Na ONU, Lula defende soberania, democracia e reforma da governança global
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- Lula defende a democracia e soberania brasileira na Assembleia Geral da ONUingerência externa em processos eleitorais·sistema eleitoral moderno e robusto·democracia brasileira pertence aos brasileiros
- Lula critica ingerência externa e defende autodeterminação do povo venezuelanoBrasil não cabe no quintal de ninguém·divisão do mundo em zonas de influência·investidas neocoloniais por recursos estratégicos
- Brasil combate o crime organizado e a corrupção com lei antifacçãoenfrentar organizações criminosas·combate ao fluxo ilícito de armas·lavagem de dinheiro de criminosos brasileiros
- Lula critica cenário de guerras e defende reforma do Conselho de Segurança da ONUnecessidade de líderes se reunirem·ONU não consegue exercer seu papel·solução de dois estados para israelenses e palestinos
- Lula defende o Pix como serviço público e gratuito contra privatizaçãopressão de multinacionais·inclusão financeira para milhões de brasileiros
- Lula rebate críticas sobre desmatamento e defende valorização de minerais brasileirosdesmatamento no território brasileiro menor em 11 anos·autoridade moral para rebater medidas protecionistas·geração de valor dos minerais no solo brasileiro
- Lula critica a indústria de apostas online e defende regulamentação da IAendividamento das famílias brasileiras·decisões sobre tecnologia com responsabilidade
Seguimos agora trazendo a informação que chega com a Rani Veloso. A Rani Veloso, que tem um apanhado do que foi o discurso do presidente Lula na abertura da Assembleia Geral da ONU. Rani Veloso, boa tarde para você.
Boa tarde, Cássia Sardenberg, e a todos que nos acompanham. Olha, nesse discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente Lula afirmou que a democracia está novamente em xeque, uma vez que o mundo voltou a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais, e que será preciso escolher entre soberania ou subordinação. Ao mesmo tempo, Lula mandou um recado de que o Brasil não aceitará essas ingerências nas eleições de outubro, dizendo que possui um sistema eleitoral moderno e robusto, sob o olhar atento de uma cidadania plural e de uma imprensa livre, que não vai permitir que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular, frisando que a democracia brasileira pertence aos brasileiros e que o Brasil continuará sendo um país soberano.
Ao tratar desse tema da geopolítica na América Latina, Lula declarou que o Brasil não cabe no quintal de ninguém e defendeu que o povo venezuelano tem o direito de decidir o próprio destino.
O Brasil não cabe no quintal de ninguém. Percorremos um longo caminho para restaurar a vontade popular. A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais. A divisão do mundo em zona de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constitui gestos anacrônicos. O povo venezuelano merece definir o seu próprio destino.
O presidente também defendeu o Pix como um serviço público e gratuito e criticou a pressão de multinacionais, dizendo que não vai ceder à pressão de privatização do sistema de pagamento desenvolvido pelo Banco Central.
Não vamos ceder às pressões de multinacionais que querem privatizar o nosso Pix, uma infraestrutura de pagamentos pública e gratuita que fez da inclusão financeira uma realidade para milhões de brasileiros e brasileiras.
Bom, na área da segurança pública, o chefe do Executivo disse que o Brasil não subestima o desafio representado pelo crime organizado e que está preparado para enfrentar as organizações criminosas que aterrorizam nossas comunidades, e descartou a presença de forças militares estrangeiras na costa brasileira. Lula destacou que entregou pessoalmente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma proposta de cooperação internacional focada no combate ao fluxo ilícito de armas e a lavagem de dinheiro de criminosos brasileiros no exterior.
A gente lembra que recentemente os Estados Unidos classificaram as facções criminosas como PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas, o que Lula não concordou e disse publicamente, inclusive na semana passada. Vamos ouvir o trecho do discurso na Assembleia Geral da ONU.
Esse é o espírito da proposta que entreguei pessoalmente ao presidente dos Estados Unidos. Estamos enfrentando todos os escalões da criminalidade, inclusive os magnatas do crime. A lei antifacção que acabamos de aprovar impõe ao crime organizado penas superiores as previstas para o terrorismo. Crime organizado e corrupção andam juntos. O combate à corrupção continuará implacável, doa a quem doer.
Bom, o presidente Lula também criticou a indústria das bets, que são esses jogos de apostas online. Inclusive, é esperada alguma medida do governo ainda nessa semana, uma vez que é um motivo de endividamento das famílias brasileiras e impacta na avaliação do governo. Outros temas também de discussão nacional foram levados a esse discurso em uma agenda internacional. Ele defendeu o fim da escala de trabalho 6 por 1, fez um aceno às mulheres dizendo que o trabalhador precisa de tempo para descansar, sobretudo para aliviar a sobrecarga para as mulheres.
Também defendeu aí a mulher livre do feminicídio, sem violência, e que e destacou que essa é uma causa que o mundo todo precisa abraçar. Lula também destacou sobre a revolução tecnológica, dizendo que é necessário a regulamentação da inteligência artificial, que essas decisões sobre tecnologia devem ser acompanhadas de responsabilidade. Também rebateu um outro argumento dos Estados Unidos sobre o desmatamento no país, que foi um dos motivos alegados para o tarifação, imposto aos produtos brasileiros, dizendo que o desmatamento no território brasileiro foi o menor em 11 anos e que tem autoridade moral para inclusive rebater essas medidas que foram classificadas por ele como protecionistas.
Destacando também que o Brasil tem as terras raras e os minerais críticos, que o mundo precisa desses minérios, mas que pertence ao povo brasileiro, que terá como contrapartida a geração de valor desses minerais no solo brasileiro. Então Então são esses os destaques do presidente, que também citou e criticou o cenário internacional de guerras, defendendo a paz, criticando o Conselho de Segurança da ONU. O Brasil tenta uma cadeira como titular nesse organismo internacional há muito tempo, né?
E disse que é necessário que os líderes dos países que integram o Conselho devem se reunir, que já passou dos limites, para tomar uma decisão sobre esses conflitos, uma vez que a ONU não consegue exercer esse papel e voltou a defender a solução de dois estados para que israelenses e palestinos possam viver em paz.
Cássia, muito obrigada. Esta foi a Rani Veloso falando direto de Brasília.