Lula e Flávio buscam por apoio dos demais candidatos
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- A busca de Lula e Flávio Bolsonaro por apoio de outros candidatosvoto consolidado de terceiros candidatos·rejeição alta dos finalistas·alternativa de saída da disputa
- O assédio a Romeu Zema (Novo) e as dissidências em seu partidoassédio de Flávio Bolsonaro·desentendimento com o próprio partido em Minas·apoio de candidatos do Novo a Flávio Bolsonaro
- A posição de Ronaldo Caiado (PSD) frente às investidas de apoiopartido com bancada forte no Congresso·amarração de candidaturas a deputado federal·sucessão em Goiás bem encaminhada
- A estratégia de Renan Santos para formar bancada no Congressonão fechar com ninguém·usar votação para fazer bancada·ultrapassar a cláusula de barreira
- A situação de Augusto Cury (Avante) e a busca de apoio de Lulamelhor situado da terceira via·emissários de Lula procurando o partido·pragmatismo do presidente do Avante
- A questão do dinheiro público para campanhas de candidatos desistentesdúvida sobre o destino dos recursos·financiamento de campanhas·pergunta dos ouvintes
Tudo é Política com Maria Cristina Fernandes.
Oi, Maria Cristina, boa tarde!
Boa tarde, Tati! Fernando, boa tarde, ouvintes!
Bom, Maria Cristina hoje vai trazer informação e análise a respeito da busca dos dois principais candidatos à presidência pelo apoio dos demais candidatos. E aqui a gente tá falando obviamente de Lula e Flávio Bolsonaro. Conta, Maria Cristina.
Sim, tá, tipo que a gente falava ontem analisando a pesquisa da Quest que a numeralha desses terceiros, quarto e quinto colocado, o que eles marcam hoje nas pesquisas é um voto relativamente consolidado e que esse não dá para os os dois principais finalistas, principalmente o senador Flávio Bolsonaro, contar com esses outros para tentar vencer no primeiro turno. Pelo menos isso é o que indica as pesquisas, porque também os dois finalistas têm um grau de rejeição muito alto.
Então o que resta para tentar alternativa seria que eles saíssem da disputa, ou se não der certo, já se entabula ali uma conversa para apoio no segundo turno. Então este é o espírito. E como é que ficam aí os candidatos frente a esta investida? Bem, o candidato do PSD, o ex-governador Ronaldo Caiado, muito dificilmente aceitaria qualquer coisa do gênero, porque ele integra um partido que tem uma bancada forte no Congresso, que é o PSD.
E o PSD agora, que inicialmente nem queria lançar candidato à presidência, mas agora que tem, amarrou as suas candidaturas a deputado federal principalmente, né? Senador é muito ligado a governador no Brasil inteiro, mas os deputados federais são de alguma maneira alavancados sim para uma candidatura presidencial. E isso desguarneceria a campanha de deputados federais nessa reta final. Além disso, o Caiado tem a sucessão lá em Goiás bem encaminhada nas mãos do seu sucessor, que é o governador em exercício e é candidato à reeleição.
E a esposa do Caiado disputa também o Senado. Então, improvável que isso prospere. É, Renan Santos, bem, O Renan Santos, noves fora o fato de que ele não tá aí para fechar com ninguém. O Renan já bate em todo mundo, apareceu na frente, ele bate. Ele também quer fazer bancada, né? Ele quer usar a votação dele para fazer bancada e fazer com que o partido dele ultrapasse a chamada cláusula de barreira, que é, digamos assim, a guilhotina para os partidos terem acesso aos recursos partidários e eleitorais, né?
Romeu Zema, o ex-governador de Minas, que é candidato pelo Novo, esse é que tá enfrentando a maior, o maior assédio, não apenas do Flávio Bolsonaro, mas do seu próprio partido. Porque a Sibeli Bolsas, que é uma colega do Valor, correspondente do Valor em BH, trouxe uma excelente reportagem mostrando como lá o desentendimento do Zema com seu partido lá em Minas fez com que vários candidatos, a começar pelo candidato do Novo ao Senado, chama-se Marco Antônio Supermin, ele já anunciou publicamente apoio ao Flávio Bolsonaro.
E foi abraçado pelo PL, né? E lá este candidato ao Senado apoia o Cleitinho Azevedo, que é o candidato do Republicanos, a despeito do Novo apoiar a candidatura do governador que ficou no lugar do Zema no governo, que é o Mateus Simões, do PSD, que é o homem de confiança do Zema e tá lá disputando a sua sucessão. E ele também não apoia. Então ele que está puxando, digamos assim, essa dissidência no estado. Agora, não é apenas em Minas que isso está acontecendo.
Você vai falar de São Paulo? Vou falar de São Paulo, porque Ricardo Salles também desistiu em favor de outros dois candidatos, né?
Pois é, deputada federal pelo Novo, a Maria Helena, que é deputada federal buscando a reeleição, também está apoiando o Flávio. E no Distrito Federal, o Sebastião Coelho também declarou do Novo. É um ex-desembargador, também declarou apoio ao Flávio Bolsonaro. E então isso, eles estão, têm tido sucesso com o Novo em esvaziar o Zema, que já está de todos esses, essa terceira via é quem está pior nas pesquisas. E finalmente o Cury, depois a gente volta aqui para o Ricardo Salles.
O Cury que é o melhor situado da terceira via. Há emissários do Lula procurando o partido. O partido é presidido, a despeito do Augusto Cury ser um psiquiatra escritor que não tem militância partidária nem política, entrou agora nessa. O presidente do seu partido, que é o Avante, Luiz Tibê, é um deputado federal e é alguém que dialoga com governos, com partidos. É um homem de Congresso, pragmático. E ele tem sido procurado pelos emissários de Lula.
Muito dificilmente qualquer coisa prosperará no primeiro turno, seria algo para o segundo. Você falou do Ricardo Salles, ex-ministro do Bolsonaro, candidato ao Senado, que retirou a candidatura para apoiar os dois outros postulantes. O André do Prado, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, e o Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública do Tarcísio, deputado federal, candidato agora ao Senado. Qual é o que— e isso, este foi um movimento que contou com o apoio e a, digamos assim, o respaldo do governador.
Numa tentativa de esvaziar a candidatura das duas candidatas, duas ex-ministras que são do campo governista, a Marina Silva e a Simone Tebet. Então é uma guerra que está deveras acirrada, Tati Fernandes.
Sem dúvida. Acho que uma dúvida que fica também para os nossos ouvintes quando ouvem é que uma série de candidatos desistiu da disputa e na semana da eleição ou há poucos dias da eleição, uma pergunta que podem se fazer é: o que acontece com o dinheiro público que eles receberam ou que os seus partidos receberam para financiar suas campanhas, Maria Cristina?
O ouvinte sempre sabe fazer as melhores perguntas, né? Sem dúvida.
Quem tem bons ouvintes tem tudo, né? Fala a verdade.
Com certeza. Eu não sei, mas eu me comprometo em procurar saber. Perfeitamente. Ótimo.
Maria Cristina Fernandes conosco diariamente no nosso Estúdio CBN, sempre nos ajudando a ligar os pontos, a entender o Brasil. Obrigada, um beijo, até amanhã.
Eu que agradeço, Tati Fernanda. Até amanhã, boa tarde, ouvinte.