Lula e Flávio Bolsonaro começam a investir em alianças para eventual 2° turno
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Tati
Honey Veloso
- Flávio Bolsonaro e Lula buscam alianças para eventual segundo turnocampanhas tecnicamente empatadas·Flávio Bolsonaro busca apoio do Centrão·Lula aposta na neutralidade das siglas
- Impacto da Federação União Progressista na decisão de apoio presidencialreunião após o primeiro turno·Ciro Nogueira incomodado com fala de Lula·decisão da sigla com maior bancada
- Posicionamento do Republicanos sobre apoio a candidatos presidenciaisdiscussão interna no partido·Hugo Motta apoia Lula na Paraíba·Marcos Pereira apoia Flávio Bolsonaro em São Paulo
- Outros candidatos à presidência e seus posicionamentos para o segundo turnoAugusto Cury não apoiará ninguém·Romeu Zema se afastará da política·Ronaldo Caiado flerta com bolsonarismo
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Como é que tá a disputa pelos apoios de segundo turno das duas campanhas? Mudando de assunto, Rani, de Lula e de Flávio Bolsonaro.
É isso, Tati. Faltando 11 dias para eleição, Flávio Bolsonaro e Lula já investem nos bastidores na formação das alianças para um eventual segundo turno. Eles vinham aparecendo tecnicamente empatados no segundo turno, agora também no primeiro. Enquanto Flávio Bolsonaro se apoia no capital político para votação do primeiro turno e a eleição de deputados federais pelo PL para partidos do Centrão, como União Brasil, PP e Republicanos, Lula aposta na neutralidade das siglas.
Dessa forma, os palanques— com os palanques liberados, o presidente pode consolidar apoios dessas siglas do Centrão, sobretudo no Nordeste. Mas os planos podem ser frustrados. Isso porque a Federação União Progressista se reúne logo no dia 6 de outubro, após o primeiro turno, para definir se irão apoiar um candidato à presidência. De acordo com interlocutores de Ciro Nogueira, ele teria se incomodado com a fala de Lula em que ele é chamado de vira-lata durante o comício no Piauí, estado pelo qual o senador disputa a reeleição.
O fato pode impactar na decisão da sigla, que tem uma das maiores bancadas da Câmara. Já o Republicanos, de Marcos Pereira, diz que a discussão ocorrerá internamente no partido em um momento adequado. Apesar do presidente da Câmara, Hugo Motta, candidato à reeleição, fazer campanha para Lula no seu estado na Paraíba. O presidente da sigla, Marcos Pereira, apoia Flávio Bolsonaro em São Paulo. Sobre os outros candidatos à presidência, Augusto Cury, do Avante, vem figurando em terceiro nas pesquisas e disse que não vai apoiar ninguém no segundo turno.
Romeu Zema, do Novo, afirmou que se não ganhar vai se afastar da política. Ronaldo Caiado, do PSD, flerta com o bolsonarismo há muito tempo. Ele é a favor da anistia geral aos condenados pelo 8 de janeiro, mas disse à CBN que não Foi procurado nem por Lula nem por Flávio. Renan Santos do Missão ainda não debateu a possibilidade.
Tati, obrigada, Honey. Honey Veloso em Brasília.
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