Lula chama atenção para divisão na esquerda
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- A preocupação de Lula com a divisão da esquerda na eleição para o Senadodivisão de votos no Rio de Janeiro·benefício a candidatos bolsonaristas·resistência a Pedro Paulo no Rio
- A estratégia de Tarcísio para eleger senadores bolsonaristas em São Paulocampanha para Derrite e André de Paula·oposição a candidatas do PT/PSB·importância da disputa pelo Senado
- A importância da composição do Senado para a governabilidade do próximo governodisputa pelo comando do Senado·abertura de impeachment de ministros do Supremo·crise de governabilidade sem precedentes
- A dificuldade das pesquisas em prever resultados para o Senadohistórico de erros em eleições com duas vagas·candidatos inesperados eleitos·combinação imprevisível de votos
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Viva a Voz com Vera Magalhães. Oferecimento CICB, o maior e melhor centro de convenções do Brasil. E aí, Vera?
Oi, Sardenberg, tudo bom? Boa tarde para você, para Cássia.
Boa tarde, Vera.
Tema que você sugere hoje é a preocupação de Lula com o Senado, né? Houve episódios lá, o candidato do Rio, Pedro Paulo, tomou uma vaia e parece que há um crescimento aqui dos candidatos do Rodrigo, do Tarcísio, aqui em São Paulo.
Vera, o Lula demonstrou preocupação com uma divisão ali de votos dos eleitores dele entre os candidatos que são os oficiais da aliança, né, que são a Benedita e o Pedro Paulo, e a Mônica Benício, que é candidata da esquerda e que tá levando o segundo voto da Benedita. O que ele disse é que esse tipo de postura e a divisão da esquerda vai acabar elegendo os candidatos da direita, e que isso pode se repetir em vários lugares. Tem muitos outros estados em que tem uma divisão entre a esquerda e pode beneficiar candidatos do núcleo bolsonarista.
Ele falou ali que tem que ser pragmático, que ninguém mais é criança, mas tem uma resistência grande no Rio de Janeiro, principalmente, Sardenberg, pelas denúncias que houve contra o deputado Pedro Paulo. Aquelas de agressão contra a mulher dele, e também pelo fato dele ter votado favoravelmente ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Ele já fez um mea culpa, disse que se arrependeu, mas uma parcela do eleitorado lulista não perdoa, tanto que o vaiou ontem.
Então, o que o Lula acha, e que ele tá preocupado e demonstrou essa preocupação, que isso pode acabar favorecendo a eleição ou do Portinho ou do Carlos Jordi ou até mesmo do Marcelo Crivella, que são candidatos que correm ali pela direita e que seriam beneficiados com essa divisão. Em São Paulo, Tarcísio pegou para ele, né, a missão de eleger os dois candidatos do seu campo. Ele tem feito mais campanha pelo voto no Derrite e no André de Paula do que para ele mesmo, toda hora martelando essa propaganda e dizendo claramente: se não votar nesses dois, vai eleger duas candidatas do PT.
Embora nem a Marina e nem a Simone Tebet sejam candidatas efetivamente do PT, elas são do PSB, mas são as candidatas do Lula. Então parece que agora em todo o país os dois lados estão dando mais importância, mais ênfase para essa disputa para o Senado, por tudo que ela representa, pela importância que ela vai ter para o ano que vem, né? A gente vê a capa da Veja aí com o presidente do Senado envolvido mais profundamente ainda no caso Master.
A disputa pelo comando do Senado vai ser logo um dos primeiros embates do próximo governo e logo em seguida deve começar toda a discussão sobre a abertura ou não de impeachment de ministros do Supremo. Então, o peso que essa eleição ganha. O Lula falou que, a depender da composição do Senado, pode haver uma crise de governabilidade sem precedentes. Isso ele contando com a possibilidade dele ser reeleito. Mas é uma crise que pode acontecer em qualquer dos cenários, seja com ele eleito, seja com o Flávio Bolsonaro eleito também.
E a gente vem observando, né, Vera, curiosamente uma situação muito similar na pesquisa Datafolha para o Senado aqui em São Paulo à pesquisa presidencial. Então a pesquisa mais recente Datafolha mostra que as ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet Elas ainda lideram a pesquisa para o Senado, mas já estão aparecendo tecnicamente empatadas com Guilherme de Ritchie, com André do Prado.
Eu sempre chamei atenção, Cássia, nas nossas conversas aqui na CBN para o fato de que a vantagem que elas tinham me parecia muito fruto do recall, pelo fato de ambas terem sido ministras e senadoras. Enfim, elas têm uma visibilidade há bastante tempo. Não parece muito razoável que um governador de um campo tenha chance de ganhar no primeiro turno e não arraste pelo menos um dos senadores. Eu ainda acredito que ele vai acabar sendo efetivo e elegendo os dois, mas é algo que as pesquisas não atestam até aqui.
Mas a gente tem um histórico muito grande de eleições, principalmente quando tem duas vagas em jogo, em que as pesquisas não conseguem captar com antecedência quem vai ser eleito para o Senado. E aí no dia da eleição é aquele chá de revelação, um monte de gente que nem tava no horizonte se elegendo senador. Aconteceu em Minas com o Rodrigo Pacheco, que nem aparecia entre os favoritos e ganhou da Dilma. Então isso vai acontecer em 4 de outubro, é uma das coisas que não precisa nem ser evidente para saber que muita pesquisa vai vir errada em relação ao Senado, porque a combinação de votos que as pessoas fazem é imprevisível.
E aí Eles começam a se dar conta de quem são os candidatos, da que apoiados pelos candidatos deles para o executivo, só na reta final.
Vera Magalhães, obrigado, Vera. Bom final de semana e até.
Para vocês também, até segunda e até mais tarde no resumo da ópera lá no Ponto Final.
Até mais, Vera.
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