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STF cria novas regras para evitar que pedidos sejam direcionados a ministros específicos

02 de outubro de 20263min
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O Supremo Tribunal Federal criou novas regras para evitar que pedidos sejam direcionados a ministros específicos por meio de petições apresentadas em processos que já estão em andamento. A resolução foi assinada nesta sexta-feira (2) pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e cria uma etapa de triagem para determinadas manifestações.

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Participantes neste episódio2
C

Carlos Alberto Sardenberg

HostJornalista
J

João Rosa

ReporterJornalista
Assuntos4
  • Novas regras do STF para evitar direcionamento de pedidos a ministrosresolução assinada por Edson Fachin·etapa de triagem para manifestações·análise da Secretaria Judiciária·validação da Presidência do Supremo
  • Impacto das novas regras na distribuição de petiçõespetições de não-partes no processo·registro como nova ação·distribuição por sorteio entre ministros·prevenção quando houver relação
  • Contexto da mudança e pedido do TSEcrise entre STF e TSE·pedido de Nunes Marques·filtro para pedidos urgentes eleitorais·caso Nossa Senhora Aparecida
  • Casos específicos que motivaram a mudança de regrasdecisão de Flávio Dino·pedido de Antônio Tebet·defesa de Flávio Bolsonaro·processo sob relatoria de Luiz Fux
Transcrição3 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
CACarlos Alberto Sardenberg

Muito bem, agora a gente vai para Brasília com João Rosa. O ministro presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, estabeleceu aí regras para, enfim, regras para ações, pedidos, etc. O que que nós temos exatamente, João Rosa?

?Voz B

Oi, Sardenberg, boa tarde para você, boa tarde, Cássia, a todos que estão nos acompanhando aqui na CBN. O Supremo Tribunal Federal criou novas regras para evitar que pedidos sejam direcionados a ministros específicos por meio petições apresentadas em processos que já estão em andamento. Essa resolução, Sardenberg, foi assinada hoje pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e cria uma etapa de triagem para determinadas manifestações.

Pelas novas regras, petições apresentadas por pessoas que não são partes no processo terão que passar por uma análise da Secretaria Judiciária e pela validação da Presidência do Supremo antes de serem vinculadas a uma ação que já está em andamento. Se a equipe entender que o novo pedido não relação direta com o processo, a petição será registrada como uma nova ação e distribuída por sorteio entre os ministros do STF, ou por prevenção quando houver relação com outro caso.

Segundo o Supremo, a medida busca evitar que quem apresenta o pedido possa escolher na prática qual ministro vai analisar o caso. A mudança ocorre em meio à crise recente entre o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral. A decisão de Fachin atende a um pedido feito na semana passada pelo presidente do TSE, ministro Nunes Marques. Em um, perdão, Sarenberg, em um ofício enviado a Fachin após a crise envolvendo o caso Nossa Senhora Aparecida, Nunes pediu a criação de um filtro para distribuição de petições com pedidos urgentes relacionados às eleições, inclusive quando os pedidos fossem apresentados em processos que já estão em andamento.

A manifestação do TSE ocorreu depois que o ministro Flávio Dino derrubou no Supremo uma decisão tomada por André Mendonça. Dino analisou um pedido apresentado pelo humorista Antônio Tebet em uma reclamação que já estava sob a sua relatoria e que originalmente tratava de outro caso. Depois disso, a defesa de Flávio Bolsonaro apresentou um pedido para derrubar a decisão de Dino em outro processo também, que tratava sobre a regulamentação das plataformas digitais, e que originalmente tratava de outro caso.

Depois disso, a defesa de Flávio Bolsonaro apresentou um pedido para derrubar a decisão de Dino em outro processo também, que tratava sobre a regulamentação das plataformas digitais, e esse processo estava sob relatoria do ministro Luiz Fux. O movimento de apresentação de pedidos em processos que já estão sob a relatoria de ministros considerados mais favoráveis às solicitações chamou atenção dentro do Supremo. Essa nova resolução, no entanto, não cita esse caso Nossa Senhora Aparecida nem o pedido do TSE como motivação para a mudança.

No texto, Fachin afirma que a norma busca uniformizar o tratamento das petições e aperfeiçoar os mecanismos para evitar possíveis distorções na distribuição dos processos. Sadenberg, muito obrigado.

CACarlos Alberto Sardenberg

Essa foi a informação do João Rosa de Brasília.

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