Após divulgação de carta, Moraes suspende visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias
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João Rosa
- Caso Master e desgaste de Flávio BolsonaroAlexandre de Moraes · Flávio Bolsonaro · Jair Bolsonaro · Supremo Tribunal Federal · Carta divulgada nas redes sociais
- Denúncia de campanha eleitoral antecipadaAlexandre de Moraes · Flávio Bolsonaro · Jair Bolsonaro · Procurador-geral eleitoral · Propaganda eleitoral antecipada
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Vamos a Brasília, temos informações com João Rosa. João, boa tarde.
Oi, Fernando, boa tarde para você, boa tarde, Tati, a todos que estão nos acompanhando aqui na CBN. Notícia que acaba de chegar: o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal suspendeu por 90 dias o direito de visita do senador Flávio Bolsonaro ao presidente Jair Bolsonaro e deu o prazo de 48 horas para que a defesa esclareça se Bolsonaro sabia que uma carta escrita durante a prisão domiciliar seria divulgada nas redes sociais.
Sociais. Na decisão, Moraes determinou o envio do caso também ao procurador-geral eleitoral para apurar uma possível prática de propaganda eleitoral antecipada. Segundo o ministro, Flávio utilizou a visita ao pai para retirar um documento que tinha como objetivo exclusivo ser divulgado nas redes sociais, o que ele considerou um descumprimento à decisão que proíbe o ex-presidente de utilizar plataformas digitais diretas ou indiretamente.
A decisão foi motivada de um vídeo publicado pelo senador no último sábado. Na gravação, Flávio anunciou que faria a leitura de uma carta escrita pelo pai. Horas depois, ele divulgou o texto na íntegra durante uma transmissão pelas redes sociais. Na carta, Bolsonaro pede que seus apoiadores se unam em torno da pré-candidatura presidencial do filho e o apresenta como seu porta-voz e a melhor opção para disputar a presidência da República.
Para Moraes, a divulgação da carta demonstra que o documento foi produzido com com a intenção de alcançar o público, o que na avaliação do ministro representa uma tentativa de burlar a proibição imposta a Bolsonaro de utilizar as redes sociais durante o período em que cumpre a prisão domiciliar. A gente lembra que ele cumpre a pena de 27 anos de prisão que foi imposta pelo STF no processo sobre a tentativa de golpe. Eu volto com vocês.
Tá certo, obrigado, João Rosa, com informações em Brasília.