Pesquisas; 'guerra santa Suprema'; e Lula lança novas medidas
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- Análise das pesquisas eleitorais estaduais e seus impactos na disputa presidencialpesquisa Quest em 5 estados·movimentações díspares no Sudeste·vitória de Tarcísio em São Paulo·impacto no eleitorado de Flávio Bolsonaro·cenário de 2022 se repetindo
- A 'guerra santa' eleitoral e a judicialização no Supremo Tribunal Federaldebate irracional sobre Nossa Senhora·anulação de liminar por Flávio Dino·guerra de grupos e liminares no STF·preocupação com composição do Senado
- A polêmica fala de Lula sobre exame de próstata e a exploração pela direitafrase esquisita de Lula no Pará·associação com pedofilia pela direita·campanha sórdida de lado a lado·falta de agilidade da campanha do PT
- Interferência do TSE nos debates eleitorais e o risco de esvaziamentodecisões de Cássio Nunes Marques·convocação de André Marinho e Romeu Zema·risco de Flávio Bolsonaro não ir·ausência de Lula no debate
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Viva Voz, especial eleições 2026. Oferecimento CICB, o maior e melhor centro de convenções do Brasil. Apresentação, Vera Magalhães.
Olá, boa noite, seja bem-vindo ao Viva Voz. A gente tá começando agora uma terça-feira para lá de quente. E a prova disso é que a gente tinha uma pauta e ela foi mudando ao longo do dia de acordo com os acontecimentos. Dia de saudar minha companheira, parceira aqui de Viva Voz, Thaís Oyama, que também é comentarista da Globo News, colunista do Globo e âncora da TV Cultura. Boa noite, Thaís.
Oi, Vera, boa noite. Um prazer estar de novo com você aqui, com os ouvintes da CBN.
E hoje a gente tem a companhia do Fábio Zambelli, jornalista, analista político, também parceiro já constante aqui do Viva a Voz. Boa noite, Zambelli.
Boa noite, Vera. Boa noite, Thaís. Boa noite, ouvintes.
A gente começa falando da pesquisa Quest. Ontem a gente teve pesquisa nacional da Quest e hoje o instituto analisou, divulgou dados de 5 estados: São Paulo, Minas, Rio, Distrito Federal e Pernambuco. Tem mudanças ali significativas em algumas dessas eleições regionais, também nas disputas pelo Senado. Mas eu começo convidando nossos analistas a se debruçarem nos números da disputa presidencial nesses estados, porque principalmente na região Sudeste, que é essa região ali que a gente olha com lupa e que concentra os votos os maiores eleitorados do país, a gente tem algumas movimentações díspares.
São Paulo e Rio caminhando para um lado, Minas Gerais caminhando para outro lado. Isso acaba formando um cenário nacional de estabilização, como a gente viu ontem, mas mostra que pode haver ainda alguma movimentação até domingo, né, Thaís?
Pois é, Vera, essa pesquisa da Quest aqui ela trouxe algumas coisas importantes e algumas coisas que a gente já sabia, né? Entre as que a gente já sabia, tá aí essa possibilidade muito grande do, em São Paulo, o Tarcísio ganhar no primeiro turno. E aí a gente volta àquela discussão, olhando sobre o prisma das eleições presidenciais, a gente volta àquela discussão, né? Se essa vitória esperada do Tarcísio atrapalha ou prejudica o Flávio Bolsonaro.
Então tem duas questões aí. A primeira, que atrapalha, porque aí sem a disputa pelo governo no segundo turno, parte do eleitorado do Tarcísio pode perder o estímulo para sair de casa, e daí, e daí cresce a abstenção entre os eleitores do Flávio. Embora as pesquisas mostrem que há eleitores do Lula também entre os eleitores do Tarcísio, né? A segunda hipótese é que O primeiro turno ajuda o Flávio, o Flávio Bolsonaro, porque reeleito, o Tarcísio ficaria livre para dedicar as semanas seguintes à campanha do Flávio.
E isso pode pesar bastante, porque hoje o voto em São Paulo, todos os pesquisadores mostram isso, o voto, o Tarcísio é maior do que o Flávio, né, em termos de eleitorado. Só que, pois é, essa conta não é automática. Mas então, no fim, o que pode definir o efeito dessa vitória? Primeiro turno, Tarcísio prejudica ou atrapalha? O que pode definir isso é o grau de empenho do Tarcísio depois da própria eleição, né? Se ele vai apenas declarar o apoio, posar para foto, ou se ele vai entrar de fato em campo e botar a bota lá na rua, pedir votos e tal.
Então acho que para o Flávio essa diferença pode valer mais ainda do que o resultado do primeiro turno paulista.
E aí eu já passo para o Zambelli com uma provocação. Isso se houver segundo turno nacional, né? O Felipe Nunes da Quest salientou muito na apresentação da pesquisa o fenômeno de voto útil, porque tá havendo uma desidratação dos outros candidatos que não são Lula nem Flávio. Em São Paulo, se a gente olhar o filme, né, de agosto para cá, em um mês, o Flávio Bolsonaro cresceu 5 pontos. Ele tinha 30 em 29 de agosto, parece com 36% agora.
E o Lula ficou na mesma, tinha 29% em agosto, tem 30% agora. Fernando Haddad vem num movimento de queda, ele tem 24% na pesquisa que saiu hoje. O Felipe era muito peremptório de que era difícil que a eleição se resolvesse no primeiro turno, Zambelli, mas hoje eu já achei que ele fez um head, como a gente diz em linguagem do mercado financeiro.
Essa possibilidade ela existe, Vera, porque nós temos, é bastante provável no domingo que a gente, com os dois principais candidatos, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro, muito próximos de atingir os 50% dos votos válidos. É bastante provável com essa migração do voto útil antecipada, esvaziamento dos candidatos da terceira via, chamada terceira via, e o eleitor se acomodando já entre as duas principais forças, já que faria no segundo turno, já no primeiro turno.
Me parece que tem uma impossibilidade quase matemática de nós termos a decisão no primeiro turno, havendo pelo menos ali um contingente de votos no meio ali dos candidatos inferior a 10 pontos percentuais. Então teria que ter um esvaziamento mais profundo de quinta a domingo, que sempre acontece, né? O voto útil ele migra muito rapidamente nos últimos 3 dias. Agora, você trouxe um ponto importante, Vera, que é esse retrato dos apoios e como eles refletem nas candidaturas presidenciais nos estados, né?
Eu acho que tá acontecendo agora aquele movimento que era esperado em algum momento, que é uma reacomodação das forças nacionais com seus respectivos colégios eleitorais em que eles tiveram bom desempenho em 22, por exemplo. Então o presidente Lula, ele recupera terreno no Ceará, na Bahia, nos eleitorados mais importantes do Nordeste, levando os seus candidatos até uma situação de favoritismo, eu diria, nesses estados, embora sejam disputas apertadas.
E no Sudeste, sobretudo São Paulo e Rio, Aquele cenário de 2022 também volta a aparecer com a direita mais forte e levando também os candidatos da direita a uma situação mais competitiva do que no início da campanha. Em Minas Gerais, aquele retrato do Brasil com equilíbrio, com quase um empate técnico, empate quase numérico lá entre os principais candidatos. Então, à medida que vai se aproximando as urnas, o eleitor vai se organizando conforme os campos políticos tradicionais em que, nas respectivas regiões, eles se posicionam.
Então, acho que as pesquisas estão mostrando E a gente chega na última semana falando de cenários mais concretos. A gente passa 2, 3 meses da campanha discutindo pesquisas em que mais da metade dos eleitores não sabem em quem votar. Na última semana, esse nível de indecisos vai caindo e vai organizando os eleitores nos seus respectivos campos políticos.
Thaís, me chama muito a atenção aqui em São Paulo a disputa pelo Senado, porque tem 4 candidatos bastante embolados. Mas a gente vê um movimento de ascensão dos candidatos apoiados pelo Tarcísio de Freitas, o deputado Guilherme Derrite e o deputado estadual André de Paula, os dois ali já em situação de empate ou empate técnico com as ex-ministras do Lula, Simone Tebet e Marina Silva. E um empenho muito grande do Tarcísio a cada propaganda enfatizando quem são os seus candidatos, né?
É isso, Vera. Eu aproveito para dar boa noite para o Zambelli. Eu nem falei com ele, nem cumprimentei, mas é, e depois vou discordar dele. Mas sim, São Paulo tá correndo o risco de eleger dois senadores de direita, né, Vera e Zambelli. Agora ainda com a saída do Ricardo Salles, isso pode aí dá uma vitaminada na candidatura do André do Prado, que deu uma crescida nessa última pesquisa Quest. O Derrite já tava em primeiro lugar e agora esse empate aí entre os 4, eu acho que tende, como você falou, a ser decidido pela força do Tarcísio, que não é pouca, como a gente tava falando aqui.
E nesse sentido Falando dessa força da direita aqui em São Paulo, eu acho que isso também se mostrou, e nesse ponto é que eu tô discordando um pouco do Zambelli, nessa última pesquisa da Quest. Porque se a gente for ver, então aqui em São Paulo, só para fechar essa questão, a gente tem essa chance de eleger 2 senadores de direita, chance ou risco, né, de eleger 2 senadores de direita com um governador de direita também. E daí no Rio a distância entre os dois principais candidatos diminuiu, né?
Era de 13 pontos, agora é de 9 entre Eduardo Paes e o Douglas Ruas. E nesse caso, e nesse caso, o melhor para o Lula não é esse cenário, né? O melhor para o Lula seria o Eduardo Paes liquidar a eleição no primeiro turno, porque daí não daria para o bolsonarismo mais 3 semanas de campanha estadual, palanque, propaganda, mobilização, tudo isso. Mas essa última pesquisa já torna esse cenário mais difícil, né? A mesma coisa em Minas.
O Cleitinho não é, não é um candidato de esquerda, é um populista, mas não é um candidato de esquerda. Ele tende talvez a atrair mais candidatos para o Flávio do que para o Lula. Enfim, eu vejo, e Pernambuco também, né? Pernambuco você teve aí uma surpreendente queda da candidata do presidente, e agora os dois estão empatados. Então eu não sei, Isabelle, eu vejo essa última fotografia aí como um cenário que favorece mais o Flávio Bolsonaro do que o presidente Lula.
Mas você diz o quê? O que você vai discordar dele é que você acha que tem um risco de ganhar no primeiro turno? Não entendi.
Não, é que eu entendi que ele tava dizendo que esse cenário da Quest nas regiões, nos estados do Sudeste, tendia a favorecer o Lula. Será que entendi errado? Não entendi isso.
Foi isso que eu tava dizendo, é que o Lula, assim, teve um crescimento dos candidatos do Lula no Nordeste, no Ceará sobretudo, e na Bahia também, que a própria pesquisa, as pesquisas têm mostrado, né? Então, Pernambuco, né, o João Campos empatou, o João Campos já com viés de até virar em cima da Raquel Lira, que lá é o candidato do Lula. Então eu vejo assim uma reacomodação de forças um pouco natural De que a esquerda ocupa o seu espaço nos principais estados do Nordeste e a direita vai prevalecendo nos principais estados do Sudeste. Foi essa minha ponderação.
Eu acho que a gente chega com um cenário parecido com o de 22 e um acirramento também parecido. Só queria me corrigir que pela segunda vez eu confundi o André do Prado de São Paulo com o André de Paula, que é o ministro, né? Segunda vez já que eu confundo os Andrés. Porque é parecido mesmo, mas feita a correção aqui. Bom, com esse acirramento, o que a gente tem visto é a campanha ganhando ali muitos tons de temperatura desde a sexta-feira passada, quando começou esse debate algo irracional sobre questões religiosas envolvendo Nossa Senhora.
Hoje, o presidente— ontem no Pará, o presidente Lula formulou uma frase bastante esquisita que tá dando munição para direita contra-atacar e fazer ali duras e pesadas críticas a ele. Vamos ouvir a frase, eu queria comentar depois com a Thaís e o Fábio.
Hoje fizemos a primeira operação robótica de próstata aqui no estado do Pará e no Lorde do país. E por que que isso é importante? Porque o homem é covarde. O homem não gosta de fazer teste de próstata, ele não gosta, ele não gosta de toque, sabe? As mulheres aprendem a tomar toque desde manhã quando é pequena. O homem não, ele é jeito entre jeito. Ele não sabe que quando ele tiver câncer de próstata vão dar muito toque nele.
É aquela ideia de querer ser informal e popular e fazer graça com coisas delicadas. Ele tava falando Provavelmente, né, a gente tem que até decifrar o que quer dizer uma fala bizarra dessa. Tava querendo falar de exame de Papa Nicolau, mas agora o Flávio Bolsonaro e outros nomes da direita estão associando essa fala a uma fala relacionada com prostituição infantil, estupro, etc. Enfim, péssima essa frase, né, Thaís?
É péssima. O Lula tem escorregado demais, né, Vera Izambelli? Ele tem dito coisas nesse espírito que você lembrou aí, de buscar uma informalidade e um contato muito próximo com a plateia. E daí ele tem escorregado muito. Ele falou recentemente aquela história de que a menina pode engravidar com a idade que ela quiser. Isso tudo foi muito explorado também e Agora veio essa história que a direita explorou de maneira sórdida, né?
Eu acho, aliás, que essa é uma das campanhas mais sórdidas de lado a lado que a gente já viu. Então o que a direita tá fazendo, o que o bolsonarismo mais especificamente tá fazendo, é tentar aproximar essa fala desastrada, infeliz, do presidente Lula com uma suposta pedofilia, o que absolutamente Não foi a intenção, né? Agora, isso tudo faz parte dessa, dessa, desse incrível, inacreditável clima de vale tudo que se estabeleceu.
Você, o Zambelli, todos nós cobrimos várias eleições. Eu acho que em nenhuma delas se desceu tão baixo assim. Só a gente vê o que que tá acontecendo nas redes sociais, o tipo de discussão. E esse, e essa fala do Lula, o jeito que ela foi aproveitada pelo bolsonarismo. E eu acho que isso se junta à questão também muito sórdida de como tá sendo explorada a religião e a disputa entre as narrativas dos evangélicos e dos católicos. Eu nunca vi uma coisa dessa.
Agora, Zambelli, a gente viu uma coisa parecida em Pernambuco, e a Raquel Lira se apressou muito rapidamente em dizer, foi uma frase infeliz e eu pedi desculpa. A gente não vê essa mesma agilidade na campanha do PT, que aliás está desarticulada em muitos pontos. O que eles estão dizendo agora é o seguinte, a direita quer mudar de assuntos. O assunto anterior era Nossa Senhora, que já era um assunto estapafúrdio. Essa reta final vai ganhando realmente contornos e que nada tem a ver com os problemas do país e com a política, né?
Vera, aquele episódio da notícia, notícia falsa ali sobre Nossa Senhora que incendiou a campanha na semana passada, na minha avaliação acabou abrindo, estampando aquele bueiro da campanha eleitoral, para usar uma expressão muito, muito aqui do cotidiano das pessoas. Porque até então a gente tava vendo as campanhas se organizando, preocupadas com a tal da taxa de rejeição, né, uma competição de rejeições que é essa campanha. Então muito cuidadosas, né, nos movimentos de redes sociais, de engajamento, de construção dessas conexões mais emocionais com o eleitor.
Depois do episódio da semana passada, parece que teve um liberou geral, principalmente nessa guerra que existe no ambiente digital, na arena digital. E aí você abre espaço para esse tipo de exploração, no caso de frases às vezes tiradas do contexto, outras no contexto, mas totalmente equivocadas. E o presidente, nesse caso, ele produz muito material contra si próprio. Ele costuma se perder no personagem. Porque de fato ele é uma figura que tradicionalmente se consolidou como um líder popular de muito bom desempenho nos palanques, então ele se sente muito à vontade no palanque.
E nesse contexto em que todas as falas são escrutinadas, aliás com razão, muito mais transparentes do que eram no passado, ele acaba produzindo muito material contra a sua campanha. Então nesse caso específico, em outros que já foram descritos aqui anteriormente, O presidente Lula, ele acaba, no momento em que ele tá conduzindo a agenda de uma forma um pouco mais positiva, com as realizações do governo, medidas populares que ele tem tomado nas últimas semanas, o discurso dele, a presença dele nos palanques, explorada ostensivamente também pela estratégia de marketing da sua campanha, acaba gerando agenda negativa contra ele próprio.
E numa competição de rejeições, a oposição rapidamente vai coletar, fazer esses recortes explorar, como fez hoje durante o dia. Tem de acontecer o mesmo com o candidato Flávio Bolsonaro. Qualquer escorregão dele, seja em público, seja no que aconteceu com ele na sua trajetória, na sua vida pregressa, vai ser explorada ao extremo nessa guerra aí de rejeições, a reta final. E eu percebo às vezes até uma inclinação dos candidatos, Vera, em promover uma espécie de estímulo ao voto nulo.
Tá tão tóxico o debate e tem uma competição de rejeições, me parece que quando assim o candidato fala assim, ó, melhor não votar do que votar no meu adversário. Então esse, o eleitor acaba sendo meio confrontado com essa guerra de baixo nível, quase que como um convite para que ele não compareça ou anule seu voto.
Thaís, a gente tem mais 2 minutinhos antes de ir para o intervalo. Nessa mesma fala no Pará, o Lula também cometeu uma outra coisa bizarra, que foi pegar o telefone e falar, vou ligar aqui para o Flávio Dino. E aí o Flávio Dino aparentemente olhou, não atendeu, ou a ligação caiu, enfim, não houve a conversa. Mas é no momento em que o Supremo é um personagem, a gente vai falar longamente disso no próximo bloco, também parece uma coisa absolutamente desarrasoada o presidente num palanque passar a mão e dizer que vai ligar para o ministro do Supremo, né?
Eu não tinha visto isso, mas de novo é uma prova de que o Lula tem escorregado muito nesses momentos aí em que ele se empolga no palanque, mais do que talvez no passado. E agora, sobre isso, é de fato uma confirmação de que os ministros do Supremo e o governo assumiram, quer dizer, uma parte dos ministros do Supremo e o governo assumiram descaradamente essa aliança, essa aliança eleitoral, né, que a gente tá vendo aí se estabelecer.
E eu tava falando com um jurista hoje a respeito desse julgamento que afinal não vai acontecer, aliás, essa sessão plenária que afinal não vai acontecer, e a gente vai falar sobre isso. Mas aí esse jurista me dizia, olha, a parte dessa questão da liberdade de expressão e etc., o fato é que ninguém ali no STF tá interessado em interpretar a Constituição, em estabelecer padrões interpretativos, né, que possam diminuir o arbítrio em futuras decisões.
Tá cada vez mais claro para todo mundo que é cada um lá agindo para defender o seu próprio candidato. E eu fico pensando o quanto tempo vai demorar melhorar para a gente, para curar esse déficit de confiança e legitimidade aí que o STF tá provocando para ele mesmo.
Então, com essa pergunta da Thaís, eu deixo vocês com essa reflexão. Se você quiser participar, manda mensagem aqui para o nosso WhatsApp. Mas a gente vai fazer um breve intervalo e volta já já com o Viva Voz.
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Estamos de volta com Viva Voz, hoje com a Thaís Oyama e o Fábio Zambelli. A gente falava no primeiro bloco a respeito de uma sessão que estava prevista para acontecer amanhã, na qual se decidiria um novo embate no Supremo Tribunal Federal, a anulação de uma liminar pelo Ministro Flávio Dino, anulando uma decisão também liminar do Ministro André Mendonça no TSE, que ele mandava tirar conteúdos fazendo associações entre Flávio Bolsonaro e a direita, e a mudança para tirar Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.
Aí depois o Ministro Luiz Fux anulou a anulação. No Flávio Dino. Enfim, aquela guerra de grupos e de liminares para cá e para lá. O clima voltou a ficar conflagrado no Supremo e o ministro Edson Fachin está sendo aconselhado a não realizar essa sessão amanhã. Tudo indica que não realizará. E aí é mais um assunto que vai sendo empurrado para um futuro que é incerto, justamente pelas urnas. Hoje o Flávio Bolsonaro falou a respeito dessa controvérsia envolvendo Nossa Senhora. Vamos ouvir o que ele disse. Foi num podcast.
Eu tenho a convicção de que tentaram matar o meu pai porque viram que ele já era presidente do Brasil lá em 2018, por isso foram para tentar eliminá-lo. Foi aquela facada lá em Juiz de Fora. Você vê, né, mais uma vez, acho que foi uma, eu posso considerar uma espécie de facada também essa fake news em mim.
Zambelli forçou uma comparação também estapafúrdia, mas o fato é que esse esse assunto ganhou uma expressão que ninguém esperava e de fato parece ter contribuído para estancar uma ascensão que ele vinha apresentando nas pesquisas e o Lula uma certa perda de espaço, né?
Temas que envolvem a fé das pessoas, né, isso eles engajam muito, eles mobilizam muitas emoções, né, numa eleição que vinha sendo uma eleição muito parada, muito ausente do ponto de vista do debate mais acalorado. Até o Supremo ocupou durante algumas semanas, né, o centro do debate político. E a gente falava que era uma campanha que não estimulava, né, não entusiasmava nem os militantes nem os próprios aliados dos candidatos a irem para rua defender as suas campanhas e as suas causas.
Quando você vê o governo apresentando uma agenda de realizações importantes na semana passada, para se contrapor a um crescimento da direita e sobretudo do Flávio Bolsonaro nas pesquisas. Era um momento positivo para o governo. Ao mesmo tempo, apareceu uma oportunidade para o governo trazer uma guerra santa para eleição. O presidente Lula rapidamente, os seus aliados abraçaram essa oportunidade e transformaram essa guerra santa num tema importante, sobretudo na arena digital, né?
Vi no final de semana, foi um tema talvez dominante nas discussões. Eu tenho algumas dúvidas sobre o impacto eleitoral porque também, Vera, esse tema ele serve para gerar um contra-ataque, né? Se você tem uma mobilização de uma parte do eleitorado católico em defesa de um candidato, vai ter uma resposta do eleitorado mais evangélico. Nesse caso específico, os católicos não são tão unidos quanto os evangélicos, tão coesos quanto os evangélicos.
Então, na campanha do Flávio, por exemplo, existe um entendimento nos últimos dias de que esse caso de Nossa Senhora ele acabou colocando na rua tanto os padres católicos mais conservadores da Renovação Carismática, daquelas denominações católicas mais conservadoras que estavam muito parados na campanha, que entraram na campanha do Flávio, tanto os pastores evangélicos, aquelas lideranças pentecostais que estavam também ali assistindo um pouco a campanha eleitoral com uma certa indiferença.
Então a gente precisa olhar as próximas pesquisas para entender o impacto real disso. O fato é que no campo digital me parece que Houve movimentação e o presidente Lula e a campanha do presidente Lula está tratando esse tema como um tema relevante na última semana.
Mas é um tema relevante que surge a partir de um boato, né, Thaís? A loucura que faz com que isso mobilize a mais alta corte do país faltando 4 dias para as eleições é dessas coisas que no futuro vão explicar essa que você chamou de eleição mais sórdida que a gente já viu, né?
É, Vera, eu concordo com você, é uma mobilização que o governo tá fazendo a partir de uma notícia falsa, uma fake news, né? E eu queria chamar atenção para esse ponto, que não deixa de ser curioso, que essa história de fake news era um ganha-pão da direita, né? Aliás, da extrema-direita. E agora parece que parte da esquerda descobriu que isso é um instrumento muito eficiente e tá usando e abusando disso, né? Até 2022 2022, essa história de fake news era uma coisa que ameaçava sobrevivência da democracia, não é?
O PT fez esse discurso, tudo isso. E agora, diante de uma mentira que é conveniente, teve até aquela mensagem lá do número 1 da Secretaria de Comunicação, a mensagem que ele repostou, que era: deixa rolar, né? Deixa rolar mentira, porque o Nordeste precisa saber disso, essa mentira precisa chegar até o Nordeste. Então eu acho muito curioso isso. E E até tem uma segunda manifestação dessa parcela da esquerda que diz que não, que na verdade não é bem uma fake news, é que toda a postura do Flávio, dos bolsonaristas, sempre apontou para uma hostilidade em relação aos ritos católicos.
Então é praticamente uma verdade, né? É esse discurso. Só que não é assim. Uma fake news funciona exatamente assim, ela não nasce do nada. Você não pega uma mentira inteira e transforma numa verdade. Você pega uma meia-verdade e em cima dela você constrói uma mentira inteira, né? Não existe meia fake news. O método é sempre o mesmo, só mudou quem tá fazendo uso dele.
Me chama muito a atenção a falta de cerimônia com que os ministros do Supremo se lançaram nessa história. Rasgando a fantasia, a toga de novo e tal. Eu acho que isso denota uma preocupação muito grande com o que vai acontecer nas eleições, com o que vai acontecer no Senado, porque essa mobilização ali sem nenhum disfarce dos ministros para um lado e para outro, e reiteradamente em reiterados assuntos, a meu ver, mostra o quanto eles estão alarmados com o que pode sair da eleição para o Senado.
E a gente viu hoje nessa rodada da Quest algumas confirmações, né, de crescimento de candidatos da direita em São Paulo, no Rio, em Minas Gerais também, chegando perto da Marília Campos, os candidatos da direita. E no DF, a Michele com uma vantagem, mas a Bia Kicis também crescendo. Então vai se configurando realmente um Senado que tem a possibilidade de ter uma composição que favoreça a discussão de impeachment de ministros do Supremo. Não é isso, Zambelli?
É, Vera, você fala do futuro, eu tô mais preocupado com o presente, para ser bem sincero, que eu acho que nós temos algumas decisões que o TSE vai ter que tomar, tanto no primeiro turno como no segundo turno, caso haja um segundo turno, que são decisões administrativas, decisões não só no campo judicial das as candidaturas muito importantes e muito relevantes. Em 2022 houve decisões tomadas de forma discricionária pelo então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, sobre, por exemplo, o pedido de prorrogação de horário de votação no segundo turno, que ele decidiu revogar de ofício no dia da eleição.
Uma decisão bastante importante, inclusive para dar segurança jurídica para o processo, para evitar o que eu chamo de terceiro turno.
Teria sido realmente bizarro se ele prorrogasse, né?
Aí não seria mais a decisão do presidente. Coube a ele essa decisão, né? Eu tô defendendo, acho que foi correto a atitude dele, mas coube a ele essa decisão. Se ele resolvesse flertar com o risco jurídico, ele poderia jogar uma insegurança enorme sobre o processo eleitoral naquele momento. E nesse momento a gente tem, como você mencionou, os ministros ali, tem as bancadas, né, até a bancada da direita, da esquerda dentro do TSE.
Parece que depois daquela sessão do Supremo em que o ministro Gilmar Mendes publicamente evocou ali uma suspeição sobre o ministro Cássio, inclusive questionando a permanência dele à frente da presidência da Corte Eleitoral. Dali em diante, me parece que tem um liberou geral. Então você tem ali o ministro do A, o ministro do B. As campanhas estão muito bem preparadas do ponto de vista jurídico, com bancas muito, muito qualificadas e muito bem remuneradas para esse trabalho agora na reta final.
Eles já procuram, as partes estão procurando, é aquela litigância estratégica, né? As partes procuram manobras para emplacar uma medida, uma ADPF no Supremo, por exemplo, para trazer um tema eleitoral. Pesquisam ali condutas de ministros, condutas pregressas de ministros, para conseguir atingir seus objetivos, né, escolhendo também em cada gabinete que eles querem que caia cada demanda. Então é uma coisa bastante diferente do que nós temos visto aí nesses quase 30 anos de cobertura aí de eleições presidenciais, que as campanhas estejam judicializando com esse nível de sofisticação nessa fase.
E para mim tem um impacto muito importante nesse processo de consolidação do processo eleitoral e também nos que eu chamo de terceiro turno, porque a eleição vai acabar no dia 25 possivelmente e muitas pendências vão ficar para trás.
É bom quando comentarista já te dá o gancho, porque teve decisão do TSE sobre o debate da Globo, decisão importante. A gente fala no próximo bloco depois de mais um intervalo.
Especial eleições 2026. Viva a Voz, especial eleições 2026.
Estamos de volta com a Thaís Oyama e o Fábio Zambelli. Ele falava do TSE e de várias decisões que podem tumultuar esses últimos dias de campanha. E realmente hoje o ministro Cássio Nunes Marques concedeu duas liminares, pelo menos interferindo no debate marcado para hoje no caso dos estados e quinta-feira no caso da eleição presidencial. Ele mandou que aqui no Rio de Janeiro, onde eu me encontro, seja convocado o convidado para participar do debate da Globo, candidato André Marinho.
Na eleição presidencial ele concedeu uma liminar para que o candidato Romeu Zema do Novo também seja chamado, apesar de a lei eleitoral não obrigar a que partidos que não têm uma certa representação no Congresso sejam convidados para eventos do tipo. Thaís, o debate já corria um risco de esvaziamento com a decisão do Lula de não comparecer, e agora, se ele for franqueado a outros candidatos, corre o risco de que também o Flávio Bolsonaro decida não ir.
Aí nesse caso vai se configurar a primeira eleição desde a redemocratização a que os dois principais candidatos favoritos não vão a nenhum debate no primeiro turno. Isso é meio um quadro, um resumo do esvaziamento programático e político dessa eleição, né?
É, Vera, vai ser mais um triste marco dessa eleição, né? Você tem razão, a questão dos debates foi um grande fracasso até agora, e essa medida do ministro Esmarques pode de fato contribuir para o esvaziamento do debate. No caso do Flávio não desistir, isso atrapalha a campanha dele do voto útil, né? Porque obviamente o governador Zema vai precisar justificar por que que o eleitor deve votar nele, Zema, e não no Flávio. Então nesse sentido, Flávio vai ter outro debatedor lá atacando a candidatura dele.
Então nesse sentido vai ser prejudicial para ele. Agora, eu não sei se ele vai desistir de ir de fato, apesar da ausência já anunciada do Lula, porque parte da campanha dele diz que uma coisa muito importante seria colocar de maneira clara o número dele, porque enfim, diante de uma audiência grande e diversificada e tal, porque essa história do número já causa muita confusão, né? Em 2022 todo mundo lembra o Tarcísio aqui em São Paulo perdeu mais de meio milhão de votos por causa da confusão entre o número dele e o número do Bolsonaro.
Agora isso vai se repetir, e a campanha, parte da campanha pelo menos, porque eles brigam tanto que a gente não pode falar em campanha, né, é sempre vários setores, mas parte da campanha acha que pode até ocorrer o contrário, né, o eleitor de São Paulo votar errado no Bolsonaro usando o número do Tarcísio. Então essa presença, essa, esse comparecimento momento aí é o debate, ainda que sem o Lula, serviria inclusive para isso. Mas eu, bom, vamos ver se vai ter só os danicos. Pode acabar acontecendo isso, não é?
Qual que é a sua análise? Nesse caso, eu acho que a emissora pode cancelar o debate se nenhum dos dois for. Eu acho que tem até uns uns uns uns de que poderia não ocorrer o debate. Então A gente tá trabalhando num terreno bem pantanoso de várias possibilidades, porque o Lula também tem uma agenda no Rio de Janeiro na sexta, ou seja, ele deixou alguma brecha para comparecer. Então tá um terreno bem pantanoso. Zambelli, a gente ainda, a gente sobrevaloriza o peso de um debate, ou você acha que realmente TV aberta com essa audiência no horário mais cedo ainda é um evento relevante pela audiência, pela proximidade, né, da decisão.
Nós vamos estar 3 dias do primeiro turno das eleições. O debate passa a ter uma relevância, principalmente se o candidato faltar. Eu acho que esse é o principal tema dessa semana, a ausência do presidente Lula, potencial ausência, porque como você disse, vamos saber de fato se ele vai ou não, possivelmente nas últimas horas que antecedem. Vai ter esse suspense aí até a o debate começar, ela gera sim um potencial de agenda negativa para quem não for.
Para o presidente Lula, ele vai, ele tá numa semana positiva em que ele consegue recuperar algum, um pouco de aprovação, melhorar um pouquinho os seus indicadores nos últimos dias por conta das medidas que ele anunciou. Então ele tá de alguma maneira controlando a pauta da semana. Se ele falta ao debate, ele permite ao adversário que o adversário faça uma inversão nesse controle da pauta colocando uma agenda negativa no colo do presidente Lula há 3 dias do primeiro turno, né?
Eu entendo como um erro estratégico a ausência do presidente Lula nesse debate, embora os seus aliados tenham muitos argumentos para defender com que ele não participe. Se o Flávio consegue usar a ausência para potencializar essa ideia de que o presidente não participou de nenhum debate, ou seja, se recusou a debater, ao confronto direto, ele pode de alguma maneira potencializar o efeito digital, né, transformar o que eu chamo do debate no debate de cauda longa, que vai ser discutido até o domingo muito mais, muito menos pelo seu conteúdo, mas muito mais pela forma, pela ausência do presidente.
Só queria chamar atenção, Vera, para um fato curioso: o candidato Romeu Zema, que a gente não sabe se será candidato a presidente até o final do primeiro turno, porque tem uma conversa muito avançada nos bastidores e que ele poderia desistir da sua candidatura, até porque o eleitor aparentemente já desistiu da candidatura dele, Ele não, ele se recusou a participar de um debate que a TV Bandeirantes promoveu, que foi o único debate na TV aberta até agora.
Então é meio contraditório, né, esse posicionamento, né? Eu tenho avaliação inclusive que essa proposta de inclusão no debate veio muito mais ali da campanha do André Marinho no Rio, que tá muito interessado na participação dele no debate de hoje, do que da campanha nacional do Lula.
Agora eu queria ouvir vocês. Até ontem eu concordava com você, achava que não ir ao debate poderia ser mais prejudicial para o Lula. Mas diante dessa gafe que ele cometeu no palanque, eu fico pensando, uma gafe desse tipo em rede nacional, se ele ficasse no corner como ele ficou contra o Bolsonaro no segundo turno, que ele usou todo o tempo e o Bolsonaro ficou falando no final, ou mesmo no primeiro turno contra o Padre Kelman, alguém ali irrelevante, insignificante, conseguiu constranger o Lula.
Poderia ser pior? Queria ouvir rapidinho os dois sobre o que vocês acham em relação a isso.
Eu vejo assim, o presidente Lula participou de um teste importante de estresse nessa campanha, que foi essa batina no Jornal Nacional. Ele teve ali mais ou menos 40 minutos de bastante contestação ali no ambiente bastante hostil, de perguntas difíceis. Do ponto de vista da forma, eu acho que ele teve um desempenho até satisfatório, não comprometeu, não Não teve ali no conteúdo, a gente vai discutir aqui longamente se foi bem ou mal, mas na forma acho que ele teve um desempenho, mostrou-se aparentemente afiado para participar de um debate.
Num debate em que tem muitos candidatos participando, se ele souber administrar minimamente o tempo dele e repetir ali o que ele vem treinando pelo seu marketing, né, de preparação para o debate, a chance dele sair dali com 0 a 0 é grande, né. Então na minha avaliação a ausência é mais prejudicial.
Thaís, a gente viu na sexta ele bem afiado, brincando lá com o Alckmin naquele jantar com empresários. Você acha que tava mais para repetir um desempenho daquele ou do palanque no Pará?
Pois é, Vera, o que a gente viu foi o Lula muito descontraído, muito à vontade, mas ele tava falando sozinho, né? E também acho que ficou bastante claro que tem agora, devido aos tantos mandatos dele, tanta experiência, ele tá convencido de que ele merece algum reconhecimento e muito respeito, e ele fica muito irritado quando as pessoas não correspondem a essa expectativa dele. Isso aconteceu no debate do Jornal Nacional e foi um dos pontos baixos dele, né?
Ele chegou a atingir uma certa arrogância lá junto aos jornalistas quando ele reclamou do tratamento e do não reconhecimento. Então acho que isso pode ser uma coisa muito prejudicial, essa soberba que ele vem desenvolvendo aí, que eu acho que é típico de gente que fica muito tempo no poder cercado de muita gente que fala sobre a ideia dele e tal, né?
Mas é, eu acho que uma cadeira vazia, que bastou uma ajudinha de Nossa Senhora para ele voltar para o salto, inclusive.
É, vamos ver qual o efeito de uma cadeira vazia, que que isso pode causar.
Exatamente, meus caros. Hoje teve tanto assunto quente que foi essa loucura, papapá, mas foi maravilhoso. Obrigada, Zambelli, por mais uma participação. Se tiver segundo turno, eu já quero você de novo.
Estaremos aqui. Obrigado, Vera. Boa noite, boa noite, Thaís. Boa noite, ouvintes.
Thaís, obrigada. Até terça, já depois das urnas falarem.
É isso aí. Valeu, Zambelli. Até lá, Vera, com as urnas tendo falado. Então, terça-feira.
É isso, gente. O Viva a Voz fica por aqui. Aí, hoje a gente teve a Produção do Ender Starles, trabalhos técnicos em São Paulo do Henrique Dias e no Rio do Ramon Lemes. Eu volto amanhã, tchau tchau.
Viva Voz, especial eleições 2026. Oferecimento CICB, o maior e melhor centro de convenções do Brasil. Apresentação Vera Magalhães. Afternoon glare totally ruined my watch party for the big game.
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