‘Dose de oportunismo e recurso estratégico'
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- Classificacao Faccoes TerroristasPCC · Comando Vermelho · Estados Unidos · Donald Trump · Flávio Bolsonaro · Lula · Daniel Vorcaro · Banco Master · Filme Dark Horse
- Escala 6x1 e indicação ao STFEscala 6x1 · Senado · Davi Alcolumbre · Jorge Messias · Supremo Tribunal Federal · Lula
- Cenário Eleitoral 2026Gilberto Kassab · Ronaldo Caiado · Planalto · Romeu Zema · Novo · Tarcísio de Freitas · Lula · Flávio Bolsonaro
Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte, o Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão.
Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$ 199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia. Como prometido na abertura aqui do Revista CBN, é hora de fazermos um resumo.
da Semana Política, o Bruno Silva, que é o cientista político, comentarista, que está sempre aqui conosco na CBN, no Revista CBN, aos sábados, com a Petra. Petra que, inclusive, está em férias e retorna já a partir da semana que vem. Muita gente mandando mensagem, perguntando onde está a Petra. Estou com saudade de Petra. Não estão sozinhos, nós também estamos com saudade de Petra. Que curte o último fim de semana.
De folga, logo mais estará aqui conosco. E hoje, Bruno, aqui comigo no Revista CBN. De Bruno para Bruna, meu xará. Vamos conversar por aqui. De tédio a gente não morre quando o assunto é política. Bruno, bem-vindo. Boa tarde para você.
Olá, muito boa tarde, Bruna, né, minha chará aí, muito boa tarde a todos os queridos ouvintes aqui do Revista CBN. Certamente se tem algo que a política brasileira é demasiadamente animada, né, Bruna? Ou seja, sempre tem novidade, né? Olhou para Brasília, tem uma novidade diferente no dia a dia.
quem perde um capítulo dessa novela fica perdido, né? Não é aquela novela que você fala, ah, assisti segunda, deixa eu ver na sexta. Nossa, a novela mudou. É outra coisa. E eu aproveito essa analogia para dizer, para puxar o nosso primeiro assunto, que é claro, é essa classificação dos Estados Unidos em colocar ali o PCC, o Comando Vermelho, essas duas facções como organizações terroristas. A gente teve, no começo da semana,
com o senador e pré-candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, indo aos Estados Unidos, numa tentativa de conseguir uma agenda positiva em meio ao escândalo envolvendo a relação com o banqueiro Daniel Vorcar, o caso Master e o filme Dark Horse, que conta...
a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio, depois de algumas entrevistas que se contradizem, ali vai para os Estados Unidos nessa tentativa de ter uma agenda positiva, posta nas redes sociais uma foto.
ao lado do presidente americano Donald Trump, diz que foi um excelente encontro, que fizeram ali vários tipos de acenos, que conversaram sobre essa questão e no dia seguinte vem a confirmação dos Estados Unidos dessa medida. E a gente termina a semana com o presidente Lula tendo essa possibilidade de ligar.
para Donald Trump para tentar, não sei se reverter essa decisão, Bruno, mas ir em busca de um diálogo. Essa aqui é uma característica forte do petista, tentar dialogar sempre, especialmente com essas autoridades internacionais. Vamos começar por aí. O que você acha disso? A semana começa de um jeito, termina de outro. Mas como você enxerga essa questão?
É uma vitória de Flávio Bolsonaro, uma derrota de Lula 50-50? Como que você avalia? Vamos lá, vamos lá. Eu quero olhar de um outro ponto de vista aqui, Bruno, e convidar o nosso ouvinte a refletir comigo. Eu acho que, na realidade, o que a gente viu nesse movimento é muito mais uma dose boa de oportunismo e, ao mesmo tempo, uma medida de desespero. Vamos lá por partes. A dose de oportunismo vem por parte dos Estados Unidos.
principalmente a partir da imagem de Donald Trump, que para todos aqueles que acompanharam a fatídica foto, não vem, por exemplo, o encontro de duas lideranças políticas ou de duas figuras políticas que estão em posição nem sequer de dialogar ali, viu, Bruno? Nem de construção de algo, de agenda. Porque, primeiro que o Flávio é um pré-candidato e um senador. Então, se ele está indo fora do Brasil, ele foi numa condição muito mais...
de uma suposta proximidade ideológica, amizade, afinidade por conta própria, vamos dizer assim, em relação ao encontro com o Donald Trump, do que necessariamente representando oficialmente qualquer agenda que seja em função do seu cargo. Porque não está representando ali o Senado, não está representando o país, esteve pura e simplesmente tentando a foto ao lado de Trump, que é visto por muitos, principalmente de segmentos da direita, de uma direita mais radical,
como o grande orquestrador dessa direita, o grande personagem que surgiu lá atrás na política mais de uma...
uma década já, questionando o estabelecimento político e usando principalmente das redes sociais como uma das estratégias para poder ter essa lógica de controle a respeito das narrativas e dos fatos políticos. Então, o que o Flávio Bolsonaro tentou fazer foi basicamente isso, uma atitude individual, particular dele, buscando essa imagem para tentar, de alguma maneira, reverter isso num arrefecimento das críticas e num arrefecimento, no caso aqui do Brasil.
de todos aqueles que têm olhado para a sua candidatura e têm visto ela com extrema desconfiança, em virtude de tudo isso que a gente está acompanhando, envolvendo o Vocar, o Banco Master, enfim, esse pagamento desse recurso para o filme, que não está muito bem explicado ainda completamente, que pode ter, inclusive, sido lavado nos Estados Unidos. Então, tem uma série de questões relacionadas àquilo que já é de se esperar da lógica do bolsonarismo, em alguma medida, e de Flávio, em específico, agora que está nessa condição de candidato a presidente.
buscar controlar as narrativas pelas redes sociais a fim de gerar uma retroalimentação dessa narrativa. Por quê? Toda a mídia acaba correndo atrás para tentar obter informação, o que está acontecendo, o que foi negociado, falou alguma coisa, fez um movimento, não fez, mas a gente tem que entender, isso se trata única e exclusivamente de um objetivo político para tentar construir uma imagem de força diante de um momento de fraqueza que Flávio Bolsonaro vem apresentando na construção da sua candidatura.
Esse é o primeiro ponto. Segundo ponto que eu me referia, a questão do oportunismo. Isso se dá por parte dos Estados Unidos. Não é novidade que os Estados Unidos vêm tentando, de alguma maneira, enquadrar o PCC, o Comando Vermelho, as facções criminosas no Brasil, numa lógica relacionada ao terrorismo. Por quê?
Isso tem um impacto para os Estados Unidos, também do ponto de vista da discussão política e também do ponto de vista da narrativa de Trump e dos Estados Unidos como um todo, de tentar reforçar o seu domínio na Latinoamérica como um todo. Acho que esse é o ponto central. Ele já mostrou isso em relação à captura e o sequestro que fizeram do Maduro, que era presidente da Venezuela, a despeito dos problemas que isso trouxe posteriormente, mas a ação concreta foi essa, sob o argumento, inclusive...
de que ali teria questões envolvendo, inclusive, terrorismo, os grupos que navegavam ali pelo oceano, enfim, toda aquela ação dos Estados Unidos. E é uma atitude por parte de Trump de o tempo todo estar querendo gerar desafios e dificuldades a fim de tentar colocar os líderes da Latinoamérica sob os seus pés. Porque essa é a estratégia. Se a gente observar até em termos geopolíticos, o que os Estados Unidos vêm fazendo? Ele veio tentando nas últimas semanas...
Uma aproximação entre aqueles países que são estratégicos, mas entendendo, inclusive, as limitações das relações com parte desses países. Bruna, vamos lembrar que o Trump numa tacada só esteve recentemente com o Lula. Aí sim, uma conversa de um chefe de Estado que foi eleito, que ainda está em exercício do poder, com outro chefe de Estado e cujas decisões têm um impacto político imediato. E confirmada pela Casa Branca, com publicações depois dos dois lados. É um cenário bem diferente.
É um cenário bem diferente, exato. E aí depois ele teve, inclusive, com o Xi Jinping lá na China, tentando também pacificar um pouco a coisa com os BRICS. Por quê? Porque o Trump está tendo que recalibrar a sua lógica geopolítica. Então, para mim, está muito mais claro. O Estados Unidos está preocupado com situações de defesa interna, usa isso como argumento e como retórica, inclusive, para poder expandir o seu poder, vamos dizer assim, sobre a Latinoamérica, a América como um todo. Então, acho que esse é o ponto central dessa história toda. Um oportunismo por parte dos Estados Unidos que aproveita e faz...
dar essa cutucada, vamos dizer assim, num tema que já era um tema antigo de interesse, e para Flávio tentando reverter numa imagem política positiva. O impacto disso tudo, Bruno e queridos ouvintes, penso que o impacto é muito mais por parte daqueles, vamos dizer assim, que já são os convertidos dessa história toda, né? Ou seja, aqueles que já apoiam Flávio no sentido de olhar e dizer o seguinte, não, olha, ele tem força política, olha, ele está do lado do presidente Trump, olha, ele está azeitando as relações.
entre os países pensando numa eventual futura presidência. Mas aqueles que ele precisava, em tese, impactar, eu não sei se impacta, viu, Bruno? Para ser bem honesto, nós vamos ter que ver depois do ponto de vista das pesquisas de intenção. Eu digo que eu não sei se impacta porque ele perdeu muita da intenção de voto ali, embora começou uma curva decrescente quando foi nas últimas... Na última...
nas últimas aferições feitas pelos institutos de pesquisa, como a Quest, o Datafolha, ele perdeu justamente por conta desse desgaste envolvendo o Master. E essa questão do Master não teve fim ainda. Nós vamos ter que ver como ela ainda vai se desdobrar nas próximas semanas. Então, para mim, foi isso. Foi uma dose de oportunismo por parte dos Estados Unidos e um recurso estratégico e retórico por parte de Flávio para tentar assumir a narrativa, que é uma narrativa que vem emparedando ele nas últimas semanas. Ele vinha muito na defensiva. Qual é a melhor estratégia para você tentar sair da defensiva?
tentar fazer um contra-ataque. Então, acho que essa é a lógica que está aí por trás do Flávio, até para tentar sustentar a própria campanha, viu, Bruno?
Agora, essa informação da ligação, essa possibilidade de ligação do presidente Lula para o Donald Trump foi revelada hoje pelo jornal O Globo, que conseguiu, que conversou com o ministro da Fazenda, Darío Durigán, que disse que o presidente Lula deve ligar para Trump para tentar reverter, se for possível, essa decisão tomada pelos Estados Unidos. Bruno, como eu disse aqui no começo...
O presidente Lula é reconhecido mundialmente pela diplomacia. É um presidente que tem bom trânsito internacional, que consegue dialogar com as mais diversas autoridades. Então, de um lado, a gente tem Lula fazendo o esperado neste momento, considerando também que essa foi uma decisão tomada hoje pelo seu principal adversário político. Lula estou bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat bat
Então ele vai tentar fazer o possível para reverter essa decisão, especialmente pensando no resultado eleitoral, porque que a segurança pública vai ser usada como trunfo eleitoral, isso a gente já fala há tempos. Agora, ainda mais, a oposição vai usar essa questão certamente daqui para frente.
Mas você acha que isso pode ser um tiro no pé por dar ainda mais palanque para a oposição, exatamente por tudo que a gente já falou aqui, por esses cortes, por chamar atenção desse assunto nas redes sociais, por tentarem viralizar, especialmente com algumas falas do Lula referentes a facções criminosas que já foram muito usadas pela oposição. Então, de certa forma, você acha que ele está fazendo certo, mas...
Isso pode ser positivo ou vai acabar dando mais palanque para a oposição?
Eu acho que, na verdade, o que o Lula vai fazer é o que ele vem fazendo desde o começo na gestão do governo, que é assumindo uma postura diplomática. Vamos lembrar que mesmo nos momentos mais críticos, nessa perspectiva mais recente, né, Bruna? O que o governo fez? Agiu diplomaticamente, esperou o tempo. Vamos lembrar, quando teve toda a questão das tarifas, não entrou no modo desespero, batendo no peito e tentando resolver de alguma maneira, de forma atardada, assim, na maluquice, vai? Mas não, ele fez o quê?
Ele foi lá, negociou, ativou toda a questão dos diplomatas, tentou de alguma maneira construir uma agenda de aproximação. Quando esteve recentemente nos Estados Unidos, também pontuou ali os termos da conversa do interesse, que era um interesse mútuo entre os países. Tem um interesse por parte dos Estados Unidos na questão das terras raras, mas há um interesse também por parte do Brasil.
em reforçar os laços econômicos, os laços comerciais, sobretudo, porque isso afeta diretamente a nossa economia. Então, acho que o Lula está agindo diplomaticamente. E eu penso que, particularmente, essa conversa, esse telefone, essa ligação, não vai demonstrar uma fraqueza, pelo menos não nesse primeiro momento, a não ser que, a partir disso, se dê algum tipo de resultado mais nocivo, posteriormente, por parte dos Estados Unidos. Mas eu acho que o que vai predominar ali vai ser essa lógica de conversar e entender, olha, estive há pouco tempo.
Isso não foi dito na conversa, não foi conversado. Por que mudou a perspectiva? O que tem de diferente a partir de agora? Até para a gente poder entender em que termos vamos conversar. Então, acho que ele está agindo de maneira republicana nesse sentido. A despeito do que vai sair dessa conversa, vai agir de maneira republicana se assim o fizer. Agora, tem um outro ponto nessa história toda também, que é curioso e é interessante, que é o seguinte, Bruna, a pauta da segurança pública é um dos grandes temas nacionais, ela é um dos assuntos que vem sendo...
cobrados ali sistematicamente, mas vamos nos lembrar também que muita dessa responsabilidade, até pensando em termos constitucionais, não passa pelo governo federal.
ela passa pelos governos dos estados. Então, se há dificuldades em termos de segurança pública, isso em tese era para pesar muito mais sobre os governos dos estados do que necessariamente sobre o governo federal. E veja, não é que o governo federal tenha que lavar a mão. É uma pauta que hoje exige uma cooperação entre todos os entes federativos. Exige uma cooperação entre o nível federal, exige uma cooperação entre os governadores de estados e até mesmo o nível local que pode dar as ajudas que forem necessárias ali, as questões de monitoramento, de segurança.
até mesmo deslocamento de guarda, enfim, para contribuir na lógica de combate à criminalidade. Mas a gente não pode.
esquecer que é um tema onde os estados têm uma responsabilidade muito maior do que o próprio governo federal. O problema, e aí esse também é uma questão do Lula e das manias de Lula, de querer achar que é o pai de todos, que resolve tudo o tempo todo, é que ele veio trazendo esse problema para o antessala da presidência ao longo desses últimos anos tentando desenhar uma solução. E agora isso também pesa demasiadamente sobre ele. Porque vejamos bem.
Se esse assunto é um assunto problemático, em tese o maior desgaste deveria estar no governo do estado do Rio de Janeiro, guardadas as devidas proporções em relação ao Comando Vermelho, no governo do estado de São Paulo, guardadas as devidas proporções no que diz respeito ao combate do PCC, e assim por diante. Então, o que a gente está vendo e está assistindo a partir de agora...
É uma busca por parte de Flávio e todos os seus correligionários para ganhar esse destaque político, para poder estar, de alguma maneira, em evidência, tentando trazer esse assunto que gera um maior desgaste governamental para o Lula do que qualquer outra coisa. Então vamos ver, vamos ver como o Lula vai fazer. Mas penso que se fizer a ligação...
para poder entender em que termos estão sendo negociados, vai agir de maneira republicana. Não está perdendo no primeiro minuto. Agora, a depender do que for decidido a partir dali, das narrativas e de como for comunicado essa decisão, aí a gente pode ver como que isso vai impactar.
Onos e bônus, né? De puxar ali um assunto e carregá-lo até o fim. Falando agora de um outro tema que foi muito citado ao longo dessa semana e foi destaque no noticiário, é o possível fim da escala 6x1. Na quarta-feira foi aprovado, na noite de quarta-feira foi aprovado na Câmara. Antes de ser promulgado ainda, vai precisar passar pelo Senado. E quando a gente fala em Senado, aí pode ser que o presidente Lula encontre e...
De certa forma, algumas resistências, especialmente por conta da relação com o presidente da casa, o senador Davi Alcolumbre, e também, Bruno, por conta de algumas declarações. Ontem, o presidente Lula disse que vai reenvolver.
que vai novamente mandar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal depois de uma derrota histórica. Então, já tinha esse embate ali com o Senado e agora é a casa que ele depende para levar para frente, para seguir com a escala 6x1, com essa que é uma pauta muito custosa também ao presidente nesse ano eleitoral. Como é que você acha que vão ser esses próximos passos?
É, o governo tem que tomar muito cuidado nessa hora para não botar, trocar o pé pelas mãos, como diz no popular. Por quê, viu, Bruna? Porque se ele encaminha duas questões que são completamente distintas, veja, a escala 6x1, você tem uma negociação, e isso ficou muito evidente na própria votação e na lógica da Câmara, que é um acordo que passa pela questão dos partidos, e muitos dos partidos entenderam.
a importância, a relevância de você levar adiante a aprovação desse projeto, considerando, inclusive, a opinião pública e considerando a percepção das pessoas de que a mudança na escala é possível, no que pese, inclusive, as críticas que certos setores econômicos têm feito, quanto a como vai ficar o universo da produção, das contratações, que tipos de ônus isso poderia trazer para setores do empresariado.
os segmentos que seriam aqueles mais afetados com a questão da escala, como é o caso do agro, como é o caso, por exemplo, do comércio. Então, talvez o Senado faça algumas ponderações.
e tente desenhar soluções de como isso pode ser implementado para gerar menos ruídos nesses setores que ainda têm sido resistentes. Mas me parece que a essa altura do campeonato, com a votação massiva que nós tivemos na Câmara dos Deputados, que a aprovação da escala é uma probabilidade muito grande no Senado. Eu não imagino, eu não visualizo que o Senado teria esse ônus de fazer uma votação contrária, por exemplo.
a esse projeto. É claro, precisa entender o que vai ser negociado e de que maneira esse projeto vai sair do Senado, que não dá pra garantir, obviamente, que vai ser hipcis literis aquilo que saiu da Câmara dos Deputados. Mas a tendência é que a aprovação, ela venha a acontecer. Agora, o governo pode acabar bagunçando essa história toda com essa questão de mandar de novo indicação de Jorge Messias, né?
Pense, inclusive, que é até contraproducente, olhando o cenário, olhando o fato de que dois terços dos senadores já estão mergulhados também, de alguma maneira, nas próprias campanhas eleitorais. A galera está preocupada com outro assunto. Aquela rejeição lá atrás, em virtude daquele momento, daquele contexto, também deu um recado para o governo do tipo, olha...
Não vai ser do jeito que vocês querem, não. Se quiser a construção de um nome para o ministro do Supremo Tribunal Federal, vai ter que ser algo muito bem azeitado, muito bem conversado. E penso mais, penso inclusive que o governo poderia aproveitar, depois das eleições, para aí sim talvez trazer essa indicação a despeito do resultado, vencendo ou perdendo. Porque aí sim ele coloca o ônus sobre esse Senado. E aí precisa ver quem vai conseguir ser reeleito dentre aqueles que estão disputando as eleições.
quem não vai, se vai ter uma renovação grande, se vai ser mais do mesmo. Então aí eu penso que talvez o time mais adequado fosse lá na frente, porque se trouxer esse tema do Jorge Messias agora, corre o risco de ficar engavetado e ficar olhando para o horizonte ali, perder o protagonismo sobre o projeto da escala 6x1 e a ênfase nela, onde o governo tem conseguido ganhar algum tipo de ativo político.
E aí, do ponto de vista eleitoral, o presidente só perderia, né? Ele não conseguiria aprovar a 6x1, que pode ser muito utilizada, uma medida altamente popular, a gente já discutiu isso aqui inúmeras vezes, e uma possível segunda derrota, uma insistência no nome de Jorge Messias, que certamente seria usado também pela oposição novamente contra Lula.
Pode ser tentar perder tudo de uma única vez, sendo que ele poderia ter algo ali em mãos nesse que é um momento tão custoso. Bruno, o nosso tempo está um pouco apertado, mas eu quero ainda te aproveitar aqui para um último assunto. O presidente nacional do PSD, o Gilberto Kassab, admitiu à jornalista Andréa Sadi, ao blog da Andréa Sadi, que está publicado inclusive no portal G1, a possibilidade de uma chapa...
Puro sangue, ou seja, a Kassab ser o vice de Ronaldo Caiado nessa tentativa de conseguir conquistar o Planalto em 2026. Hoje, o PSD trabalha com alguns cenários. A vice de Caiado ainda está em aberto.
Houve nessa semana também a possibilidade de Romeu Zema, que é o pré-candidato do Novo, compor essa chapa, mas aí, nesse ponto, é um brigando com o outro. Eu não sou vice, nem eu. Então, ali, essa fica um pouquinho distante. Agora tem essa possibilidade de puro sangue.
Para o Kassab, acho que é o melhor dos mundos, né? Kassab estava tentando aí essa vaguinha de vice em algum lugar, ou aqui em São Paulo com o Tarcísio de Freitas, ou até mesmo no Planalto agora com o Caiado. Mas o que você acha? Dá jogo, Bruno? Porque ainda o Kassab entrando, tanto o Caiado quanto o Zema tem ali 3%, 4%, 5% de intenção de voto, não passam muito disso. Então, dificilmente faria...
uma mudança significativa para esse cenário eleitoral. O embate deve continuar mesmo Lula e Flávio, né? Por enquanto, pelo menos sim. A gente vai ter que ver esse potencial de impacto negativo das questões ainda do Márcio, da grana do filme lá do...
do ex-presidente Jair Bolsonaro, enfim, tudo isso para poder entender como que a percepção das pessoas e, consequentemente, a sua intenção de voto vai variar nessas próximas pesquisas. Mas eu penso aqui que o Kassab está traçando uma estratégia, viu, Bruna? Que é basicamente a seguinte, falem bem, falem mal, falem de mim. E ele mantém esse aspecto gelatinoso, que é mostrar que a campanha está na praça. Porque o que acontece? Há uma dificuldade hoje, óbvio, pela própria lógica dessa polarização e do que temos até aqui, porque a gente sabe que política é uma coisa dinâmica e é aquilo que a gente começou falando hoje.
se tem algo que é característico no Brasil, é a animação, de tédio ninguém morre. Então, eu acho que o que o Cassapo está fazendo nesse movimento, olha, acho que você vice, olha, acho que vai ser uma chapa puro sangue, olha, estamos aqui. É muito mais nesse sentido de reiterar e mostrar, oi gente, a candidatura está aqui, viu, prestem atenção, porque nós...
Não tiramos em nenhum momento ela da praça. Lembra que tem o Caiado, lembra que nós somos uma alternativa de alguma maneira. Porque ele está tendo uma dificuldade daquilo que me parece o óbvio, de que é o seguinte, enquanto você tem o Flávio na condição do candidato mais competitivo nesse campo da direita, da senha direita, o Caiado não é uma distinção, ele não é uma terceira via. Ele está operando muito mais como uma candidatura satélite do bolsonarismo do que qualquer outra coisa até aqui. Né, Bruno? Então, o que acontece?
numa hipótese de haver um desgaste ou algo nesse sentido, talvez Caiado pudesse tentar ocupar algum espaço dentro desse campo político, mas até aqui é uma candidatura satélite e o próprio
Kassab sabe da importância, entende a importância de você estar em evidência na construção dos palanques políticos, mas tem tido uma dificuldade de atrair partidos para poder embarcarem nessa candidatura de Caiado, porque o peso da construção desses palanques, principalmente nos estados, reflete direto depois nas opções para os deputados. E o Kassab sabe da dificuldade que é eleger deputado nesse país.
Bruno Silva aqui com a gente. Bruno Dantas, olha eu. Cientista político, ele é comentarista aqui do Revista CBN, está também ao longo da programação da CBN nas nossas afiliadas. Então você pode acompanhar também esse papo, se você nos ouviu aqui pela metade ou quer ouvir novamente aqui algum trecho, tudo fica também no podcast do Revista CBN, você pode acompanhar. E como estamos ao vivo também nas nossas redes sociais, todo esse trecho, todo esse papo fica lá.
Então, obrigada, Bruno. Ótimo sábado para você. Espero que a gente volte a se falar outras vezes por aqui, viu? Combinado, querida. Eu que agradeço pela conversa. Um grande abraço a você. Um abraço a todos os nossos queridos ouvintes. Ao longo da semana, CBN Campinas, CBN Ribeirão Preto, afiliadas. Estou lá comentando de política também. Um grande abraço a todos.
Outro abraço para você, Bruno. Agora, em um mundo cheio de respostas, nós escolhemos fazer as perguntas certas. Somos a Trilha, especialistas em perguntas que movem empresas. Um time de cientistas com visão empreendedora e conhecimento em negócios, trilhando soluções estratégicas com dados e inteligência aplicada. Um negócio com selos de confiança e inovação da B3.
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