Episódios de Política

Vice indefinido e apoios em aberto: as incógnitas da candidatura de Flávio

21 de julho de 20265min
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Bernardo Mello Franco discute as principais incógnitas que ainda cercam a candidatura de Flávio Bolsonaro, como a definição do vice e quais lideranças devem dividir o palanque com o senador durante a campanha, a maior preocupação do momento. Ouça.

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Participantes neste episódio2
B

Bernardo Melo Franco

HostJornalista
C

Carlos Alberto Sardenberg

Co-hostJornalista
Assuntos3
  • Campanha de Flávio BolsonaroDefinição do vice · Apoio de partidos · Expansão do Republicanos na Alesp · Programa Desenrola Brasil · Pesquisas eleitorais
  • Voto FemininoPesquisas de intenção de voto · Resistência feminina · Bolsonaro
  • Estratégias de Flávio BolsonaroDoris Monteiro · Trindade Cristã · Doris Monteiro · Clarissa Tércio · Joana · Mamilo do Kratos
Transcrição4 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
BMBernardo Melo Franco

Conversa de Bastidor com Bernardo Mello Franco.

CACarlos Alberto Sardenberg

Bernardo, boa tarde, Sassenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes da CBN. Boa tarde, Bernardo.

BMBernardo Melo Franco

Bernardo em áudio e vídeo direto do estúdio da CBN do Rio de Janeiro. E o assunto é que a candidatura do Flávio Bolsonaro será lançada oficialmente neste sábado, ainda sem vice, né, Bernardo?

CACarlos Alberto Sardenberg

Pois é, Sardenberg, o Flávio Bolsonaro vai ser o primeiro dos principais candidatos a ser lançado oficialmente na convenção nacional do PL. E a vice é apenas uma das incógnitas que ainda rondam essa candidatura. É o principal ponto em aberto até agora, Sardenberg e Cássia. É o palanque do Flávio Bolsonaro. Quais são os partidos que vão apoiá-lo, se é que vão apoiá-lo nessa candidatura presidencial? O objetivo do Flávio era reproduzir o palanque do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na eleição de 2022, quando praticamente todo o centrão tava apoiando aquela candidatura.

Mas as conversas estão empacadas, para não dizer emperradas. E enfim, o Flávio tem que resolver aparar arestas aí com dois blocos partidários. O primeiro é o Partido Republicanos, que é o partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, é também o partido do governador Tarcísio de Freitas, e tá fazendo jogo duro para apoiar o Flávio. A gente sabe que o Republicanos desde o início queria o apoio do Bolsonaro ao Tarcísio e não ele, Republicanos, apoiar um filho do Bolsonaro.

Então essa relação já saiu estressada de início, e depois os dois partidos foram se distanciando. E conforme os problemas foram se avolumando na candidatura do Flávio, o Republicanos foi dando alguns passos atrás. O nosso colega Lauro Jardim publicou na semana passada que o Republicanos teria posto na mesa como exigência para apoiar o Flávio a indicação do Marcos Pereira, deputado, bispo da Universal e presidente do próprio Republicanos, a uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal.

É claro que todas as partes negaram esse acordo, é o tipo de conversa que ninguém confirma oficialmente, mas o fato é que ainda não tem o martelo batido em relação a essa aliança. O outro problema do Flávio, e esse parece ainda maior, é com a Federação PP União Brasil. Que junta um enorme número de parlamentares, né, que era dada quase como certa nesse palanque, mas que se distanciou, especialmente depois das operações policiais que tiveram como alvo o senador Ciro Nogueira, presidente do PP.

O Ciro se ressente porque o Flávio Bolsonaro não saiu publicamente em apoio dele e, portanto, tá sinalizando que o partido também pode ficar neutro nessa história. Em relação à vice, Sardenberg e Cássia, a única certeza nesse momento é que o Flávio vai ter uma mulher como companheira de chapa. E isso, como eu ouvi mais cedo de um senador aliado do Flávio Bolsonaro, é uma necessidade que expõe uma vulnerabilidade. Que vulnerabilidade é essa?

As pesquisas mostram que o Flávio Bolsonaro tem muito problema com eleitorado feminino. Segundo o Datafolha, nesse segmento, que a maioria da população, o Lula tem uma vantagem de 15 pontos. Segundo a Quest, uma vantagem de 13 pontos. Portanto, a ideia do Flávio Bolsonaro, dos seus aliados, é botar uma mulher nesse palanque como candidata a vice, com isso tentando quebrar a resistência feminina a votar no senador, especialmente depois dos atritos dele ali com a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro.

Então, na mesa como opções, no Republicanos, a economista Daniela Marques, que é ligada ao ex-ministro Paulo Guedes, Mas o caso dela tá um pouco complicado, entre outras razões porque o Valdemar Costa Neto, presidente do PL, declarou, Sardeberg Cássia, vejam só, que ela seria ruim de voto, ela não agregaria voto à chapa presidencial. Na parte do PP tem 3 opções: a senadora Tereza Cristina, a deputada Simone Marqueto de São Paulo e a deputada Clarissa Tércio de Pernambuco.

Mas de novo, essas 3 opções dependendo de um acordo partidário com a Federação PP União Brasil. E se o Flávio não conseguir apoio nenhum, se sair uma chapa puro-sangue pelo PL, aí as opções que restam sobre a mesa são a deputada Júlia Zanatta, de Santa Catarina, e a deputada Bia Kicis, do PL do Distrito Federal. Vamos ver aí cenas dos próximos capítulos. O fato é que o Flávio vai lançar sua candidatura sem palanque partidário e sem vice definido ainda.