Governo intensifica ações contra tarifaço dos EUA com reunião de Lula e setor produtivo
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- Tarifas EUAReunião do governo com setor produtivo · Setores afetados: calçadista, vestuário e plásticos · Medidas: ampliação do Programa Brasil Soberano, novas linhas de financiamento · O Senhor dos Anéis · ABMAC
- Tarifa de trabalho forçadoInvestigação sobre falhas na fiscalização · Tarifa de 12,5% somada à de 25%
- Operação Caracas e RetaliaçãoPosição contra retaliação · Diplomacia como solução · O Senhor dos Anéis
É isso, Sardenberg. Boa tarde a você, a Cássia, a todos que nos acompanham. Inclusive, na verdade, uma série de reuniões começando aqui com a reunião que está acontecendo nesse momento no Palácio do Planalto com o presidente Lula e os ministros da Fazenda, Dario Durigam, e também Márcio Elias Rosa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O governo federal tem o objetivo de mitigar os impactos do novo tarifação e também inicia a partir de hoje essas outras reuniões com os setores afetados por essa tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras, taxa que entra em vigor amanhã.
Os primeiros setores que serão ouvidos pelos ministérios serão calçadista, vestuário e plásticos. O objetivo é mapear perdas de contratos, calcular a necessidade de crédito e definir o volume de ajuda sem ultrapassar os limites fiscais. Entre as medidas que estão em tudo está a ampliação do Programa Brasil Soberano, novas linhas de financiamento e abertura de novos mercados. Hoje pela manhã, aqui na Vice-Presidência da República, o presidente executivo da ABMAC, José Veloso, que é do setor de máquinas, né, que é um dos setores mais afetados com esse novo tarifação, se reuniu com o vice-presidente Heraldo Alckmin e apresentou propostas voltadas exatamente à competitividade e ao crédito.
Apesar da na queda nas vendas para os Estados Unidos, o setor de máquinas e equipamentos registrou alta de 12% nas exportações acumuladas nos últimos 12 meses, segundo José Veloso, impulsionado exatamente por esses novos mercados e apoio da Apex, que é a Agência Brasileira de Promoção à Exportação e Investimentos. Sobre a possibilidade do Brasil adotar uma lei de reciprocidade ou retaliação, José Veloso disse ser contra, porque para ele não tem como resolver um problema político por meio de uma resposta que seria uma retaliação às novas taxas.
Vamos ouvir. Mesmo assim, a revelia dos empresários norte-americanos, os Estados Unidos resolveu colocar a tarifa. Então a gente entende que tem um componente político importante. Então não entendemos que reciprocidade ou retaliação vai resolver um problema político. O que vai resolver um problema político é diplomacia do Estado e diplomacia empresarial junto aos empresários norte-americanos.
Então, setor de máquinas também será ouvido hoje à tarde no Ministério do Desenvolvimento Industrial e Comércio para falar ali sobre, né, como é que o governo pode reagir a esse tarifado. Lembrando que na sexta-feira o governo já espera o anúncio de uma outra tarifa, que é de 12,5%, que diz respeito a uma outra investigação sobre falhas na fiscalização em relação aos produtos que são ali confeccionados a partir do trabalho forçado.
Governo já conta com essa sobretaxa que deve ser anunciada na próxima terça-feira, e aí vai ser somada junto com essa de 25%, chegando a 37,5%. Por isso as medidas já devem contemplar esse total na sobretaxa. Nardenberg.