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Carla Zambelli pede ao STF para vir ao Brasil sem ser presa e votar no primeiro turno das eleições

22 de setembro de 20262min
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A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli entrou no STF com um pedido de habeas corpus preventivo para obter um salvo-conduto que permita a entrada no Brasil sem ser presa. Segundo a defesa, ela pretende retornar ao país em 3 de outubro, véspera do primeiro turno, para votar, e deixar o Brasil novamente em 5 de outubro.

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Participantes neste episódio2
D

Débora

Host
I

Igor Cardim

Reporterjornalista
Assuntos3
  • Carla Zambelli pede habeas corpus preventivo para votar no Brasilretorno ao país em 3 de outubro·votar e deixar o Brasil em 5 de outubro·mãe candidata a deputada federal
  • Condenações de Carla Zambelli no Brasil e prisão preventiva10 anos por ataque a sistemas do CNJ·inserção de falso mandado de prisão·5 anos e 3 meses por apontar arma·prisão preventiva decretada por Moraes·inclusão na lista de difusão vermelha da Interpol
  • Pedidos da defesa de Zambelli e decisões da Justiça italianasuspensão da execução das condenações·supostas irregularidades na troca de mensagens·Justiça italiana rejeita pedido de extradição·Corte Suprema de Cassação anula decisão favorável
Transcrição2 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Nós voltamos a Brasília com o Igor Cardim, que tem mais detalhes sobre um pedido de Carla Zambelli, que está na Itália. Oi, Igor, boa noite novamente.

?Voz B

Boa noite, Débora. Um pedido um tanto quanto curioso, porque a defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli entrou hoje no STF com pedido de habeas corpus preventivo para obter um salvo conduto que permita a entrada no Brasil de Zambelli sem ser presa. Segundo a defesa, ela pretende retornar ao país em 3 de outubro na véspera do primeiro turno para votar e deixar o Brasil novamente em 5 de outubro. No documento, o advogado explica que a mãe de Zambelli, Rita Zambelli, é candidata a deputada federal por São Paulo.

Segundo o advogado Eduardo Maurício, que assumiu os processos de extradição de Zambelli na Itália, afirma que o pedido busca garantir a entrada no Brasil, o exercício do voto e o retorno à Itália sem prisão durante esse período. A defesa diz que a intenção é exercer o direito político presencialmente e inclusive votar na própria mãe. A deputada cassada Zambelli tem duas condenações no Brasil: há 10 anos de prisão pelo ataque aos sistemas do CNJ e pela inserção de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, assinado por ele mesmo, e há 5 anos e 3 meses pelo episódio em que apontou uma arma para um homem em São Paulo às vésperas das eleições.

No ano passado, Moraes decretou a prisão preventiva da ex-deputada depois que ela deixou o país e determinou a inclusão do nome dela na lista de difusão vermelha pela Interpol. E aí, no novo pedido apresentado, a defesa solicita a suspensão da execução das condenações até o julgamento de uma ação de supostas irregularidades na troca de mensagens entre Daniel Forcaro e Moraes, ou até nova decisão do Supremo. Os advogados citam ainda, Débora, decisões da Justiça italiana sobre o processo de extradição, que em maio a justiça rejeitou um pedido de extradição e determinou a soltura de Zambelli.

Em junho, a Corte Suprema de Cassação anulou outra decisão favorável de extradição e determinou uma nova análise do caso, que ainda está pendente. Débora.

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