Datafolha: maioria dos eleitores brasileiros acredita que tarifas dos EUA beneficiam Flávio Bolsonaro
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Pedro Fagundes
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De volta a São Paulo, informações do Pedro Fagundes com números do Datafolha, que foi olhar a opinião pública, qual é a percepção que as pessoas têm em relação ao tarifaço que os Estados Unidos impôs ao Brasil. Pedro, sua informação.
Milton, mais da metade dos eleitores brasileiros acreditam que as novas tarifas de 25% dos Estados Unidos contra o Brasil tem o objetivo de beneficiar a campanha de Flávio Bolsonaro à presidência. São 52%, de acordo com uma pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda, o índice chega a 73% entre os eleitores do presidente Lula. Já entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, 29% ainda veem uma tentativa de favorecimento ao senador. Levantamento também aponta que 74% dos brasileiros defendem uma solução negociada para crise comercial, enquanto apenas 17% apoiam uma retaliação imediata.
Entre os entrevistados, 37% não acreditam que as tarifas têm objetivo eleitoral. Pesquisa, ela ouviu 2.004 pessoas nos dias 22 e 23 de julho, com a margem de erro de 2 pontos percentuais. Bem, Datafolha também perguntou quem é o principal responsável pela punição comercial. Lula foi o mais citado, com 35% dos entrevistados. Segundo é Donald Trump, que aparece com 28%. Os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro somam 23% das respostas, sendo elas 13% para Flávio e 10% para Eduardo.
A pesquisa ainda mostra que 51%, mais da metade, avaliam que o governo Lula fez menos do que poderia para evitar essas novas tarifas. Já 29% acredita que o presidente agiu da forma adequada. O resultado aparece num momento em que Lula acusa Washington de tentar interferir no processo eleitoral brasileiro. Em artigo publicado no jornal americano The Washington Post, o presidente afirmou que o país não aceitará sanções econômicas ou comerciais usadas como pressão por motivos políticos ou eleitorais.
Essa manifestação do presidente Lula, ela ocorreu depois que o Itamaraty negou vistos de dois funcionários do Departamento de Estado americano, acreditando que eles poderiam vir ao Brasil para tentar interferir no processo eleitoral. Neste sábado, durante uma convenção do PT que oficializou Fernando Haddad como candidato governo de São Paulo, Lula reforçou que não aceitará interferência estrangeira.
Que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições. Portanto, quem quiser de fora vir se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo, vão apanhar muito aqui nas eleições. Quem vai decidir o destino desse país são 157 milhões de eleitores.
O Departamento de Estado americano, no entanto, classificou a acusação como mentira sem fundamento.
Milton, muito obrigado. Esse foi o Pedro Fagundes.