Os bastidores da reconciliação entre Flávio e Michelle Bolsonaro
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Carol
Débora
Bela Megale
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Conversa de bastidor com Bela Megali. Bela Megali, boa noite, tudo bem?
Boa noite, Débora. Boa noite, Carol. Boa noite, ouvintes.
Bela, Bela, depois da troca de vídeos que nós assistimos durante essa tarde, pedidos de desculpas de Flávio, desculpas aceitas por Michele, dá para dizer que A paz voltou a reinar no clã Bolsonaro?
Bom, Débora, na verdade acho que a paz nunca reinou no clã Bolsonaro, né? É, voltar é um termo um pouco forte. Existe aí a tentativa de construção de uma trégua. A gente viu esse gesto do Flávio um mês depois que a Michele gravou aquele vídeo falando que ele a humilhou, a maltratou e expôs toda a desavença familiar. E o Flávio se viu praticamente obrigado a gravar o vídeo porque existiu muito apelo no PL, em especial presidente do partido, Valdemar Costa Neto.
E a principal cenourinha ali colocada na frente do Flávio para que ele gravasse o vídeo foi que a possibilidade dele reatar, digamos assim, com a Michele Bolsonaro poderia trazer de volta a federação formada por PP e União Brasil, alguma chance de compor a campanha ali do Flávio, né, indicando uma vice, um vice-candidato na chapa dele. Mas o fato é que a gente essa gravação. Essa gravação demorou, só que tem um fator que eu quero contar para o nosso ouvinte que fez esse pedido de desculpas do Flávio demorar um pouco mais, Débora e Carol, que é o fator Carlos Bolsonaro.
Ele é o irmão que de fato tem a pior relação com a ex-primeira-dama, com a madrasta. Na última campanha de 2022, última campanha presidencial, inclusive Carlos e Michele terminaram a campanha rompidos, sem se falar, e assim permaneceram por um bom período até que reataram numa manifestação na Paulista, que a própria Michele fez um gesto ao Carlos e depois eles se abraçaram. Mas hoje o clima é de guerra novamente, e o Carlos era veementemente contra qualquer movimento do irmão de pedir desculpas à madrasta.
Ele não queria isso, e eu apurei que foi um dos fatores que atrasou esse pedido de desculpas pública aí do Flávio Bolsonaro, até que chegou um momento que ele decidiu que tinha que fazer isso às vésperas da convenção. E aí a gente viu essa troca de afagos, como você mesma disse, Débora.
Ô, Bela, e você trouxe apuração de que teve uma figura decisiva aí para essa reconciliação, uma espécie de bombeira, né, que foi a governadora Celina Leão.
É isso mesmo, Carol. A própria Michele depois chegou a citar no vídeo dela a Celina e a Damares, mas a Celina, desde o início dessa crise, desde que a crise foi deflagrada, ela tava atuando para colocar panos quentes nisso. Inclusive, ela foi um dos foi decisivo para que a Michele não pedisse a desfiliação do PL, que era esse o plano inicial da ex-primeira-dama quando ela gravou aquele vídeo expondo as desavenças com Flávio Bolsonaro há cerca de um mês.
E desde então, a Celina ficou em contato com a cúpula do partido e falando com a Michele. E a própria Celina dava o recado direto que era uma condição imposta pela Michele que o primeiro passo partisse do Flávio. Que por meio de umas desculpas públicas, já que na versão da Michele ela só teria falado a verdade, ela tinha sido honesta na gravação do seu vídeo, então não tinha por que ela atender os apelos do Valdemar Costa Neto e pedir desculpas pelo que ela tinha falado.
A Celina insistiu muito nessa necessidade do Flávio gravar o vídeo, e de um lado junto aos dirigentes do PL, e aí com a Michele também foi amenizando, até porque ela defende muito para que a Michele saia candidata a Senado do Distrito Federal. Eu acho que só da Michele ter feito essa gravação em resposta ao Flávio de uma maneira tão rápida já mostra que ela tá ali, né, na janelinha para de fato ser candidata, que essa especulação de que ela poderia abrir mão da candidatura ao Senado pelo DF será só uma especulação e que já já ela deve abraçar a própria campanha.
Bom, já que não tem paz, vamos ver quanto tempo vai durar essa trégua, pelo menos entre esses dois integrantes da família. Obrigada, Bela, beijo!
Obrigada a você, Débora, Carol e aos ouvintes. Até semana que vem, até essa!