Zema diz que fará um 'choque' na área fiscal e irá 'privatizar tudo' se for eleito
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- Propostas Econômicas e SociaisChoque na área fiscal·Privatização de estatais·Petrobras·Redução de ministérios·Reforma administrativa·Reforma previdenciária·Programas sociais
- Reforma do JudiciárioSupremo Tribunal Federal·Lista tríplice·Poder de indicação
- Licenciamento ambientalOperação Rejeito·Polícia Federal·Mineração em Minas Gerais
- Privatizações· EconomiaEstelonato·Alianças políticas
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O candidato do Novo à presidência da República, Romeu Zema, né, na dédia, afirmou em entrevista ao G1 e à GloboNews que se eleito fará um choque na área fiscal e que vai privatizar tudo, a começar pela Petrobras. O político não disse, no entanto, como viabilizaria esses processos. Também como parte da proposta para a área econômica, o governador, o ex-governador, defendeu um enxugamento da estrutura da administração pública, começando pela redução de ministérios.
Zema afirmou que esse cenário seria bem recebido pelo mercado e contribuiria para uma redução da taxa de juros, que segundo ele poderia cair para menos da metade do patamar atual.
O Brasil precisa de 4 choques na área fiscal. Primeiro, eu quero privatizar tudo, a começar pela Petrobras. Em Minas Gerais, nós privatizamos 118 empresas. Vamos fazer uma reforma administrativa, vamos fazer uma reforma previdenciária e vamos melhorar os programas sociais. Todas essas medidas em conjunto vão gerar uma economia de alguns trilhões de reais nos próximos 20 anos.
Ainda falando de economia, o ex-governador de Minas Gerais foi questionado por não ter cumprido a principal promessa de campanha, a privatização da CEMIG, a Companhia Energética de Minas. Zema respondeu que a venda está em processo e que não foi concluída porque não tinha alianças políticas suficientes no primeiro mandato para concretizar a venda. Na mesma entrevista, Romeu Zema disse ainda que, na cadeira de presidente, retaliaria os Estados Unidos diante das tarifas impostas ao Brasil.
Ele criticou a ação do presidente Lula e disse que iria à América do Norte quantas vezes fossem necessárias. Para Zema, Lula fez agressões gratuitas a Donald Trump, como questionar o dólar e se aproximar de países que podem agravar a crise, caso da China. O ex-governador respondeu ainda sobre fraudes em licenciamentos ambientais investigadas durante a gestão dele, a Operação Rejeito da Polícia Federal por um esquema de corrupção envolvendo a mineração em Minas Gerais.
O candidato disse ter ficado surpreso e decepcionado com o caso. Outro assunto tratado na entrevista foi a situação do Supremo Tribunal Federal. Questionado se as propostas dele para o STF poderiam provocar uma crise caso seja eleito, Zema negou a possibilidade, mas defendeu mudanças profundas no Judiciário.
Eleito presidente, eu quero uma reforma profunda no Judiciário. Quero trabalhar junto com o Congresso E o que eu percebo também, tô sempre junto com parlamentares de Minas Gerais, com pessoas, há um clima, apesar da imprensa não estar noticiando mais, um clima de indignação gigante com esses intocáveis lá de Brasília.
Zema também propôs a adoção de uma lista tríplice para a escolha dos ministros do Supremo, elaborada com a participação de diferentes instituições. O candidato disse que a intenção é tirar o presidente da República o poder de indicar, tirar do presidente, né, da República, o poder de indicar ministros. Perguntado sobre propostas para retirar do STF competências em matérias criminais e tributárias, Zema negou que pretendesse interferir no Judiciário.
Essas declarações então foram dadas a uma entrevista ao portal G1 e a GloboNews.