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Caiado diz respeitar críticas de Leite, mas afirma que 'rótulos não podem ser repassados'

31 de março de 202615min
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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, criticou a decisão do PSD de escolher Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência da República, afirmando que a escolha "tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o país". Em entrevista ao Jornal da CBN, Caiado respondeu que respeita a opinião do colega e pretende manter diálogo, mas que "rótulos não podem ser repassados". Quanto à composição da chapa, o governador de Goiás informou que ainda não definiu um candidato a vice, priorizando etapas iniciais da campanha.

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Participantes neste episódio2
G

Gustavo Sampaio

HostProfessor de Direito Constitucional
C

Cássia

Co-hostJornalista
Assuntos4
  • Histórico de polarização presidencial brasileiraRonaldo Caiado · Eduardo Leite
  • Reação de Eduardo Leite
  • Eleições PresidenciaisRonaldo Caiado · PSD
  • Anistia e graças políticas
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O Jornal da CBN tem a oportunidade agora de conversar com o governador de Goiás, o governador Ronaldo Caiado, lançado ontem, pré-candidato pelo PSD, de Gilberto Kassab, a presidência da República. Governador, quero agradecer a gentileza de o senhor ter atendido o nosso convite. Um bom dia para o senhor.

Bom dia, Nilton Young, bom dia, Cássia Godói, a todos aí que nos acompanham na CBN Brasil. Bom dia. Governador, criticar com veemência o PT e Lula, defender a anistia dos condenados por tentativa de golpe, se apresentar como candidato moderado. Esses três elementos, eles aparecem também no discurso de Flávio Bolsonaro. O senhor não teria de buscar um outro tema ou um outro tom para falar?

e conquistar esse voto que vai se consolidando num nome indicado por Bolsonaro? Eu acho que a análise tem que ser uma análise mais ampla, Junck. Quando você se propõe a ser candidato à presidência da República, você tem algumas exigências, alguns critérios para você poder demonstrar que ao chegar lá,

você não vai mais repetir o processo da polarização que dominou a política nacional nesses últimos anos e que não é uma característica da política brasileira. O que eu disse foi, assumindo a presidência, nós imediatamente vamos fazer com que haja um ponto final neste assunto.

A partir daí, nós vamos governar o país. E quando você governa bem, e aí é a grande diferença, que é importante que você reflita, porque ganhar a eleição não é o problema maior, não é a maior dificuldade neste momento. O Lula está batido, essa é a realidade. Mas não é ganhar a eleição. Ganhar a eleição nós ganhamos em 2018.

É você construir um governo capaz das pessoas poderem olhar para o governo e dizer, olha...

Saiu-se da polarização, melhorou a segurança, melhorou a educação, saúde. As pessoas vivem um outro momento com avanço na inteligência artificial, tecnologia. O jovem acreditando, sabe? Sem ter que ir para consulado, pedir visto para outro país. Então, esta é uma realidade. Que isto aí foi a grande falha de 2018. Perder a eleição em 2022 para o PT. Então, quando você vê um cenário...

Você tem que analisar como ganhar. É fácil ganhar do Lula hoje. Qualquer um que for para o segundo turno vai bater o Lula. Isso é uma realidade. Isso está constatado. Agora, quem vai?

vai aprender a governar chegando na cadeira de presidente da República ou tem experiência, tem autoridade moral, tem capacidade de poder sentar com o presidente do Supremo, da Câmara, do Senado, tem condições de reunir e dizer, olha, a situação do Brasil é uma questão crítica, catastrófica, como é que nós vamos aqui de forma...

respeitosa e constitucional, resolvemos o problema do Brasil. Então, a visão, ela não pode ser uma visão curta de Brasil. Por quê? Por exemplo, governei o Estado, fui eleito no primeiro turno, fui eleito no segundo turno e o PT não é opção em Goiás. Então, você tem que entender que a responsabilidade do próximo presidente

Não é apenas ganhar do Lula. Isso aí, qualquer um no segundo turno ganha do Lula. Agora, eu lhe pergunto, saberá governar? Governador. Eu governarei com os 27 governadores. Eu governarei com os poderes constituídos.

dentro do limite a cada um no sentido da recuperação de juros, de confiança no país, de combate à criminalidade, de combate à corrupção e dando rumos à educação, à saúde.

sem fazer e está aqui o endereço que é Goiás. Agora, governador, eu queria perguntar para o senhor o seguinte, o senhor já disse que caso seja eleito, sua primeira medida seria conceder o Manistia aos envolvidos no 8 de janeiro como forma de pacificar o país. Agora, te pergunto, como conceder o Manistia em relação ao 8 de janeiro pacificaria o país na medida em que 86% dos brasileiros desaprovam aqueles atos de 8 de janeiro?

Veja, quanto a este assunto, também desaprovaram outros atos praticados. Quando, por exemplo, os deputados entraram na Câmara, destruíram a Câmara dos deputados, queimaram propriedades rurais, incendiaram centros de pesquisa, enfim, toda esta baderna não será admitida.

No momento em que o Caiado assumir o governo. Então não haveria anistia se essa baderna não seria admitida? Ora, sem dúvida nenhuma, não teve comando de governo. Agora, você não pode ficar no país, Cássia, alimentando essa situação a vida toda. O Brasil não tolera mais, não aguenta mais. O cidadão como hoje, ele vê um programa de televisão, é só o 8 de janeiro.

Cássia, nós estamos perdendo todo o espaço do mundo. Mas o cidadão também não tolera a tentativa de golpe, né, governador? Não, não tolera. E tendo governo forte, não tem. É o que eu lhe digo. Eu quero ver se Ronaldo Caiada, eleito presidente da República, tomando posse, um minuto depois, tem algum paderneiro que vai quebrar as planadas dos ministérios. Agora, governador, essa ideia... Essa ideia que o senhor tem... Oi?

Pois não. Só para completar o raciocínio, o que você precisa é de ter autoridade moral para governar e não governar em cima da polarização. Eu tenho certeza absoluta que o caminho da quebra da polarização é fundamental no Brasil. Ou você não avança no governo. E este assunto será tratado por mim desta maneira.

E eu que gosto de história, não foi diferente do que Juscelino Kubitschek fez. E a época, sim, foi um golpe por parte da aeronáutica brasileira. E governador? E ele reconsiderou e fez e foi o grande estadista que o Brasil conheceu na política. O senhor já pensou em quais palanques poderá subir nos estados? Por exemplo, Minas Gerais e São Paulo, pegando aí dois estados que têm um eleitorado grande? Olha.

É lógico que você ainda precisa de ver quais são os candidatos que vão sair ali dentro. Você sabe que o PSD tem candidato no estado de Minas Gerais e eu lá estarei. Com o candidato do governador Zema lá no estado de Minas Gerais. Menor dificuldade em estar com ele e apoiá-lo. Isso é um problema. No estado de São Paulo, olha, este é um assunto também que você não se oferece.

Você dialoga. Esse é o processo que nós dialogaremos também com o Tarcísio. É porque em São Paulo o Tarcísio tem uma proximidade com o Flávio Bolsonaro e aparentemente até um compromisso hoje. Por isso que eu lhe pergunto, por exemplo, em São Paulo, como ficaria considerando que o senhor tem que buscar votos que estão hoje voltados para o Bolsonaro.

Sim, mas o que eu defendo é que a gente tem oportunidade de ir para o debate. Porque senão fica difícil. Se nós fizermos uma campanha de rótulos ou uma campanha de bolhas, aí fica algo como querendo transformar o primeiro turno no segundo turno. Então, neste momento, é o momento que nós precisamos de ter um objetivo. O objetivo é...

Romper a bolha. Em segundo lugar, é debater com argumentos, com consistência. Não com achismo, mas com obras realizadas e entregues. Então, está aí a experiência. Repito, não se aprende a governar na cadeira da presidência da República. Em segundo lugar, não se governa se você não pacifica o país. O fim da polarização é fundamental.

Não se governa sem que você crie um ambiente entre os poderes para dizer, nós vivemos o presidencialismo. E como presidente da república, saberei usar todas as prerrogativas da presidência da república. Então, entendam, presidencialismo é este o sistema que eu...

Eu implantei e governei o estado de Goiás. E o senhor tem chamado a atenção de novo, voltou a falar da questão da polarização, mas não há um consenso nem dentro do seu partido. Ontem, uma crítica que foi feita pelo governador do Rio Grande do Sul, o senhor, foi de que o seu nome não trabalharia nesse sentido. Como é que o senhor recebe essa crítica do governador Eduardo Leite?

Olha, com total respeito, ele tem a opinião dele, tá certo? Eu vou ligar a ele, tá certo? Eu vou dizer que ele é importante no processo eleitoral, ele é um exemplo também de gestão no seu Estado. Agora, você vai te convidar uma coisa, esses rótulos não podem ser repassados. Eu tenho uma história de vida, tá certo? Eu sou um médico, sou um cirurgião.

Tenho me especializado, fui auxiliado, meu professor, no Rio de Janeiro, tenho uma trajetória de vida, tenho uma trajetória de realizações. Como é que alguém radical vai ter 88% de aprovação no seu estado? Nunca na história um governador atingiu no Brasil 88% de aprovação. Como é que alguém radical vai ter 88% de aprovação?

Agora, não se pode contestar resultados. Ah, mas aí o caiado é duro em relação ao clima. Sou. Você já viu algum país democrático com essa ocupação de território e de comando de narcotráfico, como você vê no Brasil? Uma corrupção onde se rouba até do aposentado?

Então, você acha que contestar isso é radicalismo? Governador... Você acha que o enfrentamento a isso é ser radical? Governador, o senhor já tem um candidato ou candidata a vice na sua chapa? Quem seria essa pessoa? Não, você consegue conviver que eu recebi a informação na noite de domingo da indicação de meu nome.

Eu não tinha ainda a certeza que eu seria o indicado pelo PSD. Eu recebi uma viagem de retorno do Caçal do Rio Grande do Sul, era mais de 10 horas da noite que eu recebi a informação que eu seria a pessoa indicada por ele na segunda-feira, pelo partido. Então, eu não tenho.

Não entrou ainda nessa etapa. A minha etapa é degrau a degrau. Não tive essa capacidade de poder imaginar e já passar a segundo momento da campanha eleitoral. Mas o que eu quero repetir aqui e que eu quero agradecer pelo espaço que me concedem é que nós não podemos mais viver de polarização.

e nem de rótulos. O que nós precisamos é imaginar que a eleição de 2026 não pode ser a revanche de 2022. Não é revanche, é nós pensar o que nós vamos oferecer para a juventude brasileira, para o desenvolvimento, para a tecnologia, para a ciência, para a inovação, para a pesquisa. Então, é isso que nós precisamos de saber. Ou o Brasil vai continuar?

Dentro da tese da polarização, eu vou quebrar a polarização. Vou quebrar a polarização. Na mesma hora que eu assumir, nós vamos discutir outro assunto. Aí eu vou levar a mídia para nós discutirmos a educação, que eu sei e sou o primeiro lugar no IDER, sobre desenvolvimento na área de terras raras, de mineração, de todos os minerais críticos, que hoje é um dos grandes desafios do mundo. Vou discutir inteligência artificial.

Vou dizer aos meus jovens, olha, acreditem nessa nova vertente que abre para todos vocês. Vou resgatar a capacidade energética sustentável do Brasil, a maior estrutura, e que pode demonstrar para o mundo todo, e que nós estamos perdendo esse espaço para o mundo. Vou avançar na área de manufaturado.

Vou realmente buscar apoio à indústria para que ela sobreviva e seja competitiva. Vou realmente dar condições para que o cidadão que mora no interior tenha também saúde e qualidade. E governador.

fazer, trabalhar, e não é vir a um debate estéreo, que não transforma em nada a vida do cidadão. Zero. Polarização é um projeto político a quem interessa sobreviver dele. Eu não.

Eu não quero polarização, eu quero governar. Eu quero paz, eu vou construir paz, eu vou construir harmonia, eu vou construir sucesso para o povo poder ganhar a sua própria vida. Governador Ronaldo Caiado, quero agradecer a sua gentileza, mais uma vez, de ter aceitado o nosso convite aqui no Jornal da CBN. Um bom dia para o senhor.

Muito obrigado a Milton e muito obrigado a Cássia e a todos aí da CBN Brasil. Bom dia. Governador Ronaldo Caiado, governador de Goiás, candidato, pré-candidato do PSD de Gilberto Kassab, à presidência da República, nome anunciado ontem, conversou com você aqui no Jornal da CBN.

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