Episódios de Política

Lula fora do debate; confronto estadual com cara de federal em SP; e teremos segundo turno?

30 de setembro de 202645min
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No Viva Voz Especial Eleições, Vera Magalhães recebe Bruno Carazza e Cila Schulman para analisar os principais assuntos da política e da corrida eleitoral.

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Participantes neste episódio3
V

Vera Magalhães

HostJornalista
B

Bruno Carazza

ComentaristaColunista
C

Cila Schulman

ConvidadoCEO do Instituto Ideia
Assuntos6
  • Decisão de Lula de não comparecer ao debate presidencial na TV Globoestratégia de não ir ao debate·comparativo com eleições anteriores·risco da ausência de Lula·púlpito vazio e ataques·entrevista ao Flow Podcast
  • Julgamento no TSE sobre conteúdos relacionados à padroeira do Brasilvotos pela retirada de conteúdos·politização das cortes superiores·crise institucional e eleitoral·baixa reputação do Judiciário
  • Pesquisa IDEA para o Meio e o perfil dos indecisosindecisos são mulheres da região Sudeste·indecisos buscam propostas·movimentação de votos na reta final·antipetismo de chegada
  • Renovação de lideranças na política brasileira e o fim de ciclos partidáriosdificuldade do PT em formar novas lideranças·Lula maior que o PT·reorganização dos partidos de esquerda·novos governadores como lideranças
  • Rejeição dos candidatos e o tema da corrupção na campanhacorrupção como principal motivo de rejeição·caso Master e Flávio Bolsonaro·Lula perde oportunidade de pressionar Bolsonaro
  • Disputas estaduais acirradas no Nordeste e suas implicações políticasPernambuco: João Campos vs Raquel Lira·Bahia: ACM Neto vs Jerônimo·Ceará: Eumano vs Ciro·Alagoas: JHC vs Renan Filho·lulismo permeia as discussões
Transcrição49 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz B

Liga a Voz, especial eleições 2026. Oferecimento CICB, o maior e melhor centro de convenções do Brasil. Apresentação Vera Magalhães.

VMVera Magalhães

Olá, boa noite, seja bem-vindo, seja bem-vinda ao Viva Voz Especial Eleições. Hoje quem tá comigo é o Bruno Carazza, nosso comentarista das quartas-feiras. Ele que é professor da Fundação Dom Cabral, também colunista do Valor, comentarista do Jornal da Globo. Boa noite, Bruno.

BCBruno Carazza

Boa noite, Vera. Tempo quente aí eleitoral e aqui em Belo Horizonte também. Boa noite para todo mundo que tá ouvindo e para a É isso.

VMVera Magalhães

Quem tá com a gente também é a Sila Schumann, tá com a gente nos estúdios em São Paulo, ela que é CEO do Ideia. Boa noite, Sila. Obrigada pela sua presença de novo com a gente.

?Voz 1

Boa noite, Vera. Boa noite, Bruno, e a todos.

VMVera Magalhães

Ficou linda aí no meu lugar, adorei. Tô me sentindo muito bem representada. Gente, a gente tem alguns temas para o nosso debate de hoje. Ontem houve debate entre os candidatos ao governo do estado, debate da TV Globo em todo o país. Foi uma espécie de um esquenta para o debate presidencial que acontece na quinta-feira, agora oficialmente sem a presença do presidente Lula. Ele comunicou à emissora que não vai comparecer e marcou uma entrevista a um podcast, ao Flow Podcast, para o mesmíssimo horário.

A gente também vai falar da pesquisa nova do IDEA para o Meio e o que que ela mostra, o que que ela traz de novidades e as projeções que ela permite a gente fazer. E vamos falar também da guerra santa que foi transposta para uma guerra judicial, porque hoje o Tribunal Superior Eleitoral tá julgando virtualmente se é para tirar ou não do ar os conteúdos relativos àquela polêmica em torno da revisão de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

Então esses são nossos temas de hoje, a gente vai distribuí-los aqui pelos nossos 3 blocos. Queria começar ouvindo vocês sobre essa decisão agora oficial do Lula de não ir ao debate. Tenho visto opiniões diametralmente opostas quanto a se ele ganha ou perde com essa decisão. Queria começar ouvindo a Sila, que é mais especialista na matéria. Sila, o que que a sua experiência com debates, com pesquisas, com reta final de campanha mostra a respeito dessa situação em que o Lula ia ficar ali como sendo acuado e atacado por todos e decide não ir ao único debate que deverá, que poderiam, né, opor ele e Flávio Bolsonaro.

?Voz 1

Olha, essa é uma estratégia que já foi adotada por outros presidentes em outras campanhas. Normalmente, quando o candidato tá no cargo, ele prefere muitas vezes não ir, seja porque ele vai ser atacado, seja porque ele não quer ali se igualar aos outros candidatos. É uma estratégia, não dá para saber de antemão se isso vai ser bom ou ruim, porque é um pouco teoria dos jogos, né, Vera? É o Flávio ir, o Lula não ir, o Lula ir, o Flávio não ir.

Eu só vou ver realmente que o Flávio vai estar lá quando acontecer o debate, né, porque ele anunciou, mas eu só, só vou acreditar quando eu vê-lo no debate. Eu considero uma pena não ter debate, mas eu entendo a estratégia das campanhas, entendo perfeitamente querer poupar o presidente de ir num debate de primeiro turno.

VMVera Magalhães

Bruno, a gente viu nos debates de ontem muitos ataques e até um certo tema cômico em alguns casos, como aqui no Rio de Janeiro. O Lula foi alvo em 2022 dos ataques do do Padre Kelman. No segundo turno também mostrou uma certa dificuldade com as regras do debate quando tava no mano a mano com Jair Bolsonaro. Se passaram 4 anos, ele hoje é alguém que tá com mais idade, 80 anos, e o Flávio Bolsonaro ali, os outros todos de direita.

Esse é o, isso é o que a turma dele tá justificando. Mas aquele púlpito vazio nessa reta final, com uma situação de um empate tão rigoroso como a gente vai ver nas pesquisas, é uma decisão arriscada, né?

BCBruno Carazza

Arriscada sim, né, Vera? Inclusive, quando a gente faz esse comparativo que a Sila propôs, né, com as eleições anteriores, eu fui até atrás desses dados para recuperar isso, né? 89, o Collor não foi a vários debates, né, do primeiro turno, mas ele tava com uma larga margem. O último Datafolha antes da eleição, antes do debate da Band na época, né, ele tava com 26 contra 13 do Brizola e 10 do Lula. Então uma ampla frente. Em 98, reeleição do Fernando Henrique, ele realmente não foi, mas também uma larga margem de vantagem, tanto que ele ganhou no primeiro turno.

Em 2006 também, a reeleição do Lula. O Lula decidiu não ir ao debate do primeiro turno e ele também tinha ampla margem frente ao Alckmin na época, né, inclusive com chance de vencer no primeiro turno. E isso acabou não acontecendo e talvez a falta do debate tenha conduzido para o segundo turno. Dilma em 2014, na reeleição, ela tava vencendo com ampla margem frente à Marina. Ela tinha 35, Marina tinha 20, a Aécio tinha 17. Então tinha até a chance da Dilma vencer no primeiro turno, e ainda assim ela foi ao debate.

Em 2022, o Bolsonaro tava atrás das pesquisas, então ele tinha que correr atrás. Então é uma circunstância muito diferente do Lula para todos os antecessores, porque ele não tem esse conforto na eleição para se poupar e deixar de se expor, e deixar inclusive de defender o seu legado, defender o seu governo, e contrapôr Flávio Bolsonaro. Não tivemos nenhum embate direto entre os dois. E chama atenção porque o Lula tem um histórico de ser bom de debate, né?

Numa eleição tão acirrada como essa, ele deixar de ir àquele púlpito vazio, ele vai ser acusado, ele vai receber as políticas da mesma forma. Pedro Doria explorou isso, né, na segunda-feira aqui no programa, né? E ele vai ser acusado que ele tá fugindo do debate, que ele teve medo do debate. E isso realmente coloca uma situação de fragilidade da campanha dele. Assim, eu até entendo o argumento, mas acho que é um movimento bastante arriscado nessa reta final em que tem um movimento de voto útil, ele tem uma rejeição muito grande. Então não sei, eu acho, achei um movimento temerário da parte dele.

VMVera Magalhães

E eu fico pensando, né, Sila, essa opção de no lugar você falar em ambientes mais controlados ou para um público que você já tem. Não é o caso do Flow Podcast, o de amanhã, porque é um podcast com muita audiência. Em que você fala por bastante tempo para um público variado. Mas nessa entrevista que ele concedeu hoje eram todos blogs ou podcasts do campo progressista, escolhidos ali a dedo porque fazem parte da chamada imprensa alternativa, mais ligada ao campo da esquerda.

Não tem nenhuma pessoa, provavelmente, que assistiu aquilo ali que já não vote no Lula. E aí eu já queria misturar isso com a pesquisa de vocês, Porque vocês perscrutaram muito quem são os indecisos, que vão ter um papel importante nesse cenário de acirramento total. Não me parece que essas escolhas falem diretamente com esse indeciso. Eu queria que você falasse um pouco aqui para o nosso ouvinte o que vocês encontraram nesses achados sobre indecisos e se você concorda comigo sobre essa escolha dos públicos com os quais conversar.

?Voz 1

É, o que eu enxergo ali nas decisões do presidente Lula é que as decisões são muito dele, né? Isso reflete bastante também como foi o governo, né? Então, se o candidato não quer ir, não tá se sentindo confortável em ir, ele simplesmente não vai. Não há o que faça o candidato ir. Isso eu falo dos meus anos de experiência à frente de marketing de campanha eleitoral. Então, acho que a decisão tem um tanto de estratégia, mas pode ter um tanto de voluntarismo nisso.

E de fato, esse tema que você traz, Vera, A gente tem indeciso, são mulheres na região Sudeste, classe C. Então é um público que com o adianto do horário ali, o adiantamento do horário do debate, pode sim tá olhando para TV. São mulheres que estão esperando propostas. Eu escuto isso o dia inteiro nos meus grupos de pesquisa qualitativa, eu vejo isso na pesquisa do Meio Ideia. Elas dizem que podem mudar de candidato por conta de propostas que elas ainda não conheciam, eles e elas no caso.

Então tem, a gente tem ali na espontânea, Vera e Bruno, e quem nos ouve, uma massa muito maior de indecisos e de não voto em geral, ou seja, brancos e nulos. Então eu tenho uma movimentação ali que ainda pode ocorrer nessa reta final. E são eleitores que estão justamente não querendo nenhum dos dois, mas esperando um motivo para votar em alguém. Então vai ter uma movimentação muito grande de votos entre os outros candidatos, né, e os candidatos que estão na frente, o chamado voto útil, chamado antipetismo de chegada.

E ele se dá bem nesses dias finais ali, né. Então é a partir do debate. Agora, os debates, eles são vistos muito hoje como torcida, eles são vistos como torcida. O eleitor, né, nessa polarização, ele já entra para não querer ouvir o que o outro tá dizendo e para concordar com o seu. E eles são feitos também muito para os cortes, né. A gente vai ter aí cortes, mas com uma limitação, porque já vai ter passado o período em que esses cortes, né, que as redes sociais podem ser impulsionadas.

Então pode ter mais limitação, mas ainda assim esses cortes vão correr aí nos grupos de WhatsApp. Esse púlpito vazio vai correr no grupo de WhatsApp.

VMVera Magalhães

Agora, Bruno, a gente na pesquisa Meu Ideia tem um dado interessante ali, né, sobre rejeição. Eles foram também tentar entender os motivos das altíssimas rejeições, empatadas praticamente, de Lula e Flávio Bolsonaro. O principal motivo apontado, para surpresa de ninguém, foi a corrupção. E ainda assim, esse tema da corrupção, a gente falou disso aqui ao longo de toda a pesquisa nessa série especial do Viva a Voz, parece não colar tanto no Flávio Bolsonaro quanto no Lula.

Nessa semana até houve novos capítulos aí da crise ali do Master Daniel Vorkaro. O site Plato.br publicou novidades a esse respeito. E ainda assim não parece colar no Flávio com a mesma contundência com que cola no Lula, no Alexandre de Moraes e em tantos outros. Esse tema certamente vai ser abordado por todos os contendores lá no debate. Se o Lula não estiver lá, a chance de que o Lulinha e outros temas da piscina apareçam sem que ele responda é grande.

Por outro lado, a gente viu ontem no Pará ele anteontem, ele falando aquela questão do exame anticâncer para meninas de uma maneira muito descuidada. E esse risco também poderia produzir cortes. É meio uma situação de difícil definição do que é mais arriscado, né?

BCBruno Carazza

É, mas é uma pena, né, Vera? Porque era justamente o momento que a gente teria para ver esse embate frente a frente entre os candidatos, né? E E essa postura de extrema cautela, ela enfraquece a conversa. Acho que Lula perde a oportunidade de apresentar várias, várias dessas evidências que surgiram aí contra o Flávio Bolsonaro. No caso Master, acho que o caso Master, o telhado de vidro do Flávio Bolsonaro é muito maior do que até o caso Lulinha.

Então ele, o Lula, perde também essa oportunidade de pressionar o Flávio Bolsonaro. Flávio Bolsonaro não tem um histórico bom de debates, né? Então poderia ser inclusive um momento de explorar fragilidades, de gerar então também do outro lado, né, cortes, já que a direita trabalha muito bem, né, essa questão dos cortes. A esquerda tá aprendendo isso também nos últimos tempos, e a gente tem visto aí nas redes sociais Então acho que o Lula, além de enfraquecer o debate, tem essa, perde essa oportunidade de ser mais, ainda mais incisivo num combate direto aí com Flávio Bolsonaro e atacando nessa questão da corrupção, que o Flávio Bolsonaro no atual momento tem muito mais a temer do que o Lula.

VMVera Magalhães

Exatamente.

?Voz 1

Agora, o debate, diga, ele Não, o debate em geral ele é definidor se acontece um erro, né? Ele não é definidor com os acertos, ele é muito mais definidor com os erros. E aqui a gente tem que lembrar, e não tô fazendo nenhum tipo de comparação, mas a gente tem que lembrar o que aconteceu com o Biden na última eleição americana, né? Aparentemente ele tinha tomado remédio, alguma coisa assim, foi muito mal no debate, deixou de ser candidato.

Então Não tô fazendo uma comparação aqui nem de idade nem de capacidade, mas se você comete erro no debate, aí sim você coloca tudo a perder.

VMVera Magalhães

E o próprio debate de 89, né, que tudo bem que teve muito da edição, e depois a própria emissora reconheceu que errou a mão na edição da versão que foi ao Jornal Nacional, mas houve ali uma clara superioridade mesmo do Collor para quem assistiu a íntegra do debate. O Lula ficou nervoso, lançou aquela história do caçador de maracujá. Então assim, ele até teve na história longa dele de candidaturas bons momentos em debates, mas também teve alguns muitos maus momentos.

E esse mau momento do palanque essa semana deve ter acendido uma luz laranja, porque eles lançaram uma contra-ofensiva imediata. O próprio Lula voltou ao tema num palanque depois no Nordeste. E hoje a primeira-dama Janja da Silva gravou um vídeo para as redes sociais que ela aparece inclusive com um colar com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, fazendo um contraponto à exploração feita pela direita com caráter sexual que não existiu realmente na fala do Lula a respeito da necessidade de fazer exames por meninas e por homens.

Mas porque isso deve ter aparecido fortemente no tracking e nos grupos focais que o PT e o Planalto têm. Então eu acho que essas circunstâncias todas, na conta de prós e contras, pesou mais o que a Cila tá falando. Agora, Cila, a pesquisa Meu Ideia mostra também uma presença grande dos católicos nesse rol dos indecisos. E nos últimos dias, a campanha do Lula tem apostado muito em falar para esses católicos. A gente até vai falar no segundo bloco da questão do TSE, mas seria ali uma oportunidade de também tratar desse assunto em rede nacional, embora seja difícil abordar isso sem resvalar para fake news, que é essa discussão judicial que tá tendo, né?

?Voz 1

É, acabou virando uma discussão judicial mais do que uma discussão religiosa, né? Acho que você colocou muito bem no início. Hoje tá mais uma disputa entre os ministros de novo, e foi sobre isso que se falou no fundo durante a campanha toda, né? A gente falou muito de STF e não dos temas que de fato mobilizam o eleitor. Claro que esse tipo de assunto engaja, Esses erros, essas bobagens, fake news, tudo isso engaja. A minha dúvida sempre é se isso dá voto ou se isso tira voto.

Eu acho que é bastante na margem. Acho que a gente se mobiliza aqui muito em torno do tema, o palanque se mobiliza muito, a rede social se mobiliza, mas acaba sendo quem já iria votar para um lado e para o outro que fica indignado com com esse tipo de coisa. Inclusive, né, muito é sobre essa fala aí do exame de próstata. Isso correu muito os grupos bolsonaristas, mas eu diria que era já quem ia votar em Flávio Bolsonaro e quer dizer, agora eu decidi, né.

Eu brinco que é, que é um pouco uma Operação Tim Maia nesse fim, né. Me dê motivo, não para ir embora, mas para votar, para ir embora, né. Ah, eu já que, né, eu já sou antipetista aqui, mas agora, né, isso aí eu não vou suportar.

VMVera Magalhães

Então a pesquisa de vocês mostrou na estimulada no primeiro turno 39,4% para o Lula, 38,4% para o Flávio Bolsonaro e 20%, 20,5% de outros candidatos. Por esse cenário, a gente tem maior probabilidade de realização de um segundo turno, mas vocês também testaram a questão da migração de votos. E me surpreendeu o dado de que muitos votos do Augusto Cury, do Caiado, também podem migrar para o Lula, né?

?Voz 1

Podem, podem migrar para o Lula, pode ter uma migração grande entre os candidatos. O antipetismo de chegada é um tema que a gente sempre trata, né, Vera? Você já está cansada de ouvir a gente falando disso, mas ele tem que ser levado em consideração porque ele aconteceu em 2014, ele aconteceu em 2018, Ele continua acontecendo, que a gente chama na literatura de voto útil ou de voto estratégico. Essa é uma jabuticaba brasileira que floresce aí na época da eleição, o antipetismo, mas é quando o eleitor começa a se perguntar se ele deve abandonar o candidato dele para ir para o candidato que teria mais chance de vencer o Lula no segundo turno, ou o PT.

Esse movimento acontece bem no finalzinho, bem na hora da eleição, surpreende sempre todo mundo. A abstenção também sempre surpreende porque ela é histórica, ela é uma abstenção bastante concentrada ali na baixa renda, na baixa escolaridade, que é o eleitor que iria votar no PT e não comparece na urna. Mas a gente está vendo, como eu disse, um movimento de não voto, porque eu vejo, né, a gente chama aí da eleição dos anestesiados, é um eleitor que não está satisfeito com nenhum dos lados, nem mesmo a militância foi tão aguerrida nessa campanha, porque a gente tem uma eleição aí um pouco no retrovisor, um pouco sem esperança, sem proposta.

Então é uma eleição que não tá animando nesse momento, que leva uma parcela a pensar em votar inclusive em nulo. Mas essa parcela também vai ser pressionada no final pelos dois lados, né? Porque tem sempre, ah, vai ser por sua causa. Né? E aí o eleitor vai lá e toma outra decisão na hora.

VMVera Magalhães

E Bruno, para a gente fechar esse primeiro bloco de debate, pesquisa, a gente falou de Santa, falou de corrupção, falou de máscara. O que a gente não falou nessa eleição foi do seu assunto, economia. E ontem o debate de São Paulo me chamou atenção porque num bom pedaço ele foi tomado pela discussão fiscal que os candidatos a presidente estão se recusando a fazer. Parecia deslocado ali que os candidatos a presidente mais ali forjados para essa discussão viraram candidatos ao governo de São Paulo, né?

BCBruno Carazza

Exatamente, né? O que se imaginou lá no passado que poderia ser a disputa desse ano, né, entre Tarcísio e Haddad, acabou, sei lá, né, prorrogado aí para 2030, né? Mas enquanto isso não chega, né, tem muita água para rolar até lá. Esse embate se deu no estado de São Paulo e são dois quadros mais técnicos, né? São dois quadros, né, tanto Haddad quanto Tarcísio, que promoveram um debate, né, ao longo dessa campanha, né? Apesar da ampla vantagem do Tarcísio, houve um debate qualificado do Haddad tentando trazer números para discussão, Tarcísio contra-argumentando.

Então nem se compara o nível da discussão que houve no âmbito do governo de São Paulo em relação ao governo federal ante essa questão. Não existe, né? Hoje saíram os dados fiscais, é, a dívida pública atingiu um novo recorde no governo Lula 3, e nenhum dos candidatos, né, nem, nem Lula nem tampouco Flávio Bolsonaro, tem apresentado medidas concretas do que eles estão planejando implementar para lidar com essa questão que tá saindo do controle, e é urgente.

Então, acho que essa questão do debate do São Paulo mostra muito o quanto que essa discussão foi vazia no âmbito federal, infelizmente.

VMVera Magalhães

Infelizmente, muito gritante isso, gente. Vamos fazer o nosso primeiro intervalo, a gente volta já já falando da discussão no TSE. E no terceiro bloco a gente retoma alguns assuntos econômicos aí também.

?Voz B

Viva a Voz, especial eleições 2026, oferecimento CICB, o maior e melhor centro de convenções do Brasil.

VMVera Magalhães

O Viva a Voz está de volta hoje com Bruno Carazza. E a Cila Schumann, segue o julgamento no plenário virtual do TSE a respeito da remoção ou não de conteúdos que tenham como temática a intenção do Flávio Bolsonaro de mudar a padroeira do Brasil, retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil. São 3 votos pela retirada desses conteúdos. Então, o do relator, Ministro André Mendonça, e mais 2, entre eles do Ministro Dias Toffoli, surpreendentemente.

Então votaram com o André Mendonça, o Ministro Cássio Nunes Marques, que é presidente do TSE, e o Ministro Dias Toffoli. E abriram divergência os ministros Vilas Boas Cueva e Floriano Azevedo Marques, também de formas distintas. Primeiro, defende que sejam retirados apenas conteúdos que falem explicitamente de alguma intenção que o Flávio Bolsonaro não demonstrou e não manifestou de mudar a padroeira. E o Floriano Azevedo Marques acha que não tem que ser removido nada.

Bruno, você que tem estudado muito pela Fundação Dom Cabral, feito debates a esse respeito, sobre a rigidez das instituições, a necessidade de fortalecimento das instituições. Quando a gente tem dois tribunais superiores se degladiando às vésperas de uma eleição, o Supremo Tribunal Federal revendo decisões da Corte Eleitoral e, portanto, levando grande insegurança jurídica quanto ao que pode e ao que não pode. E essa falta também de definição de padrão do que tem que ser removido, o que não tem, se fica a cargo ou não das big techs e dos sites e das redes sociais. É uma enorme insegurança jurídica às vésperas de uma eleição, né?

BCBruno Carazza

Total, Vera. Acho que esse episódio, sem entrar no mérito da questão específica, né, ele aponta acho que 3, pelo menos 3 aspectos que a gente precisa discutir, né. O primeiro é mais uma evidência dessa eleição sem proposição, sem proposta, né? Porque essa questão da padroeira do Brasil, ela é um não tema, né? Ela não muda em nada a vida do brasileiro. Então o país tá parado discutindo essas questões que não fazem diferença nenhuma na vida da população em geral.

Então, primeiro ponto é esse. Agora, em relação às instituições, eu vejo duas questões principais, né? A primeira é essa que você apontou, né? A gente ainda não sabe como regular a questão das fake news no Brasil, né? A gente passou aí um ciclo de 4 anos debatendo essa questão, é que se agrava cada vez mais por causa da inteligência artificial. Então hoje ainda é muito mais fácil produzir vídeos, deepfake, e tudo mais. O poder das big techs é imenso, né?

Vide o caso do vídeo do Porchat sobre as relações do Voo Caro com a Igreja da Lagoinha e com Flávio Bolsonaro. E a gente não sabe como lidar com isso. E quando a gente não sabe lidar com essa questão, a gente abre margem para o terceiro fator que eu queria destacar, que é a politização da nossa corte, das nossas cortes superiores, né, principalmente TSE e STF. O que a gente viu, essa batalha judicial aí nos últimos dias, no fundo ela trata de um posicionamento político dos ministros influenciando o jogo, né.

Tanto a primeira postura do Mendonça suspendendo, depois vem o Dino, que tem outra linha política no STF, STF, né, atropela essa discussão, essa decisão, e suspende. Depois vem o Fux, que pertence a outro grupo político, e suspende a suspensão. E isso às vésperas da eleição. Então isso é um precedente perigoso, né, porque pode acontecer em outras frentes, pode voltar, e certamente voltará a acontecer com outros temas se a gente tiver um segundo turno.

E a gente sabe o poder que as redes sociais têm hoje em dia. E aí os ministros, quando eles assumem essa postura política, eles passam a comprometer muito o resultado eleitoral.

VMVera Magalhães

Agora, Sila, eu pego a partir daí, né? Porque agora tá uma coisa muito explícita, ministros votando num determinado sentido ou no outro. Hoje o ministro Flávio Dino, por exemplo, determinou uma operação da Polícia Federal para investigar ataques a terreiros e a igrejas católicas, coisa que a imprensa não vem noticiando como sendo algo muito marcante, ou que esteja vindo uma onda nesse sentido. É, tudo isso nos leva para aquela discussão que a gente já fez algumas vezes aqui sobre o que que as urnas vão nos indicar em termos de resposta ao papel do Supremo Tribunal Federal.

E a gente viu nas últimas rodadas de pesquisas, crescimento dos candidatos de direita que têm como uma das agendas essa questão da reforma do Judiciário. Hoje até o Lula teve de falar disso num desses podcasts para público de convertidos, ao qual ele falou, ele disse que tem que se discutir uma reforma do Judiciário e que ele tá disposto a ouvir a sociedade sobre qual. Esse tema já tá invariavelmente posto para o próximo ciclo, né?

?Voz 1

Sem dúvida, Vera. E acho que assim, os tribunais, especialmente o STF, ele sempre foi político. No entanto, agora ele ficou eleitoral, explicitamente eleitoral, né, tomando partido de um lado ou de outro. Acho que essa é a diferença. E a gente está vivendo, no meu ver, uma crise institucional já está ocorrendo, né, e ela vai perpassar a eleição, ela não vai acabar nem nesse domingo nem no final do mês no segundo turno. Ela vai perpassar, e a depender de quem vencer, como vai lidar com isso, né?

Eu já não vejo que o próximo presidente vai ser um presidente popular, porque vai ser eleito aí na margem, né? Vai ser uma eleição, mais uma eleição daquela em que metade do país fica insatisfeito com a escolha da maioria. E com uma crise no STF, a gente tá vendo aí nas nossas pesquisas, em outras pesquisas públicas, o nível de baixa reputação aí que tá o Judiciário. Então essa é uma crise que vai ter que ser endereçada. Isso que você trouxe do Senado, de fato, né, as previsões todas.

É muito difícil a gente fazer previsão sobre Senado, as pesquisas têm bastante dificuldade porque é um número de indecisos muito grande. As pessoas estão votando para o Senado como elas votam em deputado, ou seja, decidindo ali na fila da votação. É, quando são duas vagas ainda é mais difícil de pegar, mas a gente vê aí uma projeção de tendência de fato de um Senado comprometido com a falta, com a pauta de impeachment de ministro do STF, né, que é uma pauta, eu diria, É que é uma demanda da sociedade.

No entanto, é, né, a gente tem que ver muitas vezes pelas razões erradas. Exatamente. Se é por não gostar das decisões daquele ministro, e agora a gente tá vendo os dois lados não gostando, né, o nível de interferência. Você sabe, né, Vera, que a gente cobre eleição no mundo inteiro. Então eu sempre falo que o nosso sistema eleitoral, tendo o TSE, é um modelo mesmo, né, seja pela, pelo sistema de votação, seja pela organização da eleição.

No entanto, esse nível de intervenção, ela vai ficando, né, de paternalismo e de querer realmente dominar ali o que acontece nas campanhas, me parece que tá muito exagerado em todas as áreas. Isso não é benéfico para a democracia.

VMVera Magalhães

E só para a gente fechar, né, Bruno, enquanto debate essas questões meio bizantinas, a justiça, seja a justiça eleitoral, seja o Supremo, deixou de decidir a questão da eleição suplementar aqui no Rio de Janeiro, deixou de decidir a validade da lei da ficha limpa, deixou de decidir, por exemplo, se o garotinho vai estar na cédula ou não. Tem essa zona cinzenta até hoje. A questão do Arruda, que também tá na mesma situação e segue fazendo campanha.

Então são muitas situações que vão levar um tapetão pós-eleitoral, e essa sim que dizem respeito ali diretamente à realização da própria eleição, né?

BCBruno Carazza

É isso, só vários exemplos da pauta eleitoral, né, Vera? Porque tem toda uma questão ali, um elefante ali na loja de cristais, que é o caso master envolvendo vários ministros que do ponto de vista do ministro Flávio Dino, jogou essa questão para depois das eleições, certamente para o início do ano que vem. Então é uma crise política contratada, né, já que não temos como fugir dela, né, porque essa questão vai ser politizada pelo novo Senado.

Se houver qualquer espécie de acordão sobre o caso Master, uma grande pizza nacional sendo assada aí no próximo governo com o novo Congresso. Isso vai gerar uma insatisfação popular muito grande, né, dada a baixa credibilidade desses ministros. Então é um cenário que, independentemente de quem vença a eleição presidencial, a gente caminha para um ano com uma crise política de grandes proporções, na minha visão.

VMVera Magalhães

É isso. Vamos fazer nossa segunda pausa e o Viva Voz volta já já com o encerramento desse programa. A chance de você perguntar algo para o Bruno, para Cila, é agora. Manda sua mensagem para 11 99911-9981. E hoje a gente tem dois expertos aqui para responder questões difíceis.

?Voz B

Viva a Voz, especial eleições 2026.

VMVera Magalhães

Estamos de de volta hoje com Bruno Carazza e Sila Schumann. Bruno, a gente, você falou de dar uma geral em algumas disputas estaduais que estão te chamando atenção. Acho que isso é importante porque a gente acaba falando muito lateralmente dessas disputas que são importantes, né? Que que tá chamando sua atenção nessa reta final?

BCBruno Carazza

Galera, tem um jogo sendo jogado, sobretudo no Nordeste, nas disputas para o estado, que para além, né, de quem vai governar os estados para os próximos 4 anos, também mexem com, podem mexer com o jogo de poder numa região que tradicionalmente é dominada pelo lulismo, pelo petismo, né. Então a gente tem pelo menos 4 estados importantes que têm eleições bastante acirradas, com candidatos aí para ser definida no primeiro turno, porque são só 2 candidatos que polarizam essa disputa, é com, de um lado, candidatos que não necessariamente são do PT, mas que tem, né, uma postura muito próxima do Lula, contra outros candidatos que são anti, que não são bolsonaristas declarados, né.

Então a gente tem a disputa de Pernambuco, né, de João Campos com Raquel Lira, empatada. A gente tem na Bahia ACM Neto e Jerônimo, né, o governador Jerônimo, também praticamente empatados. Temos o Ceará com Eumano e Ciro, e temos Alagoas com JHC e Renan Filho. Então são eleições bastante onde a questão do lulismo tá passando, permeia essa discussão, e a maior parte delas inclusive com políticos relativamente jovens Então governar esses estados importantes do Nordeste pelos próximos 4 anos também pode indicar como vai ser, qual vai ser a direção desses estados importantes nos próximos 4 anos.

Então pensando aí já para o próximo ciclo eleitoral, é o que sair de decisões tão acirradas como essas nesses estados que eu citei vai ser um bom indicativo da configuração do eleitorado para os próximos, para o próximo ciclo eleitoral.

VMVera Magalhães

É até interessante o Bruno ter trazido isso, sei lá, porque chegou a pergunta de um ouvinte, né, falando que essa é a última eleição do Lula porque o PT tem tanta dificuldade em formar novas lideranças. Nas próximas não dá mais para apostar no Haddad? Bom, Haddad provavelmente vai perder no primeiro turno em São Paulo. Ele foi para o sacrifício, o sacrifício parece ter sido maior do que aquele que ele imaginava. E ele já tem muita resistência dentro do PT, mas queria te ouvir sobre essa coisa da renovação na esquerda.

Hoje tem um texto da Maria Hermínia na Folha que fala que essa é a última eleição da Nova República, né, aquele movimento que veio logo depois da redemocratização. O que que te chama atenção em termos dessa renovação de lideranças?

?Voz 1

É interessante esse artigo porque ontem eu participei de um debate no Inspir e o professor Carlos Melo falava exatamente também nesses termos. E eu enxergo isso, a gente já teve o fim, né, praticamente do PSDB, né, que foi o partido aí mais forte, ocupou a presidência, partido fortíssimo, acabou não tendo mais a importância que teve. E o PT, eu entendo que também chega no fim de ciclo. Sempre lembrando, né, Vera, que o Lula é maior do que o PT, o Lula se torna maior do que o PT a uma certa altura.

Então, e nos partidos de esquerda, quando a gente olha até para o campo da esquerda nessa eleição, a gente vê que os partidos ali se coligaram com ele, mas estão à espera, né? Não concorreram com ele, mas esses partidos— eu tô falando de PSB, eu tô falando de PSOL, e tô falando de outros partidos do campo da esquerda— vão se reorganizar ali no dia seguinte, na minha visão, ganhando ou perdendo. E no campo da direita também, de alguma forma, porque isso que o Bruno falou é muito importante.

Esses novos governadores, eles vão surgir como liderança, e como lideranças já não tão dependentes desses líderes, né? Então, se dessa vez Jair Bolsonaro teve a decisão de quem seria o candidato do campo da direita, não entendo que na próxima assim será. Mas eu enxergo aí nessas disputas muito acirradas, claro que só acaba no domingo, mas eu vejo aí uma prevalência de candidatos incumbentes bem avaliados no final dessas disputas.

Então são disputas muito polarizadas, justamente também porque os partidos não lançaram candidatos para ficarem em terceiro, em quarto lugar. Então em geral você só tem duas alternativas e o eleitorado acaba se dividindo entre essas duas alternativas, mas eu vejo também muito voto misturado entre Lula e um candidato que seria, né, que estaria ali mais colocado no centro ou na direita, e também ao contrário.

VMVera Magalhães

Só Minas Gerais é exceção nas duas coisas, né, Bruno? Muito candidato e o incumbente muito mal, podendo ficar longe do segundo turno, e um ex-governador que é candidato a presidente com uma votação de nanico. Mas parece que a direita tá confluindo para o Cleitinho e a coisa pode terminar no primeiro turno por aí também, né?

BCBruno Carazza

É, acho que já tá acontecendo esse movimento aí de voto útil, né? E Cleitinho, ele surge aí como essa opção. Vários candidatos aí estão diminuindo, e mesmo se houver um segundo turno, ele vai para o segundo turno muito favorito, né, porque é baixa probabilidade de que algum eleitor, de que a maior parte dos eleitores que votaram em candidatos mais ao centro, mais à centro-direita, eles venham a votar num candidato como Patrulha Ananias, que é um petista histórico, né, num eventual segundo turno.

Então acho que, salvo alguma ocorrência assim extrema, eu vejo a eleição do Cleitinho aqui em Minas como uma questão de tempo, seja no primeiro turno ou seja no segundo.

VMVera Magalhães

E Sila, falei que vinha pergunta difícil para a gente fechar. A gente tem um minuto. Começou muita discussão sobre se vai acabar no primeiro turno ou não. Maurício Moura foi o primeiro que lançou isso, e ele é seu sócio e ele é do Ideia. Eu quero te ouvir. A maior probabilidade ainda é de que haja segundo turno, é isso?

?Voz 1

Sim, a maior probabilidade é que haja segundo turno, mas há uma possibilidade que não acontece desde 1998, que é acabar no primeiro turno. Não se surpreendam se isso acontecer. E aí, de novo, né, o antipetismo de chegada, ou seja, esses candidatos que são oposição ao presidente se aglutinando no Flávio, entendendo que ele pode ser o candidato, né, que ele é o candidato mais forte. E no campo da esquerda, Lula sozinho, né? E Lula ainda tem uma margem ali entre aprovação dele e a intenção de voto para dar uma crescida.

É o dilema do Lula e do PT, que no momento que ele cresce, o antipetismo também cresce, né? Então uma força leva a outra, e isso depende justamente dos votos brancos, nulos e abstenção, porque você vai ficar apenas com os válidos. É isso, estamos na reta final mesmo, Bruno.

VMVera Magalhães

É isso, apertemos os cintos.

BCBruno Carazza

Agora é live.

VMVera Magalhães

Sila, obrigada por hoje. Já fica o convite para você voltar no segundo turno. Em algum lugar do Brasil vai ter, nacionalmente provavelmente vai ter, e você vai estar com a gente, certo?

?Voz 1

Obrigada, prazer.

VMVera Magalhães

E o Bruno não tem nem escapatória, ele vai me ver quarta que vem, chova canivete ou faça sol. Até quarta que vem, Bruno.

BCBruno Carazza

Tamo junto, Vera. Até quarta.

VMVera Magalhães

É isso, gente. O Viva a Voz fica por aqui. A gente teve produção do Ender Starles, que é tão cheio de carisma que o pessoal vai no estúdio para vê-lo mesmo quando eu não estou. Trabalhos técnicos do Anderson Wendel lá em São Paulo e do Ramon Lemes aqui no Rio. Tchau, até amanhã.

?Voz B

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