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Eleições 2026: na reta final, Ministério Público do Trabalho registra aumento nas denúncias de assédio eleitoral

01 de outubro de 20263min
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Os relatos incluem ameaças, promessas de vantagens financeiras e pressão psicológica para forçar o voto em determinados candidatos.

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Participantes neste episódio1
R

Rani Veloso

ReporterRepórter
Assuntos5
  • Aumento das denúncias de assédio eleitoral na reta final das eleições782 denúncias até ontem·518 denúncias só em setembro·número 3 vezes maior que em agosto
  • Casos de assédio eleitoral identificados na Justiça do Trabalho815 processos instaurados·68 casos apenas neste ano·Paraná lidera com 95 processos·São Paulo com 85 casos na capital
  • Natureza das denúncias e quem move as ações judiciaisameaças e promessas financeiras·pressão psicológica para forçar voto·trabalhadores contra donos de empresas
  • Comparativo das denúncias de assédio eleitoral com eleições anterioresvolume total menor que em 2022·mais de 3.370 denúncias em 2022
  • Uso de tecnologias digitais para assédio eleitoralWhatsApp usado em 37% dos processos·redes sociais em quase 15%
Transcrição6 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz B

Vamos chamar agora a Rani Veloso, que fala conosco direto de Brasília. Nós estamos já na reta final da campanha eleitoral, primeiro turno agora no domingo, e essa é uma época em que as denúncias de assédio eleitoral aumentam bastante. A Rani Veloso tem os detalhes. Bom dia, Rani.

?Voz C

Exatamente, Cássia, sobretudo no trabalho. Bom dia a você, ao Milton e a que nos acompanham. Bom, às vésperas das eleições, o Ministério Público do Trabalho registrou um salto nas denúncias de assédio eleitoral, com 782 denúncias até ontem. Só em setembro foram 518 denúncias ao Ministério Público, um número 3 vezes maior do que o registrado em agosto, quando eram 135 denúncias. Apesar do aumento nesta reta final, o volume total ainda é menor do que nas eleições de 2022, quando o Ministério Público do Trabalho recebeu mais de 3.370 denúncias.

Desde maio de 2024 até hoje, 1º de outubro, de mais de 6.400.000 petições à Justiça do Trabalho, 815 processos foram instaurados, identificados como casos de assédio eleitoral, sendo 68 apenas neste ano, de acordo com o Painel de Assédio Eleitoral da Justiça do Trabalho. O estado do Paraná lidera o ranking de ações judiciais com 95 processos no Tribunal Regional da 9ª Região. Em seguida aparece o estado de São Paulo, somando 85 casos na capital e 81 no interior.

Um levantamento também paralelo da Justiça do Trabalho mostra que a coação política invadiu os celulares dos funcionários. WhatsApp é usado como ferramenta de assédio em 37% dos processos e as redes sociais em quase 15%. Os relatos vão de ameaças, promessas de vantagens financeiras e pressão psicológica para forçar o voto em determinados candidatos. A maioria das ações na justiça é movida pelos próprios trabalhadores contra os donos de empresas, diretores e gerentes.

?Voz B

Cássia, muito obrigada. Esta foi a Rani Veloso.

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