Episódios de Política

Eleições 2026: candidatos ao Senado do RJ participam de debate promovido pela CBN, O Globo, Extra e Valor; acompanhe

30 de setembro de 20261h17min
0:00 / 1:17:19
Participam Carlos Jordy (PL), Carlos Portinho (PL), Marcelo Crivella (Republicanos), Marcos Dias (Podemos) e Mônica Benício (PSOL). Benedita da Silva (PT), Pedro Paulo (PSD) e Waguinho (Republicanos) foram convidados, mas não aceitaram.

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Participantes neste episódio6
L

Leandro Rezende

HostApresentador de rádio
C

Carlos Jordy

ConvidadoCandidato ao Senado
C

Carlos Portinho

ConvidadoCandidato ao Senado
M

Marcelo Crivella

ConvidadoEx-prefeito
M

Marcos Dias

ConvidadoCandidato ao Senado
M

Mônica Benício

ConvidadoCandidata ao Senado
Assuntos10
  • A fala de Lula sobre mulheres e a incitação à pedofilianormalização do abuso infantil·aumento da violência contra a mulher·silêncio da esquerda·Cadastro Nacional de Pedófilos
  • A castração química para pedófilos e abusadores de criançasendurecimento das leis·reincidência de criminosos·importância da educação·projeto de castração química no Senado
  • A segurança pública no Rio de Janeiro e a violência do Estadointegração das forças de segurança·combate ao narcoterrorismo·ausência de políticas públicas·violência contra mulheres
  • A crise institucional e moral do Supremo Tribunal FederalSTF como poder moderador·crimes de responsabilidade e abuso de autoridade·impeachment de Alexandre de Moraes·reforma do Poder Judiciário
  • A redução da maioridade penal para crimes bárbarosviolência e crimes cometidos por menores·impunidade e reincidência·abandono por políticas públicas·criminalização de jovens negros e favelados
  • A prevenção da violência contra mulheres e o aborto legalviolência na primeira infância e no seio familiar·gravidez decorrente de estupro·medidas educativas nas escolas·combate à misoginia e machismo
  • A visão de Lula sobre a família cristã e o celibato dos padresfamília tradicional como conservadora·ausência da família como raiz dos problemas·intolerância religiosa
  • A dívida pública do Rio de Janeiro e a irresponsabilidade fiscalaumento da dívida em 20 anos·veto de Lula ao PROPAG·política fiscal expansionista desastrosa·precarização da vida
  • O déficit fiscal do Rio de Janeiro e as renúncias fiscaisrenúncias fiscais no governo federal e estadual·fraudes e corrupção·dinheiro enviado a Brasília e pouco retorno·redução de impostos para empregadores
  • A gestão de Marcelo Crivella como prefeito do Rio de Janeiroescândalos dos Guardiões do Crivella·não cumprimento do cartão de merenda·queda de arrecadação e dívidas das Olimpíadas·hospital de campanha na pandemia
Transcrição162 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
CPCarlos Portinho

Debate CBN, O Globo, Extra e Valor.

?Voz B

Olá, muito bom dia! Eu sou Leandro Rezende, apresentador da Rádio CBN, e tá começando agora o debate da CBN, dos jornais O Globo, Extra e Valor, com os candidatos ao Senado do Rio de Janeiro. Você acompanha ao vivo em 92,5, em todos os canais digitais dos 4 veículos. Foram convidados para esse debate os 5 candidatos mais bem colocados na pesquisa Quest divulgada na semana anterior ao debate e aqueles que têm representação no Congresso de ao menos 5 cadeiras.

Estão aqui comigo e desde já eu agradeço no estúdio Carlos Jordi do PL, Carlos Portinho também do PL, Marcelo Crivella do Republicanos, Marcos Dias do Podemos e Mônica Benício do PSOL. Berenice da Silva do PT, Pedro Paulo do PSD e Vaguinho, do Republicanos, foram convidados, mas não aceitaram participar. O candidato Vaguinho havia aceitado, mas algumas horas cancelou a sua participação. O debate vai ter 4 blocos: 3 temas de pergunta livre entre os candidatos e um para as considerações finais.

Foi feito um sorteio prévio na presença dos representantes dos partidos para definir qual candidato começa perguntando em cada bloco. Quem responde a uma pergunta faz a seguinte até que todos tenham perguntado e respondido uma única vez em cada bloco. Quem abre o bloco necessariamente precisa terminar respondendo. São 30 segundos para pergunta, 1 minuto e 30 segundos para resposta, 1 minuto para réplica e 30 segundos para tréplica.

Os candidatos podem pedir direito de resposta levantando a mão. A nossa produção vai analisar o pedido e poderá conceder 1 minuto para resposta. A medida se limita a ofensas no campo moral e não há avaliações negativas sobre propostas ou desempenho administrativo. E quem começa esse bloco perguntando é Carlos Jordi, do PL. Bom dia para o senhor, candidato. A quem o senhor dirige sua pergunta?

CJCarlos Jordy

Bom dia para o candidato Portinho.

?Voz B

Portinho, 30 segundos, candidato.

CJCarlos Jordy

Portinho, ontem o presidente Lula fez uma fala que beira a incitação à pedofilia. Ele disse que mulheres são acostumadas a serem tocadas desde pequenas. Num país onde mais de 500 mil crianças são abusadas anualmente, isso é a normalização do abuso infantil. Você acredita que o presidente Lula está com a sua saúde mental debilitada, ou isso é um desvio de caráter que demonstra realmente quem ele é?

?Voz B

O candidato Carlos Portinho tem 1 minuto e meio para resposta. Candidato.

CPCarlos Portinho

Isso é uma manifestação, infelizmente, do que ele realmente pensa, né? Ele foi até sincero na sua resposta, na sua colocação, o que é absolutamente lamentável e repugnante, deplorável, num país em que há um aumento inclusive da violência contra a mulher. De todas as formas, o assédio, o assédio a meninas, o assédio a jovens no ônibus, no trem, né, aquele toque que não é devido, né, que invade o espaço alheio, né, que abusa. No momento desse, ver o presidente da República, Lula, e candidato à reeleição, a incitar toques como se tratando uma coisa banal, né, justamente o contrário.

Eu sou sobrinho-neto de Carmen Portinho, que foi sufragista, brigou pelo voto feminino Uma mulher admirável. Eu sou filho de Ângela Melo, que é uma psicóloga que trata hoje de mulheres vítimas de violência, exatamente o que faz a minha mãe. Isso vem no meu sangue. Eu não posso deixar de registrar o quanto repugnante é essa fala e o quanto depõe, o que mostra que tudo é uma causa, né? Nunca é verdadeiro, é só uma causa para eleição, a defesa, né?

A própria Mônica tá aqui, é uma pessoa que defende né, já vi manifestações da Mônica, defende as mulheres, né. Eu tenho certeza que deve ter se espantado com sincericídio do presidente Lula.

?Voz B

Candidato Carlos Jordi, o senhor tem 1 minuto para réplica.

CJCarlos Jordy

É lamentável uma fala como essa, e lamentável também não termos visto a esquerda, os seus correligionários, a sua militância condenando esse tipo de fala. Pelo contrário, o que nós vimos foram pessoas tentando passar pano, inclusive a Janja, que sempre disse que protege as mulheres. Mas esse é um comportamento que é habitual. Toda vez que o Lula comete alguma frase, comete alguma gafe, eles se calam e não falam realmente o que deve ser falado.

E condenar uma frase como essa, absurda, mas isso só demonstra que realmente eles não têm nenhuma preocupação com as crianças. Porque inclusive nós aprovamos na Câmara dos Deputados, no Congresso Nacional, foi sancionado por Lula o Cadastro Nacional de Pedófilos. E já faz 2 anos, Portinho, e até hoje não foi implementado pelo governo Lula, que inclusive fez diversas modificações para retirar o nome dos pedófilos para que não constassem até o fim, até após a condenação.

?Voz B

Candidato Carlos Portinho, o senhor tem 30 segundos para tréplica.

CPCarlos Portinho

A gente tem que fazer uma cruzada. O problema da violência contra a mulher, do assédio no caso da fala do Lula, a gente é bom lembrar, é uma causa de todo brasileiro, a dignidade da pessoa humana, o respeito à pessoa humana, né, que é um bem de Deus, obra de Deus. E a gente deve inclusive conscientizar os homens, que geralmente são agressores ou assediam, como falas dessa do presidente da República, mais uma vez deplorável, repugnante, abjeta.

?Voz B

Obrigado, candidato Carlos Portinho. O senhor agora faz a pergunta, pode escolher um dos candidatos a responder, menos o candidato Carlos Jordi, que é o último a responder nesse bloco. 30 segundos era réplica de quem respondeu, que era do candidato Carlos Portinho.

CPCarlos Portinho

É importante a gente falar dessa, dessa causa.

?Voz B

Tem 30 segundos para pergunta.

CPCarlos Portinho

É importante a gente falar dessa questão, né, porque a gente tem que propor também. Desculpa, o tempo não começou.

?Voz B

É porque o senhor não direcionou sua pergunta.

CPCarlos Portinho

Ah, perdão, perdão, perdão. Perdão, eu vou, eu vou perguntar ao meu colega Crivella aqui e vou seguir mais ou menos o tema.

?Voz B

Ok, o senhor tem 30 segundos para pergunta para a gente soltar o tempo.

CPCarlos Portinho

Que é justamente a fé cristã. E a gente tava falando violência contra a mulher, né, da necessidade. Já falei em outros programas do agressor já sair da audiência de custódia com a sua tornozeleira eletrônica, né, para poupá-lo. Mas eu queria falar também, Crivella, da uma questão que me incomodou muito, uma outra fala do presidente Lula. Né, que é contra os cristãos, sejam evangélicos, sejam católicos. Primeiro ele já tinha dito que ele não acreditava em Deus, depois colocou, antes aliás, em conserva a família cristã, né?

E agora questão do celibato dos padres, né? E mais recentemente outras falas que atentam. É, o Brasil é um país de fé, não é? Isso nos distingue.

?Voz B

Candidato, obrigado. Agora o candidato Marcelo Crivella tem 1 minuto e meio para sua resposta. Candidato, bom dia.

MCMarcelo Crivella

Muito bom dia, Leandro. Muito bom dia, Jordi. A todos aqui presentes, eu quero, e ao Portinho, ao Marcos Dias e a nossa candidata querida, lembrar que o presidente Lula foi profundamente infeliz quando no desfile das escolas de samba apoiou colocar a família tradicional, a família do pai, mãe e filhos como uma coisa conservadora e ruim para a sociedade. É uma visão ideológica equivocada. Eles acham que o homem e a mulher casam e têm filhos e passam a ser um núcleo de egoísmo, de individualismo, de usura, só pensam neles.

Uns vão conseguir, outros não, vai haver desigualdade social. E a partir da desigualdade, todos os crimes, tragédias, invejas, roubos, etc. Isso é um equívoco, é ausência da família que causa isso. Eu, Portinho, tenho certeza que se você coloca a família em primeiro lugar, todas as coisas são acrescentadas. Eu, quando casei com a minha esposa, tínhamos um fogão, uma geladeira, e depois veio televisão, veio carro, veio profissão, veio ministério, veio filhos, veio netos.

Basta isso. Eu trabalhei na África durante 10 anos. Por que que temos problemas na África? Exatamente pela ausência da família. Um homem casa com muitas mulheres. E aqui nas comunidades terapêuticas, perdão, nas comunidades do Rio de Janeiro, também falta ausência da família, do pai, da presença da mãe. É aí que que é o problema, não é na família, na ausência da família.

?Voz B

Candidato Carlos Portinho, o senhor tem 1 minuto para sua réplica.

CPCarlos Portinho

Essa é uma questão que afeta toda a sociedade, uma questão social, né? Temos mulheres chefes de família, homens chefes de família, mas temos muitas vezes a família dilacerada, destruída, né? E assim como a questão da fala do presidente Lula quanto ao toque nas meninas, deplorável, abjeta, também quando ele se refere a qualquer fé, né? A gente tem que aprender a conviver inclusive com as diferenças religiosas, né? Cada um com a sua, e ter o respeito à família, aos valores, né, familiares, de laços familiares, e a fé de cada um, né?

Não importa se é católico, se é evangélico, se é de outra religião, Né, essa intolerância aí, veja só, né, essa intolerância é muito ruim para toda a sociedade. O Brasil precisa ter fé, o Brasil precisa vencer e vai vencer.

?Voz B

Obrigado, candidato. Candidato Marcelo Crivella, o senhor tem 30 segundos para tréplica.

MCMarcelo Crivella

Eu agradeço muito por ti pela pergunta. Olha, deixa eu falar uma coisa para vocês: Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. Deus é família. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. Deus é família. A ausência da família, que são todos os problemas, a raiz de todos os problemas. Devemos sim incentivar a família, proteger a família, garantir a família, aplaudir a família. Ela não é um núcleo de individualismo nem avareza, ela é a fonte da vida, e o Brasil precisa defender isso.

?Voz B

Candidato Marcelo Crivella, o senhor vai poder fazer a sua pergunta agora. Pode direcionar para Mônica Benício ou para o candidato Marcos Dias.

MCMarcelo Crivella

Pode ser o Marcos Dias.

?Voz B

Marcos Dias, o senhor tem 30 segundos. Candidato Marcelo Privella.

MCMarcelo Crivella

Querido candidato Marcos Dias, nós, eu queria saber a sua posição. Estamos enfrentando um problema sério na misoginia e também no abuso de mulheres e de crianças. O senhor é a favor? E o senhor já sofreu muito com a violência no nosso Rio de Janeiro. O senhor é a favor da castração, da castração química desses pedófilos, desses abusadores de crianças?

?Voz B

Candidato Marcos Gisio, o senhor tem 1 minuto e meio para sua resposta.

MDMarcos Dias

Obrigado, obrigado pela pergunta, querido Crivella. É de fato é uma agenda que tem prioridade na minha, na minha vida. Nós temos visto aí o que tem acontecido, os absurdos. Isso é um processo que tem que ser tratado de forma direta. Hoje, se não houver um endurecimento real das leis, as coisas ficam como estão. Você veja só, um condenado de 120 anos, ele saiu para uma saidinha de banco, eu disse uma saidinha dessas saidinhas que tem, ele comete o crime novamente e volta.

Então você vê que a reincidência é muito grande. Sou totalmente a favor da castração química, mas também não esqueço de falar da educação. E educação tem que ser a base de tudo. Se você não educar o menino, se você não educar a criança, se você não educar os homens formados Porque às vezes ele foi criado com uma educação que não preparou para lidar com a sociedade da forma normal, racional. Então tem que ter a castração química como efeito máximo, mas a educação ela tem que estar pautada nisso.

E lá no Senado, Crivella, tenho certeza que essa é uma agenda que nós não vamos abrir mão. A violência contra a mulher, contra crianças, ela tem que ser realmente combatida com vigor e com disposição. Essa é a nossa, nosso trabalho no Senado.

?Voz B

Candidato Marcelo Crivello, o senhor tem um minuto.

MCMarcelo Crivella

Olha, hoje esse tema é um tema que nos preocupa a todos porque cresceu muito na nossa sociedade. Em 2005, eu fui chamado a Avaré, um município lindo de Minas Gerais, porque o maníaco do parque queria que eu fizesse uma oração por ele. E eu fui lá. Quando estive lá nesse presídio, só tem lá pedófilos, Eu vi lá do alto da sala do diretor que todos tinham a cabeça branca. E eu perguntei para ele, o que que é? Eles são reincidentes.

Voltei para o Senado, apresentei o projeto de castração química em 2000, fazem 21 anos. Infelizmente, a esquerda foi contra. Se nós tivéssemos aprovado, Marcos, hoje nós teríamos evitado o drama de muitas crianças e muitas mulheres. Há 20 anos atrás eu apresentei esse projeto, infelizmente ele não foi ser aprovado. Espero, se você for eleito e eu também, a gente possa retomar esse tema e mostrar que eu tinha razão e esse projeto precisa ser aprovado.

?Voz B

Obrigado, candidato Marcelo Crivella. Candidato Marcos Dias, o senhor tem 30 segundos.

MDMarcos Dias

A esquerda é bem isso aí, né? A favor do aborto, é a favor da saidinha, é contra redução na maioridade penal. A esquerda tem feito esse papel, mas nós já conhecemos isso. Como nós somos de direita, somos conservadores, Eles querem colocar a gente até como enlatado, mas não, nós somos as famílias dignas que defendemos os valores e os princípios morais que nós acreditamos. Então, Crivella, nós vamos lutar sim para que haja endurecimento, para que eles sejam punidos, mas que sobretudo a educação é a base de tudo, e esse sistema do PT tá fora.

?Voz B

Obrigado, candidato Marcos Dias. Pelas regras do debate, o senhor tem que direcionar sua pergunta para candidata do PSOL, Mônica Benício. O senhor tem 30 segundos.

MDMarcos Dias

Mônica Benício, minha colega ali na Câmara Municipal, nós fomos vítimas da violência direta, né? Eu perdi meu irmão com tiro na cabeça e você perdeu sua companheira Marielle. O que que você pensa sobre segurança para o Rio de Janeiro?

?Voz B

Candidata Mônica Benício, a senhora tem 1 minuto e meio para resposta.

MBMônica Benício

Obrigada. Cumprimentar todas as pessoas que estão nos acompanhando, saudar aqui a organização desse debate e aos colegas candidatos. É, colega Marcos, eu agradeço a pergunta sobre segurança pública e vou fazer questão de fazer um link com os debates que foram colocados aqui, que fala sobre violência contra as mulheres, porque isso tá diretamente associado. Eu sou uma mulher nascida e criada na favela da Maré, como o senhor mesmo apresentou.

Sou vítima da violência do Estado por ter sido, ter tido a minha companheira assassinada num crime político que abalou a democracia, que mostrado ao STF pelas investigações da Polícia Federal, articulação com a milícia, com a polícia e com a política institucional. E nós mulheres estamos muito mais vulneráveis a esse tipo de violência, de uma maneira estrutural, numa sociedade que é misógina, que é machista, que passou pela fala de todos os senhores de alguma medida, e que colocaram aí preocupações é sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres, mas sempre na perspectiva do agressor, né?

É a castração química, é o aumento da pena. E o que eu gostaria de estar discutindo é sobre prevenção, para que essas mulheres não sofram violência. Eu não quero falar de homens tendo sua pena aumentada, eu quero falar de homens sendo educados. E passou pela fala dos senhores também, sendo educados a não violentarem mulheres. E a segurança pública, no meu próximo momento de comentário, eu vou fazer o link quanto a isso.

?Voz B

Candidato, obrigado. Candidato Marcos Dias, o senhor tem 1 minuto.

MDMarcos Dias

Mônica, meu trabalho ali no Senado vai ser realmente trabalhar pela integração, Polícia Federal, Polícia Civil, Militar, todos os tipos de força de segurança qualificadas, protegidas pelo Estado, para imprimir com responsabilidade e respeito também às comunidades. A maioria das pessoas que estão nas comunidades, elas merecem o respeito. O poder público abandonou a comunidade. Então essa grande incidência do crescimento do poder paralelo se dá por responsabilidade política.

E nós temos que agora rever tudo isso e ter cuidado como trata as pessoas da comunidade, mas ser combativo, sobretudo ao braço desse narcoterrorismo que tem, que é o braço financeiro. Atacar na fonte. Onde que é? Onde estão escondidos? É na LERJ? Vamos tirar. É no Judiciário? Vamos tirar. São nos grandes condomínios? Vamos tirar. Esse é o papel: inteligência racionalidade e responsabilidade com o povo do Rio de Janeiro.

?Voz B

Obrigado, candidato Marcos Dias. Mônica Benício, candidata, a senhora tem 30 segundos.

MBMônica Benício

A relação da segurança pública é um debate hoje que norteia a sociedade, assim como também o combate à violência contra as mulheres. Como disse, sou uma mulher nascida e criada na favela da Maré. Eu não preciso que ninguém teorize para mim o que é vivenciar o cotidiano da violência do Estado dentro desses espaços, que principalmente não é ausente, mas é presente, sobretudo de maneira ineficaz, que oferece nesses territórios é o seu braço armado e a ausência de política pública que é oferecida nesses espaços e, portanto, terceirizada pelo crime organizado, que está sendo organizado pela política institucional hoje.

?Voz B

Candidata Mônica Benício, obrigada. A senhora faz a última pergunta do nosso primeiro bloco. Você segue acompanhando aqui dentro do CBN Rio em 92,5 e também no YouTube do Jornal Globo, do Jornal Extra e do Valor Econômico o debate com os candidatos ao Senado do Rio de Janeiro. A candidata Mônica Benício do PSOL faz a última pergunta dessa primeira rodada para o candidato Carlos Jordi do PL, que foi quem abriu esse primeiro bloco. Candidata, a senhora tem 30 segundos.

MBMônica Benício

Candidato, o senhor abriu fazendo o debate sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres. Eu gostaria de saber, para além das medidas punitivistas aos agressores, aos violadores, quais são as medidas preventivas para que as mulheres não sofram violências e sim que possam ter a sua segurança garantida por política pública do Estado?

CJCarlos Jordy

Olha, agradeço muito a sua pergunta.

?Voz B

O senhor tem 1 minuto e meio. Só peço só para passar por aqui sempre para a gente ir encaminhando. Toca a bola aqui para o senhor. Agora vou zerar o seu tempo. Candidato Carlos Jordi, o senhor tem 1 minuto e meio para resposta.

CJCarlos Jordy

Bom, eu agradeço muito a sua pergunta, Mônica, e antes de mais nada eu quero cumprimentar o eleitor que tá nos assistindo e nos ouvindo. Não tive oportunidade de perguntar anteriormente porque tinha 30 segundos apenas. Bom, é necessário que nós façamos realmente um enfrentamento a esse tipo de crime. É necessário que nós façamos o endurecimento penal. Inclusive, nós precisamos impedir que pessoas que têm esse histórico de agressão a mulheres possam ingressar nessa, nesse cargo de tamanha envergadura que é o Senado Federal.

Inclusive, um desses candidatos a quem me refiro, Pedro Paulo, não está presente aqui e ele tinha que estar presente. Como que um candidato ao Senado Federal não se faz presente num debate para poder falar com a população. Será que ele tá preparado para assumir um cargo de tamanha envergadura? Mas respondendo a sua pergunta, Mônica, é necessário que nós garantamos políticas públicas eficazes para proteger as mulheres. E por isso eu apresentei inclusive um projeto de lei na Câmara dos Deputados.

Vou trabalhar muito para que ele seja aprovado no Congresso Nacional, para que o próprio delegado, diante de uma, de uma vítima de violência doméstica, quando vai à delegacia, ele próprio possa já garantir a medida protetiva contra a mulher sem ter que enviar isso para o juiz. Porque nós sabemos que é nesse período que leva algum tempo que ocorrem mais agressões e até mesmo fatalidades. É uma medida importantíssima para a segurança da mulher.

?Voz B

Obrigado, candidato Carlos Jordi. Candidata Mônica Benício, a senhora tem um minuto.

MBMônica Benício

Candidato, 7 a cada 10 mulheres que foram vítimas de feminicídio sofreram violências domésticas anterior a isso, muitas delas não tiveram coragem ou possibilidades de fazer a denúncia. É preciso que a gente haja condições de prevenção, não só desse momento da delegacia, mas para que a gente possa ter um processo educacional aos nossos meninos para que isso não aconteça. E eu gostaria de saber a prioridade do senhor em orçamento no investimento da prevenção.

?Voz B

Muito obrigado pela resposta. Agora a gente vai passar 30 segundos para sua tréplica, candidato Carlos Jordi.

CJCarlos Jordy

Mônica, é evidente que a prevenção é essencial. Isso é de berço. Educação, ela tem que ser de berço, tem que ser orientar as crianças, aos meninos, a sempre tratarem as mulheres com respeito. Mas é necessário também garantir que essas mulheres, para que elas tenham a independência financeira, porque muitas deixam de fazer as denúncias porque são atreladas a seus agressores, elas dependem financeiramente deles. Por isso que é necessário abrir linhas de crédito para as mulheres, para que elas possam empreender e garantir assim que elas não fiquem atreladas a seus agressores.

?Voz B

Assim chega ao fim o primeiro bloco do debate com os candidatos ao Senado do Rio de Janeiro, promovido aqui pela CBN, pelo Jornal Globo, pelo Extra e pelo Valor Econômico. A gente faz um rápido intervalo agora, 2 minutinhos de pausa, e volta já ainda dentro aqui do CBN Rio com o segundo bloco de perguntas entre os candidatos. Não sai daí.

CPCarlos Portinho

Debate CBN, O Globo, Extra e Valor. Debate CBN, O Globo, Extra e Valor.

?Voz B

Tchau, Senado do Rio de Janeiro! E a gente inicia agora o nosso segundo bloco de perguntas de tema livre entre os candidatos, conforme sorteio feito previamente com os partidos. E quem começa perguntando nesse bloco é Carlos Portinho, do PL. Candidato, para quem o senhor dirige a sua pergunta?

CPCarlos Portinho

Dirijo ao candidato Carlos Jordi.

?Voz B

O senhor tem 30 segundos para fazer a sua pergunta, candidato.

CPCarlos Portinho

Não é mais uma questão Lula ou Bolsonaro, direita e esquerda. A situação que o STF se coloca hoje, o Supremo Tribunal, mais alta corte do país, é de espantar, impressiona a qualquer cidadão de bem brasileiro. Carlos Jordi, qual a sua proposta para trazer de volta o mínimo equilíbrio e a independência e harmonia dos poderes?

?Voz B

Candidato, obrigado pela pergunta. Candidato Carlos Jordi tem 1 minuto e meio para resposta.

CJCarlos Jordy

Agradeço a pergunta, Portinho, porque hoje nós vivemos um grave momento de crise institucional e moral entre os três poderes. E o maior protagonista disso é o Supremo Tribunal Federal, que deveria ser o grande pacificador do país e tem sido aquele que mais gera conflitos, que se coloca como um poder moderador, que se mete em tudo, que desfaz as leis que nós fazemos no Congresso Nacional, que se mete no Poder Executivo. Aliás, hoje governa o país em conluio com Lula e fazendo atrocidades, barbaridades em nosso país, cometendo crimes de responsabilidade, crime de abuso de autoridade.

E muito se fala em processo de impeachment de ministro do Supremo, em especial ao ministro Alexandre de Moraes, que é o maior protagonista dessa crise. É uma pessoa que avançou o sinal vermelho há muito tempo, tanto em questões em que julga pessoas sem foro de prerrogativa de função, mas também a corrupção do caso Master. E é necessário que nós façamos uma resposta à população e façamos o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e outros que estejam envolvidos em desvios morais.

Mas é necessário também fazermos uma reforma do Poder Judiciário, uma reforma do STF, para acabar com as decisões monocráticas que nós vemos, que os ministros com uma canetada só decidem, através de decisões que são feitas nos balcões de negócios do STF. Também colocar mandato fixo, um período de 8 anos, e tirar a competência penal de ministro do Supremo Tribunal Federal.

?Voz B

Candidato Carlos Portinho, o senhor tem 1 minuto agora para sua réplica.

CPCarlos Portinho

É, eu, diante de tantos casos de corrupção que se avizinham no STF, advocacia administrativa e abusos constitucionais, eu assinei o pedido de impeachment, sou autor de um pedido de impeachment. E acredito, Jordi, e acho que toda a sociedade, que o STF ele se afastou da sociedade. Ninguém entende habeas corpus para soltar estuprador, para soltar bandido, como dão à torta direito. Se afastou do próprio Poder Judiciário, que não vê representação no STF.

Afinal, a sua grande maioria absoluta são advogados. Transformaram no balcão o STF. A população já tá enxergando, fora de política, politicagem, esse papel. Eu sou autor da PEC 45. Essa é minha proposta, avançar com ela. Mandato de 10 anos, indicação de lista que saia de dentro do corpo da magistratura para que a gente possa ter o STF como o ápice da bela carreira da magistratura.

?Voz B

Candidato Carlos Jordi, o senhor tem 30 segundos para sua tréplica.

CJCarlos Jordy

Portinho, se o STF não quer cumprir com a sua missão institucional e permitir que o Ministro Alexandre de Moraes seja investigado, é demonstrando que ninguém está acima da lei, acima da Constituição. Caberá a nós, a mim e a você, no Senado Federal cumprir a missão institucional do Senado para colocar os freios e contrapesos para funcionar e fazer o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, para que nós possamos mostrar que ninguém está acima da lei, da Constituição.

E assim nós vamos salvar inclusive o STF e a credibilidade das nossas instituições.

?Voz B

Candidato Carlos Jordi, o senhor agora quem faz a pergunta, para quem o senhor dirige seu questionamento?

CJCarlos Jordy

Para Mônica Benício.

?Voz B

O senhor tem 30 segundos para sua pergunta, candidato Carlos Jordi.

CJCarlos Jordy

Mônica, nós vivemos um grave momento em termos de dívida pública no nosso estado. A nossa dívida saltou de R$42 bilhões para R$245 bilhões em 20 anos, e isso demonstra que nós temos gestões muito perdulares, uma extrema irresponsabilidade fiscal. E qual é a solução para que nós possamos melhorar isso, atenuar essa dívida pública tão profunda do nosso estado.

?Voz B

Candidata Mônica Benício, a senhora tem 1 minuto e meio para sua resposta.

MBMônica Benício

Obrigada, candidato, pela pergunta. Olha, acho que já tomamos essas iniciativas pela assinatura do Propag, uma medida que já tem feito com que a gente avance nesse debate. Mas gostaria de trazer principalmente o debate para nós no estado do Rio de Janeiro, a necessidade da geração de emprego e renda. Hoje a gente vive um aprofundamento da desigualdade da nossa população, vê cada vez mais pessoas em situação de empregos com precariedade em especial os nossos jovens, quando a gente vê subindo em cima de motocicletas, correndo de um lado para o outro sem garantias de direitos trabalhistas.

Vemos o fim da escala 6 por 1 emperrado no Senado, algo que pode avançar nos direitos trabalhistas. Acho que a gente pode falar sobre esse tema de muitas formas, mas como uma mulher socialista e a única representante aqui do campo da esquerda, eu gostaria de ressaltar que é preciso falar de geração de emprego e renda para melhoria da qualidade de vida das pessoas E assim também o fortalecimento econômico do nosso próprio Estado, para que a gente possa ter a vida valorizada e as pessoas tendo condições de viver a partir do trabalho e não só trabalhar para viver.

Acho que a gente tem vivido um aprofundamento dessa crise, isso vem se alargando ao longo dos anos, mas é bem verdade que o governo Lula tem feito esforços e medidas para que a gente possa diminuir essas desigualdades que foram aprofundadas no governo Bolsonaro.

?Voz B

Candidato Carlos Jordi, o senhor agora tem 1 minuto para sua réplica.

CJCarlos Jordy

Bom, nós saímos do regime de recuperação fiscal que suspendia parcelas da dívida, fomos para o PROPAG, que inclusive o Lula vetou. Nós temos que destacar isso aqui: Lula vetou o PROPAG e depois esteve no palanque com Ricardo Couto posando como se ele fosse o herói dessa iniciativa, mas não foi. E o PROPAG, ele reduz os juros da dívida pública. Mas é necessário que nós façamos um novo regime de renegociação da dívida que possa atacar o problema principal, o principal da dívida.

E por isso que é preciso que nós tenhamos um novo modelo em que garanta que haja responsabilidade fiscal por todos os gestores, inclusive do governo federal, porque o governo federal é aquele que dá mais maus exemplos. Nós vimos o governo federal mal tinha, aliás, antes até de assumir, já fez aquela PEC da Transição furando o teto de gastos em mais de R$200 bilhões. Depois veio o arcabouço fiscal aumentando a capacidade de gasto, atrelando ao aumento de receita, e isso aprofundou a nossa crise porque fez uma política fiscal expansionista desastrosa.

?Voz B

Obrigado. Candidata Mônica Benício, a senhora tem 30 segundos para tréplica.

MBMônica Benício

Olha, Jorge, falar que o aprofundamento da crise se dá principalmente por mau exemplo do governo federal, acho uma desonestidade intelectual depois que a gente sai de um governo como o de Cláudio Castro, que quebrou o estado do Rio de Janeiro, né? Inclusive estaria candidato ao Senado e por ser inelegível sequer pode fazer essa disputa, porque a gente vem de um aprofundamento de uma crise, de um agravamento de endividamento, mas também principalmente pela precarização da vida e a não valorização dos nossos serviços públicos.

?Voz B

Candidata, obrigado. Agora a senhora tem a palavra. A senhora pode escolher ou candidato Marcos Dias ou candidato Marcelo Crivella para sua pergunta.

MBMônica Benício

Candidato Marcelo Crivello.

?Voz B

Candidata Mônica Benício, a senhora tem 30 segundos para o seu questionamento.

MBMônica Benício

Candidato, o senhor foi prefeito dessa cidade, teve oportunidade de ser gestor da nossa cidade numa época muito complicada para nós, que foi o momento da pandemia. Ainda assim, com todos os desafios colocados ali, fez uma gestão considerada pelos cariocas muito ruins. Com escândalos, por exemplo, como os Guardiões do Crivella ou Fala com a Márcia, que causaram danos profundos inclusive ao nosso sistema de saúde, para além também do não cumprimento do pagamento do cartão de merenda das crianças.

Gostaria de saber se o senhor no Senado tem um outro tipo de postura para cuidar de fato da nossa população.

?Voz B

Candidato Marcelo Crivella, o senhor tem 1 minuto e meio para sua resposta.

MCMarcelo Crivella

Ô Mônica, muito obrigado! Melhor pergunta que eu já tive nos debates. Fala com a Márcia, completamente inocentado. Guardiões nem virou processo, Mônica, a denúncia foi rejeitada. Agora, Mônica, minha mãe morreu e eu na prisão. Sou filho único, tive que enterrar minha mãe escoltado e com tornozeleira. O Rio de Janeiro, na minha gestão, Portinho era secretário, nós tivemos uma queda de arrecadação de R$15 bilhões e tive que pagar dívida das Olimpíadas de R$6 bilhões, total R$21 bilhões.

Caramba, nós assumimos a prefeitura quebrada. Claro que eu fiz uma má gestão porque eu tive que tirar R$200 milhões da mídia. Eu não podia botar anúncio nas televisões, nos rádios, nos jornais. Então eles me criticavam para chupa. Tive que tirar o dinheiro do Carnaval, R$70 milhões. Pronto, também foi uma crise. E tive que acabar com pedágio, que cá para nós é um escândalo no Rio de Janeiro. Pronto, esses foram os problemas que acabaram me dando até a perda da reeleição.

Mas se você for ver na saúde, na época do COVID, o único município do Brasil que tinha um hospital de campanha com 500 leitos, que emprestou respirador, monitor e caixa de anestesia para todas as grandes cidades do estado foi o Rio de Janeiro. Salvei muitas vidas. É assim a política.

?Voz B

Candidato Marcelo Crivella, obrigado. Agora a candidata Mônica Benício tem um minuto para sua réplica.

MBMônica Benício

Na educação, a respeito das merendas, as crianças não estavam, estavam impossibilitadas de ir à escola e existia uma promessa ali do cartão que era aquele auxílio merenda em torno de R$50. Não só não foram pagos, quanto quando estavam sendo pagos era em torno de R$20. A educação é uma prioridade para o senhor se chegar ao Senado?

?Voz B

Mônica, candidata, obrigado pela réplica. Agora o candidato Marcelo Crivella tem 30 segundos para sua tréplica.

MCMarcelo Crivella

Mônica querida, na época do COVID nós fomos a prefeitura que mais distribuiu cesta básica. Foram milhões, milhares e milhares de cestas básicas, milhões e milhões de reais. Na minha época foi a melhor merenda, pode perguntar às professoras. Nós tínhamos vitamina. Nós tínhamos café da manhã, almoço. Eu garanto a você que houve melhor refeição na minha época do que em qualquer outra época da prefeitura. Fizemos o que era possível. Infelizmente, as dívidas eram muito altas.

?Voz B

Candidato Marcelo Crivella, o senhor, pelas regras do debate, precisa perguntar para o candidato Marcos Dias do Podemos. O senhor tem 30 segundos para sua pergunta.

MCMarcelo Crivella

Meu querido vereador Marcos Dias, nosso candidato ao Senado Federal, Aqui nós tratamos agora nesse bloco sobre a questão financeira. Marcos, como é que a gente pode tirar esse déficit fiscal que todo ano dá R$10 bilhões a mais na dívida? O Rio tem uma arrecadação de R$100 bilhões e gasta R$110 bilhões. Como é que nós vamos resolver isso?

?Voz B

Candidato, obrigado pela pergunta. O candidato Marcos Dias tem agora 1 minuto e meio para sua resposta.

MDMarcos Dias

O princípio de tudo que eu costumo dizer nas minhas palestras é sobre o respeito. O que nós vimos aí, todos os governos que vem agora, principalmente na época de eleição, é todo mundo falando da fórmula mágica, mas na prática ninguém consegue resolver. Nós temos que hoje, Crivella, os absurdos das renúncias fiscais que acontecem tanto no âmbito de governo federal quanto governo estadual, isso é prioridade. Tem que rever para onde tá indo essa renúncia.

Isso afeta direto no bolso do cidadão. E você vê, está prestigiando empresas agora como Refit, recebeu várias renúncias fiscais, vários apoiamentos do governo, e você tá vendo tudo fraude, que daqui a pouco vai estar conduzindo ex-governador à cadeia. Não foi ainda, não sei por quê, porque isso é um assinte contra a sociedade. E isso acontece no governo federal, quer ver, ela, de renúncia fiscal são mais de R$650 bilhões por ano.

Quem são os beneficiários disso? E o povo tá sofrendo, não tem dinheiro para você implementar infraestrutura, não tem dinheiro para saúde. Tem sim, nós temos dinheiro para tudo isso. Tem que haver responsabilidade, tem que haver coerência. Nós vimos que no governo Bolsonaro ele botou a casa em ordem, foi ajustando tudo com responsabilidade, com critérios, priorizando de verdade o povo. E esse desgoverno que aí está mudou a rota de tudo isso, mas nós vamos trocá-lo, se Deus quiser, agora no dia 4.

?Voz B

Candidato Marcelo Crivella, o senhor tem agora 1 minuto para sua réplica.

MCMarcelo Crivella

Marcos, você tocou em pontos importantes aí. Essa questão das isenções Todo ano no Congresso Nacional nós votamos o orçamento da República com R$650 bilhões de isenções. Tem fábrica de cachaça, fábrica de cigarro que faz um mal danado para saúde, que só porque tá numa zona franca não paga imposto. Agora, pior de tudo é o seguinte: o Rio de Janeiro, imposto de renda da pessoa física e jurídica mais o IPI, a gente manda para Brasília R$150 bilhões todo ano.

Sabe quanto volta para nós no Fundo de Participação dos Estados? R$2,5 bilhões. Meu Deus, até quando nós vamos mandar todo ano R$150 bilhões e receber de volta R$2,5 bilhões? O Supremo já disse, a regra, a equação para distribuir isso tá errado. E agora vai ser o Senado Federal que vai ter um papel primordial para a gente fazer justiça ao Rio de Janeiro e a gente receber aquilo que é justo. R$2,5 bilhões é injusto. O Rio precisa ter os recursos que merece.

?Voz B

Obrigado, candidato Marcelo Crivella. Candidato Marcos Dias, o senhor tem 30 30 segundos agora para sua tréplica.

MDMarcos Dias

De fato é isso, Crivella, são muitas promessas e pouca efetividade. E daí nós vemos isso no plano federal, no estado, essa inconsequência tem que terminar. O povo tá gemendo, você anda pelas ruas, o desemprego tá aí, o abandono tá aí, a insegurança tá aí. Momento muito apropriado para vocês analisarem, você que tá nos assistindo, ver o que que é melhor, aqueles que estão há muito tempo prometendo e não fazem e os que estamos aí nos colocando agora como uma solução para esse momento que o Brasil precisa, que o Rio de Janeiro precisa.

?Voz B

Muito obrigado, candidato Marcos Dias. O senhor é o último a perguntar agora e precisa perguntar para quem abriu esse bloco. Então a sua pergunta precisa ser direcionada ao candidato Carlos Portinho, do PL. O senhor tem 30 segundos.

MDMarcos Dias

Candidato Portinho, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Você conhece bem essa fala. O que que você me diz a esse respeito sobre a coerência de falar e praticar? Qual é a sua visão para Brasil e para vida no geral?

?Voz B

Obrigado, candidato. Candidato Carlos Portinho, o senhor tem 1 minuto e meio para sua resposta, contando a partir de agora.

CPCarlos Portinho

Olha, Marcos, é uma boa pergunta, porque exatamente você disse que pessoas estão há muito tempo, né, na política e pouco fizeram. Eu tenho orgulho de estar 25 anos, primeiro, sem ter rabo preso nenhum. Nenhum. Nunca tive um processo. Fui secretário de Ambiente do Estado, secretário de Habitação duas vezes da cidade. Nunca tive nada. Essa é a primeira coisa. Segundo, é importante que a gente dê a vida por esse cargo, porque o cargo público é um cargo de representatividade de outras pessoas.

Eu pude, no meu mandato, fazer projetos que transformaram vidas de pessoas. O marco das startups colocou o Brasil na era da tecnologia, trazendo essa juventude, né, abrindo oportunidade de negócios. A PEC, que no momento mais crítico pôde aumentar o Bolsa Família, momento mais crítico da guerra da Ucrânia e a Rússia, pôde segurar o preço do combustível que tava sendo pressionado, pôde reduzir impostos. Né, porque o governo Bolsonaro reduziu.

E pude entregar, estando presente em 92 municípios, né, do nosso, do nosso estado, entregar muitas obras. A maior escola de Itaboraí, a Escola da Reta, no lugar mais vulnerável. A maior obra de Três Rios, de saneamento. Casas do condomínio Carmo e Portinho, Areal. E tanta eu fiz para agricultura e para o produtor rural do nosso estado.

?Voz B

Candidato Carlos Portinho, muito obrigado. Agora o senhor candidato Marcos Dias tem 1 minuto para sua réplica.

MDMarcos Dias

É, me parece que a carapuça caiu nele no portinho, né? Ele falou que tá 25 anos, eu não falei de você especificamente, mas vamos lá. Você começa seu mandato suplente, né? Você não teve voto, você foi eleito na carona do Harold. Você primeiro, seu ato foi exonerar toda a equipe do Harold, desconsiderou todo um trabalho. Você entrou nessa semana nas minhas redes pessoais, minha rede social, para desqualificar minha capacidade de vencer eleição.

Tá lá você dizendo que, ó, vocês vão votar numa pessoa que não tem chance de ganhar. Você falou na rede para um influenciador meu, tá? Eu quero dizer para você, você foi eleito numa carona, tá lá. E eu postei agora na minha rede social onde você declara voto em mim, Portinho, e não no seu colega. Então essa incoerência, isso tem que acabar. Muitos discursos, muitas narrativas. E agora você pode até dizer que é assessor seu, mas tá lá na sua rede social, tá printado.

E eu postei nas minhas redes sociais isso agora. Não aceito esse tipo de desrespeito. Estou aqui trabalhando pelo povo e tem que ser respeitado. Sou de direita conservador e sou contra mentira.

?Voz B

Candidato Carlos Portinho, o senhor tem 30 segundos para sua tréplica.

CPCarlos Portinho

Até me surpreende, Marcos Dias, porque eu tenho uma relação honesta com você e eu nunca iria denegrir nenhum candidato, inclusive os meus próprios adversários, até ideológicos. Eu guardo ampla relação, por isso eu sou líder do PL há 6 anos. Eu cheguei com essa suspeita, é muito bom. Poxa, ele é suplente, suplente do Haroldes. Não é verdade ser disso. Eu tenho muita gente com Arora, meu escritório todo de Brasília foi Arora que montou.

E além do mais, eu sempre dedico meu mandato a ele, o melhor senador do Brasil. Eu nunca farei uma indelicadeza dessa com você, não sei realmente o que você tá falando.

?Voz B

Obrigado, candidato Carlos Portinho, pela sua tréplica. A gente encerra assim esse segundo bloco de perguntas entre os candidatos. A gente vai para o intervalo agora, são 10 horas e 48 minutos. Você acompanha aqui a sabatina com os candidatos ao Senado dentro do CBN Rio em 92,5, também nos canais do jornal O Globo Extra e Valor Econômico. A gente faz uma pausa agora de 2 minutos e volta já.

CPCarlos Portinho

Debate CBN, O Globo Extra e Valor. Debate CBN, O Globo, Extra e Valor.

?Voz B

Estamos de volta com o debate ao Senado do Rio de Janeiro aqui dentro do CBN Rio. Você segue com a gente 92,5 e também nos canais digitais dos jornais O Globo Extra e Valor Econômico. A gente vai agora para o nosso terceiro e último bloco de perguntas de tema livre entre os candidatos. Definição foi feita antes por sorteio, e quem começa perguntando nesse bloco é Marcelo Crivella, do Republicanos. Candidato, para quem o senhor dirige a sua pergunta?

MCMarcelo Crivella

Jordi.

?Voz B

O senhor tem 30 segundos. Então a pergunta é para o candidato Carlos Jordi.

MCMarcelo Crivella

Jordi, eu tenho visto nas redes sociais da direita de que eles dizem que o Crivella é de esquerda, não pode votar no Crivella. Você, você, por favor, você acha que eu realmente não defendo Deus, pátria, família? Você me conhece bem, Jordi.

?Voz B

Candidato Carlos Jordi, o senhor tem 1 minuto e meio para sua resposta.

CJCarlos Jordy

Interessante essa sua pergunta, Crivella, logo após essa resposta aqui do Portinho ao Marcos Dias. Crivella, você sabe que eu tenho muito respeito à sua trajetória, somos amigos e tenho muita admiração pelo seu trabalho. Eu sei que você é um cara que defende realmente os valores de Deus, pátria, família, liberdade, é amigo do presidente Bolsonaro, mas também nós sabemos que você já fez parte de governos do PT, já fez parte de outros governos que não são ligados à direita.

Isso não quer dizer que você seja alguém ligado à esquerda. É evidente que no momento como esse que nós estamos vendo, uma eleição extremamente polarizada, uma eleição que inclusive a eleição de Senado é tão importante quanto a eleição de presidente da República, a militância se torna mais ativa, se torna uma torcida organizada e querendo que os candidatos que tenham um alinhamento maior com a pauta da direita, com a pauta do presidente Bolsonaro, e sobretudo com impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal, porque isso é um apelo que não é mais da direita, é um consenso geral de todo eleitor, inclusive dos independentes, diante dos abusos e toda a corrupção que nós estamos vendo envolver os ministros do Supremo, sobretudo ministro Alexandre de Moraes.

E possivelmente você tenha dado alguma fala dizendo que o processo de impeachment não é a sua prioridade, mas você está longe de ser uma pessoa que não está alinhado com os nossos valores.

?Voz B

Candidato Marcelo Crivello, o senhor tem 1 minuto para sua réplica.

MCMarcelo Crivella

Eu agradeço ao Jordi, sei que ele é uma pessoa de bem e que ele faria isso exatamente que ele falou. Deixa eu contar um pouquinho da minha história. Jordi ainda não era nascido. Em 77, eu e Bolsonaro estávamos no Exército, nós somos da turma de 77. Em 78, fomos colegas na Brigada de Paraquedistas, onde eu servi durante 8 anos, a minha vida inteira foi no quartel. Nunca tive qualquer reprimenda. Sou casado com a mesma esposa, tenho filhos e netos.

Fui missionário na África. Defendo, como Jordi, o impeachment do presidente Alexandre, do ministro Alexandre de Moraes. Aliás, quando era senador, apresentei um projeto. Portinho também foi senador, é senador, para que os ministros do Supremo fossem de 4 em 4 anos ser sabatinados. Gente, se isso tivesse sido aprovado lá em 2006, 2007, a gente não teria mais os ministros fazendo as atrocidades. E outra coisa, eu fiz a lei, Jordi votou a favor, lei da anistia para tirar os injustiçados da prisão. Isso ninguém pode apagar.

?Voz B

Obrigado, candidato Marcelo Crivella. Candidato Carlos Jordi, o senhor tem 30 segundos.

CJCarlos Jordy

Crivella, realmente você fez o projeto de anistia, é algo importante, mas nós vemos que o ministro Alexandre de Moraes se intrometeu novamente, não permitiu que nós votássemos a anistia. E sim, a dosimetria, que ele foi o relator, e também nós não pudemos fazer isso valer para essa parcela da população, esses, aqueles injustiçados do Rio de Janeiro. É por isso que nós não vamos mais fazer anistia, vai ser a anulação do processo, porque o processo é cheio de vícios, de um ministro, um ministro parcial, impedido, suspeito, que fez uma farsa contra o presidente Bolsonaro.

?Voz B

Obrigado, candidato Carlos Jordi. O senhor segue com a palavra agora. Para quem o senhor dirige a sua pergunta?

CJCarlos Jordy

Vou perguntar para, para trocar um pouco agora. Não, vou perguntar para Mônica Benício.

?Voz B

O senhor tem 30 segundos para sua pergunta. Candidato Carlos Jordi pergunta para Mônica Benício do PSOL.

CJCarlos Jordy

Mônica, o povo brasileiro assiste estarrecido a violência, crimes bárbaros que são cometidos por menores de idade, menores que nesse escudo da minoridade penal cometem estupros, cometem sequestros, assassinatos. 90% da população é favorável à redução da maioridade penal para acabar, acabar com essa impunidade. Qual é a sua posição com relação a essa medida que a população tanto clama, a redução da maioridade penal?

?Voz B

Desculpa, candidata, só para te dar 1 minuto e meio completo. Candidata Mônica Benício, a senhora tem 1 minuto e 30 segundos para sua resposta.

MBMônica Benício

Sou radicalmente contra a redução da maioridade penal, Jordi. Isso porque nós estamos falando dos nossos jovens cada vez mais precarizados, mais abandonados por política pública do Estado, e cada vez mais um ciclo de reprodução de violência que só vulnerabiliza mais os nossos jovens negros, favelados, periféricos. Não adianta entrar na favela com o seu braço armado trocando tiro na esquina da casa da minha mãe, que mora na Maré, para resolver um problema de segurança pública que ultrapassa as fronteiras internacionais do nosso país.

Os nossos jovens, eles são hoje cooptados pelo tráfico, são abandonados pelo próprio Estado, porque não temos saúde de qualidade, não temos educação de qualidade, não temos investimento na cultura, e portanto não temos valorização da nossa juventude com possibilidade inclusive de acesso ao seu primeiro emprego, formação técnica que seja especializada. Então não há como abandonar os nossos jovens e achar que a violência contra eles, reduzindo a maioridade penal, vai ser a solução de um problema que o Estado não está garantindo com a oferta de política pública dentro desses territórios mais vulnerabilizados.

Portanto, não é com mais violência, não é com mais vulnerabilidade àqueles que já são violentados pelo Estado que nós vamos resolver um problema de segurança pública que deveria ser prioridade do Estado, investimento da educação, no investimento da valorização das vidas dentro dos territórios mais precarizados, e não com mais criminalidade. O que vai acontecer é que esses jovens serão presos e serão cooptados pelo crime, porque é isso que todo mundo sabe que acontece dentro dos nossos penitenciários.

?Voz B

Obrigado, candidata Mônica Benício. Candidato Carlos Portinho, o senhor tem 1 minuto. Carlos Jordi, desculpa. Alguma hora ia acontecer, 2 Carlos.

CJCarlos Jordy

Troca o nome, só não troca o número.

?Voz B

Um minuto, por favor, para sua réplica.

CJCarlos Jordy

Como nós podemos falar de que jovens eles não tiveram oportunidades ou que eles não tiveram assistência social e foram levados ao crime quando nós falamos de jovens que cometem crimes bárbaros como estupro? Estupro é um crime gravíssimo, um crime que é abjeto, faz com que toda a sociedade tenha muita repulsa. E nós já vimos inúmeros casos como esses de jovens, às vezes de 14 a 16 anos, que cometem esse crime abominável. E o máximo que eles têm de medida socioeducativa são 3 anos de internação.

E logo após completarem a maioridade penal, a maioridade, eles têm o seu nome livre, o seu nome limpo, estão livres para cometerem novos abusos. A sociedade não aguenta mais tanta hipocrisia. Mas ao menos, Mônica, eu te cumprimento, te parabenizo pela sua posição, porque Lula e o seu candidato Pedro Paulo agora estão escondendo, não querem falar a respeito disso. Nós temos que trazer isso para o debate e fazer a redução da maioridade penal e fazer com que vocês possam se posicionar sobre esse tema.

?Voz B

Obrigado, candidato. Candidata Mônica Benício, a senhora tem 30 segundos.

MBMônica Benício

Uma coisa concordamos, Jordi: o crime de estupro é um crime hediondo, é uma grave violação de direitos humanos. E eu gostaria de dizer que posições como essa, que criminalizam, por exemplo, ou ficam moralizando o debate de educação sexual nas nossas escolas, poderia ser uma medida de não sexualizar as nossas infâncias, mas falar sobre como a gente vai formar a nossa juventude, inclusive para o combate da própria misoginia e do próprio machismo, onde os homens se veem superiores às mulheres.

Então eu gostaria de dizer também, é, por que que a gente não tá discutindo meninas que estão em situação de gravidez em decorrência de estupro e embarrerado seus direitos já constituídos em 1940.

?Voz B

Desculpa interromper a senhora, mas a gente segue agora com o debate com os candidatos ao Senado do Rio de Janeiro. A candidata Mônica Benício faz a sua pergunta. Pode perguntar para o Marcos Dias e para o Carlos Portinho, ou para o Carlos Portinho, claro.

MBMônica Benício

Portinho, para dar seguimento aqui, dialogando inclusive com seu partido, sobre esse mesmo tema, eu gostaria de saber qual é a avaliação de vocês. Hoje a gente vê que a maior parte da violência contra meninas e mulheres começa na primeira infância, dentro de casa. Muitos dos abusadores são pais, irmãos, primos, estão dentro do convívio do seio familiar. Existe a gravidez em decorrência do estupro de vulnerável. E é uma medida do partido de vocês fazer o enfrentamento ou dificultar o acesso de meninas ao aborto legal.

Eu gostaria de saber qual é a medida, para além de punitivistas contra os homens ou os meninos que estupram, etc., como é que a gente pode fazer uma medida de prevenção para que a gente esteja falando das mulheres não serem violentadas e terem o direito das nossas mulheres e meninas garantidos.

?Voz B

Obrigado, candidata. Candidato Carlos Portinho, o senhor tem 1 minuto e meio para sua resposta.

CPCarlos Portinho

Realmente, como eu disse, a causa do que diz respeito à proteção da pessoa humana e principalmente das mulheres é uma causa de todos nós, principalmente se os agressores ou os abusadores são homens. Os homens têm que entrar nessa discussão. Eu tenho dito muito isso, Mônica, Porque eu sempre acompanhei, né, em casa essa discussão, e isso nunca foi uma pauta apropriada da esquerda, né. Enquanto a gente tratar só como uma causa para pessoas se elegerem em cima de uma plataforma, a gente na verdade não tá enfrentando o problema, né.

E você não é dessas pessoas, isso é uma causa para você, quero deixar bem claro. E então assim, a gente tem que envolver os homens. A gente tem que envolver os jovens, os meninos. É como educação que eu dou para o meu filho. A vida, a vida é obra de Deus, é um bem irrecuperável. Quando a gente tá falando em crimes, por exemplo, redução da maioridade, menores que tiram a vida de uma pessoa, não tem como você reparar isso. Então, com relação aos crimes, como foi dito antes pelo Jordi, sem dúvida nenhuma sou a favor da redução da maioridade penal pro estupro inclusive, e do envolvimento da sociedade como um todo, dos homens nessa discussão, né?

Medidas educativas nas escolas, né? Dentro de casa, né? A gente tem que fazer uma diferença, uma distinção entre ensino e educação, né? Educação é em casa, né? É o respeito à família, à pessoa humana, ao seu irmão, à sua irmã. E, né, a igreja contribui muito com isso, Crivella, sem dúvida nenhuma. Então, na formação, sim.

?Voz B

Encerrou o tempo. A gente passa agora para candidata Mônica Benício, que tem 1 minuto para sua réplica.

MBMônica Benício

Nós temos visto os nossos jovens cada vez mais sendo cooptados por esse modelo de misoginia, por esse modelo patriarcal, por esse clima do machismo, que tem aumentado inclusive os índices de feminicídio e os índices de violência contra as mulheres. Eu sou autora da lei do programa de enfrentamento ao feminicídio no município do Rio, um programa esse que virou lei em 2022 e nunca foi implementado à época pelo governo Eduardo Paes, o então prefeito.

Eu gostaria de falar sobre essas medidas que são preventivas para que a gente fale do direito à vida, e eu tenho pleno acordo, mas essa vida não pode ser escolhida qual é a priorizada ou não. O que a gente tem que decidir é: vamos valorizar os nossos jovens, os nossos meninos e meninas, para a partir da educação, que tem que ser dever do Estado e não só da família para constituir sujeitos que estejam respeitando e valorizando a vida das mulheres e a dignidade da pessoa humana como um todo?

Ou vamos continuar reproduzindo um modelo que não nos serve, continua matando mulheres cotidianamente?

?Voz B

Candidato Carlos Portinho, o senhor tem 30 segundos.

CPCarlos Portinho

Eu me lembro, na 7ª série do colégio, eu tinha aula de moral e cívica. Depois problematizaram essa cadeira, não uma questão ideológica, não acabou, né? Mas eu concordo com a Mônica, embora talvez não seja o caso da Mônica, muitas pessoas de esquerda sejam contra a volta da moral e cívica. Talvez esse fosse um tema, um caminho, né, uma aula que a gente pudesse trazer maior discernimento, conhecimento das leis, inclusive das consequências para esses jovens. Nisso não discordamos.

?Voz B

Candidato Carlos Portinho do PL, o senhor segue com a palavra. Pelas regras do debate, o senhor precisa perguntar para o candidato Marcos Dias do Podemos.

CPCarlos Portinho

Marcos Dias, eu gostei só da provocação, porque a outra eu não concordei sua, né? Até me espanta que eu não sou de discutir com pessoas. Eu discuto política pública, raramente você vai me ver. Por isso que até me surpreendi com que você falou. Mas falando de— eu gostei da provocação quando você diz falar e fazer. É, o candidato do seu partido, inclusive deputado, elogiei o projeto do fim das barricadas, Sargento Portugal. Que eu relatei e aprovei no Senado Federal, né?

Então não é só falar, é fazer. Eu queria saber suas medidas para segurança pública, se eleito.

?Voz B

Candidato Marcos Dias, o senhor tem 1 minuto e meio para sua resposta.

MDMarcos Dias

Eu quero, portanto, mais nada falar. Eu não estou falando da minha cabeça, tá lá, eu postei na minha rede social o que você escreveu para mim, sobre mim, e o que você também declara por áudio, que eu sou o seu voto para o Senado. Você fala isso, eu postei na minha rede social. Marcos Dias Oficial, tá à disposição de todos. Quanto à segurança, o primeiro de tudo é nós termos responsabilidade com os operadores da segurança: policial militar, policial civil, policial penal, todos que fazem parte da segurança.

Eles precisam ser respeitados na sua essência. O que nós vemos hoje, governos oprimindo os operadores da segurança, destruindo com a saúde psicológica, saúde mental. Não é carro bonito, não é carro blindado, não é isso que eles precisam. Eles precisam de um cuidado psicológico, é um cuidado financeiro adequado para que eles possam de verdade sair das suas casas colocando suas vidas a risco, Crivella, com responsabilidade que eles têm e com muita qualidade.

Foi comprovado isso naquela operação do Complexo do Alemão, que fizeram com excelência. E nós vimos ali inclusive pessoas do PT indo lá chorar as dores de quem foi abatido naquela, daquela criminalidade bandida. Mas nós não, nós estamos a favor sim da vida dos operadores da segurança. Uma relação direta com Polícia Federal, polícias todas do estado e as Forças Armadas também, todos num plano de integração para que haja uma contenção dessa criminalidade absurda que tem acontecido.

?Voz B

Candidato Carlos Portinho, o senhor tem um minuto agora para sua réplica.

CPCarlos Portinho

É, na verdade, carro blindado para nossa Polícia Militar é essencial. Aliás, entreguei na patrulha rural diversos municípios como Nova Friburgo, Campos, Teresópolis, carros blindados, né, semiblindados na verdade, para proteção das vidas dos nossos policiais militares. Eu quero dizer, Marcos, que a gente tem que ir a fundo no combate à violência, insegurança. A gente tem que aumentar as penas para o crime de roubo de celular, porque o trabalhador comum que tá no ônibus, tá no trem, tá nos ouvindo agora no táxi, né, ele tá sujeito Deixar a janela do táxi aberto, passa alguém e rouba, né?

Geralmente é um menor que vai ficar impune, né? Ou que aí o Poder Judiciário vai botar para fora na porta giratória dele. Então nós temos que aumentar a pena para roubo de crime e principalmente tratar como narcoterrorista esses que tocam o terror na cidade, que incendeiam, que põem crianças na mira de armas, e endurecer as penas, impedir a progressão das penas dos líderes de facção.

?Voz B

Candidato Marcos Dias, o senhor tem 30 segundos para sua tréplica.

MDMarcos Dias

Sou conservador, sou de direita, sou Bolsonaro desde quando ele veio para o PSC, o partido que eu fazia parte naquela época, hoje Podemos, e não nego isso nunca e nem pego carona em ninguém. Faço meu trabalho, cheguei à Câmara Municipal com trabalho, com abraço do povo. Vou continuar trabalhando com toda responsabilidade e falando a verdade. Vai lá na minha página agora, vai no meu Instagram que você vai ver a realidade dos fatos. Falar e praticar. Essa é minha obrigação, esse é meu compromisso com vocês.

?Voz B

Obrigado, candidato Marcos Dias. O senhor segue com a palavra agora para fazer a última pergunta desse terceiro bloco. O senhor precisa perguntar para quem abriu o bloco, que foi o candidato Marcelo Crivella. O senhor tem 30 segundos.

MDMarcos Dias

Marcelo Crivella, meu querido amigo, amigo de verdade, nós temos lutado aí pelo Rio de Janeiro. Em relação à empregabilidade, o que que você pensa para o Rio de Janeiro lá em Brasília nesse intercâmbio? Qual vai ser o seu trabalho, sua meta, seu compromisso?

?Voz B

O candidato Marcelo Crivello, o senhor tem 1 minuto e meio agora. A gente vai colocar aqui no nosso cronômetro para o senhor poder acompanhar aqui o tempo exatamente, que a gente tá sem cronômetro aqui agora, mas para o senhor poder acompanhar direitinho. 1 minuto e meio que o senhor terá para sua resposta. Enquanto a gente acerta aqui, eu lembro para você que nós seguimos acompanhando o debate com os candidatos Senado do Rio de Janeiro, transmitido pela CBN dentro do CBN Rio em 92,5 e também nas plataformas digitais do jornal O Globo, Extra e Valor Econômico.

Foram convidados aqui para essa sabatina e participam da sabatina os candidatos Carlos Jordi do PL, Carlos Portinho também do PL, Marcelo Crivella, que tá com a palavra agora, vai ter 1 minuto e meio para dar sua resposta, o candidato Marcos Dias do Podemos e a candidata Mônica Benício do PSOL. Pedro Paulo do PT, do PSD, e Benedita da Silva do PT foram convidados, mas decidiram não comparecer. O candidato Vaguinho do Republicanos também foi convidado, mas algumas horas antes do debate também informou que não iria comparecer. Agora sim, 1 minuto e meio para o senhor candidato Marcelo Crivella.

MCMarcelo Crivella

Muito obrigado, Leandro. Muito obrigado, meu querido Marcos Dias. Esse é um tema fundamental e todos que nos ouvem agora querem saber Como é que nós vamos melhorar a empregabilidade do povo da cidade do Rio de Janeiro? Na época que eu era menino aqui, com 18 anos, eu disse: qual a faculdade que eu vou estudar? Vou para agronomia ou vou para engenharia civil? Me formei em engenheiro civil porque sabia que tinha emprego. Hoje as pessoas não sabem o que vão fazer.

Então a primeira coisa que a gente precisa é retomar essa proximidade da educação com as oportunidades de emprego, que hoje são eminentemente de informação e de tecnologia. O nosso jovem precisa saber onde estão as vagas e ali se preparar para elas. Isso é fundamental e é um papel do Senado Federal. Outra coisa que a gente precisa é retomar as obras públicas. Lembra quando nós fizemos Ponte Rio-Niterói? Não havia desemprego no Rio de Janeiro.

Lembra quando nós retomamos a atividade dos portos? Não havia desemprego no Rio de Janeiro. Nós precisamos retomar obra pública. A obra pública é muito importante para isso. A gente precisa pegar aquele dinheiro que a gente manda para Brasília e não volta para cá em impostos como disse aqui, de renda e IPI. E por último, vocês já viram quantas lojas estão fechadas em todos os bairros? É muito imposto. Nós precisamos reduzir o imposto dos empregadores.

Vamos colocar imposto em quem vive aí de aplicações financeiras recebendo juros extorsivos, mas o empregador tem que pagar menos imposto.

?Voz B

Obrigado, candidato Marcelo Crivella. Candidato Marcos Dias, o senhor tem 1 minuto para sua réplica agora.

MDMarcos Dias

É isso mesmo, Crivella. A sociedade tá aí sofrendo, né? Eu sou totalmente a favor dos programas sociais, desde que feito com responsabilidade. Hoje você tem bolsões de programas sociais para gerar voto, dependência, fazendo o povo escravizado. Eu cheguei numa cidade agora do interior recentemente, Crivella, 8.500 pessoas CLTs, carteira assinada, e 16 mil pessoas com bolsa isso, bolsa aquilo. Sou totalmente a favor dos programas com responsabilidade.

Nós não podemos continuar sangrando esse ralo que tem esse desgoverno federal fazendo sangrar o dinheiro do Brasil para ter esses bolsões de voto. É momento próprio de nós mudarmos isso. Vamos dar bolsa assim para quem realmente precisa, para viúva, para os órfãos, para aquelas pessoas carentes que nós sabemos que existem a necessidade. Mas sem esses excessos que tem aí, as pessoas jogando baralho na carta, jogando baralho na praça, recebendo bolsa disso, bolsa daquilo. Isso tem que acabar.

?Voz B

Obrigado, candidato. Candidato Marcelo Crivella, o senhor tem 30 segundos para sua tréplica.

MCMarcelo Crivella

Toda razão. O que que disse o apóstolo Paulo na Bíblia? Aquele que não trabalha não come. Quem tem condições de trabalhar tem que trabalhar. Agora tem que ver aquela pessoa que quer trabalhar e não consegue emprego. Eu tenho experiência, hein? Fui lá para Erecê, na Bahia, consegui fazer uma fazenda, tem 25 anos agora. Ali não tem desemprego. Todo mundo que passou pela nossa escola tá trabalhando, tá ganhando dinheiro, a fazenda é superavitária.

Uma bênção de Deus numa terra antes que era árida, não tinha água, tinha só miséria. Vamos fazer isso no Rio de Janeiro.

?Voz B

Obrigado, candidato Marcelo Crivella. São 11 horas e 11 minutos, termina aqui o último bloco de perguntas entre os candidatos ao Senado dentro da sabatina promovida pela CBN Jornais, o Globo Extra e Valor Econômico. A gente faz uma rápida pausa e na volta as considerações finais dos candidatos. Não sai daí.

CPCarlos Portinho

Debate CBN, O Globo Extra e Valor. Debate CBN, O Globo Extra e Valor. Globo Extra e Valor.

?Voz B

A gente abre agora o último bloco do nosso debate com os candidatos ao Senado do Rio de Janeiro. A gente vai para as considerações finais. Cada um dos 5 candidatos aqui terá 2 minutos para as suas considerações. Também, conforme sorteio feito previamente com as campanhas, quem fala primeiro neste bloco é Mônica Benício, do PSOL. Candidata, a senhora tem 2 minutos.

MBMônica Benício

Bom, gostaria de agradecer ao Grupo Globo de Comunicação por esse debate, saudar aqui aos outros candidatos e principalmente agradecer ao meu partido Socialismo e Liberdade, é a Federação Rede, que confiou a minha responsabilidade de ser representante da nossa candidatura ao Senado. Agradecer a toda a militância que tem construído a nossa campanha de uma maneira muito bonita até aqui, em especial você que tem acreditado na nossa campanha, no nosso projeto.

Sou aqui presente nesse momento a única candidata defensora aqui do projeto do governo Lula. Peço voto aqui também em Benedita da Silva, porque nós no estado do Rio de Janeiro temos uma oportunidade histórica: eleger duas mulheres que vêm de favela, duas mulheres trabalhadoras, duas mulheres que estarão no Senado defendendo realmente o projeto de governo do presidente Lula, que precisa ser reconduzido. Peço voto também ao meu querido companheiro e candidato ao governo, Willian Siri, e a mim, Mônica Benício, número 500, Benedita da Silva, 131.

E gostaria de dizer que, como uma mulher favelada, o projeto de segurança pública que eu desejo não é a violência dentro das favelas, mas o enfrentamento ao crime onde ele realmente é organizado, na política. Tiraram o direito de Marielle estar aqui, e por isso eu represento a vingança de Marielle, mas no seu lugar de memória, de fazer essa memória bonita que é da luta das mulheres, da luta da favela, luta do povo negro, para que a gente possa vingar no sentido de florescer da forma mais potente que o símbolo Marielle Franco se torna para nós, campo democrático.

Que a gente possa ter sabedoria de aproveitar esta oportunidade histórica que temos de colocar pela primeira vez na história do estado duas mulheres ao Senado, duas mulheres que vão defender as mulheres, a classe trabalhadora e os interesses da população mais vulnerável do estado do Rio de Janeiro. Boa campanha, boa eleição para nós, sucesso para o Brasil, até a vitória. Dia das Mulheres virão, Marielle presente.

?Voz B

Obrigado, candidata, pela presença aqui no nosso debate. Agora a gente segue com as considerações finais. A vez é de Marcelo Crivella. Candidato, o senhor tem 2 minutos para suas considerações finais.

MCMarcelo Crivella

Quero agradecer muito ao Grupo Globo por nos dar essa oportunidade. Olha, foi um dos melhores debates que eu já participei, muitos, já participei de muitos, mas esse debate foi realmente construtivo. Os candidatos se respeitaram, e apresentar as suas propostas, suas ideias. Saúdo a todos! Quero dizer a vocês que sou um homem de direita, sou um homem que desde o início votou pelos princípios e valores conservadores da família e da fé no nosso país Brasil.

É verdade que já participei como ministro da presidenta Dilma. Na época eu era do PL. O PL naquela época, partido do Jordi, do Portinho, fazia parte de um governo de coalizão Portanto, isso não significa que eu seja de esquerda. Eu era do PL, onde comecei minha carreira, e saí do PL junto com Zé Lençóis Gomes da Silva para fundar o Republicanos. E eu peço a você que prestigie esse partido que começou com um grande brasileiro vice-presidente naquela ocasião.

O PL, o Republicanos, defende sim os valores conservadores. Eu já tive no Senado, passei lá 2 mandatos, eu conheço aquela casa, suas comissões, seu plenário, como E tenho a certeza de que no Senado Federal nós vamos poder acabar com desequilíbrio. Vamos fazer sim o impeachment de Alexandre de Moraes. Vamos fazer anistia como eu escrevi, não como foi aprovada. Vamos acabar com essa pena e dar indenização àqueles que foram injustiçados.

Olha, eu fui preso e Deus me tirou da prisão porque eu era inocente e me levou para o Congresso para eu tirar inocentes da prisão. E foi o que eu fiz com o projeto da anistia. Eu conto com seu voto. Me dê a chance de voltar para lá e realizar um trabalho em favor do nosso estado, e também rever o Fundo de Participação dos Estados, que tem mandado para o Rio de Janeiro R$2,5 bilhões, quando deveria mandar muito mais que isso. Eu conto com seu voto. Meu nome é Marcelo Crivella, meu número é 100. Deus abençoe a todos.

?Voz B

Muito obrigado, candidato Marcelo Crivella. Obrigado pela participação no debate. A gente segue agora com as considerações finais. A vez é de Marcos Dias, candidato do procedermos. Candidato, o senhor tem 2 minutos.

MDMarcos Dias

Agradecer a Deus pela sua oportunidade de poder falar nessa rede de comunicação tão poderosa que é Sistema Globo de Comunicação, aqui ao lado do Leandro Rezende e aos colegas que debateram aqui soluções para o Rio de Janeiro. Eu sempre digo que o Brasil tem vocação a sucesso, o Rio de Janeiro tem vocação a sucesso, somos um povo abençoado. O que falta de verdade é compromisso e respeito de quem governa. Nós temos visto todas as eleições, é a mesma coisa: promessas, promessas, promessas.

Eu acho até que quando chegar em Brasília vou fazer um projeto onde que tudo que for prometido em campanha, se não for cumprido, seja prisão, cadeia para quem prometer e não cumprir. Porque é um absurdo, toda eleição a mesma coisa, publicidade linda aí, os partidos poderosos gastando muito e nada acontece de fato. A violência tá aí, as pessoas estão morrendo. 13 anos atrás o meu irmão levou um tiro na cabeça Essa dor que minha mãezinha hoje, com 90 anos, teve que sepultar um filho, perdeu pela violência no Rio de Janeiro.

Isso não muda. Então é tempo de mudança, é tempo de respeito, lutar por dignidade. Estou preparado para te representar no Senado com compromisso de não te decepcionar. Quero dizer também que sou de direita, sou conservador, sou cristão, defendo os valores da família, sou contra o aborto, contra legalização das drogas, das drogas, contra tudo que esse desgoverno faz. E como falou aqui o Jordi, anulação de todo o processo, né? Anulação de todo o processo.

Vamos tratar do STF como tem que ser tratado, impedir ministro que tiver devendo. Vamos ter coragem, sem rabo preso, sem medo de fazer o Brasil voltar a ser feliz, lutando por equilíbrio e por dignidade para o nosso povo. Meu número é 200. E mais uma coisa, eu tenho a liberdade de pedir o voto, o segundo voto de todos os candidatos que estão aqui. Eles não podem fazer isso. Mas eu peço a vocês o segundo voto. Se você já tem uma escolha, o segundo voto, Marcos Dias para o Senado com o número 200.

?Voz B

Muito obrigado, candidato. Muito obrigado pela sua participação aqui no debate. A gente segue seguindo a ordem sorteada com as considerações finais. Agora é a vez de Carlos Jordi, candidato do PL. Candidato, o senhor tem 2 minutos.

CJCarlos Jordy

Bom, primeiramente eu quero agradecer a oportunidade de poder estar falando aqui para toda a sua audiência da CBN, Jornal Globo. Agradecer a organização eu quero me dirigir a você, cidadão que está em casa nos assistindo, nos ouvindo. O Brasil vive um momento muito grave. 82% das famílias estão endividadas. O Rio de Janeiro, a situação é muito pior, 88%. Ou seja, a cada 10 famílias, praticamente 9 estão endividadas. Isso se deve a essa gestão irresponsável, incompetente do governo Lula, e também a esse vício das bets que também agravou a dívida do povo brasileiro.

Lula prometeu picanha e cerveja, e o que ele entregou foi um verdadeiro pesadelo: impostos, juros altos, inflação. Brasileiro perdeu o seu poder de compra. Antigamente, o povo brasileiro ia para o mercado e saía com quem gastando R$500 saía com o carrinho do mercado cheio. Agora sai com duas sacolas. Nós vemos também uma violência imensa Nós temos um governo que trata faccionado como seus aliados, ladrão de celular como vítima da sociedade.

Além disso, Lula voltou a cena do crime e trouxe os maiores escândalos de corrupção, superando o Mensalão, superando o Petrolão, e trouxe o escândalo do INSS em que aposentados foram roubados. E o seu filho foi um grande operador junto com o careca do INSS, abrindo as portas dos ministérios para que pudessem fazer todos aqueles roubos contra idosos e deficientes. E ainda nós temos o Supremo Tribunal Federal governando o país em conluio com o governo Lula.

E é por isso que nós precisamos corrigir essa rota, precisamos eleger Flávio Bolsonaro para trazer prosperidade novamente para o povo brasileiro, Douglas Ruas para retomada do crescimento no estado do Rio de Janeiro. E eu peço voto de confiança para vocês, para os dois senadores do PL, Carlos Jordi 221 e Portinho 222. Nós temos coragem para fazer o que tem que ser feito e resgatar harmonia entre os poderes e a credibilidade institucional. Vamos salvar o STF.

?Voz B

Obrigado, candidato Carlos Jordi. Encerrando aqui as considerações finais do nosso debate, candidato Carlos Portinho do PL, o senhor tem 2 minutos.

CPCarlos Portinho

A democracia tem 2 principais instrumentos, e um deles à mão da população, que é o voto. No próximo dia 4 de outubro o outro é o debate. É impressionante a ausência da candidata Benedita aqui nesse debate, o último debate antes das eleições. Ausência do candidato Pedro Paulo, esse instrumento da democracia que tanto defendem, eles não colocam à disposição do cidadão, que aqui teve a capacidade de ouvir propostas. Aliás, como em todos os debates, todos nós tivemos presente, não faltamos a nenhum e apresentamos propostas, que é isso que o eleitor Que é: chegamos nessa altura do campeonato, há poucos dias da eleição, não é possível brincar com o país.

Não podemos ter no Senado uma representante do partido do tigrinho, do PT. Não é possível mais, né? Um partido que incentivou a desgraça da família brasileira, que são os cassinos online, derrubando uma emenda minha que vedava essa modalidade de E agora numa canetada, criando uma insegurança jurídica em todo o mercado, né? Negócios que foram feitos, atração de investimento em um péssimo ambiente de negócios, que não vai fazer o que tem que ser feito, que é a reforma do Judiciário.

Por quê? Porque a gente sabe que o governo Lula e os seus estão em conluio com o STF, e a gente vai fazer uma reforma que vai mudar esse país. O Brasil vai vencer e nós venceremos. Para concluir, nesses últimos 4 dias, o cenário que se apresenta na altura do campeonato, você poderia dar voto a qualquer outro dos outros candidatos conservadores que estão aqui nesse debate, né? O próprio Marco Dias, que diz que eu já pedi voto para ele, e faria em outra situação.

Nesse momento você só tem 2 votos: quem vota Portinho 222, vota Carlos Jordi 221. Quem vota Carlos Jordi 221 vota Carlos Portinho 222. Nós venceremos.

?Voz B

Obrigado, candidato Carlos Portinho. A gente termina aqui o debate da CBN, dos jornais O Globo, Extra e Valor. Lembrando a você que foram convidados para esse debate também os candidatos Pedro Paulo do PSD e Benedita da Silva, que declinaram o convite e não aceitaram participar. O candidato Vaguinho do Republicanos havia aceitado o convite, mas horas antes do debate também informou que não participaria. Quero agradecer aqui a participação de todos os candidatos que vieram aqui conversar conosco, e principalmente com você, ouvinte do CBN Rio, que acompanhou essa transmissão do debate através dos canais dos jornais O Globo, Extra e Valor Econômico.

Muito obrigado a todos, muito obrigado pela audiência. O CBN Rio segue agora com a minha parceira Bianca Santos. Bom voto para todo mundo. Mundo. Um abraço, até mais.

CPCarlos Portinho

Debate CBN, O Globo Extra e Valor.