Carla Zambelli pede ao STF para vir ao Brasil sem ser presa e votar no primeiro turno das eleições
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Débora
Igor Cardim
- Carla Zambelli pede habeas corpus preventivo para votar no Brasilretorno ao país em 3 de outubro·votar e deixar o Brasil em 5 de outubro·mãe candidata a deputada federal
- Condenações de Carla Zambelli no Brasil e prisão preventiva10 anos por ataque a sistemas do CNJ·inserção de falso mandado de prisão·5 anos e 3 meses por apontar arma·prisão preventiva decretada por Moraes·inclusão na lista de difusão vermelha da Interpol
- Pedidos da defesa de Zambelli e decisões da Justiça italianasuspensão da execução das condenações·supostas irregularidades na troca de mensagens·Justiça italiana rejeita pedido de extradição·Corte Suprema de Cassação anula decisão favorável
Nós voltamos a Brasília com o Igor Cardim, que tem mais detalhes sobre um pedido de Carla Zambelli, que está na Itália. Oi, Igor, boa noite novamente.
Boa noite, Débora. Um pedido um tanto quanto curioso, porque a defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli entrou hoje no STF com pedido de habeas corpus preventivo para obter um salvo conduto que permita a entrada no Brasil de Zambelli sem ser presa. Segundo a defesa, ela pretende retornar ao país em 3 de outubro na véspera do primeiro turno para votar e deixar o Brasil novamente em 5 de outubro. No documento, o advogado explica que a mãe de Zambelli, Rita Zambelli, é candidata a deputada federal por São Paulo.
Segundo o advogado Eduardo Maurício, que assumiu os processos de extradição de Zambelli na Itália, afirma que o pedido busca garantir a entrada no Brasil, o exercício do voto e o retorno à Itália sem prisão durante esse período. A defesa diz que a intenção é exercer o direito político presencialmente e inclusive votar na própria mãe. A deputada cassada Zambelli tem duas condenações no Brasil: há 10 anos de prisão pelo ataque aos sistemas do CNJ e pela inserção de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, assinado por ele mesmo, e há 5 anos e 3 meses pelo episódio em que apontou uma arma para um homem em São Paulo às vésperas das eleições.
No ano passado, Moraes decretou a prisão preventiva da ex-deputada depois que ela deixou o país e determinou a inclusão do nome dela na lista de difusão vermelha pela Interpol. E aí, no novo pedido apresentado, a defesa solicita a suspensão da execução das condenações até o julgamento de uma ação de supostas irregularidades na troca de mensagens entre Daniel Forcaro e Moraes, ou até nova decisão do Supremo. Os advogados citam ainda, Débora, decisões da Justiça italiana sobre o processo de extradição, que em maio a justiça rejeitou um pedido de extradição e determinou a soltura de Zambelli.
Em junho, a Corte Suprema de Cassação anulou outra decisão favorável de extradição e determinou uma nova análise do caso, que ainda está pendente. Débora.