Tarifaço dos EUA: Alckmin confirma que governo vai lançar medidas para apoiar setores
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Débora
Alckmin
Gabriel Galípolo
Mauro Vieira
Samantha Klein
- Lei RouanetMedidas de apoio do governo brasileiro · Plano Brasil Soberano · Setores exportadores afetados · Geraldo Alckmin · Estados Unidos
- Sistema de Pagamentos PIXCooperação técnica com outros bancos centrais · Argumentos dos EUA contra o Pix · Gabriel Galípolo · Banco Central
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Nós vamos a Brasília, Samantha Klein tem a reação do governo brasileiro após o e fácil aplicado pelos Estados Unidos. Oi, Samanta, boa tarde.
Oi, Débora, Carol. Olha, a gente tá acompanhando agora uma reunião com vários ministros, incluindo aí ministro da Indústria e do Comércio, Geraldo Alckmin, vice-presidente, chanceler Mauro Vieira, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, falando sobre a questão do Pix também, entre outros ministros que participam dessa coletiva, obviamente muito concorrida. O ministro Márcio Elias Rosa, da Indústria e do Comércio, ele afirmou que os setores atingidos terão atendimento prioritário no Plano Brasil Soberano.
Afirmou que novas medidas serão então abertas, linhas para auxiliar os setores afetados, e afirmou que cerca de 18% das exportações para os Estados Unidos serão atingidas com este novo tarifácio. Ele destacou que em 2024 esses setores exportavam cerca de 7 bilhões e 400 milhões de dólares para os americanos. Ele ainda afirmou que a última reunião foi na terça-feira, afirmou que com o USTR, a representação comercial dos Estados Unidos, ele disse o seguinte, que explicamos novamente quais pontos eram inegociáveis e os Estados Unidos não trouxeram alternativas para negociações.
E ainda disse que jamais se faria um acordo que viole os interesses do Brasil. Geraldo Alckmin, vice-presidente, também disse que esse tarifação não tem sentido. Afirmou o seguinte: levamos uma palavra aos setores afetados contra os que sabotam o Brasil, porque o Brasil agora vai trabalhar e fazer um programa de apoio. E afirmou também que a Apex Brasil e a Agência Brasileira de Desenvolvimento vão fazer um esforço de ampliação de mercados.
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, está falando neste momento sobre o tema do Pix.
E a gente acompanha em cadeia com a GloboNews. Gabriel Galípolo disse que os argumentos contra o Pix são desculpa dos Estados Unidos.
Então fica bastante evidente de que o Pix é hoje uma referência internacional. O Banco Central já assinou com mais de 47 outros bancos centrais termos de cooperação técnica para que o Banco Central possa transferir tecnologia e esses outros bancos centrais possam desenvolver o seu sistema de pagamento instantâneo também. Países como Estados Unidos, a Europa, China, Índia, Singapura e uma série de outros bancos centrais ou já implementou, está estudando implementar sistemas de pagamento instantâneo como Pix, que claramente é o futuro.
É isso, vai avançar de maneira bastante clara. E fica evidente que a argumentação realmente passa por uma tentativa de inventar alguma lógica para aplicação das tarifas. Do nosso lado, lado do Banco Central, a gente vai seguir sempre fornecendo Pix como algo gratuito, seguro, e instantâneo e seguir na evolução técnica do Pix em cooperação com outros para que cada vez mais a população brasileira possa ter acesso a serviços financeiros de maneira mais segura, mais rápida e com maior inclusão financeira.
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, nessa coletiva de imprensa. Vários ministros estão, fazem parte, né, né, Samanta? Participaram de uma reunião com o presidente Lula, que foi chamada justamente para discutir qual seria a resposta do governo, a reação do governo após a confirmação da aplicação do tarifácio pelos Estados Unidos. Isso veio ontem à noite e o presidente Alckmin também disse que vai apoiar as empresas afetadas, certo, Samanta?
O vice-presidente, ou melhor, exatamente, o vice-presidente Geraldo Alckmin. Exatamente, Débora, ele afirmou então que linhas então devem ser lançadas. Lembrando que no ano passado foi lançado o Plano Brasil Soberano. Algumas semanas, o Senado também, na semana passada na verdade, Senado já aprovou um crédito extra de R$15 bilhões para empresas afetadas por tarifas adicionais, não especificamente somente pelos Estados Unidos, mas também por efeitos aí da guerra no Oriente Médio.
E a expectativa é que uma nova medida provisória prevendo recursos adicionais para o enfrentamento aí dessas tarifas sejam destinadas aos setores afetados. Lembrando aí, cerca de 18% das exportações. Uma grande preocupação dos empresários é justamente porque muitos dos produtos são moldados especificamente para o mercado americano, e aí é necessário investimento para readaptar as suas linhas de produção. Ainda não se falou em aplicação da lei da reciprocidade.
A nota do Palácio do Planalto, que o presidente Lula também publicou nas suas redes sociais, dava a entender essa possibilidade, mas o governo está lidando com cuidado. A gente não sabe ainda se isso vai ser confirmado agora nesse pronunciamento. É, há uma expectativa disso, mas há um cuidado também com relação a essa aplicação. E o que que já se falou aqui? O próprio ministro Mauro Vieira das Relações Exteriores disse que a negociação continua.
Ele reforçou que as manifestações de Marco Rubio, secretário de Estado, contra o Brasil são inaceitáveis, mas que o Itamaraty segue aberto para a negociação. Com vocês.