Com decisão dos EUA, Flávio Bolsonaro consegue 'zerar prejuízo' do caso Master?
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Débora
Carol
Vera Magalhães
- Decisão EUA sobre PCC e CVPCC · Comando Vermelho · Terrorismo · Flávio Bolsonaro · Donald Trump · Governo Lula · Soberania brasileira · Economia · Troca de informação · CIA · FBI · DEA · Lei Magnitsky · Alexandre de Moraes · Cartel de Sinaloa · Cartel de Jalisco
- Caso Master e desgaste de Flávio BolsonaroCaso Master · Flávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · Eleitorado de centro-direita
- Reforma trabalhista 6x1Redução da jornada de trabalho · Governo Lula · Congresso Nacional
- Jurados brasileiros no DecanterPIB do primeiro trimestre · Banco Central · Taxa de juros · Guerra do Irã · Preço do petróleo · Governo Lula
- Novo álbum de Paul McCartneyPaul McCartney · Lost Horizon · Infância e adolescência · Liverpool
Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho. Que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais. Em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.
Viva a voz com Vera Magalhães.
Vera Magalhães, muito boa noite, tudo bem? Oi Débora, tudo bem? Boa noite pra você, pra Carol, pros nossos ouvintes, pra quem tá nos assistindo. Oi Vera, que semana foi essa, hein? Ontem comentávamos, eu e Carol, na hora que abrimos o ponto final, tinha um monte de assunto. Falei pra Carol, se não for assim, a gente nem sai de casa, né? E aconteceu mais coisa ainda durante o Viva Voz, durante...
O ponto final. Vamos começar pela decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas. Nosso ouvinte recebeu essa informação ontem no finalzinho do Viva Voz. O que dizer das consequências e das reações do governo Lula e do bolsonarismo, Vera?
Acabou dando aquilo que a gente, num primeiro momento, com a notícia ainda bem aquente, esquadrinhou aqui para o nosso ouvinte, né, Débora? Do lado do bolsonarismo, tentativa de faturar essa decisão como tendo sido um aceno, uma concessão do governo norte-americano ao Flávio Bolsonaro, que tinha estado com o Donald Trump dois dias antes.
e, portanto, aumentar ali e inflacionar a importância estratégica internacional e geopolítica do pré-candidato do PL à presidência da República. E do lado do governo Lula, eu até falei da necessidade de uma cautela na reação, e fiz isso sem ter tido nem tempo de falar com as fontes, porque a gente recebeu durante o curso do programa Informação.
mas sempre há um risco de se protestar demais e se falar vamos recorrer ou vamos reclamar, parecer que o governo está tomando o partido das facções criminosas. Então eu acho que a nota, que saiu bem tarde, portanto foi bem maturada,
Ela procurou ter esse cuidado. E aí qual foi o tom da reação? Foi, de novo, enfatizar a questão da soberania, deixar claro que a decisão do governo americano embute riscos para a soberania brasileira, enfatizar uma coisa que eu falei na minha coluna de hoje.
que o governo vê riscos também para a economia, portanto, para o fechamento de negócios por parte de empresas brasileiras, uma vez que um país que abriga organizações terroristas passa a ser visto com desconfiança por investidores e por empresas que selam negócios.
com outras empresas brasileiras e talvez até outros problemas como a dificuldade para obtenção de vistos e etc. As autoridades com as quais eu conversei também dizem que isso dificulta muito os protocolos de troca de informação entre os dois países, porque até aqui o Brasil negociava com o FBI.
ou com a DEA, que é a Agência para Combate ao Narcotráfico dos Estados Unidos, em temas que são ligados à investigação dessas facções. Sendo casos terroristas, sendo grupos terroristas, a CIA entra na jogada. E a CIA é uma agência com muito mais dificuldade de compartilhamento de informação, porque é uma agência de inteligência.
que lida com espionagem e que não tem protocolos tão abertos de cooperação. Então, são muitas as coisas envolvidas. Não dá para tratar só como uma coisa ali na fria letra da ideologia. Ah, é bom porque endurece com os bandidos. Não é bem por aí. E não necessariamente isso também vai acontecer.
Então, eu acho que vai precisar entender direito todas as implicações dessa decisão, mas o fato é que, nessa área eminentemente político-eleitoral, aconteceu o esperado. O bolsonarismo tentando faturar e o governo Lula tentando atribuir à família Bolsonaro uma interferência indevida em assuntos de política internacional.
e uma tentativa de novo de prejudicar o Brasil, como aconteceu no caso do tarifazo.
Vera, acabou sendo um saldo positivo dessa viagem do Flávio Bolsonaro, que também deu aquela foto com o presidente Donald Trump. Agora, isso não anula o desgaste do caso Master aqui no Brasil. Não anula, Carol. Ele acabou obtendo mais do que só uma foto, então, num primeiro momento, parecia meio pífio aquilo, porque era uma foto toda desconcertada. O Trump sentado, o Flávio Bolsonaro...
Ela gerou uma série de memes e tal, foi um encontro bem rápido, não parecia ter havido uma consequência efetiva dele, mas dois dias depois ela veio. Ou por timing de sorte, ou porque de fato as conversas com o time do Marco Rubio...
resultaram, de alguma maneira, na decisão, na tomada de decisão para isso que o governo americano já vinha esboçando, mas o fato é que a correlação ficou evidente. E o próprio Lula tratou de dar esse biscoito aí para o Flávio Bolsonaro, porque...
Na nota, ele fala o tempo inteiro da família Bolsonaro, fala do Flávio Bolsonaro. Então, para o governo brasileiro, também foi uma decisão tomada em apreço, em respeito ao Flávio Bolsonaro. Então, o adversário assumiu essa narrativa e vai ser a narrativa que vai prevalecer.
Isso para esses setores mais radicais da direita, que enxergam as coisas muito pelo prisma do maniqueísmo, do que é branco, que é preto sem nenhum tom de cinza no meio. Então é, ah, os...
Grupos terroristas, grupos criminosos são maus, então são terroristas, então é uma boa. Essa leitura pá pá pá imediatista está sendo feita e vai gerar alguns dividendos para o Flávio. Mas, como você bem disse, não anulam todo o caso Vorcaro, todo o caso Master. Algumas pesquisas começam a mostrar que ele teve um desgaste importante em alguns setores mais esclarecidos do eleitorado de centro-direita.
E agora, a própria campanha do Flávio deve encomendar pesquisas para ver o saldo, para ver o que houve de impacto negativo do caso Master, o que pode ter havido de um impacto positivo da viagem dele aos Estados Unidos e ver se no frigir dos ovos, no encontro de perdas e ganhos, ele conseguiu recuperar o que ele perdeu.
conseguiu, portanto, zerar o prejuízo com o caso Master. Mas tudo isso depende daquele fator de sempre, né? Não aparecer nada novo, não aparecer mais nada comprometedor em relação a ele e ao Daniel Vorcar.
Agora, para Lula, com certeza foi um grande revés, né, Vera? Principalmente numa semana que o governo esperava só faturar, com a aprovação do fim da escala 6x1, redução da jornada de trabalho, uma pauta extremamente popular. O que deve pesar mais na balança eleitoral?
É, o Lula espera que é 6 por 1, né? O governo vai bater bumbo com isso, está batendo. O Lula falou a respeito, os ministros falaram, eles vão agora fazer uma grande investida junto ao Senado para que a coisa passe lá com rapidez, como passou pela Câmara, está passando pela Câmara.
E isso tem um impacto mais direto e mais imediato na vida das pessoas. O que a gente está vendo nesses dias posteriores à aprovação é um monte de empresa, um monte de setor fazendo cálculo, um monte de sindicato fazendo cálculo daquilo que vai precisar reivindicar junto aos setores que empregam. Então, a movimentação na vida...
palpável das pessoas, é muito maior desse caso e para uma parcela muito maior da população do que uma coisa ali retórica, teórica, os grupos criminosos vão ser classificados como terroristas que pode não resultar em nada de concreto imediatamente. Então, para o Lula, continua sendo um gol ali de...
boas proporções, você fazer uma mudança histórica na relação de trabalho, na forma como o trabalho é estruturado e é organizado. Mas para isso a coisa precisa funcionar, precisa funcionar bem, sem gerar demissões, sem gerar gastos, então ela precisa ter uma transição e uma implementação corretas. Acho que o governo tem trabalho para fazer ainda, o Congresso também, não dá só para ficar cantando os louros em cima disso.
precisa fazer com que seja realmente um gol e não um tiro na água.
Vera, hoje saiu o resultado do PIB do primeiro trimestre, veio um pouco mais forte do que o esperado, o Brasil cresceu 1,1%. Isso também ajuda a encorpar esse discurso de otimismo que o governo quer vender? Ajuda e vai ajudar a também encorpar aquela pressão para cima do Banco Central em relação à taxa de juros, a uma queda mais rápida dos juros que o governo esperaria ter visto aí nesses primeiros meses, mas que foi impactada pela...
Guerra do Irã, principalmente, pela alta do preço do petróleo, etc. Mas foi um crescimento realmente maior do que se esperava para esse início de ano, que estava pressionado por todos esses fatores. As estimativas iam ali da casa de 0,6 e alguma coisa um pouco a mais. Então ficou ali numa...
digamos, na margem para cima da margem que se esperava. E agora o governo vai enfatizar um pouco esse discurso da necessidade de queda dos juros. O que a gente sabe é que o Banco Central está olhando para outros fatores.
E o crescimento ainda aquecido talvez nem ajude nessa hora da decisão de acelerar ou não o ritmo da queda de juros. Então, a gente deve terminar o ano, chegar na eleição com os juros ainda, na casa dos dois dígitos, que era algo que o governo não queria no ano passado, mas que agora já está meio introjetando.
De qualquer maneira, o Lula vai criando essa narrativa de que ele promoveu crescimento em todos os anos do mandato dele, sempre acima do governo anterior, que os índices de emprego ficaram muito acima.
e que gerou renda, e que gerou aumento real do salário mínimo, que reduziu o imposto para aqueles que ganham menos. Então, esse vai ser o corolário do discurso econômico do Lula na campanha. E é um corolário forte para uma parcela grande da classe média, classe média baixa. E é com isso que ele deverá fazer aquela campanha centrada no ele governou para quem mais precisa, ele governou para os mais pobres.
Antes da gente encerrar, deixa eu só atualizar aqui o caso PCC e Comando Vermelho. Hoje os Estados Unidos incluíram as duas facções como organizações terroristas na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos, que é um órgão ligado ao Departamento do Tesouro norte-americano. Então elas agora são classificadas como terroristas globais, especialmente designados.
E essa categoria os coloca no mesmo patamar de cartéis internacionais do narcotráfico, como o cartel de Sinaloa e o cartel de Jalisco. Essa lista reúne pessoas, empresas, bancos, organizações e embarcações sujeitas a sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos. É um desdobramento da decisão de ontem de incluir a PCC, ICV e Comando Vermelho as duas facções.
classificá-las como organizações terroristas. Essa lista foi a mesma que o ministro Alexandre de Moraes do STF foi incluído depois que ele foi punido pela lei Magnitsky, só que o nome dele foi retirado da relação em dezembro de 2025.
Esse é um desdobramento que tende a ser positivo, porque ajuda no estrangulamento financeiro desses cartéis, que são cartéis equiparados aos cartéis do narcotráfico do México e da Colômbia e outros tantos, isso ninguém tem dúvida. A dúvida é quanto à designação de terrorismo, porque na lei brasileira...
Para que uma organização seja considerada terrorismo, ela tem que praticar xenofobia, crimes sociais, crimes religiosos. E essas organizações são cartéis do crime organizado que visam apenas o lucro. Então, essa é a distinção que se faz na nossa lei. Mas se houver essa consequência de um endurecimento do estrangulamento financeiro, não deixa de ser uma ótima notícia para todo mundo.
Muito bem, vamos de música, Vera, para cestarmos? Vamos de música para cestar. Todo fã ardoroso de qualquer banda adora quando essa banda, esse artista lança material novo. Quando é um fã dos Beatles, que tende a ser mais emocionado e mais exagerado em tudo, fica mais ainda ansioso. E hoje Paul McCartney, do alto dos seus 83 anos, lançou um álbum de inéditas.
que não é um álbum qualquer, porque é um álbum com alto tom nostálgico, que fala da infância e da adolescência dele em Liverpool, traz ali reminiscências de como ele conheceu o George, da região que eles moravam, fala dos pais dele. Então foi um álbum muito aguardado e é bonito de verdade, traz a voz dele um pouco mais fraca, a gente até tocou os dois primeiros singles aqui.
E hoje saiu o álbum completo. E eu falei para vários amigos, vou falar também para o ouvinte, se você não está morando nesse álbum, você está vivendo o seu dia errado. Então faça isso assim que o Viva Voz acabar. Eu sei que vocês estavam esperando o Viva Voz, agora já acabou. Já dá para ir ouvir o disco. A gente vai tocar a música Lost Horizon.
Porque tem também aquilo que todo fã gosta, que são as historinhas de cada faixa. Então essa é uma faixa que ele tinha gravado num cassete, esqueceu dela completamente, um técnico de som lá de Abbey Road falou Ah, e aquela sua música que é ótima? Ele, mas qual? Ah, aquela ótima, chama Lost Horizon. E o Paul, todo o blazer, ah, tá, vou ver. E aí sai uma música assim do Mais Absoluto Nada, só os gênios são capazes.
Transcrição e Legendas por Quintena Coelho
A gente se despede dessa semana O Viva Vos se despede dessa semana Segunda-feira tem mais, bom fim de semana, Vera Até! Bom fim de semana a todos Ouçam o disco, beijo
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Dili
EX5 EMIMagalu