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PT vai oficializar Haddad em Campinas com desafio de fortalecer palanque de Lula em SP

24 de julho de 20267min
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O PT vai lançar no próximo sábado (25), em Campinas, no interior de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo do Estado. A escolha de Campinas para sediar a convenção estadual do partido não foi casual. Historicamente, o PT tem dificuldades em eleger representantes na região, que concentra 53% do eleitorado paulista.

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Participantes neste episódio1
P

Pedro Pupulim

ReporterRepórter
Assuntos3
  • Campanhas de Arrecadação de AgasalhosPT oficializa Haddad em Campinas · Lei Rouanet · Márcio França · Gestão de Marina Silva · Relacoes EUA-Ira · Lula · Geraldo Alckmin - Candidatura
  • Propostas de Romeu ZemaPlano de governo · Saúde · Privatizações (Sabesp) · Segurança pública · Tarcisio de Freitas · Feminicídio · Câmeras corporais em policiais
  • Trabalho no SenadoDefinição de suplentes · TDAH · PDT · Relacoes EUA-Ira · Gestão de Marina Silva · Moisés Selerges · RPG de Várzea
Transcrição12 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz A

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?Voz C

O PT vai oficializar Fernando Haddad em Campinas e tem um duplo desafio aí: superar entraves do interior e também fortalecer o palanque para o presidente Lula no maior colégio eleitoral do país. Quem tá acompanhando é o Pedro Pupulim, que tá aqui conosco e traz um pouco dos bastidores para essas conversas do fim de semana. Bom dia para você, Pedro.

PPPedro Pupulim

Bom dia, Marcela. Bom dia, Muniz, e a todos que nos acompanham na CBN. Exatamente. O PT lança então no próximo sábado amanhã em Campinas o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad ao governo do estado. A chapa dele terá Márcio França aí do PSB como candidato a vice-governador e Marina Silva e Simone Tebet na disputa pelo Senado. Agora, a escolha de Campinas, Marcela Muniz, para sediar essa convenção estadual do partido não foi casual.

Historicamente, o PT tem dificuldades em eleger representantes na região, que concentra atualmente 53% do eleitorado paulista. A proximidade de Campinas com a capital também foi um fator preponderante. O PT espera uma grande mobilização de aliados e da militância petista para comparecerem ao evento, que acontece em uma arena. A mobilização faz parte de uma estratégia aí do partido para concentrar esforços em torno de um projeto que fortaleça tanto as candidaturas de Fernando Haddad quanto do presidente Lula, que tentará se reeleger para o seu quarto mandato no Palácio do Planalto.

Além dos pré-candidatos e de Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e outras lideranças petistas estarão no evento. A ideia, Marcela Muniz, é que a presença tanto de Alckmin, que já governou São Paulo nos anos de, digamos, dinastia do PSDB, quanto de Márcio França, que também já governou o estado e foi prefeito do município de São Vicente, sirvam aí, entre outros pontos, de aceno para aquele eleitor indeciso do interior.

?Voz E

E Pedro, o que que a gente já sabe, ou o que que já se comenta aí nos bastidores da campanha que deve ser discutido nesse evento? Para além da formalização da candidatura, o que mais que deve estar em debate nesse evento?

PPPedro Pupulim

Olha, Muniz, além da oficialização dessas candidaturas, o evento deve ser marcado pela apresentação de algumas diretrizes do plano de governo de Fernando Haddad, plano de governo que ainda não foi apresentado. Entre essas diretrizes, os pré-candidatos deverão dobrar a aposta em cima de temas que têm sido a tônica da pré-campanha, voltados sobretudo aí à saúde, privatizações de companhias como a Sabesp, e sobretudo segurança pública.

O tema da segurança, por exemplo, tá no centro da disputa entre Haddad e o seu adversário na disputa, o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos. Enquanto Tarcísio exalta dados de segurança no estado sob a ótica do governo, Haddad deverá explorar, por exemplo, as taxas de feminicídio, que aumentaram 41% somente no primeiro trimestre deste ano. Ainda neste campo, o comitê de campanha de Haddad estuda apresentar como proposta a implementação de câmeras corporais permanentes em policiais, ou seja, os dispositivos que não poderão ser acionados de acordo com a vontade dos agentes.

Essa medida, na visão da cúpula petista, representa um avanço em relação às câmeras corporais implementadas pela gestão Tarcísio e pelo ex-secretário de Segurança do Estado, Guilherme Derrite, que é pré-candidato ao Senado apoiado pelo governador.

?Voz C

Bom, a gente já sabe então que segurança pública vai ser um tema caro nesta campanha, vai ser um tema bastante abordado, né, por Fernando Haddad. A questão das privatizações também. Ele inclusive ontem falou, né, que caso seja, caso assuma, né, o governo do estado Os contratos assinados precisarão ser revistos por causa até dos problemas que a gente citou aqui dos trens ontem, né? Enfim, com a concessão, falou sobre isso. Agora, o plano de governo de fato de Fernando Haddad, quando sai, hein, Populinho?

PPPedro Pupulim

Marcela, o plano de governo de Haddad, ele entrou na sua fase final de elaboração recentemente e deverá ser apresentado na primeira quinzena de agosto. Nos bastidores, a tendência é que o plano seja divulgado após a convenção nacional do presidente Lula, marcada para o próximo dia 2 de agosto em São Paulo.

?Voz E

Agora, Pupulinho, uma outra, um outro ponto importante é o seguinte: a gente nessa reta final de preparativos para as campanhas e tal, a gente fala muito sobre quem vai ser candidato à presidência, quem vai ser o vice, quem vai ser o candidato ao Senado, mas a gente não costuma falar muito sobre as suplências do Senado, quem vão ser os suplentes dessas chapas para o Senado. Em que pé ficou essa discussão nessas chapas da esquerda e quando tem previsão de anúncio de algum desses nomes?

PPPedro Pupulim

Pois é, Muniz, é um assunto realmente que não chama a atenção geralmente do eleitor. Os partidos de esquerda que compõem as chapas ao governo de São Paulo e ao Senado definiram que PT e PDT ficarão com as primeiras suplências das pré-candidatas Simone Tebet e Marina Silva, respectivamente. A definição dos nomes, no entanto, não deverá ser anunciada na convenção deste sábado. A ideia é que, assim como o plano de governo de Haddad, o anúncio seja no começo de agosto.

O cargo, ele foi alvo de disputa dos 7 partidos da coligação de esquerda no estado, já que as pré-candidatas poderão retornar aos ministérios do governo Lula caso o petista se reeleja ao Palácio do Planalto. Então, a importância disso, Marcela Muniz, é que a gente pode estar falando aí dos virtuais candidatos ao Senado no lugar de Tebet e Marina. Alguns nomes avaliados para suplência de Tebet são, por exemplo, Moisés Selerges, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, e Laio Moraes, ex-chefe de gabinete de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda. Eu sigo acompanhando e volto com vocês.

?Voz C

Muito obrigada, Pedro Pupulim, que tá de olho nessa campanha. Acompanhando passo a passo e vai também estar aí acompanhando essas convenções que acontecem nos próximos dias, né? Nos próximos dias tem essa do fim de semana que vai ser bem animada e as próximas também que vão trazer essas definições. Valeu, Pedro Popolinho!

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