Lula cobra explicações de ex-chefe de gabinete sobre empréstimo de empresária investigada pela PF
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Débora
Igor Cardim
- Empréstimo de empresária a MarcolaMarco Aurélio Santana Ribeiro · Roberta Lussinger · Polícia Federal · esquema de fraudes em aposentadorias · Palácio do Planalto
- Caso Vorcaro e Lulinha· PoliticaPregação de Pedro Paulo Matos · Supremo Tribunal Federal · tráfico de influência · Polícia Federal · Serviço Nacional de Saúde · Dataprev
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Igor Cardim tem informações ao vivo de Brasília, a repercussão no Planalto sobre a transferência da empresária amiga de de linha para Marcola. Oi, Igor, muito boa tarde.
Oi, Débora, boa tarde para você, boa tarde para os nossos ouvintes. Pois é, essa, esse repasse ali que teria sido feito pela Roberta Lussinger a Marcola, a Polícia Federal tá investigando esses pagamentos. E aí, de acordo com aliados do presidente Lula, o petista determinou que o ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, Marcola, explique o empréstimo que recebeu dessa empresária investigada pela Polícia Federal por suspeita de participação no esquema de fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do INSS.
Marcola deixou a chefia de gabinete há cerca de 2 semanas para integrar a equipe de campanha à reeleição do presidente Lula. E aí dizem que o Marcola fez esse movimento de saída ali do Palácio do Planalto sabendo que viria à tona esses pagamentos, e aí tentando evitar que que pingasse ali na imagem do presidente Lula para esse período agora de eleições. Além de Lulinha, e que também afeta ali de certa forma a imagem do presidente Lula, que teve essa terceira investigação aberta nesta terça-feira, a empresária Roberta Lussinger é apontada nas investigações como lobista amiga de Lulinha e prestadora de serviços para o careca do INSS, considerado pela Polícia Federal um dos principais operadores desse esquema.
Marcola confirmou que recebeu os valores na forma de um empréstimo pessoal que já foi quitado e nega qualquer irregularidade. Ainda não há valores e nem prestações, por exemplo, deste empréstimo. De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o empréstimo consistiu em uma única operação, sem repasses sucessivos, e teria sido quitado posteriormente por Marcola. As tratativas estariam registradas em mensagens de WhatsApp apreendidas pela Polícia Federal no celular de Roberta Lussinger.
Pessoas próximas também ao caso dizem que a operação não ocorreu neste ano. Marcola também disse a interlocutores que o empresário não foi formalizado, o empréstimo, perdão, não foi formalizado por contrato de multo, e reiterou em nota que nunca praticou qualquer irregularidade. E aí hoje o senador Flávio Bolsonaro utilizou as investigações para atacar o presidente Lula e a campanha do adversário, tentando associar o caso aos escândalos de fraudes do INSS.
O PT e aliados do presidente Lula ainda não comentaram publicamente esse episódio. O presidente Lula publicou hoje nas redes sociais apenas uma convocação à militância para o lançamento oficial da sua campanha no próximo dia 16 de agosto.
Débora, com certeza a situação que será explorada pelos adversários do presidente Lula durante a campanha. Agora, você citou aí esse terceiro inquérito envolvendo Lulinha. Detalhe ele para gente, por favor.
Pois é, uma outra frente do ministro Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal, que autorizou a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, por suspeita de tráfico de influência no governo. O pedido foi apresentado pela Polícia Federal e o novo procedimento ficará sob relatoria de Flávio Dino. Lulinha já é alvo de outros dois inquéritos no Supremo, os dois sob relatoria do ministro André Mendonça.
Uma das investigações apura suspeitas de ligação entre o empresário e o careca do INSS nas negociações envolvendo cannabis medicinal no Ministério da Saúde. Uma outra frente trata de suposto tráfico de influência junto à Dataprev. E aí, pessoas que estão ali de olho nessa investigação dizem que o novo inquérito deve avançar sobre um grupo de pessoas que manteria supostos negócios ilícitos em áreas do governo federal. Flávio Dino também autorizou uma investigação paralela para evitar o vazamento das informações das operações conduzidas pela Polícia Federal.
A defesa de Lulinha afirmou ter recebido com absoluta tranquilidade a abertura do terceiro inquérito e disse que vai utilizar todas as oportunidades para esclarecer os fatos e comprovar que o empresário não possui relação direta ou indireta com qualquer irregularidade. Os advogados também informaram que pediram providências contra os vazamentos das investigações da Polícia Federal, classificados pela defesa como criminosos e motivados por interesses públicos, e disseram que confiam na condução do caso pelo ministro Flávio Dino, que foi indicado pelo pai de Lulinha, o presidente Lula.
Os advogados acrescentaram ainda, Débora, que Lulinha, que mora atualmente na Espanha, está à disposição das autoridades e pode retornar ao Brasil a qualquer momento para prestar esclarecimentos caso seja necessário. O PT não se manifestou sobre a abertura do novo inquérito.
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