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Lula tem 'missão árdua' de fazer governo se sobressair com 'time reserva' daqui até eleição

31 de março de 20268min
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Vera Magalhães analisa o quadro para o governo Lula na corrida eleitoral em sua busca para reverter queda de popularidade, e os desafios de fazer isso em meio à saída de ministros para disputar cargos.

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Vera Magalhães

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  • Críticas ao Governo LulaReeleição de Lula · Percepção da economia · Saída de ministros · Endividamento da população · Comparação com governo Bolsonaro
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Vera? Oi, Sérgio Demergue, boa tarde para você e para a Cássia, para os ouvintes também, para quem nos assiste. Boa tarde, Vera. Vera conosco em áudio e vídeo. E vamos falar, Vera, da reunião das últimas decisões do presidente Lula. A primeira delas confirmou o Alckmin como vice na sua chapa e, segundo a sua interpretação aqui, está tentando...

Enfim, tomar uma série de medidas aí para reverter essa percepção de desgaste do governo. Vera.

Pois é, Sardenberg, porque as últimas pesquisas mostraram um cenário difícil no qual o presidente vai ter que navegar para buscar a reeleição, porque se atingiu um patamar em que a maioria da população rejeita o seu governo, então a reprovação ao seu governo, segundo a última pesquisa Quest, atingiu 51%. Então, ele precisa ter uma capacidade de reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a reforçar a refor

E a maioria dos eleitores acha pior a sua permanência do que a volta da família Bolsonaro ao poder. Então, isso nesse duelo de rejeições que costuma marcar as últimas eleições é um dado importante.

E é difícil de reverter. E o discurso dele nessa reunião ministerial, que foi um balanço do Ministério Titular para a saída daqueles que vão ser candidatos e posse aos interinos, serviu também para ensaiar um pouco qual vai ser o discurso.

para tentar fazer frente a essa realidade. E aí o Lula começou a fazer uma espécie de comparação entre o governo dele e o do Bolsonaro, numa tentativa, talvez, de mudar essa perspectiva do eleitorado, de que seria pior a volta.

da família Bolsonaro, do que a sua permanência no cargo. Ele admite que não foi possível fazer tudo o que ele pretendia, talvez num aceno a esses que estão descontentes, para demonstrar que ele entende que existe esse sentimento, mas vai procurar fazer um contraponto com o governo Bolsonaro em questões...

como a saúde, como a defesa da ciência, como a defesa da democracia, como o meio ambiente, algumas áreas em que ele fez um governo diametralmente oposto ao do Jair Bolsonaro.

Onde está o problema? Principalmente na percepção que as pessoas têm a respeito da economia, porque apesar de alguns números macroeconômicos serem bons, o número de crescimento, o número de quase pleno emprego, a sensação das pessoas em relação à sua própria situação financeira e econômica.

em relação à economia do país, é de que houve uma piora, de que elas estão vivendo pior, de que elas estão gastando mais para consumir e que, portanto, a economia piorou nos últimos meses. Então vai ter de haver um trabalho para convencê-las do contrário, tentar convencê-las do contrário. E aquela aposta que havia na coisa do nós contra eles, na coisa de governar para os mais pobres, de justiça tributária...

de apostar ali na questão do imposto de renda para criar uma percepção de um ganho econômico para uma base grande da população, isso não teve o resultado que era esperado. As pesquisas mostram que essa medida e outras medidas nesse sentido, do nós contra eles ali, dos ricos contra pobres, não fizeram com que a performance eleitoral do presidente eleitoral do presidente. Se ele for ele eleitoral do presidente eleitoral do presidente eleitoral eleitoral do presidente eleitoral do presidente eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral eleitoral

tivesse um ganho e que a avaliação do seu governo também melhorasse. Então, eles estão numa espécie de encruzilhada para mudar a embocadura do discurso, visando atingir um público que votou nele em 2022, mas que está insatisfeito, e que é justamente esse setor ali da classe média que vê a economia como uma piora na sua vida e na vida do país.

Não é à toa que tem agora o interesse do governo em tentar criar alguma espécie de plano para ajudar as pessoas que estão endividadas.

Exato, isso já era um discurso lá do início, que eles até trouxeram um pouco da campanha do Ciro Gomes, né, Cássia? Porque eles meio copiaram aquele programa dele de desenrola, era o programa do Ciro que virou o desenrola. Também não teve nenhum grande ganho de... O Lula não conseguiu, nesse governo, fazer algo que ele fez de forma muito eficiente nos dois primeiros, que foi criar grandes marcas, né?

Então, tanto o Desenrola, quanto o Pé de Meia, quanto essa reforma do IR, que eram expectativas de novas marcas nesse governo, não tiveram o mesmo apelo e o mesmo desempenho dos outros, do PAC lá do primeiro governo, do Minha Casa Minha Vida lá de trás, do Prouni lá de trás. Então, também não é um governo de grandes marcas. Agora, apostar nessa coisa do endividamento e também nessa ideia...

que é uma constatação de uma emergência, de não deixar o preço, por exemplo, dos combustíveis explodir a ponto de impactar a inflação e de ter uma greve de caminhoneiros, isso são percepções desse momento que o governo vive, em que as pessoas não têm uma boa avaliação da condução, principalmente da economia.

É, e é sempre a economia que vai acabar decidindo, né? Porque, como você falou, tem indicadores econômicos bons, mas a percepção da população é de pior. E essa piora tem a ver com inflação, né? Quer dizer, quando você fala que a inflação caiu, não quer dizer que os preços caíram, né? Significa que estão subindo menos, mas continuam subindo. E essa percepção é que conta, né?

Ou que pararam de subir, mas num patamar muito elevado, né, Sardenberg? Exatamente. Então, e a questão dos juros altos, que é uma questão que o governo fica batendo muito, como se fosse alto ali determinada?

Na verdade, não é. Ela decorre muito da condução da política fiscal do próprio governo. Então, os juros altos impactam diretamente nesse endividamento que a Cassi falou, na dificuldade que empresas têm de investir e nesse certo mau humor que existe com a economia. Então, é uma coisa difícil.

de você combater em tão poucos meses que nos separam até a eleição. E ainda mais com o Ministério tampão, porque os ministros titulares vão sair, alguns deles não tendo entregado aquilo tudo que prometeram.

e vão ser substituídos muitas vezes por técnicos do segundo escalão, pessoas ali sem grande brilho. Então, é uma missão árdua a de fazer um governo se sobressair com um time reserva daqui até a data da eleição. Vera Magalhães, obrigado, Vera. Até amanhã. Até amanhã, um ótimo jornal para vocês. Até mais tarde lá no ponto final. Até mais tarde, Vera.

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