Em sabatina, Kalil diz que errou ao deixar prefeitura de BH para disputar governo estadual em 2022
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Alexandre Kalil
Desirê Miranda
- Alexandre Kalil admite erro ao deixar prefeitura de BH para disputar governoperdeu para Romeu Zema em 2022·erro em aliança com Lula·recusou nova parceria com PT
- Kalil compara afastamento de Lula a briga de amigos e ironiza jantarevento social com lideranças políticas·chamou de santa ceia·distanciamento por Lula cuidar do governo
- Kalil critica classificação de facções criminosas como terroristasterrorismo associado a motivações ideológicas·organizações buscam lucro e enriquecimento·Osama Bin Laden não era terrorista por dinheiro
- Aécio Neves não ocuparia cargo no Executivo mineiro em vitória de Kalilderrota de Aécio Neves ao Senado·Aécio Neves do PSDB
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Informação agora chegando de Belo Horizonte com a Desirê Miranda, que acompanhou a sabatina da CBN, do Globo e do jornal Valor Econômico com o candidato ao governo de Minas Gerais pelo PDT, Alexandre Kalil.
Desirê, boa tarde.
Eita, boa tarde para você, para o Fernando e para os ouvintes. Durante a sabatina, Alexandre Kalil do PDT admitiu que errou ao deixar a Prefeitura de Belo Horizonte para disputar o Palácio Tiradentes em 2022, quando perdeu para Romeu Zema, do Novo. O ex-prefeito também disse que foi um erro ter firmado aliança com o presidente Lula na ocasião, mas garantiu que tem uma relação respeitosa com o petista. Prova disso, segundo Kalil, foi o fato de que o PT queria uma nova parceria para a disputa atual, mas ele recusou.
Questionado se ainda existia um ressentimento entre eles e sobre um jantar com Lula e BH no qual o ex-prefeito não compareceu, Kalil disse apenas que era um evento social com várias lideranças políticas, ironizou como uma santa ceia, chamou de santa ceia. Kalil comparou ainda o afastamento do presidente com uma briga de amigos.
Ser um jantar social na casa de um amigo em comum, que era o Walfrid Marisguias, né? Eu até brinco, falei, se eu soubesse que era santa ceia, eu teria ido. Houve um distanciamento porque ele foi cuidar lá do governo dele. Me falaram na época que eu teria que apoiar o Partido dos Trabalhadores e o Lula. E foi um erro meu de avaliação de sair da prefeitura. É um afastamento, aquele cara que fica seu amigo ali na praia um dia, você passa um verão e tal, né, com os casais, separam.
Também durante a sabatina, Kalil criticou a proposta de classificar facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo ele, o terrorismo está associado a motivações ideológicas enquanto essas organizações atuam com o objetivo de obter lucro e enriquecimento por meio do crime.
Eu sei que terrorista, se terrorista ligasse para dinheiro, o Osama Bin Laden não era terrorista, porque ele faz parte de uma das famílias mais ricas da Arábia Saudita. Então não tem relação nenhuma de terrorismo com ladrão, um bandido que quer enriquecer. Então eu acho que não tem o menor cabimento classificar bandido que quer enriquecer de terrorista.
Por fim, Kalil também afirmou que em eventual vitória ao governo de Minas, em uma derrota do candidato da chapa dele ao Senado, Aécio Neves, do PSDB, o tucano não ocuparia um cargo no Executivo mineiro. Além de Alexandre Kalil, O candidato à reeleição, Mateus Simões, do PSD, participou da sabatina promovida pela Rádio CBN, o Globo e o Valor Econômico nessa quarta-feira. Cleitinho Azevedo, do Republicanos, e Patrícia Ananias, do PT, que completam o grupo de melhores colocados nas pesquisas, não participaram, alegando conflito de agenda. Tati.
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