A uma semana das convenções, chapas ao governo de Minas Gerais seguem indefinidas
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Alexandre Calil
Cleitinho
Débora Costa
Domingos Sávio
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Nós vamos a Belo Horizonte. A Débora Costa tem informações ao vivo sobre as alianças para as eleições desse ano. Oi, Débora, bom dia!
Oi, Débora, bom dia para você também, para os ouvintes. Faltando uma semana para o início das convenções partidárias, nenhuma chapa dos principais candidatos ao governo de Minas foi definida. Partidos dos campos da direita, centro e esquerda correm contra o tempo para fechar alianças e oficializar apoios para o pleito, como por exemplo definição dos vices. Um dos principais impasses em Minas é com relação à chapa do PT, que após recusa da pré-candidata ao Senado Marília Campos em disputar o governo, agora volta as atenções ao deputado federal Patrus Ananias.
Em agenda no norte de Minas nesse sábado, o parlamentar se encontrou com a presidente estadual do PT, deputada Leninha, que tem encabeçado o movimento de candidatura própria. Em entrevista ao portal R Sena de Bocaiúva, Patrus confirmou que prefere tentar o quinto mandato ao Congresso, mas sinalizou que pode ouvir uma proposta do presidente Lula para chapa em Minas Gerais.
Eu sou nesse momento pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais. Eu quero continuar na Câmara dos Deputados, por isso sou pré-candidato para lá continuar. Outras possibilidades que se abrirem, eu vou conversar primeiro com o presidente Lula. Não tomarei nenhuma decisão que não seja acertada com a nossa liderança maior, que é o presidente Lula. E também, é claro, vou acertar considerando também os compromissos que nós temos com o povo de Minas Gerais.
Na mesma expectativa está o pré-candidato do PSB em Minas, o ex-procurador-geral de Justiça do Estado, Jarbas Soares, que também se colocou como possibilidade de palanque para Lula. Ele tenta articular uma frente ampla com apoios das federações União Brasil Progressistas e Cidadania e PSDB, além do MDB, do pré-candidato Gabriel Azevedo, que poderiam aumentar o tempo de TV e rádio. Também nesse campo, o pré-candidato pelo PDT, Alexandre Calil, ainda não anunciou o vice.
O ex-prefeito de Belo Horizonte segue reafirmando a candidatura, mas não informou nenhuma nova aliança. Já na direita, o governador e pré-candidato à reeleição, Mateus Simões, do PSD, afirmou que a indicação do vice virá do seu padrinho político, o ex-governador e pré-candidato à presidência, Romeu Zema, do Novo.
A formação da minha chapa tem duas posições definidas: a minha, que é do PSD, a posição do governador, e uma posição da Federação União PP, candidatura do candidato a senador Marcelo Agro. As outras vão ser construídas ao longo das próximas semanas e o meu vice será indicado por Zema. E é um pouco diferente porque o contexto nacional da pré-candidatura do governador acaba entrando nessa ponderação. Nós só vamos ter essa resposta confirmada a partir do dia 25, quando os partidos começam a fazer as suas convenções.
Outro impasse está relacionado à chapa Republicanos e PL, que aguarda a decisão do senador Cleitinho se disputará ou não o governo de Minas, que deve ser tomada apenas em agosto. Em paralelo, o PL de Flávio Bolsonaro já se articula para lançar um nome próprio ou até uma chapa puro-sangue em caso de desistência do senador do Republicanos. O pré-candidato ao Senado pela sigla, deputado federal Domingos Sávio, afirmou à CBN que a prioridade é uma aliança com Cleitinho, mas em caso de negativa, o partido já estuda outros nomes para um palanque para Flávio Bolsonaro no estado.