Flávio Bolsonaro tem nítida recuperação em intenções de voto para presidente
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Cássia
Lauro Jardim
Milton
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Plantão Lauro Jardim.
Muito bom dia para você, Lauro Jardim.
Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes.
Bom dia, Lauro.
Hoje já trouxemos alguns dos dados divulgados pela pesquisa Genial Quest para eleição presidencial. O que nós vimos de uma maneira geral: presidente Lula concorre à reeleição liderando todos os cenários de primeiro e segundo turno, mas perdendo pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro do PL. Quero ouvir a sua análise, seus destaques.
Pois é, Milton, para começar o nosso papo de hoje, eu quero dizer que Embora o Lula apareça, como você disse, nessa pesquisa liderando, e liderando como sempre, a intenção de voto tanto no primeiro quanto no segundo turno, a novidade dessa pesquisa é que tem uma nítida recuperação do Flávio Bolsonaro na intenção de voto para presidente. No primeiro turno, no mês passado, a diferença pró-Lula era de 12 pontos percentuais, agora é de 9.
No segundo turno, o Lula hoje tem 6 pontos percentuais a mais do que o Flávio, mas no mês passado o Lula tinha 8 pontos percentuais a mais. E sobre o segundo turno, é interessante notar, Milton, que assim como as últimas pesquisas já mostravam, o Lula claramente tem hoje um teto que ele não consegue ultrapassar. Nos 4 cenários que a Quest apresentou para os entrevistados. Ou seja, o Lula aparece com o teto contra o Flávio Bolsonaro, também contra o Caiado, contra o Zema, ou quando ele disputa contra o Renan Santos.
Nesse caso, o Lula não passa— em todos esses casos ele não passa de 46% das intenções de votos. Em todos esses cenários ele fica ali entre os 44 e os 46%. Esse é hoje o teto dele, ou melhor, tem sido o teto dele. Ele tem tido uma dificuldade grande para crescer, para ganhar uma nova fatia do eleitorado. Mas o que eu acho mais relevante nessa pesquisa, Milton Acácio, é que salvo exceções que tem aqui e ali, em quase todos os itens da pesquisa o Lula piorou um pouco e o Flávio melhorou um pouco.
Por exemplo, a rejeição do Lula subiu e a do Flávio Bolsonaro recuou. No caso do Flávio Bolsonaro, essa rejeição voltou aos números que ele tinha em maio, que é o período ali anterior ao escândalo do filme Dark Horse, que mostrou ali a relação do Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Boccaro. Ainda no capítulo rejeição, Milton e Cássia, tem um outro dado que que chama atenção, que é a comparação da rejeição do Flávio e do Lula entre os chamados eleitores independentes, ou seja, aquela fatia do eleitorado que não se diz nem bolsonarista e nem lulista, e que no fim das contas, em tese pelo menos, pode votar em qualquer um dos dois em outubro.
Entre esses independentes, a rejeição do Lula subiu de julho para agosto e de 54% para 62%, e a do Flávio caiu de 68% para 62%. Tem um outro exemplo aqui: o número de eleitores do Flávio Bolsonaro que diz que já definiu o voto nele subiu de 62% para 68%, e no caso do Lula, o número de eleitores que diz que definiu o voto se manteve igual ao do mês passado. Tudo isso, no fim das contas, traz para gente um cenário de maior equilíbrio entre os dois nessa campanha, um cenário de maior equilíbrio nesse início de fato do processo eleitoral.
Quanto aos outros candidatos, e aí eu falo daquele segundo pelotão que é composto pelo Ronaldo Caiado, pelo Romeu Zema e pelo Renan Santos, não tem nenhuma novidade de peso nessa pesquisa. Eles juntos somavam 9 pontos na pesquisa anterior e agora somam 10. Agora, voltando aqui para os motivos de preocupação para o Lula que a pesquisa tá apresentando, tem um outro número da pesquisa ruim para o Lula nessa reta inicial da campanha, faltando 2 meses para eleição, que é o seguinte: o percentual de entrevistados que dizem que o Lula não merece mais 4 anos de governo.
Esse percentual subiu de 51 para 55%, é muito alto quando a gente considera que o Lula nesses dois últimos meses gastou muitos cartuchos para alavancar a candidatura dele, Milton, seja com o programa Desenrola, com o programa Gás do Povo, seja com a extensão do Minha Casa Minha Vida. Então tudo isso é preocupante para candidatura dele porque aparentemente nada disso Nada desses cartuchos que ele lançou surtiu o efeito desejado.
E o Flávio Bolsonaro, enquanto isso, praticamente nesses últimos 3 meses só teve notícias ruins. A única que soa positiva foi reconciliação dele com a Michele, mas mesmo assim depois de uma briga, né? Então, para finalizar, a campanha vai começar oficialmente dentro de 10 dias com televisão, horário gratuito de televisão, campanha nas ruas. E esse é o cenário de hoje: o Lula e o Flávio Bolsonaro entram nessa fase de início de campanha assim: o Lula caindo um pouco e o Flávio Bolsonaro se recuperando um pouco.
Laura, você chama atenção para essa queda nos números gerais, né, do presidente Lula, essa elevação do Flávio Bolsonaro. Agora, em um dos segmentos avaliados aqui na pesquisa, tem uma queda importante para o Flávio Bolsonaro. Que segmento é esse?
Pois é, Cássia, entre os evangélicos, né, quer dizer, numa pesquisa que de modo geral, como eu já falei aqui, o resultado para candidatura do Flávio Bolsonaro foi de números melhores que os obtidos no mês passado, ele aparece agora nesse segmento dos evangélicos que ele costuma reinar com apresentando queda. Ele, claro, ele ainda lidera entre os evangélicos, ele lidera sobre o Lula, Mas é importante registrar que a diferença entre ele e o Lula caiu entre os evangélicos.
No primeiro turno, segundo a Quest, o Flávio teria 35% dos votos dos evangélicos contra 28% do Lula, chegaria em primeiro lugar, tem uma vantagem aí de 7 pontos percentuais. Só que em julho, no mês passado, essa diferença que hoje é de 7 pontos era de 12 pontos para Flávio. No segundo turno, o Flávio também bateria o Lula entre os evangélicos por 48 a 33, uma lavada. Mas em julho, o placar era de 53 contra 31, de novo uma queda acentuada.
Não é uma, como eu disse, uma queda irrelevante. Então, com certeza, essa queda entre os evangélicos deve estar sendo motivo de preocupação a partir de hoje, a partir desses números, para campanha do Flávio Bolsonaro.
O Lauro, só para fechar aqui nossa conversa, já que estamos falando aqui do Flávio, né, tá para definir o nome do candidato a vice, né, tem que definir o nome do candidato a vice. Que informação você tem sobre esse tema, Milton?
Eu apurei ontem de noite que o candidato hoje mais forte, que deve ser anunciado hoje inclusive, O nome mais forte para ser o vice do Flávio será é o do coordenador da campanha dele, o senador do Rio Grande do Norte, Flávio Marinho. O Flávio, Rogério Marinho, perdão, Rogério Marinho, na verdade é o que restou para o Flávio Bolsonaro, porque ele tentou de todas as formas, ele e o PL, uma aliança para indicar um vice. Tentou até ontem com União Brasil, com o PP, com Republicanos, e ontem finalmente todos esses 3 partidos que eu citei aqui soltaram notas oficiais dizendo que vão ficar neutros nas eleições.
Então também tinha uma vontade explícita da candidatura do Flávio Bolsonaro, da campanha dele, de apresentar uma mulher como vice para tentar enfim, diminuir a rejeição que o Flávio Bolsonaro tem historicamente entre as mulheres. Isso foi durante meses dito. O próprio Flávio Bolsonaro repetiu o tempo todo que ele queria uma mulher como vice, mas pelo visto o que restou foi buscar um nome em casa e buscar um nome de um homem. Enfim, o Rogério Marinho então hoje, salvo uma mudança de última hora, pelo que eu apurei, hoje deve ser anunciado como o candidato a vice do Flávio Bolsonaro.
Muito obrigado, muito obrigado pelas suas informações e sua análise, Lauro. Até mais, até mais, Milton.
Até sexta-feira, tô de volta na sexta.