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Lula cobra explicações de ex-chefe de gabinete sobre empréstimo de empresária investigada pela PF

04 de agosto de 20266min
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Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, afirma que recebeu um empréstimo pessoal já quitado e nega irregularidades. STF também autorizou a abertura de um terceiro inquérito contra Lulinha.

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Participantes neste episódio2
D

Débora

Host
I

Igor Cardim

Reporterjornalista
Assuntos2
  • Empréstimo de empresária a MarcolaMarco Aurélio Santana Ribeiro · Roberta Lussinger · Polícia Federal · esquema de fraudes em aposentadorias · Palácio do Planalto
  • Caso Vorcaro e Lulinha· PoliticaPregação de Pedro Paulo Matos · Supremo Tribunal Federal · tráfico de influência · Polícia Federal · Serviço Nacional de Saúde · Dataprev
Transcrição7 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz B

Igor Cardim tem informações ao vivo de Brasília, a repercussão no Planalto sobre a transferência da empresária amiga de de linha para Marcola. Oi, Igor, muito boa tarde.

?Voz C

Oi, Débora, boa tarde para você, boa tarde para os nossos ouvintes. Pois é, essa, esse repasse ali que teria sido feito pela Roberta Lussinger a Marcola, a Polícia Federal tá investigando esses pagamentos. E aí, de acordo com aliados do presidente Lula, o petista determinou que o ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, Marcola, explique o empréstimo que recebeu dessa empresária investigada pela Polícia Federal por suspeita de participação no esquema de fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do INSS.

Marcola deixou a chefia de gabinete há cerca de 2 semanas para integrar a equipe de campanha à reeleição do presidente Lula. E aí dizem que o Marcola fez esse movimento de saída ali do Palácio do Planalto sabendo que viria à tona esses pagamentos, e aí tentando evitar que que pingasse ali na imagem do presidente Lula para esse período agora de eleições. Além de Lulinha, e que também afeta ali de certa forma a imagem do presidente Lula, que teve essa terceira investigação aberta nesta terça-feira, a empresária Roberta Lussinger é apontada nas investigações como lobista amiga de Lulinha e prestadora de serviços para o careca do INSS, considerado pela Polícia Federal um dos principais operadores desse esquema.

Marcola confirmou que recebeu os valores na forma de um empréstimo pessoal que já foi quitado e nega qualquer irregularidade. Ainda não há valores e nem prestações, por exemplo, deste empréstimo. De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o empréstimo consistiu em uma única operação, sem repasses sucessivos, e teria sido quitado posteriormente por Marcola. As tratativas estariam registradas em mensagens de WhatsApp apreendidas pela Polícia Federal no celular de Roberta Lussinger.

Pessoas próximas também ao caso dizem que a operação não ocorreu neste ano. Marcola também disse a interlocutores que o empresário não foi formalizado, o empréstimo, perdão, não foi formalizado por contrato de multo, e reiterou em nota que nunca praticou qualquer irregularidade. E aí hoje o senador Flávio Bolsonaro utilizou as investigações para atacar o presidente Lula e a campanha do adversário, tentando associar o caso aos escândalos de fraudes do INSS.

O PT e aliados do presidente Lula ainda não comentaram publicamente esse episódio. O presidente Lula publicou hoje nas redes sociais apenas uma convocação à militância para o lançamento oficial da sua campanha no próximo dia 16 de agosto.

?Voz B

Débora, com certeza a situação que será explorada pelos adversários do presidente Lula durante a campanha. Agora, você citou aí esse terceiro inquérito envolvendo Lulinha. Detalhe ele para gente, por favor.

?Voz C

Pois é, uma outra frente do ministro Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal, que autorizou a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, por suspeita de tráfico de influência no governo. O pedido foi apresentado pela Polícia Federal e o novo procedimento ficará sob relatoria de Flávio Dino. Lulinha já é alvo de outros dois inquéritos no Supremo, os dois sob relatoria do ministro André Mendonça.

Uma das investigações apura suspeitas de ligação entre o empresário e o careca do INSS nas negociações envolvendo cannabis medicinal no Ministério da Saúde. Uma outra frente trata de suposto tráfico de influência junto à Dataprev. E aí, pessoas que estão ali de olho nessa investigação dizem que o novo inquérito deve avançar sobre um grupo de pessoas que manteria supostos negócios ilícitos em áreas do governo federal. Flávio Dino também autorizou uma investigação paralela para evitar o vazamento das informações das operações conduzidas pela Polícia Federal.

A defesa de Lulinha afirmou ter recebido com absoluta tranquilidade a abertura do terceiro inquérito e disse que vai utilizar todas as oportunidades para esclarecer os fatos e comprovar que o empresário não possui relação direta ou indireta com qualquer irregularidade. Os advogados também informaram que pediram providências contra os vazamentos das investigações da Polícia Federal, classificados pela defesa como criminosos e motivados por interesses públicos, e disseram que confiam na condução do caso pelo ministro Flávio Dino, que foi indicado pelo pai de Lulinha, o presidente Lula.

Os advogados acrescentaram ainda, Débora, que Lulinha, que mora atualmente na Espanha, está à disposição das autoridades e pode retornar ao Brasil a qualquer momento para prestar esclarecimentos caso seja necessário. O PT não se manifestou sobre a abertura do novo inquérito.

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