Veja o que é #FATO e o que é #FAKE na entrevista de Renan Santos ao g1 e à GloboNews
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- Prefeito de Santa Quitéria e facção criminosaSanta Quitéria·Comando Vermelho·Abuso de poder político e econômico
- Impacto da ausência paterna· SociedadeSilvio Santos·Estudo da FGV de 2007·Índice Gini
- Crime e Justica· SegurancaPrincípio de Pareto·Reincidência no Brasil·Comando Vermelho
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Hey Meta, what should I do with my life?
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Em entrevista ao G1 e a GloboNews, comandada por Natu Zaneri e André Assadi, o candidato do Missão à presidência, Renan Santos, relacionou a ausência de uma figura paterna ao cometimento de crimes.
A maior parte dos jovens que cometem crimes no Brasil não tem, não tem a figura masculina por perto. O estudo da GV de 2007 mostra que os meninos que vão parar na FEBEM e os meninos que cometem crime, em 80% dos casos, eles não têm a figura paterna. A ausência da figura masculina tem uma correlação mais forte do que o índice Gini, que é o índice de desigualdade, para o cometimento de crime. O que eu quero dizer: a figura do bom pai, do bom avô, do bom homem de referência faz falta. Não é bem assim.
O estudo Determinações Geográficas do Nível de Criminalidade no Estado de São Paulo, publicado em 2007 pelos economistas Gabriel Chequier Hartung e Samuel Pessoa, vinculados à FGV, menciona que a estrutura familiar impacta a criminalidade. Ao analisar os dados de 643 municípios paulistas obtidos no censo de 1991, os pesquisadores concluíram que no caso de crimes violentos como homicídios, indicadores econômicos como PIB per capita e o índice de Gini perdem relevância estatística quando o modelo inclui variáveis demográficas.
Mencionando outras análises internacionais, a pesquisa aponta que a ausência de uma figura paterna e a qualidade da criação tem um peso estatístico mais robusto do que a renda isolada, gerando impactos nas taxas de violência 15 a 20 anos depois, quando as crianças atingem a juventude. Por outro lado, o trabalho da FGV não faz menção a algo parecido com 80% dos meninos na FEBEM não tem pai. Não esse número no texto, que não lista censos com internos da atual Fundação Casa.
Ainda falando sobre violência, Renan citou um caso recente ocorrido no Rio de Janeiro e fez uma relação sobre a reincidência criminal.
Eu aposto dinheiro que aquele cara que matou o menino autista agora com cordão, ele é um reincidente, porque tem quase aquela proporção Pareto. Quase todo mundo que comete crime são as mesmas pessoas. Fake.
O princípio de Pareto citado pelo candidato se refere à teoria que diz que cerca de 80% dos efeitos decorrem de 20% das causas. Isso é comumente usado como método em unidades de polícia civil, segundo o trabalho publicado em 2020 pelo delegado Breno Eduardo Campos Alves. A proporção indica que 20% dos criminosos seriam responsáveis por 80% dos crimes. O artigo de 2023 da revista pesquisa FAESP menciona uma cifra muito repetida: 70% das pessoas que cumprem pena de prisão no Brasil reincidem no crime depois de algum tempo em liberdade.
A taxa desafia os especialistas. Ninguém sabe dizer de onde ela teria sido foi extraída nem como se chegou a ela. Estudos recentes realizados em diferentes estados do país chegaram a números que variam entre 24% e 51% de reincidência, todos distantes dos 70% usados como referência. Em outro momento da entrevista, Renan Santos citou o caso de uma cidade cearense.
Eu fui para uma cidade no Ceará que chama Santa Quitéria. Essa cidade foi tomada pelo Comando Vermelho. Prefeito ganhou eleição usando o Comando Vermelho. O prefeito ganhou eleição chamando membros do Comando Vermelho para participar, servindo como capangas, impedindo que as pessoas votassem. E isso não é opinião minha, ele foi afastado por conta disso. Fato.
Em 17 de março deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral caçou os mandatos do prefeito de Santa Quitéria, no Ceará, José Braga Barroso, e do vice-prefeito Francisco Gardel, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024. Segundo o processo, integrantes do Comando Vermelho intimidaram eleitores e apoiadores da chapa adversária com ameaças, pichações e coação. Para o vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinoza, as provas indicaram que o prefeito e o vice tinham conhecimento das ações da facção usadas para influenciar o resultado da disputa eleitoral. Do Rio de Janeiro, Clara Simão.
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