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Disputa pelo governo de SP é 'cenário de absoluta estabilidade'

29 de julho de 20267min
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A nova pesquisa Genial/Quaest mostra que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) mantém vantagem na disputa pela reeleição em São Paulo. Lauro Jardim afirma que o cenário no estado é de 'absoluta estabilidade'. 'Essa estabilidade, nesse caso, significa uma boa notícia para o governador Tarcísio, que lidera a disputa'.

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Participantes neste episódio3
C

Cássia

HostJornalista
M

Milton

HostJornalista
L

Lauro Jardim

ComentaristaJornalista
Assuntos2
  • CPI do INSS e desgaste político do governoTarcisio de Freitas · Lei Rouanet · Estabilidade eleitoral · Rejeição eleitoral
  • Situação na BahiaACM Neto · Jerônimo Rodrigues · Empate técnico · Aprovação do governo
Transcrição11 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
LJLauro Jardim

Plantão Lauro Jardim.

MMilton

Muito bom dia para você, Lauro Jardim.

LJLauro Jardim

Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes.

CCássia

Bom dia, Lauro.

MMilton

Lauro, vamos falar dos dados, dos números divulgados pela Genial Quest hoje, olhando para São Paulo e também Bahia. Vamos começar por São Paulo. Agora há pouco, Cássia Godoy, repórter CBN, reproduziu alguns dos números mostrando o governador Tarcísio liderando com folga a eleição estadual, enquanto a disputa presidencial permanece mais apertada. Queria ouvir a sua análise.

LJLauro Jardim

Pois é, Milton, a primeira observação que eu acho importante fazer sobre a disputa pelo governo de São Paulo é que o cenário é de absoluta estabilidade. E eu falo isso porque o resultado de agora, que aponta para essa liderança folgada do governador Tarcísio, tá em linha com o resultado da pesquisa que a Quest fez em abril em São Paulo. O Tarcísio aparece agora com 41% contra 26% do ex-ministro Fernando Haddad no primeiro turno, e com 48% contra 32% no segundo turno.

E esse resultado de hoje, Milton, para o segundo turno é rigorosamente igual ao que a Quest apontou em abril. Essa estabilidade nesse caso significa uma boa notícia para o governador, para o governador Tarcísio, que lidera a disputa. Também no quesito rejeição Nada mudou de abril para cá, e isso novamente é uma notícia ruim para o Haddad. Em abril, 58% dos eleitores, dos eleitores de São Paulo, diziam que não votariam no Haddad de modo algum para governador.

E agora o resultado foi exatamente o mesmo. E enquanto isso, a rejeição do Tarcísio se mantém em 37%. Que o Tarcísio Nilton Cássio é o favorito para vencer essa eleição, ninguém discute. O governo dele, por exemplo, é bem avaliado desde o início do mandato e continua sendo. Claro que a campanha de verdade vai começar agora, a partir de agosto, ainda tem muito chão pela frente. Mas a grande dúvida hoje é se essa disputa vai acabar no primeiro ou no segundo turno.

Isso é o que se discute tanto dentro da campanha do Tarcísio quanto na do Haddad. E essa possibilidade de terminar no primeiro turno está colocada claramente. O Haddad relutou muito, e isso é público, relutou muito em topar ser candidato novamente em São Paulo. Ele já havia perdido para o Tarcísio em 22. O Haddad sabia das dificuldades que ele iria enfrentar, mas acabou aceitando entrar nessa disputa como uma missão do do PT para ajudar o Lula na busca dele pelo quarto mandato.

E para ajudar o Lula, Milton, em casa, é fundamental que o Haddad pelo menos leve essa eleição para o segundo turno, porque pelo menos com base na pesquisa de hoje, o Lula, embora seja líder no Brasil, ele continua patinando em São Paulo. Em São Paulo, que concentra 22% do eleitorado total do Brasil, Milton, o Flávio Bolsonaro teria hoje 40%, segundo essa pesquisa Quest de hoje, contra 35% do Lula no segundo turno. Então, em resumo, pelo menos no momento, nem o Haddad tá ajudando ainda o Lula e nem o Lula tá conseguindo ajudar o Haddad em São Paulo.

CCássia

Quando a gente olha para pesquisa na Bahia, aí a gente tem um quadro diferente do quadro de São Paulo, no sentido de que os dois candidatos que pontuam melhor estão tecnicamente empatados, né?

LJLauro Jardim

Lauro. Exatamente, Cássia. Essa é a grande diferença de São Paulo para Bahia. Na Bahia, o ACM Neto e o governador Jerônimo Rodrigues, eles estão numericamente empatados. E a semelhança, aliás, é também em relação a São Paulo uma estabilidade, porque esse resultado de hoje da Quest para o governo da Bahia entre o Jerônimo Rodrigues e o ACM Neto também é rigorosamente o mesmo que a Quest apontava em abril. Também no segundo turno é a mesma coisa, tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Então essa eleição para o governo da Bahia, Cássia, tende a ficar sem favoritos até o dia 4 de outubro. O governador Jerônimo Rodrigues tem a favor dele alguns pontos que a gente tem que considerar. Primeiro é alta aprovação do governo dele, que é de 57%, segundo essa pesquisa da Quest. Ele também acaba sendo ajudado pela força do Lula na Bahia, Cássia. Só para que o nosso ouvinte tenha uma ideia mais clara, pela pesquisa de hoje, o Lula teria na Bahia 52% dos votos no primeiro turno, contra 18% do Flávio Bolsonaro.

Já o ACM Neto, ele conta com o que poderia ser falado aí como um cansaço do eleitor baiano com os governos petistas no estado, porque há 5 eleições desde 2002, 5 eleições consecutivas, o PT não perde uma eleição para o governo da Bahia. Essa então é uma eleição, como eu disse, que vai ser disputada até o final, sem favoritos.

MMilton

Cássia, muito obrigado pela sua análise, Lauro. Um bom dia para você.

LJLauro Jardim

Bom dia para você, Milton. Para você também, Cássia. Para os ouvintes, e até sexta.

CCássia

Até sexta-feira.

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