Episódios de Política

Fim do 'refresco' de Lula nas pesquisas eleitorais

04 de agosto de 20265min
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Investigações sobre suspeitas de tráfico de influência miram o filho, Lulinha, e o ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o 'Marcola'. Vera Magalhães analisa como o cenário ameaça a recuperação recente de Lula nas pesquisas de intenções de voto.

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Participantes neste episódio2
B

Bianca Santos

HostJornalista
V

Vera Magalhães

ComentaristaJornalista
Assuntos4
  • Investigações de tráfico de influênciaLula · Pregação de Pedro Paulo Matos · Marco Aurélio Santana Ribeiro · Tráfico de influência · Lobby
  • Campanha eleitoral do PT· PoliticaCampanha eleitoral do PT · Pesquisas eleitorais · Jair Bolsonaro
  • Corrupção· PoliticaTDAH · Corrupção · Mensalão · Operação Lava Jato
  • Eleições Lula· PoliticaLula · Pesquisas de intenção de voto · Governo Lula
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?Voz B

A Vera gravou o seu comentário. Boa tarde, Sardenberg, Cássia, ouvintes e também quem assiste o CBN Brasil. A gente vinha falando nas últimas semanas a respeito da recuperação do presidente Lula, tanto nas pesquisas de avaliação de governo quanto nas de intenção de votos. Parece que o refresco que Lula experimentou graças às notícias ali positivas do governo, que ele anunciou uma série de medidas ali, inclusive com muitos gastos, e também das crises sucessivas da campanha do seu principal adversário, Flávio Bolsonaro, esse refresco acabou.

Agora as investigações a respeito de tráfico de influência e lobby, que já atingiam o seu filho, Fábio Luiz Lula da Silva, miram um dos seus assessores mais próximos, Marco Aurélio Santana Ribeiro, Marcola. Ele agora faz parte aí de duas investigações, como o Jornal Globo e outros Órgãos da imprensa noticiaram aí nas últimas horas e estaria ligado a essa rede de lobby, rede de tentativa de obtenção de privilégios, de acessos no governo por meio de transações ou de favores ou de ajudas.

Então a campanha do Lula e o Planalto se preocupam muito com isso que parece uma reedição de cenas que o PT já viveu no passado, que o Lula já viveu no passado. Essa sombra da corrupção e do tráfico familiar de influência, de amigos que procuram se cercar do poder para obter benesses, tá no cerne de escândalos passados do governo Lula, do governo Dilma, e que até hoje são uma das principais razões de rejeição ao PT. Então, no Mensalão, na Lava Jato, em casos como o dos aloprados, a gente já viu cenas como essa.

O próprio filho do presidente já apareceu nos seus primeiros governos como um personagem muito controverso. Ainda assim, parece que não houve cuidado de evitar a repetição desses casos. E agora são vários os inquéritos mirando esse entorno muito próximo de Lula, o que pode reacender essa associação entre PT e a corrupção que tão mal fez as campanhas do partido nos últimos anos. Ainda não tá claro qual vai ser o discurso do Lula e o discurso do PT para enfrentar essa fase de investigações.

Por enquanto tem muita reclamação da defesa dos acusados, que se dizem injustiçados, que dizem haver pesca probatória por parte da Polícia Federal. Mas os fatos são bem complicados. Eles mostram ali amigos do filho do presidente buscando ter privilégios em não um, mas vários órgãos, vários setores do governo federal. Então isso é um fato novo na campanha, pode dar um refresco à direita e pode de novo levar a que haja uma situação mais próxima nas pesquisas do que vinha acontecendo nos últimos meses, graças a muitas crises e alguns problemas também nessa seara da corrupção que enfrentou o filho de Jair Bolsonaro.

Essa é a largada da campanha a partir de hoje, com o começo das sabatinas da GloboNews e do G1. Ela entra nessa fase de exposição mais direta dos candidatos e qualquer tropeço nesse sentido pode ser muito grave e pode levar a consequências nas pesquisas. Tem rodada nova de pesquisa essa semana, então tem aí um bom cenário para a gente analisar como vai se dar essa largada da sucessão. Fico por aqui, mais tarde encontro vocês, ouvintes e também espectadores, na edição maior do Viva a Voz, às 7 da noite, horário novo, edição especial. Até lá!

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