Escolha do PSD por Caiado foi pragmática
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Lauro Jardim
Cássia
- Ronaldo CaiadoDesistência de Ratinho Júnior · Gilberto Kassab · Eduardo Leite
- Eleições Rio de JaneiroCláudio Castro · Eduardo Paes · Douglas Ruas
Plantão Lauro Jardim. Bom dia para você, Lauro.
Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvinte. Bom dia, Lauro. Vamos começar a nossa conversa aqui pela decisão que está sendo confirmada agora de Ronaldo Caiado se lançando como pré-candidato à presidência da República pelo PSD partido de Kassab em meio àquela discussão que havia ele, Eduardo Leite, depois da desistência do Ratinho Júnior.
Pois é, Milton. Apesar do Eduardo Leite, nos últimos dias, ter intensificado a tentativa dele de virar o candidato do PSD, no fundo, desde a semana passada, com a desistência do Ratinho Júnior, o escolhido pelo PSD era o Caiado. Só que o Gilberto Kassab, presidente do partido, preferiu...
prorrogar em uma semana o anúncio que ele fará hoje para dar a impressão de que havia uma real disputa no PSD. Era uma forma...
de valorizar o partido e valorizar também o próprio Eduardo Leite, dando aí uma impressão de que haviam dois candidatos fortes no partido. Agora, o que significa essa candidatura do Caiado, essa opção do PSD por ele, Milton? Primeiro...
Essa opção, pelo caso, resulta, a gente nunca pode esquecer, resulta sobretudo da desistência do Ratinho Júnior de disputar a presidência. O Ratinho, de fato, era o candidato do partido, era o preferido do Kassab, era o governador em quem o Kassab apostava para tentar embaralhar a sucessão presidencial que é liderada pelo Lula e pelo Flávio Bolsonaro. Mas o Ratinho não quis entrar nessa briga, surpreendeu.
o partido e Alkaçab só restou trabalhar com os outros dois pré-candidatos.
que ele tinha, o Caiado e o Eduardo Leite. As pesquisas que o PSD tem nas mãos mostram que o Caiado teria ou tem mais condições de crescer que o Eduardo Leite. Esse é o motivo da escolha, é uma escolha pragmática. Nenhuma pesquisa mostra, pelo menos hoje, o Caiado em condições de emparelhar com Lula ou com Flávio Bolsonaro, mas dá a ele...
mais condições de, no final, em outubro, chegar melhor posicionado que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Se o PSD tivesse optado pelo Eduardo Leite, teria escolhido um candidato mais ao centro, um candidato centro-direita. Muita gente apostava nisso como uma forma do PSD se diferenciar do PT e do PL.
Mas a opção foi por um candidato de direita e raiz, um candidato que, por exemplo, vai falar sobre segurança pública na campanha com o tom que a direita fala. Como eu até já falei aqui na semana passada, Milton e Cássia.
O PSD, como uma forma de vacina para as cobranças, vai repetir ao longo dos próximos meses que o Caiado só deve começar a crescer nas pesquisas a partir de agosto, quando vai começar a propaganda eleitoral gratuita de rádio e TV. Enquanto isso, as pesquisas devem mostrá-lo, salvo alguma surpresa que ninguém espera, com um percentual de intenção de votos de apenas um dígito, Milton.
Agora a gente tem um outro tema também para tratar com você, Laura. A gente vem falando aqui no Jornal da CBN que era esperada para abril aquela decisão do Supremo em relação à maneira como vai ser escolhido o próximo governador do Rio de Janeiro. Agora o que você tem de informação é que o STF pode antecipar essa decisão?
Pois é, Cássia. O Rio de Janeiro, aliás, tem um quadro eleitoral bastante confuso para acompanhar o que está acontecendo aqui no Rio. E o que deve acontecer na política fluminense, acho que a gente tem que gastar horas de atenção diária, porque a coisa muda o tempo todo. Então eu vou poupar os ouvintes de muitos detalhes, porque senão vou ficar aqui até o fim do dia. E eu acho que o que interessa são duas coisas. Primeiro...
É, por causa da renúncia do Cláudio Castro na semana passada, uma renúncia para se livrar da cassação do mandato dele, é hoje real a chance do Rio ter duas eleições diretas esse ano para o governo do Estado, uma em junho e outra em outubro. E, em segundo lugar...
Isso que você citou agora, Cássia, é grande a possibilidade do Supremo decidir na sessão plenária desta quarta-feira esse assunto. Inicialmente, essa decisão sobre as eleições diretas em junho estava prevista para ocorrer na semana que vem, mas alguns ministros querem antecipar essa decisão para essa quarta-feira para que essa dúvida sobre o processo eleitoral no Rio seja de uma vez por toda.
por todas definida, sanada. Cássia, quem está pressionando pelas eleições diretas em junho, pressionando por meio judicial, com recursos ao Supremo, é o ex-prefeito Eduardo Paes, o grupo político dele. O Paes é um dos candidatos ao governo. E por que ele quer isso?
Pelo seguinte, porque se a escolha do governador para o mandato tampão indireto for feita pela Assembleia Legislativa, o grupo que manda hoje na política fluminense vai eleger um candidato, que é o deputado estadual Douglas Ruas, que desde já teria a máquina do governo do Estado nas mãos e essa máquina seria usada para eleger.
o Douglas Ruas, em outubro, na segunda eleição direta, na segunda eleição de outubro esse ano. É isso que o Eduardo Paes quer evitar, por isso que ele vem, através de recursos ao Supremo, tentando emplacar essa eleição direta já em junho.
a primeira de duas que teria no Rio de Janeiro. Agora, qual será, Cássia, a decisão do Supremo em relação a essa possibilidade de eleições diretas em junho, daqui a três meses? Não dá para cravar ainda, mas dá para dizer que as chances disso acontecer têm crescido nos últimos dias e elas hoje são grandes, essas chances, Cássia.
Aguardemos então essa das mais intrincadas eleições que teremos, até por causa desse cenário, teríamos uma eleição em cima da outra, cavalada uma na outra com todas essas nuances. E a outra decisão que deve ser anunciada oficialmente hoje com o Ronaldo Caiado saindo pelo PSD. O governador Eduardo Leite, que imaginava ter alguma oportunidade, disse que foi informado ontem à noite já sobre essa decisão pelo próprio Gilberto Kassab, de que o escolhido seria Ronaldo Caiado.
Muito obrigado e até mais. Milton, até quarta-feira. Cássia, ouvintes, na quarta eu estou de volta. Até mais, Lauro.
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