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Eleições 2026: esquema de policiamento para o primeiro turno vai contar com 17 mil PMs no RJ

01 de outubro de 20268min
0:00 / 8:46
A tenente-coronel Claudia Moraes, porta-voz da PM, em entrevista ao CBN Rio, detalhou o esquema de policiamento no estado para o primeiro turno das eleições, no próximo domingo (4). A Polícia Militar vai atuar com 17 mil PMs. Ela destacou que o planejamento é integrado com outras forças de segurança. A porta-voz da PM fala sobre o remanejamento de alguns pontos de votação, por medida de segurança, e também sobre o esquema de policiamento em áreas de risco. ‘O trabalho todo da Polícia Militar é para garantir que as pessoas exerçam o seu livre direito de votar em qualquer parte do estado do Rio de Janeiro’. Ouça.

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Participantes neste episódio2
B

Bianca Santos

HostJornalista
C

Claudia Moraes

EntrevistadoTenente-Coronel e porta-voz da PM
Assuntos4
  • Esquema de policiamento para o primeiro turno das eleições no RJ17 mil PMs em atuação·planejamento integrado com outras forças·guarda das urnas e locais de votação
  • Atuação da PM em áreas de risco e remanejamento de pontos de votaçãoanálise de risco com o TRE·garantia do livre direito de votar·policiamento em comunidades
  • Preocupação da Polícia Militar com a violência política nas eleiçõesintercorrências que geram violência ou desordem·garantia do livre exercício do voto·crimes eleitorais
  • Organização da PM para manter a segurança durante eventos e eleiçõesmobilização de policiais na folga·suspensão de folgas e férias·garantia do funcionamento diário da polícia
Transcrição14 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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BSBianca Santos

Agora a gente vai saber como é que tá o esquema de segurança para as eleições numa conversa ao vivo com a Tenente-Coronel Cláudia Moraes, que é porta-voz da Polícia Militar no Rio. Bom dia, Coronel Cláudia, como vai?

CMClaudia Moraes

É bom dia, Bianca, Leandro, bom dia a todos que nos ouvem.

?Voz D

Prazer conversar com a senhora, Coronel Cláudia. Bom, a Secretaria de Estado de Polícia Militar vai colocar 17 mil policiais para atuar No primeiro turno, no domingo, agora alguma área chama mais atenção? Queria que a senhora falasse um pouco desse planejamento.

CMClaudia Moraes

Bom, se você me permite quebrar um pouco o protocolo, eu gostaria também de aproveitar aqui o momento para parabenizar a CBN pelos 35 anos de serviço prestado à sociedade. Isso é muito importante. Parabenizar a equipe também, aos âncoras, que o sucesso de um veículo de comunicação passa pela credibilidade da equipe que está por trás de toda essa entrega. Então parabéns a todos. Muito obrigada. Imagina. E em relação ao nosso, a nossa questão, né, do policiamento das eleições, Polícia Militar é mais uma vez, né, mais essa eleição realizou ali um grande planejamento, né, feito ali em parceria com a nossa Subsecretaria de Gestão Operacional, também com apoio do Tribunal Regional Eleitoral, identificando, né, todas as questões necessárias, né, com grande aporte de efetivo.

E logicamente a atenção sempre maior é com os deslocamentos, com a questão da guarda das urnas. Então o trabalho da Polícia Militar, ele começa na manhã de sábado já com a distribuição das urnas nos pontos de votação, continua pela noite, né, com a guarda desses locais, e nas primeiras horas da manhã de domingo também continua. E aí quando inicia ali a votação até o término. Então a gente acompanha Esse processo, esse planejamento já vem sendo feito há bastante tempo, então de uma forma integrada com a atuação da Polícia Militar, e aí de uma forma muito, muito presente, né, 17 mil homens e mulheres.

Mas também é para isso tudo funcionar que precisa de integração com as outras forças. Aí a gente fala aqui da Polícia Civil, né, no âmbito estadual, bombeiros, né, toda, toda a estrutura, né, do governo do estado, mas também com a Polícia Rodoviária Federal, com a Polícia Federal, para que tudo dê certo no final.

BSBianca Santos

Tenente Cláudia, Tenente Coronel Cláudia, me fale um pouquinho sobre essa questão dos pontos críticos, né, que até foi também parte da questão do Leandro, porque a gente sabe que o TRE alterou muitos locais de votação aqui no Rio em função da influência do tráfico, da milícia na política, para que o eleitor tenha liberdade para votar, né. Qual foi a participação da Polícia Militar? Houve participação da Polícia Militar nessa medida? E como será a atuação da PM no dia da votação, especialmente nessas áreas?

CMClaudia Moraes

Então, como eu disse, esse planejamento ele é integrado e logicamente é feita análise de risco, não é feito tanto pela Polícia Militar junto com o TRE também. Então houve, né, o remanejamento de algumas, de alguns pontos de votação, mas a gente sabe que nós continuamos com pontos de votação em áreas, não é, conflagradas em áreas de risco, mas a Polícia Militar ela tem um esquema todo de policiamento. A gente, e não é a primeira vez, não é a primeira eleição que a gente, que a gente tem, e que tem esse tipo, né, de necessidade.

Então a gente vem garantindo em todas as eleições a participação de todos, né. Então o trabalho todo, né, da Polícia Militar é para garantir que as pessoas exerçam o seu livre direito de votar em qualquer parte do Estado do Rio de Janeiro, desde a capital, desde uma escola, né, um ponto de votação que seja dentro de uma comunidade até em qualquer outra parte do estado do Rio de Janeiro, para que as pessoas tenham o mesmo direito de exercer o seu direito da cidadania, que é o voto.

?Voz D

10 horas e 46 minutos. A gente segue conversando com a Coronel Cláudia Moraes, porta-voz da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro, falando sobre a operação de policiamento para o domingo. Agora é dia do primeiro turno das eleições de 2026. Coronel Cláudia, a gente viu até no número menor nesse ano Felizmente, pelo menos aqui na capital, brigas entre apoiador do candidato A contra o candidato B, até candidatos envolvidos em algumas confusões.

Trataremos disso ainda no CBN Rio. Mas essa questão da violência política, esses distúrbios preocupam a Polícia Militar de alguma maneira?

CMClaudia Moraes

Acho que toda, todo tipo de intercorrência que gere violência ou desordem ou instabilidade é um ponto de atenção para as forças de segurança pública, não apenas para a Polícia Militar, não é? Eu acho que nenhuma forma de violência ela pode ser aceita pela sociedade, principalmente quando a gente fala no exercício de uma vontade da pessoa, uma vontade individual. Então o livre exercício do voto, a pessoa votar em quem ela quiser, com a devida liberdade, a partir da sua convicção, daquilo que ela acredita, do que ela ouviu, as propostas dos candidatos, isso tem que ser garantido.

E logicamente, como você falou, a gente tem visto menos relatos no domingo, sábado e domingo, A gente tem todo o nosso policiamento também reforçado para esse ponto, atenção com a questão dos crimes eleitorais, também com apoio, não é, dos juízes eleitorais também, principalmente no dia da eleição. Então temos sim, isso é um ponto de atenção, né, a violência política é um ponto de atenção sim das forças de segurança, né, mas também é um ponto de atenção para toda a sociedade, porque isso não pode ser tolerado.

BSBianca Santos

E junto com a eleição, eventos acontecem no Rio de Janeiro normalmente no fim de semana, e aí É como que a polícia se organiza para não deixar nenhuma área desguarnecida nesse cenário de estado seguindo a rotina, né?

CMClaudia Moraes

Exatamente, Bianca. Esse, essa, esse é o grande, é a grande, a grande questão, né? E a importância desse planejamento, né? Então é a maior parte desse, desse efetivo que a gente tá mobilizando, né? A gente tem muitos policiais aqui que estão, vão trabalhar na hora de folga. A gente, a Polícia Militar entendendo, né, a importância, né, da atuação da Polícia Militar para garantir o direito, né, de liberdade do voto das pessoas. A gente sabe do papel da Polícia Militar nesse processo.

Então assim, nesse momento são todos os policiais mobilizados. Então é suspensão de folgas, férias, todo mundo ali se dedicando para que a gente consiga garantir esse grande evento que a gente tá falando, de um grande evento que envolve capital, interior do estado, região metropolitana, né? Em todos os lugares a gente tem, das 175 zonas eleitorais, a gente tem 49 aqui na capital e o restante, né, distribuído por todo o estado.

E a gente também precisa garantir garantir o funcionamento da polícia como um todo, da segurança como um todo, porque os problemas continuam acontecendo. Infelizmente, por exemplo, situações como violência doméstica ou outros tipos, né, de violências, elas continuam acontecendo. E a demanda, né, pelo 90, pelo atendimento emergencial da Polícia Militar, ela continua. Então a gente precisa garantir esse funcionamento dos policiamentos, né, do nosso policiamento diário em todas as partes do estado.

E para isso é com planejamento prévio e com um grande emprego de policiais, inclusive dias de folga.

?Voz D

Muito obrigado, Coronel Cláudia Moraes, por ter vindo aqui ao CBN Rio para esclarecer a dinâmica do policiamento da Polícia Militar agora para eleição do dia 4 de outubro. Que seja uma eleição tranquila, que seja um bom trabalho para PM também. Um abraço para a senhora.

CMClaudia Moraes

Obrigada, eu que agradeço em nome da Polícia Militar.

BSBianca Santos

Já registramos algumas vezes, mas vale frisar que no domingo tarifa zero no transporte público, não é? Municipal e intermunicipal, das 6 da manhã até às 8 da noite. E se tiver segundo turno, mesma coisa, ônibus municipais, intermunicipais, trens, metrô, barcas, não será cobrada a tarifa.