandes movimentos aí, porque aí você tem que intercalar uma série gigantesca de dados que não é todo mundo que tem acesso. Perfeito. Bom, só aqui também colocando uma observação, não estou endossando apostas em mercado preditivo, eu acho que é um mecanismo interessante para você ver tendências, mas eu mesmo nunca coloquei um real. Para quem trata como aposta...
Acho que o destino, invariavelmente, ficando tempo demais lá, é perder dinheiro. É que nem entrar num cassino. É um caminho independente do destino. Aliás, é um destino independente do caminho. Você pode começar ganhando dinheiro ou perdendo. Se ficou tempo demais lá, você vai perder. Agora, como um hedge, tem uma posição comprada em tal coisa. E lá você tem um evento que pode servir como uma estratégia de defesa para aquilo. E você não consegue fazer isso no mercado, que tende a ser mais barato. Pode ser interessante.
Bom, acho que é isso, né, Bolu? Pessoal, só agradecer pela presença, foi um prazer recebê-los aqui. E para quem está assistindo, como é que eles encontram mais do seu trabalho, né, Anderson, Roberto? Fique à vontade para divulgar o que vocês fazem, canais, redes sociais, site, livro. A rede que eu mais utilizo é o x, arroba Roberto Reis, né?
Pode falar a sua? Sim. O meu é arroba Anderson Nunes X. Lá, underline X. No X ali. É. robertoreis.com.br também, o site. E tem o Instagram. É robertoreis. Não, é robertoreis. robertor com R ponto ex no final e Anderson Nunes analista no Instagram. Até achei que o time tinha escrito errado tem o Instagram, sabia? Não, eu sabia o que é. É robertoreis. É isso. O que que acontece? Eu sempre trabalhei com campanha eleitoral.
quem trabalha com campanha eleitoral ama ficar em bastidores, só que quando começo a dar palestras no mercado, foram 150 palestras nos últimos 12 meses, a gente tem que reverberar um pouco desse assunto nas redes sociais também, mas se eu pudesse eu ficava totalmente anônimo, mas não está tendo jeito, o pessoal tem gostado do que tem escrito. Obrigado pela oportunidade, Malu, Perini, contem conosco mais vezes. A gente agradece pela presença. Eu agradeço o convite, Malu, obrigado.
Bruno, pelo convite. Foi um prazer, Anderson. Não, eu tô rindo que o pessoal da política, eles ah, vão pro X, então, que é onde a treta acontece de verdade. Mas vocês encontram a gente aqui semanalmente no canal dos sócios, sempre com episódio novo, pra de alguma forma agregar na sua vida, e também me encontram no arroba maluperini no Instagram.
Vocês me encontram no Instagram Bruno, underlineperine, no YouTube Você é Mais Rico, semanalmente aqui nos sócios. E volto a lembrar da abertura do curso de leilão. Até 9 horas da noite você continua concorrendo às 10 consultorias da minha irmã. E hoje, às 8 horas, temos uma live no Instagram para quem quiser mais detalhes de como funciona esse universo dos leilões. Então, para quem assistiu, nosso muito obrigado pela audiência. Os convidados, obrigado pela presença. Espero que voltem mais vezes. E é isso, pessoal. Grande abraço e até a próxima. Beijos.
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