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TSE discute selo de credibilidade para pesquisas eleitorais, mas proposta enfrenta resistência

14 de julho de 20264min
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) discutiu, em reunião nesta terça-feira (14), a criação de um selo de acurácia, espécie de certificado de credibilidade para os institutos de pesquisa com melhor histórico de acertos. No entanto, segundo fontes ouvidas pela CBN, a proposta apresentada pelo presidente da Corte, ministro Cássio Nunes Marques, não obteve apoio da maioria dos participantes.

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Participantes neste episódio3
C

Cássia

HostJornalista
C

Cássio Nunes Marques

ConvidadoMinistro
Y

Yuri Sanches

ConvidadoDiretor de análise política
Assuntos4
  • Metodologia de PesquisaTribunal Superior Eleitoral · Cássio Nunes Marques · Institutos de pesquisa · Histórico de acertos · Regras de exclusão por fraude
  • Pesquisa Atlas Intel e cenário eleitoralAtlas Intel · Flávio Bolsonaro · PL · Questionário de pesquisa · Caso Banco Master
  • Objetivo do TSE com a propostaFortalecimento da cooperação · Aperfeiçoamento técnico · Confiança pública · Segurança jurídica
  • Pesquisa Atlas· NegociosYuri Sanches · Frequência de encontros · Participação em decisões · Aprimoramento das pesquisas
Transcrição6 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Boa tarde, Cássia. Olha, o Tribunal Superior Eleitoral propôs durante essa reunião um selo de acurácia, que seria um selo de credibilidade para os institutos de pesquisa que tiverem o melhor histórico de acertos. Mas de acordo com fontes, a proposta que foi apresentada hoje pelo presidente da corte, o ministro Cássio Nunes Marques, não teve maioria a favor. De acordo com alguns representantes que falaram de forma reservada, inicialmente a proposta não é vista como viável.

Essa foi apresentada aí nessa reunião com 19 representantes dos institutos. O objetivo, segundo o tribunal, é reconhecer as pesquisas que apresentarem resultados mais próximos aos das urnas. Mas há regras rígidas. O texto prevê, por exemplo, que aqueles que foram condenados por fraudes ou que tiveram pesquisas suspensas por irregularidades sejam automaticamente excluídos do reconhecimento. O encontro ocorria após a polêmica da suspensão da pesquisa de maio do Instituto Atlas Intel, que mostrava queda de 5 pontos do senador e pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro.

Decisão na época, né, monocrática, do próprio presidente Nunes Marques. O PL, partido de Flávio, contestou o questionário alegando que perguntas sobre o caso do Banco Master induziram as respostas dos eleitores. Integrantes do Tribunal Superior Eleitoral defendem a medida como um passo necessário para fixar critérios objetivos e aumentar a confiança no trabalho dos institutos. Foi o que disse o presidente Nunes Marques na abertura da reunião. Vamos ouvir.

CNCássio Nunes Marques

O objetivo desta reunião não é discutir resultados de pesquisas específicas, tampouco interferir na autonomia técnica das empresas responsáveis por sua elaboração. Pretende-se, na realidade, o fortalecimento de um ambiente permanente de cooperação no qual seja possível compartilhar experiências, esclarecer aspectos técnicos e identificar oportunidades de aperfeiçoamento que contribuam para ampliação da confiança pública, assegurando ao mesmo tempo maior segurança jurídica às entidades e às empresas de pesquisa.

?Voz A

Bom, o diretor de análise política da empresa Atlas Intel que é aí que tá sendo alvo desse julgamento no Tribunal Superior Eleitoral. Yuri Sanches também falou com a gente e vê com bons olhos essa iniciativa do TSE e espera que esses encontros ocorram com mais frequência para que os institutos participem das decisões, das regras, das pesquisas que vão ser aí importantes para as eleições desse ano. Vamos ouvir.

?Voz C

Para justamente, de certa forma, premiar aquelas que tenham um desempenho que tenha sido coeso com o resultado final das eleições. Então acho que essa foi uma primeira proposta que o TSE e o presidente Cássio colocou também para ser discutido, né? Não foi uma imposição, não foi algo concreto, mas uma minuta para que a gente possa discutir. O nosso posicionamento da Atlas é no sentido de a gente acolhe essa iniciativa, essa proposta como algo que a gente quer trabalhar junto para aprimorar, porque a gente entende que seria importante.

?Voz A

O julgamento definitivo sobre o caso da Atlas Intel está travado por um pedido de vista da ministra Estela Aranha e só deve ser retomado em agosto após o recesso do Judiciário. Cássia.

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