Participação de Milei em evento de lançamento de candidatura de Flávio Bolsonaro é 'erro estratégico'
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Merval Pereira
- Rodadas BrasileirãoJavier Milei · Confronto com Flaviano · Erro estratégico · Linguajar inadequado · Alexandre de Moraes
- Extremismo de direita globalDireita internacional · Argentina no futebol
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Momento da Política com Merval Pereira.
E aí, Merval, tudo bom?
Boa tarde, ouvinte. Boa tarde, Cássia.
Boa tarde, Merval. A gente tava comentando aqui na abertura do programa, é verdade que o Lula é aliado dos adversários do Milei, aliado lá do peronismo, da esquerda argentina, da Cristina Kirchner, do Sérgio Massa e tal, que ajudou a campanha dos adversários do Milei. Mas o Milei não podia falar do jeito que falou, né?
Não, claro que não, é completamente inapropriado, né, o presidente da República, né, o linguajar dele e o comportamento dele, né, no palco. Realmente é uma pessoa que não tem noção dos limites, né, da presidência. Não agrada um grupo grande de argentinos ainda, né, mas é muito inapropriado. O que ele fez. E por mais que ele não goste do ministro Alexandre de Moraes, ele não pode se referir a ele como fez. Ele é um ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, não pode ser tratado dessa maneira.
E eu acho que, além do mais, é um erro estratégico grande no convite do Milei para participar da festa, né, de lançamento do Flávio. Porque se é verdade que o Flávio quer ser apoiado e abraçado pela direita internacional, é verdade também que a Argentina não é um dos principais, como é que eu diria, dos preferidos da opinião pública brasileira, ainda mais depois da Copa do Mundo, depois de tudo que aconteceu na Copa do Mundo. Não acho que foi o time correto não para uma campanha eleitoral popular, né?
Acho que a atitude do Milei foi uma atitude de líder populista, né? Mas ele não representa no Brasil uma presidência que é respeitada e admirada. Não existe essa ligação política entre o Brasil e Argentina. Ao contrário, existe uma retração, existe uma competição, né, que não sei se ajuda muito o Flávio não.
Ele disse, entre outras coisas, aí já fora da, falando dessa divergência Brasil-Estados Unidos e Brasil-Argentina, ele falou que houve uma, o Brasil participou de uma campanha contra Argentina na Copa do Mundo, com financiamento inclusive de parte dessa campanha. A gente pode ter torcido contra Argentina, mas foi o máximo, né? Ninguém ajudou nada, não.
É realmente essa conspiração, né? A ideia de conspiração tá sempre embutida nessa direita internacional, né? Tá sempre, estão sempre em busca de alguma explicação para os acontecimentos. Não acreditam em coisas espontâneas, mas esse caso da Argentina no futebol com o Brasil é muito espontâneo, não tem nada de de organizado, não tem nada de combinado não.
Exato. Merval Pereira, obrigado, Merval. Até amanhã.
Até amanhã, Sônia.