Episódios de Política

Flávio Dino manda bloquear R$ 6,1 milhões de Eduardo Cunha por investigação sobre emendas

12 de julho de 20263min
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Ministro do STF aponta que ex-deputado atuava no direcionamento de recursos para municípios de Minas Gerais; defesa de Cunha ainda não se manifestou

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Participantes neste episódio1
S

Samanta Klein

ReporterJornalista
Assuntos3
  • Bloqueio de bens e sequestroEduardo Cunha · Flávio Dino · Emendas parlamentares · Operação Transparência · Municípios de Minas Gerais
  • Atuação ParlamentarMariângela Fialleck · Eduardo Cunha · Celular apreendido · Destinação de recursos públicos
  • Punição de deputadosHugo Motta · Mariângela Fialleck · Desvio de recursos · Criminalização da atividade política
Transcrição4 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz C

Oi, Nadede, boa tarde. Olha, o ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de R$6.100.000 do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Essa decisão é um desdobramento da Operação Transparência, que investiga a suposta atuação ilícita de Cunha no direcionamento de emendas parlamentares. Conforme a investigação da Polícia Federal, o ex-deputado coordenou de forma direta a destinação de pelo menos 29 emendas da Comissão de Saúde, somando aí mais de R$6 milhões.

Esses recursos foram destinados para municípios de Minas Gerais, onde justamente é a base eleitoral de Eduardo Cunha. Lembrando que ele não é parlamentar desde 2016, mas planeja voltar para política formalmente. O ministro Flávio Dino ainda disse que Cunha opera como um agente privado com poderes políticos equivalentes ou até maiores do que de parlamentares em exercício. Lembrando que na semana passada, é, decisão semelhante foi então destinada ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

E nessa decisão relacionada a Eduardo Cunha, o ministro também afirma que quem coordenava essa destinação de emendas parlamentares era assessora parlamentar Mariângela Fialec, conhecida como Tuca. E Dino destaca ainda que nas conversas extraídas do celular dela há uma comprovação de conversas com o ex-presidente da casa, mostrando que ele tinha influência na destinação desses recursos públicos. A Câmara dos Deputados também foi intimada a fornecer todos os documentos da tramitação interna sobre a destinação dessas emendas parlamentares.

Ontem, o presidente da Câmara, Hugo Motta, destinou aí uma nota defendendo a atuação de Tuca, como é conhecida Mariângela Fialleck, e afirmou que a investigação não demonstrou desvio de recursos. Era uma citação indireta ao caso de Valdemar Costa Neto, mas que a gente pode inferir que também vale para o caso de Eduardo Cunha. O texto afirma que a decisão não identifica desvio, abuso ou aplicação irregular de verbas públicas e que se limita a inferições e a tentar criminalizar a atividade política.

Estamos tentando contato também com a defesa do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, mas ainda não tivemos um retorno e o espaço segue aberto. Nadédia, obrigada. Samanta Klein falando de Brasília.